27 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Após 11 anos, iguanas raras nascem em cativeiro

Um dos filhotes das iguanas-das-antilhas-menores que nasceu em cativeiro na ilha de Jersey, território britânico

Um dos filhotes das iguanas-das-antilhas-menores que nasceu em cativeiro na ilha de Jersey, território britânico (Durrell Wildlife Conservation Trust)

 

Depois de 11 anos de espera, dois filhotes das raras iguanas-das-antilhas-menores nasceram em cativeiro na ilha de Jersey, território autônomo britânico, anunciou a ONG Durrell Wildlife Conservation Trust.

A organização também seria a única no mundo a reproduzir com sucesso a espécie iguana-delicatissima, que está ameaçada de extinção em seu habitat, o Caribe, devido a diversos problemas que vão de cruzamentos com a iguana verde, que não é natural do local, à introdução de predadores, além da destruição de seu ambiente.

Apenas alguns poucos zoológicos e parques no mundo têm espécimes das iguanas-das-antilhas-menores.

“Estamos muito felizes com a chegada destes novos filhotes. Eles estão se alimentando e crescendo bem. Vamos continuar a monitorá-los cuidadosamente em nosso departamento de herpetologia [estudo dos répteis e anfíbios]“, disse Mark Brayshaw, chefe da Coleção de Animais na sede da ONG, em Jersey.

A primeira vez que a organização conseguiu reproduzir as iguanas em cativeiro com sucesso foi em 1997.

Em 2000, mais oito iguanas nasceram, mas a partir desse ano todos os ovos colocados pelas iguanas eram não fertilizados.

Finalmente, em setembro de 2011, uma das fêmeas que foi colocada junto a um macho que chegou ao parque em 2003 produziu os dois ovos que deram origem às iguanas que nasceram após um período de incubação de 75 dias.

Os filhotes têm uma cor verde-limão, bem diferente dos adultos da espécie, que ganham um tom mais acinzentando no corpo e bege na cabeça.

“Vamos continuar nossos esforços para reproduzir as iguanas e estamos empolgados com este recente sucesso”, disse Brayshaw.

Fonte: BBC Brasil


17 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Governo terá planos de conservação para 220 espécies ameaçadas

Ministra do Meio Ambiente disse que planos serão concluídos neste ano.
Ministério contabiliza 627 animais na lista de espécies ameaçadas.

O governo federal deve concluir até o final deste ano planos de conservação para cerca de 220 espécies ameaçadas de extinção, informou nesta sexta-feira (14) a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Conforme a ministra, isso representa 35% dos 627 animais na “lista vermelha”, a lista das espécies ameaçadas,

Os planos do restante das espécies ameaçadas devem ser terminados até 2014, afirmou a ministra.

“A experiência mundial mostra que esse instrumento de planejamento é fundamental para a conservação. É uma de nossas principais estratégias para conservação de espécies”, disse a ministra durante o colóquio “A proteção de espécies ameaçadas de extinção no Brasil”, promovido pela Comissão de Meio Ambiente do Senado.

Código Florestal
Ainda de acordo com ela, a aprovação do novo Código Florestal deve facilitar as ações de conservação, pois a maioria das espécies ameaçadas está fora de unidades de conservação.

“O Código Florestal é importante nesta discussão porque temos a maior parte da biodiversidade hoje nas APPs [Áreas de Preservação Permanente] e em áreas de reserva legal”, afirmou. A reserva legal é a área de vegetação nativa que deve ser protegida dentro da propriedade. Já as APPs são áreas frágeis como topos de morros e margens de rios.

A ministra explicou que o novo Código traz a proposta de criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), que permitiria que o proprietário fosse compensado por criar áreas de preservação dentro de seu terreno.

Ela acredita que a votação do novo Código será finalizada até o fim do ano. O Código Florestal foi aprovado em maio pela Câmara, mas deve ser votado com algumas alterações no Senado. Se houver modificação, a Câmara volta a apreciar a matéria.

“Deve ser votado até o final do ano. O que tenho conhecimento de todos os relatores, senadores, todos indicam que é um tema prioritário”, disse.

Desafios
A ministra citou ainda três pontos como os principais desafios do ministério para a conservação de espécies. A primeira é a elaboração de uma estratégia de conservação atual, chamada Agenda 2020, que deve ser apresentada em 2012. A segunda é conseguir que os estados se engajem nas políticas e ações federais.

“Se 75% das espécies ameaçadas estão resguardadas em áreas federais, quantas estão nas estaduais? É muito pouco. Temos que ter um olhar mais cuidadoso sobre as unidades de conservação”, disse.

O terceiro ponto citado por Izabella seria mudar a forma de ver as contribuições que a ciência pode dar ao tema. “Precisamos de uma estratégia de conhecimento diferente, não de ameaça e pessimismo, mas de parceira. É importante mudar a abordagem de lidar com a ciência e enxergar nos apontamentos soluções para mudar a gestão ambiental”.

Fonte: Naiara Leão, G1, Brasília


5 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Americano retrata em estúdio espécies ameaçadas de extinção

O americano Joel Satore fotografou em estúdio animais ameaçados de extinção, como parte de um projeto para aumentar a conscientização sobre a preservação da vida selvagem.

Satore, 49, retratou a maior parte dos animais contra fundos brancos ou pretos para dar mais destaque à aparência impressionante das espécies.

Para ele, as fotos de estúdio fazem com que todos os animais tenham o mesmo tamanho proporcional e sejam tratados com a mesma importância.

O americano é fotógrafo da National Geographic Society há 20 anos e planeja registrar espécies em extinção no mundo todo. “As pessoas não vão tentar salvar os animais se não souberem que eles existem.”

Satore reuniu algumas das imagens no livro “Rare – America’s Endangered Species” (“Raros – As Espécies Ameaçadas da América).

Fotógrafo retratou uma fêmea de um elefante-africano; veja galeria de fotos

Fotógrafo retratou uma fêmea de um elefante-africano; Foto: Joel Satore/National Geographic Stock/Caters

Fotógrafo americano retratou espécies ameaçadas de extinção em estúdio; na foto, babuíno criado em cativeiro Leia Mais

Babuíno criado em cativeiro. Foto:Joel Satore/National Geographic Stock/Caters

Para autor, projeto eleva a conscientização sobre a vida selvagem; acima, furão-de-patas-negras Leia Mais

Furão-de-patas-negras. Foto:Joel Satore/National Geographic Stock/Caters

Na foto, um jupará, mamífero que também é encontrado na Amazônia Leia Mais

Jupará, mamífero que também é encontrado na Amazônia. Foto: Joel Satore/National Geographic Stock/Caters

O americano é fotógrafo da National Geographic Society há 20 anos; acima, uma víbora-de-pestana Leia Mais

Víbora-de-pestana Joel Satore/National Geographic Stock/Caters

Click e veja a galeria completa: http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/4360-americano-retrata-em-estudio-especies-ameacadas-de-extincao#foto-81424

Fonte: Da BBC Brasil


1 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

MMA prepara ações para proteção de nascentes

O Ministério do Meio Ambiente prepara novas medidas para a proteção das 33 nascentes do Rio São Francisco. A divulgação das ações será feita em eventos que serão realizados nas principais cidades da bacia hidrográfica, em outubro, mês em que se celebra a memória do santo, considerado o padroeiro da ecologia.

Uma oficina no MMA, em setembro, com a participação de técnicos de sete ministérios, definirá as estratégias e uma agenda comum de trabalho. Entre os assuntos da pauta estão o zoneamento ecológico-econômico da bacia do São Francisco, ações de fiscalização por parte do Ibama, monitoramento da qualidade da água, pela Agência Nacional de Águas, estruturação do Centro Integrado de Revitalização (construído em parceria entre MMA e Universidade Federal de Alagoas), ações de educação ambiental, plano para a criação de pontos de cultura, além de estudos de fauna e projetos para novas unidades de conservação. Questões relacionadas à saúde também estão entre as prioridades.

No encontro estarão reunidos os ministérios do Meio Ambiente, Planejamento, Integração, Cultura, Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social e Cidades. Além de órgãos a eles vinculados e instituições da sociedade civil.

“Uma nascente sem vegetação é uma nascente que morre”, enfatiza o diretor de Revitalização de Bacias, do MMA, Renato Ferreira. Ele explica que a proteção de 33 nascentes, entre elas a histórica e mais importante, que se origina no Parque Nacional da Serra da Canastra (MG), será prioridade do Ministério do Meio Ambiente. Mas haverá ainda outras ações, como saneamento, que será carro-chefe do Ministério das Cidades.

No dia em que forem divulgadas as novas iniciativas, serão realizados eventos comemorativos – dentro de uma programação que será denominada “São Francisco Vive” – que vai contar com apresentações culturais e um abraço ao rio. Na oportunidade, o MMA vai divulgar o balanço de iniciativas já realizadas na bacia hidrográfica, que começaram em 2004.

O principal objetivo será promover a articulação, mobilização e integração entre instituições de governo e comunidades. Os eventos deverão ser realizados especialmente em São Roque de Minas (MG), no alto São Francisco; Paulo Afonso (BA), Juazeiro e Petrolina, no submédio; além de Penedo, na região baixa do rio. Também haverá palestras, plantio simbólico de árvores e soltura de alevinos.

A bacia do São Francisco banha 503 municípios onde vivem cerca de 18 milhões de habitantes, em Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco, Sergipe, Alagoas e Distrito Federal. Tem extensão de 2.863 Km, em biomas Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Zona Costeira. É constituída de 32 sub-bacias, com 168 afluentes.

Fonte: Cristina Ávila/ MMA


1 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Genética pode ser aplicada na conservação de árvores do cerrado

Pesquisadores de Goiás conduziram a pesquisa com o baru.
Projeto selecionou genes e criou população com grande diversidade.

O estudo da genética oferece ferramentas para proteger espécies antes mesmo que elas estejam, de fato, ameaçadas de extinção. É o objetivo de uma equipe da Universidade Federal de Goiás (UFG), coordenada por Mariana Telles, professora de genética de populações.

Eles estão preocupados com o futuro do cerrado, segundo maior bioma do Brasil, que só perde em extensão para a Amazônia. A vegetação é predominante no Centro-Oeste, em Minas Gerais, em Tocantins e em algumas partes do Nordeste.

O baru é uma árvore típica da região e sofre com o extrativismo – a semente é consumida como uma iguaria, o que afeta a reprodução da planta. Ela ainda está longe da extinção, mas foi escolhida para um estudo dos especialistas da UFG.

Eles pesquisaram populações de barus ao longo de toda a área do cerrado, observando as características de cada uma delas. Essas características são predeterminadas por variantes genéticas – os alelos. Então, eles decidiram juntar as populações com a maior diversidade possível desses alelos e colocar numa só população as características de toda uma espécie.

“A ideia é usar ferramentas da genética molecular para entender o processo evolutivo, isso é a genética de populações”, explicou a professora. “Só que a genética de populações tem se comunicado com outras áreas, como a ecologia e a agronomia e, nesse sentido, auxiliado não só no entendimento desses processos evolutivos, mas como isso pode ser usado para a conservação”, completou.

Dessa forma, eles escolheram sete populações de barus de diferentes pontos, englobando características diversas e levaram para Goiânia. O número de populações coletadas tem que ser pequeno para que o projeto seja viável.

Política pública
“Se a gente pensar em política pública, por exemplo, os recursos são limitados, não dá para conservar todas [as populações]. A gente precisa de estratégias para minimizar custos sem perder nada em termos de conservação”, reconheceu Telles.

Essa pesquisa em si não traz resultados tão significativos para a preservação da espécie, mas serve de exemplo, mostra que as ferramentas já existem. “A gente (UFG), enquanto instituição, não tem condições de decidir nada, mas a gente tem argumentos para ajudar numa decisão”, disse a professora.

O Centro-Oeste depende economicamente da agropecuária, que, em vários casos, invade as áreas do cerrado e descaracteriza o bioma original. Porém, tratar os fazendeiros como inimigos não é uma opção. “A gente precisa da soja, então é um desafio conseguir equalizar essas duas coisas”, lembrou a pesquisadora.

“Se a gente tiver algum sistema de incentivo para um empresário manter as áreas que preservam um bioma qualquer, acho que é uma moeda de troca interessante para ele, que não tem essa visão romântica de conservação”, sugeriu Telles, pensando nos incentivos fiscais como alternativa para o futuro do cerrado.

“Eu acho que o Ministério do Meio Ambiente, o Ministério da Ciência e Tecnologia [e Inovação] e o Ministério da Agricultura precisam conversar efetivamente e planejar em conjunto”, completou.

Baru é uma árvore típica do cerrado (Foto: UFG)

Baru é uma árvore típica do cerrado (Foto: UFG)

Fonte: Tadeu Meniconi, G1, Águas de Lindoia(SP)


2 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas mapeiam regiões críticas para mamíferos aquáticos

Golfinhos, baleias e outras espécies de mamíferos aquáticos acabam de ganhar um mapa que pode ajudar a preservar este que é um dos grupos mais ameaçados pelas ações do homem.

Pesquisadores dos EUA e do México fizeram um extenso levantamento com os hábitos, dinâmicas e outras informações de 129 espécies de mamíferos aquáticos e selecionaram 20 locais-chave para sua conservação.

Embora esses animais estejam espalhados por mares, rios e lagoas de todo o mundo, os pesquisadores, liderados por Sandra Pompa, da Universidade Nacional Autônoma do México, listaram 11 pontos classificados como “insubstituíveis”.

Essas regiões foram selecionadas por sua importância para a preservação de espécies que não podem ser encontradas em outros lugares.

A foz do rio Amazonas, no Brasil, habitat de espécies como o boto-cinza, é um deles. “Esses locais podem servir para a adoção de estratégias para a proteção desses animais”, diz o trabalho, publicado na revista “PNAS”.

Os cientistas identificaram que o risco é mais elevado em áreas de maior latitude. A vulnerabilidade se intensifica nas ilhas Aleutas, um prolongamento da península do Alasca, e na península Kamchatka, na Sibéria.

Essas regiões já tiveram caça intensiva de focas e baleias.Além da pesca, esses animais são extremamente sensíveis às mudanças em seus ambientes.

Vítimas do aquecimento global, da poluição e até de obras de infraestrutura, 24% das espécies consideras na pesquisa estão ameaçadas de extinção.

O exemplo mais recente é o golfinho baiji (Lipotes vexillifer), da China, declarado extinto em 2008. Além de ter partes de seu corpo usadas na medicina chinesa, a construção de uma hidrelétrica acabou com seu habitat.

O óleo de baleia também é usado na medicina chinesa. A carne do animal é considerada uma iguaria em países como o Japão.

Editoria de arte/folhapress

Fonte: Giuliana Miranda, São Paulo, Folha.com


27 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Líderes religiosos debatem preservação do ambiente em Jerusalém

Representantes das comunidades cristã, judia e muçulmana se reuniram nesta semana em Jerusalém para debater uma forma de conscientizar seus fiéis sobre a importância de se preservar o ambiente.

“O respeito a Deus exige também o respeito a sua criação e a natureza”, manifestou ao jornal israelense “Jerusalem Post” o bispo auxiliar do patriarcado de Jerusalém, William Shomali.

Ele participou na segunda-feira (25) da apresentação do Centro InterConfessional de Desenvolvimento Sustentável.

“Somos visitantes nesta Terra e a abandonaremos algum dia, mas precisamos deixá-la limpa para as próximas gerações”, disse o clérigo.

“Se a Terra está poluída, se o Mediterrâneo está poluído, está poluído para todos, cristãos, muçulmanos e judeus”, destacou Shomali, que considerou necessário “estudar a crise ambiental, que é parte da crise ética, moral e espiritual”.

O novo grupo religioso-ecologista, liderado pelo rabino Yonatan Neril, conseguiu neste mês que o Conselho de Instituições Religiosas da Terra Santa assinasse a “Declaração da Terra Santa sobre Mudança Climática”, que pede para o mundo reduzir o consumo e enfrentar os problemas ambientais.

O texto pede “a toda pessoa de fé” para que reduza suas emissões do efeito estufa e peça a seus líderes políticos que adotem “objetivos fortes, obrigatórios e com base científica para diminuir os gases do efeito estufa a fim de evitar os piores perigos da crise do clima”.

O ministro de Assuntos Religiosos palestino, Salah Zuheika, assinalou sobre o Corão: “Alá fala de tudo, sobre a natureza, o ar, os animais, e pede aos seres humanos não só que usem a natureza, mas que a protejam.”

O rabino David Rosen ressaltou também o caráter temporário da estada dos homens na Terra e sugeriu aos líderes religiosos que incentivem seus fiéis a consumir menos carne. A produção do alimento representa “uma das maiores causas de contaminação e de consumo de água”.

Fonte: Da EFE


22 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Pacto lança documento inédito para auxiliar organizações a monitorar projetos de restauração florestal

Com o objetivo de tornar as iniciativas de restauração no bioma Mata Atlântica mais eficientes e produtivas, o Pacto acaba de lançar o Protocolo de Monitoramento de Projetos e Programas de Restauração Florestal, novo material elaborado pelo movimento para auxiliar e incrementar o trabalho desenvolvido por seus membros. O documento auxiliará organizações públicas, privadas e não-governamentais que trabalham com a recuperação florestal a planejar, gerenciar e a conduzir as ações executadas em campo.

O “Protocolo de Monitoramento de Projetos e Programas de Restauração Florestal” apresenta os princípios, critérios e indicadores que devem ser utilizados como guia para o monitoramento de projetos de restauração ecológica desenvolvidas no bioma Mata Atlântica. Ele descreve de modo claro como estes aspectos devem ser verificados, mensurados e avaliados ao logo do período de execução dessas ações, contribuindo para o aprimoramento e a replicação das ações bem sucedidas.

Acesse o link  ”Documentos Referenciais” no menu principal do site e faça o download gratuito.

Mais informações em http://www.pactomataatlantica.org.br/noticia-completa.aspx?p=79&lang=pt-br

RAQUEL CORRÊA

Assessoria de Comunicação

Pacto pela Restauração da Mata Atlântica

Tels: (11) 2232-2963 / 2232-5728

www.pactomataatlantica.org.br


7 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Espécies desconhecidas estão em hotspots

A maioria das espécies ainda não descobertas vive em hotspots conhecidos – regiões que foram identificadas pelos cientistas como prioritárias para conservação da biodiversidade. A conclusão é de um estudo que será publicado em breve na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

De acordo com os autores da pesquisa, os resultados reforçam que os esforços recentes de conservação têm sido bem direcionados e deverão ajudar a diminuir as incertezas a respeito das prioridades na área. Outra conclusão do trabalho é que o risco de extinção para muitas das espécies ainda não conhecidas é maior do que se estimava até então.

“O estudo mostra que a maioria das espécies desconhecidas se esconde em algumas das paisagens mais ameaçadas no mundo. Isso aumenta significativamente o número de espécies ameaçadas ou em risco de extinção”, disse Stuart Pimm, professor da Nicholas School of the Environment na Universidade Duke e um dos autores.

Com recursos limitados e ameaças crescentes à natureza, pesquisadores que atuam no estudo da biodiversidade há tempos decidiram identificar áreas nas quais as ações de conservação pudessem salvar o maior número de espécies.

Essas áreas consideradas prioritárias são chamadas de hotspots da biodiversidade: locais com número incomum de espécies endêmicas e nos quais as taxas de perda de habitat são extremas. O problema é que o conhecimento das espécies é seriamente incompleto, com um número muito elevado de espécies desconhecidas.

“Sabemos que temos um catálogo da vida incompleto. Se não conhecemos quantas espécies existem, ou onde elas vivem, como poderemos estabelecer locais prioritários para conservação? E se as áreas que ignoramos forem as que têm mais espécies desconhecidas”, disse outro autor do estudo, Lucas Joppa, da Microsoft Research em Cambridge, Reino Unido.

Para lidar com esse dilema, Joppa e colegas criaram um modelo computacional que integra efeitos taxonômicos durante o transcorrer do tempo de modo a estimar quantas espécies de plantas com flores – que formam a base do conceito de hotspot de biodiversidade – ainda existem para serem descobertas.

Em seguida, o conjunto de dados foi comparado com os dados existentes de regiões atualmente identificadas como prioritárias para a conservação. Os dois conjuntos de dados bateram.

O modelo estimou que seis regiões identificadas como hotspots – do México ao Panamá; Colômbia; do Equador ao Peru; do Paraguai ao sul do Chile; o sul da África; e Austrália – contêm 70% de todas as espécies desconhecidas.

“É um grande alívio saber que os locais em que mais investimos recursos são os mesmos que abrigam a maioria das espécies ainda não descobertas”, disse David Roberts, da Durrell Institute of Conservation and Ecology na Universidade de Kent, Reino Unido, outro autor da pesquisa.

“Os resultados do estudo realmente validam todo o tempo e esforço que temos colocado na luta pela preservação da biodiversidade global. Agora, podemos continuar a tentar salvar esses locais únicos e ameaçados”, disse Norman Myers, da Universidade Oxford, que lançou o conceito de hotspot em 1998.

Fonte: Agência Fapesp


22 de junho de 2011 | nenhum comentário »

BNDES lança fundo de R$ 150 milhões para inovação ambiental

O Banco divulgou ontem a criação de um fundo de investimento de R$ 150 milhões, voltado exclusivamente a empresas que desenvolvem projetos de tecnologias “limpas” e estão em estágio nascente ou inicial de atividades.

De acordo com o banco, poderão receber os aportes do chamado Fundo de Inovação em Meio Ambiente companhias que “trabalham com a criação de ações voltadas à redução da emissão de carbono e outros resíduos ou que promovam o uso inteligente de recursos”.

 

Para Cláudia Nessi, gerente do Departamento de Operações de Meio Ambiente do BNDES, o fundo deve preencher uma lacuna no mercado de fundos de participação, que ainda não atende completamente empresas com essas características e que buscam volumes mais elevados de investimentos.

 

O diferencial que esse fundo pretende oferecer é atingir empresas que trabalham especificamente com inovação ambiental. A intenção é que essas companhias possam receber aportes de valor maior, segundo explicou Cláudia. De acordo com ela, os valores devem superar o R$ 1,5 milhão, que compreende o investimento recebido por empresas apoiadas pelo Criatec, programa de capital semente lançado pelo banco em 2007 e semelhante ao novo fundo.

 

Com limite de participação de 90% (R$ 135 milhões), o BNDES está em fase de seleção de gestores para o projeto, que deve ser finalizada em agosto. Após essa etapa, haverá a captação dos demais investidores, seguida da discussão entre gestores e acionistas para a definição de regras detalhadas para as empresas que poderão receber os recursos. O processo ainda será sujeito a aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e então poderá receber propostas de investimentos.

A expectativa da gerente do BNDES é que o fundo possa começar a operar em seis meses, sendo lançado ainda em dezembro deste ano.

Fonte: Valor Econômico


Próxima página »« Página anterior





Categorias

Tópicos recentes

Meta

 

julho 2018
S T Q Q S S D
« mar    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

27 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Após 11 anos, iguanas raras nascem em cativeiro

Um dos filhotes das iguanas-das-antilhas-menores que nasceu em cativeiro na ilha de Jersey, território britânico

Um dos filhotes das iguanas-das-antilhas-menores que nasceu em cativeiro na ilha de Jersey, território britânico (Durrell Wildlife Conservation Trust)

 

Depois de 11 anos de espera, dois filhotes das raras iguanas-das-antilhas-menores nasceram em cativeiro na ilha de Jersey, território autônomo britânico, anunciou a ONG Durrell Wildlife Conservation Trust.

A organização também seria a única no mundo a reproduzir com sucesso a espécie iguana-delicatissima, que está ameaçada de extinção em seu habitat, o Caribe, devido a diversos problemas que vão de cruzamentos com a iguana verde, que não é natural do local, à introdução de predadores, além da destruição de seu ambiente.

Apenas alguns poucos zoológicos e parques no mundo têm espécimes das iguanas-das-antilhas-menores.

“Estamos muito felizes com a chegada destes novos filhotes. Eles estão se alimentando e crescendo bem. Vamos continuar a monitorá-los cuidadosamente em nosso departamento de herpetologia [estudo dos répteis e anfíbios]“, disse Mark Brayshaw, chefe da Coleção de Animais na sede da ONG, em Jersey.

A primeira vez que a organização conseguiu reproduzir as iguanas em cativeiro com sucesso foi em 1997.

Em 2000, mais oito iguanas nasceram, mas a partir desse ano todos os ovos colocados pelas iguanas eram não fertilizados.

Finalmente, em setembro de 2011, uma das fêmeas que foi colocada junto a um macho que chegou ao parque em 2003 produziu os dois ovos que deram origem às iguanas que nasceram após um período de incubação de 75 dias.

Os filhotes têm uma cor verde-limão, bem diferente dos adultos da espécie, que ganham um tom mais acinzentando no corpo e bege na cabeça.

“Vamos continuar nossos esforços para reproduzir as iguanas e estamos empolgados com este recente sucesso”, disse Brayshaw.

Fonte: BBC Brasil


17 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Governo terá planos de conservação para 220 espécies ameaçadas

Ministra do Meio Ambiente disse que planos serão concluídos neste ano.
Ministério contabiliza 627 animais na lista de espécies ameaçadas.

O governo federal deve concluir até o final deste ano planos de conservação para cerca de 220 espécies ameaçadas de extinção, informou nesta sexta-feira (14) a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Conforme a ministra, isso representa 35% dos 627 animais na “lista vermelha”, a lista das espécies ameaçadas,

Os planos do restante das espécies ameaçadas devem ser terminados até 2014, afirmou a ministra.

“A experiência mundial mostra que esse instrumento de planejamento é fundamental para a conservação. É uma de nossas principais estratégias para conservação de espécies”, disse a ministra durante o colóquio “A proteção de espécies ameaçadas de extinção no Brasil”, promovido pela Comissão de Meio Ambiente do Senado.

Código Florestal
Ainda de acordo com ela, a aprovação do novo Código Florestal deve facilitar as ações de conservação, pois a maioria das espécies ameaçadas está fora de unidades de conservação.

“O Código Florestal é importante nesta discussão porque temos a maior parte da biodiversidade hoje nas APPs [Áreas de Preservação Permanente] e em áreas de reserva legal”, afirmou. A reserva legal é a área de vegetação nativa que deve ser protegida dentro da propriedade. Já as APPs são áreas frágeis como topos de morros e margens de rios.

A ministra explicou que o novo Código traz a proposta de criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), que permitiria que o proprietário fosse compensado por criar áreas de preservação dentro de seu terreno.

Ela acredita que a votação do novo Código será finalizada até o fim do ano. O Código Florestal foi aprovado em maio pela Câmara, mas deve ser votado com algumas alterações no Senado. Se houver modificação, a Câmara volta a apreciar a matéria.

“Deve ser votado até o final do ano. O que tenho conhecimento de todos os relatores, senadores, todos indicam que é um tema prioritário”, disse.

Desafios
A ministra citou ainda três pontos como os principais desafios do ministério para a conservação de espécies. A primeira é a elaboração de uma estratégia de conservação atual, chamada Agenda 2020, que deve ser apresentada em 2012. A segunda é conseguir que os estados se engajem nas políticas e ações federais.

“Se 75% das espécies ameaçadas estão resguardadas em áreas federais, quantas estão nas estaduais? É muito pouco. Temos que ter um olhar mais cuidadoso sobre as unidades de conservação”, disse.

O terceiro ponto citado por Izabella seria mudar a forma de ver as contribuições que a ciência pode dar ao tema. “Precisamos de uma estratégia de conhecimento diferente, não de ameaça e pessimismo, mas de parceira. É importante mudar a abordagem de lidar com a ciência e enxergar nos apontamentos soluções para mudar a gestão ambiental”.

Fonte: Naiara Leão, G1, Brasília


5 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Americano retrata em estúdio espécies ameaçadas de extinção

O americano Joel Satore fotografou em estúdio animais ameaçados de extinção, como parte de um projeto para aumentar a conscientização sobre a preservação da vida selvagem.

Satore, 49, retratou a maior parte dos animais contra fundos brancos ou pretos para dar mais destaque à aparência impressionante das espécies.

Para ele, as fotos de estúdio fazem com que todos os animais tenham o mesmo tamanho proporcional e sejam tratados com a mesma importância.

O americano é fotógrafo da National Geographic Society há 20 anos e planeja registrar espécies em extinção no mundo todo. “As pessoas não vão tentar salvar os animais se não souberem que eles existem.”

Satore reuniu algumas das imagens no livro “Rare – America’s Endangered Species” (“Raros – As Espécies Ameaçadas da América).

Fotógrafo retratou uma fêmea de um elefante-africano; veja galeria de fotos

Fotógrafo retratou uma fêmea de um elefante-africano; Foto: Joel Satore/National Geographic Stock/Caters

Fotógrafo americano retratou espécies ameaçadas de extinção em estúdio; na foto, babuíno criado em cativeiro Leia Mais

Babuíno criado em cativeiro. Foto:Joel Satore/National Geographic Stock/Caters

Para autor, projeto eleva a conscientização sobre a vida selvagem; acima, furão-de-patas-negras Leia Mais

Furão-de-patas-negras. Foto:Joel Satore/National Geographic Stock/Caters

Na foto, um jupará, mamífero que também é encontrado na Amazônia Leia Mais

Jupará, mamífero que também é encontrado na Amazônia. Foto: Joel Satore/National Geographic Stock/Caters

O americano é fotógrafo da National Geographic Society há 20 anos; acima, uma víbora-de-pestana Leia Mais

Víbora-de-pestana Joel Satore/National Geographic Stock/Caters

Click e veja a galeria completa: http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/4360-americano-retrata-em-estudio-especies-ameacadas-de-extincao#foto-81424

Fonte: Da BBC Brasil


1 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

MMA prepara ações para proteção de nascentes

O Ministério do Meio Ambiente prepara novas medidas para a proteção das 33 nascentes do Rio São Francisco. A divulgação das ações será feita em eventos que serão realizados nas principais cidades da bacia hidrográfica, em outubro, mês em que se celebra a memória do santo, considerado o padroeiro da ecologia.

Uma oficina no MMA, em setembro, com a participação de técnicos de sete ministérios, definirá as estratégias e uma agenda comum de trabalho. Entre os assuntos da pauta estão o zoneamento ecológico-econômico da bacia do São Francisco, ações de fiscalização por parte do Ibama, monitoramento da qualidade da água, pela Agência Nacional de Águas, estruturação do Centro Integrado de Revitalização (construído em parceria entre MMA e Universidade Federal de Alagoas), ações de educação ambiental, plano para a criação de pontos de cultura, além de estudos de fauna e projetos para novas unidades de conservação. Questões relacionadas à saúde também estão entre as prioridades.

No encontro estarão reunidos os ministérios do Meio Ambiente, Planejamento, Integração, Cultura, Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social e Cidades. Além de órgãos a eles vinculados e instituições da sociedade civil.

“Uma nascente sem vegetação é uma nascente que morre”, enfatiza o diretor de Revitalização de Bacias, do MMA, Renato Ferreira. Ele explica que a proteção de 33 nascentes, entre elas a histórica e mais importante, que se origina no Parque Nacional da Serra da Canastra (MG), será prioridade do Ministério do Meio Ambiente. Mas haverá ainda outras ações, como saneamento, que será carro-chefe do Ministério das Cidades.

No dia em que forem divulgadas as novas iniciativas, serão realizados eventos comemorativos – dentro de uma programação que será denominada “São Francisco Vive” – que vai contar com apresentações culturais e um abraço ao rio. Na oportunidade, o MMA vai divulgar o balanço de iniciativas já realizadas na bacia hidrográfica, que começaram em 2004.

O principal objetivo será promover a articulação, mobilização e integração entre instituições de governo e comunidades. Os eventos deverão ser realizados especialmente em São Roque de Minas (MG), no alto São Francisco; Paulo Afonso (BA), Juazeiro e Petrolina, no submédio; além de Penedo, na região baixa do rio. Também haverá palestras, plantio simbólico de árvores e soltura de alevinos.

A bacia do São Francisco banha 503 municípios onde vivem cerca de 18 milhões de habitantes, em Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco, Sergipe, Alagoas e Distrito Federal. Tem extensão de 2.863 Km, em biomas Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Zona Costeira. É constituída de 32 sub-bacias, com 168 afluentes.

Fonte: Cristina Ávila/ MMA


1 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Genética pode ser aplicada na conservação de árvores do cerrado

Pesquisadores de Goiás conduziram a pesquisa com o baru.
Projeto selecionou genes e criou população com grande diversidade.

O estudo da genética oferece ferramentas para proteger espécies antes mesmo que elas estejam, de fato, ameaçadas de extinção. É o objetivo de uma equipe da Universidade Federal de Goiás (UFG), coordenada por Mariana Telles, professora de genética de populações.

Eles estão preocupados com o futuro do cerrado, segundo maior bioma do Brasil, que só perde em extensão para a Amazônia. A vegetação é predominante no Centro-Oeste, em Minas Gerais, em Tocantins e em algumas partes do Nordeste.

O baru é uma árvore típica da região e sofre com o extrativismo – a semente é consumida como uma iguaria, o que afeta a reprodução da planta. Ela ainda está longe da extinção, mas foi escolhida para um estudo dos especialistas da UFG.

Eles pesquisaram populações de barus ao longo de toda a área do cerrado, observando as características de cada uma delas. Essas características são predeterminadas por variantes genéticas – os alelos. Então, eles decidiram juntar as populações com a maior diversidade possível desses alelos e colocar numa só população as características de toda uma espécie.

“A ideia é usar ferramentas da genética molecular para entender o processo evolutivo, isso é a genética de populações”, explicou a professora. “Só que a genética de populações tem se comunicado com outras áreas, como a ecologia e a agronomia e, nesse sentido, auxiliado não só no entendimento desses processos evolutivos, mas como isso pode ser usado para a conservação”, completou.

Dessa forma, eles escolheram sete populações de barus de diferentes pontos, englobando características diversas e levaram para Goiânia. O número de populações coletadas tem que ser pequeno para que o projeto seja viável.

Política pública
“Se a gente pensar em política pública, por exemplo, os recursos são limitados, não dá para conservar todas [as populações]. A gente precisa de estratégias para minimizar custos sem perder nada em termos de conservação”, reconheceu Telles.

Essa pesquisa em si não traz resultados tão significativos para a preservação da espécie, mas serve de exemplo, mostra que as ferramentas já existem. “A gente (UFG), enquanto instituição, não tem condições de decidir nada, mas a gente tem argumentos para ajudar numa decisão”, disse a professora.

O Centro-Oeste depende economicamente da agropecuária, que, em vários casos, invade as áreas do cerrado e descaracteriza o bioma original. Porém, tratar os fazendeiros como inimigos não é uma opção. “A gente precisa da soja, então é um desafio conseguir equalizar essas duas coisas”, lembrou a pesquisadora.

“Se a gente tiver algum sistema de incentivo para um empresário manter as áreas que preservam um bioma qualquer, acho que é uma moeda de troca interessante para ele, que não tem essa visão romântica de conservação”, sugeriu Telles, pensando nos incentivos fiscais como alternativa para o futuro do cerrado.

“Eu acho que o Ministério do Meio Ambiente, o Ministério da Ciência e Tecnologia [e Inovação] e o Ministério da Agricultura precisam conversar efetivamente e planejar em conjunto”, completou.

Baru é uma árvore típica do cerrado (Foto: UFG)

Baru é uma árvore típica do cerrado (Foto: UFG)

Fonte: Tadeu Meniconi, G1, Águas de Lindoia(SP)


2 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas mapeiam regiões críticas para mamíferos aquáticos

Golfinhos, baleias e outras espécies de mamíferos aquáticos acabam de ganhar um mapa que pode ajudar a preservar este que é um dos grupos mais ameaçados pelas ações do homem.

Pesquisadores dos EUA e do México fizeram um extenso levantamento com os hábitos, dinâmicas e outras informações de 129 espécies de mamíferos aquáticos e selecionaram 20 locais-chave para sua conservação.

Embora esses animais estejam espalhados por mares, rios e lagoas de todo o mundo, os pesquisadores, liderados por Sandra Pompa, da Universidade Nacional Autônoma do México, listaram 11 pontos classificados como “insubstituíveis”.

Essas regiões foram selecionadas por sua importância para a preservação de espécies que não podem ser encontradas em outros lugares.

A foz do rio Amazonas, no Brasil, habitat de espécies como o boto-cinza, é um deles. “Esses locais podem servir para a adoção de estratégias para a proteção desses animais”, diz o trabalho, publicado na revista “PNAS”.

Os cientistas identificaram que o risco é mais elevado em áreas de maior latitude. A vulnerabilidade se intensifica nas ilhas Aleutas, um prolongamento da península do Alasca, e na península Kamchatka, na Sibéria.

Essas regiões já tiveram caça intensiva de focas e baleias.Além da pesca, esses animais são extremamente sensíveis às mudanças em seus ambientes.

Vítimas do aquecimento global, da poluição e até de obras de infraestrutura, 24% das espécies consideras na pesquisa estão ameaçadas de extinção.

O exemplo mais recente é o golfinho baiji (Lipotes vexillifer), da China, declarado extinto em 2008. Além de ter partes de seu corpo usadas na medicina chinesa, a construção de uma hidrelétrica acabou com seu habitat.

O óleo de baleia também é usado na medicina chinesa. A carne do animal é considerada uma iguaria em países como o Japão.

Editoria de arte/folhapress

Fonte: Giuliana Miranda, São Paulo, Folha.com


27 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Líderes religiosos debatem preservação do ambiente em Jerusalém

Representantes das comunidades cristã, judia e muçulmana se reuniram nesta semana em Jerusalém para debater uma forma de conscientizar seus fiéis sobre a importância de se preservar o ambiente.

“O respeito a Deus exige também o respeito a sua criação e a natureza”, manifestou ao jornal israelense “Jerusalem Post” o bispo auxiliar do patriarcado de Jerusalém, William Shomali.

Ele participou na segunda-feira (25) da apresentação do Centro InterConfessional de Desenvolvimento Sustentável.

“Somos visitantes nesta Terra e a abandonaremos algum dia, mas precisamos deixá-la limpa para as próximas gerações”, disse o clérigo.

“Se a Terra está poluída, se o Mediterrâneo está poluído, está poluído para todos, cristãos, muçulmanos e judeus”, destacou Shomali, que considerou necessário “estudar a crise ambiental, que é parte da crise ética, moral e espiritual”.

O novo grupo religioso-ecologista, liderado pelo rabino Yonatan Neril, conseguiu neste mês que o Conselho de Instituições Religiosas da Terra Santa assinasse a “Declaração da Terra Santa sobre Mudança Climática”, que pede para o mundo reduzir o consumo e enfrentar os problemas ambientais.

O texto pede “a toda pessoa de fé” para que reduza suas emissões do efeito estufa e peça a seus líderes políticos que adotem “objetivos fortes, obrigatórios e com base científica para diminuir os gases do efeito estufa a fim de evitar os piores perigos da crise do clima”.

O ministro de Assuntos Religiosos palestino, Salah Zuheika, assinalou sobre o Corão: “Alá fala de tudo, sobre a natureza, o ar, os animais, e pede aos seres humanos não só que usem a natureza, mas que a protejam.”

O rabino David Rosen ressaltou também o caráter temporário da estada dos homens na Terra e sugeriu aos líderes religiosos que incentivem seus fiéis a consumir menos carne. A produção do alimento representa “uma das maiores causas de contaminação e de consumo de água”.

Fonte: Da EFE


22 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Pacto lança documento inédito para auxiliar organizações a monitorar projetos de restauração florestal

Com o objetivo de tornar as iniciativas de restauração no bioma Mata Atlântica mais eficientes e produtivas, o Pacto acaba de lançar o Protocolo de Monitoramento de Projetos e Programas de Restauração Florestal, novo material elaborado pelo movimento para auxiliar e incrementar o trabalho desenvolvido por seus membros. O documento auxiliará organizações públicas, privadas e não-governamentais que trabalham com a recuperação florestal a planejar, gerenciar e a conduzir as ações executadas em campo.

O “Protocolo de Monitoramento de Projetos e Programas de Restauração Florestal” apresenta os princípios, critérios e indicadores que devem ser utilizados como guia para o monitoramento de projetos de restauração ecológica desenvolvidas no bioma Mata Atlântica. Ele descreve de modo claro como estes aspectos devem ser verificados, mensurados e avaliados ao logo do período de execução dessas ações, contribuindo para o aprimoramento e a replicação das ações bem sucedidas.

Acesse o link  ”Documentos Referenciais” no menu principal do site e faça o download gratuito.

Mais informações em http://www.pactomataatlantica.org.br/noticia-completa.aspx?p=79&lang=pt-br

RAQUEL CORRÊA

Assessoria de Comunicação

Pacto pela Restauração da Mata Atlântica

Tels: (11) 2232-2963 / 2232-5728

www.pactomataatlantica.org.br


7 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Espécies desconhecidas estão em hotspots

A maioria das espécies ainda não descobertas vive em hotspots conhecidos – regiões que foram identificadas pelos cientistas como prioritárias para conservação da biodiversidade. A conclusão é de um estudo que será publicado em breve na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

De acordo com os autores da pesquisa, os resultados reforçam que os esforços recentes de conservação têm sido bem direcionados e deverão ajudar a diminuir as incertezas a respeito das prioridades na área. Outra conclusão do trabalho é que o risco de extinção para muitas das espécies ainda não conhecidas é maior do que se estimava até então.

“O estudo mostra que a maioria das espécies desconhecidas se esconde em algumas das paisagens mais ameaçadas no mundo. Isso aumenta significativamente o número de espécies ameaçadas ou em risco de extinção”, disse Stuart Pimm, professor da Nicholas School of the Environment na Universidade Duke e um dos autores.

Com recursos limitados e ameaças crescentes à natureza, pesquisadores que atuam no estudo da biodiversidade há tempos decidiram identificar áreas nas quais as ações de conservação pudessem salvar o maior número de espécies.

Essas áreas consideradas prioritárias são chamadas de hotspots da biodiversidade: locais com número incomum de espécies endêmicas e nos quais as taxas de perda de habitat são extremas. O problema é que o conhecimento das espécies é seriamente incompleto, com um número muito elevado de espécies desconhecidas.

“Sabemos que temos um catálogo da vida incompleto. Se não conhecemos quantas espécies existem, ou onde elas vivem, como poderemos estabelecer locais prioritários para conservação? E se as áreas que ignoramos forem as que têm mais espécies desconhecidas”, disse outro autor do estudo, Lucas Joppa, da Microsoft Research em Cambridge, Reino Unido.

Para lidar com esse dilema, Joppa e colegas criaram um modelo computacional que integra efeitos taxonômicos durante o transcorrer do tempo de modo a estimar quantas espécies de plantas com flores – que formam a base do conceito de hotspot de biodiversidade – ainda existem para serem descobertas.

Em seguida, o conjunto de dados foi comparado com os dados existentes de regiões atualmente identificadas como prioritárias para a conservação. Os dois conjuntos de dados bateram.

O modelo estimou que seis regiões identificadas como hotspots – do México ao Panamá; Colômbia; do Equador ao Peru; do Paraguai ao sul do Chile; o sul da África; e Austrália – contêm 70% de todas as espécies desconhecidas.

“É um grande alívio saber que os locais em que mais investimos recursos são os mesmos que abrigam a maioria das espécies ainda não descobertas”, disse David Roberts, da Durrell Institute of Conservation and Ecology na Universidade de Kent, Reino Unido, outro autor da pesquisa.

“Os resultados do estudo realmente validam todo o tempo e esforço que temos colocado na luta pela preservação da biodiversidade global. Agora, podemos continuar a tentar salvar esses locais únicos e ameaçados”, disse Norman Myers, da Universidade Oxford, que lançou o conceito de hotspot em 1998.

Fonte: Agência Fapesp


22 de junho de 2011 | nenhum comentário »

BNDES lança fundo de R$ 150 milhões para inovação ambiental

O Banco divulgou ontem a criação de um fundo de investimento de R$ 150 milhões, voltado exclusivamente a empresas que desenvolvem projetos de tecnologias “limpas” e estão em estágio nascente ou inicial de atividades.

De acordo com o banco, poderão receber os aportes do chamado Fundo de Inovação em Meio Ambiente companhias que “trabalham com a criação de ações voltadas à redução da emissão de carbono e outros resíduos ou que promovam o uso inteligente de recursos”.

 

Para Cláudia Nessi, gerente do Departamento de Operações de Meio Ambiente do BNDES, o fundo deve preencher uma lacuna no mercado de fundos de participação, que ainda não atende completamente empresas com essas características e que buscam volumes mais elevados de investimentos.

 

O diferencial que esse fundo pretende oferecer é atingir empresas que trabalham especificamente com inovação ambiental. A intenção é que essas companhias possam receber aportes de valor maior, segundo explicou Cláudia. De acordo com ela, os valores devem superar o R$ 1,5 milhão, que compreende o investimento recebido por empresas apoiadas pelo Criatec, programa de capital semente lançado pelo banco em 2007 e semelhante ao novo fundo.

 

Com limite de participação de 90% (R$ 135 milhões), o BNDES está em fase de seleção de gestores para o projeto, que deve ser finalizada em agosto. Após essa etapa, haverá a captação dos demais investidores, seguida da discussão entre gestores e acionistas para a definição de regras detalhadas para as empresas que poderão receber os recursos. O processo ainda será sujeito a aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e então poderá receber propostas de investimentos.

A expectativa da gerente do BNDES é que o fundo possa começar a operar em seis meses, sendo lançado ainda em dezembro deste ano.

Fonte: Valor Econômico


Próxima página »« Página anterior