20 de março de 2013 | nenhum comentário »

Chimpanzés são capazes de trabalhar em grupo, diz estudo

Duplas de animais dividiram ferramentas para abrir caixa com frutas.
Para cientistas, comportamento se assemelha ao de seres humanos.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Max Planck, na Alemanha, e pela Universidade de Warwick, na Grã-Bretanha, aponta que os chimpanzés são capazes de coordenar ações entre si, de forma semelhante ao que fazem os humanos. Eles demonstraram que podem trabalhar em grupo e pareceram entender que ajudar um colega a cumprir uma tarefa pode trazer um ganho coletivo, afirma o estudo, publicado nesta terça-feira (19) no periódico “Biology Letters”.

Na pesquisa, duplas de animais receberam ferramentas para ajudar a retirar uvas de caixas de plástico fechadas. O objetivo era que eles trabalhassem juntos, cada dupla com seus instrumentos, para abrir as caixas e obter as frutas.

Os chimpanzés foram capazes de cumprir as tarefas e trocar entre si as ferramentas para resolver o problema, dizem os cientistas.

“Muitas espécies de animais cooperam para atingir benefícios mútuos, como defender território ou caçar presas. No entanto, o nível de coordenação é muitas vezes vago, e o sucesso nas ações parece depender de ações simultâneas, mas independentes”, disse a cientista Alicia Melis, uma das autoras do estudo.

Alicia enfatizou, na pesquisa, que o objetivo foi “descobrir de onde as habilidades humanas de cooperação e trabalho em equipe possivelmente surgiram e se elas são únicas para nossa espécie ou não”. Foram estudados 12 primatas do Santuário Sweetwaters para Chimpanzés, localizado no Quênia, na África.

Os animais foram divididos em duplas e colocados diante de caixas de plástico fechadas com frutas – foram alocados chimpanzés tanto na frente quanto na parte de trás dos recipientes. Um dos animais de cada dupla recebia duas ferramentas para abrir a sua respectiva caixa.

Em 10 dos 12 casos, os animais perceberam que, para resolver o problema, teriam que dar uma ferramenta para seu colega de dupla. E em 73% das tentativas, os chimpanzés escolheram os instrumentos certos para entregar a seus companheiros para cumprir o objetivo de retirar as frutas, dizem os cientistas.

“O estudo mostra, pela primeira vez, que os chimpanzés prestam atenção nas ações de seus companheiros quando realizam uma atividade em colaboração”, diz a pesquisadora Alicia.

Ela afirma que, após a primeira troca de ferramentas entre os animais, a taxa de sucesso na execução repetida do teste subia: em 97% dos casos, o objeto entregue ao colega de dupla para cumprir a tarefa foi o correto; e os chimpanzés passaram a ser bem-sucedidos na tarefa em 86% das tentativas de obter as uvas.

Bebê chimpanzé acompanhado de grupo de adultos; bactéria pode matar animais selvagens, diz estudo (Foto: Brian Szekely/Virginia Tech/Divulgação)

Bebê chimpanzé acompanhado de grupo de adultos (Foto: Brian Szekely/Virginia Tech/Divulgação)

Fonte: Globo Natureza


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cacatua cria sua própria ferramenta para alcançar comida

Espécie é conhecida por sua inteligência, mas esse tipo de comportamento nunca havia sido registrado

A cacatua de goffin (Cacatua goffiniana) é uma espécie de pássaro originária da Indonésia, conhecida por sua inteligência e o costume de brincar com seres humanos. Por isso, ela é muito utilizada por biólogos para estudar o desenvolvimento da inteligência em aves. Uma nova pesquisa publicada nesta terça-feira na revista Current Biology mostra, porém, um comportamento nunca antes visto. Uma cacatua chamada Figaro surpreendeu os cientistas ao criar seus próprios utensílios para alcançar comida.

Ela foi filmada em ação por pesquisadores das universidades de Oxford e Viena, no cativeiro em que vive, próximo à capital austríaca. No vídeo, Figaro aparece utilizando seu bico para arrancar lascas de um tronco de madeira de sua jaula. Posteriormente, o animal usa essa mesma lasca como uma ferramenta para tentar pegar uma noz que está fora de seu alcance.

Os pesquisadores começaram a estudar o comportamento da cacatua após observar o animal brincando com uma pedra, que acabou caindo do outro lado de sua gaiola. Após várias tentativas frustradas de alcançá-la com suas garras, Fígaro pegou um pau e tentou ‘pescar’ o brinquedo.

Para testar as capacidades do animal, os cientistas substituíram a pedra por uma noz. Fígaro arrancou uma lasca de madeira de sua jaula e usou o utensílio para pegar o alimento. “Já estávamos surpresos pelo fato dela utilizar uma ferramenta, mas não esperávamos que ela fosse capaz de fabricá-las”, diz Alice Auersperg, bióloga da Universidade de Viena e principal responsável pelo estudo.

Inteligência animal — Segundo outro dos autores, Alex Kacelnik, da Universidade de Oxford, a cacatua não é uma espécie conhecida por usar ferramentas. “No entanto, ela demonstrou que os membros de uma espécie curiosa, hábil na resolução de problemas e com um grande cérebro podem fabricar utensílios para responder a uma necessidade nova.”

Anteriormente, Kacelnik havia estudado outra espécie de pássaros que utiliza utensílios de forma espontânea, os corvos de Nova Caledônia. Uma fêmea desta espécie, chamada Betty, também surpreendeu os cientistas ao fabricar ganchos para alcançar comida, uma habilidade não conhecida entre essas aves. “Continuamos tentando identificar as operações cognitivas que fazem possíveis estas façanhas. Fígaro e Betty podem nos ajudar a revelar muitas incógnitas na evolução da inteligência”, finalizou Kacelnik.

pássaro

O pássaro foi capaz de arrancar uma lasca de madeira e usá-la para alcançar uma noz fora de sua jaula (Universidade de Viena/Divulgação)

Click e veja o vídeo: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cacatua-cria-sua-propria-ferramenta-para-alcancar-comida

Fonte: Veja Ciência


26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Estudo diz que formigas resolvem melhor os problemas coletivamente

Insetos ficam ‘perdidos’ quando têm excesso de informações e opções.
Pesquisa ajuda a entender sobrecarga similar em pessoas, dizem cientistas.

Cientistas da Universidade Estadual do Arizona, nos Estados Unidos, concluíram em um estudo que as formigas decidem melhor coletivamente como lidar com problemas complicados, como a escolha da colônia. O comportamento é uma estratégia para lidar com o excesso de informações e opções, aponta a pesquisa, publicada no periódico “Current Biology”.

Se as formigas agem sozinhas, fazem escolhas ruins, aponta a pesquisa. Para avaliar a capacidade de decisão delas, os cientistas criaram formigueiros artificiais com diferentes características, como tamanho e iluminação (escuros ou claros). Primeiro foram feitos testes somente com indivíduos e depois com o grupo todo de insetos.

As formigas eram submetidas a dois testes: primeiro tinham que escolher entre duas opções de formigueiros e depois entre oito opções. Em ambos os casos, metade dos locais era inabitável e seriam péssimas escolhas, de acordo com a pesquisa.

A primeira constatação foi que os insetos escolhiam o formigueiro geralmente com base na entrada, no espaço interno e na escuridão. Formigas submetidas a testes individuais optavam geralmente por locais inabitáveis, decisões muito piores do que tomadas coletivamente, afirma o estudo.

Outra questão é que, quando a escolha dependia só de um indivíduo, ele se saía pior tendo oito opções de formigueiro do que tendo só duas, o que indica que o excesso de informação prejudica estes animais e os deixa “perdidos” – efeito chamado de “sobrecarga cognitiva” pelos cientistas da universidade.

Colônias inteiras, por outro lado, escolhiam formigueiros habitáveis tendo duas ou oito opções. Isso demonstra que estes insetos lidam melhor com problemas difíceis se agem coletivamente, segundo os cientistas. As formigas estudadas são da espécie Temnothorax rugatulus, comuns em certas regiões dos EUA.

Para o autor do estudo, o professor Stephen Pratt, o interesse na pesquisa está em entender como a sobrecarga de informações prejudica também os seres humanos. Ser “bombardeado” por dados “pode prejudicar a saúde e a eficária das decisões que tomamos”, disse o cientista ao site da Universidade Estadual do Arizona.

Formigas usadas em teste agrupam-se na entrada da colônia (Foto: Divulgação/Universidade Estadual do Arizona)

Formigas usadas em teste agrupam-se na entrada da colônia (Foto: Divulgação/Universidade Estadual do Arizona)

Formiga usa feromônios para se comunicar e "chama" colegas para nova colônia, segundo cientistas (Foto: Divulgação/Universidade Estadual do Arizona)

Formiga usa feromônios para se comunicar e "chama" colegas para nova colônia, segundo cientistas (Foto: Divulgação/Universidade Estadual do Arizona)

Fonte: Globo Natureza


3 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Sistema imunológico de ratos “infiéis” é mais forte do que o de animais comportados, diz estudo

Comportamento social pode levar a mudanças na evolução de espécie

“Trair compensa” e “o que não mata fortalece” parecem ser os lemas do rato-veadeiro, uma espécie bastante promíscua de roedor (Peromyscus maniculatus) que vive nos Estados Unidos e nunca escolhe ter um relacionamento monogâmico. Cientistas descobriram que esse pequeno animal infiel tem um sistema imunológico muito mais robusto e eficiente que o do roedor da Califórnia (Peromyscus californicus), que tem o hábito de manter relacionamentos monogâmicos.

Os pesquisadores analisaram os dados de DNA e amostras das duas espécies em supercomputadores e concluíram que os estilos de vida dos ratos tiveram um impacto direto sobre as comunidades de bactérias que vivem no interior das fêmeas.

Maior proteção — Segundo Matthew MacManes, um dos autores do estudo e pesquisador do Centro Nacional de Saúde dos EUA, a análise revelou uma diversidade duas vezes maior de bactérias no rato-veadeiro em relação ao seu parente comportado. Segundo o estudo, esse número maior de bactérias acabou influenciando uma variedade maior de genes ligados ao sistema imunológico no rato-veadeiro, o que favoreceu uma melhor proteção contra doenças. Os resultados da pesquisa foram publicados no periódico PLoS One.

MacManes afirma que os cientistas levantaram a hipótese de que as pressões seletivas causadas geração após geração de guerra bacteriana fortificaram o genoma do rato-veadeiro. “Os ratos promíscuos, em virtude do seu comportamento sexual, são mais expostos a bactérias. Eles precisam de um sistema imunológico mais robusto para se defender de todas as doenças a que estão expostos”, disse MacManes.

Segundo os cientistas, a monogamia é uma característica rara em mamíferos, um comportamento adotado por apenas 5% das espécies.

Rato da Califórnia ('Peromyscus californicus')

Rato da Califórnia (Peromyscus californicus): roedor comportado, cujos relacionamentos são monogâmicos, tem sistema imunológico mais fraco que espécie promíscua (Universidade do Texas em Austin)

Fonte: Veja Ciência


10 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Papagaios cinzentos pensam de forma lógica como criança, diz estudo

Pesquisa austríaca analisou seis animais, com idades entre 10 e 35 anos.
Aves souberam distinguir, pelo barulho, em qual copo havia uma noz.

Os papagaios cinzentos que vivem na selva africana pensam de forma lógica e similar aos macacos e às crianças de 3 anos de idade, aponta uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (8) pela Universidade de Viena e pelo Instituto Científico Konrad Lorenz, na Áustria.

O estudo se baseia em experimentos realizados com seis animais, com idades entre 10 e 35 anos. Os resultados aparecem na revista científica britânica “Proceedings of the Royal Society B”.

No experimento, a cientista Judith Schmidt agitou, diante de um papagaio, dois copos de plástico, um com uma noz no interior e o outro vazio. O animal entendeu imediatamente que a noz estava escondida dentro do copo que fazia barulho.

Depois, a pesquisadora agitou apenas o copo que não continha nada e o colocou sobre uma mesa junto com o outro. O animal entendeu que a noz deveria estar sob o outro copo.

Os cientistas asseguram que, quando se agitam os dois copos ou apenas um deles, os papagaios cinzentos sempre encontram a noz, com a mesma velocidade.

Se não sai nenhum barulho de um copo, os animais deduzem que o fruto está no outro recipiente.

Ao contrário dos papagaios, os macacos só alcançam essa habilidade após um intenso treinamento.

Papagaio cinzento (Foto: AP)

Papagaio cinzento tem raciocínio rápido e lógico, aponta estudo com seis animais na Áustria (Foto: AP)

Fonte: Globo Natureza


18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Golfinho é visto carregando o corpo de filhote em ‘ritual de luto’ na China

Cena foi presenciada por turistas na região autônoma de Guangxi Zhuang.
Baleias, elefantes, chimpanzés e gorilas têm comportamento semelhante.

Um golfinho foi fotografado carregando o corpo de seu filhote no mar em uma espécie de “ritual de luto”. A cena foi presenciada por turistas em uma região autônoma da China chamada Guangxi Zhuang, famosa por concentrar esses animais.

O mamífero adulto levantou o filhote morto várias vezes até a superfície, como se estivesse tentando ajudá-lo a respirar. Depois, empurrou o bebê da costa em direção a águas mais profundas.

Um corte profundo foi observado na barriga do filhote, o que pode ter sido feito pela hélice de um barco. Muitas embarcações frequentam o local para levar turistas.

Anteriormente, pesquisadores já observaram golfinhos carregando ou empurrando filhotes que nasceram mortos ou morreram ainda jovens. Os animais demonstram angústia e ficam até vários dias com o corpo do bebê por perto.

“Rituais de luto” no reino animal já foram vistos entre baleias, elefantes, chimpanzés e gorilas. Embora os especialistas relutem em atribuir emoções humanas aos bichos, esse comportamento dos golfinhos parece mostrar que eles têm, pelo menos, consciência sobre sua mortalidade e podem até “contemplar” uma eventual morte. Outros indivíduos parecem incapazes de aceitar o fato.

 

Golfinho (Foto: Daily Mail/Reprodução)

Golfinho adulto traz filhote morto até a superfície do mar para ajudá-lo a respirar (Foto: Daily Mail/Reprodução)

Fonte: Globo Natureza


16 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas descobrem espécie de peixe em que macho ‘pesca’ fêmea

Ornamento parecido com uma formiga é usado para atrair a parceira.
Fenômeno foi registrado em espécie de peixe tropical.

Peixes da espécie 'Corynopoma riisei' (Foto: Current Biology/Reprodução)

Peixes da espécie 'Corynopoma riisei' (Foto: Current Biology/Reprodução)

A técnica de usar um alimento como isca para atrair o peixe não é exclusiva dos pescadores humanos. Pesquisadores suecos descobriram uma espécie de peixe em que o macho usa uma isca como ornamento para atrair a fêmea para perto de si.

Corynopoma riisei é um peixe tropical, parente da piranha, que vive na água doce perto do Caribe, em países como Venezuela e Trinidad e Tobago. Dependendo da região em que ele vive, a alimentação muda um pouco, mas é sempre baseada em insetos – de larvas de moscas a besouros.

A equipe de Niclas Kolm, da Universidade de Uppsala, descobriu que os machos dessa espécie usam um ornamento parecido com uma formiga para atrair as fêmeas. Nos locais em que as formigas são mais apreciadas como um alimento, a técnica é mais usada e funciona melhor.

“É um exemplo natural de uma isca projetada para maximizar a chance de pegar um peixe”, afirmou Kolm. “Nesse caso, não se trata de qualquer peixe, no entanto. É um peixe do sexo oposto que a isca é feita para pegar”, explicou.

Para os pesquisadores, o estudo mostra ainda um bom exemplo de como os animais conseguem formas avançadas de comunicação entre si. Esse processo, segundo os autores, leva os animais a se diferenciarem, o que pode causar a separação suficiente para a criação de novas espécies.

 

Fonte: Globo Natureza


13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Casal de tartarugas separa-se após relacionamento de mais de 100 anos

Funcionários de um zoológico na Suíça foram obrigados a separar os dois animais desde que a fêmea começou a atacar seu par sem razão aparente

Uma separação repentina entre um casal de tartarugas gigantes de 115 anos está intrigando funcionários do zoológico de répteis Reptilien Happ, localizado na cidade de Klagenfurt, na Áustria. Bibi e Poldi vivem juntos neste zoólogico há 36 anos, mas o relacionamento deles é mais antigo: de acordo com a diretora do zoológico, Helga Happ, eles estão juntos desde que eram muito novos.

Antes de chegar à Áustria, Bibi (fêmea) e Poldi (macho) viviam juntos em um outro zoológico, localizado na cidade de Basileia, na Suíça.

De acordo com Happ, desde outubro do ano passado, Bibi decidiu que não quer mais Poldi. Desde então, começou a atacar o ex-companheiro, cortando pedaços do casco.

Happ não sabe dizer o que pode ter levado a esse comportamento do casal e conta que não houve nenhuma mudança no ambiente ou na alimentação.

As tartarugas pesam 100 quilos cada, uma luta entre as duas poderia resultar em morte. Com essa preocupação, os funcionários do zoológico decidiram separar o casal, mas ainda não desistiram da reconciliação: a cada semana eles abrem as jaulas e tentam colocar os dois juntos.

Em entrevista por telefone ao site de VEJA, Happ disse que quando os funcionários abrem as jaulas, Bibi se mostra ameaçadora.

A equipe tentou unir novamente o casal com dicas de especialistas em relacionamento animal, usando, por exemplo, comidas afrodisíacas. Até aghora, nada funcionou.

Saiba mais

TARTARUGA GIGANTE
É a designação comum a diversas tartarugas terrestres, de grande porte, da família dos testudinídeos. São características de habitats insulares de regiões tropicais. O tempo de vida das tartarugas é bastante variado, dependendo de sua espécie e de onde elas vivem. Muitas delas vivem mais do que cem anos. De acordo com Helga Happ, diretora do zoológico de répteis onde vivem as tartarugas, Bibi e Poldi são originadas das Ilhas de Galápagos. As tartarugas típicas desse arquipélago, localizado a cerca de mil quilômetros da costa do Equador, são as que apresentam maiores dimensões, chegando a medir mais de 1,8 metro de comprimento e a pesar 200 quilos.

tartarugas gigantes

Depois de um período de mais de cem anos de convivência, Bibi começou a rejeitar seu companheiro Poldi mordendo seu casco (Divulgação Zoológico Reptilien Happ)

Fonte: Veja Ciência


4 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Entre chimpanzés, uso de ferramentas varia conforme o grupo

Dependendo de onde a refeição é servida, a pessoa talvez coma com vontade usando garfo e faca, pauzinhos ou as mãos. Constatou-se que o chimpanzé possui um tipo de variação cultural semelhante. Grupos vizinhos desses animais possuem modos diferentes de abrir nozes, relata um novo estudo, publicado no periódico Current Biology.

Os pesquisadores notaram que um grupo de chimpanzés selvagens do Parque Nacional de Tai, na Costa do Marfim, prefere usar ferramentas de pedra para abrir nozes por meio de golpes. Outros dois grupos de chimpanzés usaram ferramentas de pedra no início da temporada, quando as nozes estavam mais duras, mas mudaram para ferramentas de madeira conforme elas foram amolecendo.

As preferências dos grupos de chimpanzés também diferiam em relação ao tamanho da madeira, afirmou Lydia Luncz, primeira autora do estudo e primatologista do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, em Leipzig, na Alemanha.

Os chimpanzés exibem um tipo de preferência cultural na escolha de ferramentas, afirmou a estudante de pós-graduação.

“Trata-se apenas de uma preferência, pois eles cresceram assim”, afirmou. Ocasionalmente, quando não havia pedras suficientes à disposição, os chimpanzés que preferiam ferramentas de pedra recorriam ao uso de madeira.

“Eles sabem como fazer isso”, afirmou Luncz. “Eles apenas não gostam.”

Ela também percebeu que as fêmeas deixam seus grupos sociais na puberdade para se juntar a novos grupos. Nessa época, elas são especialistas em abrir nozes. Contudo, parece que adotam os métodos de abrir nozes utilizados por seu novo grupo, afirmou Luncz.

“Do contrário, haveria uma mistura. Mas vemos diferenças claras entre os grupos”, afirmou.

Embora os grupos de chimpanzés sejam vizinhos e interajam com frequência, as interações nunca são amigáveis e eles não aprendem uns com os outros.

“É uma guerra constante”, afirmou. “Eles não interagem de um modo que possibilite observar um ao outro abrindo nozes.” 

Fonte: Portal iG


25 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Matar filhotes pode ser uma boa ideia, dizem cientistas

Vários estudos mostram que infanticídio é um bom mecanismo de sobrevivência, melhorando as vantagens reprodutivas dos animais.

O infanticídio pode ser um instrumento eficiente para a sobrevivência de determinadas espécies de animais, indicam um crescente número de estudos.

A ideia é chocante do ponto de vista humano, mas a realidade é que para muitos filhotes de animais, a maior ameaça à sua sobrevivência vem de sua própria espécie.
“Não é como um ato de predação, que é silencioso”, disse o especialista em leões Craig Packer, da University of Minnesota, em Falcon Heights, Estados Unidos.

“Durante o infanticídio há rugidos, é violento e muito perturbador”, ele diz, descrevendo como leões adultos matam filhotes.

“Eles mordem (os filhotes) atrás da cabeça e na nuca, esmagando seus abdomens.”

O infanticídio tende a ser pouco estudado enquanto recurso para garantir a sobrevivência dos mais fortes em uma determinada espécie. Entretanto, há registros de que ele acontece entre roedores e primatas, peixes, insetos e anfíbios.

Vantagens múltiplas
Segundo estudos, o infanticídio pode trazer benefícios às espécies animais que o cometem, como maiores oportunidades para que o infanticida se reproduza e mesmo alimentação (quando o infanticida come o filhote morto). Matar um filhote é também uma maneira de evitar que seus pais tenham que investir energia para cuidar da cria.

O infanticídio é com frequência cometido por machos adultos.

Normalmente, a proteção que um filhote recebe do pai cumpre um papel importante em assegurar a sobrevivência do bebê. Mas quando novos machos entram em cena, tudo pode mudar.

Os machos recém-chegados tendem a derrubar os machos pais de suas posições no topo da hierarquia do grupo. Se eles conseguem ferir, expulsar ou até matar um macho que ocupava uma posição dominante no grupo, tomando o seu lugar, os filhotes do antigo líder passam a correr grande risco.

Isso acontece porque machos recém-chegados com frequência têm apenas um objetivo: ter seus próprios filhotes com a mãe.

Em sociedades de leões, por exemplo, matar filhotes faz com que suas mães voltem a ficar férteis mais rápido, aumentando a chance de que os novos machos se reproduzam.

E se não matam filhotes alheios, correm o risco de que os filhotes do antigo líder cresçam e deem o seu próprio golpe.

Estratégia feminina
Mas o infanticídio não é cometido apenas por animais machos. Fêmeas também o praticam, disse o zoólogo Tim Clutton-Brock, da University of Cambridge, na Inglaterra.

“Fêmeas matam os filhotes umas das outras com a mesma prontidão”, ele disse.

Ratas matam as crias de outras fêmeas para se alimentar e se apoderam dos ninhos para criar seus próprios filhotes. Ratas também matam sua própria cria se os filhotes têm deformidades ou ferimentos. Isso permite que elas concentrem seus recursos em outros filhotes.

O infanticídio também pode aumentar o sucesso reprodutivo de um animal, reduzindo a competição para os filhotes do infanticida. Besouros fêmeas matam as larvas de suas rivais para assegurar que suas próprias larvas sobrevivam.

Esse comportamento foi observado também em mais de 40 espécies de primatas, mas em muitas dessas espécies as fêmeas usam estratégias para reduzir os riscos de que ele ocorra – segundo um estudo publicado na revista científica Journal of Theoretical Biology.

A saída utilizada por essas fêmeas é o acasalamento com parceiros múltiplos para gerar o que os especialistas chamaram de “confusão de paternidade”. Ou seja, os machos não sabem quem é o o pai do filhote.

Isso dá aos filhotes maiores chances de sobreviver quando novos machos tentam se integrar no grupo.
“Em um grupo com múltiplos machos, em primatas como os babuínos, se dois machos se acasalam com a mesma fêmea e nenhum sabe quem é o pai do filhote, isso reduz o risco de infanticídio”, disse Clutton-Brock.

Suricatos
Quando há mudanças na hierarquia de dominância, “o infanticídio ocorre apenas quando a chance de o assassino ser o pai do próximo filhote é alta”, disse o estudo.

Os suricatos (mamíferos pequenos e altamente sociáveis que habitam regiões inóspitas) se reproduzem de forma cooperativa, ou seja, se um macho alfa e uma fêmea alfa se reproduzem, outros integrantes do grupo em posições de subordinação ajudam a criar os filhotes do casal alfa.

Fêmeas dominantes matam filhotes de subordinados e os próprios subordinados, se tiverem cria própria, podem também matar o filhote de uma fêmea dominante.

Suricatos machos, no entanto, não sujam suas patas com o sangue de filhotes.

Clutton-Brock explicou: “Suricatos machos não apresentam (comportamento) infanticida porque assim que (as fêmeas) têm filhotes, ficam prontas para se acasalar novamente. Então, matar crianças não interessa aos machos”.

Uma situação que contrasta bastante com a dos leões, onde as fêmeas passam quase 18 meses amamentando após o nascimento dos filhotes.

Sabe-se que machos nômades, ou coalizões de machos competindo pelo controle de alcateias, matam filhotes com o objetivo de fazer com que a mãe volte a ficar fértil. Desta forma, podem se reproduzir com ela.

Fonte: Portal IG


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20 de março de 2013 | nenhum comentário »

Chimpanzés são capazes de trabalhar em grupo, diz estudo

Duplas de animais dividiram ferramentas para abrir caixa com frutas.
Para cientistas, comportamento se assemelha ao de seres humanos.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Max Planck, na Alemanha, e pela Universidade de Warwick, na Grã-Bretanha, aponta que os chimpanzés são capazes de coordenar ações entre si, de forma semelhante ao que fazem os humanos. Eles demonstraram que podem trabalhar em grupo e pareceram entender que ajudar um colega a cumprir uma tarefa pode trazer um ganho coletivo, afirma o estudo, publicado nesta terça-feira (19) no periódico “Biology Letters”.

Na pesquisa, duplas de animais receberam ferramentas para ajudar a retirar uvas de caixas de plástico fechadas. O objetivo era que eles trabalhassem juntos, cada dupla com seus instrumentos, para abrir as caixas e obter as frutas.

Os chimpanzés foram capazes de cumprir as tarefas e trocar entre si as ferramentas para resolver o problema, dizem os cientistas.

“Muitas espécies de animais cooperam para atingir benefícios mútuos, como defender território ou caçar presas. No entanto, o nível de coordenação é muitas vezes vago, e o sucesso nas ações parece depender de ações simultâneas, mas independentes”, disse a cientista Alicia Melis, uma das autoras do estudo.

Alicia enfatizou, na pesquisa, que o objetivo foi “descobrir de onde as habilidades humanas de cooperação e trabalho em equipe possivelmente surgiram e se elas são únicas para nossa espécie ou não”. Foram estudados 12 primatas do Santuário Sweetwaters para Chimpanzés, localizado no Quênia, na África.

Os animais foram divididos em duplas e colocados diante de caixas de plástico fechadas com frutas – foram alocados chimpanzés tanto na frente quanto na parte de trás dos recipientes. Um dos animais de cada dupla recebia duas ferramentas para abrir a sua respectiva caixa.

Em 10 dos 12 casos, os animais perceberam que, para resolver o problema, teriam que dar uma ferramenta para seu colega de dupla. E em 73% das tentativas, os chimpanzés escolheram os instrumentos certos para entregar a seus companheiros para cumprir o objetivo de retirar as frutas, dizem os cientistas.

“O estudo mostra, pela primeira vez, que os chimpanzés prestam atenção nas ações de seus companheiros quando realizam uma atividade em colaboração”, diz a pesquisadora Alicia.

Ela afirma que, após a primeira troca de ferramentas entre os animais, a taxa de sucesso na execução repetida do teste subia: em 97% dos casos, o objeto entregue ao colega de dupla para cumprir a tarefa foi o correto; e os chimpanzés passaram a ser bem-sucedidos na tarefa em 86% das tentativas de obter as uvas.

Bebê chimpanzé acompanhado de grupo de adultos; bactéria pode matar animais selvagens, diz estudo (Foto: Brian Szekely/Virginia Tech/Divulgação)

Bebê chimpanzé acompanhado de grupo de adultos (Foto: Brian Szekely/Virginia Tech/Divulgação)

Fonte: Globo Natureza


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cacatua cria sua própria ferramenta para alcançar comida

Espécie é conhecida por sua inteligência, mas esse tipo de comportamento nunca havia sido registrado

A cacatua de goffin (Cacatua goffiniana) é uma espécie de pássaro originária da Indonésia, conhecida por sua inteligência e o costume de brincar com seres humanos. Por isso, ela é muito utilizada por biólogos para estudar o desenvolvimento da inteligência em aves. Uma nova pesquisa publicada nesta terça-feira na revista Current Biology mostra, porém, um comportamento nunca antes visto. Uma cacatua chamada Figaro surpreendeu os cientistas ao criar seus próprios utensílios para alcançar comida.

Ela foi filmada em ação por pesquisadores das universidades de Oxford e Viena, no cativeiro em que vive, próximo à capital austríaca. No vídeo, Figaro aparece utilizando seu bico para arrancar lascas de um tronco de madeira de sua jaula. Posteriormente, o animal usa essa mesma lasca como uma ferramenta para tentar pegar uma noz que está fora de seu alcance.

Os pesquisadores começaram a estudar o comportamento da cacatua após observar o animal brincando com uma pedra, que acabou caindo do outro lado de sua gaiola. Após várias tentativas frustradas de alcançá-la com suas garras, Fígaro pegou um pau e tentou ‘pescar’ o brinquedo.

Para testar as capacidades do animal, os cientistas substituíram a pedra por uma noz. Fígaro arrancou uma lasca de madeira de sua jaula e usou o utensílio para pegar o alimento. “Já estávamos surpresos pelo fato dela utilizar uma ferramenta, mas não esperávamos que ela fosse capaz de fabricá-las”, diz Alice Auersperg, bióloga da Universidade de Viena e principal responsável pelo estudo.

Inteligência animal — Segundo outro dos autores, Alex Kacelnik, da Universidade de Oxford, a cacatua não é uma espécie conhecida por usar ferramentas. “No entanto, ela demonstrou que os membros de uma espécie curiosa, hábil na resolução de problemas e com um grande cérebro podem fabricar utensílios para responder a uma necessidade nova.”

Anteriormente, Kacelnik havia estudado outra espécie de pássaros que utiliza utensílios de forma espontânea, os corvos de Nova Caledônia. Uma fêmea desta espécie, chamada Betty, também surpreendeu os cientistas ao fabricar ganchos para alcançar comida, uma habilidade não conhecida entre essas aves. “Continuamos tentando identificar as operações cognitivas que fazem possíveis estas façanhas. Fígaro e Betty podem nos ajudar a revelar muitas incógnitas na evolução da inteligência”, finalizou Kacelnik.

pássaro

O pássaro foi capaz de arrancar uma lasca de madeira e usá-la para alcançar uma noz fora de sua jaula (Universidade de Viena/Divulgação)

Click e veja o vídeo: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cacatua-cria-sua-propria-ferramenta-para-alcancar-comida

Fonte: Veja Ciência


26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Estudo diz que formigas resolvem melhor os problemas coletivamente

Insetos ficam ‘perdidos’ quando têm excesso de informações e opções.
Pesquisa ajuda a entender sobrecarga similar em pessoas, dizem cientistas.

Cientistas da Universidade Estadual do Arizona, nos Estados Unidos, concluíram em um estudo que as formigas decidem melhor coletivamente como lidar com problemas complicados, como a escolha da colônia. O comportamento é uma estratégia para lidar com o excesso de informações e opções, aponta a pesquisa, publicada no periódico “Current Biology”.

Se as formigas agem sozinhas, fazem escolhas ruins, aponta a pesquisa. Para avaliar a capacidade de decisão delas, os cientistas criaram formigueiros artificiais com diferentes características, como tamanho e iluminação (escuros ou claros). Primeiro foram feitos testes somente com indivíduos e depois com o grupo todo de insetos.

As formigas eram submetidas a dois testes: primeiro tinham que escolher entre duas opções de formigueiros e depois entre oito opções. Em ambos os casos, metade dos locais era inabitável e seriam péssimas escolhas, de acordo com a pesquisa.

A primeira constatação foi que os insetos escolhiam o formigueiro geralmente com base na entrada, no espaço interno e na escuridão. Formigas submetidas a testes individuais optavam geralmente por locais inabitáveis, decisões muito piores do que tomadas coletivamente, afirma o estudo.

Outra questão é que, quando a escolha dependia só de um indivíduo, ele se saía pior tendo oito opções de formigueiro do que tendo só duas, o que indica que o excesso de informação prejudica estes animais e os deixa “perdidos” – efeito chamado de “sobrecarga cognitiva” pelos cientistas da universidade.

Colônias inteiras, por outro lado, escolhiam formigueiros habitáveis tendo duas ou oito opções. Isso demonstra que estes insetos lidam melhor com problemas difíceis se agem coletivamente, segundo os cientistas. As formigas estudadas são da espécie Temnothorax rugatulus, comuns em certas regiões dos EUA.

Para o autor do estudo, o professor Stephen Pratt, o interesse na pesquisa está em entender como a sobrecarga de informações prejudica também os seres humanos. Ser “bombardeado” por dados “pode prejudicar a saúde e a eficária das decisões que tomamos”, disse o cientista ao site da Universidade Estadual do Arizona.

Formigas usadas em teste agrupam-se na entrada da colônia (Foto: Divulgação/Universidade Estadual do Arizona)

Formigas usadas em teste agrupam-se na entrada da colônia (Foto: Divulgação/Universidade Estadual do Arizona)

Formiga usa feromônios para se comunicar e "chama" colegas para nova colônia, segundo cientistas (Foto: Divulgação/Universidade Estadual do Arizona)

Formiga usa feromônios para se comunicar e "chama" colegas para nova colônia, segundo cientistas (Foto: Divulgação/Universidade Estadual do Arizona)

Fonte: Globo Natureza


3 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Sistema imunológico de ratos “infiéis” é mais forte do que o de animais comportados, diz estudo

Comportamento social pode levar a mudanças na evolução de espécie

“Trair compensa” e “o que não mata fortalece” parecem ser os lemas do rato-veadeiro, uma espécie bastante promíscua de roedor (Peromyscus maniculatus) que vive nos Estados Unidos e nunca escolhe ter um relacionamento monogâmico. Cientistas descobriram que esse pequeno animal infiel tem um sistema imunológico muito mais robusto e eficiente que o do roedor da Califórnia (Peromyscus californicus), que tem o hábito de manter relacionamentos monogâmicos.

Os pesquisadores analisaram os dados de DNA e amostras das duas espécies em supercomputadores e concluíram que os estilos de vida dos ratos tiveram um impacto direto sobre as comunidades de bactérias que vivem no interior das fêmeas.

Maior proteção — Segundo Matthew MacManes, um dos autores do estudo e pesquisador do Centro Nacional de Saúde dos EUA, a análise revelou uma diversidade duas vezes maior de bactérias no rato-veadeiro em relação ao seu parente comportado. Segundo o estudo, esse número maior de bactérias acabou influenciando uma variedade maior de genes ligados ao sistema imunológico no rato-veadeiro, o que favoreceu uma melhor proteção contra doenças. Os resultados da pesquisa foram publicados no periódico PLoS One.

MacManes afirma que os cientistas levantaram a hipótese de que as pressões seletivas causadas geração após geração de guerra bacteriana fortificaram o genoma do rato-veadeiro. “Os ratos promíscuos, em virtude do seu comportamento sexual, são mais expostos a bactérias. Eles precisam de um sistema imunológico mais robusto para se defender de todas as doenças a que estão expostos”, disse MacManes.

Segundo os cientistas, a monogamia é uma característica rara em mamíferos, um comportamento adotado por apenas 5% das espécies.

Rato da Califórnia ('Peromyscus californicus')

Rato da Califórnia (Peromyscus californicus): roedor comportado, cujos relacionamentos são monogâmicos, tem sistema imunológico mais fraco que espécie promíscua (Universidade do Texas em Austin)

Fonte: Veja Ciência


10 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Papagaios cinzentos pensam de forma lógica como criança, diz estudo

Pesquisa austríaca analisou seis animais, com idades entre 10 e 35 anos.
Aves souberam distinguir, pelo barulho, em qual copo havia uma noz.

Os papagaios cinzentos que vivem na selva africana pensam de forma lógica e similar aos macacos e às crianças de 3 anos de idade, aponta uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (8) pela Universidade de Viena e pelo Instituto Científico Konrad Lorenz, na Áustria.

O estudo se baseia em experimentos realizados com seis animais, com idades entre 10 e 35 anos. Os resultados aparecem na revista científica britânica “Proceedings of the Royal Society B”.

No experimento, a cientista Judith Schmidt agitou, diante de um papagaio, dois copos de plástico, um com uma noz no interior e o outro vazio. O animal entendeu imediatamente que a noz estava escondida dentro do copo que fazia barulho.

Depois, a pesquisadora agitou apenas o copo que não continha nada e o colocou sobre uma mesa junto com o outro. O animal entendeu que a noz deveria estar sob o outro copo.

Os cientistas asseguram que, quando se agitam os dois copos ou apenas um deles, os papagaios cinzentos sempre encontram a noz, com a mesma velocidade.

Se não sai nenhum barulho de um copo, os animais deduzem que o fruto está no outro recipiente.

Ao contrário dos papagaios, os macacos só alcançam essa habilidade após um intenso treinamento.

Papagaio cinzento (Foto: AP)

Papagaio cinzento tem raciocínio rápido e lógico, aponta estudo com seis animais na Áustria (Foto: AP)

Fonte: Globo Natureza


18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Golfinho é visto carregando o corpo de filhote em ‘ritual de luto’ na China

Cena foi presenciada por turistas na região autônoma de Guangxi Zhuang.
Baleias, elefantes, chimpanzés e gorilas têm comportamento semelhante.

Um golfinho foi fotografado carregando o corpo de seu filhote no mar em uma espécie de “ritual de luto”. A cena foi presenciada por turistas em uma região autônoma da China chamada Guangxi Zhuang, famosa por concentrar esses animais.

O mamífero adulto levantou o filhote morto várias vezes até a superfície, como se estivesse tentando ajudá-lo a respirar. Depois, empurrou o bebê da costa em direção a águas mais profundas.

Um corte profundo foi observado na barriga do filhote, o que pode ter sido feito pela hélice de um barco. Muitas embarcações frequentam o local para levar turistas.

Anteriormente, pesquisadores já observaram golfinhos carregando ou empurrando filhotes que nasceram mortos ou morreram ainda jovens. Os animais demonstram angústia e ficam até vários dias com o corpo do bebê por perto.

“Rituais de luto” no reino animal já foram vistos entre baleias, elefantes, chimpanzés e gorilas. Embora os especialistas relutem em atribuir emoções humanas aos bichos, esse comportamento dos golfinhos parece mostrar que eles têm, pelo menos, consciência sobre sua mortalidade e podem até “contemplar” uma eventual morte. Outros indivíduos parecem incapazes de aceitar o fato.

 

Golfinho (Foto: Daily Mail/Reprodução)

Golfinho adulto traz filhote morto até a superfície do mar para ajudá-lo a respirar (Foto: Daily Mail/Reprodução)

Fonte: Globo Natureza


16 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas descobrem espécie de peixe em que macho ‘pesca’ fêmea

Ornamento parecido com uma formiga é usado para atrair a parceira.
Fenômeno foi registrado em espécie de peixe tropical.

Peixes da espécie 'Corynopoma riisei' (Foto: Current Biology/Reprodução)

Peixes da espécie 'Corynopoma riisei' (Foto: Current Biology/Reprodução)

A técnica de usar um alimento como isca para atrair o peixe não é exclusiva dos pescadores humanos. Pesquisadores suecos descobriram uma espécie de peixe em que o macho usa uma isca como ornamento para atrair a fêmea para perto de si.

Corynopoma riisei é um peixe tropical, parente da piranha, que vive na água doce perto do Caribe, em países como Venezuela e Trinidad e Tobago. Dependendo da região em que ele vive, a alimentação muda um pouco, mas é sempre baseada em insetos – de larvas de moscas a besouros.

A equipe de Niclas Kolm, da Universidade de Uppsala, descobriu que os machos dessa espécie usam um ornamento parecido com uma formiga para atrair as fêmeas. Nos locais em que as formigas são mais apreciadas como um alimento, a técnica é mais usada e funciona melhor.

“É um exemplo natural de uma isca projetada para maximizar a chance de pegar um peixe”, afirmou Kolm. “Nesse caso, não se trata de qualquer peixe, no entanto. É um peixe do sexo oposto que a isca é feita para pegar”, explicou.

Para os pesquisadores, o estudo mostra ainda um bom exemplo de como os animais conseguem formas avançadas de comunicação entre si. Esse processo, segundo os autores, leva os animais a se diferenciarem, o que pode causar a separação suficiente para a criação de novas espécies.

 

Fonte: Globo Natureza


13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Casal de tartarugas separa-se após relacionamento de mais de 100 anos

Funcionários de um zoológico na Suíça foram obrigados a separar os dois animais desde que a fêmea começou a atacar seu par sem razão aparente

Uma separação repentina entre um casal de tartarugas gigantes de 115 anos está intrigando funcionários do zoológico de répteis Reptilien Happ, localizado na cidade de Klagenfurt, na Áustria. Bibi e Poldi vivem juntos neste zoólogico há 36 anos, mas o relacionamento deles é mais antigo: de acordo com a diretora do zoológico, Helga Happ, eles estão juntos desde que eram muito novos.

Antes de chegar à Áustria, Bibi (fêmea) e Poldi (macho) viviam juntos em um outro zoológico, localizado na cidade de Basileia, na Suíça.

De acordo com Happ, desde outubro do ano passado, Bibi decidiu que não quer mais Poldi. Desde então, começou a atacar o ex-companheiro, cortando pedaços do casco.

Happ não sabe dizer o que pode ter levado a esse comportamento do casal e conta que não houve nenhuma mudança no ambiente ou na alimentação.

As tartarugas pesam 100 quilos cada, uma luta entre as duas poderia resultar em morte. Com essa preocupação, os funcionários do zoológico decidiram separar o casal, mas ainda não desistiram da reconciliação: a cada semana eles abrem as jaulas e tentam colocar os dois juntos.

Em entrevista por telefone ao site de VEJA, Happ disse que quando os funcionários abrem as jaulas, Bibi se mostra ameaçadora.

A equipe tentou unir novamente o casal com dicas de especialistas em relacionamento animal, usando, por exemplo, comidas afrodisíacas. Até aghora, nada funcionou.

Saiba mais

TARTARUGA GIGANTE
É a designação comum a diversas tartarugas terrestres, de grande porte, da família dos testudinídeos. São características de habitats insulares de regiões tropicais. O tempo de vida das tartarugas é bastante variado, dependendo de sua espécie e de onde elas vivem. Muitas delas vivem mais do que cem anos. De acordo com Helga Happ, diretora do zoológico de répteis onde vivem as tartarugas, Bibi e Poldi são originadas das Ilhas de Galápagos. As tartarugas típicas desse arquipélago, localizado a cerca de mil quilômetros da costa do Equador, são as que apresentam maiores dimensões, chegando a medir mais de 1,8 metro de comprimento e a pesar 200 quilos.

tartarugas gigantes

Depois de um período de mais de cem anos de convivência, Bibi começou a rejeitar seu companheiro Poldi mordendo seu casco (Divulgação Zoológico Reptilien Happ)

Fonte: Veja Ciência


4 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Entre chimpanzés, uso de ferramentas varia conforme o grupo

Dependendo de onde a refeição é servida, a pessoa talvez coma com vontade usando garfo e faca, pauzinhos ou as mãos. Constatou-se que o chimpanzé possui um tipo de variação cultural semelhante. Grupos vizinhos desses animais possuem modos diferentes de abrir nozes, relata um novo estudo, publicado no periódico Current Biology.

Os pesquisadores notaram que um grupo de chimpanzés selvagens do Parque Nacional de Tai, na Costa do Marfim, prefere usar ferramentas de pedra para abrir nozes por meio de golpes. Outros dois grupos de chimpanzés usaram ferramentas de pedra no início da temporada, quando as nozes estavam mais duras, mas mudaram para ferramentas de madeira conforme elas foram amolecendo.

As preferências dos grupos de chimpanzés também diferiam em relação ao tamanho da madeira, afirmou Lydia Luncz, primeira autora do estudo e primatologista do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, em Leipzig, na Alemanha.

Os chimpanzés exibem um tipo de preferência cultural na escolha de ferramentas, afirmou a estudante de pós-graduação.

“Trata-se apenas de uma preferência, pois eles cresceram assim”, afirmou. Ocasionalmente, quando não havia pedras suficientes à disposição, os chimpanzés que preferiam ferramentas de pedra recorriam ao uso de madeira.

“Eles sabem como fazer isso”, afirmou Luncz. “Eles apenas não gostam.”

Ela também percebeu que as fêmeas deixam seus grupos sociais na puberdade para se juntar a novos grupos. Nessa época, elas são especialistas em abrir nozes. Contudo, parece que adotam os métodos de abrir nozes utilizados por seu novo grupo, afirmou Luncz.

“Do contrário, haveria uma mistura. Mas vemos diferenças claras entre os grupos”, afirmou.

Embora os grupos de chimpanzés sejam vizinhos e interajam com frequência, as interações nunca são amigáveis e eles não aprendem uns com os outros.

“É uma guerra constante”, afirmou. “Eles não interagem de um modo que possibilite observar um ao outro abrindo nozes.” 

Fonte: Portal iG


25 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Matar filhotes pode ser uma boa ideia, dizem cientistas

Vários estudos mostram que infanticídio é um bom mecanismo de sobrevivência, melhorando as vantagens reprodutivas dos animais.

O infanticídio pode ser um instrumento eficiente para a sobrevivência de determinadas espécies de animais, indicam um crescente número de estudos.

A ideia é chocante do ponto de vista humano, mas a realidade é que para muitos filhotes de animais, a maior ameaça à sua sobrevivência vem de sua própria espécie.
“Não é como um ato de predação, que é silencioso”, disse o especialista em leões Craig Packer, da University of Minnesota, em Falcon Heights, Estados Unidos.

“Durante o infanticídio há rugidos, é violento e muito perturbador”, ele diz, descrevendo como leões adultos matam filhotes.

“Eles mordem (os filhotes) atrás da cabeça e na nuca, esmagando seus abdomens.”

O infanticídio tende a ser pouco estudado enquanto recurso para garantir a sobrevivência dos mais fortes em uma determinada espécie. Entretanto, há registros de que ele acontece entre roedores e primatas, peixes, insetos e anfíbios.

Vantagens múltiplas
Segundo estudos, o infanticídio pode trazer benefícios às espécies animais que o cometem, como maiores oportunidades para que o infanticida se reproduza e mesmo alimentação (quando o infanticida come o filhote morto). Matar um filhote é também uma maneira de evitar que seus pais tenham que investir energia para cuidar da cria.

O infanticídio é com frequência cometido por machos adultos.

Normalmente, a proteção que um filhote recebe do pai cumpre um papel importante em assegurar a sobrevivência do bebê. Mas quando novos machos entram em cena, tudo pode mudar.

Os machos recém-chegados tendem a derrubar os machos pais de suas posições no topo da hierarquia do grupo. Se eles conseguem ferir, expulsar ou até matar um macho que ocupava uma posição dominante no grupo, tomando o seu lugar, os filhotes do antigo líder passam a correr grande risco.

Isso acontece porque machos recém-chegados com frequência têm apenas um objetivo: ter seus próprios filhotes com a mãe.

Em sociedades de leões, por exemplo, matar filhotes faz com que suas mães voltem a ficar férteis mais rápido, aumentando a chance de que os novos machos se reproduzam.

E se não matam filhotes alheios, correm o risco de que os filhotes do antigo líder cresçam e deem o seu próprio golpe.

Estratégia feminina
Mas o infanticídio não é cometido apenas por animais machos. Fêmeas também o praticam, disse o zoólogo Tim Clutton-Brock, da University of Cambridge, na Inglaterra.

“Fêmeas matam os filhotes umas das outras com a mesma prontidão”, ele disse.

Ratas matam as crias de outras fêmeas para se alimentar e se apoderam dos ninhos para criar seus próprios filhotes. Ratas também matam sua própria cria se os filhotes têm deformidades ou ferimentos. Isso permite que elas concentrem seus recursos em outros filhotes.

O infanticídio também pode aumentar o sucesso reprodutivo de um animal, reduzindo a competição para os filhotes do infanticida. Besouros fêmeas matam as larvas de suas rivais para assegurar que suas próprias larvas sobrevivam.

Esse comportamento foi observado também em mais de 40 espécies de primatas, mas em muitas dessas espécies as fêmeas usam estratégias para reduzir os riscos de que ele ocorra – segundo um estudo publicado na revista científica Journal of Theoretical Biology.

A saída utilizada por essas fêmeas é o acasalamento com parceiros múltiplos para gerar o que os especialistas chamaram de “confusão de paternidade”. Ou seja, os machos não sabem quem é o o pai do filhote.

Isso dá aos filhotes maiores chances de sobreviver quando novos machos tentam se integrar no grupo.
“Em um grupo com múltiplos machos, em primatas como os babuínos, se dois machos se acasalam com a mesma fêmea e nenhum sabe quem é o pai do filhote, isso reduz o risco de infanticídio”, disse Clutton-Brock.

Suricatos
Quando há mudanças na hierarquia de dominância, “o infanticídio ocorre apenas quando a chance de o assassino ser o pai do próximo filhote é alta”, disse o estudo.

Os suricatos (mamíferos pequenos e altamente sociáveis que habitam regiões inóspitas) se reproduzem de forma cooperativa, ou seja, se um macho alfa e uma fêmea alfa se reproduzem, outros integrantes do grupo em posições de subordinação ajudam a criar os filhotes do casal alfa.

Fêmeas dominantes matam filhotes de subordinados e os próprios subordinados, se tiverem cria própria, podem também matar o filhote de uma fêmea dominante.

Suricatos machos, no entanto, não sujam suas patas com o sangue de filhotes.

Clutton-Brock explicou: “Suricatos machos não apresentam (comportamento) infanticida porque assim que (as fêmeas) têm filhotes, ficam prontas para se acasalar novamente. Então, matar crianças não interessa aos machos”.

Uma situação que contrasta bastante com a dos leões, onde as fêmeas passam quase 18 meses amamentando após o nascimento dos filhotes.

Sabe-se que machos nômades, ou coalizões de machos competindo pelo controle de alcateias, matam filhotes com o objetivo de fazer com que a mãe volte a ficar fértil. Desta forma, podem se reproduzir com ela.

Fonte: Portal IG


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