20 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Comércio excessivo de atum-rabilho pode diminuir população da espécie

Quantidade vendida no mercado em 2010 foi 140% superior à permitida.
Entre 1998 a 2010, comércio da espécie movimentou US$ 13 bi no mundo.

Levantamento realizado pela organização ambiental Pew Environment Group, dosEstados Unidos, aponta que a comercialização do atum-rabilho (Thunnus thynnus) em 2010 foi 140% superior à cota permitida pela Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT na sigla em inglês), fato que pode ser uma ameaça à preservação da espécie.

De acordo com a análise, em 2010 o mercado poderia comercializar apenas 13.525 toneladas deste peixe, muito utilizado na Europa e na Ásia (principalmente na produção de sushi), mas foram vendidas 32.564 toneladas. Estes índices não levam em consideração os exemplares capturados e ofertados pelo mercado negro.

Entre 1998 e 2010, foram comercializadas 490 mil toneladas de atum-rabilho (negociações estimadas em US$ 13,5 bilhões). Entretanto, no período a cota permitida era de 98 mil toneladas.

Para a organização ambiental, se os limites de comercialização do atum-rabilho, também conhecido como atum-de-barbatana-azul-do-Atlântico, não forem respeitados, a chance de aumentar a população da espécie até 2022 cai em 24%, segundo uma avaliação feita por cientistas a pedido da ICCAT.

Chefs de sushi tentam erguer um enorme atum-rabilho antes de cortá-lo em pedaços no centro de Seul, na Coreia do Sul. Com 350 kg e 2,7 metros de comprimento, este foi o maior atum-rabilho já pescado no país, e seu preço é avaliado em cerca de US$ 23 mil. (Foto: Lee Jin-man/AP)

Exemplar de atum-rabilho capturado na Coreia do Sul. Espécie pode ser uma das primeiras a desaparecer devido à sobrepesca (Foto: Lee Jin-man/AP)

Risco de desaparecer
Este peixe corre risco de extinção de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN da sigla em inglês). O atum-rabilho chega a ter quatro metros de comprimento e pesar 250 quilos. Devido à ocorrência de sobrepesca (retirada acima do que é permitido por órgãos ambientais) em algumas regiões, a espécie pode ser uma das primeiras a desaparecer.

O estudo da Pew Environment Group aponta que se os países membros da comissão internacional não desenvolverem um sistema de documentação eletrônica para controlar a venda da espécie, o combate à pesca ilegal ficará mais difícil. Além disso, a ONG cobra medidas punitivas para práticas ilegais.

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


8 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

PM apreende 400 kg de pescado com 10 pessoas em rio de Mato Grosso

Pescadores foram multados em R$ 30 mil por conta do dano ambiental.
Segundo PM, pescado apreendido estava fora da medida recomendada.

Pescado Irregular São Lourenço (Foto: PM Ambiental de Rondonópolis)

Pescado estava fora da medida recomendada (Foto: Ailton de Lima)

A Polícia Militar Ambiental do município de Rondonópolis, a 213 quilômetros de Cuiabá, apreendeu com 10 pessoas cerca de 400 quilos de pescado irregular no rio São Lourenço, distante a 150 quilômetros da cidade nesta terça-feira (06).

Segundo informações da polícia, grande parte do pescado estava fora da medida recomendada e os pescadores sem documentação. Também foram apreendidos um freezer e duas caixas térmicas que serviam para transportar os peixes.

Apenas com um pescador profissional que estava em situação irregular os policiais militares apreenderam 80 quilos de pescado. Ao todo, foram expedidos R$ 30 mil em multas por conta das irregularidades ambientais. Ninguém chegou a ser preso. Todo o pescado apreendido foi doado para instituições beneficentes cadastradas na polícia.

Fonte: Dhiego Maia, G1, MT


22 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Pesca predatória afeta reprodução de matrinxãs em MT, diz Sema

Pescadores têm usado grãos e sebo bovino para atrair os peixes.
Armadilhas no rio podem ter afetado o ciclo de reprodução da espécie.

Peixes Matrinxãs (Foto: Reprodução/TVCA)

Peixes estão reduzindo nos rios, dizem pescadores e pesquisadores (Foto: Reprodução/TVCA)

Fiscais da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e policiais ambientais realizaram operações no Rio Arinos, Bacia Hidrográfica do Amazonas, em Mato Grosso, e detectaram uma alteração no ciclo de reprodução dos peixes da espécie matrinxã. O peixe é muito apreciado na culinária local e tem sido capturado irregularmente por pescadores, que estão sendo multados.

Durante as operações ambientais, os fiscais constataram que muitos pescadores têm usado soja, milho e até sebo bovino para atrair os peixes para armadilhas nas margens dos rios usadas para capturar os peixes. As armadilhas feitas com barris grandes cheios de grãos e sebos atraem muitos peixes. Os policiais ambientais afirmam que a prática é ilegal e tem sido combatida por meio de fiscalizações. Acampamentos de pescadores foram fechados e armadilhas foram retiradas das margens dos rios.

Os ribeirinhos da região começaram a notar que esta prática tem deixado mais difícil encontrar o peixe. “Nós pegamos quatro matrinxãs em dois dias de pesca. Eles [os infratores] pegam 30 em meia hora”, reclamou o pescador Bento Mendonça.

Segundo o agente ambiental Jean Ferraz, as armadilhas podem ter afetado o ciclo de reprodução dos peixes matrinxãs. “Eles estão com a ova em estado bastante avançado de maturação e podem reproduzir antes do período de piracema [período de desova dos peixes]”, comentou o agente, ao abrir os matrinxãs encontrados nas armadilhas.

No ano passado, a piracema na Bacia Amazônica começou no dia 5 de outubro. A partir desta data é proibida a pesca nestes rios, inclusive na modalidade pesque e solte. A piracema é um processo natural que ocorre em ciclos anuais e consiste na migração das espécies rumo à cabeceira dos rios, buscando alimentos e condições adequadas para o desenvolvimento, principalmente das larvas e dos ovos.

Fonte: Do G1, MT


18 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Polícia investiga matança de jacarés no Pantanal de Mato Grosso do Sul

Pelo menos 14 animais foram mortos em julho, segundo Polícia Ambiental.
Cauda de jacarés é cortada para consumo, de acordo com ambientalistas.

Moradores da região denominada Passo do Lontra, localidade no interior do Pantanal do Mato Grosso do Sul e que está a 310 km de Campo Grande, denunciam a constante morte de jacarés no Rio Miranda, efeito da caça predatória e da falta de fiscalização.

Desde o fim do ano passado a população encontra carcaças espalhadas por uma estrada de terra que liga o distrito à cidade de Corumbá. Segundo ambientalistas, os animais da espécie jacaré-do-pantanal (Caiman Yacaré) são mortos a tiros e têm a cauda cortada com facão.

“Alguns exemplares são atingidos com pedaços de pau na cabeça e sofrem, ainda vivos, a mutilação na cauda. Depois são jogados agonizando na estrada e não sobrevivem ao ferimento”, afirmou Angelo Rabelo, da organização ambiental Instituto Homem Pantaneiro.

Pesca predatória
As ações de criminosos costumam acontecer no período noturno. “Não são moradores do distrito que cometem estes atos. São pessoas que vêm de fora e aproveitam a falta de fiscalização. Nós não sabemos quem comete isto, mas se continuar desta forma, essa espécie de jacaré poderá desaparecer”, afirmou Marcello Yndio, morador da região.

Profissional do turismo na região, Yndio e um grupo de turistas europeus viram no mês passado ao menos oito jacarés-do-pantanal mortos nas proximidades do Rio Miranda. “Já fizemos a denúncia à polícia, mas parece que nada adianta”, disse. A espécie não consta na lista brasileira de animais em risco de extinção.

Rabelo, que é ex-comandante da Polícia Ambiental na região de Corumbá, afirma que a mortalidade de jacarés é efeito da pesca predatória e do turismo ilegal na região pantaneira.

“São pessoas que vão até a região para pescar de forma ilegal. A caça dos jacarés é na verdade uma forma ‘de diversão’”, descreve Rabelo. Segundo ele a cauda do jacaré-do-pantanal é a única parte do corpo do animal aproveitada na culinária. “Quem não conhece, acha que está comendo peixe. Essa curiosidade fomenta a procura pelos animais”, disse.

Imagem de corpo de jacaré-do-pantanal encontrado sem a cauda no Rio Miranda, na região de Passo do Lontra (MS) (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

Imagem de corpo de jacaré-do-pantanal encontrado sem a cauda no Rio Miranda, na região de Passo do Lontra (MS) (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

De acordo com ambientalistas, a matança pode ser resultado da pesca predatória que ocorre no Pantanal (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

De acordo com ambientalistas, a matança pode ser resultado da pesca predatória que ocorre no Pantanal (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

Denúncia
Segundo o sargento Gesner Batista Ramos, responsável pela Companhia de Polícia Ambiental de Corumbá e que atua na região de Passo do Lontra, a mortalidade de jacarés tem ocorrido com frequência, apesar das poucas denúncias formais.

“Desde o início do ano só recebemos uma denúncia formal de que tem ocorrido caça ilegal de animais. Quando ficamos sabendo (dos jacarés mortos), normalmente já se passaram dias”, disse. Ramos afirma ainda que já foram realizadas operações para combater a prática criminosa na região.

“Nós já saímos para monitorar a área no período noturno, que é o momento que os crimes normalmente ocorrem. Entretanto, nunca encontramos vestígios dos criminosos”, afirma o sargento.

Imagem de carcaça de jacaré-do-pantanal vista em estrada na região do Passo do Lontra, distrito de Corumbá (MS) (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

Imagem de carcaça de jacaré-do-pantanal vista em estrada na região de Passo do Lontra, distrito de Corumbá (MS) (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

A estrada-parque, que liga Corumbá ao distrito de Passo do Lontra, tem cerca de 100 km e corta o Pantanal. Segundo a Polícia Ambiental, a dificuldade em combater a prática ilegal ocorre devido à falta de estrutura na corporação.

“São apenas dois homens para fiscalizar toda esta região. Queremos reforçar a equipe em mais cinco”, complementa o sargento Ramos.

G1 procurou por telefone o escritório regional do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) instalado em Corumbá.

De acordo com Gilberto Alves da Costa, responsável pelo escritório, denúncias sobre a matança são desconhecidas. “Nós nunca recebemos nada sobre isso”, disse.

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo


23 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Barco de pesca com 357 tubarões é encontrado nas Ilhas Galápagos

Galápagos (Foto: Rede Globo)

Parte de Galápagos, conjunto de ilhas que fica a 1.000 km de distância da costa do Equador (Foto: Rede Globo)

Uma operação realizada nas Ilhas Galápagos, a 1.000 km da costa do Equador, encontrou em uma embarcação 357 tubarões que foram pescados ilegalmente na área protegida. A apreensão seria a maior dos últimos anos e teria ocorrido na última quarta-feira (20), porém, divulgada pelas autoridades do país apenas nesta sexta-feira (22).

De acordo com Rosa León, porta-voz do parque, durante a ação policial foram detidas 26 pessoas consideradas responsáveis pela matança, entre elas dois menores de idade. Os detidos poderão ser condenados à prisão, multas e confisco do navio e dos equipamentos de pesca.

Na pesca, o grupo utilizava o espinhel, um longo fio de nylon repleto de ganchos, prática proibida na reserva marinha. León afirmou que os tubarões estavam nos porões do navio equatoriano Fer Mary I quando foi interceptado pela polícia na última quarta-feira.

Foram encontrados 286 exemplares de tubarão-raposa, 22 animais do tipo azul, 40 espécimes de tubarão-de-Galápagos e outros seis tubarões-martelo.

A ilha de Galápagos é uma reserva marinha onde é proibida a captura e comercialização de espécies. O local é considerado patrimônio natural desde 1979.

Fonte: Globo Natureza

* Com informações da Associated Press (AP) e da EFE.


6 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Teste de DNA aponta irregularidade no comércio de barbatana de tubarão

Amostras de barbatanas de tubarão apreendidas pelo Ibama no Pará passaram por uma análise de DNA na Universidade Estadual Paulista (Unesp) que demonstrou que não há rigor no controle das espécies pescadas. De 152 amostras analisadas, 31% não correspondiam à espécie declarada pela empresa autuada – tubarão-azul, muito comum no litoral brasileiro.

A legislação exige 100% de precisão para não colocar em risco espécies ameaçadas. Pelo menos duas outras espécies foram identificadas neste caso.

As barbatanas de tubarão normalmente são apreendidas sem o resto do peixe, que muitas vezes é descartado ainda no mar por não ser economicamente interessante trazê-lo para terra. Essa prática proibida é conhecida como “finning”.

As amostras analisadas fazem parte de uma apreensão de 3,3 toneladas de barbatanas que estavam em poder de uma empresa que não conseguiu comprovar a venda das carcaças dos animais. O Globo Natureza tentou entrar em contato com a companhia, mas não havia ninguém disponível para comentar.

O destino principal das barbatanas de tubarão capturadas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil é o mercado asiático, segundo o Ibama. Até 100 milhões de tubarões são abatidos anualmente no mundo, segundo estimativas do setor.

Na China, por exemplo, a sopa de barbatana de tubarão é um prato caro e muito apreciado. Para uma mesa ocidental, a iguaria nada tem de especial: um líquido pegajoso e sem graça, tendo como um único sabor o da salsa que o acompanha.

Mas para os chineses, a barbatana de tubarão é uma experiência culinária fora do comum, e o sabor é o que menos importa.

Como o prato custa caro, consumi-lo ou oferecê-lo a parceiros de negócios, familiares ou amigos garante status social, um elemento chave na cultura chinesa.

“Os banquetes importantes, em particular os casamentos, incluem a sopa. Isso é muito importante para a classe média, que pode mostrar, assim, à sociedade que também pode se servir o prato”, explica Veronika Mak, antropóloga da Universidade de Hong Kong.

Tamanho – O tamanho e o aspecto da barbatana é o que importa na preparação da sopa. As dorsais são mais caras que as ventrais ou peitorais, mas a cauda também é bastante apreciada, segundo os vendedores. As partes do tubarão-tigre são as mais procuradas.

De acordo com a medicina tradicional chinesa, comer barbatanas fortalece a saúde e os ossos.

No restaurante Fung Shing, em Hong Kong, responsável pelo preparo de 200 kg de barbatanas por semana, uma sopa para 12 pessoas custa 1.080 dólares de Hong Kong (cerca de R$ 217).

“Se você organiza um banquete, é falta de etiqueta não oferecer a sopa de barbatana”, afirma Tam Kwok King, dono do estabelecimento.

Na cozinha, as barbatanas secas são colocadas na água por horas, até que fiquem com uma aparência pegajosa, quando são colocadas numa panela com especiarias e temperos. Depois, elas são transferidas para a sopa, que será cozinhada em fogo baixo por cerca de quatro horas, até que as barbatanas fiquem transparentes e reduzidas.

O sucesso desta sopa entre os chineses provoca a drástica redução da população de tubarões, predadores que desempenham papel chave na cadeia alimentar submarina, reclamam os ambientalistas, que criticam ainda o “finning” por fazer com que o peixe morra lentamente por não poder mais nadar.

“A maioria dos meus amigos pensa que consumir as barbatanas de vez em quando não representa um problema. Mas é o consumo ocasional que leva numerosos barcos a caçar tubarões no mundo”, afirma Silvy Pun, representante do Fundo Mundial da Natureza (WWF, na sigla em inglês), em Hong Kong. “Matamos um tubarão somente para consumir 2,5% dele quando são necessários dez anos para que ele alcance a maturidade”, lamenta.

Fonte: G1


21 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Filhote de peixe-boi usado como isca é resgatado no Amazonas

Mamífero com dois meses de vida foi encontrado em Barreirinha.
Há suspeita de que o animal tenha sido utilizado como isca em caça ilegal.

Filhote de peixe-boi é alimentado após chegar ao Inpa, em Manaus (AM) (Foto: Eduardo Gomes/Inpa)

Filhote de peixe-boi é alimentado após chegar ao Inpa, em Manaus (AM) (Foto: Eduardo Gomes/Inpa)

Um filhote de peixe-boi com cerca de dois meses de vida foi resgatado no último fim de semana na cidade de Barreirinha, a 330 km de Manaus (AM), e levado com urgência para as instalações do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) nesta segunda-feira (20).

Visivelmente abatido e desnutrido (o animal está com
8 kg, quando deveria pesar ao menos 16 kg), populares teriam encontrado o animal enroscado em uma rede de pesca. Entretanto, há suspeita de que o mamífero tenha sido utilizado em atividades de caça ilegal.

O Globo Natureza apurou com o Inpa que muitos pescadores utilizam o filhote de peixe-boi como isca, amarrando-o no rio por certo tempo na intenção de atrair a mãe e capturá-la.

Técnicos do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) vão apurar se o filhote encontrado iria ser utilizado para o crime ambiental.

O animal foi levado por veterinários da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) ao Inpa, onde vai permanecer em observação no Laboratório de Mamíferos Aquáticos. A região de Barreirinha, no interior do Amazonas, é conhecida por concentrar grande quantidade da espécie.

Há suspeita de que o filhote de dois meses tenha sido utilizado como isca durante caça ilegal à espécie (Foto: Eduardo Gomes/Inpa)

Há suspeita de que o filhote de dois meses tenha sido utilizado como isca durante caça ilegal à espécie (Foto: Eduardo Gomes/Inpa)

 

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo


21 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Estudo aponta que um terço das arraias e tubarões estão ameaçados

Levantamento sobre espécies existentes no Brasil ainda é preliminar.
De 169 espécies, 2 desapareceram no país e 60 correm risco.

Levantamento feito pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, com a ajuda de 50 especialistas, aponta que mais de um terço das espécies de tubarões e arraias existentes no Brasil estão ameaçadas.

O estudo é considerado preliminar porque ainda precisa ser validado por mais pesquisadores para então ser publicado em revista científica. Das 169 espécies analisadas, 2 foram consideradas regionalmente extintas e 60 encontram-se em alguma categoria de ameaça segundo critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

Dessas 60 , 29 estão “criticamente em perigo” (CR), 7 “em Perigo” (EN) e 20 encontram-se na categoria “vulnerável” (VU). Apenas 31 foram classificadas como de “menor preocupação” (LC) e 16 como “quase ameaçada” (NT).

O número de espécies com “dados insuficientes” (DD) é de 59, o que, segundo o ICMBio, é um índice bastante alto e mostra que falta de informações sobre classificação e tamanho das populações desses animais, peixes cartilaginosos conhecidos cientificamente como elasmobrânquios.

A pesca excessiva, aponta o instituto, é um dos fatores principais que ameaçam os elasmobrânquios, já que muitas de suas espécies têm vida longa, mas baixa taxa de fecundidade, o que dificulta sua reposição natural.

Tubarão pescado ilegalmente apreendido em abril no Pará. (Foto: Divulgação/Ibama)

Tubarão pescado ilegalmente apreendido em abril no Pará. (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo


21 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Vida nos oceanos pode enfrentar extinção sem precedentes, diz estudo

Segundo relatório, sobrepesca, poluição e mudança climática estão agindo em conjunto de forma sem precentes.

Um recife de corais, um dos exemplos de vida nos oceanos. (Foto: IPSO / via BBC)

Um recife de corais, um dos exemplos de vida nos oceanos. (Foto: IPSO / via BBC)

Um novo estudo indica que os ecossistemas marinhos enfrentam perigos ainda maiores do que os estimados até agora pelos cientistas e que correm o risco de entrar em uma fase de extinção de espécies sem precedentes na história da humanidade.

O levantamento foi feito realizado por especialistas que integram o Programa Internacional sobre o Estado dos Oceanos (IPSO, na sigla em inglês), uma entidade formada por cientistas e outros especialistas no assunto.

Eles concluíram que fatores como a pesca excessiva, a poluição e as mudanças climáticas estão agindo em conjunto de uma forma que não havia sido antecipada.

A pesquisa reuniu especialistas de diferentes disciplinas, incluindo ambientalistas com especialização em recifes de corais, toxicologistas e cientistas especializados em pesca.

“As conclusões são chocantes. Estamos vendo mudanças que estão acontecendo mais rápido do que estávamos esperando e de formas que não esperávamos que fossem acontecer por centenas de anos”, disse Alex Rogers, diretor científico do IPSO e professor da Universidade de Oxford.

Plástico
Entre as mudanças que estão ocorrendo antes do esperado estão o derretimento da camada de gelo no Ártico, na Groenlândia e na Antártida, o aumento do nível dos oceanos e liberação de metano no leito do mar.

O estudo observou também que existem efeitos em cadeia provocados pela ação de diferentes poluentes.

A pesquisa observou, por exemplo, que alguns poluentes permanecem nos oceanos por estarem presos a pequenas partículas de plástico que foram parar no leito do oceano. Com isso, há um aumento também do poluentes que são consumidos por peixes que vivem no fundo do mar.

Partículas de plástico são responsáveis também por transportar algas de parte a parte, contribuindo para a proliferação de algas tóxicas, o que também é provocado pelo influxo para os oceanos de nutrientes e poluentes provenientes de áreas agrícolas.

O estudo descreveu ainda como a acidificação do oceano, o aquecimento global e a poluição estando agindo de forma conjunta para aumentar as ameaças aos recifes de corais, tanto que 75% dos corais mundiais correm o risco de sofrer um severo declínio.

Ciclos
A vida na Terra já enfrentou cinco ”ciclos de extinção em massa” causados por eventos como o impacto de asteróides e muitos cientistas que o impacto de diferentes ações exercidas pelo homem poderá contribuir para um sexto ciclo.

“Ainda contamos com boa parte da biodiversidade mundial, mas o ritmo atual da extinção é muito mais alto (do que no passado) e o que estamos enfrentando é, certamente, um evento de extinção global significativa”, afirma o professor Alex Rogers.

O relatório observa ainda que eventos anteriores de extinção em massa tiveram ligação com tendências que estão ocorrendo atualmente, como distúrbios no ciclo de carbono, acidificação e baixa concentração de oxigênio na água.

Os níveis de CO2 que estão sendo absorvidos pelos oceanos já são bem mais altos que aqueles registrados durante a grande extinção de espécies marinhas que ocorreu há 55 milhões de anos, afirma a pesquisa.

Entre as medidas que o estudo aconselha sejam tomadas imediatamente estão o fim da pesca predatória, especialmente em alto mar, onde, atualmente há pouca regulamentação; mapear e depois reduzir a quantidade de poluentes, como plásticos, fertilizantes agrícolas e detritos humanos; e reduzir de forma acentuada os gases do efeito estufa.

As conclusões do relatório serão apresentadas na sede da ONU, em Nova York, nesta semana, durante um encontro de representantes governamentais sobre reformas na maneira de gerenciar os oceanos.

Fonte: Da BBC


14 de junho de 2011 | nenhum comentário »

PMA distribui cartilhas e régua para pescadores em Campo Grande

Campanha aproveita movimento decorrente do feriado municipal.
Régua deve ser usada para medir pescado e não infringir legislação.

Manual contém informações sobre legislação (Foto: Tawany Marry)

Manual contém informações sobre legislação (Foto: Tawany Marry)

A Polícia Militar Ambiental (PMA) distribuiu o “Manual do Pescador” e o “Manual Régua de Peixes” para motoristas que estavam aproveitando o feriado de Santo Antônio para ir pescar em algum dos rios que corta Mato Grosso do Sul. A barreira educativa foi feita neste sábado (11) na região do Indubrasil, na BR-262 e na MS-080, em Campo Grande.

Nos manuais entregues consta toda a orientação sobre legislação de pesca vigente no estado assim como uma régua para fazer a medição do pescado. O objetivo é conscientizar os turistas que não conhecem a legislação de pesca e também os pecadores do Estado que ainda não sabem da mudança na lei, que entrou em no dia 21 de fevereiro.

De acordo com o comandante da PMA, o coronel Carlos Matoso, a legislação do estado é uma das mais restritivas do País. “A orientação é primordial para o trabalho de fiscalização. Se cada um fizer a sua parte, vamos conseguir preservar as espécies”, disse Matoso.

Até o fim do ano, a PMA quer entregar a cartilha para 100 mil turistas em todo o Mato Grosso do Sul. “Muitos pescadores de fora do Estado tem dúvida sobre a legislação, por isso criamos essa cartilha”, explicou o comandante.

O eletricista José de Araújo, 55 anos, morador em Campo Grande, recebeu a cartilha. Acompanhado de dois amigos, ele estava a caminho de Dois Irmãos do Buriti, distante 113 quilômetros de Campo Grande, onde iria pescar em um barranco no Rio Aquidauana.

José é pescador amador e recebeu a cartilha (Foto: Tawany Marry)

José é pescador amador e recebeu a cartilha (Foto: Tawany Marry)

José pratica o hobby apenas por diversão e disse que sempre anda com a cartilha para não esquecer as medidas. “Se ninguém respeitar daqui a pouco não tem mais peixes para nós pescarmos”, disse o amador.

Por estar com varinha simples ir pescar em uma região de barranco, José não precisou apresentar a carteirinha de pesca. Conforme Matoso, caso a pessoa esteja com algum petrechou ou embarcado é necessário a apresentação da carteirinha.

Além dos pescadores, os proprietários de casas de iscas também receberam o manual. Segundo Matoso, os donos dos locais estão sendo conscientizados a não venderem iscas vivas capturadas na natureza menores que o mínimo permitido.

Comércio
Em cada estabelecimento serão deixados 200 folhetos, que deverão ser repassados para os clientes. A gerente de uma casa de iscas vivas, Flávia Moreira, 23 anos, aprovou a iniciativa dos policiais. “Eu acho muito importante essa distribuição, pois muitos clientes chegam na loja e já pedem o manual”.

Flávia comercializa sete espécies de iscas vivas em seu estabelecimento, todas elas criadas em cativeiros. Neste caso, segundo Matoso, não há restrições quando ao tamanho. “As iscas são importantes, pois servem de alimentos para os peixes; por isso elas não devem ser capturadas antes de se reproduzirem”, disse o coronel.

O período de pesca em Mato Grosso do Sul está liberado até novembro, quando começa a Piracema. Mesmo foram da época proibida para pesca há punição para a pessoa cometendo crime ambiental, com pena de 1 a 3 anos de prisão. No caso de estar com exemplares fora da medida permitida, o pescador paga uma multa de R$ 700 e mais R$ 20 por quilo de pescado.

Fonte: Do G1, MS


« Página anterior





Categorias

Tópicos recentes

Meta

 

maio 2017
S T Q Q S S D
« mar    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  

20 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Comércio excessivo de atum-rabilho pode diminuir população da espécie

Quantidade vendida no mercado em 2010 foi 140% superior à permitida.
Entre 1998 a 2010, comércio da espécie movimentou US$ 13 bi no mundo.

Levantamento realizado pela organização ambiental Pew Environment Group, dosEstados Unidos, aponta que a comercialização do atum-rabilho (Thunnus thynnus) em 2010 foi 140% superior à cota permitida pela Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT na sigla em inglês), fato que pode ser uma ameaça à preservação da espécie.

De acordo com a análise, em 2010 o mercado poderia comercializar apenas 13.525 toneladas deste peixe, muito utilizado na Europa e na Ásia (principalmente na produção de sushi), mas foram vendidas 32.564 toneladas. Estes índices não levam em consideração os exemplares capturados e ofertados pelo mercado negro.

Entre 1998 e 2010, foram comercializadas 490 mil toneladas de atum-rabilho (negociações estimadas em US$ 13,5 bilhões). Entretanto, no período a cota permitida era de 98 mil toneladas.

Para a organização ambiental, se os limites de comercialização do atum-rabilho, também conhecido como atum-de-barbatana-azul-do-Atlântico, não forem respeitados, a chance de aumentar a população da espécie até 2022 cai em 24%, segundo uma avaliação feita por cientistas a pedido da ICCAT.

Chefs de sushi tentam erguer um enorme atum-rabilho antes de cortá-lo em pedaços no centro de Seul, na Coreia do Sul. Com 350 kg e 2,7 metros de comprimento, este foi o maior atum-rabilho já pescado no país, e seu preço é avaliado em cerca de US$ 23 mil. (Foto: Lee Jin-man/AP)

Exemplar de atum-rabilho capturado na Coreia do Sul. Espécie pode ser uma das primeiras a desaparecer devido à sobrepesca (Foto: Lee Jin-man/AP)

Risco de desaparecer
Este peixe corre risco de extinção de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN da sigla em inglês). O atum-rabilho chega a ter quatro metros de comprimento e pesar 250 quilos. Devido à ocorrência de sobrepesca (retirada acima do que é permitido por órgãos ambientais) em algumas regiões, a espécie pode ser uma das primeiras a desaparecer.

O estudo da Pew Environment Group aponta que se os países membros da comissão internacional não desenvolverem um sistema de documentação eletrônica para controlar a venda da espécie, o combate à pesca ilegal ficará mais difícil. Além disso, a ONG cobra medidas punitivas para práticas ilegais.

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


8 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

PM apreende 400 kg de pescado com 10 pessoas em rio de Mato Grosso

Pescadores foram multados em R$ 30 mil por conta do dano ambiental.
Segundo PM, pescado apreendido estava fora da medida recomendada.

Pescado Irregular São Lourenço (Foto: PM Ambiental de Rondonópolis)

Pescado estava fora da medida recomendada (Foto: Ailton de Lima)

A Polícia Militar Ambiental do município de Rondonópolis, a 213 quilômetros de Cuiabá, apreendeu com 10 pessoas cerca de 400 quilos de pescado irregular no rio São Lourenço, distante a 150 quilômetros da cidade nesta terça-feira (06).

Segundo informações da polícia, grande parte do pescado estava fora da medida recomendada e os pescadores sem documentação. Também foram apreendidos um freezer e duas caixas térmicas que serviam para transportar os peixes.

Apenas com um pescador profissional que estava em situação irregular os policiais militares apreenderam 80 quilos de pescado. Ao todo, foram expedidos R$ 30 mil em multas por conta das irregularidades ambientais. Ninguém chegou a ser preso. Todo o pescado apreendido foi doado para instituições beneficentes cadastradas na polícia.

Fonte: Dhiego Maia, G1, MT


22 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Pesca predatória afeta reprodução de matrinxãs em MT, diz Sema

Pescadores têm usado grãos e sebo bovino para atrair os peixes.
Armadilhas no rio podem ter afetado o ciclo de reprodução da espécie.

Peixes Matrinxãs (Foto: Reprodução/TVCA)

Peixes estão reduzindo nos rios, dizem pescadores e pesquisadores (Foto: Reprodução/TVCA)

Fiscais da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e policiais ambientais realizaram operações no Rio Arinos, Bacia Hidrográfica do Amazonas, em Mato Grosso, e detectaram uma alteração no ciclo de reprodução dos peixes da espécie matrinxã. O peixe é muito apreciado na culinária local e tem sido capturado irregularmente por pescadores, que estão sendo multados.

Durante as operações ambientais, os fiscais constataram que muitos pescadores têm usado soja, milho e até sebo bovino para atrair os peixes para armadilhas nas margens dos rios usadas para capturar os peixes. As armadilhas feitas com barris grandes cheios de grãos e sebos atraem muitos peixes. Os policiais ambientais afirmam que a prática é ilegal e tem sido combatida por meio de fiscalizações. Acampamentos de pescadores foram fechados e armadilhas foram retiradas das margens dos rios.

Os ribeirinhos da região começaram a notar que esta prática tem deixado mais difícil encontrar o peixe. “Nós pegamos quatro matrinxãs em dois dias de pesca. Eles [os infratores] pegam 30 em meia hora”, reclamou o pescador Bento Mendonça.

Segundo o agente ambiental Jean Ferraz, as armadilhas podem ter afetado o ciclo de reprodução dos peixes matrinxãs. “Eles estão com a ova em estado bastante avançado de maturação e podem reproduzir antes do período de piracema [período de desova dos peixes]”, comentou o agente, ao abrir os matrinxãs encontrados nas armadilhas.

No ano passado, a piracema na Bacia Amazônica começou no dia 5 de outubro. A partir desta data é proibida a pesca nestes rios, inclusive na modalidade pesque e solte. A piracema é um processo natural que ocorre em ciclos anuais e consiste na migração das espécies rumo à cabeceira dos rios, buscando alimentos e condições adequadas para o desenvolvimento, principalmente das larvas e dos ovos.

Fonte: Do G1, MT


18 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Polícia investiga matança de jacarés no Pantanal de Mato Grosso do Sul

Pelo menos 14 animais foram mortos em julho, segundo Polícia Ambiental.
Cauda de jacarés é cortada para consumo, de acordo com ambientalistas.

Moradores da região denominada Passo do Lontra, localidade no interior do Pantanal do Mato Grosso do Sul e que está a 310 km de Campo Grande, denunciam a constante morte de jacarés no Rio Miranda, efeito da caça predatória e da falta de fiscalização.

Desde o fim do ano passado a população encontra carcaças espalhadas por uma estrada de terra que liga o distrito à cidade de Corumbá. Segundo ambientalistas, os animais da espécie jacaré-do-pantanal (Caiman Yacaré) são mortos a tiros e têm a cauda cortada com facão.

“Alguns exemplares são atingidos com pedaços de pau na cabeça e sofrem, ainda vivos, a mutilação na cauda. Depois são jogados agonizando na estrada e não sobrevivem ao ferimento”, afirmou Angelo Rabelo, da organização ambiental Instituto Homem Pantaneiro.

Pesca predatória
As ações de criminosos costumam acontecer no período noturno. “Não são moradores do distrito que cometem estes atos. São pessoas que vêm de fora e aproveitam a falta de fiscalização. Nós não sabemos quem comete isto, mas se continuar desta forma, essa espécie de jacaré poderá desaparecer”, afirmou Marcello Yndio, morador da região.

Profissional do turismo na região, Yndio e um grupo de turistas europeus viram no mês passado ao menos oito jacarés-do-pantanal mortos nas proximidades do Rio Miranda. “Já fizemos a denúncia à polícia, mas parece que nada adianta”, disse. A espécie não consta na lista brasileira de animais em risco de extinção.

Rabelo, que é ex-comandante da Polícia Ambiental na região de Corumbá, afirma que a mortalidade de jacarés é efeito da pesca predatória e do turismo ilegal na região pantaneira.

“São pessoas que vão até a região para pescar de forma ilegal. A caça dos jacarés é na verdade uma forma ‘de diversão’”, descreve Rabelo. Segundo ele a cauda do jacaré-do-pantanal é a única parte do corpo do animal aproveitada na culinária. “Quem não conhece, acha que está comendo peixe. Essa curiosidade fomenta a procura pelos animais”, disse.

Imagem de corpo de jacaré-do-pantanal encontrado sem a cauda no Rio Miranda, na região de Passo do Lontra (MS) (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

Imagem de corpo de jacaré-do-pantanal encontrado sem a cauda no Rio Miranda, na região de Passo do Lontra (MS) (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

De acordo com ambientalistas, a matança pode ser resultado da pesca predatória que ocorre no Pantanal (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

De acordo com ambientalistas, a matança pode ser resultado da pesca predatória que ocorre no Pantanal (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

Denúncia
Segundo o sargento Gesner Batista Ramos, responsável pela Companhia de Polícia Ambiental de Corumbá e que atua na região de Passo do Lontra, a mortalidade de jacarés tem ocorrido com frequência, apesar das poucas denúncias formais.

“Desde o início do ano só recebemos uma denúncia formal de que tem ocorrido caça ilegal de animais. Quando ficamos sabendo (dos jacarés mortos), normalmente já se passaram dias”, disse. Ramos afirma ainda que já foram realizadas operações para combater a prática criminosa na região.

“Nós já saímos para monitorar a área no período noturno, que é o momento que os crimes normalmente ocorrem. Entretanto, nunca encontramos vestígios dos criminosos”, afirma o sargento.

Imagem de carcaça de jacaré-do-pantanal vista em estrada na região do Passo do Lontra, distrito de Corumbá (MS) (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

Imagem de carcaça de jacaré-do-pantanal vista em estrada na região de Passo do Lontra, distrito de Corumbá (MS) (Foto: Divulgação/Marcello Yndio)

A estrada-parque, que liga Corumbá ao distrito de Passo do Lontra, tem cerca de 100 km e corta o Pantanal. Segundo a Polícia Ambiental, a dificuldade em combater a prática ilegal ocorre devido à falta de estrutura na corporação.

“São apenas dois homens para fiscalizar toda esta região. Queremos reforçar a equipe em mais cinco”, complementa o sargento Ramos.

G1 procurou por telefone o escritório regional do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) instalado em Corumbá.

De acordo com Gilberto Alves da Costa, responsável pelo escritório, denúncias sobre a matança são desconhecidas. “Nós nunca recebemos nada sobre isso”, disse.

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo


23 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Barco de pesca com 357 tubarões é encontrado nas Ilhas Galápagos

Galápagos (Foto: Rede Globo)

Parte de Galápagos, conjunto de ilhas que fica a 1.000 km de distância da costa do Equador (Foto: Rede Globo)

Uma operação realizada nas Ilhas Galápagos, a 1.000 km da costa do Equador, encontrou em uma embarcação 357 tubarões que foram pescados ilegalmente na área protegida. A apreensão seria a maior dos últimos anos e teria ocorrido na última quarta-feira (20), porém, divulgada pelas autoridades do país apenas nesta sexta-feira (22).

De acordo com Rosa León, porta-voz do parque, durante a ação policial foram detidas 26 pessoas consideradas responsáveis pela matança, entre elas dois menores de idade. Os detidos poderão ser condenados à prisão, multas e confisco do navio e dos equipamentos de pesca.

Na pesca, o grupo utilizava o espinhel, um longo fio de nylon repleto de ganchos, prática proibida na reserva marinha. León afirmou que os tubarões estavam nos porões do navio equatoriano Fer Mary I quando foi interceptado pela polícia na última quarta-feira.

Foram encontrados 286 exemplares de tubarão-raposa, 22 animais do tipo azul, 40 espécimes de tubarão-de-Galápagos e outros seis tubarões-martelo.

A ilha de Galápagos é uma reserva marinha onde é proibida a captura e comercialização de espécies. O local é considerado patrimônio natural desde 1979.

Fonte: Globo Natureza

* Com informações da Associated Press (AP) e da EFE.


6 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Teste de DNA aponta irregularidade no comércio de barbatana de tubarão

Amostras de barbatanas de tubarão apreendidas pelo Ibama no Pará passaram por uma análise de DNA na Universidade Estadual Paulista (Unesp) que demonstrou que não há rigor no controle das espécies pescadas. De 152 amostras analisadas, 31% não correspondiam à espécie declarada pela empresa autuada – tubarão-azul, muito comum no litoral brasileiro.

A legislação exige 100% de precisão para não colocar em risco espécies ameaçadas. Pelo menos duas outras espécies foram identificadas neste caso.

As barbatanas de tubarão normalmente são apreendidas sem o resto do peixe, que muitas vezes é descartado ainda no mar por não ser economicamente interessante trazê-lo para terra. Essa prática proibida é conhecida como “finning”.

As amostras analisadas fazem parte de uma apreensão de 3,3 toneladas de barbatanas que estavam em poder de uma empresa que não conseguiu comprovar a venda das carcaças dos animais. O Globo Natureza tentou entrar em contato com a companhia, mas não havia ninguém disponível para comentar.

O destino principal das barbatanas de tubarão capturadas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil é o mercado asiático, segundo o Ibama. Até 100 milhões de tubarões são abatidos anualmente no mundo, segundo estimativas do setor.

Na China, por exemplo, a sopa de barbatana de tubarão é um prato caro e muito apreciado. Para uma mesa ocidental, a iguaria nada tem de especial: um líquido pegajoso e sem graça, tendo como um único sabor o da salsa que o acompanha.

Mas para os chineses, a barbatana de tubarão é uma experiência culinária fora do comum, e o sabor é o que menos importa.

Como o prato custa caro, consumi-lo ou oferecê-lo a parceiros de negócios, familiares ou amigos garante status social, um elemento chave na cultura chinesa.

“Os banquetes importantes, em particular os casamentos, incluem a sopa. Isso é muito importante para a classe média, que pode mostrar, assim, à sociedade que também pode se servir o prato”, explica Veronika Mak, antropóloga da Universidade de Hong Kong.

Tamanho – O tamanho e o aspecto da barbatana é o que importa na preparação da sopa. As dorsais são mais caras que as ventrais ou peitorais, mas a cauda também é bastante apreciada, segundo os vendedores. As partes do tubarão-tigre são as mais procuradas.

De acordo com a medicina tradicional chinesa, comer barbatanas fortalece a saúde e os ossos.

No restaurante Fung Shing, em Hong Kong, responsável pelo preparo de 200 kg de barbatanas por semana, uma sopa para 12 pessoas custa 1.080 dólares de Hong Kong (cerca de R$ 217).

“Se você organiza um banquete, é falta de etiqueta não oferecer a sopa de barbatana”, afirma Tam Kwok King, dono do estabelecimento.

Na cozinha, as barbatanas secas são colocadas na água por horas, até que fiquem com uma aparência pegajosa, quando são colocadas numa panela com especiarias e temperos. Depois, elas são transferidas para a sopa, que será cozinhada em fogo baixo por cerca de quatro horas, até que as barbatanas fiquem transparentes e reduzidas.

O sucesso desta sopa entre os chineses provoca a drástica redução da população de tubarões, predadores que desempenham papel chave na cadeia alimentar submarina, reclamam os ambientalistas, que criticam ainda o “finning” por fazer com que o peixe morra lentamente por não poder mais nadar.

“A maioria dos meus amigos pensa que consumir as barbatanas de vez em quando não representa um problema. Mas é o consumo ocasional que leva numerosos barcos a caçar tubarões no mundo”, afirma Silvy Pun, representante do Fundo Mundial da Natureza (WWF, na sigla em inglês), em Hong Kong. “Matamos um tubarão somente para consumir 2,5% dele quando são necessários dez anos para que ele alcance a maturidade”, lamenta.

Fonte: G1


21 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Filhote de peixe-boi usado como isca é resgatado no Amazonas

Mamífero com dois meses de vida foi encontrado em Barreirinha.
Há suspeita de que o animal tenha sido utilizado como isca em caça ilegal.

Filhote de peixe-boi é alimentado após chegar ao Inpa, em Manaus (AM) (Foto: Eduardo Gomes/Inpa)

Filhote de peixe-boi é alimentado após chegar ao Inpa, em Manaus (AM) (Foto: Eduardo Gomes/Inpa)

Um filhote de peixe-boi com cerca de dois meses de vida foi resgatado no último fim de semana na cidade de Barreirinha, a 330 km de Manaus (AM), e levado com urgência para as instalações do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) nesta segunda-feira (20).

Visivelmente abatido e desnutrido (o animal está com
8 kg, quando deveria pesar ao menos 16 kg), populares teriam encontrado o animal enroscado em uma rede de pesca. Entretanto, há suspeita de que o mamífero tenha sido utilizado em atividades de caça ilegal.

O Globo Natureza apurou com o Inpa que muitos pescadores utilizam o filhote de peixe-boi como isca, amarrando-o no rio por certo tempo na intenção de atrair a mãe e capturá-la.

Técnicos do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) vão apurar se o filhote encontrado iria ser utilizado para o crime ambiental.

O animal foi levado por veterinários da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) ao Inpa, onde vai permanecer em observação no Laboratório de Mamíferos Aquáticos. A região de Barreirinha, no interior do Amazonas, é conhecida por concentrar grande quantidade da espécie.

Há suspeita de que o filhote de dois meses tenha sido utilizado como isca durante caça ilegal à espécie (Foto: Eduardo Gomes/Inpa)

Há suspeita de que o filhote de dois meses tenha sido utilizado como isca durante caça ilegal à espécie (Foto: Eduardo Gomes/Inpa)

 

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo


21 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Estudo aponta que um terço das arraias e tubarões estão ameaçados

Levantamento sobre espécies existentes no Brasil ainda é preliminar.
De 169 espécies, 2 desapareceram no país e 60 correm risco.

Levantamento feito pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, com a ajuda de 50 especialistas, aponta que mais de um terço das espécies de tubarões e arraias existentes no Brasil estão ameaçadas.

O estudo é considerado preliminar porque ainda precisa ser validado por mais pesquisadores para então ser publicado em revista científica. Das 169 espécies analisadas, 2 foram consideradas regionalmente extintas e 60 encontram-se em alguma categoria de ameaça segundo critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

Dessas 60 , 29 estão “criticamente em perigo” (CR), 7 “em Perigo” (EN) e 20 encontram-se na categoria “vulnerável” (VU). Apenas 31 foram classificadas como de “menor preocupação” (LC) e 16 como “quase ameaçada” (NT).

O número de espécies com “dados insuficientes” (DD) é de 59, o que, segundo o ICMBio, é um índice bastante alto e mostra que falta de informações sobre classificação e tamanho das populações desses animais, peixes cartilaginosos conhecidos cientificamente como elasmobrânquios.

A pesca excessiva, aponta o instituto, é um dos fatores principais que ameaçam os elasmobrânquios, já que muitas de suas espécies têm vida longa, mas baixa taxa de fecundidade, o que dificulta sua reposição natural.

Tubarão pescado ilegalmente apreendido em abril no Pará. (Foto: Divulgação/Ibama)

Tubarão pescado ilegalmente apreendido em abril no Pará. (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo


21 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Vida nos oceanos pode enfrentar extinção sem precedentes, diz estudo

Segundo relatório, sobrepesca, poluição e mudança climática estão agindo em conjunto de forma sem precentes.

Um recife de corais, um dos exemplos de vida nos oceanos. (Foto: IPSO / via BBC)

Um recife de corais, um dos exemplos de vida nos oceanos. (Foto: IPSO / via BBC)

Um novo estudo indica que os ecossistemas marinhos enfrentam perigos ainda maiores do que os estimados até agora pelos cientistas e que correm o risco de entrar em uma fase de extinção de espécies sem precedentes na história da humanidade.

O levantamento foi feito realizado por especialistas que integram o Programa Internacional sobre o Estado dos Oceanos (IPSO, na sigla em inglês), uma entidade formada por cientistas e outros especialistas no assunto.

Eles concluíram que fatores como a pesca excessiva, a poluição e as mudanças climáticas estão agindo em conjunto de uma forma que não havia sido antecipada.

A pesquisa reuniu especialistas de diferentes disciplinas, incluindo ambientalistas com especialização em recifes de corais, toxicologistas e cientistas especializados em pesca.

“As conclusões são chocantes. Estamos vendo mudanças que estão acontecendo mais rápido do que estávamos esperando e de formas que não esperávamos que fossem acontecer por centenas de anos”, disse Alex Rogers, diretor científico do IPSO e professor da Universidade de Oxford.

Plástico
Entre as mudanças que estão ocorrendo antes do esperado estão o derretimento da camada de gelo no Ártico, na Groenlândia e na Antártida, o aumento do nível dos oceanos e liberação de metano no leito do mar.

O estudo observou também que existem efeitos em cadeia provocados pela ação de diferentes poluentes.

A pesquisa observou, por exemplo, que alguns poluentes permanecem nos oceanos por estarem presos a pequenas partículas de plástico que foram parar no leito do oceano. Com isso, há um aumento também do poluentes que são consumidos por peixes que vivem no fundo do mar.

Partículas de plástico são responsáveis também por transportar algas de parte a parte, contribuindo para a proliferação de algas tóxicas, o que também é provocado pelo influxo para os oceanos de nutrientes e poluentes provenientes de áreas agrícolas.

O estudo descreveu ainda como a acidificação do oceano, o aquecimento global e a poluição estando agindo de forma conjunta para aumentar as ameaças aos recifes de corais, tanto que 75% dos corais mundiais correm o risco de sofrer um severo declínio.

Ciclos
A vida na Terra já enfrentou cinco ”ciclos de extinção em massa” causados por eventos como o impacto de asteróides e muitos cientistas que o impacto de diferentes ações exercidas pelo homem poderá contribuir para um sexto ciclo.

“Ainda contamos com boa parte da biodiversidade mundial, mas o ritmo atual da extinção é muito mais alto (do que no passado) e o que estamos enfrentando é, certamente, um evento de extinção global significativa”, afirma o professor Alex Rogers.

O relatório observa ainda que eventos anteriores de extinção em massa tiveram ligação com tendências que estão ocorrendo atualmente, como distúrbios no ciclo de carbono, acidificação e baixa concentração de oxigênio na água.

Os níveis de CO2 que estão sendo absorvidos pelos oceanos já são bem mais altos que aqueles registrados durante a grande extinção de espécies marinhas que ocorreu há 55 milhões de anos, afirma a pesquisa.

Entre as medidas que o estudo aconselha sejam tomadas imediatamente estão o fim da pesca predatória, especialmente em alto mar, onde, atualmente há pouca regulamentação; mapear e depois reduzir a quantidade de poluentes, como plásticos, fertilizantes agrícolas e detritos humanos; e reduzir de forma acentuada os gases do efeito estufa.

As conclusões do relatório serão apresentadas na sede da ONU, em Nova York, nesta semana, durante um encontro de representantes governamentais sobre reformas na maneira de gerenciar os oceanos.

Fonte: Da BBC


14 de junho de 2011 | nenhum comentário »

PMA distribui cartilhas e régua para pescadores em Campo Grande

Campanha aproveita movimento decorrente do feriado municipal.
Régua deve ser usada para medir pescado e não infringir legislação.

Manual contém informações sobre legislação (Foto: Tawany Marry)

Manual contém informações sobre legislação (Foto: Tawany Marry)

A Polícia Militar Ambiental (PMA) distribuiu o “Manual do Pescador” e o “Manual Régua de Peixes” para motoristas que estavam aproveitando o feriado de Santo Antônio para ir pescar em algum dos rios que corta Mato Grosso do Sul. A barreira educativa foi feita neste sábado (11) na região do Indubrasil, na BR-262 e na MS-080, em Campo Grande.

Nos manuais entregues consta toda a orientação sobre legislação de pesca vigente no estado assim como uma régua para fazer a medição do pescado. O objetivo é conscientizar os turistas que não conhecem a legislação de pesca e também os pecadores do Estado que ainda não sabem da mudança na lei, que entrou em no dia 21 de fevereiro.

De acordo com o comandante da PMA, o coronel Carlos Matoso, a legislação do estado é uma das mais restritivas do País. “A orientação é primordial para o trabalho de fiscalização. Se cada um fizer a sua parte, vamos conseguir preservar as espécies”, disse Matoso.

Até o fim do ano, a PMA quer entregar a cartilha para 100 mil turistas em todo o Mato Grosso do Sul. “Muitos pescadores de fora do Estado tem dúvida sobre a legislação, por isso criamos essa cartilha”, explicou o comandante.

O eletricista José de Araújo, 55 anos, morador em Campo Grande, recebeu a cartilha. Acompanhado de dois amigos, ele estava a caminho de Dois Irmãos do Buriti, distante 113 quilômetros de Campo Grande, onde iria pescar em um barranco no Rio Aquidauana.

José é pescador amador e recebeu a cartilha (Foto: Tawany Marry)

José é pescador amador e recebeu a cartilha (Foto: Tawany Marry)

José pratica o hobby apenas por diversão e disse que sempre anda com a cartilha para não esquecer as medidas. “Se ninguém respeitar daqui a pouco não tem mais peixes para nós pescarmos”, disse o amador.

Por estar com varinha simples ir pescar em uma região de barranco, José não precisou apresentar a carteirinha de pesca. Conforme Matoso, caso a pessoa esteja com algum petrechou ou embarcado é necessário a apresentação da carteirinha.

Além dos pescadores, os proprietários de casas de iscas também receberam o manual. Segundo Matoso, os donos dos locais estão sendo conscientizados a não venderem iscas vivas capturadas na natureza menores que o mínimo permitido.

Comércio
Em cada estabelecimento serão deixados 200 folhetos, que deverão ser repassados para os clientes. A gerente de uma casa de iscas vivas, Flávia Moreira, 23 anos, aprovou a iniciativa dos policiais. “Eu acho muito importante essa distribuição, pois muitos clientes chegam na loja e já pedem o manual”.

Flávia comercializa sete espécies de iscas vivas em seu estabelecimento, todas elas criadas em cativeiros. Neste caso, segundo Matoso, não há restrições quando ao tamanho. “As iscas são importantes, pois servem de alimentos para os peixes; por isso elas não devem ser capturadas antes de se reproduzirem”, disse o coronel.

O período de pesca em Mato Grosso do Sul está liberado até novembro, quando começa a Piracema. Mesmo foram da época proibida para pesca há punição para a pessoa cometendo crime ambiental, com pena de 1 a 3 anos de prisão. No caso de estar com exemplares fora da medida permitida, o pescador paga uma multa de R$ 700 e mais R$ 20 por quilo de pescado.

Fonte: Do G1, MS


« Página anterior