28 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Desastres naturais ameaçam o mundo que está despreparado, adverte agência britânica

O mundo está “perigosamente” despreparado para lidar com futuros desastres naturais, advertiu a agência de desenvolvimento internacional da Grã-Bretanha. A agência britânica informou que o despreparo é causado pela ausência de contribuição dos países ricos ao fundo de emergência mundial.

O fundo de emergência é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), criada como resposta a tsunamis, com o objetivo de auxiliar regiões afetadas por desastres naturais.

De acordo com informações de funcionários da ONU, o fundo emergencial sofre com um déficit equivalente a R$ 130,5 milhões para 2012.

A escassez do fundo, segundo especialistas, tem relação direta com a série de tragédias naturais que ocorreram ao longo de 2011, como o tsunami seguido por terremoto no Japão; a sequência de tremores de terra na Nova Zelândia, enchentes no Paquistão e nas Filipinas e fome no Chifre da África.

Na segunda-feira (26) peritos japoneses e estrangeiros concluíram que medidas de precaução adequadas poderiam ter evitado os acidentes radioativos, na Usina de Fukushima Daiichi, no Nordeste do Japão, em 11 de março deste ano. Na ocasião, um terremoto seguido por tsunami causou danos nos reatores da usina provocando explosões e vazamentos.

A conclusão foi divulgada durante um painel de peritos no Japão. Nos debates, os especialistas disseram que os acidentes demonstraram a necessidade de ampliar as medidas de prevenção referentes às ações de emergência relativas à usina. Segundo eles, houve falhas no que se refere às influências de terremotos e tsunamis na estrutura física da usina. 

Fonte: Renata Giraldi/ Agência Brasil


4 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Aumenta uso de madeira como alternativa à energia nuclear

A demanda por madeira destinada à produção de energia aumenta de maneira estável, e os analistas do setor acreditam que a tendência será reforçada com a decisão de alguns países industrializados de privilegiar fontes de energia renováveis e limpas frente à nuclear.

É o que revela a revista anual do mercado de produtos florestais da Unece (Comissão Econômica da ONU para a Europa), que indica que o consumo de produtos florestais subiu 5,6% em 2010 nas regiões da América do Norte, Europa e em países do antigo bloco soviético.

O posicionamento sobre matéria energética mudou em certos países europeus após o acidente nuclear de Fukushima –como o anúncio da Alemanha de abandonar totalmente a energia atômica até 2022–, mas também o aumento do preço do petróleo e do carvão impulsionou fortemente o mercado madeireiro.

Esta matéria-prima é reconhecida como uma fonte de energia renovável e neutra do ponto de vista das emissões de dióxido de carbono.

O crescimento mais marcante experimentado nos últimos anos são dos “pellets” de madeira (serragem compactada que apresenta um fator de combustão elevado), utilizados para a geração de eletricidade, segundo a publicação.

De uma capacidade de produção de 9 milhões de toneladas em nível mundial –a metade na Europa– passou para 16 milhões de toneladas no ano passado, 2 milhões menos que a capacidade total calculada.

Estima-se que este ano a produção alcançará os 20 milhões de toneladas e que o aumento anual do consumo será da ordem de 11% até 2020.

Esta tendência, no entanto, pode resultar inquietante para outros setores, por isso que envolveria em termos de abastecimento e do preço da madeira, reconheceu Douglas Clark, analista da Unece.

CONSUMO

A Europa é o primeiro consumidor de “pellets”, com Suécia como o maior comprador com 20% do total mundial.

O primeiro exportador e principal abastecedor mundial é o Canadá, embora o organismo considere que esta situação evoluirá com o desenvolvimento das capacidades de produção na Rússia.

A revista avalia como “destacável” o crescimento do setor florestal na China na última década, onde a produção duplicou nos últimos cinco anos, alcançando US$ 300 bilhões em 2010.

Entre 2009 e 2010, a produção de produtos florestais na China aumentou 29% e se transformou já no primeiro produtor mundial de tabuleiros de madeira.

Além disso, nos dez últimos anos duplicou a de papel, polpa e papelão, dos quais agora produz 25% do total mundial.

Os analistas classificam a madeira como matéria muito “versátil”. Além dos produtos mais óbvios que podem ser extraídos dela, também participa da produção de têxteis, aditivos alimentícios (com base em celulose), telas ópticas para computadores portáteis, celulares, entre outros artigos.

Fonte: Da EFE


29 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Consequências de Fukushima

Acidente deve causar uma parada nos programas nucleares de vários países, mas não decreta o fim dessa forma de produção de energia, nem no Brasil.

O acidente nuclear na usina de Fukushima, causado por um terremoto seguido de tsunami, que atingiram o Japão no dia 11 de março passado, deve causar uma parada acentuada nos programas nucleares de vários países, mas não decretará o fim dessa forma de produção de energia, nem no Brasil.
A opinião é do engenheiro civil e Ph. D. em Engenharia Nuclear, Odilon Antonio Marcuzzo do Canto, presidente da Secao Latino-Americana da Sociedade Americana de Energia Nuclear (LAS/ANS).
Ele fala sobre o assunto em sua conferência Olhando para o futuro após o acidente de Fukushima, que profere na 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que se realiza de 10 a 15 de julho, na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia (GO).

 

Marcuzzo do Canto vai discorrer sobre as iniciativas tomadas pelas autoridades japonesas e pelos organismos internacionais competentes e as possíveis consequências para as pessoas e o meio ambiente.

 

“A partir dessa visão, tentarei esclarecer as consequências que são esperadas para o setor nuclear no Brasil e no mundo”, diz. A intenção é repassar de forma ordenada uma grande quantidade de informações disponíveis em diversas fontes, como jornais especializados, revistas e internet”, diz ele, acrescentando que também deverá fazer comentários sobre as conclusões da Conferencia Ministerial sobre Fukushima, realizada de 20 a 24 de junho, em Viena, da qual participou.

 

Marcuzzo do Canto baseia sua convicção de que o mundo não abandonará de todo a energia nuclear no fato de que muitos países precisam dela. “A demanda de energia mundial vai obrigar algumas nações a continuar com a produção nucleoelétrica, pois é a única fonte com densidade de energia suficiente para atender suas necessidades”, explica. “As fontes ditas alternativas como eólica e solar certamente podem desempenhar um papel importante, mas não têm densidade energética capaz de atender grandes demandas.”

 

No caso do Brasil, Marcuzzo do Canto diz que o País tem grandes possibilidades com a biomassa e, portanto, faz sentido imaginar que na matriz energética nacional a energia nuclear nunca terá papel preponderante. Apesar disso, ressalta que ela é importante para o Brasil. “Só existem três países no mundo que têm, ao mesmo tempo, a capacidade tecnológica de desenvolver o ciclo completo do combustível nuclear e reservas consideráveis de urânio”, diz. “Esses países são Estados Unidos, Rússia e o nosso. Dessa forma, não faz sentido abrirmos mão de tamanha riqueza.”

 

Há outra razão para que o País não despreze essa forma de energia. “Tecnologia nuclear não se compra, ou se desenvolve internamente ou se abre mão dela”, explica. “Portanto, é importante que o Brasil dê continuidade ao seu programa nuclear. O desenvolvimento do projeto do reator multipropósito brasileiro é um passo importante nessa direção. O aumento da capacidade cientifica, tecnológica e industrial no setor nuclear é também fundamental para garantir o Brasil quanto a outras aplicações da energia nuclear, principalmente na indústria e na saúde.”

Fonte: Jornal da Ciência






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28 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Desastres naturais ameaçam o mundo que está despreparado, adverte agência britânica

O mundo está “perigosamente” despreparado para lidar com futuros desastres naturais, advertiu a agência de desenvolvimento internacional da Grã-Bretanha. A agência britânica informou que o despreparo é causado pela ausência de contribuição dos países ricos ao fundo de emergência mundial.

O fundo de emergência é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), criada como resposta a tsunamis, com o objetivo de auxiliar regiões afetadas por desastres naturais.

De acordo com informações de funcionários da ONU, o fundo emergencial sofre com um déficit equivalente a R$ 130,5 milhões para 2012.

A escassez do fundo, segundo especialistas, tem relação direta com a série de tragédias naturais que ocorreram ao longo de 2011, como o tsunami seguido por terremoto no Japão; a sequência de tremores de terra na Nova Zelândia, enchentes no Paquistão e nas Filipinas e fome no Chifre da África.

Na segunda-feira (26) peritos japoneses e estrangeiros concluíram que medidas de precaução adequadas poderiam ter evitado os acidentes radioativos, na Usina de Fukushima Daiichi, no Nordeste do Japão, em 11 de março deste ano. Na ocasião, um terremoto seguido por tsunami causou danos nos reatores da usina provocando explosões e vazamentos.

A conclusão foi divulgada durante um painel de peritos no Japão. Nos debates, os especialistas disseram que os acidentes demonstraram a necessidade de ampliar as medidas de prevenção referentes às ações de emergência relativas à usina. Segundo eles, houve falhas no que se refere às influências de terremotos e tsunamis na estrutura física da usina. 

Fonte: Renata Giraldi/ Agência Brasil


4 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Aumenta uso de madeira como alternativa à energia nuclear

A demanda por madeira destinada à produção de energia aumenta de maneira estável, e os analistas do setor acreditam que a tendência será reforçada com a decisão de alguns países industrializados de privilegiar fontes de energia renováveis e limpas frente à nuclear.

É o que revela a revista anual do mercado de produtos florestais da Unece (Comissão Econômica da ONU para a Europa), que indica que o consumo de produtos florestais subiu 5,6% em 2010 nas regiões da América do Norte, Europa e em países do antigo bloco soviético.

O posicionamento sobre matéria energética mudou em certos países europeus após o acidente nuclear de Fukushima –como o anúncio da Alemanha de abandonar totalmente a energia atômica até 2022–, mas também o aumento do preço do petróleo e do carvão impulsionou fortemente o mercado madeireiro.

Esta matéria-prima é reconhecida como uma fonte de energia renovável e neutra do ponto de vista das emissões de dióxido de carbono.

O crescimento mais marcante experimentado nos últimos anos são dos “pellets” de madeira (serragem compactada que apresenta um fator de combustão elevado), utilizados para a geração de eletricidade, segundo a publicação.

De uma capacidade de produção de 9 milhões de toneladas em nível mundial –a metade na Europa– passou para 16 milhões de toneladas no ano passado, 2 milhões menos que a capacidade total calculada.

Estima-se que este ano a produção alcançará os 20 milhões de toneladas e que o aumento anual do consumo será da ordem de 11% até 2020.

Esta tendência, no entanto, pode resultar inquietante para outros setores, por isso que envolveria em termos de abastecimento e do preço da madeira, reconheceu Douglas Clark, analista da Unece.

CONSUMO

A Europa é o primeiro consumidor de “pellets”, com Suécia como o maior comprador com 20% do total mundial.

O primeiro exportador e principal abastecedor mundial é o Canadá, embora o organismo considere que esta situação evoluirá com o desenvolvimento das capacidades de produção na Rússia.

A revista avalia como “destacável” o crescimento do setor florestal na China na última década, onde a produção duplicou nos últimos cinco anos, alcançando US$ 300 bilhões em 2010.

Entre 2009 e 2010, a produção de produtos florestais na China aumentou 29% e se transformou já no primeiro produtor mundial de tabuleiros de madeira.

Além disso, nos dez últimos anos duplicou a de papel, polpa e papelão, dos quais agora produz 25% do total mundial.

Os analistas classificam a madeira como matéria muito “versátil”. Além dos produtos mais óbvios que podem ser extraídos dela, também participa da produção de têxteis, aditivos alimentícios (com base em celulose), telas ópticas para computadores portáteis, celulares, entre outros artigos.

Fonte: Da EFE


29 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Consequências de Fukushima

Acidente deve causar uma parada nos programas nucleares de vários países, mas não decreta o fim dessa forma de produção de energia, nem no Brasil.

O acidente nuclear na usina de Fukushima, causado por um terremoto seguido de tsunami, que atingiram o Japão no dia 11 de março passado, deve causar uma parada acentuada nos programas nucleares de vários países, mas não decretará o fim dessa forma de produção de energia, nem no Brasil.
A opinião é do engenheiro civil e Ph. D. em Engenharia Nuclear, Odilon Antonio Marcuzzo do Canto, presidente da Secao Latino-Americana da Sociedade Americana de Energia Nuclear (LAS/ANS).
Ele fala sobre o assunto em sua conferência Olhando para o futuro após o acidente de Fukushima, que profere na 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que se realiza de 10 a 15 de julho, na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia (GO).

 

Marcuzzo do Canto vai discorrer sobre as iniciativas tomadas pelas autoridades japonesas e pelos organismos internacionais competentes e as possíveis consequências para as pessoas e o meio ambiente.

 

“A partir dessa visão, tentarei esclarecer as consequências que são esperadas para o setor nuclear no Brasil e no mundo”, diz. A intenção é repassar de forma ordenada uma grande quantidade de informações disponíveis em diversas fontes, como jornais especializados, revistas e internet”, diz ele, acrescentando que também deverá fazer comentários sobre as conclusões da Conferencia Ministerial sobre Fukushima, realizada de 20 a 24 de junho, em Viena, da qual participou.

 

Marcuzzo do Canto baseia sua convicção de que o mundo não abandonará de todo a energia nuclear no fato de que muitos países precisam dela. “A demanda de energia mundial vai obrigar algumas nações a continuar com a produção nucleoelétrica, pois é a única fonte com densidade de energia suficiente para atender suas necessidades”, explica. “As fontes ditas alternativas como eólica e solar certamente podem desempenhar um papel importante, mas não têm densidade energética capaz de atender grandes demandas.”

 

No caso do Brasil, Marcuzzo do Canto diz que o País tem grandes possibilidades com a biomassa e, portanto, faz sentido imaginar que na matriz energética nacional a energia nuclear nunca terá papel preponderante. Apesar disso, ressalta que ela é importante para o Brasil. “Só existem três países no mundo que têm, ao mesmo tempo, a capacidade tecnológica de desenvolver o ciclo completo do combustível nuclear e reservas consideráveis de urânio”, diz. “Esses países são Estados Unidos, Rússia e o nosso. Dessa forma, não faz sentido abrirmos mão de tamanha riqueza.”

 

Há outra razão para que o País não despreze essa forma de energia. “Tecnologia nuclear não se compra, ou se desenvolve internamente ou se abre mão dela”, explica. “Portanto, é importante que o Brasil dê continuidade ao seu programa nuclear. O desenvolvimento do projeto do reator multipropósito brasileiro é um passo importante nessa direção. O aumento da capacidade cientifica, tecnológica e industrial no setor nuclear é também fundamental para garantir o Brasil quanto a outras aplicações da energia nuclear, principalmente na indústria e na saúde.”

Fonte: Jornal da Ciência