31 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Dilma diz que é possível conciliar preservação e desenvolvimento

Ela falou pela 1ª vez em público desde a sanção do novo Código Florestal.
Crescimento que não respeita meio ambiente compromete futuro, disse Dilma.

Presidente Dilma Rousseff durante cerimônia de entrega do Prêmio ODM Brasil nesta quarta-feira (30) (Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República)

Presidente Dilma Rousseff durante cerimônia de entrega do Prêmio ODM Brasil nesta quarta-feira (30) (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência da República)

Ao falar pela primeira vez em público apóssanção do novo Código Florestal, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (30) que é possível preservar o meio ambiente e, ao mesmo tempo, desenvolver a produção agrícola.

“Nós [estamos] mostramos que é possível preservar nossas florestas, nossa biodiversidade, é possível preservar nossos rios, é possível preservar nossas riquezas naturais e o país é um dos países com a riqueza ambiental da mais alta qualidade e variação”, disse a presidente. “É possível tudo isso e ao mesmo tempo crescer [...] desenvolver sua produção agrícola, sua produção industrial e seus serviços”, concluiu.

Dilma discursou durante entrega do Prêmio ODM Brasil, em cerimônia no Palácio do Planalto.

O crescimento econômico que não respeita o meio ambiente, disse a presidente, compromete “o presente e o futuro dos países e percebemos que a soma de incluir crescer, proteger e conservar resulta num desenvolvimento qualitativamente melhor e quantitativamente maior”.

Rio+20
Dilma lembrou que falta menos de um mês para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que começa em 13 de junho, e que o país deverá dar “passos a frente” sem abrir mão de proteger o meio ambiente.

“Sem abrir mão dos nosso objetivos do desenvolvimento do milênio, temos de dar passos a frente e os nossos passos a frente são a expressão do nosso comprometimento com essa tríade: incluir, crescer, proteger e conservar. Isso significa que nós teremos de criar metas nesse sentido de metas a serem perseguidas e realizadas”, afirmou a presidente.

Prêmio ODM
O Prêmio ODM Brasil – criado em parceria da Secretaria-Geral da Presidência com o Programa Nacional das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) – agraciou 20 organizações sociais e prefeituras que apresentam as melhores práticas para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Segundo assessoria de imprensa do Planalto, essa 4ª edição teve 1.638 práticas inscritas, das quais 51 foram pré-selecionadas e visitadas por um Comitê Técnico integrado por representantes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e da Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

De acordo com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, os critérios para escolha dos 20 premiados foram “inovação, o que de novo o projeto traz, o fato de poderem ser referências e replicáveis em outras realidades e contarem com forte participação social e a qualidade dos serviços”.

Além dos projetos desenvolvidos pela sociedade civil, foram agraciadas as prefeituras de Alfenas (MG), Contagem (MG), Glaucilândia (MG), Montes Claros (MG), Rio Branco (AC) e Silva Jardim (RJ).

Fonte: G1


27 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Rio+20 discute criar meta ambiental para empresas

As empresas podem ter algum tipo de meta ambiental para o futuro – este talvez seja um dos resultados mais concretos da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, em junho. Seria, como o nome diz, uma espécie de “cadastro voluntário de compromissos”, público e transparente.
Este registro de promessas sustentáveis do mundo dos negócios poderia ficar no site das Nações Unidas, por exemplo. Ali, setores empresariais e grandes companhias registrariam, por exemplo, seu compromisso de deixar de usar determinado item em sua linha de produção, em certo prazo, porque ele seria fonte importante de emissão de gases-estufa. Outro setor poderia estabelecer uma promessa com seus consumidores de garantir uma cadeia de produção onde não se desmatam florestas.

Esta iniciativa está no último parágrafo do texto “O Futuro que Queremos”, o principal documento da Rio+20. O texto, de 19 páginas, é atualmente um rascunho do que virá a ser o documento final da cúpula. Várias rodadas de negociações com delegados de 193 países definirão o texto final, que será aprovado pelos chefes de Estado e de governo no encontro, de 20 a 22 de junho. A primeira dessas reuniões começa hoje, em Nova York.

“O compromisso destas empresas tem um impacto importante e, sendo público, a sociedade pode cobrar”, explica o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores e à frente das negociações para a Rio+20. “É transparente e tem valor moral. Nenhuma empresa vai querer divulgar um compromisso e depois não cumprir”, continua.

Figueiredo viaja hoje a Porto Alegre, para participar de debates sobre a conferência com a sociedade civil no Fórum Social Mundial. De lá vai a Davos, na Suíça, para o Fórum Econômico Mundial, que também incluiu na agenda vários encontros sobre economia verde, um dos temas mais importantes da Rio+20. O diplomata quer fazer contatos com executivos e avançar no engajamento empresarial.

O texto em discussão esta semana, em Nova York, “é uma base mínima para se trabalhar”, avalia o diplomata. “Mas é uma boa base mínima, não é ruim”, diz. Até sexta, delegados discutem o “draft zero” e indicam onde há consenso ou conflito. O governo brasileiro quer conseguir um conteúdo forte para fazer com que o maior número de chefes de Estado e de governo participem do evento.

“O que é fundamental é que a Rio+20 tenha uma reflexão sobre o modelo de desenvolvimento que se pretende no futuro. Alguns modelos de hoje mostram que estão esgotando sua capacidade de responder aos problemas ou criam crises, como a do clima. A Rio+20 é a ocasião para que se pense em um modelo que, ao mesmo tempo alie desenvolvimento econômico, social e ambiental”, afirmou Figueiredo. “Queremos ter isso claramente nesse texto.”

As organizações ambientalistas reagiram ao teor genérico da primeira versão do documento. “Está no rumo certo, mas com a magnitude errada”, diz um release da rede WWF. “O Cadastro de Compromissos Voluntários proposto simplesmente não irá colocar o planeta onde ele precisa estar”, disse Lasse Gustavsson, diretor executivo de conservação do WWF internacional. A ONG Vitae Civilis, no Brasil, enviou ao Itamaraty a ideia de que a Rio+20 lance o processo de uma Convenção da ONU sobre informações empresariais sustentáveis.

Fonte: Valor Econômico 


18 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

No sertão de PE, 265 mil alevinos repovoam águas do Velho Chico

O projeto Bebedouro faz quatro ações de repovoamento de alevinos por ano no Rio São Francisco. O Centro de Desenvolvimento de Alevinos fica na zona rural de Petrolina, Pernambuco. São 30 incubadoras usadas durante o processo de ovulação, nascimento e desenvolvimento dos animais.

Em menos de duas semanas de nascidos, os alevinos chegam a alcançar 10 centímetros de comprimento e são transferidos para tanques de concreto. A alimentação é reforçada e fica mais rica em proteína.

Com um mês de vida, os filhotes são retirados dos tanques para serem soltos no rio. O trabalho exige a atenção dos engenheiros que colocam uma tela na saída de água para proteger os bichos. Com uma outra rede eles são retirados e colocados em um balde.

Os pescadores da região também ajudam no trabalho em favor do meio ambiente, pensando no futuro dos ribeirinhos que estão por vir. 

Fonte: G1


12 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Búzios lança site com principais unidades de conservação e projetos ambientais da cidade

Moradores e visitantes do balneário de Búzios, na Região dos Lagos fluminense, agora podem ter mais acesso a informações sobre parques, jardins, unidades de conservação do município, entre outros assuntos. O novo site da Secretaria de Meio Ambiente e Pesca de Búzios já está no ar, pelo endereço http://buziosmeioambiente.com. Lá, os interessados têm ainda como saber sobre licenciamento ambiental, fiscalização, trâmites de processos, ordenamento pesqueiro, épocas de defeso e temas de cunho ambiental.

Com design moderno e navegação simples, o site apresenta os principais programas e ações do setor, com informações completas. De acordo com a secretária de Meio Ambiente e Pesca de Búzios, Adriana Saad, a ideia é gerar acessibilidade. “O site veio para agilizar. É possível acompanhar a tramitação de processos, atas de reuniões dos Conselhos, legislação em vigor. O maior objetivo é facilitar a comunicação da população com a secretaria”, resume Saad, acrescentando que alguns conteúdos do site serão finalizados em breve.

O site também traz links para instituições como Inea, IEBMA, Anamma, Cocare, Consórcio Lagos São João, Núcleo Ecológico de José Gonçalves, Projeto Coral Vivo e Blog da Prefeitura de Búzios, entre outros.

Fonte: ASCOM Prefeitura Municipal de Búzios – Ariane Rodrigues


29 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Polêmicas ambientais não interferem na imagem do Brasil, diz embaixador

Público internacional percebe reação do governo, diz André Corrêa do Lago. 
Negociador-chefe do Brasil na COP 17 concedeu entrevista ao G1 em Durban

O negociador-chefe do Brasil na COP 17, André Corrêa do Lago, disse ao G1 na abertura da conferência realizada em Durban, na África do Sul, que as recentes discussões ambientais que o país enfrenta não interferem na imagem do país perante outras nações, nem na posição assumida na Cúpula Climática da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo ele, polêmicas como a construção da usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, o derramamento de óleo na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, e o processo de aprovação do novo Código Florestal tiveram reações imediatas do governo e um debate com a sociedade. “O público internacional percebe como o Brasil reage aos problemas”, afirma.

O embaixador comenta ainda sobre as negociações climáticas iniciadas em Durban e que prosseguirão até o próximo dia 9 de dezembro. Confira vídeo http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/11/polemicas-ambientais-nao-interferem-na-imagem-do-brasil-diz-embaixador.html

Apelo para evolução nas negociações
Delegados de mais de 190 países terão de avançar nos acordos firmados na última reunião, em Cancún. Em discurso proferido na abertura do encontro, nesta segunda-feira (28) o presidente sul-africano, Jacob Zuma, destacou os dois principais pontos a serem definidos: o funcionamento do “fundo verde”, por meio do qual os países ricos deverão ajudar os pobres a enfrentarem o aquecimento global, e um segundo período do Protocolo de Kyoto, acordo pelo qual países desenvolvidos se comprometem a reduzir suas emissões de gases-estufa, que expira em 2012.

“Com uma liderança competente, nada é impossível aqui em Durban”, disse o presidente sul-africano. Apesar do tom moderado, o líder lembrou a todos as consequências desastrosas das mudanças climáticas previstas para muitos países em desenvolvimento.

“A agricultura em vários países africanos pode cair até 50% até 2050, o que pode causar sérios problemas de fome”, disse.

O Brasil integra o bloco G77+China (que, além do país asiático, inclui países em desenvolvimento) e vai apoiar o que esse grupo decidir consensualmente. Entre as nações representadas estão, por exemplo, as africanas e os pequenos países insulares que podem desaparecer se o nível do mar subir muito.

Nações em desenvolvimento têm que fazer mais
A Europa fala de um segundo período do Protocolo de Kyoto, mas dentro de um plano para um novo acordo vinculante mais abrangente, que inclua também as nações em desenvolvimento, para ser negociado até 2015, com validade prazo de ratificação interna em cada país até 2020. Seria uma novo “mapa” de negociação, como dizem os diplomatas.

“Precisamos fortalecer Kyoto”, disse nesta segunda-feira (28) o negociador que representa a presidência temporária polonesa da União Europeia na COP 17, Thomasz Chruszczow.

Os EUA, que não têm compromisso para reduzir suas emissões, também voltaram a questionar a adesão dos emergentes a um acordo vinculante de longo prazo, para 2050, por exemplo. O negociador dos EUA, Jonathan Pershing, disse que trabalhar com o panorama de 2020 dá a falsa impressão que um plano implementado até lá resolverá o problema das mudanças climáticas e ressaltou como fundamental a inclusão de todos.

“Um acordo vinculante para depois de 2020 só é possível se “envolver todos os ‘players’ relevantes’”, disse – um recado principalmente para a China, que desbancou recentemente os americanos como o maior emissor de gases-estufa , mas também a outros países, como o Brasil.

 

Fonte: Dennis Barbosa, Globo Natureza


2 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Exigências da UE para biocombustíveis tiram o sono de sojicultores

Primeiro veio a afirmação: “Os critérios de sustentabilidade dos biocombustíveis que estão sendo impostos pela Europa são barreiras não tarifárias”. Em seguida, o alerta: “Se a soja for prejudicada em sua exportação a Aprosoja pode entrar com ação na OMC”.

A frase, postada no Twitter por Glauber Silveira da Silva, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado do Mato Grosso (Aprosoja), dá uma ideia do incômodo que as novas regras da União Europeia para entrada de biocombustíveis no continente causou entre os produtores brasileiros de soja.

Introduzida em 1º de janeiro, as diretivas impõem uma série de critérios ambientais para a importação não só do biocombustível, mas também de grãos e óleos que servem de matéria-prima para a produção local do biocombustível.

Depois de três anos de análises, consultas e debates exaustivos, os reguladores europeus decidiram ir além da exigência de que seus fornecedores estejam em dia com a legislação de seu país. Eles querem agora saber até que ponto determinada produção – seja palma, soja, milho, cana-de-açúcar ou canola – prejudica o ambiente.

Dois pontos específicos estão tirando o sono do setor: um proíbe a plantação de grãos em áreas de pastagens com alta biodiversidade; o outro diz que o biocombustível importado deve ser capaz de reduzir em 35% as emissões de gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento do planeta. Segundo a indústria, não há embasamento científico em nenhum dos casos.

“O que é uma área de pastagem de alta diversidade? Eles mesmos não definem isso”, questiona o economista da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), Daniel Furlan, que acompanha o setor de biodiesel.

A discussão se acirra quando o assunto é a redução das emissões de gases poluentes. A UE estipulou uma “nota de corte” de 35%. Isso quer dizer que, após serem misturados ao combustível mineral nos veículos europeus, o biocombustível deve reduzir em ao menos 35% os gases que joga na atmosfera.

A cana, considerada eficiente, reduz 71%, pelos cálculos da UE, e 90% pelos cálculos da Única (União da Indústria da Cana-de-Açúcar). Já a soja, pela metodologia europeia, reduz a poluição em 31%. “O óleo de soja não passa”, diz Silva, da Aprosoja. “O óleo de soja que representa 42% do total das matérias-primas utilizadas para a produção de biocombustíveis”.

O percentual de redução de emissões do óleo de canola, a segunda matéria-prima mais usada para biocombustíveis e muito produzida na Europa, é de 36% – um ponto acima da “nota de corte”.

“Que isso tem caráter político, tem. Querem bloquear a nova fronteira brasileira de produção de soja no Mapito [Maranhão, Piauí e Tocantins]“, afirma Furlan.

Apesar de o Brasil não exportar biodiesel, as regras da UE afetariam o setor de soja pois atingem toda a cadeia produtiva, diz a Abiove. A razão é que os europeus têm de exigir certificação do grão ou do óleo importado para produzir localmente o biocombustível.

Para a indústria, se tudo for levado a cabo – ainda faltam pontos a ser regulamentados – não haverá matéria-prima para que a UE atinja seus objetivos ambientais.

As novas regras fazem parte das Diretivas para Energias Renováveis (Red, em inglês) da UE, um conjunto de metas ambientais que devem ser atingidas até 2020. Entre elas está a mistura de 10% de biocombustíveis nos combustíveis, a substituição de 20% da energia de fonte suja por limpa e a redução de gases no setor de transportes.

A proibição da compra de grãos de áreas desmatadas após 2008 ou em pastagens com alta diversidade é uma resposta dos europeus a críticas de organizações não governamentais. Indonésia e Malásia, os maiores produtores de palma do mundo, obtiveram essa posição às custas das florestas tropicais. A expansão da soja, às custas da Amazônia e Cerrado.

Mesmo desconsiderados esses tópicos, os produtores de soja brasileiros teriam dificuldades em obter a certificação necessária para poder exportar à UE. A maioria ainda detém passivos ambientais em suas propriedades rurais, como Reserva Legal e Áreas de Proteção Permanente, exigidas pela lei.

Por ora o setor não tem nenhum plano concreto para pressionar o governo e levar o caso à OMC. “Estamos sempre conversando com o governo”, diz a Abiove. Em todo caso, o setor acompanha os desdobramentos nos EUA, que faz etanol de milho. Recentemente, a American Soybean Association expressou preocupação com as diretivas europeias ao secretário de Agricultura, Tom Vilsak, e ao representante comercial do país, Ron Kirk.

Fonte: Valor Econômico


22 de junho de 2011 | nenhum comentário »

BNDES lança fundo de R$ 150 milhões para inovação ambiental

O Banco divulgou ontem a criação de um fundo de investimento de R$ 150 milhões, voltado exclusivamente a empresas que desenvolvem projetos de tecnologias “limpas” e estão em estágio nascente ou inicial de atividades.

De acordo com o banco, poderão receber os aportes do chamado Fundo de Inovação em Meio Ambiente companhias que “trabalham com a criação de ações voltadas à redução da emissão de carbono e outros resíduos ou que promovam o uso inteligente de recursos”.

 

Para Cláudia Nessi, gerente do Departamento de Operações de Meio Ambiente do BNDES, o fundo deve preencher uma lacuna no mercado de fundos de participação, que ainda não atende completamente empresas com essas características e que buscam volumes mais elevados de investimentos.

 

O diferencial que esse fundo pretende oferecer é atingir empresas que trabalham especificamente com inovação ambiental. A intenção é que essas companhias possam receber aportes de valor maior, segundo explicou Cláudia. De acordo com ela, os valores devem superar o R$ 1,5 milhão, que compreende o investimento recebido por empresas apoiadas pelo Criatec, programa de capital semente lançado pelo banco em 2007 e semelhante ao novo fundo.

 

Com limite de participação de 90% (R$ 135 milhões), o BNDES está em fase de seleção de gestores para o projeto, que deve ser finalizada em agosto. Após essa etapa, haverá a captação dos demais investidores, seguida da discussão entre gestores e acionistas para a definição de regras detalhadas para as empresas que poderão receber os recursos. O processo ainda será sujeito a aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e então poderá receber propostas de investimentos.

A expectativa da gerente do BNDES é que o fundo possa começar a operar em seis meses, sendo lançado ainda em dezembro deste ano.

Fonte: Valor Econômico


20 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Reflorestar não resolverá problema do aquecimento, diz estudo

Apesar de que as florestas são importantes sumidouros de carbono, os projetos de reflorestamento só terão um impacto limitado no aquecimento global, destacou um estudo publicado este domingo (19) na revista científica Nature Geoscience.

Vivek Arora, da Universidade de Victoria, no Canadá, e Alvaro Montenegro, da Universidade de St. Francis Xavier, também no Canadá, desenvolveram cinco modelos de reflorestamento durante 50 anos, de 2011 a 2060. Os cientistas examinaram seus efeitos no solo, na água e no ar se a temperatura da superfície terrestre aumentasse 3º C em 2100 com relação aos níveis pré-industriais de 1850.

O resultado demonstra que, mesmo se todas as terras cultivadas do mundo forem reflorestadas, isto só bastaria para reduzir o aquecimento global em 0,45º C no período 2081-2100. Isto se explica em particular porque precisa-se de décadas para que os bosques sejam suficientemente velhos para captar o CO2 que fica estancado durante séculos na atmosfera.

Um reflorestamento de 50% das terras cultivadas só limitaria a elevação da temperatura em 0,25º C. Evidentemente, nenhuma destas projeções é realista, uma vez que as terras cultivadas são essenciais para alimentar a população do planeta, onde em 2050 viverão 9 bilhões de pessoas.

Segundo os outros três modelos, reflorestar as regiões tropicais é três vezes mais eficaz para “evitar o aquecimento” do que fazê-lo em latitudes mais elevadas ou em regiões temperadas. Os bosques são mais escuros do que as terras cultivadas e, portanto, absorvem mais calor. Plantar florestas em um solo coberto de neve ou de cerais de cor clara diminui o denominado “efeito albedo”, que é a quantidade de luz solar refletida do solo para o espaço.

“O reflorestamento em si não é um problema, é positivo, mas nossas conclusões indicam que não é uma ferramenta para controlar a temperatura se gases de efeito estufa continuarem a ser emitidos como se faz atualmente”, disse Montenegro.

“O reflorestamento não pode substituir a redução de emissões de gases de efeito estufa”, concluiu o estudo. O desmatamento, sobretudo nas selvas tropicais, é causador de 10% a 20% das emissões de gases de efeito estufa do planeta.

Fonte: Portal Terra


17 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Governo quer estimular recuperação de mata por produtor rural

O governo diz que vai se empenhar no Plano Agrícola e Pecuário 2011-2012, que será lançado na sexta-feira pela presidente Dilma Rousseff em Ribeirão Preto (a
313 km de SP), para estimular os produtores rurais a recuperar cerca de 1,5 milhão de hectares de áreas degradadas.

A meta é que nos próximos dez anos sejam recuperados 15 milhões de hectares para produção.

A intenção é elevar a produção agropecuária evitando mais avanço sobre áreas de florestas. Atualmente, o país tem cerca de 47 milhões de hectares ocupados com a agricultura e 170 milhões de hectares usados para a pecuária.

Embora os dados em relação a áreas degradadas variem de acordo com os critérios usados para mensurá-las, técnicos do Ministério da Agricultura afirmam que elas somam pelo menos 30 milhões de hectares no país, o equivalente a mais de 60% das terras cultivadas com grãos.

Os maiores potenciais de recuperação estão nos estados da Região Centro-Oeste, no Tocantins e no Pará.

CRÉDITOS DO GOVERNO

Para incentivar os produtores, o governo disponibilizará R$ 3,15 bilhões em créditos dentro do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), criado na safra passada, mas ainda sem muita adesão.

Além da recuperação de áreas degradadas, o chefe da Assessoria de Gestão Estratégica do Mapa, Derli Dossa, explica que o programa pretende financiar o plantio de 300 mil hectares de florestas. Em mais 550 mil hectares será financiado o plantio com fixação biológica de nitrogênio; em 800 mil hectares, o plantio direto na palha, e em 400 mil hectares, será feita a integração lavoura-pecuária-floresta.

Para aumentar a popularidade e a procura pelo programa, Dossa destacou que o ministério investirá em várias frentes: divulgação na imprensa da importância de se reduzir as emissões de gases de efeito estufa, treinamento de 5.000 técnicos nesse modelo de agricultura, distribuição de material a todo o corpo técnico treinado, com acesso aos produtores, estudo dos estados com problemas e motivação de lideranças locais.

“Um dos maiores problemas é falta de profissionais especializados em fazer projeto nesse tipo de produção para ter os recursos liberados”, explicou Dossa, ressaltando a importância do treinamento de técnicos do ministério e superintendências regionais.

As linhas de crédito do programa são diferenciadas, com as menores taxas da agricultura empresarial, 5,5% ao ano, e prazo de até 15 anos para pagar. O limite de financiamento para produtores é R$ 1 milhão.

Fonte: DA AGÊNCIA BRASIL


14 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Cai número de brasileiros preocupados com consumo consciente, mostra pesquisa

Apesar de ter mais informações sobre os problemas ambientais, o número de brasileiros que mantêm hábitos conscientes de consumo é cada vez menor, segundo pesquisa feita pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ). Para elaborar o levantamento, divulgado nesta segunda-feira (13), foram feitas entrevistas com mil consumidores de 70 cidades, incluindo nove regiões metropolitanas. Entre elas, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Salvador.

De acordo com o levantamento, 57% dos entrevistados mantêm hábitos que levam em consideração a preservação do meio ambiente. Em 2007, quando a pesquisa foi realizada pela primeira vez, esse percentual era 65%. A queda desse grupo refletiu desde a escolha de produtos ecologicamente corretos nas gôndolas dos mercados, a preocupação em verificar se os produtos adquiridos eram geneticamente modificados ou transgênicos, até a reciclagem do lixo e a preocupação em fechar a torneira ao escovar os dentes.

A pesquisa também mostrou queda no número de brasileiros preocupados com o desperdício, revelando que, enquanto em 2007, 76% dos entrevistados verificavam os armários e a geladeira antes de fazer compras, este ano 72% disseram manter essa prática.

Para o economista Christian Travassos, da Fecomércio-RJ, em alguns casos, o custo mais alto de produtos ecologicamente corretos inibe a adesão de parte dos consumidores ao grupo do consumo consciente. “O órgão mais sensível do consumidor é o bolso e ele pondera, na hora do mercadinho, ‘o orgânico é muito legal e ético, mas não tenho condições de comprar’. Não é uma questão estática porque o governo tem condições de incentivar o ‘mais verde’ e ‘ecologicamente correto’ via dedução de impostos e deduções fiscais”, disse Travassos, lembrando que, “muitos hábitos não envolvem custos”, mas a boa vontade do consumidor, como a seleção de lixo dentro de casa e o reaproveitamento do óleo de cozinha.

A pesquisa mostrou ainda que os consumidores estão menos preocupados com a saúde. De acordo com o levantamento, 25% dos entrevistados deste ano afirmaram que não verificam a data de validade do produto comprado (em 2007, eram 22%) e 72% disseram que checavam se a embalagem do produto estava danificada. A preocupação com a embalagem foi revelada por 78% dos entrevistados há quatro anos.

O resultado das entrevistas mostrou que entre as mulheres, os idosos e a classe A e B estão o maior número de pessoas conscientes em relação aos hábitos de consumo. Os dados apontam, por exemplo, que 91% dos brasileiros de terceira idade fecham a torneira ao escovar os dentes (apenas 81% dos jovens cultivam este hábito). Em relação à prática de separar o lixo para reciclagem a relação é de 54% dos idosos contra 37% de jovens.

“Ao mesmo tempo, nossa leitura dos dados tem que considerar que cada vez mais jovens e crianças estão tendo contato com referenciais ecológicos e educação ambiental. Provavelmente, se hoje os idosos e as mulheres têm um cuidado maior com o ambiente, isso não significa que nós não tenhamos, no futuro breve, pessoas entre 24 e 30 anos com uma postura diferente. A grade curricular de muitas escolas aborda os temas e isso é uma tendência para os próximos anos ser confirmada”, avaliou Travassos.

A pesquisa sobre consumo saudável vem sendo realizada anualmente, desde 2007, em 70 cidades brasileiras, pela Fecomércio-RJ, e a empresa de pesquisa Ipsos.

Fonte: Carolina Gonçalves/ Agência Brasil


« Página anterior





Categorias

Tópicos recentes

Meta

 

junho 2017
S T Q Q S S D
« mar    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

31 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Dilma diz que é possível conciliar preservação e desenvolvimento

Ela falou pela 1ª vez em público desde a sanção do novo Código Florestal.
Crescimento que não respeita meio ambiente compromete futuro, disse Dilma.

Presidente Dilma Rousseff durante cerimônia de entrega do Prêmio ODM Brasil nesta quarta-feira (30) (Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República)

Presidente Dilma Rousseff durante cerimônia de entrega do Prêmio ODM Brasil nesta quarta-feira (30) (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência da República)

Ao falar pela primeira vez em público apóssanção do novo Código Florestal, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (30) que é possível preservar o meio ambiente e, ao mesmo tempo, desenvolver a produção agrícola.

“Nós [estamos] mostramos que é possível preservar nossas florestas, nossa biodiversidade, é possível preservar nossos rios, é possível preservar nossas riquezas naturais e o país é um dos países com a riqueza ambiental da mais alta qualidade e variação”, disse a presidente. “É possível tudo isso e ao mesmo tempo crescer [...] desenvolver sua produção agrícola, sua produção industrial e seus serviços”, concluiu.

Dilma discursou durante entrega do Prêmio ODM Brasil, em cerimônia no Palácio do Planalto.

O crescimento econômico que não respeita o meio ambiente, disse a presidente, compromete “o presente e o futuro dos países e percebemos que a soma de incluir crescer, proteger e conservar resulta num desenvolvimento qualitativamente melhor e quantitativamente maior”.

Rio+20
Dilma lembrou que falta menos de um mês para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que começa em 13 de junho, e que o país deverá dar “passos a frente” sem abrir mão de proteger o meio ambiente.

“Sem abrir mão dos nosso objetivos do desenvolvimento do milênio, temos de dar passos a frente e os nossos passos a frente são a expressão do nosso comprometimento com essa tríade: incluir, crescer, proteger e conservar. Isso significa que nós teremos de criar metas nesse sentido de metas a serem perseguidas e realizadas”, afirmou a presidente.

Prêmio ODM
O Prêmio ODM Brasil – criado em parceria da Secretaria-Geral da Presidência com o Programa Nacional das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) – agraciou 20 organizações sociais e prefeituras que apresentam as melhores práticas para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Segundo assessoria de imprensa do Planalto, essa 4ª edição teve 1.638 práticas inscritas, das quais 51 foram pré-selecionadas e visitadas por um Comitê Técnico integrado por representantes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e da Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

De acordo com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, os critérios para escolha dos 20 premiados foram “inovação, o que de novo o projeto traz, o fato de poderem ser referências e replicáveis em outras realidades e contarem com forte participação social e a qualidade dos serviços”.

Além dos projetos desenvolvidos pela sociedade civil, foram agraciadas as prefeituras de Alfenas (MG), Contagem (MG), Glaucilândia (MG), Montes Claros (MG), Rio Branco (AC) e Silva Jardim (RJ).

Fonte: G1


27 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Rio+20 discute criar meta ambiental para empresas

As empresas podem ter algum tipo de meta ambiental para o futuro – este talvez seja um dos resultados mais concretos da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, em junho. Seria, como o nome diz, uma espécie de “cadastro voluntário de compromissos”, público e transparente.
Este registro de promessas sustentáveis do mundo dos negócios poderia ficar no site das Nações Unidas, por exemplo. Ali, setores empresariais e grandes companhias registrariam, por exemplo, seu compromisso de deixar de usar determinado item em sua linha de produção, em certo prazo, porque ele seria fonte importante de emissão de gases-estufa. Outro setor poderia estabelecer uma promessa com seus consumidores de garantir uma cadeia de produção onde não se desmatam florestas.

Esta iniciativa está no último parágrafo do texto “O Futuro que Queremos”, o principal documento da Rio+20. O texto, de 19 páginas, é atualmente um rascunho do que virá a ser o documento final da cúpula. Várias rodadas de negociações com delegados de 193 países definirão o texto final, que será aprovado pelos chefes de Estado e de governo no encontro, de 20 a 22 de junho. A primeira dessas reuniões começa hoje, em Nova York.

“O compromisso destas empresas tem um impacto importante e, sendo público, a sociedade pode cobrar”, explica o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores e à frente das negociações para a Rio+20. “É transparente e tem valor moral. Nenhuma empresa vai querer divulgar um compromisso e depois não cumprir”, continua.

Figueiredo viaja hoje a Porto Alegre, para participar de debates sobre a conferência com a sociedade civil no Fórum Social Mundial. De lá vai a Davos, na Suíça, para o Fórum Econômico Mundial, que também incluiu na agenda vários encontros sobre economia verde, um dos temas mais importantes da Rio+20. O diplomata quer fazer contatos com executivos e avançar no engajamento empresarial.

O texto em discussão esta semana, em Nova York, “é uma base mínima para se trabalhar”, avalia o diplomata. “Mas é uma boa base mínima, não é ruim”, diz. Até sexta, delegados discutem o “draft zero” e indicam onde há consenso ou conflito. O governo brasileiro quer conseguir um conteúdo forte para fazer com que o maior número de chefes de Estado e de governo participem do evento.

“O que é fundamental é que a Rio+20 tenha uma reflexão sobre o modelo de desenvolvimento que se pretende no futuro. Alguns modelos de hoje mostram que estão esgotando sua capacidade de responder aos problemas ou criam crises, como a do clima. A Rio+20 é a ocasião para que se pense em um modelo que, ao mesmo tempo alie desenvolvimento econômico, social e ambiental”, afirmou Figueiredo. “Queremos ter isso claramente nesse texto.”

As organizações ambientalistas reagiram ao teor genérico da primeira versão do documento. “Está no rumo certo, mas com a magnitude errada”, diz um release da rede WWF. “O Cadastro de Compromissos Voluntários proposto simplesmente não irá colocar o planeta onde ele precisa estar”, disse Lasse Gustavsson, diretor executivo de conservação do WWF internacional. A ONG Vitae Civilis, no Brasil, enviou ao Itamaraty a ideia de que a Rio+20 lance o processo de uma Convenção da ONU sobre informações empresariais sustentáveis.

Fonte: Valor Econômico 


18 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

No sertão de PE, 265 mil alevinos repovoam águas do Velho Chico

O projeto Bebedouro faz quatro ações de repovoamento de alevinos por ano no Rio São Francisco. O Centro de Desenvolvimento de Alevinos fica na zona rural de Petrolina, Pernambuco. São 30 incubadoras usadas durante o processo de ovulação, nascimento e desenvolvimento dos animais.

Em menos de duas semanas de nascidos, os alevinos chegam a alcançar 10 centímetros de comprimento e são transferidos para tanques de concreto. A alimentação é reforçada e fica mais rica em proteína.

Com um mês de vida, os filhotes são retirados dos tanques para serem soltos no rio. O trabalho exige a atenção dos engenheiros que colocam uma tela na saída de água para proteger os bichos. Com uma outra rede eles são retirados e colocados em um balde.

Os pescadores da região também ajudam no trabalho em favor do meio ambiente, pensando no futuro dos ribeirinhos que estão por vir. 

Fonte: G1


12 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Búzios lança site com principais unidades de conservação e projetos ambientais da cidade

Moradores e visitantes do balneário de Búzios, na Região dos Lagos fluminense, agora podem ter mais acesso a informações sobre parques, jardins, unidades de conservação do município, entre outros assuntos. O novo site da Secretaria de Meio Ambiente e Pesca de Búzios já está no ar, pelo endereço http://buziosmeioambiente.com. Lá, os interessados têm ainda como saber sobre licenciamento ambiental, fiscalização, trâmites de processos, ordenamento pesqueiro, épocas de defeso e temas de cunho ambiental.

Com design moderno e navegação simples, o site apresenta os principais programas e ações do setor, com informações completas. De acordo com a secretária de Meio Ambiente e Pesca de Búzios, Adriana Saad, a ideia é gerar acessibilidade. “O site veio para agilizar. É possível acompanhar a tramitação de processos, atas de reuniões dos Conselhos, legislação em vigor. O maior objetivo é facilitar a comunicação da população com a secretaria”, resume Saad, acrescentando que alguns conteúdos do site serão finalizados em breve.

O site também traz links para instituições como Inea, IEBMA, Anamma, Cocare, Consórcio Lagos São João, Núcleo Ecológico de José Gonçalves, Projeto Coral Vivo e Blog da Prefeitura de Búzios, entre outros.

Fonte: ASCOM Prefeitura Municipal de Búzios – Ariane Rodrigues


29 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Polêmicas ambientais não interferem na imagem do Brasil, diz embaixador

Público internacional percebe reação do governo, diz André Corrêa do Lago. 
Negociador-chefe do Brasil na COP 17 concedeu entrevista ao G1 em Durban

O negociador-chefe do Brasil na COP 17, André Corrêa do Lago, disse ao G1 na abertura da conferência realizada em Durban, na África do Sul, que as recentes discussões ambientais que o país enfrenta não interferem na imagem do país perante outras nações, nem na posição assumida na Cúpula Climática da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo ele, polêmicas como a construção da usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, o derramamento de óleo na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, e o processo de aprovação do novo Código Florestal tiveram reações imediatas do governo e um debate com a sociedade. “O público internacional percebe como o Brasil reage aos problemas”, afirma.

O embaixador comenta ainda sobre as negociações climáticas iniciadas em Durban e que prosseguirão até o próximo dia 9 de dezembro. Confira vídeo http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/11/polemicas-ambientais-nao-interferem-na-imagem-do-brasil-diz-embaixador.html

Apelo para evolução nas negociações
Delegados de mais de 190 países terão de avançar nos acordos firmados na última reunião, em Cancún. Em discurso proferido na abertura do encontro, nesta segunda-feira (28) o presidente sul-africano, Jacob Zuma, destacou os dois principais pontos a serem definidos: o funcionamento do “fundo verde”, por meio do qual os países ricos deverão ajudar os pobres a enfrentarem o aquecimento global, e um segundo período do Protocolo de Kyoto, acordo pelo qual países desenvolvidos se comprometem a reduzir suas emissões de gases-estufa, que expira em 2012.

“Com uma liderança competente, nada é impossível aqui em Durban”, disse o presidente sul-africano. Apesar do tom moderado, o líder lembrou a todos as consequências desastrosas das mudanças climáticas previstas para muitos países em desenvolvimento.

“A agricultura em vários países africanos pode cair até 50% até 2050, o que pode causar sérios problemas de fome”, disse.

O Brasil integra o bloco G77+China (que, além do país asiático, inclui países em desenvolvimento) e vai apoiar o que esse grupo decidir consensualmente. Entre as nações representadas estão, por exemplo, as africanas e os pequenos países insulares que podem desaparecer se o nível do mar subir muito.

Nações em desenvolvimento têm que fazer mais
A Europa fala de um segundo período do Protocolo de Kyoto, mas dentro de um plano para um novo acordo vinculante mais abrangente, que inclua também as nações em desenvolvimento, para ser negociado até 2015, com validade prazo de ratificação interna em cada país até 2020. Seria uma novo “mapa” de negociação, como dizem os diplomatas.

“Precisamos fortalecer Kyoto”, disse nesta segunda-feira (28) o negociador que representa a presidência temporária polonesa da União Europeia na COP 17, Thomasz Chruszczow.

Os EUA, que não têm compromisso para reduzir suas emissões, também voltaram a questionar a adesão dos emergentes a um acordo vinculante de longo prazo, para 2050, por exemplo. O negociador dos EUA, Jonathan Pershing, disse que trabalhar com o panorama de 2020 dá a falsa impressão que um plano implementado até lá resolverá o problema das mudanças climáticas e ressaltou como fundamental a inclusão de todos.

“Um acordo vinculante para depois de 2020 só é possível se “envolver todos os ‘players’ relevantes’”, disse – um recado principalmente para a China, que desbancou recentemente os americanos como o maior emissor de gases-estufa , mas também a outros países, como o Brasil.

 

Fonte: Dennis Barbosa, Globo Natureza


2 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Exigências da UE para biocombustíveis tiram o sono de sojicultores

Primeiro veio a afirmação: “Os critérios de sustentabilidade dos biocombustíveis que estão sendo impostos pela Europa são barreiras não tarifárias”. Em seguida, o alerta: “Se a soja for prejudicada em sua exportação a Aprosoja pode entrar com ação na OMC”.

A frase, postada no Twitter por Glauber Silveira da Silva, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado do Mato Grosso (Aprosoja), dá uma ideia do incômodo que as novas regras da União Europeia para entrada de biocombustíveis no continente causou entre os produtores brasileiros de soja.

Introduzida em 1º de janeiro, as diretivas impõem uma série de critérios ambientais para a importação não só do biocombustível, mas também de grãos e óleos que servem de matéria-prima para a produção local do biocombustível.

Depois de três anos de análises, consultas e debates exaustivos, os reguladores europeus decidiram ir além da exigência de que seus fornecedores estejam em dia com a legislação de seu país. Eles querem agora saber até que ponto determinada produção – seja palma, soja, milho, cana-de-açúcar ou canola – prejudica o ambiente.

Dois pontos específicos estão tirando o sono do setor: um proíbe a plantação de grãos em áreas de pastagens com alta biodiversidade; o outro diz que o biocombustível importado deve ser capaz de reduzir em 35% as emissões de gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento do planeta. Segundo a indústria, não há embasamento científico em nenhum dos casos.

“O que é uma área de pastagem de alta diversidade? Eles mesmos não definem isso”, questiona o economista da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), Daniel Furlan, que acompanha o setor de biodiesel.

A discussão se acirra quando o assunto é a redução das emissões de gases poluentes. A UE estipulou uma “nota de corte” de 35%. Isso quer dizer que, após serem misturados ao combustível mineral nos veículos europeus, o biocombustível deve reduzir em ao menos 35% os gases que joga na atmosfera.

A cana, considerada eficiente, reduz 71%, pelos cálculos da UE, e 90% pelos cálculos da Única (União da Indústria da Cana-de-Açúcar). Já a soja, pela metodologia europeia, reduz a poluição em 31%. “O óleo de soja não passa”, diz Silva, da Aprosoja. “O óleo de soja que representa 42% do total das matérias-primas utilizadas para a produção de biocombustíveis”.

O percentual de redução de emissões do óleo de canola, a segunda matéria-prima mais usada para biocombustíveis e muito produzida na Europa, é de 36% – um ponto acima da “nota de corte”.

“Que isso tem caráter político, tem. Querem bloquear a nova fronteira brasileira de produção de soja no Mapito [Maranhão, Piauí e Tocantins]“, afirma Furlan.

Apesar de o Brasil não exportar biodiesel, as regras da UE afetariam o setor de soja pois atingem toda a cadeia produtiva, diz a Abiove. A razão é que os europeus têm de exigir certificação do grão ou do óleo importado para produzir localmente o biocombustível.

Para a indústria, se tudo for levado a cabo – ainda faltam pontos a ser regulamentados – não haverá matéria-prima para que a UE atinja seus objetivos ambientais.

As novas regras fazem parte das Diretivas para Energias Renováveis (Red, em inglês) da UE, um conjunto de metas ambientais que devem ser atingidas até 2020. Entre elas está a mistura de 10% de biocombustíveis nos combustíveis, a substituição de 20% da energia de fonte suja por limpa e a redução de gases no setor de transportes.

A proibição da compra de grãos de áreas desmatadas após 2008 ou em pastagens com alta diversidade é uma resposta dos europeus a críticas de organizações não governamentais. Indonésia e Malásia, os maiores produtores de palma do mundo, obtiveram essa posição às custas das florestas tropicais. A expansão da soja, às custas da Amazônia e Cerrado.

Mesmo desconsiderados esses tópicos, os produtores de soja brasileiros teriam dificuldades em obter a certificação necessária para poder exportar à UE. A maioria ainda detém passivos ambientais em suas propriedades rurais, como Reserva Legal e Áreas de Proteção Permanente, exigidas pela lei.

Por ora o setor não tem nenhum plano concreto para pressionar o governo e levar o caso à OMC. “Estamos sempre conversando com o governo”, diz a Abiove. Em todo caso, o setor acompanha os desdobramentos nos EUA, que faz etanol de milho. Recentemente, a American Soybean Association expressou preocupação com as diretivas europeias ao secretário de Agricultura, Tom Vilsak, e ao representante comercial do país, Ron Kirk.

Fonte: Valor Econômico


22 de junho de 2011 | nenhum comentário »

BNDES lança fundo de R$ 150 milhões para inovação ambiental

O Banco divulgou ontem a criação de um fundo de investimento de R$ 150 milhões, voltado exclusivamente a empresas que desenvolvem projetos de tecnologias “limpas” e estão em estágio nascente ou inicial de atividades.

De acordo com o banco, poderão receber os aportes do chamado Fundo de Inovação em Meio Ambiente companhias que “trabalham com a criação de ações voltadas à redução da emissão de carbono e outros resíduos ou que promovam o uso inteligente de recursos”.

 

Para Cláudia Nessi, gerente do Departamento de Operações de Meio Ambiente do BNDES, o fundo deve preencher uma lacuna no mercado de fundos de participação, que ainda não atende completamente empresas com essas características e que buscam volumes mais elevados de investimentos.

 

O diferencial que esse fundo pretende oferecer é atingir empresas que trabalham especificamente com inovação ambiental. A intenção é que essas companhias possam receber aportes de valor maior, segundo explicou Cláudia. De acordo com ela, os valores devem superar o R$ 1,5 milhão, que compreende o investimento recebido por empresas apoiadas pelo Criatec, programa de capital semente lançado pelo banco em 2007 e semelhante ao novo fundo.

 

Com limite de participação de 90% (R$ 135 milhões), o BNDES está em fase de seleção de gestores para o projeto, que deve ser finalizada em agosto. Após essa etapa, haverá a captação dos demais investidores, seguida da discussão entre gestores e acionistas para a definição de regras detalhadas para as empresas que poderão receber os recursos. O processo ainda será sujeito a aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e então poderá receber propostas de investimentos.

A expectativa da gerente do BNDES é que o fundo possa começar a operar em seis meses, sendo lançado ainda em dezembro deste ano.

Fonte: Valor Econômico


20 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Reflorestar não resolverá problema do aquecimento, diz estudo

Apesar de que as florestas são importantes sumidouros de carbono, os projetos de reflorestamento só terão um impacto limitado no aquecimento global, destacou um estudo publicado este domingo (19) na revista científica Nature Geoscience.

Vivek Arora, da Universidade de Victoria, no Canadá, e Alvaro Montenegro, da Universidade de St. Francis Xavier, também no Canadá, desenvolveram cinco modelos de reflorestamento durante 50 anos, de 2011 a 2060. Os cientistas examinaram seus efeitos no solo, na água e no ar se a temperatura da superfície terrestre aumentasse 3º C em 2100 com relação aos níveis pré-industriais de 1850.

O resultado demonstra que, mesmo se todas as terras cultivadas do mundo forem reflorestadas, isto só bastaria para reduzir o aquecimento global em 0,45º C no período 2081-2100. Isto se explica em particular porque precisa-se de décadas para que os bosques sejam suficientemente velhos para captar o CO2 que fica estancado durante séculos na atmosfera.

Um reflorestamento de 50% das terras cultivadas só limitaria a elevação da temperatura em 0,25º C. Evidentemente, nenhuma destas projeções é realista, uma vez que as terras cultivadas são essenciais para alimentar a população do planeta, onde em 2050 viverão 9 bilhões de pessoas.

Segundo os outros três modelos, reflorestar as regiões tropicais é três vezes mais eficaz para “evitar o aquecimento” do que fazê-lo em latitudes mais elevadas ou em regiões temperadas. Os bosques são mais escuros do que as terras cultivadas e, portanto, absorvem mais calor. Plantar florestas em um solo coberto de neve ou de cerais de cor clara diminui o denominado “efeito albedo”, que é a quantidade de luz solar refletida do solo para o espaço.

“O reflorestamento em si não é um problema, é positivo, mas nossas conclusões indicam que não é uma ferramenta para controlar a temperatura se gases de efeito estufa continuarem a ser emitidos como se faz atualmente”, disse Montenegro.

“O reflorestamento não pode substituir a redução de emissões de gases de efeito estufa”, concluiu o estudo. O desmatamento, sobretudo nas selvas tropicais, é causador de 10% a 20% das emissões de gases de efeito estufa do planeta.

Fonte: Portal Terra


17 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Governo quer estimular recuperação de mata por produtor rural

O governo diz que vai se empenhar no Plano Agrícola e Pecuário 2011-2012, que será lançado na sexta-feira pela presidente Dilma Rousseff em Ribeirão Preto (a
313 km de SP), para estimular os produtores rurais a recuperar cerca de 1,5 milhão de hectares de áreas degradadas.

A meta é que nos próximos dez anos sejam recuperados 15 milhões de hectares para produção.

A intenção é elevar a produção agropecuária evitando mais avanço sobre áreas de florestas. Atualmente, o país tem cerca de 47 milhões de hectares ocupados com a agricultura e 170 milhões de hectares usados para a pecuária.

Embora os dados em relação a áreas degradadas variem de acordo com os critérios usados para mensurá-las, técnicos do Ministério da Agricultura afirmam que elas somam pelo menos 30 milhões de hectares no país, o equivalente a mais de 60% das terras cultivadas com grãos.

Os maiores potenciais de recuperação estão nos estados da Região Centro-Oeste, no Tocantins e no Pará.

CRÉDITOS DO GOVERNO

Para incentivar os produtores, o governo disponibilizará R$ 3,15 bilhões em créditos dentro do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), criado na safra passada, mas ainda sem muita adesão.

Além da recuperação de áreas degradadas, o chefe da Assessoria de Gestão Estratégica do Mapa, Derli Dossa, explica que o programa pretende financiar o plantio de 300 mil hectares de florestas. Em mais 550 mil hectares será financiado o plantio com fixação biológica de nitrogênio; em 800 mil hectares, o plantio direto na palha, e em 400 mil hectares, será feita a integração lavoura-pecuária-floresta.

Para aumentar a popularidade e a procura pelo programa, Dossa destacou que o ministério investirá em várias frentes: divulgação na imprensa da importância de se reduzir as emissões de gases de efeito estufa, treinamento de 5.000 técnicos nesse modelo de agricultura, distribuição de material a todo o corpo técnico treinado, com acesso aos produtores, estudo dos estados com problemas e motivação de lideranças locais.

“Um dos maiores problemas é falta de profissionais especializados em fazer projeto nesse tipo de produção para ter os recursos liberados”, explicou Dossa, ressaltando a importância do treinamento de técnicos do ministério e superintendências regionais.

As linhas de crédito do programa são diferenciadas, com as menores taxas da agricultura empresarial, 5,5% ao ano, e prazo de até 15 anos para pagar. O limite de financiamento para produtores é R$ 1 milhão.

Fonte: DA AGÊNCIA BRASIL


14 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Cai número de brasileiros preocupados com consumo consciente, mostra pesquisa

Apesar de ter mais informações sobre os problemas ambientais, o número de brasileiros que mantêm hábitos conscientes de consumo é cada vez menor, segundo pesquisa feita pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ). Para elaborar o levantamento, divulgado nesta segunda-feira (13), foram feitas entrevistas com mil consumidores de 70 cidades, incluindo nove regiões metropolitanas. Entre elas, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Salvador.

De acordo com o levantamento, 57% dos entrevistados mantêm hábitos que levam em consideração a preservação do meio ambiente. Em 2007, quando a pesquisa foi realizada pela primeira vez, esse percentual era 65%. A queda desse grupo refletiu desde a escolha de produtos ecologicamente corretos nas gôndolas dos mercados, a preocupação em verificar se os produtos adquiridos eram geneticamente modificados ou transgênicos, até a reciclagem do lixo e a preocupação em fechar a torneira ao escovar os dentes.

A pesquisa também mostrou queda no número de brasileiros preocupados com o desperdício, revelando que, enquanto em 2007, 76% dos entrevistados verificavam os armários e a geladeira antes de fazer compras, este ano 72% disseram manter essa prática.

Para o economista Christian Travassos, da Fecomércio-RJ, em alguns casos, o custo mais alto de produtos ecologicamente corretos inibe a adesão de parte dos consumidores ao grupo do consumo consciente. “O órgão mais sensível do consumidor é o bolso e ele pondera, na hora do mercadinho, ‘o orgânico é muito legal e ético, mas não tenho condições de comprar’. Não é uma questão estática porque o governo tem condições de incentivar o ‘mais verde’ e ‘ecologicamente correto’ via dedução de impostos e deduções fiscais”, disse Travassos, lembrando que, “muitos hábitos não envolvem custos”, mas a boa vontade do consumidor, como a seleção de lixo dentro de casa e o reaproveitamento do óleo de cozinha.

A pesquisa mostrou ainda que os consumidores estão menos preocupados com a saúde. De acordo com o levantamento, 25% dos entrevistados deste ano afirmaram que não verificam a data de validade do produto comprado (em 2007, eram 22%) e 72% disseram que checavam se a embalagem do produto estava danificada. A preocupação com a embalagem foi revelada por 78% dos entrevistados há quatro anos.

O resultado das entrevistas mostrou que entre as mulheres, os idosos e a classe A e B estão o maior número de pessoas conscientes em relação aos hábitos de consumo. Os dados apontam, por exemplo, que 91% dos brasileiros de terceira idade fecham a torneira ao escovar os dentes (apenas 81% dos jovens cultivam este hábito). Em relação à prática de separar o lixo para reciclagem a relação é de 54% dos idosos contra 37% de jovens.

“Ao mesmo tempo, nossa leitura dos dados tem que considerar que cada vez mais jovens e crianças estão tendo contato com referenciais ecológicos e educação ambiental. Provavelmente, se hoje os idosos e as mulheres têm um cuidado maior com o ambiente, isso não significa que nós não tenhamos, no futuro breve, pessoas entre 24 e 30 anos com uma postura diferente. A grade curricular de muitas escolas aborda os temas e isso é uma tendência para os próximos anos ser confirmada”, avaliou Travassos.

A pesquisa sobre consumo saudável vem sendo realizada anualmente, desde 2007, em 70 cidades brasileiras, pela Fecomércio-RJ, e a empresa de pesquisa Ipsos.

Fonte: Carolina Gonçalves/ Agência Brasil


« Página anterior