12 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Cinco peixes-boi serão devolvidos à natureza em Maraã, no Amazonas

Eles ficaram presos em redes de pesca ou foram apreendidos por fiscais.
No interior do estado, ainda são comuns os registros de caça do peixe-boi.

Animal será devolvido à natureza (Foto: Carolina Oliveira/Instituto Mamirauá)

Animais serão devolvido à natureza em Marãa (Foto: Carolina Oliveira/Instituto Mamirauá)

No dia 11 de agosto, cinco peixes-boi amazônicos serão devolvidos à natureza na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, na região do município de Maraã, noroeste do Amazonas. Os animais passaram por processo de readaptação à vida silvestre no Centro de Reabilitação de Peixes-Boi Amazônicos de Base Comunitária. Outros dois animais ainda permanecerão sob os cuidados do Centro.

Os peixes-boi chegaram ao Centro de Reabilitação com apenas alguns dias de vida. Dentre os que serão soltos, o mais velho tem quatro anos e o mais novo, dois. Dos cinco peixes-boi que serão soltos, três ficaram presos acidentalmente em redes de pesca e foram entregues à equipe do Centro de Reabilitação pelos próprios pescadores; os outros dois foram apreendidos por agentes ambientais e entregues aos cuidados do Centro.

Segundo Miriam Marmontel, coordenadora do Grupo de Pesquisas em Mamíferos Aquáticos Amazônicos, peixes-boi criados em cativeiro deixam de aprender informações necessárias à vida selvagem. Por isso, os peixes-boi liberados serão monitorados em vida livre, por meio de sinais de rádio emitidos por um aparelho que será adaptado às caudas dos animais.

“Temos que acompanhá-los após a soltura para saber se o nosso trabalho de reabilitação foi bem sucedido. Esses animais certamente são mais vulneráveis à caça do que os que nasceram e foram criados pela mãe, na natureza, pois ela repassa ao filhote informações como rotas de migração, lugares onde se alimentar e como fugir de um pescador. Existe um risco, mas esses animais terão que enfrentá-lo”, disse a pesquisadora.

Ameaça à espécie
No interior do estado, ainda são comuns os registros de caça de subsistência do peixe-boi. As fêmeas adultas, maiores que os machos, são o principal alvo dos caçadores. Sem os cuidados maternos, os filhotes de peixe-boi dificilmente sobrevivem na natureza.

Um dos fatores de ameaça aos filhotes órfãos de peixes-boi são as redes de pesca. Ao ficar preso a uma rede, o filhote pode morrer afogado – como são mamíferos, os peixes-boi precisam vir à superfície para respirar, em intervalos de aproximadamente dois minutos.

Cuidados especiais
De acordo com Miriam Marmontel, o peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis) requer atenção especial da comunidade científica, o que se explica pelo histórico de exploração da espécie. Há registros de caça comercial de peixe-boi desde o século XVII. O auge da procura comercial da espécie ocorreu entre o século XIX e meados do XX, período em que milhares de animais foram mortos por causa da utilização de seu couro para a fabricação de correias e de sua banha para iluminação pública.

Hoje a espécie é considerada vulnerável à extinção. Mais de 100 peixes-boi amazônicos são mantidos em cativeiro, em centros de reabilitação nas regiões metropolitanas de Manaus eBelém, na Reserva Amanã.

O trabalho nos centros de reabilitação de peixe-boi amazônico pode evitar o que já aconteceu a outras espécies de mamíferos aquáticos. Em 2007, o baiji (Lipotes vexillifer), golfinho que habitava o rio Yang-tsé, na China, foi declarado extinto. Devido à caça predatória, em 1768 a vaca marinha (Hydrodamalis gigas) foi declarada extinta, 27 anos após ter sido descoberta.

 

Erê foi o primeiro peixe-boi nascido em cativeiro no Inpa, no AM (Foto: Divulgação/Inpa)

Caça de subsistência ameaça espécie no interior do Amazonas (Foto: Divulgação/Inpa)

Fonte: Globo Natureza


17 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Salamandra da Guatemala e rã peruana correm risco de extinção

Lista de ONG aponta que 41% dos anfíbios no mundo estão ameaçados.
Poluição e destruição dos habitats são principais causas.

A rã arlequim do Peru (Atelopus patazensis) e uma salamandra anã da Guatemala (Dendrotriton chujurum) entraram na lista de espécies em perigo crítico de extinção elaborada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

Segundo a última edição da Lista Vermelha da IUCN de espécies ameaçadas, divulgada nesta quarta-feira (15), dos 19 anfíbios que passaram a integrar a lista, oito estão em perigo crítico de extinção, casos da rã arlequim e da salamandra guatemalense.

Os dados da IUCN apontam que 41% do total de anfíbios de todo o mundo estão ameaçados, principalmente pela destruição de seus habitats, poluição, doenças e a presença de espécies invasoras.

Além disso, foi realizada pela primeira vez a avaliação das 248 espécies de lagostas existentes, sendo que 35% foram classificadas na categoria “dados insuficientes”, inclusive a lagosta comum do Caribe (Panulirus argus).

As povoações de lagosta diminuem em virtude da exploração excessiva, uma vez que cerca de 1,2 bilhões de pessoas no mundo dependem das espécies marinhas como alimento e meio de subsistência. No entanto, não existem dados confiáveis sobre os níveis de pesca e captura das espécies para avaliar sua situação e ameaça de extinção.

A boa notícia foi trazida pelo Órix da Arábia, também conhecido como antílope branco, que foi eliminado da lista de espécies em perigo de extinção para passar à de espécie vulnerável. O Órix da Arábia é encontrado na Península Arábica, onde foi caçado em 1972 o último exemplar silvestre da espécie.

Neste ano, graças à criação em cativeiro e a bem-sucedidas ações de reintrodução, o Órix não corre mais o risco de desaparecer, sendo a primeira vez que uma espécie que chegou a estar extinta abandona esta categoria. Sua população silvestre já conta com mil espécimes.

Imagem de rã da espécie Atelopus patazensis que corre risco de extinção, segundo ONG ambiental (Foto: Alessandro Catenazzi/IUCN)

Imagem de rã da espécie Atelopus patazensis que corre risco de extinção, segundo ONG ambiental (Foto: Alessandro Catenazzi/IUCN)

 

Fonte: Da EFE


15 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Zoo tenta reintroduzir na natureza espécie quase extinta

O zoológico de Praga, na República Checa, organiza a reintrodução na natureza de cavalos de Przewalski (Equus ferus przewalskii), um dos animais mais ameaçados de extinção no planeta. Na verdade, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), a espécie chegou a ser considerada extinta na natureza, mas programas de reintrodução de espécimes que estavam em cativeiro salvaram o animal.

Nesta terça-feira (14), o zoo organizou o transporte de quatro cavalos selvagens da Mongólia (como a espécie também é conhecida) para o país que lhe dá nome. Os animais estavam em uma fazenda e foram levados em um avião militar para a província mongol de Khovd para que vivam no habitat natural da espécie.

Segundo a IUCN, a espécie desapareceu em 1969, quando acabou a última população conhecida, na China. Nos anos 90, esforços de reintrodução na natureza começaram na Mongólia, China, Cazaquistão e Ucrânia, mas apenas no primeiro país os programas deram resultado.

Ainda de acordo com a organização, acredita-se que existam 325 desses animais vivos na natureza, inclusive aqueles que já nasceram no habitat natural após os programas de reintrodução.

Funcionários do zoológico de Praga preparam um cavalo de Przewalski para transporte (Foto Reuters)

Funcionários do zoológico de Praga preparam um cavalo de Przewalski para transporte (Foto Reuters)

 Fonte: Portal Terra


8 de março de 2011 | nenhum comentário »

ONG tenta devolver papagaios ao habitat natural

Os 68 papagaios-verdadeiros abrigados em Juquitiba (72 km a sudoeste de SP) não conhecem sua mata natal. Eles foram retirados com poucos dias de vida dos ninhos em que nasceram, em setembro de 2006, em Mato Grosso do Sul. Fruto da ação de traficantes de animais.

A volta desses bichos para o local em que nasceram, consequência de uma operação inédita em todo o país, conduzida por uma ONG (Organização Não-Governamental), deve ocorrer em meados deste ano.
O que falta são recursos financeiros para o transporte.

“Poucas operações como essa ocorreram até agora no país. Pouca gente sabe o que ocorre depois das notícias de grandes apreensões”, diz Marcelo Rocha, presidente da SOS Fauna.

As cenas a seguir são fortes. Os 68 papagaios (Amazona aestiva) que sobreviveram estavam ao lado de outros 124 filhotinhos. Deste grupo, cinco morreram depois que estavam sendo cuidados pela equipe da ONG. Dos demais, distribuídos para alguns criadores com anuência do Ibama, não se têm mais notícias.
“Eles devem ter morrido”, afirma Rocha.

A um custo de R$ 1 por dia com cada papagaio -a conta, portanto, passa dos R$ 100 mil- uma verdadeira operação de guerra precisou ser montada para que esses bichos pudessem, quem sabe, voltar para casa.
De acordo com Rocha, várias instituições e pessoas físicas já ajudaram durante esse tempo. Ele diz ter recebido exclusivamente dinheiro privado. “As esferas de Estado nunca nos ajudaram.”

Retorno – Ainda no final de 2006, os 68 papagaios que continuavam vivos estavam com saúde, voando em viveiros no interior de São Paulo. Após, inclusive, a realização de estudos genéticos com os animais, que ajudaram a precisar de onde eles vieram, começou a se desenhar a operação de retorno.

“Eles serão recolocados na região de Nova Andradina, na propriedade de um fazendeiro que está sensibilizado pelo trabalho”, diz a bióloga Juliana Ferreira, que também está colaborando com a organização ambientalista paulista. “Durante todos estes anos, um dos trabalhos feitos foi o de ensinar eles a obterem alimento sozinhos.”

Tráfico intenso – Ao contrário do que pode parecer, a soltura dos bichos em Mato Grosso do Sul não é um momento que deve ser exaltado, dizem os ambientalistas. “É importante, claro, essa volta, mas esses papagaios nunca deveriam ter sido retirados dos locais onde eles estavam vivendo”, diz. Para Rocha, muito mais do que os papagaios, quem ganha é a biodiversidade do país. “Existe uma série de relações ecológicas que podem estar sendo perdidas sem esses animais na mata. Nem sabemos precisar quantas.”

Os 192 papagaios apreendidos, em 2006, na rodovia Castello Branco, pela polícia, são apenas uma pequena mostra do que é retirado das florestas de todo o país, estima Rocha. “Apenas 10% dos animais traficados são apreendidos. Se este número está na casa dos 700 por ano, só em São Paulo, mais de 6.000 animais devem entrar de forma ilegal na região metropolitana de São Paulo, o grande polo consumidor nacional.

Quando ocorrer, a volta dos papagaios para a mata é voluntária. Um grande viveiro é montado na mata, para uma ambientação. Depois ele é aberto e quem se sentir seguro para voar, voa.

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Fonte: Eduardo Geraque/ Folha.com


22 de agosto de 2009 | nenhum comentário »

Após 12 anos em cativeiro, harpia retorna à liberdade

Harpia com aparelho que permite o monitoramento via satélite

Harpia com aparelho que permite o monitoramento via satélite

Na última terça-feira (18), por volta das 13h, retornou a seu habitat a 1ª harpia do mundo a ser reintroduzida na natureza, após viver 12 anos em cativeiro, em um recinto construído especialmente para ela, na Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Estação Veracel, em Porto Seguro (BA).

Batizada como Pakâyhierú* (pássaro livre), a ave encontrou a liberdade cerca de seis minutos depois que a caixa onde era transportada foi aberta. “Estou feliz porque ela alçou vôo”, disse, emocionado, Alexandro Ribeiro Dias, da Equilíbrio Proteção Florestal, empresa parceira no Projeto Harpia na Mata Atlântica. Dias teve o privilégio de abrir a caixa. Durante seis anos, ele foi o único responsável pelo trato e alimentação da harpia.

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A ave se tornou a segunda harpia adulta a ser monitorada via satélite no Brasil. O equipamento foi instalado no último dia 16 pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe, José Eduardo Mantovani. Para avaliar o impacto do aparelho sobre a ave, há um ano foi instalado um protótipo com peso igual ao do equipamento que  está sendo utilizando.

De acordo com a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisa Amazônica – Inpa e coordenadora do Projeto Harpia na Mata Atlântica, Tânia Sanaiotti, o protótipo foi instalado para a ave se adaptar ao peso do equipamento (cerca de 125 gramas) e para avaliar possíveis danos. “A mochila que carrega o rádio-transmissor não causou danos à ave. Isso nunca tinha sido avaliado por outro pesquisador no mundo”, comemorou Sanaiotti.

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No domingo (16), Sanaiotti uniu-se aos pesquisadores da SOS Falconiformes, Eduardo Pio Mendes de Carvalho Filho, e da Associação Brasileira de Falcoeiros e Preservação de Aves de Rapina – ABFPar, Jorge Lisboa, e, também, ao tratador da ave, Alexandro Ribeiro Dias, todos parceiros no Projeto Harpia na Mata Atlântica, para fazer a última avaliação da ave antes da soltura. A harpia, uma fêmea da espécie, foi pesada e medida, apresentando 2,05 metros de envergadura de asa.

A ave foi reintroduzida em uma Área de Alto Valor de Conservação, próxima ao Parque Nacional do Pau-Brasil, um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica do extremo sul da Bahia. Nos próximos 15 dias, a harpia será monitorada em campo para que seja avaliada sua adaptação à vida livre.

De acordo com Sanaiotti, a área foi escolhida levando-se em consideração que se trata de uma área de mata nativa, com 85% de floresta ombrófila densa em estágio avançado de regeneração, contígua ao parque e a cerca de dois quilômetros de distância da fazenda onde a ave foi resgatada em 1997.

A harpia foi encontrada pelos proprietários da Fazenda Lembrança e da Fazenda Itaipé,  que a entregaram ao Ibama. Os fiscais levaram a ave para a Estação Veracel, onde, desde 2004, ela é objeto de estudos e esforços de uma equipe de pesquisadores para reintegrá-la à natureza. Esse trabalho recebeu o nome de Projeto Harpia na Mata Atlântica.

A decisão pela soltura foi tomada em 2004, quando a pesquisadora Tânia Sanaiotti, que já desenvolvia o Projeto Gavião-Real, na Amazônia, foi convidada a avaliar a harpia, que era mantida em cativeiro. “Avaliei que se tratava de uma ave já adulta no momento da captura, que já tinha aprendido a sobreviver sozinha nas matas. Com certeza, ela não perdeu esse instinto selvagem”, disse a pesquisadora.

Além de todo o trabalho desenvolvido para a reabilitação da harpia em seu habitat, o Projeto Harpia na Mata Atlântica fez a avaliação das matas existentes na região, para ter a garantia de que a ave encontraria as condições necessárias para a sua sobrevivência. O registro da existência de outras harpias de vida livre nas áreas monitoradas foi primordial para a decisão da soltura.

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O Projeto Harpia na Mata Atlântica é financiado pela Veracel Celulose S.A. e desenvolvido de forma integrada pelos pesquisadores do Inpa, Inpe, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, Ibama, ABFPar, SOS Falconiformes, Crax e RPPN Estação Veracel.

*Pakâyhierú significa “pássaro livre” em patxohã, língua oficial da comunidade indígena Pataxó. Esse é o nome da primeira harpia a ser devolvida à natureza depois de 12 anos em cativeiro, escolhido pelo aluno David dos Santos, da Escola Indígena Pataxó de Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália/BA. De Daniel Conceição Bonfim, aluno da Escola Rural Santo Antônio, em Imbiruçu de Dentro (Porto Seguro, BA), veio o slogan “Natureza viva!”. Ambos participaram do trabalho de educação ambiental realizado com suas comunidades, para que conhecessem essa espécie e contribuíssem para sua preservação. (Fonte: Ibama)

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27 de maio de 2009 | nenhum comentário »

Onça apreendida no AM não pode voltar à natureza e não encontra lar definitivo

Uma onça-parda de dois anos e meio que vive no Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama em Manaus é exemplo de um problema comum entre bichos apreendidos pela instituição. Batizado pelos tratadores de Shiva, o felino, que na verdade é um macho, chegou ainda pequeno ao órgão ambiental, e, por isso, não aprendeu a viver solto na natureza.

Segundo Carlos Abrahão, veterinário responsável pelo núcleo de fauna silvestre do Ibama, existem treinamentos que permitiriam readaptar o animal à vida selvagem, mas são tão caros e demorados que raramente são aplicados, mesmo em países ricos. “Os custo para reintroduzi-lo é muito alto. Ele está fadado à vida em cativeiro. Veio como filhote e nunca aprendeu a caçar”, diz Abrahão.

Por outro lado, o centro de triagem tampouco é pensado para ser o lar definitivo dos animais. O Ibama tenta encaminhá-los para zoológicos ou criadouros autorizados com instalações adequadas. “Temos poucas instituições que podem recebê-lo legalmente”, conta Abrahão. E a maioria deles fica no centro-sul do país, distante de Manaus.

O custo para a transferência, que precisa ser feita de avião, é alto. Além disso, a onça-parda existe em todo o país e, por isso, não há tantos locais interessados em receber espécimes de longe.

Em março, a irmã de Shiva, Krishna, foi levada para um criadouro particular em Santa Rita do Passa Quatro, no estado de São Paulo, em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). As duas onças foram encontradas quando ainda tinham poucos meses, em Rio Preto da Eva (AM). Abrahão não sabe dizer o que aconteceu com a mãe das duas onças-pardas. Ele aponta, no entanto, que é comum, em casos como este, que caçadores matem a mãe, encontrem os filhotes e fiquem com pena de matá-los também.

Também são comuns os casos em que as pessoas levam os filhotes para casa, mas não conseguem mantê-los quando adultos, já que não podem ser domesticados. “O animal vai crescendo e fica agressivo porque é selvagem”, explica o veterinário do Ibama. O custo para manter uma onça como Shiva também é alto, já que chega a comer 2 quilos de carne ao dia. (Fonte: Dennis Barbosa/ Globo Amazônia)

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22 de abril de 2009 | nenhum comentário »

Harpia que vive em cativeiro pode voltar à natureza a qualquer momento

Harpia do Zoológico de Curitiba - PR

Harpia do Zoológico de Curitiba - PR

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

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A harpia, ou gavião-real, vive em um cativeiro na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Estação Veracel, entre os municípios de Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro.  A ave foi resgatada por fiscais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e desde 1997 vive em um ambiente construído especialmente para ela na RPPN.

Desde 2004 um projeto de readaptação está sendo desenvolvido para que o animal retorne a natureza. A soltura da Harpia poderá ocorrer na Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Estação Veracel ou Parque Nacional-PARNA Pau-Brasil. “Os estudos de levantamento de aves de rapina indicam que o PARNA Pau-Brasil é o local mais adequado”, explica o pesquisador da ONG SOS Falconiformes, Gustavo Carvalho.

Assim que chegou à reserva o animal recebeu cuidados para tratar lesões e se fortalecer. Todos os meses Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), SOS Falconiformes e Associação Brasileira de Falcoaria e Preservação de Aves de Rapina (ABFPAR), acompanham  a evolução da ave.

Os resultados obtidos em cativeiro tem sido positivos, de acordo com o pesquisador, e o animal deve ser solto em junho.

Durante três anos a ave será acompanhada por satélite por meio de um transmissor microwave PTT monitorado pelo satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Nacionais (INPE). “Além disso, através de um transmissor VHF os pesquisadores poderão realizar um acompanhamento em campo do animal”, explica o pesquisador.

Caso de sucesso

Em maio de 2008 uma fêmea subadulta da mesma espécie foi encaminhada pelo IBAMA ao projeto. Depois de avaliada a condição do animal foi solta no Parque Nacional do Pau-Brasil e está sendo monitorada via satélite e em campo, via rádio VHF.






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12 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Cinco peixes-boi serão devolvidos à natureza em Maraã, no Amazonas

Eles ficaram presos em redes de pesca ou foram apreendidos por fiscais.
No interior do estado, ainda são comuns os registros de caça do peixe-boi.

Animal será devolvido à natureza (Foto: Carolina Oliveira/Instituto Mamirauá)

Animais serão devolvido à natureza em Marãa (Foto: Carolina Oliveira/Instituto Mamirauá)

No dia 11 de agosto, cinco peixes-boi amazônicos serão devolvidos à natureza na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, na região do município de Maraã, noroeste do Amazonas. Os animais passaram por processo de readaptação à vida silvestre no Centro de Reabilitação de Peixes-Boi Amazônicos de Base Comunitária. Outros dois animais ainda permanecerão sob os cuidados do Centro.

Os peixes-boi chegaram ao Centro de Reabilitação com apenas alguns dias de vida. Dentre os que serão soltos, o mais velho tem quatro anos e o mais novo, dois. Dos cinco peixes-boi que serão soltos, três ficaram presos acidentalmente em redes de pesca e foram entregues à equipe do Centro de Reabilitação pelos próprios pescadores; os outros dois foram apreendidos por agentes ambientais e entregues aos cuidados do Centro.

Segundo Miriam Marmontel, coordenadora do Grupo de Pesquisas em Mamíferos Aquáticos Amazônicos, peixes-boi criados em cativeiro deixam de aprender informações necessárias à vida selvagem. Por isso, os peixes-boi liberados serão monitorados em vida livre, por meio de sinais de rádio emitidos por um aparelho que será adaptado às caudas dos animais.

“Temos que acompanhá-los após a soltura para saber se o nosso trabalho de reabilitação foi bem sucedido. Esses animais certamente são mais vulneráveis à caça do que os que nasceram e foram criados pela mãe, na natureza, pois ela repassa ao filhote informações como rotas de migração, lugares onde se alimentar e como fugir de um pescador. Existe um risco, mas esses animais terão que enfrentá-lo”, disse a pesquisadora.

Ameaça à espécie
No interior do estado, ainda são comuns os registros de caça de subsistência do peixe-boi. As fêmeas adultas, maiores que os machos, são o principal alvo dos caçadores. Sem os cuidados maternos, os filhotes de peixe-boi dificilmente sobrevivem na natureza.

Um dos fatores de ameaça aos filhotes órfãos de peixes-boi são as redes de pesca. Ao ficar preso a uma rede, o filhote pode morrer afogado – como são mamíferos, os peixes-boi precisam vir à superfície para respirar, em intervalos de aproximadamente dois minutos.

Cuidados especiais
De acordo com Miriam Marmontel, o peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis) requer atenção especial da comunidade científica, o que se explica pelo histórico de exploração da espécie. Há registros de caça comercial de peixe-boi desde o século XVII. O auge da procura comercial da espécie ocorreu entre o século XIX e meados do XX, período em que milhares de animais foram mortos por causa da utilização de seu couro para a fabricação de correias e de sua banha para iluminação pública.

Hoje a espécie é considerada vulnerável à extinção. Mais de 100 peixes-boi amazônicos são mantidos em cativeiro, em centros de reabilitação nas regiões metropolitanas de Manaus eBelém, na Reserva Amanã.

O trabalho nos centros de reabilitação de peixe-boi amazônico pode evitar o que já aconteceu a outras espécies de mamíferos aquáticos. Em 2007, o baiji (Lipotes vexillifer), golfinho que habitava o rio Yang-tsé, na China, foi declarado extinto. Devido à caça predatória, em 1768 a vaca marinha (Hydrodamalis gigas) foi declarada extinta, 27 anos após ter sido descoberta.

 

Erê foi o primeiro peixe-boi nascido em cativeiro no Inpa, no AM (Foto: Divulgação/Inpa)

Caça de subsistência ameaça espécie no interior do Amazonas (Foto: Divulgação/Inpa)

Fonte: Globo Natureza


17 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Salamandra da Guatemala e rã peruana correm risco de extinção

Lista de ONG aponta que 41% dos anfíbios no mundo estão ameaçados.
Poluição e destruição dos habitats são principais causas.

A rã arlequim do Peru (Atelopus patazensis) e uma salamandra anã da Guatemala (Dendrotriton chujurum) entraram na lista de espécies em perigo crítico de extinção elaborada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

Segundo a última edição da Lista Vermelha da IUCN de espécies ameaçadas, divulgada nesta quarta-feira (15), dos 19 anfíbios que passaram a integrar a lista, oito estão em perigo crítico de extinção, casos da rã arlequim e da salamandra guatemalense.

Os dados da IUCN apontam que 41% do total de anfíbios de todo o mundo estão ameaçados, principalmente pela destruição de seus habitats, poluição, doenças e a presença de espécies invasoras.

Além disso, foi realizada pela primeira vez a avaliação das 248 espécies de lagostas existentes, sendo que 35% foram classificadas na categoria “dados insuficientes”, inclusive a lagosta comum do Caribe (Panulirus argus).

As povoações de lagosta diminuem em virtude da exploração excessiva, uma vez que cerca de 1,2 bilhões de pessoas no mundo dependem das espécies marinhas como alimento e meio de subsistência. No entanto, não existem dados confiáveis sobre os níveis de pesca e captura das espécies para avaliar sua situação e ameaça de extinção.

A boa notícia foi trazida pelo Órix da Arábia, também conhecido como antílope branco, que foi eliminado da lista de espécies em perigo de extinção para passar à de espécie vulnerável. O Órix da Arábia é encontrado na Península Arábica, onde foi caçado em 1972 o último exemplar silvestre da espécie.

Neste ano, graças à criação em cativeiro e a bem-sucedidas ações de reintrodução, o Órix não corre mais o risco de desaparecer, sendo a primeira vez que uma espécie que chegou a estar extinta abandona esta categoria. Sua população silvestre já conta com mil espécimes.

Imagem de rã da espécie Atelopus patazensis que corre risco de extinção, segundo ONG ambiental (Foto: Alessandro Catenazzi/IUCN)

Imagem de rã da espécie Atelopus patazensis que corre risco de extinção, segundo ONG ambiental (Foto: Alessandro Catenazzi/IUCN)

 

Fonte: Da EFE


15 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Zoo tenta reintroduzir na natureza espécie quase extinta

O zoológico de Praga, na República Checa, organiza a reintrodução na natureza de cavalos de Przewalski (Equus ferus przewalskii), um dos animais mais ameaçados de extinção no planeta. Na verdade, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), a espécie chegou a ser considerada extinta na natureza, mas programas de reintrodução de espécimes que estavam em cativeiro salvaram o animal.

Nesta terça-feira (14), o zoo organizou o transporte de quatro cavalos selvagens da Mongólia (como a espécie também é conhecida) para o país que lhe dá nome. Os animais estavam em uma fazenda e foram levados em um avião militar para a província mongol de Khovd para que vivam no habitat natural da espécie.

Segundo a IUCN, a espécie desapareceu em 1969, quando acabou a última população conhecida, na China. Nos anos 90, esforços de reintrodução na natureza começaram na Mongólia, China, Cazaquistão e Ucrânia, mas apenas no primeiro país os programas deram resultado.

Ainda de acordo com a organização, acredita-se que existam 325 desses animais vivos na natureza, inclusive aqueles que já nasceram no habitat natural após os programas de reintrodução.

Funcionários do zoológico de Praga preparam um cavalo de Przewalski para transporte (Foto Reuters)

Funcionários do zoológico de Praga preparam um cavalo de Przewalski para transporte (Foto Reuters)

 Fonte: Portal Terra


8 de março de 2011 | nenhum comentário »

ONG tenta devolver papagaios ao habitat natural

Os 68 papagaios-verdadeiros abrigados em Juquitiba (72 km a sudoeste de SP) não conhecem sua mata natal. Eles foram retirados com poucos dias de vida dos ninhos em que nasceram, em setembro de 2006, em Mato Grosso do Sul. Fruto da ação de traficantes de animais.

A volta desses bichos para o local em que nasceram, consequência de uma operação inédita em todo o país, conduzida por uma ONG (Organização Não-Governamental), deve ocorrer em meados deste ano.
O que falta são recursos financeiros para o transporte.

“Poucas operações como essa ocorreram até agora no país. Pouca gente sabe o que ocorre depois das notícias de grandes apreensões”, diz Marcelo Rocha, presidente da SOS Fauna.

As cenas a seguir são fortes. Os 68 papagaios (Amazona aestiva) que sobreviveram estavam ao lado de outros 124 filhotinhos. Deste grupo, cinco morreram depois que estavam sendo cuidados pela equipe da ONG. Dos demais, distribuídos para alguns criadores com anuência do Ibama, não se têm mais notícias.
“Eles devem ter morrido”, afirma Rocha.

A um custo de R$ 1 por dia com cada papagaio -a conta, portanto, passa dos R$ 100 mil- uma verdadeira operação de guerra precisou ser montada para que esses bichos pudessem, quem sabe, voltar para casa.
De acordo com Rocha, várias instituições e pessoas físicas já ajudaram durante esse tempo. Ele diz ter recebido exclusivamente dinheiro privado. “As esferas de Estado nunca nos ajudaram.”

Retorno – Ainda no final de 2006, os 68 papagaios que continuavam vivos estavam com saúde, voando em viveiros no interior de São Paulo. Após, inclusive, a realização de estudos genéticos com os animais, que ajudaram a precisar de onde eles vieram, começou a se desenhar a operação de retorno.

“Eles serão recolocados na região de Nova Andradina, na propriedade de um fazendeiro que está sensibilizado pelo trabalho”, diz a bióloga Juliana Ferreira, que também está colaborando com a organização ambientalista paulista. “Durante todos estes anos, um dos trabalhos feitos foi o de ensinar eles a obterem alimento sozinhos.”

Tráfico intenso – Ao contrário do que pode parecer, a soltura dos bichos em Mato Grosso do Sul não é um momento que deve ser exaltado, dizem os ambientalistas. “É importante, claro, essa volta, mas esses papagaios nunca deveriam ter sido retirados dos locais onde eles estavam vivendo”, diz. Para Rocha, muito mais do que os papagaios, quem ganha é a biodiversidade do país. “Existe uma série de relações ecológicas que podem estar sendo perdidas sem esses animais na mata. Nem sabemos precisar quantas.”

Os 192 papagaios apreendidos, em 2006, na rodovia Castello Branco, pela polícia, são apenas uma pequena mostra do que é retirado das florestas de todo o país, estima Rocha. “Apenas 10% dos animais traficados são apreendidos. Se este número está na casa dos 700 por ano, só em São Paulo, mais de 6.000 animais devem entrar de forma ilegal na região metropolitana de São Paulo, o grande polo consumidor nacional.

Quando ocorrer, a volta dos papagaios para a mata é voluntária. Um grande viveiro é montado na mata, para uma ambientação. Depois ele é aberto e quem se sentir seguro para voar, voa.

the mechanic ipod

Fonte: Eduardo Geraque/ Folha.com


22 de agosto de 2009 | nenhum comentário »

Após 12 anos em cativeiro, harpia retorna à liberdade

Harpia com aparelho que permite o monitoramento via satélite

Harpia com aparelho que permite o monitoramento via satélite

Na última terça-feira (18), por volta das 13h, retornou a seu habitat a 1ª harpia do mundo a ser reintroduzida na natureza, após viver 12 anos em cativeiro, em um recinto construído especialmente para ela, na Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Estação Veracel, em Porto Seguro (BA).

Batizada como Pakâyhierú* (pássaro livre), a ave encontrou a liberdade cerca de seis minutos depois que a caixa onde era transportada foi aberta. “Estou feliz porque ela alçou vôo”, disse, emocionado, Alexandro Ribeiro Dias, da Equilíbrio Proteção Florestal, empresa parceira no Projeto Harpia na Mata Atlântica. Dias teve o privilégio de abrir a caixa. Durante seis anos, ele foi o único responsável pelo trato e alimentação da harpia.

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A ave se tornou a segunda harpia adulta a ser monitorada via satélite no Brasil. O equipamento foi instalado no último dia 16 pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe, José Eduardo Mantovani. Para avaliar o impacto do aparelho sobre a ave, há um ano foi instalado um protótipo com peso igual ao do equipamento que  está sendo utilizando.

De acordo com a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisa Amazônica – Inpa e coordenadora do Projeto Harpia na Mata Atlântica, Tânia Sanaiotti, o protótipo foi instalado para a ave se adaptar ao peso do equipamento (cerca de 125 gramas) e para avaliar possíveis danos. “A mochila que carrega o rádio-transmissor não causou danos à ave. Isso nunca tinha sido avaliado por outro pesquisador no mundo”, comemorou Sanaiotti.

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No domingo (16), Sanaiotti uniu-se aos pesquisadores da SOS Falconiformes, Eduardo Pio Mendes de Carvalho Filho, e da Associação Brasileira de Falcoeiros e Preservação de Aves de Rapina – ABFPar, Jorge Lisboa, e, também, ao tratador da ave, Alexandro Ribeiro Dias, todos parceiros no Projeto Harpia na Mata Atlântica, para fazer a última avaliação da ave antes da soltura. A harpia, uma fêmea da espécie, foi pesada e medida, apresentando 2,05 metros de envergadura de asa.

A ave foi reintroduzida em uma Área de Alto Valor de Conservação, próxima ao Parque Nacional do Pau-Brasil, um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica do extremo sul da Bahia. Nos próximos 15 dias, a harpia será monitorada em campo para que seja avaliada sua adaptação à vida livre.

De acordo com Sanaiotti, a área foi escolhida levando-se em consideração que se trata de uma área de mata nativa, com 85% de floresta ombrófila densa em estágio avançado de regeneração, contígua ao parque e a cerca de dois quilômetros de distância da fazenda onde a ave foi resgatada em 1997.

A harpia foi encontrada pelos proprietários da Fazenda Lembrança e da Fazenda Itaipé,  que a entregaram ao Ibama. Os fiscais levaram a ave para a Estação Veracel, onde, desde 2004, ela é objeto de estudos e esforços de uma equipe de pesquisadores para reintegrá-la à natureza. Esse trabalho recebeu o nome de Projeto Harpia na Mata Atlântica.

A decisão pela soltura foi tomada em 2004, quando a pesquisadora Tânia Sanaiotti, que já desenvolvia o Projeto Gavião-Real, na Amazônia, foi convidada a avaliar a harpia, que era mantida em cativeiro. “Avaliei que se tratava de uma ave já adulta no momento da captura, que já tinha aprendido a sobreviver sozinha nas matas. Com certeza, ela não perdeu esse instinto selvagem”, disse a pesquisadora.

Além de todo o trabalho desenvolvido para a reabilitação da harpia em seu habitat, o Projeto Harpia na Mata Atlântica fez a avaliação das matas existentes na região, para ter a garantia de que a ave encontraria as condições necessárias para a sua sobrevivência. O registro da existência de outras harpias de vida livre nas áreas monitoradas foi primordial para a decisão da soltura.

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O Projeto Harpia na Mata Atlântica é financiado pela Veracel Celulose S.A. e desenvolvido de forma integrada pelos pesquisadores do Inpa, Inpe, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, Ibama, ABFPar, SOS Falconiformes, Crax e RPPN Estação Veracel.

*Pakâyhierú significa “pássaro livre” em patxohã, língua oficial da comunidade indígena Pataxó. Esse é o nome da primeira harpia a ser devolvida à natureza depois de 12 anos em cativeiro, escolhido pelo aluno David dos Santos, da Escola Indígena Pataxó de Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália/BA. De Daniel Conceição Bonfim, aluno da Escola Rural Santo Antônio, em Imbiruçu de Dentro (Porto Seguro, BA), veio o slogan “Natureza viva!”. Ambos participaram do trabalho de educação ambiental realizado com suas comunidades, para que conhecessem essa espécie e contribuíssem para sua preservação. (Fonte: Ibama)

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27 de maio de 2009 | nenhum comentário »

Onça apreendida no AM não pode voltar à natureza e não encontra lar definitivo

Uma onça-parda de dois anos e meio que vive no Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama em Manaus é exemplo de um problema comum entre bichos apreendidos pela instituição. Batizado pelos tratadores de Shiva, o felino, que na verdade é um macho, chegou ainda pequeno ao órgão ambiental, e, por isso, não aprendeu a viver solto na natureza.

Segundo Carlos Abrahão, veterinário responsável pelo núcleo de fauna silvestre do Ibama, existem treinamentos que permitiriam readaptar o animal à vida selvagem, mas são tão caros e demorados que raramente são aplicados, mesmo em países ricos. “Os custo para reintroduzi-lo é muito alto. Ele está fadado à vida em cativeiro. Veio como filhote e nunca aprendeu a caçar”, diz Abrahão.

Por outro lado, o centro de triagem tampouco é pensado para ser o lar definitivo dos animais. O Ibama tenta encaminhá-los para zoológicos ou criadouros autorizados com instalações adequadas. “Temos poucas instituições que podem recebê-lo legalmente”, conta Abrahão. E a maioria deles fica no centro-sul do país, distante de Manaus.

O custo para a transferência, que precisa ser feita de avião, é alto. Além disso, a onça-parda existe em todo o país e, por isso, não há tantos locais interessados em receber espécimes de longe.

Em março, a irmã de Shiva, Krishna, foi levada para um criadouro particular em Santa Rita do Passa Quatro, no estado de São Paulo, em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). As duas onças foram encontradas quando ainda tinham poucos meses, em Rio Preto da Eva (AM). Abrahão não sabe dizer o que aconteceu com a mãe das duas onças-pardas. Ele aponta, no entanto, que é comum, em casos como este, que caçadores matem a mãe, encontrem os filhotes e fiquem com pena de matá-los também.

Também são comuns os casos em que as pessoas levam os filhotes para casa, mas não conseguem mantê-los quando adultos, já que não podem ser domesticados. “O animal vai crescendo e fica agressivo porque é selvagem”, explica o veterinário do Ibama. O custo para manter uma onça como Shiva também é alto, já que chega a comer 2 quilos de carne ao dia. (Fonte: Dennis Barbosa/ Globo Amazônia)

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22 de abril de 2009 | nenhum comentário »

Harpia que vive em cativeiro pode voltar à natureza a qualquer momento

Harpia do Zoológico de Curitiba - PR

Harpia do Zoológico de Curitiba - PR

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

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A harpia, ou gavião-real, vive em um cativeiro na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Estação Veracel, entre os municípios de Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro.  A ave foi resgatada por fiscais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e desde 1997 vive em um ambiente construído especialmente para ela na RPPN.

Desde 2004 um projeto de readaptação está sendo desenvolvido para que o animal retorne a natureza. A soltura da Harpia poderá ocorrer na Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Estação Veracel ou Parque Nacional-PARNA Pau-Brasil. “Os estudos de levantamento de aves de rapina indicam que o PARNA Pau-Brasil é o local mais adequado”, explica o pesquisador da ONG SOS Falconiformes, Gustavo Carvalho.

Assim que chegou à reserva o animal recebeu cuidados para tratar lesões e se fortalecer. Todos os meses Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), SOS Falconiformes e Associação Brasileira de Falcoaria e Preservação de Aves de Rapina (ABFPAR), acompanham  a evolução da ave.

Os resultados obtidos em cativeiro tem sido positivos, de acordo com o pesquisador, e o animal deve ser solto em junho.

Durante três anos a ave será acompanhada por satélite por meio de um transmissor microwave PTT monitorado pelo satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Nacionais (INPE). “Além disso, através de um transmissor VHF os pesquisadores poderão realizar um acompanhamento em campo do animal”, explica o pesquisador.

Caso de sucesso

Em maio de 2008 uma fêmea subadulta da mesma espécie foi encaminhada pelo IBAMA ao projeto. Depois de avaliada a condição do animal foi solta no Parque Nacional do Pau-Brasil e está sendo monitorada via satélite e em campo, via rádio VHF.