26 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

MMA abre consulta pública para o plano sobre biodiversidade

O Ministério do Meio Ambiente está com consulta pública aberta pela internet para o Plano Estratégico da Convenção sobre Diversidade Biológica para 2020. O documento foi preparado e discutido ao longo deste ano em reuniões presenciais com os setores empresariais, sociedade civil ambientalista, academia, governo (federal e estadual) e povos indígenas e comunidades tradicionais. A fase atual busca obter mais contribuições da sociedade brasileira para a elaboração das metas nacionais de biodiversidade para 2020.

As propostas em consulta foram consolidadas um único documento chamado “Documento base da consulta pública” a partir das contribuições do encontro “Diálogos sobre Biodiversidade: construindo a estratégia brasileira para 2020?, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente este ano, em que reuniu cinco setores da sociedade.

O documento considera as 20 Metas Globais de Biodiversidade (Metas de Aichi) e as visões e necessidades específicas de cada um deles, tendo como orientação geral a necessidade de um conjunto de metas para maior efetividade no seu alcance e monitoramento.

Como resultado dos trabalhos das reuniões setoriais, foram gerados 25 documentos (5 para cada uma das 5 reuniões) contendo proposta de metas nacionais de biodiversidade para 2020 e de submetas intermediárias para serem alcançadas nos anos de 2013 a 2017.

A consulta pública fica aberta do dia 19 de dezembro de 2011 até o dia 31 de janeiro de 2012.

Fonte: MMA


8 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Bairro de cidade alemã gera 20% da energia consumida com luz solar

Vauban, em Freiburg, foi planejado para abrigar imóveis de baixo consumo.
Casas funcionam como miniusinas de geração de energia elétrica.

Com casas construídas para reaproveitar a incidência de raios solares para a geração de aquecimento interno e energia elétrica, o bairro de Vauban, em Freiburg, na Alemanha, é considerado um exemplo do que se chama “viver com sustentabilidade”.

Com 2 mil moradias e 5 mil habitantes, a área de 410 mil metros quadrados abrigou uma antiga base militar pertencente à França, no período pós-Segunda Guerra Mundial, desativada três anos após a queda do Muro de Berlim, em 1989.

A necessidade de expansão imobiliária em Freiburg obrigou a prefeitura a utilizar o terreno que ficou vazio após a retirada das tropas. Com isso, surgiu o projeto Vauban, realizado pelo arquiteto Rolf Disch, conhecido internacionalmente, e que previa casas e prédios passivos, ou seja, com baixo consumo de energia elétrica.

O primeiro prédio com 20 apartamentos foi construído entre 1997 e 1998, mas o projeto só foi concluído em 2006, quando foi concluída a construção de 58 imóveis que funcionavam como miniusinas de geração de energia elétrica.

Segundo Hans-Georg Herr, consultor da empresa Freiburg Futour, que trabalha com planejamento urbano, cada imóvel foi construído com camadas de isolamento de 40 centímetros de espessura, além de janelas grandes com três filtros voltadas para a área com maior incidência solar.

“A intenção é que o calor gerado no interior da casa seja reaproveitado”, disse Herr. Ao menos 20% de toda a energia elétrica consumida pelos moradores de Vauban é proveniente de placas solares instaladas pelas moradias do bairro.

Miniusinas
Ainda de acordo com Herr, cada imóvel foi construído para funcionar como uma pequena usina geradora de energia elétrica. Placas de captação de luz solar foram instaladas no telhado e suprem o consumo interno. O excedente é redirecionado para a rede pública.

“Para cada kWh de energia elétrica produzido, o governo paga 0,30 centavos de euro. Esse subsídio é garantido por 30 anos. Durante um ano, esses imóveis produzem o dobro de energia que consomem”, afirma Herr. Mas a preservação do meio ambiente sai cara. Cada imóvel com baixo consumo de energia custa 240 mil euros.

  (Foto:  )

 

Para os demais imóveis, o metro quadrado em Vauban é 2.400 euros (R$ 5.768), enquanto que nas demais regiões de Freiburg o custo do metro quadrado é 1.700 euros (R$ 4.086).

Zona de tranquilidade
Para evitar a circulação de automóveis pelas ruas do bairro, foram construídos bolsões de estacionamento nas principais vias para automóveis de moradores e de visitantes. Estimativa da Freiburg Futour é que existam 220 vagas para cada 1.000 moradores.

  (Foto:  )O uso de bicicletas é aconselhado e há ciclovias cortando praticamente todas as ruas, juntamente com os “trams”, bondes que funcionam como uma espécie de metrô de superfície.

Além disso, a reciclagem do lixo no bairro segue o padrão de Freiburg, que recicla 67,5% dos resíduos sólidos. Contêineres estão espalhados pela região para coletar material eletrônico, além de plástico, vidro, lixo orgânico e metais.

A tranquilidade do bairro chamou a atenção de Günther Schülli, que saiu da região central de Freiburg para que o filho pudesse crescer com qualidade de vida.

“Quando o bairro começou a ser construído, meu filho tinha 4 anos. Quando morava mais para o centro eu tinha uma vida anônima. Mas agora, estou num lugar onde todos se conhecem”, disse Schülli. Segundo o morador, a forma como o bairro foi criado é importante para o futuro do planeta, pois tem menos impacto no meio ambiente.

 

Fonte: Eduardo Carvalho, Do Globo Natureza


17 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

População de boto-vermelho diminui 10% ao ano na Amazônia, diz Inpa

Caça predatória é a principal responsável pelas estatísticas negativas.
Será realizado na terça-feira um workshop para discutir a situação atual.

A cada ano, a população de boto-vermelho (Inia geoffrensis) diminui 10%, por conta da caça predatória na região amazônica, de acordo com pesquisas realizadas por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI).

Informações apuradas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDSM), a 700 km de Manaus, dão conta de que o problema deve-se ao aumento da matança do boto para a pesca da piracatinga (Callophysus macropterus), peixe necrófago conhecido como urubu d’água.

“Esse golfinho endêmico da nossa região tem sido cruelmente abatido para ser usado como isca na pesca de um bagre, a piracatinga. Por isso, queremos estabelecer um processo que resulte na elaboração de ações efetivas para eliminar essa atividade cruel e insustentável na região”, disse a coordenadora do Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA), do Inpa, Vera da Silva.

Com intuito de encontrar soluções para o problema, representantes do LMA, da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) e da Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA) têm encontro marcado na próxima terça-feira (18), na sede do Inpa, na Avenida André Araújo, Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus, em um workshop para discutir a situação atual de conservação do boto-vermelho.

O evento reunirá ainda instituições e organizações interessadas na conservação e proteção dos recursos naturais da Amazônia.

Fonte: G1, AM


11 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Baleias-orcas avançam quase 50 km por rio em feito inédito no Alasca

Percurso de animais foi grande, afirma serviço ambiental dos EUA.
Entretanto, dois exemplares não sobreviveram; causa é desconhecida.

Na última semana, três baleias-orcas (Orcinus orca), também conhecidas como baleias- assassinas, foram vistas por moradores em um ponto que é 48 quilômetros distante do oceano. Os animais nadavam pelo Rio Nushagak, ao sul da cidade de Ekwok, no Alasca.

O fato chamou a atenção do Serviço Nacional para Vida Selvagem e Pesca dos Estados Unidos, já que as baleias são provenientes de ambientes com água salgada e teriam alcançado uma distância sem precedentes em água doce.

De acordo com o departamento do governo norte-americano, os mamíferos aquáticos foram observados por moradores durante o percurso. Entretanto, no último sábado (8) dois animais apareceram mortos. As causas ainda são desconhecidas.

Segundo Alexandre Charpinel, biólogo do Instituto Orca, organização ambiental do Espírito Santo, as orcas têm o costume de sair da água salgada e ir para rios em busca de alimentos. “É um comportamento normal. Elas saem do mar, vão até ambientes onde ainda existem níveis de salinidade, mesmo que baixos, em busca de alimento e depois retornam para o oceano”, disse Charpinel ao Globo Natureza.

Entretanto, no caso dos espécimes do Alasca, o biólogo afirma que as baleias percorreram uma distância atípica, provavelmente buscando alimentos. “O que pode ter ocorrido algum problema na oferta de comida, mas não podemos afirmar que a causa da morte foi essa. É preciso estudar os animais para diagnosticar”, explica.

Dois espécimes de orca foram vistos em 4 de outubro no Rio Nushagak, no Alasca. Três animais desta espécie chegaram a uma distância de 48 quilômetros do oceano. Entretanto, dois não sobreviveram (Foto: AP)

Imagem mostra dois espécimes de orca vistos em 4 de outubro no Rio Nushagak, no Alasca. Três animais desta espécie nadaram até um ponto que é 48 quilômetros distante do oceano. Entretanto, dois não sobreviveram (Foto: AP)

Carcaça de baleia-orca foi encontrada em rio do Alasca no último dia 8 de outubro. Dos três mamíferos aquáticos observados por moradores e pelo serviço ambiental dos EUA, dois morreram de causas desconhecidas  (Foto: AP)

Carcaça de baleia-orca foi encontrada em rio do Alasca no último dia 8 de outubro. Dos três mamíferos aquáticos observados por moradores e pelo serviço ambiental dos EUA, dois morreram por causas desconhecidas (Foto: AP)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


10 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Florestas primárias são insubstituíveis para a manutenção da biodiversidade tropical

Foto: Mater Natura

Recuperar a variedade de plantas e animais de uma floresta é muito mais difícil do que se imaginava. Isso se, de fato, for realmente possível. Há décadas pesquisadores de vários países tentam descobrir o que seria mais eficiente para manter a biodiversidade: focar as iniciativas na preservação das florestas primárias, com o mínimo possível de alterações pelas atividades humanas, ou recuperar áreas que já sofreram alguma modificação pelo homem, entre elas as florestas secundárias. Para quem não é especialista, a resposta mais óbvia seria: nada substitui as florestas primárias em termos de biodiversidade. Mas, os pesquisadores tinham dúvidas, pois estudos sugeriam que as florestas secundárias poderiam conter uma variedade de espécies tão relevante quanto às originais.

Agora, uma nova pesquisa denominada “Primary forests are irreplaceable for sustaining tropical biodiversity” publicada no dia 14 de setembro no site da revista Nature, reforçou a tese de que as áreas de floresta primária são mais ricas em biodiversidade. Tendo por base 138 pesquisas realizadas em 28 países da América, Ásia, África e Oceania, os pesquisadores efetuaram 2.200 comparações entre florestas primárias e secundárias. O objetivo desta análise global, que possivelmente é a mais ampla sobre o assunto, foi medir os efeitos variados de uso da terra e da degradação florestal sobre a biodiversidade em florestas tropicais.

Foram analisados 12 tipos de interferências humanas que afetam de modo diferente os ambientes florestais. A prática mais agressiva é o uso do fogo, muitas vezes para abrir espaço para a agricultura, enquanto a que oferece menos risco para a biodiversidade é o corte seletivo. A retirada de apenas 3% das árvores de uma floresta já afeta a variedade de espécies do local. A monocultura de árvores de crescimento rápido, como o eucalipto, outra perturbação causada pelo ser humano ao ambiente, também é um problema para a biodiversidade, principalmente em locais como a Ásia e o Brasil.

Conforme demonstraram os pesquisadores liderados por Luke Gibson, da Universidade Nacional de Cingapura, a biodiversidade das florestas tropicais é muito afetada pela degradação da natureza. E, ao contrário do que se imaginava até agora, as florestas secundárias, como é chamada a vegetação que nasce após corte de árvores ou o desmatamento, não são substitutas à altura das florestas primárias. Ou seja, as florestas degradadas e secundárias não oferecem a mesma biodiversidade ao ambiente. “Nós mostramos que as florestas secundárias são invariavelmente pobres quando comparadas às florestas primárias não degradadas. Por isso, devemos fazer o que for possível para proteger as florestas primárias remanescentes”, disse Gibson.

A dimensão da perda de biodiversidade depende de fatores como região geográfica, grupos taxonômicos e tipo de intervenção humana. De acordo com o trabalho, as florestas tropicais da Ásia são mais sensíveis às transformações impostas pelo homem do as matas das Américas. Os diferentes grupos de animais, igualmente, respondem de forma distinta: os mamíferos, de modo geral, são mais resistentes às mudanças, ao passo que as aves são sensíveis.

Segundo Carlos Peres, professor da Escola de Ciências Ambientais da Universidade de East Anglia, um dos autores do artigo, os dados indicam que o tempo para a recuperação da biodiversidade varia bastante conforme o histórico de perturbação e a paisagem onde as manchas de mata primária estão inseridas, mas em alguns casos a diversidade de espécies pode demorar séculos para ser restabelecida.

Regiões degradadas podem se recuperar sozinhas, mas reflorestar usando espécies nativas ou de outros ambientes é um trabalho lento, que pode durar séculos. “Áreas de mata atlântica secundárias com cerca de 400 anos no Paraná ainda não têm o perfil de espécies de plantas de regiões primárias”, alerta Peres. Outro exemplo clásico é a região do Petén, no norte da Guatemala (foto). Quando os espanhóis chegaram, o local era tomado por milharais do Império Maia. Hoje, mais de 500 anos depois, uma floresta vigorosa tomou o lugar, mas em termos de biodiversidade não chega nem perto do que poderia ser uma floresta primária da América Central, que estava lá há milhares de anos, antes da chegada da agricultura dos Maias.

Mas, o norte-americano Thomas Lovejoy, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), no Brasil, e do Centro H. John Heinz III para Ciência, Economia e Meio Ambiente, nos Estados Unidos, também coautor do estudo, não retira a importância do reflorestamento. “Reflorestar garante a sobrevivência de muitas espécies e a manutenção de serviços de ecossistemas como foi feito com a Floresta da Tijuca, área degradada de mata atlântica no Rio de Janeiro que foi replantada”, afirma.

O estudo da Nature reflete uma escassez de informações sobre a maior parte da biodiversidade tropical. “Praticamente não há pesquisas sobre florestas de vários países africanos e asiáticos”, diz Peres. De acordo com o estudo, também faltam trabalhos sobre grupos de plantas, invertebrados e vertebrados em mosaicos de floresta primária e áreas adjacentes de floresta degradada.

 

Fonte: Mater Natura


22 de junho de 2011 | nenhum comentário »

IPEVS ministra palestra no CICLOVET UEL 2011

Participantes atentos durante explanações

Participantes atentos durante explanações

Entre os dias 08/06 e 12/06/2011 aconteceu a XXVIII Semana Acadêmica e VI Mostra Acadêmica de Trabalhos Científico – CICLOVET 2011 – do curso de Medicina Veterinária da UEL.

Realizado pela equipe do VET Jr. UEL, o evento contou com a participação de renomados palestrantes de todo o Brasil e obteve uma enorme adesão por parte de alunos e profissionais da região.

O evento foi dividido em módulos: Animais de Companhia, Grandes Animais e Animais de Produção, Animais Silvestres e Medicina Veterinária Complementar, e permitiu a integração teoria/prática, através de módulos práticos iniciados na sexta-feira no período da tarde.

O IPEVS se fez presente em mais este evento, através do seu presidente, o Médico Veterinário e Biólogo, Rafael Haddad, que ministrou a palestra teórico/prática Manejo e Medicina de Répteis no dia 10/06 no período da tarde. A palestra contou com a presença de diversos acadêmicos e com a participação da Bióloga Lívea S. de Almeida, Diretora Administrativa do IPEVS, do M.V Igor de Andrade, da UEL e do Médico Veterinário, Msc. Carlos Roberto Abrahão, Analista Ambiental do RAN – ICMBio – Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios.

Participantes, palestrante e colaboradores

Participantes, palestrante e colaboradores

Durante a prática, os participantes puderam aprender técnicas de captura, contenção, marcação individual, sexagem e coleta de amostras biológicas. Após o evento, vários participantes procuraram o IPEVS para realização de estágio voluntário no período das férias.

Fonte: Assessoria de Comunicação do IPEVS

Carlos R. Abrahão coletando sangue de uma Cascavel
Carlos R. Abrahão coletando sangue de uma Cascavel
 
 
 

 


7 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Estudo indica dez florestas mais ameaçadas do mundo

Mata Atlântica está na lista, feita pela ONG Conservação Internacional.
Nações Unidas lançam 2011 como o ‘Ano Internacional das Florestas’.

A organização não governamental (ONG) Conservação Internacional (CI) lançou nesta quarta-feira (2) uma pesquisa que lista as dez florestas mais ameaçadas em todo o mundo. A divulgação do estudo ocorre na mesma data em que a Organização das Nações Unidas (ONU) promove oficialmente 2011 como o “Ano Internacional das Florestas”.

Todas as florestas consideradas como as mais ameaçadas pela CI já perderam 90% ou mais de sua cobertura vegetal e cada uma abriga pelo menos 1.500 espécies que só existem em nível local. De acordo com a ONG, as áreas têm espécies que estão sob o risco de extinção.

O bioma brasileiro da Mata Atlântica aparece como a quinta vegetação mais ameaçada do mundo, das quais restam apenas 8% da cobertura original, segundo a ONG. Já a floresta com maior risco de extinção fica na Indo-Birmânia, na Ásia, e já teve 95% de sua vegetação original destruída.

A lista da CI segue com a segunda vegetação mais ameaçada, que está em florestas tropicais da Nova Zelândia, também com 5% de cobertura original, seguida da floresta de sunda, na Indonésia, Malásia e Brunei (7% de cobertura original), a de Filipinas (7%), a Mata Atlântica no Brasil (8%), as montanhas das regiões central e sul da China (8%) e florestas da Califórnia, nos EUA (10%).

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De acordo com a ONG, a oitava floresta mais ameaçada do mundo fica na costa oriental da África e tem 10% da vegetação original, seguida de florestas em Madagascar e em ilhas do Oceano Índico, ainda na África (10% de cobertura original) e das florestas de Afromontane, no mesmo continente, com 11% da vegetação original.

As ONU escolheu 2011 como o “Ano Internacional das Florestas” para chamar a atenção sobre a necessidade de preservação desses locais pelo mundo. De acordo com o órgão, as florestas cobrem 30% da área do Planeta, mas abrigam 80% da biodiversidade mundial.

Fonte: Globo Natureza


23 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Segunda maior baleia é avistada no litoral de Santa Catarina

 

Baleia-Fin (Balaenoptera physalus) fotografada no Mar da Ligúria. Fotos © Tethys Research Institute.

Baleia-Fin (Balaenoptera physalus) fotografada no Mar da Ligúria. Fotos © Tethys Research Institute.

Segundo maior animal existente, uma baleia-fin – ou baleia-comum – surpreendeu passageiros que faziam passeio de barco entre a praia do Rosa (Imbituba) e a ilha do Papagaio (Palhoça), ambas em Santa Catarina, no sábado passado (18).

A surpresa é porque a temporada de observação de baleias já tinha acabado, na metade de novembro; as normalmente vistas na região são baleias-francas; e assim, o passeio do fim de semana nem era com esse objetivo.

Os indivíduos da espécie baleia-fin (Balaenoptera physalus), que alcançam de 21 a 26 metros e podem pesar de 45 a 80 toneladas, segundo a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), só perdem em tamanho para a baleia-azul.

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De acordo com os biólogos do Instituto Baleia Franca (IBF), presentes no passeio de barco realizado no fim de semana, baleias desta espécie são raramente encontradas próximas às áreas costeiras. Eles acreditam que ela possa ter se aproximado da costa perseguindo cardumes de pequenos peixes. A espécie foi identificada pelo presidente do instituto, Enrique Litman.

“Nós regressávamos do passeio quando ela surgiu, saltou a poucos metros do barco e, para nossa felicidade, seguiu a embarcação e possibilitou as fotos”, comemorou ele. Estudioso dos cetáceos, Litman já havia avistado antes a baleia-fin em Quebec, no Canadá, em 2009.

A baleia-fin foi vista justamente no primeiro passeio de verão realizado pela operadora Turismo Vida Sol e Mar. “Nós estávamos na mesma embarcação em que é feita a observação de baleias francas, de julho a novembro. No verão, usamos o barco para fazer passeios às ilhas da região, mergulhos e outras opções de lazer. Foi uma feliz surpresa”, conta Litman.

De acordo com a bióloga responsável pelo IBF, Mônica Pontalti, registros como este devem ser documentados e mostram a importância dos monitoramentos costeiros de cetáceos, especialmente dentro de uma Área de Proteção Ambiental (APA) como foi o caso.

(Fonte: Folha.com)


15 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Equipamento vai eliminar CFC de geladeiras e evitar emissão de CO2

15/12/2010

Por Daniela Mendes

A segunda planta de manufatura reversa (reciclagem) de geladeiras do País será inaugurada nesta quarta-feira (15), no município de Careaçú (MG). O equipamento da empresa Revert Brasil é totalmente automatizado e terá capacidade para processar até 450 mil unidades por ano, o que equivale a cerca de 1.500 geladeiras por dia.

O CFC é um dos principais responsáveis pela redução da camada de ozônio, que protege a terra do excesso de raios ultravioletas, capazes de causar doenças como o câncer de pele. Além disso, esse gás contribui para o aquecimento global.

De acordo com a coordenadora de Proteção da Camada de Ozônio do MMA, Magna Luduvice, existe hoje no País um passivo de 10 milhões de refrigeradores que poderão ser processados por meio dessa tecnologia inédita no Brasil.

A eficiência de processamento do equipamento permite retirar mais de 99% dos gases CFCs existentes no refrigerador, tanto no sistema de refrigeração (CFC-12) quanto na espuma de isolamento (CFC-11). Estima-se uma redução na emissão de três toneladas de CO2 equivalente por refrigerador, ou seja, 1,35 milhão de toneladas de CO2 equivalentes deixarão de ser lançados na atmosfera, por ano. O equipamento também conseguirá separar, com mais de 95% de pureza, os demais materiais que compõe o refrigerador, tais como: poliuretano, plástico, ferro, cobre e alumínio.

Com a implantação dessa planta, os refrigeradores antigos, com mais de dez anos, substituídos nos projetos de eficiência energética pelas distribuidoras de energia elétrica poderão ter as substâncias nocivas à camada de ozônio e ao clima recolhidas e destinadas adequadamente.

A planta de manufatura reversa de refrigeradores operada pela Revert Brasil está inserida no âmbito do Acordo de Cooperação Técnica assinado, em 2009, pelos governos alemão e brasileiro por meio do Ministério do Meio Ambiente Alemão e da Agência de Cooperação Técnica Alemã e do Ministério do Meio Ambiente do Brasil e da Agência Brasileira de Cooperação.

Esse acordo tem por objetivo apoiar a introdução de um programa piloto de logística reversa de refrigeradores no Brasil, incluindo a instalação de um equipamento modelo de manufatura reversa. O valor total do projeto é de cerca de 10 milhões de euros, sendo cinco milhões do governo alemão e os outros cinco milhões do operador do equipamento  a Revert Brasil Soluções Ambientais Ltda.

O projeto compreende além da instalação da planta de manufatura reversa de refrigeradores, o treinamento de pessoal para logística reversa de refrigeradores, incluindo catadores de materiais recicláveis e demais atores dessa cadeia e também o intercâmbio de informações técnicas sobre a logística reversa de refrigeradores entre os dois países.

O evento contará com a presença de representantes da Agência de Cooperação Técnica Alemã, do Ministério do Meio Ambiente do Brasil, do governo do Estado de Minas Gerais, da Prefeitura de Careaçú, além de demais representantes do setor de manufatura e manutenção de equipamentos de refrigeração, cooperativas de catadores, empresas do ramo de coleta e reciclagem, entre outros.

Histórico – No Brasil, a produção e o consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio (SDOs), como os clorofluorcarbonos (CFCs), foram eliminadas com êxito no âmbito do Protocolo de Montreal. No entanto, uma quantidade significativa de SDOs ainda pode ser encontrada nos equipamentos de refrigeração, entre eles refrigeradores, que estão em uso.

Desde 1999, já não se produzem mais veículos e condicionadores de ar com CFC. A partir de 2001, não se fabricam mais refrigeradores domésticos e comerciais com esses gases. Para eliminar os CFCs remanescentes e gerenciar o seu passivo, o governo brasileiro desenvolveu uma série de projetos (treinamento, incentivo à coleta, reciclagem e regeneração de SDOs) com o objetivo de impedir que os CFCs contidos nos equipamentos produzidos naquele período fossem lançados na atmosfera.

Ao final da vida útil, no entanto, os equipamentos que contêm substâncias destruidoras da camada de ozônio devem ser corretamente gerenciados, a fim de evitar o vazamento dessas substâncias para a atmosfera. Até pouco tempo no Brasil, recolhia-se somente o CFC presente no circuito de refrigeração dos refrigeradores antigos, pois não havia tecnologia para o recolhimento do gás contido na espuma de isolamento. Com a implantação dessa tecnologia, o Brasil avança, além da eliminação da produção e consumo dos CFCs, para o correto gerenciamento dos bancos de SDOs.

Fonte: MMA


15 de outubro de 2010 | nenhum comentário »

Simpósio sobre recuperação de áreas degradadas discute biomas brasileiros

A 8ª edição do Simpósio Nacional sobre Recuperação de Áreas Degradadas acontecerá de 30 de outubro a 2 de novembro na cidade de Guarapari (ES)

Especialistas brasileiros discutirão, em conferencias e mesas redondas,  os princípios, técnicas, perspectivas e desafios da reabilitação e restauração de biomas brasileiros, sua biodiversidade, riqueza, serviços que  prestam  e valores em risco.

 

Temas como recuperação de voçorocas, nascentes e ambientes fluviais estarão na pauta, além da apresentação de aproximadamente 170 trabalhos técnico-científicos na forma oral e em pôsters sobre recuperação de áreas degradadas pela mineração, agropecuária, estradas, barragens e outras grandes obras.

 

Inscrições e outras informações no site: www.sobrade.com.br

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26 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

MMA abre consulta pública para o plano sobre biodiversidade

O Ministério do Meio Ambiente está com consulta pública aberta pela internet para o Plano Estratégico da Convenção sobre Diversidade Biológica para 2020. O documento foi preparado e discutido ao longo deste ano em reuniões presenciais com os setores empresariais, sociedade civil ambientalista, academia, governo (federal e estadual) e povos indígenas e comunidades tradicionais. A fase atual busca obter mais contribuições da sociedade brasileira para a elaboração das metas nacionais de biodiversidade para 2020.

As propostas em consulta foram consolidadas um único documento chamado “Documento base da consulta pública” a partir das contribuições do encontro “Diálogos sobre Biodiversidade: construindo a estratégia brasileira para 2020?, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente este ano, em que reuniu cinco setores da sociedade.

O documento considera as 20 Metas Globais de Biodiversidade (Metas de Aichi) e as visões e necessidades específicas de cada um deles, tendo como orientação geral a necessidade de um conjunto de metas para maior efetividade no seu alcance e monitoramento.

Como resultado dos trabalhos das reuniões setoriais, foram gerados 25 documentos (5 para cada uma das 5 reuniões) contendo proposta de metas nacionais de biodiversidade para 2020 e de submetas intermediárias para serem alcançadas nos anos de 2013 a 2017.

A consulta pública fica aberta do dia 19 de dezembro de 2011 até o dia 31 de janeiro de 2012.

Fonte: MMA


8 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Bairro de cidade alemã gera 20% da energia consumida com luz solar

Vauban, em Freiburg, foi planejado para abrigar imóveis de baixo consumo.
Casas funcionam como miniusinas de geração de energia elétrica.

Com casas construídas para reaproveitar a incidência de raios solares para a geração de aquecimento interno e energia elétrica, o bairro de Vauban, em Freiburg, na Alemanha, é considerado um exemplo do que se chama “viver com sustentabilidade”.

Com 2 mil moradias e 5 mil habitantes, a área de 410 mil metros quadrados abrigou uma antiga base militar pertencente à França, no período pós-Segunda Guerra Mundial, desativada três anos após a queda do Muro de Berlim, em 1989.

A necessidade de expansão imobiliária em Freiburg obrigou a prefeitura a utilizar o terreno que ficou vazio após a retirada das tropas. Com isso, surgiu o projeto Vauban, realizado pelo arquiteto Rolf Disch, conhecido internacionalmente, e que previa casas e prédios passivos, ou seja, com baixo consumo de energia elétrica.

O primeiro prédio com 20 apartamentos foi construído entre 1997 e 1998, mas o projeto só foi concluído em 2006, quando foi concluída a construção de 58 imóveis que funcionavam como miniusinas de geração de energia elétrica.

Segundo Hans-Georg Herr, consultor da empresa Freiburg Futour, que trabalha com planejamento urbano, cada imóvel foi construído com camadas de isolamento de 40 centímetros de espessura, além de janelas grandes com três filtros voltadas para a área com maior incidência solar.

“A intenção é que o calor gerado no interior da casa seja reaproveitado”, disse Herr. Ao menos 20% de toda a energia elétrica consumida pelos moradores de Vauban é proveniente de placas solares instaladas pelas moradias do bairro.

Miniusinas
Ainda de acordo com Herr, cada imóvel foi construído para funcionar como uma pequena usina geradora de energia elétrica. Placas de captação de luz solar foram instaladas no telhado e suprem o consumo interno. O excedente é redirecionado para a rede pública.

“Para cada kWh de energia elétrica produzido, o governo paga 0,30 centavos de euro. Esse subsídio é garantido por 30 anos. Durante um ano, esses imóveis produzem o dobro de energia que consomem”, afirma Herr. Mas a preservação do meio ambiente sai cara. Cada imóvel com baixo consumo de energia custa 240 mil euros.

  (Foto:  )

 

Para os demais imóveis, o metro quadrado em Vauban é 2.400 euros (R$ 5.768), enquanto que nas demais regiões de Freiburg o custo do metro quadrado é 1.700 euros (R$ 4.086).

Zona de tranquilidade
Para evitar a circulação de automóveis pelas ruas do bairro, foram construídos bolsões de estacionamento nas principais vias para automóveis de moradores e de visitantes. Estimativa da Freiburg Futour é que existam 220 vagas para cada 1.000 moradores.

  (Foto:  )O uso de bicicletas é aconselhado e há ciclovias cortando praticamente todas as ruas, juntamente com os “trams”, bondes que funcionam como uma espécie de metrô de superfície.

Além disso, a reciclagem do lixo no bairro segue o padrão de Freiburg, que recicla 67,5% dos resíduos sólidos. Contêineres estão espalhados pela região para coletar material eletrônico, além de plástico, vidro, lixo orgânico e metais.

A tranquilidade do bairro chamou a atenção de Günther Schülli, que saiu da região central de Freiburg para que o filho pudesse crescer com qualidade de vida.

“Quando o bairro começou a ser construído, meu filho tinha 4 anos. Quando morava mais para o centro eu tinha uma vida anônima. Mas agora, estou num lugar onde todos se conhecem”, disse Schülli. Segundo o morador, a forma como o bairro foi criado é importante para o futuro do planeta, pois tem menos impacto no meio ambiente.

 

Fonte: Eduardo Carvalho, Do Globo Natureza


17 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

População de boto-vermelho diminui 10% ao ano na Amazônia, diz Inpa

Caça predatória é a principal responsável pelas estatísticas negativas.
Será realizado na terça-feira um workshop para discutir a situação atual.

A cada ano, a população de boto-vermelho (Inia geoffrensis) diminui 10%, por conta da caça predatória na região amazônica, de acordo com pesquisas realizadas por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI).

Informações apuradas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDSM), a 700 km de Manaus, dão conta de que o problema deve-se ao aumento da matança do boto para a pesca da piracatinga (Callophysus macropterus), peixe necrófago conhecido como urubu d’água.

“Esse golfinho endêmico da nossa região tem sido cruelmente abatido para ser usado como isca na pesca de um bagre, a piracatinga. Por isso, queremos estabelecer um processo que resulte na elaboração de ações efetivas para eliminar essa atividade cruel e insustentável na região”, disse a coordenadora do Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA), do Inpa, Vera da Silva.

Com intuito de encontrar soluções para o problema, representantes do LMA, da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) e da Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA) têm encontro marcado na próxima terça-feira (18), na sede do Inpa, na Avenida André Araújo, Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus, em um workshop para discutir a situação atual de conservação do boto-vermelho.

O evento reunirá ainda instituições e organizações interessadas na conservação e proteção dos recursos naturais da Amazônia.

Fonte: G1, AM


11 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Baleias-orcas avançam quase 50 km por rio em feito inédito no Alasca

Percurso de animais foi grande, afirma serviço ambiental dos EUA.
Entretanto, dois exemplares não sobreviveram; causa é desconhecida.

Na última semana, três baleias-orcas (Orcinus orca), também conhecidas como baleias- assassinas, foram vistas por moradores em um ponto que é 48 quilômetros distante do oceano. Os animais nadavam pelo Rio Nushagak, ao sul da cidade de Ekwok, no Alasca.

O fato chamou a atenção do Serviço Nacional para Vida Selvagem e Pesca dos Estados Unidos, já que as baleias são provenientes de ambientes com água salgada e teriam alcançado uma distância sem precedentes em água doce.

De acordo com o departamento do governo norte-americano, os mamíferos aquáticos foram observados por moradores durante o percurso. Entretanto, no último sábado (8) dois animais apareceram mortos. As causas ainda são desconhecidas.

Segundo Alexandre Charpinel, biólogo do Instituto Orca, organização ambiental do Espírito Santo, as orcas têm o costume de sair da água salgada e ir para rios em busca de alimentos. “É um comportamento normal. Elas saem do mar, vão até ambientes onde ainda existem níveis de salinidade, mesmo que baixos, em busca de alimento e depois retornam para o oceano”, disse Charpinel ao Globo Natureza.

Entretanto, no caso dos espécimes do Alasca, o biólogo afirma que as baleias percorreram uma distância atípica, provavelmente buscando alimentos. “O que pode ter ocorrido algum problema na oferta de comida, mas não podemos afirmar que a causa da morte foi essa. É preciso estudar os animais para diagnosticar”, explica.

Dois espécimes de orca foram vistos em 4 de outubro no Rio Nushagak, no Alasca. Três animais desta espécie chegaram a uma distância de 48 quilômetros do oceano. Entretanto, dois não sobreviveram (Foto: AP)

Imagem mostra dois espécimes de orca vistos em 4 de outubro no Rio Nushagak, no Alasca. Três animais desta espécie nadaram até um ponto que é 48 quilômetros distante do oceano. Entretanto, dois não sobreviveram (Foto: AP)

Carcaça de baleia-orca foi encontrada em rio do Alasca no último dia 8 de outubro. Dos três mamíferos aquáticos observados por moradores e pelo serviço ambiental dos EUA, dois morreram de causas desconhecidas  (Foto: AP)

Carcaça de baleia-orca foi encontrada em rio do Alasca no último dia 8 de outubro. Dos três mamíferos aquáticos observados por moradores e pelo serviço ambiental dos EUA, dois morreram por causas desconhecidas (Foto: AP)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


10 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Florestas primárias são insubstituíveis para a manutenção da biodiversidade tropical

Foto: Mater Natura

Recuperar a variedade de plantas e animais de uma floresta é muito mais difícil do que se imaginava. Isso se, de fato, for realmente possível. Há décadas pesquisadores de vários países tentam descobrir o que seria mais eficiente para manter a biodiversidade: focar as iniciativas na preservação das florestas primárias, com o mínimo possível de alterações pelas atividades humanas, ou recuperar áreas que já sofreram alguma modificação pelo homem, entre elas as florestas secundárias. Para quem não é especialista, a resposta mais óbvia seria: nada substitui as florestas primárias em termos de biodiversidade. Mas, os pesquisadores tinham dúvidas, pois estudos sugeriam que as florestas secundárias poderiam conter uma variedade de espécies tão relevante quanto às originais.

Agora, uma nova pesquisa denominada “Primary forests are irreplaceable for sustaining tropical biodiversity” publicada no dia 14 de setembro no site da revista Nature, reforçou a tese de que as áreas de floresta primária são mais ricas em biodiversidade. Tendo por base 138 pesquisas realizadas em 28 países da América, Ásia, África e Oceania, os pesquisadores efetuaram 2.200 comparações entre florestas primárias e secundárias. O objetivo desta análise global, que possivelmente é a mais ampla sobre o assunto, foi medir os efeitos variados de uso da terra e da degradação florestal sobre a biodiversidade em florestas tropicais.

Foram analisados 12 tipos de interferências humanas que afetam de modo diferente os ambientes florestais. A prática mais agressiva é o uso do fogo, muitas vezes para abrir espaço para a agricultura, enquanto a que oferece menos risco para a biodiversidade é o corte seletivo. A retirada de apenas 3% das árvores de uma floresta já afeta a variedade de espécies do local. A monocultura de árvores de crescimento rápido, como o eucalipto, outra perturbação causada pelo ser humano ao ambiente, também é um problema para a biodiversidade, principalmente em locais como a Ásia e o Brasil.

Conforme demonstraram os pesquisadores liderados por Luke Gibson, da Universidade Nacional de Cingapura, a biodiversidade das florestas tropicais é muito afetada pela degradação da natureza. E, ao contrário do que se imaginava até agora, as florestas secundárias, como é chamada a vegetação que nasce após corte de árvores ou o desmatamento, não são substitutas à altura das florestas primárias. Ou seja, as florestas degradadas e secundárias não oferecem a mesma biodiversidade ao ambiente. “Nós mostramos que as florestas secundárias são invariavelmente pobres quando comparadas às florestas primárias não degradadas. Por isso, devemos fazer o que for possível para proteger as florestas primárias remanescentes”, disse Gibson.

A dimensão da perda de biodiversidade depende de fatores como região geográfica, grupos taxonômicos e tipo de intervenção humana. De acordo com o trabalho, as florestas tropicais da Ásia são mais sensíveis às transformações impostas pelo homem do as matas das Américas. Os diferentes grupos de animais, igualmente, respondem de forma distinta: os mamíferos, de modo geral, são mais resistentes às mudanças, ao passo que as aves são sensíveis.

Segundo Carlos Peres, professor da Escola de Ciências Ambientais da Universidade de East Anglia, um dos autores do artigo, os dados indicam que o tempo para a recuperação da biodiversidade varia bastante conforme o histórico de perturbação e a paisagem onde as manchas de mata primária estão inseridas, mas em alguns casos a diversidade de espécies pode demorar séculos para ser restabelecida.

Regiões degradadas podem se recuperar sozinhas, mas reflorestar usando espécies nativas ou de outros ambientes é um trabalho lento, que pode durar séculos. “Áreas de mata atlântica secundárias com cerca de 400 anos no Paraná ainda não têm o perfil de espécies de plantas de regiões primárias”, alerta Peres. Outro exemplo clásico é a região do Petén, no norte da Guatemala (foto). Quando os espanhóis chegaram, o local era tomado por milharais do Império Maia. Hoje, mais de 500 anos depois, uma floresta vigorosa tomou o lugar, mas em termos de biodiversidade não chega nem perto do que poderia ser uma floresta primária da América Central, que estava lá há milhares de anos, antes da chegada da agricultura dos Maias.

Mas, o norte-americano Thomas Lovejoy, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), no Brasil, e do Centro H. John Heinz III para Ciência, Economia e Meio Ambiente, nos Estados Unidos, também coautor do estudo, não retira a importância do reflorestamento. “Reflorestar garante a sobrevivência de muitas espécies e a manutenção de serviços de ecossistemas como foi feito com a Floresta da Tijuca, área degradada de mata atlântica no Rio de Janeiro que foi replantada”, afirma.

O estudo da Nature reflete uma escassez de informações sobre a maior parte da biodiversidade tropical. “Praticamente não há pesquisas sobre florestas de vários países africanos e asiáticos”, diz Peres. De acordo com o estudo, também faltam trabalhos sobre grupos de plantas, invertebrados e vertebrados em mosaicos de floresta primária e áreas adjacentes de floresta degradada.

 

Fonte: Mater Natura


22 de junho de 2011 | nenhum comentário »

IPEVS ministra palestra no CICLOVET UEL 2011

Participantes atentos durante explanações

Participantes atentos durante explanações

Entre os dias 08/06 e 12/06/2011 aconteceu a XXVIII Semana Acadêmica e VI Mostra Acadêmica de Trabalhos Científico – CICLOVET 2011 – do curso de Medicina Veterinária da UEL.

Realizado pela equipe do VET Jr. UEL, o evento contou com a participação de renomados palestrantes de todo o Brasil e obteve uma enorme adesão por parte de alunos e profissionais da região.

O evento foi dividido em módulos: Animais de Companhia, Grandes Animais e Animais de Produção, Animais Silvestres e Medicina Veterinária Complementar, e permitiu a integração teoria/prática, através de módulos práticos iniciados na sexta-feira no período da tarde.

O IPEVS se fez presente em mais este evento, através do seu presidente, o Médico Veterinário e Biólogo, Rafael Haddad, que ministrou a palestra teórico/prática Manejo e Medicina de Répteis no dia 10/06 no período da tarde. A palestra contou com a presença de diversos acadêmicos e com a participação da Bióloga Lívea S. de Almeida, Diretora Administrativa do IPEVS, do M.V Igor de Andrade, da UEL e do Médico Veterinário, Msc. Carlos Roberto Abrahão, Analista Ambiental do RAN – ICMBio – Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios.

Participantes, palestrante e colaboradores

Participantes, palestrante e colaboradores

Durante a prática, os participantes puderam aprender técnicas de captura, contenção, marcação individual, sexagem e coleta de amostras biológicas. Após o evento, vários participantes procuraram o IPEVS para realização de estágio voluntário no período das férias.

Fonte: Assessoria de Comunicação do IPEVS

Carlos R. Abrahão coletando sangue de uma Cascavel
Carlos R. Abrahão coletando sangue de uma Cascavel
 
 
 

 


7 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Estudo indica dez florestas mais ameaçadas do mundo

Mata Atlântica está na lista, feita pela ONG Conservação Internacional.
Nações Unidas lançam 2011 como o ‘Ano Internacional das Florestas’.

A organização não governamental (ONG) Conservação Internacional (CI) lançou nesta quarta-feira (2) uma pesquisa que lista as dez florestas mais ameaçadas em todo o mundo. A divulgação do estudo ocorre na mesma data em que a Organização das Nações Unidas (ONU) promove oficialmente 2011 como o “Ano Internacional das Florestas”.

Todas as florestas consideradas como as mais ameaçadas pela CI já perderam 90% ou mais de sua cobertura vegetal e cada uma abriga pelo menos 1.500 espécies que só existem em nível local. De acordo com a ONG, as áreas têm espécies que estão sob o risco de extinção.

O bioma brasileiro da Mata Atlântica aparece como a quinta vegetação mais ameaçada do mundo, das quais restam apenas 8% da cobertura original, segundo a ONG. Já a floresta com maior risco de extinção fica na Indo-Birmânia, na Ásia, e já teve 95% de sua vegetação original destruída.

A lista da CI segue com a segunda vegetação mais ameaçada, que está em florestas tropicais da Nova Zelândia, também com 5% de cobertura original, seguida da floresta de sunda, na Indonésia, Malásia e Brunei (7% de cobertura original), a de Filipinas (7%), a Mata Atlântica no Brasil (8%), as montanhas das regiões central e sul da China (8%) e florestas da Califórnia, nos EUA (10%).

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De acordo com a ONG, a oitava floresta mais ameaçada do mundo fica na costa oriental da África e tem 10% da vegetação original, seguida de florestas em Madagascar e em ilhas do Oceano Índico, ainda na África (10% de cobertura original) e das florestas de Afromontane, no mesmo continente, com 11% da vegetação original.

As ONU escolheu 2011 como o “Ano Internacional das Florestas” para chamar a atenção sobre a necessidade de preservação desses locais pelo mundo. De acordo com o órgão, as florestas cobrem 30% da área do Planeta, mas abrigam 80% da biodiversidade mundial.

Fonte: Globo Natureza


23 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Segunda maior baleia é avistada no litoral de Santa Catarina

 

Baleia-Fin (Balaenoptera physalus) fotografada no Mar da Ligúria. Fotos © Tethys Research Institute.

Baleia-Fin (Balaenoptera physalus) fotografada no Mar da Ligúria. Fotos © Tethys Research Institute.

Segundo maior animal existente, uma baleia-fin – ou baleia-comum – surpreendeu passageiros que faziam passeio de barco entre a praia do Rosa (Imbituba) e a ilha do Papagaio (Palhoça), ambas em Santa Catarina, no sábado passado (18).

A surpresa é porque a temporada de observação de baleias já tinha acabado, na metade de novembro; as normalmente vistas na região são baleias-francas; e assim, o passeio do fim de semana nem era com esse objetivo.

Os indivíduos da espécie baleia-fin (Balaenoptera physalus), que alcançam de 21 a 26 metros e podem pesar de 45 a 80 toneladas, segundo a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), só perdem em tamanho para a baleia-azul.

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De acordo com os biólogos do Instituto Baleia Franca (IBF), presentes no passeio de barco realizado no fim de semana, baleias desta espécie são raramente encontradas próximas às áreas costeiras. Eles acreditam que ela possa ter se aproximado da costa perseguindo cardumes de pequenos peixes. A espécie foi identificada pelo presidente do instituto, Enrique Litman.

“Nós regressávamos do passeio quando ela surgiu, saltou a poucos metros do barco e, para nossa felicidade, seguiu a embarcação e possibilitou as fotos”, comemorou ele. Estudioso dos cetáceos, Litman já havia avistado antes a baleia-fin em Quebec, no Canadá, em 2009.

A baleia-fin foi vista justamente no primeiro passeio de verão realizado pela operadora Turismo Vida Sol e Mar. “Nós estávamos na mesma embarcação em que é feita a observação de baleias francas, de julho a novembro. No verão, usamos o barco para fazer passeios às ilhas da região, mergulhos e outras opções de lazer. Foi uma feliz surpresa”, conta Litman.

De acordo com a bióloga responsável pelo IBF, Mônica Pontalti, registros como este devem ser documentados e mostram a importância dos monitoramentos costeiros de cetáceos, especialmente dentro de uma Área de Proteção Ambiental (APA) como foi o caso.

(Fonte: Folha.com)


15 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Equipamento vai eliminar CFC de geladeiras e evitar emissão de CO2

15/12/2010

Por Daniela Mendes

A segunda planta de manufatura reversa (reciclagem) de geladeiras do País será inaugurada nesta quarta-feira (15), no município de Careaçú (MG). O equipamento da empresa Revert Brasil é totalmente automatizado e terá capacidade para processar até 450 mil unidades por ano, o que equivale a cerca de 1.500 geladeiras por dia.

O CFC é um dos principais responsáveis pela redução da camada de ozônio, que protege a terra do excesso de raios ultravioletas, capazes de causar doenças como o câncer de pele. Além disso, esse gás contribui para o aquecimento global.

De acordo com a coordenadora de Proteção da Camada de Ozônio do MMA, Magna Luduvice, existe hoje no País um passivo de 10 milhões de refrigeradores que poderão ser processados por meio dessa tecnologia inédita no Brasil.

A eficiência de processamento do equipamento permite retirar mais de 99% dos gases CFCs existentes no refrigerador, tanto no sistema de refrigeração (CFC-12) quanto na espuma de isolamento (CFC-11). Estima-se uma redução na emissão de três toneladas de CO2 equivalente por refrigerador, ou seja, 1,35 milhão de toneladas de CO2 equivalentes deixarão de ser lançados na atmosfera, por ano. O equipamento também conseguirá separar, com mais de 95% de pureza, os demais materiais que compõe o refrigerador, tais como: poliuretano, plástico, ferro, cobre e alumínio.

Com a implantação dessa planta, os refrigeradores antigos, com mais de dez anos, substituídos nos projetos de eficiência energética pelas distribuidoras de energia elétrica poderão ter as substâncias nocivas à camada de ozônio e ao clima recolhidas e destinadas adequadamente.

A planta de manufatura reversa de refrigeradores operada pela Revert Brasil está inserida no âmbito do Acordo de Cooperação Técnica assinado, em 2009, pelos governos alemão e brasileiro por meio do Ministério do Meio Ambiente Alemão e da Agência de Cooperação Técnica Alemã e do Ministério do Meio Ambiente do Brasil e da Agência Brasileira de Cooperação.

Esse acordo tem por objetivo apoiar a introdução de um programa piloto de logística reversa de refrigeradores no Brasil, incluindo a instalação de um equipamento modelo de manufatura reversa. O valor total do projeto é de cerca de 10 milhões de euros, sendo cinco milhões do governo alemão e os outros cinco milhões do operador do equipamento  a Revert Brasil Soluções Ambientais Ltda.

O projeto compreende além da instalação da planta de manufatura reversa de refrigeradores, o treinamento de pessoal para logística reversa de refrigeradores, incluindo catadores de materiais recicláveis e demais atores dessa cadeia e também o intercâmbio de informações técnicas sobre a logística reversa de refrigeradores entre os dois países.

O evento contará com a presença de representantes da Agência de Cooperação Técnica Alemã, do Ministério do Meio Ambiente do Brasil, do governo do Estado de Minas Gerais, da Prefeitura de Careaçú, além de demais representantes do setor de manufatura e manutenção de equipamentos de refrigeração, cooperativas de catadores, empresas do ramo de coleta e reciclagem, entre outros.

Histórico – No Brasil, a produção e o consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio (SDOs), como os clorofluorcarbonos (CFCs), foram eliminadas com êxito no âmbito do Protocolo de Montreal. No entanto, uma quantidade significativa de SDOs ainda pode ser encontrada nos equipamentos de refrigeração, entre eles refrigeradores, que estão em uso.

Desde 1999, já não se produzem mais veículos e condicionadores de ar com CFC. A partir de 2001, não se fabricam mais refrigeradores domésticos e comerciais com esses gases. Para eliminar os CFCs remanescentes e gerenciar o seu passivo, o governo brasileiro desenvolveu uma série de projetos (treinamento, incentivo à coleta, reciclagem e regeneração de SDOs) com o objetivo de impedir que os CFCs contidos nos equipamentos produzidos naquele período fossem lançados na atmosfera.

Ao final da vida útil, no entanto, os equipamentos que contêm substâncias destruidoras da camada de ozônio devem ser corretamente gerenciados, a fim de evitar o vazamento dessas substâncias para a atmosfera. Até pouco tempo no Brasil, recolhia-se somente o CFC presente no circuito de refrigeração dos refrigeradores antigos, pois não havia tecnologia para o recolhimento do gás contido na espuma de isolamento. Com a implantação dessa tecnologia, o Brasil avança, além da eliminação da produção e consumo dos CFCs, para o correto gerenciamento dos bancos de SDOs.

Fonte: MMA


15 de outubro de 2010 | nenhum comentário »

Simpósio sobre recuperação de áreas degradadas discute biomas brasileiros

A 8ª edição do Simpósio Nacional sobre Recuperação de Áreas Degradadas acontecerá de 30 de outubro a 2 de novembro na cidade de Guarapari (ES)

Especialistas brasileiros discutirão, em conferencias e mesas redondas,  os princípios, técnicas, perspectivas e desafios da reabilitação e restauração de biomas brasileiros, sua biodiversidade, riqueza, serviços que  prestam  e valores em risco.

 

Temas como recuperação de voçorocas, nascentes e ambientes fluviais estarão na pauta, além da apresentação de aproximadamente 170 trabalhos técnico-científicos na forma oral e em pôsters sobre recuperação de áreas degradadas pela mineração, agropecuária, estradas, barragens e outras grandes obras.

 

Inscrições e outras informações no site: www.sobrade.com.br

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