3 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Programa contra a miséria inclui Bolsa Verde, com foco ambiental

Brasil sem Miséria foi lançado nesta quinta-feira (2) por Dilma Rousseff.
Famílias pobres que conservem florestas públicas podem receber ajuda.

A presidente Dilma Rousseff no lançamento do programa Brasil sem Miséria em Brasília. (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)

A presidente Dilma Rousseff no lançamento do programa Brasil sem Miséria em Brasília. (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)

Para estimular a proteção ao meio ambiente, o novo programa Brasil sem Miséria, lançado nesta quinta-feira (2) pela presidente Dilma Rousseff criará o Bolsa Verde, que prevê o pagamento de R$ 300 a cada trimestre para famílias pobres que promovam ações de conservação ambiental em florestas nacionais, reservas extrativistas e de desenvolvimento sustentável. O valor será transferido por meio do cartão do Bolsa Família.

Recentemente, o governo iniciou o levantamento do número de famílias que habitam as unidades de conservação federais para saber quantas delas estão em situação de extrema pobreza e poderão receber o Bolsa Verde. Como a identificação ainda não foi concluída e deve ser determinada uma forma de monitorar a conservação praticvada pelas famílias, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o benefício não deve começar a ser pago imediatamente.

Levantamento
Técnicos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável pela gestão das unidades de conservação federais, são responsáveis pelo censo que vai saber quais famílias podem receber a verba.

Em uma primeira fase, moradores das 310 unidades federais devem ser contemplados. Em uma segunda etapa, o benefício poderá abranger também reservas sob controle dos estados. “Queremos instituir um marco legal para atingir a população extremamente pobre. Seja aquela que está dentro das unidades ou nos arredores, além dos assentamentos de reforma agrária”, afirmou Roberto Vicentin, secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente.

Reforço
Segundo Paulo Maier, diretor de Unidades de Conservação do Instituto Chico Mendes, aproximadamente 60 mil famílias podem se beneficiar. Ainda segundo Maier, existe uma preocupação referente à fiscalização do pagamento.

“Está em debate as formas de verificações. Para saber se as famílias estão cumprindo com o objetivo do programa, poderemos utilizar sistemas de monitoramento via satélite, talvez até pelo desmatamento em tempo real da Amazônia Legal (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)”, afirmou Maier.

Realidade
Na reserva extrativista de Tapajós-Arapiuns, no Pará, cerca de 18 mil pessoas vivem no interior da floresta Amazônica e são responsáveis pela preservação de uma área aproximada de 6,5 mil km².

Em grande parte das comunidades só é possível chegar de barco, após 32 horas de viagem a partir da cidade mais próxima, Santarém. A maioria da população vive da agricultura, por meio da plantação de mandioca e fabricação de farinha, além da pesca e pequenos focos da extração de borracha e castanha.

De acordo com Rosinaldo Santos dos Anjos, 42 anos, presidente da associação de moradores, o total de farinha produzido é pouco (50 kg por família), sendo que grande parte é destinado ao consumo próprio.

“Com a venda não é possível levantar nem R$ 50 por mês. Isto incentiva a exploração ilegal da floresta, com a derrubada de árvores e venda clandestina de madeira”, disse. Ainda segundo Santos, o pagamento do benefício é uma forma de reconhecer o trabalho dos ‘guardiões’ da floresta. “É um apoio para nós”, afirmou.

Fonte: Do Globo Natureza, em São Paulo.


24 de maio de 2011 | nenhum comentário »

A necessidade urgente de mais investimentos em ciência, educação e saúde na Amazônia

Artigo do professor Claudio Guedes Salgado, da Universidade Federal do Pará, enviado pelo ao autor ao Jornal da Ciência Email.

Aqui estou eu em Oriximiná, Oeste do estado do Pará, no escritório da casa do meu amigo Domingos Wanderley Picanço Diniz, após a vista para o rio Trombetas desaparecer com o início da noite, com uma conexão lenta (não, eu não estou falando de 300K, estou falando lentidão tipo conexão discada, se é que vocês ainda lembram o que é isso), buscando inspiração para escrever um artigo sobre o que vi por aqui durante um trabalho de campo com hanseníase esta semana, quando recebi a edição 4261 do Jornal da Ciência, com duas matérias conflitantes, mas apropriadamente complementares.

 

A primeira com a ONU criticando o modelo de gestão das unidades de conservação do Brasil, dizendo que ficamos atrás de países mais pobres e menores nos quesitos funcionários e orçamentos por hectare, publicada no Correio Braziliense. Temos menos funcionários, e menos orçamento que outros países mais pobres!

 

A segunda, assinada pela assessoria de comunicação do Ministério da Ciência e Tecnologia, descrevendo as ações que estão sendo empreendidas para o combate ao desmatamento na Amazônia, que incluem satélites, avaliações, relatórios e reuniões semanais, além da instalação de um gabinete de crise e do deslocamento de mais agentes de fiscalização a locais com maior desmatamento, como foi o caso de 480 Km² desmatados no Mato Grosso durante os meses de março e abril, considerado atípico.

 

Como sou apenas médico, nascido, criado e vivido em Belém do Pará, não vou me ater a fazer considerações mais profundas sobre o assunto, pois seria inconseqüente de minha parte. Mas preciso dizer que 593 Km² de desmatamento na Amazônia em dois meses é muito! Nós, brasileiros, precisamos apenas de 20 meses para desmatar 5% do território de Portugal. Agora lembrei de uma propaganda do rúgbi no Brasil, dizendo que enquanto a Argentina está “estagnada”, a nossa situação melhora em um percentual enorme. Claro, o nosso pais vizinho tem a melhor seleção destas bandas do planeta, e não há como subir no ranking. Temos que começar a medir no positivo, desmatamos 593 Km², e não no negativo, dizendo que diminuiu alguns pontos percentuais em relação ao mesmo mês do ano passado, ou coisa que o valha, como se faz com a inflação ou com a bolsa de valores, que não são bens finitos, como é a Amazônia, pelo menos na atual situação. A noção de uma Amazônia sustentável ainda é apenas uma noção.

 

Mas voltemos a hanseníase. Contando com todo o apoio do município de Oriximiná, e do campus em transição da Universidade Federal do Pará (UFPA) para a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), coordenado pelo professor Domingos Diniz, que citei acima, voltamos a este município 18 meses após termos vindo aqui, eu e uma equipe de mais sete pesquisadores, por um projeto financiado pelo último edital de doenças negligenciadas do CNPq, quando visitamos escolas e casas de pacientes, coletando plasma para analisar a presença de anticorpos IgM anti-PGL-1, um glicolipídeo velho conhecido daqueles que trabalham com hanseníase, e que tem uma correlação com a baciloscopia do raspado dérmico, ou seja, quanto mais bacilos o sujeito tem, maior é a titulação desta IgM.

 

Para a nossa surpresa, encontramos 45% da população clinicamente saudável positiva para estes anticorpos, indicando uma disseminação maciça do bacilo na comunidade. Vejam que isto, a princípio não significa doença, e sim contato com o bacilo. Pois bem, voltamos agora ao município e fomos examinar estas pessoas. Como manda o manual, fizemos dois grupos, um de positivos e outro de negativos. Encontramos 26 (vinte e seis!) casos novos entre escolares e comunicantes de indivíduos positivos, e somente 4 (quatro) entre os negativos.

 

A Região Oeste do Pará sempre foi considerada de baixa endemicidade, com poucos casos. Por isso mesmo nós começamos o projeto por aqui. Chegamos no município com 2 (dois) casos multibacilares registrados no sistema de notificação (Sinam), e estamos saindo com 32, um aumento de 15x nos números oficiais. Custa-me acreditar que os municípios vizinhos, Amazônicos, fronteiriços ou não, tenham números diferentes. Na realidade, já temos números piores em outros municípios do Estado do Pará. Mesmo como uma estrutura razoável de saúde, faltam médicos e todos os outros profissionais de saúde, como nos outros municípios da Amazônia.

 

Temos um bom sistema de saúde na Amazônia? Temos boas faculdades e universidades no Brasil, formando profissionais capacitados para trabalhar na Amazônia? Dizem que para a quantidade de brasileiros que temos hoje, já formamos médicos em número suficiente… Que percentagem destes médicos recém-formados é estimulada a trabalhar na Amazônia? O país está penso, e cabe ao poder público balancear o sistema! Isso para não entrar no mérito da qualidade do serviço.

 

Não precisamos de um gabinete de crise, relatórios infindáveis e reuniões intermináveis para enxergar o óbvio. Os problemas são os mesmos, há séculos! Carlos Chagas e Oswaldo Cruz escreveram muito bem sobre esta situação. Temos que agir, com urgência, na floresta e no homem que vive por aqui.

 

Defendi em reunião do comitê Ciências Biológicas II da Capes no ano de 2010, entre outras medidas, bolsas perenes, de longa duração, associadas a fomento por 10 anos para aqueles que se disponham a trabalhar com ciência e educação na Amazônia.

 

Agindo desta forma, a fixação de mão de obra qualificada pode ser acelerada. Mesmo nossos alunos de Belém têm dificuldade para decidir em ir para o interior, e lá seguir carreira. Há muito receio do isolamento e da falta de fomento.

 

Nesse sentido, esta cidade nos ensina. Temos aqui mais de 300 bolsistas Pibic junior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa), funcionando em um sistema inédito de tutoria com os alunos do curso de biologia, que se reportam a professores que vêm de Belém, Santarém, Manaus ou outras cidades, pendurados em apenas – pasmem – dois professores efetivos, do quadro da instituição, em um programa conhecido como PAI – Programa de Ação Interdisciplinar. Aliás, este programa foi visto de perto pela professora Helena Nader, atual presidente da SBPC, quando aqui esteve na SBPC regional de 2008. A manutenção do programa, a formação de novas turmas de biólogos para um sistema que está precisando deles, a abertura de novas vagas docentes e o fortalecimento deste campus podem mudar o perfil deste município em menos de 10 anos, e servir como modelo para outros municípios desta vasta região brasileira.

 

Claudio Guedes Salgado é professor da Universidade Federal do Pará, coordenador do Laboratório de Dermato-Imunologia e do Programa de Pós-Graduação em Neurociências e Biologia Celular do Instituto de Ciências Biológicas da UFPA.

Fonte: Jornal da Ciência


20 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Suécia apoia economia verde no Brasil

Ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt, disse que a economia verde pode ser uma porta tanto para o mundo enfrentar a mudança do clima como para renovar a economia.

“Não acredito em congelar a sociedade nas crises”, disse o primeiro ministro da Suécia, o economista Fredrik Reinfeldt, a uma plateia de empresários brasileiros e suecos ontem, em São Paulo. “Quando o navio está afundando é melhor salvar os marinheiros, não o navio.” Ele acredita que a economia verde, com novas oportunidades de negócios e empregos, pode ser uma porta tanto para o mundo enfrentar a mudança do clima como para renovar a economia.

 

Na Suécia a sustentabilidade não é só discurso. Desde 1991 o país tem uma taxa para o uso de recursos naturais e para poluir. “Dar um preço para o recurso natural é a ferramenta mais eficiente para diminuir a pressão no ambiente e continuar a crescer”, disse. Reinfeldt deu números. O país destoa de seus pares europeus, mergulhados em crise financeira, e vem crescendo ano a ano ao mesmo tempo em que as emissões de CO² despencam. Já diminuíram 17% em relação aos níveis de 1990, enquanto o crescimento da economia bateu em 50%. “Reduzir o impacto ambiental não quer dizer comprometer o crescimento, e a Suécia mostra que isso é possível.”

 

Um grupo de empresários suecos ligados a transporte, infraestrutura, construção e inovação o acompanhava em evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). São Paulo, tradicionalmente, sempre foi a segunda maior cidade industrial da Suécia, mas é provável que já seja a primeira, consequência da ligação entre os dois países e do fato de que a produção industrial tende a deixar a Suécia. Mais de 200 empresas suecas estão no Brasil, algumas há mais de um século.

 

Tord Svedberg, presidente do Swedish Environmental Research Institute, disse que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é uma oportunidade para o Brasil investir em tecnologias limpas.

 

Johan Karlström, presidente e CEO da Skanska, empresa do setor da construção com 52 mil funcionários no mundo (5 mil no Brasil) lembrou que edifícios com maior eficiência energética, melhor utilização de água e reciclagem de material fazem economia e emitem menos gases-estufa. A empresa vem trabalhando em projetos verdes em aeroportos e hospitais.

Fonte: Valor Econômico


19 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Ganhadores do Nobel pedem ações urgentes a favor do planeta

Vinte ganhadores do prêmio Nobel se reuniram nesta quarta-feira (18), em um apelo aos dirigentes mundiais, para que atuem urgentemente pelo futuro do planeta, em recomendações feitas a um comitê especial da ONU.

No “memorando de Estocolmo”, que redigiram com especialistas em clima, os premiados concluem que a Terra entrou em uma nova era desde as atividades industriais, “o Antropoceno”, influenciada pelas ações humanas.

O informe “recomenda uma série de ações urgentes e de grande alcance para que os dirigentes e as sociedades sejam servidores mais ativos do planeta em benefício das gerações futuras”, segundo o texto do memorando.

Os vencedores do Nobel de Química, Mario Molina e Paul Crutzen, inventor do conceito de antropoceno; o premiado de Economia Amartya Sen, e a Nobel de Literatura Nadine Gordimer são alguns dos envolvidos no desenvolvimento do memorando.

O texto foi assinado na Academia de Ciências de Estocolmo, onde se atribui a maioria dos prêmios Nobel.

Ele então foi entregue à presidente finlandesa, Tarja Halonen, que co-dirige uma comissão da ONU sobre o desenvolvimento sustentável tendo em vista a reunião climática das Nações Unidas no Rio de Janeiro em 2012.

Além do objetivo de manter o aquecimento global abaixo de dois graus Celsius, o documento destaca que “o meio ambiente sustentável é uma pré-condição para a erradicação da pobreza, desenvolvimento econômico e justiça social”.

Uma das dificuldades dos acordos internacionais sobre o clima é a divergência de interesses entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. Estes últimos afirmam que o crescimento rápido não pode ser condenado pelos esforços ambientais.

O memorando defende também uma “revolução agrícola”, mais ecológica, para alimentar a população humana do planeta, que em breve chegará aos 9 bilhões.

Na terça-feira (17), os premiados do Nobel organizaram um processo da espécie humana, acusada de destruir o planeta.

Fonte: Portal iG


11 de maio de 2011 | nenhum comentário »

I Seminário Sobre Florestas Plantadas e Critérios Socioambientais

O evento foi realizado em Curitiba (PR) e contou com a presença de profissionais autônomos, estudantes, empresas e entidades que não participam ativamente deste Fórum, mas tem interesse em conhecer os princípios e critérios adotados para certificação florestal pelo Conselho Brasileiro de Manejo Florestal (FSC Brasil) e pelo Programa Brasileiro de Certificação Florestal (Cerflor), entre outros assuntos apresentados.

Participantes do seminário. Foto: Edilaine Dick

Participantes do seminário. Foto: Edilaine Dick

Durante o dia 05 de maio de 2011, representantes das empresas florestais e ONGs, que compões o Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina, participaram do “I Seminário Sobre Florestas Plantadas e Critérios Socioambientais”, com o objetivo discutir os critérios socioambientais envolvidos nos processos de Certificação Florestal com ênfase nas “Relações Comunitárias e Direito dos Trabalhadores”.

 

Esses critérios foram apresentados por Fabíola Zerbini – Secretária Executiva do FSC e Maria Teresa Rezende – Secretária Executiva do Inmetro/Cerflor.

Durante o seminário foram apresentados exemplos de projetos que estão em andamento e envolvem o setor, e que tem como principais beneficiários as comunidades direta ou indiretamente envolvidas nos processos de produção. Entre as apresentações foram relatadas as ações socioambientais realizadas pela Rigesa; o programa “Semear –Responsabilidade Socioambiental”, desenvolvido pela Arauco e os mecanismos de comunicação, desenvolvidos pela Klabin que facilitam a comunicação com as comunidades e com a sociedade civil em geral.

Gisele Bolzani, Coordenadora de Gestão Socioambiental, da empresa Poyry silviconsult, através da palestra “Gestão social no contexto da sustentabilidade”, apresentou os principais caminhos que a empresa deve seguir para a gestão social, e que ações nesse sentido, devem ser planejadas, executadas, monitoradas e avaliadas constantemente.

Através dos debates e aproximação entre os participantes, foi possível levantar demandas externas relacionadas a questões sociais que deverão ser trabalhadas nos próximos meses, pelo GT Socioambiental, constituído no âmbito do Fórum Florestal PR e SC.

Fonte: www.dialogoflorestal.org.br


11 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Setor florestal congela R$ 37 bi

A limitação à compra de terras por estrangeiros no país, em vigor desde agosto do ano passado, já afeta os negócios na área florestal. Empresas e fundos congelaram investimentos equivalentes a R$ 37 bilhões entre compra de terras e projetos industriais, segundo dados da Associação Brasileira de Pro­dutores de Florestas Plantadas (Abraf). A decisão atinge empreendimentos de novas fábricas de celulose, papel e painéis de madeira, que gerariam cerca de 40 mil empregos em todo o país. O volume de investimentos perdidos equivale a quase cinco vezes o tamanho da economia de uma cidade como Londrina.

Somente no Paraná foram suspensos neste ano quase R$ 1 bilhão em recursos do setor florestal – R$ 700 milhões na compra de áreas e R$ 250 milhões em projetos industriais –, calcula Marcio Funchal, sócio da consultoria Consufor, especializada no setor. Negócios envolvendo pelo menos 80 mil hectares de terras, que representariam um aumento de cerca de 10% na área atual no estado, foram suspensos, de acordo com estimativas de alguns fundos que atuam no mercado.

Investimentos que seriam realizados no Brasil estão migrando para Uruguai, Chile e Paraguai e sendo direcionados para países da África, como Sudão, Angola e Moçambique, segundo Joésio Siqueira, vice-presidente da STCP Consultoria, Engenharia e Gerenciamento de Projetos.

A mudança não é retroativa, mas terá impacto nos investimentos futuros. Em média, o plantio florestal começa entre cinco e sete anos antes do início da produção da fábrica. “O Brasil corre o risco de ficar de fora de toda uma geração de projetos na próxima década”, afirma Siqueira. Somente a STCP, que faz assessoria a projetos no setor, contabiliza cancelamento US$ 3,6 bilhões em investimentos – dois projetos na área de celulose e um na agrícola – no Mato Grosso do Sul.

Se forem considerados os projetos adiados na área agrícola – emsegmentos como cana de açúcar, soja, algodão e palma –, o volume de recursos que deixará de ser aplicados pode alcançar R$ 70 bilhões, segundo Siqueira.

A restrição, em vigor há oito meses, teve origem em um parecer daAdvocacia-Geral da União (AGU), que foi aprovado pelo então presidente Lula em agosto do no passado. Ele proíbe o capital estrangeiro de adquirir imóveis rurais com área de 250 a 5 mil hectares.

Todos juntos

Para o secretário executivo da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), César Augusto dos Reis, o problema da medida é que ela colocou em uma mesma situação investidores com característica distintas. “Entendemos a preocupação do governo com a soberania nacional e com a necessidade de proteger as propriedades brasileiras. Mas é preciso distinguir o que é capital especulativo e o que é investimento produtivo estrangeiro”, afirma. A entidade tem se reunindo com representantes do governo para tentar reverter ou flexibilizar a determinação da AGU.

De acordo com Reis, as empresas nacionais não têm poupança interna suficiente para fazer frente à demanda de investimentos do setor. O Brasil vai precisar ampliar a área plantada em pelo menos 1,5 milhão de hectares – hoje são 6,3 milhões de hectares – em quatro anos para fazer frente à necessidade de matéria-prima para a fabricação de celulose, painéis de madeira e papel, dentre outros. O setor de base florestal fatura R$ 46,6 bilhões por ano e emprega 535 mil pessoas.

Importação

O Paraná, por exemplo, já tem tido que importar madeira, especialmente a mais fina, de outros estados, principalmente de Santa Catarina. O déficit no abastecimento hoje está em 5 milhões de metros cúbicos, segundo Carlos Mendes, diretor da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre).

As florestas do estado produzem 30 milhões de metros cúbicos por ano, para um consumo superior de madeira industrial e lenha de 34,8 milhões de metros cúbicos por ano. Estima-se que o Paraná terá que aumentar sua área de 853 mil hectares para 1,65 milhão de hectares para atender a demanda crescente. “Precisaríamos de um aumento de área de 20% ao ano, mas ela tem avançado em média em 8%”, diz Mendes.

Entenda o caso

Veja o que mudou no país em relação à compra de terras por estrangeiros:

O parecer

Um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), de agosto do ano passado, limitou a compra de terras por estrangeiros e empresas brasileiras controladas por estrangeiros. O documento estabelece que essas empresas não poderão adquirir imóvel rural que tenha mais de 50 módulos de exploração indefinida (entre 250 e 5 mil hectares), conforme a região.

Tamanho da terra

A soma das áreas rurais pertencentes a empresas estrangeiras ou controladas por estrangeiros não poderá ultrapassar 25% da superfície do município. Uma mesma nacionalidade está limitada a 10% da área do município. O parecer não tem efeito retroativo.

Reforço

Em março deste ano, um novo aviso da AGU fechou ainda mais o cerco ao capital externo e reforçou a proibição a fusões e aquisições por estrangeiros de empresas brasileiras que detenham imóveis rurais no país. Segundo a AGU, algumas empresas encontravam nessas operações uma forma de burlar a legislação.

Fonte: Jornal Gazeta do Povo


8 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Governo volta a discutir Código Florestal na próxima semana

O governo vai voltar a discutir na próxima quinta-feira (14) a reforma do Código Florestal Brasileiro. A informação foi dada pelo ministro Wagner Rossi (Agricultura).

O tema foi discutido na quarta-feira (5) em uma reunião no Palácio do Planalto, que teve a presença de Wagner Rossi, Antonio Palocci (Casa Civil), Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário). Segundo Rossi, o balanço da reunião foi positivo.

“Houve um avanço muito grande. Acho que estamos muito próximos de um consenso possível. Claro que algumas questões pontuais terão de ir a voto. Cabe ao Congresso Nacional decidi-las”, explicou.

Perguntado se Palocci concorda com a votação do Código já na próxima semana, o ministro disse que isso não entrou em discussão. “Foi marcada uma nova reunião sobre pontos que foram levantados e para as quais cada um de nós vai buscar novos argumentos e informações. Isso para que possamos fechar os últimos pontos sobre os quais ainda há alguma divergência”, disse.

Protesto - Na manhã de quinta-feira (7) ocorreu em Brasília um protesto com cerca de 30 organizações para pedir mudanças na proposta de Código Florestal em tramitação no Congresso. Um abaixo-assinado com mais de 100 mil assinaturas, segundo as organizações, foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS).

Os grupos defendem propostas como tratamento diferenciado para a agricultura familiar, fim da anistia para desmatamentos feitos em áreas de preservação permanente até 2008 e redução no uso de agrotóxicos.

buy the film jaws

Na terça-feira, a CNA (Confederação Nacional da Agricultura) reuniu produtores rurais em Brasília para pedir a aprovação da proposta já apresentada pelo deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP).

Fonte: Ana Carolina Oliveira/ Folha.com


24 de março de 2011 | nenhum comentário »

Por acordo entre ambientalistas e ruralistas

Ambientalistas e ruralistas precisam ceder para atingir um objetivo comum quanto à mudança do Código Florestal; a disputa é prejudicial ao País, diz José Antônio Aleixo da Silva* em artigo na Folha de São Paulo de hoje (23).
A Academia Brasileira de Ciência (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) foram convidadas a participar das discussões sobre o Código Florestal e seu substitutivo, com a alegação de que o primeiro Código, de 1934, e o segundo, de 1965, eram isentos de conhecimentos científicos.
A ABC e a SBPC formaram um grupo de trabalho para estudar o assunto com profundidade. A alegação da falta de ciência nas duas versões do Código Florestal é improcedente. Tais códigos foram elaborados por cientistas e legisladores ligados ao assunto.

A partir de 1965, mudanças significativas aconteceram, a agricultura tropical se expandiu em termos territoriais e teve um incremento fantástico na produtividade, gerando, em alguns casos, a degradação ambiental. A população do País passou de 83 milhões, em 1965, para 190,7 milhões, em 2010, resultando em ocupações urbanas em áreas impróprias à moradia.

A ciência e a tecnologia avançaram e novos conhecimentos e ferramentas tecnológicas estão à disposição de todos. Tudo isso gera a necessidade de adequar o Código Florestal à realidade atual. Visando resolver problemas do setor agrícola, surgiu o substitutivo proposto pelo deputado Aldo Rebelo.

Para os ambientalistas, tal substitutivo aumentará significativamente a degradação ambiental, gerando consequências desastrosas aos setores rural e urbano.

O grupo de trabalho formado pela ABC/SBPC iniciou os trabalhos em julho de 2010, contando com profissionais de diversas instituições e universidades. Vários convidados participaram de algumas de suas reuniões, destacando-se entre eles os deputados Aldo Rebelo (PC do B) e Ivan Valente (PSOL).

Um sumário executivo dos trabalhos foi apresentado no dia 22/2, em Brasília, em um encontro de deputados ambientalistas, mas que contou com a presença de deputados ruralistas. A expectativa de alguns de que seria um documento defendendo puramente a questão ambiental, por se tratar de um evento organizado pela bancada ambientalista, foi desfeita.

Seria um grande erro a ABC e a SBPC tomarem partido por uma causa sem fundamentação científica. O sumário está disponível no sitehttp://www.sbpcnet.org.br.

O documento completo, que deve ser publicado em breve, não é a solução final para a construção de um Código Florestal ou Ambiental, mas nele, à luz da ciência e da tecnologia disponíveis atualmente, há indicações de que se precisa de mais tempo para a elaboração de um código que preserve e conserve o meio ambiente sem prejudicar a produção de alimentos. Votar o substitutivo agora é precipitado.

Um acordo com bases científicas e tecnológicas entre ambientalistas e ruralistas é perfeitamente possível. Ambos precisam ceder para atingir um objetivo comum. Uma disputa entre os setores é prejudicial ao Brasil.

A ABC e a SBPC deixam claro que não pretendem legislar, pois isso é atribuição do Congresso, mas estão dispostas a continuar fornecendo informações científicas e tecnológicas para a construção de um Código Florestal/Ambiental brasileiro atualizado, em parceria com ambientalistas e ruralistas.

* José Antônio Aleixo da Silva, doutor em biometria e manejo florestal, professor do Departamento de Ciência Florestal da Ufrpe (Universidade Federal Rural de Pernambuco), é secretário da SBPC e coordenador do grupo de trabalho da ABC/SBPC.

(Folha de São Paulo)


17 de março de 2011 | nenhum comentário »

MMA e supermercados ampliam campanha Saco é um Saco

A indústria brasileira deixou de produzir 5 bilhões de sacolas plásticas entre 2009 e 2010, desde o início da campanha Saco é um Saco, do Ministério do Meio Ambiente em parceria com instituições como a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Nesta terça-feira (15), Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, o MMA lançou, em São Paulo (SP), três cartilhas para orientar gestores, consumidores, instituições públicas e empresas privadas a atingirem metas de redução no uso de sacolas.

“Podemos celebrar esse dia emblemático. O Governo faz a campanha, mas sem a parceria com a Abras não chegaríamos a resultados tão significativos”, disse a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA, Samyra Crespo, que representou a ministra Izabella Teixeira no evento realizado na sede da associação, na capital paulista. Para Samyra, o encontro foi “uma convocação para a adesão de outras empresas” ao movimento nacional. Ela ainda lembrou que a aliança entre o MMA e Abras é um exemplo da responsabilidade compartilhada prevista pela Política Nacional dos Resíduos Sólidos e pelo Plano Nacional de Produção e Consumo.

Harmonia – A combinação harmônica entre consumo e meio ambiente foi o principal enfoque do evento. O presidente da Abras, Sussumo Honda, comentou a importância do consumidor no avanço progressivo dos resultados da campanha: “Hoje vendemos muito mais, e ao mesmo tempo conseguimos reduzir em quase 22% o uso de sacolas, se comparados os índices de 2007 e 2010?. Ele mostrou estudos que indicam que em 2007 foram usadas 17,9 milhões de sacolas e, em 2010, o número chegou a 14 milhões.

A meta do pacto setorial firmado em dezembro com o MMA é ampliar os percentuais de redução em 30%, até 2013, e 40% até 2015, com referência ao uso em 2010. Honda enfatizou que as projeções têm caráter sustentável, com apoio da indústria de embalagens, e que compete à sociedade a discussão sobre o melhor material a ser usado futuramente. Ele citou a cidade de Xanxerê (SC), com 44 mil habitantes, como exemplo de cidade que conseguiu banir as sacolas plásticas, substituindo-as por retornáveis – “com adesão voluntária de 93% da população”.

Objetivos - Além das metas gerais da campanha, algumas redes de supermercados estabeleceram objetivos próprios, como o Walmart, que pretende reduzir em 50% o uso das sacolas, até 2013, e o Carrefour, que deseja bani-las de suas lojas até 2014. O pacto setorial com a Abras é uma iniciativa que segue as diretrizes da proposta do Plano de Ação para a Produção e o Consumo Sustentáveis (PPCS) do MMA, que esteve sob consulta pública até o final de 2010.

Riscos – As sacolas plásticas causam grandes impactos no meio ambiente, poluindo mares, rios e se acumulando nas cidades e na natureza. Uns dos mais graves danos são causados aos animais que habitam os oceanos: eles as ingerem, confundido-as com algas. Assim, acabam sufocados ou deixam de se alimentar devido à sensação de estômago cheio que o material causa.

Um estudo realizado pelo Projeto Tamar mostra que é crescente o percentual do material em mortes de tartarugas. Nos meses de janeiro a agosto de 2009, entre 192 tartarugas mortas coletadas no litoral dos estados do Ceará, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, São Paulo e Santa Catarina, 80 tinham sido vítimas da ingestão de objetos descartados que chegaram ao ambiente marinho. Em 2008, de 266 necropsiadas, o lixo foi encontrado no organismo de 65. E, em 2007, de 156 analisadas, 60 tinham lixo no aparelho digestivo. E o mais evidente era o plástico.

Cartilhas - As cartilhas lançadas pelo MMA na sede da Abras nesta manhã foram editadas a partir do sucesso da experiência da campanha Saco é um Saco e de outras iniciativas surgidas no País para a solução do problema. Cada uma tem três volumes, destinados a públicos específicos: gestores municipais, instituições públicas e privadas e consumidores.

O primeiro volume traz orientações para municípios; são apresentadas ideias, sugestões e ferramentas úteis que possibilitam a municipalização da campanha Saco é um Saco, estimulando gestores públicos municipais a tornarem-se os catalisadores desse processo. São orientações sobre a importância de estabelecer parcerias relevantes, de envolver os segmentos afins, como cooperativas de catadores e associações de consumidores, e do uso de diferentes mídias para favorecer a divulgação da campanha municipal.

No segundo volume, há orientações para instituições públicas ou privadas, apresentamos a experiência da campanha em promover articulações entre os setores envolvidos, de maneira a viabilizar sua realização.

No terceiro volume, são expostas orientações para consumidores. A intenção é mostrar ao cidadão-consumidor que está em suas mãos o poder de mudar a atual realidade e, de fato, reduzir a quantidade de sacolas plásticas circulando em seu município, no Brasil e no mundo. A cartilha oferece dicas para facilitar a mudança de hábitos do consumidor, apresentando alternativas para o acondicionamento de compras e de lixo. Também propõe formas de envolver a família e a comunidade neste movimento.

Em todas as cartilhas são encontrados exemplos de experiências internacionais e nacionais, assim como fatos e impactos ambientais que justificam a ação do Governo e da sociedade para reduzir a quantidade de sacolas plásticas consumidas no Brasil.

As cartilhas contam com o apoio da Abras e da Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (ANAMMA). A primeira tiragem é de 15 mil exemplares, sendo cinco mil de cada volume. 150 kits com as três cartilhas foram distribuídas no evento de lançamento. As demais serão divididas entre as três entidades para distribuição.

No MMA, as cartilhas serão distribuídas pela Coordenação de Consumo Sustentável com apoio do CID Ambiental, podendo ser solicitadas pelo e-mail: consumosustentável@mma.gov.br.

As cartilhas também estarão disponíveis em meio eletrônico (PDF) nos sites das entidades e no blog da campanha Saco é um Saco (www.sacoeumsaco.com.br/blog). Outros apoiadores da campanha poderão disponibilizar o download.

Fonte: Cristina Ávila/ MMA


17 de março de 2011 | nenhum comentário »

Evolva lança programas Home e Office Carbon

Incubadora da PUC do Rio Grande Sul promove lançamento de software de medição individual de emissão de carbono.

A Evolva Projetos, empresa instalada na Incubadora Raiar da PUCRS, lança hoje (15), os programas Home e Office Carbon (HOC) – softwares de medição individual de emissão de carbono. O evento será realizado às 14h30min em Porto Alegre.

 

Na oportunidade, será realizada mesa-redonda para discutir o tema “Aquecimento Global: uma proposta para a mudança de comportamento nos lares e nas empresas”, com a participação do diretor-presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Carlos Fernando Niedersberg; da diretora do Instituto do Meio Ambiente da PUCRS (IMA), professora Betina Blochtein; do gerente de Segurança e Meio Ambiente da Refinaria Alberto Pasquilini (Refap), Antonio Ricardo Lanfredi; do engenheiro de meio ambiente da Unidade de Petroquímicos Básicos da Braskem, Mauro Machado Júnior; e de Rodrigo Lagreca, diretor da Evolva e idealizador do HOC.

 

fast five movie download

Durante o evento, os participantes poderão testar os softwares em computadores distribuídos no local. O encontro é destinado à imprensa especializada, empresários, representantes do setor público e interessados no tema.

 

Outra atração do evento será a exposição de fotografias da Bom Olhado Fine Art Photography. A empresa, que também é incubada na Raiar da PUCRS, baseia seu trabalho em conceitos das finas artes e da sustentabilidade ambiental, utilizando materiais duráveis e ecologicamente responsáveis.

 

HOC – Home e Office Carbon

O programa desenvolvido pela Evolva calcula as emissões de carbono de cada indivíduo, considerando aspectos culturais, sociais e físicos. Além de informar quanto de carbono cada pessoa consome nas diferentes atividades diárias, o programa traz dicas práticas para redução de emissão do gás. “As sugestões de alteração de comportamento respeitam o ritmo de vida de cada indivíduo para que ele consiga promover suas próprias mudanças”, explica Lagreca.

 

O HOC tem o objetivo de instrumentalizar as pessoas em seus lares e locais de trabalho sobre como construir, de forma sustentável e autônoma, um novo padrão de comportamento reduzindo o impacto no meio ambiente e, consequentemente, as emissões de CO2 no planeta. “Os programas podem conscientizar o indivíduo sobre a sua parcela de responsabilidade nos problemas e nas soluções quanto ao aquecimento global, já que não são apenas os governos que devem agir”, considera o empresário. Além dos softwares, a Evolva também presta consultorias e treinamentos para estimular a ação.

 

O Home Carbon será de uso livre e gratuito e esta oferta é feita por meio de parcerias com empresas. Para essa categoria há expectativas de um aplicativo para smartphones. O Office Carbon será comercializado diretamente às empresas. A versão prevê customizações a fim de adequar a proposta do aplicativo à necessidade de sensibilização detectada na organização.

 

Para auxiliar na criação e aprimoramento dos softwares, a Evolva realiza pesquisa para diagnosticar o comportamento nas empresas. Um resultado parcial da consulta será divulgado durante o evento. O questionário permanecerá ativo para que a Evolva possa constantemente realizar melhorias nos softwares. Para participar da pesquisa, acesse o link:

http://spreadsheets.google.com/a/jornaldaciencia.org.br/viewform?formkey=dFRrUVlfNnVLa2RsVHF6YnZ5cXd0MXc6MQ.

(Ascom da PUCRS)


Próxima página »« Página anterior





Categorias

Tópicos recentes

Meta

 

setembro 2019
S T Q Q S S D
« mar    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

3 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Programa contra a miséria inclui Bolsa Verde, com foco ambiental

Brasil sem Miséria foi lançado nesta quinta-feira (2) por Dilma Rousseff.
Famílias pobres que conservem florestas públicas podem receber ajuda.

A presidente Dilma Rousseff no lançamento do programa Brasil sem Miséria em Brasília. (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)

A presidente Dilma Rousseff no lançamento do programa Brasil sem Miséria em Brasília. (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)

Para estimular a proteção ao meio ambiente, o novo programa Brasil sem Miséria, lançado nesta quinta-feira (2) pela presidente Dilma Rousseff criará o Bolsa Verde, que prevê o pagamento de R$ 300 a cada trimestre para famílias pobres que promovam ações de conservação ambiental em florestas nacionais, reservas extrativistas e de desenvolvimento sustentável. O valor será transferido por meio do cartão do Bolsa Família.

Recentemente, o governo iniciou o levantamento do número de famílias que habitam as unidades de conservação federais para saber quantas delas estão em situação de extrema pobreza e poderão receber o Bolsa Verde. Como a identificação ainda não foi concluída e deve ser determinada uma forma de monitorar a conservação praticvada pelas famílias, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o benefício não deve começar a ser pago imediatamente.

Levantamento
Técnicos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável pela gestão das unidades de conservação federais, são responsáveis pelo censo que vai saber quais famílias podem receber a verba.

Em uma primeira fase, moradores das 310 unidades federais devem ser contemplados. Em uma segunda etapa, o benefício poderá abranger também reservas sob controle dos estados. “Queremos instituir um marco legal para atingir a população extremamente pobre. Seja aquela que está dentro das unidades ou nos arredores, além dos assentamentos de reforma agrária”, afirmou Roberto Vicentin, secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente.

Reforço
Segundo Paulo Maier, diretor de Unidades de Conservação do Instituto Chico Mendes, aproximadamente 60 mil famílias podem se beneficiar. Ainda segundo Maier, existe uma preocupação referente à fiscalização do pagamento.

“Está em debate as formas de verificações. Para saber se as famílias estão cumprindo com o objetivo do programa, poderemos utilizar sistemas de monitoramento via satélite, talvez até pelo desmatamento em tempo real da Amazônia Legal (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)”, afirmou Maier.

Realidade
Na reserva extrativista de Tapajós-Arapiuns, no Pará, cerca de 18 mil pessoas vivem no interior da floresta Amazônica e são responsáveis pela preservação de uma área aproximada de 6,5 mil km².

Em grande parte das comunidades só é possível chegar de barco, após 32 horas de viagem a partir da cidade mais próxima, Santarém. A maioria da população vive da agricultura, por meio da plantação de mandioca e fabricação de farinha, além da pesca e pequenos focos da extração de borracha e castanha.

De acordo com Rosinaldo Santos dos Anjos, 42 anos, presidente da associação de moradores, o total de farinha produzido é pouco (50 kg por família), sendo que grande parte é destinado ao consumo próprio.

“Com a venda não é possível levantar nem R$ 50 por mês. Isto incentiva a exploração ilegal da floresta, com a derrubada de árvores e venda clandestina de madeira”, disse. Ainda segundo Santos, o pagamento do benefício é uma forma de reconhecer o trabalho dos ‘guardiões’ da floresta. “É um apoio para nós”, afirmou.

Fonte: Do Globo Natureza, em São Paulo.


24 de maio de 2011 | nenhum comentário »

A necessidade urgente de mais investimentos em ciência, educação e saúde na Amazônia

Artigo do professor Claudio Guedes Salgado, da Universidade Federal do Pará, enviado pelo ao autor ao Jornal da Ciência Email.

Aqui estou eu em Oriximiná, Oeste do estado do Pará, no escritório da casa do meu amigo Domingos Wanderley Picanço Diniz, após a vista para o rio Trombetas desaparecer com o início da noite, com uma conexão lenta (não, eu não estou falando de 300K, estou falando lentidão tipo conexão discada, se é que vocês ainda lembram o que é isso), buscando inspiração para escrever um artigo sobre o que vi por aqui durante um trabalho de campo com hanseníase esta semana, quando recebi a edição 4261 do Jornal da Ciência, com duas matérias conflitantes, mas apropriadamente complementares.

 

A primeira com a ONU criticando o modelo de gestão das unidades de conservação do Brasil, dizendo que ficamos atrás de países mais pobres e menores nos quesitos funcionários e orçamentos por hectare, publicada no Correio Braziliense. Temos menos funcionários, e menos orçamento que outros países mais pobres!

 

A segunda, assinada pela assessoria de comunicação do Ministério da Ciência e Tecnologia, descrevendo as ações que estão sendo empreendidas para o combate ao desmatamento na Amazônia, que incluem satélites, avaliações, relatórios e reuniões semanais, além da instalação de um gabinete de crise e do deslocamento de mais agentes de fiscalização a locais com maior desmatamento, como foi o caso de 480 Km² desmatados no Mato Grosso durante os meses de março e abril, considerado atípico.

 

Como sou apenas médico, nascido, criado e vivido em Belém do Pará, não vou me ater a fazer considerações mais profundas sobre o assunto, pois seria inconseqüente de minha parte. Mas preciso dizer que 593 Km² de desmatamento na Amazônia em dois meses é muito! Nós, brasileiros, precisamos apenas de 20 meses para desmatar 5% do território de Portugal. Agora lembrei de uma propaganda do rúgbi no Brasil, dizendo que enquanto a Argentina está “estagnada”, a nossa situação melhora em um percentual enorme. Claro, o nosso pais vizinho tem a melhor seleção destas bandas do planeta, e não há como subir no ranking. Temos que começar a medir no positivo, desmatamos 593 Km², e não no negativo, dizendo que diminuiu alguns pontos percentuais em relação ao mesmo mês do ano passado, ou coisa que o valha, como se faz com a inflação ou com a bolsa de valores, que não são bens finitos, como é a Amazônia, pelo menos na atual situação. A noção de uma Amazônia sustentável ainda é apenas uma noção.

 

Mas voltemos a hanseníase. Contando com todo o apoio do município de Oriximiná, e do campus em transição da Universidade Federal do Pará (UFPA) para a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), coordenado pelo professor Domingos Diniz, que citei acima, voltamos a este município 18 meses após termos vindo aqui, eu e uma equipe de mais sete pesquisadores, por um projeto financiado pelo último edital de doenças negligenciadas do CNPq, quando visitamos escolas e casas de pacientes, coletando plasma para analisar a presença de anticorpos IgM anti-PGL-1, um glicolipídeo velho conhecido daqueles que trabalham com hanseníase, e que tem uma correlação com a baciloscopia do raspado dérmico, ou seja, quanto mais bacilos o sujeito tem, maior é a titulação desta IgM.

 

Para a nossa surpresa, encontramos 45% da população clinicamente saudável positiva para estes anticorpos, indicando uma disseminação maciça do bacilo na comunidade. Vejam que isto, a princípio não significa doença, e sim contato com o bacilo. Pois bem, voltamos agora ao município e fomos examinar estas pessoas. Como manda o manual, fizemos dois grupos, um de positivos e outro de negativos. Encontramos 26 (vinte e seis!) casos novos entre escolares e comunicantes de indivíduos positivos, e somente 4 (quatro) entre os negativos.

 

A Região Oeste do Pará sempre foi considerada de baixa endemicidade, com poucos casos. Por isso mesmo nós começamos o projeto por aqui. Chegamos no município com 2 (dois) casos multibacilares registrados no sistema de notificação (Sinam), e estamos saindo com 32, um aumento de 15x nos números oficiais. Custa-me acreditar que os municípios vizinhos, Amazônicos, fronteiriços ou não, tenham números diferentes. Na realidade, já temos números piores em outros municípios do Estado do Pará. Mesmo como uma estrutura razoável de saúde, faltam médicos e todos os outros profissionais de saúde, como nos outros municípios da Amazônia.

 

Temos um bom sistema de saúde na Amazônia? Temos boas faculdades e universidades no Brasil, formando profissionais capacitados para trabalhar na Amazônia? Dizem que para a quantidade de brasileiros que temos hoje, já formamos médicos em número suficiente… Que percentagem destes médicos recém-formados é estimulada a trabalhar na Amazônia? O país está penso, e cabe ao poder público balancear o sistema! Isso para não entrar no mérito da qualidade do serviço.

 

Não precisamos de um gabinete de crise, relatórios infindáveis e reuniões intermináveis para enxergar o óbvio. Os problemas são os mesmos, há séculos! Carlos Chagas e Oswaldo Cruz escreveram muito bem sobre esta situação. Temos que agir, com urgência, na floresta e no homem que vive por aqui.

 

Defendi em reunião do comitê Ciências Biológicas II da Capes no ano de 2010, entre outras medidas, bolsas perenes, de longa duração, associadas a fomento por 10 anos para aqueles que se disponham a trabalhar com ciência e educação na Amazônia.

 

Agindo desta forma, a fixação de mão de obra qualificada pode ser acelerada. Mesmo nossos alunos de Belém têm dificuldade para decidir em ir para o interior, e lá seguir carreira. Há muito receio do isolamento e da falta de fomento.

 

Nesse sentido, esta cidade nos ensina. Temos aqui mais de 300 bolsistas Pibic junior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa), funcionando em um sistema inédito de tutoria com os alunos do curso de biologia, que se reportam a professores que vêm de Belém, Santarém, Manaus ou outras cidades, pendurados em apenas – pasmem – dois professores efetivos, do quadro da instituição, em um programa conhecido como PAI – Programa de Ação Interdisciplinar. Aliás, este programa foi visto de perto pela professora Helena Nader, atual presidente da SBPC, quando aqui esteve na SBPC regional de 2008. A manutenção do programa, a formação de novas turmas de biólogos para um sistema que está precisando deles, a abertura de novas vagas docentes e o fortalecimento deste campus podem mudar o perfil deste município em menos de 10 anos, e servir como modelo para outros municípios desta vasta região brasileira.

 

Claudio Guedes Salgado é professor da Universidade Federal do Pará, coordenador do Laboratório de Dermato-Imunologia e do Programa de Pós-Graduação em Neurociências e Biologia Celular do Instituto de Ciências Biológicas da UFPA.

Fonte: Jornal da Ciência


20 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Suécia apoia economia verde no Brasil

Ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt, disse que a economia verde pode ser uma porta tanto para o mundo enfrentar a mudança do clima como para renovar a economia.

“Não acredito em congelar a sociedade nas crises”, disse o primeiro ministro da Suécia, o economista Fredrik Reinfeldt, a uma plateia de empresários brasileiros e suecos ontem, em São Paulo. “Quando o navio está afundando é melhor salvar os marinheiros, não o navio.” Ele acredita que a economia verde, com novas oportunidades de negócios e empregos, pode ser uma porta tanto para o mundo enfrentar a mudança do clima como para renovar a economia.

 

Na Suécia a sustentabilidade não é só discurso. Desde 1991 o país tem uma taxa para o uso de recursos naturais e para poluir. “Dar um preço para o recurso natural é a ferramenta mais eficiente para diminuir a pressão no ambiente e continuar a crescer”, disse. Reinfeldt deu números. O país destoa de seus pares europeus, mergulhados em crise financeira, e vem crescendo ano a ano ao mesmo tempo em que as emissões de CO² despencam. Já diminuíram 17% em relação aos níveis de 1990, enquanto o crescimento da economia bateu em 50%. “Reduzir o impacto ambiental não quer dizer comprometer o crescimento, e a Suécia mostra que isso é possível.”

 

Um grupo de empresários suecos ligados a transporte, infraestrutura, construção e inovação o acompanhava em evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). São Paulo, tradicionalmente, sempre foi a segunda maior cidade industrial da Suécia, mas é provável que já seja a primeira, consequência da ligação entre os dois países e do fato de que a produção industrial tende a deixar a Suécia. Mais de 200 empresas suecas estão no Brasil, algumas há mais de um século.

 

Tord Svedberg, presidente do Swedish Environmental Research Institute, disse que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é uma oportunidade para o Brasil investir em tecnologias limpas.

 

Johan Karlström, presidente e CEO da Skanska, empresa do setor da construção com 52 mil funcionários no mundo (5 mil no Brasil) lembrou que edifícios com maior eficiência energética, melhor utilização de água e reciclagem de material fazem economia e emitem menos gases-estufa. A empresa vem trabalhando em projetos verdes em aeroportos e hospitais.

Fonte: Valor Econômico


19 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Ganhadores do Nobel pedem ações urgentes a favor do planeta

Vinte ganhadores do prêmio Nobel se reuniram nesta quarta-feira (18), em um apelo aos dirigentes mundiais, para que atuem urgentemente pelo futuro do planeta, em recomendações feitas a um comitê especial da ONU.

No “memorando de Estocolmo”, que redigiram com especialistas em clima, os premiados concluem que a Terra entrou em uma nova era desde as atividades industriais, “o Antropoceno”, influenciada pelas ações humanas.

O informe “recomenda uma série de ações urgentes e de grande alcance para que os dirigentes e as sociedades sejam servidores mais ativos do planeta em benefício das gerações futuras”, segundo o texto do memorando.

Os vencedores do Nobel de Química, Mario Molina e Paul Crutzen, inventor do conceito de antropoceno; o premiado de Economia Amartya Sen, e a Nobel de Literatura Nadine Gordimer são alguns dos envolvidos no desenvolvimento do memorando.

O texto foi assinado na Academia de Ciências de Estocolmo, onde se atribui a maioria dos prêmios Nobel.

Ele então foi entregue à presidente finlandesa, Tarja Halonen, que co-dirige uma comissão da ONU sobre o desenvolvimento sustentável tendo em vista a reunião climática das Nações Unidas no Rio de Janeiro em 2012.

Além do objetivo de manter o aquecimento global abaixo de dois graus Celsius, o documento destaca que “o meio ambiente sustentável é uma pré-condição para a erradicação da pobreza, desenvolvimento econômico e justiça social”.

Uma das dificuldades dos acordos internacionais sobre o clima é a divergência de interesses entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. Estes últimos afirmam que o crescimento rápido não pode ser condenado pelos esforços ambientais.

O memorando defende também uma “revolução agrícola”, mais ecológica, para alimentar a população humana do planeta, que em breve chegará aos 9 bilhões.

Na terça-feira (17), os premiados do Nobel organizaram um processo da espécie humana, acusada de destruir o planeta.

Fonte: Portal iG


11 de maio de 2011 | nenhum comentário »

I Seminário Sobre Florestas Plantadas e Critérios Socioambientais

O evento foi realizado em Curitiba (PR) e contou com a presença de profissionais autônomos, estudantes, empresas e entidades que não participam ativamente deste Fórum, mas tem interesse em conhecer os princípios e critérios adotados para certificação florestal pelo Conselho Brasileiro de Manejo Florestal (FSC Brasil) e pelo Programa Brasileiro de Certificação Florestal (Cerflor), entre outros assuntos apresentados.

Participantes do seminário. Foto: Edilaine Dick

Participantes do seminário. Foto: Edilaine Dick

Durante o dia 05 de maio de 2011, representantes das empresas florestais e ONGs, que compões o Fórum Florestal Paraná e Santa Catarina, participaram do “I Seminário Sobre Florestas Plantadas e Critérios Socioambientais”, com o objetivo discutir os critérios socioambientais envolvidos nos processos de Certificação Florestal com ênfase nas “Relações Comunitárias e Direito dos Trabalhadores”.

 

Esses critérios foram apresentados por Fabíola Zerbini – Secretária Executiva do FSC e Maria Teresa Rezende – Secretária Executiva do Inmetro/Cerflor.

Durante o seminário foram apresentados exemplos de projetos que estão em andamento e envolvem o setor, e que tem como principais beneficiários as comunidades direta ou indiretamente envolvidas nos processos de produção. Entre as apresentações foram relatadas as ações socioambientais realizadas pela Rigesa; o programa “Semear –Responsabilidade Socioambiental”, desenvolvido pela Arauco e os mecanismos de comunicação, desenvolvidos pela Klabin que facilitam a comunicação com as comunidades e com a sociedade civil em geral.

Gisele Bolzani, Coordenadora de Gestão Socioambiental, da empresa Poyry silviconsult, através da palestra “Gestão social no contexto da sustentabilidade”, apresentou os principais caminhos que a empresa deve seguir para a gestão social, e que ações nesse sentido, devem ser planejadas, executadas, monitoradas e avaliadas constantemente.

Através dos debates e aproximação entre os participantes, foi possível levantar demandas externas relacionadas a questões sociais que deverão ser trabalhadas nos próximos meses, pelo GT Socioambiental, constituído no âmbito do Fórum Florestal PR e SC.

Fonte: www.dialogoflorestal.org.br


11 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Setor florestal congela R$ 37 bi

A limitação à compra de terras por estrangeiros no país, em vigor desde agosto do ano passado, já afeta os negócios na área florestal. Empresas e fundos congelaram investimentos equivalentes a R$ 37 bilhões entre compra de terras e projetos industriais, segundo dados da Associação Brasileira de Pro­dutores de Florestas Plantadas (Abraf). A decisão atinge empreendimentos de novas fábricas de celulose, papel e painéis de madeira, que gerariam cerca de 40 mil empregos em todo o país. O volume de investimentos perdidos equivale a quase cinco vezes o tamanho da economia de uma cidade como Londrina.

Somente no Paraná foram suspensos neste ano quase R$ 1 bilhão em recursos do setor florestal – R$ 700 milhões na compra de áreas e R$ 250 milhões em projetos industriais –, calcula Marcio Funchal, sócio da consultoria Consufor, especializada no setor. Negócios envolvendo pelo menos 80 mil hectares de terras, que representariam um aumento de cerca de 10% na área atual no estado, foram suspensos, de acordo com estimativas de alguns fundos que atuam no mercado.

Investimentos que seriam realizados no Brasil estão migrando para Uruguai, Chile e Paraguai e sendo direcionados para países da África, como Sudão, Angola e Moçambique, segundo Joésio Siqueira, vice-presidente da STCP Consultoria, Engenharia e Gerenciamento de Projetos.

A mudança não é retroativa, mas terá impacto nos investimentos futuros. Em média, o plantio florestal começa entre cinco e sete anos antes do início da produção da fábrica. “O Brasil corre o risco de ficar de fora de toda uma geração de projetos na próxima década”, afirma Siqueira. Somente a STCP, que faz assessoria a projetos no setor, contabiliza cancelamento US$ 3,6 bilhões em investimentos – dois projetos na área de celulose e um na agrícola – no Mato Grosso do Sul.

Se forem considerados os projetos adiados na área agrícola – emsegmentos como cana de açúcar, soja, algodão e palma –, o volume de recursos que deixará de ser aplicados pode alcançar R$ 70 bilhões, segundo Siqueira.

A restrição, em vigor há oito meses, teve origem em um parecer daAdvocacia-Geral da União (AGU), que foi aprovado pelo então presidente Lula em agosto do no passado. Ele proíbe o capital estrangeiro de adquirir imóveis rurais com área de 250 a 5 mil hectares.

Todos juntos

Para o secretário executivo da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), César Augusto dos Reis, o problema da medida é que ela colocou em uma mesma situação investidores com característica distintas. “Entendemos a preocupação do governo com a soberania nacional e com a necessidade de proteger as propriedades brasileiras. Mas é preciso distinguir o que é capital especulativo e o que é investimento produtivo estrangeiro”, afirma. A entidade tem se reunindo com representantes do governo para tentar reverter ou flexibilizar a determinação da AGU.

De acordo com Reis, as empresas nacionais não têm poupança interna suficiente para fazer frente à demanda de investimentos do setor. O Brasil vai precisar ampliar a área plantada em pelo menos 1,5 milhão de hectares – hoje são 6,3 milhões de hectares – em quatro anos para fazer frente à necessidade de matéria-prima para a fabricação de celulose, painéis de madeira e papel, dentre outros. O setor de base florestal fatura R$ 46,6 bilhões por ano e emprega 535 mil pessoas.

Importação

O Paraná, por exemplo, já tem tido que importar madeira, especialmente a mais fina, de outros estados, principalmente de Santa Catarina. O déficit no abastecimento hoje está em 5 milhões de metros cúbicos, segundo Carlos Mendes, diretor da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre).

As florestas do estado produzem 30 milhões de metros cúbicos por ano, para um consumo superior de madeira industrial e lenha de 34,8 milhões de metros cúbicos por ano. Estima-se que o Paraná terá que aumentar sua área de 853 mil hectares para 1,65 milhão de hectares para atender a demanda crescente. “Precisaríamos de um aumento de área de 20% ao ano, mas ela tem avançado em média em 8%”, diz Mendes.

Entenda o caso

Veja o que mudou no país em relação à compra de terras por estrangeiros:

O parecer

Um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), de agosto do ano passado, limitou a compra de terras por estrangeiros e empresas brasileiras controladas por estrangeiros. O documento estabelece que essas empresas não poderão adquirir imóvel rural que tenha mais de 50 módulos de exploração indefinida (entre 250 e 5 mil hectares), conforme a região.

Tamanho da terra

A soma das áreas rurais pertencentes a empresas estrangeiras ou controladas por estrangeiros não poderá ultrapassar 25% da superfície do município. Uma mesma nacionalidade está limitada a 10% da área do município. O parecer não tem efeito retroativo.

Reforço

Em março deste ano, um novo aviso da AGU fechou ainda mais o cerco ao capital externo e reforçou a proibição a fusões e aquisições por estrangeiros de empresas brasileiras que detenham imóveis rurais no país. Segundo a AGU, algumas empresas encontravam nessas operações uma forma de burlar a legislação.

Fonte: Jornal Gazeta do Povo


8 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Governo volta a discutir Código Florestal na próxima semana

O governo vai voltar a discutir na próxima quinta-feira (14) a reforma do Código Florestal Brasileiro. A informação foi dada pelo ministro Wagner Rossi (Agricultura).

O tema foi discutido na quarta-feira (5) em uma reunião no Palácio do Planalto, que teve a presença de Wagner Rossi, Antonio Palocci (Casa Civil), Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário). Segundo Rossi, o balanço da reunião foi positivo.

“Houve um avanço muito grande. Acho que estamos muito próximos de um consenso possível. Claro que algumas questões pontuais terão de ir a voto. Cabe ao Congresso Nacional decidi-las”, explicou.

Perguntado se Palocci concorda com a votação do Código já na próxima semana, o ministro disse que isso não entrou em discussão. “Foi marcada uma nova reunião sobre pontos que foram levantados e para as quais cada um de nós vai buscar novos argumentos e informações. Isso para que possamos fechar os últimos pontos sobre os quais ainda há alguma divergência”, disse.

Protesto - Na manhã de quinta-feira (7) ocorreu em Brasília um protesto com cerca de 30 organizações para pedir mudanças na proposta de Código Florestal em tramitação no Congresso. Um abaixo-assinado com mais de 100 mil assinaturas, segundo as organizações, foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS).

Os grupos defendem propostas como tratamento diferenciado para a agricultura familiar, fim da anistia para desmatamentos feitos em áreas de preservação permanente até 2008 e redução no uso de agrotóxicos.

buy the film jaws

Na terça-feira, a CNA (Confederação Nacional da Agricultura) reuniu produtores rurais em Brasília para pedir a aprovação da proposta já apresentada pelo deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP).

Fonte: Ana Carolina Oliveira/ Folha.com


24 de março de 2011 | nenhum comentário »

Por acordo entre ambientalistas e ruralistas

Ambientalistas e ruralistas precisam ceder para atingir um objetivo comum quanto à mudança do Código Florestal; a disputa é prejudicial ao País, diz José Antônio Aleixo da Silva* em artigo na Folha de São Paulo de hoje (23).
A Academia Brasileira de Ciência (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) foram convidadas a participar das discussões sobre o Código Florestal e seu substitutivo, com a alegação de que o primeiro Código, de 1934, e o segundo, de 1965, eram isentos de conhecimentos científicos.
A ABC e a SBPC formaram um grupo de trabalho para estudar o assunto com profundidade. A alegação da falta de ciência nas duas versões do Código Florestal é improcedente. Tais códigos foram elaborados por cientistas e legisladores ligados ao assunto.

A partir de 1965, mudanças significativas aconteceram, a agricultura tropical se expandiu em termos territoriais e teve um incremento fantástico na produtividade, gerando, em alguns casos, a degradação ambiental. A população do País passou de 83 milhões, em 1965, para 190,7 milhões, em 2010, resultando em ocupações urbanas em áreas impróprias à moradia.

A ciência e a tecnologia avançaram e novos conhecimentos e ferramentas tecnológicas estão à disposição de todos. Tudo isso gera a necessidade de adequar o Código Florestal à realidade atual. Visando resolver problemas do setor agrícola, surgiu o substitutivo proposto pelo deputado Aldo Rebelo.

Para os ambientalistas, tal substitutivo aumentará significativamente a degradação ambiental, gerando consequências desastrosas aos setores rural e urbano.

O grupo de trabalho formado pela ABC/SBPC iniciou os trabalhos em julho de 2010, contando com profissionais de diversas instituições e universidades. Vários convidados participaram de algumas de suas reuniões, destacando-se entre eles os deputados Aldo Rebelo (PC do B) e Ivan Valente (PSOL).

Um sumário executivo dos trabalhos foi apresentado no dia 22/2, em Brasília, em um encontro de deputados ambientalistas, mas que contou com a presença de deputados ruralistas. A expectativa de alguns de que seria um documento defendendo puramente a questão ambiental, por se tratar de um evento organizado pela bancada ambientalista, foi desfeita.

Seria um grande erro a ABC e a SBPC tomarem partido por uma causa sem fundamentação científica. O sumário está disponível no sitehttp://www.sbpcnet.org.br.

O documento completo, que deve ser publicado em breve, não é a solução final para a construção de um Código Florestal ou Ambiental, mas nele, à luz da ciência e da tecnologia disponíveis atualmente, há indicações de que se precisa de mais tempo para a elaboração de um código que preserve e conserve o meio ambiente sem prejudicar a produção de alimentos. Votar o substitutivo agora é precipitado.

Um acordo com bases científicas e tecnológicas entre ambientalistas e ruralistas é perfeitamente possível. Ambos precisam ceder para atingir um objetivo comum. Uma disputa entre os setores é prejudicial ao Brasil.

A ABC e a SBPC deixam claro que não pretendem legislar, pois isso é atribuição do Congresso, mas estão dispostas a continuar fornecendo informações científicas e tecnológicas para a construção de um Código Florestal/Ambiental brasileiro atualizado, em parceria com ambientalistas e ruralistas.

* José Antônio Aleixo da Silva, doutor em biometria e manejo florestal, professor do Departamento de Ciência Florestal da Ufrpe (Universidade Federal Rural de Pernambuco), é secretário da SBPC e coordenador do grupo de trabalho da ABC/SBPC.

(Folha de São Paulo)


17 de março de 2011 | nenhum comentário »

MMA e supermercados ampliam campanha Saco é um Saco

A indústria brasileira deixou de produzir 5 bilhões de sacolas plásticas entre 2009 e 2010, desde o início da campanha Saco é um Saco, do Ministério do Meio Ambiente em parceria com instituições como a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Nesta terça-feira (15), Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, o MMA lançou, em São Paulo (SP), três cartilhas para orientar gestores, consumidores, instituições públicas e empresas privadas a atingirem metas de redução no uso de sacolas.

“Podemos celebrar esse dia emblemático. O Governo faz a campanha, mas sem a parceria com a Abras não chegaríamos a resultados tão significativos”, disse a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA, Samyra Crespo, que representou a ministra Izabella Teixeira no evento realizado na sede da associação, na capital paulista. Para Samyra, o encontro foi “uma convocação para a adesão de outras empresas” ao movimento nacional. Ela ainda lembrou que a aliança entre o MMA e Abras é um exemplo da responsabilidade compartilhada prevista pela Política Nacional dos Resíduos Sólidos e pelo Plano Nacional de Produção e Consumo.

Harmonia – A combinação harmônica entre consumo e meio ambiente foi o principal enfoque do evento. O presidente da Abras, Sussumo Honda, comentou a importância do consumidor no avanço progressivo dos resultados da campanha: “Hoje vendemos muito mais, e ao mesmo tempo conseguimos reduzir em quase 22% o uso de sacolas, se comparados os índices de 2007 e 2010?. Ele mostrou estudos que indicam que em 2007 foram usadas 17,9 milhões de sacolas e, em 2010, o número chegou a 14 milhões.

A meta do pacto setorial firmado em dezembro com o MMA é ampliar os percentuais de redução em 30%, até 2013, e 40% até 2015, com referência ao uso em 2010. Honda enfatizou que as projeções têm caráter sustentável, com apoio da indústria de embalagens, e que compete à sociedade a discussão sobre o melhor material a ser usado futuramente. Ele citou a cidade de Xanxerê (SC), com 44 mil habitantes, como exemplo de cidade que conseguiu banir as sacolas plásticas, substituindo-as por retornáveis – “com adesão voluntária de 93% da população”.

Objetivos - Além das metas gerais da campanha, algumas redes de supermercados estabeleceram objetivos próprios, como o Walmart, que pretende reduzir em 50% o uso das sacolas, até 2013, e o Carrefour, que deseja bani-las de suas lojas até 2014. O pacto setorial com a Abras é uma iniciativa que segue as diretrizes da proposta do Plano de Ação para a Produção e o Consumo Sustentáveis (PPCS) do MMA, que esteve sob consulta pública até o final de 2010.

Riscos – As sacolas plásticas causam grandes impactos no meio ambiente, poluindo mares, rios e se acumulando nas cidades e na natureza. Uns dos mais graves danos são causados aos animais que habitam os oceanos: eles as ingerem, confundido-as com algas. Assim, acabam sufocados ou deixam de se alimentar devido à sensação de estômago cheio que o material causa.

Um estudo realizado pelo Projeto Tamar mostra que é crescente o percentual do material em mortes de tartarugas. Nos meses de janeiro a agosto de 2009, entre 192 tartarugas mortas coletadas no litoral dos estados do Ceará, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, São Paulo e Santa Catarina, 80 tinham sido vítimas da ingestão de objetos descartados que chegaram ao ambiente marinho. Em 2008, de 266 necropsiadas, o lixo foi encontrado no organismo de 65. E, em 2007, de 156 analisadas, 60 tinham lixo no aparelho digestivo. E o mais evidente era o plástico.

Cartilhas - As cartilhas lançadas pelo MMA na sede da Abras nesta manhã foram editadas a partir do sucesso da experiência da campanha Saco é um Saco e de outras iniciativas surgidas no País para a solução do problema. Cada uma tem três volumes, destinados a públicos específicos: gestores municipais, instituições públicas e privadas e consumidores.

O primeiro volume traz orientações para municípios; são apresentadas ideias, sugestões e ferramentas úteis que possibilitam a municipalização da campanha Saco é um Saco, estimulando gestores públicos municipais a tornarem-se os catalisadores desse processo. São orientações sobre a importância de estabelecer parcerias relevantes, de envolver os segmentos afins, como cooperativas de catadores e associações de consumidores, e do uso de diferentes mídias para favorecer a divulgação da campanha municipal.

No segundo volume, há orientações para instituições públicas ou privadas, apresentamos a experiência da campanha em promover articulações entre os setores envolvidos, de maneira a viabilizar sua realização.

No terceiro volume, são expostas orientações para consumidores. A intenção é mostrar ao cidadão-consumidor que está em suas mãos o poder de mudar a atual realidade e, de fato, reduzir a quantidade de sacolas plásticas circulando em seu município, no Brasil e no mundo. A cartilha oferece dicas para facilitar a mudança de hábitos do consumidor, apresentando alternativas para o acondicionamento de compras e de lixo. Também propõe formas de envolver a família e a comunidade neste movimento.

Em todas as cartilhas são encontrados exemplos de experiências internacionais e nacionais, assim como fatos e impactos ambientais que justificam a ação do Governo e da sociedade para reduzir a quantidade de sacolas plásticas consumidas no Brasil.

As cartilhas contam com o apoio da Abras e da Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (ANAMMA). A primeira tiragem é de 15 mil exemplares, sendo cinco mil de cada volume. 150 kits com as três cartilhas foram distribuídas no evento de lançamento. As demais serão divididas entre as três entidades para distribuição.

No MMA, as cartilhas serão distribuídas pela Coordenação de Consumo Sustentável com apoio do CID Ambiental, podendo ser solicitadas pelo e-mail: consumosustentável@mma.gov.br.

As cartilhas também estarão disponíveis em meio eletrônico (PDF) nos sites das entidades e no blog da campanha Saco é um Saco (www.sacoeumsaco.com.br/blog). Outros apoiadores da campanha poderão disponibilizar o download.

Fonte: Cristina Ávila/ MMA


17 de março de 2011 | nenhum comentário »

Evolva lança programas Home e Office Carbon

Incubadora da PUC do Rio Grande Sul promove lançamento de software de medição individual de emissão de carbono.

A Evolva Projetos, empresa instalada na Incubadora Raiar da PUCRS, lança hoje (15), os programas Home e Office Carbon (HOC) – softwares de medição individual de emissão de carbono. O evento será realizado às 14h30min em Porto Alegre.

 

Na oportunidade, será realizada mesa-redonda para discutir o tema “Aquecimento Global: uma proposta para a mudança de comportamento nos lares e nas empresas”, com a participação do diretor-presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Carlos Fernando Niedersberg; da diretora do Instituto do Meio Ambiente da PUCRS (IMA), professora Betina Blochtein; do gerente de Segurança e Meio Ambiente da Refinaria Alberto Pasquilini (Refap), Antonio Ricardo Lanfredi; do engenheiro de meio ambiente da Unidade de Petroquímicos Básicos da Braskem, Mauro Machado Júnior; e de Rodrigo Lagreca, diretor da Evolva e idealizador do HOC.

 

fast five movie download

Durante o evento, os participantes poderão testar os softwares em computadores distribuídos no local. O encontro é destinado à imprensa especializada, empresários, representantes do setor público e interessados no tema.

 

Outra atração do evento será a exposição de fotografias da Bom Olhado Fine Art Photography. A empresa, que também é incubada na Raiar da PUCRS, baseia seu trabalho em conceitos das finas artes e da sustentabilidade ambiental, utilizando materiais duráveis e ecologicamente responsáveis.

 

HOC – Home e Office Carbon

O programa desenvolvido pela Evolva calcula as emissões de carbono de cada indivíduo, considerando aspectos culturais, sociais e físicos. Além de informar quanto de carbono cada pessoa consome nas diferentes atividades diárias, o programa traz dicas práticas para redução de emissão do gás. “As sugestões de alteração de comportamento respeitam o ritmo de vida de cada indivíduo para que ele consiga promover suas próprias mudanças”, explica Lagreca.

 

O HOC tem o objetivo de instrumentalizar as pessoas em seus lares e locais de trabalho sobre como construir, de forma sustentável e autônoma, um novo padrão de comportamento reduzindo o impacto no meio ambiente e, consequentemente, as emissões de CO2 no planeta. “Os programas podem conscientizar o indivíduo sobre a sua parcela de responsabilidade nos problemas e nas soluções quanto ao aquecimento global, já que não são apenas os governos que devem agir”, considera o empresário. Além dos softwares, a Evolva também presta consultorias e treinamentos para estimular a ação.

 

O Home Carbon será de uso livre e gratuito e esta oferta é feita por meio de parcerias com empresas. Para essa categoria há expectativas de um aplicativo para smartphones. O Office Carbon será comercializado diretamente às empresas. A versão prevê customizações a fim de adequar a proposta do aplicativo à necessidade de sensibilização detectada na organização.

 

Para auxiliar na criação e aprimoramento dos softwares, a Evolva realiza pesquisa para diagnosticar o comportamento nas empresas. Um resultado parcial da consulta será divulgado durante o evento. O questionário permanecerá ativo para que a Evolva possa constantemente realizar melhorias nos softwares. Para participar da pesquisa, acesse o link:

http://spreadsheets.google.com/a/jornaldaciencia.org.br/viewform?formkey=dFRrUVlfNnVLa2RsVHF6YnZ5cXd0MXc6MQ.

(Ascom da PUCRS)


Próxima página »« Página anterior