6 de março de 2013 | nenhum comentário »

Cerca de 3 mil grandes macacos são vítimas de caça a cada ano, diz ONU

Parte é capturada, e o resto morre, segundo programa de conservação.
Relatório sobre primatas foi apresentado em conferência na Tailândia.

Cerca de 3 mil grandes macacos morrem ou são capturados a cada ano devido ao comércio ilegal, segundo um relatório da ONU publicado nesta segunda-feira (4).

Entre 2005 e 2011 estima-se que mais de 20 mil exemplares de grandes macacos foram vítimas da caça ilegal, segundo o estudo elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que supervisiona um programa específico de conservação conhecido como Grasp.

“Este comércio está florescendo, e é extremamente perigoso para a sobrevivência no longo prazo dos grandes macacos”, disse o coordenador do Grasp, Doug Cress, que descreveu este negócio ilegal como “sofisticado, engenhoso, bem financiado e bem armado”.

“Nesse ritmo, os macacos desaparecerão muito rápido”, disse Cress.

Além disso, advertiu, a captura de um só chimpanzé envolve, às vezes, matar outros dez.

“Não pode se meter na selva e pegar só um. Tem que brigar. Tem que matar os outros chimpanzés do grupo”, disse Cress à imprensa, durante a conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas (Cites) sobre espécies em perigo realizada em Bangcoc.

O comércio internacional de chimpanzés, bonobos e gorilas, as três espécies de grandes símios africanos, assim como de orangotangos, a única espécie asiática, está proibido em virtude da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), cujos países membros estão reunidos nesta semana na capital tailandesa.

Segundo o relatório, muitos destes macacos são vendidos como animais domésticos a compradores ricos, que os veem como um símbolo de poder, ou são adquiridos por zoológicos de reputação duvidosa e explorados pela indústria do turismo ou do entretenimento.

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

 

Fonte: Globo Natureza


12 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Cinco peixes-boi serão devolvidos à natureza em Maraã, no Amazonas

Eles ficaram presos em redes de pesca ou foram apreendidos por fiscais.
No interior do estado, ainda são comuns os registros de caça do peixe-boi.

Animal será devolvido à natureza (Foto: Carolina Oliveira/Instituto Mamirauá)

Animais serão devolvido à natureza em Marãa (Foto: Carolina Oliveira/Instituto Mamirauá)

No dia 11 de agosto, cinco peixes-boi amazônicos serão devolvidos à natureza na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, na região do município de Maraã, noroeste do Amazonas. Os animais passaram por processo de readaptação à vida silvestre no Centro de Reabilitação de Peixes-Boi Amazônicos de Base Comunitária. Outros dois animais ainda permanecerão sob os cuidados do Centro.

Os peixes-boi chegaram ao Centro de Reabilitação com apenas alguns dias de vida. Dentre os que serão soltos, o mais velho tem quatro anos e o mais novo, dois. Dos cinco peixes-boi que serão soltos, três ficaram presos acidentalmente em redes de pesca e foram entregues à equipe do Centro de Reabilitação pelos próprios pescadores; os outros dois foram apreendidos por agentes ambientais e entregues aos cuidados do Centro.

Segundo Miriam Marmontel, coordenadora do Grupo de Pesquisas em Mamíferos Aquáticos Amazônicos, peixes-boi criados em cativeiro deixam de aprender informações necessárias à vida selvagem. Por isso, os peixes-boi liberados serão monitorados em vida livre, por meio de sinais de rádio emitidos por um aparelho que será adaptado às caudas dos animais.

“Temos que acompanhá-los após a soltura para saber se o nosso trabalho de reabilitação foi bem sucedido. Esses animais certamente são mais vulneráveis à caça do que os que nasceram e foram criados pela mãe, na natureza, pois ela repassa ao filhote informações como rotas de migração, lugares onde se alimentar e como fugir de um pescador. Existe um risco, mas esses animais terão que enfrentá-lo”, disse a pesquisadora.

Ameaça à espécie
No interior do estado, ainda são comuns os registros de caça de subsistência do peixe-boi. As fêmeas adultas, maiores que os machos, são o principal alvo dos caçadores. Sem os cuidados maternos, os filhotes de peixe-boi dificilmente sobrevivem na natureza.

Um dos fatores de ameaça aos filhotes órfãos de peixes-boi são as redes de pesca. Ao ficar preso a uma rede, o filhote pode morrer afogado – como são mamíferos, os peixes-boi precisam vir à superfície para respirar, em intervalos de aproximadamente dois minutos.

Cuidados especiais
De acordo com Miriam Marmontel, o peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis) requer atenção especial da comunidade científica, o que se explica pelo histórico de exploração da espécie. Há registros de caça comercial de peixe-boi desde o século XVII. O auge da procura comercial da espécie ocorreu entre o século XIX e meados do XX, período em que milhares de animais foram mortos por causa da utilização de seu couro para a fabricação de correias e de sua banha para iluminação pública.

Hoje a espécie é considerada vulnerável à extinção. Mais de 100 peixes-boi amazônicos são mantidos em cativeiro, em centros de reabilitação nas regiões metropolitanas de Manaus eBelém, na Reserva Amanã.

O trabalho nos centros de reabilitação de peixe-boi amazônico pode evitar o que já aconteceu a outras espécies de mamíferos aquáticos. Em 2007, o baiji (Lipotes vexillifer), golfinho que habitava o rio Yang-tsé, na China, foi declarado extinto. Devido à caça predatória, em 1768 a vaca marinha (Hydrodamalis gigas) foi declarada extinta, 27 anos após ter sido descoberta.

 

Erê foi o primeiro peixe-boi nascido em cativeiro no Inpa, no AM (Foto: Divulgação/Inpa)

Caça de subsistência ameaça espécie no interior do Amazonas (Foto: Divulgação/Inpa)

Fonte: Globo Natureza


11 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Venda de ossos de leão vira novo ‘negócio’ da máfia na África do Sul

Foco de traficantes é alimentar mercado asiático.
Esqueleto de leão vale aproximadamente US$ 10 mil.

Os ossos de leões que vivem na África do Sul, utilizados para fazer poções tradicionais, se transformaram no novo negócio das máfias asiáticas que se dedicam ao tráfico do chifre de rinoceronte, ao qual são atribuídas propriedades medicinais na Ásia.

O novo objetivo das máfias ficou evidente em setembro de 2011, quando a polícia sul-africana conseguiu desmontar a maior rede de tráfico de chifres de rinoceronte até o momento, da qual participava um criador de felinos, que se dedicava à falsificação de permissões de caça para ambas as espécies.

Dados do governo afirmam que 13 rinocerontes foram mortos em 2007 e 448 em 2011. Já em 2012, segundo a rede de Parques Nacionais da África do Sul (Sanparks), 270 rinos pereceram sob as ações ilegais de caçadores.

“As mesmas máfias que traficam chifres de rinoceronte estão comercializando ossos de leão”, assegura Jo Shaw, especialista em Comércio e Tráfico de Espécies do Fundo para a Proteção da Vida Selvagem da África Austral (EWT, na sigla em inglês).

Devido ao aumento da demanda nos mercados asiáticos, o preço de um esqueleto de leão subiu de US$ 4 mil em 2010 para US$ 10 mil este ano, segundo site da ONG britânica Lion Aid.

Apelo ao governo
Para tentar frear o tráfico de ossos de leão, uma campanha na internet conseguiu quase 650 mil assinaturas de apoio desde o dia 28 de junho, e se transformou em um fenômeno através do Facebook.

A iniciativa, que começou no site da Avaaz, uma organização que propõe ações cidadãs em favor de causas sociais, reivindica um milhão de assinaturas para exigir do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, que proíba o tráfico desses animais.

“Centenas de leões sul-africanos estão sendo esquartejados para a fabricação de falsas poções sexuais para homens asiáticos, mas uma campanha global pode acabar com este cruel comércio”, indica o site da Avaaz.

Além disso, a iniciativa acrescenta que “os leões são criados em péssimas condições para sua caça, onde turistas endinheirados atiram contra eles através das cercas”.

“Os analistas temem que o aumento do valor [dos ossos] acabe desencadeando a caça ilegal dos 20 mil leões que vivem em estado selvagem na África”, acrescenta a Avaaz.

Mercado ilegal alternativo
Conservacionistas temem agora que os felinos sul-africanos se transformem em um negócio tão lucrativo quanto o dos rinocerontes. “Ainda não sabemos quais podem ser as consequências do aumento deste comércio sobre os leões selvagens”, reconhece Shaw, cuja organização vai realizar um estudo, junto à Universidade de Oxford, para analisar o impacto da demanda asiática.

De acordo com Kelly Marnewick, especialista em felinos da EWT, o comércio de leão é uma realidade na África do Sul e aumentou desde que a caça de tigres se tornou cada vez mais complicada.

Ainda segundo Kelly, outras espécies também já são afetadas, como leopardos e guepardos. Entretanto, é difícil distinguir ossos uns dos outros, segundo a conservacionista sul-africana.

Exemplares de Leões africanos têm sido caçados e mortos para extração de ossos, que são vendidos para o mercado asiático. Tradicionalistas da região acreditam em cura com poções que utilizam esqueleto. (Foto: Reprodução/Chris vd Merwe)

Exemplares de Leões africanos têm sido caçados e mortos para extração de ossos, que são vendidos para o mercado asiático. Tradicionalistas da região acreditam em cura com poções que utilizam esqueleto. (Foto: Reprodução/Chris vd Merwe)

Fonte: Globo Natureza


11 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Rinoceronte morre durante apresentação à imprensa na África

Um rinoceronte sofreu convulsões e morreu na quinta-feira (9) depois que uma reserva na África do Sul convocou a mídia para demonstrar a implantação de um microchip no chifre do animal, que ajudaria no combate à caça. O acidente ocorreu em Joanesburgo. (Foto: Siphiwe Sibeko/Reuters)

Um rinoceronte sofreu convulsões e morreu na quinta-feira (9) depois que uma reserva na África do Sul convocou a mídia para demonstrar a implantação de um microchip no chifre do animal, que ajudaria no combate à caça. O acidente ocorreu em Joanesburgo. (Foto: Siphiwe Sibeko/Reuters)

 

Um rinoceronte morreu na quinta-feira (9) na África do Sul durante uma apresentação à imprensa de um dispositivo de rastreamento que deveria servir para coibir a caça do animal. Segundo os veterinários, o animal foi sedado para a apresentação e morreu após receber um medicamento para acordar.

O animal teria uma condição desconhecida que teria levado a uma parada cardíaca em resposta à aplicação do medicamento. “Ele respondeu muito bem ao tratamento e o procedimento é 100% seguro, mas sempre há grandes riscos quando um animal tão grande é sedado”, diz Lorinda Hern, dona da Reserva Natural de Rinocerontes e Leões. O animal morreu cerca de 20 s após a administração da substância.

O uso de equipamentos de rastreamento é uma das medidas que estão sendo testadas na África do Sul para evitar a caça de rinocerontes – no ano passado, 450 desses animais ameaçados de extinção foram mortos por caçadores. Os chifres do animal são utilizados na medicina tradicional asiática, apesar de não haver nenhuma evidência científica de seu valor.

Fonte: Portal Terra


5 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

África do Sul mobiliza exército para proteger rinocerontes de caçadores

Soldados sul-africanos se preparam para ronda de proteção a rinocerontes (Foto: AFP)

Soldados sul-africanos se preparam para ronda de proteção a rinocerontes (Foto: AFP)

Os soldados não contam senão com a camuflagem e suas armas para se proteger dos predadores e, principalmente, dos caçadores ilegais, que dizimam, mês após mês, os rinocerontes sul-africanos.

Desde abril, os soldados do exército regular sul-africano estão mobilizados ao longo da fronteira com Moçambique, no mítico parque nacional Kruger, no nordeste do país.

Têm como missão combater a caça ilegal, cada vez mais profissional e organizada, que alimenta o mercado asiático com os chifres dos animais, transformados em pó.

“Não estamos mais no tempo do caçador isolado que vinha pela carne, com suas armadilhas primitivas, flechas ou fuzis”, explica Ken Maggs, especializado no cerco dos ilegais no parque: “agora, vêm preparados para lutar. É por isso que adotamos táticas militares, ou paramilitares.”

Eles atravessam a fronteira à noite, com seus óculos de visão noturna, fuzis de assalto AK-47 (Kalachnikov) e de caça. Os guardas encontram, às vezes, mensagens com ameaças, escritas na areia.

As patrulhas do exército, que circulam num jeep do parque, trabalham desde o alvorecer, em alerta. Os caçadores são piores que os predadores porque, muitas vezes, abrem fogo, desabafam.

Desde o início do ano, 15 caçadores foram mortos, 9 feridos e 64 detidos em confrontos com o exército.

Março foi o pior mês da história do parque Kruger para os rinocerontes, com 40 animais mortos, segundo os militares. Desde a mobilização do exército, no final de abril, o número de mortes caiu para l5 em maio e, apenas dois, em junho.

Proteção
É a primeira vez que a tendência se inverte desde 2007. Nesse ano, 13 rinocerontes foram abatidos na África do Sul, e seu número aumentou em seguida, para chegar a 333 no ano passado.

Mas a luta contra a caça ilegal resolve, apenas, uma parte do problema, porque explode, na Ásia a demanda da medicina tradicional que usa os chifres do animal para várias finalidades.

“No Vietnã, por exemplo, corre o rumor de que o chifre de rinoceronte é eficaz no tratamento do câncer”, explica Alona Rivord, porta-voz da associaçõ ecologista WWF.

O chifre é feito de queratina, como as unhas humanas, e não tem nenhuma propriedade medicinal reconhecida pela ciência.

A China está oficialmente proibida de utilizá-lo na medicina, mas ainda é um grande importador, com a interdição não sendo respeitada, segundo defensores dos animais.

Os rinocerontes negros já estão ameaçados de extinção, com apenas 4.838 indivíduos recenseados em estado selvagem no mundo, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza.

Seus primos, os rinocerontes brancos, são apenas 17.480.

A permissão para caçá-los legalmente em certos lugares da África do Sul, custa apenas 50 rands (5 euros), lamenta Rynette Coetzee, chefe de um programa de defesa das espécies ameaçadas.

Segundo ela, os vigias dos parques não têm veículos para perseguir os ilegais e estão sempre sujeitos à corrupção, como demonstra a detenção de um deles na segunda-feira, como parte de uma gangue de ilegais.

Fonte: France Presse/Globo Natureza


29 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Caçadores usam armadilhas com projéteis em reserva de Manaus

Barbante amarrado a madeira faz disparar bala para matar bicho.
Foram apreendidos 72 quilos de carne de caça, informa secretaria.

Autoridades apreenderam nesta quinta-feira (28) 72 quilos de carne de animais silvestres caçados na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé, a 25 km do centro de Manaus. Entre as espécies de animais mortos havia cutias, pacas e porco-do-mato.

A informação de que armadilhas estavam sendo colocadas no local chegou à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) por meio de denúncia.

A secretaria acionou a polícia, que encontrou a carne num freezer num salão paroquial em construção. Dois suspeitos que estavam no local foram levados para prestar esclarecimentos.

Segundo a Semmas, o caso causou preocupação porque os suspeitos tinham em seu poder várias armadilhas conhecidas regionalmente como “tocos”. Trata-se de um barbante que, quando pisado por um animal, aciona uma madeira que bate num cartucho de arma de fogo, matando a presa. Como a Reserva do Tupé é muito visitada pelos moradores de Manaus e turistas, há o risco de que armadilhas como essa venham a ferir alguma pessoa.

Fonte: Do Globo Natureza, em São Paulo


23 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Caçadores de animais silvestres são presos praticando ‘safári’ em MT

Seis homens foram presos em flagrante durante uma operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizada na região norte de Mato Grosso. O grupo foi preso no final da tarde desta quarta-feira (20) e multado em R$ 69 mil pelo instituto.

Além de cinco espingardas supostamente utilizadas para matar os animais, os agentes do Ibama encontraram vídeos e fotografias que registraram a caçada ilegal. O grupo contestou  que realizava caçada de animais e que as armas eram utilizadas apenas como defesa.

Os suspeitos foram presos e encaminhados para o presídio Ferrugem, localizado em Sinop, a 500 quilômetros de Cuiabá. Os suspeitos pagaram fiança e foram liberados na noite desta quinta-feira (21).

Armas Safári (Foto: Ibama/MT)

Armas Safári (Foto: Ibama/MT)

O Ibama apreendeu filmagens e fotos que mostram várias espécies de animais silvestres, desde aves e outros animais de pequeno porte. Os suspeitos foram abordados pelos agentes do Instituto, que realizavam uma fiscalização contra desmatamento no município de Porto dos Gaúchos, a 644 quilômetros de Cuiabá. ”Fotos e filmagens revelaram que eles já haviam caçado pacas, porcos do mato e uma ave de grande porte da região, conhecida como mutum. [Eles] ostentavam os animais nas imagens”, disse o agente Rafael Sant’ana, do Ibama.

Ainda segundo o Ibama, o grupo estaria há uma semana em Mato Grosso praticando a caçada ilegal. Cinco deles se identificaram como agricultores do estado de Santa Catarina e outro como proprietário de uma fazenda da região. De acordo com a Polícia, os caçadores foram indiciados por formação de quadrilha, porte ilegal de arma e crime ambiental.

Depois do exame de corpo e delito, os acusados seguiram para o presídio Ferrugem. De acordo com o delegado Joacir Reis,  para deixar a prisão, o grupo “teria que pagar uma fiança de 50 salários mínimos”, disse o delegado.

Outro lado
Segundo o advogado do grupo, Felício José dos Santos, os caçadores estavam fazendo trilha e para se defender de alguns animais ferozes, estavam carregando uma arma na mão. Ainda, segundo o advogado, o grupo “não foi preso dentro do mato, mas dentro da rodovia e não chegou a cometer o delito que está sendo condenado”, afirmou o advogado.

Fonte: G1.globo.com


22 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Vítima de caça, filhote de peixe-boi é resgatado de cativeiro no Amazonas

Um filhote de peixe-boi, com aproximadamente um mês de vida, foi resgatado por policiais após ser encontrado mantido em cativeiro na cidade de Manacapuru, no interior do Amazonas.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), sediado em Manaus, o animal foi encontrado nesta quarta-feira (20) e foi vítima de caça ilegal. O peixe-boi é uma fêmea e estava na comunidade São Sebastião, um bairro da zona rural de Manacapuru, a 68 km de distância da capital amazonense. Segundo o iInpa, é o 10º filhote resgatado desde janeiro no estado e apresentava sinais de maus-tratos. A pesca do peixe-boi é ilegal e está sujeita à prisão.

O filhote foi encaminhado ao laboratório de mamíferos aquáticos do instituto, onde recebeu alimentação de técnicos e passará por tratamento médico.

Filhote de peixe-boi resgatada por policiais de cativeiro clandestino no interior do Amazonas (Foto: Fernanda Farias/Inpa)

Filhote de peixe-boi fêmea resgatado por policiais de cativeiro clandestino no interior do Amazonas (Foto: Fernanda Farias/Inpa)

Resgate
No último dia 15, um outro filhote foi encontrado na mesma região por policiais e agentes da Associação Amigos do peixe-boi (Ampa).

Segundo a organização ambiental que trabalha contra a caça ilegal da espécie, o período considerado crítico para estes mamíferos está próximo de começar, devido à seca nos rios do Amazonas. Entre agosto e dezembro, a redução do nível da água expõe o peixe-boi, facilitando a pesca. Os trabalhos de prevenção contra este crime ambiental serão reforçados na região.

Ameaçado de extinção, a carne do animal é utilizada para a culinária local. O prato Mixira, palavra na língua indígena para mistura, pode ser encontrado de maneira clandestina em mercados populares da capital e das cidades do interior.

Fonte: Globo Natureza


6 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Caça ilegal de rinoceronte na África do Sul já matou 200 animais, diz WWF

Levantamento feito pela ONG (organização não-governamental) WWF aponta que 200 rinocerontes foram mortos na África do Sul durante o primeiro semestre de 2011. A estatística foi feita a partir de informações do departamento de parques nacionais.

Ainda segundo a WWF, se a caça ilegal não for reprimida, poderá exceder aos níveis de 2010, quando 333 rinocerontes foram mortos no país.

Oficialmente, de janeiro a junho de 2011 foram 193 mortes, a maioria registrada no Parque Nacional Kruger, um dos safáris mais famosos do mundo e que já perdeu 126 exemplares da espécie no período. Durante todo o ano passado, foram 146 rinocerontes caçados.

“Essa prática tem sido cometida por criminosos sofisticados, que caçam a partir de helicópteros e usam armas automáticas”, afirmou Joseph Okori, coordenador do programa de proteção aos rinocerontes africanos da WWF.

Medidas – O país abriga a maior população de rinocerontes do tipo africano, incluindo rinocerontes brancos e negros, sendo que esta última espécie está criticamente ameaçada de extinção.

Para tentar reduzir os índices, medidas de proteção judicial causaram123 detenções até o fim de junho. No ano passado, as autoridades sul-africanas prenderam um total de 165 caçadores suspeitos, condenando apenas quatro. Entretanto, ainda há processos em andamento.

De acordo com a organização, a caça ilegal deste ‘gigante africano’ tem sido fomentada pela alta demanda de chifres na Ásia, onde são altamente valorizados pela medicina tradicional.

Fonte: Globo Natureza


29 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Máfia da tartaruga’ deixa espécie sob ameaça de extinção

A intensificação da caça de tartarugas em Madagascar, que agem protegidos por um esquema que envolve autoridades corruptas, está ameaçando os répteis de extinção no Oceano Índico, segundo denúncia de ambientalistas.

Eles dizem que a crescente demanda local pela carne e no exterior pelo casco, usado como afrodisíaco, e pelo réptil como animal doméstico, favoreceu o que batizaram de “máfia das tartarugas”.

”Todo mundo está comendo e todo mundo está traficando. E assim que essas pessoas são levadas a julgamento, surgem organizações mafiosas que as ajudam a escapar”, afirma o presidente da ONG local Aliança de Grupos de Conservação, Ndranto Razakamanarina.

Segundo o relato de outro ambientalista, Tsilavo Rafeliarisoa, dois caçadores de tartarugas foram encontrados no ano passado no sul do Madagascar com 50 animais.

Mas é constante ver caçadores percorrendo vilarejos em grupos de até cem pessoas, que chegam a recolher milhares de tartarugas em algumas semanas.

Segundo os ambientalistas, eles costumam estar fortemente armados, a fim de coibir quem tentar impedi-los.

‘Sem defesa’ – ”Quando uma gangue de caçadores munida de armas e machetes chegam para roubar tartarugas, um vilarejo fica sem defesa”, afirma Rafeliarisoa.

Segundo o ambientalista, com o aumento de preços de alimentos, está crescendo o número de pessoas que comem tartarugas.

O animal se tornou um tira-gosto popular em cidades ao sul do país, Tsiombe e Belonka, até mesmo entre autoridades governamentais que deveriam estar à frente de campanhas para impedir a extinção desses répteis.

”Eles dizem ‘me dê o especial’. E o especial é carne de tartaruga. É um grande mercado”, afirma Rafeliarisoa.

Herilala Randrianahazo, da ONG Aliança pela Sobrevivência das Tartarugas, disse que recentemente esteve em Tsiombe e em Beloka, onde se fez passar por um turista para conferir quão regularmente a carne de tartarugas constava de menus de restaurantes.

Ele descobriu que um prato de carne de tartaruga, cozida no tomate, com alho e cebolas era vendido por US$ 2,50 (R$ 4) e servido em menos de 30 minutos.

”Eu mandei o prato de volta e o garçom me disse que poderia me arrumar algo diferente. Até mesmo um animal vivo, naquele mesmo instante”, conta Randrianahazo.

Afrodisíaco – Os grupos de traficantes de tartarugas são, segundo ambientalistas, bem organizados e chegam a vender os animais no mercado negro em países asiáticos, como a Tailândia.

Asiáticos ricos consideram as tartarugas animais domésticos exóticos e estão dispostos a pagar até US$ 10 mil por cada um (cerca de R$ 16 mil).

Seguidores da medicina tradicional asiática costumam comprar cascos de filhotes de tartarugas, a fim de usá-los em misturas que supostamente aumentam o desempenho sexual.

Ambientalistas contam que traficantes chegam a colocar até 400 animais dentro de suas bagagens, antes de embarcá-las para cidades como Bangcoc.

Fonte: Portal iG


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6 de março de 2013 | nenhum comentário »

Cerca de 3 mil grandes macacos são vítimas de caça a cada ano, diz ONU

Parte é capturada, e o resto morre, segundo programa de conservação.
Relatório sobre primatas foi apresentado em conferência na Tailândia.

Cerca de 3 mil grandes macacos morrem ou são capturados a cada ano devido ao comércio ilegal, segundo um relatório da ONU publicado nesta segunda-feira (4).

Entre 2005 e 2011 estima-se que mais de 20 mil exemplares de grandes macacos foram vítimas da caça ilegal, segundo o estudo elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que supervisiona um programa específico de conservação conhecido como Grasp.

“Este comércio está florescendo, e é extremamente perigoso para a sobrevivência no longo prazo dos grandes macacos”, disse o coordenador do Grasp, Doug Cress, que descreveu este negócio ilegal como “sofisticado, engenhoso, bem financiado e bem armado”.

“Nesse ritmo, os macacos desaparecerão muito rápido”, disse Cress.

Além disso, advertiu, a captura de um só chimpanzé envolve, às vezes, matar outros dez.

“Não pode se meter na selva e pegar só um. Tem que brigar. Tem que matar os outros chimpanzés do grupo”, disse Cress à imprensa, durante a conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas (Cites) sobre espécies em perigo realizada em Bangcoc.

O comércio internacional de chimpanzés, bonobos e gorilas, as três espécies de grandes símios africanos, assim como de orangotangos, a única espécie asiática, está proibido em virtude da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), cujos países membros estão reunidos nesta semana na capital tailandesa.

Segundo o relatório, muitos destes macacos são vendidos como animais domésticos a compradores ricos, que os veem como um símbolo de poder, ou são adquiridos por zoológicos de reputação duvidosa e explorados pela indústria do turismo ou do entretenimento.

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

 

Fonte: Globo Natureza


12 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Cinco peixes-boi serão devolvidos à natureza em Maraã, no Amazonas

Eles ficaram presos em redes de pesca ou foram apreendidos por fiscais.
No interior do estado, ainda são comuns os registros de caça do peixe-boi.

Animal será devolvido à natureza (Foto: Carolina Oliveira/Instituto Mamirauá)

Animais serão devolvido à natureza em Marãa (Foto: Carolina Oliveira/Instituto Mamirauá)

No dia 11 de agosto, cinco peixes-boi amazônicos serão devolvidos à natureza na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, na região do município de Maraã, noroeste do Amazonas. Os animais passaram por processo de readaptação à vida silvestre no Centro de Reabilitação de Peixes-Boi Amazônicos de Base Comunitária. Outros dois animais ainda permanecerão sob os cuidados do Centro.

Os peixes-boi chegaram ao Centro de Reabilitação com apenas alguns dias de vida. Dentre os que serão soltos, o mais velho tem quatro anos e o mais novo, dois. Dos cinco peixes-boi que serão soltos, três ficaram presos acidentalmente em redes de pesca e foram entregues à equipe do Centro de Reabilitação pelos próprios pescadores; os outros dois foram apreendidos por agentes ambientais e entregues aos cuidados do Centro.

Segundo Miriam Marmontel, coordenadora do Grupo de Pesquisas em Mamíferos Aquáticos Amazônicos, peixes-boi criados em cativeiro deixam de aprender informações necessárias à vida selvagem. Por isso, os peixes-boi liberados serão monitorados em vida livre, por meio de sinais de rádio emitidos por um aparelho que será adaptado às caudas dos animais.

“Temos que acompanhá-los após a soltura para saber se o nosso trabalho de reabilitação foi bem sucedido. Esses animais certamente são mais vulneráveis à caça do que os que nasceram e foram criados pela mãe, na natureza, pois ela repassa ao filhote informações como rotas de migração, lugares onde se alimentar e como fugir de um pescador. Existe um risco, mas esses animais terão que enfrentá-lo”, disse a pesquisadora.

Ameaça à espécie
No interior do estado, ainda são comuns os registros de caça de subsistência do peixe-boi. As fêmeas adultas, maiores que os machos, são o principal alvo dos caçadores. Sem os cuidados maternos, os filhotes de peixe-boi dificilmente sobrevivem na natureza.

Um dos fatores de ameaça aos filhotes órfãos de peixes-boi são as redes de pesca. Ao ficar preso a uma rede, o filhote pode morrer afogado – como são mamíferos, os peixes-boi precisam vir à superfície para respirar, em intervalos de aproximadamente dois minutos.

Cuidados especiais
De acordo com Miriam Marmontel, o peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis) requer atenção especial da comunidade científica, o que se explica pelo histórico de exploração da espécie. Há registros de caça comercial de peixe-boi desde o século XVII. O auge da procura comercial da espécie ocorreu entre o século XIX e meados do XX, período em que milhares de animais foram mortos por causa da utilização de seu couro para a fabricação de correias e de sua banha para iluminação pública.

Hoje a espécie é considerada vulnerável à extinção. Mais de 100 peixes-boi amazônicos são mantidos em cativeiro, em centros de reabilitação nas regiões metropolitanas de Manaus eBelém, na Reserva Amanã.

O trabalho nos centros de reabilitação de peixe-boi amazônico pode evitar o que já aconteceu a outras espécies de mamíferos aquáticos. Em 2007, o baiji (Lipotes vexillifer), golfinho que habitava o rio Yang-tsé, na China, foi declarado extinto. Devido à caça predatória, em 1768 a vaca marinha (Hydrodamalis gigas) foi declarada extinta, 27 anos após ter sido descoberta.

 

Erê foi o primeiro peixe-boi nascido em cativeiro no Inpa, no AM (Foto: Divulgação/Inpa)

Caça de subsistência ameaça espécie no interior do Amazonas (Foto: Divulgação/Inpa)

Fonte: Globo Natureza


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Venda de ossos de leão vira novo ‘negócio’ da máfia na África do Sul

Foco de traficantes é alimentar mercado asiático.
Esqueleto de leão vale aproximadamente US$ 10 mil.

Os ossos de leões que vivem na África do Sul, utilizados para fazer poções tradicionais, se transformaram no novo negócio das máfias asiáticas que se dedicam ao tráfico do chifre de rinoceronte, ao qual são atribuídas propriedades medicinais na Ásia.

O novo objetivo das máfias ficou evidente em setembro de 2011, quando a polícia sul-africana conseguiu desmontar a maior rede de tráfico de chifres de rinoceronte até o momento, da qual participava um criador de felinos, que se dedicava à falsificação de permissões de caça para ambas as espécies.

Dados do governo afirmam que 13 rinocerontes foram mortos em 2007 e 448 em 2011. Já em 2012, segundo a rede de Parques Nacionais da África do Sul (Sanparks), 270 rinos pereceram sob as ações ilegais de caçadores.

“As mesmas máfias que traficam chifres de rinoceronte estão comercializando ossos de leão”, assegura Jo Shaw, especialista em Comércio e Tráfico de Espécies do Fundo para a Proteção da Vida Selvagem da África Austral (EWT, na sigla em inglês).

Devido ao aumento da demanda nos mercados asiáticos, o preço de um esqueleto de leão subiu de US$ 4 mil em 2010 para US$ 10 mil este ano, segundo site da ONG britânica Lion Aid.

Apelo ao governo
Para tentar frear o tráfico de ossos de leão, uma campanha na internet conseguiu quase 650 mil assinaturas de apoio desde o dia 28 de junho, e se transformou em um fenômeno através do Facebook.

A iniciativa, que começou no site da Avaaz, uma organização que propõe ações cidadãs em favor de causas sociais, reivindica um milhão de assinaturas para exigir do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, que proíba o tráfico desses animais.

“Centenas de leões sul-africanos estão sendo esquartejados para a fabricação de falsas poções sexuais para homens asiáticos, mas uma campanha global pode acabar com este cruel comércio”, indica o site da Avaaz.

Além disso, a iniciativa acrescenta que “os leões são criados em péssimas condições para sua caça, onde turistas endinheirados atiram contra eles através das cercas”.

“Os analistas temem que o aumento do valor [dos ossos] acabe desencadeando a caça ilegal dos 20 mil leões que vivem em estado selvagem na África”, acrescenta a Avaaz.

Mercado ilegal alternativo
Conservacionistas temem agora que os felinos sul-africanos se transformem em um negócio tão lucrativo quanto o dos rinocerontes. “Ainda não sabemos quais podem ser as consequências do aumento deste comércio sobre os leões selvagens”, reconhece Shaw, cuja organização vai realizar um estudo, junto à Universidade de Oxford, para analisar o impacto da demanda asiática.

De acordo com Kelly Marnewick, especialista em felinos da EWT, o comércio de leão é uma realidade na África do Sul e aumentou desde que a caça de tigres se tornou cada vez mais complicada.

Ainda segundo Kelly, outras espécies também já são afetadas, como leopardos e guepardos. Entretanto, é difícil distinguir ossos uns dos outros, segundo a conservacionista sul-africana.

Exemplares de Leões africanos têm sido caçados e mortos para extração de ossos, que são vendidos para o mercado asiático. Tradicionalistas da região acreditam em cura com poções que utilizam esqueleto. (Foto: Reprodução/Chris vd Merwe)

Exemplares de Leões africanos têm sido caçados e mortos para extração de ossos, que são vendidos para o mercado asiático. Tradicionalistas da região acreditam em cura com poções que utilizam esqueleto. (Foto: Reprodução/Chris vd Merwe)

Fonte: Globo Natureza


11 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Rinoceronte morre durante apresentação à imprensa na África

Um rinoceronte sofreu convulsões e morreu na quinta-feira (9) depois que uma reserva na África do Sul convocou a mídia para demonstrar a implantação de um microchip no chifre do animal, que ajudaria no combate à caça. O acidente ocorreu em Joanesburgo. (Foto: Siphiwe Sibeko/Reuters)

Um rinoceronte sofreu convulsões e morreu na quinta-feira (9) depois que uma reserva na África do Sul convocou a mídia para demonstrar a implantação de um microchip no chifre do animal, que ajudaria no combate à caça. O acidente ocorreu em Joanesburgo. (Foto: Siphiwe Sibeko/Reuters)

 

Um rinoceronte morreu na quinta-feira (9) na África do Sul durante uma apresentação à imprensa de um dispositivo de rastreamento que deveria servir para coibir a caça do animal. Segundo os veterinários, o animal foi sedado para a apresentação e morreu após receber um medicamento para acordar.

O animal teria uma condição desconhecida que teria levado a uma parada cardíaca em resposta à aplicação do medicamento. “Ele respondeu muito bem ao tratamento e o procedimento é 100% seguro, mas sempre há grandes riscos quando um animal tão grande é sedado”, diz Lorinda Hern, dona da Reserva Natural de Rinocerontes e Leões. O animal morreu cerca de 20 s após a administração da substância.

O uso de equipamentos de rastreamento é uma das medidas que estão sendo testadas na África do Sul para evitar a caça de rinocerontes – no ano passado, 450 desses animais ameaçados de extinção foram mortos por caçadores. Os chifres do animal são utilizados na medicina tradicional asiática, apesar de não haver nenhuma evidência científica de seu valor.

Fonte: Portal Terra


5 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

África do Sul mobiliza exército para proteger rinocerontes de caçadores

Soldados sul-africanos se preparam para ronda de proteção a rinocerontes (Foto: AFP)

Soldados sul-africanos se preparam para ronda de proteção a rinocerontes (Foto: AFP)

Os soldados não contam senão com a camuflagem e suas armas para se proteger dos predadores e, principalmente, dos caçadores ilegais, que dizimam, mês após mês, os rinocerontes sul-africanos.

Desde abril, os soldados do exército regular sul-africano estão mobilizados ao longo da fronteira com Moçambique, no mítico parque nacional Kruger, no nordeste do país.

Têm como missão combater a caça ilegal, cada vez mais profissional e organizada, que alimenta o mercado asiático com os chifres dos animais, transformados em pó.

“Não estamos mais no tempo do caçador isolado que vinha pela carne, com suas armadilhas primitivas, flechas ou fuzis”, explica Ken Maggs, especializado no cerco dos ilegais no parque: “agora, vêm preparados para lutar. É por isso que adotamos táticas militares, ou paramilitares.”

Eles atravessam a fronteira à noite, com seus óculos de visão noturna, fuzis de assalto AK-47 (Kalachnikov) e de caça. Os guardas encontram, às vezes, mensagens com ameaças, escritas na areia.

As patrulhas do exército, que circulam num jeep do parque, trabalham desde o alvorecer, em alerta. Os caçadores são piores que os predadores porque, muitas vezes, abrem fogo, desabafam.

Desde o início do ano, 15 caçadores foram mortos, 9 feridos e 64 detidos em confrontos com o exército.

Março foi o pior mês da história do parque Kruger para os rinocerontes, com 40 animais mortos, segundo os militares. Desde a mobilização do exército, no final de abril, o número de mortes caiu para l5 em maio e, apenas dois, em junho.

Proteção
É a primeira vez que a tendência se inverte desde 2007. Nesse ano, 13 rinocerontes foram abatidos na África do Sul, e seu número aumentou em seguida, para chegar a 333 no ano passado.

Mas a luta contra a caça ilegal resolve, apenas, uma parte do problema, porque explode, na Ásia a demanda da medicina tradicional que usa os chifres do animal para várias finalidades.

“No Vietnã, por exemplo, corre o rumor de que o chifre de rinoceronte é eficaz no tratamento do câncer”, explica Alona Rivord, porta-voz da associaçõ ecologista WWF.

O chifre é feito de queratina, como as unhas humanas, e não tem nenhuma propriedade medicinal reconhecida pela ciência.

A China está oficialmente proibida de utilizá-lo na medicina, mas ainda é um grande importador, com a interdição não sendo respeitada, segundo defensores dos animais.

Os rinocerontes negros já estão ameaçados de extinção, com apenas 4.838 indivíduos recenseados em estado selvagem no mundo, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza.

Seus primos, os rinocerontes brancos, são apenas 17.480.

A permissão para caçá-los legalmente em certos lugares da África do Sul, custa apenas 50 rands (5 euros), lamenta Rynette Coetzee, chefe de um programa de defesa das espécies ameaçadas.

Segundo ela, os vigias dos parques não têm veículos para perseguir os ilegais e estão sempre sujeitos à corrupção, como demonstra a detenção de um deles na segunda-feira, como parte de uma gangue de ilegais.

Fonte: France Presse/Globo Natureza


29 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Caçadores usam armadilhas com projéteis em reserva de Manaus

Barbante amarrado a madeira faz disparar bala para matar bicho.
Foram apreendidos 72 quilos de carne de caça, informa secretaria.

Autoridades apreenderam nesta quinta-feira (28) 72 quilos de carne de animais silvestres caçados na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé, a 25 km do centro de Manaus. Entre as espécies de animais mortos havia cutias, pacas e porco-do-mato.

A informação de que armadilhas estavam sendo colocadas no local chegou à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) por meio de denúncia.

A secretaria acionou a polícia, que encontrou a carne num freezer num salão paroquial em construção. Dois suspeitos que estavam no local foram levados para prestar esclarecimentos.

Segundo a Semmas, o caso causou preocupação porque os suspeitos tinham em seu poder várias armadilhas conhecidas regionalmente como “tocos”. Trata-se de um barbante que, quando pisado por um animal, aciona uma madeira que bate num cartucho de arma de fogo, matando a presa. Como a Reserva do Tupé é muito visitada pelos moradores de Manaus e turistas, há o risco de que armadilhas como essa venham a ferir alguma pessoa.

Fonte: Do Globo Natureza, em São Paulo


23 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Caçadores de animais silvestres são presos praticando ‘safári’ em MT

Seis homens foram presos em flagrante durante uma operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizada na região norte de Mato Grosso. O grupo foi preso no final da tarde desta quarta-feira (20) e multado em R$ 69 mil pelo instituto.

Além de cinco espingardas supostamente utilizadas para matar os animais, os agentes do Ibama encontraram vídeos e fotografias que registraram a caçada ilegal. O grupo contestou  que realizava caçada de animais e que as armas eram utilizadas apenas como defesa.

Os suspeitos foram presos e encaminhados para o presídio Ferrugem, localizado em Sinop, a 500 quilômetros de Cuiabá. Os suspeitos pagaram fiança e foram liberados na noite desta quinta-feira (21).

Armas Safári (Foto: Ibama/MT)

Armas Safári (Foto: Ibama/MT)

O Ibama apreendeu filmagens e fotos que mostram várias espécies de animais silvestres, desde aves e outros animais de pequeno porte. Os suspeitos foram abordados pelos agentes do Instituto, que realizavam uma fiscalização contra desmatamento no município de Porto dos Gaúchos, a 644 quilômetros de Cuiabá. ”Fotos e filmagens revelaram que eles já haviam caçado pacas, porcos do mato e uma ave de grande porte da região, conhecida como mutum. [Eles] ostentavam os animais nas imagens”, disse o agente Rafael Sant’ana, do Ibama.

Ainda segundo o Ibama, o grupo estaria há uma semana em Mato Grosso praticando a caçada ilegal. Cinco deles se identificaram como agricultores do estado de Santa Catarina e outro como proprietário de uma fazenda da região. De acordo com a Polícia, os caçadores foram indiciados por formação de quadrilha, porte ilegal de arma e crime ambiental.

Depois do exame de corpo e delito, os acusados seguiram para o presídio Ferrugem. De acordo com o delegado Joacir Reis,  para deixar a prisão, o grupo “teria que pagar uma fiança de 50 salários mínimos”, disse o delegado.

Outro lado
Segundo o advogado do grupo, Felício José dos Santos, os caçadores estavam fazendo trilha e para se defender de alguns animais ferozes, estavam carregando uma arma na mão. Ainda, segundo o advogado, o grupo “não foi preso dentro do mato, mas dentro da rodovia e não chegou a cometer o delito que está sendo condenado”, afirmou o advogado.

Fonte: G1.globo.com


22 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Vítima de caça, filhote de peixe-boi é resgatado de cativeiro no Amazonas

Um filhote de peixe-boi, com aproximadamente um mês de vida, foi resgatado por policiais após ser encontrado mantido em cativeiro na cidade de Manacapuru, no interior do Amazonas.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), sediado em Manaus, o animal foi encontrado nesta quarta-feira (20) e foi vítima de caça ilegal. O peixe-boi é uma fêmea e estava na comunidade São Sebastião, um bairro da zona rural de Manacapuru, a 68 km de distância da capital amazonense. Segundo o iInpa, é o 10º filhote resgatado desde janeiro no estado e apresentava sinais de maus-tratos. A pesca do peixe-boi é ilegal e está sujeita à prisão.

O filhote foi encaminhado ao laboratório de mamíferos aquáticos do instituto, onde recebeu alimentação de técnicos e passará por tratamento médico.

Filhote de peixe-boi resgatada por policiais de cativeiro clandestino no interior do Amazonas (Foto: Fernanda Farias/Inpa)

Filhote de peixe-boi fêmea resgatado por policiais de cativeiro clandestino no interior do Amazonas (Foto: Fernanda Farias/Inpa)

Resgate
No último dia 15, um outro filhote foi encontrado na mesma região por policiais e agentes da Associação Amigos do peixe-boi (Ampa).

Segundo a organização ambiental que trabalha contra a caça ilegal da espécie, o período considerado crítico para estes mamíferos está próximo de começar, devido à seca nos rios do Amazonas. Entre agosto e dezembro, a redução do nível da água expõe o peixe-boi, facilitando a pesca. Os trabalhos de prevenção contra este crime ambiental serão reforçados na região.

Ameaçado de extinção, a carne do animal é utilizada para a culinária local. O prato Mixira, palavra na língua indígena para mistura, pode ser encontrado de maneira clandestina em mercados populares da capital e das cidades do interior.

Fonte: Globo Natureza


6 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Caça ilegal de rinoceronte na África do Sul já matou 200 animais, diz WWF

Levantamento feito pela ONG (organização não-governamental) WWF aponta que 200 rinocerontes foram mortos na África do Sul durante o primeiro semestre de 2011. A estatística foi feita a partir de informações do departamento de parques nacionais.

Ainda segundo a WWF, se a caça ilegal não for reprimida, poderá exceder aos níveis de 2010, quando 333 rinocerontes foram mortos no país.

Oficialmente, de janeiro a junho de 2011 foram 193 mortes, a maioria registrada no Parque Nacional Kruger, um dos safáris mais famosos do mundo e que já perdeu 126 exemplares da espécie no período. Durante todo o ano passado, foram 146 rinocerontes caçados.

“Essa prática tem sido cometida por criminosos sofisticados, que caçam a partir de helicópteros e usam armas automáticas”, afirmou Joseph Okori, coordenador do programa de proteção aos rinocerontes africanos da WWF.

Medidas – O país abriga a maior população de rinocerontes do tipo africano, incluindo rinocerontes brancos e negros, sendo que esta última espécie está criticamente ameaçada de extinção.

Para tentar reduzir os índices, medidas de proteção judicial causaram123 detenções até o fim de junho. No ano passado, as autoridades sul-africanas prenderam um total de 165 caçadores suspeitos, condenando apenas quatro. Entretanto, ainda há processos em andamento.

De acordo com a organização, a caça ilegal deste ‘gigante africano’ tem sido fomentada pela alta demanda de chifres na Ásia, onde são altamente valorizados pela medicina tradicional.

Fonte: Globo Natureza


29 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Máfia da tartaruga’ deixa espécie sob ameaça de extinção

A intensificação da caça de tartarugas em Madagascar, que agem protegidos por um esquema que envolve autoridades corruptas, está ameaçando os répteis de extinção no Oceano Índico, segundo denúncia de ambientalistas.

Eles dizem que a crescente demanda local pela carne e no exterior pelo casco, usado como afrodisíaco, e pelo réptil como animal doméstico, favoreceu o que batizaram de “máfia das tartarugas”.

”Todo mundo está comendo e todo mundo está traficando. E assim que essas pessoas são levadas a julgamento, surgem organizações mafiosas que as ajudam a escapar”, afirma o presidente da ONG local Aliança de Grupos de Conservação, Ndranto Razakamanarina.

Segundo o relato de outro ambientalista, Tsilavo Rafeliarisoa, dois caçadores de tartarugas foram encontrados no ano passado no sul do Madagascar com 50 animais.

Mas é constante ver caçadores percorrendo vilarejos em grupos de até cem pessoas, que chegam a recolher milhares de tartarugas em algumas semanas.

Segundo os ambientalistas, eles costumam estar fortemente armados, a fim de coibir quem tentar impedi-los.

‘Sem defesa’ – ”Quando uma gangue de caçadores munida de armas e machetes chegam para roubar tartarugas, um vilarejo fica sem defesa”, afirma Rafeliarisoa.

Segundo o ambientalista, com o aumento de preços de alimentos, está crescendo o número de pessoas que comem tartarugas.

O animal se tornou um tira-gosto popular em cidades ao sul do país, Tsiombe e Belonka, até mesmo entre autoridades governamentais que deveriam estar à frente de campanhas para impedir a extinção desses répteis.

”Eles dizem ‘me dê o especial’. E o especial é carne de tartaruga. É um grande mercado”, afirma Rafeliarisoa.

Herilala Randrianahazo, da ONG Aliança pela Sobrevivência das Tartarugas, disse que recentemente esteve em Tsiombe e em Beloka, onde se fez passar por um turista para conferir quão regularmente a carne de tartarugas constava de menus de restaurantes.

Ele descobriu que um prato de carne de tartaruga, cozida no tomate, com alho e cebolas era vendido por US$ 2,50 (R$ 4) e servido em menos de 30 minutos.

”Eu mandei o prato de volta e o garçom me disse que poderia me arrumar algo diferente. Até mesmo um animal vivo, naquele mesmo instante”, conta Randrianahazo.

Afrodisíaco – Os grupos de traficantes de tartarugas são, segundo ambientalistas, bem organizados e chegam a vender os animais no mercado negro em países asiáticos, como a Tailândia.

Asiáticos ricos consideram as tartarugas animais domésticos exóticos e estão dispostos a pagar até US$ 10 mil por cada um (cerca de R$ 16 mil).

Seguidores da medicina tradicional asiática costumam comprar cascos de filhotes de tartarugas, a fim de usá-los em misturas que supostamente aumentam o desempenho sexual.

Ambientalistas contam que traficantes chegam a colocar até 400 animais dentro de suas bagagens, antes de embarcá-las para cidades como Bangcoc.

Fonte: Portal iG


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