20 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Aparição de água-viva rara no litoral norte de SP preocupa ambientalistas

Espécie é considerada invasora, já que vive no Oceano Pacífico ocidental.
Segundo especialista, último aparecimento na costa brasileira foi em 2006.

A presença de uma espécie exótica de água-viva em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, preocupa pesquisadores da cidade. A medusa, nativa do Oceano Pacífico, tem sido encontrada em diversos lugares do mundo e pode causar problemas no ecossistema da região, já que é considerada invasora na costa brasileira.

A aparição da espécie Phyllorhiza punctata, conhecida como água-viva australiana manchada, foi constatada no início do mês na praia do Itaguá. “Pescadores e pessoas nos acionaram falando do aumento de águas-vivas. No local, constatamos e identificamos essa espécie. Posteriormente também confirmamos com outros pesquisadores”, disse o oceanógrafo Hugo Gallo.

O pesquisador afirmou que a espécie possivelmente tenha aparecido no litoral norte de São Paulo trazida pela água de lastro dos navios, que é a água captada para garantir a segurança operacional e estabilidade da embarcação durante as operações portuárias. “É importante abrirmos uma discussão nesse sentido com os órgãos ambientais, visto que o porto de São Sebastião pode passar por ampliação e o movimento desses navios deve aumentar consideravelmente”.

Ainda de acordo com o oceanógrafo, a aparição da medusa no litoral norte preocupa os ambientalistas. “Toda espécie exótica causa preocupação. A introdução da espécie inspira cuidados e pode causar problemas ao ecossistema. Ela se alimenta de zooplâncton, ovos e larvas de espécies de peixes nativos, e é considerada invasiva na costa brasileira. O problema é a proliferação massiva”.

Além dos problemas ambientais, as águas-vivas podem causar queimaduras em banhistas. Nesses casos, é importante que o banhista não esfregue o local para não espalhar o veneno na pele, enxague com água salgada ou soro fisiológico e procure rapidamente o atendimento médico.

O pesquisador disse ainda que o último registro da espécie na costa brasileira aconteceu em 2006. Em 2000, a ocorrência desta água-viva causou problemas no ecossistema do Golfo do México. Três espécies foram levadas ao Aquário de Ubatuba e estão em exposição ao público. “O objetivo é a gente acompanhar a espécie e analisar também o desenvolvimento em cativeiro”.

Água-viva australiana manchada foi encontrado na praia do Itaguá, em Ubatuba. Último aparecimento na costa brasileira ocorreu há 7 anos, segundo especialista. (Foto: Aline Nogimo/Aquário de Ubatuba)

Água-viva australiana manchada foi encontrado na praia do Itaguá, em Ubatuba. Último aparecimento na costa brasileira ocorreu há 7 anos, segundo especialista. (Foto: Aline Nogimo/Aquário de Ubatuba)

Fonte: Globo Natureza


4 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Corais brasileiros são ameaçados por espécie do Oceano Pacífico

Espécie conhecida como ‘coral sol’ se espalha, sufoca e mata rapidamente.
Biólogo diz que espécie pode ir para a região de Abrolhos.

No laboratório do Instituto de biologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), os pesquisadores confirmaram o que mais temiam: o coral invasor chegou à Baía de Todos os Santos. Biólogos e oceanólogos estão avaliando o tamanho do problema.

A espécie invasora conhecida como coral sol se espalha, sufoca e mata rapidamente. Em uma área próxima a Ilha de Itaparica ele ocupou todos os espaços de um recife. As colônias nativas que ainda não foram atingidas estão ameaçadas. O invasor é uma espécie asiática, veio das águas do Índico e do Pacífico. Entrou no Brasil pelo Rio de Janeiro, mas já chegou a Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo e por último a Baía de Todos os Santos.

A grande ameaça agora, segundo os pesquisadores é a migração do coral sol para o extremo sul da Bahia. Se isso acontecer ele irá alterar uma das regiões mais ricas do oceano atlântico, que fica na região dos Abrolhos, onde fica localizada no 1º Parque Marinho do Brasil concentra corais raros e o maior banco de recife do sul do atlântico. Oito espécies são exclusivas da área.

O biólogo José Amorim confirma que a corrente marítima pode levar a espécie invasora para a região de Abrolhos. “Sem dúvida é uma via de acesso”, diz.

Onde o coral sol se instala a vida marinha praticamente desaparece. Ele cresce três vezes mais rápido do que os nativos e nem precisa de parceiro para procriar, conseguindo se reproduzir até quando é arrancado do mar.

“Essa é uma estratégia reprodutiva que ele tem de se reproduzir no ambiente”, explicou o biólogo Ricardo Miranda.

Arrancar as colônias invasoras até o momento é a única alternativa. Para os técnicos da Pro – mar, instituição que se dedica a cuidar da Baía de Todos os Santos, os pescadores podem ajudar nessa missão.

“Os pescadores precisam ser treinados, qualificados. Ter acesso à tecnologia que permite ele fazer a retirada do organismo invasor sem criar maiores problemas ao meio ambiente”, explicou o diretor da Pro-mar, Zé Pescador.

Até a produção pesqueira pode ser afetada pelo invasor. Sessenta e cinco por cento das espécies de peixes da costa brasileira se alimentam nos recifes construídos pelos corais nativos.

 

Click e veja o vídeo: http://g1.globo.com/bahia/noticia/2012/04/corais-brasileiros-sao-ameacados-por-especie-do-oceano-pacifico.html

 

Fonte: Globo Natureza


28 de março de 2012 | nenhum comentário »

Projeto de Lei quer introduzir espécies exóticas em represas

Um projeto polêmico na Câmara dos Deputados quer incluir peixe exótico em represas. Trata-se do Projeto de Lei 5989/2009, que prevê a criação de peixes exóticos – carpas e tilápias – contidos por redes dentro de reservatórios de hidrelétricas.

Pode parecer inofensivo, mas os biólogos ouvidos pela Folha de São Paulo alertam para o risco que isso trará para rios e lagos brasileiros, caso a matéria seja aprovada e sancionada.

 

O texto do deputado Nelson Meurer (PP-PR) altera a Lei nº 11.959/2009, que rege a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca e proíbe a criação de espécies exóticas – ou seja, naturais de outro lugar – nos reservatórios de hidrelétricas e tanques-redes. O objetivo da proposta é tornar a produção de espécies exóticas possível, já que há muitas restrições normativas por causa dos riscos ambientais que essa atividade traz.

 

A proposta tramita em caráter conclusivo na Câmara, ou seja, aprovada pelas comissões, não irá a plenário. E ela já foi aprovada nas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS); Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) e na Comissão de Minas e Energia (CME) e está, na fase final, em apreciação pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Na justificativa da proposta, Meurer usa a importância do fator econômico da pesca para justificar seu projeto: “Na criação organismos aquáticos em cativeiro – aquicultura – encontram-se os maiores potenciais para o incremento da produção de pescado, em nosso País, eis que contamos com diversos fatores favoráveis, tais como: clima, tecnologia e abundância de recursos hídricos”.

 

Pela redação do art. 19-A da proposta, o dono ou concessionário da represa instalada ficará obrigado à recomposição ambiental anual (leia-se repovoamento de peixes) e poderá usar as cinco espécies especificadas no segundo parágrafo do art. 22 do Projeto de Lei: I – tilápia-do-nilo (Oreochromis niloticus); II – carpa húngara ou comum (Cyprinus carpio); III – carpa prateada (Hypophthalmichthys molitrix); IV – carpa capim (Ctenopharyngodon idella); V – carpa cabeça grande (Aristichthys nobili).

 

Ainda segundo o jornal, um grupo de cientistas liderados pelo biólogo Ângelo Antonio Agostinho, está conduzindo uma petição pública contra o projeto, que já conta com mais de cem assinaturas. As cinco espécies proposta pelo Projeto de Lei são espécies descritas como invasoras e, para Agostinho, mesmo sendo criadas em redes, sempre haverá a possibilidade de escaparem e irem parar nos rios, onde poderão complicar a sobrevivência de espécies nativas, competindo pela comida ou comendo os ovos das espécies.

 

No teor da proposta fica proibido a soltura de organismos aquáticos geneticamente modificados no ambiente natural, mas as cinco espécies exóticas serão, normativamente, equiparadas à criação de espécies nativas, desde que criadas em tanques-redes ou outra estrutura semelhante instaladas nos reservatórios hidrelétricos.

Fonte: Portal O Eco


8 de março de 2012 | nenhum comentário »

Visitantes levam espécies invasoras para Antártica, alertam pesquisadores

Pelo menos 2.600 sementes foram levadas à região entre 2007 e 2008.
Temor é que aquecimento global agrave expansão de invasores.

Turistas e cientistas que passam pela Antártica podem ter levado espécies de plantas invasoras, sem querer, que ameaçam a biodiversidade local, afirma uma pesquisa publicada nesta semana na revista da Academia Americana de Ciências, a “PNAS”.

Os visitantes teriam carregado, sem saber, sementes minúsculas de seus locais de origem em sapatos, malas e roupas.

Entre 2007 e 2008, pelo menos 2.600 sementes de espécies não-nativas foram encontradas na região antártica pela equipe de Steven Chown, da Universidade de Stellenbosch, na África do Sul.

De acordo com a equipe, apesar das condições climáticas extremas da Antártica, algumas espécies invasoras já estão se estabelecendo no oeste da Península Antártica – onde o clima é mais ameno. O medo é que, com as mudanças climáticas, o ambiente na região fique mais quente e essas espécies possam alterar os ecossistemas locais.

Iceberg Antártida 1 (Foto: Alister Doyle / Reuters)

Foto de arquivo mostra iceberg desprendido da Antártica por causa do aquecimento global (Foto: Alister Doyle / Reuters)

Fonte: Globo Natureza


16 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Biólogos ‘caçam’ iguanas para proteger rara borboleta nos EUA

Invasão de lagartos ameaça população de insetos em arquipélago.
Répteis comem folhas com ovos da Borboleta-azul-de-Miami.

Biólogos trabalham em uma área de proteção ldos Estados Unidos para preservar exemplares da borboleta-azul-de-Miami (colocada na lista de proteção pelo governo devido à ameaça de extinção) e tentar reduzir a população de iguanas no arquipélago de Florida Keys.

O invasor da América Central pode estar prejudicando a reprodução das borboletas, já que se alimenta de folhas de uma árvore específica, utilizada pelos insetos para depósito dos ovos.

Exemplares não confirmados dessas borboletas têm sido vistos desde julho de 2010 na baía Honda, porém, a cada dia que passa a chance delas existirem na região tem diminuído.

Tanto que o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA colocou a espécie em uma lista de proteção junto com outras três borboletas. A listagem de emergência continua até abril, mas as autoridades podem fazer com que ela seja permanente.

Os grandes lagartos vegetarianos, descendentes de animais libertados por proprietários devido ao crescimento deles, desenvolveram um gosto por uma planta específica, utilizada pelas borboletas para desova. Os biólogos tentam agora capturá-los e levá-los para outras áreas.

iguana (Foto: Lynne Sladky/AP Photo)

Iguana é captura e medida por biólogos. Lagarto invasor tem prejudicado população de borboletas (Foto: Lynne Sladky/AP Photo)

Borboleta (Foto: Paula Cannon/AP Photo)

Exemplares de borboleta-azul-de-Miami (Foto: Paula Cannon/AP Photo)

Fonte: Globo Natureza


14 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Ilha de Montecristo, na Itália, é invadida por ratos

Um exército de ratos invadiu a ilha italiana de Montecristo, no arquipélago toscano, num ataque que nem mesmo o escritor francês Alexandre Dumas poderia ter imaginado na sua famosa obra “O conde de Monte Cristo”, informou nesta sexta-feira (13) o jornal “Corriere della Sera”.

A ilha, que tem apenas 10 quilômetros quadrados, é uma área protegida e considerada uma reserva natural biogenética. Os roedores chegaram ao local a bordo de navios e se reproduziram de maneira muito rápida.

Segundo o jornal, existe um rato por metro quadrado na ilha que inspirou Dumas, o que pode ameaçar o ecossistema do local. Para solucionar o problema, as autoridades usarão um avião para jogar 27 toneladas de alimentos envenenados em Montecristo.

O método escolhido foi duramente criticado por associações a favor dos animais e pelo campeão de pesca submarina Carlo Gasparri, quem escreveu uma carta à Promotoria da capital da Toscana, Florença, na qual afirma que o veneno utilizado é contraproducente.

“O produto é altamente tóxico para os organismos marinhos e pode provocar efeitos negativos no ambiente a longo prazo. Além disso, é uma substância que demora muito para desaparecer do ambiente”, afirmou Gasparri.

O praticante de pesca submarina também disse que o veneno é um risco para os milhares de turistas que desembarcam em Montecristo no verão para uma visita guiada. Ele propõe que seja usado um veneno mais leve.

Na ilha, onde vive um vigia com sua família, há uma vila do século XVIII, as ruínas de um antigo mosteiro e a gruta onde viveu no século V o Bispo de Palermo, São Maximiliano. 

Fonte: Portal iG


16 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Pesquisadores vão remover espécie invasora para preservar mico-leão-dourado em Niterói/RJ

Até o final do ano, pesquisadores brasileiros vão começar a retirar grupos de mico-leão-de-cara-dourada de uma área em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo a coordenadora da operação, Maria Cecília Kierulff, diretora do Instituto Pri-Matas, há dez anos, essa espécie, considerada invasora, foi acidentalmente solta na área que já era habitada pelo mico-leão-dourado, natural da região.

“Ele é muito próximo do mico-leão-dourado. Essas espécies ocupam o mesmo tipo de ambiente, alimentam-se das mesmas coisas, dormem nos mesmos locais. Ele pode até, de alguma forma, excluir o mico-leão nativo se essas duas espécies se encontrarem”, explicou a pesquisadora, alertando que o encontro das duas espécies pode gerar uma disputa por áreas e comida.

Segundo um levantamento coordenado por Maria Cecília, em 2009, havia mais de 100 micos-leões-de-cara-dourada, espécie natural da Bahia, na floresta em Niterói. Desde o resultado da pesquisa, os pesquisadores começaram a captar recursos e reuniram, este ano, mais de R$ 500 mil, a partir de financiamento internacional e de investimentos de instituições e órgãos como a Câmara de Compensação Ambiental do Rio de Janeiro.

“É uma operação cara. Não é só tirar os micos dali. Eles serão colocados em quarentena e depois soltos na Bahia em uma área de floresta dentro da área original deles de distribuição. E não é só soltar lá. Vai ter uma equipe que será mantida por pelo menos dois anos para acompanhar a adaptação dos grupos na nova área. É um projeto grande que envolve várias equipes e dois estados”, disse a coordenadora do projeto.

Ela acredita que serão necessários mais de dois anos para concluir a remoção. “A gente pretende fazer a captura em, no máximo, em 15 meses. Vai ser um processo intenso. Depois disso, o último grupo capturado que tem que ser acompanhado na floresta [na Bahia] pelo menos durante mais seis meses.”

As equipes, que incluem veterinários e pesquisadores, trabalham ainda com a possibilidade de surpresas que podem estender o prazo previsto. Um deles pode ser resultado da convivência diária dos micos com os moradores que os alimentam com frequência. Para Maria Cecília, esse convívio pode gerar o aparecimento de alguma doença durante o período de quarentena, que exigiria o tratamento antes da soltura do animal.

Também podem ampliar o tempo estimado pelos cientistas a multiplicação e a migração da espécie invasora para outras áreas. “Depois que a gente terminar essa captura, vamos ficar mais um tempo fazendo um novo levantamento para identificar se existem [micos-leões-de-cara-dourada] em outras áreas. Se existirem, vamos capturar de novo, e isso pode prolongar o projeto”, acrescentou a pesquisadora.

Fonte: Carolina Gonçalves/ Agência Brasil


29 de julho de 2011 | nenhum comentário »

BDRJ Meio Ambiente: secretaria cria lista de espécies exóticas invasoras

Lista traz organismos que se encontram fora da sua área natural no estado.
Governo disponibilizou na internet lista preliminar para consulta pública.

Presentes em mais de cem unidades de conservação do Brasil, as espécies exóticas invasoras representam uma ameaça à biodiversidade. Por isso, a Secretaria estadual do Ambiente do Rio de Janeiro está desenvolvendo uma lista dessas espécies para facilitar o controle e erradicação dessa vegetação no estado.

As espécies exóticas invasoras são organismos (fungos, plantas e animais, assim como seres vivos microscópicos) que se encontram fora da sua área natural de distribuição, por dispersão acidental ou intencional.

Pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) desenvolveram uma lista preliminar, que foi aperfeiçoada pela Secretaria do Ambiente e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Ela está disponível para consulta pública no site oficial do órgão http://www.rj.gov.br/web/sea/exibeConteudo?article-id=538365

De acordo com a Secretaria, o público pode opinar nesta lista, pedindo a inclusão de novas espécies ou a exclusão de outras que estejam na lista indevidamente. As contribuições podem ser enviadas para o e-mail até o dia 8 de setembro. Depois disso, a lista final será concluída e será iniciada uma campanha de conscientização.

Fonte: Bom dia Rio


28 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Áreas protegidas não evitam perda da biodiversidade, diz estudo

A garantia de áreas protegidas não está evitando a perda de biodiversidade, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira. O trabalho diz que a situação pode se tornar catastrófica até o ano 2050 e exige soluções mais efetivas para os problemas de crescimento da população e do nível de consumo.

De acordo com a pesquisa, publicada na revista científica “Marine Ecology Progress Series”, embora existam hoje 100 mil áreas protegidas no mundo todo –que somam 17 milhões de km2 em terra e 2 milhões de km2 nos oceanos–, a perda de biodiversidade aumentou.

“Estamos investindo uma grande quantidade de recursos financeiros e humanos na criação de áreas protegidas e infelizmente evidências sugerem que essa não é a solução mais efetiva”, afirmou Camilo Mora, um pesquisador colombiano da Universidade do Havaí, em Manoa.

Um dos problemas é que entre as 100 mil áreas protegidas, o cumprimento das normas só é feito em 5,8% das que estão em terra e em 0,08% das que estão nos oceanos.

A despesa mundial nas áreas protegidas é de US$ 6 bilhões ao ano, quando deveria ser de US$ 24 bilhões, por isso que muitas áreas não são financiadas de forma adequada, indica o estudo.

O coautor do trabalho Peter Sale, diretor do Instituto de Água, Meio Ambiente e Saúde (Canadá) da Universidade das Nações Unidas, também identificou outras quatro limitações no uso de áreas protegidas para preservar a biodiversidade do planeta.

Segundo o pesquisador, o crescimento previsto das áreas protegidas é muito lento. No ritmo atual, para alcançar o objetivo de cobrir 30% dos ecossistemas do mundo seriam necessários 185 anos em terra e 80 anos nos oceanos.

Ao mesmo tempo, as ameaças contra a biodiversidade, como a mudança climática e a poluição, estão avançado rapidamente, enquanto o tamanho e a conexão das áreas protegidas são inadequados. Cerca de 30% das áreas nos oceanos e 60% das de terra têm uma superfície inferior a 1 km2.

Além disso, as áreas protegidas são uma medida efetiva somente contra duas ameaças de origem humana, a exploração em massa e a perda de habitat, mas não contra mudança climática, poluição e espécies invasoras.

Finalmente, elas entram em conflito com o desenvolvimento humano.

Por estas razões, Moura disse que “é o momento de empregar todos os recursos que vão para as áreas protegidas e utilizá-los em estratégias que sejam mais efetivas ao problema”.

Fonte: Da EFE


26 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Espécies exóticas invasoras geram grande perda na biodiversidade

Cruzamento entre espécies nativas e exóticas leva à formação de populações com capacidade de reprodução reduzida, levando à extinção

Globo ecologia: espécies invasoras (Foto: Divulgação)

Sagui se alimenta de biscoito dado por pessoas: este ato só aumenta a população de invasores, que arrumam outra fonte de alimentação e se reproduz, em detrimento das espécies nativas (Foto: Divulgação)

A chegada de espécies em lugares que não são o seu habitat natural pode causar um grande impacto ambiental. As chamadas espécies exóticas são aquelas que são levadas por seres humanos de um lugar a outro, ou por acaso (por exemplo, em água de lastro de navio, em plataforma de petróleo, ou sementes que ficam em pneus de carro) ou propositalmente (quando o homem retira um animal ou uma planta de um lugar e leva para outro que não o de sua origem). Algumas sobrevivem no novo ambiente, outras não. As espécies que conseguem se reproduzir no novo habitat podem gerar um grande desequilíbrio naquele bioma.

Embora não existam estimativas precisas do quanto se perde de biodiversidade com a introdução de espécies invasoras, sabe-se que estes números são alarmantes. Segundo o professor adjunto do Departamento de Ciências Ambientais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) André Felippe Nunes-Freitas os efeitos são os mais variados, indo desde a simplificação de comunidades ecológicas causada pela extinção de espécies mais suscetíveis, como, por exemplo, espécies com populações muito pequenas ou especialistas na utilização de um determinado recurso, até alterações no funcionamento dos ecossistemas, como modificações nos ciclos de nutrientes, disponibilidade de luz e aumento da incidência de fogo. “Todos esses impactos têm como pano de fundo as perdas ou modificações das interações entre as espécies dentro das cadeias alimentares. Outro fator preocupante é a hibridização, ou seja, o cruzamento entre espécies nativas e exóticas que são pertencentes ao mesmo gênero. Isso leva a formação de populações cuja capacidade reprodutiva pode ser reduzida, levando as nativas à extinção. Um exemplo disso é o cruzamento entre o sagüi da Mata Atlântica do Rio de Janeiro, o sagüi da serra escuro e o sagüi introduzido, que é da Mata Atlântica do Nordeste, que vêm sofrendo hibridização. Acredita-se que o primeiro possa ser levado a extinção devido a esse processo”, explica.

André Freitas conta que há estimativas realizadas para o Brasil e para o mundo que sugerem que os prejuízos causados pela introdução de espécies exóticas invasoras podem variar de U$ 20 bilhões a U$ 300 bilhões, sem contar com os prejuízos que não são mensuráveis. “Quando analisamos a perda de diversidade biológica causada pela introdução de espécies exóticas, esses valores podem ser ainda maiores, especialmente por ainda estarmos desenvolvendo mecanismos de valoração da diversidade biológica”, detalha.

A perda de diversidade biológica e, consequentemente, de patrimônio genético da nação, e os prejuízos econômicos e ambientais gerados por essas perdas são os dois fatores que mais preocupam o professor.

Segundo ele, algumas ações têm sido feitas para diminuir os riscos da perda de biodiversidade. Em termos práticos, elas ainda são pontuais no Brasil, mas têm crescido nos últimos anos. “O Parque Nacional da Tijuca (RJ) vem manejando as jaqueiras, e o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ), também faz o manejo do lírio-do-brejo, do beijinho e de alguns bambus invasores. No entanto, ainda precisamos de estudos mais aprofundados e monitoramentos de médio e longo prazo para avaliar se as ações de manejo, controle e erradicação estão sendo eficientes, e esses têm que ser realizados para cada caso, ou seja, para cada espécie”, diz.

Fonte: Globo Ecologia


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20 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Aparição de água-viva rara no litoral norte de SP preocupa ambientalistas

Espécie é considerada invasora, já que vive no Oceano Pacífico ocidental.
Segundo especialista, último aparecimento na costa brasileira foi em 2006.

A presença de uma espécie exótica de água-viva em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, preocupa pesquisadores da cidade. A medusa, nativa do Oceano Pacífico, tem sido encontrada em diversos lugares do mundo e pode causar problemas no ecossistema da região, já que é considerada invasora na costa brasileira.

A aparição da espécie Phyllorhiza punctata, conhecida como água-viva australiana manchada, foi constatada no início do mês na praia do Itaguá. “Pescadores e pessoas nos acionaram falando do aumento de águas-vivas. No local, constatamos e identificamos essa espécie. Posteriormente também confirmamos com outros pesquisadores”, disse o oceanógrafo Hugo Gallo.

O pesquisador afirmou que a espécie possivelmente tenha aparecido no litoral norte de São Paulo trazida pela água de lastro dos navios, que é a água captada para garantir a segurança operacional e estabilidade da embarcação durante as operações portuárias. “É importante abrirmos uma discussão nesse sentido com os órgãos ambientais, visto que o porto de São Sebastião pode passar por ampliação e o movimento desses navios deve aumentar consideravelmente”.

Ainda de acordo com o oceanógrafo, a aparição da medusa no litoral norte preocupa os ambientalistas. “Toda espécie exótica causa preocupação. A introdução da espécie inspira cuidados e pode causar problemas ao ecossistema. Ela se alimenta de zooplâncton, ovos e larvas de espécies de peixes nativos, e é considerada invasiva na costa brasileira. O problema é a proliferação massiva”.

Além dos problemas ambientais, as águas-vivas podem causar queimaduras em banhistas. Nesses casos, é importante que o banhista não esfregue o local para não espalhar o veneno na pele, enxague com água salgada ou soro fisiológico e procure rapidamente o atendimento médico.

O pesquisador disse ainda que o último registro da espécie na costa brasileira aconteceu em 2006. Em 2000, a ocorrência desta água-viva causou problemas no ecossistema do Golfo do México. Três espécies foram levadas ao Aquário de Ubatuba e estão em exposição ao público. “O objetivo é a gente acompanhar a espécie e analisar também o desenvolvimento em cativeiro”.

Água-viva australiana manchada foi encontrado na praia do Itaguá, em Ubatuba. Último aparecimento na costa brasileira ocorreu há 7 anos, segundo especialista. (Foto: Aline Nogimo/Aquário de Ubatuba)

Água-viva australiana manchada foi encontrado na praia do Itaguá, em Ubatuba. Último aparecimento na costa brasileira ocorreu há 7 anos, segundo especialista. (Foto: Aline Nogimo/Aquário de Ubatuba)

Fonte: Globo Natureza


4 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Corais brasileiros são ameaçados por espécie do Oceano Pacífico

Espécie conhecida como ‘coral sol’ se espalha, sufoca e mata rapidamente.
Biólogo diz que espécie pode ir para a região de Abrolhos.

No laboratório do Instituto de biologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), os pesquisadores confirmaram o que mais temiam: o coral invasor chegou à Baía de Todos os Santos. Biólogos e oceanólogos estão avaliando o tamanho do problema.

A espécie invasora conhecida como coral sol se espalha, sufoca e mata rapidamente. Em uma área próxima a Ilha de Itaparica ele ocupou todos os espaços de um recife. As colônias nativas que ainda não foram atingidas estão ameaçadas. O invasor é uma espécie asiática, veio das águas do Índico e do Pacífico. Entrou no Brasil pelo Rio de Janeiro, mas já chegou a Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo e por último a Baía de Todos os Santos.

A grande ameaça agora, segundo os pesquisadores é a migração do coral sol para o extremo sul da Bahia. Se isso acontecer ele irá alterar uma das regiões mais ricas do oceano atlântico, que fica na região dos Abrolhos, onde fica localizada no 1º Parque Marinho do Brasil concentra corais raros e o maior banco de recife do sul do atlântico. Oito espécies são exclusivas da área.

O biólogo José Amorim confirma que a corrente marítima pode levar a espécie invasora para a região de Abrolhos. “Sem dúvida é uma via de acesso”, diz.

Onde o coral sol se instala a vida marinha praticamente desaparece. Ele cresce três vezes mais rápido do que os nativos e nem precisa de parceiro para procriar, conseguindo se reproduzir até quando é arrancado do mar.

“Essa é uma estratégia reprodutiva que ele tem de se reproduzir no ambiente”, explicou o biólogo Ricardo Miranda.

Arrancar as colônias invasoras até o momento é a única alternativa. Para os técnicos da Pro – mar, instituição que se dedica a cuidar da Baía de Todos os Santos, os pescadores podem ajudar nessa missão.

“Os pescadores precisam ser treinados, qualificados. Ter acesso à tecnologia que permite ele fazer a retirada do organismo invasor sem criar maiores problemas ao meio ambiente”, explicou o diretor da Pro-mar, Zé Pescador.

Até a produção pesqueira pode ser afetada pelo invasor. Sessenta e cinco por cento das espécies de peixes da costa brasileira se alimentam nos recifes construídos pelos corais nativos.

 

Click e veja o vídeo: http://g1.globo.com/bahia/noticia/2012/04/corais-brasileiros-sao-ameacados-por-especie-do-oceano-pacifico.html

 

Fonte: Globo Natureza


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Projeto de Lei quer introduzir espécies exóticas em represas

Um projeto polêmico na Câmara dos Deputados quer incluir peixe exótico em represas. Trata-se do Projeto de Lei 5989/2009, que prevê a criação de peixes exóticos – carpas e tilápias – contidos por redes dentro de reservatórios de hidrelétricas.

Pode parecer inofensivo, mas os biólogos ouvidos pela Folha de São Paulo alertam para o risco que isso trará para rios e lagos brasileiros, caso a matéria seja aprovada e sancionada.

 

O texto do deputado Nelson Meurer (PP-PR) altera a Lei nº 11.959/2009, que rege a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca e proíbe a criação de espécies exóticas – ou seja, naturais de outro lugar – nos reservatórios de hidrelétricas e tanques-redes. O objetivo da proposta é tornar a produção de espécies exóticas possível, já que há muitas restrições normativas por causa dos riscos ambientais que essa atividade traz.

 

A proposta tramita em caráter conclusivo na Câmara, ou seja, aprovada pelas comissões, não irá a plenário. E ela já foi aprovada nas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS); Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) e na Comissão de Minas e Energia (CME) e está, na fase final, em apreciação pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Na justificativa da proposta, Meurer usa a importância do fator econômico da pesca para justificar seu projeto: “Na criação organismos aquáticos em cativeiro – aquicultura – encontram-se os maiores potenciais para o incremento da produção de pescado, em nosso País, eis que contamos com diversos fatores favoráveis, tais como: clima, tecnologia e abundância de recursos hídricos”.

 

Pela redação do art. 19-A da proposta, o dono ou concessionário da represa instalada ficará obrigado à recomposição ambiental anual (leia-se repovoamento de peixes) e poderá usar as cinco espécies especificadas no segundo parágrafo do art. 22 do Projeto de Lei: I – tilápia-do-nilo (Oreochromis niloticus); II – carpa húngara ou comum (Cyprinus carpio); III – carpa prateada (Hypophthalmichthys molitrix); IV – carpa capim (Ctenopharyngodon idella); V – carpa cabeça grande (Aristichthys nobili).

 

Ainda segundo o jornal, um grupo de cientistas liderados pelo biólogo Ângelo Antonio Agostinho, está conduzindo uma petição pública contra o projeto, que já conta com mais de cem assinaturas. As cinco espécies proposta pelo Projeto de Lei são espécies descritas como invasoras e, para Agostinho, mesmo sendo criadas em redes, sempre haverá a possibilidade de escaparem e irem parar nos rios, onde poderão complicar a sobrevivência de espécies nativas, competindo pela comida ou comendo os ovos das espécies.

 

No teor da proposta fica proibido a soltura de organismos aquáticos geneticamente modificados no ambiente natural, mas as cinco espécies exóticas serão, normativamente, equiparadas à criação de espécies nativas, desde que criadas em tanques-redes ou outra estrutura semelhante instaladas nos reservatórios hidrelétricos.

Fonte: Portal O Eco


8 de março de 2012 | nenhum comentário »

Visitantes levam espécies invasoras para Antártica, alertam pesquisadores

Pelo menos 2.600 sementes foram levadas à região entre 2007 e 2008.
Temor é que aquecimento global agrave expansão de invasores.

Turistas e cientistas que passam pela Antártica podem ter levado espécies de plantas invasoras, sem querer, que ameaçam a biodiversidade local, afirma uma pesquisa publicada nesta semana na revista da Academia Americana de Ciências, a “PNAS”.

Os visitantes teriam carregado, sem saber, sementes minúsculas de seus locais de origem em sapatos, malas e roupas.

Entre 2007 e 2008, pelo menos 2.600 sementes de espécies não-nativas foram encontradas na região antártica pela equipe de Steven Chown, da Universidade de Stellenbosch, na África do Sul.

De acordo com a equipe, apesar das condições climáticas extremas da Antártica, algumas espécies invasoras já estão se estabelecendo no oeste da Península Antártica – onde o clima é mais ameno. O medo é que, com as mudanças climáticas, o ambiente na região fique mais quente e essas espécies possam alterar os ecossistemas locais.

Iceberg Antártida 1 (Foto: Alister Doyle / Reuters)

Foto de arquivo mostra iceberg desprendido da Antártica por causa do aquecimento global (Foto: Alister Doyle / Reuters)

Fonte: Globo Natureza


16 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Biólogos ‘caçam’ iguanas para proteger rara borboleta nos EUA

Invasão de lagartos ameaça população de insetos em arquipélago.
Répteis comem folhas com ovos da Borboleta-azul-de-Miami.

Biólogos trabalham em uma área de proteção ldos Estados Unidos para preservar exemplares da borboleta-azul-de-Miami (colocada na lista de proteção pelo governo devido à ameaça de extinção) e tentar reduzir a população de iguanas no arquipélago de Florida Keys.

O invasor da América Central pode estar prejudicando a reprodução das borboletas, já que se alimenta de folhas de uma árvore específica, utilizada pelos insetos para depósito dos ovos.

Exemplares não confirmados dessas borboletas têm sido vistos desde julho de 2010 na baía Honda, porém, a cada dia que passa a chance delas existirem na região tem diminuído.

Tanto que o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA colocou a espécie em uma lista de proteção junto com outras três borboletas. A listagem de emergência continua até abril, mas as autoridades podem fazer com que ela seja permanente.

Os grandes lagartos vegetarianos, descendentes de animais libertados por proprietários devido ao crescimento deles, desenvolveram um gosto por uma planta específica, utilizada pelas borboletas para desova. Os biólogos tentam agora capturá-los e levá-los para outras áreas.

iguana (Foto: Lynne Sladky/AP Photo)

Iguana é captura e medida por biólogos. Lagarto invasor tem prejudicado população de borboletas (Foto: Lynne Sladky/AP Photo)

Borboleta (Foto: Paula Cannon/AP Photo)

Exemplares de borboleta-azul-de-Miami (Foto: Paula Cannon/AP Photo)

Fonte: Globo Natureza


14 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Ilha de Montecristo, na Itália, é invadida por ratos

Um exército de ratos invadiu a ilha italiana de Montecristo, no arquipélago toscano, num ataque que nem mesmo o escritor francês Alexandre Dumas poderia ter imaginado na sua famosa obra “O conde de Monte Cristo”, informou nesta sexta-feira (13) o jornal “Corriere della Sera”.

A ilha, que tem apenas 10 quilômetros quadrados, é uma área protegida e considerada uma reserva natural biogenética. Os roedores chegaram ao local a bordo de navios e se reproduziram de maneira muito rápida.

Segundo o jornal, existe um rato por metro quadrado na ilha que inspirou Dumas, o que pode ameaçar o ecossistema do local. Para solucionar o problema, as autoridades usarão um avião para jogar 27 toneladas de alimentos envenenados em Montecristo.

O método escolhido foi duramente criticado por associações a favor dos animais e pelo campeão de pesca submarina Carlo Gasparri, quem escreveu uma carta à Promotoria da capital da Toscana, Florença, na qual afirma que o veneno utilizado é contraproducente.

“O produto é altamente tóxico para os organismos marinhos e pode provocar efeitos negativos no ambiente a longo prazo. Além disso, é uma substância que demora muito para desaparecer do ambiente”, afirmou Gasparri.

O praticante de pesca submarina também disse que o veneno é um risco para os milhares de turistas que desembarcam em Montecristo no verão para uma visita guiada. Ele propõe que seja usado um veneno mais leve.

Na ilha, onde vive um vigia com sua família, há uma vila do século XVIII, as ruínas de um antigo mosteiro e a gruta onde viveu no século V o Bispo de Palermo, São Maximiliano. 

Fonte: Portal iG


16 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Pesquisadores vão remover espécie invasora para preservar mico-leão-dourado em Niterói/RJ

Até o final do ano, pesquisadores brasileiros vão começar a retirar grupos de mico-leão-de-cara-dourada de uma área em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo a coordenadora da operação, Maria Cecília Kierulff, diretora do Instituto Pri-Matas, há dez anos, essa espécie, considerada invasora, foi acidentalmente solta na área que já era habitada pelo mico-leão-dourado, natural da região.

“Ele é muito próximo do mico-leão-dourado. Essas espécies ocupam o mesmo tipo de ambiente, alimentam-se das mesmas coisas, dormem nos mesmos locais. Ele pode até, de alguma forma, excluir o mico-leão nativo se essas duas espécies se encontrarem”, explicou a pesquisadora, alertando que o encontro das duas espécies pode gerar uma disputa por áreas e comida.

Segundo um levantamento coordenado por Maria Cecília, em 2009, havia mais de 100 micos-leões-de-cara-dourada, espécie natural da Bahia, na floresta em Niterói. Desde o resultado da pesquisa, os pesquisadores começaram a captar recursos e reuniram, este ano, mais de R$ 500 mil, a partir de financiamento internacional e de investimentos de instituições e órgãos como a Câmara de Compensação Ambiental do Rio de Janeiro.

“É uma operação cara. Não é só tirar os micos dali. Eles serão colocados em quarentena e depois soltos na Bahia em uma área de floresta dentro da área original deles de distribuição. E não é só soltar lá. Vai ter uma equipe que será mantida por pelo menos dois anos para acompanhar a adaptação dos grupos na nova área. É um projeto grande que envolve várias equipes e dois estados”, disse a coordenadora do projeto.

Ela acredita que serão necessários mais de dois anos para concluir a remoção. “A gente pretende fazer a captura em, no máximo, em 15 meses. Vai ser um processo intenso. Depois disso, o último grupo capturado que tem que ser acompanhado na floresta [na Bahia] pelo menos durante mais seis meses.”

As equipes, que incluem veterinários e pesquisadores, trabalham ainda com a possibilidade de surpresas que podem estender o prazo previsto. Um deles pode ser resultado da convivência diária dos micos com os moradores que os alimentam com frequência. Para Maria Cecília, esse convívio pode gerar o aparecimento de alguma doença durante o período de quarentena, que exigiria o tratamento antes da soltura do animal.

Também podem ampliar o tempo estimado pelos cientistas a multiplicação e a migração da espécie invasora para outras áreas. “Depois que a gente terminar essa captura, vamos ficar mais um tempo fazendo um novo levantamento para identificar se existem [micos-leões-de-cara-dourada] em outras áreas. Se existirem, vamos capturar de novo, e isso pode prolongar o projeto”, acrescentou a pesquisadora.

Fonte: Carolina Gonçalves/ Agência Brasil


29 de julho de 2011 | nenhum comentário »

BDRJ Meio Ambiente: secretaria cria lista de espécies exóticas invasoras

Lista traz organismos que se encontram fora da sua área natural no estado.
Governo disponibilizou na internet lista preliminar para consulta pública.

Presentes em mais de cem unidades de conservação do Brasil, as espécies exóticas invasoras representam uma ameaça à biodiversidade. Por isso, a Secretaria estadual do Ambiente do Rio de Janeiro está desenvolvendo uma lista dessas espécies para facilitar o controle e erradicação dessa vegetação no estado.

As espécies exóticas invasoras são organismos (fungos, plantas e animais, assim como seres vivos microscópicos) que se encontram fora da sua área natural de distribuição, por dispersão acidental ou intencional.

Pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) desenvolveram uma lista preliminar, que foi aperfeiçoada pela Secretaria do Ambiente e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Ela está disponível para consulta pública no site oficial do órgão http://www.rj.gov.br/web/sea/exibeConteudo?article-id=538365

De acordo com a Secretaria, o público pode opinar nesta lista, pedindo a inclusão de novas espécies ou a exclusão de outras que estejam na lista indevidamente. As contribuições podem ser enviadas para o e-mail até o dia 8 de setembro. Depois disso, a lista final será concluída e será iniciada uma campanha de conscientização.

Fonte: Bom dia Rio


28 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Áreas protegidas não evitam perda da biodiversidade, diz estudo

A garantia de áreas protegidas não está evitando a perda de biodiversidade, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira. O trabalho diz que a situação pode se tornar catastrófica até o ano 2050 e exige soluções mais efetivas para os problemas de crescimento da população e do nível de consumo.

De acordo com a pesquisa, publicada na revista científica “Marine Ecology Progress Series”, embora existam hoje 100 mil áreas protegidas no mundo todo –que somam 17 milhões de km2 em terra e 2 milhões de km2 nos oceanos–, a perda de biodiversidade aumentou.

“Estamos investindo uma grande quantidade de recursos financeiros e humanos na criação de áreas protegidas e infelizmente evidências sugerem que essa não é a solução mais efetiva”, afirmou Camilo Mora, um pesquisador colombiano da Universidade do Havaí, em Manoa.

Um dos problemas é que entre as 100 mil áreas protegidas, o cumprimento das normas só é feito em 5,8% das que estão em terra e em 0,08% das que estão nos oceanos.

A despesa mundial nas áreas protegidas é de US$ 6 bilhões ao ano, quando deveria ser de US$ 24 bilhões, por isso que muitas áreas não são financiadas de forma adequada, indica o estudo.

O coautor do trabalho Peter Sale, diretor do Instituto de Água, Meio Ambiente e Saúde (Canadá) da Universidade das Nações Unidas, também identificou outras quatro limitações no uso de áreas protegidas para preservar a biodiversidade do planeta.

Segundo o pesquisador, o crescimento previsto das áreas protegidas é muito lento. No ritmo atual, para alcançar o objetivo de cobrir 30% dos ecossistemas do mundo seriam necessários 185 anos em terra e 80 anos nos oceanos.

Ao mesmo tempo, as ameaças contra a biodiversidade, como a mudança climática e a poluição, estão avançado rapidamente, enquanto o tamanho e a conexão das áreas protegidas são inadequados. Cerca de 30% das áreas nos oceanos e 60% das de terra têm uma superfície inferior a 1 km2.

Além disso, as áreas protegidas são uma medida efetiva somente contra duas ameaças de origem humana, a exploração em massa e a perda de habitat, mas não contra mudança climática, poluição e espécies invasoras.

Finalmente, elas entram em conflito com o desenvolvimento humano.

Por estas razões, Moura disse que “é o momento de empregar todos os recursos que vão para as áreas protegidas e utilizá-los em estratégias que sejam mais efetivas ao problema”.

Fonte: Da EFE


26 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Espécies exóticas invasoras geram grande perda na biodiversidade

Cruzamento entre espécies nativas e exóticas leva à formação de populações com capacidade de reprodução reduzida, levando à extinção

Globo ecologia: espécies invasoras (Foto: Divulgação)

Sagui se alimenta de biscoito dado por pessoas: este ato só aumenta a população de invasores, que arrumam outra fonte de alimentação e se reproduz, em detrimento das espécies nativas (Foto: Divulgação)

A chegada de espécies em lugares que não são o seu habitat natural pode causar um grande impacto ambiental. As chamadas espécies exóticas são aquelas que são levadas por seres humanos de um lugar a outro, ou por acaso (por exemplo, em água de lastro de navio, em plataforma de petróleo, ou sementes que ficam em pneus de carro) ou propositalmente (quando o homem retira um animal ou uma planta de um lugar e leva para outro que não o de sua origem). Algumas sobrevivem no novo ambiente, outras não. As espécies que conseguem se reproduzir no novo habitat podem gerar um grande desequilíbrio naquele bioma.

Embora não existam estimativas precisas do quanto se perde de biodiversidade com a introdução de espécies invasoras, sabe-se que estes números são alarmantes. Segundo o professor adjunto do Departamento de Ciências Ambientais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) André Felippe Nunes-Freitas os efeitos são os mais variados, indo desde a simplificação de comunidades ecológicas causada pela extinção de espécies mais suscetíveis, como, por exemplo, espécies com populações muito pequenas ou especialistas na utilização de um determinado recurso, até alterações no funcionamento dos ecossistemas, como modificações nos ciclos de nutrientes, disponibilidade de luz e aumento da incidência de fogo. “Todos esses impactos têm como pano de fundo as perdas ou modificações das interações entre as espécies dentro das cadeias alimentares. Outro fator preocupante é a hibridização, ou seja, o cruzamento entre espécies nativas e exóticas que são pertencentes ao mesmo gênero. Isso leva a formação de populações cuja capacidade reprodutiva pode ser reduzida, levando as nativas à extinção. Um exemplo disso é o cruzamento entre o sagüi da Mata Atlântica do Rio de Janeiro, o sagüi da serra escuro e o sagüi introduzido, que é da Mata Atlântica do Nordeste, que vêm sofrendo hibridização. Acredita-se que o primeiro possa ser levado a extinção devido a esse processo”, explica.

André Freitas conta que há estimativas realizadas para o Brasil e para o mundo que sugerem que os prejuízos causados pela introdução de espécies exóticas invasoras podem variar de U$ 20 bilhões a U$ 300 bilhões, sem contar com os prejuízos que não são mensuráveis. “Quando analisamos a perda de diversidade biológica causada pela introdução de espécies exóticas, esses valores podem ser ainda maiores, especialmente por ainda estarmos desenvolvendo mecanismos de valoração da diversidade biológica”, detalha.

A perda de diversidade biológica e, consequentemente, de patrimônio genético da nação, e os prejuízos econômicos e ambientais gerados por essas perdas são os dois fatores que mais preocupam o professor.

Segundo ele, algumas ações têm sido feitas para diminuir os riscos da perda de biodiversidade. Em termos práticos, elas ainda são pontuais no Brasil, mas têm crescido nos últimos anos. “O Parque Nacional da Tijuca (RJ) vem manejando as jaqueiras, e o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ), também faz o manejo do lírio-do-brejo, do beijinho e de alguns bambus invasores. No entanto, ainda precisamos de estudos mais aprofundados e monitoramentos de médio e longo prazo para avaliar se as ações de manejo, controle e erradicação estão sendo eficientes, e esses têm que ser realizados para cada caso, ou seja, para cada espécie”, diz.

Fonte: Globo Ecologia


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