18 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas lançam livro e apresentam projetos realizados no Pantanal

A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maria Lúcia Cavalli destacou a importância das áreas úmidas para a regulação do clima e do ciclo hidrológico, purificando as águas e reabastecendo os lençóis freáticos. Essas declarações foram dadas na última segunda-feira (15), na abertura da 2ª Reunião de Avaliação do Comitê Científico Internacional, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INAU), realizado em Cuiabá, pelo Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP).

Ela também fez uma explanação sobre a produção de conhecimentos na UFMT referente às áreas úmidas, que começou a tomar impulso na década de 90, com a parceria com o Instituto Max Planck da Alemanha, dentro do programa SHIFT (CNPq – BMF). Em 2000, quando o Pantanal foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, a instituição, buscou junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT a criação  do Centro de Pesquisa do Pantanal – CPP, envolvendo as instituições de ensino e pesquisas do Pantanal. Em 2008 foi criado o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas – INAU e neste mesmo ano foi anunciada pelo MCT a implantação do Instituto Nacional de Pesquisas do Pantanal – INPP no campus de Cuiabá da UFMT, que está na fase final de construção do espaço físico.

Dentre as diversas autoridades que participaram da abertura do evento, a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS, Célia Maria Silva Oliveira, disse que a instituição apóia as pesquisas realizadas pelas universidades do Centro-Oeste, que são tão importantes para o mundo todo.

Lançamento do livro - O livro “O Pantanal – Ecologia, biodiversidade de uma grande área úmida sazonal neotropical” (The Pantanal. Ecology, biodiversity of a large neotropical seasonal wetland), editado pelos professores Wolfgang J. Junk, Carolina J. da Silva, Cátia Nunes da Cunha & Karl M. Watzen, foi lançado  no evento.

“Mesmo com o advento da internet, não faz parte do passado escrever um livro. Esta publicação engloba o trabalho de mais de 100 pesquisadores, e é um marco para os estudos científicos, pelo menos para os próximos 15 anos”, enfatizou Wolfgang J. Junk.

A professora Cátia Nunes da Cunha não escondeu sua emoção ao contar que é neta de pantaneiros e atualmente a mais jovem integrante da equipe de pesquisadores que editou este livro. “Sinto-me muito feliz e emocionada por retornar ao Pantanal contribuindo com o seu desenvolvimento e preservação através da produção de conhecimento, resultado de muitos anos de pesquisas que culminou na produção deste livro, que será uma referência na área”, disse Cátia.

Carolina J. da Silva, também uma das editoras do livro, contou que trata -se da mais  abrangente obra sobre o Pantanal, sendo uma referência para a pesquisa. “É um marco referencial teórico do Pantanal na história da ciência brasileira, quem for estudar este bioma tem que ‘passar’ pelo livro”, enfatizou. O livro pode ser adquirido pelo site www.pensoft.net.

Fonte: Ascom  CPP


5 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Oceanografia, Biologia e Dinâmica Populacional de Recursos Pesqueiros

Professor do Instituto de Ciências do Mar da Universidade Federal do Ceará lança livro hoje (5).

O lançamento do livro “Oceanografia, Biologia e Dinâmica Populacional de Recursos Pesqueiros” de autoria do professor Antonio Adauto Fonteles-Filho, será lançado em solenidade hoje, em Fortaleza (CE).

Com este livro, o autor espera colocar metodologias modernas de estudo das populações pesqueiras à disposição do público sempre crescente no âmbito acadêmico, tendo em vista a criação de novos cursos de Engenharia de Pesca e Oceanografia em universidades públicas brasileiras atribuindo uma ênfase especial ao estudo dos processos oceanográficos que fundamentam a produção de pescados.

O professor Luís Parente Maia, Diretor do Instituto de Ciências do Mar enfatiza a importância do livro como fonte de consulta e material básico para pesquisa e ensino. “Este livro se destina a estudantes, docentes e profissionais das áreas de Engenharia de Pesca, Biologia, Oceanografia e Ciências Ambientais, e os temas nele desenvolvidos devem ser utilizados para ampliar sua proficiência nos campos do ensino, pesquisa e extensão, e contribuir para o aumento e sustentabilidade da produção de pescado em âmbito nacional.”

Sobre o autor - Antonio Adauto Fonteles-Filho é Engenheiro Agrônomo, formado pela Escola de Agronomia da Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, em 1967, doutor pela University of East Anglia, Norwich, Inglaterra, em 1976, tendo realizado pós-doutorado na San Diego State University, Califórnia, EUA, em 1984. Sua carreira profissional foi desenvolvida no Instituto de Ciências do Mar, onde começou em 1968. Após a aposentadoria em agosto de 1995, tem dado continuidade a suas atividades de pesquisa e ensino.

Na área da pesquisa, seu principal interesse tem sido o estudo da Biologia Pesqueira e Dinâmica Populacional dos principais recursos pesqueiros do Estado do Ceará – lagostas do gênero Panulirus, pargo, cavala e serra. Foi membro do Comitê de Oceanografia do CNPq no período 1984-1985. Exerce a função de Editor-Chefe do periódico Arquivos de Ciências do Mar, desde 1976 até o presente.

Fonte: Ascom da UFC


17 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Lançado o Guia interativo dos Anfíbios Anuros da Mata Atlântica!

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Lançamento do Guia Interativo de Anfíbios da Mata Atlântica
Apresentação no Viva Mata – SOS Mata Atlântica

Data: 20/05/2011

Horário: 16h30

Local: Auditório Central do evento Viva a Mata, localizado na Marquise do Parque do Ibirapuera, no Museu Afro

À venda em livrarias ou pelo site: www.editoraneotropica.com.br


2 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Diários do pioneiro ambiental Paulo Nogueira Neto

Cadernos do criador do primeiro órgão ambiental federal do Brasil, na década de 1970, são transformados em livro

Numa noite de 2003, uma pilha de cadernos azuis amarrados por cordões de algodão parou no colo da advogada Flávia Frangetto. “Quero que você me ajude a transformá-los em livro”, pediu Paulo Nogueira-Neto, dono dos papéis amarelados pelo tempo. Flávia passou aquela madrugada em claro, encantada com os diários do homem que inaugurou o primeiro órgão ambiental federal do Brasil, na década de 1970: a Secretaria Especial de Meio Ambiente (Sema). Algum tempo depois, ligou para ele avisando: “Isso aqui é tão fascinante que o livro já está pronto”.

 

Pronto mesmo, o “Diário de Paulo Nogueira-Neto – Uma trajetória ambientalista” só ficou agora, no finalzinho de 2010, pela editora Empresa das Artes. Afinal, eram quase 15 mil páginas manuscritas contando os bastidores de uma carreira ambiental tão vasta quanto frutífera. “Comecei a escrever no primeiro dia que assumi o cargo. É coisa de família, meu pai e meu avô também fizeram diários. É uma família de diaristas”, brinca.

 

Não é para menos. Nas veias de Nogueira-Neto corre o sangue de José Bonifácio, Domenico Vandelli e Campos Salles. História para contar, portanto, não falta. E alguns dos capítulos mais importantes da trajetória ambiental brasileira estão ali, nas mais de 800 páginas que resultaram o livro. Tudo com um olhar franco, sensível, crítico. E de dentro dos corredores oficiais.

 

Partindo do zero

 

Criada na esteira da Conferência de Estolcomo, em 1972, a Sema nasceu modesta. “Eu tinha exatamente cinco funcionários e três salas pra resolver os problemas do meio ambiente do Brasil inteiro”, recorda o pioneiro, que à época lecionava no Departamento de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), onde se formou em Direito e História Natural.

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Muitas passagens do diário evidenciam como a missão foi árdua. Ainda mais num tempo em que o desenvolvimento era tocado no estilo custe o que custar. “Hoje me sinto muito cansado, quase exausto. O serviço na Sema é ininterrupto, pesado e tensionante”, escreveu em julho de 1979, sem perder, porém, as estribeiras: “Mas me fascina”.

 

“Quando Paulo saiu da Sema, deixou muita coisa bem estruturada. Ele partiu do nada”, lembra o almirante Ibsen de Gusmão Câmara, antigo militante da conservação marinha e amigo de Nogueira-Neto. E o almirante não exagera. Além da micro equipe que o ex-secretário especial de Meio Ambiente tinha, o orçamento para a pasta não chegava a 1% dos recursos do Ministério do Interior, ao qual pertencia a Sema. “Nossa carência de recursos é aguda”, escreveu o ex-secretário à época.

 

O jeito foi tentar ecoar a importância da secretaria e ir cavando apoio, o que Nogueira-Neto fazia como ninguém. Em pleno governo militar, ele não abraçou partidos ou ideologias. A única coisa que abraçava era a causa ambiental. “Fui duas vezes convidado a me filiar ao partido do governo e rejeitei. Eu procurava fazer serviço público, para todos”, diz, o que confirma Ibsen Câmara: “O Paulo nunca se meteu em política. Ele administrava a Sema de maneira puramente técnica, profissional. Isso fez com que atravessasse várias anos”.

 

Os frutos

 

Foram 12 os anos à frente do órgão que mais tarde se tornou Ibama e foi embrião do Ministério do Meio Ambiente. Tempo suficiente para que sua estrutura engordasse e Nogueira-Neto deixasse um legado generoso. “Ele deixou uma legislação ambiental avançada, começou com os licenciamentos ambientais e criou as primeiras Estações Ecológicas e Áreas de Proteção Ambiental (APAs)”, recorda o engenheiro agrônomo Alceo Magnanini, que à época era diretor do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF), subordinado ao Ministério da Agricultura.

 

Volta e meia os dois se encontravam para trocar palpites sobre a criação de novas áreas protegidas. Um total de 3,2 milhões de hectares viraram unidades de conservação na gestão do ex-secretário. “A presença de Paulo possibilitou que a área ambiental saísse do marasmo”, afirma Magnanini.

 

Quando deixou a Sema, o caminho de Nogueira-Neto parecia estar só começando. Além de ter ajudado a fundar o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) e outros conselhos, ele passou por ONGs, criou fundações, ganhou prêmios e homenagens e representou, com mais um membro, a América Latina na Comissão Brundtland, o famoso grupo internacional de onde saiu a expressão “desenvolvimento sustentável”.

 

De 1984 a 1987, ele rodou o mundo com os outros 22 membros da comissão, em debates amplos e complexos sobre os problemas ambientais do mundo inteiro. Em seus diários, conta como discussões atuais já eram levantadas naquela época, como as conseqüências do desmatamento: “Desaparecendo as árvores, rompe-se o ciclo hidrológico (evaporação, chuvas etc.) e a agricultura é muito atingida”, escreveu, em 1985.

 

Os ‘causos’ também entravam nas anotações. Como na ocasião em que a comissão foi visitar a Amazônia poucos dias depois que o governador do Amazonas, Gilberto Mestrinho, havia feito um discurso dizendo ser pura bobagem proteger a floresta da região, que “não acabaria nem com mil anos”. Irritados, alguns membros se recusaram a ir ao jantar oficial em que estaria o governador. Nogueira-Neto teve que atacar de diplomata e conseguiu acalmar os ânimos: “Mantive a conversação entre a doutora Brundtland, eu e o governador a mais animada possível para criar uma boa atmosfera”, escreveu. E o jantar terminou em paz.

 

Assim, equilibrado e conciliador, Nogueira-Neto foi atravessando, um a um, os obstáculos que a carreira ambiental lhe jogava na frente. Cansava, mostram seus registros. Mas seguia com a missão. “É preciso preparar o terreno para o dia em que a conservação da natureza não seja relegada ao último plano na organização administrativa do país”, tomou nota, em 1972.

 

Quase 40 anos mais tarde, ele diz que valeu a pena. “Naquela época, os interessados em meio ambiente cabiam numa Kombi. Hoje já há uma consciência não só brasileira mas mundial”, acredita. “Antes nós íamos à imprensa dar as notícias da área. Hoje, olha só, foi você quem me ligou para isso”.

(Bernardo Câmara)

(O Eco, 25/1)


7 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Informações sobre florestas são reunidas em livro de bolso

As principais informações do setor florestal do país estão reunidas no livro de bolso Florestas do Brasil em Resumo 2010, que o Serviço Florestal Brasileiro lançou no último mês de dezembro

A publicação, de 152 páginas, aborda, entre outros assuntos, características dos seis biomas, avanços na gestão das florestas, aspectos socioeconômicos da área florestal e ensino e pesquisa relacionados ao tema. 

Neste minilivro, que atualiza informações presentes na primeira edição da obra, foram incluídas informações sobre crédito florestal, manejo florestal na Amazônia e na Caatinga, unidades de conservação estaduais e comparativo mundial do estoque de biomassa florestal viva. 

“Esta é uma obra em movimento. As informações sobre floresta são dinâmicas e, portanto, as atualizações serão constantes”, afirma a diretora de Pesquisa e Informação Florestal do Serviço Florestal, Cláudia Azevedo-Ramos. 

As seções foram organizadas de forma curta e objetiva para que o leitor manuseie a publicação com facilidade e encontre rapidamente os dados que procura. 

 

Veja algumas das informações presentes em cada capítulo:

 

As florestas brasileiras 

A publicação mostra que existem 509 milhões de hectares de florestas naturais e 6,8 milhões de hectares de florestas plantadas. O número de florestas plantadas aumentou cerca de 200 mil hectares entre 2008 e 2009 e a produtividade de metros cúbicos por hectare de pinus e eucalipto – que ocupam mais de 90% da área plantada – também, devido a fatores como o uso de novas tecnologias, por exemplo, o melhoramento genético de sementes.

 

Os biomas brasileiros e suas florestas 

Esta seção apresenta tabelas de dados e mapas sobre a cobertura florestal dos seis biomas, o volume de madeira, o estoque de carbono armazenado na biomassa e informações adicionais a respeito de cada um deles. A Amazônia, por exemplo, tem cerca de 45 mil espécies de plantas e vertebrados, uma das biodiversidades mais ricas do mundo, mas enfrenta o desafio de conciliar conservação dos recursos com uso pela população.

 

Gestão florestal 

Os principais planos de governo para estimular o desenvolvimento sustentável estão nesse item, que fala, por exemplo, da criação do Distrito Florestal Sustentável (DFS) da BR-163, das concessões florestais na Amazônia e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal. Esta seção apresenta ainda 13 linhas e programas de crédito florestal, suas finalidades e o agente financeiro que as operam.

 

Monitoramento das florestas 

A série histórica do desmatamento na Amazônia entre 1988 e 2010 está nesta seção, onde é possível visualizar a queda no corte da floresta a partir de 2004. O capítulo também fala do Sistema Nacional de Parcelas Permanentes para o monitoramento da dinâmica das florestas naturais e plantadas e do Inventário Florestal Nacional.

 

Áreas protegidas e biodiversidade 

Existem hoje 309 unidades de conservação federais, sendo 172 de uso sustentável e 137 de uso integral. A divisão por categoria e a área de cada uma estão nesse item, que também traz a área de unidades de conservação por bioma e a lista de espécies madeireiras ameaçadas de extinção.

 

Aspectos socioeconômicos do setor florestal 

O número de empregos formais no setor florestal decresceu entre 2007 e 2009, e contava com cerca de 616 mil trabalhadores no ano passado. Nos setores de produção de celulose e papel e de produção moveleira, porém, houve aumento no número de empregos nos últimos anos. Tabelas apresentam dados de exportação e importação de produtos florestais e dados recentes sobre os pólos madeireiros da Amazônia Legal.

 

Ensino e pesquisa florestal 

Em 2009, o país formou mais de 300 mestres e doutores em engenharia florestal e ciências florestais, um aumento de quase 20% em relação ao ano anterior. Este capítulo mostra um mapa da distribuição dos cursos de graduação, pós-graduação e cursos técnicos no país. Os principais centros de pesquisa no tema, exceto as universidades, contam com cerca de 200 profissionais entre graduados, mestres e doutores.

 

Comparações internacionais 

O topo de três importantes dados florestais é ocupado por países distintos. A Rússia tem a maior área florestal, cerca de 810 milhões de hectares; a China, a maior área de florestas plantadas, 77 milhões de hectares, e o Brasil, o maior estoque de carbono na biomassa florestal o Brasil, cerca de 62 bilhões de toneladas.

 

A versão em PDF está disponível em:

http://www.mma.gov.br/estruturas/sfb/_arquivos/livro_de_bolso___sfb_mma_2010_web_95.pdf

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(Assessoria de Comunicação do MMA, 5/1)


23 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Floresta com Araucária, quase extinta

gritos-araucaria-abre-325x167Resta pouco – 1 a 2% – do que um dia foi a maior floresta do sul do Brasil. Decisões políticas equivocadas, desmatamento desenfreado e completo descaso pela natureza devastaram imensas áreas de uma exuberante vegetação. E muito pouco está sendo feito para reverter essa situação. Livro lançado este mês registra o drama desse ecossistema

Vale a pena repetir. Restaram somente cerca de 1% a 2% da cobertura original da Floresta com Araucária, que, no passado, cobriu grande parte do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e, ainda, áreas menores na região da Mantiqueira – São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Se não bastasse a percentagem chocante, é mais revoltante ainda descobrir que o estado do Paraná continua sendo, ainda hoje, o maior exportador de araucária do país. Realmente, não faz o menor sentido, principalmente quando se leva em conta que o belíssimo pinheiro do Paraná é um dos símbolos desse estado.

Não é de hoje que a floresta, que abriga essas espécies centenárias, quase milenares, vem sendo maltratada. A história é antiga. Entretanto, é preciso explicar a importância desse bioma para o ecossistema brasileiro.

Até hoje, no mundo todo foram identificadas 41 espécies de árvores da Família Araucariaceae, distribuídas em três gêneros: Agathis, Wollemia e Araucaria. A Araucaria é subdividida em 19 espécies, todas elas encontradas no Hemisfério Sul, incluindo pequenas áreas na Oceania e Austrália. Na América do Sul, existem apenas duas espécies: a Araucária-do-chile, presente no Chile e Argentina, e a Araucária ou Pinheiro-brasileiro, localizado no Brasil e em pequenas manchas no Paraguai e também na Argentina. No Paraná, a Floresta com Araucárias chegou a cobrir 40% da superfície, em Santa Catarina 30% e Rio Grande do Sul 25%. Com seu imponente tronco e a copa voltada para o sol, a araucária levava beleza e biodiversidade para a região.

Acredita-se que a Floresta com Araucária começou a tomar forma no sul do Brasil após a última glaciação do planeta e atingiu o ápice há aproximadamente 2.200 anos. “Essa floresta é uma das formas de vegetação mais antigas do mundo, que são as florestas com coníferas”, explica Mauricio Savi, doutor em engenharia florestal e mestre em conservação da natureza pela Universidade Federal do Paraná. Inicialmente sendo mais predominante na região sudeste do país, com o aumento da umidade no sul, a floresta encontrou as condições perfeitas para se desenvolver plenamente. Uma araucária vive, em média, 700 anos, entretanto algumas podem chegar a mais de mil anos de vida.

Pesquisadores afirmam que a Floresta com Araucária chegou a ocupar aproximadamente 200 mil quilômetros quadrados do chamado Planalto Meridional. Principal espécie desse ecossistema, ela não é a única. Rica em biodiversidade, a floresta é formada por outras centenas de espécies vegetais e animais. Já foram identificadas nela mais de 1.500 espécies botânicas entre herbáceas, arbustivas e arbóreas, além de epífitas, musgos e fungos. “A floresta apresenta uma fauna exuberante, característica do sul do Brasil, podendo-se encontrar tucanos, gaviões, lobos-guarás, codornas, saracuras, emas. Infelizmente com a devastação das florestas, alguns desses animais entraram em extinção”, afirma Savi.

Foi nas primeiras décadas do século XX que a maior floresta do sul do Brasil começou a ser destruída. No Rio Grande do Sul, na divisa com a Argentina e Uruguai, os “coronéis” de estâncias se tornaram bastante fortes politicamente e influenciaram a maneira como a floresta passou a ser vista e tratada. “Impulsionados pelo governo Getúlio Vargas, os gaúchos foram incentivados a ocupar as terras do Paraná e Santa Catarina. Para isso, foram devastando a Floresta com Araucária. Naquela época, o lema era terra boa é terra limpa”, conta o biológo. “Ainda hoje é lei, acredite ou não. A floresta cortada ou dizimada vale mais que a floresta em pé”.

Para trazer abaixo essa vegetação secular foi usado, num primeiro momento, p fogo e, em seguida, o machado. “Foi uma dizimação com apoio governamental”, diz Mauricio Savi. Junto com a floresta, índios e caboclos que moravam perto ou dentro dela também perderam a vida. Foi nessa época também que surgiu a Lumber, a maior madeireira de todos os tempos na América Latina. Localizada no município de Três Barras, em Santa Catarina, a madeireira chegou a exportar um bilhão de metros cúbicos de araucária. Sob os mandos do proprietário, o americano Percival Farquhar, em 40 anos de existência, a Lumber cortou 15 milhões de pinheiros e milhões de outras árvores nativas de grande valor comercial, como as várias espécies de canelas e também a imbuia.

Vergonhosamente, o Brasil se tornou o maior exportador mundial de araucária, utilizada, principalmente durante o período da Segunda Guerra, pela indústria siderúrgica e aeronáutica, já que a madeira brasileira era leve e fácil de ser trabalhada.

Com a derrubada das araucárias, veio a erosão, o empobrecimento do solo, a mudança no clima da região e no regime hídrico, além obviamente, de uma alteração estúpida – em todos os sentidos, da paisagem natural. E é através das lentes de sua máquina fotográfica, que ao longo dos últimos 23 anos, o fotógrafo curitibano Zig Koch vem registrando o fim da floresta que lhe é tão cara. “Passei minha infância viajando por municípios vizinhos de Curitiba, onde havia araucárias belíssimas. Hoje, muitas dessas áreas não existem mais ou viraram áreas agrícolas”, lamenta Koch.

“À beira da extinção, temos pouco tempo e uma última chance de reagir para que esta floresta sobreviva ao século XXI e a araucária – fóssil vivo, que avançou sobre a Terra por 250 milhões de anos – não desapareça…”. É dessa maneira tocante, logo na introdução do livro Araucária – A Floresta do Brasil Meridional – lançado neste mês pela Editora Olhar Brasileiro (Leia a reportagem Floresta Araucária é tema de livro ) – que Zig Koch e a mulher e jornalista, Maria Celeste Corrêa fazem um apelo pela salvação da floresta. Dois apaixonados pela natureza, Zig mostra através de belíssimas imagens a força da araucária, Maria Celeste traça um texto conclusivo sobre a tragédia que se abate sobre esse importante ecossistema do sul do país. “Infelizmente, não é só a floresta que está morrendo. Quando um papagaio voa quilômetros e mais quilômetros para encontrar o alimento que deveria estar na floresta, e não o encontra, ele acaba morrendo porque não tem mais forças para fazer o caminho de volta”, conta a jornalista.

A obra bilíngue (inglês e português) tem 168 páginas e cerca de 175 fotos. “Minhas lentes foram registrando a depauperação da floresta”, constata Koch. Para acompanhar as imagens, Maria Celeste Corrêa fez uma pesquisa intensa durante os últimos 12 anos. Viajou junto com o marido, contou com a colaboração de 14 consultores científicos e leu uma centena de livros para aprender mais sobre a população de índios Kaigang, primeiros habitantes da floresta. Pelas andanças na região, a jornalista se defrontou com depoimentos contundentes de gente humilde, mas nem por isso ignorante. Um deles é do mateiro (nome dado a quem derruba árvores) gaúcho Gerôncio Ferreira, de 70 anos. “Derrubei muito pinheiro com mais de 80 centímetros de diâmetro. Também cortei muita imbuia e canela. Foi o meu serviço a vida inteira. Também vi muito banditismo dos invasores de terras. Tiravam o mate, tocavam fogo por baixo e queimavam tudo. Naquele tempo, a gente não tinha estudo. Não sabia que tudo ia se acabar. Hoje, eu digo: tem gente que não vai conhecer pinhão. Se o governo não mandar plantar o pinheiro nativo, não exigir, isso vai dar problema. Ora, um dia faz 40 graus e no outro cai geada. O que é isso? A natureza está exigindo providência!”, avisa Ferreira.

O livro mostra, ainda, que a extração da madeira, as queimadas, a substituição da flora original pelo plantio de exóticas, a pressão urbana e a ocupação de terras por movimentos sociais são os verdadeiros assassinos da Floresta com Araucária. “Nascentes de água secaram porque a mata foi cortada. E quando uma árvore é derrubada, toda aquela água que ela continha vai para a atmosfera de maneira desequilibrada. É por isso que temos nevascas e tempestades desproporcionais, calor ou frio intensos”, explica Koch. O mateiro, que vive da floresta, e o fotógrafo, que busca a sobrevivência dela, chegam a uma mesma conclusão. É hora de dar um basta.

E o que está sendo feito para reverter essa situação? Infelizmente, muito pouco. Em 2005, o governo federal criou seis áreas de proteção à Floresta com Araucária nos estados do Paraná e Santa Catarina. Até hoje, não houve desapropriações, já que o governo não indenizou as famílias que deveriam deixar essas terras. “O governo é omisso!”, critica Mauricio Savi. E o ambientalista vai mais longe. “São gerações e gerações de famílias destruindo a mata. Primeiro foram os avôs, depois os filhos e agora os netos. Gente que continua derrubando árvores. Muitos políticos estão intimamente ligados a esse negócio e não fazem absolutamente nada para mudar a situação”.

O livro revela: “À exceção das áreas derrubadas com finalidade agrícola, as outras vêm sofrendo o corte seletivo da madeira, no qual são derrubadas apenas as árvores mais frondosas – e que alcançam maior valor no mercado clandestino. As toras são retiradas por estradinhas secundárias, muitas vezes à noite ou nos finais de semana, para tentar driblar a fiscalização”.

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O madeireiro não consegue vislumbrar o futuro. Só o hoje, o agora. “Quando ele olha para a árvore, ele pensa no dinheiro que vai pagar a festa de 15 anos da filha”, afirma Maria Celeste. Por isso mesmo, com essas populações, o simples apelo à preservação ambiental não funciona. Nas grandes cidades, mas ainda muito lentamente, as pessoas se tornam mais sensíveis a isso. “Quando cai uma árvore, junto com ela desaparece a memória e a cultura de um povo”, desabafa Savi.

Enquanto a ineficácia das políticas públicas só aumenta a dor da floresta, algumas iniciativas isoladas de organizações não-governamentais tentam minimizar o problema. Um desses exemplos é o do Programa Florar, criado pelo Instituto Agroflorestal Bernardo Hakvoort (IAF), que conta com o apoio ONG The Nature Conservancy (TNC)*. Fazem parte do programa 170 produtores rurais do município paranaense de Turvo, que decidiram investir na exploração sustentável de produtos não madeiráveis.

A beleza das fotos de Zig Koch e o alerta do texto de Maria Celeste Corrêa também foram transformados em uma exposição com 44 paineis. As imagens do fotógrafo foram doadas para a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) e farão parte de mostra itinerante que a instituição organizará em 2011.

Juntos, jornalista e fotógrafo, marido e mulher, querem se tornar pequenos agentes de mudança. “Temos que usar nosso conhecimento. Queremos que o livro toque as pessoas para que haja uma mudança de comportamento. A gente já destruiu uma floresta, vamos destruir outras? Precisamos dar uma chance à natureza para que ela possa manter nosso planeta vivo”, diz Koch.

*The Nature Conservancy (TNC)

Suzana Camargo – Edição: Mônica Nunes
Planeta Sustentável – 20/12/2010


3 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Serviço Florestal lança livro sobre recursos florestais da Caatinga

O Serviço Florestal Brasileiro (SBF), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), está lançando o livro “Uso Sustentável e Conservação dos Recursos Florestais da Caatinga”

A obra reúne artigos técnico-científicos resultados de 25 anos de pesquisa. Os estudos foram rigorosamente atualizados e consolidados por mais de 20 autores (pesquisadores e técnicos), de universidades regionais, órgãos estaduais de meio ambiente, organizações não-governamentais, além da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

 

De acordo com o chefe da Unidade Regional Nordeste do SFB, Newton Barcellos, o livro considera a relevância do manejo sustentável das florestas da Caatinga para o desenvolvimento econômico e social do Semiárido, bem como, sua influência sobre os meios de vida da população.

 

“Esse bioma tem um grande potencial de exploração, que urge por acontecer de modo sustentável, devido à inegável dependência econômica das comunidades locais, seja por meio do abastecimento com energéticos florestais para indústrias, estabelecimentos comerciais e domicílios, ou da comercialização e do beneficiamento de produtos não-madeireiros, como frutos e palhas, por exemplo”, avalia Barcellos.

 

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A publicação será lançada oficialmente no próximo dia 23 de novembro, às 15h50, no Recife Praia Hotel, em Recife (PE).

(Aline Guedes, Assessoria de Comunicação do Insa)


14 de fevereiro de 2010 | nenhum comentário »

Venenos de interesse

Livro editado por brasileiros e franceses reúne trabalhos de mais de 120 cientistas sobre avanços em pesquisas com toxinas animais e suas aplicações em saúde e biotecnologia

Reunindo o trabalho de mais de 120 cientistas de 20 países, o livro “Animal Toxins: state of the art. Perspectives in health and biotechnology”, que acaba de ser lançado, tem o objetivo de sintetizar o conhecimento internacional acumulado nos últimos anos sobre toxinas encontradas em animais marinhos, artrópodes e serpentes – além de catalogar suas mais novas aplicações em medicina e biotecnologia.

 

A editora-chefe do livro, Maria Elena de Lima – presidente da Sociedade Brasileira de Toxinologia (SBTx) e professora do Departamento de Bioquímica e Imunologia, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica que a importância da biodiversidade brasileira justifica que a obra, de alcance internacional, tenha sido publicada por aqui (pela Editora UFMG).

 

“Os produtos animais derivados dessas substâncias biologicamente ativas são focos atuais da ciência na busca de novos medicamentos e aplicações em biotecnologia. Como o Brasil possui cerca de 25% da biodiversidade mundial, sentimos a obrigação de liderar essa iniciativa”, disse Maria Elena à Agência Fapesp.

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Além de Maria Elena, outros quatro pesquisadores se encarregaram da edição da obra: Adriano Monteiro de Castro Pimenta, também professor do ICB-UFMG, Russolina Benedeta Zingali, pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e os franceses Marie France Martin-Eauclaire e Hervé Rochat, pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa Científica.

 

A equipe selecionou os autores entre aqueles que haviam dado contribuições mais relevantes à toxinologia animal nos últimos anos. O resultado foram 750 páginas divididas em 39 capítulos, com contribuição de mais de 120 cientistas que trabalham com diferentes aspectos da toxinologia em 20 países.

 

O papel de destaque do Brasil no cenário internacional da pesquisa em toxinologia, segundo Maria Elena, não se deve somente à imensa biodiversidade. A tradição dos estudos na área remonta aos trabalhos de Vital Brazil (1865-1950).

 

Entre os autores que contribuíram com o livro há cientistas de instituições com grande histórico de pesquisas na área, incluindo o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Além do Instituto Butantan, pioneiro em toxinologia no país, participaram também pesquisadores de instituições paulistas como a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

 

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“Uma evidência de que o Brasil tem excelência na área é que na revista Toxicon, uma das principais da área, temos vários editores brasileiros e calcula-se que até 30% das publicações são provenientes do país”, afirmou.

 

A professora acredita que atualmente os pesquisadores da área de toxinologia estão recebendo incentivo satisfatório no Brasil. “Isso é importante porque está relacionado à defesa do nosso material biológico, que é bastante raro e cobiçado. Queremos decifrar as possibilidades existentes nessas substâncias a fim de nos tornarmos proprietários delas”, disse.

 

Para garantir o domínio do conhecimento na área, segundo Maria Elena, é preciso capacitar recursos humanos especializados. A obra também deverá dar sua contribuição nesse aspecto. “O livro é voltado para cientistas, mas também para estudantes de todos os níveis, em áreas como biologia, farmácia, biotecnologia e biomédicas e biológicas em geral”, apontou.

 

Segundo ela, havia carência, no meio científico, de uma obra abrangente que reunisse resultados de pesquisas e possibilidades de aplicações em saúde e biotecnologia.

 

“Antes, as moléculas de interesse extraídas das toxinas animais eram usadas apenas em tratamentos de problemas de saúde. Hoje elas já são bastante utilizadas em experimentos para estudar, por exemplo, funções do sistema nervoso e cascatas de coagulação. Portanto, as toxinas podem ser usadas como ferramentas”, explicou.

 

Outra vertente atual, segundo Maria Elena, consiste em procurar conhecer o efeito biológico das toxinas para entender como elas interferem em funções do organismo perdidas ou exacerbadas. “Podemos usar essas moléculas como modelos de fármacos, como foi o caso do captopril, medicamento para hipertensão que teve base em uma toxina do veneno de jararacas”, disse.

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O laboratório coordenado por Maria Elena na UFMG, por exemplo, isolou uma molécula com funções anti-hipertensivas, isolada do veneno do escorpião. “Essa molécula, no entanto, age por mecanismos distintos daquela extraída da toxina da jararaca e poderá resultar em um medicamento alternativo para os pacientes nos quais o captopril não faz efeito”, disse.

 

Mais informações: www.editoraufmg.com.br

(Fábio de Castro, Agência Fapesp, 11/2)


14 de fevereiro de 2010 | nenhum comentário »

Dados florestais reunidos em livro estão disponíveis para download

A área das florestas naturais, plantadas e de unidades de conservação, além de taxas de desmatamento e características dos biomas são algumas das informações reunidas no minilivro Florestas do Brasil em Resumo.

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A  publicação, com quase 60 tabelas e 20 mapas, foi compilada pela equipe do Serviço Florestal Brasileiro e está disponível para download no site do Serviço Florestal – www.florestal.gov.br, http://www.florestal.gov.br, nas versões em português e inglês.

A obra traz um panorama do setor florestal no Brasil que começa com a explicação de conceitos básicos, como, por exemplo, o que é floresta, e mostra que a riqueza florestal ainda deixa o país como o segundo do mundo em extensão de florestas. Há, também, explicações sobre a gestão florestal e papel dos órgãos federais, como MMA, Serviço Florestal, Ibama e ICMBio.

No que se refere ao mercado, o livro mostra que o setor de base florestal gera cerca de US$ 37 bilhões e participa com cerca de 3,5% do PIB nacional. Só em 2007, a extração de madeira em tora ultrapassou os 270 milhões de metros cúbicos.

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Este modelo de minilivro é produzido por órgãos florestais de outros países como Austrália, Finlândia, Chile, Estados Unidos e Canadá e, na avaliação do diretor-geral do Serviço Florestal, Antônio Carlos Hummel, será de grande utilidade para todos os atores interessados na conservação e o manejo dos recursos florestais do Brasil. (Fonte: MMA)

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28 de maio de 2009 | nenhum comentário »

Zoo de São Paulo lança livro para comemorar seus 50 anos

Convidamos você para o lançamento do livro:
“Zôo São Paulo: 50 anos de História da Fundação Parque Zoológico de São Paulo” e homenagem ao Dr. Paulo Nogueira Neto, Conselheiro Honorário.

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Dia 08 de junho, a partir das 19 horas.
Livraria Cultura no Shopping Vila Lobos.
Contamos com sua presença.

Paulo Magalhães Bressan
Diretor Presidente
Fundação Parque Zoológico de São Paulozoo-sp-50-anos


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18 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas lançam livro e apresentam projetos realizados no Pantanal

A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maria Lúcia Cavalli destacou a importância das áreas úmidas para a regulação do clima e do ciclo hidrológico, purificando as águas e reabastecendo os lençóis freáticos. Essas declarações foram dadas na última segunda-feira (15), na abertura da 2ª Reunião de Avaliação do Comitê Científico Internacional, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (INAU), realizado em Cuiabá, pelo Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP).

Ela também fez uma explanação sobre a produção de conhecimentos na UFMT referente às áreas úmidas, que começou a tomar impulso na década de 90, com a parceria com o Instituto Max Planck da Alemanha, dentro do programa SHIFT (CNPq – BMF). Em 2000, quando o Pantanal foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, a instituição, buscou junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT a criação  do Centro de Pesquisa do Pantanal – CPP, envolvendo as instituições de ensino e pesquisas do Pantanal. Em 2008 foi criado o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas – INAU e neste mesmo ano foi anunciada pelo MCT a implantação do Instituto Nacional de Pesquisas do Pantanal – INPP no campus de Cuiabá da UFMT, que está na fase final de construção do espaço físico.

Dentre as diversas autoridades que participaram da abertura do evento, a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS, Célia Maria Silva Oliveira, disse que a instituição apóia as pesquisas realizadas pelas universidades do Centro-Oeste, que são tão importantes para o mundo todo.

Lançamento do livro - O livro “O Pantanal – Ecologia, biodiversidade de uma grande área úmida sazonal neotropical” (The Pantanal. Ecology, biodiversity of a large neotropical seasonal wetland), editado pelos professores Wolfgang J. Junk, Carolina J. da Silva, Cátia Nunes da Cunha & Karl M. Watzen, foi lançado  no evento.

“Mesmo com o advento da internet, não faz parte do passado escrever um livro. Esta publicação engloba o trabalho de mais de 100 pesquisadores, e é um marco para os estudos científicos, pelo menos para os próximos 15 anos”, enfatizou Wolfgang J. Junk.

A professora Cátia Nunes da Cunha não escondeu sua emoção ao contar que é neta de pantaneiros e atualmente a mais jovem integrante da equipe de pesquisadores que editou este livro. “Sinto-me muito feliz e emocionada por retornar ao Pantanal contribuindo com o seu desenvolvimento e preservação através da produção de conhecimento, resultado de muitos anos de pesquisas que culminou na produção deste livro, que será uma referência na área”, disse Cátia.

Carolina J. da Silva, também uma das editoras do livro, contou que trata -se da mais  abrangente obra sobre o Pantanal, sendo uma referência para a pesquisa. “É um marco referencial teórico do Pantanal na história da ciência brasileira, quem for estudar este bioma tem que ‘passar’ pelo livro”, enfatizou. O livro pode ser adquirido pelo site www.pensoft.net.

Fonte: Ascom  CPP


5 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Oceanografia, Biologia e Dinâmica Populacional de Recursos Pesqueiros

Professor do Instituto de Ciências do Mar da Universidade Federal do Ceará lança livro hoje (5).

O lançamento do livro “Oceanografia, Biologia e Dinâmica Populacional de Recursos Pesqueiros” de autoria do professor Antonio Adauto Fonteles-Filho, será lançado em solenidade hoje, em Fortaleza (CE).

Com este livro, o autor espera colocar metodologias modernas de estudo das populações pesqueiras à disposição do público sempre crescente no âmbito acadêmico, tendo em vista a criação de novos cursos de Engenharia de Pesca e Oceanografia em universidades públicas brasileiras atribuindo uma ênfase especial ao estudo dos processos oceanográficos que fundamentam a produção de pescados.

O professor Luís Parente Maia, Diretor do Instituto de Ciências do Mar enfatiza a importância do livro como fonte de consulta e material básico para pesquisa e ensino. “Este livro se destina a estudantes, docentes e profissionais das áreas de Engenharia de Pesca, Biologia, Oceanografia e Ciências Ambientais, e os temas nele desenvolvidos devem ser utilizados para ampliar sua proficiência nos campos do ensino, pesquisa e extensão, e contribuir para o aumento e sustentabilidade da produção de pescado em âmbito nacional.”

Sobre o autor - Antonio Adauto Fonteles-Filho é Engenheiro Agrônomo, formado pela Escola de Agronomia da Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, em 1967, doutor pela University of East Anglia, Norwich, Inglaterra, em 1976, tendo realizado pós-doutorado na San Diego State University, Califórnia, EUA, em 1984. Sua carreira profissional foi desenvolvida no Instituto de Ciências do Mar, onde começou em 1968. Após a aposentadoria em agosto de 1995, tem dado continuidade a suas atividades de pesquisa e ensino.

Na área da pesquisa, seu principal interesse tem sido o estudo da Biologia Pesqueira e Dinâmica Populacional dos principais recursos pesqueiros do Estado do Ceará – lagostas do gênero Panulirus, pargo, cavala e serra. Foi membro do Comitê de Oceanografia do CNPq no período 1984-1985. Exerce a função de Editor-Chefe do periódico Arquivos de Ciências do Mar, desde 1976 até o presente.

Fonte: Ascom da UFC


17 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Lançado o Guia interativo dos Anfíbios Anuros da Mata Atlântica!

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Lançamento do Guia Interativo de Anfíbios da Mata Atlântica
Apresentação no Viva Mata – SOS Mata Atlântica

Data: 20/05/2011

Horário: 16h30

Local: Auditório Central do evento Viva a Mata, localizado na Marquise do Parque do Ibirapuera, no Museu Afro

À venda em livrarias ou pelo site: www.editoraneotropica.com.br


2 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Diários do pioneiro ambiental Paulo Nogueira Neto

Cadernos do criador do primeiro órgão ambiental federal do Brasil, na década de 1970, são transformados em livro

Numa noite de 2003, uma pilha de cadernos azuis amarrados por cordões de algodão parou no colo da advogada Flávia Frangetto. “Quero que você me ajude a transformá-los em livro”, pediu Paulo Nogueira-Neto, dono dos papéis amarelados pelo tempo. Flávia passou aquela madrugada em claro, encantada com os diários do homem que inaugurou o primeiro órgão ambiental federal do Brasil, na década de 1970: a Secretaria Especial de Meio Ambiente (Sema). Algum tempo depois, ligou para ele avisando: “Isso aqui é tão fascinante que o livro já está pronto”.

 

Pronto mesmo, o “Diário de Paulo Nogueira-Neto – Uma trajetória ambientalista” só ficou agora, no finalzinho de 2010, pela editora Empresa das Artes. Afinal, eram quase 15 mil páginas manuscritas contando os bastidores de uma carreira ambiental tão vasta quanto frutífera. “Comecei a escrever no primeiro dia que assumi o cargo. É coisa de família, meu pai e meu avô também fizeram diários. É uma família de diaristas”, brinca.

 

Não é para menos. Nas veias de Nogueira-Neto corre o sangue de José Bonifácio, Domenico Vandelli e Campos Salles. História para contar, portanto, não falta. E alguns dos capítulos mais importantes da trajetória ambiental brasileira estão ali, nas mais de 800 páginas que resultaram o livro. Tudo com um olhar franco, sensível, crítico. E de dentro dos corredores oficiais.

 

Partindo do zero

 

Criada na esteira da Conferência de Estolcomo, em 1972, a Sema nasceu modesta. “Eu tinha exatamente cinco funcionários e três salas pra resolver os problemas do meio ambiente do Brasil inteiro”, recorda o pioneiro, que à época lecionava no Departamento de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), onde se formou em Direito e História Natural.

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Muitas passagens do diário evidenciam como a missão foi árdua. Ainda mais num tempo em que o desenvolvimento era tocado no estilo custe o que custar. “Hoje me sinto muito cansado, quase exausto. O serviço na Sema é ininterrupto, pesado e tensionante”, escreveu em julho de 1979, sem perder, porém, as estribeiras: “Mas me fascina”.

 

“Quando Paulo saiu da Sema, deixou muita coisa bem estruturada. Ele partiu do nada”, lembra o almirante Ibsen de Gusmão Câmara, antigo militante da conservação marinha e amigo de Nogueira-Neto. E o almirante não exagera. Além da micro equipe que o ex-secretário especial de Meio Ambiente tinha, o orçamento para a pasta não chegava a 1% dos recursos do Ministério do Interior, ao qual pertencia a Sema. “Nossa carência de recursos é aguda”, escreveu o ex-secretário à época.

 

O jeito foi tentar ecoar a importância da secretaria e ir cavando apoio, o que Nogueira-Neto fazia como ninguém. Em pleno governo militar, ele não abraçou partidos ou ideologias. A única coisa que abraçava era a causa ambiental. “Fui duas vezes convidado a me filiar ao partido do governo e rejeitei. Eu procurava fazer serviço público, para todos”, diz, o que confirma Ibsen Câmara: “O Paulo nunca se meteu em política. Ele administrava a Sema de maneira puramente técnica, profissional. Isso fez com que atravessasse várias anos”.

 

Os frutos

 

Foram 12 os anos à frente do órgão que mais tarde se tornou Ibama e foi embrião do Ministério do Meio Ambiente. Tempo suficiente para que sua estrutura engordasse e Nogueira-Neto deixasse um legado generoso. “Ele deixou uma legislação ambiental avançada, começou com os licenciamentos ambientais e criou as primeiras Estações Ecológicas e Áreas de Proteção Ambiental (APAs)”, recorda o engenheiro agrônomo Alceo Magnanini, que à época era diretor do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF), subordinado ao Ministério da Agricultura.

 

Volta e meia os dois se encontravam para trocar palpites sobre a criação de novas áreas protegidas. Um total de 3,2 milhões de hectares viraram unidades de conservação na gestão do ex-secretário. “A presença de Paulo possibilitou que a área ambiental saísse do marasmo”, afirma Magnanini.

 

Quando deixou a Sema, o caminho de Nogueira-Neto parecia estar só começando. Além de ter ajudado a fundar o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) e outros conselhos, ele passou por ONGs, criou fundações, ganhou prêmios e homenagens e representou, com mais um membro, a América Latina na Comissão Brundtland, o famoso grupo internacional de onde saiu a expressão “desenvolvimento sustentável”.

 

De 1984 a 1987, ele rodou o mundo com os outros 22 membros da comissão, em debates amplos e complexos sobre os problemas ambientais do mundo inteiro. Em seus diários, conta como discussões atuais já eram levantadas naquela época, como as conseqüências do desmatamento: “Desaparecendo as árvores, rompe-se o ciclo hidrológico (evaporação, chuvas etc.) e a agricultura é muito atingida”, escreveu, em 1985.

 

Os ‘causos’ também entravam nas anotações. Como na ocasião em que a comissão foi visitar a Amazônia poucos dias depois que o governador do Amazonas, Gilberto Mestrinho, havia feito um discurso dizendo ser pura bobagem proteger a floresta da região, que “não acabaria nem com mil anos”. Irritados, alguns membros se recusaram a ir ao jantar oficial em que estaria o governador. Nogueira-Neto teve que atacar de diplomata e conseguiu acalmar os ânimos: “Mantive a conversação entre a doutora Brundtland, eu e o governador a mais animada possível para criar uma boa atmosfera”, escreveu. E o jantar terminou em paz.

 

Assim, equilibrado e conciliador, Nogueira-Neto foi atravessando, um a um, os obstáculos que a carreira ambiental lhe jogava na frente. Cansava, mostram seus registros. Mas seguia com a missão. “É preciso preparar o terreno para o dia em que a conservação da natureza não seja relegada ao último plano na organização administrativa do país”, tomou nota, em 1972.

 

Quase 40 anos mais tarde, ele diz que valeu a pena. “Naquela época, os interessados em meio ambiente cabiam numa Kombi. Hoje já há uma consciência não só brasileira mas mundial”, acredita. “Antes nós íamos à imprensa dar as notícias da área. Hoje, olha só, foi você quem me ligou para isso”.

(Bernardo Câmara)

(O Eco, 25/1)


7 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Informações sobre florestas são reunidas em livro de bolso

As principais informações do setor florestal do país estão reunidas no livro de bolso Florestas do Brasil em Resumo 2010, que o Serviço Florestal Brasileiro lançou no último mês de dezembro

A publicação, de 152 páginas, aborda, entre outros assuntos, características dos seis biomas, avanços na gestão das florestas, aspectos socioeconômicos da área florestal e ensino e pesquisa relacionados ao tema. 

Neste minilivro, que atualiza informações presentes na primeira edição da obra, foram incluídas informações sobre crédito florestal, manejo florestal na Amazônia e na Caatinga, unidades de conservação estaduais e comparativo mundial do estoque de biomassa florestal viva. 

“Esta é uma obra em movimento. As informações sobre floresta são dinâmicas e, portanto, as atualizações serão constantes”, afirma a diretora de Pesquisa e Informação Florestal do Serviço Florestal, Cláudia Azevedo-Ramos. 

As seções foram organizadas de forma curta e objetiva para que o leitor manuseie a publicação com facilidade e encontre rapidamente os dados que procura. 

 

Veja algumas das informações presentes em cada capítulo:

 

As florestas brasileiras 

A publicação mostra que existem 509 milhões de hectares de florestas naturais e 6,8 milhões de hectares de florestas plantadas. O número de florestas plantadas aumentou cerca de 200 mil hectares entre 2008 e 2009 e a produtividade de metros cúbicos por hectare de pinus e eucalipto – que ocupam mais de 90% da área plantada – também, devido a fatores como o uso de novas tecnologias, por exemplo, o melhoramento genético de sementes.

 

Os biomas brasileiros e suas florestas 

Esta seção apresenta tabelas de dados e mapas sobre a cobertura florestal dos seis biomas, o volume de madeira, o estoque de carbono armazenado na biomassa e informações adicionais a respeito de cada um deles. A Amazônia, por exemplo, tem cerca de 45 mil espécies de plantas e vertebrados, uma das biodiversidades mais ricas do mundo, mas enfrenta o desafio de conciliar conservação dos recursos com uso pela população.

 

Gestão florestal 

Os principais planos de governo para estimular o desenvolvimento sustentável estão nesse item, que fala, por exemplo, da criação do Distrito Florestal Sustentável (DFS) da BR-163, das concessões florestais na Amazônia e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal. Esta seção apresenta ainda 13 linhas e programas de crédito florestal, suas finalidades e o agente financeiro que as operam.

 

Monitoramento das florestas 

A série histórica do desmatamento na Amazônia entre 1988 e 2010 está nesta seção, onde é possível visualizar a queda no corte da floresta a partir de 2004. O capítulo também fala do Sistema Nacional de Parcelas Permanentes para o monitoramento da dinâmica das florestas naturais e plantadas e do Inventário Florestal Nacional.

 

Áreas protegidas e biodiversidade 

Existem hoje 309 unidades de conservação federais, sendo 172 de uso sustentável e 137 de uso integral. A divisão por categoria e a área de cada uma estão nesse item, que também traz a área de unidades de conservação por bioma e a lista de espécies madeireiras ameaçadas de extinção.

 

Aspectos socioeconômicos do setor florestal 

O número de empregos formais no setor florestal decresceu entre 2007 e 2009, e contava com cerca de 616 mil trabalhadores no ano passado. Nos setores de produção de celulose e papel e de produção moveleira, porém, houve aumento no número de empregos nos últimos anos. Tabelas apresentam dados de exportação e importação de produtos florestais e dados recentes sobre os pólos madeireiros da Amazônia Legal.

 

Ensino e pesquisa florestal 

Em 2009, o país formou mais de 300 mestres e doutores em engenharia florestal e ciências florestais, um aumento de quase 20% em relação ao ano anterior. Este capítulo mostra um mapa da distribuição dos cursos de graduação, pós-graduação e cursos técnicos no país. Os principais centros de pesquisa no tema, exceto as universidades, contam com cerca de 200 profissionais entre graduados, mestres e doutores.

 

Comparações internacionais 

O topo de três importantes dados florestais é ocupado por países distintos. A Rússia tem a maior área florestal, cerca de 810 milhões de hectares; a China, a maior área de florestas plantadas, 77 milhões de hectares, e o Brasil, o maior estoque de carbono na biomassa florestal o Brasil, cerca de 62 bilhões de toneladas.

 

A versão em PDF está disponível em:

http://www.mma.gov.br/estruturas/sfb/_arquivos/livro_de_bolso___sfb_mma_2010_web_95.pdf

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(Assessoria de Comunicação do MMA, 5/1)


23 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Floresta com Araucária, quase extinta

gritos-araucaria-abre-325x167Resta pouco – 1 a 2% – do que um dia foi a maior floresta do sul do Brasil. Decisões políticas equivocadas, desmatamento desenfreado e completo descaso pela natureza devastaram imensas áreas de uma exuberante vegetação. E muito pouco está sendo feito para reverter essa situação. Livro lançado este mês registra o drama desse ecossistema

Vale a pena repetir. Restaram somente cerca de 1% a 2% da cobertura original da Floresta com Araucária, que, no passado, cobriu grande parte do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e, ainda, áreas menores na região da Mantiqueira – São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Se não bastasse a percentagem chocante, é mais revoltante ainda descobrir que o estado do Paraná continua sendo, ainda hoje, o maior exportador de araucária do país. Realmente, não faz o menor sentido, principalmente quando se leva em conta que o belíssimo pinheiro do Paraná é um dos símbolos desse estado.

Não é de hoje que a floresta, que abriga essas espécies centenárias, quase milenares, vem sendo maltratada. A história é antiga. Entretanto, é preciso explicar a importância desse bioma para o ecossistema brasileiro.

Até hoje, no mundo todo foram identificadas 41 espécies de árvores da Família Araucariaceae, distribuídas em três gêneros: Agathis, Wollemia e Araucaria. A Araucaria é subdividida em 19 espécies, todas elas encontradas no Hemisfério Sul, incluindo pequenas áreas na Oceania e Austrália. Na América do Sul, existem apenas duas espécies: a Araucária-do-chile, presente no Chile e Argentina, e a Araucária ou Pinheiro-brasileiro, localizado no Brasil e em pequenas manchas no Paraguai e também na Argentina. No Paraná, a Floresta com Araucárias chegou a cobrir 40% da superfície, em Santa Catarina 30% e Rio Grande do Sul 25%. Com seu imponente tronco e a copa voltada para o sol, a araucária levava beleza e biodiversidade para a região.

Acredita-se que a Floresta com Araucária começou a tomar forma no sul do Brasil após a última glaciação do planeta e atingiu o ápice há aproximadamente 2.200 anos. “Essa floresta é uma das formas de vegetação mais antigas do mundo, que são as florestas com coníferas”, explica Mauricio Savi, doutor em engenharia florestal e mestre em conservação da natureza pela Universidade Federal do Paraná. Inicialmente sendo mais predominante na região sudeste do país, com o aumento da umidade no sul, a floresta encontrou as condições perfeitas para se desenvolver plenamente. Uma araucária vive, em média, 700 anos, entretanto algumas podem chegar a mais de mil anos de vida.

Pesquisadores afirmam que a Floresta com Araucária chegou a ocupar aproximadamente 200 mil quilômetros quadrados do chamado Planalto Meridional. Principal espécie desse ecossistema, ela não é a única. Rica em biodiversidade, a floresta é formada por outras centenas de espécies vegetais e animais. Já foram identificadas nela mais de 1.500 espécies botânicas entre herbáceas, arbustivas e arbóreas, além de epífitas, musgos e fungos. “A floresta apresenta uma fauna exuberante, característica do sul do Brasil, podendo-se encontrar tucanos, gaviões, lobos-guarás, codornas, saracuras, emas. Infelizmente com a devastação das florestas, alguns desses animais entraram em extinção”, afirma Savi.

Foi nas primeiras décadas do século XX que a maior floresta do sul do Brasil começou a ser destruída. No Rio Grande do Sul, na divisa com a Argentina e Uruguai, os “coronéis” de estâncias se tornaram bastante fortes politicamente e influenciaram a maneira como a floresta passou a ser vista e tratada. “Impulsionados pelo governo Getúlio Vargas, os gaúchos foram incentivados a ocupar as terras do Paraná e Santa Catarina. Para isso, foram devastando a Floresta com Araucária. Naquela época, o lema era terra boa é terra limpa”, conta o biológo. “Ainda hoje é lei, acredite ou não. A floresta cortada ou dizimada vale mais que a floresta em pé”.

Para trazer abaixo essa vegetação secular foi usado, num primeiro momento, p fogo e, em seguida, o machado. “Foi uma dizimação com apoio governamental”, diz Mauricio Savi. Junto com a floresta, índios e caboclos que moravam perto ou dentro dela também perderam a vida. Foi nessa época também que surgiu a Lumber, a maior madeireira de todos os tempos na América Latina. Localizada no município de Três Barras, em Santa Catarina, a madeireira chegou a exportar um bilhão de metros cúbicos de araucária. Sob os mandos do proprietário, o americano Percival Farquhar, em 40 anos de existência, a Lumber cortou 15 milhões de pinheiros e milhões de outras árvores nativas de grande valor comercial, como as várias espécies de canelas e também a imbuia.

Vergonhosamente, o Brasil se tornou o maior exportador mundial de araucária, utilizada, principalmente durante o período da Segunda Guerra, pela indústria siderúrgica e aeronáutica, já que a madeira brasileira era leve e fácil de ser trabalhada.

Com a derrubada das araucárias, veio a erosão, o empobrecimento do solo, a mudança no clima da região e no regime hídrico, além obviamente, de uma alteração estúpida – em todos os sentidos, da paisagem natural. E é através das lentes de sua máquina fotográfica, que ao longo dos últimos 23 anos, o fotógrafo curitibano Zig Koch vem registrando o fim da floresta que lhe é tão cara. “Passei minha infância viajando por municípios vizinhos de Curitiba, onde havia araucárias belíssimas. Hoje, muitas dessas áreas não existem mais ou viraram áreas agrícolas”, lamenta Koch.

“À beira da extinção, temos pouco tempo e uma última chance de reagir para que esta floresta sobreviva ao século XXI e a araucária – fóssil vivo, que avançou sobre a Terra por 250 milhões de anos – não desapareça…”. É dessa maneira tocante, logo na introdução do livro Araucária – A Floresta do Brasil Meridional – lançado neste mês pela Editora Olhar Brasileiro (Leia a reportagem Floresta Araucária é tema de livro ) – que Zig Koch e a mulher e jornalista, Maria Celeste Corrêa fazem um apelo pela salvação da floresta. Dois apaixonados pela natureza, Zig mostra através de belíssimas imagens a força da araucária, Maria Celeste traça um texto conclusivo sobre a tragédia que se abate sobre esse importante ecossistema do sul do país. “Infelizmente, não é só a floresta que está morrendo. Quando um papagaio voa quilômetros e mais quilômetros para encontrar o alimento que deveria estar na floresta, e não o encontra, ele acaba morrendo porque não tem mais forças para fazer o caminho de volta”, conta a jornalista.

A obra bilíngue (inglês e português) tem 168 páginas e cerca de 175 fotos. “Minhas lentes foram registrando a depauperação da floresta”, constata Koch. Para acompanhar as imagens, Maria Celeste Corrêa fez uma pesquisa intensa durante os últimos 12 anos. Viajou junto com o marido, contou com a colaboração de 14 consultores científicos e leu uma centena de livros para aprender mais sobre a população de índios Kaigang, primeiros habitantes da floresta. Pelas andanças na região, a jornalista se defrontou com depoimentos contundentes de gente humilde, mas nem por isso ignorante. Um deles é do mateiro (nome dado a quem derruba árvores) gaúcho Gerôncio Ferreira, de 70 anos. “Derrubei muito pinheiro com mais de 80 centímetros de diâmetro. Também cortei muita imbuia e canela. Foi o meu serviço a vida inteira. Também vi muito banditismo dos invasores de terras. Tiravam o mate, tocavam fogo por baixo e queimavam tudo. Naquele tempo, a gente não tinha estudo. Não sabia que tudo ia se acabar. Hoje, eu digo: tem gente que não vai conhecer pinhão. Se o governo não mandar plantar o pinheiro nativo, não exigir, isso vai dar problema. Ora, um dia faz 40 graus e no outro cai geada. O que é isso? A natureza está exigindo providência!”, avisa Ferreira.

O livro mostra, ainda, que a extração da madeira, as queimadas, a substituição da flora original pelo plantio de exóticas, a pressão urbana e a ocupação de terras por movimentos sociais são os verdadeiros assassinos da Floresta com Araucária. “Nascentes de água secaram porque a mata foi cortada. E quando uma árvore é derrubada, toda aquela água que ela continha vai para a atmosfera de maneira desequilibrada. É por isso que temos nevascas e tempestades desproporcionais, calor ou frio intensos”, explica Koch. O mateiro, que vive da floresta, e o fotógrafo, que busca a sobrevivência dela, chegam a uma mesma conclusão. É hora de dar um basta.

E o que está sendo feito para reverter essa situação? Infelizmente, muito pouco. Em 2005, o governo federal criou seis áreas de proteção à Floresta com Araucária nos estados do Paraná e Santa Catarina. Até hoje, não houve desapropriações, já que o governo não indenizou as famílias que deveriam deixar essas terras. “O governo é omisso!”, critica Mauricio Savi. E o ambientalista vai mais longe. “São gerações e gerações de famílias destruindo a mata. Primeiro foram os avôs, depois os filhos e agora os netos. Gente que continua derrubando árvores. Muitos políticos estão intimamente ligados a esse negócio e não fazem absolutamente nada para mudar a situação”.

O livro revela: “À exceção das áreas derrubadas com finalidade agrícola, as outras vêm sofrendo o corte seletivo da madeira, no qual são derrubadas apenas as árvores mais frondosas – e que alcançam maior valor no mercado clandestino. As toras são retiradas por estradinhas secundárias, muitas vezes à noite ou nos finais de semana, para tentar driblar a fiscalização”.

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O madeireiro não consegue vislumbrar o futuro. Só o hoje, o agora. “Quando ele olha para a árvore, ele pensa no dinheiro que vai pagar a festa de 15 anos da filha”, afirma Maria Celeste. Por isso mesmo, com essas populações, o simples apelo à preservação ambiental não funciona. Nas grandes cidades, mas ainda muito lentamente, as pessoas se tornam mais sensíveis a isso. “Quando cai uma árvore, junto com ela desaparece a memória e a cultura de um povo”, desabafa Savi.

Enquanto a ineficácia das políticas públicas só aumenta a dor da floresta, algumas iniciativas isoladas de organizações não-governamentais tentam minimizar o problema. Um desses exemplos é o do Programa Florar, criado pelo Instituto Agroflorestal Bernardo Hakvoort (IAF), que conta com o apoio ONG The Nature Conservancy (TNC)*. Fazem parte do programa 170 produtores rurais do município paranaense de Turvo, que decidiram investir na exploração sustentável de produtos não madeiráveis.

A beleza das fotos de Zig Koch e o alerta do texto de Maria Celeste Corrêa também foram transformados em uma exposição com 44 paineis. As imagens do fotógrafo foram doadas para a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) e farão parte de mostra itinerante que a instituição organizará em 2011.

Juntos, jornalista e fotógrafo, marido e mulher, querem se tornar pequenos agentes de mudança. “Temos que usar nosso conhecimento. Queremos que o livro toque as pessoas para que haja uma mudança de comportamento. A gente já destruiu uma floresta, vamos destruir outras? Precisamos dar uma chance à natureza para que ela possa manter nosso planeta vivo”, diz Koch.

*The Nature Conservancy (TNC)

Suzana Camargo – Edição: Mônica Nunes
Planeta Sustentável – 20/12/2010


3 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Serviço Florestal lança livro sobre recursos florestais da Caatinga

O Serviço Florestal Brasileiro (SBF), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), está lançando o livro “Uso Sustentável e Conservação dos Recursos Florestais da Caatinga”

A obra reúne artigos técnico-científicos resultados de 25 anos de pesquisa. Os estudos foram rigorosamente atualizados e consolidados por mais de 20 autores (pesquisadores e técnicos), de universidades regionais, órgãos estaduais de meio ambiente, organizações não-governamentais, além da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

 

De acordo com o chefe da Unidade Regional Nordeste do SFB, Newton Barcellos, o livro considera a relevância do manejo sustentável das florestas da Caatinga para o desenvolvimento econômico e social do Semiárido, bem como, sua influência sobre os meios de vida da população.

 

“Esse bioma tem um grande potencial de exploração, que urge por acontecer de modo sustentável, devido à inegável dependência econômica das comunidades locais, seja por meio do abastecimento com energéticos florestais para indústrias, estabelecimentos comerciais e domicílios, ou da comercialização e do beneficiamento de produtos não-madeireiros, como frutos e palhas, por exemplo”, avalia Barcellos.

 

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A publicação será lançada oficialmente no próximo dia 23 de novembro, às 15h50, no Recife Praia Hotel, em Recife (PE).

(Aline Guedes, Assessoria de Comunicação do Insa)


14 de fevereiro de 2010 | nenhum comentário »

Venenos de interesse

Livro editado por brasileiros e franceses reúne trabalhos de mais de 120 cientistas sobre avanços em pesquisas com toxinas animais e suas aplicações em saúde e biotecnologia

Reunindo o trabalho de mais de 120 cientistas de 20 países, o livro “Animal Toxins: state of the art. Perspectives in health and biotechnology”, que acaba de ser lançado, tem o objetivo de sintetizar o conhecimento internacional acumulado nos últimos anos sobre toxinas encontradas em animais marinhos, artrópodes e serpentes – além de catalogar suas mais novas aplicações em medicina e biotecnologia.

 

A editora-chefe do livro, Maria Elena de Lima – presidente da Sociedade Brasileira de Toxinologia (SBTx) e professora do Departamento de Bioquímica e Imunologia, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica que a importância da biodiversidade brasileira justifica que a obra, de alcance internacional, tenha sido publicada por aqui (pela Editora UFMG).

 

“Os produtos animais derivados dessas substâncias biologicamente ativas são focos atuais da ciência na busca de novos medicamentos e aplicações em biotecnologia. Como o Brasil possui cerca de 25% da biodiversidade mundial, sentimos a obrigação de liderar essa iniciativa”, disse Maria Elena à Agência Fapesp.

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Além de Maria Elena, outros quatro pesquisadores se encarregaram da edição da obra: Adriano Monteiro de Castro Pimenta, também professor do ICB-UFMG, Russolina Benedeta Zingali, pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e os franceses Marie France Martin-Eauclaire e Hervé Rochat, pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa Científica.

 

A equipe selecionou os autores entre aqueles que haviam dado contribuições mais relevantes à toxinologia animal nos últimos anos. O resultado foram 750 páginas divididas em 39 capítulos, com contribuição de mais de 120 cientistas que trabalham com diferentes aspectos da toxinologia em 20 países.

 

O papel de destaque do Brasil no cenário internacional da pesquisa em toxinologia, segundo Maria Elena, não se deve somente à imensa biodiversidade. A tradição dos estudos na área remonta aos trabalhos de Vital Brazil (1865-1950).

 

Entre os autores que contribuíram com o livro há cientistas de instituições com grande histórico de pesquisas na área, incluindo o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Além do Instituto Butantan, pioneiro em toxinologia no país, participaram também pesquisadores de instituições paulistas como a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

 

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“Uma evidência de que o Brasil tem excelência na área é que na revista Toxicon, uma das principais da área, temos vários editores brasileiros e calcula-se que até 30% das publicações são provenientes do país”, afirmou.

 

A professora acredita que atualmente os pesquisadores da área de toxinologia estão recebendo incentivo satisfatório no Brasil. “Isso é importante porque está relacionado à defesa do nosso material biológico, que é bastante raro e cobiçado. Queremos decifrar as possibilidades existentes nessas substâncias a fim de nos tornarmos proprietários delas”, disse.

 

Para garantir o domínio do conhecimento na área, segundo Maria Elena, é preciso capacitar recursos humanos especializados. A obra também deverá dar sua contribuição nesse aspecto. “O livro é voltado para cientistas, mas também para estudantes de todos os níveis, em áreas como biologia, farmácia, biotecnologia e biomédicas e biológicas em geral”, apontou.

 

Segundo ela, havia carência, no meio científico, de uma obra abrangente que reunisse resultados de pesquisas e possibilidades de aplicações em saúde e biotecnologia.

 

“Antes, as moléculas de interesse extraídas das toxinas animais eram usadas apenas em tratamentos de problemas de saúde. Hoje elas já são bastante utilizadas em experimentos para estudar, por exemplo, funções do sistema nervoso e cascatas de coagulação. Portanto, as toxinas podem ser usadas como ferramentas”, explicou.

 

Outra vertente atual, segundo Maria Elena, consiste em procurar conhecer o efeito biológico das toxinas para entender como elas interferem em funções do organismo perdidas ou exacerbadas. “Podemos usar essas moléculas como modelos de fármacos, como foi o caso do captopril, medicamento para hipertensão que teve base em uma toxina do veneno de jararacas”, disse.

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O laboratório coordenado por Maria Elena na UFMG, por exemplo, isolou uma molécula com funções anti-hipertensivas, isolada do veneno do escorpião. “Essa molécula, no entanto, age por mecanismos distintos daquela extraída da toxina da jararaca e poderá resultar em um medicamento alternativo para os pacientes nos quais o captopril não faz efeito”, disse.

 

Mais informações: www.editoraufmg.com.br

(Fábio de Castro, Agência Fapesp, 11/2)


14 de fevereiro de 2010 | nenhum comentário »

Dados florestais reunidos em livro estão disponíveis para download

A área das florestas naturais, plantadas e de unidades de conservação, além de taxas de desmatamento e características dos biomas são algumas das informações reunidas no minilivro Florestas do Brasil em Resumo.

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A  publicação, com quase 60 tabelas e 20 mapas, foi compilada pela equipe do Serviço Florestal Brasileiro e está disponível para download no site do Serviço Florestal – www.florestal.gov.br, http://www.florestal.gov.br, nas versões em português e inglês.

A obra traz um panorama do setor florestal no Brasil que começa com a explicação de conceitos básicos, como, por exemplo, o que é floresta, e mostra que a riqueza florestal ainda deixa o país como o segundo do mundo em extensão de florestas. Há, também, explicações sobre a gestão florestal e papel dos órgãos federais, como MMA, Serviço Florestal, Ibama e ICMBio.

No que se refere ao mercado, o livro mostra que o setor de base florestal gera cerca de US$ 37 bilhões e participa com cerca de 3,5% do PIB nacional. Só em 2007, a extração de madeira em tora ultrapassou os 270 milhões de metros cúbicos.

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Este modelo de minilivro é produzido por órgãos florestais de outros países como Austrália, Finlândia, Chile, Estados Unidos e Canadá e, na avaliação do diretor-geral do Serviço Florestal, Antônio Carlos Hummel, será de grande utilidade para todos os atores interessados na conservação e o manejo dos recursos florestais do Brasil. (Fonte: MMA)

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28 de maio de 2009 | nenhum comentário »

Zoo de São Paulo lança livro para comemorar seus 50 anos

Convidamos você para o lançamento do livro:
“Zôo São Paulo: 50 anos de História da Fundação Parque Zoológico de São Paulo” e homenagem ao Dr. Paulo Nogueira Neto, Conselheiro Honorário.

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Dia 08 de junho, a partir das 19 horas.
Livraria Cultura no Shopping Vila Lobos.
Contamos com sua presença.

Paulo Magalhães Bressan
Diretor Presidente
Fundação Parque Zoológico de São Paulozoo-sp-50-anos


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