23 de março de 2015 | nenhum comentário »

Pika-de-Ili, mamífero ‘fofinho’ raro, é redescoberto em montanhas da China

Espécie foi descoberta em 1983 e foi vista raras vezes desde então.
Mesmo cientista que a descobriu conseguiu fotografar exemplar em 2014

 

O cientista Weidong Li, do Instituto de Ecologia e Geografia Xinjiang, na China, descobriu por acaso uma nova espécie de mamífero em 1983: a pika-de-Ili (Ochotona iliensis). O pequeno animal, encontrado pela primeira vez na cordilheira Tian Shan, no noroeste da China, tem uma peculiar aparência de bichinho de pelúcia fofo.

Desde sua descoberta, foram raras as vezes em que o mamífero foi visto. Em 2014, durante uma expedição à cordilheira Tian Shan, o mesmo cientista que descobriu a espécie conseguiu registrar em foto uma rara aparição de um exemplar. A história do raro bichinho das montanhas e seu descobridor foi publicada na edição de março da revista “National Geographic China”.

Weidong Li partiu para as monhanhas em 2014 com alguns voluntários justamente para procurar exemplares da pika-de-Ili, segundo a revista. O exemplar típico do mamífero mede cerca de 20 cm, tem orelhas grandes e pêlo acinzentado com manchas marrons.

Um artigo publicado na revista científica “Oryx” por Weidong em  2005 fala sobre o possível declínio do número de exemplares de pika-de-Ili nos locais onde o animal havia sido visto anteriormente.

Segundo o artigo, o aumento da temperatura devido ao aquecimento global pode ter contribuído para o “dramático declínio” da população da espécie. O autor recomendava que a espécie fosse classificada como ameaçada de extinção.

  Rara foto de exemplar de pika-de-Ili foi fotografado em 2014 pelo cientista Weidong Li no noroeste da China  (Foto: Li Weidong/Wikimedia Commons)

Rara foto de exemplar de pika-de-Ili foi feita em 2014 pelo cientista Weidong Li no noroeste da China (Foto: Li Weidong/Wikimedia Commons)

 Fonte: Globo Natureza

26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Pássaro tem penugem que imita lagarta venenosa para se proteger

Estudo observou filhote de ave amazônica chorona-cinza, que vive no Peru.
Ao ficar parecido com lagarta venenosa, filhote se protege dos predadores.

  Imagem de cima mostra filhote da ave chorona-cinza (Laniocera hypopyrra); imagem de baixo mostra uma lagarta venenosa da área (do gênero Megalopyge ou Podalia sp), que tem padrão parecido com a plumagem da ave (Foto: Santiago David Rivera/Wendy Valencia/Divulgação)

Imagem de cima mostra filhote da ave chorona-cinza (Laniocera hypopyrra); imagem de baixo mostra uma lagarta venenosa encontrada na mesma região (do gênero Megalopyge ou Podalia sp), que tem padrão parecido com a plumagem da ave (Foto: Santiago David Rivera/Wendy Valencia/Divulgação)

Um pássaro amazônico que vive no sudeste do Peru desenvolveu uma curiosa estratégia de defesa contra os predadores. Quando filhote, a chorona-cinza (Laniocera hypopyrra) tem uma penugem que lembra os pelos de uma lagarta venenosa que vive na região.

A descoberta do mimetismo foi feita por pesquisadores que participavam de um estudo ecológico sobre aves em 2012 na região. Eles notaram que o padrão das penugens da espécie eram muito peculiares: com fiapos longos de cor laranja vibrante e pontas brancas.

Os cientistas observaram que os filhotes moviam suas cabeças  vagarosamente de um lado para o outro, movimento parecido com o de algumas lagartas. Em seguida, constataram a presença de uma lagarta, do gênero Megalopyge ou Podalia sp, com os mesmos padrões de cores da penugem do passarinho.

A hipótese defendida pelos pesquisadores é que se trata de uma estratégia de mimetismo batesiano, em que o animal desenvolve características que o fazem parecer com uma outra espécie mais perigosa, afastando os predadores.

O resultado da pesquisa foi publicado na edição de janeiro da revista científica “The American Naturalist”.

Fonte: Globo Natureza


29 de agosto de 2013 | nenhum comentário »

IPEVS resgata Ratão-do-banhado dentro de projeto assistencial em Cornélio Procópio

Rato Selvagem é capturado dentro de projeto assistencial em Cornélio Procópio

Ratão do Banhado resgate realizado pelo IPEVS. Imagem: Câmera Repórter

Na terça-feira (27), o Responsável Técnico do IPEVS (Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Meio Ambiente) biólogo e médico veterinário Rafael Haddad, deslocou até o Projeto Assistencial Espaço Jovem, localizado na Rua Pará em Cornélio Procópio, para fazer o resgate de um animal silvestre que apareceu na entidade.


 Rafael Haddad ressaltou que é mais uma situação de animais silvestres adentrando na zona urbana, devido à perda do seu habitat natural.

O ratão do banhado, assim como é conhecido, não era comum em nossa região, porém a população cresceu e por não encontrar mais espaço na natureza, acabou se deslocando para áreas urbanas.

Esse animal silvestre é muito parecido com a capivara, porém apresenta uma cauda comprida, dentes alaranjados e membros traseiros como nadadeiras; se alimentam de plantas aquáticas, gostam de lagos e pântanos.

O animal encontrado é jovem, macho, pesando aproximadamente quatro quilos e estava muito agressivo durante a captura; se fosse um animal adulto seria muito difícil para contê-lo.

O biólogo ressaltou que a população não deve tentar capturar nenhum animal silvestre e sim acionar rapidamente a equipe do Corpo de Bombeiros ou a equipe do IAP ou a equipe do IPEVS para realizar o resgate do animal.

O ratão do banhado será encaminhado para uma região distante da cidade, onde há um rio em que o animal possa se locomover tranquilamente.

Rato Selvagem é capturado dentro de projeto assistencial em Cornélio Procópio

Após o resgate o Ratão do banhado (Myocastor coypus) será encaminhado para soltura. Imagem: Câmera Repórter.

O médico veterinário do IPEVS Rafael Haddad em entrevista sobre o resgate ao jornalista Paulo Ribeiro. Imagem: IPEVS

Fonte: Câmera Repórter e Ascom IPEVS


12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Menor primata das Américas é encontrado em Rondônia

Espécie é rara e apenas ribeirinhos tinham visto o mico-leãozinho.
Primata pode atingir 15 centímetros na idade adulta.

Conhecido como mico-leãozinho, o Cebuella pygmaea é uma espécie rara e atinge 15 centímetros quando adulto. O menor macaco existente no continente americano, segundo a bióloga e pesquisadora Mariluce Rezende Messias, alimenta-se basicamente de goma de árvores e ingá. Em 2010, um exemplar da espécie foi encontrado em Porto Velho, no interflúvio dos rios Madeira e Purus e sua população ainda está sendo estimada em Rondônia. De acordo com o Centro de Coleções Zoológicas, localizado no prédio da Universidade Federal  de Rondônia (Unir), há registros do primata nos estados do Acre e Amazonas.

O mico-leãozinho foi encontrado durante o resgate de animais na área de interferência de uma usina em construção no Rio Madeira, em Porto Velho, e a descoberta da espécie na região – antes registrada apenas por ribeirinhos – aumentou a curiosidade de pesquisadores que começaram a monitorar os hábitos do primata.

Segundo Mariluce, há pouca densidade de mico-leãozinho no estado e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) classifica a situação da espécie como pouco preocupante. “É importante ressaltar que temos poucas informações sobre o Cybuella pygmaea. Os estudos nos darão uma melhor dimensão sobre a espécie”, afirma a pesquisadora.

Alguns exemplares estão taxidermizados no Centro de Coleções Zoológicas da Unir junto com outros mamíferos para estudos, pesquisa e arquivamento da fauna de Rondônia.

Existência do mico-leãozinho em Rondônia foi comprovada em 2010 (Foto: Agência Imagem News)

Existência do mico-leãozinho em Rondônia foi comprovada em 2010 (Foto: Agência Imagem News)

Fonte: Globo.com


12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Tamanduá-bandeira é encontrado no meio da rua, em Luziânia, GO

Animal, que pesa 50 kg, foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros

Um tamanduá-bandeira foi encontrado andando pelas ruas de Luziânia, cidade goiana no Entorno de Brasília, na manhã desta segunda-feira (11).

Segundo os bombeiros, eles não precisaram usar tranquilizante na captura do animal. A equipe de resgate afirmou que ele pesa cerca de 50 kg e tem 1,50 metro de altura.

De acordo com os bombeiros, o tamanduá não estava com ferimentos.

O animal foi levado para uma reserva legal de Luziânia, que fica a 15 quilômetros da cidade.

Tamanduá-bandeira foi resgatado por equipe do Corpo de Bombeiros em Luziânia, Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Tamanduá-bandeira foi resgatado por equipe do Corpo de Bombeiros (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Fonte: Globo Natureza


6 de março de 2013 | nenhum comentário »

População de elefantes africanos de florestas cai 62% em uma década

Levantamento foi feito em cinco países, incluindo Camarões e Gabão.
Animais ocupam menos de 25% da área que poderiam ocupar, diz estudo.

A população de elefantes africanos de florestas foi reduzida em 62% em uma década, aponta um estudo publicado nesta semana no periódico “PLoS One”. Segundo os cientistas, estes paquidermes estão sob pressão crescente de caçadores e praticamente desapareceram das matas da República Democrática do Congo, onde antes existiam em abundância.

“A população [de elefantes] está agora em 10% do seu tamanho potencial, ocupando menos de 25% do espaço que poderia ocupar”, dizem os cientistas. Eles fizeram o levantamento em cinco países, incluindo Camarões, Gabão e República Democrática do Congo.

O estudo foi realizado por mais de dez instituições diferentes, como a Universidade Estadual do Colorado, nos EUA; a Universidade de Stirling, na Grã-Bretanha; a Universidade de Amsterdã, na Holanda; e a Universidade de Liège, na Bélgica.

Entre as causas para a redução no número de animais entre 2002 e 20011, período coberto pelo estudo, está o crescimento populacional em regiões onde antes havia florestas, falta de punição aos caçadores, leis fracas e proximidade com regiões onde há expansão de infraestrutura, afirmam os pesquisadores.

O estudo cobriu cerca de 260 mil km², aproximadamente 12% das florestas na África Central. “Cerca de metade dos elefantes sobreviventes estão no Gabão, e menos de um quinto na República Democrática do Congo. Estes países cobrem 13% e 62% da área total de mata estudada, respectivamente”, dizem os cientistas.

“Provavelmente, a espécie foi eliminada de grandes regiões em que antes ela era encontrada”, afirmam os pesquisadores, no estudo.

Elefante africano de floresta atravessa rio com filhote  (Foto: Divulgação/Thomas Breuer/"PLoS One")

Elefante africano de floresta atravessa rio com filhote (Foto: Divulgação/Thomas Breuer/"PLoS One")

Fonte: Globo Natureza


6 de março de 2013 | nenhum comentário »

Cerca de 3 mil grandes macacos são vítimas de caça a cada ano, diz ONU

Parte é capturada, e o resto morre, segundo programa de conservação.
Relatório sobre primatas foi apresentado em conferência na Tailândia.

Cerca de 3 mil grandes macacos morrem ou são capturados a cada ano devido ao comércio ilegal, segundo um relatório da ONU publicado nesta segunda-feira (4).

Entre 2005 e 2011 estima-se que mais de 20 mil exemplares de grandes macacos foram vítimas da caça ilegal, segundo o estudo elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que supervisiona um programa específico de conservação conhecido como Grasp.

“Este comércio está florescendo, e é extremamente perigoso para a sobrevivência no longo prazo dos grandes macacos”, disse o coordenador do Grasp, Doug Cress, que descreveu este negócio ilegal como “sofisticado, engenhoso, bem financiado e bem armado”.

“Nesse ritmo, os macacos desaparecerão muito rápido”, disse Cress.

Além disso, advertiu, a captura de um só chimpanzé envolve, às vezes, matar outros dez.

“Não pode se meter na selva e pegar só um. Tem que brigar. Tem que matar os outros chimpanzés do grupo”, disse Cress à imprensa, durante a conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas (Cites) sobre espécies em perigo realizada em Bangcoc.

O comércio internacional de chimpanzés, bonobos e gorilas, as três espécies de grandes símios africanos, assim como de orangotangos, a única espécie asiática, está proibido em virtude da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), cujos países membros estão reunidos nesta semana na capital tailandesa.

Segundo o relatório, muitos destes macacos são vendidos como animais domésticos a compradores ricos, que os veem como um símbolo de poder, ou são adquiridos por zoológicos de reputação duvidosa e explorados pela indústria do turismo ou do entretenimento.

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

 

Fonte: Globo Natureza


14 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

População de gorila africano cresceu em dois anos, aponta censo

Entre 2010 e 2012, houve aumento de 94 gorilas-da-montanha.
Apesar de aumento, espécie continua ameaçada de extinção.

Censo divulgado nesta terça-feira (12) pelo governo de Uganda afirma que a população mundial de gorilas-da-montanha (Gorilla beringei beringei) cresceu em quase cem indivíduos entre 2010 e 2012.

Há dois anos, a população global desta espécie de primata, considerada ameaçada de extinção, era de 786. Agora, de acordo com levantamento feito em duas localidades, aponta que existem na natureza 880 gorilas.

O levantamento, que contou com a ajuda da organização não governamental WWF, foi realizado nas áreas de Bwindi e Virunga Massif, que abrangem a República Democrática do Congo, Uganda e Ruanda. Espécimes deste primata só vivem nesta região.

Segundo David Greer, gerente do WWF, os gorilas-da-montanha experimentam um crescimento na quantidade de exemplares que não ocorre com nenhum outro primata.

As maiores ameaças a esta espécie são armadilhas de caça implantadas no interior das florestas, doenças transmitidas por seres humanos e a perda de habitat, consequência do desmatamento.

No Parque Nacional de Virunga, por exemplo, ao menos sete gorilas foram capturados por armadilhas em 2012 e dois exemplares morreram. A exploração de petróleo em parques nacionais do Congo também é motivo de preocupação, dizem ambientalistas.

Os gorilas-da-montanha vivem em grupos sociais. O censo aponta que 400 exemplares estão na região impenetrável de Bwindi, distribuídos em 36 grupos sociais distintos, com 16 machos solitários. Dez desses grupos estariam habituados à presença de humanos.

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Fonte: Globo Natureza


7 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Brasil tem dois primatas entre os 25 mais ameaçados do mundo

A caça e o desmatamento são as principais ameaças para ambas as espécies, segundo relatório da União Internacional divulgado durante a COP11, na Índia

O Brasil tem duas espécies de primatas entre as 25 mais ameaçadas de extinção do mundo, de acordo com uma lista bianual publicada em outubro pela União Internacional para a Conservação da Natureza, durante a COP11 da Biodiversidade, que aconteceu na Índia. São eles o bugio-marrom (Alouatta guariba guariba) e o macaco-caiarara (Cebus kaapori).

Descoberto em 1812, o macaco guariba (Bugio) é endêmico da Mata Atlântica e hoje está restrito a uma pequena área, ao norte do Rio Jequitinhonha. Geralmente, esse primata – que gosta de mascar folhas de árvore – vive em grupos de cinco indivíduos (mas pode chegar até 11 animais) e comunica-se por meio de uivos, que podem ser ouvidos a 2km de distância. Atualmente, sua população é estimada em menos de 250 espécimes.

A entidade alerta que houve um declínio de 80% nas últimas três gerações do primata. A caça e o desmatamento são apontadas como principais ameaças para ambas as espécies, segundo o relatório da União Internacional.

Além dos dois macacos brasileiros, a lista das 25 espécies de primatas mais ameaçadas traz ainda outras três espécies dos trópicos, cinco espécies do continente africano, seis da ilha de Madagascar e nove da Ásia.

 

Macaco-caiarara (Cebus kaapori), uma das 25 espécies de primatas sob risco extremo de extinção

Macaco caiarara, registrado em 1992. Divulgação/ IUCN

Já o macaco caiarara foi registrado no país em 1992, de acordo com o documento, e a maioria da população, normalmente encontrada em grupos de até sete animais, concentra-se na região da Amazônia Oriental, principalmente no leste do Pará, Maranhão e próxima ao Rio Tocantins.

A entidade alerta que houve um declínio de 80% nas últimas três gerações do primata. A caça e o desmatamento são apontadas como principais ameaças para ambas as espécies, segundo o relatório da União Internacional.

Além dos dois macacos brasileiros, a lista das 25 espécies de primatas mais ameaçadas traz ainda outras três espécies dos trópicos, cinco espécies do continente africano, seis da ilha de Madagascar e nove da Ásia.

 

 

Bugio-marrom (Alouatta guariba guariba), macaco brasileiro sob risco de extinção

Atualmente, a população do macaco bugio-marrom é estimada em menos de 250 animais. Imagem: Wikimedia Commons

Fonte: Exame.com


7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Sistema de comunicação dos elefantes é similar ao dos seres humanos

Sons de baixa frequência são emitidos pela passagem do ar por ‘cordas vocais’ e não pela contração dos músculos, como nos gatos

Os elefantes africanos são conhecidos por serem grandes comunicadores, mas até agora os cientistas não sabiam ao certo se os sons eram emitidos por contrações musculares, como o ronronar de um gato, ou por vibrações nas cordas vocais, como os seres humanos e outros mamíferos. A análise da laringe de um elefante africano permitiu que os cientistas desvendassem o mistério: eles se comunicam usando uma estrutura semelhante às cordas vocais, e emitem um som de frequência extremamente baixa (infrassom), abaixo do que os humanos podem ouvir completamente. A descoberta foi publicada na revista Science.

De acordo com o estudo de Christian Herbst, da Universidade de Viena, feito com colegas da Alemanha, Áustria e Estados Unidos, os elefantes têm o mesmo mecanismo que produz a fala em humanos – e também em muitos outros mamíferos – para se comunicarem em sons baixos.

Para chegar a essa conclusão, eles analisaram em laboratório a laringe de um elefante africano, que vivia em um zoológico em Berlim. Por meio de um mecanismo que imitava o fluxo de ar nos pulmões, puderam induzir os movimentos das ‘cordas vocais’ e a vibração de baixa frequência.

Isso demonstra que os elefantes contam com um mecanismo de aerodinâmica mioelástica – quando une a elasticidade das cordas vocais e a passagem do ar por elas para emitir o som. O cérebro do elefante também pode estar envolvido para relaxar e tencionar as cordas vocais se outro mecanismo, como o ronronar do gato, estiver envolvido.

Os pesquisadores também encontraram um padrão não linear no modo como as ‘cordas vocais’ dos elefantes vibram, assim como nos seres humanos. Essas irregularidades geralmente ocorrem quando os bebes choram ou quando cantores de heavy metal gritam, por exemplo. “Isso também pode ser observado em jovens elefantes, em situações de extrema excitação”, disse Herbst.

Cientistas detectam como os elefantes se comunicam

Cientistas detectam como os elefantes se comunicam (Jan-Hendrik van Rooyen/Getty Images/iStockphoto)

Fonte: Veja Ciência


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23 de março de 2015 | nenhum comentário »

Pika-de-Ili, mamífero ‘fofinho’ raro, é redescoberto em montanhas da China

Espécie foi descoberta em 1983 e foi vista raras vezes desde então.
Mesmo cientista que a descobriu conseguiu fotografar exemplar em 2014

 

O cientista Weidong Li, do Instituto de Ecologia e Geografia Xinjiang, na China, descobriu por acaso uma nova espécie de mamífero em 1983: a pika-de-Ili (Ochotona iliensis). O pequeno animal, encontrado pela primeira vez na cordilheira Tian Shan, no noroeste da China, tem uma peculiar aparência de bichinho de pelúcia fofo.

Desde sua descoberta, foram raras as vezes em que o mamífero foi visto. Em 2014, durante uma expedição à cordilheira Tian Shan, o mesmo cientista que descobriu a espécie conseguiu registrar em foto uma rara aparição de um exemplar. A história do raro bichinho das montanhas e seu descobridor foi publicada na edição de março da revista “National Geographic China”.

Weidong Li partiu para as monhanhas em 2014 com alguns voluntários justamente para procurar exemplares da pika-de-Ili, segundo a revista. O exemplar típico do mamífero mede cerca de 20 cm, tem orelhas grandes e pêlo acinzentado com manchas marrons.

Um artigo publicado na revista científica “Oryx” por Weidong em  2005 fala sobre o possível declínio do número de exemplares de pika-de-Ili nos locais onde o animal havia sido visto anteriormente.

Segundo o artigo, o aumento da temperatura devido ao aquecimento global pode ter contribuído para o “dramático declínio” da população da espécie. O autor recomendava que a espécie fosse classificada como ameaçada de extinção.

  Rara foto de exemplar de pika-de-Ili foi fotografado em 2014 pelo cientista Weidong Li no noroeste da China  (Foto: Li Weidong/Wikimedia Commons)

Rara foto de exemplar de pika-de-Ili foi feita em 2014 pelo cientista Weidong Li no noroeste da China (Foto: Li Weidong/Wikimedia Commons)

 Fonte: Globo Natureza

26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Pássaro tem penugem que imita lagarta venenosa para se proteger

Estudo observou filhote de ave amazônica chorona-cinza, que vive no Peru.
Ao ficar parecido com lagarta venenosa, filhote se protege dos predadores.

  Imagem de cima mostra filhote da ave chorona-cinza (Laniocera hypopyrra); imagem de baixo mostra uma lagarta venenosa da área (do gênero Megalopyge ou Podalia sp), que tem padrão parecido com a plumagem da ave (Foto: Santiago David Rivera/Wendy Valencia/Divulgação)

Imagem de cima mostra filhote da ave chorona-cinza (Laniocera hypopyrra); imagem de baixo mostra uma lagarta venenosa encontrada na mesma região (do gênero Megalopyge ou Podalia sp), que tem padrão parecido com a plumagem da ave (Foto: Santiago David Rivera/Wendy Valencia/Divulgação)

Um pássaro amazônico que vive no sudeste do Peru desenvolveu uma curiosa estratégia de defesa contra os predadores. Quando filhote, a chorona-cinza (Laniocera hypopyrra) tem uma penugem que lembra os pelos de uma lagarta venenosa que vive na região.

A descoberta do mimetismo foi feita por pesquisadores que participavam de um estudo ecológico sobre aves em 2012 na região. Eles notaram que o padrão das penugens da espécie eram muito peculiares: com fiapos longos de cor laranja vibrante e pontas brancas.

Os cientistas observaram que os filhotes moviam suas cabeças  vagarosamente de um lado para o outro, movimento parecido com o de algumas lagartas. Em seguida, constataram a presença de uma lagarta, do gênero Megalopyge ou Podalia sp, com os mesmos padrões de cores da penugem do passarinho.

A hipótese defendida pelos pesquisadores é que se trata de uma estratégia de mimetismo batesiano, em que o animal desenvolve características que o fazem parecer com uma outra espécie mais perigosa, afastando os predadores.

O resultado da pesquisa foi publicado na edição de janeiro da revista científica “The American Naturalist”.

Fonte: Globo Natureza


29 de agosto de 2013 | nenhum comentário »

IPEVS resgata Ratão-do-banhado dentro de projeto assistencial em Cornélio Procópio

Rato Selvagem é capturado dentro de projeto assistencial em Cornélio Procópio

Ratão do Banhado resgate realizado pelo IPEVS. Imagem: Câmera Repórter

Na terça-feira (27), o Responsável Técnico do IPEVS (Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Meio Ambiente) biólogo e médico veterinário Rafael Haddad, deslocou até o Projeto Assistencial Espaço Jovem, localizado na Rua Pará em Cornélio Procópio, para fazer o resgate de um animal silvestre que apareceu na entidade.


 Rafael Haddad ressaltou que é mais uma situação de animais silvestres adentrando na zona urbana, devido à perda do seu habitat natural.

O ratão do banhado, assim como é conhecido, não era comum em nossa região, porém a população cresceu e por não encontrar mais espaço na natureza, acabou se deslocando para áreas urbanas.

Esse animal silvestre é muito parecido com a capivara, porém apresenta uma cauda comprida, dentes alaranjados e membros traseiros como nadadeiras; se alimentam de plantas aquáticas, gostam de lagos e pântanos.

O animal encontrado é jovem, macho, pesando aproximadamente quatro quilos e estava muito agressivo durante a captura; se fosse um animal adulto seria muito difícil para contê-lo.

O biólogo ressaltou que a população não deve tentar capturar nenhum animal silvestre e sim acionar rapidamente a equipe do Corpo de Bombeiros ou a equipe do IAP ou a equipe do IPEVS para realizar o resgate do animal.

O ratão do banhado será encaminhado para uma região distante da cidade, onde há um rio em que o animal possa se locomover tranquilamente.

Rato Selvagem é capturado dentro de projeto assistencial em Cornélio Procópio

Após o resgate o Ratão do banhado (Myocastor coypus) será encaminhado para soltura. Imagem: Câmera Repórter.

O médico veterinário do IPEVS Rafael Haddad em entrevista sobre o resgate ao jornalista Paulo Ribeiro. Imagem: IPEVS

Fonte: Câmera Repórter e Ascom IPEVS


12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Menor primata das Américas é encontrado em Rondônia

Espécie é rara e apenas ribeirinhos tinham visto o mico-leãozinho.
Primata pode atingir 15 centímetros na idade adulta.

Conhecido como mico-leãozinho, o Cebuella pygmaea é uma espécie rara e atinge 15 centímetros quando adulto. O menor macaco existente no continente americano, segundo a bióloga e pesquisadora Mariluce Rezende Messias, alimenta-se basicamente de goma de árvores e ingá. Em 2010, um exemplar da espécie foi encontrado em Porto Velho, no interflúvio dos rios Madeira e Purus e sua população ainda está sendo estimada em Rondônia. De acordo com o Centro de Coleções Zoológicas, localizado no prédio da Universidade Federal  de Rondônia (Unir), há registros do primata nos estados do Acre e Amazonas.

O mico-leãozinho foi encontrado durante o resgate de animais na área de interferência de uma usina em construção no Rio Madeira, em Porto Velho, e a descoberta da espécie na região – antes registrada apenas por ribeirinhos – aumentou a curiosidade de pesquisadores que começaram a monitorar os hábitos do primata.

Segundo Mariluce, há pouca densidade de mico-leãozinho no estado e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) classifica a situação da espécie como pouco preocupante. “É importante ressaltar que temos poucas informações sobre o Cybuella pygmaea. Os estudos nos darão uma melhor dimensão sobre a espécie”, afirma a pesquisadora.

Alguns exemplares estão taxidermizados no Centro de Coleções Zoológicas da Unir junto com outros mamíferos para estudos, pesquisa e arquivamento da fauna de Rondônia.

Existência do mico-leãozinho em Rondônia foi comprovada em 2010 (Foto: Agência Imagem News)

Existência do mico-leãozinho em Rondônia foi comprovada em 2010 (Foto: Agência Imagem News)

Fonte: Globo.com


12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Tamanduá-bandeira é encontrado no meio da rua, em Luziânia, GO

Animal, que pesa 50 kg, foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros

Um tamanduá-bandeira foi encontrado andando pelas ruas de Luziânia, cidade goiana no Entorno de Brasília, na manhã desta segunda-feira (11).

Segundo os bombeiros, eles não precisaram usar tranquilizante na captura do animal. A equipe de resgate afirmou que ele pesa cerca de 50 kg e tem 1,50 metro de altura.

De acordo com os bombeiros, o tamanduá não estava com ferimentos.

O animal foi levado para uma reserva legal de Luziânia, que fica a 15 quilômetros da cidade.

Tamanduá-bandeira foi resgatado por equipe do Corpo de Bombeiros em Luziânia, Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Tamanduá-bandeira foi resgatado por equipe do Corpo de Bombeiros (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Fonte: Globo Natureza


6 de março de 2013 | nenhum comentário »

População de elefantes africanos de florestas cai 62% em uma década

Levantamento foi feito em cinco países, incluindo Camarões e Gabão.
Animais ocupam menos de 25% da área que poderiam ocupar, diz estudo.

A população de elefantes africanos de florestas foi reduzida em 62% em uma década, aponta um estudo publicado nesta semana no periódico “PLoS One”. Segundo os cientistas, estes paquidermes estão sob pressão crescente de caçadores e praticamente desapareceram das matas da República Democrática do Congo, onde antes existiam em abundância.

“A população [de elefantes] está agora em 10% do seu tamanho potencial, ocupando menos de 25% do espaço que poderia ocupar”, dizem os cientistas. Eles fizeram o levantamento em cinco países, incluindo Camarões, Gabão e República Democrática do Congo.

O estudo foi realizado por mais de dez instituições diferentes, como a Universidade Estadual do Colorado, nos EUA; a Universidade de Stirling, na Grã-Bretanha; a Universidade de Amsterdã, na Holanda; e a Universidade de Liège, na Bélgica.

Entre as causas para a redução no número de animais entre 2002 e 20011, período coberto pelo estudo, está o crescimento populacional em regiões onde antes havia florestas, falta de punição aos caçadores, leis fracas e proximidade com regiões onde há expansão de infraestrutura, afirmam os pesquisadores.

O estudo cobriu cerca de 260 mil km², aproximadamente 12% das florestas na África Central. “Cerca de metade dos elefantes sobreviventes estão no Gabão, e menos de um quinto na República Democrática do Congo. Estes países cobrem 13% e 62% da área total de mata estudada, respectivamente”, dizem os cientistas.

“Provavelmente, a espécie foi eliminada de grandes regiões em que antes ela era encontrada”, afirmam os pesquisadores, no estudo.

Elefante africano de floresta atravessa rio com filhote  (Foto: Divulgação/Thomas Breuer/"PLoS One")

Elefante africano de floresta atravessa rio com filhote (Foto: Divulgação/Thomas Breuer/"PLoS One")

Fonte: Globo Natureza


6 de março de 2013 | nenhum comentário »

Cerca de 3 mil grandes macacos são vítimas de caça a cada ano, diz ONU

Parte é capturada, e o resto morre, segundo programa de conservação.
Relatório sobre primatas foi apresentado em conferência na Tailândia.

Cerca de 3 mil grandes macacos morrem ou são capturados a cada ano devido ao comércio ilegal, segundo um relatório da ONU publicado nesta segunda-feira (4).

Entre 2005 e 2011 estima-se que mais de 20 mil exemplares de grandes macacos foram vítimas da caça ilegal, segundo o estudo elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que supervisiona um programa específico de conservação conhecido como Grasp.

“Este comércio está florescendo, e é extremamente perigoso para a sobrevivência no longo prazo dos grandes macacos”, disse o coordenador do Grasp, Doug Cress, que descreveu este negócio ilegal como “sofisticado, engenhoso, bem financiado e bem armado”.

“Nesse ritmo, os macacos desaparecerão muito rápido”, disse Cress.

Além disso, advertiu, a captura de um só chimpanzé envolve, às vezes, matar outros dez.

“Não pode se meter na selva e pegar só um. Tem que brigar. Tem que matar os outros chimpanzés do grupo”, disse Cress à imprensa, durante a conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas (Cites) sobre espécies em perigo realizada em Bangcoc.

O comércio internacional de chimpanzés, bonobos e gorilas, as três espécies de grandes símios africanos, assim como de orangotangos, a única espécie asiática, está proibido em virtude da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), cujos países membros estão reunidos nesta semana na capital tailandesa.

Segundo o relatório, muitos destes macacos são vendidos como animais domésticos a compradores ricos, que os veem como um símbolo de poder, ou são adquiridos por zoológicos de reputação duvidosa e explorados pela indústria do turismo ou do entretenimento.

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

 

Fonte: Globo Natureza


14 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

População de gorila africano cresceu em dois anos, aponta censo

Entre 2010 e 2012, houve aumento de 94 gorilas-da-montanha.
Apesar de aumento, espécie continua ameaçada de extinção.

Censo divulgado nesta terça-feira (12) pelo governo de Uganda afirma que a população mundial de gorilas-da-montanha (Gorilla beringei beringei) cresceu em quase cem indivíduos entre 2010 e 2012.

Há dois anos, a população global desta espécie de primata, considerada ameaçada de extinção, era de 786. Agora, de acordo com levantamento feito em duas localidades, aponta que existem na natureza 880 gorilas.

O levantamento, que contou com a ajuda da organização não governamental WWF, foi realizado nas áreas de Bwindi e Virunga Massif, que abrangem a República Democrática do Congo, Uganda e Ruanda. Espécimes deste primata só vivem nesta região.

Segundo David Greer, gerente do WWF, os gorilas-da-montanha experimentam um crescimento na quantidade de exemplares que não ocorre com nenhum outro primata.

As maiores ameaças a esta espécie são armadilhas de caça implantadas no interior das florestas, doenças transmitidas por seres humanos e a perda de habitat, consequência do desmatamento.

No Parque Nacional de Virunga, por exemplo, ao menos sete gorilas foram capturados por armadilhas em 2012 e dois exemplares morreram. A exploração de petróleo em parques nacionais do Congo também é motivo de preocupação, dizem ambientalistas.

Os gorilas-da-montanha vivem em grupos sociais. O censo aponta que 400 exemplares estão na região impenetrável de Bwindi, distribuídos em 36 grupos sociais distintos, com 16 machos solitários. Dez desses grupos estariam habituados à presença de humanos.

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Fonte: Globo Natureza


7 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Brasil tem dois primatas entre os 25 mais ameaçados do mundo

A caça e o desmatamento são as principais ameaças para ambas as espécies, segundo relatório da União Internacional divulgado durante a COP11, na Índia

O Brasil tem duas espécies de primatas entre as 25 mais ameaçadas de extinção do mundo, de acordo com uma lista bianual publicada em outubro pela União Internacional para a Conservação da Natureza, durante a COP11 da Biodiversidade, que aconteceu na Índia. São eles o bugio-marrom (Alouatta guariba guariba) e o macaco-caiarara (Cebus kaapori).

Descoberto em 1812, o macaco guariba (Bugio) é endêmico da Mata Atlântica e hoje está restrito a uma pequena área, ao norte do Rio Jequitinhonha. Geralmente, esse primata – que gosta de mascar folhas de árvore – vive em grupos de cinco indivíduos (mas pode chegar até 11 animais) e comunica-se por meio de uivos, que podem ser ouvidos a 2km de distância. Atualmente, sua população é estimada em menos de 250 espécimes.

A entidade alerta que houve um declínio de 80% nas últimas três gerações do primata. A caça e o desmatamento são apontadas como principais ameaças para ambas as espécies, segundo o relatório da União Internacional.

Além dos dois macacos brasileiros, a lista das 25 espécies de primatas mais ameaçadas traz ainda outras três espécies dos trópicos, cinco espécies do continente africano, seis da ilha de Madagascar e nove da Ásia.

 

Macaco-caiarara (Cebus kaapori), uma das 25 espécies de primatas sob risco extremo de extinção

Macaco caiarara, registrado em 1992. Divulgação/ IUCN

Já o macaco caiarara foi registrado no país em 1992, de acordo com o documento, e a maioria da população, normalmente encontrada em grupos de até sete animais, concentra-se na região da Amazônia Oriental, principalmente no leste do Pará, Maranhão e próxima ao Rio Tocantins.

A entidade alerta que houve um declínio de 80% nas últimas três gerações do primata. A caça e o desmatamento são apontadas como principais ameaças para ambas as espécies, segundo o relatório da União Internacional.

Além dos dois macacos brasileiros, a lista das 25 espécies de primatas mais ameaçadas traz ainda outras três espécies dos trópicos, cinco espécies do continente africano, seis da ilha de Madagascar e nove da Ásia.

 

 

Bugio-marrom (Alouatta guariba guariba), macaco brasileiro sob risco de extinção

Atualmente, a população do macaco bugio-marrom é estimada em menos de 250 animais. Imagem: Wikimedia Commons

Fonte: Exame.com


7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Sistema de comunicação dos elefantes é similar ao dos seres humanos

Sons de baixa frequência são emitidos pela passagem do ar por ‘cordas vocais’ e não pela contração dos músculos, como nos gatos

Os elefantes africanos são conhecidos por serem grandes comunicadores, mas até agora os cientistas não sabiam ao certo se os sons eram emitidos por contrações musculares, como o ronronar de um gato, ou por vibrações nas cordas vocais, como os seres humanos e outros mamíferos. A análise da laringe de um elefante africano permitiu que os cientistas desvendassem o mistério: eles se comunicam usando uma estrutura semelhante às cordas vocais, e emitem um som de frequência extremamente baixa (infrassom), abaixo do que os humanos podem ouvir completamente. A descoberta foi publicada na revista Science.

De acordo com o estudo de Christian Herbst, da Universidade de Viena, feito com colegas da Alemanha, Áustria e Estados Unidos, os elefantes têm o mesmo mecanismo que produz a fala em humanos – e também em muitos outros mamíferos – para se comunicarem em sons baixos.

Para chegar a essa conclusão, eles analisaram em laboratório a laringe de um elefante africano, que vivia em um zoológico em Berlim. Por meio de um mecanismo que imitava o fluxo de ar nos pulmões, puderam induzir os movimentos das ‘cordas vocais’ e a vibração de baixa frequência.

Isso demonstra que os elefantes contam com um mecanismo de aerodinâmica mioelástica – quando une a elasticidade das cordas vocais e a passagem do ar por elas para emitir o som. O cérebro do elefante também pode estar envolvido para relaxar e tencionar as cordas vocais se outro mecanismo, como o ronronar do gato, estiver envolvido.

Os pesquisadores também encontraram um padrão não linear no modo como as ‘cordas vocais’ dos elefantes vibram, assim como nos seres humanos. Essas irregularidades geralmente ocorrem quando os bebes choram ou quando cantores de heavy metal gritam, por exemplo. “Isso também pode ser observado em jovens elefantes, em situações de extrema excitação”, disse Herbst.

Cientistas detectam como os elefantes se comunicam

Cientistas detectam como os elefantes se comunicam (Jan-Hendrik van Rooyen/Getty Images/iStockphoto)

Fonte: Veja Ciência


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