29 de agosto de 2013 | nenhum comentário »

IPEVS resgata Ratão-do-banhado dentro de projeto assistencial em Cornélio Procópio

Rato Selvagem é capturado dentro de projeto assistencial em Cornélio Procópio

Ratão do Banhado resgate realizado pelo IPEVS. Imagem: Câmera Repórter

Na terça-feira (27), o Responsável Técnico do IPEVS (Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Meio Ambiente) biólogo e médico veterinário Rafael Haddad, deslocou até o Projeto Assistencial Espaço Jovem, localizado na Rua Pará em Cornélio Procópio, para fazer o resgate de um animal silvestre que apareceu na entidade.


 Rafael Haddad ressaltou que é mais uma situação de animais silvestres adentrando na zona urbana, devido à perda do seu habitat natural.

O ratão do banhado, assim como é conhecido, não era comum em nossa região, porém a população cresceu e por não encontrar mais espaço na natureza, acabou se deslocando para áreas urbanas.

Esse animal silvestre é muito parecido com a capivara, porém apresenta uma cauda comprida, dentes alaranjados e membros traseiros como nadadeiras; se alimentam de plantas aquáticas, gostam de lagos e pântanos.

O animal encontrado é jovem, macho, pesando aproximadamente quatro quilos e estava muito agressivo durante a captura; se fosse um animal adulto seria muito difícil para contê-lo.

O biólogo ressaltou que a população não deve tentar capturar nenhum animal silvestre e sim acionar rapidamente a equipe do Corpo de Bombeiros ou a equipe do IAP ou a equipe do IPEVS para realizar o resgate do animal.

O ratão do banhado será encaminhado para uma região distante da cidade, onde há um rio em que o animal possa se locomover tranquilamente.

Rato Selvagem é capturado dentro de projeto assistencial em Cornélio Procópio

Após o resgate o Ratão do banhado (Myocastor coypus) será encaminhado para soltura. Imagem: Câmera Repórter.

O médico veterinário do IPEVS Rafael Haddad em entrevista sobre o resgate ao jornalista Paulo Ribeiro. Imagem: IPEVS

Fonte: Câmera Repórter e Ascom IPEVS


12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Sem interesse de zoológicos, animais vivem em centro de triagem em RO

Rejeitada por zoológicos, onça parda está no centro há oito meses.
Pelo menos 30 animais aguardam para serem adotados, em Porto Velho.

Com aproximadamente 10 meses de idade, a onça parda Dodge, encontrada em julho do ano passado por um sitiante em São Miguel do Guaporé (RO), a 540 quilômetros de Porto Velho, continua no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Porto Velho, onde aguarda o interesse de zoológicos do país. Assim como Dodge, aproximadamente 30 animais, entre diversas espécies de macacos e aves, também aguardam para serem tranferidos a instituições competentes credenciadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

Dodge está com cerca de nove meses (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Dodge está com cerca de nove meses (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Arara faz parte dos animais aptos para serem doados a zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Arara faz parte dos animais aptos para serem doados a zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Após chegar ao centro de triagem,  a onça parda passou por um processo de enriquecimento ambiental para que começasse a desenvolver os seus instintos. Aos seis meses Dodge foi desmamado e passou a se alimentar exclusivamente de carne, sendo considerado apto para ser doado para instituições autorizadas.

A equipe do Cetas chegou a entrar em contato com zoológicos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, entre outros, mas não houve interesse. De acordo com o veterinário Gilson Rios, possivelmente por já possuírem um animal da mesma espécie.

O Cetas também abriga um tucano e outras 13 aves, entre papagaios e uma arara. “Muitos chegam aqui machucados. Nós fazemos o tratamento, recuperamos e reabilitamos para que ele possa ser solto na natureza”, diz Rios. O veterinário salienta que parte dos animais que chegam ao centro de triagem não pode ser devolvida a natureza devido ao contato com seres humanos, que faz com que acabem perdendo o instinto, podendo não se readaptarem ao seu habitat.

Papagaio e outras espécies de aves fazem parte da lista de animais aptos para doação à zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Papagaio e outras espécies de aves fazem parte da lista de animais aptos para doação à zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Sem interesse de zoológicos, os animais continuam no local até que o Ibama determine um destino para eles. No caso de Dodge, Gilson explica que a estrutura em que ele vive não é a ideal, mas foi projetada para suportar animais de grande porte. “O ideal seria um espaço maior, onde ele pudesse conviver com outros animais”, explica Rios.

Entre os 13 macacos aptos para doação para zoológicos estão sete da espécie prego, três barrigudos, dois macacos da noite e um macaco-aranha. Alguns já estão no local há pelo menos três anos e devem permanecer até que o Ibama encontre um lar para serem destinados.

O Cetas foi construído pela concessionária Santo Antônio Energia e deverá ser entregue ao Ibama. Ainda não há data definida para essa transferência. Por enquanto, o Centro de Triagens é mantido pela concessionária.

Diversas espécies de macacos aguardam o interesse de zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Diversas espécies de macacos aguardam o interesse de zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Fonte: Globo Natureza


28 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

Animais resgatados pelo IPEVS

Gambá (Didelphis Albiventris)

O gambá de orelha branca, Didelphis Albiventris, é um mamífero marsupial de coloração grisalha, porte médio e apresenta hábitos crepusculares e noturnos.  O habitat natural do gambá é a floresta, porém se adaptou a região urbana devido a disponibilidade de restos de alimentos, insetos e abrigos.

De hábito solitário com exceção da época reprodutivo que ocorre pelo menos uma vez por ano. A gestação varia de 12 a 14 dias e o número de filhotes gerados, de 4 a 14. Após aproximadamente 60 dias os filhotes iniciam o desmame, que se completa entre 70 a 100 dias.

A espécie não se encontra em risco de extinção.

A equipe do IPEVS realiza resgates frequentes desta espécie na cidade de Cornélio Procópio, a equipe é acionada por morados que encontram os animais nas residências. Em alguns casos os animais sofrem atropelamento e necessitam de cuidados até que possam voltar ao seu habitat.

No segundo semestre de 2012 o IPEVS atendeu vários pedidos de resgate, muitos destes eram filhotes, que permaneceram sob os cuidados da equipe até que fosse possível realizar a soltura.

Resgate realizado pela equipe do IPEVS em residência da Vila América de Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

Soltura do gambá de orelha branca capturado em residência de Cornélio, o resgate teve a colaboração do estagiário do IPEVS Eduardo Alves. Foto: IPEVS

Filhote de gambá de orelha branca resgatado em residência de Cornélio Procópio, mesmo com todos os cuidados da equipe do IPEVS o animal infelizmente veio a óbito. Foto: IPEVS

Resgate realizado pelo Corpo de Bombeiros, animais encaminhados para o IPEVS, gambá de orelha branca mãe e 9 filhotes. Foto: IPEVS

Constatado o óbito da mãe, os 9 filhotes de gambá ficaram sobre os cuidados das colaboradoras do IPEVS, Mayara Almeida, Bióloga e Renata Garcia estudante de Medicina Veterinária. Foto: IPEVS

Dos nove filhotes, 3 não resistiram e o restante ficou sobre os cuidados do IPEVS.  A soltura foi realizada em uma reserva da região meses após o resgate. Período necessário para reabilitação destes animais.

Recebimento de 2 gambás de orelha branca jovens. Foto: IPEVS

Após exames, os jovens gambás foram encaminhados para soltura. Foto: IPEVS

Resgate de filhotes de gambá de orelha branca, recolhidos pelo IPEVS devido ao óbito da mãe provavelmente atropelada. Foto: IPEVS

 

Tamanduá Mirim (Tamandua tetradactyla)

O tamanduá mirim também conhecido como tamanduá de colete devido a duas listras pretas que lembram um colete. O restante do corpo possui coloração amarelada. Esta espécie ocorre em todos os biomas do Brasil. Com atividade predominantemente noturna.  A alimentação do tamanduá de colete é constituída geralmente de cupins e formigas e utilizam as garras para romper os cupinzeiros e com a língua captura os insetos.

O fogo, os atropelamentos rodoviários e a caça são fatores que podem reduzir a população desta espécie.

Em setembro de 2012 o IPEVS se deslocou até o município de Sertaneja após receber a ligação da polícia militar para realizar o resgate de um tamanduá mirim que se encontrava em uma residência da cidade.  A equipe do IPEVS esteve no local e capturou o animal o qual permaneceu em observação por alguns dias, depois de constatado que o animal estava em perfeitas condições foi encaminhado para soltura.

No mês de outubro de 2012 o Corpo de Bombeiros de Cornélio realizou o resgate de outro tamanduá mirim e acionou a equipe do IPEVS para avaliação do animal. Verificado pelo médico veterinário do IPEVS, Rafael Haddad, que o tamanduá estava saudável sua soltura foi realizada.

Ambos foram encaminhados para reservas em nossa região.

Resgate tamanduá de colete na cidade de Sertaneja-PR. Foto: IPEVS

Resgate realizado pelo Corpo de Bombeiros que acionou a equipe do IPEVS para avaliar o estado do tamanduá de colete. Foto: IPEVS

Rafael Haddad médico veterinário do IPEVS, realizou a soltura do tamanduá. Foto: IPEVS

 

Urubu de cabeça-preta (Coragyps atratus)

No final do mês de outubro de 2012 o IPEVS resgatou em uma residência de Cornélio Procópio um urubu de cabeça-preta. O animal não estava ferido e após exames clínicos foi translocado para uma área de campo aberto

O urubu de cabeça-preta (Coragyps atratus) é uma espécie encontrada desde a região central dos Estados Unidos até praticamente toda a América do Sul. É uma das aves mais comuns em qualquer região do Brasil, exceto em extensas áreas florestadas. Facilmente visto onde há cidades, fazendas e áreas abertas.

Alimentam-se de carcaças de animais mortos e outros materiais orgânicos em decomposição, bem como de animais vivos impedidos de fugir, como filhotes de aves.

O urubu desempenha importante papel como saneador do ambiente.

Urubu de cabeça-preta, resgate realizado pelo IPEVS na cidade de Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

Após exames clínicos o urubu foi translocado para uma área de campo aberto. Foto: IPEVS

 

Fonte: Ascom IPEVS


5 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS realiza soltura de animais

No mês de julho o IPEVS realizou a soltura de alguns animais resgatados pela instituição. Após receberem os cuidados e constatado que os animais estavam aptos para voltarem a seu habitat natural o IPEVS em parceria com o IAP – Instituto Ambiental do Paraná realizou a soltura de um de gato mourisco, um cágado, um ratão do banhado, cobra d’água e um gato do mato.  Os animais foram soltos em uma reserva indicada pelo IAP.

Gato Mourisco – (Puma yagouaroundi)

Gato mourisco que recebeu os cuidados da equipe do IPEVS. Foto: IPEVS

Felino de atividade predominantemente diurna, com dieta carnívora, de ocorrência em todo o Brasil exceto o sul do Rio Grande do Sul. O gato mourisco possui uma coloração escura, geralmente marrom-acinzentada, avermelhada ou quase preta. As orelhas são arredondadas e a perna é curta. Como a maioria dos felinos, o gato mourisco é solitário, exceto em épocas reprodução. O período de gestação é de aproximadamente 2 meses e após o nascimento a mãe ensina aos filhotes as noções de sobrevivência e alimentação na floresta.

Esta espécie é a única entre os felinos brasileiros que não se encontra na Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Sendo a principal ameaça para sobrevivência da espécie a destruição e fragmentação dos habitats.

Em 2011 o IPEVS resgatou 2 filhotes de gato mourisco em Cornélio Procópio (click e veja a noticia http://ipevs.org.br/blog/?p=8738). Infelizmente um dos filhotes veio a óbito. O outro filhote continuou recebendo os cuidados da equipe do IPEVS, principalmente dos graduandos de Ciências Biológicas e estagiários do IPEVS Naiara Palumbo e Eduardo Alves. Este filhote tratava-se de uma fêmea que cresceu saudável e após o trabalho de reabilitação a gata estava apta a voltar a seu habitat natural.

Após trabalho de reabilitação o animal estava apto para voltar ao seu habitat natural. Foto: IPEVS

 

Cágado de barbicha – (Phrynops geoffroanus)

Cágado de barbicha. Foto: IPEVS

O cágado de barbicha é uma espécie de quelônios de ampla distribuição na América do Sul, ocupando diversos habitats inclusive rios degradados pela ação de poluentes gerados pelo homem. O cágado de barbicha alimenta-se de frutos, moluscos e pequenos peixes.

O IPEVS recebe com frequência cágados que são levados até o instituto principalmente capturados por pescadores, sendo os cágados atraídos pela isca fixada no anzol.  Os exemplares recebem tratamento necessário e posteriormente são encaminhados para soltura.

O cágado de barbicha é uma espécie de quelônios que ocorre em nossa região. Foto: IPEVS

 

Ratão do Banhado – (Myocastor coypus)

Grande espécie de roedor, o ratão do banhado vive próximo a cursos d'água. Foto: IPEVS

O Ratão do banhado é uma grande espécie de roedor encontrado na América do Sul, no Brasil ocorre originalmente no Rio Grande do Sul, atualmente é encontrada também até o estado de São Paulo.  Vivem próximos a cursos d’água e deslocam-se principalmente na água. Animal de atividade noturna, alimenta-se principalmente de capim, raízes e plantas aquáticas, realizando o controle populacional de várias espécies vegetais.

O IPEVS resgatou um individuo da espécie no final do mês de julho, em Cornélio Procópio, o animal foi atendido pelo médico veterinário do IPEVS, atestando que o animal estava em perfeitas condições, possibilitando a soltura do exemplar.

Espécie captura na cidade de Cornélio Procópio - PR e encaminhada para soltura. Foto: IPEVS

 

Cobra d’água (Helicops infrataeniatus)

Helicops é um gênero de serpentes que apresenta olhos e narinas posicionados próximo a região anterior da cabeça, como adaptação ao hábito exclusivamente aquático, são popularmente conhecidas como cobra d’água. Alimentam-se de peixes e anfíbios.  Este grupo de serpentes não apresenta veneno ou perigo ao homem.

Livea Samara de Almeida, bióloga e diretora administrativa do IPEVS que atualmente é estudante do curso de medicina veterinária da UENP – Campus Bandeirantes, recebeu a serpente no campus da universidade. A cobra d’água estava com um anzol preso na região da boca. O anzol foi removido e a serpente encaminhada para o IPEVS permanecendo em cativeiro para cuidados da região oral atingida pelo anzol e após a cicatrização do ferimento foi encaminhada para soltura.

Após cuidados a cobra d'água foi encaminhada para soltura. Foto: IPEVS

 

Gato – do – mato (Leopardus tigrinus)

Gato-do-mato resgatado em Cornélio Procópio - PR. Foto: IPEVS

O gato-do-mato ocorre em todo o Brasil, podendo habitar regiões próximas a áreas agrícolas. Felino de hábito solitário e atividade predominantemente noturna. Alimenta-se de pequenos vertebrados, como mamíferos, aves e lagartos.

Devido à destruição de seu habitat, á caça predatória para comercialização de peles e o grande número de atropelamentos esta espécie é considerada como vulnerável no estado do Paraná.

O IPEVS realizou o resgate de um gato-do- mato em Cornélio Procópio também no mês de julho de 2012. Depois de avaliado o felino foi translocado para uma área de mata afastada.

Depois de avaliado o felino foi translocado para uma área de mata afastada. Foto: IPEVS

 

Fonte: Ascom IPEVS


3 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Tartaruga ameaçada de extinção é levada para hospital dos EUA

Biólogos irão examinar tartaruga-marinha com ferimentos.
Ela foi encontrada na praia de St. Croix, nas Ilhas Virgens.

Tom Luebke (à esquerda) e Bette Zirkelbach examinando uma tartaruga-marinha (Foto: Andy Newman/Florida Keys News Bureau/AP)

Tom Luebke (à esquerda) e Bette Zirkelbach examinam a tartaruga-marinha ameaçada (Foto: Andy Newman/Florida Keys News Bureau/AP)

 

Imagem divulgada neste domingo (2) pela agência “Florida Keys News Bureau” mostra Tom Luebke (à esquerda) e Bette Zirkelbach examinando uma tartaruga-marinha (Hawksbill, pertencente à família Cheloniidae) ameaçada de extinção, enquanto ela era levada ao hospital de tartarugas em Marathon, na Flórida, no sábado (1).

A tartaruga foi encontrada na praia de St. Croix, nas Ilhas Virgens, em 24 de agosto, com ferimentos graves em suas nadadeiras da parte da frente.

Ela foi levada de avião para a Flórida com a ajuda da companhia aérea American Airlines, no sábado (1). Funcionários acreditam que a tartaruga pode ter sido capturada por um pescador.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Globo Natureza


7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Tartaruga gigante de Trinidad e Tobago é achada em praia francesa

Réptil de 320 kg e 2 metros estava com o casco levemente ferido.
Animal pode ter sido capturado por barco e já foi devolvido ao mar.

Uma tartaruga gigante de 320 kg e 2 metros de comprimento, procedente das ilhas de Trinidad e Tobago, no Caribe, foi encontrada na França, nesta segunda-feira (6), por veranistas em uma praia do Mar Mediterrâneo, informaram bombeiros da cidade de Arles, no sudeste do país.

Tartaruga gigante (Foto: Jerome Roux/AFP)

Tartaruga gigante originária do Caribe apareceu em praia da França nesta segunda (Foto: Jerome Roux/AFP)

A tartaruga, que estava levemente ferida no casco, foi achada na praia de Salin de Giraud, povoado da região protegida de Camargue, no delta do rio Ródano.

Tartaruga gigante 2 (Foto: Jerome Roux/AFP)

Animal estava ferido no casco e pode ter sido capturado por uma rede de pesca (Foto: Jerome Roux/AFP)

“Aparentemente, um barco de pesca a capturou com sua rede e a trouxe até a praia, onde veranistas a mantiveram viva cavando um grande buraco, protegido com um toldo”, explicou um dos bombeiros que estiveram no local.

Tartaruga gigante 3 (Foto: Jerome Roux/AFP)

Especialistas de um aquário foram até Arles para devolver o réptil ao mar (Foto: Jerome Roux/AFP)

Especialistas do aquário gigante Seaquarium, na comuna vizinha de Grau du Roi, foram até a praia e decidiram devolver o réptil ao mar.

Fonte: AFP


1 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS, IAP e Força Verde realizam resgate de onça parda no Município de Cornélio Procópio

Na última segunda-feira (30/07) o IAP – Instituto Ambiental do Paraná e Força Verde receberam um chamado para resgate de uma onça parda em uma propriedade localizada no município de Cornélio Procópio – PR, as margens da BR 369 próximo ao Rio Congonhas.  Os funcionários daquela área perceberam um comportamento diferente de seus cachorros e verificaram que a inquietação destes era devido a presença de uma onça localizada em uma árvore da área rural.  O proprietário da fazenda entrou em contato com os órgãos responsáveis para a realização do resgate.

O IAP acionou a equipe do IPEVS – Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Meio Ambiente, a qual trabalha como parceira do IAP na realização de resgates de animais silvestres.

A equipe do IAP e do IPEVS se deslocou até o local com o equipamento necessário para a operação e contou com a colaboração da Força Verde e os trabalhadores da propriedade.  A área foi observada para que a captura fosse realizada com segurança para o animal e para os integrantes da operação. Após a análise do local e porte do animal, os dardos com sedativos foram preparados pelo médico veterinário do IPEVS e injetados na onça. O animal sedado ficou sobre a árvore, obrigando a equipe a subir até o local e amarra-la para que a mesma fosse descida até o solo onde foram realizados exames clínicos, atestando a sanidade do animal e no qual foi possível determinar tratar-se de um macho.  A onça foi colocada em uma caixa-transporte permanecendo na sede do IAP enquanto seu destino era definido.

Segundo Renata Alfredo, Bióloga do IPEVS, o animal capturado é uma onça parda ou suçuarana (Puma concolor), macho, adulto de aproximadamente 15 anos, espécie que ocorre em todo o Brasil, sendo a segunda maior espécie de felinos do país, animal ágil sendo capaz de saltar de grandes alturas, de hábito solitário e atividade noturna com uma dieta carnívora.  A espécie costuma percorrer grandes distâncias. A caça e alteração de seu habitat são as principais ameaças de sobrevivência da suçuarana, segundo o Livro Vermelho da Fauna Ameaçada do Paraná, o Puma concolor está com status de espécie vulnerável no estado.

O animal foi encaminhado para soltura em uma reserva as margens do Rio Tibagi.

Após análises fotográficas os técnicos do IPEVS e do IAP concluíram que este não é o mesmo animal que recentemente foi avistado na região da Água do Veado e que conseguiu fugir durante uma tentativa de captura.

Onça Parda localizada em propriedade as margens da BR369. Foto: IPEVS

 

Resgate onça parda, aplicação do sedativo realizada por Claudionor Galego - IAP. Foto: IPEVS

 

Animal já sedado sendo deslocado para o solo. Foto: IPEVS

 

Captura da onça parda. Foto: IPEVS

 

Onça parda encaminhada para sede do IAP após resgate. Foto: IPEVS

 

Suçuarana, o animal resgatado tratava-se de um macho adulto, a captura foi realizada pelo IPEVS, IAP e Força Verde. Foto: IPEVS

 

Devanil José Bonni - Chefe do IAP em entrevista para diversos órgãos de imprensa da região. Foto: IPEVS

 

 

Fonte: Ascom IPEVS


30 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Resgates, atendimentos e solturas realizados pelo IPEVS no 1º semestre de 2012.

O IPEVS – Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Meio Ambiente realiza em nossa cidade e região resgates, atendimentos e solturas de animais silvestres. Estes são realizados em parceria com o IAP – Instituto Ambiental do Paraná e Corpo de Bombeiros que acionam a equipe do IPEVS e também com a colaboração de cidadãos que quando se deparam com esses animais entram em contato com o IPEVS.

Os animais são resgatados e posteriormente realizados exames clínicos pelo médico veterinário do IPEVS, e quando constatado que estes se encontram em perfeita sanidade são encaminhados para soltura. E alguns animais são mantidos em cativeiro devido à impossibilidade de serem devolvidos ao seu habitat natural.

Confira o trabalho de resgates, atendimentos e soltura realizado pela equipe do IPEVS no primeiro semestre de 2012.

 

Gambá no telhado de uma residência em Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

 

Gambá (Didelphis Albiventris)

No mês de maio, em um mesmo dia, o IPEVS realizou 2 resgates de gambá em Cornélio Procópio, um na Vila Santa Terezinha e outro no Jardim Fortunato Cibin.

Os gambás são mamíferos marsupiais, ou seja, apresentam uma bolsa abdominal a qual os filhotes permanecem por um período de desenvolvimento, semelhante ao canguru. Sua presença na região urbana está relacionada principalmente à disponibilidade de restos de alimentos, insetos e abrigos (forros de casa, porões). Os 2 gambás foram capturados e passaram por exames clínicos pelo médico veterinário do IPEVS, após constatar que os animais encontravam-se saudáveis estes foram encaminhados para soltura.

 

Gambá captura e encaminhado para soltura, resgate realizado pela equipe do IPEVS. Foto: IPEVS

 

Falsa-coral, espécie de serpente que ocorre em nossa região. Foto: IPEVS

 

Falsa- Coral (Oxyrhopus guibei)

A falsa coral é uma serpente muito comum em nossa região, com coloração avermelhada com faixas pretas alternadas. O nome falsa- coral é devido sua semelhança com as corais verdadeiras. Sendo diferenciadas pelo tamanho dos olhos, formato da cauda e da cabeça e principal pela posição dos dentes inoculadores de veneno. A falsa – coral apresenta dentição opistóglifa, ou seja, os dentes inoculadores de veneno ficam localizados no fundo da boca.

A captura desta espécie é realizada constantemente pela equipe do IPEVS, graças à pessoas conscientes que ao encontrarem as serpentes próximas de suas residências ou em seus locais de trabalho, entram em contato com o IPEVS ou Corpo de Bombeiros.

 

A serpente foi encontrada por Aldecir Costa, em uma manopla da Sanepar. Aldecir que conhece o trabalho realizado pelo IPEVS, entrou em contato com a equipe para realizar a captura. Foto: IPEVS

 

A serpente captura está sendo mantida em cativeiro no CEAMA - Centro de Educação Ambiental Mundo Animal, projeto coordenado pelo IPEVS. Foto: IPEVS

 

Tentativa de resgate onça parda em junho de 2012. Foto: IPEVS

 

Onça Parda (Puma concolor)

No dia 18 de junho de 2012, o IAP entrou em contato com o IPEVS para realização de resgate de uma onça parda ou suçuarana em uma propriedade de Cornélio Procópio. A equipe do IPEVS junto com a equipe do IAP esteve no local para realizar a captura.

Para o resgate de animais como onça são necessários alguns equipamentos como zarabatana ou rifle para aplicação de dardos tranquilizantes com a função de sedar o animal. Na ocasião os dardos foram adaptados para a utilização do equipamento, um dos motivos que dificultou o processo de captura, não sendo possível a realização do resgate.

Já no mês de julho, o IPEVS recebeu outro chamado do IAP para resgate  de outra onça parda em nossa região, após captura e atestado a sanidade do animal este foi encaminhado para soltura.  Click  http://ipevs.org.br/blog/?p=10358 para acessar informações e imagens sobre este resgate.

A onça estava em uma propriedade de Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

 

Tucano do bico verde, exemplar atendido pela equipe do IPEVS. Foto: IPEVS

 

Tucano do Bico Verde

( Ramphastos dicolorus)

O Tucano do bico verde ocorre em áreas florestadas, desde o litoral até zonas montanhosas. Possui hábito alimentar onívoro, alimentando-se de insetos, pequenos vertebrados e principalmente frutos, atuando como dispersor de sementes.

O IPEVS recebeu um exemplar de Tucano do bico verde, este encontrava-se muito debilitado, mesmo com todo o cuidado e tratamento realizado pela equipe do IPEVS o tucano infelizmente não resistiu e veio a óbito.

 

Mesmo com todo cuidado da equipe o tucano do bico verde não resistiu. Foto: IPEVS

 

Ao encontrar animais silvestres próximo a sua residência entre em contato com os órgãos responsáveis para esse trabalho. Em Cornélio Procópio você pode acionar o IPEVS, IAP ou Corpo de Bombeiros.

 

Fonte: Ascom do IPEVS

 


11 de julho de 2012 | nenhum comentário »

IAP assume autorização para manejo da fauna

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) assumiu as autorizações ambientais para manejo de fauna em processos de licenciamento ambiental. Mudança na legislação vai tornar mais rápida a emissão dos documentos, que antes também deviam ser autorizados pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.

Com a mudança, empreendimentos que causam impacto sobre a fauna silvestre e necessitam de Estudos do Impacto Ambiental e Relatórios de Impacto Ambiental (EIA/Rima) precisam se dirigir apenas ao IAP. O estudo deve prever formas de monitoramento, salvamento, resgate e destinação da fauna, além de ações em possíveis acidentes ambientais.

A portaria 097/2012, divulgada em 29 de maio, atende a Lei Complementar Federal 140/2011, que altera as atribuições dos órgãos ambientais nas instâncias Federal, Estadual e Municipal. Documentação necessária para o estudo da fauna ou outras informações podem ser lidas no site http://www.iap.pr.gov.br/arquivos/File/Portaria_097_2012.pdf

 

Fonte: IAP

 


18 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Centro de Reabilitação do Peixe-Boi Amazônico completa 4 anos, no AM

O Centro de Reabilitação do Peixe-boi Amazônico, do Instituto Mamirauá, completa quatro anos neste mês. Mais conhecido como “Centrinho”, o local funciona em uma estrutura flutuante no lago Amanã, no município de Maraã, a 650 km de Manaus, e abriga sete peixes-boi em reabilitação.

Desde janeiro de 2008, o Centrinho recebe filhotes órfãos de peixes-boi, apreendidos em municípios da região do Médio Solimões, no Amazonas. Nesta região, a caça para subsistência ainda é uma ameaça à espécie.

No Centro de Reabilitação, os tratadores (moradores de comunidades da Reserva Amanã) alimentam os animais com leite e capim recolhido das margens do lago. De acordo com o órgão, alguns filhotes chegam a mamar cinco vezes ao dia. A água dos tanques dos animais é trocada diariamente, e também são limpos três tanques de 4500 litros, onde vivem quatro filhotes de peixe-boi. Uma vez por semana, os tratadores registram o peso dos animais.

O Centrinho terá estrutura ampliada. Segundo o Instituto Mamirauá, está em fase de acabamento um novo curral, mais uma ferramenta para auxiliar na reabilitação dos peixes-boi. Em breve, dois dos quatro filhotes que ainda vivem em tanques deverão ser transportados para o curral, que é banhado pela água do lago Amanã. “Esse curral vai permitir que os filhotes tenham mais espaço e profundidade para se locomover e se desenvolver. Eles também ficarão em contato com a água do próprio lago, corrente, e passarão a conviver com peixes, e talvez até a manter contato com peixes-boi nativos que venham visitá-los. Poderão também sentir a chuva, escutar os sons diretamente do lago”, disse a oceanógrafa Miriam Marmontel, coordenadora do projeto Conservação de Vertebrados Aquáticos Amazônicos (Aquavert).

Deverá ser construído ainda um novo recinto que funcionará como um estágio final no processo de reabilitação dos animais ao ambiente natural. Sua localização será diferenciada, ficando em local com reduzido trânsito de pessoas e embarcações, distante dos demais recintos que compõem o Centrinho.

História – O Centrinho foi criado para abrigar o primeiro filhote que o Instituto recebeu, nomeado “Piti”. Ele foi apreendido, em maior de 2007, por agentes ambientais. O animal estava em poder de um caçador na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. O peixe-boi apresentava arranhões por todo o corpo e uma profunda ferida provocada por golpe de arpão. Separado à força da mãe, o quadro nutricional do pequeno peixe-boi também era crítico.

O peixe-boi Piti, que ganhou esse nome devido ao seu comportamento arredio, passou sete meses recebendo cuidados intensivos em um curral no lago Tefé que, devido ao trânsito intenso de embarcações, não era o local adequado ao tratamento. A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, berçário natural da espécie, apresentava-se como o melhor local para a recuperação de Piti.

O Instituto criou então uma estrutura flutuante no lago Amanã, no município de Maraã, para receber Piti. Em janeiro de 2008, quando o Instituto Mamirauá foi credenciado pelo Ibama como criatório conservacionista, Piti foi transferido para a comunidade a Reserva Amanã. Segundo o órgão, o filhote de peixe-boi que inaugurou o Centrinho já está praticamente pronto para ser devolvido à natureza.

Fonte: G1


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29 de agosto de 2013 | nenhum comentário »

IPEVS resgata Ratão-do-banhado dentro de projeto assistencial em Cornélio Procópio

Rato Selvagem é capturado dentro de projeto assistencial em Cornélio Procópio

Ratão do Banhado resgate realizado pelo IPEVS. Imagem: Câmera Repórter

Na terça-feira (27), o Responsável Técnico do IPEVS (Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Meio Ambiente) biólogo e médico veterinário Rafael Haddad, deslocou até o Projeto Assistencial Espaço Jovem, localizado na Rua Pará em Cornélio Procópio, para fazer o resgate de um animal silvestre que apareceu na entidade.


 Rafael Haddad ressaltou que é mais uma situação de animais silvestres adentrando na zona urbana, devido à perda do seu habitat natural.

O ratão do banhado, assim como é conhecido, não era comum em nossa região, porém a população cresceu e por não encontrar mais espaço na natureza, acabou se deslocando para áreas urbanas.

Esse animal silvestre é muito parecido com a capivara, porém apresenta uma cauda comprida, dentes alaranjados e membros traseiros como nadadeiras; se alimentam de plantas aquáticas, gostam de lagos e pântanos.

O animal encontrado é jovem, macho, pesando aproximadamente quatro quilos e estava muito agressivo durante a captura; se fosse um animal adulto seria muito difícil para contê-lo.

O biólogo ressaltou que a população não deve tentar capturar nenhum animal silvestre e sim acionar rapidamente a equipe do Corpo de Bombeiros ou a equipe do IAP ou a equipe do IPEVS para realizar o resgate do animal.

O ratão do banhado será encaminhado para uma região distante da cidade, onde há um rio em que o animal possa se locomover tranquilamente.

Rato Selvagem é capturado dentro de projeto assistencial em Cornélio Procópio

Após o resgate o Ratão do banhado (Myocastor coypus) será encaminhado para soltura. Imagem: Câmera Repórter.

O médico veterinário do IPEVS Rafael Haddad em entrevista sobre o resgate ao jornalista Paulo Ribeiro. Imagem: IPEVS

Fonte: Câmera Repórter e Ascom IPEVS


12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Sem interesse de zoológicos, animais vivem em centro de triagem em RO

Rejeitada por zoológicos, onça parda está no centro há oito meses.
Pelo menos 30 animais aguardam para serem adotados, em Porto Velho.

Com aproximadamente 10 meses de idade, a onça parda Dodge, encontrada em julho do ano passado por um sitiante em São Miguel do Guaporé (RO), a 540 quilômetros de Porto Velho, continua no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Porto Velho, onde aguarda o interesse de zoológicos do país. Assim como Dodge, aproximadamente 30 animais, entre diversas espécies de macacos e aves, também aguardam para serem tranferidos a instituições competentes credenciadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

Dodge está com cerca de nove meses (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Dodge está com cerca de nove meses (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Arara faz parte dos animais aptos para serem doados a zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Arara faz parte dos animais aptos para serem doados a zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Após chegar ao centro de triagem,  a onça parda passou por um processo de enriquecimento ambiental para que começasse a desenvolver os seus instintos. Aos seis meses Dodge foi desmamado e passou a se alimentar exclusivamente de carne, sendo considerado apto para ser doado para instituições autorizadas.

A equipe do Cetas chegou a entrar em contato com zoológicos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, entre outros, mas não houve interesse. De acordo com o veterinário Gilson Rios, possivelmente por já possuírem um animal da mesma espécie.

O Cetas também abriga um tucano e outras 13 aves, entre papagaios e uma arara. “Muitos chegam aqui machucados. Nós fazemos o tratamento, recuperamos e reabilitamos para que ele possa ser solto na natureza”, diz Rios. O veterinário salienta que parte dos animais que chegam ao centro de triagem não pode ser devolvida a natureza devido ao contato com seres humanos, que faz com que acabem perdendo o instinto, podendo não se readaptarem ao seu habitat.

Papagaio e outras espécies de aves fazem parte da lista de animais aptos para doação à zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Papagaio e outras espécies de aves fazem parte da lista de animais aptos para doação à zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Sem interesse de zoológicos, os animais continuam no local até que o Ibama determine um destino para eles. No caso de Dodge, Gilson explica que a estrutura em que ele vive não é a ideal, mas foi projetada para suportar animais de grande porte. “O ideal seria um espaço maior, onde ele pudesse conviver com outros animais”, explica Rios.

Entre os 13 macacos aptos para doação para zoológicos estão sete da espécie prego, três barrigudos, dois macacos da noite e um macaco-aranha. Alguns já estão no local há pelo menos três anos e devem permanecer até que o Ibama encontre um lar para serem destinados.

O Cetas foi construído pela concessionária Santo Antônio Energia e deverá ser entregue ao Ibama. Ainda não há data definida para essa transferência. Por enquanto, o Centro de Triagens é mantido pela concessionária.

Diversas espécies de macacos aguardam o interesse de zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Diversas espécies de macacos aguardam o interesse de zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Fonte: Globo Natureza


28 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

Animais resgatados pelo IPEVS

Gambá (Didelphis Albiventris)

O gambá de orelha branca, Didelphis Albiventris, é um mamífero marsupial de coloração grisalha, porte médio e apresenta hábitos crepusculares e noturnos.  O habitat natural do gambá é a floresta, porém se adaptou a região urbana devido a disponibilidade de restos de alimentos, insetos e abrigos.

De hábito solitário com exceção da época reprodutivo que ocorre pelo menos uma vez por ano. A gestação varia de 12 a 14 dias e o número de filhotes gerados, de 4 a 14. Após aproximadamente 60 dias os filhotes iniciam o desmame, que se completa entre 70 a 100 dias.

A espécie não se encontra em risco de extinção.

A equipe do IPEVS realiza resgates frequentes desta espécie na cidade de Cornélio Procópio, a equipe é acionada por morados que encontram os animais nas residências. Em alguns casos os animais sofrem atropelamento e necessitam de cuidados até que possam voltar ao seu habitat.

No segundo semestre de 2012 o IPEVS atendeu vários pedidos de resgate, muitos destes eram filhotes, que permaneceram sob os cuidados da equipe até que fosse possível realizar a soltura.

Resgate realizado pela equipe do IPEVS em residência da Vila América de Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

Soltura do gambá de orelha branca capturado em residência de Cornélio, o resgate teve a colaboração do estagiário do IPEVS Eduardo Alves. Foto: IPEVS

Filhote de gambá de orelha branca resgatado em residência de Cornélio Procópio, mesmo com todos os cuidados da equipe do IPEVS o animal infelizmente veio a óbito. Foto: IPEVS

Resgate realizado pelo Corpo de Bombeiros, animais encaminhados para o IPEVS, gambá de orelha branca mãe e 9 filhotes. Foto: IPEVS

Constatado o óbito da mãe, os 9 filhotes de gambá ficaram sobre os cuidados das colaboradoras do IPEVS, Mayara Almeida, Bióloga e Renata Garcia estudante de Medicina Veterinária. Foto: IPEVS

Dos nove filhotes, 3 não resistiram e o restante ficou sobre os cuidados do IPEVS.  A soltura foi realizada em uma reserva da região meses após o resgate. Período necessário para reabilitação destes animais.

Recebimento de 2 gambás de orelha branca jovens. Foto: IPEVS

Após exames, os jovens gambás foram encaminhados para soltura. Foto: IPEVS

Resgate de filhotes de gambá de orelha branca, recolhidos pelo IPEVS devido ao óbito da mãe provavelmente atropelada. Foto: IPEVS

 

Tamanduá Mirim (Tamandua tetradactyla)

O tamanduá mirim também conhecido como tamanduá de colete devido a duas listras pretas que lembram um colete. O restante do corpo possui coloração amarelada. Esta espécie ocorre em todos os biomas do Brasil. Com atividade predominantemente noturna.  A alimentação do tamanduá de colete é constituída geralmente de cupins e formigas e utilizam as garras para romper os cupinzeiros e com a língua captura os insetos.

O fogo, os atropelamentos rodoviários e a caça são fatores que podem reduzir a população desta espécie.

Em setembro de 2012 o IPEVS se deslocou até o município de Sertaneja após receber a ligação da polícia militar para realizar o resgate de um tamanduá mirim que se encontrava em uma residência da cidade.  A equipe do IPEVS esteve no local e capturou o animal o qual permaneceu em observação por alguns dias, depois de constatado que o animal estava em perfeitas condições foi encaminhado para soltura.

No mês de outubro de 2012 o Corpo de Bombeiros de Cornélio realizou o resgate de outro tamanduá mirim e acionou a equipe do IPEVS para avaliação do animal. Verificado pelo médico veterinário do IPEVS, Rafael Haddad, que o tamanduá estava saudável sua soltura foi realizada.

Ambos foram encaminhados para reservas em nossa região.

Resgate tamanduá de colete na cidade de Sertaneja-PR. Foto: IPEVS

Resgate realizado pelo Corpo de Bombeiros que acionou a equipe do IPEVS para avaliar o estado do tamanduá de colete. Foto: IPEVS

Rafael Haddad médico veterinário do IPEVS, realizou a soltura do tamanduá. Foto: IPEVS

 

Urubu de cabeça-preta (Coragyps atratus)

No final do mês de outubro de 2012 o IPEVS resgatou em uma residência de Cornélio Procópio um urubu de cabeça-preta. O animal não estava ferido e após exames clínicos foi translocado para uma área de campo aberto

O urubu de cabeça-preta (Coragyps atratus) é uma espécie encontrada desde a região central dos Estados Unidos até praticamente toda a América do Sul. É uma das aves mais comuns em qualquer região do Brasil, exceto em extensas áreas florestadas. Facilmente visto onde há cidades, fazendas e áreas abertas.

Alimentam-se de carcaças de animais mortos e outros materiais orgânicos em decomposição, bem como de animais vivos impedidos de fugir, como filhotes de aves.

O urubu desempenha importante papel como saneador do ambiente.

Urubu de cabeça-preta, resgate realizado pelo IPEVS na cidade de Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

Após exames clínicos o urubu foi translocado para uma área de campo aberto. Foto: IPEVS

 

Fonte: Ascom IPEVS


5 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS realiza soltura de animais

No mês de julho o IPEVS realizou a soltura de alguns animais resgatados pela instituição. Após receberem os cuidados e constatado que os animais estavam aptos para voltarem a seu habitat natural o IPEVS em parceria com o IAP – Instituto Ambiental do Paraná realizou a soltura de um de gato mourisco, um cágado, um ratão do banhado, cobra d’água e um gato do mato.  Os animais foram soltos em uma reserva indicada pelo IAP.

Gato Mourisco – (Puma yagouaroundi)

Gato mourisco que recebeu os cuidados da equipe do IPEVS. Foto: IPEVS

Felino de atividade predominantemente diurna, com dieta carnívora, de ocorrência em todo o Brasil exceto o sul do Rio Grande do Sul. O gato mourisco possui uma coloração escura, geralmente marrom-acinzentada, avermelhada ou quase preta. As orelhas são arredondadas e a perna é curta. Como a maioria dos felinos, o gato mourisco é solitário, exceto em épocas reprodução. O período de gestação é de aproximadamente 2 meses e após o nascimento a mãe ensina aos filhotes as noções de sobrevivência e alimentação na floresta.

Esta espécie é a única entre os felinos brasileiros que não se encontra na Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Sendo a principal ameaça para sobrevivência da espécie a destruição e fragmentação dos habitats.

Em 2011 o IPEVS resgatou 2 filhotes de gato mourisco em Cornélio Procópio (click e veja a noticia http://ipevs.org.br/blog/?p=8738). Infelizmente um dos filhotes veio a óbito. O outro filhote continuou recebendo os cuidados da equipe do IPEVS, principalmente dos graduandos de Ciências Biológicas e estagiários do IPEVS Naiara Palumbo e Eduardo Alves. Este filhote tratava-se de uma fêmea que cresceu saudável e após o trabalho de reabilitação a gata estava apta a voltar a seu habitat natural.

Após trabalho de reabilitação o animal estava apto para voltar ao seu habitat natural. Foto: IPEVS

 

Cágado de barbicha – (Phrynops geoffroanus)

Cágado de barbicha. Foto: IPEVS

O cágado de barbicha é uma espécie de quelônios de ampla distribuição na América do Sul, ocupando diversos habitats inclusive rios degradados pela ação de poluentes gerados pelo homem. O cágado de barbicha alimenta-se de frutos, moluscos e pequenos peixes.

O IPEVS recebe com frequência cágados que são levados até o instituto principalmente capturados por pescadores, sendo os cágados atraídos pela isca fixada no anzol.  Os exemplares recebem tratamento necessário e posteriormente são encaminhados para soltura.

O cágado de barbicha é uma espécie de quelônios que ocorre em nossa região. Foto: IPEVS

 

Ratão do Banhado – (Myocastor coypus)

Grande espécie de roedor, o ratão do banhado vive próximo a cursos d'água. Foto: IPEVS

O Ratão do banhado é uma grande espécie de roedor encontrado na América do Sul, no Brasil ocorre originalmente no Rio Grande do Sul, atualmente é encontrada também até o estado de São Paulo.  Vivem próximos a cursos d’água e deslocam-se principalmente na água. Animal de atividade noturna, alimenta-se principalmente de capim, raízes e plantas aquáticas, realizando o controle populacional de várias espécies vegetais.

O IPEVS resgatou um individuo da espécie no final do mês de julho, em Cornélio Procópio, o animal foi atendido pelo médico veterinário do IPEVS, atestando que o animal estava em perfeitas condições, possibilitando a soltura do exemplar.

Espécie captura na cidade de Cornélio Procópio - PR e encaminhada para soltura. Foto: IPEVS

 

Cobra d’água (Helicops infrataeniatus)

Helicops é um gênero de serpentes que apresenta olhos e narinas posicionados próximo a região anterior da cabeça, como adaptação ao hábito exclusivamente aquático, são popularmente conhecidas como cobra d’água. Alimentam-se de peixes e anfíbios.  Este grupo de serpentes não apresenta veneno ou perigo ao homem.

Livea Samara de Almeida, bióloga e diretora administrativa do IPEVS que atualmente é estudante do curso de medicina veterinária da UENP – Campus Bandeirantes, recebeu a serpente no campus da universidade. A cobra d’água estava com um anzol preso na região da boca. O anzol foi removido e a serpente encaminhada para o IPEVS permanecendo em cativeiro para cuidados da região oral atingida pelo anzol e após a cicatrização do ferimento foi encaminhada para soltura.

Após cuidados a cobra d'água foi encaminhada para soltura. Foto: IPEVS

 

Gato – do – mato (Leopardus tigrinus)

Gato-do-mato resgatado em Cornélio Procópio - PR. Foto: IPEVS

O gato-do-mato ocorre em todo o Brasil, podendo habitar regiões próximas a áreas agrícolas. Felino de hábito solitário e atividade predominantemente noturna. Alimenta-se de pequenos vertebrados, como mamíferos, aves e lagartos.

Devido à destruição de seu habitat, á caça predatória para comercialização de peles e o grande número de atropelamentos esta espécie é considerada como vulnerável no estado do Paraná.

O IPEVS realizou o resgate de um gato-do- mato em Cornélio Procópio também no mês de julho de 2012. Depois de avaliado o felino foi translocado para uma área de mata afastada.

Depois de avaliado o felino foi translocado para uma área de mata afastada. Foto: IPEVS

 

Fonte: Ascom IPEVS


3 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Tartaruga ameaçada de extinção é levada para hospital dos EUA

Biólogos irão examinar tartaruga-marinha com ferimentos.
Ela foi encontrada na praia de St. Croix, nas Ilhas Virgens.

Tom Luebke (à esquerda) e Bette Zirkelbach examinando uma tartaruga-marinha (Foto: Andy Newman/Florida Keys News Bureau/AP)

Tom Luebke (à esquerda) e Bette Zirkelbach examinam a tartaruga-marinha ameaçada (Foto: Andy Newman/Florida Keys News Bureau/AP)

 

Imagem divulgada neste domingo (2) pela agência “Florida Keys News Bureau” mostra Tom Luebke (à esquerda) e Bette Zirkelbach examinando uma tartaruga-marinha (Hawksbill, pertencente à família Cheloniidae) ameaçada de extinção, enquanto ela era levada ao hospital de tartarugas em Marathon, na Flórida, no sábado (1).

A tartaruga foi encontrada na praia de St. Croix, nas Ilhas Virgens, em 24 de agosto, com ferimentos graves em suas nadadeiras da parte da frente.

Ela foi levada de avião para a Flórida com a ajuda da companhia aérea American Airlines, no sábado (1). Funcionários acreditam que a tartaruga pode ter sido capturada por um pescador.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Globo Natureza


7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Tartaruga gigante de Trinidad e Tobago é achada em praia francesa

Réptil de 320 kg e 2 metros estava com o casco levemente ferido.
Animal pode ter sido capturado por barco e já foi devolvido ao mar.

Uma tartaruga gigante de 320 kg e 2 metros de comprimento, procedente das ilhas de Trinidad e Tobago, no Caribe, foi encontrada na França, nesta segunda-feira (6), por veranistas em uma praia do Mar Mediterrâneo, informaram bombeiros da cidade de Arles, no sudeste do país.

Tartaruga gigante (Foto: Jerome Roux/AFP)

Tartaruga gigante originária do Caribe apareceu em praia da França nesta segunda (Foto: Jerome Roux/AFP)

A tartaruga, que estava levemente ferida no casco, foi achada na praia de Salin de Giraud, povoado da região protegida de Camargue, no delta do rio Ródano.

Tartaruga gigante 2 (Foto: Jerome Roux/AFP)

Animal estava ferido no casco e pode ter sido capturado por uma rede de pesca (Foto: Jerome Roux/AFP)

“Aparentemente, um barco de pesca a capturou com sua rede e a trouxe até a praia, onde veranistas a mantiveram viva cavando um grande buraco, protegido com um toldo”, explicou um dos bombeiros que estiveram no local.

Tartaruga gigante 3 (Foto: Jerome Roux/AFP)

Especialistas de um aquário foram até Arles para devolver o réptil ao mar (Foto: Jerome Roux/AFP)

Especialistas do aquário gigante Seaquarium, na comuna vizinha de Grau du Roi, foram até a praia e decidiram devolver o réptil ao mar.

Fonte: AFP


1 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS, IAP e Força Verde realizam resgate de onça parda no Município de Cornélio Procópio

Na última segunda-feira (30/07) o IAP – Instituto Ambiental do Paraná e Força Verde receberam um chamado para resgate de uma onça parda em uma propriedade localizada no município de Cornélio Procópio – PR, as margens da BR 369 próximo ao Rio Congonhas.  Os funcionários daquela área perceberam um comportamento diferente de seus cachorros e verificaram que a inquietação destes era devido a presença de uma onça localizada em uma árvore da área rural.  O proprietário da fazenda entrou em contato com os órgãos responsáveis para a realização do resgate.

O IAP acionou a equipe do IPEVS – Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Meio Ambiente, a qual trabalha como parceira do IAP na realização de resgates de animais silvestres.

A equipe do IAP e do IPEVS se deslocou até o local com o equipamento necessário para a operação e contou com a colaboração da Força Verde e os trabalhadores da propriedade.  A área foi observada para que a captura fosse realizada com segurança para o animal e para os integrantes da operação. Após a análise do local e porte do animal, os dardos com sedativos foram preparados pelo médico veterinário do IPEVS e injetados na onça. O animal sedado ficou sobre a árvore, obrigando a equipe a subir até o local e amarra-la para que a mesma fosse descida até o solo onde foram realizados exames clínicos, atestando a sanidade do animal e no qual foi possível determinar tratar-se de um macho.  A onça foi colocada em uma caixa-transporte permanecendo na sede do IAP enquanto seu destino era definido.

Segundo Renata Alfredo, Bióloga do IPEVS, o animal capturado é uma onça parda ou suçuarana (Puma concolor), macho, adulto de aproximadamente 15 anos, espécie que ocorre em todo o Brasil, sendo a segunda maior espécie de felinos do país, animal ágil sendo capaz de saltar de grandes alturas, de hábito solitário e atividade noturna com uma dieta carnívora.  A espécie costuma percorrer grandes distâncias. A caça e alteração de seu habitat são as principais ameaças de sobrevivência da suçuarana, segundo o Livro Vermelho da Fauna Ameaçada do Paraná, o Puma concolor está com status de espécie vulnerável no estado.

O animal foi encaminhado para soltura em uma reserva as margens do Rio Tibagi.

Após análises fotográficas os técnicos do IPEVS e do IAP concluíram que este não é o mesmo animal que recentemente foi avistado na região da Água do Veado e que conseguiu fugir durante uma tentativa de captura.

Onça Parda localizada em propriedade as margens da BR369. Foto: IPEVS

 

Resgate onça parda, aplicação do sedativo realizada por Claudionor Galego - IAP. Foto: IPEVS

 

Animal já sedado sendo deslocado para o solo. Foto: IPEVS

 

Captura da onça parda. Foto: IPEVS

 

Onça parda encaminhada para sede do IAP após resgate. Foto: IPEVS

 

Suçuarana, o animal resgatado tratava-se de um macho adulto, a captura foi realizada pelo IPEVS, IAP e Força Verde. Foto: IPEVS

 

Devanil José Bonni - Chefe do IAP em entrevista para diversos órgãos de imprensa da região. Foto: IPEVS

 

 

Fonte: Ascom IPEVS


30 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Resgates, atendimentos e solturas realizados pelo IPEVS no 1º semestre de 2012.

O IPEVS – Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Meio Ambiente realiza em nossa cidade e região resgates, atendimentos e solturas de animais silvestres. Estes são realizados em parceria com o IAP – Instituto Ambiental do Paraná e Corpo de Bombeiros que acionam a equipe do IPEVS e também com a colaboração de cidadãos que quando se deparam com esses animais entram em contato com o IPEVS.

Os animais são resgatados e posteriormente realizados exames clínicos pelo médico veterinário do IPEVS, e quando constatado que estes se encontram em perfeita sanidade são encaminhados para soltura. E alguns animais são mantidos em cativeiro devido à impossibilidade de serem devolvidos ao seu habitat natural.

Confira o trabalho de resgates, atendimentos e soltura realizado pela equipe do IPEVS no primeiro semestre de 2012.

 

Gambá no telhado de uma residência em Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

 

Gambá (Didelphis Albiventris)

No mês de maio, em um mesmo dia, o IPEVS realizou 2 resgates de gambá em Cornélio Procópio, um na Vila Santa Terezinha e outro no Jardim Fortunato Cibin.

Os gambás são mamíferos marsupiais, ou seja, apresentam uma bolsa abdominal a qual os filhotes permanecem por um período de desenvolvimento, semelhante ao canguru. Sua presença na região urbana está relacionada principalmente à disponibilidade de restos de alimentos, insetos e abrigos (forros de casa, porões). Os 2 gambás foram capturados e passaram por exames clínicos pelo médico veterinário do IPEVS, após constatar que os animais encontravam-se saudáveis estes foram encaminhados para soltura.

 

Gambá captura e encaminhado para soltura, resgate realizado pela equipe do IPEVS. Foto: IPEVS

 

Falsa-coral, espécie de serpente que ocorre em nossa região. Foto: IPEVS

 

Falsa- Coral (Oxyrhopus guibei)

A falsa coral é uma serpente muito comum em nossa região, com coloração avermelhada com faixas pretas alternadas. O nome falsa- coral é devido sua semelhança com as corais verdadeiras. Sendo diferenciadas pelo tamanho dos olhos, formato da cauda e da cabeça e principal pela posição dos dentes inoculadores de veneno. A falsa – coral apresenta dentição opistóglifa, ou seja, os dentes inoculadores de veneno ficam localizados no fundo da boca.

A captura desta espécie é realizada constantemente pela equipe do IPEVS, graças à pessoas conscientes que ao encontrarem as serpentes próximas de suas residências ou em seus locais de trabalho, entram em contato com o IPEVS ou Corpo de Bombeiros.

 

A serpente foi encontrada por Aldecir Costa, em uma manopla da Sanepar. Aldecir que conhece o trabalho realizado pelo IPEVS, entrou em contato com a equipe para realizar a captura. Foto: IPEVS

 

A serpente captura está sendo mantida em cativeiro no CEAMA - Centro de Educação Ambiental Mundo Animal, projeto coordenado pelo IPEVS. Foto: IPEVS

 

Tentativa de resgate onça parda em junho de 2012. Foto: IPEVS

 

Onça Parda (Puma concolor)

No dia 18 de junho de 2012, o IAP entrou em contato com o IPEVS para realização de resgate de uma onça parda ou suçuarana em uma propriedade de Cornélio Procópio. A equipe do IPEVS junto com a equipe do IAP esteve no local para realizar a captura.

Para o resgate de animais como onça são necessários alguns equipamentos como zarabatana ou rifle para aplicação de dardos tranquilizantes com a função de sedar o animal. Na ocasião os dardos foram adaptados para a utilização do equipamento, um dos motivos que dificultou o processo de captura, não sendo possível a realização do resgate.

Já no mês de julho, o IPEVS recebeu outro chamado do IAP para resgate  de outra onça parda em nossa região, após captura e atestado a sanidade do animal este foi encaminhado para soltura.  Click  http://ipevs.org.br/blog/?p=10358 para acessar informações e imagens sobre este resgate.

A onça estava em uma propriedade de Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

 

Tucano do bico verde, exemplar atendido pela equipe do IPEVS. Foto: IPEVS

 

Tucano do Bico Verde

( Ramphastos dicolorus)

O Tucano do bico verde ocorre em áreas florestadas, desde o litoral até zonas montanhosas. Possui hábito alimentar onívoro, alimentando-se de insetos, pequenos vertebrados e principalmente frutos, atuando como dispersor de sementes.

O IPEVS recebeu um exemplar de Tucano do bico verde, este encontrava-se muito debilitado, mesmo com todo o cuidado e tratamento realizado pela equipe do IPEVS o tucano infelizmente não resistiu e veio a óbito.

 

Mesmo com todo cuidado da equipe o tucano do bico verde não resistiu. Foto: IPEVS

 

Ao encontrar animais silvestres próximo a sua residência entre em contato com os órgãos responsáveis para esse trabalho. Em Cornélio Procópio você pode acionar o IPEVS, IAP ou Corpo de Bombeiros.

 

Fonte: Ascom do IPEVS

 


11 de julho de 2012 | nenhum comentário »

IAP assume autorização para manejo da fauna

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) assumiu as autorizações ambientais para manejo de fauna em processos de licenciamento ambiental. Mudança na legislação vai tornar mais rápida a emissão dos documentos, que antes também deviam ser autorizados pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.

Com a mudança, empreendimentos que causam impacto sobre a fauna silvestre e necessitam de Estudos do Impacto Ambiental e Relatórios de Impacto Ambiental (EIA/Rima) precisam se dirigir apenas ao IAP. O estudo deve prever formas de monitoramento, salvamento, resgate e destinação da fauna, além de ações em possíveis acidentes ambientais.

A portaria 097/2012, divulgada em 29 de maio, atende a Lei Complementar Federal 140/2011, que altera as atribuições dos órgãos ambientais nas instâncias Federal, Estadual e Municipal. Documentação necessária para o estudo da fauna ou outras informações podem ser lidas no site http://www.iap.pr.gov.br/arquivos/File/Portaria_097_2012.pdf

 

Fonte: IAP

 


18 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Centro de Reabilitação do Peixe-Boi Amazônico completa 4 anos, no AM

O Centro de Reabilitação do Peixe-boi Amazônico, do Instituto Mamirauá, completa quatro anos neste mês. Mais conhecido como “Centrinho”, o local funciona em uma estrutura flutuante no lago Amanã, no município de Maraã, a 650 km de Manaus, e abriga sete peixes-boi em reabilitação.

Desde janeiro de 2008, o Centrinho recebe filhotes órfãos de peixes-boi, apreendidos em municípios da região do Médio Solimões, no Amazonas. Nesta região, a caça para subsistência ainda é uma ameaça à espécie.

No Centro de Reabilitação, os tratadores (moradores de comunidades da Reserva Amanã) alimentam os animais com leite e capim recolhido das margens do lago. De acordo com o órgão, alguns filhotes chegam a mamar cinco vezes ao dia. A água dos tanques dos animais é trocada diariamente, e também são limpos três tanques de 4500 litros, onde vivem quatro filhotes de peixe-boi. Uma vez por semana, os tratadores registram o peso dos animais.

O Centrinho terá estrutura ampliada. Segundo o Instituto Mamirauá, está em fase de acabamento um novo curral, mais uma ferramenta para auxiliar na reabilitação dos peixes-boi. Em breve, dois dos quatro filhotes que ainda vivem em tanques deverão ser transportados para o curral, que é banhado pela água do lago Amanã. “Esse curral vai permitir que os filhotes tenham mais espaço e profundidade para se locomover e se desenvolver. Eles também ficarão em contato com a água do próprio lago, corrente, e passarão a conviver com peixes, e talvez até a manter contato com peixes-boi nativos que venham visitá-los. Poderão também sentir a chuva, escutar os sons diretamente do lago”, disse a oceanógrafa Miriam Marmontel, coordenadora do projeto Conservação de Vertebrados Aquáticos Amazônicos (Aquavert).

Deverá ser construído ainda um novo recinto que funcionará como um estágio final no processo de reabilitação dos animais ao ambiente natural. Sua localização será diferenciada, ficando em local com reduzido trânsito de pessoas e embarcações, distante dos demais recintos que compõem o Centrinho.

História – O Centrinho foi criado para abrigar o primeiro filhote que o Instituto recebeu, nomeado “Piti”. Ele foi apreendido, em maior de 2007, por agentes ambientais. O animal estava em poder de um caçador na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. O peixe-boi apresentava arranhões por todo o corpo e uma profunda ferida provocada por golpe de arpão. Separado à força da mãe, o quadro nutricional do pequeno peixe-boi também era crítico.

O peixe-boi Piti, que ganhou esse nome devido ao seu comportamento arredio, passou sete meses recebendo cuidados intensivos em um curral no lago Tefé que, devido ao trânsito intenso de embarcações, não era o local adequado ao tratamento. A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, berçário natural da espécie, apresentava-se como o melhor local para a recuperação de Piti.

O Instituto criou então uma estrutura flutuante no lago Amanã, no município de Maraã, para receber Piti. Em janeiro de 2008, quando o Instituto Mamirauá foi credenciado pelo Ibama como criatório conservacionista, Piti foi transferido para a comunidade a Reserva Amanã. Segundo o órgão, o filhote de peixe-boi que inaugurou o Centrinho já está praticamente pronto para ser devolvido à natureza.

Fonte: G1


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