12 de março de 2012 | nenhum comentário »

Insetos podem ter personalidade, indica pesquisa com abelhas

Algumas abelhas têm desejos de viver aventuras e procuram emoção.
Diferenças de comportamento se manifestariam na atividade cerebral.

Abelha é vista se aproximando de um girassol em Tancabesti, na Romênia. (Foto: Vadim Ghirda/AP)

Algumas abelhas procuram novidades fora da colmeia; elas são mais propensas a buscar novos ninhos e percorrer maiores distâncias para procurar alimento (Foto: Vadim Ghirda/AP)

A colmeia não é formada apenas por abelhas trabalhadoras, dispostas a realizar qualquer atividade para servir à rainha e ficar perto da colmeia. Algumas delas desejam viver aventuras e procuram um pouco de emoção, de acordo com estudo publicado nesta quinta-feira (8) na revista científica “Science”. Isto seria um indício de que os insetos também têm personalidade, afirma a pesquisa.

A descoberta foi feita por cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, que verificaram que o desejo e a disposição para realizar tarefas específicas diferem entre as abelhas. Eles se dedicaram a dois tipos de comportamento que parecem estar relacionados com a busca por novidades: a procura por novos abrigos e a realização de trajetos mais longos e mais afastados da colmeia para encontrar alimento.

Quando a colmeia cresce muito e ultrapassa seus limites, o grupo se divide e parte dele precisa buscar um novo lar. Apenas cerca de 5% das abelhas assumem esta responsabilidade e, segundo os cientistas, elas são três vezes mais propensas a se tornarem caçadoras de alimento em longas distâncias. Elas foram chamadas de escoteiras. Já outras abelhas apresentam tendência de ficar mais próximas da colmeia e a não deixar o grupo.

“Nos seres humanos, as diferenças na busca por novidades são um componente da personalidade”, disse Gene Robinson, que coordenou a pesquisa, em material de divulgação.

Atividade cerebral
Estas diferenças se manifestam inclusive na atividade genética cerebral, apontam os pesquisadores. “Nós esperávamos encontrar alguma diferença, mas a magnitude foi surpreendente, já que tanto as escoteiras quanto as não escoteiras são forrageiras [ou seja, saem do ninho para buscar alimentos]“.

Para testar a hipótese, os cientistas submeteram grupos de abelhas a tratamentos que aumentavam ou inibiam substâncias químicas no cérebro. O resultado foi que alguns insetos escoteiros assumiram características mais pacatas, enquanto outros que ficavam mais na colmeia começaram a buscar novidades.

“Os resultados apontam que a busca por novidade em humanos e outros vertebrados tem paralelos com os insetos”, comparou Robinson. “Parece que os mesmos caminhos moleculares têm sido usados na evolução para dar origem a diferenças individuais em busca de novidades”.

Fonte: Globo Natureza


24 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Vespas farejam pulgões imunes e mudam estratégia de ataque

Bactéria ajuda pulgão a impedir crescimento de larvas parasitas de vespa.
Para bloquear a defesa, ela deposita mais ovos no hospedeiro.

A vespa parasita Asphidius ervi pode farejar pulgões de ervilha resistentes a seus ataques e modificar a estratégia para infectá-lo, segundo estudo publicado nesta sexta-feira (24) no jornal científico “BMC Biology”

Pulgões não imunes são contaminados com apenas um ovo de vespa. Dele, nasce uma larva que se alimenta do próprio inseto. Já os resistentes têm a bactéria simbióticaHamiltonella defensa que não permite que a larva se desenvolva.

Para romper a proteção dos pulgões imunes, as vespas depositam dois ovos no hospedeiro. As secreções liberadas na germinação dos dois ovos derrotam a defesa bacteriana. No entanto, apenas um dos ovos vai germinar e, consequentemente, uma larva vai sobreviver.

“Nós descobrimos que a A. ervi deposita dois ovos nos hospedeiros infectados [por Hamiltonella defensa] e apenas um ovo nos pulgões desprotegidos. Nós não sabemos ao certo como as vespas fazem a discriminação”, disse o pesquisador Kerry Oliver, que coordenou a pesquisa. Segundo ele, os pulgões que têm a bactéria liberam um tipo de substância que pode ser reconhecido pelas vespas.

Vespa parasita ataca o pulgão de ervilha e deposita ovos dentro dele. (Foto: Divulgação / Alex Wild)

Vespa parasita ataca pulgão de ervilha e deposita ovos dentro dele. (Foto: Divulgação / Alex Wild)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


2 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Vespa é capaz de reconhecer as faces umas das outras, revela teste

Capacidade é importante para estrutura da vida social da espécie.
Descoberta foi anunciada em revista nesta sexta-feira (2).

Cientistas descobriram que uma espécie de vespa é capaz de reconhecer as faces umas das outras, uma capacidade importante para manter o funcionamento da sociedade desses animais. A pesquisa foi apresentada na edição desta sexta-feira (2) da revista “Science”, por um grupo da Universidade de MIchigan, nos Estados Unidos.

Parece tudo igual? Pois as vespas conseguem reconhecer as diferenças (Foto: Science/AAAS)

Parece tudo igual? Pois as vespas conseguem reconhecer as diferenças (Foto: Science/AAAS)

Os pesquisadores já sabiam que as vespas como um todo são capazes de distinguir formatos. O reconhecimento facial, no entanto, seria algo até agora só visto na espécie de vespa-de-papel, Polistes fuscatus. Em testes, outra espécie parecida, a Polistes metricus, não apresentou a mesma característica.

Vespa da espécie estudada pelos pesquisadores da Universidade de Michigan (Foto: Science/AAAS)

Vespa da espécie estudada pelos pesquisadores da Universidade de Michigan (Foto: Science/AAAS)

Fonte: G1, São Paulo


7 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

População de morcegos nos EUA está ameaçada devido a forte seca

Caçada por alimentos tem ocorrido antes do anoitecer, dizem cientistas.
Mamíferos ficam mais vulneráveis a ataques de predadores naturais.

A seca histórica que atinge o estado do Texas, nos Estados Unidos, está mudando o comportamento dos morcegos (Tadarida brasiliensis), cuja população corre o risco de diminuir devido ao efeito do clima.

A queda na produtividade das plantações, que sofrem devido à falta de chuvas, causa a redução na quantidade de insetos, principal alimento dos mamíferos voadores. Por conta disto, milhões de morcegos saem das cavernas antes do anoitecer para buscar alimentos, o que deixa os espécimes mais suscetíveis a predadores naturais como gaviões e falcões.

Especialistas afirmam que perceberam uma quantidade menor de morcegos emergindo de cavernas como a Bracken Cave, próxima à cidade de San Antonio, e que abriga aproximadamente 20 milhões de exemplares da espécie, considerada a maior concentração mundial desses animais. Os ambientalistas sugerem que existe uma alta na mortalidade de morcegos recém-nascidos.

morcegos (Foto: Eric Gay/AP)

Os morcegos se alimentam principalmente de insetos, que desapareceram neste ano devido à intensa seca que atinge o Sul dos Estados Unidos, incluindo o estado do Texas (Foto: Eric Gay/AP)

Segundo Fran Hutchins, coordenador Bracken Cave, em 2010, quando as colheitas eram abundantes e o período de verão estava úmido, os insetos que se alimentavam dessas plantações surgiam, o que beneficiava os morcegos. Ainda de acordo com o especialista, com a antecipação da caça, os morcegos se tornam alvos de gaviões e falcões.

“Podemos prever que aqueles exemplares mais velhos, enfermos e mais jovens vão sofrer mais por conta disto, reduzindo a população no próximo ano”, disse James Eggers, diretor da Conservação Internacional de Morcegos.

morcegos saem da caverna no entardecer (Foto: Eric Gay/AP)

Ambientalistas afirmam que a população de morcegos existente no Texas tem antecipado a saída para buscar alimento. Os morcegos passaram a emergir das caverna no entardecer, o que deixa a espécie mais vulnerável a ataques de predadores naturais como gaviões e falcões (Foto: Eric Gay/AP)

 

Prejuízo econômico
Os prejuízos causados pela seca recorde que atinge o sul dos Estados Unidos já somam US$ 5,2 bilhões apenas no Texas, segundo pesquisadores da Texas A&M University System.

Em maio, a universidade tinha calculado as perdas em US$ 1 bilhão. Desde então, o valor quintuplicou por causa da quebra da produção agrícola e pecuária. Dos US$ 5,2 bilhões de prejuízos causados pela seca, US$ 2 bilhões ocorreram no setor pecuário.

Água e pastagens tornaram-se mais escassos e os produtores tiveram de reduzir seus rebanhos. Já os produtores de algodão registraram perdas de US$ 1,8 bilhão e os de feno, de US$ 750 milhões.

 

Fonte: Globo Natureza, com informações da Associated Press e da Dow Jones


15 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Projeto usa microchip em abelha para investigar abandono de colmeias

Especialistas em Salamanca, na Espanha, estão realizando um projeto pioneiro que envolve colocar microchips em abelhas para investigar as causas por trás dos elevados índices de mortalidade entre elas.

“Iniciamos o projeto porque na região de Salamanca temos muitos problemas com o desabelhamento das colmeias”, disse à BBC o presidente da Associação de Apicultores de Salamanca, Castor Fernández.

“Falamos em desabelhamento quando a colmeia fica despopulada e morre. Durante anos, aqui, tem havido [um índice de] 80% de despopulação, ou seja, de cada 100 colmeias, morrem 80. É algo muito, muito grave.”

Segundo Fernández, quando as abelhas desaparecem, a rainha deixa de colocar ovos para que se formem novas colmeias. Após um período, a colmeia morre.

“Não sabemos se as abelhas vão embora ou se morrem ali perto. Não sabemos o que ocorre, por isso surgiu a ideia dos microchips para ver se encontramos algum remédio.”

Os minúsculos chips são acoplados ao tórax das abelhas. Cada vez que elas passam pela entrada da colmeia, um leitor de microchips registra dados que são arquivados em um computador.

CHIPS

Os pesquisadores José Orantes Bermejo, dos Laboratorios Apinevada, em Granada, e Antonio Gómez Pajuelo, apicultor, estão monitorando abelhas em colmeias saudáveis, onde não houve qualquer contaminação por pesticidas, e em colmeias onde foram identificados resíduos de pesticidas.

“Estamos colocando identificadores passivos [sem baterias] para identificar cada abelha de forma individual. Esses dispositivos têm um tamanho aproximado de 2 por 1,6 mm e espessura de aproximadamente 0,5 mm. O peso aproximado é de 5 mg e a abelha pode carregar [o chip] sem problemas”, disse Bermejo à BBC.

Ele explicou que colocar o chip na abelha não é difícil, embora seja uma operação delicada que requer que o inseto esteja adormecido.

“Temos abelhas marcadas com microchips em colmeias situadas em ambientes saudáveis, sem resíduos de pesticidas, e em colmeias em ambientes onde há resíduos de pesticidas em níveis não letais [provocados de forma experimental] encontrados com frequência em colmeias normais”, disse à BBC seu colega Pajuelo.

Pajuelo explicou que a pergunta que a equipe pretende responder é a seguinte: Esses índices de resíduos, encontrados com relativa frequência, afetariam tanto a vida das abelhas a ponto de fazer com que elas morram aos poucos? E será que essas mortes levariam a colmeia a perder quantidades importantes de abelhas ao longo do inverno, tornando-se despopulada?

PESTICIDAS

Segundo Pajuelo, estudos feitos até o momento vêm levando especialistas a concluir que o desaparecimento das abelhas se deve a uma conjunção de três fatores.

A má nutrição durante o outono por problemas nas florações nesse período, a falta de controle do ácaro Varroa destructor, que parasita as abelhas, e o uso de pesticidas –os agrícolas usados externamente e aqueles que vão dentro da colmeia para combater o ácaro Varroa.

“Os pesticidas são tóxicos para as abelhas e, em doses baixas, interferem na produção dos péptidos antimicrobianos do seu sistema imunológico”, disse Pajuelo. “Restos de pesticidas utilizados em torno ou dentro da colmeia contra o Varroa acabam ficando dissolvidos na cera e dali passam para a parte gordurosa do pólen armazenado pelas abelhas.”

O pesquisador explicou que quando esse pólen é consumido pelas larvas e abelhas adultas, ocorre uma intoxicação leve, que não seria suficiente para matar as abelhas, mas que pode encurtar suas vidas e aumentar a incidência de doenças.

“A influência deste último fator é o que tentamos demonstrar marcando as abelhas com chips que nos permitem ‘ler’ seu período de vida”.

 

Fonte: BBC Brasil


15 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Brasil é líder em espécies de formigas, revela pesquisadora do Instituto Biológico

Assunto foi discutido na 7ª Conferência Internacional sobre Pragas Urbanas (ICUP2011) no Brasil, a primeira realizada na América Latina.

Por possuir a maior diversidade de flora e fauna do planeta, o Brasil possui, também, uma grande diversidade de animais sinantrópicos que podem ser considerados pragas urbanas, até então desconhecidas do grande público. A pesquisadora científica do Instituto Biológico (IB) de São Paulo, Ana Eugenia de Carvalho Campos, chama a atenção para o número de espécies de formigas nas cidades do País, hoje campeão em espécies desses insetos que se proliferam com muita freqüência em hospitais e contribuem para infestar as cidades. Ela faz um alerta sobre os riscos que as formigas representam nas cidades.

 

Segundo a pesquisadora, em um único hospital brasileiro, cujo nome é mantido em sigilo, foram encontradas 23 espécies de formigas, número bem acima de uma média de duas ou três espécies encontradas em hospitais de cidades de países de clima temperado, como o Chile.

 

Para Ana Eugenia, as formigas que residem nos hospitais representam um problema que deve ser encarado com seriedade, uma vez que servem como vetores mecânicos de bactérias e fungos patogênicos ao homem.

 

“Bactérias em hospitais, muitas vezes, podem se apresentar resistentes aos antibióticos. As formigas, dessa forma, podem ser disseminadoras de resistência nos diferentes setores do hospital, contribuindo para a infecção hospitalar”, disse a especialista. Ela lembra, entretanto, que as formigas são consideradas positivas aos ecossistemas, pois incorporam nutrientes ao solo e são predadoras de outras espécies, assim contribuindo para o equilíbrio dos ecossistemas.

 

Existem outras espécies de formigas que liberam veneno no momento de picadas e outras espécies provocam danos a equipamentos eletrônicos, segundo a pesquisadora.

 

Além de formigas, existem outras pragas urbanas, como baratas, cupins e roedores (ratazanas, ratos de telhado e camundongos) que se propagam em vários países, principalmente no Brasil, onde o clima é “adequado” à proliferação de insetos. Essa não é uma exclusividade brasileira. Existe também forte propagação de pragas em países próximos à linha do Equador, que também possuem biodiversidade alta.

 

“Enfrentamos problemas graves com pragas exóticas, como o cupim subterrâneo Coptotermes gestroi, os roedores na quase totalidade das cidades brasileiras, o mosquito transmissor da dengue (Aedes aegypti), assim como as baratas”, complementa Ana Eugenia.

 

Evento no Brasil - A pesquisadora organizou a 7ª Conferência Internacional sobre Pragas Urbanas (ICUP2011), realizada na primeira semana de agosto, em Ouro Preto (MG). Essa foi a primeira vez em que o evento itinerante, que ocorre cada triênio, aconteceu na América Latina. Para Ana Eugenia, essa foi “uma grande oportunidade” para o Brasil demonstrar suas pesquisas e as medidas de controle de pragas e vetores urbanos. “O País tem se destacado em trabalhos de pesquisa com pragas urbanas por suas publicações, mas os pesquisadores brasileiros não estavam freqüentando a Conferência”, disse.

 

No evento, cientistas e alunos apresentaram estudos e pesquisas sobre formigas urbanas, cupins, brocas, moscas e mosquitos, manejo integrado de pragas, percevejos de cama, roedores, morcegos e aranhas, além de painéis de discussão sobre a legislação mundial (referente aos pesticidas). Foram apresentados também dados sobre pragas de importância médica, de percevejos de cama, o futuro da pesquisa em pragas urbanas e técnicas alternativas de controle de pragas de cidades.

 

Segundo entende a pesquisadora, a ciência que estuda os insetos na região urbana, chamada de Entomologia urbana, cresceu bastante na última década por intermédio de institutos de pesquisas e universidades, aliada à Entomologia médica, a ciência mais antiga.

 

Combate às pragas - Para Ana Eugenia, existe um conjunto de medidas capazes de minimizar o problema de pragas em geral. Dentre elas, está as formas de manejo ou a preocupação com a limpeza do ambiente urbano e com vazamentos de água para evitar umidade, onde pragas instalam seus ninhos. Os inseticidas, porém, permanecem sendo uma das principais ferramentas utilizadas no controle de pragas urbanas.

 

A população de pragas urbanas, segundo a pesquisadora, reflete o crescimento desorganizado de cidades e a introdução de espécies invasoras associada ao comércio, o que faz com que algumas espécies, adaptadas ao ambiente urbano, ocupem o ambiente, deslocando espécies nativas, diminuindo radicalmente a diversidade de espécies de outros insetos e artrópodes e ocasionando danos severos ao homem e suas estruturas.

 

Fonte: Viviane Monteiro – Jornal da Ciência


13 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Coleção de insetos do Instituto Oswaldo Cruz completa 110 anos

Acervo conta com mais de 5 milhões de animais.
O próprio Oswaldo Cruz deu início à contagem.

O Instituto Oswaldo Cruz comemora em 2011 o aniversário de 110 anos de sua coleção entomológica. O acervo conta com mais de 5 milhões de insetos e serve de base para pesquisas sobre meio ambiente, saúde e biodiversidade.

A coleção foi iniciada pelo próprio médico sanitarista Oswaldo Cruz, em 1901, quando ele descreveu o mosquito Anopheles lutzi. Na época, o órgão se chamava Instituto de Manguinhos.

Borboleta da família dos licaenídeos (Foto: Rodrigo Méxas/IOC)

Borboleta da família dos licaenídeos (Foto: Rodrigo Méxas/IOC)

'Agraulis vanillae', outra espécie de borboleta da coleção do Instituto Oswaldo Cruz (Foto: Rodrigo Méxas/IOC)

'Agraulis vanillae', outra espécie de borboleta da coleção do Instituto Oswaldo Cruz (Foto: Rodrigo Méxas/IOC)

Uma esperança, como são conhecidos os insetos da família 'Tettigoniidae' (Foto: Rodrigo Méxas/IOC)

Uma esperança, como são conhecidos os insetos da família 'Tettigoniidae' (Foto: Rodrigo Méxas/IOC)

 

Fonte: Do G1, São Paulo

 


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12 de março de 2012 | nenhum comentário »

Insetos podem ter personalidade, indica pesquisa com abelhas

Algumas abelhas têm desejos de viver aventuras e procuram emoção.
Diferenças de comportamento se manifestariam na atividade cerebral.

Abelha é vista se aproximando de um girassol em Tancabesti, na Romênia. (Foto: Vadim Ghirda/AP)

Algumas abelhas procuram novidades fora da colmeia; elas são mais propensas a buscar novos ninhos e percorrer maiores distâncias para procurar alimento (Foto: Vadim Ghirda/AP)

A colmeia não é formada apenas por abelhas trabalhadoras, dispostas a realizar qualquer atividade para servir à rainha e ficar perto da colmeia. Algumas delas desejam viver aventuras e procuram um pouco de emoção, de acordo com estudo publicado nesta quinta-feira (8) na revista científica “Science”. Isto seria um indício de que os insetos também têm personalidade, afirma a pesquisa.

A descoberta foi feita por cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, que verificaram que o desejo e a disposição para realizar tarefas específicas diferem entre as abelhas. Eles se dedicaram a dois tipos de comportamento que parecem estar relacionados com a busca por novidades: a procura por novos abrigos e a realização de trajetos mais longos e mais afastados da colmeia para encontrar alimento.

Quando a colmeia cresce muito e ultrapassa seus limites, o grupo se divide e parte dele precisa buscar um novo lar. Apenas cerca de 5% das abelhas assumem esta responsabilidade e, segundo os cientistas, elas são três vezes mais propensas a se tornarem caçadoras de alimento em longas distâncias. Elas foram chamadas de escoteiras. Já outras abelhas apresentam tendência de ficar mais próximas da colmeia e a não deixar o grupo.

“Nos seres humanos, as diferenças na busca por novidades são um componente da personalidade”, disse Gene Robinson, que coordenou a pesquisa, em material de divulgação.

Atividade cerebral
Estas diferenças se manifestam inclusive na atividade genética cerebral, apontam os pesquisadores. “Nós esperávamos encontrar alguma diferença, mas a magnitude foi surpreendente, já que tanto as escoteiras quanto as não escoteiras são forrageiras [ou seja, saem do ninho para buscar alimentos]“.

Para testar a hipótese, os cientistas submeteram grupos de abelhas a tratamentos que aumentavam ou inibiam substâncias químicas no cérebro. O resultado foi que alguns insetos escoteiros assumiram características mais pacatas, enquanto outros que ficavam mais na colmeia começaram a buscar novidades.

“Os resultados apontam que a busca por novidade em humanos e outros vertebrados tem paralelos com os insetos”, comparou Robinson. “Parece que os mesmos caminhos moleculares têm sido usados na evolução para dar origem a diferenças individuais em busca de novidades”.

Fonte: Globo Natureza


24 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Vespas farejam pulgões imunes e mudam estratégia de ataque

Bactéria ajuda pulgão a impedir crescimento de larvas parasitas de vespa.
Para bloquear a defesa, ela deposita mais ovos no hospedeiro.

A vespa parasita Asphidius ervi pode farejar pulgões de ervilha resistentes a seus ataques e modificar a estratégia para infectá-lo, segundo estudo publicado nesta sexta-feira (24) no jornal científico “BMC Biology”

Pulgões não imunes são contaminados com apenas um ovo de vespa. Dele, nasce uma larva que se alimenta do próprio inseto. Já os resistentes têm a bactéria simbióticaHamiltonella defensa que não permite que a larva se desenvolva.

Para romper a proteção dos pulgões imunes, as vespas depositam dois ovos no hospedeiro. As secreções liberadas na germinação dos dois ovos derrotam a defesa bacteriana. No entanto, apenas um dos ovos vai germinar e, consequentemente, uma larva vai sobreviver.

“Nós descobrimos que a A. ervi deposita dois ovos nos hospedeiros infectados [por Hamiltonella defensa] e apenas um ovo nos pulgões desprotegidos. Nós não sabemos ao certo como as vespas fazem a discriminação”, disse o pesquisador Kerry Oliver, que coordenou a pesquisa. Segundo ele, os pulgões que têm a bactéria liberam um tipo de substância que pode ser reconhecido pelas vespas.

Vespa parasita ataca o pulgão de ervilha e deposita ovos dentro dele. (Foto: Divulgação / Alex Wild)

Vespa parasita ataca pulgão de ervilha e deposita ovos dentro dele. (Foto: Divulgação / Alex Wild)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


2 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Vespa é capaz de reconhecer as faces umas das outras, revela teste

Capacidade é importante para estrutura da vida social da espécie.
Descoberta foi anunciada em revista nesta sexta-feira (2).

Cientistas descobriram que uma espécie de vespa é capaz de reconhecer as faces umas das outras, uma capacidade importante para manter o funcionamento da sociedade desses animais. A pesquisa foi apresentada na edição desta sexta-feira (2) da revista “Science”, por um grupo da Universidade de MIchigan, nos Estados Unidos.

Parece tudo igual? Pois as vespas conseguem reconhecer as diferenças (Foto: Science/AAAS)

Parece tudo igual? Pois as vespas conseguem reconhecer as diferenças (Foto: Science/AAAS)

Os pesquisadores já sabiam que as vespas como um todo são capazes de distinguir formatos. O reconhecimento facial, no entanto, seria algo até agora só visto na espécie de vespa-de-papel, Polistes fuscatus. Em testes, outra espécie parecida, a Polistes metricus, não apresentou a mesma característica.

Vespa da espécie estudada pelos pesquisadores da Universidade de Michigan (Foto: Science/AAAS)

Vespa da espécie estudada pelos pesquisadores da Universidade de Michigan (Foto: Science/AAAS)

Fonte: G1, São Paulo


7 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

População de morcegos nos EUA está ameaçada devido a forte seca

Caçada por alimentos tem ocorrido antes do anoitecer, dizem cientistas.
Mamíferos ficam mais vulneráveis a ataques de predadores naturais.

A seca histórica que atinge o estado do Texas, nos Estados Unidos, está mudando o comportamento dos morcegos (Tadarida brasiliensis), cuja população corre o risco de diminuir devido ao efeito do clima.

A queda na produtividade das plantações, que sofrem devido à falta de chuvas, causa a redução na quantidade de insetos, principal alimento dos mamíferos voadores. Por conta disto, milhões de morcegos saem das cavernas antes do anoitecer para buscar alimentos, o que deixa os espécimes mais suscetíveis a predadores naturais como gaviões e falcões.

Especialistas afirmam que perceberam uma quantidade menor de morcegos emergindo de cavernas como a Bracken Cave, próxima à cidade de San Antonio, e que abriga aproximadamente 20 milhões de exemplares da espécie, considerada a maior concentração mundial desses animais. Os ambientalistas sugerem que existe uma alta na mortalidade de morcegos recém-nascidos.

morcegos (Foto: Eric Gay/AP)

Os morcegos se alimentam principalmente de insetos, que desapareceram neste ano devido à intensa seca que atinge o Sul dos Estados Unidos, incluindo o estado do Texas (Foto: Eric Gay/AP)

Segundo Fran Hutchins, coordenador Bracken Cave, em 2010, quando as colheitas eram abundantes e o período de verão estava úmido, os insetos que se alimentavam dessas plantações surgiam, o que beneficiava os morcegos. Ainda de acordo com o especialista, com a antecipação da caça, os morcegos se tornam alvos de gaviões e falcões.

“Podemos prever que aqueles exemplares mais velhos, enfermos e mais jovens vão sofrer mais por conta disto, reduzindo a população no próximo ano”, disse James Eggers, diretor da Conservação Internacional de Morcegos.

morcegos saem da caverna no entardecer (Foto: Eric Gay/AP)

Ambientalistas afirmam que a população de morcegos existente no Texas tem antecipado a saída para buscar alimento. Os morcegos passaram a emergir das caverna no entardecer, o que deixa a espécie mais vulnerável a ataques de predadores naturais como gaviões e falcões (Foto: Eric Gay/AP)

 

Prejuízo econômico
Os prejuízos causados pela seca recorde que atinge o sul dos Estados Unidos já somam US$ 5,2 bilhões apenas no Texas, segundo pesquisadores da Texas A&M University System.

Em maio, a universidade tinha calculado as perdas em US$ 1 bilhão. Desde então, o valor quintuplicou por causa da quebra da produção agrícola e pecuária. Dos US$ 5,2 bilhões de prejuízos causados pela seca, US$ 2 bilhões ocorreram no setor pecuário.

Água e pastagens tornaram-se mais escassos e os produtores tiveram de reduzir seus rebanhos. Já os produtores de algodão registraram perdas de US$ 1,8 bilhão e os de feno, de US$ 750 milhões.

 

Fonte: Globo Natureza, com informações da Associated Press e da Dow Jones


15 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Projeto usa microchip em abelha para investigar abandono de colmeias

Especialistas em Salamanca, na Espanha, estão realizando um projeto pioneiro que envolve colocar microchips em abelhas para investigar as causas por trás dos elevados índices de mortalidade entre elas.

“Iniciamos o projeto porque na região de Salamanca temos muitos problemas com o desabelhamento das colmeias”, disse à BBC o presidente da Associação de Apicultores de Salamanca, Castor Fernández.

“Falamos em desabelhamento quando a colmeia fica despopulada e morre. Durante anos, aqui, tem havido [um índice de] 80% de despopulação, ou seja, de cada 100 colmeias, morrem 80. É algo muito, muito grave.”

Segundo Fernández, quando as abelhas desaparecem, a rainha deixa de colocar ovos para que se formem novas colmeias. Após um período, a colmeia morre.

“Não sabemos se as abelhas vão embora ou se morrem ali perto. Não sabemos o que ocorre, por isso surgiu a ideia dos microchips para ver se encontramos algum remédio.”

Os minúsculos chips são acoplados ao tórax das abelhas. Cada vez que elas passam pela entrada da colmeia, um leitor de microchips registra dados que são arquivados em um computador.

CHIPS

Os pesquisadores José Orantes Bermejo, dos Laboratorios Apinevada, em Granada, e Antonio Gómez Pajuelo, apicultor, estão monitorando abelhas em colmeias saudáveis, onde não houve qualquer contaminação por pesticidas, e em colmeias onde foram identificados resíduos de pesticidas.

“Estamos colocando identificadores passivos [sem baterias] para identificar cada abelha de forma individual. Esses dispositivos têm um tamanho aproximado de 2 por 1,6 mm e espessura de aproximadamente 0,5 mm. O peso aproximado é de 5 mg e a abelha pode carregar [o chip] sem problemas”, disse Bermejo à BBC.

Ele explicou que colocar o chip na abelha não é difícil, embora seja uma operação delicada que requer que o inseto esteja adormecido.

“Temos abelhas marcadas com microchips em colmeias situadas em ambientes saudáveis, sem resíduos de pesticidas, e em colmeias em ambientes onde há resíduos de pesticidas em níveis não letais [provocados de forma experimental] encontrados com frequência em colmeias normais”, disse à BBC seu colega Pajuelo.

Pajuelo explicou que a pergunta que a equipe pretende responder é a seguinte: Esses índices de resíduos, encontrados com relativa frequência, afetariam tanto a vida das abelhas a ponto de fazer com que elas morram aos poucos? E será que essas mortes levariam a colmeia a perder quantidades importantes de abelhas ao longo do inverno, tornando-se despopulada?

PESTICIDAS

Segundo Pajuelo, estudos feitos até o momento vêm levando especialistas a concluir que o desaparecimento das abelhas se deve a uma conjunção de três fatores.

A má nutrição durante o outono por problemas nas florações nesse período, a falta de controle do ácaro Varroa destructor, que parasita as abelhas, e o uso de pesticidas –os agrícolas usados externamente e aqueles que vão dentro da colmeia para combater o ácaro Varroa.

“Os pesticidas são tóxicos para as abelhas e, em doses baixas, interferem na produção dos péptidos antimicrobianos do seu sistema imunológico”, disse Pajuelo. “Restos de pesticidas utilizados em torno ou dentro da colmeia contra o Varroa acabam ficando dissolvidos na cera e dali passam para a parte gordurosa do pólen armazenado pelas abelhas.”

O pesquisador explicou que quando esse pólen é consumido pelas larvas e abelhas adultas, ocorre uma intoxicação leve, que não seria suficiente para matar as abelhas, mas que pode encurtar suas vidas e aumentar a incidência de doenças.

“A influência deste último fator é o que tentamos demonstrar marcando as abelhas com chips que nos permitem ‘ler’ seu período de vida”.

 

Fonte: BBC Brasil


15 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Brasil é líder em espécies de formigas, revela pesquisadora do Instituto Biológico

Assunto foi discutido na 7ª Conferência Internacional sobre Pragas Urbanas (ICUP2011) no Brasil, a primeira realizada na América Latina.

Por possuir a maior diversidade de flora e fauna do planeta, o Brasil possui, também, uma grande diversidade de animais sinantrópicos que podem ser considerados pragas urbanas, até então desconhecidas do grande público. A pesquisadora científica do Instituto Biológico (IB) de São Paulo, Ana Eugenia de Carvalho Campos, chama a atenção para o número de espécies de formigas nas cidades do País, hoje campeão em espécies desses insetos que se proliferam com muita freqüência em hospitais e contribuem para infestar as cidades. Ela faz um alerta sobre os riscos que as formigas representam nas cidades.

 

Segundo a pesquisadora, em um único hospital brasileiro, cujo nome é mantido em sigilo, foram encontradas 23 espécies de formigas, número bem acima de uma média de duas ou três espécies encontradas em hospitais de cidades de países de clima temperado, como o Chile.

 

Para Ana Eugenia, as formigas que residem nos hospitais representam um problema que deve ser encarado com seriedade, uma vez que servem como vetores mecânicos de bactérias e fungos patogênicos ao homem.

 

“Bactérias em hospitais, muitas vezes, podem se apresentar resistentes aos antibióticos. As formigas, dessa forma, podem ser disseminadoras de resistência nos diferentes setores do hospital, contribuindo para a infecção hospitalar”, disse a especialista. Ela lembra, entretanto, que as formigas são consideradas positivas aos ecossistemas, pois incorporam nutrientes ao solo e são predadoras de outras espécies, assim contribuindo para o equilíbrio dos ecossistemas.

 

Existem outras espécies de formigas que liberam veneno no momento de picadas e outras espécies provocam danos a equipamentos eletrônicos, segundo a pesquisadora.

 

Além de formigas, existem outras pragas urbanas, como baratas, cupins e roedores (ratazanas, ratos de telhado e camundongos) que se propagam em vários países, principalmente no Brasil, onde o clima é “adequado” à proliferação de insetos. Essa não é uma exclusividade brasileira. Existe também forte propagação de pragas em países próximos à linha do Equador, que também possuem biodiversidade alta.

 

“Enfrentamos problemas graves com pragas exóticas, como o cupim subterrâneo Coptotermes gestroi, os roedores na quase totalidade das cidades brasileiras, o mosquito transmissor da dengue (Aedes aegypti), assim como as baratas”, complementa Ana Eugenia.

 

Evento no Brasil - A pesquisadora organizou a 7ª Conferência Internacional sobre Pragas Urbanas (ICUP2011), realizada na primeira semana de agosto, em Ouro Preto (MG). Essa foi a primeira vez em que o evento itinerante, que ocorre cada triênio, aconteceu na América Latina. Para Ana Eugenia, essa foi “uma grande oportunidade” para o Brasil demonstrar suas pesquisas e as medidas de controle de pragas e vetores urbanos. “O País tem se destacado em trabalhos de pesquisa com pragas urbanas por suas publicações, mas os pesquisadores brasileiros não estavam freqüentando a Conferência”, disse.

 

No evento, cientistas e alunos apresentaram estudos e pesquisas sobre formigas urbanas, cupins, brocas, moscas e mosquitos, manejo integrado de pragas, percevejos de cama, roedores, morcegos e aranhas, além de painéis de discussão sobre a legislação mundial (referente aos pesticidas). Foram apresentados também dados sobre pragas de importância médica, de percevejos de cama, o futuro da pesquisa em pragas urbanas e técnicas alternativas de controle de pragas de cidades.

 

Segundo entende a pesquisadora, a ciência que estuda os insetos na região urbana, chamada de Entomologia urbana, cresceu bastante na última década por intermédio de institutos de pesquisas e universidades, aliada à Entomologia médica, a ciência mais antiga.

 

Combate às pragas - Para Ana Eugenia, existe um conjunto de medidas capazes de minimizar o problema de pragas em geral. Dentre elas, está as formas de manejo ou a preocupação com a limpeza do ambiente urbano e com vazamentos de água para evitar umidade, onde pragas instalam seus ninhos. Os inseticidas, porém, permanecem sendo uma das principais ferramentas utilizadas no controle de pragas urbanas.

 

A população de pragas urbanas, segundo a pesquisadora, reflete o crescimento desorganizado de cidades e a introdução de espécies invasoras associada ao comércio, o que faz com que algumas espécies, adaptadas ao ambiente urbano, ocupem o ambiente, deslocando espécies nativas, diminuindo radicalmente a diversidade de espécies de outros insetos e artrópodes e ocasionando danos severos ao homem e suas estruturas.

 

Fonte: Viviane Monteiro – Jornal da Ciência


13 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Coleção de insetos do Instituto Oswaldo Cruz completa 110 anos

Acervo conta com mais de 5 milhões de animais.
O próprio Oswaldo Cruz deu início à contagem.

O Instituto Oswaldo Cruz comemora em 2011 o aniversário de 110 anos de sua coleção entomológica. O acervo conta com mais de 5 milhões de insetos e serve de base para pesquisas sobre meio ambiente, saúde e biodiversidade.

A coleção foi iniciada pelo próprio médico sanitarista Oswaldo Cruz, em 1901, quando ele descreveu o mosquito Anopheles lutzi. Na época, o órgão se chamava Instituto de Manguinhos.

Borboleta da família dos licaenídeos (Foto: Rodrigo Méxas/IOC)

Borboleta da família dos licaenídeos (Foto: Rodrigo Méxas/IOC)

'Agraulis vanillae', outra espécie de borboleta da coleção do Instituto Oswaldo Cruz (Foto: Rodrigo Méxas/IOC)

'Agraulis vanillae', outra espécie de borboleta da coleção do Instituto Oswaldo Cruz (Foto: Rodrigo Méxas/IOC)

Uma esperança, como são conhecidos os insetos da família 'Tettigoniidae' (Foto: Rodrigo Méxas/IOC)

Uma esperança, como são conhecidos os insetos da família 'Tettigoniidae' (Foto: Rodrigo Méxas/IOC)

 

Fonte: Do G1, São Paulo

 


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