23 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Zoológico australiano apresenta filhote de rinoceronte-branco

Animal é macho, está bem de saúde e ainda não tem nome.
Na natureza, rinoceronte está ameaçado pela caça ilegal.

Um rinoceronte-branco, espécie ameaçada de extinção devido ao tráfico ilegal de seu chifre, nasceu na semana última no zoológico de Taronga Western Plains, na Austrália, informou nesta terça-feira (21) o centro.

O animal macho, que ainda não tem nome, se encontra em bom estado de saúde e sob os cuidados de sua principiante mãe, Mopani, no zoológico da cidade de Dubbo, situada a cerca de 400 quilômetros de Sydney.

“Parece que a primeira chuva em Dubbo após muitos meses contribuiu para o nascimento deste rinoceronte”, afirmou um dos responsáveis pelo zoológico, Pascale Benoit, citado em comunicado de imprensa.

Benoit destacou que durante sua gravidez, Mopani contraiu a mesma doença desconhecida que no último ano matou outros quatro rinocerontes-brancos no zoológico. No entanto, mesmo com a confirmação da doença, o filhote nasceu saudável.

A população de rinoceronte-branco está ameaçada, entre outros motivos, caça ilegal por causa da grande procura pelos seus chifres, sobretudo na China, onde são apreciados dentro da medicina tradicional.

A Fundação Internacional Rinocerontes indicou que, desde 2006, 2 mil animais da espécie morreram na África pelas mãos dos caçadores, enquanto o crescimento de sua população chegou os níveis mais baixos em várias décadas.

Segundo os analistas, a caça ilegal superará a taxa de natalidade dentro de pouco tempo se manter esse ritmo atual, com 300 animais mortos a cada ano.

O rinoceronte-branco foi catalogado como espécie “quase ameaçada” pela União Internacional para a Conservação da Natureza, embora a subespécie do norte possivelmente poderia ter sida extinta em estado selvagem, já que o último animal foi visto em 2006.

Filhote de rinoceronte branco, com apenas um dia de idade (Foto: Leonie Saville/Taronga Western Plains Zoo)

Filhote de rinoceronte branco, com apenas um dia de idade (Foto: Leonie Saville/Taronga Western Plains Zoo)

Fonte: Globo Natureza


16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Fêmeas de besouro são atraídas por feromônios sexuais e cheiro de cadáver

Ciclo de vida dos besouros é tão previsível que costuma ser usado por cientistas forenses para estimar há quanto tempo uma pessoa está morta

Cadáveres em avançado estado de decomposição são o local ideal para os besouros da espécie Dermestes maculatus se reproduzirem e botarem seus ovos. Ali, suas larvas encontram os nutrientes necessários para se desenvolverem. Agora, uma nova pesquisa publicada na revista Frontiers in Zoology mostrou que nem os feromônios sexuais liberados pelos machos nem o cheiro dos cadáveres são suficientes para atrair as fêmeas até o local. Elas só são atraídas quando os dois odores estão presentes em conjunto, mostrando como a evolução da espécie aumentou as chances de sua reprodução ter sucesso.

Os cientistas da Universidade de Ulm, na Alemanha, pesquisaram quais odores eram capazes de atrair as fêmeas virgens e jovens, com duas a três semanas de vida, do besouro. Eles testaram diversos aromas: o cheiro de cadáver de porco coletado em diferentes estágios de decomposição, feromônios masculinos extraídos da glândula do inseto, feromônios sintéticos e um solvente.

As fêmeas ignoraram totalmente tanto os feromônios artificiais quanto o solvente. Na verdade, elas não foram atraídas por quase nenhum dos odores, a não ser pelo do cadáver nos últimos estágios de decomposição, desde que reforçado pelos feromônios masculinos. “Embora o cheiro do cadáver não seja capaz de atrair as fêmeas, ele é o suficiente para atrair os machos jovens”, explica Christian von Hoermann, coordenador do estudo.

Segundo o pesquisador, a liberação de feromônios por parte dos machos assinala que o cadáver é um ambiente apropriado para alimentação, acasalamento e depósito de ovos. A seleção natural teria feito com que as fêmeas só respondessem aos chamados dos machos se o odor do cadáver estivesse presente – e vice-versa – para otimizar as chances de sobrevivência de seus filhos.

Ciclo - A decomposição de cadáveres costuma ser um prato atrativo para muitas espécies de insetos, que desenvolveram preferência por diferentes estágios do processo. As primeiras a chegar ao corpo costumam ser as moscas, cujas larvas se alimentam dos tecidos ainda úmidos. Depois, vêm os besouros das famílias Histeridae e Staphylinidae, que se alimentam dessas larvas. Os besouros Dermestes maculatus chegam no estágio seguinte e passam a se alimentar dos restos de pele e ligamentos.

No entanto, eles só começarão a se reproduzir quando a decomposição estiver mais avançada e o cadáver reduzido a ossos, cabelos e pele seca. A partir desse momento, só restarão as larvas do besouro. O ciclo de vida e a sequência de chegada desses animais é tão previsível que costuma ser usado por cientistas forenses para estimar há quanto tempo uma pessoa está morta.

besouro

O besouro Dermestes maculatus costuma se reproduzir e botar seus ovos em cadáveres em decomposição (Divulgação)

Fonte: Veja Ciência


16 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Programa de reprodução em cativeiro visa salvar espécies em extinção

Depois de terem cheirado a grama minuciosamente, três guepardos começaram a circular freneticamente o centro de criação de animais localizado na cidade de Front Royal. Era um sinal de que uma fêmea de sua espécie estava no cio.

Então, um dos machos uivou de uma maneira diferente dos outros – um sinal de um estado ainda mais elevado de excitação. Os outros machos saíram de seu caminho.

Para maximizar as chances de reprodução bem sucedida, os cientistas descobriram que é necessário separar os guepardos por sexo, chegando a impedi-las de se encontrar antes do acasalamento. Acontece que a familiaridade pode causar rejeição entre os felinos.

Finalmente, a fêmea foi trazida de volta. Ela parecia confusa pela vontade do macho e não conseguiu assumir uma posição de acasalamento. O encontro não deu certo.

Com o número de animais em extinção aumentando e seus habitats naturais sendo destruídos, os zoológicos estão tentando reproduzir em cativeiro cerca de 160 espécies ameaçadas. Mas embora o acasalamento na selva possa parecer algo natural e primitivo, em cativeiro ele pode ser bem mais complicado.

Cerca de 83% das espécies atualmente mantidas em jardins zoológicos americanos não estão cumprindo as metas estabelecidas para a manutenção de sua diversidade genética, de acordo com relatórios da Associação de Zoológicos e Aquários. No caso dos guepardos, menos de 20% das espécies nos jardins zoológicos americanos não têm sido capazes de reproduzir.

Os zoológicos precisam descobrir como acasalar guepardos e muitos outros animais em cativeiro para criar populações de reserva destes animais, antes que sua situação na natureza torne-se insustentável, disse Jack Grisham, que tem coordenado o plano de reprodução de guepardos há 20 anos. Mas a taxa de sucesso decepcionante levou alguns conservacionistas a questionar se os zoológicos devem tentar a procriação. Muitos dizem que preferem ver o dinheiro redirecionado para preservar habitats e espécies selvagens.

“Eu ficaria mais contente com a reprodução em cativeiro dos guepardos selvagens se isso realmente os ajudasse”, disse Luke Hunter, presidente do Panthera, um grupo sem fins lucrativos que trabalha com os esforços globais para preservar grandes felinos na natureza, inclusive os guepardos. “Livre de ameaças, eles se reproduzem bastante na selva, não precisam de auxílio com sua reprodução. Eles precisam de um lugar para andar livremente.”

Anualmente o Zoológico Nacional Smithsonian, em Washington, gasta cerca de US$ 350.000 na tentativa de procriação de guepardos em seu campus de 3.200 hectares em Front Royal, que abriga outras 18 espécies. Este orçamento sustenta a coleta de dados e a logística de longa distância para encontrar o par perfeito, entre outras despesas.

Programas similares existem em quatro outros centros nacionais coordenados por zoológicos.

No entanto, apesar de duas décadas de esforços sustentados, a população cativa de 281 guepardos na América do Norte dá à luz apenas 15 filhotes, em média, por ano, exatamente a metade do que os seus detentores estimam ser necessário para manter um nível saudável de substituição.

Os guepardos são muito mais sensíveis do que seus parentes leões e tigres, por exemplo, que se reproduzem com facilidade. Mas elas não são tão difíceis de se reproduzir como os pandas, que não produziram um filhote sequer em cativeiro nos Estados Unidos desde 2010.

Embora não estejam criticamente em risco, a população mundial de guepardos despencou. Na virada do século 20, cerca de 100.000 chitas vagavam da África para o Mediterrâneo e para a Índia, de acordo com o Smithsonian. Hoje, as autoridades estimam que de 7.000 a 10.000 permanecem na natureza como resultado da perda de habitat, caça ilegal e conflitos com agricultores e pecuaristas.

A Panthera promove programas que ajudam os guepardos a sobreviver ao lado de pessoas. O grupo aconselha os donos de animais de pequeno porte sobre como evitar que guepardos devorem-nos e ainda doa cães de guarda treinados para o trabalho. Mas não importa o quão agressivamente os grupos de conservação lutem para preservar populações selvagens, disse Grisham, as pressões são tão grandes que animais de zoológico podem algum dia tem de servir como um banco genético para sua espécie.

Onde Noé errou – Os programas de procriação não servem apenas para preservar as espécies, servem também para garantir que os zoológicos possam continuar ativos. Até os anos 1970, os zoológicos tinham permissão de capturar os animais que quisessem exibir. Mas uma crescente consciência sobre a vulnerabilidade de muitas espécies levou a tratados para mudar isso. E a Lei das Espécies Ameaçadas dos Estados Unidos de 1973 restringiu as importações de animais ameaçados, mesmo para os zoológicos.

Assim, os zoológicos começaram a ter programas de melhoramento genético coordenados para espécies ameaçadas. Então, em 2000, a associação abriu um Centro de Gerenciamento Populacional coordenado pelo Zoológico Lincoln Park, em Chicago, para realizar análises demográficas e genéticas detalhadas do cruzamento entre animais, em extinção ou não, em 235 zoológicos. Os membros deste projeto estabeleceram recomendações sobre a melhor forma de reproduzir cada uma dessas espécies.

Sarah Long, diretora do Centro de Gestão da População em Chicago, disse que os zoológicos começaram com muito poucos animais de cada espécie, e muitos não tinham uma variação genética suficiente para garantir sua sobrevivência a longo prazo em cativeiro. A população fundadora mediana para espécies em zoológicos dos Estados Unidos era de cerca de 15 espécies

“Noé entendeu tudo errado”, disse Long. “Um, dois ou até mesmo uma dúzia de cada espécie não é o suficiente para a perpetuação da espécie.” A associação tem quase 600 programas de reprodução cooperativos, mas até agora ela só criou planos de melhoramento formais para 357 espécies. Aproximadamente 55% das espécies com estes planos de reprodução estão em perigo de extinção de acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza.

Ainda assim, 40% dessas 357 espécies gerenciadas estão diminuindo – por algumas razões conhecidas e, em outros casos, desconhecidas. O número de ursos andinos está caindo porque os zoológicos diminuiram sua procriação anos atrás e a população tornou-se velha demais para se reproduzir agora.

Um habitat mais selvagem – Poucos felinos vivem em estreita colaboração com os seres humanos como os guepardos, que acredita-se terem sido mantidos como animais de estimação pela realeza em 3000 a.C. Contudo, os pesquisadores ainda estão tentando dominar a dinâmica de seu acasalamento, disse Adrienne Crosier, diretora do programa de acasalamento de chitas do Zoológico Nacional Smithsonian.

Durante décadas, os jardins zoológicos colocaram todos os grandes felinos em jaulas temáticas e os trataram de forma semelhante. Mas seus padrões de acasalamento podem ser radicalmente diferentes. Por exemplo, os leopardos, uma espécie criticamente ameaçada, emparelham-se com seus companheiros no início da vida. Se eles são apresentados a um companheiro como adultos maduros em cativeiro, isso provoca estresse extremo, e, ocasionalmente, o macho mata a fêmea. Esses ataques ocorreram várias vezes antes de os pesquisadores perceberem qual era o problema.

Os guepardos, por outro lado, não fazem pares constantes. Ainda assim, foi apenas na década de 1990 que os funcionários do zoológico entenderam isso.

Mais recentemente, pesquisadores descobriram que fêmeas que não são parentes ou que não foram criadas juntos não devem ser mantidas juntas, porque a fêmea não dominante vai sentir tanto estresse que simplesmente não entrará no cio.

Para contornar esses problemas com guepardos e outros animais, os zoológicos estão colocando ênfase nos centros de conservação que são menos como zoológicos e mais como fazendas ou um safáris. Os centros de conservação animais ideias tem espaço suficiente para imitar o habitat natural dessas espécies.

 

Fonte: Ambiente Brasil


14 de junho de 2012 | nenhum comentário »

O NOVO DILEMA DOS ZOOS

Com o aumento do número de espécies em risco de extinção, os zoológicos estão cada vez mais sendo chamados para resgatar e manter animais -não apenas aqueles que atraem espectadores, como pandas e rinocerontes, mas também mamíferos, rãs, Aves e insetos de todos os tipos.

Mas os zoos concluíram que, para conservar animais de modo eficiente, precisam reduzir o número de espécies das quais cuidam e dedicar mais recursos a poucos escolhidos. O resultado é que os responsáveis pelos zoos, geralmente amantes dos animais, estão sendo cada vez mais pressionados a calcular quais animais, em detrimento de outros, devem salvar.

A missão dos zoos deixou de ser entreter o público, para se dedicar à conservação. “Nós, como sociedade, temos que decidir se é ético e moralmente apropriado expor animais para a simples finalidade de entretenimento”, disse Steven L. Monfort, diretor do Instituto de Conservação Biológica Smithsonian, que faz parte do Zoo Nacional de Washington. “Na minha opinião, é preciso que os zoos tenham o papel de defender espécies animais.”

Monfort quer que os zoos levantem mais recursos para a conservação de animais na natureza e que esse esforço ganhe importância igual à de suas coleções de animais cativos. Os zoos, disse ele, precisam construir instalações -não necessariamente abertas ao público- suficientemente grandes para receber rebanhos de animais, possibilitando comportamentos reprodutivos mais naturais. Também para Monfort, é preciso dar menos ênfase a animais que constituem atrações populares, mas estão sobrevivendo bem na natureza, para dar espaço àqueles que precisam urgentemente ser salvos da extinção.

Muitos diretores de zoológicos acham que uma reordenação radical não é necessária e que cada zoo faz um trabalho valioso, mesmo que conserve poucas espécies.

No primeiro século de sua existência, os zoos americanos buscavam Animais Selvagens na natureza e os exploravam principalmente por seu valor de entretenimento. Quando os ambientes selvagens começaram a desaparecer, junto com seus animais, os responsáveis pelos zoos se tornaram protetores e salvadores. Desde 1980, os zoos desenvolvem programas coordenados de criação que salvaram dezenas de espécies do perigo de extinção.

O desafio, cada vez mais difícil, é praticar a conservação e ao mesmo tempo continuar a expor animais para atrair o público pagante. Os leões-marinhos, por exemplo, estão se dando muito bem na natureza, mas o zoo de St. Louis decidiu gastar US$ 18 milhões em uma nova piscina com filtro e acréscimo de ozônio, para favorecer a claridade. Isso porque os leões-marinhos são muito populares, e o ambiente em que ficavam estava decrépito.

Jeffrey P. Bonner, o executivo-chefe do zoo, explicou: “Buscamos um ponto de equilíbrio entre a experiência do público e a necessidades de conservação. Se você me perguntar por que tenho camelos, direi que precisamos de algo interessante para as pessoas verem nos fundos do zoo no inverno”.

À medida que os padrões de cuidados com os animais se elevam, e os zoos instalam ambientes maiores e de aparência mais natural, diminui o espaço para mais animais. Na década de 1970, o zoo de St. Louis tinha 36 espécies de primatas. Hoje tem apenas 13.

Os zoos passaram a entender que, para que os animais possam se reproduzir a longo prazo sem que ocorra a endogamia, é preciso manter “pools” genéticos muito maiores. Há 64 ursos polares vivendo cativos em zoos americanos -muito menos que 200, o número ótimo para manter a população por cem anos.

Assim, os zoos começaram a aumentar o número de indivíduos de algumas espécies em detrimento de outras. O zoo de St. Louis diz que hoje tem 400 animais a mais do que tinha em 2002, mas 65 espécies ou subespécies a menos.

Na década de 1990, enquanto aumentavam as pressões em favor da conservação, a Associação de Zoos e Aquários, responsável pelos zoológicos dos Estados Unidos, começou a reunir grupos de especialistas em zoos que analisavam famílias inteiras de espécies e aconselhavam quais delas deveriam ser priorizadas ou abandonadas. Os critérios incluíam a singularidade, o nível de risco de extinção, a importância do papel ecológico do animal e a existência de uma população em cativeiro que seja suficiente para a reprodução. A União Internacional para a Conservação da Natureza estima que quase um quarto dos mamíferos poderá se extinguir nas próximas três gerações. A situação é mais grave para os anfíbios e as Aves marinhas.

No zoo de St. Louis, alguns baldes de terra agora abrigam o “besouro sepultador”, que é conhecido por sepultar os corpos de pequenos animais.

No passado, esse besouro estava presente em 35 Estados. Mas, em 1989, quando o Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos EUA o classificou como em risco de extinção, só restava uma população dele, em Rhode Island. A pedido do governo, o zoo de St. Louis e um zoo de Rhode Island vêm criando o besouro e o devolvendo à natureza.

Bob Merz, o gerente de invertebrados no zoo de St. Louis, diz que o esforço valeu a pena porque o besouro talvez exerça um papel insubstituível na teia ecológica. Para ele, escolher espécies que merecem ser salvas é comparável a fazer apostas com a vida ou a morte. “É como olhar da janela de um avião e ver os rebites da asa”, explicou. “Provavelmente podemos perder alguns deles sem maiores problemas, mas não sabemos quantos -e não queremos realmente descobrir.”

Fonte: CFMV


2 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Foca tem primeiro filhote aos 16 anos e surpreende aquário dos EUA

Bebê nasceu com nove quilos na última sexta-feira, na Califórnia.
Segundo especialista, focas adultas começam a ter filhotes aos quatro anos.

O Aquário do Pacífico, em Long Beach, na Califórnia, divulgou imagem que mostra Shelby, uma foca fêmea que vive no local e deu à luz seu primeiro bebê na última sexta-feira (27). O filhote nasceu com nove quilos.

Segundo Dudley Wigdahl, curador do aquário, localizado na Costa Oeste dos Estados Unidos, o nascimento surpreendeu a todos porque a foca tem idade avançada para ser mãe. O especialista diz que um espécime adulto começa a ter seus primeiros filhos aos quatro ou cinco anos de idade.

A foca Shelby, de 16 anos, faz carinho em seu filhote, que nasceu na última sexta-feira, nos Estados Unidos. (Foto: Terri Haines, Aquarium of the Pacific/AP)

A foca Shelby, de 16 anos, faz carinho em seu filhote, que nasceu na última sexta-feira, nos Estados Unidos. (Foto: Terri Haines, Aquarium of the Pacific/AP)

Fonte: Globo Natureza


3 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Nascimento de tartarugas no interior da Amazônia quase triplica em 2011

Projeto que integra biólogos e comunidade protege ninhos de quelônios.
Reprodução é afetada por caça; carne e ovos são consumidos na região.

O nascimento de quelônios no interior da Amazônia quase triplicou em 2011, graças ao trabalho de prevenção que uniu biólogos e a população ribeirinha da região de Mamirauá (AM), na reserva de mesmo nome – uma área de 10 mil km², equivalente a sete vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro.

Ações para proteger ninhadas e conter a caça ilegal de exemplares de tartarugas-da-amazônica (Podocnemis expansa), tracajás (P. unifilis) e iaçás (P. sextuberculata), cuja carne e ovos são utilizados na alimentação humana, fez com que a quantidade de nascimentos aumentasse de 11.500, em 2010, para mais de 42 mil em 2011.

Um aumento de 265%, segundo o Instituto Mamirauá, responsável pelo trabalho de conservação das espécies vertebradas aquáticas (projeto Aquavert).

De acordo com a bióloga Cássia Santos Camillo, pesquisadora do instituto e coordenadora do projeto, um envolvimento maior de 3.500 moradores, distribuídos em 40 comunidades ribeirinhas, elevou a proteção dos ninhos de tartarugas.

Em entrevista ao Globo Natureza direto da Costa Rica, onde conclui estudos, a especialista afirma que o trabalho na região dos Rios Solimões e Japurá pode reverter o processo de extinção de espécies consideradas ameaçadas, como a tartaruga-da-amazônia.

“Apesar dela não estar na lista brasileira dos animais com risco de desaparecimento (elaborada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais, o Ibama), aqui na região ela é considerada ecologicamente extinta”, afirma Cássia.

Espécie quase dizimada
Segundo Cássia, pesquisa histórica feita por ambientalistas afirma que a população desta tartaruga foi quase dizimada na área desde 1850. Relatos feitos na região de Tefé, também noAmazonas, afirmavam que anualmente eram encontrados cerca de 48 milhões de ovos da espécie ameaçada. Hoje, este número não passa de 20 mil.

“Isto porque os ovos de tartaruga-da-amazônia eram recolhidos e utilizados para fabricar óleo para iluminação pública de cidades como Manaus e Santarém (PA)”, explica a bióloga.

Os ninhos desta espécie aumentaram de 75, em 2010, para 150 em 2011. Cada ninhada pode gerar até 120 filhotes. De acordo com a especialista, o período de reprodução dos quelônios se inicia durante a seca na Amazônia, que começa em julho.

“Todo ano a gente espera um aumento no número de ninhos, mas isso é consequência da quantidade de regiões que estão sob proteção. Esperamos aumentar, gradativamente, nossa área de cobertura com o apoio das comunidades, que começam a definir em março quais serão as praias que ficarão protegidas. O problema é que nem sempre há respeito dessas normas, com a persistência da caça”, afirma.

Tartarugas na Amazônia (Foto: Diogo Grabin/Divulgação)

Filhote de tartaruga da espécie iaçá é analisada por biólogo no Amazonas. (Foto: Diogo Grabin/Divulgação)

Tartarugas na Amazônia (Foto: Divulgação/Augusto Rodrigues)

Tartarugas entram em rio da Amazônia próximo à reserva de Mamirauá (Foto: Divulgação/Augusto Rodrigues)

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo


3 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Após 11 anos, iguanas raras nascem em cativeiro

Depois de 11 anos de espera, dois filhotes das raras iguanas-das-antilhas-menores nasceram em cativeiro na ilha de Jersey, território autônomo britânico, anunciou a ONG Durrell Wildlife Conservation Trust.

A organização também seria a única no mundo a reproduzir com sucesso a espécie iguana-delicatissima, que está ameaçada de extinção em seu habitat, o Caribe, devido a diversos problemas que vão de cruzamentos com a iguana-verde, que não é natural do local, à introdução de predadores, além da destruição de seu ambiente.

Apenas alguns poucos zoológicos e parques no mundo têm espécimes das iguanas-das-antilhas-menores.

“Estamos muito felizes com a chegada destes novos filhotes. Eles estão se alimentando e crescendo bem. Vamos continuar a monitorá-los cuidadosamente em nosso departamento de herpetologia [estudo dos répteis e anfíbios]“, disse Mark Brayshaw, chefe da Coleção de Animais na sede da ONG, em Jersey.

A primeira vez que a organização conseguiu reproduzir as iguanas em cativeiro com sucesso foi em 1997.

Em 2000, mais oito iguanas nasceram, mas a partir desse ano todos os ovos colocados pelas iguanas eram não fertilizados.

Finalmente, em setembro de 2011, uma das fêmeas que foi colocada junto a um macho que chegou ao parque em 2003 produziu os dois ovos que deram origem às iguanas que nasceram após um período de incubação de 75 dias.

Os filhotes têm uma cor verde-limão, bem diferente dos adultos da espécie, que ganham um tom mais acinzentando no corpo e bege na cabeça.

“Vamos continuar nossos esforços para reproduzir as iguanas e estamos empolgados com este recente sucesso”, disse Brayshaw.

Um dos filhotes das iguanas-das-antilhas-menores que nasceu em cativeiro na ilha de Jersey, território britânico

Um dos filhotes das iguanas-das-antilhas-menores que nasceu em cativeiro na ilha de Jersey, território britânico

Fonte: Da BBC Brasil


8 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Casamento ‘arranjado’ de gorilas em zoo tem fim trágico nos EUA

Morte de bebê gorila ilustra dificuldades enfrentadas por biólogos na luta para preservar espécies ameaçadas.

Biólogos que trabalham em zoológicos usam análise genética, dados demográficos e um conhecimento íntimo dos animais para planejar sua reprodução.

A ideia é evitar procriações consanguíneas e assegurar o nascimento de bebês saudáveis. Às vezes, no entanto, toda a ciência e o cuidado atento dos funcionários do zoológico não são suficientes para evitar uma tragédia.

O gorila Kwan, de 22 anos, e a fêmea Bana, de 16, foram apresentados um ao outro no Lincoln Park Zoo, em Chicago, e pareciam formar um bom par.

Kwan já tinha um filho pequeno. Bana, apesar de mais nova, parecia pronta para a maternidade.

Análises feitas por computador mostraram que o casal, cuja espécie é original das planícies ocidentais africanas, não possuía ancestrais recentes em comum – ou seja, do ponto de vista genético, os dois formavam um bom par.

Bana foi trazida do zoológico onde vivia, em Brookfield, no mesmo Estado de Illinois, a cerca de 30 km de distância. Meses depois, no dia 16 de novembro, ela teve um bebê fêmea. No entanto, pouco mais de uma semana depois, o bebê apareceu morto.

Casos de infanticídio não são raros entre gorilas. Em maio último, no London Zoo (o zoológico de Londres), um gorila de sete meses cujo pai havia morrido foi morto por um macho adulto introduzido no grupo pela equipe do zoológico.

Os especialistas do Lincoln Park Zoo não sabem ao certo o que aconteceu no caso da bebê gorila. Mas a diretora de comunicações do zoológico, Sharon Dewar, disse que a equipe não acredita que tenha havido infanticídio e, sim, um trágico acidente.

Controle sexual
A união de Kwan e Bana resultou de um sofisticado plano de reprodução criado por uma equipe de biólogos para assegurar a futura saúde genética da população de gorilas dos Estados Unidos.

Os gorilas das planícies ocidentais estão entre cerca de 300 espécies de animais em zoológicos nos Estados Unidos cujas vidas sexuais são cuidadosamente controladas pelo Population Management Center – centro de administração de populações – do Lincoln Park Zoo.

No centro, especialistas em diversas espécies assumem o papel de cupidos, formando casais de tamanduás, ocapis, papagaios e muitos outros animais. O centro tem mais de 80 mil criaturas sob seu controle.

A diretora do centro, Sarah Long, disse que o processo é parecido com sites que intermedeiam namoros, para pessoas que procuram parceiros pela internet.

‘Usamos computadores e bancos de dados para juntar um macho com uma fêmea – e às vezes produzir filhos’, disse Long.

Ela explicou que o objetivo dos zoológicos hoje em dia não é trazer animais selvagens para o cativeiro. ‘Hoje, os zoológicos estão mais focados em preservar o que já têm’.O programa de computador compara as linhagens dos machos e das fêmeas, muitas vezes traçando sua árvore genealógica até o tempo em que viviam livres, para determinar se formam um bom par do ponto de vista genético.

O que eles querem são dois animais cujos genes são raros naquela população – ou seja, que tenham poucos parentes vivendo nos zoológicos americanos.

Outros fatores considerados são idade, distância entre os zoológicos onde os animais vivem e se o zoológico tem recursos para cuidar de mais um animal.

‘Analisamos a idade daquela girafa. Ela é valiosa ou não?’, exemplificou Long.

‘Queremos que ela se reproduza? Ela está em idade de reproduzir? Existe um macho por aí, tão valioso quanto ela, com quem ela poderia se acasalar? Ele tem a idade correta?’

Bana e Kwan
No ano passado, havia 342 gorilas das planícies ocidentais distribuídos por 52 zoológicos nos Estados Unidos.

Kwan estava maduro do ponto de vista sexual e social, e Bana vivia a poucos quilômetros de distância.A equipe do Lincoln Park Zoo achava que Bana se encaixaria bem na irmandade de gorilas fêmeas que já vivia com Kwan e com seu filho Amare, de seis anos.A jovem gorila foi transportada para seu novo lar em um veículo com condições climáticas controladas.

Bana e Kwan foram apresentados e começou a paquera. Bana olhava insistentemente para Kwan, muitas vezes durante uma hora inteira.

‘Demos pílulas anticoncepcionais a ela para assegurar que estaria socialmente integrada no grupo antes de ficar grávida’, disse Long.

Embora estivesse tomando a pílula, Bana entrava no cio e o casal ‘convidava um ao outro para o acasalamento’, explicou Maureen Leahy, curadora de primatas do Lincoln Park Zoo.

Bebê saudável
Nesse meio-tempo, Bana ia se adaptando à sua posição baixa na hierarquia social do grupo.

Muitas vezes, isso requeria que ela mantivesse distância de Kwan, que na sua condição de macho de lombo prateado, ocupava o topo da hierarquia social. (Nessa espécie, a pelagem nas costas do macho dominante, no pico de sua maturidade sexual, ganha a cor prateada.)

Finalmente, os especialistas do zoológico decidiram que Bana estava pronta para ser mãe e pararam de lhe dar a pílula.

O bebê nasceu saudável.

Para se certificar de que tudo corria bem, a equipe manteve mãe e filha sob observação durante 24 horas por dia nos sete primeiros dias de vida da criança.

Bana aprendia rápido a cuidar da bebê. Seu status social se elevou. Ela começou a comer junto com Kwan, que reconheceu a filha como sua e a protegia quando outros gorilas brincavam nas redondezas.

Mas na manhã do dia 25 de novembro, nove dias após o nascimento, a equipe do zoológico notou que a bebê parecia sem vida nos braços da mãe. Logo, os especialistas se deram conta de que ela havia morrido durante a noite.

Investigações revelaram que a bebê havia morrido por causa de uma fratura no crânio.

A equipe enfatizou, no entanto, que não houve violência: uma autópsia constatou que não havia outros ferimentos, arranhões, pancadas ou sinais de pelos arrancados. O bebê estava em saúde perfeita.

‘A única coisa que parece ser causa determinante da morte parece ser um traumatismo na parte de trás da cabeça’, disse Leahy. ‘Foi um acidente’.

‘Não há sinais de que o grupo (tenha se comportado de forma) inapropriada’.

Luto
Leahy disse que a morte da bebê gorila não levou a equipe do Population Management Center a questionar sua decisão de emparelhar Kwan e Bana.

‘Bana vinha demonstrando comportamento maternal totalmente apropriado e o próprio grupo social vinha demonstrando comportamento apropriado (em relação) a um novo bebê’, disse. ‘No meu entendimento, esses eram sinais de sucesso’.

No momento, os gorilas aparentam estar de luto.

‘O grupo como um todo definitivamente reconheceu a perda dessa criança’, disse Leahy.

‘Houve muitas fungadas e contato físico (de) algumas das fêmeas que em outras situações não teriam necessariamente interagido com Bana. O grupo todo realmente deu atenção a ela durante vários dias após o bebê ter partido. Em termos de comportamento, o grupo estava um pouco apático’.

Kwan e Bana vêm passando tempo juntos e Leahy disse esperar que ainda possa haver um final feliz para essa história.

‘Vamos continuar a manter nossa recomendação de que ela se reproduza’, disse. ‘Vamos continuar a deixar que a natureza siga seu curso natural.’

Casamento 'arranjado' de gorilas em zoo tem fim trágico nos EUA (Foto: BBC)

Casamento 'arranjado' de gorilas em zoo tem fim trágico nos EUA (Foto: BBC)

Fonte: BBC


8 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Bebê elefante com dez dias de vida faz primeira aparição em zoo alemão

Ainda sem nome, o pequeno mamífero foi fotografado em Munique.
A fêmea de elefante aproveitou o dia para conhecer onde vive.

Nesta terça-feira (8), um filhote de elefante com dez dias de vida explora a área que vive com sua mãe, a fêmea Panang, no zoológico de Munique, na Alemanha (Foto: Matthias Schrader/AP)

Nesta terça-feira (8), uma fêmea de elefante com dez dias de vida explora a área onde vive com sua mãe, a fêmea Panang, no zoológico de Munique, na Alemanha (Foto: Matthias Schrader/AP)

Foi a primeira aparição em público do filhote, que ainda não recebeu nome. (Foto: Matthias Schrader/AP)

Foi a primeira aparição em público da filhote, que ainda não recebeu nome (Foto: Matthias Schrader/AP)

Fonte: Do Globo Natureza, São Paulo


10 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Ave tem filhote em ninho construído em lustre de residência em Cuiabá

Casal de cambacica construiu o ninho em lustre de casa de comerciantes.
Ninho é repleto de gravetos, restos de folhas, gramas e até plástico.

O sobrado de uma família de comerciantes em Cuiabá abriga um casal de visitantes incomum. No lustre da sala, um casal de passarinhos da espécie cambacica, originária do Cerrado, construiu um ninho repleto de gravetos, restos de folhas, gramas e até plástico.

A arquitetura do ninho deveria parecer com uma taça, mas por conta do local inusitado que o casal de aves escolheu para erguer o refúgio, o ninho ficou disforme. Na última semana, o ninho ganhou mais um morador. A espécie entrou em ciclo reprodutivo e um filhote já pia sem parar dentro do ninho pedindo comida.

G1 visitou a residência da família Smerdech e para flagrar mãe e filhote no ninho foram necessárias três horas de observação e paciência. O lustre fica a dois metros de altura em relação ao solo. Ao longo de cada dia, a mãe cambacica sobrevoa pelas redondezas do bairro da Lixeira, na capital, em busca de pequenos insetos e restos de fruta para alimentar o filho. Duas vezes ao dia, ela cumpre a rotina de deixar o filhote cada vez mais forte.

A comerciante Maria de Fátima Smerdech contou ao G1 que só percebeu que no lustre da casa havia sido construído um ninho pela quantidade de sujeira encontrada no chão da sala. “Eu encontrei um monte de cisco no chão, olhei para cima e já tinha aquele formato de ninho”, disse. Maria de Fátima mantém desde criança, uma grande proximidade com as aves. No passado, ela já criou dois papagaios. Atualmente, ela ainda cuida de uma calopsita, que é atração do mercado.

Ninho é construído em lustre de residência em Cuiabá (Foto: Dhiego Maia/G1)

Casal entrou no ciclo reprodutivo e ninho já abriga filhote de cambacica que não para de piar pedindo comida. (Foto: Dhiego Maia/G1)

Toda a família está envolvida com a presença do ninho na sala. Para Aparecido Smerdech, a presença das aves na casa dele representa uma grande benção. “Nos últimos anos nós temos sido tão abençoados que a escolha desses animais tão puros por nossa casa é uma grande benção”, disse em voz embargada.

A espécie
G1 entrevistou o ornitólogo, João Batista de Pinho, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), para saber mais detalhes a respeito da espécie. Segundo o especialista, a cambacica é uma espécie comum em Cuiabá. “Ela é comum nos quintais de Cuiabá e é uma espécie nectiva. Ela se alimenta do néctar das flores, de pequenos insetos e restos de frutas”, explicou.

O ornitólogo confessou ao G1 que estranhou a escolha da ave pelo lustre, já que a região concentra uma infinidade de árvores. “É de se estranhar muito. Pelo que eu vi, próximo da casa tem mangueiras que poderiam ser usadas como território para o ninho”, disse. Mas a varanda de dona Maria de Fátima é convidativa para aves. O local é repleto de plantas e muito visitada por aves de outras espécies, como bem-te-vis e pardais. Ela mantém um reservatório de água açucarada, um chamariz para a cambacica e outras espécies.

A cambacica é uma ave minúscula, não passa de 10 centímetros e pode viver entre quatro a cinco anos. Ela tem papo amarelo e cabeça preta com duas listras brancas paralelas. Pinho esclareceu que a ave não apresenta nenhum risco à saúde humana, por não ser migratória. Na análise do ornitólogo, a ave auxilia no combate à dengue, por se alimentar de insetos dentro da casa. Já o ninho, segundo o ornitólogo, pode ser reutilizado pelo casal de aves, caso não se degrade com o tempo.

Click e veja o vídeo: http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2011/10/ave-tem-filhote-em-ninho-construido-em-lustre-de-residencia-em-cuiaba.html

 

Fonte: Dhiego Maia, G1, MT

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


« Página anterior





Categorias

Tópicos recentes

Meta

 

agosto 2017
S T Q Q S S D
« mar    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

23 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Zoológico australiano apresenta filhote de rinoceronte-branco

Animal é macho, está bem de saúde e ainda não tem nome.
Na natureza, rinoceronte está ameaçado pela caça ilegal.

Um rinoceronte-branco, espécie ameaçada de extinção devido ao tráfico ilegal de seu chifre, nasceu na semana última no zoológico de Taronga Western Plains, na Austrália, informou nesta terça-feira (21) o centro.

O animal macho, que ainda não tem nome, se encontra em bom estado de saúde e sob os cuidados de sua principiante mãe, Mopani, no zoológico da cidade de Dubbo, situada a cerca de 400 quilômetros de Sydney.

“Parece que a primeira chuva em Dubbo após muitos meses contribuiu para o nascimento deste rinoceronte”, afirmou um dos responsáveis pelo zoológico, Pascale Benoit, citado em comunicado de imprensa.

Benoit destacou que durante sua gravidez, Mopani contraiu a mesma doença desconhecida que no último ano matou outros quatro rinocerontes-brancos no zoológico. No entanto, mesmo com a confirmação da doença, o filhote nasceu saudável.

A população de rinoceronte-branco está ameaçada, entre outros motivos, caça ilegal por causa da grande procura pelos seus chifres, sobretudo na China, onde são apreciados dentro da medicina tradicional.

A Fundação Internacional Rinocerontes indicou que, desde 2006, 2 mil animais da espécie morreram na África pelas mãos dos caçadores, enquanto o crescimento de sua população chegou os níveis mais baixos em várias décadas.

Segundo os analistas, a caça ilegal superará a taxa de natalidade dentro de pouco tempo se manter esse ritmo atual, com 300 animais mortos a cada ano.

O rinoceronte-branco foi catalogado como espécie “quase ameaçada” pela União Internacional para a Conservação da Natureza, embora a subespécie do norte possivelmente poderia ter sida extinta em estado selvagem, já que o último animal foi visto em 2006.

Filhote de rinoceronte branco, com apenas um dia de idade (Foto: Leonie Saville/Taronga Western Plains Zoo)

Filhote de rinoceronte branco, com apenas um dia de idade (Foto: Leonie Saville/Taronga Western Plains Zoo)

Fonte: Globo Natureza


16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Fêmeas de besouro são atraídas por feromônios sexuais e cheiro de cadáver

Ciclo de vida dos besouros é tão previsível que costuma ser usado por cientistas forenses para estimar há quanto tempo uma pessoa está morta

Cadáveres em avançado estado de decomposição são o local ideal para os besouros da espécie Dermestes maculatus se reproduzirem e botarem seus ovos. Ali, suas larvas encontram os nutrientes necessários para se desenvolverem. Agora, uma nova pesquisa publicada na revista Frontiers in Zoology mostrou que nem os feromônios sexuais liberados pelos machos nem o cheiro dos cadáveres são suficientes para atrair as fêmeas até o local. Elas só são atraídas quando os dois odores estão presentes em conjunto, mostrando como a evolução da espécie aumentou as chances de sua reprodução ter sucesso.

Os cientistas da Universidade de Ulm, na Alemanha, pesquisaram quais odores eram capazes de atrair as fêmeas virgens e jovens, com duas a três semanas de vida, do besouro. Eles testaram diversos aromas: o cheiro de cadáver de porco coletado em diferentes estágios de decomposição, feromônios masculinos extraídos da glândula do inseto, feromônios sintéticos e um solvente.

As fêmeas ignoraram totalmente tanto os feromônios artificiais quanto o solvente. Na verdade, elas não foram atraídas por quase nenhum dos odores, a não ser pelo do cadáver nos últimos estágios de decomposição, desde que reforçado pelos feromônios masculinos. “Embora o cheiro do cadáver não seja capaz de atrair as fêmeas, ele é o suficiente para atrair os machos jovens”, explica Christian von Hoermann, coordenador do estudo.

Segundo o pesquisador, a liberação de feromônios por parte dos machos assinala que o cadáver é um ambiente apropriado para alimentação, acasalamento e depósito de ovos. A seleção natural teria feito com que as fêmeas só respondessem aos chamados dos machos se o odor do cadáver estivesse presente – e vice-versa – para otimizar as chances de sobrevivência de seus filhos.

Ciclo - A decomposição de cadáveres costuma ser um prato atrativo para muitas espécies de insetos, que desenvolveram preferência por diferentes estágios do processo. As primeiras a chegar ao corpo costumam ser as moscas, cujas larvas se alimentam dos tecidos ainda úmidos. Depois, vêm os besouros das famílias Histeridae e Staphylinidae, que se alimentam dessas larvas. Os besouros Dermestes maculatus chegam no estágio seguinte e passam a se alimentar dos restos de pele e ligamentos.

No entanto, eles só começarão a se reproduzir quando a decomposição estiver mais avançada e o cadáver reduzido a ossos, cabelos e pele seca. A partir desse momento, só restarão as larvas do besouro. O ciclo de vida e a sequência de chegada desses animais é tão previsível que costuma ser usado por cientistas forenses para estimar há quanto tempo uma pessoa está morta.

besouro

O besouro Dermestes maculatus costuma se reproduzir e botar seus ovos em cadáveres em decomposição (Divulgação)

Fonte: Veja Ciência


16 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Programa de reprodução em cativeiro visa salvar espécies em extinção

Depois de terem cheirado a grama minuciosamente, três guepardos começaram a circular freneticamente o centro de criação de animais localizado na cidade de Front Royal. Era um sinal de que uma fêmea de sua espécie estava no cio.

Então, um dos machos uivou de uma maneira diferente dos outros – um sinal de um estado ainda mais elevado de excitação. Os outros machos saíram de seu caminho.

Para maximizar as chances de reprodução bem sucedida, os cientistas descobriram que é necessário separar os guepardos por sexo, chegando a impedi-las de se encontrar antes do acasalamento. Acontece que a familiaridade pode causar rejeição entre os felinos.

Finalmente, a fêmea foi trazida de volta. Ela parecia confusa pela vontade do macho e não conseguiu assumir uma posição de acasalamento. O encontro não deu certo.

Com o número de animais em extinção aumentando e seus habitats naturais sendo destruídos, os zoológicos estão tentando reproduzir em cativeiro cerca de 160 espécies ameaçadas. Mas embora o acasalamento na selva possa parecer algo natural e primitivo, em cativeiro ele pode ser bem mais complicado.

Cerca de 83% das espécies atualmente mantidas em jardins zoológicos americanos não estão cumprindo as metas estabelecidas para a manutenção de sua diversidade genética, de acordo com relatórios da Associação de Zoológicos e Aquários. No caso dos guepardos, menos de 20% das espécies nos jardins zoológicos americanos não têm sido capazes de reproduzir.

Os zoológicos precisam descobrir como acasalar guepardos e muitos outros animais em cativeiro para criar populações de reserva destes animais, antes que sua situação na natureza torne-se insustentável, disse Jack Grisham, que tem coordenado o plano de reprodução de guepardos há 20 anos. Mas a taxa de sucesso decepcionante levou alguns conservacionistas a questionar se os zoológicos devem tentar a procriação. Muitos dizem que preferem ver o dinheiro redirecionado para preservar habitats e espécies selvagens.

“Eu ficaria mais contente com a reprodução em cativeiro dos guepardos selvagens se isso realmente os ajudasse”, disse Luke Hunter, presidente do Panthera, um grupo sem fins lucrativos que trabalha com os esforços globais para preservar grandes felinos na natureza, inclusive os guepardos. “Livre de ameaças, eles se reproduzem bastante na selva, não precisam de auxílio com sua reprodução. Eles precisam de um lugar para andar livremente.”

Anualmente o Zoológico Nacional Smithsonian, em Washington, gasta cerca de US$ 350.000 na tentativa de procriação de guepardos em seu campus de 3.200 hectares em Front Royal, que abriga outras 18 espécies. Este orçamento sustenta a coleta de dados e a logística de longa distância para encontrar o par perfeito, entre outras despesas.

Programas similares existem em quatro outros centros nacionais coordenados por zoológicos.

No entanto, apesar de duas décadas de esforços sustentados, a população cativa de 281 guepardos na América do Norte dá à luz apenas 15 filhotes, em média, por ano, exatamente a metade do que os seus detentores estimam ser necessário para manter um nível saudável de substituição.

Os guepardos são muito mais sensíveis do que seus parentes leões e tigres, por exemplo, que se reproduzem com facilidade. Mas elas não são tão difíceis de se reproduzir como os pandas, que não produziram um filhote sequer em cativeiro nos Estados Unidos desde 2010.

Embora não estejam criticamente em risco, a população mundial de guepardos despencou. Na virada do século 20, cerca de 100.000 chitas vagavam da África para o Mediterrâneo e para a Índia, de acordo com o Smithsonian. Hoje, as autoridades estimam que de 7.000 a 10.000 permanecem na natureza como resultado da perda de habitat, caça ilegal e conflitos com agricultores e pecuaristas.

A Panthera promove programas que ajudam os guepardos a sobreviver ao lado de pessoas. O grupo aconselha os donos de animais de pequeno porte sobre como evitar que guepardos devorem-nos e ainda doa cães de guarda treinados para o trabalho. Mas não importa o quão agressivamente os grupos de conservação lutem para preservar populações selvagens, disse Grisham, as pressões são tão grandes que animais de zoológico podem algum dia tem de servir como um banco genético para sua espécie.

Onde Noé errou – Os programas de procriação não servem apenas para preservar as espécies, servem também para garantir que os zoológicos possam continuar ativos. Até os anos 1970, os zoológicos tinham permissão de capturar os animais que quisessem exibir. Mas uma crescente consciência sobre a vulnerabilidade de muitas espécies levou a tratados para mudar isso. E a Lei das Espécies Ameaçadas dos Estados Unidos de 1973 restringiu as importações de animais ameaçados, mesmo para os zoológicos.

Assim, os zoológicos começaram a ter programas de melhoramento genético coordenados para espécies ameaçadas. Então, em 2000, a associação abriu um Centro de Gerenciamento Populacional coordenado pelo Zoológico Lincoln Park, em Chicago, para realizar análises demográficas e genéticas detalhadas do cruzamento entre animais, em extinção ou não, em 235 zoológicos. Os membros deste projeto estabeleceram recomendações sobre a melhor forma de reproduzir cada uma dessas espécies.

Sarah Long, diretora do Centro de Gestão da População em Chicago, disse que os zoológicos começaram com muito poucos animais de cada espécie, e muitos não tinham uma variação genética suficiente para garantir sua sobrevivência a longo prazo em cativeiro. A população fundadora mediana para espécies em zoológicos dos Estados Unidos era de cerca de 15 espécies

“Noé entendeu tudo errado”, disse Long. “Um, dois ou até mesmo uma dúzia de cada espécie não é o suficiente para a perpetuação da espécie.” A associação tem quase 600 programas de reprodução cooperativos, mas até agora ela só criou planos de melhoramento formais para 357 espécies. Aproximadamente 55% das espécies com estes planos de reprodução estão em perigo de extinção de acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza.

Ainda assim, 40% dessas 357 espécies gerenciadas estão diminuindo – por algumas razões conhecidas e, em outros casos, desconhecidas. O número de ursos andinos está caindo porque os zoológicos diminuiram sua procriação anos atrás e a população tornou-se velha demais para se reproduzir agora.

Um habitat mais selvagem – Poucos felinos vivem em estreita colaboração com os seres humanos como os guepardos, que acredita-se terem sido mantidos como animais de estimação pela realeza em 3000 a.C. Contudo, os pesquisadores ainda estão tentando dominar a dinâmica de seu acasalamento, disse Adrienne Crosier, diretora do programa de acasalamento de chitas do Zoológico Nacional Smithsonian.

Durante décadas, os jardins zoológicos colocaram todos os grandes felinos em jaulas temáticas e os trataram de forma semelhante. Mas seus padrões de acasalamento podem ser radicalmente diferentes. Por exemplo, os leopardos, uma espécie criticamente ameaçada, emparelham-se com seus companheiros no início da vida. Se eles são apresentados a um companheiro como adultos maduros em cativeiro, isso provoca estresse extremo, e, ocasionalmente, o macho mata a fêmea. Esses ataques ocorreram várias vezes antes de os pesquisadores perceberem qual era o problema.

Os guepardos, por outro lado, não fazem pares constantes. Ainda assim, foi apenas na década de 1990 que os funcionários do zoológico entenderam isso.

Mais recentemente, pesquisadores descobriram que fêmeas que não são parentes ou que não foram criadas juntos não devem ser mantidas juntas, porque a fêmea não dominante vai sentir tanto estresse que simplesmente não entrará no cio.

Para contornar esses problemas com guepardos e outros animais, os zoológicos estão colocando ênfase nos centros de conservação que são menos como zoológicos e mais como fazendas ou um safáris. Os centros de conservação animais ideias tem espaço suficiente para imitar o habitat natural dessas espécies.

 

Fonte: Ambiente Brasil


14 de junho de 2012 | nenhum comentário »

O NOVO DILEMA DOS ZOOS

Com o aumento do número de espécies em risco de extinção, os zoológicos estão cada vez mais sendo chamados para resgatar e manter animais -não apenas aqueles que atraem espectadores, como pandas e rinocerontes, mas também mamíferos, rãs, Aves e insetos de todos os tipos.

Mas os zoos concluíram que, para conservar animais de modo eficiente, precisam reduzir o número de espécies das quais cuidam e dedicar mais recursos a poucos escolhidos. O resultado é que os responsáveis pelos zoos, geralmente amantes dos animais, estão sendo cada vez mais pressionados a calcular quais animais, em detrimento de outros, devem salvar.

A missão dos zoos deixou de ser entreter o público, para se dedicar à conservação. “Nós, como sociedade, temos que decidir se é ético e moralmente apropriado expor animais para a simples finalidade de entretenimento”, disse Steven L. Monfort, diretor do Instituto de Conservação Biológica Smithsonian, que faz parte do Zoo Nacional de Washington. “Na minha opinião, é preciso que os zoos tenham o papel de defender espécies animais.”

Monfort quer que os zoos levantem mais recursos para a conservação de animais na natureza e que esse esforço ganhe importância igual à de suas coleções de animais cativos. Os zoos, disse ele, precisam construir instalações -não necessariamente abertas ao público- suficientemente grandes para receber rebanhos de animais, possibilitando comportamentos reprodutivos mais naturais. Também para Monfort, é preciso dar menos ênfase a animais que constituem atrações populares, mas estão sobrevivendo bem na natureza, para dar espaço àqueles que precisam urgentemente ser salvos da extinção.

Muitos diretores de zoológicos acham que uma reordenação radical não é necessária e que cada zoo faz um trabalho valioso, mesmo que conserve poucas espécies.

No primeiro século de sua existência, os zoos americanos buscavam Animais Selvagens na natureza e os exploravam principalmente por seu valor de entretenimento. Quando os ambientes selvagens começaram a desaparecer, junto com seus animais, os responsáveis pelos zoos se tornaram protetores e salvadores. Desde 1980, os zoos desenvolvem programas coordenados de criação que salvaram dezenas de espécies do perigo de extinção.

O desafio, cada vez mais difícil, é praticar a conservação e ao mesmo tempo continuar a expor animais para atrair o público pagante. Os leões-marinhos, por exemplo, estão se dando muito bem na natureza, mas o zoo de St. Louis decidiu gastar US$ 18 milhões em uma nova piscina com filtro e acréscimo de ozônio, para favorecer a claridade. Isso porque os leões-marinhos são muito populares, e o ambiente em que ficavam estava decrépito.

Jeffrey P. Bonner, o executivo-chefe do zoo, explicou: “Buscamos um ponto de equilíbrio entre a experiência do público e a necessidades de conservação. Se você me perguntar por que tenho camelos, direi que precisamos de algo interessante para as pessoas verem nos fundos do zoo no inverno”.

À medida que os padrões de cuidados com os animais se elevam, e os zoos instalam ambientes maiores e de aparência mais natural, diminui o espaço para mais animais. Na década de 1970, o zoo de St. Louis tinha 36 espécies de primatas. Hoje tem apenas 13.

Os zoos passaram a entender que, para que os animais possam se reproduzir a longo prazo sem que ocorra a endogamia, é preciso manter “pools” genéticos muito maiores. Há 64 ursos polares vivendo cativos em zoos americanos -muito menos que 200, o número ótimo para manter a população por cem anos.

Assim, os zoos começaram a aumentar o número de indivíduos de algumas espécies em detrimento de outras. O zoo de St. Louis diz que hoje tem 400 animais a mais do que tinha em 2002, mas 65 espécies ou subespécies a menos.

Na década de 1990, enquanto aumentavam as pressões em favor da conservação, a Associação de Zoos e Aquários, responsável pelos zoológicos dos Estados Unidos, começou a reunir grupos de especialistas em zoos que analisavam famílias inteiras de espécies e aconselhavam quais delas deveriam ser priorizadas ou abandonadas. Os critérios incluíam a singularidade, o nível de risco de extinção, a importância do papel ecológico do animal e a existência de uma população em cativeiro que seja suficiente para a reprodução. A União Internacional para a Conservação da Natureza estima que quase um quarto dos mamíferos poderá se extinguir nas próximas três gerações. A situação é mais grave para os anfíbios e as Aves marinhas.

No zoo de St. Louis, alguns baldes de terra agora abrigam o “besouro sepultador”, que é conhecido por sepultar os corpos de pequenos animais.

No passado, esse besouro estava presente em 35 Estados. Mas, em 1989, quando o Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos EUA o classificou como em risco de extinção, só restava uma população dele, em Rhode Island. A pedido do governo, o zoo de St. Louis e um zoo de Rhode Island vêm criando o besouro e o devolvendo à natureza.

Bob Merz, o gerente de invertebrados no zoo de St. Louis, diz que o esforço valeu a pena porque o besouro talvez exerça um papel insubstituível na teia ecológica. Para ele, escolher espécies que merecem ser salvas é comparável a fazer apostas com a vida ou a morte. “É como olhar da janela de um avião e ver os rebites da asa”, explicou. “Provavelmente podemos perder alguns deles sem maiores problemas, mas não sabemos quantos -e não queremos realmente descobrir.”

Fonte: CFMV


2 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Foca tem primeiro filhote aos 16 anos e surpreende aquário dos EUA

Bebê nasceu com nove quilos na última sexta-feira, na Califórnia.
Segundo especialista, focas adultas começam a ter filhotes aos quatro anos.

O Aquário do Pacífico, em Long Beach, na Califórnia, divulgou imagem que mostra Shelby, uma foca fêmea que vive no local e deu à luz seu primeiro bebê na última sexta-feira (27). O filhote nasceu com nove quilos.

Segundo Dudley Wigdahl, curador do aquário, localizado na Costa Oeste dos Estados Unidos, o nascimento surpreendeu a todos porque a foca tem idade avançada para ser mãe. O especialista diz que um espécime adulto começa a ter seus primeiros filhos aos quatro ou cinco anos de idade.

A foca Shelby, de 16 anos, faz carinho em seu filhote, que nasceu na última sexta-feira, nos Estados Unidos. (Foto: Terri Haines, Aquarium of the Pacific/AP)

A foca Shelby, de 16 anos, faz carinho em seu filhote, que nasceu na última sexta-feira, nos Estados Unidos. (Foto: Terri Haines, Aquarium of the Pacific/AP)

Fonte: Globo Natureza


3 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Nascimento de tartarugas no interior da Amazônia quase triplica em 2011

Projeto que integra biólogos e comunidade protege ninhos de quelônios.
Reprodução é afetada por caça; carne e ovos são consumidos na região.

O nascimento de quelônios no interior da Amazônia quase triplicou em 2011, graças ao trabalho de prevenção que uniu biólogos e a população ribeirinha da região de Mamirauá (AM), na reserva de mesmo nome – uma área de 10 mil km², equivalente a sete vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro.

Ações para proteger ninhadas e conter a caça ilegal de exemplares de tartarugas-da-amazônica (Podocnemis expansa), tracajás (P. unifilis) e iaçás (P. sextuberculata), cuja carne e ovos são utilizados na alimentação humana, fez com que a quantidade de nascimentos aumentasse de 11.500, em 2010, para mais de 42 mil em 2011.

Um aumento de 265%, segundo o Instituto Mamirauá, responsável pelo trabalho de conservação das espécies vertebradas aquáticas (projeto Aquavert).

De acordo com a bióloga Cássia Santos Camillo, pesquisadora do instituto e coordenadora do projeto, um envolvimento maior de 3.500 moradores, distribuídos em 40 comunidades ribeirinhas, elevou a proteção dos ninhos de tartarugas.

Em entrevista ao Globo Natureza direto da Costa Rica, onde conclui estudos, a especialista afirma que o trabalho na região dos Rios Solimões e Japurá pode reverter o processo de extinção de espécies consideradas ameaçadas, como a tartaruga-da-amazônia.

“Apesar dela não estar na lista brasileira dos animais com risco de desaparecimento (elaborada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais, o Ibama), aqui na região ela é considerada ecologicamente extinta”, afirma Cássia.

Espécie quase dizimada
Segundo Cássia, pesquisa histórica feita por ambientalistas afirma que a população desta tartaruga foi quase dizimada na área desde 1850. Relatos feitos na região de Tefé, também noAmazonas, afirmavam que anualmente eram encontrados cerca de 48 milhões de ovos da espécie ameaçada. Hoje, este número não passa de 20 mil.

“Isto porque os ovos de tartaruga-da-amazônia eram recolhidos e utilizados para fabricar óleo para iluminação pública de cidades como Manaus e Santarém (PA)”, explica a bióloga.

Os ninhos desta espécie aumentaram de 75, em 2010, para 150 em 2011. Cada ninhada pode gerar até 120 filhotes. De acordo com a especialista, o período de reprodução dos quelônios se inicia durante a seca na Amazônia, que começa em julho.

“Todo ano a gente espera um aumento no número de ninhos, mas isso é consequência da quantidade de regiões que estão sob proteção. Esperamos aumentar, gradativamente, nossa área de cobertura com o apoio das comunidades, que começam a definir em março quais serão as praias que ficarão protegidas. O problema é que nem sempre há respeito dessas normas, com a persistência da caça”, afirma.

Tartarugas na Amazônia (Foto: Diogo Grabin/Divulgação)

Filhote de tartaruga da espécie iaçá é analisada por biólogo no Amazonas. (Foto: Diogo Grabin/Divulgação)

Tartarugas na Amazônia (Foto: Divulgação/Augusto Rodrigues)

Tartarugas entram em rio da Amazônia próximo à reserva de Mamirauá (Foto: Divulgação/Augusto Rodrigues)

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo


3 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Após 11 anos, iguanas raras nascem em cativeiro

Depois de 11 anos de espera, dois filhotes das raras iguanas-das-antilhas-menores nasceram em cativeiro na ilha de Jersey, território autônomo britânico, anunciou a ONG Durrell Wildlife Conservation Trust.

A organização também seria a única no mundo a reproduzir com sucesso a espécie iguana-delicatissima, que está ameaçada de extinção em seu habitat, o Caribe, devido a diversos problemas que vão de cruzamentos com a iguana-verde, que não é natural do local, à introdução de predadores, além da destruição de seu ambiente.

Apenas alguns poucos zoológicos e parques no mundo têm espécimes das iguanas-das-antilhas-menores.

“Estamos muito felizes com a chegada destes novos filhotes. Eles estão se alimentando e crescendo bem. Vamos continuar a monitorá-los cuidadosamente em nosso departamento de herpetologia [estudo dos répteis e anfíbios]“, disse Mark Brayshaw, chefe da Coleção de Animais na sede da ONG, em Jersey.

A primeira vez que a organização conseguiu reproduzir as iguanas em cativeiro com sucesso foi em 1997.

Em 2000, mais oito iguanas nasceram, mas a partir desse ano todos os ovos colocados pelas iguanas eram não fertilizados.

Finalmente, em setembro de 2011, uma das fêmeas que foi colocada junto a um macho que chegou ao parque em 2003 produziu os dois ovos que deram origem às iguanas que nasceram após um período de incubação de 75 dias.

Os filhotes têm uma cor verde-limão, bem diferente dos adultos da espécie, que ganham um tom mais acinzentando no corpo e bege na cabeça.

“Vamos continuar nossos esforços para reproduzir as iguanas e estamos empolgados com este recente sucesso”, disse Brayshaw.

Um dos filhotes das iguanas-das-antilhas-menores que nasceu em cativeiro na ilha de Jersey, território britânico

Um dos filhotes das iguanas-das-antilhas-menores que nasceu em cativeiro na ilha de Jersey, território britânico

Fonte: Da BBC Brasil


8 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Casamento ‘arranjado’ de gorilas em zoo tem fim trágico nos EUA

Morte de bebê gorila ilustra dificuldades enfrentadas por biólogos na luta para preservar espécies ameaçadas.

Biólogos que trabalham em zoológicos usam análise genética, dados demográficos e um conhecimento íntimo dos animais para planejar sua reprodução.

A ideia é evitar procriações consanguíneas e assegurar o nascimento de bebês saudáveis. Às vezes, no entanto, toda a ciência e o cuidado atento dos funcionários do zoológico não são suficientes para evitar uma tragédia.

O gorila Kwan, de 22 anos, e a fêmea Bana, de 16, foram apresentados um ao outro no Lincoln Park Zoo, em Chicago, e pareciam formar um bom par.

Kwan já tinha um filho pequeno. Bana, apesar de mais nova, parecia pronta para a maternidade.

Análises feitas por computador mostraram que o casal, cuja espécie é original das planícies ocidentais africanas, não possuía ancestrais recentes em comum – ou seja, do ponto de vista genético, os dois formavam um bom par.

Bana foi trazida do zoológico onde vivia, em Brookfield, no mesmo Estado de Illinois, a cerca de 30 km de distância. Meses depois, no dia 16 de novembro, ela teve um bebê fêmea. No entanto, pouco mais de uma semana depois, o bebê apareceu morto.

Casos de infanticídio não são raros entre gorilas. Em maio último, no London Zoo (o zoológico de Londres), um gorila de sete meses cujo pai havia morrido foi morto por um macho adulto introduzido no grupo pela equipe do zoológico.

Os especialistas do Lincoln Park Zoo não sabem ao certo o que aconteceu no caso da bebê gorila. Mas a diretora de comunicações do zoológico, Sharon Dewar, disse que a equipe não acredita que tenha havido infanticídio e, sim, um trágico acidente.

Controle sexual
A união de Kwan e Bana resultou de um sofisticado plano de reprodução criado por uma equipe de biólogos para assegurar a futura saúde genética da população de gorilas dos Estados Unidos.

Os gorilas das planícies ocidentais estão entre cerca de 300 espécies de animais em zoológicos nos Estados Unidos cujas vidas sexuais são cuidadosamente controladas pelo Population Management Center – centro de administração de populações – do Lincoln Park Zoo.

No centro, especialistas em diversas espécies assumem o papel de cupidos, formando casais de tamanduás, ocapis, papagaios e muitos outros animais. O centro tem mais de 80 mil criaturas sob seu controle.

A diretora do centro, Sarah Long, disse que o processo é parecido com sites que intermedeiam namoros, para pessoas que procuram parceiros pela internet.

‘Usamos computadores e bancos de dados para juntar um macho com uma fêmea – e às vezes produzir filhos’, disse Long.

Ela explicou que o objetivo dos zoológicos hoje em dia não é trazer animais selvagens para o cativeiro. ‘Hoje, os zoológicos estão mais focados em preservar o que já têm’.O programa de computador compara as linhagens dos machos e das fêmeas, muitas vezes traçando sua árvore genealógica até o tempo em que viviam livres, para determinar se formam um bom par do ponto de vista genético.

O que eles querem são dois animais cujos genes são raros naquela população – ou seja, que tenham poucos parentes vivendo nos zoológicos americanos.

Outros fatores considerados são idade, distância entre os zoológicos onde os animais vivem e se o zoológico tem recursos para cuidar de mais um animal.

‘Analisamos a idade daquela girafa. Ela é valiosa ou não?’, exemplificou Long.

‘Queremos que ela se reproduza? Ela está em idade de reproduzir? Existe um macho por aí, tão valioso quanto ela, com quem ela poderia se acasalar? Ele tem a idade correta?’

Bana e Kwan
No ano passado, havia 342 gorilas das planícies ocidentais distribuídos por 52 zoológicos nos Estados Unidos.

Kwan estava maduro do ponto de vista sexual e social, e Bana vivia a poucos quilômetros de distância.A equipe do Lincoln Park Zoo achava que Bana se encaixaria bem na irmandade de gorilas fêmeas que já vivia com Kwan e com seu filho Amare, de seis anos.A jovem gorila foi transportada para seu novo lar em um veículo com condições climáticas controladas.

Bana e Kwan foram apresentados e começou a paquera. Bana olhava insistentemente para Kwan, muitas vezes durante uma hora inteira.

‘Demos pílulas anticoncepcionais a ela para assegurar que estaria socialmente integrada no grupo antes de ficar grávida’, disse Long.

Embora estivesse tomando a pílula, Bana entrava no cio e o casal ‘convidava um ao outro para o acasalamento’, explicou Maureen Leahy, curadora de primatas do Lincoln Park Zoo.

Bebê saudável
Nesse meio-tempo, Bana ia se adaptando à sua posição baixa na hierarquia social do grupo.

Muitas vezes, isso requeria que ela mantivesse distância de Kwan, que na sua condição de macho de lombo prateado, ocupava o topo da hierarquia social. (Nessa espécie, a pelagem nas costas do macho dominante, no pico de sua maturidade sexual, ganha a cor prateada.)

Finalmente, os especialistas do zoológico decidiram que Bana estava pronta para ser mãe e pararam de lhe dar a pílula.

O bebê nasceu saudável.

Para se certificar de que tudo corria bem, a equipe manteve mãe e filha sob observação durante 24 horas por dia nos sete primeiros dias de vida da criança.

Bana aprendia rápido a cuidar da bebê. Seu status social se elevou. Ela começou a comer junto com Kwan, que reconheceu a filha como sua e a protegia quando outros gorilas brincavam nas redondezas.

Mas na manhã do dia 25 de novembro, nove dias após o nascimento, a equipe do zoológico notou que a bebê parecia sem vida nos braços da mãe. Logo, os especialistas se deram conta de que ela havia morrido durante a noite.

Investigações revelaram que a bebê havia morrido por causa de uma fratura no crânio.

A equipe enfatizou, no entanto, que não houve violência: uma autópsia constatou que não havia outros ferimentos, arranhões, pancadas ou sinais de pelos arrancados. O bebê estava em saúde perfeita.

‘A única coisa que parece ser causa determinante da morte parece ser um traumatismo na parte de trás da cabeça’, disse Leahy. ‘Foi um acidente’.

‘Não há sinais de que o grupo (tenha se comportado de forma) inapropriada’.

Luto
Leahy disse que a morte da bebê gorila não levou a equipe do Population Management Center a questionar sua decisão de emparelhar Kwan e Bana.

‘Bana vinha demonstrando comportamento maternal totalmente apropriado e o próprio grupo social vinha demonstrando comportamento apropriado (em relação) a um novo bebê’, disse. ‘No meu entendimento, esses eram sinais de sucesso’.

No momento, os gorilas aparentam estar de luto.

‘O grupo como um todo definitivamente reconheceu a perda dessa criança’, disse Leahy.

‘Houve muitas fungadas e contato físico (de) algumas das fêmeas que em outras situações não teriam necessariamente interagido com Bana. O grupo todo realmente deu atenção a ela durante vários dias após o bebê ter partido. Em termos de comportamento, o grupo estava um pouco apático’.

Kwan e Bana vêm passando tempo juntos e Leahy disse esperar que ainda possa haver um final feliz para essa história.

‘Vamos continuar a manter nossa recomendação de que ela se reproduza’, disse. ‘Vamos continuar a deixar que a natureza siga seu curso natural.’

Casamento 'arranjado' de gorilas em zoo tem fim trágico nos EUA (Foto: BBC)

Casamento 'arranjado' de gorilas em zoo tem fim trágico nos EUA (Foto: BBC)

Fonte: BBC


8 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Bebê elefante com dez dias de vida faz primeira aparição em zoo alemão

Ainda sem nome, o pequeno mamífero foi fotografado em Munique.
A fêmea de elefante aproveitou o dia para conhecer onde vive.

Nesta terça-feira (8), um filhote de elefante com dez dias de vida explora a área que vive com sua mãe, a fêmea Panang, no zoológico de Munique, na Alemanha (Foto: Matthias Schrader/AP)

Nesta terça-feira (8), uma fêmea de elefante com dez dias de vida explora a área onde vive com sua mãe, a fêmea Panang, no zoológico de Munique, na Alemanha (Foto: Matthias Schrader/AP)

Foi a primeira aparição em público do filhote, que ainda não recebeu nome. (Foto: Matthias Schrader/AP)

Foi a primeira aparição em público da filhote, que ainda não recebeu nome (Foto: Matthias Schrader/AP)

Fonte: Do Globo Natureza, São Paulo


10 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Ave tem filhote em ninho construído em lustre de residência em Cuiabá

Casal de cambacica construiu o ninho em lustre de casa de comerciantes.
Ninho é repleto de gravetos, restos de folhas, gramas e até plástico.

O sobrado de uma família de comerciantes em Cuiabá abriga um casal de visitantes incomum. No lustre da sala, um casal de passarinhos da espécie cambacica, originária do Cerrado, construiu um ninho repleto de gravetos, restos de folhas, gramas e até plástico.

A arquitetura do ninho deveria parecer com uma taça, mas por conta do local inusitado que o casal de aves escolheu para erguer o refúgio, o ninho ficou disforme. Na última semana, o ninho ganhou mais um morador. A espécie entrou em ciclo reprodutivo e um filhote já pia sem parar dentro do ninho pedindo comida.

G1 visitou a residência da família Smerdech e para flagrar mãe e filhote no ninho foram necessárias três horas de observação e paciência. O lustre fica a dois metros de altura em relação ao solo. Ao longo de cada dia, a mãe cambacica sobrevoa pelas redondezas do bairro da Lixeira, na capital, em busca de pequenos insetos e restos de fruta para alimentar o filho. Duas vezes ao dia, ela cumpre a rotina de deixar o filhote cada vez mais forte.

A comerciante Maria de Fátima Smerdech contou ao G1 que só percebeu que no lustre da casa havia sido construído um ninho pela quantidade de sujeira encontrada no chão da sala. “Eu encontrei um monte de cisco no chão, olhei para cima e já tinha aquele formato de ninho”, disse. Maria de Fátima mantém desde criança, uma grande proximidade com as aves. No passado, ela já criou dois papagaios. Atualmente, ela ainda cuida de uma calopsita, que é atração do mercado.

Ninho é construído em lustre de residência em Cuiabá (Foto: Dhiego Maia/G1)

Casal entrou no ciclo reprodutivo e ninho já abriga filhote de cambacica que não para de piar pedindo comida. (Foto: Dhiego Maia/G1)

Toda a família está envolvida com a presença do ninho na sala. Para Aparecido Smerdech, a presença das aves na casa dele representa uma grande benção. “Nos últimos anos nós temos sido tão abençoados que a escolha desses animais tão puros por nossa casa é uma grande benção”, disse em voz embargada.

A espécie
G1 entrevistou o ornitólogo, João Batista de Pinho, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), para saber mais detalhes a respeito da espécie. Segundo o especialista, a cambacica é uma espécie comum em Cuiabá. “Ela é comum nos quintais de Cuiabá e é uma espécie nectiva. Ela se alimenta do néctar das flores, de pequenos insetos e restos de frutas”, explicou.

O ornitólogo confessou ao G1 que estranhou a escolha da ave pelo lustre, já que a região concentra uma infinidade de árvores. “É de se estranhar muito. Pelo que eu vi, próximo da casa tem mangueiras que poderiam ser usadas como território para o ninho”, disse. Mas a varanda de dona Maria de Fátima é convidativa para aves. O local é repleto de plantas e muito visitada por aves de outras espécies, como bem-te-vis e pardais. Ela mantém um reservatório de água açucarada, um chamariz para a cambacica e outras espécies.

A cambacica é uma ave minúscula, não passa de 10 centímetros e pode viver entre quatro a cinco anos. Ela tem papo amarelo e cabeça preta com duas listras brancas paralelas. Pinho esclareceu que a ave não apresenta nenhum risco à saúde humana, por não ser migratória. Na análise do ornitólogo, a ave auxilia no combate à dengue, por se alimentar de insetos dentro da casa. Já o ninho, segundo o ornitólogo, pode ser reutilizado pelo casal de aves, caso não se degrade com o tempo.

Click e veja o vídeo: http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2011/10/ave-tem-filhote-em-ninho-construido-em-lustre-de-residencia-em-cuiaba.html

 

Fonte: Dhiego Maia, G1, MT

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


« Página anterior