26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Mais de 100 animais silvestres são resgatados de zoológico superlotado no México

Mais de uma centena de animais, entre eles ursos, búfalos, dromedários e tigres, foram resgatados de um zoológico, propriedade de um deputado de Puebla (centro), onde estavam em condições deploráveis, informou nesta segunda-feira a Procuradoria Federal de Proteção ao Meio Ambiente (PROFEPA).

O zoológico “Club de los Animalitos”, localizado em Tehuacán (Puebla), a 200 km da capital mexicana, “operava em uma construção inadequada para o manejo de um total de 240 exemplares de vida silvestre”, razão pela qual foram resgatado “um total de 101 animais (…) por superlotação, falta de tratamento digno” ou por problemas na comprovação de sua procedência legal, indica um comunicado da PROFEPA.

Depois de receber denúncias de cidadãos, as autoridades realizaram uma operação na qual constataram que o local contava com “pequenas jaulas em um espaço reduzido, praticava maus-tratos, e inclusive observou que as fezes de uns caíam sobre os outros animais”, afirma.

Os animais, entre eles tigres, primatas, leões, ursos, antílopes, búfalos e aves, não contavam com locais para dormir ou pisos adequados, “situações que provocam em alguns animais condutas violentas estereotipadas, lesões e brigas entre eles, pela falta de espaço e compatibilidade”, explicou a PROFEPA.

O “Club de los Animalitos” é propriedade de Sergio Gómez, empresário e deputado em Puebla pelo conservador Partido Ação Nacional, que aparece acariciando seus animais nos cartazes publicitários do zoológico.

O legislador defendeu o local, afirmando que conseguiu realizar a reprodução bem-sucedida de várias espécies, principalmente felinos, mas os vizinhos do conjunto habitacional no qual se localiza se queixam constantemente.

Segundo as autoridades, o estabelecimento não conta com medidas de segurança para o público visitante e para os próprios animais, já que eles estão ao alcance das mãos, e não tem uma equipe veterinária capacitada.

Fonte: Terra


7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Inseminação artificial gera o primeiro bebê elefante em zoológico francês

Fêmea de 18 dias se chama Rungwe e dá passos iniciais ao lado da mãe.
Animais vivem na comuna de Saint-Aignan-sur-Cher, região central do país.

Bebê elefante (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Primeiro bebê elefante gerado por inseminação artificial é apresentado no Zoológico e Aquário de Beauval, na comuna francesa de Saint-Aignan-sur-Cher, região central do país. Em 2009, foram coletadas amostras de sêmen de dez machos na África do Sul e distribuídas a zoos europeus (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Bebê elefante (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Filhote da espécie africana é uma fêmea chamada Rungwe (em homenagem a um vulcão da Tanzânia), e nasceu no dia 20 de julho. A gestação da mãe, N'Dala, durou 23 meses. A população de elefantes na Europa está em declínio pelo envelhecimento e consequente redução da fertilidade (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Bebê elefante 3 (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Aos 18 dias de vida, elefante come com a mãe e se diverte no feno. Na 1ª medição, Rungwe tinha 150 kg e 1 metro de altura. Ela deve tomar de 10 a 12 litros de leite por dia durante 2 anos, mas já aos 6 meses serão incluídos aos poucos alguns vegetais na dieta. A espécie africana está ameaçada pela caça, comércio ilegal de marfim, agricultura e urbanização. Há 15 anos, havia só 40 mil indivíduos (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Fonte: Globo Natureza


27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Gorila de 5 anos se enforca por acidente e morre em zoo de Praga

Tatu brincava na manhã desta sexta-feira (27) em estrutura feita de corda.
Nascimento do primata foi transmitido ao vivo pela internet, em 2007.

Um gorila de 5 anos se enforcou acidentalmente e morreu na manhã desta sexta-feira (27) no Zoológico de Praga, na República Tcheca.

Gorila 1 (Foto: Michael Cizek/AFP)

Gorila Tatu aparece em foto de 7 agosto de 2007, com nove semanas de idade (Foto: Michael Cizek/AFP)

Na ocasião, Tatu brincava em uma estrutura feita de corda na ala dos gorilas.

Gorila 2 (Foto: Michael Cizek/AFP)

Ainda filhote, animal aparece sendo segurado pela mãe, Kijivu, no zoo de Praga (Foto: Michael Cizek/AFP)

O primata ficou famoso em 2007, quando seu nascimento foi transmitido ao vivo pela internet. Na foto acima, Tatu é segurado pela mãe, Kijivu.

Fonte: Globo Natureza

 


20 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Zoológico de Buenos Aires tem futuro incerto

O zoológico de Buenos Aires, catalogado como patrimônio histórico nacional por sua arquitetura vitoriana, tem futuro incerto após a tentativa do governo da capital argentina de licitá-lo, frustrada no último momento pela oposição nos tribunais.

Situado no bairro de Palermo, o zoo, que abriu as portas em 1875, ocupa 18 hectares e abriga cerca de dois mil animais de 73 espécies.

Um passeio por suas instalações é como uma viagem no tempo: pelas grades de um aviário de inspiração andaluza veem-se macacos, enquanto os três elefantes entram e saem de seu templo hindu e passeiam aborrecidos pelo pequeno espaço disponibilizado.

Privatizada nos anos 90, sob o governo do ex-presidente Carlos Menem, nos últimos anos a instituição recebeu críticas pela situação dos animais e agora é alvo de uma batalha política pela decisão do prefeito, Mauricio Macri, de licitar sua gestão.

Um relatório da Auditoria Geral de Buenos Aires denunciou que entre 1990 e 2008 foram perdidas 31 espécies de mamíferos e 72 espécies de aves, que representavam 23% e 55%, respectivamente, das espécies do zoológico.

O atual diretor do espaço, o ecologista Claudio Bertonatti, que ocupa o cargo há seis meses, confirma os dados, mas minimiza a importância dos números: “Muita gente acredita que quanto mais espécies um zoo tiver, melhor será, mas é um erro. Nós poderíamos aumentar o número de espécies se aceitássemos todos os animais que foram recuperados em apreensões, mas não o fazemos porque chegam muito maltratados e seria contraproducente”, contou.

Bertonatti alegou que se sente “orgulhoso” que nos últimos anos tenham sido “devolvidos à natureza” cerca de 400 animais, entre eles “107 condores andinos que agora voam livres por vários países da América Latina”.

Para o diretor, o zoo deve ser transformado “de um centro de entretenimento a um espaço de preservação com quatro objetivos: preservar, educar, pesquisar e, por último, entreter”.

Para o gestor, o melhor modelo é o zoológico do Bronx, já que acredita que o ideal seria que, como em Nova York, os animais vivessem em “condições de semiliberdade”, embora admita que a instituição americana possui um espaço seis vezes maior que os 18 hectares “não ampliáveis” do zoo de Buenos Aires.

Enquanto os ecologistas se preocupam com a melhora das instalações e o bem-estar dos animais, os políticos portenhos se enfrentam em uma batalha legal sobre o futuro da instituição.

A juíza Elena Liberatori aceitou o apoio oferecido pelo legislador opositor Adrián Camps e suspendeu a licitação pública defendida pelo governo da cidade pela condição do espaço e “a especial proteção de categoria constitucional e legal à qual ele está sujeito”.

Elena sentenciou que qualquer futura concessão do zoológico deve ser aprovada pela legislação, mas a diretora da Direção Geral de Concessões de Buenos Aires, Silvia Imas, afirmou que apelarão da sentença porque consideram que a licitação “é a melhor forma de regularizar uma concessão vencida e ter cinco anos para repensar como será o zoológico do futuro”.

Camps, membro do Partido Socialista Autêntico, recebeu com euforia a decisão judicial e ressaltou que “o zoo é uma raridade internacional, porque conserva as construções vitorianas originais, ao contrário do de Londres, onde muito foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial, e sua gestão deve ser pública”.

O político declarou à Efe que espera que agora “se abra um debate sobre o futuro do zoológico e sua concepção”, já que, em sua opinião, a ideia de lugar “para exibir animais em cativeiro, enjaulados, já não é aceitável”.

Tanto o diretor do espaço quanto Camps lamentam que na folha de licitação seja exijido que 85% dos fundos sejam destinados à restauração dos prédios históricos e só 15% para melhorar a oferta de conservação e a função educativa.

Silvia nega esses dados, mas reconhece que a exigência para a restauração é muito maior “porque são prédios históricos e estão muito deteriorados”.

À espera que a batalha política termine, o zoológico continua sua lenta transformação, e inaugurou recentemente um aviário com aves recuperadas do tráfico de animais, visando à conscientização.

Fonte: Portal iG


16 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Programa de reprodução em cativeiro visa salvar espécies em extinção

Depois de terem cheirado a grama minuciosamente, três guepardos começaram a circular freneticamente o centro de criação de animais localizado na cidade de Front Royal. Era um sinal de que uma fêmea de sua espécie estava no cio.

Então, um dos machos uivou de uma maneira diferente dos outros – um sinal de um estado ainda mais elevado de excitação. Os outros machos saíram de seu caminho.

Para maximizar as chances de reprodução bem sucedida, os cientistas descobriram que é necessário separar os guepardos por sexo, chegando a impedi-las de se encontrar antes do acasalamento. Acontece que a familiaridade pode causar rejeição entre os felinos.

Finalmente, a fêmea foi trazida de volta. Ela parecia confusa pela vontade do macho e não conseguiu assumir uma posição de acasalamento. O encontro não deu certo.

Com o número de animais em extinção aumentando e seus habitats naturais sendo destruídos, os zoológicos estão tentando reproduzir em cativeiro cerca de 160 espécies ameaçadas. Mas embora o acasalamento na selva possa parecer algo natural e primitivo, em cativeiro ele pode ser bem mais complicado.

Cerca de 83% das espécies atualmente mantidas em jardins zoológicos americanos não estão cumprindo as metas estabelecidas para a manutenção de sua diversidade genética, de acordo com relatórios da Associação de Zoológicos e Aquários. No caso dos guepardos, menos de 20% das espécies nos jardins zoológicos americanos não têm sido capazes de reproduzir.

Os zoológicos precisam descobrir como acasalar guepardos e muitos outros animais em cativeiro para criar populações de reserva destes animais, antes que sua situação na natureza torne-se insustentável, disse Jack Grisham, que tem coordenado o plano de reprodução de guepardos há 20 anos. Mas a taxa de sucesso decepcionante levou alguns conservacionistas a questionar se os zoológicos devem tentar a procriação. Muitos dizem que preferem ver o dinheiro redirecionado para preservar habitats e espécies selvagens.

“Eu ficaria mais contente com a reprodução em cativeiro dos guepardos selvagens se isso realmente os ajudasse”, disse Luke Hunter, presidente do Panthera, um grupo sem fins lucrativos que trabalha com os esforços globais para preservar grandes felinos na natureza, inclusive os guepardos. “Livre de ameaças, eles se reproduzem bastante na selva, não precisam de auxílio com sua reprodução. Eles precisam de um lugar para andar livremente.”

Anualmente o Zoológico Nacional Smithsonian, em Washington, gasta cerca de US$ 350.000 na tentativa de procriação de guepardos em seu campus de 3.200 hectares em Front Royal, que abriga outras 18 espécies. Este orçamento sustenta a coleta de dados e a logística de longa distância para encontrar o par perfeito, entre outras despesas.

Programas similares existem em quatro outros centros nacionais coordenados por zoológicos.

No entanto, apesar de duas décadas de esforços sustentados, a população cativa de 281 guepardos na América do Norte dá à luz apenas 15 filhotes, em média, por ano, exatamente a metade do que os seus detentores estimam ser necessário para manter um nível saudável de substituição.

Os guepardos são muito mais sensíveis do que seus parentes leões e tigres, por exemplo, que se reproduzem com facilidade. Mas elas não são tão difíceis de se reproduzir como os pandas, que não produziram um filhote sequer em cativeiro nos Estados Unidos desde 2010.

Embora não estejam criticamente em risco, a população mundial de guepardos despencou. Na virada do século 20, cerca de 100.000 chitas vagavam da África para o Mediterrâneo e para a Índia, de acordo com o Smithsonian. Hoje, as autoridades estimam que de 7.000 a 10.000 permanecem na natureza como resultado da perda de habitat, caça ilegal e conflitos com agricultores e pecuaristas.

A Panthera promove programas que ajudam os guepardos a sobreviver ao lado de pessoas. O grupo aconselha os donos de animais de pequeno porte sobre como evitar que guepardos devorem-nos e ainda doa cães de guarda treinados para o trabalho. Mas não importa o quão agressivamente os grupos de conservação lutem para preservar populações selvagens, disse Grisham, as pressões são tão grandes que animais de zoológico podem algum dia tem de servir como um banco genético para sua espécie.

Onde Noé errou – Os programas de procriação não servem apenas para preservar as espécies, servem também para garantir que os zoológicos possam continuar ativos. Até os anos 1970, os zoológicos tinham permissão de capturar os animais que quisessem exibir. Mas uma crescente consciência sobre a vulnerabilidade de muitas espécies levou a tratados para mudar isso. E a Lei das Espécies Ameaçadas dos Estados Unidos de 1973 restringiu as importações de animais ameaçados, mesmo para os zoológicos.

Assim, os zoológicos começaram a ter programas de melhoramento genético coordenados para espécies ameaçadas. Então, em 2000, a associação abriu um Centro de Gerenciamento Populacional coordenado pelo Zoológico Lincoln Park, em Chicago, para realizar análises demográficas e genéticas detalhadas do cruzamento entre animais, em extinção ou não, em 235 zoológicos. Os membros deste projeto estabeleceram recomendações sobre a melhor forma de reproduzir cada uma dessas espécies.

Sarah Long, diretora do Centro de Gestão da População em Chicago, disse que os zoológicos começaram com muito poucos animais de cada espécie, e muitos não tinham uma variação genética suficiente para garantir sua sobrevivência a longo prazo em cativeiro. A população fundadora mediana para espécies em zoológicos dos Estados Unidos era de cerca de 15 espécies

“Noé entendeu tudo errado”, disse Long. “Um, dois ou até mesmo uma dúzia de cada espécie não é o suficiente para a perpetuação da espécie.” A associação tem quase 600 programas de reprodução cooperativos, mas até agora ela só criou planos de melhoramento formais para 357 espécies. Aproximadamente 55% das espécies com estes planos de reprodução estão em perigo de extinção de acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza.

Ainda assim, 40% dessas 357 espécies gerenciadas estão diminuindo – por algumas razões conhecidas e, em outros casos, desconhecidas. O número de ursos andinos está caindo porque os zoológicos diminuiram sua procriação anos atrás e a população tornou-se velha demais para se reproduzir agora.

Um habitat mais selvagem – Poucos felinos vivem em estreita colaboração com os seres humanos como os guepardos, que acredita-se terem sido mantidos como animais de estimação pela realeza em 3000 a.C. Contudo, os pesquisadores ainda estão tentando dominar a dinâmica de seu acasalamento, disse Adrienne Crosier, diretora do programa de acasalamento de chitas do Zoológico Nacional Smithsonian.

Durante décadas, os jardins zoológicos colocaram todos os grandes felinos em jaulas temáticas e os trataram de forma semelhante. Mas seus padrões de acasalamento podem ser radicalmente diferentes. Por exemplo, os leopardos, uma espécie criticamente ameaçada, emparelham-se com seus companheiros no início da vida. Se eles são apresentados a um companheiro como adultos maduros em cativeiro, isso provoca estresse extremo, e, ocasionalmente, o macho mata a fêmea. Esses ataques ocorreram várias vezes antes de os pesquisadores perceberem qual era o problema.

Os guepardos, por outro lado, não fazem pares constantes. Ainda assim, foi apenas na década de 1990 que os funcionários do zoológico entenderam isso.

Mais recentemente, pesquisadores descobriram que fêmeas que não são parentes ou que não foram criadas juntos não devem ser mantidas juntas, porque a fêmea não dominante vai sentir tanto estresse que simplesmente não entrará no cio.

Para contornar esses problemas com guepardos e outros animais, os zoológicos estão colocando ênfase nos centros de conservação que são menos como zoológicos e mais como fazendas ou um safáris. Os centros de conservação animais ideias tem espaço suficiente para imitar o habitat natural dessas espécies.

 

Fonte: Ambiente Brasil


14 de junho de 2012 | nenhum comentário »

O NOVO DILEMA DOS ZOOS

Com o aumento do número de espécies em risco de extinção, os zoológicos estão cada vez mais sendo chamados para resgatar e manter animais -não apenas aqueles que atraem espectadores, como pandas e rinocerontes, mas também mamíferos, rãs, Aves e insetos de todos os tipos.

Mas os zoos concluíram que, para conservar animais de modo eficiente, precisam reduzir o número de espécies das quais cuidam e dedicar mais recursos a poucos escolhidos. O resultado é que os responsáveis pelos zoos, geralmente amantes dos animais, estão sendo cada vez mais pressionados a calcular quais animais, em detrimento de outros, devem salvar.

A missão dos zoos deixou de ser entreter o público, para se dedicar à conservação. “Nós, como sociedade, temos que decidir se é ético e moralmente apropriado expor animais para a simples finalidade de entretenimento”, disse Steven L. Monfort, diretor do Instituto de Conservação Biológica Smithsonian, que faz parte do Zoo Nacional de Washington. “Na minha opinião, é preciso que os zoos tenham o papel de defender espécies animais.”

Monfort quer que os zoos levantem mais recursos para a conservação de animais na natureza e que esse esforço ganhe importância igual à de suas coleções de animais cativos. Os zoos, disse ele, precisam construir instalações -não necessariamente abertas ao público- suficientemente grandes para receber rebanhos de animais, possibilitando comportamentos reprodutivos mais naturais. Também para Monfort, é preciso dar menos ênfase a animais que constituem atrações populares, mas estão sobrevivendo bem na natureza, para dar espaço àqueles que precisam urgentemente ser salvos da extinção.

Muitos diretores de zoológicos acham que uma reordenação radical não é necessária e que cada zoo faz um trabalho valioso, mesmo que conserve poucas espécies.

No primeiro século de sua existência, os zoos americanos buscavam Animais Selvagens na natureza e os exploravam principalmente por seu valor de entretenimento. Quando os ambientes selvagens começaram a desaparecer, junto com seus animais, os responsáveis pelos zoos se tornaram protetores e salvadores. Desde 1980, os zoos desenvolvem programas coordenados de criação que salvaram dezenas de espécies do perigo de extinção.

O desafio, cada vez mais difícil, é praticar a conservação e ao mesmo tempo continuar a expor animais para atrair o público pagante. Os leões-marinhos, por exemplo, estão se dando muito bem na natureza, mas o zoo de St. Louis decidiu gastar US$ 18 milhões em uma nova piscina com filtro e acréscimo de ozônio, para favorecer a claridade. Isso porque os leões-marinhos são muito populares, e o ambiente em que ficavam estava decrépito.

Jeffrey P. Bonner, o executivo-chefe do zoo, explicou: “Buscamos um ponto de equilíbrio entre a experiência do público e a necessidades de conservação. Se você me perguntar por que tenho camelos, direi que precisamos de algo interessante para as pessoas verem nos fundos do zoo no inverno”.

À medida que os padrões de cuidados com os animais se elevam, e os zoos instalam ambientes maiores e de aparência mais natural, diminui o espaço para mais animais. Na década de 1970, o zoo de St. Louis tinha 36 espécies de primatas. Hoje tem apenas 13.

Os zoos passaram a entender que, para que os animais possam se reproduzir a longo prazo sem que ocorra a endogamia, é preciso manter “pools” genéticos muito maiores. Há 64 ursos polares vivendo cativos em zoos americanos -muito menos que 200, o número ótimo para manter a população por cem anos.

Assim, os zoos começaram a aumentar o número de indivíduos de algumas espécies em detrimento de outras. O zoo de St. Louis diz que hoje tem 400 animais a mais do que tinha em 2002, mas 65 espécies ou subespécies a menos.

Na década de 1990, enquanto aumentavam as pressões em favor da conservação, a Associação de Zoos e Aquários, responsável pelos zoológicos dos Estados Unidos, começou a reunir grupos de especialistas em zoos que analisavam famílias inteiras de espécies e aconselhavam quais delas deveriam ser priorizadas ou abandonadas. Os critérios incluíam a singularidade, o nível de risco de extinção, a importância do papel ecológico do animal e a existência de uma população em cativeiro que seja suficiente para a reprodução. A União Internacional para a Conservação da Natureza estima que quase um quarto dos mamíferos poderá se extinguir nas próximas três gerações. A situação é mais grave para os anfíbios e as Aves marinhas.

No zoo de St. Louis, alguns baldes de terra agora abrigam o “besouro sepultador”, que é conhecido por sepultar os corpos de pequenos animais.

No passado, esse besouro estava presente em 35 Estados. Mas, em 1989, quando o Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos EUA o classificou como em risco de extinção, só restava uma população dele, em Rhode Island. A pedido do governo, o zoo de St. Louis e um zoo de Rhode Island vêm criando o besouro e o devolvendo à natureza.

Bob Merz, o gerente de invertebrados no zoo de St. Louis, diz que o esforço valeu a pena porque o besouro talvez exerça um papel insubstituível na teia ecológica. Para ele, escolher espécies que merecem ser salvas é comparável a fazer apostas com a vida ou a morte. “É como olhar da janela de um avião e ver os rebites da asa”, explicou. “Provavelmente podemos perder alguns deles sem maiores problemas, mas não sabemos quantos -e não queremos realmente descobrir.”

Fonte: CFMV


13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Casal de tartarugas separa-se após relacionamento de mais de 100 anos

Funcionários de um zoológico na Suíça foram obrigados a separar os dois animais desde que a fêmea começou a atacar seu par sem razão aparente

Uma separação repentina entre um casal de tartarugas gigantes de 115 anos está intrigando funcionários do zoológico de répteis Reptilien Happ, localizado na cidade de Klagenfurt, na Áustria. Bibi e Poldi vivem juntos neste zoólogico há 36 anos, mas o relacionamento deles é mais antigo: de acordo com a diretora do zoológico, Helga Happ, eles estão juntos desde que eram muito novos.

Antes de chegar à Áustria, Bibi (fêmea) e Poldi (macho) viviam juntos em um outro zoológico, localizado na cidade de Basileia, na Suíça.

De acordo com Happ, desde outubro do ano passado, Bibi decidiu que não quer mais Poldi. Desde então, começou a atacar o ex-companheiro, cortando pedaços do casco.

Happ não sabe dizer o que pode ter levado a esse comportamento do casal e conta que não houve nenhuma mudança no ambiente ou na alimentação.

As tartarugas pesam 100 quilos cada, uma luta entre as duas poderia resultar em morte. Com essa preocupação, os funcionários do zoológico decidiram separar o casal, mas ainda não desistiram da reconciliação: a cada semana eles abrem as jaulas e tentam colocar os dois juntos.

Em entrevista por telefone ao site de VEJA, Happ disse que quando os funcionários abrem as jaulas, Bibi se mostra ameaçadora.

A equipe tentou unir novamente o casal com dicas de especialistas em relacionamento animal, usando, por exemplo, comidas afrodisíacas. Até aghora, nada funcionou.

Saiba mais

TARTARUGA GIGANTE
É a designação comum a diversas tartarugas terrestres, de grande porte, da família dos testudinídeos. São características de habitats insulares de regiões tropicais. O tempo de vida das tartarugas é bastante variado, dependendo de sua espécie e de onde elas vivem. Muitas delas vivem mais do que cem anos. De acordo com Helga Happ, diretora do zoológico de répteis onde vivem as tartarugas, Bibi e Poldi são originadas das Ilhas de Galápagos. As tartarugas típicas desse arquipélago, localizado a cerca de mil quilômetros da costa do Equador, são as que apresentam maiores dimensões, chegando a medir mais de 1,8 metro de comprimento e a pesar 200 quilos.

tartarugas gigantes

Depois de um período de mais de cem anos de convivência, Bibi começou a rejeitar seu companheiro Poldi mordendo seu casco (Divulgação Zoológico Reptilien Happ)

Fonte: Veja Ciência


20 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Projeto nos EUA estuda coração de primatas para evitar doença e morte

Pesquisa é realizada em grandes macacos do zoológico de Atlanta.
Doença no coração é principal causa de morte em orangotangos, diz cientista.

Uma pesquisa inovadora realizada nosEstados Unidos pretende identificar problemas cardíacos em orangotangos e macacos de grande porte que vivem em cativeiros, a fim de evitar mortes e elevar a população desses mamíferos, alguns ameaçados de extinção.

Denominado “Projeto coração de grandes macacos”, especialistas de diversas universidades têm realizado exames de ultrassom e eletrocardiograma em primatas do zoológico de Atlanta. A análise vai verificar como doenças no coração afetam os animais, já que são consideradas as principais responsáveis por óbitos de orangotangos.

O estudo utiliza animais acordados, fato inédito e que tem incentivado outras instituições a realizarem o mesmo procedimento. A aplicação de anestesia poderia prejudicar primatas que já estão doentes e reduziria a qualidade das atividades cardíacas.

De acordo com Hayley Murphy, diretor de serviços veterinários no zoológico de Atlanta, o estudo vai determinar também se há relação entre as doenças cardíacas dos primatas e seres humanos. Já há casos de orangotangos diagnosticados com doenças no coração que são tratados com medicamentos feito para humanos.

Funcionária do zoológico de Atlanta, nos EUA, faz exame cardíaco em orangotango de nove anos batizado de Satu. (Foto: Dorie Turner/AP)

Funcionária do zoológico de Atlanta, nos EUA, faz exame cardíaco em orangotango de nove anos batizado de Satu. (Foto: Dorie Turner/AP)

Fonte: Globo Natureza


19 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Macaco rejeitado pela mãe é alimentado em zoológico francês

O pequeno macaco mangabei Loango nasceu em 5 de março.
Animal é protegido por programa para espécies ameaçadas.

Funcionária do zoológico Jardin des Plantes, em Paris, na França, alimenta o macaco mangabei Loango, que nasceu em 5 de março e foi rejeitado pela mãe. (Foto: Kenzo Triboillard/AFP)

Funcionária do zoológico Jardin des Plantes, em Paris, na França, alimenta o macaco mangabei Loango, que nasceu em 5 de março e foi rejeitado pela mãe. (Foto: Kenzo Triboillard/AFP)

Loango, macaco mangabei nascido em zoológico francês (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)

O nascimento de Loango no zoo europeu faz parte do programa europeu de reprodução de espécies ameaçadas. (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)

Loango, macaco mangabei nascido em zoológico francês (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)

O pequeno primata, com pouco mais de um mês de vida, virou atração principal do berçário do zoológico da França. Na imagem, como um bebê humano, Loango chupa um dos dedos da mão. (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)


11 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Famintos, animais definham em zoológico do interior de SC

O rugido insistente de um leão se tornou comum em meio à paisagem de araucárias do interior de Santa Catarina nas últimas semanas.

“É por causa da fome”, diz a voluntária Sílvia Pompeu, enquanto joga um pedaço de carne para o animal de aparência esquelética, que devora o alimento em segundos. Macacos apáticos em jaulas imundas observam a cena.

Eles e outras dezenas de bichos são os sobreviventes do zoológico do Cattoni-Tur Hotel, no centro de Salete (a 260 km de Florianópolis).

Segundo o Ibama, o local foi praticamente abandonado pelo dono, Azodir Cattoni, após o órgão interditá-lo, em dezembro. Desde então, os bichos passaram a comer cada vez menos. Tigres que recebiam 14 kg de carne a cada dois dias passaram a ter dois frangos.

A eletricidade foi cortada. E sem as cercas elétricas, uma onça já pulou na jaula dos leões e foi morta. “Todo mundo corre risco de morte”, disse a analista ambiental do Ibama Gabriela Breda, que circula armada pelo zoo.

Instalado num antigo seminário, o hotel-zoo foi aberto em 2007 e passou a acumular legalmente enorme quantidade de bichos. Havia mais exemplares de certas espécies do que no zoo paulistano.

“Vinham de apreensões ou foram abandonados por circos”, disse Elenice Franco, do Ibama. Segundo o órgão, os recintos são inadequados, e o acúmulo se refletiu no índice de mortalidade, que alcançou 80%. O aceitável seria até 20%.

Dos 1.100 animais que entraram lá, só 214 estavam vivos na interdição, decidida após a fuga da elefante Carla, que saiu em disparada pelas ruas e só foi capturada horas depois –hoje ela vive no Rio.

Multas aplicadas pelo Ibama somam R$ 50 mil. Agora, até o hotel está fechado.

O órgão e voluntários intervieram na semana passada. Dezenas de bichos já foram levados a outros zoos, mas cerca de 40, entre macacos e avestruzes, não têm para onde ir.

Voluntários do santuário Rancho dos Gnomos, de SP, foram até os felinos –alguns até rezam para tranquilizá-los. “Esse vai precisar de muitas preces”, disse Sandra Calado na terça passada, ao observar um tigre de bengala esquelético, que não resistiu.

Azodir Cattoni não foi localizado. O Ibama diz ter sido informado de que ele está fora do país. Advogados que já o representaram não se manifestaram. No hotel ainda atuam quatro pessoas, entre elas uma irmã e um cunhado, que se recusaram a falar com aFolha.

Leão permanece no zoológico do Cattoni-Tur Hotel, no centro de Salete (SC), após interdição do Ibama

Leão permanece no zoológico do Cattoni-Tur Hotel, no centro de Salete (SC), após interdição do Ibama. Foto: Adriano Vizoni - 3.abr.12/Folhapress

Fonte: JEAN-PHILIP STRUCK, Folha.com


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26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Mais de 100 animais silvestres são resgatados de zoológico superlotado no México

Mais de uma centena de animais, entre eles ursos, búfalos, dromedários e tigres, foram resgatados de um zoológico, propriedade de um deputado de Puebla (centro), onde estavam em condições deploráveis, informou nesta segunda-feira a Procuradoria Federal de Proteção ao Meio Ambiente (PROFEPA).

O zoológico “Club de los Animalitos”, localizado em Tehuacán (Puebla), a 200 km da capital mexicana, “operava em uma construção inadequada para o manejo de um total de 240 exemplares de vida silvestre”, razão pela qual foram resgatado “um total de 101 animais (…) por superlotação, falta de tratamento digno” ou por problemas na comprovação de sua procedência legal, indica um comunicado da PROFEPA.

Depois de receber denúncias de cidadãos, as autoridades realizaram uma operação na qual constataram que o local contava com “pequenas jaulas em um espaço reduzido, praticava maus-tratos, e inclusive observou que as fezes de uns caíam sobre os outros animais”, afirma.

Os animais, entre eles tigres, primatas, leões, ursos, antílopes, búfalos e aves, não contavam com locais para dormir ou pisos adequados, “situações que provocam em alguns animais condutas violentas estereotipadas, lesões e brigas entre eles, pela falta de espaço e compatibilidade”, explicou a PROFEPA.

O “Club de los Animalitos” é propriedade de Sergio Gómez, empresário e deputado em Puebla pelo conservador Partido Ação Nacional, que aparece acariciando seus animais nos cartazes publicitários do zoológico.

O legislador defendeu o local, afirmando que conseguiu realizar a reprodução bem-sucedida de várias espécies, principalmente felinos, mas os vizinhos do conjunto habitacional no qual se localiza se queixam constantemente.

Segundo as autoridades, o estabelecimento não conta com medidas de segurança para o público visitante e para os próprios animais, já que eles estão ao alcance das mãos, e não tem uma equipe veterinária capacitada.

Fonte: Terra


7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Inseminação artificial gera o primeiro bebê elefante em zoológico francês

Fêmea de 18 dias se chama Rungwe e dá passos iniciais ao lado da mãe.
Animais vivem na comuna de Saint-Aignan-sur-Cher, região central do país.

Bebê elefante (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Primeiro bebê elefante gerado por inseminação artificial é apresentado no Zoológico e Aquário de Beauval, na comuna francesa de Saint-Aignan-sur-Cher, região central do país. Em 2009, foram coletadas amostras de sêmen de dez machos na África do Sul e distribuídas a zoos europeus (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Bebê elefante (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Filhote da espécie africana é uma fêmea chamada Rungwe (em homenagem a um vulcão da Tanzânia), e nasceu no dia 20 de julho. A gestação da mãe, N'Dala, durou 23 meses. A população de elefantes na Europa está em declínio pelo envelhecimento e consequente redução da fertilidade (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Bebê elefante 3 (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Aos 18 dias de vida, elefante come com a mãe e se diverte no feno. Na 1ª medição, Rungwe tinha 150 kg e 1 metro de altura. Ela deve tomar de 10 a 12 litros de leite por dia durante 2 anos, mas já aos 6 meses serão incluídos aos poucos alguns vegetais na dieta. A espécie africana está ameaçada pela caça, comércio ilegal de marfim, agricultura e urbanização. Há 15 anos, havia só 40 mil indivíduos (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Fonte: Globo Natureza


27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Gorila de 5 anos se enforca por acidente e morre em zoo de Praga

Tatu brincava na manhã desta sexta-feira (27) em estrutura feita de corda.
Nascimento do primata foi transmitido ao vivo pela internet, em 2007.

Um gorila de 5 anos se enforcou acidentalmente e morreu na manhã desta sexta-feira (27) no Zoológico de Praga, na República Tcheca.

Gorila 1 (Foto: Michael Cizek/AFP)

Gorila Tatu aparece em foto de 7 agosto de 2007, com nove semanas de idade (Foto: Michael Cizek/AFP)

Na ocasião, Tatu brincava em uma estrutura feita de corda na ala dos gorilas.

Gorila 2 (Foto: Michael Cizek/AFP)

Ainda filhote, animal aparece sendo segurado pela mãe, Kijivu, no zoo de Praga (Foto: Michael Cizek/AFP)

O primata ficou famoso em 2007, quando seu nascimento foi transmitido ao vivo pela internet. Na foto acima, Tatu é segurado pela mãe, Kijivu.

Fonte: Globo Natureza

 


20 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Zoológico de Buenos Aires tem futuro incerto

O zoológico de Buenos Aires, catalogado como patrimônio histórico nacional por sua arquitetura vitoriana, tem futuro incerto após a tentativa do governo da capital argentina de licitá-lo, frustrada no último momento pela oposição nos tribunais.

Situado no bairro de Palermo, o zoo, que abriu as portas em 1875, ocupa 18 hectares e abriga cerca de dois mil animais de 73 espécies.

Um passeio por suas instalações é como uma viagem no tempo: pelas grades de um aviário de inspiração andaluza veem-se macacos, enquanto os três elefantes entram e saem de seu templo hindu e passeiam aborrecidos pelo pequeno espaço disponibilizado.

Privatizada nos anos 90, sob o governo do ex-presidente Carlos Menem, nos últimos anos a instituição recebeu críticas pela situação dos animais e agora é alvo de uma batalha política pela decisão do prefeito, Mauricio Macri, de licitar sua gestão.

Um relatório da Auditoria Geral de Buenos Aires denunciou que entre 1990 e 2008 foram perdidas 31 espécies de mamíferos e 72 espécies de aves, que representavam 23% e 55%, respectivamente, das espécies do zoológico.

O atual diretor do espaço, o ecologista Claudio Bertonatti, que ocupa o cargo há seis meses, confirma os dados, mas minimiza a importância dos números: “Muita gente acredita que quanto mais espécies um zoo tiver, melhor será, mas é um erro. Nós poderíamos aumentar o número de espécies se aceitássemos todos os animais que foram recuperados em apreensões, mas não o fazemos porque chegam muito maltratados e seria contraproducente”, contou.

Bertonatti alegou que se sente “orgulhoso” que nos últimos anos tenham sido “devolvidos à natureza” cerca de 400 animais, entre eles “107 condores andinos que agora voam livres por vários países da América Latina”.

Para o diretor, o zoo deve ser transformado “de um centro de entretenimento a um espaço de preservação com quatro objetivos: preservar, educar, pesquisar e, por último, entreter”.

Para o gestor, o melhor modelo é o zoológico do Bronx, já que acredita que o ideal seria que, como em Nova York, os animais vivessem em “condições de semiliberdade”, embora admita que a instituição americana possui um espaço seis vezes maior que os 18 hectares “não ampliáveis” do zoo de Buenos Aires.

Enquanto os ecologistas se preocupam com a melhora das instalações e o bem-estar dos animais, os políticos portenhos se enfrentam em uma batalha legal sobre o futuro da instituição.

A juíza Elena Liberatori aceitou o apoio oferecido pelo legislador opositor Adrián Camps e suspendeu a licitação pública defendida pelo governo da cidade pela condição do espaço e “a especial proteção de categoria constitucional e legal à qual ele está sujeito”.

Elena sentenciou que qualquer futura concessão do zoológico deve ser aprovada pela legislação, mas a diretora da Direção Geral de Concessões de Buenos Aires, Silvia Imas, afirmou que apelarão da sentença porque consideram que a licitação “é a melhor forma de regularizar uma concessão vencida e ter cinco anos para repensar como será o zoológico do futuro”.

Camps, membro do Partido Socialista Autêntico, recebeu com euforia a decisão judicial e ressaltou que “o zoo é uma raridade internacional, porque conserva as construções vitorianas originais, ao contrário do de Londres, onde muito foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial, e sua gestão deve ser pública”.

O político declarou à Efe que espera que agora “se abra um debate sobre o futuro do zoológico e sua concepção”, já que, em sua opinião, a ideia de lugar “para exibir animais em cativeiro, enjaulados, já não é aceitável”.

Tanto o diretor do espaço quanto Camps lamentam que na folha de licitação seja exijido que 85% dos fundos sejam destinados à restauração dos prédios históricos e só 15% para melhorar a oferta de conservação e a função educativa.

Silvia nega esses dados, mas reconhece que a exigência para a restauração é muito maior “porque são prédios históricos e estão muito deteriorados”.

À espera que a batalha política termine, o zoológico continua sua lenta transformação, e inaugurou recentemente um aviário com aves recuperadas do tráfico de animais, visando à conscientização.

Fonte: Portal iG


16 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Programa de reprodução em cativeiro visa salvar espécies em extinção

Depois de terem cheirado a grama minuciosamente, três guepardos começaram a circular freneticamente o centro de criação de animais localizado na cidade de Front Royal. Era um sinal de que uma fêmea de sua espécie estava no cio.

Então, um dos machos uivou de uma maneira diferente dos outros – um sinal de um estado ainda mais elevado de excitação. Os outros machos saíram de seu caminho.

Para maximizar as chances de reprodução bem sucedida, os cientistas descobriram que é necessário separar os guepardos por sexo, chegando a impedi-las de se encontrar antes do acasalamento. Acontece que a familiaridade pode causar rejeição entre os felinos.

Finalmente, a fêmea foi trazida de volta. Ela parecia confusa pela vontade do macho e não conseguiu assumir uma posição de acasalamento. O encontro não deu certo.

Com o número de animais em extinção aumentando e seus habitats naturais sendo destruídos, os zoológicos estão tentando reproduzir em cativeiro cerca de 160 espécies ameaçadas. Mas embora o acasalamento na selva possa parecer algo natural e primitivo, em cativeiro ele pode ser bem mais complicado.

Cerca de 83% das espécies atualmente mantidas em jardins zoológicos americanos não estão cumprindo as metas estabelecidas para a manutenção de sua diversidade genética, de acordo com relatórios da Associação de Zoológicos e Aquários. No caso dos guepardos, menos de 20% das espécies nos jardins zoológicos americanos não têm sido capazes de reproduzir.

Os zoológicos precisam descobrir como acasalar guepardos e muitos outros animais em cativeiro para criar populações de reserva destes animais, antes que sua situação na natureza torne-se insustentável, disse Jack Grisham, que tem coordenado o plano de reprodução de guepardos há 20 anos. Mas a taxa de sucesso decepcionante levou alguns conservacionistas a questionar se os zoológicos devem tentar a procriação. Muitos dizem que preferem ver o dinheiro redirecionado para preservar habitats e espécies selvagens.

“Eu ficaria mais contente com a reprodução em cativeiro dos guepardos selvagens se isso realmente os ajudasse”, disse Luke Hunter, presidente do Panthera, um grupo sem fins lucrativos que trabalha com os esforços globais para preservar grandes felinos na natureza, inclusive os guepardos. “Livre de ameaças, eles se reproduzem bastante na selva, não precisam de auxílio com sua reprodução. Eles precisam de um lugar para andar livremente.”

Anualmente o Zoológico Nacional Smithsonian, em Washington, gasta cerca de US$ 350.000 na tentativa de procriação de guepardos em seu campus de 3.200 hectares em Front Royal, que abriga outras 18 espécies. Este orçamento sustenta a coleta de dados e a logística de longa distância para encontrar o par perfeito, entre outras despesas.

Programas similares existem em quatro outros centros nacionais coordenados por zoológicos.

No entanto, apesar de duas décadas de esforços sustentados, a população cativa de 281 guepardos na América do Norte dá à luz apenas 15 filhotes, em média, por ano, exatamente a metade do que os seus detentores estimam ser necessário para manter um nível saudável de substituição.

Os guepardos são muito mais sensíveis do que seus parentes leões e tigres, por exemplo, que se reproduzem com facilidade. Mas elas não são tão difíceis de se reproduzir como os pandas, que não produziram um filhote sequer em cativeiro nos Estados Unidos desde 2010.

Embora não estejam criticamente em risco, a população mundial de guepardos despencou. Na virada do século 20, cerca de 100.000 chitas vagavam da África para o Mediterrâneo e para a Índia, de acordo com o Smithsonian. Hoje, as autoridades estimam que de 7.000 a 10.000 permanecem na natureza como resultado da perda de habitat, caça ilegal e conflitos com agricultores e pecuaristas.

A Panthera promove programas que ajudam os guepardos a sobreviver ao lado de pessoas. O grupo aconselha os donos de animais de pequeno porte sobre como evitar que guepardos devorem-nos e ainda doa cães de guarda treinados para o trabalho. Mas não importa o quão agressivamente os grupos de conservação lutem para preservar populações selvagens, disse Grisham, as pressões são tão grandes que animais de zoológico podem algum dia tem de servir como um banco genético para sua espécie.

Onde Noé errou – Os programas de procriação não servem apenas para preservar as espécies, servem também para garantir que os zoológicos possam continuar ativos. Até os anos 1970, os zoológicos tinham permissão de capturar os animais que quisessem exibir. Mas uma crescente consciência sobre a vulnerabilidade de muitas espécies levou a tratados para mudar isso. E a Lei das Espécies Ameaçadas dos Estados Unidos de 1973 restringiu as importações de animais ameaçados, mesmo para os zoológicos.

Assim, os zoológicos começaram a ter programas de melhoramento genético coordenados para espécies ameaçadas. Então, em 2000, a associação abriu um Centro de Gerenciamento Populacional coordenado pelo Zoológico Lincoln Park, em Chicago, para realizar análises demográficas e genéticas detalhadas do cruzamento entre animais, em extinção ou não, em 235 zoológicos. Os membros deste projeto estabeleceram recomendações sobre a melhor forma de reproduzir cada uma dessas espécies.

Sarah Long, diretora do Centro de Gestão da População em Chicago, disse que os zoológicos começaram com muito poucos animais de cada espécie, e muitos não tinham uma variação genética suficiente para garantir sua sobrevivência a longo prazo em cativeiro. A população fundadora mediana para espécies em zoológicos dos Estados Unidos era de cerca de 15 espécies

“Noé entendeu tudo errado”, disse Long. “Um, dois ou até mesmo uma dúzia de cada espécie não é o suficiente para a perpetuação da espécie.” A associação tem quase 600 programas de reprodução cooperativos, mas até agora ela só criou planos de melhoramento formais para 357 espécies. Aproximadamente 55% das espécies com estes planos de reprodução estão em perigo de extinção de acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza.

Ainda assim, 40% dessas 357 espécies gerenciadas estão diminuindo – por algumas razões conhecidas e, em outros casos, desconhecidas. O número de ursos andinos está caindo porque os zoológicos diminuiram sua procriação anos atrás e a população tornou-se velha demais para se reproduzir agora.

Um habitat mais selvagem – Poucos felinos vivem em estreita colaboração com os seres humanos como os guepardos, que acredita-se terem sido mantidos como animais de estimação pela realeza em 3000 a.C. Contudo, os pesquisadores ainda estão tentando dominar a dinâmica de seu acasalamento, disse Adrienne Crosier, diretora do programa de acasalamento de chitas do Zoológico Nacional Smithsonian.

Durante décadas, os jardins zoológicos colocaram todos os grandes felinos em jaulas temáticas e os trataram de forma semelhante. Mas seus padrões de acasalamento podem ser radicalmente diferentes. Por exemplo, os leopardos, uma espécie criticamente ameaçada, emparelham-se com seus companheiros no início da vida. Se eles são apresentados a um companheiro como adultos maduros em cativeiro, isso provoca estresse extremo, e, ocasionalmente, o macho mata a fêmea. Esses ataques ocorreram várias vezes antes de os pesquisadores perceberem qual era o problema.

Os guepardos, por outro lado, não fazem pares constantes. Ainda assim, foi apenas na década de 1990 que os funcionários do zoológico entenderam isso.

Mais recentemente, pesquisadores descobriram que fêmeas que não são parentes ou que não foram criadas juntos não devem ser mantidas juntas, porque a fêmea não dominante vai sentir tanto estresse que simplesmente não entrará no cio.

Para contornar esses problemas com guepardos e outros animais, os zoológicos estão colocando ênfase nos centros de conservação que são menos como zoológicos e mais como fazendas ou um safáris. Os centros de conservação animais ideias tem espaço suficiente para imitar o habitat natural dessas espécies.

 

Fonte: Ambiente Brasil


14 de junho de 2012 | nenhum comentário »

O NOVO DILEMA DOS ZOOS

Com o aumento do número de espécies em risco de extinção, os zoológicos estão cada vez mais sendo chamados para resgatar e manter animais -não apenas aqueles que atraem espectadores, como pandas e rinocerontes, mas também mamíferos, rãs, Aves e insetos de todos os tipos.

Mas os zoos concluíram que, para conservar animais de modo eficiente, precisam reduzir o número de espécies das quais cuidam e dedicar mais recursos a poucos escolhidos. O resultado é que os responsáveis pelos zoos, geralmente amantes dos animais, estão sendo cada vez mais pressionados a calcular quais animais, em detrimento de outros, devem salvar.

A missão dos zoos deixou de ser entreter o público, para se dedicar à conservação. “Nós, como sociedade, temos que decidir se é ético e moralmente apropriado expor animais para a simples finalidade de entretenimento”, disse Steven L. Monfort, diretor do Instituto de Conservação Biológica Smithsonian, que faz parte do Zoo Nacional de Washington. “Na minha opinião, é preciso que os zoos tenham o papel de defender espécies animais.”

Monfort quer que os zoos levantem mais recursos para a conservação de animais na natureza e que esse esforço ganhe importância igual à de suas coleções de animais cativos. Os zoos, disse ele, precisam construir instalações -não necessariamente abertas ao público- suficientemente grandes para receber rebanhos de animais, possibilitando comportamentos reprodutivos mais naturais. Também para Monfort, é preciso dar menos ênfase a animais que constituem atrações populares, mas estão sobrevivendo bem na natureza, para dar espaço àqueles que precisam urgentemente ser salvos da extinção.

Muitos diretores de zoológicos acham que uma reordenação radical não é necessária e que cada zoo faz um trabalho valioso, mesmo que conserve poucas espécies.

No primeiro século de sua existência, os zoos americanos buscavam Animais Selvagens na natureza e os exploravam principalmente por seu valor de entretenimento. Quando os ambientes selvagens começaram a desaparecer, junto com seus animais, os responsáveis pelos zoos se tornaram protetores e salvadores. Desde 1980, os zoos desenvolvem programas coordenados de criação que salvaram dezenas de espécies do perigo de extinção.

O desafio, cada vez mais difícil, é praticar a conservação e ao mesmo tempo continuar a expor animais para atrair o público pagante. Os leões-marinhos, por exemplo, estão se dando muito bem na natureza, mas o zoo de St. Louis decidiu gastar US$ 18 milhões em uma nova piscina com filtro e acréscimo de ozônio, para favorecer a claridade. Isso porque os leões-marinhos são muito populares, e o ambiente em que ficavam estava decrépito.

Jeffrey P. Bonner, o executivo-chefe do zoo, explicou: “Buscamos um ponto de equilíbrio entre a experiência do público e a necessidades de conservação. Se você me perguntar por que tenho camelos, direi que precisamos de algo interessante para as pessoas verem nos fundos do zoo no inverno”.

À medida que os padrões de cuidados com os animais se elevam, e os zoos instalam ambientes maiores e de aparência mais natural, diminui o espaço para mais animais. Na década de 1970, o zoo de St. Louis tinha 36 espécies de primatas. Hoje tem apenas 13.

Os zoos passaram a entender que, para que os animais possam se reproduzir a longo prazo sem que ocorra a endogamia, é preciso manter “pools” genéticos muito maiores. Há 64 ursos polares vivendo cativos em zoos americanos -muito menos que 200, o número ótimo para manter a população por cem anos.

Assim, os zoos começaram a aumentar o número de indivíduos de algumas espécies em detrimento de outras. O zoo de St. Louis diz que hoje tem 400 animais a mais do que tinha em 2002, mas 65 espécies ou subespécies a menos.

Na década de 1990, enquanto aumentavam as pressões em favor da conservação, a Associação de Zoos e Aquários, responsável pelos zoológicos dos Estados Unidos, começou a reunir grupos de especialistas em zoos que analisavam famílias inteiras de espécies e aconselhavam quais delas deveriam ser priorizadas ou abandonadas. Os critérios incluíam a singularidade, o nível de risco de extinção, a importância do papel ecológico do animal e a existência de uma população em cativeiro que seja suficiente para a reprodução. A União Internacional para a Conservação da Natureza estima que quase um quarto dos mamíferos poderá se extinguir nas próximas três gerações. A situação é mais grave para os anfíbios e as Aves marinhas.

No zoo de St. Louis, alguns baldes de terra agora abrigam o “besouro sepultador”, que é conhecido por sepultar os corpos de pequenos animais.

No passado, esse besouro estava presente em 35 Estados. Mas, em 1989, quando o Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos EUA o classificou como em risco de extinção, só restava uma população dele, em Rhode Island. A pedido do governo, o zoo de St. Louis e um zoo de Rhode Island vêm criando o besouro e o devolvendo à natureza.

Bob Merz, o gerente de invertebrados no zoo de St. Louis, diz que o esforço valeu a pena porque o besouro talvez exerça um papel insubstituível na teia ecológica. Para ele, escolher espécies que merecem ser salvas é comparável a fazer apostas com a vida ou a morte. “É como olhar da janela de um avião e ver os rebites da asa”, explicou. “Provavelmente podemos perder alguns deles sem maiores problemas, mas não sabemos quantos -e não queremos realmente descobrir.”

Fonte: CFMV


13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Casal de tartarugas separa-se após relacionamento de mais de 100 anos

Funcionários de um zoológico na Suíça foram obrigados a separar os dois animais desde que a fêmea começou a atacar seu par sem razão aparente

Uma separação repentina entre um casal de tartarugas gigantes de 115 anos está intrigando funcionários do zoológico de répteis Reptilien Happ, localizado na cidade de Klagenfurt, na Áustria. Bibi e Poldi vivem juntos neste zoólogico há 36 anos, mas o relacionamento deles é mais antigo: de acordo com a diretora do zoológico, Helga Happ, eles estão juntos desde que eram muito novos.

Antes de chegar à Áustria, Bibi (fêmea) e Poldi (macho) viviam juntos em um outro zoológico, localizado na cidade de Basileia, na Suíça.

De acordo com Happ, desde outubro do ano passado, Bibi decidiu que não quer mais Poldi. Desde então, começou a atacar o ex-companheiro, cortando pedaços do casco.

Happ não sabe dizer o que pode ter levado a esse comportamento do casal e conta que não houve nenhuma mudança no ambiente ou na alimentação.

As tartarugas pesam 100 quilos cada, uma luta entre as duas poderia resultar em morte. Com essa preocupação, os funcionários do zoológico decidiram separar o casal, mas ainda não desistiram da reconciliação: a cada semana eles abrem as jaulas e tentam colocar os dois juntos.

Em entrevista por telefone ao site de VEJA, Happ disse que quando os funcionários abrem as jaulas, Bibi se mostra ameaçadora.

A equipe tentou unir novamente o casal com dicas de especialistas em relacionamento animal, usando, por exemplo, comidas afrodisíacas. Até aghora, nada funcionou.

Saiba mais

TARTARUGA GIGANTE
É a designação comum a diversas tartarugas terrestres, de grande porte, da família dos testudinídeos. São características de habitats insulares de regiões tropicais. O tempo de vida das tartarugas é bastante variado, dependendo de sua espécie e de onde elas vivem. Muitas delas vivem mais do que cem anos. De acordo com Helga Happ, diretora do zoológico de répteis onde vivem as tartarugas, Bibi e Poldi são originadas das Ilhas de Galápagos. As tartarugas típicas desse arquipélago, localizado a cerca de mil quilômetros da costa do Equador, são as que apresentam maiores dimensões, chegando a medir mais de 1,8 metro de comprimento e a pesar 200 quilos.

tartarugas gigantes

Depois de um período de mais de cem anos de convivência, Bibi começou a rejeitar seu companheiro Poldi mordendo seu casco (Divulgação Zoológico Reptilien Happ)

Fonte: Veja Ciência


20 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Projeto nos EUA estuda coração de primatas para evitar doença e morte

Pesquisa é realizada em grandes macacos do zoológico de Atlanta.
Doença no coração é principal causa de morte em orangotangos, diz cientista.

Uma pesquisa inovadora realizada nosEstados Unidos pretende identificar problemas cardíacos em orangotangos e macacos de grande porte que vivem em cativeiros, a fim de evitar mortes e elevar a população desses mamíferos, alguns ameaçados de extinção.

Denominado “Projeto coração de grandes macacos”, especialistas de diversas universidades têm realizado exames de ultrassom e eletrocardiograma em primatas do zoológico de Atlanta. A análise vai verificar como doenças no coração afetam os animais, já que são consideradas as principais responsáveis por óbitos de orangotangos.

O estudo utiliza animais acordados, fato inédito e que tem incentivado outras instituições a realizarem o mesmo procedimento. A aplicação de anestesia poderia prejudicar primatas que já estão doentes e reduziria a qualidade das atividades cardíacas.

De acordo com Hayley Murphy, diretor de serviços veterinários no zoológico de Atlanta, o estudo vai determinar também se há relação entre as doenças cardíacas dos primatas e seres humanos. Já há casos de orangotangos diagnosticados com doenças no coração que são tratados com medicamentos feito para humanos.

Funcionária do zoológico de Atlanta, nos EUA, faz exame cardíaco em orangotango de nove anos batizado de Satu. (Foto: Dorie Turner/AP)

Funcionária do zoológico de Atlanta, nos EUA, faz exame cardíaco em orangotango de nove anos batizado de Satu. (Foto: Dorie Turner/AP)

Fonte: Globo Natureza


19 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Macaco rejeitado pela mãe é alimentado em zoológico francês

O pequeno macaco mangabei Loango nasceu em 5 de março.
Animal é protegido por programa para espécies ameaçadas.

Funcionária do zoológico Jardin des Plantes, em Paris, na França, alimenta o macaco mangabei Loango, que nasceu em 5 de março e foi rejeitado pela mãe. (Foto: Kenzo Triboillard/AFP)

Funcionária do zoológico Jardin des Plantes, em Paris, na França, alimenta o macaco mangabei Loango, que nasceu em 5 de março e foi rejeitado pela mãe. (Foto: Kenzo Triboillard/AFP)

Loango, macaco mangabei nascido em zoológico francês (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)

O nascimento de Loango no zoo europeu faz parte do programa europeu de reprodução de espécies ameaçadas. (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)

Loango, macaco mangabei nascido em zoológico francês (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)

O pequeno primata, com pouco mais de um mês de vida, virou atração principal do berçário do zoológico da França. Na imagem, como um bebê humano, Loango chupa um dos dedos da mão. (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)


11 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Famintos, animais definham em zoológico do interior de SC

O rugido insistente de um leão se tornou comum em meio à paisagem de araucárias do interior de Santa Catarina nas últimas semanas.

“É por causa da fome”, diz a voluntária Sílvia Pompeu, enquanto joga um pedaço de carne para o animal de aparência esquelética, que devora o alimento em segundos. Macacos apáticos em jaulas imundas observam a cena.

Eles e outras dezenas de bichos são os sobreviventes do zoológico do Cattoni-Tur Hotel, no centro de Salete (a 260 km de Florianópolis).

Segundo o Ibama, o local foi praticamente abandonado pelo dono, Azodir Cattoni, após o órgão interditá-lo, em dezembro. Desde então, os bichos passaram a comer cada vez menos. Tigres que recebiam 14 kg de carne a cada dois dias passaram a ter dois frangos.

A eletricidade foi cortada. E sem as cercas elétricas, uma onça já pulou na jaula dos leões e foi morta. “Todo mundo corre risco de morte”, disse a analista ambiental do Ibama Gabriela Breda, que circula armada pelo zoo.

Instalado num antigo seminário, o hotel-zoo foi aberto em 2007 e passou a acumular legalmente enorme quantidade de bichos. Havia mais exemplares de certas espécies do que no zoo paulistano.

“Vinham de apreensões ou foram abandonados por circos”, disse Elenice Franco, do Ibama. Segundo o órgão, os recintos são inadequados, e o acúmulo se refletiu no índice de mortalidade, que alcançou 80%. O aceitável seria até 20%.

Dos 1.100 animais que entraram lá, só 214 estavam vivos na interdição, decidida após a fuga da elefante Carla, que saiu em disparada pelas ruas e só foi capturada horas depois –hoje ela vive no Rio.

Multas aplicadas pelo Ibama somam R$ 50 mil. Agora, até o hotel está fechado.

O órgão e voluntários intervieram na semana passada. Dezenas de bichos já foram levados a outros zoos, mas cerca de 40, entre macacos e avestruzes, não têm para onde ir.

Voluntários do santuário Rancho dos Gnomos, de SP, foram até os felinos –alguns até rezam para tranquilizá-los. “Esse vai precisar de muitas preces”, disse Sandra Calado na terça passada, ao observar um tigre de bengala esquelético, que não resistiu.

Azodir Cattoni não foi localizado. O Ibama diz ter sido informado de que ele está fora do país. Advogados que já o representaram não se manifestaram. No hotel ainda atuam quatro pessoas, entre elas uma irmã e um cunhado, que se recusaram a falar com aFolha.

Leão permanece no zoológico do Cattoni-Tur Hotel, no centro de Salete (SC), após interdição do Ibama

Leão permanece no zoológico do Cattoni-Tur Hotel, no centro de Salete (SC), após interdição do Ibama. Foto: Adriano Vizoni - 3.abr.12/Folhapress

Fonte: JEAN-PHILIP STRUCK, Folha.com


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