26 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Saneamento básico seria o problema ambiental número um no Brasil

Saneamento básico é o maior problema ambiental do Brasil estando à frente do desmatamento ou execução de projetos para a obtenção de energia, segundo o professor de engenharia civil e ambiental da Universidade de Brasília, Oscar Netto. Em sua avaliação, “em média, todo brasileiro vai se deparar, em algum momento do seu dia, com problemas ambientais causados pela falta de saneamento. Sobretudo no que se refere a saneamento urbano, nós temos um grade desafio pela frente”, explica.

A Região Norte do Brasil é onde o problema de falta de coleta e tratamento de esgoto é pior. Enquanto a média nacional de coleta de esgoto nas residências é 44,5%, no Norte do país é apenas 6,2%, segundo dados de 2009 do Ministério das Cidades, quando foi concluído o último Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgoto.

Em artigo publicado pela Agência Brasil, o professor exemplifica a situação citando o caso da última enchente do Rio Negro, no Amazonas. “A falta de coleta e destinação adequada dos detritos sólidos agravou um evento natural periódico devido ao lixo que boiava e causava contaminação”.

Oscar Netto acredita que a população deva cobrar das autoridades medidas para que esse quadro, da falta de saneamento básico, seja transformado e exigir que o assunto esteja no topo das políticas públicas. A mesma crítica ele estende ao movimento ambientalista que não estaria se dedicando com afinco a essa questão.

O diretor adjunto de Campanhas do Greenpeace, Nilo D’Ávila, discorda que o assunto seja esquecido pelo movimento ambientalista. Ele admite que esta não seja uma bandeira da organização da qual faz parte, mas garante que há outras organizações não governamentais (ONGs) no país trabalhando para que seja dada mais atenção à limpeza de rios e aterros sanitários.

Na opinião de D’Ávila, a falta de dedicação à questão do saneamento básico é dos governos. Ele, contudo, acha que o Brasil também não está indo bem nas outras frentes da batalha ambiental. A queda do desmatamento apresentada pelo governo nas últimas semanas, para ele, está mais relacionada a questões econômicas do que à eficiência na fiscalização. “Você percebe que a curva do desmatamento e do dólar são parecidas. O desmatamento na Amazônia é ligado à exportação de commodities. O dólar alto e a impunidade que existe nas questões ambientais levam as pessoas a cometerem ilícitos. Tanto que o desmatamento caiu, mas 80% dele ainda é ilegal”, diz.

Fonte: Amda


28 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Borra de café acaba com mau cheiro de esgoto

Os amantes de café do mundo todo podem se regozijar. As pilhas de borra que são descartadas diariamente podem desaparecer com o mau cheiro típico do esgoto.

Pesquisadores da Universidade da Cidade de Nova York relatam na revista “The Journal of Hazardous Materials” que a borra de café pode absorver o sulfeto de hidrogênio, gás causador, em grande parte, do odor do esgoto.

Atualmente, usa-se carvão ativado ou carvão poroso para extrair o sulfeto de hidrogênio do esgoto nas estações de tratamento.

Contudo, os pesquisadores descobriram que, quando a borra de café é transformada em carbono ativado, ela absorve enxofre –um dos componentes do sulfeto de hidrogênio, particularmente bem. Isso se deve à presença de um componente fundamental: a cafeína.

A cafeína contém nitrogênio, que aumenta a capacidade do carbono de eliminar o enxofre do ar, explicou Teresa J. Bandosz, química e engenheira química da universidade e uma das autoras do relatório.

Para carbonizar a borra de café, ela e seus colegas misturaram a borra à água e ao zinco e depois secaram a mistura em um forno.

Bandosz espera que empreendedores adquiram os direitos de patente da pesquisa e a convertam em um negócio.

Ela própria uma grande consumidora de café, Bandosz surgiu com a ideia por jogar fora uma grande quantidade de borra.

“O café fresco funcionaria ainda melhor, pois possui mais cafeína”, afirmou. “Mas não é econômico utilizá-lo.”

Fonte: The New York Times


10 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Brasil desconhece nível de contaminação de águas subterrâneas

Não existe dado nacional sobre qualidade dos aquíferos, admite agência.
Investimento de R$ 15 milhões visa identificar possíveis focos de poluição

O governo federal pretende desembolsar R$ 15 milhões para que a Agência Nacional de Águas (Ana) investigue possíveis contaminações em áreas que concentram grande volume de água subterrânea.

O objetivo é fazer um levantamento nacional sobre as condições destes locais e delinear ações preventivas para conservar essas áreas da alta concentração urbana, responsável pelo lançamento de rejeitos industriais e esgoto sem tratamento em nascentes e cursos de água.

Ainda não existem no Brasil estatísticas nacionais sobre a quantidade de solos e águas subterrâneas que sofreram danos ambientais. Um dos motivos é que a responsabilidade de manutenção é dos estados. “Estamos atrasados, mas ainda há tempo para obter este conhecimento”, diz o geólogo Paulo Varella, diretor da Ana.

A formação de grandes cidades, que concentram indústrias e, muitas vezes, bairros sem infraestrutura de saneamento básico, pode já ter contaminado o solo e, consequentemente, as águas de reservatórios naturais, mesmo aqueles localizados a uma profundidade que varia de 80 metros a 1.000 metros  de profundidade.

“Mesmo com algumas contaminações constatadas, como na região de São Paulo, por exemplo, são poucos os pontos para a grande quantidade de reservas que existem no Brasil”, explica Varella.

Investigação ambiental
De acordo com ele, o primeiro estudo iniciado foi na bacia do Rio Amazonas, considerada a maior do mundo. Posteriormente, serão analisados os aquíferos Urucuia (principal fornecedor de água para o Rio São Francisco, no Nordeste do país), Açú e Jandaíra (que abrange o Ceará e Rio Grande do Norte), além do Guarani, o maior do país, com 45 mil km³ de volume de água e que passa pela Argentina, Paraguai e Uruguai.

Serão analisadas características hidroquímicas (qualidade das águas) e hidrodinâmicas (extensão dos reservatórios e volume deles). Na Bacia do Amazonas, o prazo de conclusão dos estudos está previsto para o primeiro semestre de 2013.

“Vamos fazer o diagnóstico dessa região no intuito de prevenir quaisquer contaminações. A nossa expectativa é que consigamos descrever detalhes que vão colocar este aquífero na região da Bacia do Amazonas entre os maiores do mundo e maior até que a o aquífero Guarani”, explica Varella.

Brasil: um país com pouco saneamento básico
Entretanto, o diretor da agência afirma que já podem existir trechos do reservatório já contaminados devido à falta de saneamento nas grandes cidades. “Nas proximidades de Belém (PA) já há registros de contaminação por falta de tratamento de esgoto. É uma realidade do Brasil que precisa ser melhorada”, explica.

Segundo o relatório “Conjuntura dos Recursos Hídricos”, divulgado neste ano pela Ana, o Brasil coleta 56,6% do esgoto doméstico urbano. Entretanto, apenas 34% deste volume passa por tratamento.

Varella cita que investimentos neste setor são necessários, pois a recuperação de reservatórios subterrâneos de água podem demorar anos. “Mais que o tempo de vida de uma pessoa. A saúde dos aquíferos depende dos primeiros metros de solo. Não vamos ter erradicação da pobreza se não cuidarmos do saneamento básico. Mas o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) tem voltado recursos para este setor”, afirma.

Rio Amazonas (Foto: Rede Globo)

Imagem do Rio Amazonas, a maior bacia hidrográfica do mundo. Águas que existem abaixo da superfície podem reunir um dos maiores aquíferos do mundo, segundo a Agência Nacional de Águas (Foto: Rede Globo)

Fonte: Eduardo Carvalho. Globo Natureza, São Paulo


15 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Brasileiro cria sistema de tratamento de água com energia solar

 estudante de engenharia elétrica da Universidade Federal de Goiás (campus de Jatai) Leonardo Lira, 20, inventou um sistema para tratamento de água que não usa energia elétrica, não emite gás carbônico e retira material que pode poluir o meio ambiente. De baixo custo, o sistema pode ser utilizado por comunidades carentes sem acesso a saneamento básico.

Com cinco tábuas de compensado revestidas de papel alumínio, Leonardo fez uma caixa sem tampa de aproximadamente um metro quadrado com as paredes abertas e inclinadas, uma espécie de concentrador que recebe luz do sol.

No interior da caixa, o estudante depositou quatro garrafas PET transparentes com capacidade para dois litros, cada, onde armazena a água para tratamento por três a seis horas.

A água chega a atingir uma temperatura de 70ºC (30 graus a menos do que a temperatura de fervura) e, aquecida, elimina bactérias, vírus e substâncias que fazem mal à saúde humana.

Para testar o concentrador solar, Leonardo fez três séries de amostras de água de cinco residências que não recebem água encanada e tratada.

O líquido foi pré-analisado pela Saneamento de Goiás S/A (companhia de saneamento do estado), que descreveu as impurezas e quantificou em tabela a ocorrência de coliformes fecais e de organismos como o rotavírus.

Nos testes, após três horas no concentrador, eles foram eliminados. A água pôde ser bebida depois de esfriar naturalmente em jarra própria.

“Nosso foco era gastar o mínimo de energia possível sem passar por fervura, e, assim, não precisar de gás e evitar a emissão de poluentes”, comemora o futuro engenheiro que apresenta o seu trabalho na Expotec, a feira de ciência, tecnologia e inovação que está aberta durante a 63ª Reunião da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), que ocorre em Goiânia (GO).

Fonte: Agência Brasil.


17 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Região da Grande Rio despeja 1/3 de esgoto sem tratamento

A região metropolitana do Rio de Janeiro teve um avanço no que se refere à coleta e ao tratamento de esgoto nos últimos dez anos. No entanto, 31,5% do esgoto residencial produzido na Grande Rio ainda são jogados diretamente no ambiente e 19,3% das residências sequer têm acesso à rede coletora de esgoto, segundo dados de 2010.

As conclusões são do estudo “Desafios do Saneamento em Metrópoles da Copa 2014: Estudo da Região Metropolitana do Rio de Janeiro”, divulgado nesta quinta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Segundo o coordenador do estudo, Fernando Garcia, o número de domicílios atendidos por rede de esgoto passou de 2,08 milhões em 2000 para 3,17 milhões em 2010, ou seja, um aumento de 53%.

O ritmo de crescimento, de 4,3% por ano, é ligeiramente superior à média nacional, que foi de 4,2% por ano no período.

Apesar desse avanço, ainda há 753 mil domicílios sem acesso à rede de esgoto, ou seja, 19,3% do total das residências da Grande Rio.

Para Garcia, o quadro é ainda pior quando se avalia o tratamento do esgoto, mesmo daquele que é coletado pela rede.

O esgoto de 1,2 milhão de moradias não é tratado o que representa 31,5% do total produzido na Grande Rio.

Em 11 dos 20 municípios da região, 100% do esgoto produzido são despejados diretamente no meio ambiente.

“Isso é preocupante porque tem um impacto na saúde e um impacto ambiental muito grande. Uma parte substantiva desse esgoto não coletado corre naturalmente para a baía de Guanabara, isso tem um impacto ambiental que é muito severo, mas que pode ser recuperado num período relativamente curto de tempo”, disse.

Segundo o estudo da FGV, seriam necessários R$ 250 milhões por ano, até 2014, para universalizar a coleta e o tratamento de esgoto na região metropolitana do Rio.

O ganho seria sentido não apenas no ambiente, mas também na qualidade de vida da população. A pesquisa da FGV estima que as vidas de 400 crianças seriam salvas por ano, com a consequente melhoria na saúde pública trazida pela universalização do saneamento básico.

“Se até lá [até a Copa] conseguirmos melhorar as condições de saúde da população, do ambiente, das praias, da baía de Guanabara, os turistas que vamos receber nos próximos anos vão ter uma impressão muito melhor. Isso tem um efeito duradouro sobre o turismo e a renda. Além disso, haverá um ganho expressivo de qualidade de vida da população dessas regiões”, disse.

A universalização do saneamento na Grande Rio poderia também gerar um ganho de renda para as famílias, uma vez que, de acordo com a FGV, espera-se um crescimento da produtividade do trabalhador que vive em áreas com saneamento adequado.

Segundo o estudo, estima-se que poderá haver um aumento de 2,6% da renda média da população na região, ou seja, R$ 443 milhões por mês.

Fonte: DA AGÊNCIA BRASIL






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Saneamento básico seria o problema ambiental número um no Brasil

Saneamento básico é o maior problema ambiental do Brasil estando à frente do desmatamento ou execução de projetos para a obtenção de energia, segundo o professor de engenharia civil e ambiental da Universidade de Brasília, Oscar Netto. Em sua avaliação, “em média, todo brasileiro vai se deparar, em algum momento do seu dia, com problemas ambientais causados pela falta de saneamento. Sobretudo no que se refere a saneamento urbano, nós temos um grade desafio pela frente”, explica.

A Região Norte do Brasil é onde o problema de falta de coleta e tratamento de esgoto é pior. Enquanto a média nacional de coleta de esgoto nas residências é 44,5%, no Norte do país é apenas 6,2%, segundo dados de 2009 do Ministério das Cidades, quando foi concluído o último Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgoto.

Em artigo publicado pela Agência Brasil, o professor exemplifica a situação citando o caso da última enchente do Rio Negro, no Amazonas. “A falta de coleta e destinação adequada dos detritos sólidos agravou um evento natural periódico devido ao lixo que boiava e causava contaminação”.

Oscar Netto acredita que a população deva cobrar das autoridades medidas para que esse quadro, da falta de saneamento básico, seja transformado e exigir que o assunto esteja no topo das políticas públicas. A mesma crítica ele estende ao movimento ambientalista que não estaria se dedicando com afinco a essa questão.

O diretor adjunto de Campanhas do Greenpeace, Nilo D’Ávila, discorda que o assunto seja esquecido pelo movimento ambientalista. Ele admite que esta não seja uma bandeira da organização da qual faz parte, mas garante que há outras organizações não governamentais (ONGs) no país trabalhando para que seja dada mais atenção à limpeza de rios e aterros sanitários.

Na opinião de D’Ávila, a falta de dedicação à questão do saneamento básico é dos governos. Ele, contudo, acha que o Brasil também não está indo bem nas outras frentes da batalha ambiental. A queda do desmatamento apresentada pelo governo nas últimas semanas, para ele, está mais relacionada a questões econômicas do que à eficiência na fiscalização. “Você percebe que a curva do desmatamento e do dólar são parecidas. O desmatamento na Amazônia é ligado à exportação de commodities. O dólar alto e a impunidade que existe nas questões ambientais levam as pessoas a cometerem ilícitos. Tanto que o desmatamento caiu, mas 80% dele ainda é ilegal”, diz.

Fonte: Amda


28 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Borra de café acaba com mau cheiro de esgoto

Os amantes de café do mundo todo podem se regozijar. As pilhas de borra que são descartadas diariamente podem desaparecer com o mau cheiro típico do esgoto.

Pesquisadores da Universidade da Cidade de Nova York relatam na revista “The Journal of Hazardous Materials” que a borra de café pode absorver o sulfeto de hidrogênio, gás causador, em grande parte, do odor do esgoto.

Atualmente, usa-se carvão ativado ou carvão poroso para extrair o sulfeto de hidrogênio do esgoto nas estações de tratamento.

Contudo, os pesquisadores descobriram que, quando a borra de café é transformada em carbono ativado, ela absorve enxofre –um dos componentes do sulfeto de hidrogênio, particularmente bem. Isso se deve à presença de um componente fundamental: a cafeína.

A cafeína contém nitrogênio, que aumenta a capacidade do carbono de eliminar o enxofre do ar, explicou Teresa J. Bandosz, química e engenheira química da universidade e uma das autoras do relatório.

Para carbonizar a borra de café, ela e seus colegas misturaram a borra à água e ao zinco e depois secaram a mistura em um forno.

Bandosz espera que empreendedores adquiram os direitos de patente da pesquisa e a convertam em um negócio.

Ela própria uma grande consumidora de café, Bandosz surgiu com a ideia por jogar fora uma grande quantidade de borra.

“O café fresco funcionaria ainda melhor, pois possui mais cafeína”, afirmou. “Mas não é econômico utilizá-lo.”

Fonte: The New York Times


10 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Brasil desconhece nível de contaminação de águas subterrâneas

Não existe dado nacional sobre qualidade dos aquíferos, admite agência.
Investimento de R$ 15 milhões visa identificar possíveis focos de poluição

O governo federal pretende desembolsar R$ 15 milhões para que a Agência Nacional de Águas (Ana) investigue possíveis contaminações em áreas que concentram grande volume de água subterrânea.

O objetivo é fazer um levantamento nacional sobre as condições destes locais e delinear ações preventivas para conservar essas áreas da alta concentração urbana, responsável pelo lançamento de rejeitos industriais e esgoto sem tratamento em nascentes e cursos de água.

Ainda não existem no Brasil estatísticas nacionais sobre a quantidade de solos e águas subterrâneas que sofreram danos ambientais. Um dos motivos é que a responsabilidade de manutenção é dos estados. “Estamos atrasados, mas ainda há tempo para obter este conhecimento”, diz o geólogo Paulo Varella, diretor da Ana.

A formação de grandes cidades, que concentram indústrias e, muitas vezes, bairros sem infraestrutura de saneamento básico, pode já ter contaminado o solo e, consequentemente, as águas de reservatórios naturais, mesmo aqueles localizados a uma profundidade que varia de 80 metros a 1.000 metros  de profundidade.

“Mesmo com algumas contaminações constatadas, como na região de São Paulo, por exemplo, são poucos os pontos para a grande quantidade de reservas que existem no Brasil”, explica Varella.

Investigação ambiental
De acordo com ele, o primeiro estudo iniciado foi na bacia do Rio Amazonas, considerada a maior do mundo. Posteriormente, serão analisados os aquíferos Urucuia (principal fornecedor de água para o Rio São Francisco, no Nordeste do país), Açú e Jandaíra (que abrange o Ceará e Rio Grande do Norte), além do Guarani, o maior do país, com 45 mil km³ de volume de água e que passa pela Argentina, Paraguai e Uruguai.

Serão analisadas características hidroquímicas (qualidade das águas) e hidrodinâmicas (extensão dos reservatórios e volume deles). Na Bacia do Amazonas, o prazo de conclusão dos estudos está previsto para o primeiro semestre de 2013.

“Vamos fazer o diagnóstico dessa região no intuito de prevenir quaisquer contaminações. A nossa expectativa é que consigamos descrever detalhes que vão colocar este aquífero na região da Bacia do Amazonas entre os maiores do mundo e maior até que a o aquífero Guarani”, explica Varella.

Brasil: um país com pouco saneamento básico
Entretanto, o diretor da agência afirma que já podem existir trechos do reservatório já contaminados devido à falta de saneamento nas grandes cidades. “Nas proximidades de Belém (PA) já há registros de contaminação por falta de tratamento de esgoto. É uma realidade do Brasil que precisa ser melhorada”, explica.

Segundo o relatório “Conjuntura dos Recursos Hídricos”, divulgado neste ano pela Ana, o Brasil coleta 56,6% do esgoto doméstico urbano. Entretanto, apenas 34% deste volume passa por tratamento.

Varella cita que investimentos neste setor são necessários, pois a recuperação de reservatórios subterrâneos de água podem demorar anos. “Mais que o tempo de vida de uma pessoa. A saúde dos aquíferos depende dos primeiros metros de solo. Não vamos ter erradicação da pobreza se não cuidarmos do saneamento básico. Mas o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) tem voltado recursos para este setor”, afirma.

Rio Amazonas (Foto: Rede Globo)

Imagem do Rio Amazonas, a maior bacia hidrográfica do mundo. Águas que existem abaixo da superfície podem reunir um dos maiores aquíferos do mundo, segundo a Agência Nacional de Águas (Foto: Rede Globo)

Fonte: Eduardo Carvalho. Globo Natureza, São Paulo


15 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Brasileiro cria sistema de tratamento de água com energia solar

 estudante de engenharia elétrica da Universidade Federal de Goiás (campus de Jatai) Leonardo Lira, 20, inventou um sistema para tratamento de água que não usa energia elétrica, não emite gás carbônico e retira material que pode poluir o meio ambiente. De baixo custo, o sistema pode ser utilizado por comunidades carentes sem acesso a saneamento básico.

Com cinco tábuas de compensado revestidas de papel alumínio, Leonardo fez uma caixa sem tampa de aproximadamente um metro quadrado com as paredes abertas e inclinadas, uma espécie de concentrador que recebe luz do sol.

No interior da caixa, o estudante depositou quatro garrafas PET transparentes com capacidade para dois litros, cada, onde armazena a água para tratamento por três a seis horas.

A água chega a atingir uma temperatura de 70ºC (30 graus a menos do que a temperatura de fervura) e, aquecida, elimina bactérias, vírus e substâncias que fazem mal à saúde humana.

Para testar o concentrador solar, Leonardo fez três séries de amostras de água de cinco residências que não recebem água encanada e tratada.

O líquido foi pré-analisado pela Saneamento de Goiás S/A (companhia de saneamento do estado), que descreveu as impurezas e quantificou em tabela a ocorrência de coliformes fecais e de organismos como o rotavírus.

Nos testes, após três horas no concentrador, eles foram eliminados. A água pôde ser bebida depois de esfriar naturalmente em jarra própria.

“Nosso foco era gastar o mínimo de energia possível sem passar por fervura, e, assim, não precisar de gás e evitar a emissão de poluentes”, comemora o futuro engenheiro que apresenta o seu trabalho na Expotec, a feira de ciência, tecnologia e inovação que está aberta durante a 63ª Reunião da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), que ocorre em Goiânia (GO).

Fonte: Agência Brasil.


17 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Região da Grande Rio despeja 1/3 de esgoto sem tratamento

A região metropolitana do Rio de Janeiro teve um avanço no que se refere à coleta e ao tratamento de esgoto nos últimos dez anos. No entanto, 31,5% do esgoto residencial produzido na Grande Rio ainda são jogados diretamente no ambiente e 19,3% das residências sequer têm acesso à rede coletora de esgoto, segundo dados de 2010.

As conclusões são do estudo “Desafios do Saneamento em Metrópoles da Copa 2014: Estudo da Região Metropolitana do Rio de Janeiro”, divulgado nesta quinta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Segundo o coordenador do estudo, Fernando Garcia, o número de domicílios atendidos por rede de esgoto passou de 2,08 milhões em 2000 para 3,17 milhões em 2010, ou seja, um aumento de 53%.

O ritmo de crescimento, de 4,3% por ano, é ligeiramente superior à média nacional, que foi de 4,2% por ano no período.

Apesar desse avanço, ainda há 753 mil domicílios sem acesso à rede de esgoto, ou seja, 19,3% do total das residências da Grande Rio.

Para Garcia, o quadro é ainda pior quando se avalia o tratamento do esgoto, mesmo daquele que é coletado pela rede.

O esgoto de 1,2 milhão de moradias não é tratado o que representa 31,5% do total produzido na Grande Rio.

Em 11 dos 20 municípios da região, 100% do esgoto produzido são despejados diretamente no meio ambiente.

“Isso é preocupante porque tem um impacto na saúde e um impacto ambiental muito grande. Uma parte substantiva desse esgoto não coletado corre naturalmente para a baía de Guanabara, isso tem um impacto ambiental que é muito severo, mas que pode ser recuperado num período relativamente curto de tempo”, disse.

Segundo o estudo da FGV, seriam necessários R$ 250 milhões por ano, até 2014, para universalizar a coleta e o tratamento de esgoto na região metropolitana do Rio.

O ganho seria sentido não apenas no ambiente, mas também na qualidade de vida da população. A pesquisa da FGV estima que as vidas de 400 crianças seriam salvas por ano, com a consequente melhoria na saúde pública trazida pela universalização do saneamento básico.

“Se até lá [até a Copa] conseguirmos melhorar as condições de saúde da população, do ambiente, das praias, da baía de Guanabara, os turistas que vamos receber nos próximos anos vão ter uma impressão muito melhor. Isso tem um efeito duradouro sobre o turismo e a renda. Além disso, haverá um ganho expressivo de qualidade de vida da população dessas regiões”, disse.

A universalização do saneamento na Grande Rio poderia também gerar um ganho de renda para as famílias, uma vez que, de acordo com a FGV, espera-se um crescimento da produtividade do trabalhador que vive em áreas com saneamento adequado.

Segundo o estudo, estima-se que poderá haver um aumento de 2,6% da renda média da população na região, ou seja, R$ 443 milhões por mês.

Fonte: DA AGÊNCIA BRASIL