10 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Antártida teve floresta tropical há 50 milhões de anos

Sedimentos coletados no fundo do oceano mostram pólen fossilizado de espécies diferentes de plantas, registro da diversidade da flora daquela época

Um grupo de pesquisadores encontrou evidências de que a Antártida, no Polo Sul, já teve temperaturas bem mais amenas e chegou a abrigar uma floresta tropical, com samambaias, palmeiras e baobás, além de vegetação de montanha, com coníferas e faias. A descoberta faz parte de um projeto internacional que analisa as mudanças climáticas do período Eoceno, que ocorreu entre 48 a 55 milhões de anos atrás. O estudo foi publicada na revista Nature.

A pesquisa foi coordenada por James Bendle, da Universidade de Glasgow, na Escócia. Bendle reuniu 36 cientistas e uma tripulação de 100 pessoas para estudar a Antártida. Os cientistas utilizaram uma espécie de broca para perfurar o fundo do oceano – quatro quilômetros abaixo da água e um quilômetro abaixo do solo do fundo do mar.

Os sedimentos coletados contêm pólen fossilizado, e a partir dele foi possível determinar que havia dois ambientes distintos.

Florestas na Antártida - O primeiro ambiente era de uma floresta tropical dominada por samambaias, palmeiras e vegetação da família Bombacaceae, cujos exemplares modernos são os baobás de Madagascar – conhecidos por “árvore da vida”, por reterem água em seus troncos. O segundo ambiente era uma floresta de montanha, com faias e coníferas.

O pólen também trouxe pistas sobre a temperatura à época. Segundo os pesquisadores, na costa da Antártica elas estiveram em torno de 16 °C, podendo atingir 21 °C nos verões e 10 °C no inverno.

“As amostras de sedimentos do Eoceno são a primeira evidencia detalhada do que ocorria na Antártida neste período. Fizemos a perfuração em meio a baixas temperaturas, geleiras enormes, montanhas cobertas de neve, icebergs. É incrível imaginar que, se fôssemos um viajante do tempo, poderíamos remar em águas quentes e chegar a uma floresta exuberante”, falou.

Pesquisa identifica pólen na Antártica, indício de que a área teve florestas tropicais e coníferas

Pólen achado na Antártica revela que a região já teve florestas tropicais e coníferas (Lineth Contreras e Goethe University Frankfurt)

 

Fonte: Veja Ciência


21 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisadores do clima dizem ter resolvido mistério da elevação do mar

Extração de águas subterrâneas explicariam parte do aumento dos níveis.
Causas da elevação do nível do oceano ainda não são totalmente conhecidas.

A extração massiva de águas subterrâneas pode resolver um mistério relacionado à elevação dos níveis do mar nas últimas décadas, pesquisadores japoneses informaram neste domingo (20).

Especialistas estimam que os níveis globais do mar tenham aumentado, em média, 1,8 milímetros por ano de 1961 a 2003, mas a grande questão é o quanto disso pode ser atribuído ao aquecimento global.

Um relatório de 2007 divulgado no Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU, o IPCC, atribuía a elevação de 1,1 milímetros por ano à expansão térmica dos oceanos e ao degelo das geleiras, calotas polares e calotas da Groenlândia e da Antártida. Os outros 0,7 milímetros não têm origem atribuída e acabaram se tornando um mistério para vários cientistas, que se perguntavam se os dados estavam realmente corretos.

Em um estudo publicado no jornal “Nature Geoscience”, um time de pesquisadores liderado por Yadu Pokhrel, da Universidade de Tóquio, diz que a resposta está na água que é extraída dos aquíferos subterrâneos, rios e lagos, para o desenvolvimento humano, e nunca é reposta.

Eventualmente, essa água chega ao oceano por meio de rios e da evaporação, informa o estudo. A pesquisa afirma que a extração dessa água é um componente importante para resolver o mistério da elevação dos níveis do ar.

“O uso insustentável das águas subterrâneas, represas artificiais, armazenamento terrestre de água causado pelo clima e a perda de água de bacias fechadas contribuíram para o aumento dos mares de 0,77 milímetros por ano de 1961 a 2003, cerca de 42% do aumento observado”, diz a pesquisa.

O estudo pretende preencher uma das lacunas na complexa ciência das mudanças climáticas. Os pesquisadores admitem que existem muitas incógnitas sobre as maneiras com as quais os oceanos respondem ao aquecimento, e uma delas é relacionada ao aumento dos níveis do mar.

Mesmo que pequeno, um aumento repetido ano após ano pode, eventualmente, causar um impacto dramático nas localizações que são vulneráveis a tempestades ou ao influxo de água salgada nos aquíferos e campos costeiros.

O estudo divulgado em 2007 pelo IPCC revela que os oceanos se elevarão algo entre 18 e 59 centímetros até o final do século. Apesar disso, a estimativa não leva em consideração às águas derretidas das calotas da Groenlândia e da Antártida.

Uma pesquisa publicada no ano passado pelo Projeto de Monitoramento e Avaliação do Ártico afirma que os níveis do mar subirão, pelas tendências atuais de derretimento, de 90 centímetros a 1,6 metros até 2100.

Fonte: Globo Natureza


14 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas gravam retrocesso acelerado de geleira chilena

Derretimento faz geleira de Jorge Montt, no sul da Patagônia chilena, perder cobertura de gelo a taxas aceleradas, alertam cientistas.

Eles registraram pela primeira vez em vídeo o encolhimento da geleira, uma das principais do sul da Patagônia.

A perda de gelo é descrita como sendo um “retrocesso dramático”, acelerado nos últimos dez anos pelo aquecimento global.

Segundo os especialistas, o derretimento acelerado faz a geleira de 454 quilômetros quadrados perder um quilômetro por ano.

As imagens foram feitas por pesquisadores do Centro de Estudos Valdívia, entre fevereiro de 2010 e janeiro de 2011.

Segundo especialistas, derretimento acelerado faz a geleira de 454 km quadrados perder um quilômetro por ano

Segundo especialistas, derretimento acelerado faz a geleira de 454 km quadrados perder um quilômetro por ano. Foto: Centro de Estudios Valdívia

Click e veja o vídeo: http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&r=1&p=/portuguese/meta/dps/2011/12/emp/111208_geleira_vale_pu.emp.xml

Fonte: Folha.com


6 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Geleiras do Himalaia diminuíram até 22% em 30 anos, afirmam cientistas

Relatórios de instituto apontam que redução ocorreu no Nepal e no Butão.
Derretimento se acelerou entre 2002 e 2005 em dez geleiras avaliadas.

Novos estudos científicos sobre o derretimento das geleiras do Himalaia revelam o impacto das mudanças climáticas nesta região e a ameaça que pesa sobre 1,3 bilhão de habitantes.

Segundo os estudos publicados em três relatórios do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD), com base em Katmandu, as geleiras diminuíram 21% no Nepal e 22% no Butão nos últimos 30 anos.

Estas descobertas seriam a primeira confirmação oficial sobre o derretimento das geleiras, após várias declarações empíricas. Elas corrigem também um anúncio errado do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) que afirmou em seu 4º relatório em 2007 que as geleiras do Himalaia derretiam mais rápido do que as outras do mundo e “poderiam desaparecer até 2035, ou antes”.

O IPCC afirmou que foi “um lamentável erro” provocado por “procedimentos que não foram devidamente acompanhados”.

Apoiados pelo projeto de pesquisa financiado pela Suécia e realizado pela ICIMOD durante três anos, os especialistas descobriram que as dez geleiras observadas estão em processo de derretimento em uma velocidade que acelerou entre 2002 e 2005.

Imagem de dezembro de 2009 mostra montanhas e uma geleira na região do monte Everest, a 140 km de distância de Kathmandu. Milhões de pessoas estão sob ameaça de derretimento das geleiras do Himalaia, de acordo com cientistas, (Foto: Prakash Mathema/AFP)

Imagem de dezembro de 2009 mostra o Himalaia e uma geleira na região do monte Everest, a 140 km de distância de Kathmandu. Milhões de pessoas estão sob ameaça de derretimento da neve nesta região, de acordo com cientistas (Foto: Prakash Mathema/AFP)

Redução significativa
De acordo com os resultados de um outro estudo, o volume de neve que cobre a região diminuiu de maneira significativa nos últimos 10 anos. “Estes relatórios fornecem um novo ponto de comparação e informações sobre as zonas geográficas específicas para compreender a mudança climática em um dos ecossistemas mais vulneráveis do mundo”, comentou o presidente do IPCC, o indiano Rajendra Pachauri.

As 54.000 geleiras do Himalaia alimentam com água os oito maiores rios da Ásia, entre eles – Indus, Ganges, Brahmaputra, Yangtze e Rio Amarelo – suscetíveis de serem afetados pelo stress hídrico nas próximas décadas, com potenciais consequências para os 1,3 bilhão de pessoas.

Fonte: Da France Presse


27 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Estudo registra derretimento de geleiras no Himalaia chinês

Estações a mais de 4.000 m registraram 1,7º de aquecimento em 47 anos.
Lagos alimentados pelo gelo das montanhas aumentaram de tamanho.

A rápida elevação das temperaturas, causada pelas mudanças climáticas, está provocando o derretimento das geleiras chinesas na Cordilheira do Himalaia, um impacto que ameaça habitats, o turismo e o desenvolvimento econômico da região, alerta um estudo publicado nesta terça-feira (25).

Das 111 estações meteorológicas espalhadas pelo sudoeste da China, 77% demonstraram elevações significativas de temperaturas entre 1961 e 2008, segundo o estudo, publicado no periódico britânico “Environmental Research Letters”.

Nas 14 estações de monitoramento acima dos 4.000 metros, o salto neste período foi de 1,73 grau Celsius, aproximadamente duas vezes a elevação média global registrada ao longo do último século.

Cientistas liderados por Li Zhongxing, da Academia Chinesa de Ciências, identificaram três alterações em curso nas geleiras que poderiam ser causadas, pelo menos em parte, por esta tendência constante de aquecimento.

Segundo eles, a maior parte das geleiras examinadas demonstrou um “recuo drástico”, além de uma grande perda de massa.

O estudo também demonstrou que lagos glaciais, alimentados pelo gelo derretido de geleiras, aumentaram de tamanho.

“As implicações destas mudanças são muito mais sérias do que uma mera alteração da paisagem”, alertaram os cientistas.

“As geleiras integram milhares de ecossistemas e desempenham um papel crucial no sustento de populações humanas”, acrescentaram.

O sudoeste da China tem 23.488 geleiras, cobrindo uma área de 29.523 quilômetros quadrados, através do Himalaia e das montanhas Nyainqntanglha, Tanggula e Hengduans.

Mudanças no padrão de chuvas e das nevascas foram menos marcantes, mas ainda consistentes com as previsões de modelos de mudanças climáticas, afirmaram.

“É imperativo que determinemos a relação entre as mudanças climáticas e variações nas geleiras, particularmente o papel das precipitações, uma vez que as consequências do recuo do gelo são muito abrangentes”, disse Li.

Geleira no sul da China, quase na fronteira com o Nepal. (Foto: AFP)

Geleira no sul da China, quase na fronteira com o Nepal. (Foto: AFP)

Fonte: AFP


16 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Derretimento do Ártico é o 2º maior da história, afirma centro de pesquisa

Degelo deste ano só perde para 2007, segundo medições feitas por satélite.
Cientistas afirmam que aquecimento global pode ser uma das causas.

A cobertura de gelo que flutua no Oceano Ártico podeainda não ter atingido seu menor índice em 2011, mas é o segundo mais baixo já registrado desde que satélites iniciaram a medição desta região, em 1979.

As informações são do Centro Nacional de Dados sobre Gelo e Neve (NSIDC, na sigla em inglês), ligado à Universidade do Colorado-Bolder, nos Estados Unidos, e foram divulgadas nesta quinta-feira (15).

A confirmação ocorre após cientistas apontarem a data de 8 de setembro como o dia em que a plataforma de gelo marinho atingiu seu recorde mínimo neste ano, 4,33 milhões de quilômetros quadrados. Apesar do índice ter ficado abaixo ao de 2007, quando a região ficou com 4,27 milhões de quilômetros quadrados de gelo, existe uma preocupação quanto à redução, que está abaixo da média entre 1979 e 2000.

Imagem divulgada mostra como está a plataforma glacial no Ártico hoje comparando com linhas cinzas, que mostram a média do derretimento do gelo entre 1979 (Foto: NSIDC)

Imagem divulgada mostra como está a plataforma glacial no Ártico hoje. As linhas cinzas fazem um comparativo entre a situação atual e as médias do derretimento do gelo registradas entre 1979 e 2000 (Foto: NSIDC)

Aquecimento global
A maioria dos cientistas acredita que o encolhimento do gelo do Ártico está ligado ao aquecimento global, causado pelo aumento das emissões de gases de efeito estufa produzidos pelo homem. “Se em um verão vemos a extensão do gelo diminuir em setembro, no ano seguinte essa situação pode ocorrer novamente”, disse Mark Serreze, diretor do NSIDC. “A cobertura do Ártico está tão fina em comparação com o derretimento de 30 anos atrás, que não se pode bater na placa”, complementa.

Serreze disse que em 2007, ano recorde do derretimento de gelo no polo Norte, houve condições meteorológicas que culminaram neste fenômeno. “É interessante que neste ano, não vimos tal padrão climático”, disse.

É possível que a quantidade de gelo nesta região diminua ainda mais em 2011, devido à mudança dos ventos no fim do verão. Essas informações só serão confirmadas em outubro, quando uma nova análise será emitida pelo centro de pesquisas, junto à comparação com o derretimento de anos anteriores.

Impacto ambiental x Interesse comercial
Períodos de insolação elevados durante o mês de julho já eram tidos pelos cientistas como prováveis causas para a redução do gelo no futuro. Há quem defenda que o gelo marítimo no Ártico possa desaparecer por completo daqui a 30 anos, com graves consequências para a Terra, apesar de abrir a oportunidade de exploração de petróleo na área desocupada pelo gelo.

A navegação foi possível pelas rotas Noroeste e Nordeste durante o ano de 2011 por conta da ausência de gelo – a última pode virar rota comercial já que permite a conexão entre os oceanos Pacífico e Atlântico. O degelo já havia deixado as passagens livres duas vezes desde 2008.

A temperatura no Ártico subiu duas vezes mais rápido que a média global nos últimos 50 anos. O ano de 2010 empatou com 2005 como o ano mais quente da história, desde que institutos começaram a fazer medições. Ainda que a agência norte-americana ainda reconheça o ano de 2005 como recordista, as Nações Unidas atestaram o empate.

 

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


6 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Estudo diz que quantidade de gelo no Ártico atingiu recorde negativo

Cálculo foi feito em relação à espessura da camada de gelo.
Degelo pode desencadear problemas como aumento do nível do mar.

A quantidade de gelo que cobre o Ártico caiu no verão boreal de 2010 ao mínimo já registrado, afirmam pesquisadores. Os resultados do estudo serão publicados oficialmente em breve e sugerem que o afinamento do gelo superou a recuperação na área.

O estudo estimou que a cobertura de gelo no Ártico em 2010 — calculada com base na sua espessura e extensão — foi inferior ao recorde negativo anterior, em 2007, refletindo a tendência global de aquecimento.

Cientistas preveem que o Ártico pode ficar totalmente sem gelo durante o verão daqui a algumas décadas. Isso criaria oportunidades lucrativas em áreas como navegação e exploração de petróleo, mas também teria consequências climáticas para o mundo todo, a começar pelo aumento do nível dos mares.

Os autores do estudo, da Universidade de Washington, em Seattle, desenvolveram um modelo para estimar a espessura do gelo no oceano Ártico com base em medições dos ventos e da temperatura atmosférica e oceânica. Os resultados foram comparados com amostras reais.

“O fato realmente preocupante é a tendência de redução nos últimos 32 anos”, disse Axel Schweiger, principal autor do estudo, referindo-se aos registros por satélite do Ártico. A redução em 2010, segundo o estudo intitulado “Incerteza no volume de gelo marinho do Ártico estimado por modelos”, foi “por uma margem suficiente para estabelecer um novo recorde estatisticamente significativo”.

Schweiger divulgou os dados em email à reportagem da Reuters a bordo do quebra-gelo Arctic Sunrise, do Greenpeace, que está no oceano Ártico, entre a ilha norueguesa de Svalbard e o Polo Norte.

A espessura do gelo é tão importante quanto a sua extensão, ou até mais, para entender o que está acontecendo no Ártico. Alguns especialistas argumentam que a redução dramática na extensão da camada de gelo nos últimos anos ocorre por causa de um afinamento constante nas últimas décadas.

O método usado no estudo é criticado por alguns especialistas, que o consideram menos preciso que as observações diretas. Os autores argumentam, porém, que a tendência geral de afinamento do gelo acaba sendo registrada por esse método.

Na semana passada — faltando ainda duas semanas para o fim da temporada do degelo — a cobertura de gelo no oceano Ártico ficou abaixo dos 4,6 milhões de quilômetros quadrados. A menor extensão já registrada foram 4,13 milhões de quilômetros quadrados em 2007.

O gelo marítimo propriamente dito não eleva o nível do mar quando se descongela, mas o aquecimento do Ártico pode acelerar o derretimento da camada de gelo da Groenlândia, que é composta por água doce acumulada sobre a terra, num volume suficiente para elevar o nível global dos oceanos em 7 metros.

Fonte: Da Reuters


19 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas mapeiam movimentação do gelo da Antártida

Mapa é composto por imagens feitas por agências espaciais.
Conteúdo vai ajudar na compreensão da mudança climática no continente.

Uma equipe de cientistas liderada pela Nasa  elaborou o primeiro mapa de alta resolução do movimento do gelo na Antártida, o que ajudará a entender melhor o impacto da mudança climática no continente.

O mapa, publicado nesta quinta-feira na revista científica Science, foi elaborado como se fosse um mosaico digital. As imagens de satélite utilizadas foram proporcionadas pelas agências espaciais do Canadá (CSA), Europa (ESA) e Japão (Jaxa) e revelam os detalhes do movimento do gelo na Antártida entre 2007 e 2009.

O objetivo deste trabalho, liderado pelo pesquisador Eric Rignot, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa em Pasadena, no estado americano da Califórnia, é ajudar os pesquisadores a entender as mudanças do continente diante do constante aquecimento global.

“Nosso mapa representa uma importante medida de referência, pois é a primeira imagem completa do padrão de movimento do gelo”, explicou à Agência Efe o pesquisador Jeremie Mouginot, professor associado do Departamento de Ciências da Terra da Universidade da Califórnia, em Irvine, um dos autores do estudo.

Segundo ele, a velocidade do gelo é uma característica fundamental das geleiras e das camadas de gelo, que mede a velocidade à qual ele é transportado das regiões do interior rumo ao oceano.

Suas medições e análises redefinem a compreensão atual sobre a dinâmica da camada de gelo antártica, ao revelar que o fluxo da camada de gelo do continente se compõe de uma complexa rede de afluentes que vêm do interior.

Essa nova visão do movimento da camada de gelo pode favorecer a reconstrução histórica e o prognóstico de sua evolução.

Dado que a grande maior parte de gelo na Terra se encontra na Antártida e que o derretimento das calotas polares pode ter efeitos no nível do mar, este mapa também será útil para pesquisas futuras sobre o aquecimento global.

Mapa do deslocamento de gelo da Antártida usou dados de agências espaciais (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCI)

Mapa do deslocamento de gelo da Antártida (aqui na versão original, em inglês) usou dados de agências espaciais (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCI)

Fonte: Da EFE


2 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas alertam para risco de que geleiras no Himalaia desapareçam

Japoneses analisaram três focos de ‘neves eternas’ na cordilheira.
Com mudanças climáticas, dois deles estão sumindo, concluíram.

Três geleiras do Himalaia vêm encolhendo nos últimos 40 anos devido ao aquecimento global e duas deles, localizados em regiões úmidas e em altitudes mais baixas no centro e no leste do Nepal, podem desaparecer, afirma pesquisadores do Japão em estudo publicado nesta terça-feira (1º).

Usando GPS e modelos de simulação, eles descobriram que o encolhimento de duas das geleiras – Yala, no centro, e AX010 no leste do Nepal – acelerou nos últimos dez anos em comparação com os anos 70 e 80.

O volume de Yala encolheu 0,80 metro e o de AX010, 0,81 metro, respectivamente, por ano, na década de 2000, acima dos 0,68 metro e 0,72 metro por ano entre 1970 e 1990, disse Koji Fujita, da Escola de Estudos Ambientais da Universidade de Nagoya, no Japão.

“Para Yala e AX, essas regiões apresentaram um aquecimento significativo. É por isso que a média de redução foi acelerada”, disse Fujita.

“Yala e AX irão desaparecer, mas não temos certeza quando. Para saber a época, temos que calcular usando outra simulação e ter em o fluxo glacial em conta”, explica Fujita. Sua equipe não tem os dados para fazê-lo no momento.

As conclusões do time de cientistas foram publicadas na revista “Proceedings”, da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

15.000 glaciares
O Himalaia é uma cadeia de montanhas enormes composta por cerca de 15.000 glaciares e alguns dos picos mais altos do mundo, incluindo o Monte Everest e o K2.

Além da mudança do clima e da umidade, a altitude também parece desempenhar um papel fundamental na vida das geleiras, que são grandes corpos persistentes de gelo.

A geleira Rikha Samba, situada em região mais seca, no oeste do Nepal, também tem ficado cada vez menor desde a década de 70, mas sua taxa de retração desacelerou para 0,48 metro por ano nos últimos dez anos em comparação com 0,57 metro por ano na década de 70 e 1980.

Isso aconteceu porque a geleira está a 5.700 metros, o que significa que sua diminuição poderia ser compensada, ao menos em parte, por novas quedas de neve, disse Fujita.

“No caso de Yala e AX, estão situadas em menores altitudes e, portanto, o encolhimento foi acelerado. Geleiras que não têm nenhuma chance de receber neve acabarão por desaparecer”, disse Fujita.

A geleira Yala está a cerca de 5.400 metros acima do nível do mar, enquanto a AX está a 5.200 metros.

Fonte: Da Reuters


1 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Iceberg que se desprendeu no Ártico continua à deriva no Atlântico Norte

Imagem divulgada pela Nasa mostra o bloco Pettermann Ice Island-A.
Iceberg se soltou de geleira afetada pelo aquecimento global.

Imagem de satélite feita pela Nasa no último dia 27, mas divulgada nesta sexta-feira (29), mostra o iceberg Petermann Ice Island-A à deriva no Mar de Labrador, entre a Groelândia e o Canadá.

O iceberg fazia parte da Geleira de Petermann e media 259 km², quatro vezes o tamanho da ilha de Manhattan, quando se desprendeu, em agosto de 2010.

Na época, pesquisadores da Universidade de Delaware afirmaram que o bloco de gelo representava o maior desprendimento do Mar Ártico desde 1962. Apesar da redução de tamanho, a ilha congelada continua a representar perigo para rotas de navegação e plataformas de petróleo.

Cientistas de universidades como a de Ohio State continuam a observar a Geleira de Pettermann, que sofre constante desprendimento. Ainda não há comprovação científica de que tal fato é resultante do aquecimento global.

Porém, o Greenpeace Internacional afirma que a geleira tem sofrido redução devido à elevação da temperatura e que o surgimento de blocos, em decorrência da quebra, pode se tornar constante devido à mudança do clima.

Imagem de satélite da Nasa mostra o iceberg Petermann Ice Island-A à deriva no Mar de Labrador, entre a Groelândia e o Canadá. (Foto: Nasa/AP)

Imagem de satélite da Nasa mostra o iceberg Petermann Ice Island-A (ponto branco) à deriva no Mar de Labrador, entre a Groelândia e o Canadá. (Foto: Nasa/AP)

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo


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10 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Antártida teve floresta tropical há 50 milhões de anos

Sedimentos coletados no fundo do oceano mostram pólen fossilizado de espécies diferentes de plantas, registro da diversidade da flora daquela época

Um grupo de pesquisadores encontrou evidências de que a Antártida, no Polo Sul, já teve temperaturas bem mais amenas e chegou a abrigar uma floresta tropical, com samambaias, palmeiras e baobás, além de vegetação de montanha, com coníferas e faias. A descoberta faz parte de um projeto internacional que analisa as mudanças climáticas do período Eoceno, que ocorreu entre 48 a 55 milhões de anos atrás. O estudo foi publicada na revista Nature.

A pesquisa foi coordenada por James Bendle, da Universidade de Glasgow, na Escócia. Bendle reuniu 36 cientistas e uma tripulação de 100 pessoas para estudar a Antártida. Os cientistas utilizaram uma espécie de broca para perfurar o fundo do oceano – quatro quilômetros abaixo da água e um quilômetro abaixo do solo do fundo do mar.

Os sedimentos coletados contêm pólen fossilizado, e a partir dele foi possível determinar que havia dois ambientes distintos.

Florestas na Antártida - O primeiro ambiente era de uma floresta tropical dominada por samambaias, palmeiras e vegetação da família Bombacaceae, cujos exemplares modernos são os baobás de Madagascar – conhecidos por “árvore da vida”, por reterem água em seus troncos. O segundo ambiente era uma floresta de montanha, com faias e coníferas.

O pólen também trouxe pistas sobre a temperatura à época. Segundo os pesquisadores, na costa da Antártica elas estiveram em torno de 16 °C, podendo atingir 21 °C nos verões e 10 °C no inverno.

“As amostras de sedimentos do Eoceno são a primeira evidencia detalhada do que ocorria na Antártida neste período. Fizemos a perfuração em meio a baixas temperaturas, geleiras enormes, montanhas cobertas de neve, icebergs. É incrível imaginar que, se fôssemos um viajante do tempo, poderíamos remar em águas quentes e chegar a uma floresta exuberante”, falou.

Pesquisa identifica pólen na Antártica, indício de que a área teve florestas tropicais e coníferas

Pólen achado na Antártica revela que a região já teve florestas tropicais e coníferas (Lineth Contreras e Goethe University Frankfurt)

 

Fonte: Veja Ciência


21 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisadores do clima dizem ter resolvido mistério da elevação do mar

Extração de águas subterrâneas explicariam parte do aumento dos níveis.
Causas da elevação do nível do oceano ainda não são totalmente conhecidas.

A extração massiva de águas subterrâneas pode resolver um mistério relacionado à elevação dos níveis do mar nas últimas décadas, pesquisadores japoneses informaram neste domingo (20).

Especialistas estimam que os níveis globais do mar tenham aumentado, em média, 1,8 milímetros por ano de 1961 a 2003, mas a grande questão é o quanto disso pode ser atribuído ao aquecimento global.

Um relatório de 2007 divulgado no Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU, o IPCC, atribuía a elevação de 1,1 milímetros por ano à expansão térmica dos oceanos e ao degelo das geleiras, calotas polares e calotas da Groenlândia e da Antártida. Os outros 0,7 milímetros não têm origem atribuída e acabaram se tornando um mistério para vários cientistas, que se perguntavam se os dados estavam realmente corretos.

Em um estudo publicado no jornal “Nature Geoscience”, um time de pesquisadores liderado por Yadu Pokhrel, da Universidade de Tóquio, diz que a resposta está na água que é extraída dos aquíferos subterrâneos, rios e lagos, para o desenvolvimento humano, e nunca é reposta.

Eventualmente, essa água chega ao oceano por meio de rios e da evaporação, informa o estudo. A pesquisa afirma que a extração dessa água é um componente importante para resolver o mistério da elevação dos níveis do ar.

“O uso insustentável das águas subterrâneas, represas artificiais, armazenamento terrestre de água causado pelo clima e a perda de água de bacias fechadas contribuíram para o aumento dos mares de 0,77 milímetros por ano de 1961 a 2003, cerca de 42% do aumento observado”, diz a pesquisa.

O estudo pretende preencher uma das lacunas na complexa ciência das mudanças climáticas. Os pesquisadores admitem que existem muitas incógnitas sobre as maneiras com as quais os oceanos respondem ao aquecimento, e uma delas é relacionada ao aumento dos níveis do mar.

Mesmo que pequeno, um aumento repetido ano após ano pode, eventualmente, causar um impacto dramático nas localizações que são vulneráveis a tempestades ou ao influxo de água salgada nos aquíferos e campos costeiros.

O estudo divulgado em 2007 pelo IPCC revela que os oceanos se elevarão algo entre 18 e 59 centímetros até o final do século. Apesar disso, a estimativa não leva em consideração às águas derretidas das calotas da Groenlândia e da Antártida.

Uma pesquisa publicada no ano passado pelo Projeto de Monitoramento e Avaliação do Ártico afirma que os níveis do mar subirão, pelas tendências atuais de derretimento, de 90 centímetros a 1,6 metros até 2100.

Fonte: Globo Natureza


14 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas gravam retrocesso acelerado de geleira chilena

Derretimento faz geleira de Jorge Montt, no sul da Patagônia chilena, perder cobertura de gelo a taxas aceleradas, alertam cientistas.

Eles registraram pela primeira vez em vídeo o encolhimento da geleira, uma das principais do sul da Patagônia.

A perda de gelo é descrita como sendo um “retrocesso dramático”, acelerado nos últimos dez anos pelo aquecimento global.

Segundo os especialistas, o derretimento acelerado faz a geleira de 454 quilômetros quadrados perder um quilômetro por ano.

As imagens foram feitas por pesquisadores do Centro de Estudos Valdívia, entre fevereiro de 2010 e janeiro de 2011.

Segundo especialistas, derretimento acelerado faz a geleira de 454 km quadrados perder um quilômetro por ano

Segundo especialistas, derretimento acelerado faz a geleira de 454 km quadrados perder um quilômetro por ano. Foto: Centro de Estudios Valdívia

Click e veja o vídeo: http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&r=1&p=/portuguese/meta/dps/2011/12/emp/111208_geleira_vale_pu.emp.xml

Fonte: Folha.com


6 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Geleiras do Himalaia diminuíram até 22% em 30 anos, afirmam cientistas

Relatórios de instituto apontam que redução ocorreu no Nepal e no Butão.
Derretimento se acelerou entre 2002 e 2005 em dez geleiras avaliadas.

Novos estudos científicos sobre o derretimento das geleiras do Himalaia revelam o impacto das mudanças climáticas nesta região e a ameaça que pesa sobre 1,3 bilhão de habitantes.

Segundo os estudos publicados em três relatórios do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD), com base em Katmandu, as geleiras diminuíram 21% no Nepal e 22% no Butão nos últimos 30 anos.

Estas descobertas seriam a primeira confirmação oficial sobre o derretimento das geleiras, após várias declarações empíricas. Elas corrigem também um anúncio errado do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) que afirmou em seu 4º relatório em 2007 que as geleiras do Himalaia derretiam mais rápido do que as outras do mundo e “poderiam desaparecer até 2035, ou antes”.

O IPCC afirmou que foi “um lamentável erro” provocado por “procedimentos que não foram devidamente acompanhados”.

Apoiados pelo projeto de pesquisa financiado pela Suécia e realizado pela ICIMOD durante três anos, os especialistas descobriram que as dez geleiras observadas estão em processo de derretimento em uma velocidade que acelerou entre 2002 e 2005.

Imagem de dezembro de 2009 mostra montanhas e uma geleira na região do monte Everest, a 140 km de distância de Kathmandu. Milhões de pessoas estão sob ameaça de derretimento das geleiras do Himalaia, de acordo com cientistas, (Foto: Prakash Mathema/AFP)

Imagem de dezembro de 2009 mostra o Himalaia e uma geleira na região do monte Everest, a 140 km de distância de Kathmandu. Milhões de pessoas estão sob ameaça de derretimento da neve nesta região, de acordo com cientistas (Foto: Prakash Mathema/AFP)

Redução significativa
De acordo com os resultados de um outro estudo, o volume de neve que cobre a região diminuiu de maneira significativa nos últimos 10 anos. “Estes relatórios fornecem um novo ponto de comparação e informações sobre as zonas geográficas específicas para compreender a mudança climática em um dos ecossistemas mais vulneráveis do mundo”, comentou o presidente do IPCC, o indiano Rajendra Pachauri.

As 54.000 geleiras do Himalaia alimentam com água os oito maiores rios da Ásia, entre eles – Indus, Ganges, Brahmaputra, Yangtze e Rio Amarelo – suscetíveis de serem afetados pelo stress hídrico nas próximas décadas, com potenciais consequências para os 1,3 bilhão de pessoas.

Fonte: Da France Presse


27 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Estudo registra derretimento de geleiras no Himalaia chinês

Estações a mais de 4.000 m registraram 1,7º de aquecimento em 47 anos.
Lagos alimentados pelo gelo das montanhas aumentaram de tamanho.

A rápida elevação das temperaturas, causada pelas mudanças climáticas, está provocando o derretimento das geleiras chinesas na Cordilheira do Himalaia, um impacto que ameaça habitats, o turismo e o desenvolvimento econômico da região, alerta um estudo publicado nesta terça-feira (25).

Das 111 estações meteorológicas espalhadas pelo sudoeste da China, 77% demonstraram elevações significativas de temperaturas entre 1961 e 2008, segundo o estudo, publicado no periódico britânico “Environmental Research Letters”.

Nas 14 estações de monitoramento acima dos 4.000 metros, o salto neste período foi de 1,73 grau Celsius, aproximadamente duas vezes a elevação média global registrada ao longo do último século.

Cientistas liderados por Li Zhongxing, da Academia Chinesa de Ciências, identificaram três alterações em curso nas geleiras que poderiam ser causadas, pelo menos em parte, por esta tendência constante de aquecimento.

Segundo eles, a maior parte das geleiras examinadas demonstrou um “recuo drástico”, além de uma grande perda de massa.

O estudo também demonstrou que lagos glaciais, alimentados pelo gelo derretido de geleiras, aumentaram de tamanho.

“As implicações destas mudanças são muito mais sérias do que uma mera alteração da paisagem”, alertaram os cientistas.

“As geleiras integram milhares de ecossistemas e desempenham um papel crucial no sustento de populações humanas”, acrescentaram.

O sudoeste da China tem 23.488 geleiras, cobrindo uma área de 29.523 quilômetros quadrados, através do Himalaia e das montanhas Nyainqntanglha, Tanggula e Hengduans.

Mudanças no padrão de chuvas e das nevascas foram menos marcantes, mas ainda consistentes com as previsões de modelos de mudanças climáticas, afirmaram.

“É imperativo que determinemos a relação entre as mudanças climáticas e variações nas geleiras, particularmente o papel das precipitações, uma vez que as consequências do recuo do gelo são muito abrangentes”, disse Li.

Geleira no sul da China, quase na fronteira com o Nepal. (Foto: AFP)

Geleira no sul da China, quase na fronteira com o Nepal. (Foto: AFP)

Fonte: AFP


16 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Derretimento do Ártico é o 2º maior da história, afirma centro de pesquisa

Degelo deste ano só perde para 2007, segundo medições feitas por satélite.
Cientistas afirmam que aquecimento global pode ser uma das causas.

A cobertura de gelo que flutua no Oceano Ártico podeainda não ter atingido seu menor índice em 2011, mas é o segundo mais baixo já registrado desde que satélites iniciaram a medição desta região, em 1979.

As informações são do Centro Nacional de Dados sobre Gelo e Neve (NSIDC, na sigla em inglês), ligado à Universidade do Colorado-Bolder, nos Estados Unidos, e foram divulgadas nesta quinta-feira (15).

A confirmação ocorre após cientistas apontarem a data de 8 de setembro como o dia em que a plataforma de gelo marinho atingiu seu recorde mínimo neste ano, 4,33 milhões de quilômetros quadrados. Apesar do índice ter ficado abaixo ao de 2007, quando a região ficou com 4,27 milhões de quilômetros quadrados de gelo, existe uma preocupação quanto à redução, que está abaixo da média entre 1979 e 2000.

Imagem divulgada mostra como está a plataforma glacial no Ártico hoje comparando com linhas cinzas, que mostram a média do derretimento do gelo entre 1979 (Foto: NSIDC)

Imagem divulgada mostra como está a plataforma glacial no Ártico hoje. As linhas cinzas fazem um comparativo entre a situação atual e as médias do derretimento do gelo registradas entre 1979 e 2000 (Foto: NSIDC)

Aquecimento global
A maioria dos cientistas acredita que o encolhimento do gelo do Ártico está ligado ao aquecimento global, causado pelo aumento das emissões de gases de efeito estufa produzidos pelo homem. “Se em um verão vemos a extensão do gelo diminuir em setembro, no ano seguinte essa situação pode ocorrer novamente”, disse Mark Serreze, diretor do NSIDC. “A cobertura do Ártico está tão fina em comparação com o derretimento de 30 anos atrás, que não se pode bater na placa”, complementa.

Serreze disse que em 2007, ano recorde do derretimento de gelo no polo Norte, houve condições meteorológicas que culminaram neste fenômeno. “É interessante que neste ano, não vimos tal padrão climático”, disse.

É possível que a quantidade de gelo nesta região diminua ainda mais em 2011, devido à mudança dos ventos no fim do verão. Essas informações só serão confirmadas em outubro, quando uma nova análise será emitida pelo centro de pesquisas, junto à comparação com o derretimento de anos anteriores.

Impacto ambiental x Interesse comercial
Períodos de insolação elevados durante o mês de julho já eram tidos pelos cientistas como prováveis causas para a redução do gelo no futuro. Há quem defenda que o gelo marítimo no Ártico possa desaparecer por completo daqui a 30 anos, com graves consequências para a Terra, apesar de abrir a oportunidade de exploração de petróleo na área desocupada pelo gelo.

A navegação foi possível pelas rotas Noroeste e Nordeste durante o ano de 2011 por conta da ausência de gelo – a última pode virar rota comercial já que permite a conexão entre os oceanos Pacífico e Atlântico. O degelo já havia deixado as passagens livres duas vezes desde 2008.

A temperatura no Ártico subiu duas vezes mais rápido que a média global nos últimos 50 anos. O ano de 2010 empatou com 2005 como o ano mais quente da história, desde que institutos começaram a fazer medições. Ainda que a agência norte-americana ainda reconheça o ano de 2005 como recordista, as Nações Unidas atestaram o empate.

 

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


6 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Estudo diz que quantidade de gelo no Ártico atingiu recorde negativo

Cálculo foi feito em relação à espessura da camada de gelo.
Degelo pode desencadear problemas como aumento do nível do mar.

A quantidade de gelo que cobre o Ártico caiu no verão boreal de 2010 ao mínimo já registrado, afirmam pesquisadores. Os resultados do estudo serão publicados oficialmente em breve e sugerem que o afinamento do gelo superou a recuperação na área.

O estudo estimou que a cobertura de gelo no Ártico em 2010 — calculada com base na sua espessura e extensão — foi inferior ao recorde negativo anterior, em 2007, refletindo a tendência global de aquecimento.

Cientistas preveem que o Ártico pode ficar totalmente sem gelo durante o verão daqui a algumas décadas. Isso criaria oportunidades lucrativas em áreas como navegação e exploração de petróleo, mas também teria consequências climáticas para o mundo todo, a começar pelo aumento do nível dos mares.

Os autores do estudo, da Universidade de Washington, em Seattle, desenvolveram um modelo para estimar a espessura do gelo no oceano Ártico com base em medições dos ventos e da temperatura atmosférica e oceânica. Os resultados foram comparados com amostras reais.

“O fato realmente preocupante é a tendência de redução nos últimos 32 anos”, disse Axel Schweiger, principal autor do estudo, referindo-se aos registros por satélite do Ártico. A redução em 2010, segundo o estudo intitulado “Incerteza no volume de gelo marinho do Ártico estimado por modelos”, foi “por uma margem suficiente para estabelecer um novo recorde estatisticamente significativo”.

Schweiger divulgou os dados em email à reportagem da Reuters a bordo do quebra-gelo Arctic Sunrise, do Greenpeace, que está no oceano Ártico, entre a ilha norueguesa de Svalbard e o Polo Norte.

A espessura do gelo é tão importante quanto a sua extensão, ou até mais, para entender o que está acontecendo no Ártico. Alguns especialistas argumentam que a redução dramática na extensão da camada de gelo nos últimos anos ocorre por causa de um afinamento constante nas últimas décadas.

O método usado no estudo é criticado por alguns especialistas, que o consideram menos preciso que as observações diretas. Os autores argumentam, porém, que a tendência geral de afinamento do gelo acaba sendo registrada por esse método.

Na semana passada — faltando ainda duas semanas para o fim da temporada do degelo — a cobertura de gelo no oceano Ártico ficou abaixo dos 4,6 milhões de quilômetros quadrados. A menor extensão já registrada foram 4,13 milhões de quilômetros quadrados em 2007.

O gelo marítimo propriamente dito não eleva o nível do mar quando se descongela, mas o aquecimento do Ártico pode acelerar o derretimento da camada de gelo da Groenlândia, que é composta por água doce acumulada sobre a terra, num volume suficiente para elevar o nível global dos oceanos em 7 metros.

Fonte: Da Reuters


19 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas mapeiam movimentação do gelo da Antártida

Mapa é composto por imagens feitas por agências espaciais.
Conteúdo vai ajudar na compreensão da mudança climática no continente.

Uma equipe de cientistas liderada pela Nasa  elaborou o primeiro mapa de alta resolução do movimento do gelo na Antártida, o que ajudará a entender melhor o impacto da mudança climática no continente.

O mapa, publicado nesta quinta-feira na revista científica Science, foi elaborado como se fosse um mosaico digital. As imagens de satélite utilizadas foram proporcionadas pelas agências espaciais do Canadá (CSA), Europa (ESA) e Japão (Jaxa) e revelam os detalhes do movimento do gelo na Antártida entre 2007 e 2009.

O objetivo deste trabalho, liderado pelo pesquisador Eric Rignot, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa em Pasadena, no estado americano da Califórnia, é ajudar os pesquisadores a entender as mudanças do continente diante do constante aquecimento global.

“Nosso mapa representa uma importante medida de referência, pois é a primeira imagem completa do padrão de movimento do gelo”, explicou à Agência Efe o pesquisador Jeremie Mouginot, professor associado do Departamento de Ciências da Terra da Universidade da Califórnia, em Irvine, um dos autores do estudo.

Segundo ele, a velocidade do gelo é uma característica fundamental das geleiras e das camadas de gelo, que mede a velocidade à qual ele é transportado das regiões do interior rumo ao oceano.

Suas medições e análises redefinem a compreensão atual sobre a dinâmica da camada de gelo antártica, ao revelar que o fluxo da camada de gelo do continente se compõe de uma complexa rede de afluentes que vêm do interior.

Essa nova visão do movimento da camada de gelo pode favorecer a reconstrução histórica e o prognóstico de sua evolução.

Dado que a grande maior parte de gelo na Terra se encontra na Antártida e que o derretimento das calotas polares pode ter efeitos no nível do mar, este mapa também será útil para pesquisas futuras sobre o aquecimento global.

Mapa do deslocamento de gelo da Antártida usou dados de agências espaciais (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCI)

Mapa do deslocamento de gelo da Antártida (aqui na versão original, em inglês) usou dados de agências espaciais (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCI)

Fonte: Da EFE


2 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas alertam para risco de que geleiras no Himalaia desapareçam

Japoneses analisaram três focos de ‘neves eternas’ na cordilheira.
Com mudanças climáticas, dois deles estão sumindo, concluíram.

Três geleiras do Himalaia vêm encolhendo nos últimos 40 anos devido ao aquecimento global e duas deles, localizados em regiões úmidas e em altitudes mais baixas no centro e no leste do Nepal, podem desaparecer, afirma pesquisadores do Japão em estudo publicado nesta terça-feira (1º).

Usando GPS e modelos de simulação, eles descobriram que o encolhimento de duas das geleiras – Yala, no centro, e AX010 no leste do Nepal – acelerou nos últimos dez anos em comparação com os anos 70 e 80.

O volume de Yala encolheu 0,80 metro e o de AX010, 0,81 metro, respectivamente, por ano, na década de 2000, acima dos 0,68 metro e 0,72 metro por ano entre 1970 e 1990, disse Koji Fujita, da Escola de Estudos Ambientais da Universidade de Nagoya, no Japão.

“Para Yala e AX, essas regiões apresentaram um aquecimento significativo. É por isso que a média de redução foi acelerada”, disse Fujita.

“Yala e AX irão desaparecer, mas não temos certeza quando. Para saber a época, temos que calcular usando outra simulação e ter em o fluxo glacial em conta”, explica Fujita. Sua equipe não tem os dados para fazê-lo no momento.

As conclusões do time de cientistas foram publicadas na revista “Proceedings”, da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

15.000 glaciares
O Himalaia é uma cadeia de montanhas enormes composta por cerca de 15.000 glaciares e alguns dos picos mais altos do mundo, incluindo o Monte Everest e o K2.

Além da mudança do clima e da umidade, a altitude também parece desempenhar um papel fundamental na vida das geleiras, que são grandes corpos persistentes de gelo.

A geleira Rikha Samba, situada em região mais seca, no oeste do Nepal, também tem ficado cada vez menor desde a década de 70, mas sua taxa de retração desacelerou para 0,48 metro por ano nos últimos dez anos em comparação com 0,57 metro por ano na década de 70 e 1980.

Isso aconteceu porque a geleira está a 5.700 metros, o que significa que sua diminuição poderia ser compensada, ao menos em parte, por novas quedas de neve, disse Fujita.

“No caso de Yala e AX, estão situadas em menores altitudes e, portanto, o encolhimento foi acelerado. Geleiras que não têm nenhuma chance de receber neve acabarão por desaparecer”, disse Fujita.

A geleira Yala está a cerca de 5.400 metros acima do nível do mar, enquanto a AX está a 5.200 metros.

Fonte: Da Reuters


1 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Iceberg que se desprendeu no Ártico continua à deriva no Atlântico Norte

Imagem divulgada pela Nasa mostra o bloco Pettermann Ice Island-A.
Iceberg se soltou de geleira afetada pelo aquecimento global.

Imagem de satélite feita pela Nasa no último dia 27, mas divulgada nesta sexta-feira (29), mostra o iceberg Petermann Ice Island-A à deriva no Mar de Labrador, entre a Groelândia e o Canadá.

O iceberg fazia parte da Geleira de Petermann e media 259 km², quatro vezes o tamanho da ilha de Manhattan, quando se desprendeu, em agosto de 2010.

Na época, pesquisadores da Universidade de Delaware afirmaram que o bloco de gelo representava o maior desprendimento do Mar Ártico desde 1962. Apesar da redução de tamanho, a ilha congelada continua a representar perigo para rotas de navegação e plataformas de petróleo.

Cientistas de universidades como a de Ohio State continuam a observar a Geleira de Pettermann, que sofre constante desprendimento. Ainda não há comprovação científica de que tal fato é resultante do aquecimento global.

Porém, o Greenpeace Internacional afirma que a geleira tem sofrido redução devido à elevação da temperatura e que o surgimento de blocos, em decorrência da quebra, pode se tornar constante devido à mudança do clima.

Imagem de satélite da Nasa mostra o iceberg Petermann Ice Island-A à deriva no Mar de Labrador, entre a Groelândia e o Canadá. (Foto: Nasa/AP)

Imagem de satélite da Nasa mostra o iceberg Petermann Ice Island-A (ponto branco) à deriva no Mar de Labrador, entre a Groelândia e o Canadá. (Foto: Nasa/AP)

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo


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