7 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Lula diz que país cumprirá metas de redução de desmatamento antes do previsto

07/11/2010

O Brasil conseguirá muito antes do previsto cumprir a meta de redução do desmatamento da Amazônia em 80% até 2020, afirmou nesta segunda-feira (6) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu programa semanal de rádio.

“Quando nós fomos a Copenhague (a cúpula do Clima) no ano passado e levamos uma proposta de diminuir as emissões de gases do efeito estufa em 39% até 2020, e nos comprometemos de diminuir o desmatamento da Amazônia em 80%, muita gente pensava que era impossível”, lembrou Lula em seu programa “Café com o presidente”.

Lula acrescentou que os índices de desmatamento medidos no último ano demonstram “que o Brasil vai alcançar, muito antes de 2020?, a taxa de redução do desmatamento da Amazônia com a qual se comprometeu.

Redução de 14% - Pelos dados divulgados na semana passada pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), as medições feitas pelo satélite nos últimos meses indicam que o ritmo de desmatamento amazônico entre agosto de 2008 e julho de 2009 caiu 14% com relação aos 12 meses anteriores, quando já tinha reduzido em 45%.

Para o diretor do Instituto, Gilberto Câmara, no período citado a Amazônia brasileira perdeu 6.450 quilômetros quadrados de mata, o que represente “o melhor resultado desde 1998?, quando as medições começaram a ser feitas.

“Estou muito feliz porque conseguimos um grande êxito na redução do desmatamento”, ressaltou o chefe de Estado em seu programa.

Para Lula, este resultado deixa lições para todos, incluído o governo brasileiro, que aprendeu que não basta proibir o corte e mandar policiais e promotores para multar, já que é necessário dialogar com autoridades locais e com as pessoas que moram na Amazônia.

O governante declarou que é possível aumentar a preservação da floresta “na medida em que se coloca à disposição de prefeitos e governadores a ajuda para que essas regiões possam desenvolver-se sem necessidade de desflorestar”.

Acrescentou que ainda é possível permitir um pequeno desmatamento desde que a mesmo seja feito de forma sustentável.

“Percebemos que dessa forma todo mundo participa e que os resultados são melhores do que quando nos limitávamos a proibir e perseguir”, afirmou.

Os bem-sucedidos números de redução do desmatamento conquistados pelo Brasil serão apresentados durante a fase de alto nível da cúpula sobre mudança climática em Cancún (México), que ocorre nesta semana, até o próximo dia 10.

Fonte: Folha.com


1 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Acordo sobre florestas em conferência de Cancún beneficiaria Brasil

A criação de instrumentos para promover a redução de emissões por desmatamento e degradação (conhecidos pela sigla REDD) em países em desenvolvimento tem boas chances de ser um dos resultados práticos da conferência das Nações Unidas sobre mudança climática em Cancún, no México. Um acordo na área pode significar o aporte de bilhões dólares ao Brasil, com suas vastas reservas florestais.

Se aprovados, instrumentos de REDD+ (o sinal acrescenta a remuneração de atividades que levem a conservação de florestas, manejo sustentável e reforço de estoques de carbono de florestas em países em desenvolvimento) poderiam canalizar este dinheiro de um fundo específico financiado por governos, bem como da iniciativa privada ou mercados de carbono e verbas para mitigação (redução de emissões).

O Brasil tem grande interesse em uma implementação relativamente rápida de REDD, tanto que deve assumir a liderança, ao lado da França, do grupo internacional Parceria REDD – criado neste ano com quase 70 países para viabilizar mecanismos REDD no mundo.

Uma vez aprovada uma estrutura internacional de REDD, o país pode sair na frente por ter mais de 20 projetos pioneiros já em prática.

Talvez o mais conhecido e bem-sucedido seja o projeto Juma, da Fundação Amazonas Sustentável, que já possibilita o sustento de 338 famílias na Reserva de Juma, no Amazonas.

Moeda de troca – Desde a conferência de Copenhague, em 2009, negociadores admitem que as discussões estão em uma fase adiantada, faltando pouco mais que definições de forma no texto.

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No entanto, por fazer parte das complexas negociações por um acordo mais abrangente, o tema pode acabar sendo usado como moeda de troca entre os negociadores.

‘Os países utilizarão a REDD como peça no jogo de xadrez que gire em volta das outras negociações, principalmente o financiamento e as metas de redução de emissões. De fato um acordo sobre REDD não trará benefícios para o planeta sem um compromisso firme para reduzir as emissões globais’, afirmou à BBC Brasil Raja Jarrah, especialista em REDD da organização não-governamental Care International.

‘Podem sim fechar um acordo específico sobre REDD em Cancún, mas seria parcial e deixaria muito a desejar.’

Sem um mecanismo internacional que norteie as iniciativas florestais, tanto o financiamento quanto a própria estrutura dos projetos ficam indefinidas.

Apesar da grande expectativa por um acordo parcial de REDD, há também quem seja contra o mecanismo. Muitos ativistas temem que projetos REDD acabem levando à expulsão de comunidades indígenas ou nativas de florestas.

Riscos – A ONG Friends of the Earth International considera o mecanismo ‘perigoso’ já que poderia incentivar o agronegócio e o setor madeireiro.

‘O estímulo à plantações de árvores é baseado nas falsas promessas de criação de empregos, desenvolvimento sustentável, mitigação de mudanças climáticas e proteção da biodiversidade. Mas testemunhos e estudos de caso (reunidos pela ONG) mostram que plantações têm impactos muito severos sobre a população e a natureza locais’, afirmou um dos coordenadores do grupo, Sebastian Valdomir.

Mesmo a Care, que apoia iniciativas REDD em tese, alerta para o risco de uma versão ‘aguada’ do mecanismo.

Os ativistas dizem que no esforço por acomodar interesses distintos durante o encontro de Cancún, corre-se o risco de ‘nivelar tudo por baixo’.

‘Tecnicamente seria relativamente fácil encontrar uma forma de palavras que agrade a todos’, afirmou Raja Jarrah, acrescentando que elementos importantes poderiam ser deixados de lado, como a obrigação de monitorar salvaguardas sociais e ambientais.

‘Aí teríamos um mecanismo que facilita o fluxo de finanças e o negócio de carbono, mas que deixa as populações que dependem da floresta expostos a exploração.’

A 16ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas começou na segunda-feira, 29 de novembro, e vai até o dia 10 de dezembro.

Poucos esperam que um acordo abrangente saia do encontro no México. A expectativa é de que representantes de mais de 190 países pavimentem um possível acordo para o encontro de 2011, na África do Sul.

(Fonte: G1)


25 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Comitiva polonesa conhece projetos na área florestal

SEMA 22/11/2010

O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Jorge Augusto Callado Afonso, recebeu nesta segunda-feira (22), em Curitiba, representantes das universidades polonesas Poznan University of Technology e Poznan University of Life Sciences. A comitiva veio conhecer os projetos ambientais do Paraná e propor acordo de cooperação técnica na área de monitoramento florestal.

O secretário explicou as ações desenvolvidas pelo Governo do Estado que contribuem para o equilíbrio ambiental. ‘Ao monitorar as florestas, nós monitoramos a biodiversidade como um todo e que, embora tenhamos uma diferença de ecossistemas e de clima, as bases utilizadas são as mesmas’ destacou o secretário. Ele ainda disse, que a troca de experiências com a Polônia também poderá resultar em importantes estudos acadêmicos na área ambiental.

Técnicos e diretores da Secretaria do Meio Ambiente, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Instituto de Terras, Cartografia e Geociências (ITCG) promoveram para a comitiva polonesa um workshop sobre as possibilidades de aplicação e cooperação para implantar um sistema avançado de monitoramento de florestas no Paraná. Também participaram do Seminário, representantes da Embrapa Florestas e de organizações não governamentais (ONG) como a Mater Natura e The Nature Conservancy – TNC. Todas estas instituições já desenvolvem o monitoramento das Áreas Estratégicas para a Conservação e Recuperação da Biodiversidade do Paraná.

ESTRATÉGIA – As margens dos rios Ivaí, Piquiri, Cinzas e Iguaçu, em toda a sua extensão, são algumas das áreas apontadas como estratégicas para conservação. Também foram incluídas no levantamento áreas de remanescentes de floresta nativa existentes na região central do Paraná, nascentes de rios importantes, locais onde há grande diversidade de fauna e flora e áreas de floresta que podem ser conectadas a outros remanescentes florestais para construção de corredores de biodiversidade.

A primeira fase do programa identificou os principais remanescentes de vegetação do Paraná (áreas consideradas estratégicas para conservação) a partir do qual foram definidas as áreas necessárias para recomposição da vegetação. O mapeamento utilizou imagens de satélites (INPE 2008) considerando estudos do Ministério do Meio Ambiente sobre as áreas prioritárias para a biodiversidade; Projeto rede da biodiversidade; o sistema estadual e federal de Unidades de Conservação, Estações Ecológicas e áreas prioritárias definidas pelo Sisleg

‘Apresentamos aos nossos visitantes projetos que estão trazendo resultados positivos e toda a experiência dos nossos técnicos, contribuindo para o acordo de cooperação’, conta o engenheiro e técnico da Secretaria Sérgio Mudrovitsch de Bittencourt.

Integram a comitiva da Polônia Mikolaj Sobczak, PhD e chefe dos laboratórios de pesquisa sobre Sistemas Móveis; Andrzej Labedzki, PhD e entomologista florestal; Maciej Ulatowski, da área de Desenvolvimento de Negócios e Comercialização; o chefe de pesquisa dos Laboratórios sobre Sistemas Móveis, Szymon Wasik, e o pesquisador sênior Kamil Sedlak. 

Fonte: Agência de Notícias do Estado do Paraná – AEN

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3 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Serviço Florestal lança livro sobre recursos florestais da Caatinga

O Serviço Florestal Brasileiro (SBF), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), está lançando o livro “Uso Sustentável e Conservação dos Recursos Florestais da Caatinga”

A obra reúne artigos técnico-científicos resultados de 25 anos de pesquisa. Os estudos foram rigorosamente atualizados e consolidados por mais de 20 autores (pesquisadores e técnicos), de universidades regionais, órgãos estaduais de meio ambiente, organizações não-governamentais, além da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

 

De acordo com o chefe da Unidade Regional Nordeste do SFB, Newton Barcellos, o livro considera a relevância do manejo sustentável das florestas da Caatinga para o desenvolvimento econômico e social do Semiárido, bem como, sua influência sobre os meios de vida da população.

 

“Esse bioma tem um grande potencial de exploração, que urge por acontecer de modo sustentável, devido à inegável dependência econômica das comunidades locais, seja por meio do abastecimento com energéticos florestais para indústrias, estabelecimentos comerciais e domicílios, ou da comercialização e do beneficiamento de produtos não-madeireiros, como frutos e palhas, por exemplo”, avalia Barcellos.

 

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A publicação será lançada oficialmente no próximo dia 23 de novembro, às 15h50, no Recife Praia Hotel, em Recife (PE).

(Aline Guedes, Assessoria de Comunicação do Insa)


15 de outubro de 2010 | nenhum comentário »

Remanescente de Mata Atlântica preserva aves

Estudo feito no remanescente de Mata Atlântica, em Pombos, identificou 11 espécies endêmicas, 10 delas ameaçadas de extinção

Levantamento realizado em fragmento florestal de Pombos, a 57 quilômetros do Recife, revela a presença de 11 espécies de aves endêmicas da Mata Atlântica, 10 delas consideradas ameaçadas de extinção. A pesquisa foi feita entre abril de 2007 e maio de 2008 na Mata da Ronda, um remanescente de vegetação nativa com 512 hectares. Endêmicos, lembram os especialistas em conservação, são os animais ou plantas restritos a um bioma ou região.

 

O estudo, de autoria de Gilmar Beserra de Farias, Angélica Uejima e Glauco Pereira, está na edição de julho-agosto da revista Atualidades Ornitológicas. Além de identificar as espécies, o grupo quantificou cada uma delas. A mais abundante é a choca-da-mata, pássaro de aproximadamente 15 centímetros que se alimenta de insetos. Na Mata da Ronda, a ave procura alimento no solo, ramos e folhas, ocupando diferentes planos da floresta.

 

Durante a pesquisa, os ornitólogos registraram ainda grupos de três e até de quatro tipos de aves deslocando-se sob as árvores do lugar em busca de alimento. Uma exceção à regra, uma vez que bandos de pássaros compostos de várias espécies que comem insetos são característicos de grandes extensões de floresta, e não de pequenos fragmentos.

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Para Gilmar Beserra, professor da Universidade Federal de Pernambuco (Centro Acadêmico de Vitória) e primeiro autor do artigo científico, localizar espécies endêmicas e ameaçadas de extinção é importante para nortear as políticas de conservação da biodiversidade no Nordeste.

 

“Algumas dessas aves ocorrem em ambientes restritos e apresentam certa vulnerabilidade, demandando esforços dos tomadores de decisão para a criação de uma unidade de conservação, por exemplo, com o objetivo de diminuir o risco de extinção local dessas espécies”, justifica.

 

A Mata da Ronda é um dos fragmentos do chamado Centro de Endemismo Pernambuco, compreendido pela floresta atlântica localizada entre Alagoas e Rio Grande do Norte.

 

Nessa área há 38 espécies de aves endêmicas. Já na Mata Atlântica de Pernambuco, existem 41 tipos de aves ameaçadas de extinção. No Brasil, esse ecossistema abriga 682 espécies de aves, das quais 83 estão ameaçadas de extinção e 207 são endêmicas.

Jornal do Commercio, 12/10


11 de julho de 2009 | nenhum comentário »

Extrativismo não é solução para a Amazônia, diz pesquisador da Embrapa

Produtos da floresta tendem a ser plantados, afirma Alfredo Homma. Para engenheiro, área já derrubada precisa ser mais bem aproveitada

Iberê Thenório escreve para o “Globo Amazônia”:

A retirada de produtos da floresta, como a seiva da seringueira e a castanha-do-pará, não são economicamente viáveis a longo prazo. Essa é a opinião do engenheiro agrônomo da Embrapa Alfredo Homma, que há mais de 30 anos estuda a economia rural na Amazônia.

Segundo o pesquisador, os produtos extrativistas (retirados da natureza) tendem a ser “domesticados” em plantações quando a procura por eles é muito forte.

“Na natureza há um determinado número de seringueiras, castanheiras. Para um seringueiro cortar (retirar seiva de) 450 árvores, precisa trabalhar em um espaço de 300 a 500 hectares. Essa mesma quantidade de seringueiras você pode plantar em um campo de futebol”, explica.

Para Homma, produtos retirados da floresta, como a castanha-do-pará, tendem a ser plantados e ter maior rentabilidade. Isso faz com que reservas criadas para a extração desses produtos tornem-se economicamente inviáveis, segundo o pesquisador.

O extrativismo tem sido uma das principais apostas dos governos para proteger a Amazônia. No Brasil, há 49 reservas extrativistas e 65 florestas nacionais federais. Esses lugares foram criados especialmente para a retirada controlada de produtos da floresta, preservando a mata.

Para Homma, o fim do extrativismo é algo natural, pois a produtividade desse tipo de atividade é muito baixa, e tende a não dar conta da demanda. “Foi por isso que os ingleses perceberam que a produção extrativa de borracha não dava para sustentar o mundo. Tanto que eles levaram daqui 70 mil sementes em 1876. Logo que essas seringueiras começaram a produzir, por volta de 1910, eles venderam a borracha por um preço 30 vezes menor.”

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Outro problema, segundo o engenheiro agrônomo, é que os produtos retirados da mata podem ser trocados por substitutos artificiais. “O pau-rosa, por exemplo, foi substituído pelo linalol sintético, originário do petróleo. Na borracha, dois terços do consumo mundial é da borracha sintética.”

Mais plantações

A solução para a agropecuária na Amazônia, segundo Homma, é aproveitar melhor o espaço que já foi desmatado plantando espécies que hoje são retiradas da floresta. Isso protegeria a mata e ao mesmo tempo evitaria o colapso econômico que poderia vir com o fim do extrativismo.

“Muitas plantas da Amazônia já estão começando a ser cultivadas. Noventa por cento da do cupuaçu, por exemplo, já é plantado. Também é o caso do jaborandi. Hoje a Merck [empresa do ramo farmacêutico] tem uma plantação de 500 hectares em Barra do Corda, no Maranhão, e não compra mais jaborandi [da floresta].”

O engenheiro também afirma que parte da área que já foi derrubada deve ser reflorestada. Nos topos de morro e na beira dos rios, deveria ser devolvida a vegetação original. No restante, contudo, Homma defende a produção de árvores com valor comercial. “As pessoas não vão reflorestar por reflorestar. Um reflorestamento de eucalipto, mogno ou Teka custa R$ 2 mil por hectare. Isso tem que ter retorno”, diz.
(G1, 10/7)


30 de junho de 2009 | nenhum comentário »

Serviço Florestal abre consulta pública para plano de outorga 2010

O Serviço Florestal Brasileiro abriu consulta pública para o Plano Anual de Outorga Florestal (Paof) 2010, documento que traz a relação das florestas federais passíveis de concessão no período. Os interessados têm até 19 de julho para enviar as sugestões. O Paof está disponível em www.florestal.gov.br.

Estima-se que 2 milhões de hectares em 27 unidades de conservação possam ser objeto de licitação em 2010. O número compreende áreas que, ao longo do ano, tenham cumprido critérios técnicos e legais para a atividade, entre eles, aprovação do plano de manejo ou relatório ambiental preliminar e instituição do conselho consultivo.

Embora as florestas públicas federais ocupem 196 milhões de hectares no país, apenas parte delas pode ser transferida para uso pela iniciativa privada. O quantitativo exclui unidades de proteção integral, áreas de relevante interesse ecológico (Aries), reservas de desenvolvimento sustentável (RDSs), reservas extrativistas (Resex) e áreas militares.

Também não são objeto de licitação áreas sem potencial para concessão, sem plano de manejo aprovado no período de vigência do Paof, que sejam de uso exclusivamente comunitário ou estejam distante de mercados formais.

Para que empresas de diferentes tamanhos participem das licitações, a lei 11.284/06 estabelece que os editais tragam mais de uma categoria de unidades de manejo. Uma delas deve ser de pequeno porte, ou seja, de até 20 mil hectares, e as demais podem ser de médio porte – entre 20 mil e 40 mil hectares -, ou de grande porte – maiores que 40 mil hectares, para concessões na Amazônia.

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A legislação não exige que o Paof seja colocado em consulta pública, mas o Serviço Florestal tem adotado a medida para tornar o processo transparente e estimular sua divulgação. “As concessões são um novo modelo de gestão florestal. Quanto maior a participação de atores-chave, melhor será a implementação e a gestão das florestas públicas”, diz o gerente-executivo de Planejamento do Serviço Florestal, Marcus Vinícius da Silva Alves.

As sugestões serão avaliadas e podem ser incorporadas à versão final do documento, que será concluído até 31 de julho. Apesar de se referir apenas a 2010, o Paof é elaborado com antecedência para que estados e municípios, empresas e organizações civis conheçam a proposta do governo federal sobre onde estão e quais são as florestas passíveis de concessão.

As concessões florestais surgiram com o objetivo de estimular a oferta de madeira legal, evitar o desmatamento e buscar o uso sustentável das florestas, com a extração de produtos como óleos e resinas. (Fonte: MMA)


6 de maio de 2009 | nenhum comentário »

Madeira é legal

A segunda edição do livro Madeira – Uso Sustentável na Construção Civil foi lançada em março, quando o Governo do Estado de São Paulo, a Prefeitura de São Paulo, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e diversas entidades ligadas ao meio ambiente assinaram o programa Madeira é Legal.

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A publicação, cujo objetivo é difundir e incentivar o uso na construção civil de madeiras legais e, quando possível, certificadas, está disponível para download no site do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

O livro é dividido em dez capítulos que abordam as origens das madeiras, os diferentes tipos de uso na construção civil, indicação de espécies alternativas e fichas tecnológicas de madeiras, entre outros temas.

Segundo o instituto, as duas espécies mais empregadas na construção, a peroba-rosa e o pinho-do-paraná, encontram-se em extinção. Para saber quais madeiras podem ser utilizadas, as fichas tecnológicas apresentam o nome popular e científico, bem como as regiões de ocorrência, as características gerais e as propriedades físicas e mecânicas.

As propriedades das madeiras também podem ser conhecidas no site do IPT. A partir da página “Madeira e Produtos Derivados”, o visitante pode escolher o link “Informações sobre Madeiras – Consulta” e acessar um banco de dados no qual a pesquisa pode se dar pelo nome popular ou científico. Como o livro, essa página também apresenta um perfil técnico de cada espécie, inclusive com fotos de face e fotomacrografia.

A madeira é considerada legal quando cumpre todos os requisitos quanto à documentação e pode ter origem tanto em áreas de manejo florestal como de extração autorizada por órgãos ambientais. Já a madeira certificada é a que não só está de acordo com a lei, mas que adota práticas sustentáveis do ponto de vista ambiental, social e econômico, promovendo o desenvolvimento das comunidades florestais.

Tanto o livro quanto o programa Madeira é Legal são contribuições importantes para dar subsídios a uma mudança de postura do consumidor, que pode indagar pela origem do insumo ao fazer uma compra.

O IPT também oferece cópias do livro em papel reciclado, que podem ser solicitadas pelo e-mail livraria@ipt.br ou pelos telefones (11) 3767-4237 e (11) 3767-4026. Nesse caso, é cobrado o valor do Sedex para enviar o exemplar ao endereço do leitor. (Fonte: Agência Fapesp)


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7 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Lula diz que país cumprirá metas de redução de desmatamento antes do previsto

07/11/2010

O Brasil conseguirá muito antes do previsto cumprir a meta de redução do desmatamento da Amazônia em 80% até 2020, afirmou nesta segunda-feira (6) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu programa semanal de rádio.

“Quando nós fomos a Copenhague (a cúpula do Clima) no ano passado e levamos uma proposta de diminuir as emissões de gases do efeito estufa em 39% até 2020, e nos comprometemos de diminuir o desmatamento da Amazônia em 80%, muita gente pensava que era impossível”, lembrou Lula em seu programa “Café com o presidente”.

Lula acrescentou que os índices de desmatamento medidos no último ano demonstram “que o Brasil vai alcançar, muito antes de 2020?, a taxa de redução do desmatamento da Amazônia com a qual se comprometeu.

Redução de 14% - Pelos dados divulgados na semana passada pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), as medições feitas pelo satélite nos últimos meses indicam que o ritmo de desmatamento amazônico entre agosto de 2008 e julho de 2009 caiu 14% com relação aos 12 meses anteriores, quando já tinha reduzido em 45%.

Para o diretor do Instituto, Gilberto Câmara, no período citado a Amazônia brasileira perdeu 6.450 quilômetros quadrados de mata, o que represente “o melhor resultado desde 1998?, quando as medições começaram a ser feitas.

“Estou muito feliz porque conseguimos um grande êxito na redução do desmatamento”, ressaltou o chefe de Estado em seu programa.

Para Lula, este resultado deixa lições para todos, incluído o governo brasileiro, que aprendeu que não basta proibir o corte e mandar policiais e promotores para multar, já que é necessário dialogar com autoridades locais e com as pessoas que moram na Amazônia.

O governante declarou que é possível aumentar a preservação da floresta “na medida em que se coloca à disposição de prefeitos e governadores a ajuda para que essas regiões possam desenvolver-se sem necessidade de desflorestar”.

Acrescentou que ainda é possível permitir um pequeno desmatamento desde que a mesmo seja feito de forma sustentável.

“Percebemos que dessa forma todo mundo participa e que os resultados são melhores do que quando nos limitávamos a proibir e perseguir”, afirmou.

Os bem-sucedidos números de redução do desmatamento conquistados pelo Brasil serão apresentados durante a fase de alto nível da cúpula sobre mudança climática em Cancún (México), que ocorre nesta semana, até o próximo dia 10.

Fonte: Folha.com


1 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Acordo sobre florestas em conferência de Cancún beneficiaria Brasil

A criação de instrumentos para promover a redução de emissões por desmatamento e degradação (conhecidos pela sigla REDD) em países em desenvolvimento tem boas chances de ser um dos resultados práticos da conferência das Nações Unidas sobre mudança climática em Cancún, no México. Um acordo na área pode significar o aporte de bilhões dólares ao Brasil, com suas vastas reservas florestais.

Se aprovados, instrumentos de REDD+ (o sinal acrescenta a remuneração de atividades que levem a conservação de florestas, manejo sustentável e reforço de estoques de carbono de florestas em países em desenvolvimento) poderiam canalizar este dinheiro de um fundo específico financiado por governos, bem como da iniciativa privada ou mercados de carbono e verbas para mitigação (redução de emissões).

O Brasil tem grande interesse em uma implementação relativamente rápida de REDD, tanto que deve assumir a liderança, ao lado da França, do grupo internacional Parceria REDD – criado neste ano com quase 70 países para viabilizar mecanismos REDD no mundo.

Uma vez aprovada uma estrutura internacional de REDD, o país pode sair na frente por ter mais de 20 projetos pioneiros já em prática.

Talvez o mais conhecido e bem-sucedido seja o projeto Juma, da Fundação Amazonas Sustentável, que já possibilita o sustento de 338 famílias na Reserva de Juma, no Amazonas.

Moeda de troca – Desde a conferência de Copenhague, em 2009, negociadores admitem que as discussões estão em uma fase adiantada, faltando pouco mais que definições de forma no texto.

the green hornet divx online

No entanto, por fazer parte das complexas negociações por um acordo mais abrangente, o tema pode acabar sendo usado como moeda de troca entre os negociadores.

‘Os países utilizarão a REDD como peça no jogo de xadrez que gire em volta das outras negociações, principalmente o financiamento e as metas de redução de emissões. De fato um acordo sobre REDD não trará benefícios para o planeta sem um compromisso firme para reduzir as emissões globais’, afirmou à BBC Brasil Raja Jarrah, especialista em REDD da organização não-governamental Care International.

‘Podem sim fechar um acordo específico sobre REDD em Cancún, mas seria parcial e deixaria muito a desejar.’

Sem um mecanismo internacional que norteie as iniciativas florestais, tanto o financiamento quanto a própria estrutura dos projetos ficam indefinidas.

Apesar da grande expectativa por um acordo parcial de REDD, há também quem seja contra o mecanismo. Muitos ativistas temem que projetos REDD acabem levando à expulsão de comunidades indígenas ou nativas de florestas.

Riscos – A ONG Friends of the Earth International considera o mecanismo ‘perigoso’ já que poderia incentivar o agronegócio e o setor madeireiro.

‘O estímulo à plantações de árvores é baseado nas falsas promessas de criação de empregos, desenvolvimento sustentável, mitigação de mudanças climáticas e proteção da biodiversidade. Mas testemunhos e estudos de caso (reunidos pela ONG) mostram que plantações têm impactos muito severos sobre a população e a natureza locais’, afirmou um dos coordenadores do grupo, Sebastian Valdomir.

Mesmo a Care, que apoia iniciativas REDD em tese, alerta para o risco de uma versão ‘aguada’ do mecanismo.

Os ativistas dizem que no esforço por acomodar interesses distintos durante o encontro de Cancún, corre-se o risco de ‘nivelar tudo por baixo’.

‘Tecnicamente seria relativamente fácil encontrar uma forma de palavras que agrade a todos’, afirmou Raja Jarrah, acrescentando que elementos importantes poderiam ser deixados de lado, como a obrigação de monitorar salvaguardas sociais e ambientais.

‘Aí teríamos um mecanismo que facilita o fluxo de finanças e o negócio de carbono, mas que deixa as populações que dependem da floresta expostos a exploração.’

A 16ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas começou na segunda-feira, 29 de novembro, e vai até o dia 10 de dezembro.

Poucos esperam que um acordo abrangente saia do encontro no México. A expectativa é de que representantes de mais de 190 países pavimentem um possível acordo para o encontro de 2011, na África do Sul.

(Fonte: G1)


25 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Comitiva polonesa conhece projetos na área florestal

SEMA 22/11/2010

O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Jorge Augusto Callado Afonso, recebeu nesta segunda-feira (22), em Curitiba, representantes das universidades polonesas Poznan University of Technology e Poznan University of Life Sciences. A comitiva veio conhecer os projetos ambientais do Paraná e propor acordo de cooperação técnica na área de monitoramento florestal.

O secretário explicou as ações desenvolvidas pelo Governo do Estado que contribuem para o equilíbrio ambiental. ‘Ao monitorar as florestas, nós monitoramos a biodiversidade como um todo e que, embora tenhamos uma diferença de ecossistemas e de clima, as bases utilizadas são as mesmas’ destacou o secretário. Ele ainda disse, que a troca de experiências com a Polônia também poderá resultar em importantes estudos acadêmicos na área ambiental.

Técnicos e diretores da Secretaria do Meio Ambiente, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Instituto de Terras, Cartografia e Geociências (ITCG) promoveram para a comitiva polonesa um workshop sobre as possibilidades de aplicação e cooperação para implantar um sistema avançado de monitoramento de florestas no Paraná. Também participaram do Seminário, representantes da Embrapa Florestas e de organizações não governamentais (ONG) como a Mater Natura e The Nature Conservancy – TNC. Todas estas instituições já desenvolvem o monitoramento das Áreas Estratégicas para a Conservação e Recuperação da Biodiversidade do Paraná.

ESTRATÉGIA – As margens dos rios Ivaí, Piquiri, Cinzas e Iguaçu, em toda a sua extensão, são algumas das áreas apontadas como estratégicas para conservação. Também foram incluídas no levantamento áreas de remanescentes de floresta nativa existentes na região central do Paraná, nascentes de rios importantes, locais onde há grande diversidade de fauna e flora e áreas de floresta que podem ser conectadas a outros remanescentes florestais para construção de corredores de biodiversidade.

A primeira fase do programa identificou os principais remanescentes de vegetação do Paraná (áreas consideradas estratégicas para conservação) a partir do qual foram definidas as áreas necessárias para recomposição da vegetação. O mapeamento utilizou imagens de satélites (INPE 2008) considerando estudos do Ministério do Meio Ambiente sobre as áreas prioritárias para a biodiversidade; Projeto rede da biodiversidade; o sistema estadual e federal de Unidades de Conservação, Estações Ecológicas e áreas prioritárias definidas pelo Sisleg

‘Apresentamos aos nossos visitantes projetos que estão trazendo resultados positivos e toda a experiência dos nossos técnicos, contribuindo para o acordo de cooperação’, conta o engenheiro e técnico da Secretaria Sérgio Mudrovitsch de Bittencourt.

Integram a comitiva da Polônia Mikolaj Sobczak, PhD e chefe dos laboratórios de pesquisa sobre Sistemas Móveis; Andrzej Labedzki, PhD e entomologista florestal; Maciej Ulatowski, da área de Desenvolvimento de Negócios e Comercialização; o chefe de pesquisa dos Laboratórios sobre Sistemas Móveis, Szymon Wasik, e o pesquisador sênior Kamil Sedlak. 

Fonte: Agência de Notícias do Estado do Paraná – AEN

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3 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Serviço Florestal lança livro sobre recursos florestais da Caatinga

O Serviço Florestal Brasileiro (SBF), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), está lançando o livro “Uso Sustentável e Conservação dos Recursos Florestais da Caatinga”

A obra reúne artigos técnico-científicos resultados de 25 anos de pesquisa. Os estudos foram rigorosamente atualizados e consolidados por mais de 20 autores (pesquisadores e técnicos), de universidades regionais, órgãos estaduais de meio ambiente, organizações não-governamentais, além da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

 

De acordo com o chefe da Unidade Regional Nordeste do SFB, Newton Barcellos, o livro considera a relevância do manejo sustentável das florestas da Caatinga para o desenvolvimento econômico e social do Semiárido, bem como, sua influência sobre os meios de vida da população.

 

“Esse bioma tem um grande potencial de exploração, que urge por acontecer de modo sustentável, devido à inegável dependência econômica das comunidades locais, seja por meio do abastecimento com energéticos florestais para indústrias, estabelecimentos comerciais e domicílios, ou da comercialização e do beneficiamento de produtos não-madeireiros, como frutos e palhas, por exemplo”, avalia Barcellos.

 

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A publicação será lançada oficialmente no próximo dia 23 de novembro, às 15h50, no Recife Praia Hotel, em Recife (PE).

(Aline Guedes, Assessoria de Comunicação do Insa)


15 de outubro de 2010 | nenhum comentário »

Remanescente de Mata Atlântica preserva aves

Estudo feito no remanescente de Mata Atlântica, em Pombos, identificou 11 espécies endêmicas, 10 delas ameaçadas de extinção

Levantamento realizado em fragmento florestal de Pombos, a 57 quilômetros do Recife, revela a presença de 11 espécies de aves endêmicas da Mata Atlântica, 10 delas consideradas ameaçadas de extinção. A pesquisa foi feita entre abril de 2007 e maio de 2008 na Mata da Ronda, um remanescente de vegetação nativa com 512 hectares. Endêmicos, lembram os especialistas em conservação, são os animais ou plantas restritos a um bioma ou região.

 

O estudo, de autoria de Gilmar Beserra de Farias, Angélica Uejima e Glauco Pereira, está na edição de julho-agosto da revista Atualidades Ornitológicas. Além de identificar as espécies, o grupo quantificou cada uma delas. A mais abundante é a choca-da-mata, pássaro de aproximadamente 15 centímetros que se alimenta de insetos. Na Mata da Ronda, a ave procura alimento no solo, ramos e folhas, ocupando diferentes planos da floresta.

 

Durante a pesquisa, os ornitólogos registraram ainda grupos de três e até de quatro tipos de aves deslocando-se sob as árvores do lugar em busca de alimento. Uma exceção à regra, uma vez que bandos de pássaros compostos de várias espécies que comem insetos são característicos de grandes extensões de floresta, e não de pequenos fragmentos.

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Para Gilmar Beserra, professor da Universidade Federal de Pernambuco (Centro Acadêmico de Vitória) e primeiro autor do artigo científico, localizar espécies endêmicas e ameaçadas de extinção é importante para nortear as políticas de conservação da biodiversidade no Nordeste.

 

“Algumas dessas aves ocorrem em ambientes restritos e apresentam certa vulnerabilidade, demandando esforços dos tomadores de decisão para a criação de uma unidade de conservação, por exemplo, com o objetivo de diminuir o risco de extinção local dessas espécies”, justifica.

 

A Mata da Ronda é um dos fragmentos do chamado Centro de Endemismo Pernambuco, compreendido pela floresta atlântica localizada entre Alagoas e Rio Grande do Norte.

 

Nessa área há 38 espécies de aves endêmicas. Já na Mata Atlântica de Pernambuco, existem 41 tipos de aves ameaçadas de extinção. No Brasil, esse ecossistema abriga 682 espécies de aves, das quais 83 estão ameaçadas de extinção e 207 são endêmicas.

Jornal do Commercio, 12/10


11 de julho de 2009 | nenhum comentário »

Extrativismo não é solução para a Amazônia, diz pesquisador da Embrapa

Produtos da floresta tendem a ser plantados, afirma Alfredo Homma. Para engenheiro, área já derrubada precisa ser mais bem aproveitada

Iberê Thenório escreve para o “Globo Amazônia”:

A retirada de produtos da floresta, como a seiva da seringueira e a castanha-do-pará, não são economicamente viáveis a longo prazo. Essa é a opinião do engenheiro agrônomo da Embrapa Alfredo Homma, que há mais de 30 anos estuda a economia rural na Amazônia.

Segundo o pesquisador, os produtos extrativistas (retirados da natureza) tendem a ser “domesticados” em plantações quando a procura por eles é muito forte.

“Na natureza há um determinado número de seringueiras, castanheiras. Para um seringueiro cortar (retirar seiva de) 450 árvores, precisa trabalhar em um espaço de 300 a 500 hectares. Essa mesma quantidade de seringueiras você pode plantar em um campo de futebol”, explica.

Para Homma, produtos retirados da floresta, como a castanha-do-pará, tendem a ser plantados e ter maior rentabilidade. Isso faz com que reservas criadas para a extração desses produtos tornem-se economicamente inviáveis, segundo o pesquisador.

O extrativismo tem sido uma das principais apostas dos governos para proteger a Amazônia. No Brasil, há 49 reservas extrativistas e 65 florestas nacionais federais. Esses lugares foram criados especialmente para a retirada controlada de produtos da floresta, preservando a mata.

Para Homma, o fim do extrativismo é algo natural, pois a produtividade desse tipo de atividade é muito baixa, e tende a não dar conta da demanda. “Foi por isso que os ingleses perceberam que a produção extrativa de borracha não dava para sustentar o mundo. Tanto que eles levaram daqui 70 mil sementes em 1876. Logo que essas seringueiras começaram a produzir, por volta de 1910, eles venderam a borracha por um preço 30 vezes menor.”

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Outro problema, segundo o engenheiro agrônomo, é que os produtos retirados da mata podem ser trocados por substitutos artificiais. “O pau-rosa, por exemplo, foi substituído pelo linalol sintético, originário do petróleo. Na borracha, dois terços do consumo mundial é da borracha sintética.”

Mais plantações

A solução para a agropecuária na Amazônia, segundo Homma, é aproveitar melhor o espaço que já foi desmatado plantando espécies que hoje são retiradas da floresta. Isso protegeria a mata e ao mesmo tempo evitaria o colapso econômico que poderia vir com o fim do extrativismo.

“Muitas plantas da Amazônia já estão começando a ser cultivadas. Noventa por cento da do cupuaçu, por exemplo, já é plantado. Também é o caso do jaborandi. Hoje a Merck [empresa do ramo farmacêutico] tem uma plantação de 500 hectares em Barra do Corda, no Maranhão, e não compra mais jaborandi [da floresta].”

O engenheiro também afirma que parte da área que já foi derrubada deve ser reflorestada. Nos topos de morro e na beira dos rios, deveria ser devolvida a vegetação original. No restante, contudo, Homma defende a produção de árvores com valor comercial. “As pessoas não vão reflorestar por reflorestar. Um reflorestamento de eucalipto, mogno ou Teka custa R$ 2 mil por hectare. Isso tem que ter retorno”, diz.
(G1, 10/7)


30 de junho de 2009 | nenhum comentário »

Serviço Florestal abre consulta pública para plano de outorga 2010

O Serviço Florestal Brasileiro abriu consulta pública para o Plano Anual de Outorga Florestal (Paof) 2010, documento que traz a relação das florestas federais passíveis de concessão no período. Os interessados têm até 19 de julho para enviar as sugestões. O Paof está disponível em www.florestal.gov.br.

Estima-se que 2 milhões de hectares em 27 unidades de conservação possam ser objeto de licitação em 2010. O número compreende áreas que, ao longo do ano, tenham cumprido critérios técnicos e legais para a atividade, entre eles, aprovação do plano de manejo ou relatório ambiental preliminar e instituição do conselho consultivo.

Embora as florestas públicas federais ocupem 196 milhões de hectares no país, apenas parte delas pode ser transferida para uso pela iniciativa privada. O quantitativo exclui unidades de proteção integral, áreas de relevante interesse ecológico (Aries), reservas de desenvolvimento sustentável (RDSs), reservas extrativistas (Resex) e áreas militares.

Também não são objeto de licitação áreas sem potencial para concessão, sem plano de manejo aprovado no período de vigência do Paof, que sejam de uso exclusivamente comunitário ou estejam distante de mercados formais.

Para que empresas de diferentes tamanhos participem das licitações, a lei 11.284/06 estabelece que os editais tragam mais de uma categoria de unidades de manejo. Uma delas deve ser de pequeno porte, ou seja, de até 20 mil hectares, e as demais podem ser de médio porte – entre 20 mil e 40 mil hectares -, ou de grande porte – maiores que 40 mil hectares, para concessões na Amazônia.

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A legislação não exige que o Paof seja colocado em consulta pública, mas o Serviço Florestal tem adotado a medida para tornar o processo transparente e estimular sua divulgação. “As concessões são um novo modelo de gestão florestal. Quanto maior a participação de atores-chave, melhor será a implementação e a gestão das florestas públicas”, diz o gerente-executivo de Planejamento do Serviço Florestal, Marcus Vinícius da Silva Alves.

As sugestões serão avaliadas e podem ser incorporadas à versão final do documento, que será concluído até 31 de julho. Apesar de se referir apenas a 2010, o Paof é elaborado com antecedência para que estados e municípios, empresas e organizações civis conheçam a proposta do governo federal sobre onde estão e quais são as florestas passíveis de concessão.

As concessões florestais surgiram com o objetivo de estimular a oferta de madeira legal, evitar o desmatamento e buscar o uso sustentável das florestas, com a extração de produtos como óleos e resinas. (Fonte: MMA)


6 de maio de 2009 | nenhum comentário »

Madeira é legal

A segunda edição do livro Madeira – Uso Sustentável na Construção Civil foi lançada em março, quando o Governo do Estado de São Paulo, a Prefeitura de São Paulo, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e diversas entidades ligadas ao meio ambiente assinaram o programa Madeira é Legal.

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A publicação, cujo objetivo é difundir e incentivar o uso na construção civil de madeiras legais e, quando possível, certificadas, está disponível para download no site do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

O livro é dividido em dez capítulos que abordam as origens das madeiras, os diferentes tipos de uso na construção civil, indicação de espécies alternativas e fichas tecnológicas de madeiras, entre outros temas.

Segundo o instituto, as duas espécies mais empregadas na construção, a peroba-rosa e o pinho-do-paraná, encontram-se em extinção. Para saber quais madeiras podem ser utilizadas, as fichas tecnológicas apresentam o nome popular e científico, bem como as regiões de ocorrência, as características gerais e as propriedades físicas e mecânicas.

As propriedades das madeiras também podem ser conhecidas no site do IPT. A partir da página “Madeira e Produtos Derivados”, o visitante pode escolher o link “Informações sobre Madeiras – Consulta” e acessar um banco de dados no qual a pesquisa pode se dar pelo nome popular ou científico. Como o livro, essa página também apresenta um perfil técnico de cada espécie, inclusive com fotos de face e fotomacrografia.

A madeira é considerada legal quando cumpre todos os requisitos quanto à documentação e pode ter origem tanto em áreas de manejo florestal como de extração autorizada por órgãos ambientais. Já a madeira certificada é a que não só está de acordo com a lei, mas que adota práticas sustentáveis do ponto de vista ambiental, social e econômico, promovendo o desenvolvimento das comunidades florestais.

Tanto o livro quanto o programa Madeira é Legal são contribuições importantes para dar subsídios a uma mudança de postura do consumidor, que pode indagar pela origem do insumo ao fazer uma compra.

O IPT também oferece cópias do livro em papel reciclado, que podem ser solicitadas pelo e-mail livraria@ipt.br ou pelos telefones (11) 3767-4237 e (11) 3767-4026. Nesse caso, é cobrado o valor do Sedex para enviar o exemplar ao endereço do leitor. (Fonte: Agência Fapesp)


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