26 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Investigação detecta uso de carvão ilegal em 36 siderúrgicas de MG e BA

Cadeia de exploração irregular destruía o cerrado e a caatinga, diz Ibama.
Devastação nos biomas causou a perda de 190 km² de floresta.

Balanço de operação para desmontar a cadeia ilegal de produção de carvão para a indústria siderúrgica totaliza 39 pessoas detidas por crimes fiscais e ambientais, além de R$ 84,2 milhões de multas aplicadas, além da apreensão de ferro-gusa (material utilizado para fabricação do aço) em duas siderúrgicas.

Segundo as autoridades, empresas da Bahia e de Minas Gerais exploravam carvão no cerrado e na caatinga.

A investigação, iniciada há um ano, foi executada pelo Ministério Público da Bahia e de Minas Gerais, em parceria com as Polícias Civil e Rodoviária Federal, além do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama).  Ao menos 257 empresas foram inspecionadas e houve a detecção de 36 siderúrgicas que utilizaram material ilegal.

Segundo o Ibama, houve a devastação de 19 mil hectares de floresta nos dois biomas (190 km²), uma área que é quase cinco vezes o tamanho do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. A mata nativa derrubada estava no norte de Minas Gerais e no oeste da Bahia. A madeira era utilizada na produção de carvão, vendido a siderúrgicas para ser transformado em ferro-gusa, material empregado na fabricação do aço.

Descoberta
Luciano de Menezes Evaristo, diretor de Proteção Ambiental do Ibama, afirma que a fraude foi descoberta depois de uma análise na falsa operação logística montada para o fornecimento de material. A partir dos dados encontrados no sistema de Documento de Origem Florestal (DOF), foi descoberto um esquema de produção de carvão em Goiás, Mato Grosso e Pará, que depois era transportado para a Bahia e, a partir de lá, distribuído para cidades mineiras.

“Só que essa movimentação logística é inviável. Nos perguntamos o porquê de atravessadores, que eram empresas de fachada instaladas na Bahia, na venda de carvão. O fato chamou a atenção e acabou provocando a operação”, complementa Evaristo.

De acordo com o Ministério Público da Bahia, entre os crimes registrados estão a utilização de fornos ilegais para produção de carvão e o uso de documentação irregular.

Das prisões, 17 foram feitas em cidades mineiras, como a dos dois empresários de duas siderúrgicas detidos na última sexta-feira. Outras 22 detenções ocorreram na Bahia, como a dos sete funcionários da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, suspeitos de serem os responsáveis por fraudar os créditos nos sistemas federal e estadual.

“Isso significa que o polo siderúrgico brasileiro não pode continuar vivendo da exploração de matas nativas da caatinga e do cerrado, biomas considerados frágeis”, afirmou Evaristo. Na próxima quarta-feira, carvoarias devem ser destruídasna Bahia e também no norte de Goiás, dando continuidade à operação.

Carvoaria que funcionava de maneira ilegal em Mato Grosso e que foi fechada durante a operação Corcel Negro (Foto: Divulgação/Ibama)

Carvoaria que funcionava de maneira ilegal em Mato Grosso e que foi fechada durante a operação 'Corcel Negro 2' (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte: Do Globo Natureza, São Paulo


10 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Norte de MG pode virar deserto dentro de 20 anos

Um terço do território de Minas Gerais pode virar “deserto” em 20 anos. A conclusão é de um estudo encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente ao governo mineiro e concluído em março.

O desmatamento, a monocultura e a pecuária intensiva, somados a condições climáticas adversas, empobreceram o solo de 142 municípios do Estado.

Se nada for feito para reverter o processo, de acordo com o estudo, essas terras não terão mais uso econômico ou social, o que vai afetar 20% da população mineira.

Isso obrigaria 2,2 milhões de pessoas a deixar a região norte do Estado e os vales do Mucuri e do Jequitinhonha.
“A terra perde os nutrientes e fica estéril, não serve para a agricultura nem consegue sustentar a vegetação nativa”, afirma Rubio de Andrade, presidente do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas, responsável pelo estudo. A região engloba cerrado, caatinga e mata atlântica.

Segundo o governo do Estado, é preciso investir R$ 1,3 bilhão nas próximas décadas para frear o processo, que já causa danos no semiárido mineiro. Lá estão 88 das 142 cidades consideradas suscetíveis à desertificação.

Vladia Oliveira, professora do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará, disse que áreas desertificadas são diferentes de desertos naturais porque passam por um acentuado declínio de biodiversidade até se tornarem estéreis.

“Já os desertos são ecossistemas com sustentabilidade, ainda que com baixa diversidade. Eles estão vivos.”

PROGRAMA NACIONAL

O estudo foi encomendado para o Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação, que terá R$ 6 milhões neste ano para combater a desertificação no país.

Andrade diz que, para reduzir o fenômeno, é preciso aumentar as reservas naturais de vegetação e recuperar os recursos hídricos.

O agricultor Geraldo Moreno, 50, dono de três hectares em Espinosa (700 km de BH), já sente as mudanças em sua pequena lavoura de feijão.

“Se der para [alimentar] a família dá para comemorar”, diz ele, que sustenta mulher e quatro filhos com a terra.
“Aqui não chove quase nada e não tenho dinheiro para adubar a terra. O que salva são as cabras, mas estão magras”, diz o mineiro, que recebe verba do Bolsa Família para complementar a renda.

O governo pretende reduzir o espaço destinado ao gado nas áreas de caatinga e restringir atividades prejudiciais ao meio ambiente, como a extração de carvão.

“A população tem de se conscientizar de que, se essas ações não forem tomadas, nada mais poderá ser produzido”, diz Andrade.

Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: Raphael Veleda, de Belo Horizonte.


3 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Fundo de conversão da dívida brasileira para proteção ambiental

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, abriu, nesta segunda-feira (2), em Brasília, a primeira reunião do Comitê da Conta para a Conservação de Florestas Tropicais (TFCA, sigla em inglês). O comitê vai definir os critérios e analisar os projetos que serão beneficiados com o fundo de cerca de US$ 20 milhões oriundos da conversão de dívida brasileira com o governo dos Estados Unidos em proteção ambiental para a Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.

Para a ministra, o TFCA pode ajudar a aprimorar a gestão de recursos naturais com a participação da ciência. Treinamentos para aumentar as capacidades científicas, técnicas e gerenciais de pessoas e organizações envolvidos com a conservação da biodiversidade é uma das linhas de financiamento da conta.

A ministra defendeu projetos para melhorar a qualidade de vida de quem vive na floresta e promover o uso sustentável. “É preciso de novos projetos que agreguem essas famílias”, disse. De acordo com a ministra, a população que vive na floresta precisa de políticas de acesso mais rápido ao crédito, acesso a energias, por exemplo, para melhorar a qualidade de vida.

O comitê é composto por nove assentos, cabendo três ao Governo Brasileiro, cinco a ONGs brasileiras e um para a Agência Norte Americana de Desenvolvimento Internacional. A próxima reunião acontecerá em junho.

Recursos oferecidos por meio do TFCA vêm dando apoio a iniciativas como conservação de áreas protegidas, manejo de recursos naturais e apoio ao desenvolvimento de atividades sustentáveis de subsistência para comunidades silvestres no mundo.

Para atingir o objetivo do TFCA no Brasil, que é de conservar, preservar e recuperar florestas na Mata Atlântica, na Caatinga e no Cerrado, o comitê deverá aprovar projetos inovadores, que tenham o foco na conservação da floresta, resultados de grande escala e que possam ser alavancados para outros lugares. “Esses instrumentos são essenciais para a política brasileira de conservação da biodiversidade”, finalizou a ministra.

Fonte: Carlos Américo/MMA


28 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Atividades sustentáveis para o desenvolvimento da Caatinga

Com uma população de 28 milhões de pessoas, a Caatinga é a região semiárida mais populosa do mundo. No bioma, o único exclusivamente brasileiro, o grande desafio é promover o desenvolvimento da região com a proteção do meio ambiente.

E é para chamar a atenção para a importância do bioma para o Brasil que no dia 28 de abril é comemorado o Dia Nacional da Caatinga. Audiência Pública vai discutir a situação do bioma nesta quinta-feira (28), no plenário 8 da Câmara dos Deputados.

O bioma Caatinga tem uma área de 850 mil km², o que equivale a 11% do território nacional.

Além de estar presente nos nove estados nordestinos, a Caatinga também é encontrada no norte do Estado de Minas Gerais. Os dados do desmatamento do Projeto de Monitoramento do Desmatamento dos Biomas Brasileiros por Satélite mostram que o bioma ainda possui 55% de vegetação remanescente (dados do período entre 2002 e 2008).

A região da Caatinga tem dependência do recurso florestal para o desenvolvimento. “É preciso combinar ações que proporcionem o desenvolvimento da região, o bem-estar social e a proteção da fauna e da flora. É importante que se avancem as alternativas sociais e econômicas de inclusão e geração de renda para aqueles que vivem, dependem de recursos da Caatinga”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, na abertura da Semana Nacional da Caatinga, na segunda-feira (25), em Fortaleza(CE).

Na região onde está o maior número de propriedades rurais do Brasil, a participação social é fundamental para o desenvolvimento da região. “É importante que a população tenha o interesse de preservar a caatinga, e de criar mecanismos inovadores de conservação da biodiversidade que permitam, além da proteção da natureza, a geração de renda para as comunidades que vivem nessas localidades”, disse.

Desde 1995, está em tramitação no Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que transformará a Caatinga e o Cerrado em patrimônios nacionais. Para a ministra, o desafio é fazer com que a Caatinga seja reconhecida e, consequentemente, protegida. Nós estamos junto com o Governo do Estado para aprovar a emenda que coloca a Caatinga e o Cerrado como patrimônios nacionais. Este é o bioma que detém o menor status de conservação em áreas protegidas.

Na Caatinga, são 144 unidades de conservação que representam 7% da área total do bioma, mas apenas 1% das unidades é de proteção integral. Os dados são do Mapa de Unidades de Conservação e Terras Indígenas da Caatinga, produzido em parceria entre Ministério do Meio Ambiente e The Nature Conservancy.

Uso Sustentável - Um dos problemas da Caatinga é o desmatamento causado pelo uso da madeira para energia. Um terço da energia da região é à lenha. De acordo com o diretor de Combate à Desertificação do MMA, Francisco Campello, é possível atender à demanda de lenha da indústria com a realização de manejo florestal sustentável. É preciso uma área de 2,5 milhões de hectares para atender a demanda de lenha, utilizando 170 mil hectare por ano, explicou. Para realizar o manejo, a área é dividida em 15. A cada ano, é retirada a madeira de uma parte. Depois essa área é reflorestada e é usada a madeira de outra divisão.

Estudo da Rede de Manejo Florestal da Caatinga, que tem a participação da Embrapa, universidades e ONGs, mostraram que em área de manejo florestal sustentável foram registradas a mesma biodiversidade que em áreas preservadas. A sociedade precisa entender que é possível desenvolver com o manejo sustentável, explicou Campello.

O uso sustentável dos recursos naturais apresenta grandes perspectivas no semiárido brasileiro. A Caatinga dispõe de modelos já testados e com bons resultados para o manejo agrosilvopastoril, a integração do uso sustentável de produtos madeireiros e não-madeireiros e o manejo da vegetação para pecuária e agricultura. A valorização dos produtos da sociobiodiversidade e a criação de mecanismos de financiamento de atividades sustentáveis, aliados à tecnologia sustentável e aos conhecimentos tradicionais são outras possibilidades para modificar o perfil de uso da Caatinga.

A conservação da Caatinga também está intimamente associada ao combate da desertificação, processo de degradação ambiental que ocorre em áreas áridas, semi-áridas e sub-úmidas secas. No Brasil, 95% das áreas suscetíveis à desertificação estão na Caatinga. Por isso, combater o desmatamento e ampliar atividades sustentáveis são focos de ações para conter a desertificação e proteger a caatinga.

A proteção da Caatinga é trabalhada no Ministério do Meio Ambiente com as estratégias de proteção, na Secretaria de Biodiversidade e Florestas, e com as alternativas de uso sustentável, na Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável.

Fonte: Carlos Américo/ MMA


12 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Metade das espécies brasileiras ameaçadas está protegida em unidades de conservação

Metade das 627 espécies brasileiras ameaçadas de extinção vive em unidades de conservação federais, onde estão mais protegidas do risco de desaparecer da natureza. É o que mostra levantamento divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Intitulado Atlas da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção em Unidades de Conservação Federais, o levantamento detalha quais são e onde estão as 314 espécies encontradas em unidades de conservação (UCs) de todo o país, inclusive no bioma marinho. Entre os animais ameaçados encontrados nas áreas de conservação, estão o peixe-boi-da-amazônia, a onça-pintada, o mico-leão-dourado e a arara-azul-de-lear, símbolos da fauna brasileira ameaçada.

Apesar da proteção de espécies emblemáticas, ainda não se sabe se a outra metade da lista de animais ameaçados está em territórios protegidos. A maioria dos animais com risco de extinção registrados nas UCs são aves e mamíferos, mais fáceis de identificar, segundo o coordenador geral de espécies ameaçadas do ICMBio, Ugo Vercillo. “Peixes e invertebrados são mais difíceis de serem encontrados e identificados”.

A meta brasileira, assumida diante da Convenção da Organização das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, é garantir que 100% dos animais ameaçados tenham exemplares em territórios protegidos. “O primeiro passo para conservar é saber onde elas estão, procurar cada espécie”, avalia Vercillo.

O bioma com maior número de registros de animais ameaçados encontrados em UCs é a Mata Atlântica, onde parques nacionais, estações ecológicas e outras unidades abrigam 168 espécies ameaçadas de extinção. Na Caatinga, das 43 espécies ameaçadas de extinção no bioma, 41 estão em unidades de conservação.

O presidente do ICMBio, Rômullo Melo, disse que o levantamento pode orientar a gestão das unidades espalhadas pelo país e ajudar a identificar lacunas de preservação. “O atlas fez o cruzamento para saber que unidades de conservação protegem que espécies ameaçadas. Vai ser um instrumento importante para orientar a definição de áreas prioritárias para ampliação e criação de novas unidades de conservação”.

O ICMBio lançou nesta segunda-feira (11) uma revista eletrônica para divulgação de informações científicas sobre espécies brasileiras, inclusive as ameaçadas de extinção. A meta é avaliar 10 mil espécies nos próximos cinco anos. O instituto também colocou no ar sua nova página na internet, com serviços e informações sobre as 310 unidades de conservação federais do país. O endereço eletrônico do ICMBio é o http://www.icmbio.gov.br/.

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Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil


2 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Mata Atlântica registra menor taxa de desmatamento entre os biomas brasileiros

02/12/2010

Entre 2002 e 2008, o índice de desmate na Mata Atlântica foi de 0,25 %, o equivalente a 2.742 km2. A taxa anual média chega a 457 km2 (0,04%). Os dados foram anunciados nesta quarta-feira (1º), pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto com o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

“Hoje entregamos informações importantes para o planejamento de ações estratégicas de fiscalização e combate ao desmatamento, e com isso teremos condição de mudar o patamar de políticas públicas no Brasil, por meio de dados sólidos informados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Queremos compatibilizar os usos e recursos naturais com o desenvolvimento sustentável do País”, afirmou a ministra Izabella.

Ela explica que com os dados deste projeto de monitoramento será possível, por exemplo, identificar áreas degradadas que podem ser reaproveitadas e avançar na busca de uma economia de baixo carbono e na implementação de infraestrutura sem provocar a perda da biodiversidade.

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O crescimento de áreas desmatadas, de 2002 a 2008, na região não foi muito significativo, oscilando de 75,62% para 75,88%, respectivamente, mas a Mata Atlântica é o bioma mais ameaçado do País, e conta apenas com 27% de sua cobertura vegetal original. Segundo dados da SOS Mata Atlântica, somente cerca de 8% de seus remanescentes permanecem bem preservados. O fato é preocupante porque o abastecimento de água para 123 milhões de brasileiros – além de outros serviços ambientais como regulação do clima, temperatura do solo e proteção de encostas- depende da manutenção e preservação deste bioma.

O estado brasileiro onde houve a maior área devastada – 909 km2- foi Minas Gerais, seguido do Paraná (545 km2), Bahia (462 km2) e Santa Catarina (329 km2). Proporcionalmente, a maior taxa de perda foi em Sergipe, que desmatou 50% dos 10.531 km2 de sua área de Mata Atlântica remanescente, contra os 241.713 km2 presentes em Minas Gerais.

Os municípios que mais desmataram foram Encruzilhada (BA), Jequitinhonha (MG), Rio Vermelho (MG), São Francisco de Paula (RS) e Mafra (SC). Os dados do Inpe revelam também que, no mesmo período, o desmatamento foi maior nos biomas Cerrado(0,69%) e Pantanal(0,47%).

Segundo a ministra, as informações sobre o desmatamento nos biomas referentes ao período 2008 a 2009 devem ser lançadas no primeiro semestre de 2011.

Monitoramento – Para controlar o desmatamento e a perda da biodiversidade em todo o País, está sendo executado o Projeto de Monitoramento dos Desmatamentos dos Biomas Brasileiros por Satélite, que tem o objetivo de quantificar os desmates de áreas com vegetação nativa e embasar ações de fiscalização, controle e combate a desmatamentos ilegais nos biomas extra-amazônicos (Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal).

A iniciativa está sendo executada desde 2008 pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama, e funciona de forma semelhante ao Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes).

O projeto de monitoramento utiliza como referência os Mapas de Cobertura Vegetal dos Biomas Brasileiros, em escala (1:250.000), produzidos pelo Probio/MMA em 2007. As áreas com vegetação nativas estão sendo atualizadas por meio da interpretação de imagens dos satélites CBERS e Landsat, obtidas em 2008, que apresentam elevada resolução espacial, porém baixa resolução temporal.

Os primeiros dados divulgados foram do bioma Cerrado, em setembro de 2009, referentes aos desmatamentos do período 2002-2008. Neste ano, foram lançados os dados da Caatinga, Pantanal e Pampa. As informações sobre o total de área desmatada, monitorada em cada bioma brasileiro, permitem ainda fornecer dados relacionados às emissões de gases de efeito estufa.

(Fonte: Carine Corrêa/ MMA)


3 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Serviço Florestal lança livro sobre recursos florestais da Caatinga

O Serviço Florestal Brasileiro (SBF), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), está lançando o livro “Uso Sustentável e Conservação dos Recursos Florestais da Caatinga”

A obra reúne artigos técnico-científicos resultados de 25 anos de pesquisa. Os estudos foram rigorosamente atualizados e consolidados por mais de 20 autores (pesquisadores e técnicos), de universidades regionais, órgãos estaduais de meio ambiente, organizações não-governamentais, além da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

 

De acordo com o chefe da Unidade Regional Nordeste do SFB, Newton Barcellos, o livro considera a relevância do manejo sustentável das florestas da Caatinga para o desenvolvimento econômico e social do Semiárido, bem como, sua influência sobre os meios de vida da população.

 

“Esse bioma tem um grande potencial de exploração, que urge por acontecer de modo sustentável, devido à inegável dependência econômica das comunidades locais, seja por meio do abastecimento com energéticos florestais para indústrias, estabelecimentos comerciais e domicílios, ou da comercialização e do beneficiamento de produtos não-madeireiros, como frutos e palhas, por exemplo”, avalia Barcellos.

 

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A publicação será lançada oficialmente no próximo dia 23 de novembro, às 15h50, no Recife Praia Hotel, em Recife (PE).

(Aline Guedes, Assessoria de Comunicação do Insa)


15 de outubro de 2010 | nenhum comentário »

Brasil vai reafirmar compromisso de proteção dos biomas em conferência da ONU

Quem garante é João de Deus Medeiros, diretor de Florestas da Secretaria da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA)

O governo brasileiro deve repactuar os compromissos assumidos na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), durante a 10ª Conferência das Partes (COP-10) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, que ocorrerá a partir do dia 19, em Nagoya, no Japão.

 

O Brasil havia assumido o compromisso, ao assinar a convenção, de garantir, até 2010, a cobertura, por meio de unidades de conservação, de 10% de proteção de cada bioma e de 30% da Amazônia.

 

A informação foi dada à Agência Brasil pelo diretor de Florestas da Secretaria da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João de Deus Medeiros.

 

Segundo ele, com um percentual menor do que o da Amazônia, a área protegida nos demais biomas ainda está distante do proposto na CDB. “É uma meta que ainda representa um grande desafio para o país. Mas nós acreditamos que há cada vez mais sinais de que isso é uma prioridade defendida pela sociedade. Nós precisamos aprimorar esses mecanismos de negociação para que a sociedade entenda a necessidade e a urgência dessas ações. E, com isso, a gente tenha maior facilidade para efetivar a criação dessas novas áreas”.

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Medeiros afirmou que, apesar de não ter cumprido a meta proposta na CDB, o Brasil foi o país que mais contribuiu para a conservação da biodiversidade nos últimos anos. A COP-10 vai trazer ao debate os problemas que estão ameaçando espécies vegetais e animais em todo o mundo. Ele acredita que, na conferência, o país terá maior legitimidade para cobrar os compromissos assumidos pelos outros países, principalmente os desenvolvidos.

 

O diretor de Florestas do ministério lembrou que as nações industrializadas também são signatárias da CDB e, apesar de não terem mais um percentual de biodiversidade muito significativo, têm um papel importante a desempenhar na negociação internacional, para auxiliar os países detentores de biodiversidade a implementar essas ações nos seus territórios.

 

Medeiros disse que os biomas Cerrado e Caatinga são os que apresentam as maiores vulnerabilidades no que diz respeito à conservação, embora a Mata Atlântica tenha sido o bioma mais impactado ao longo do processo histórico brasileiro.

 

“Em biomas como o Cerrado e a Caatinga, nós temos uma situação duplamente complicada, que é uma representatividade ainda baixa e a distribuição, no bioma e nas categorias de proteção e uso sustentável, ainda muito desequilibrada”. Além disso, ele ressaltou a influência da ação humana sobre os biomas, como o agronegócio, que “é um fator de conflito”.

Alana Gandra, da Agência Brasil, 14/10


24 de julho de 2009 | nenhum comentário »

Insa e Serviço Florestal Brasileiro discutem alternativas para preservação da Caatinga

Será realizado esforço conjunto para reforçar a já existente Rede de Manejo Florestal da Caatinga

Os diretores do Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCT), Roberto Germano Costa, e do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Luiz Carlos Joels, reuniram-se nesta quinta-feira (23), na sede do Instituto, em Campina Grande (PB), para discutir alternativas de parceria entre as duas instituições, principalmente no que se refere ao uso sustentável da vegetação arbórea da Caatinga, ou seja, o manejo florestal.

De acordo com Joels, será realizado um esforço conjunto para reforçar a já existente Rede de Manejo Florestal da Caatinga, que precisa ter maior interação com a área de Ciência e Tecnologia. A ideia surgiu após a identificação da convergência de interesses e missão institucional do Insa e do SBF, que é ligado ao Ministério do Meio Ambiente.

“Nós vamos trabalhar em conjunto, elaborando um plano de trabalho para encontrar formas de expansão da rede, tanto em termos de participantes como em ações. O objetivo é mobilizar universidades, instituições de pesquisa, secretarias estaduais de meio ambiente e órgãos ligados ao setor de energia da região, já que aproximadamente um quarto da energia do Nordeste é proveniente da exploração da Caatinga”, enfatizou Joels.

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O diretor do Insa, Roberto Germano Costa, destacou a importância da realização de um acordo envolvendo o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), em aderência das linhas de pesquisa com as políticas públicas relacionadas ao tema.

“Esse convênio é um passo fundamental para incentivar uma exploração sustentável da riqueza do Semiárido, uma vez que o manejo tem um papel muito grande para a conservação da biodiversidade e combate à desertificação”, ressaltou Germano.

Nos próximos dias, representantes do Insa e do SBF voltarão a se reunir para definir uma agenda de trabalho comum, bem como a governança da rede. O termo de cooperação entre as instituições envolvidas será assinado, em outubro, num evento organizado em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Após a finalização do plano será feita uma divulgação para congregar as entidades interessadas no assunto.
(Assessoria de Comunicação do MCT)






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26 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Investigação detecta uso de carvão ilegal em 36 siderúrgicas de MG e BA

Cadeia de exploração irregular destruía o cerrado e a caatinga, diz Ibama.
Devastação nos biomas causou a perda de 190 km² de floresta.

Balanço de operação para desmontar a cadeia ilegal de produção de carvão para a indústria siderúrgica totaliza 39 pessoas detidas por crimes fiscais e ambientais, além de R$ 84,2 milhões de multas aplicadas, além da apreensão de ferro-gusa (material utilizado para fabricação do aço) em duas siderúrgicas.

Segundo as autoridades, empresas da Bahia e de Minas Gerais exploravam carvão no cerrado e na caatinga.

A investigação, iniciada há um ano, foi executada pelo Ministério Público da Bahia e de Minas Gerais, em parceria com as Polícias Civil e Rodoviária Federal, além do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama).  Ao menos 257 empresas foram inspecionadas e houve a detecção de 36 siderúrgicas que utilizaram material ilegal.

Segundo o Ibama, houve a devastação de 19 mil hectares de floresta nos dois biomas (190 km²), uma área que é quase cinco vezes o tamanho do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. A mata nativa derrubada estava no norte de Minas Gerais e no oeste da Bahia. A madeira era utilizada na produção de carvão, vendido a siderúrgicas para ser transformado em ferro-gusa, material empregado na fabricação do aço.

Descoberta
Luciano de Menezes Evaristo, diretor de Proteção Ambiental do Ibama, afirma que a fraude foi descoberta depois de uma análise na falsa operação logística montada para o fornecimento de material. A partir dos dados encontrados no sistema de Documento de Origem Florestal (DOF), foi descoberto um esquema de produção de carvão em Goiás, Mato Grosso e Pará, que depois era transportado para a Bahia e, a partir de lá, distribuído para cidades mineiras.

“Só que essa movimentação logística é inviável. Nos perguntamos o porquê de atravessadores, que eram empresas de fachada instaladas na Bahia, na venda de carvão. O fato chamou a atenção e acabou provocando a operação”, complementa Evaristo.

De acordo com o Ministério Público da Bahia, entre os crimes registrados estão a utilização de fornos ilegais para produção de carvão e o uso de documentação irregular.

Das prisões, 17 foram feitas em cidades mineiras, como a dos dois empresários de duas siderúrgicas detidos na última sexta-feira. Outras 22 detenções ocorreram na Bahia, como a dos sete funcionários da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, suspeitos de serem os responsáveis por fraudar os créditos nos sistemas federal e estadual.

“Isso significa que o polo siderúrgico brasileiro não pode continuar vivendo da exploração de matas nativas da caatinga e do cerrado, biomas considerados frágeis”, afirmou Evaristo. Na próxima quarta-feira, carvoarias devem ser destruídasna Bahia e também no norte de Goiás, dando continuidade à operação.

Carvoaria que funcionava de maneira ilegal em Mato Grosso e que foi fechada durante a operação Corcel Negro (Foto: Divulgação/Ibama)

Carvoaria que funcionava de maneira ilegal em Mato Grosso e que foi fechada durante a operação 'Corcel Negro 2' (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte: Do Globo Natureza, São Paulo


10 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Norte de MG pode virar deserto dentro de 20 anos

Um terço do território de Minas Gerais pode virar “deserto” em 20 anos. A conclusão é de um estudo encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente ao governo mineiro e concluído em março.

O desmatamento, a monocultura e a pecuária intensiva, somados a condições climáticas adversas, empobreceram o solo de 142 municípios do Estado.

Se nada for feito para reverter o processo, de acordo com o estudo, essas terras não terão mais uso econômico ou social, o que vai afetar 20% da população mineira.

Isso obrigaria 2,2 milhões de pessoas a deixar a região norte do Estado e os vales do Mucuri e do Jequitinhonha.
“A terra perde os nutrientes e fica estéril, não serve para a agricultura nem consegue sustentar a vegetação nativa”, afirma Rubio de Andrade, presidente do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas, responsável pelo estudo. A região engloba cerrado, caatinga e mata atlântica.

Segundo o governo do Estado, é preciso investir R$ 1,3 bilhão nas próximas décadas para frear o processo, que já causa danos no semiárido mineiro. Lá estão 88 das 142 cidades consideradas suscetíveis à desertificação.

Vladia Oliveira, professora do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará, disse que áreas desertificadas são diferentes de desertos naturais porque passam por um acentuado declínio de biodiversidade até se tornarem estéreis.

“Já os desertos são ecossistemas com sustentabilidade, ainda que com baixa diversidade. Eles estão vivos.”

PROGRAMA NACIONAL

O estudo foi encomendado para o Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação, que terá R$ 6 milhões neste ano para combater a desertificação no país.

Andrade diz que, para reduzir o fenômeno, é preciso aumentar as reservas naturais de vegetação e recuperar os recursos hídricos.

O agricultor Geraldo Moreno, 50, dono de três hectares em Espinosa (700 km de BH), já sente as mudanças em sua pequena lavoura de feijão.

“Se der para [alimentar] a família dá para comemorar”, diz ele, que sustenta mulher e quatro filhos com a terra.
“Aqui não chove quase nada e não tenho dinheiro para adubar a terra. O que salva são as cabras, mas estão magras”, diz o mineiro, que recebe verba do Bolsa Família para complementar a renda.

O governo pretende reduzir o espaço destinado ao gado nas áreas de caatinga e restringir atividades prejudiciais ao meio ambiente, como a extração de carvão.

“A população tem de se conscientizar de que, se essas ações não forem tomadas, nada mais poderá ser produzido”, diz Andrade.

Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: Raphael Veleda, de Belo Horizonte.


3 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Fundo de conversão da dívida brasileira para proteção ambiental

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, abriu, nesta segunda-feira (2), em Brasília, a primeira reunião do Comitê da Conta para a Conservação de Florestas Tropicais (TFCA, sigla em inglês). O comitê vai definir os critérios e analisar os projetos que serão beneficiados com o fundo de cerca de US$ 20 milhões oriundos da conversão de dívida brasileira com o governo dos Estados Unidos em proteção ambiental para a Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.

Para a ministra, o TFCA pode ajudar a aprimorar a gestão de recursos naturais com a participação da ciência. Treinamentos para aumentar as capacidades científicas, técnicas e gerenciais de pessoas e organizações envolvidos com a conservação da biodiversidade é uma das linhas de financiamento da conta.

A ministra defendeu projetos para melhorar a qualidade de vida de quem vive na floresta e promover o uso sustentável. “É preciso de novos projetos que agreguem essas famílias”, disse. De acordo com a ministra, a população que vive na floresta precisa de políticas de acesso mais rápido ao crédito, acesso a energias, por exemplo, para melhorar a qualidade de vida.

O comitê é composto por nove assentos, cabendo três ao Governo Brasileiro, cinco a ONGs brasileiras e um para a Agência Norte Americana de Desenvolvimento Internacional. A próxima reunião acontecerá em junho.

Recursos oferecidos por meio do TFCA vêm dando apoio a iniciativas como conservação de áreas protegidas, manejo de recursos naturais e apoio ao desenvolvimento de atividades sustentáveis de subsistência para comunidades silvestres no mundo.

Para atingir o objetivo do TFCA no Brasil, que é de conservar, preservar e recuperar florestas na Mata Atlântica, na Caatinga e no Cerrado, o comitê deverá aprovar projetos inovadores, que tenham o foco na conservação da floresta, resultados de grande escala e que possam ser alavancados para outros lugares. “Esses instrumentos são essenciais para a política brasileira de conservação da biodiversidade”, finalizou a ministra.

Fonte: Carlos Américo/MMA


28 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Atividades sustentáveis para o desenvolvimento da Caatinga

Com uma população de 28 milhões de pessoas, a Caatinga é a região semiárida mais populosa do mundo. No bioma, o único exclusivamente brasileiro, o grande desafio é promover o desenvolvimento da região com a proteção do meio ambiente.

E é para chamar a atenção para a importância do bioma para o Brasil que no dia 28 de abril é comemorado o Dia Nacional da Caatinga. Audiência Pública vai discutir a situação do bioma nesta quinta-feira (28), no plenário 8 da Câmara dos Deputados.

O bioma Caatinga tem uma área de 850 mil km², o que equivale a 11% do território nacional.

Além de estar presente nos nove estados nordestinos, a Caatinga também é encontrada no norte do Estado de Minas Gerais. Os dados do desmatamento do Projeto de Monitoramento do Desmatamento dos Biomas Brasileiros por Satélite mostram que o bioma ainda possui 55% de vegetação remanescente (dados do período entre 2002 e 2008).

A região da Caatinga tem dependência do recurso florestal para o desenvolvimento. “É preciso combinar ações que proporcionem o desenvolvimento da região, o bem-estar social e a proteção da fauna e da flora. É importante que se avancem as alternativas sociais e econômicas de inclusão e geração de renda para aqueles que vivem, dependem de recursos da Caatinga”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, na abertura da Semana Nacional da Caatinga, na segunda-feira (25), em Fortaleza(CE).

Na região onde está o maior número de propriedades rurais do Brasil, a participação social é fundamental para o desenvolvimento da região. “É importante que a população tenha o interesse de preservar a caatinga, e de criar mecanismos inovadores de conservação da biodiversidade que permitam, além da proteção da natureza, a geração de renda para as comunidades que vivem nessas localidades”, disse.

Desde 1995, está em tramitação no Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que transformará a Caatinga e o Cerrado em patrimônios nacionais. Para a ministra, o desafio é fazer com que a Caatinga seja reconhecida e, consequentemente, protegida. Nós estamos junto com o Governo do Estado para aprovar a emenda que coloca a Caatinga e o Cerrado como patrimônios nacionais. Este é o bioma que detém o menor status de conservação em áreas protegidas.

Na Caatinga, são 144 unidades de conservação que representam 7% da área total do bioma, mas apenas 1% das unidades é de proteção integral. Os dados são do Mapa de Unidades de Conservação e Terras Indígenas da Caatinga, produzido em parceria entre Ministério do Meio Ambiente e The Nature Conservancy.

Uso Sustentável - Um dos problemas da Caatinga é o desmatamento causado pelo uso da madeira para energia. Um terço da energia da região é à lenha. De acordo com o diretor de Combate à Desertificação do MMA, Francisco Campello, é possível atender à demanda de lenha da indústria com a realização de manejo florestal sustentável. É preciso uma área de 2,5 milhões de hectares para atender a demanda de lenha, utilizando 170 mil hectare por ano, explicou. Para realizar o manejo, a área é dividida em 15. A cada ano, é retirada a madeira de uma parte. Depois essa área é reflorestada e é usada a madeira de outra divisão.

Estudo da Rede de Manejo Florestal da Caatinga, que tem a participação da Embrapa, universidades e ONGs, mostraram que em área de manejo florestal sustentável foram registradas a mesma biodiversidade que em áreas preservadas. A sociedade precisa entender que é possível desenvolver com o manejo sustentável, explicou Campello.

O uso sustentável dos recursos naturais apresenta grandes perspectivas no semiárido brasileiro. A Caatinga dispõe de modelos já testados e com bons resultados para o manejo agrosilvopastoril, a integração do uso sustentável de produtos madeireiros e não-madeireiros e o manejo da vegetação para pecuária e agricultura. A valorização dos produtos da sociobiodiversidade e a criação de mecanismos de financiamento de atividades sustentáveis, aliados à tecnologia sustentável e aos conhecimentos tradicionais são outras possibilidades para modificar o perfil de uso da Caatinga.

A conservação da Caatinga também está intimamente associada ao combate da desertificação, processo de degradação ambiental que ocorre em áreas áridas, semi-áridas e sub-úmidas secas. No Brasil, 95% das áreas suscetíveis à desertificação estão na Caatinga. Por isso, combater o desmatamento e ampliar atividades sustentáveis são focos de ações para conter a desertificação e proteger a caatinga.

A proteção da Caatinga é trabalhada no Ministério do Meio Ambiente com as estratégias de proteção, na Secretaria de Biodiversidade e Florestas, e com as alternativas de uso sustentável, na Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável.

Fonte: Carlos Américo/ MMA


12 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Metade das espécies brasileiras ameaçadas está protegida em unidades de conservação

Metade das 627 espécies brasileiras ameaçadas de extinção vive em unidades de conservação federais, onde estão mais protegidas do risco de desaparecer da natureza. É o que mostra levantamento divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Intitulado Atlas da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção em Unidades de Conservação Federais, o levantamento detalha quais são e onde estão as 314 espécies encontradas em unidades de conservação (UCs) de todo o país, inclusive no bioma marinho. Entre os animais ameaçados encontrados nas áreas de conservação, estão o peixe-boi-da-amazônia, a onça-pintada, o mico-leão-dourado e a arara-azul-de-lear, símbolos da fauna brasileira ameaçada.

Apesar da proteção de espécies emblemáticas, ainda não se sabe se a outra metade da lista de animais ameaçados está em territórios protegidos. A maioria dos animais com risco de extinção registrados nas UCs são aves e mamíferos, mais fáceis de identificar, segundo o coordenador geral de espécies ameaçadas do ICMBio, Ugo Vercillo. “Peixes e invertebrados são mais difíceis de serem encontrados e identificados”.

A meta brasileira, assumida diante da Convenção da Organização das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, é garantir que 100% dos animais ameaçados tenham exemplares em territórios protegidos. “O primeiro passo para conservar é saber onde elas estão, procurar cada espécie”, avalia Vercillo.

O bioma com maior número de registros de animais ameaçados encontrados em UCs é a Mata Atlântica, onde parques nacionais, estações ecológicas e outras unidades abrigam 168 espécies ameaçadas de extinção. Na Caatinga, das 43 espécies ameaçadas de extinção no bioma, 41 estão em unidades de conservação.

O presidente do ICMBio, Rômullo Melo, disse que o levantamento pode orientar a gestão das unidades espalhadas pelo país e ajudar a identificar lacunas de preservação. “O atlas fez o cruzamento para saber que unidades de conservação protegem que espécies ameaçadas. Vai ser um instrumento importante para orientar a definição de áreas prioritárias para ampliação e criação de novas unidades de conservação”.

O ICMBio lançou nesta segunda-feira (11) uma revista eletrônica para divulgação de informações científicas sobre espécies brasileiras, inclusive as ameaçadas de extinção. A meta é avaliar 10 mil espécies nos próximos cinco anos. O instituto também colocou no ar sua nova página na internet, com serviços e informações sobre as 310 unidades de conservação federais do país. O endereço eletrônico do ICMBio é o http://www.icmbio.gov.br/.

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Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil


2 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Mata Atlântica registra menor taxa de desmatamento entre os biomas brasileiros

02/12/2010

Entre 2002 e 2008, o índice de desmate na Mata Atlântica foi de 0,25 %, o equivalente a 2.742 km2. A taxa anual média chega a 457 km2 (0,04%). Os dados foram anunciados nesta quarta-feira (1º), pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto com o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

“Hoje entregamos informações importantes para o planejamento de ações estratégicas de fiscalização e combate ao desmatamento, e com isso teremos condição de mudar o patamar de políticas públicas no Brasil, por meio de dados sólidos informados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Queremos compatibilizar os usos e recursos naturais com o desenvolvimento sustentável do País”, afirmou a ministra Izabella.

Ela explica que com os dados deste projeto de monitoramento será possível, por exemplo, identificar áreas degradadas que podem ser reaproveitadas e avançar na busca de uma economia de baixo carbono e na implementação de infraestrutura sem provocar a perda da biodiversidade.

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O crescimento de áreas desmatadas, de 2002 a 2008, na região não foi muito significativo, oscilando de 75,62% para 75,88%, respectivamente, mas a Mata Atlântica é o bioma mais ameaçado do País, e conta apenas com 27% de sua cobertura vegetal original. Segundo dados da SOS Mata Atlântica, somente cerca de 8% de seus remanescentes permanecem bem preservados. O fato é preocupante porque o abastecimento de água para 123 milhões de brasileiros – além de outros serviços ambientais como regulação do clima, temperatura do solo e proteção de encostas- depende da manutenção e preservação deste bioma.

O estado brasileiro onde houve a maior área devastada – 909 km2- foi Minas Gerais, seguido do Paraná (545 km2), Bahia (462 km2) e Santa Catarina (329 km2). Proporcionalmente, a maior taxa de perda foi em Sergipe, que desmatou 50% dos 10.531 km2 de sua área de Mata Atlântica remanescente, contra os 241.713 km2 presentes em Minas Gerais.

Os municípios que mais desmataram foram Encruzilhada (BA), Jequitinhonha (MG), Rio Vermelho (MG), São Francisco de Paula (RS) e Mafra (SC). Os dados do Inpe revelam também que, no mesmo período, o desmatamento foi maior nos biomas Cerrado(0,69%) e Pantanal(0,47%).

Segundo a ministra, as informações sobre o desmatamento nos biomas referentes ao período 2008 a 2009 devem ser lançadas no primeiro semestre de 2011.

Monitoramento – Para controlar o desmatamento e a perda da biodiversidade em todo o País, está sendo executado o Projeto de Monitoramento dos Desmatamentos dos Biomas Brasileiros por Satélite, que tem o objetivo de quantificar os desmates de áreas com vegetação nativa e embasar ações de fiscalização, controle e combate a desmatamentos ilegais nos biomas extra-amazônicos (Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal).

A iniciativa está sendo executada desde 2008 pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama, e funciona de forma semelhante ao Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes).

O projeto de monitoramento utiliza como referência os Mapas de Cobertura Vegetal dos Biomas Brasileiros, em escala (1:250.000), produzidos pelo Probio/MMA em 2007. As áreas com vegetação nativas estão sendo atualizadas por meio da interpretação de imagens dos satélites CBERS e Landsat, obtidas em 2008, que apresentam elevada resolução espacial, porém baixa resolução temporal.

Os primeiros dados divulgados foram do bioma Cerrado, em setembro de 2009, referentes aos desmatamentos do período 2002-2008. Neste ano, foram lançados os dados da Caatinga, Pantanal e Pampa. As informações sobre o total de área desmatada, monitorada em cada bioma brasileiro, permitem ainda fornecer dados relacionados às emissões de gases de efeito estufa.

(Fonte: Carine Corrêa/ MMA)


3 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Serviço Florestal lança livro sobre recursos florestais da Caatinga

O Serviço Florestal Brasileiro (SBF), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), está lançando o livro “Uso Sustentável e Conservação dos Recursos Florestais da Caatinga”

A obra reúne artigos técnico-científicos resultados de 25 anos de pesquisa. Os estudos foram rigorosamente atualizados e consolidados por mais de 20 autores (pesquisadores e técnicos), de universidades regionais, órgãos estaduais de meio ambiente, organizações não-governamentais, além da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

 

De acordo com o chefe da Unidade Regional Nordeste do SFB, Newton Barcellos, o livro considera a relevância do manejo sustentável das florestas da Caatinga para o desenvolvimento econômico e social do Semiárido, bem como, sua influência sobre os meios de vida da população.

 

“Esse bioma tem um grande potencial de exploração, que urge por acontecer de modo sustentável, devido à inegável dependência econômica das comunidades locais, seja por meio do abastecimento com energéticos florestais para indústrias, estabelecimentos comerciais e domicílios, ou da comercialização e do beneficiamento de produtos não-madeireiros, como frutos e palhas, por exemplo”, avalia Barcellos.

 

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A publicação será lançada oficialmente no próximo dia 23 de novembro, às 15h50, no Recife Praia Hotel, em Recife (PE).

(Aline Guedes, Assessoria de Comunicação do Insa)


15 de outubro de 2010 | nenhum comentário »

Brasil vai reafirmar compromisso de proteção dos biomas em conferência da ONU

Quem garante é João de Deus Medeiros, diretor de Florestas da Secretaria da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA)

O governo brasileiro deve repactuar os compromissos assumidos na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), durante a 10ª Conferência das Partes (COP-10) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, que ocorrerá a partir do dia 19, em Nagoya, no Japão.

 

O Brasil havia assumido o compromisso, ao assinar a convenção, de garantir, até 2010, a cobertura, por meio de unidades de conservação, de 10% de proteção de cada bioma e de 30% da Amazônia.

 

A informação foi dada à Agência Brasil pelo diretor de Florestas da Secretaria da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João de Deus Medeiros.

 

Segundo ele, com um percentual menor do que o da Amazônia, a área protegida nos demais biomas ainda está distante do proposto na CDB. “É uma meta que ainda representa um grande desafio para o país. Mas nós acreditamos que há cada vez mais sinais de que isso é uma prioridade defendida pela sociedade. Nós precisamos aprimorar esses mecanismos de negociação para que a sociedade entenda a necessidade e a urgência dessas ações. E, com isso, a gente tenha maior facilidade para efetivar a criação dessas novas áreas”.

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Medeiros afirmou que, apesar de não ter cumprido a meta proposta na CDB, o Brasil foi o país que mais contribuiu para a conservação da biodiversidade nos últimos anos. A COP-10 vai trazer ao debate os problemas que estão ameaçando espécies vegetais e animais em todo o mundo. Ele acredita que, na conferência, o país terá maior legitimidade para cobrar os compromissos assumidos pelos outros países, principalmente os desenvolvidos.

 

O diretor de Florestas do ministério lembrou que as nações industrializadas também são signatárias da CDB e, apesar de não terem mais um percentual de biodiversidade muito significativo, têm um papel importante a desempenhar na negociação internacional, para auxiliar os países detentores de biodiversidade a implementar essas ações nos seus territórios.

 

Medeiros disse que os biomas Cerrado e Caatinga são os que apresentam as maiores vulnerabilidades no que diz respeito à conservação, embora a Mata Atlântica tenha sido o bioma mais impactado ao longo do processo histórico brasileiro.

 

“Em biomas como o Cerrado e a Caatinga, nós temos uma situação duplamente complicada, que é uma representatividade ainda baixa e a distribuição, no bioma e nas categorias de proteção e uso sustentável, ainda muito desequilibrada”. Além disso, ele ressaltou a influência da ação humana sobre os biomas, como o agronegócio, que “é um fator de conflito”.

Alana Gandra, da Agência Brasil, 14/10


24 de julho de 2009 | nenhum comentário »

Insa e Serviço Florestal Brasileiro discutem alternativas para preservação da Caatinga

Será realizado esforço conjunto para reforçar a já existente Rede de Manejo Florestal da Caatinga

Os diretores do Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCT), Roberto Germano Costa, e do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Luiz Carlos Joels, reuniram-se nesta quinta-feira (23), na sede do Instituto, em Campina Grande (PB), para discutir alternativas de parceria entre as duas instituições, principalmente no que se refere ao uso sustentável da vegetação arbórea da Caatinga, ou seja, o manejo florestal.

De acordo com Joels, será realizado um esforço conjunto para reforçar a já existente Rede de Manejo Florestal da Caatinga, que precisa ter maior interação com a área de Ciência e Tecnologia. A ideia surgiu após a identificação da convergência de interesses e missão institucional do Insa e do SBF, que é ligado ao Ministério do Meio Ambiente.

“Nós vamos trabalhar em conjunto, elaborando um plano de trabalho para encontrar formas de expansão da rede, tanto em termos de participantes como em ações. O objetivo é mobilizar universidades, instituições de pesquisa, secretarias estaduais de meio ambiente e órgãos ligados ao setor de energia da região, já que aproximadamente um quarto da energia do Nordeste é proveniente da exploração da Caatinga”, enfatizou Joels.

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O diretor do Insa, Roberto Germano Costa, destacou a importância da realização de um acordo envolvendo o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), em aderência das linhas de pesquisa com as políticas públicas relacionadas ao tema.

“Esse convênio é um passo fundamental para incentivar uma exploração sustentável da riqueza do Semiárido, uma vez que o manejo tem um papel muito grande para a conservação da biodiversidade e combate à desertificação”, ressaltou Germano.

Nos próximos dias, representantes do Insa e do SBF voltarão a se reunir para definir uma agenda de trabalho comum, bem como a governança da rede. O termo de cooperação entre as instituições envolvidas será assinado, em outubro, num evento organizado em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Após a finalização do plano será feita uma divulgação para congregar as entidades interessadas no assunto.
(Assessoria de Comunicação do MCT)