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de fevereiro de
2012
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Entre elas estão 30 pássaros, dois morcegos e 233 borboletas e mariposas.
Área é um santuário da vida selvagem, segundo grupo ambiental.
Foram encontradas 365 espécies novas para a ciência no Parque Nacional Bahuaja Sonene, no sul do Peru, informou na quinta-feira (2) a Sociedade de Conservação da Vida Selvagem. Entre as novas espécies estão 30 pássaros, como o gavião-águia preto-e-branco, dois morcegos e 233 borboletas e mariposas.
As espécies foram encontradas por uma equipe de quinze pesquisadores da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem, que trabalha no parque desde 1996, com objetivo de realizar um inventório de espécies do local. Segundo a organização, o parque é um santuário protegido para a vida selvagem.
Além das novas espécies, o levantamento mostrou que a área abriga mais de 600 espécies de pássaros, 180 mamíferos, mais de 50 réptils e anfíbios, 180 peixes e 1.300 borboletas.
“A descoberta de mais espécies neste parque realça a importância dos projetos de conservação em curso na área”, afirmou Julien Kunen, diretor da sociedade para América Latina e Caribe. “Este parque é uma das joias da rede de áreas protegidas da América Latina”, considerou.

Rãs-folha gigantes estão entre as 50 espécies de répteis e anfíbios descobertas no parque (Foto: Andre Baertschi )

O parque contém sete espécies de araras, entre elas a vermelha e a verde (Foto: Carlos Sevillano)

Foram encontradas 233 espécies de borboletas ainda não conhecidas pela ciência (Foto: Carlos Sevillano)
Fonte: Globo Natureza
6
de fevereiro de
2012
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Mamíferos aproveitaram o frio glacial e se esbaldaram em Berlim.
Temperaturas abaixo de zero já causaram mortes na Europa Central.
Aproveitando a onda de frio na Europa, exemplares de urso polar (Ursus maritimus) brincam com a neve fresca no zoológico de Berlim, na Alemanha, nesta sexta-feira (3). Após uma forte onda de calor em janeiro, o país foi atingido por baixas temperaturas na última semana.
O frio glacial que atinge a Europa Central deixou mais quarenta mortos nesta quinta-feira (2), principalmente na Ucrânia, na Polônia e na Romênia, totalizando 120 vítimas de temperaturas que beiram 30 graus negativos. Segundo os serviços meteorológicos, este período de frio intenso deve se prolongar pelo menos até o final da semana.

Urso polar se esfrega no chão com neve no zoológico de Berlim, na Alemanha (Foto: Maja Hitij/AP)

Outro espécime aproveita para lamber a neve fresquinha. Onda de frio glacial afeta a Europa Central e já causou mortes (Foto: Maja Hitij/AP)
Fonte: Globo Natureza
6
de fevereiro de
2012
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Apesar de migratória, ave chegou há 20 anos e não deixou o arquipélago.
Garças representam risco para a aviação e para alguns animais nativos.

Garça ataca lagartixa do tipo mabuia, que só existe em Noronha (Foto: Divulgação / Administração)
Fernando de Noronha deu início a mais uma tentativa para controlar a população de garças no arquipélago. A administração do distrito fez parceria com uma empresa do Rio Grande do Sul e levou pra Noronha três gaviões, que estão fazendo a captura das garças vaqueiras (Bubulcus ibis), aves que se estabeleceram no arquipélago e são responsáveis por uma série de problemas. Entre outros transtornos, elas representam um risco a aviação, porque chocam-se contra as aeronaves, com frequência, podendo até causar acidentes graves.
Além do risco para os aviões que pousam e decolam na ilha, as garças também representam um desequilíbrio ecológico. Segundo a bióloga Lourdes Alves, pesquisadora do meio ambiente de Noronha há mais de 20 anos, as garças estão expulsando as aves nativas dos locais de procriação e matando os filhotes. Eles também se alimentam de mabuias, lagartixas endêmicas que só existem no arquipélago.”O ideal é que as garças sejam eliminadas por completo. Elas são malvadas e têm um alto poder de reprodução quando sentem que a espécie está ameaçada”, avalia a bióloga.
Os gaviões são treinados para a atividade e fazem o chamado “controle ecológico”. Eles são levados para áreas onde as graças se concentram – a pista do aeroporto e a usina de lixo são os principais locais de ação. Extremamente ágeis, eles fazem o ataque seguindo a ordem do adestrador, que ficam numa viatura, em média a 50 metros da presa. Dado o sinal, imobilizam a garça e só não a matam de imediato porque as garras estão protegidas por miçangas. “As miçangas foram colocadas para evitar o sofrimento da vítima. Depois de capturada, aplicamos um anestésico e, em seguida, fazemos a eutanásia. As garças são mortas sem dor, conforme protocolo firmado com o Conselho Federal de Medicina Veterinária”, explica Carlos Diógenes, veterinário do distrito que está coordenando o trabalho.
As garças vaqueiras são migratórias, vieram da África para uma temporada na ilha e ficaram. Isso aconteceu há quase 20 anos e, de lá para cá, a população dessas aves só fez crescer. Por conta do perigo aviário, o Ministério Público Federal determinou a eutanásia em 2007. Várias reuniões foram realizadas com órgãos ambientais e o trabalho de captura com armadilhas foi executando durante três anos, quando cerca de 580 aves da espécie foram eliminadas. Segundo estimativas dos pesquisadores em Noronha, ainda existem aproximadamente 800 garças na ilha. O controle tem sido acompanhado de perto pelo Instituto Chico Mendes: o diretor do Parque Nacional Marinho, Ricardo Araújo, tem participado das ações de captura realizadas com os gaviões.
Em Noronha, são utilizadas três gaviões fêmeas, animais com maior porte do que os machos. Rápidas, elas seguem à risca as determinações dos treinadores. Depois da captura de cada garça, recebem como prêmio carne de codorna. Os gaviões têm visão privilegiada, enxergam com acuidade oito vezes maior que o ser humano.

Com seus adestradores, Lina (E), Helô e Taka são os gaviões fêmeas usados para capturar garças em Fernando de Noronha (Foto: Beatriz Castro / TV Globo)
Entre a captura com gaviões e com armadilhas, na primeira fase do trabalho, concluída neste mês de fevereiro, foram eliminadas 168 garças, incineradas após a eutanásia. O objetivo é reduzir em 80% a população das garças vaqueiras .”Estamos muito satisfeitos com o resultado desta primeira fase. Para reforçar a ação, na próxima etapa vamos implementar o ‘tapete de laços’”, informou Fernando Magalhães, representante da Vigilância Ambiental da ilha que participa do trabalho. O tapete de laços a que ele se refere é a armadilha terrestre que prende as patas da garça quando ela pisa.
A atividade será feita por dez dias todo o mês, até o final do ano. Os gaviões são transportados do Rio Grande do Sul para Fernando de Noronha acompanhados pelos adestradores. A empresa que executa o trabalho é Haybusa, e o custo da operação é apenas a viagem e manutenção da equipe em Noronha. Para a empresa gaúcha, a atividade está sendo realizada como uma ação ambiental.

Gaviões farão missões mensais, de 10 dias cada, até o final deste ano (Foto: Ana Clara Marinho / TV Globo)
Fonte: Ana Clara Marinho, Globo Nordeste
6
de fevereiro de
2012
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Cirurgia foi realizada no zoo de Chester, no Reino Unido.
Animal de 9 meses sofreu uma fratura no tornozelo direito.
Um filhote de guepardo passou por uma cirurgia no zoológico de Chester, no Reino Unido, para a colocação de uma placa de metal no tornozelo direito após sofrer uma fratura no local. O animal de nove meses de idade passou pela operação na última sexta-feira (3).

Guepardo passou por uma cirurgia no zoológico de Chester. (Foto: Phil Noble/Reuters)

Veterinários colocaram placa de metal no tornozelo direito do animal. (Foto: Phil Noble/Reuters)

Raio-X mostra resultado da cirurgia. (Foto: Phil Noble/Reuters)
Fonte: G1
6
de fevereiro de
2012
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Esturjão teria 13 mil anos e antepassados teriam convivido com dinossauros.
Pesca comercial para produzir caviar reduziu drasticamente a população.

População de esturjão caiu drasticamente devido pesca comercial (Foto: Flickr / anglerp1 /CC BY 2.0)
O esturjão do Atlântico, um peixe considerado como pré-histórico, foi acrescentado à lista de espécies em perigo dos Estados Unidose sua pesca será proibida por mais de uma década. A decisão será publicada nesta segunda-feira (6) pela Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês) e passa a valer a partir de 6 de abril.
De acordo com o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC, na sigla em inglês), um grupo ambiental dos Estados Unidos, a espécie do Atlântico existe há mais de 13 mil anos e seus antepassados teriam convivido com os dinossauros. Os animais alcançariam até quatro metros, com um peso de mais de 350 kg, e poderiam chegar aos 60 anos.
“Um peixe monstruoso, que nadou ao lado de dinossauros e depois sobreviveu à extinção em massa, nos traz a esperança de que, com a nossa proteção, irá sobreviver”, comemorou Brad Sewell, ativista do NRDC.
O número de animais da espécie caiu drasticamente no último século. Nos Estados Unidos, os esturjões desapareceram de 14 dos rios que costumavam habitar. Além disso, o número de locais onde ocorre a desova caiu praticamente pela metade, de acordo com a Noaa.
No rio Delaware, um dos habitats do esturjão do Atlântico, restam hoje apenas 300 fêmas adultas, de 180 mil existentes em 1890, apontou pesquisa da Noaa em parceria com o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos.
A queda no número de animais é consequência principalmente da pesca comercial para produzir caviar de esturjão, entre 1870 a 1950. Atualmente, as maiores ameaças à espécie são represas que bloqueiam a movimentação para locais de desova, baixa qualidade da água e pesca não intencional – quando pescadores acabam capturando o esturjão ao tentar pescar outros peixes.
Quatro tipos de esturjão do Atlântico foram listados pelo Noaa como espécies em perigo e um quinto foi considerado ameaçado.
Fonte: Globo Natureza, São Paulo
6
de fevereiro de
2012
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Cientistas americanos afirmam que métodos usados até agora não são precisos e prejudicam o combate ao aquecimento global
Florestas tropicais como a Amazônia brasileira armazenam 21% mais dióxido de carbono (CO2) do que cientistas acreditavam até agora, segundo o mais completo estudo sobre o tema já realizado. Dados confiáveis sobre emissões e sequestro do CO2 da atmosfera são indispensáveis para que os países possam estimar os danos e planejar ações para revertê-los, de acordo com os autores da pesquisa, que foi publicada na revista Nature Climate Change.
Imagens e medições via satélite e um extenso trabalho de campo foram os instrumentos usados para mapear o dióxido de carbono presente nas florestas tropicais de países da América do Sul, África e Ásia. Essas florestas recolhem o CO2 no processo de fotossíntese pelo qual as plantas produzem alimento. Mas o gás fica estocado nos vegetais e é liberado com sua queima ou corte.
Nos países que ficam entre os trópicos, o desmatamento é um dos principais emissores de gases que formam o efeito estufa. No mundo inteiro, a prática contribui com até 17% das emissões de CO2. E o Brasil e a Indonésia são os países que têm mais dióxido de carbono estocado em suas florestas tropicais, com 35% do total. São também os países que mais liberam o gás na atmosfera por meio do desmatamento.
Segundo a pesquisa, os modelos atuais de detecção de CO2 , que não levam em conta a capacidade das árvores de armazenarem mais dióxido de carbono do que se pensava, superestimam as emissões em até 12%; o que pode ser um número considerável para países que precisam prestar contas à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC na sigla em inglês). E será mais importante ainda quando da adoção do programa REDD+, que prevê apoio técnico e financeiro para que países combatam o aquecimento global por meio da redução da emissão dos gases que provocam o efeito estufa, como o CO2.
“É a primeira vez que somos capazes de entregar uma estimativa precisa sobre a densidade do CO2 nos locais onde ele nunca foi mensurado antes”, afirmou Alessandro Baccini, cientista do Centro de Pesquisa Woods Hole, que realizou o levantamento junto com as universidades de Boston e de Maryland, todas instituições americanas.
Os estudos anteriores não são precisos, segundo o levantamento, porque calculam o volume de dióxido de carbono de cada região baseado na biomassa média das florestas. Já o novo modelo combinou as informações fornecidas por satélites com pesquisas de campo que definiram a densidade de biomassa em cada floresta. “E as florestas que acumulam mais carbono podem valer mais em programas como o REDD+”, afirma o pesquisador Richard Houghton, que também participou da pesquisa.

Vista aérea da floresta amazônica: árvores podem armazenar mais dióxido de carbono do que se pensava (Alex Almeida/Folhapress)
Fonte: Veja Ciência
3
de fevereiro de
2012
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Funcionários do zoo levaram 90 minutos para recapturar Oni, o leão.
Tratador pode ter esquecido jaula aberta; camelo fêmea sobreviveu.
Funcionários de um zoológico da Indonésia tiveram que “caçar” um de seus animais esta semana após uma fuga. Oni, um leão africano, escapou de seu cercado e atacou um camelo na terça-feira (31). Os tratadores levaram cerca de 90 minutos para capturar o leão usando um dardo tranquilizante.
Thomas, o camelo de dois anos de idade, morreu após o ataque no zoológico Taman Satwa Jurug, em Solo, na província de Java. Uma camelo fêmea que também foi atacada pelo leão conseguiu sobreviver.
De acordo com o site noticioso indonésio Viva News, suspeita-se que o tratador do leão tenha esquecido de trancar a grade após alimentá-lo e limpar sua jaula. Ele teria recebido um dia de folga para se acalmar.

O leão africano Oni é capturado após sua fuga no zoo indonésio (Foto: Andry Prasetyo/Reuters)

Thomas, o camelo, não sobreviveu ao ataque. As imagens foram divulgadas nesta quinta-feira (2) (Foto: Andry Prasetyo/Reuters)
Fonte: G1, São Paulo
3
de fevereiro de
2012
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Espécie pode agir como biorremediadora em áreas contaminadas.
Planta absorve cádmio, cromo, cobre, chumbo, níquel e zinco.
Estudo realizado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) comprovou a eficiência de uma planta da região como biorremediadora em áreas contaminadas. Trata-se da Alocasia macrorhiza, conhecida popularmente como orelha-de-elefante-gigante. De acordo com a pesquisa, a espécie tem a capacidade de absorver metais pesados do solo, como cádmio, cromo, cobre, chumbo, níquel e zinco.
Fruto do trabalho de doutorado denominado ‘Avaliação da Alocasia macrorhiza como fitorremediadora dos metais Cd, Cr, Cu, Ni, Pb e Zn’, realizado por Josias Coriolano de Freitas, o estudo teve como objetivo testar a capacidade de absorção dos metais pesados pela planta, que pode ser encontrada na flora de algumas matas ciliares da cidade de Manaus.
Segundo o pesquisador, o estudo teve início em 2006 e foi concluída em 2010. Neste período, foi realizada a coleta das plantas em áreas cujo nível de contaminação é elevado, como locais próximos aos igarapés da Universidade Luterana, no conjunto Atílio Andreazza; na Avenida Torquato Tapajós, no bairro Flores; no Conjunto Jardim de Versalles, no bairro Planalto; no Posto Rodoviário de Manaus da Rodovia BR-174, quilômetro 7, e em uma área não impactada localizada na Ufam, no bairro Coroado. “O uso de plantas para a descontaminação do solo e da água contaminados por produtos químicos é utilizado há mais de três séculos. A fitorremediação alcançou importância mundial por ser uma tecnologia que extrai ou imobiliza contaminantes de origem orgânica e inorgânica”, salientou.
Os testes mostraram que todos os metais foram absorvidos da mesma forma independentemente do local, informou Freitas. O pesquisador ressaltou que o chumbo foi o metal que apresentou maior concentração na planta, seguido por cromo, cádmio, cobre, níquel e zinco, sequência que se repete nas partes (caule, folhas e raízes) analisadas da planta.
No Amazonas, segundo Freitas, a ocorrência de metais pesados se deve ao processo de ocupação desordenada, resíduos industriais, principalmente, na estação seca, quando foram encontrados os maiores valores de concentração. Conforme levantamentos feitos em 2007, as concentrações dos metais pesados estavam acima dos valores permitidos pela Resolução 357/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). “Outras fontes comuns são os resíduos urbanos, pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes que contêm mercúrio (Hg), muitas tintas contêm chumbo, enquanto baterias de celular e plásticos coloridos contêm cádmio (Cd)”, pontuou.
Resultados
O pesquisador explicou que a planta não prioriza uma região para acumular metais. Acredita-se que a fisiologia e o mecanismo molecular de transporte facilita a distribuição dos metais. Plantas com esta característica são conhecidas como exclusoras. Significa que a concentração do metal nos tecidos é mantida constante até um determinado nível.
Plantas exclusoras, normalmente, são capazes de tolerar grandes quantidades de metais pesados em tecidos, além de ser tolerantes a múltiplos metais. “O resultado permite afirmar que a Alocasia macrorhiza é uma planta promissora para ser usada na implantação de um programa de fitorremediação, pois ela é hiperacumuladora desses metais”, destacou.
Segundo Freitas, todos os metais foram absorvidos da mesma forma independentemente do local (impacto e não impactado). Todas as concentrações encontradas dos metais Pb, Cr, Cd, Cu e Ni estavam acima dos limites normais de absorção de uma planta, apenas o Zn permaneceu no limite.
Fonte: G1, AM
3
de fevereiro de
2012
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Projeto que integra biólogos e comunidade protege ninhos de quelônios.
Reprodução é afetada por caça; carne e ovos são consumidos na região.
O nascimento de quelônios no interior da Amazônia quase triplicou em 2011, graças ao trabalho de prevenção que uniu biólogos e a população ribeirinha da região de Mamirauá (AM), na reserva de mesmo nome – uma área de 10 mil km², equivalente a sete vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro.
Ações para proteger ninhadas e conter a caça ilegal de exemplares de tartarugas-da-amazônica (Podocnemis expansa), tracajás (P. unifilis) e iaçás (P. sextuberculata), cuja carne e ovos são utilizados na alimentação humana, fez com que a quantidade de nascimentos aumentasse de 11.500, em 2010, para mais de 42 mil em 2011.
Um aumento de 265%, segundo o Instituto Mamirauá, responsável pelo trabalho de conservação das espécies vertebradas aquáticas (projeto Aquavert).
De acordo com a bióloga Cássia Santos Camillo, pesquisadora do instituto e coordenadora do projeto, um envolvimento maior de 3.500 moradores, distribuídos em 40 comunidades ribeirinhas, elevou a proteção dos ninhos de tartarugas.
Em entrevista ao Globo Natureza direto da Costa Rica, onde conclui estudos, a especialista afirma que o trabalho na região dos Rios Solimões e Japurá pode reverter o processo de extinção de espécies consideradas ameaçadas, como a tartaruga-da-amazônia.
“Apesar dela não estar na lista brasileira dos animais com risco de desaparecimento (elaborada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais, o Ibama), aqui na região ela é considerada ecologicamente extinta”, afirma Cássia.
Espécie quase dizimada
Segundo Cássia, pesquisa histórica feita por ambientalistas afirma que a população desta tartaruga foi quase dizimada na área desde 1850. Relatos feitos na região de Tefé, também noAmazonas, afirmavam que anualmente eram encontrados cerca de 48 milhões de ovos da espécie ameaçada. Hoje, este número não passa de 20 mil.
“Isto porque os ovos de tartaruga-da-amazônia eram recolhidos e utilizados para fabricar óleo para iluminação pública de cidades como Manaus e Santarém (PA)”, explica a bióloga.
Os ninhos desta espécie aumentaram de 75, em 2010, para 150 em 2011. Cada ninhada pode gerar até 120 filhotes. De acordo com a especialista, o período de reprodução dos quelônios se inicia durante a seca na Amazônia, que começa em julho.
“Todo ano a gente espera um aumento no número de ninhos, mas isso é consequência da quantidade de regiões que estão sob proteção. Esperamos aumentar, gradativamente, nossa área de cobertura com o apoio das comunidades, que começam a definir em março quais serão as praias que ficarão protegidas. O problema é que nem sempre há respeito dessas normas, com a persistência da caça”, afirma.

Filhote de tartaruga da espécie iaçá é analisada por biólogo no Amazonas. (Foto: Diogo Grabin/Divulgação)

Tartarugas entram em rio da Amazônia próximo à reserva de Mamirauá (Foto: Divulgação/Augusto Rodrigues)
Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo
3
de fevereiro de
2012
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Um programa da BBC capturou em vídeo o momento exato em que um caramujo engole um peixe, depois de paralisar sua presa com um veneno, transmitido por um pequeno “arpão” que possui em seu corpo.
Click e veja o vídeo: http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&p=/portuguese/meta/dps/2012/01/emp/120131_caramujo_assassino_bg.emp.xml
O caramujo conus (Conus geographus) é uma das maiores espécies de invertebrados, podendo até matar um ser humano.
Há mais de 640 espécies diferentes de caramujos predatórios desse tipo, a maior parte dos quais vive em regiões tropicais.
Os caramujos cone são a maior espécie conhecida de invertebrados. Eles comem moluscos, vermes e peixes, que paralisam usando o seu “arpão” e o veneno, que contém até 200 toxinas distintas.

O caramujo conus é considerado um dos mais venenosos e pode até matar um ser humano; (BBC Brasil)
Fonte: BBC Brasil
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