26 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Desmatamento reduz em junho, mas MT ainda lidera degradação florestal

De acordo com Imazon, estado concentra 80% da degradação florestal.
Em 11 meses foram 1.587 km2 no estado frente aos 1.974 km2 da região.

Área desmatada possuia árvores em extinção (Foto: Divulgação)

Desmatamento em junho somou 2 km2 no estado (Foto: Divulgação)

Mato Grosso perdeu dois quilômetros quadrados de Floresta Amazônica em junho e tornou-se o menor do ano, apontou o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia. O resultado verificado no mês passado superou o desempenho de janeiro, quando foram quatro quilômetros quadrados e à época era o mais baixo. Altas e baixas marcam os níveis de desmates no semestre no estado, revelou o Imazon.

Enquanto em janeiro a floresta perdeu 4 km2, em fevereiro as ocorrências tornaram-se maiores e atingiram uma área de 70 km2, fazendo a unidade federada liderar o ranking dos maiores desmatadores da Amazônia Legal. Em março, o desmatamento atingiu 32 km2, indo a outros 50 km2 em abril e 11 km2 em maio.

Apesar de comemorar reduções, Mato Grosso ainda é campeão no quesito degradação florestal. Como explica João Andrade, coordenador do Programa Governança Florestal do Instituto Centro de Vida (ICV), a degradação corresponde ao chamado pré-desmatamento e mostra que a destruição da floresta ainda continua.

“É um indicador futuro, pois é o primeiro sinal do desmatamento. Os dados se contrapõem e mostram que a ilegalidade continua”, disse ao G1 o representante. Ao avaliar a degradação florestal acumulada entre agosto de 2011 a junho de 2012 (o chamado ano do desmatamento), o Imazon constatou que na Amazônia Legal chegou a 1.974 km2. Somente em Mato Grosso foram 1.587 km2 ou pouco mais de 80% do volume total.

Mesmo com uma redução na ordem de 58% na degradação florestal, quando comparado aos 3.779 km2 registrados entre agosto de 2010 a junho de 2011, a unidade matogrossense continua liderando o ranking dos estados que mais degradaram a floresta nestes meses avaliados. O Pará, com 239 km2 degradados, apareceu na segunda posição, seguida por Rondônia com 101 km2.

Para João Andrade, do ICV, a degradação fomenta também o comércio ilegal de madeira e mantém vivos os crimes contra a floresta. No entender do representante do Instituto Centro de Vida, dois fatores estão influenciando diretamente a continuidade das ações ilegais.

“Um é a fiscalização e a outra é a responsabilização. Muitas vezes uma pessoa é autuada, mas não necessariamente paga a multa, pois pode prescrever. Ou também porque houve problemas na hora da fiscalização e acham-se brechas [jurídicas]. Se há a maior responsabilização vai se pensar duas vezes [antes de agir]“, afirma o coordenador do Programa Governança Florestal.

Desmatamento acumulado
Ao avaliar o acumulado dos chamados dez meses do calendário de desmatamento, ou seja, de agosto de 2011 a junho de 2012 o Imazon aponta o Pará (34%) como líder, seguido por Mato Grosso (32%), Rondônia (18%) e Amazonas (9%). Juntos, os quatro estados foram responsáveis por 93% do desmatamento ocorrido na Amazônia Legal nesse período.

Segundo o Imazon, houve recuo de 41% nos desmates quando comparado com o período anterior (agosto de 2010 a junho de 2011). Queda em termos relativos no Acre (-64%), Amazonas (-54%), Mato Grosso (-50%), Rondônia (48%) e Pará (20%). Contudo, avanço de 194% em Roraima e 61% no Tocantins.

Já em termos absolutos quem lidera o ranking do desmatamento no acumulado é o estado do Pará, com 309 km2, seguido por Mato Grosso (293 km2), Rondônia (167 km2), Amazonas (81 km2), Roraima (23 km2), Acre (20 km2) e Tocantins (14 km2).

 

Fonte: G1


4 de junho de 2012 | nenhum comentário »

IAP apreende aves silvestres na região de Sertaneja e Andirá

Na quarta-feira (30), o chefe do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) em Cornélio Procópio, Devanil José Bonni, relatou ao portal CN sobre a apreensão de pássaros silvestres em nossa região.
A equipe de fiscalização do IAP esteve em apoio às polícias civil e militar nos municípios de Sertaneja e Andirá, onde foram encontradas aves silvestres em cativeiro.

Na cidade de Sertaneja foram apreendidos 04 pássaros no interior de uma residência e encaminhados para o IAP, já no município de Andirá foram apreendidos um total de 10 pássaros, os quais não podem permanecer em cativeiro por serem nativos da fauna brasileira.

As pessoas envolvidas não tem a documentação das aves, portanto perderam esses pássaros.
O tráfico de animais silvestres existe em nossa região, porém o IAP vem trabalhando para combater esse tipo de crime.

Click http://www.cornelionoticias.com.br/posts/10434/destaque/iap_apreende_aves_silvestres_na_regiao_de_sertaneja_e_andira/  e ouça a entrevista com Devanil José Bonni (Chefe do IAP)

 

Fonte: Cornélio Notícias


18 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Infrações contra a flora em MT motivam R$ 696 milhões em multas

As infrações cometidas contra a flora mato-grossense no ano de 2011 geraram uma cifra milionária em multas emitidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama). Ao todo, foram lavradas autuações que superaram meio milhão de reais (R$ 696.802.758,80). Na lista das agressões praticadas aos diferentes tipos de vegetação estão os desmatamentos ilegais, queimadas e também o transporte ilegal de madeira, segundo o órgão. O número faz parte de um balanço apresentado pela superintendência do Ibama no estado.

“Em Mato Grosso o que mais motiva as multas é a infração cometida contra a flora”, citou Eduardo Engelmann, chefe do setor de fiscalização. Ao todo, foram 1.359 autos de infração lavrados pelo órgão ambiental na unidade federada, conforme apontou o balanço. O exercício de atividades ilegais, como o desmatamento, provocou o embargo de 59.927,752 hectares em Mato Grosso.

Além de multas e embargos, as operações realizadas pelo Instituto Brasileiro na repressão aos crimes e infrações ambientais acarretaram ainda na apreensão de madeira, veículos e equipamentos utilizados para a prática. No estado, o volume total de madeira em tora apreendida somou 26.619 metros cúbicos, enquanto a de serrada alcançou 6.855 metros cúbicos.

Segundo o órgão, 20 tratores que auxiliavam no processo de derrubada das matas foram apreendidos, ao lado de 31 caminhões e outras 42 motosserras. Os dados são referentes ao período compreendido entre 1º de janeiro a 20 de dezembro de 2011.

Conforme Engelmann, uma característica marcou as ocorrências de desmate . “Acaba sendo mais comum onde a pessoa faz a extração das árvores em pontos onde não tem nenhuma autorização. É uma área particular de outra pessoa, ou uma área pública de estado”, frisou.

Embora o Ibama mantenha as ações de combate ao desmatamento, os números do Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal – PRODES – revelaram uma alta nos casos desta natureza entre os anos de 2010 e 2011. A área atingida avançou de 871 quilômetros quadrados para 1.126 quilômetros quadrados, deixando a unidade federada na segunda posição, atrás apenas do Pará, que desmatou 2.870 quilômetros quadrados.

Em toda Amazônia, foram 6.238 quilômetros quadrados, um recuo de 11% frente a 2010, que registrou 7 mil quilômetros quadrados. Para o chefe do setor de fiscalização do Ibama em Mato Grosso, apenas as multas não sanam o problema do desmatamento no estado. Elas são a última instância utilizada para repreender infratores.

“Quando se aplica uma multa, significa que o fato aconteceu. O melhor caminho é você monitorar, detectar a tempo o problema. Para que se tenha esse controle do desmatamento irregular é necessário ter monitoramento frequente, como o Deter”, frisou Eduardo.

Agronegócio – Engelmann diz não ser possível atribuir todas as ocorrências de desmates em função da atividade agropecuária. “Existem produtores rurais que são conscientes e existem aqueles que ignoraram. A posição do próprio setor é reprovar esse tipo de comportamento que se coloca como isolado, de um outro, enquanto a maioria respeita [a legislação]“, pontuou.

Gargalo – Para o coordenador do departamento de GeoTecnologia do Instituto Centro de Vida (ICV), Ricardo Mendonça, só será possível combater o desmatamento se haver, pelos órgãos públicos, maior responsabilização dos autores. Ele fala em reduzir, pela lei, as brechas existentes.

“Na esfera administrativa ainda existe um espaço muito grande para os recursos e nunca é resolvida a situação. A responsabilização pelos danos ambientais continua sendo o maior gargalo”, citou o representante.

Fonte: Leandro J. Nascimento/ G1


14 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Batalhão Ambiental apreende caminhão com madeira no AM

O Batalhão de Policiamento Ambiental apreendeu dez metros cúbicos de madeira na madrugada desta sexta-feira (13) em Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus). A madeira era transportada em um caminhão.

Os policiais interceptaram a carga no bairro Terra Preta durante uma fiscalização de rotina. Segundo o Batalhão, o motorista do caminhão não informou para onde levaria o material.

O motorista será encaminhado ao Batalhão Ambiental em Manaus para prestar esclarecimentos. De acordo com o Artigo 46 da Lei de Crimes Ambientais, é proibido receber ou adquirir, para fins comerciais ou industriais, madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem exigir a exibição de licença do vendedor, autorizada, e sem munir-se da via que deverá acompanhar o produto até final beneficiamento. A legislação prevê pena de detenção, de seis meses a um ano, e multa.

O mesmo artigo também enquadra quem vende, expõe à venda, tem em depósito, transporta ou guarda madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem licença válida para todo o tempo da viagem ou do armazenamento, autorizada.

De acordo com o cabo Waldisney Lima da Silvam, Manacapuru está entre os municípios do Amazonas com altos índices de crimes ambientais.

Fonte: Portal Amazônia


12 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Trio é detido por caça e pesca ilegal no rio Tibagi

Foto retirada da câmera apreendida

Três pessoas foram detidas pela Polícia Ambiental por realizarem pesca ilegal no rio Tibagi, em Ibiporã. Na época de piracema, período de reprodução das espécies, a pesca é proibida. De acordo com os policiais, quatro pessoas foram flagradas pescando no rio, mas uma delas conseguiu fugir.
Foram presos Rodrigo José do Santos de 20 anos, Alessandro Almeida da Silva de 26 anos e Alex Daniel de 18 anos. Junto com eles foram apreendidos molinetes, varas de pesca, diversos peixes das espécies Mandi, Piau e Barbado. Também foi encontrado um lagarto morto.
Durante a abordagem, os policiais encontraram uma câmera onde havia um conteúdo mostrando a morte do lagarto e também a caça e morte de um pica pau, que não foi localizado. Os acusados informaram que tinham conhecimento do ato ilícito, mas mesmo assim decidiram praticar o crime.
Os três foram conduzidos para a delegacia de Ibiporã e devem ser autuados pela prática de caça e pesca ilegal.

Fonte: Bonde

 


4 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Ministério Público da Bahia interdita área de usina nuclear em Caetité

Órgão informa que área interditada é usada para embalagem de urânio.
Ação ocorreu durante jornada de fiscalização preventiva.

Impasse com a carga de urânio no sudoeste do estado da Bahia continua (Foto: Reprodução/TV Bahia)

Carretas carregadas com carga de urânio (Foto: Reprodução/TV Bahia)

O Ministério Público do Estado da Bahia interditou área da Indústria Nuclear do Brasil (INB), localizada na cidade de Caetité, a 796 km de Salvador, no sudoeste do estado.

A interdição foi determinada por uma equipe de mineração durante a 25° Fiscalização Preventiva Integrada (PRI), realizada entre os dias 17 de julho e 1° de agosto em 16 cidades do estado.

Entre os integrantes, estava o procurador do Trabalho, Marco de Jesus, além de auditores do Trabalho e representantes do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). A jornada de fiscalização ocorre três vezes ao ano e foi coordenada pela promotora de Justiça Luciana Khoury, do Núcleo de Defesa da Bacia do São Francisco (Nusf).

O MP informa que a área da INB onde houve suspensão das atividades é utilizada para embalagem de urânio e produção do ‘Yellow Cake’, um composto de urânio para elaboração de energia nuclear. De acordo com a promotora, a área interditada é a mesma que foi utilizada para o reentaboramento do concentrado de urânio emprestado da Marinha, que chegou à cidade em maio deste ano, transportado de São Paulo em nove carretas. Na ocasião, organizações não governamentais reuniram cerca de duas mil pessoas, que impediram a passagem das carretas, só liberadas apóreunião com o presidente da empresa.

Segundo a promotora, a decisão foi tomada com base nas condições ambientais e de saúde dos trabalhadores. “A equipe encontrou contaminação de urânio na sala e o Ibama aplicou auto em relação à poluição. Agora as deliberações ocorrem através da regularização da situação ou por meio de uma ação judicial. Esperamos que o que foi detectado seja solucionado”, explica.

A INB, através da assessoria de comunicação, informa que o setor jurídico da empresa está reunido e que um posicionamento sobre o caso deve estar formado até o fim desta manhã.

Fiscalização

A ação de fiscalização ocorreu em zonas rurais e urbanas das cidades de Guanambi, Caetité, Palmas de Monte Alto, Iuiu, Malhada, Sebastião Laranjeiras, Candiba, Pindaí, Urandi, Carinhanha, Jacaraci, Mortugaba, Riacho de Santana, Matina, Igaporã e Bom Jesus da Lapa.

Na ocasião, também foram destruídos mais de 170 fornos destinados à produção de carvão ilegal e apreendeu 17 caminhões que transportavam a mesma mercadoria. De acordo com o MP-BA, o objetivo da ação é melhorar a qualidade ambiental da Bacia do São Francisco e da população, através da preservação e prevenção do meio-ambiente.

O MP informa ainda que diversas irregularidades foram observadas nas áreas indicadas pelos ‘Documentos de Origem Florestal’ apreendidos durante a Operação Corcel Negro, realizada entre os dias 22 e 24 de julho.


24 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Ibama do Amazonas tenta devolver 270 canários à Venezuela

Animais foram trazidos ilegalmente ao Brasil em pequenas gaiolas.
Se não forem devolvidos ao país de origem, eles podem ser sacrificados.

O Ibama do Amazonas tenta devolver 270 pássaros à Venezuela. Os canários-da-terra foram transportados de forma ilegal até o Brasil, em minúsculas gaiolas escondidas em bagagens. As aves estão sob os cuidados do órgão ambiental em Manaus.

Elas foram apreendidas pela Polícia Federal na última segunda-feira (20) no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na capital do estado. Um suspeito foi preso, mas ganhou direito de responder em liberdade.

O problema agora é que os 270 canários podem ser sacrificados caso não seja possível devolvê-los ao país de origem. A legislação brasileira proíbe que animais exóticos, ou seja, oriundos de outros países, sejam soltos aqui. Questões burocráticas tornam a opção de repatriá-los demorada. O Ibama do Amazonas não tem registro de uma medida similar.

Fonte: Do Globo Natureza, com informações da Globo News


17 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Produtores contestam R$ 149 milhões em multas contra desmate em MT

Multas e apreensões são feitas para diminuir o índice de desmatamento.
Alguns agricultores reclamam do rigor das fiscalizações.

Ações do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) na região de Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá, têm gerado protestos.

A apreensão principalmente de máquinas agrícolas em áreas embargadas e multas fazem parte da estratégia do Ibama para diminuir o índice de desmatamento ilegal. O reforço da fiscalização nos estados de Mato Grosso, Pará e Amazonas faz parte do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia.

A região de Sinop, é onde se concentra a base de ações de um plano contra o desmatamento ilegal e apenas nos cinco primeiros meses de 2011 um total de R$ 149 milhões em multas foram aplicadas no estado.

Alguns agricultores reclamam do rigor das fiscalizações, principalmente os que tiveram maquinários apreendidos. Jurema Duarte Bueno teve uma de suas máquinas recolhidas pelo Ibama. Ela justifica que apenas alugava o equipamento para o dono da fazenda. “Eu estava prestando serviço para a fazenda. Comprei a máquina financiada, estou devendo ainda”, explica.

O gerente regional de fiscalização do Ibama, Luciano Cotta, conta como o Instituto encontra as áreas desmatadas. “O Ibama atua seguindo informações, indicativos e todo levantamento que nos diz onde está acontecendo o problema é feito por satélite”,explica.

Os produtores rurais se defendem e afirmam que as multas e apreensões estão causando prejuízos. “Essas multas milhonárias foram aplicadas sem culpa do produtor. Com o embargo da propriedade, essa vai deixar de produzir e não vai gerar a renda que estaria gerando para o comércio também, além da falta de receita e desemprego, afirma Antônio Galvan, presidente do Sindicato Rural de Sinop.

Já Gleisson Tagliari, vice-presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte de Mato Grosso (Sindusmad), afirma que os trabalhos de preservação estão sendo feitos de madeira correta. “ Principalmente pela forma com que está sendo conduzida a operação. é uma operação que tenta buscar o foco, a origem do desmatamento que está no produtor e não nas indústrias”, finaliza.

Balanço
Nos cinco primeiros meses do ano, o estado tem um saldo de 10 prisões de pessoas acusadas de cometer crimes ambientais. Ao todo foram emitidos 290 multas que somam R$ 149 milhões. Nesse mesmo período, 50 tratores e 29 caminhões, além de equipamentos agrícolas também foram apreendidos durante as ações ambientais em Mato Grosso.

Fonte: G1, MT


10 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Comissão quer definir responsabilidades sobre resíduos sólidos

Debatedores divergiram, durante a audiência, sobre o papel dos municípios no plano nacional.

 

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável quer determinar de quem são as responsabilidades pela coleta, destinação e tratamento dos resíduos sólidos produzidos nas cidades brasileiras. O presidente da comissão, deputado Giovani Cherini (PDT-RS), disse esperar que essa definição sirva de base para as discussões da implementação da política nacional do setor. “Quem é que tem a responsabilidade em cada momento dessa cadeia, da fábrica ao supermercado e, finalmente, ao consumidor”, questionou Cherini, autor do requerimento para a realização de audiência quarta (8) sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

 

Como determina a Lei 12.305/10, até agosto de 2014 todos os resíduos devem ser tratados. Isso representa uma redução em 70% do volume de material depositado no meio ambiente, e que deve acabar com os lixões – depósitos a céu aberto, usados em 63% das cidades, e que ficaram proibidos pela nova legislação.

 

Municípios – A primeira fase do plano nacional será implantada até agosto de 2012, quando os municípios devem terminar os estudos de seus planos de gestão. Segundo o diretor do Departamento de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Silvano da Costa, essa etapa é importante para que as prefeituras tenham acesso aos recursos para implementação da coleta e tratamento. O ministério espera colocar o plano nacional em discussão ainda neste mês, e aguarda contribuições dos prefeitos.

 

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, não acredita que o prazo de 2014 possa ser cumprido para a eliminação total dos problemas com resíduos. Pela nova lei, ressaltou, os municípios terão de implantar coleta seletiva em 100% do seu território, compostagem em 100% do lixo orgânico, e um programa de educação ambiental. Atualmente, segundo dados da CNM, apenas 40,7% dos municípios têm algum tipo de coleta seletiva, e ela é realizada em 10% a 20% da área urbana. “Mais de 80% das cidades não fazem compostagem, e a lei obriga que o lixo orgânico não seja mandado para aterros sanitários”, disse.

 

Pagamento por produção – Para o presidente da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro), Lucien Belmonte, o gerenciamento de resíduos sólidos deve ser remunerado por produção, com taxa sobre os poluidores. Ele propôs que os municípios banquem a instalação e manutenção do serviço. “A coleta é feita pelo município, que separa o lixo seco; a partir daí acabou a responsabilidade, se houver algo inservível, isso precisa ser remunerado pelo sistema”, explicou.

 

Já a coordenadora-executiva do Instituto Pólis, Elisabeth Grimberg, acredita que a coleta e os centros de gerenciamento de resíduos devem ser remunerados pelas empresas que produziram os dejetos, geralmente embalagens, uma vez que a legislação explicita que a responsabilidade sobre eles é de quem os produziu. “Os fabricantes, importadores e comerciantes são responsáveis pela porção seca do lixo. Vamos ver quanto custa essa coleta, cada cadeia produtiva sabe quanto colocou; a partir daí, faz-se fundo e remunera-se os municípios de volta”, defendeu. O Instituto Pólis participou da formulação da lei.

 

Elisabeth alertou que empresas estão oferecendo aos municípios a incineração dos resíduos, no lugar da reciclagem deles. A debatedora, que considera isso um retrocesso, propôs a estruturação de um órgão de amparo técnico, para reunir experiências e ajudar os municípios a implantar programas sustentáveis. “Desde 1989 há municípios que fazem coleta seletiva com catadores, e esse é o momento de implementação dessa lei, que tem todos os elementos para resolver os problemas de desperdícios e disposição inadequada”, avaliou.

 

Catadores – Para o presidente do Compromisso Empresarial com a Reciclagem (Cempre), Victor Bicca, é ponto pacífico que os catadores que hoje trabalham em lixões precisam ser incluídos na implementação do plano. “Hoje existem lixões e aterros irregulares, empresas fazendo coleta irregular, e milhares de pessoas trabalhando na coleta de forma não remunerada”, resumiu.

 

Bicca entende ser preciso encontrar um modelo de competitividade que seja ao mesmo tempo rentável e sustentável. Isso, propôs, poderia ser feito em parcerias entre o setor produtivo e o poder público, e com incentivos fiscais para empresas que reciclarem.

 

“De fato, no Brasil, há empresas que cumprem a legislação ambiental competindo em condição de desigualdade com outras que não cumprem, mas não sofrem qualquer pena, isso não pode ocorrer com os resíduos”, explicou o diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), Jarbas Soares Junior.

Fonte: Agência Câmara


8 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Suspeitos tentam transportar aves em caixas de leite em Minas Gerais

Apreensão de 36 aves ‘trinca-ferro’ aconteceu no interior do estado.
Pássaros seriam comercializados ilegalmente em São Paulo.

Fiscais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) apreenderam 36 pássaros conhecidos como ‘trinca-ferro’ na cidade de Santo Antônio de Amparo, em Minas Gerais, que seriam transportados em caixas de leite longa vida até a cidade de São Paulo, onde seriam comercializados.

Três pessoas foram detidas em uma casa com transportadores de pássaros, uma armadilha para captura e 224 caixinhas vazias de leite.

Os homens foram detidos e receberam multa equivalente a R$ 54 mil.

Os animais e objetos que seriam utilizados no contrabando foram encaminhados para o escritório do Ibama em Lavras. O crime foi registrado no último dia 1º, mas divulgado somente nesta terça-feira (7).

A fiscalização do Ibama apreendeu gaiolas e caixas de leite longa vida em um bairro de Santo Antônio do Amparo (MG). Os objetos seriam utilizados no transporte de 36 pássaros 'trinca-ferro' (Foto: Divulgação/Ibama)

A fiscalização do Ibama apreendeu gaiolas e caixas de leite longa vida em um bairro de Santo Antônio do Amparo (MG). Os objetos seriam utilizados no transporte de 36 pássaros 'trinca-ferro' (Foto: Divulgação/Ibama)

 

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo.


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26 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Desmatamento reduz em junho, mas MT ainda lidera degradação florestal

De acordo com Imazon, estado concentra 80% da degradação florestal.
Em 11 meses foram 1.587 km2 no estado frente aos 1.974 km2 da região.

Área desmatada possuia árvores em extinção (Foto: Divulgação)

Desmatamento em junho somou 2 km2 no estado (Foto: Divulgação)

Mato Grosso perdeu dois quilômetros quadrados de Floresta Amazônica em junho e tornou-se o menor do ano, apontou o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia. O resultado verificado no mês passado superou o desempenho de janeiro, quando foram quatro quilômetros quadrados e à época era o mais baixo. Altas e baixas marcam os níveis de desmates no semestre no estado, revelou o Imazon.

Enquanto em janeiro a floresta perdeu 4 km2, em fevereiro as ocorrências tornaram-se maiores e atingiram uma área de 70 km2, fazendo a unidade federada liderar o ranking dos maiores desmatadores da Amazônia Legal. Em março, o desmatamento atingiu 32 km2, indo a outros 50 km2 em abril e 11 km2 em maio.

Apesar de comemorar reduções, Mato Grosso ainda é campeão no quesito degradação florestal. Como explica João Andrade, coordenador do Programa Governança Florestal do Instituto Centro de Vida (ICV), a degradação corresponde ao chamado pré-desmatamento e mostra que a destruição da floresta ainda continua.

“É um indicador futuro, pois é o primeiro sinal do desmatamento. Os dados se contrapõem e mostram que a ilegalidade continua”, disse ao G1 o representante. Ao avaliar a degradação florestal acumulada entre agosto de 2011 a junho de 2012 (o chamado ano do desmatamento), o Imazon constatou que na Amazônia Legal chegou a 1.974 km2. Somente em Mato Grosso foram 1.587 km2 ou pouco mais de 80% do volume total.

Mesmo com uma redução na ordem de 58% na degradação florestal, quando comparado aos 3.779 km2 registrados entre agosto de 2010 a junho de 2011, a unidade matogrossense continua liderando o ranking dos estados que mais degradaram a floresta nestes meses avaliados. O Pará, com 239 km2 degradados, apareceu na segunda posição, seguida por Rondônia com 101 km2.

Para João Andrade, do ICV, a degradação fomenta também o comércio ilegal de madeira e mantém vivos os crimes contra a floresta. No entender do representante do Instituto Centro de Vida, dois fatores estão influenciando diretamente a continuidade das ações ilegais.

“Um é a fiscalização e a outra é a responsabilização. Muitas vezes uma pessoa é autuada, mas não necessariamente paga a multa, pois pode prescrever. Ou também porque houve problemas na hora da fiscalização e acham-se brechas [jurídicas]. Se há a maior responsabilização vai se pensar duas vezes [antes de agir]“, afirma o coordenador do Programa Governança Florestal.

Desmatamento acumulado
Ao avaliar o acumulado dos chamados dez meses do calendário de desmatamento, ou seja, de agosto de 2011 a junho de 2012 o Imazon aponta o Pará (34%) como líder, seguido por Mato Grosso (32%), Rondônia (18%) e Amazonas (9%). Juntos, os quatro estados foram responsáveis por 93% do desmatamento ocorrido na Amazônia Legal nesse período.

Segundo o Imazon, houve recuo de 41% nos desmates quando comparado com o período anterior (agosto de 2010 a junho de 2011). Queda em termos relativos no Acre (-64%), Amazonas (-54%), Mato Grosso (-50%), Rondônia (48%) e Pará (20%). Contudo, avanço de 194% em Roraima e 61% no Tocantins.

Já em termos absolutos quem lidera o ranking do desmatamento no acumulado é o estado do Pará, com 309 km2, seguido por Mato Grosso (293 km2), Rondônia (167 km2), Amazonas (81 km2), Roraima (23 km2), Acre (20 km2) e Tocantins (14 km2).

 

Fonte: G1


4 de junho de 2012 | nenhum comentário »

IAP apreende aves silvestres na região de Sertaneja e Andirá

Na quarta-feira (30), o chefe do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) em Cornélio Procópio, Devanil José Bonni, relatou ao portal CN sobre a apreensão de pássaros silvestres em nossa região.
A equipe de fiscalização do IAP esteve em apoio às polícias civil e militar nos municípios de Sertaneja e Andirá, onde foram encontradas aves silvestres em cativeiro.

Na cidade de Sertaneja foram apreendidos 04 pássaros no interior de uma residência e encaminhados para o IAP, já no município de Andirá foram apreendidos um total de 10 pássaros, os quais não podem permanecer em cativeiro por serem nativos da fauna brasileira.

As pessoas envolvidas não tem a documentação das aves, portanto perderam esses pássaros.
O tráfico de animais silvestres existe em nossa região, porém o IAP vem trabalhando para combater esse tipo de crime.

Click http://www.cornelionoticias.com.br/posts/10434/destaque/iap_apreende_aves_silvestres_na_regiao_de_sertaneja_e_andira/  e ouça a entrevista com Devanil José Bonni (Chefe do IAP)

 

Fonte: Cornélio Notícias


18 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Infrações contra a flora em MT motivam R$ 696 milhões em multas

As infrações cometidas contra a flora mato-grossense no ano de 2011 geraram uma cifra milionária em multas emitidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama). Ao todo, foram lavradas autuações que superaram meio milhão de reais (R$ 696.802.758,80). Na lista das agressões praticadas aos diferentes tipos de vegetação estão os desmatamentos ilegais, queimadas e também o transporte ilegal de madeira, segundo o órgão. O número faz parte de um balanço apresentado pela superintendência do Ibama no estado.

“Em Mato Grosso o que mais motiva as multas é a infração cometida contra a flora”, citou Eduardo Engelmann, chefe do setor de fiscalização. Ao todo, foram 1.359 autos de infração lavrados pelo órgão ambiental na unidade federada, conforme apontou o balanço. O exercício de atividades ilegais, como o desmatamento, provocou o embargo de 59.927,752 hectares em Mato Grosso.

Além de multas e embargos, as operações realizadas pelo Instituto Brasileiro na repressão aos crimes e infrações ambientais acarretaram ainda na apreensão de madeira, veículos e equipamentos utilizados para a prática. No estado, o volume total de madeira em tora apreendida somou 26.619 metros cúbicos, enquanto a de serrada alcançou 6.855 metros cúbicos.

Segundo o órgão, 20 tratores que auxiliavam no processo de derrubada das matas foram apreendidos, ao lado de 31 caminhões e outras 42 motosserras. Os dados são referentes ao período compreendido entre 1º de janeiro a 20 de dezembro de 2011.

Conforme Engelmann, uma característica marcou as ocorrências de desmate . “Acaba sendo mais comum onde a pessoa faz a extração das árvores em pontos onde não tem nenhuma autorização. É uma área particular de outra pessoa, ou uma área pública de estado”, frisou.

Embora o Ibama mantenha as ações de combate ao desmatamento, os números do Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal – PRODES – revelaram uma alta nos casos desta natureza entre os anos de 2010 e 2011. A área atingida avançou de 871 quilômetros quadrados para 1.126 quilômetros quadrados, deixando a unidade federada na segunda posição, atrás apenas do Pará, que desmatou 2.870 quilômetros quadrados.

Em toda Amazônia, foram 6.238 quilômetros quadrados, um recuo de 11% frente a 2010, que registrou 7 mil quilômetros quadrados. Para o chefe do setor de fiscalização do Ibama em Mato Grosso, apenas as multas não sanam o problema do desmatamento no estado. Elas são a última instância utilizada para repreender infratores.

“Quando se aplica uma multa, significa que o fato aconteceu. O melhor caminho é você monitorar, detectar a tempo o problema. Para que se tenha esse controle do desmatamento irregular é necessário ter monitoramento frequente, como o Deter”, frisou Eduardo.

Agronegócio – Engelmann diz não ser possível atribuir todas as ocorrências de desmates em função da atividade agropecuária. “Existem produtores rurais que são conscientes e existem aqueles que ignoraram. A posição do próprio setor é reprovar esse tipo de comportamento que se coloca como isolado, de um outro, enquanto a maioria respeita [a legislação]“, pontuou.

Gargalo – Para o coordenador do departamento de GeoTecnologia do Instituto Centro de Vida (ICV), Ricardo Mendonça, só será possível combater o desmatamento se haver, pelos órgãos públicos, maior responsabilização dos autores. Ele fala em reduzir, pela lei, as brechas existentes.

“Na esfera administrativa ainda existe um espaço muito grande para os recursos e nunca é resolvida a situação. A responsabilização pelos danos ambientais continua sendo o maior gargalo”, citou o representante.

Fonte: Leandro J. Nascimento/ G1


14 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Batalhão Ambiental apreende caminhão com madeira no AM

O Batalhão de Policiamento Ambiental apreendeu dez metros cúbicos de madeira na madrugada desta sexta-feira (13) em Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus). A madeira era transportada em um caminhão.

Os policiais interceptaram a carga no bairro Terra Preta durante uma fiscalização de rotina. Segundo o Batalhão, o motorista do caminhão não informou para onde levaria o material.

O motorista será encaminhado ao Batalhão Ambiental em Manaus para prestar esclarecimentos. De acordo com o Artigo 46 da Lei de Crimes Ambientais, é proibido receber ou adquirir, para fins comerciais ou industriais, madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem exigir a exibição de licença do vendedor, autorizada, e sem munir-se da via que deverá acompanhar o produto até final beneficiamento. A legislação prevê pena de detenção, de seis meses a um ano, e multa.

O mesmo artigo também enquadra quem vende, expõe à venda, tem em depósito, transporta ou guarda madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem licença válida para todo o tempo da viagem ou do armazenamento, autorizada.

De acordo com o cabo Waldisney Lima da Silvam, Manacapuru está entre os municípios do Amazonas com altos índices de crimes ambientais.

Fonte: Portal Amazônia


12 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Trio é detido por caça e pesca ilegal no rio Tibagi

Foto retirada da câmera apreendida

Três pessoas foram detidas pela Polícia Ambiental por realizarem pesca ilegal no rio Tibagi, em Ibiporã. Na época de piracema, período de reprodução das espécies, a pesca é proibida. De acordo com os policiais, quatro pessoas foram flagradas pescando no rio, mas uma delas conseguiu fugir.
Foram presos Rodrigo José do Santos de 20 anos, Alessandro Almeida da Silva de 26 anos e Alex Daniel de 18 anos. Junto com eles foram apreendidos molinetes, varas de pesca, diversos peixes das espécies Mandi, Piau e Barbado. Também foi encontrado um lagarto morto.
Durante a abordagem, os policiais encontraram uma câmera onde havia um conteúdo mostrando a morte do lagarto e também a caça e morte de um pica pau, que não foi localizado. Os acusados informaram que tinham conhecimento do ato ilícito, mas mesmo assim decidiram praticar o crime.
Os três foram conduzidos para a delegacia de Ibiporã e devem ser autuados pela prática de caça e pesca ilegal.

Fonte: Bonde

 


4 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Ministério Público da Bahia interdita área de usina nuclear em Caetité

Órgão informa que área interditada é usada para embalagem de urânio.
Ação ocorreu durante jornada de fiscalização preventiva.

Impasse com a carga de urânio no sudoeste do estado da Bahia continua (Foto: Reprodução/TV Bahia)

Carretas carregadas com carga de urânio (Foto: Reprodução/TV Bahia)

O Ministério Público do Estado da Bahia interditou área da Indústria Nuclear do Brasil (INB), localizada na cidade de Caetité, a 796 km de Salvador, no sudoeste do estado.

A interdição foi determinada por uma equipe de mineração durante a 25° Fiscalização Preventiva Integrada (PRI), realizada entre os dias 17 de julho e 1° de agosto em 16 cidades do estado.

Entre os integrantes, estava o procurador do Trabalho, Marco de Jesus, além de auditores do Trabalho e representantes do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). A jornada de fiscalização ocorre três vezes ao ano e foi coordenada pela promotora de Justiça Luciana Khoury, do Núcleo de Defesa da Bacia do São Francisco (Nusf).

O MP informa que a área da INB onde houve suspensão das atividades é utilizada para embalagem de urânio e produção do ‘Yellow Cake’, um composto de urânio para elaboração de energia nuclear. De acordo com a promotora, a área interditada é a mesma que foi utilizada para o reentaboramento do concentrado de urânio emprestado da Marinha, que chegou à cidade em maio deste ano, transportado de São Paulo em nove carretas. Na ocasião, organizações não governamentais reuniram cerca de duas mil pessoas, que impediram a passagem das carretas, só liberadas apóreunião com o presidente da empresa.

Segundo a promotora, a decisão foi tomada com base nas condições ambientais e de saúde dos trabalhadores. “A equipe encontrou contaminação de urânio na sala e o Ibama aplicou auto em relação à poluição. Agora as deliberações ocorrem através da regularização da situação ou por meio de uma ação judicial. Esperamos que o que foi detectado seja solucionado”, explica.

A INB, através da assessoria de comunicação, informa que o setor jurídico da empresa está reunido e que um posicionamento sobre o caso deve estar formado até o fim desta manhã.

Fiscalização

A ação de fiscalização ocorreu em zonas rurais e urbanas das cidades de Guanambi, Caetité, Palmas de Monte Alto, Iuiu, Malhada, Sebastião Laranjeiras, Candiba, Pindaí, Urandi, Carinhanha, Jacaraci, Mortugaba, Riacho de Santana, Matina, Igaporã e Bom Jesus da Lapa.

Na ocasião, também foram destruídos mais de 170 fornos destinados à produção de carvão ilegal e apreendeu 17 caminhões que transportavam a mesma mercadoria. De acordo com o MP-BA, o objetivo da ação é melhorar a qualidade ambiental da Bacia do São Francisco e da população, através da preservação e prevenção do meio-ambiente.

O MP informa ainda que diversas irregularidades foram observadas nas áreas indicadas pelos ‘Documentos de Origem Florestal’ apreendidos durante a Operação Corcel Negro, realizada entre os dias 22 e 24 de julho.


24 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Ibama do Amazonas tenta devolver 270 canários à Venezuela

Animais foram trazidos ilegalmente ao Brasil em pequenas gaiolas.
Se não forem devolvidos ao país de origem, eles podem ser sacrificados.

O Ibama do Amazonas tenta devolver 270 pássaros à Venezuela. Os canários-da-terra foram transportados de forma ilegal até o Brasil, em minúsculas gaiolas escondidas em bagagens. As aves estão sob os cuidados do órgão ambiental em Manaus.

Elas foram apreendidas pela Polícia Federal na última segunda-feira (20) no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na capital do estado. Um suspeito foi preso, mas ganhou direito de responder em liberdade.

O problema agora é que os 270 canários podem ser sacrificados caso não seja possível devolvê-los ao país de origem. A legislação brasileira proíbe que animais exóticos, ou seja, oriundos de outros países, sejam soltos aqui. Questões burocráticas tornam a opção de repatriá-los demorada. O Ibama do Amazonas não tem registro de uma medida similar.

Fonte: Do Globo Natureza, com informações da Globo News


17 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Produtores contestam R$ 149 milhões em multas contra desmate em MT

Multas e apreensões são feitas para diminuir o índice de desmatamento.
Alguns agricultores reclamam do rigor das fiscalizações.

Ações do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) na região de Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá, têm gerado protestos.

A apreensão principalmente de máquinas agrícolas em áreas embargadas e multas fazem parte da estratégia do Ibama para diminuir o índice de desmatamento ilegal. O reforço da fiscalização nos estados de Mato Grosso, Pará e Amazonas faz parte do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia.

A região de Sinop, é onde se concentra a base de ações de um plano contra o desmatamento ilegal e apenas nos cinco primeiros meses de 2011 um total de R$ 149 milhões em multas foram aplicadas no estado.

Alguns agricultores reclamam do rigor das fiscalizações, principalmente os que tiveram maquinários apreendidos. Jurema Duarte Bueno teve uma de suas máquinas recolhidas pelo Ibama. Ela justifica que apenas alugava o equipamento para o dono da fazenda. “Eu estava prestando serviço para a fazenda. Comprei a máquina financiada, estou devendo ainda”, explica.

O gerente regional de fiscalização do Ibama, Luciano Cotta, conta como o Instituto encontra as áreas desmatadas. “O Ibama atua seguindo informações, indicativos e todo levantamento que nos diz onde está acontecendo o problema é feito por satélite”,explica.

Os produtores rurais se defendem e afirmam que as multas e apreensões estão causando prejuízos. “Essas multas milhonárias foram aplicadas sem culpa do produtor. Com o embargo da propriedade, essa vai deixar de produzir e não vai gerar a renda que estaria gerando para o comércio também, além da falta de receita e desemprego, afirma Antônio Galvan, presidente do Sindicato Rural de Sinop.

Já Gleisson Tagliari, vice-presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte de Mato Grosso (Sindusmad), afirma que os trabalhos de preservação estão sendo feitos de madeira correta. “ Principalmente pela forma com que está sendo conduzida a operação. é uma operação que tenta buscar o foco, a origem do desmatamento que está no produtor e não nas indústrias”, finaliza.

Balanço
Nos cinco primeiros meses do ano, o estado tem um saldo de 10 prisões de pessoas acusadas de cometer crimes ambientais. Ao todo foram emitidos 290 multas que somam R$ 149 milhões. Nesse mesmo período, 50 tratores e 29 caminhões, além de equipamentos agrícolas também foram apreendidos durante as ações ambientais em Mato Grosso.

Fonte: G1, MT


10 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Comissão quer definir responsabilidades sobre resíduos sólidos

Debatedores divergiram, durante a audiência, sobre o papel dos municípios no plano nacional.

 

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável quer determinar de quem são as responsabilidades pela coleta, destinação e tratamento dos resíduos sólidos produzidos nas cidades brasileiras. O presidente da comissão, deputado Giovani Cherini (PDT-RS), disse esperar que essa definição sirva de base para as discussões da implementação da política nacional do setor. “Quem é que tem a responsabilidade em cada momento dessa cadeia, da fábrica ao supermercado e, finalmente, ao consumidor”, questionou Cherini, autor do requerimento para a realização de audiência quarta (8) sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

 

Como determina a Lei 12.305/10, até agosto de 2014 todos os resíduos devem ser tratados. Isso representa uma redução em 70% do volume de material depositado no meio ambiente, e que deve acabar com os lixões – depósitos a céu aberto, usados em 63% das cidades, e que ficaram proibidos pela nova legislação.

 

Municípios – A primeira fase do plano nacional será implantada até agosto de 2012, quando os municípios devem terminar os estudos de seus planos de gestão. Segundo o diretor do Departamento de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Silvano da Costa, essa etapa é importante para que as prefeituras tenham acesso aos recursos para implementação da coleta e tratamento. O ministério espera colocar o plano nacional em discussão ainda neste mês, e aguarda contribuições dos prefeitos.

 

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, não acredita que o prazo de 2014 possa ser cumprido para a eliminação total dos problemas com resíduos. Pela nova lei, ressaltou, os municípios terão de implantar coleta seletiva em 100% do seu território, compostagem em 100% do lixo orgânico, e um programa de educação ambiental. Atualmente, segundo dados da CNM, apenas 40,7% dos municípios têm algum tipo de coleta seletiva, e ela é realizada em 10% a 20% da área urbana. “Mais de 80% das cidades não fazem compostagem, e a lei obriga que o lixo orgânico não seja mandado para aterros sanitários”, disse.

 

Pagamento por produção – Para o presidente da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro), Lucien Belmonte, o gerenciamento de resíduos sólidos deve ser remunerado por produção, com taxa sobre os poluidores. Ele propôs que os municípios banquem a instalação e manutenção do serviço. “A coleta é feita pelo município, que separa o lixo seco; a partir daí acabou a responsabilidade, se houver algo inservível, isso precisa ser remunerado pelo sistema”, explicou.

 

Já a coordenadora-executiva do Instituto Pólis, Elisabeth Grimberg, acredita que a coleta e os centros de gerenciamento de resíduos devem ser remunerados pelas empresas que produziram os dejetos, geralmente embalagens, uma vez que a legislação explicita que a responsabilidade sobre eles é de quem os produziu. “Os fabricantes, importadores e comerciantes são responsáveis pela porção seca do lixo. Vamos ver quanto custa essa coleta, cada cadeia produtiva sabe quanto colocou; a partir daí, faz-se fundo e remunera-se os municípios de volta”, defendeu. O Instituto Pólis participou da formulação da lei.

 

Elisabeth alertou que empresas estão oferecendo aos municípios a incineração dos resíduos, no lugar da reciclagem deles. A debatedora, que considera isso um retrocesso, propôs a estruturação de um órgão de amparo técnico, para reunir experiências e ajudar os municípios a implantar programas sustentáveis. “Desde 1989 há municípios que fazem coleta seletiva com catadores, e esse é o momento de implementação dessa lei, que tem todos os elementos para resolver os problemas de desperdícios e disposição inadequada”, avaliou.

 

Catadores – Para o presidente do Compromisso Empresarial com a Reciclagem (Cempre), Victor Bicca, é ponto pacífico que os catadores que hoje trabalham em lixões precisam ser incluídos na implementação do plano. “Hoje existem lixões e aterros irregulares, empresas fazendo coleta irregular, e milhares de pessoas trabalhando na coleta de forma não remunerada”, resumiu.

 

Bicca entende ser preciso encontrar um modelo de competitividade que seja ao mesmo tempo rentável e sustentável. Isso, propôs, poderia ser feito em parcerias entre o setor produtivo e o poder público, e com incentivos fiscais para empresas que reciclarem.

 

“De fato, no Brasil, há empresas que cumprem a legislação ambiental competindo em condição de desigualdade com outras que não cumprem, mas não sofrem qualquer pena, isso não pode ocorrer com os resíduos”, explicou o diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), Jarbas Soares Junior.

Fonte: Agência Câmara


8 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Suspeitos tentam transportar aves em caixas de leite em Minas Gerais

Apreensão de 36 aves ‘trinca-ferro’ aconteceu no interior do estado.
Pássaros seriam comercializados ilegalmente em São Paulo.

Fiscais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) apreenderam 36 pássaros conhecidos como ‘trinca-ferro’ na cidade de Santo Antônio de Amparo, em Minas Gerais, que seriam transportados em caixas de leite longa vida até a cidade de São Paulo, onde seriam comercializados.

Três pessoas foram detidas em uma casa com transportadores de pássaros, uma armadilha para captura e 224 caixinhas vazias de leite.

Os homens foram detidos e receberam multa equivalente a R$ 54 mil.

Os animais e objetos que seriam utilizados no contrabando foram encaminhados para o escritório do Ibama em Lavras. O crime foi registrado no último dia 1º, mas divulgado somente nesta terça-feira (7).

A fiscalização do Ibama apreendeu gaiolas e caixas de leite longa vida em um bairro de Santo Antônio do Amparo (MG). Os objetos seriam utilizados no transporte de 36 pássaros 'trinca-ferro' (Foto: Divulgação/Ibama)

A fiscalização do Ibama apreendeu gaiolas e caixas de leite longa vida em um bairro de Santo Antônio do Amparo (MG). Os objetos seriam utilizados no transporte de 36 pássaros 'trinca-ferro' (Foto: Divulgação/Ibama)

 

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo.


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