2 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Produtos naturais ganham mercado e substituem fertilizantes e agrotóxicos

Embrapa vai lançar orgânicos e espera ganhar 20% do mercado.
Outra tecnologia nacional troca agrotóxicos por vespas e conquista produtor.

Em abril, Embrapa vai lançar dois fertilizantes orgânicos produzidos a partir de resíduos poluentes. (Foto: Divulgação / Embrapa / Vinicius Benites)

Em abril, a Embrapa vai lançar dois fertilizantes orgânicos produzidos a partir de poluentes (Foto: Divulgação/Embrapa/Vinicius Benites)

Quarto maior consumidor de fertilizantes e um dos líderes mundiais no uso de agrotóxicos, o Brasil começa a expandir duas novas tecnologias naturais para aumentar a fertilidade dos solos e combater pragas. Resultado de pesquisas nacionais, os fertilizantes orgânicos da Embrapa e o controle de pragas com uso de vespas e ácaros, da empresa brasileira BUG, são opções sustentáveis que garantem a produtividade e saúde da lavoura.

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A primeira novidade será lançada pelaEmbrapa no início de abril e deve estar disponível no mercado em breve. A partir de resíduos agroindustriais poluentes, como fezes de porco, a empresa desenvolveu dois tipos de fertilizantes orgânicos, tão eficientes quanto os tradicionais segundo a Embrapa. Por reaproveitar os resíduos, a tecnologia é considerada um tipo de reciclagem.

Um dos fertilizantes já tem nome. É o “agroporco”. O outro, ainda sem nome oficial, é produzido a partir de um resíduo da produção de frango de corte, chamado cama de aviário. A eles são misturados minerais, que ajudam na penetração dos nutrientes no solo.

Mercado
A nova tecnologia pode transformar o mercado brasileiro de fertilizantes. A expectativa é que em 20 anos ela abasteça até 20% da necessidade nacional e diminua a dependência internacional – hoje, 75% dos fertilizantes consumidos no Brasil são importados, segundo a Embrapa Solos.

Além disso, esta pode ser uma importante tecnologia para tratar os resíduos agroindustriais, que podem contaminar o meio ambiente e são produzidos em alta quantidade no Brasil – que possui um dos maiores rebanhos mundiais e é um grande criador de frango de corte.

“Importamos muito fertilizante e temos muito resíduo animal no Brasil, que é um passivo ambiental. A tecnologia resolve os dois problemas. Estamos falando de [abastecer] 20% da demanda nacional de fertilizante. É algo fantástico”, afirma José Carlos Polidoro, pesquisador da Embrapa Solos.

Segundo Polidoro, os fertilizantes organominerais podem ser mais eficientes que os tradicionais e são mais adequados à região tropical, já que liberam mais rapidamente os nutrientes. Além disso, eles têm “menor potencial de provocar problemas ambientais”, ou seja, de contaminar águas e solos.

Os fertilizantes orgânicos foram testados centro tecnológico da Comigo, parceiro da Embrapa, em no Rio Verde (GO). (Foto: Divulgação / Embrapa / Vinicius Benites)

Os fertilizantes orgânicos foram testados no centro tecnológico da Comigo, parceiro da Embrapa, em Rio Verde (GO) (Foto: Divulgação/Embrapa/Vinicius Benites)

Vespas e ácaros
Outra opção natural e eficiente para a agricultura é o controle biológico de pragas, que está conquistando produtores, pequenos e grandes, e ganhando reconhecimento no mercado. O destaque nacional é a empresa BUG, sediada em Piracicaba (SP), que entrou na lista das 50 empresas mais inovadoras do mundo em 2012, da revista americana de empreendedorismo “Fast Company”.

Dividindo a lista com gigantes como Google, Facebook e Amazon e desbancando grandes empresas nacionais como Petrobras e Embraer, a BUG nasceu nos laboratórios de duas importantes universidades brasileiras: a Unesp e a USP. Os sócios da empresa fizeram faculdade juntos e depois voltaram a se encontrar no mestrado. Em seguida, eles desenvolveram uma forma de aplicar as pesquisas acadêmicas em larga escala.

“Na universidade, já havia sido desenvolvido um sistema de produção [de controle biológico de pragas] em pequena escala, com o qual nós também colaboramos. Nós pegamos este sistema e desenvolvemos tecnologia para aplicá-lo em massa. Hoje temos biofábricas, produzimos organismos e levamos isto para o campo”, conta Marcelo Poletti, um dos sócios da BUG.

O princípio do controle biológico aplicado é combater pragas com insetos parasitas. Na BUG, são produzidas vespas do gênero Trichogramma. Elas atacam ovos de mariposas e borboletas e combatem a lagarta, grande inimiga de importantes lavouras, como cana e soja. Além disso, a BUG produz ácaros que combatem inimigos de plantações de hortifrutis e flores.

Os inimigos naturais substituem os agrotóxicos, que podem contaminar os alimentos, o meio ambiente e a saúde de quem faz a aplicação. Além de ecológica, a alternativa chega a ser mais eficiente que os químicos, cujo uso contínuo pode fazer as pragas ficarem resistentes. “A resistência da praga ao inseticida acaba prejudicando muito a aplicação [de agrotóxico]. Já com o controle biológico isso não acontece. A praga não fica resistente ao predador, à vespinha ou ao ácaro”, explica Poletti.

Na aplicação, cartelas de ovos de vespas são colocadas na plantação. Quando elas nascem, o controle de pragas ocorre naturalmente. Os produtos são registrados no Ministério da Agricultura, na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e no Ibama. Ao contrário dos agrotóxicos, as embalagens não contêm o símbolo da caveira.

Marcelo Poletti, agrônomo e um dos diretores da diretor da BUG, em laboratório na unidade de Charqueada. (Foto: Divulgação / BUG)

Marcelo Poletti, agrônomo e um dos diretores da BUG, em laboratório na unidade de Charqueada (Foto: Divulgação/BUG)

Embrapa
“Vamos oferecer dois produtos específicos e tivemos que fechar uma fórmula. Mas existe uma variedade muito grande de fórmulas possíveis para fertilizantes organominerais”, conta Vinicius Benites, também pesquisador da Embrapa Solos. Por isso, existe a possibilidade de oferecer novas linhas no mercado.

A partir do lançamento oficial dos produtos, a ideia da Embrapa é estimular a criação de unidades de produção em pequena e média escala em todo o Brasil. “Nosso interesse é estimular a indústria. Aí sim, esse tipo de fertilizante poderá abastecer no futuro até 20% da demanda nacional”, explica Polidoro.

A tecnologia, desenvolvida pela Embrapa há 5 anos, foi finalizada em 2011. Mas ela só começa a ser transferida em 2012 devido ao tempo necessário para registrar patentes. “Agora a tecnologia está pronta para ser transferida. Sabemos que ela é viável e temos estimativas de custos de produção”, comenta Vinicius Benites. Uma fábrica para produzir 30 mil toneladas de fertilizante organomineral, por exemplo, teria um custo de instalação de cerca de R$ 4 milhões.

Além da produção comercial, a tecnologia pode ser usada para resolver problemas ambientais. É o caso da hidrelétrica de Itaipu, que está preocupada com a segurança da qualidade da água do reservatório devido a uma possível contaminação por resíduos da suinocultura, forte na região. Juntas, Embrapa e Itaipu estão desenhando um projeto para produzir fertilizantes organominerais e eliminar os resíduos.

 O controle natural de pragas é feito com insetos parasitas. Na imagem, a vespa flavipes parasita a broca-da-cana. (Foto: Divulgação / BUG / Heraldo Negri)

O controle natural de pragas é feito com insetos parasitas. Na imagem, a vespa flavipes parasita a broca-da-cana (Foto: Divulgação/BUG/Heraldo Negri)

BUG
Já a aplicação do controle biológico de pragas já é uma realidade. As vespas da BUG, por exemplo, atendem mais de 500 mil hectares de plantações de cana no Brasil, principalmente em São Paulo, Mato Grosso e Goiás. Os ácaros estão presentes em outros mil hectares de hortifruti.

Além da BUG, outras empresas exploram o controle biológico e planejam aumentar sua participação no lucrativo mercado de combate a pragas agrícolas. A Associação Brasileira de Controle Biológico já conta com mais de 19 empresas, que também trabalham com fungos e bactérias.

“No Brasil, o controle biológico representa apenas 1% do valor da receita obtida com a venda de agrotóxicos. O que nós estimamos, sendo muito otimistas, é que em 5 anos vamos chegar em 8%. Hoje já temos grandes multinacionais investindo no setor, o que vai ajudar a aumentar esse número”, afirma Poletti.

Uma barreira para a expansão do controle biológico é a resistência dos agricultores, que está diminuindo. “Nós apresentávamos o produto para o agricultor e ele dizia: ‘eu já tenho problemas com inseto, você quer trazer mais inseto?’”, conta o sócio da BUG. “Eles achavam que as vespas e os ácaros iam causar danos à cultura. Muitas pessoas nunca imaginaram que os insetos poderiam ser usados com essa função e estão descobrindo isto agora.”

O agricultor Adalberto Granghelli, que planta tomate em Jaquariúna (SP), é um deles. “Eu comecei [a usar as vespas] meio incrédulo. Comecei fazendo testes em pequenas áreas e hoje uso em toda a plantação, substituindo algumas aplicações de agrotóxico. Meus funcionários também não acreditavam e hoje reclamam quando eu não compro os ovos”, comenta ele, satisfeito com a nova tecnologia.

O custo para o produtor é, segundo a BUG, menor que o da aplicação de agrotóxicos. “Inicialmente, quando é feita a transição do convencional para o biológico, o custo é o mesmo. Mas, quando se considera todo o ciclo da cultura há uma economia de 30 a 40%”, diz Poletti. Uma alternativa que, além de ecológica, pode ser mais eficiente e mais econômica.

Fonte: Amanda Rossi, Globo Natureza


6 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Com uso de gaviões, Noronha espera reduzir população de garça vaqueira

Apesar de migratória, ave chegou há 20 anos e não deixou o arquipélago.
Garças representam risco para a aviação e para alguns animais nativos.

Garça ataca lagartixa do tipo mabuia, nativa de Fernando de Noronha (Foto: Divulgação / Administração da Ilha)

Garça ataca lagartixa do tipo mabuia, que só existe em Noronha (Foto: Divulgação / Administração)

Fernando de Noronha deu início a mais uma tentativa para controlar a população de garças no arquipélago. A administração do distrito fez parceria com uma empresa do Rio Grande do Sul e levou pra Noronha três gaviões, que estão fazendo a captura das garças vaqueiras (Bubulcus ibis), aves que se estabeleceram no arquipélago e são responsáveis por uma série de problemas. Entre outros transtornos, elas representam um risco a aviação, porque chocam-se contra as aeronaves, com frequência, podendo até causar acidentes graves.

Além do risco para os aviões que pousam e decolam na ilha, as garças também representam um desequilíbrio ecológico. Segundo a bióloga Lourdes Alves, pesquisadora do meio ambiente de Noronha há mais de 20 anos, as garças estão expulsando as aves nativas dos locais de procriação e matando os filhotes. Eles também se alimentam de mabuias, lagartixas endêmicas que só existem no arquipélago.”O ideal é que as garças sejam eliminadas por completo. Elas são malvadas e têm um alto poder de reprodução quando sentem que a espécie está ameaçada”, avalia a bióloga.

Os gaviões são treinados para a atividade e fazem o chamado “controle ecológico”. Eles são levados para áreas onde as graças se concentram – a pista do aeroporto e a usina de lixo são os principais locais de ação. Extremamente ágeis, eles fazem o ataque seguindo a ordem do adestrador, que ficam numa viatura, em média a 50 metros da presa. Dado o sinal, imobilizam a garça e só não a matam de imediato porque as garras estão protegidas por miçangas. “As miçangas foram colocadas para evitar o sofrimento da vítima. Depois de capturada, aplicamos um anestésico e, em seguida, fazemos a eutanásia. As garças são mortas sem dor, conforme protocolo firmado com o Conselho Federal de Medicina Veterinária”, explica Carlos Diógenes, veterinário do distrito que está coordenando o trabalho.

As garças vaqueiras são migratórias, vieram da África para uma temporada na ilha e ficaram. Isso aconteceu há quase 20 anos e, de lá para cá, a população dessas aves só fez crescer. Por conta do perigo aviário, o Ministério Público Federal determinou a eutanásia em 2007. Várias reuniões foram realizadas com órgãos ambientais e o trabalho de captura com armadilhas foi executando durante três anos, quando cerca de 580 aves da espécie foram eliminadas. Segundo estimativas dos pesquisadores em Noronha, ainda existem aproximadamente 800 garças na ilha. O controle tem sido acompanhado de perto pelo Instituto Chico Mendes: o diretor do Parque Nacional Marinho, Ricardo Araújo, tem participado das ações de captura realizadas com os gaviões.

Em Noronha, são utilizadas três gaviões fêmeas, animais com maior porte do que os machos. Rápidas, elas seguem à risca as determinações dos treinadores. Depois da captura de cada garça, recebem como prêmio carne de codorna. Os gaviões têm visão privilegiada, enxergam com acuidade oito vezes maior que o ser humano.

Gaviões usados para capturar garças em Fernando de Noronha (Foto: Beatriz Castro / TV Globo)

Com seus adestradores, Lina (E), Helô e Taka são os gaviões fêmeas usados para capturar garças em Fernando de Noronha (Foto: Beatriz Castro / TV Globo)

Entre a captura com gaviões e com armadilhas, na primeira fase do trabalho, concluída neste mês de fevereiro, foram eliminadas 168 garças, incineradas após a eutanásia. O objetivo é reduzir em 80% a população das garças vaqueiras .”Estamos muito satisfeitos com o resultado desta primeira fase. Para reforçar a ação, na próxima etapa vamos implementar o ‘tapete de laços’”, informou Fernando Magalhães, representante da Vigilância Ambiental da ilha que participa do trabalho. O tapete de laços a que ele se refere é a armadilha terrestre que prende as patas da garça quando ela pisa.

A atividade será feita por dez dias todo o mês, até o final do ano. Os gaviões são transportados do Rio Grande do Sul para Fernando de Noronha acompanhados pelos adestradores. A empresa que executa o trabalho é Haybusa, e o custo da operação é apenas a viagem e manutenção da equipe em Noronha. Para a empresa gaúcha, a atividade está sendo realizada como uma ação ambiental.

Gaviões usados para capturar garças em Fernando de Noronha (Foto: Ana Clara Marinho / TV Globo)

Gaviões farão missões mensais, de 10 dias cada, até o final deste ano (Foto: Ana Clara Marinho / TV Globo)

Fonte: Ana Clara Marinho, Globo Nordeste


3 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Emirados Árabes usam falcões para espantar pombos de cidades

Criado há séculos pelos beduínos, animal é um dos símbolos do país árabe.
Parte dos falcoeiros considera o controle de pragas pouco nobre para a ave.

Os falcões, há muito usados para a caça no Oriente Médio e um símbolo de status na região, agora estão sendo adaptados para um problema mais corriqueiro: o controle de pragas.

O aço e o vidro brilhantes dos arranha-céus de Abu Dhabi e Dubai, nos Emirados Árabes, onde apenas existia deserto há poucas décadas atrás, aliados à longa tradição de criação de aves de rapina, fez a falcoaria voltada ao controle de pragas um próspero negócio.

Os proprietários dos edifícios tentam impedir pombos de fazerem ninhos e sujarem suas fachadas. “Os pombos são ratos voadores, eles chegam e fazem seus ninhos”, diz o falcoeiro Richard Ellis.

“É uma maneira ecológica de usar falcões para controlar as populações de pombos”, diz ele, enquanto coloca capuzes sobre as cabeças de seus pássaros como parte dos preparativos para transportá-los para uma nova zona infestada.

Real Shaheen, uma empresa de falcoaria baseada no emirado de Ras al-Khaimah, faz até a metade de sua receita de controle de pragas na Ilha Sir Bani Yas, um destino turístico onde os animais selvagens importados passeiam por um parque de safári.

Alguns dos falcões são capazes de mergulhar a velocidades de mais de 320 km/h. Eles não matam os pombos, mas são usados para assustá-los e deixá-los longe de locais públicos.

Ainda assim, nem todos aprovam o uso de um pássaro que é tão amplamente reverenciado no Golfo para fins pouco nobres.

Há séculos, os beduínos da região usam falcões – “saqr”, em árabe – para caçar carne no inverno, quando os únicos alimentos disponíveis eram tâmaras, leite de camelo e pão. É o símbolo nacional dos sete Emirados Árabes Unidos, impresso em placas de trânsito e na moeda nacional.

O falcoeiro Mohammed Salem al-Kabi, que mantém 17 falcões na cidade oásis no deserto de Al Ain, acredita que usar falcões como controladores de pragas é algo desmerecedor para uma ave tão majestosa.

“Existem formas mais eficientes, tais como comprimidos paradeixar os pombos sonolentos, ou o ultrassom para afastá-los”, afirma Kabi. Ele se reúne com os seus amigos em uma tenda com ar condicionado e uma TV de tela plana na parede mostrando a caça de falcões.

Em todo o mundo, no entanto, como na Piazza San Marco, em Veneza, ou a Trafalgar Square, em Londres, famosas por suas grandes populações de pombos, falcões já foram implantados para controlar as aves indesejadas.

“Cerca de 25 empresas no Reino Unido usam falcões para controle de pragas, e há muitas em todo o mundo, então claramente isso funciona e é rentável”, diz Nick Fox, diretor da Wildlife Consultants International Limited, no País de Gales.

Negócio próspero
David Stead, proprietário da Al Hurr Falconry Services nos Emirados Árabes Unidos, diz que seu negócio está decolando: “O mercado é enorme, há espaço para mais. Não vamos pisar uns nos dedos dos outros.”

“Voamos em todos os seus hotéis, Burj Al Arab, Emirates Towers, Madinat Jumeirah”, diz ele a respeito de seu maior cliente, o um grupo hoteleiro de luxo de Dubai.

Nos Emirados Árabes, o Aeroporto Ras al-Khaimah, a Universidade de Al Ain, bem como hotéis em Fujairah, todos demonstraram interesse em empregar falcões, diz o diretor da Shaheen Real, Peter Bergh.

Por 40 falcões, os preços variam de 40 mil dirhams (US$ 10.890) até 70.000 dirhams por mês.

Comércio ilegal 
O crescente interesse em usar as aves para negócios, bem como um passatempo, tem criado um outro problema. Alguns falcoeiros preferem espécimes selvagens, o que impulsionou o comércio ilegal da espécie.

“Com o desmembramento da URSS em 1993, grandes áreas da Ásia foram abertas para captura, algumas das quais através de cotas legais, como na Mongólia, mas uma parte é ilegal”, Fox disse.

“A China e o Cazaquistão costumavam ter uma cota de exportação, mas pararam o comércio nos últimos anos. A falta de fontes legais fez com que grande parte fosse para a clandestinidade e por isso continua ilegalmente”, disse ele.

A caça de animais selvagens, incluindo falcões, nos Emirados Árabes Unidos, foi proibida em 1978, diz Hamiri. A declaração de uma nova lei em 2002 para regular o comércio de espécies ameaçadas e falcões tem diminuído drasticamente o comércio ilegal.

Falcão em cativeiro de empresa que treina as aves para caça, nos Emirados Árabes Unidos. (Foto: Reuters)

Falcão em cativeiro de empresa que treina as aves para caça, nos Emirados Árabes Unidos. (Foto: Reuters)

 

Fonte: Da Reuters


10 de março de 2011 | nenhum comentário »

China proíbe famílias de ter mais de um cachorro

A cidade de Xangai, com 23 milhões de habitantes, cerca de 6 mil arranha-céus e ruas que suportam a grande quantidade de tráfego e população de uma metrópole chinesa do século XXI, terá que aplicar uma “política de cachorro único”.

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Se em 1979 o Governo chinês teve que iniciar a sua “política de filho único” para evitar um crescimento demográfico insustentável, agora acontece algo parecido, quando a cidade de Xangai acaba de aprovar uma lei, chamada pela imprensa local de “cachorro único”, que proibirá que os habitantes da metrópole possam ter mais de um cachorro registrado por unidade familiar recenseada, salvo os que já existissem anteriormente.

Fonte: Folha.com


8 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Ibama proíbe reprodução de leões e grandes felinos exóticos no país

De acordo com a publicação, esses animais representam “risco à segurança da população, ocasionado pelas situações precárias de manutenção em que muitas vezes se encontram”. A decisão considera ainda a inexistência de locais interessados e aptos a receber exemplares de grandes felinos exóticos, que são os animais trazidos do exterior para o Brasil.

Segundo a Superintendência do Ibama no Rio de Janeiro, com a decisão, fica proibida a reprodução dos grandes felinos exóticos: leão, tigre, leopardo, puma, pantera e lince. O controle populacional, segundo o Ibama, deverá ocorrer por meio de vasectomia.

Zoológicos que desejarem manter grandes felinos exóticos aptos à reprodução deverão solicitar autorização ao Ibama, mediante apresentação de justificativa, em que conste a descrição de um recinto adequado para alojar os filhotes quando eles atingirem a idade adulta.

Comércio de grandes felinos – Ainda segundo a decisão do Ibama, a comercialização de grandes felinos exóticos só poderá ser feita entre zoológicos. Fica proibida a importação desses animais, exceto a importação realizada por zoológicos que apresentem programas de reprodução dessas espécies e que tenham Autorização de Manejo emitida pelo Ibama.

Fica proibida também a realização de procedimentos que caracterizem mutilação dos animais, tais como a extração de unhas e presas.

Fonte: G1


26 de julho de 2010 | nenhum comentário »

Ibama pode autorizar abate de pombos em Londrina

A resposta depende da análise de documentos enviados pela Prefeitura ao Ibama. A tendência é que o abate seja autorizado. Serviço será feito por uma empresa.

O abate de aproximadamente 50 mil pombos em Londrina pode ser autorizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na semana que vem. A informação foi confirmada ao JL pelo superintendente do órgão, Hélio Sydol, na última quinta-feira (15).

Se toda a documentação solicitada pelo IBAMA ao município estiver correta, a expectativa é que a licença para o abate seja concedida. Caso falte algum dado, a prefeitura terá de providenciá-lo. A análise dos documentos só termina na semana que vem, quando o órgão deve se pronunciar.

“Se as complementações solicitadas tiverem sido apresentadas satisfatoriamente, é muito provável que essa licença [para o abate] seja concedida. Depende do teor das informações [repassadas pela prefeitura]”, afirmou Sydol.

Ele explicou que o Ibama expediu, em dezembro de 2009, um parecer solicitando uma série de documentos e detalhes do projeto de abate. “Essas informações vieram somente no dia 29 de março de 2010”, informou o superintendente.

Segundo ele, em abril e maio, o órgão sofreu com a paralisação de funcionários. “A análise foi retomada e eu assumi um compromisso de dar a resposta na semana que vem.”

Entre os detalhes pedidos pelo Ibama, estão estudos relacionados à utilização de aparelhos sonoros, indivisíveis ao ser humano, mas que podem espantar os pombos; justificativa sobre o abate; quantidade de aves a ser abatidas; e estudos sobre árvores a serem utilizadas no município, que podem influir na questão das aves.

Autorização antecipada

O secretário municipal do Ambiente, José Faraco, havia confirmado ao JL a autorização do Ibama para o abate de pombos. “Vamos fazer licitação, chamar a empresa especializada”, disse o secretário. Segundo ele, a liberação havia ocorrido em uma conversa, por telefone, com o superintendente do órgão, no início da tarde desta quinta-feira. “Agora vou comunicar o prefeito para ele anunciar”, disse o secretário. Faraco disse que entraria em contato com uma empresa do Rio de Janeiro especializada no assunto, embora o processo seja licitatório.

O superintendente do Ibama confirmou que falou com Faraco por telefone, mas negou que tivesse autorizado o abate. “Em momento algum eu garanti que [a resposta] seria favorável. Mas, se estiver tudo de acordo, há a possibilidade de sair [a licença]”, disse.

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22 de maio de 2009 | nenhum comentário »

Agricultores substituem pesticidas por corujas em Israel

Corujas e gaviões estão sendo empregados por fazendeiros no Oriente Médio para controlar pestes de roedores na agricultura.

Muitos fazendeiros estão instalando caixas para encorajar a construção de ninhos pelos pássaros, que são predadores naturais dos roedores.

Em Israel, onde há uma iniciativa para reduzir o uso de pesticidas tóxicos na agricultura, a prática foi transformada em um programa com financiamento do governo nacional.

Agora, cientistas e organizações pela conservação da natureza da Jordânia e dos territórios palestinos se uniram ao esquema.

Segundo a ONG BirdLife International, centenas de aves de rapina – entre elas várias espécies ameaçadas – foram mortas em Israel por comer roedores que haviam ingerido raticida colocados nas plantações para combater as pragas.

Mas os cientistas agora trabalham junto aos agricultores para combater o problema usando os pássaros em vez do veneno.

Sem fronteiras – “Muitos fazendeiros acreditam que os pesticidas químicos são sua única opção. Eles usam grandes quantidades, borrifando a substância nas plantações com a ajuda de aviões”, disse Motti Charter, pesquisador da Universidade de Tel Aviv e líder do Global Owl Project em Israel.

“Temos procurado os fazendeiros para encorajá-los a diminuir o uso de raticidas e instalar as caixas para ninhos.”

O esquema começou em 1983, quando algumas caixas para ninhos foram erguidas perto de um kibbutz, uma fazenda comunitária, no vale de Bet-She’na, ao sul do Mar da Galileia.

O projeto foi se expandindo gradualmente para incluir caixas que encorajem a construção de ninhos por gaviões.

“Os gaviões caçam durante o dia e as corujas caçam durante a noite”, disse Charter.

“Esta ameaça constante de predadores 24 horas por dia causou mudanças no comportamento das pragas, resultando em menos danos à produção agrícola.”

Segundo a World Owl Trust, que financiou parte da pesquisa de Charter, há cerca de 1.000 ninhos de corujas-de-igreja em vários locais em Israel.

A ONG chegou a instalar uma câmera em uma dessas caixas.

Como a sub-espécie de coruja-de-igreja em Israel é menos territorial do que as da Europa, e porque a população de roedores é estável durante todo o ano, as caixas para a construção de ninhos podem ser colocadas a uma distância relativamente curta umas das outras.

“A Jordânia entrou recentemente a bordo do esquema”, disse Tony Warburton, presidente honorário do World Owl Trust. “Então o projeto está realmente unindo as pessoas.”

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“Os pássaros constroem ninhos onde quer que haja comida e um habitat adequado. Eles não conhecem fronteiras nacionais”, disse Charter. (Fonte: Estadão Online)






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2 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Produtos naturais ganham mercado e substituem fertilizantes e agrotóxicos

Embrapa vai lançar orgânicos e espera ganhar 20% do mercado.
Outra tecnologia nacional troca agrotóxicos por vespas e conquista produtor.

Em abril, Embrapa vai lançar dois fertilizantes orgânicos produzidos a partir de resíduos poluentes. (Foto: Divulgação / Embrapa / Vinicius Benites)

Em abril, a Embrapa vai lançar dois fertilizantes orgânicos produzidos a partir de poluentes (Foto: Divulgação/Embrapa/Vinicius Benites)

Quarto maior consumidor de fertilizantes e um dos líderes mundiais no uso de agrotóxicos, o Brasil começa a expandir duas novas tecnologias naturais para aumentar a fertilidade dos solos e combater pragas. Resultado de pesquisas nacionais, os fertilizantes orgânicos da Embrapa e o controle de pragas com uso de vespas e ácaros, da empresa brasileira BUG, são opções sustentáveis que garantem a produtividade e saúde da lavoura.

Veja galeria de fotos

A primeira novidade será lançada pelaEmbrapa no início de abril e deve estar disponível no mercado em breve. A partir de resíduos agroindustriais poluentes, como fezes de porco, a empresa desenvolveu dois tipos de fertilizantes orgânicos, tão eficientes quanto os tradicionais segundo a Embrapa. Por reaproveitar os resíduos, a tecnologia é considerada um tipo de reciclagem.

Um dos fertilizantes já tem nome. É o “agroporco”. O outro, ainda sem nome oficial, é produzido a partir de um resíduo da produção de frango de corte, chamado cama de aviário. A eles são misturados minerais, que ajudam na penetração dos nutrientes no solo.

Mercado
A nova tecnologia pode transformar o mercado brasileiro de fertilizantes. A expectativa é que em 20 anos ela abasteça até 20% da necessidade nacional e diminua a dependência internacional – hoje, 75% dos fertilizantes consumidos no Brasil são importados, segundo a Embrapa Solos.

Além disso, esta pode ser uma importante tecnologia para tratar os resíduos agroindustriais, que podem contaminar o meio ambiente e são produzidos em alta quantidade no Brasil – que possui um dos maiores rebanhos mundiais e é um grande criador de frango de corte.

“Importamos muito fertilizante e temos muito resíduo animal no Brasil, que é um passivo ambiental. A tecnologia resolve os dois problemas. Estamos falando de [abastecer] 20% da demanda nacional de fertilizante. É algo fantástico”, afirma José Carlos Polidoro, pesquisador da Embrapa Solos.

Segundo Polidoro, os fertilizantes organominerais podem ser mais eficientes que os tradicionais e são mais adequados à região tropical, já que liberam mais rapidamente os nutrientes. Além disso, eles têm “menor potencial de provocar problemas ambientais”, ou seja, de contaminar águas e solos.

Os fertilizantes orgânicos foram testados centro tecnológico da Comigo, parceiro da Embrapa, em no Rio Verde (GO). (Foto: Divulgação / Embrapa / Vinicius Benites)

Os fertilizantes orgânicos foram testados no centro tecnológico da Comigo, parceiro da Embrapa, em Rio Verde (GO) (Foto: Divulgação/Embrapa/Vinicius Benites)

Vespas e ácaros
Outra opção natural e eficiente para a agricultura é o controle biológico de pragas, que está conquistando produtores, pequenos e grandes, e ganhando reconhecimento no mercado. O destaque nacional é a empresa BUG, sediada em Piracicaba (SP), que entrou na lista das 50 empresas mais inovadoras do mundo em 2012, da revista americana de empreendedorismo “Fast Company”.

Dividindo a lista com gigantes como Google, Facebook e Amazon e desbancando grandes empresas nacionais como Petrobras e Embraer, a BUG nasceu nos laboratórios de duas importantes universidades brasileiras: a Unesp e a USP. Os sócios da empresa fizeram faculdade juntos e depois voltaram a se encontrar no mestrado. Em seguida, eles desenvolveram uma forma de aplicar as pesquisas acadêmicas em larga escala.

“Na universidade, já havia sido desenvolvido um sistema de produção [de controle biológico de pragas] em pequena escala, com o qual nós também colaboramos. Nós pegamos este sistema e desenvolvemos tecnologia para aplicá-lo em massa. Hoje temos biofábricas, produzimos organismos e levamos isto para o campo”, conta Marcelo Poletti, um dos sócios da BUG.

O princípio do controle biológico aplicado é combater pragas com insetos parasitas. Na BUG, são produzidas vespas do gênero Trichogramma. Elas atacam ovos de mariposas e borboletas e combatem a lagarta, grande inimiga de importantes lavouras, como cana e soja. Além disso, a BUG produz ácaros que combatem inimigos de plantações de hortifrutis e flores.

Os inimigos naturais substituem os agrotóxicos, que podem contaminar os alimentos, o meio ambiente e a saúde de quem faz a aplicação. Além de ecológica, a alternativa chega a ser mais eficiente que os químicos, cujo uso contínuo pode fazer as pragas ficarem resistentes. “A resistência da praga ao inseticida acaba prejudicando muito a aplicação [de agrotóxico]. Já com o controle biológico isso não acontece. A praga não fica resistente ao predador, à vespinha ou ao ácaro”, explica Poletti.

Na aplicação, cartelas de ovos de vespas são colocadas na plantação. Quando elas nascem, o controle de pragas ocorre naturalmente. Os produtos são registrados no Ministério da Agricultura, na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e no Ibama. Ao contrário dos agrotóxicos, as embalagens não contêm o símbolo da caveira.

Marcelo Poletti, agrônomo e um dos diretores da diretor da BUG, em laboratório na unidade de Charqueada. (Foto: Divulgação / BUG)

Marcelo Poletti, agrônomo e um dos diretores da BUG, em laboratório na unidade de Charqueada (Foto: Divulgação/BUG)

Embrapa
“Vamos oferecer dois produtos específicos e tivemos que fechar uma fórmula. Mas existe uma variedade muito grande de fórmulas possíveis para fertilizantes organominerais”, conta Vinicius Benites, também pesquisador da Embrapa Solos. Por isso, existe a possibilidade de oferecer novas linhas no mercado.

A partir do lançamento oficial dos produtos, a ideia da Embrapa é estimular a criação de unidades de produção em pequena e média escala em todo o Brasil. “Nosso interesse é estimular a indústria. Aí sim, esse tipo de fertilizante poderá abastecer no futuro até 20% da demanda nacional”, explica Polidoro.

A tecnologia, desenvolvida pela Embrapa há 5 anos, foi finalizada em 2011. Mas ela só começa a ser transferida em 2012 devido ao tempo necessário para registrar patentes. “Agora a tecnologia está pronta para ser transferida. Sabemos que ela é viável e temos estimativas de custos de produção”, comenta Vinicius Benites. Uma fábrica para produzir 30 mil toneladas de fertilizante organomineral, por exemplo, teria um custo de instalação de cerca de R$ 4 milhões.

Além da produção comercial, a tecnologia pode ser usada para resolver problemas ambientais. É o caso da hidrelétrica de Itaipu, que está preocupada com a segurança da qualidade da água do reservatório devido a uma possível contaminação por resíduos da suinocultura, forte na região. Juntas, Embrapa e Itaipu estão desenhando um projeto para produzir fertilizantes organominerais e eliminar os resíduos.

 O controle natural de pragas é feito com insetos parasitas. Na imagem, a vespa flavipes parasita a broca-da-cana. (Foto: Divulgação / BUG / Heraldo Negri)

O controle natural de pragas é feito com insetos parasitas. Na imagem, a vespa flavipes parasita a broca-da-cana (Foto: Divulgação/BUG/Heraldo Negri)

BUG
Já a aplicação do controle biológico de pragas já é uma realidade. As vespas da BUG, por exemplo, atendem mais de 500 mil hectares de plantações de cana no Brasil, principalmente em São Paulo, Mato Grosso e Goiás. Os ácaros estão presentes em outros mil hectares de hortifruti.

Além da BUG, outras empresas exploram o controle biológico e planejam aumentar sua participação no lucrativo mercado de combate a pragas agrícolas. A Associação Brasileira de Controle Biológico já conta com mais de 19 empresas, que também trabalham com fungos e bactérias.

“No Brasil, o controle biológico representa apenas 1% do valor da receita obtida com a venda de agrotóxicos. O que nós estimamos, sendo muito otimistas, é que em 5 anos vamos chegar em 8%. Hoje já temos grandes multinacionais investindo no setor, o que vai ajudar a aumentar esse número”, afirma Poletti.

Uma barreira para a expansão do controle biológico é a resistência dos agricultores, que está diminuindo. “Nós apresentávamos o produto para o agricultor e ele dizia: ‘eu já tenho problemas com inseto, você quer trazer mais inseto?’”, conta o sócio da BUG. “Eles achavam que as vespas e os ácaros iam causar danos à cultura. Muitas pessoas nunca imaginaram que os insetos poderiam ser usados com essa função e estão descobrindo isto agora.”

O agricultor Adalberto Granghelli, que planta tomate em Jaquariúna (SP), é um deles. “Eu comecei [a usar as vespas] meio incrédulo. Comecei fazendo testes em pequenas áreas e hoje uso em toda a plantação, substituindo algumas aplicações de agrotóxico. Meus funcionários também não acreditavam e hoje reclamam quando eu não compro os ovos”, comenta ele, satisfeito com a nova tecnologia.

O custo para o produtor é, segundo a BUG, menor que o da aplicação de agrotóxicos. “Inicialmente, quando é feita a transição do convencional para o biológico, o custo é o mesmo. Mas, quando se considera todo o ciclo da cultura há uma economia de 30 a 40%”, diz Poletti. Uma alternativa que, além de ecológica, pode ser mais eficiente e mais econômica.

Fonte: Amanda Rossi, Globo Natureza


6 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Com uso de gaviões, Noronha espera reduzir população de garça vaqueira

Apesar de migratória, ave chegou há 20 anos e não deixou o arquipélago.
Garças representam risco para a aviação e para alguns animais nativos.

Garça ataca lagartixa do tipo mabuia, nativa de Fernando de Noronha (Foto: Divulgação / Administração da Ilha)

Garça ataca lagartixa do tipo mabuia, que só existe em Noronha (Foto: Divulgação / Administração)

Fernando de Noronha deu início a mais uma tentativa para controlar a população de garças no arquipélago. A administração do distrito fez parceria com uma empresa do Rio Grande do Sul e levou pra Noronha três gaviões, que estão fazendo a captura das garças vaqueiras (Bubulcus ibis), aves que se estabeleceram no arquipélago e são responsáveis por uma série de problemas. Entre outros transtornos, elas representam um risco a aviação, porque chocam-se contra as aeronaves, com frequência, podendo até causar acidentes graves.

Além do risco para os aviões que pousam e decolam na ilha, as garças também representam um desequilíbrio ecológico. Segundo a bióloga Lourdes Alves, pesquisadora do meio ambiente de Noronha há mais de 20 anos, as garças estão expulsando as aves nativas dos locais de procriação e matando os filhotes. Eles também se alimentam de mabuias, lagartixas endêmicas que só existem no arquipélago.”O ideal é que as garças sejam eliminadas por completo. Elas são malvadas e têm um alto poder de reprodução quando sentem que a espécie está ameaçada”, avalia a bióloga.

Os gaviões são treinados para a atividade e fazem o chamado “controle ecológico”. Eles são levados para áreas onde as graças se concentram – a pista do aeroporto e a usina de lixo são os principais locais de ação. Extremamente ágeis, eles fazem o ataque seguindo a ordem do adestrador, que ficam numa viatura, em média a 50 metros da presa. Dado o sinal, imobilizam a garça e só não a matam de imediato porque as garras estão protegidas por miçangas. “As miçangas foram colocadas para evitar o sofrimento da vítima. Depois de capturada, aplicamos um anestésico e, em seguida, fazemos a eutanásia. As garças são mortas sem dor, conforme protocolo firmado com o Conselho Federal de Medicina Veterinária”, explica Carlos Diógenes, veterinário do distrito que está coordenando o trabalho.

As garças vaqueiras são migratórias, vieram da África para uma temporada na ilha e ficaram. Isso aconteceu há quase 20 anos e, de lá para cá, a população dessas aves só fez crescer. Por conta do perigo aviário, o Ministério Público Federal determinou a eutanásia em 2007. Várias reuniões foram realizadas com órgãos ambientais e o trabalho de captura com armadilhas foi executando durante três anos, quando cerca de 580 aves da espécie foram eliminadas. Segundo estimativas dos pesquisadores em Noronha, ainda existem aproximadamente 800 garças na ilha. O controle tem sido acompanhado de perto pelo Instituto Chico Mendes: o diretor do Parque Nacional Marinho, Ricardo Araújo, tem participado das ações de captura realizadas com os gaviões.

Em Noronha, são utilizadas três gaviões fêmeas, animais com maior porte do que os machos. Rápidas, elas seguem à risca as determinações dos treinadores. Depois da captura de cada garça, recebem como prêmio carne de codorna. Os gaviões têm visão privilegiada, enxergam com acuidade oito vezes maior que o ser humano.

Gaviões usados para capturar garças em Fernando de Noronha (Foto: Beatriz Castro / TV Globo)

Com seus adestradores, Lina (E), Helô e Taka são os gaviões fêmeas usados para capturar garças em Fernando de Noronha (Foto: Beatriz Castro / TV Globo)

Entre a captura com gaviões e com armadilhas, na primeira fase do trabalho, concluída neste mês de fevereiro, foram eliminadas 168 garças, incineradas após a eutanásia. O objetivo é reduzir em 80% a população das garças vaqueiras .”Estamos muito satisfeitos com o resultado desta primeira fase. Para reforçar a ação, na próxima etapa vamos implementar o ‘tapete de laços’”, informou Fernando Magalhães, representante da Vigilância Ambiental da ilha que participa do trabalho. O tapete de laços a que ele se refere é a armadilha terrestre que prende as patas da garça quando ela pisa.

A atividade será feita por dez dias todo o mês, até o final do ano. Os gaviões são transportados do Rio Grande do Sul para Fernando de Noronha acompanhados pelos adestradores. A empresa que executa o trabalho é Haybusa, e o custo da operação é apenas a viagem e manutenção da equipe em Noronha. Para a empresa gaúcha, a atividade está sendo realizada como uma ação ambiental.

Gaviões usados para capturar garças em Fernando de Noronha (Foto: Ana Clara Marinho / TV Globo)

Gaviões farão missões mensais, de 10 dias cada, até o final deste ano (Foto: Ana Clara Marinho / TV Globo)

Fonte: Ana Clara Marinho, Globo Nordeste


3 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Emirados Árabes usam falcões para espantar pombos de cidades

Criado há séculos pelos beduínos, animal é um dos símbolos do país árabe.
Parte dos falcoeiros considera o controle de pragas pouco nobre para a ave.

Os falcões, há muito usados para a caça no Oriente Médio e um símbolo de status na região, agora estão sendo adaptados para um problema mais corriqueiro: o controle de pragas.

O aço e o vidro brilhantes dos arranha-céus de Abu Dhabi e Dubai, nos Emirados Árabes, onde apenas existia deserto há poucas décadas atrás, aliados à longa tradição de criação de aves de rapina, fez a falcoaria voltada ao controle de pragas um próspero negócio.

Os proprietários dos edifícios tentam impedir pombos de fazerem ninhos e sujarem suas fachadas. “Os pombos são ratos voadores, eles chegam e fazem seus ninhos”, diz o falcoeiro Richard Ellis.

“É uma maneira ecológica de usar falcões para controlar as populações de pombos”, diz ele, enquanto coloca capuzes sobre as cabeças de seus pássaros como parte dos preparativos para transportá-los para uma nova zona infestada.

Real Shaheen, uma empresa de falcoaria baseada no emirado de Ras al-Khaimah, faz até a metade de sua receita de controle de pragas na Ilha Sir Bani Yas, um destino turístico onde os animais selvagens importados passeiam por um parque de safári.

Alguns dos falcões são capazes de mergulhar a velocidades de mais de 320 km/h. Eles não matam os pombos, mas são usados para assustá-los e deixá-los longe de locais públicos.

Ainda assim, nem todos aprovam o uso de um pássaro que é tão amplamente reverenciado no Golfo para fins pouco nobres.

Há séculos, os beduínos da região usam falcões – “saqr”, em árabe – para caçar carne no inverno, quando os únicos alimentos disponíveis eram tâmaras, leite de camelo e pão. É o símbolo nacional dos sete Emirados Árabes Unidos, impresso em placas de trânsito e na moeda nacional.

O falcoeiro Mohammed Salem al-Kabi, que mantém 17 falcões na cidade oásis no deserto de Al Ain, acredita que usar falcões como controladores de pragas é algo desmerecedor para uma ave tão majestosa.

“Existem formas mais eficientes, tais como comprimidos paradeixar os pombos sonolentos, ou o ultrassom para afastá-los”, afirma Kabi. Ele se reúne com os seus amigos em uma tenda com ar condicionado e uma TV de tela plana na parede mostrando a caça de falcões.

Em todo o mundo, no entanto, como na Piazza San Marco, em Veneza, ou a Trafalgar Square, em Londres, famosas por suas grandes populações de pombos, falcões já foram implantados para controlar as aves indesejadas.

“Cerca de 25 empresas no Reino Unido usam falcões para controle de pragas, e há muitas em todo o mundo, então claramente isso funciona e é rentável”, diz Nick Fox, diretor da Wildlife Consultants International Limited, no País de Gales.

Negócio próspero
David Stead, proprietário da Al Hurr Falconry Services nos Emirados Árabes Unidos, diz que seu negócio está decolando: “O mercado é enorme, há espaço para mais. Não vamos pisar uns nos dedos dos outros.”

“Voamos em todos os seus hotéis, Burj Al Arab, Emirates Towers, Madinat Jumeirah”, diz ele a respeito de seu maior cliente, o um grupo hoteleiro de luxo de Dubai.

Nos Emirados Árabes, o Aeroporto Ras al-Khaimah, a Universidade de Al Ain, bem como hotéis em Fujairah, todos demonstraram interesse em empregar falcões, diz o diretor da Shaheen Real, Peter Bergh.

Por 40 falcões, os preços variam de 40 mil dirhams (US$ 10.890) até 70.000 dirhams por mês.

Comércio ilegal 
O crescente interesse em usar as aves para negócios, bem como um passatempo, tem criado um outro problema. Alguns falcoeiros preferem espécimes selvagens, o que impulsionou o comércio ilegal da espécie.

“Com o desmembramento da URSS em 1993, grandes áreas da Ásia foram abertas para captura, algumas das quais através de cotas legais, como na Mongólia, mas uma parte é ilegal”, Fox disse.

“A China e o Cazaquistão costumavam ter uma cota de exportação, mas pararam o comércio nos últimos anos. A falta de fontes legais fez com que grande parte fosse para a clandestinidade e por isso continua ilegalmente”, disse ele.

A caça de animais selvagens, incluindo falcões, nos Emirados Árabes Unidos, foi proibida em 1978, diz Hamiri. A declaração de uma nova lei em 2002 para regular o comércio de espécies ameaçadas e falcões tem diminuído drasticamente o comércio ilegal.

Falcão em cativeiro de empresa que treina as aves para caça, nos Emirados Árabes Unidos. (Foto: Reuters)

Falcão em cativeiro de empresa que treina as aves para caça, nos Emirados Árabes Unidos. (Foto: Reuters)

 

Fonte: Da Reuters


10 de março de 2011 | nenhum comentário »

China proíbe famílias de ter mais de um cachorro

A cidade de Xangai, com 23 milhões de habitantes, cerca de 6 mil arranha-céus e ruas que suportam a grande quantidade de tráfego e população de uma metrópole chinesa do século XXI, terá que aplicar uma “política de cachorro único”.

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Se em 1979 o Governo chinês teve que iniciar a sua “política de filho único” para evitar um crescimento demográfico insustentável, agora acontece algo parecido, quando a cidade de Xangai acaba de aprovar uma lei, chamada pela imprensa local de “cachorro único”, que proibirá que os habitantes da metrópole possam ter mais de um cachorro registrado por unidade familiar recenseada, salvo os que já existissem anteriormente.

Fonte: Folha.com


8 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Ibama proíbe reprodução de leões e grandes felinos exóticos no país

De acordo com a publicação, esses animais representam “risco à segurança da população, ocasionado pelas situações precárias de manutenção em que muitas vezes se encontram”. A decisão considera ainda a inexistência de locais interessados e aptos a receber exemplares de grandes felinos exóticos, que são os animais trazidos do exterior para o Brasil.

Segundo a Superintendência do Ibama no Rio de Janeiro, com a decisão, fica proibida a reprodução dos grandes felinos exóticos: leão, tigre, leopardo, puma, pantera e lince. O controle populacional, segundo o Ibama, deverá ocorrer por meio de vasectomia.

Zoológicos que desejarem manter grandes felinos exóticos aptos à reprodução deverão solicitar autorização ao Ibama, mediante apresentação de justificativa, em que conste a descrição de um recinto adequado para alojar os filhotes quando eles atingirem a idade adulta.

Comércio de grandes felinos – Ainda segundo a decisão do Ibama, a comercialização de grandes felinos exóticos só poderá ser feita entre zoológicos. Fica proibida a importação desses animais, exceto a importação realizada por zoológicos que apresentem programas de reprodução dessas espécies e que tenham Autorização de Manejo emitida pelo Ibama.

Fica proibida também a realização de procedimentos que caracterizem mutilação dos animais, tais como a extração de unhas e presas.

Fonte: G1


26 de julho de 2010 | nenhum comentário »

Ibama pode autorizar abate de pombos em Londrina

A resposta depende da análise de documentos enviados pela Prefeitura ao Ibama. A tendência é que o abate seja autorizado. Serviço será feito por uma empresa.

O abate de aproximadamente 50 mil pombos em Londrina pode ser autorizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na semana que vem. A informação foi confirmada ao JL pelo superintendente do órgão, Hélio Sydol, na última quinta-feira (15).

Se toda a documentação solicitada pelo IBAMA ao município estiver correta, a expectativa é que a licença para o abate seja concedida. Caso falte algum dado, a prefeitura terá de providenciá-lo. A análise dos documentos só termina na semana que vem, quando o órgão deve se pronunciar.

“Se as complementações solicitadas tiverem sido apresentadas satisfatoriamente, é muito provável que essa licença [para o abate] seja concedida. Depende do teor das informações [repassadas pela prefeitura]”, afirmou Sydol.

Ele explicou que o Ibama expediu, em dezembro de 2009, um parecer solicitando uma série de documentos e detalhes do projeto de abate. “Essas informações vieram somente no dia 29 de março de 2010”, informou o superintendente.

Segundo ele, em abril e maio, o órgão sofreu com a paralisação de funcionários. “A análise foi retomada e eu assumi um compromisso de dar a resposta na semana que vem.”

Entre os detalhes pedidos pelo Ibama, estão estudos relacionados à utilização de aparelhos sonoros, indivisíveis ao ser humano, mas que podem espantar os pombos; justificativa sobre o abate; quantidade de aves a ser abatidas; e estudos sobre árvores a serem utilizadas no município, que podem influir na questão das aves.

Autorização antecipada

O secretário municipal do Ambiente, José Faraco, havia confirmado ao JL a autorização do Ibama para o abate de pombos. “Vamos fazer licitação, chamar a empresa especializada”, disse o secretário. Segundo ele, a liberação havia ocorrido em uma conversa, por telefone, com o superintendente do órgão, no início da tarde desta quinta-feira. “Agora vou comunicar o prefeito para ele anunciar”, disse o secretário. Faraco disse que entraria em contato com uma empresa do Rio de Janeiro especializada no assunto, embora o processo seja licitatório.

O superintendente do Ibama confirmou que falou com Faraco por telefone, mas negou que tivesse autorizado o abate. “Em momento algum eu garanti que [a resposta] seria favorável. Mas, se estiver tudo de acordo, há a possibilidade de sair [a licença]”, disse.

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22 de maio de 2009 | nenhum comentário »

Agricultores substituem pesticidas por corujas em Israel

Corujas e gaviões estão sendo empregados por fazendeiros no Oriente Médio para controlar pestes de roedores na agricultura.

Muitos fazendeiros estão instalando caixas para encorajar a construção de ninhos pelos pássaros, que são predadores naturais dos roedores.

Em Israel, onde há uma iniciativa para reduzir o uso de pesticidas tóxicos na agricultura, a prática foi transformada em um programa com financiamento do governo nacional.

Agora, cientistas e organizações pela conservação da natureza da Jordânia e dos territórios palestinos se uniram ao esquema.

Segundo a ONG BirdLife International, centenas de aves de rapina – entre elas várias espécies ameaçadas – foram mortas em Israel por comer roedores que haviam ingerido raticida colocados nas plantações para combater as pragas.

Mas os cientistas agora trabalham junto aos agricultores para combater o problema usando os pássaros em vez do veneno.

Sem fronteiras – “Muitos fazendeiros acreditam que os pesticidas químicos são sua única opção. Eles usam grandes quantidades, borrifando a substância nas plantações com a ajuda de aviões”, disse Motti Charter, pesquisador da Universidade de Tel Aviv e líder do Global Owl Project em Israel.

“Temos procurado os fazendeiros para encorajá-los a diminuir o uso de raticidas e instalar as caixas para ninhos.”

O esquema começou em 1983, quando algumas caixas para ninhos foram erguidas perto de um kibbutz, uma fazenda comunitária, no vale de Bet-She’na, ao sul do Mar da Galileia.

O projeto foi se expandindo gradualmente para incluir caixas que encorajem a construção de ninhos por gaviões.

“Os gaviões caçam durante o dia e as corujas caçam durante a noite”, disse Charter.

“Esta ameaça constante de predadores 24 horas por dia causou mudanças no comportamento das pragas, resultando em menos danos à produção agrícola.”

Segundo a World Owl Trust, que financiou parte da pesquisa de Charter, há cerca de 1.000 ninhos de corujas-de-igreja em vários locais em Israel.

A ONG chegou a instalar uma câmera em uma dessas caixas.

Como a sub-espécie de coruja-de-igreja em Israel é menos territorial do que as da Europa, e porque a população de roedores é estável durante todo o ano, as caixas para a construção de ninhos podem ser colocadas a uma distância relativamente curta umas das outras.

“A Jordânia entrou recentemente a bordo do esquema”, disse Tony Warburton, presidente honorário do World Owl Trust. “Então o projeto está realmente unindo as pessoas.”

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“Os pássaros constroem ninhos onde quer que haja comida e um habitat adequado. Eles não conhecem fronteiras nacionais”, disse Charter. (Fonte: Estadão Online)