3 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Com período de Piracema, pesca está proibida nos rios do Paraná

Piracema começou na terça-feira (1º) e segue até 28 de fevereiro de 2012.
Quem desrespeitar determinação está sujeito a multa.

Piracema começa dia 1º de novembro em Mato Grosso. (Foto: Assessoria/Secom-MT)

Piracema começou dia 1º de novembro (Foto: Assessoria/Secom-MT)

Até o dia 28 de fevereiro de 2012 estão proibidas as pescas amadora e profissional na Bacia do Rio Paraná, por causa da Piracema, que é a fase em que os peixes nadam em direção à nascente para desovar. O período é determinado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura e entrou em vigor na terça-feira (1º).

Este mesmo período é valido para a Bacia do Sudeste que também agrega rios paranaenses. A tabela com o período de Piracema em todos os estados no pais pode ser verificada no site do Ministério da Pesca e Aquicultura.

Quem for flagrado desrespeitando a legislação pode ser multado em, no mínimo, R$ 700 mais R$ 20 por quilo de peixe pescado. Além disso, os materiais de pesca podem ser apreendidos pelos fiscais.

O governo estadual informou que a fiscalização será realizada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e pela Polícia Ambiental nos rios Tibagi, Pirapó, das Cinzas, Laranjinha, Arroio Guaçu, Piquiri, Ivaí, Ocoí, São Francisco Falso, São Francisco Verdadeiro, Chopim, São Bento, que são os principais do estado. A fiscalização também é válida para os afluentes.

A pesca desembarcada, aquela que é praticada no barranco dos rios, está permitida, desde que os critérios estabelecidos pela legislação ambiental sejam respeitados. O mesmo vale para a pesca em reservatório. Também estão liberados campeonatos e gincanas, desde que os peixes capturados sejam devolvidos à natureza.

Documentação
Tanto para a pesca amadora quanto para a profissional, embarcada ou desembarcada, é necessária a posse da documentação emitida pelo Ministério da Pesca. Para a emissão do documento é preciso responder algumas perguntas e se cadastrar no site do ministério. O documento é emitido na hora.

Fonte: G1, PR


20 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Comércio excessivo de atum-rabilho pode diminuir população da espécie

Quantidade vendida no mercado em 2010 foi 140% superior à permitida.
Entre 1998 a 2010, comércio da espécie movimentou US$ 13 bi no mundo.

Levantamento realizado pela organização ambiental Pew Environment Group, dosEstados Unidos, aponta que a comercialização do atum-rabilho (Thunnus thynnus) em 2010 foi 140% superior à cota permitida pela Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT na sigla em inglês), fato que pode ser uma ameaça à preservação da espécie.

De acordo com a análise, em 2010 o mercado poderia comercializar apenas 13.525 toneladas deste peixe, muito utilizado na Europa e na Ásia (principalmente na produção de sushi), mas foram vendidas 32.564 toneladas. Estes índices não levam em consideração os exemplares capturados e ofertados pelo mercado negro.

Entre 1998 e 2010, foram comercializadas 490 mil toneladas de atum-rabilho (negociações estimadas em US$ 13,5 bilhões). Entretanto, no período a cota permitida era de 98 mil toneladas.

Para a organização ambiental, se os limites de comercialização do atum-rabilho, também conhecido como atum-de-barbatana-azul-do-Atlântico, não forem respeitados, a chance de aumentar a população da espécie até 2022 cai em 24%, segundo uma avaliação feita por cientistas a pedido da ICCAT.

Chefs de sushi tentam erguer um enorme atum-rabilho antes de cortá-lo em pedaços no centro de Seul, na Coreia do Sul. Com 350 kg e 2,7 metros de comprimento, este foi o maior atum-rabilho já pescado no país, e seu preço é avaliado em cerca de US$ 23 mil. (Foto: Lee Jin-man/AP)

Exemplar de atum-rabilho capturado na Coreia do Sul. Espécie pode ser uma das primeiras a desaparecer devido à sobrepesca (Foto: Lee Jin-man/AP)

Risco de desaparecer
Este peixe corre risco de extinção de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN da sigla em inglês). O atum-rabilho chega a ter quatro metros de comprimento e pesar 250 quilos. Devido à ocorrência de sobrepesca (retirada acima do que é permitido por órgãos ambientais) em algumas regiões, a espécie pode ser uma das primeiras a desaparecer.

O estudo da Pew Environment Group aponta que se os países membros da comissão internacional não desenvolverem um sistema de documentação eletrônica para controlar a venda da espécie, o combate à pesca ilegal ficará mais difícil. Além disso, a ONG cobra medidas punitivas para práticas ilegais.

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


14 de junho de 2011 | nenhum comentário »

PMA distribui cartilhas e régua para pescadores em Campo Grande

Campanha aproveita movimento decorrente do feriado municipal.
Régua deve ser usada para medir pescado e não infringir legislação.

Manual contém informações sobre legislação (Foto: Tawany Marry)

Manual contém informações sobre legislação (Foto: Tawany Marry)

A Polícia Militar Ambiental (PMA) distribuiu o “Manual do Pescador” e o “Manual Régua de Peixes” para motoristas que estavam aproveitando o feriado de Santo Antônio para ir pescar em algum dos rios que corta Mato Grosso do Sul. A barreira educativa foi feita neste sábado (11) na região do Indubrasil, na BR-262 e na MS-080, em Campo Grande.

Nos manuais entregues consta toda a orientação sobre legislação de pesca vigente no estado assim como uma régua para fazer a medição do pescado. O objetivo é conscientizar os turistas que não conhecem a legislação de pesca e também os pecadores do Estado que ainda não sabem da mudança na lei, que entrou em no dia 21 de fevereiro.

De acordo com o comandante da PMA, o coronel Carlos Matoso, a legislação do estado é uma das mais restritivas do País. “A orientação é primordial para o trabalho de fiscalização. Se cada um fizer a sua parte, vamos conseguir preservar as espécies”, disse Matoso.

Até o fim do ano, a PMA quer entregar a cartilha para 100 mil turistas em todo o Mato Grosso do Sul. “Muitos pescadores de fora do Estado tem dúvida sobre a legislação, por isso criamos essa cartilha”, explicou o comandante.

O eletricista José de Araújo, 55 anos, morador em Campo Grande, recebeu a cartilha. Acompanhado de dois amigos, ele estava a caminho de Dois Irmãos do Buriti, distante 113 quilômetros de Campo Grande, onde iria pescar em um barranco no Rio Aquidauana.

José é pescador amador e recebeu a cartilha (Foto: Tawany Marry)

José é pescador amador e recebeu a cartilha (Foto: Tawany Marry)

José pratica o hobby apenas por diversão e disse que sempre anda com a cartilha para não esquecer as medidas. “Se ninguém respeitar daqui a pouco não tem mais peixes para nós pescarmos”, disse o amador.

Por estar com varinha simples ir pescar em uma região de barranco, José não precisou apresentar a carteirinha de pesca. Conforme Matoso, caso a pessoa esteja com algum petrechou ou embarcado é necessário a apresentação da carteirinha.

Além dos pescadores, os proprietários de casas de iscas também receberam o manual. Segundo Matoso, os donos dos locais estão sendo conscientizados a não venderem iscas vivas capturadas na natureza menores que o mínimo permitido.

Comércio
Em cada estabelecimento serão deixados 200 folhetos, que deverão ser repassados para os clientes. A gerente de uma casa de iscas vivas, Flávia Moreira, 23 anos, aprovou a iniciativa dos policiais. “Eu acho muito importante essa distribuição, pois muitos clientes chegam na loja e já pedem o manual”.

Flávia comercializa sete espécies de iscas vivas em seu estabelecimento, todas elas criadas em cativeiros. Neste caso, segundo Matoso, não há restrições quando ao tamanho. “As iscas são importantes, pois servem de alimentos para os peixes; por isso elas não devem ser capturadas antes de se reproduzirem”, disse o coronel.

O período de pesca em Mato Grosso do Sul está liberado até novembro, quando começa a Piracema. Mesmo foram da época proibida para pesca há punição para a pessoa cometendo crime ambiental, com pena de 1 a 3 anos de prisão. No caso de estar com exemplares fora da medida permitida, o pescador paga uma multa de R$ 700 e mais R$ 20 por quilo de pescado.

Fonte: Do G1, MS


8 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Pesca ameaça pequenos peixes mais do que se pensava

As leis de proteção para os ecossistemas marinhos seguem, em geral, a mesma lógica das válidas para o ambiente terrestre, acreditando que os grandes predadores são os seres mais vulneráveis. Agora, um novo estudo pode desmentir essa noção ao demonstrar que pequenas espécies estão desaparecendo mais rapidamente.

Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, analisaram mais de 200 relatórios científicos de centros pesqueiros de todo o planeta e descobriram que pequenos peixes, como sardinhas e anchovas, sofreram nos últimos 60 anos o dobro de casos de colapsos em seus cardumes do que as grandes espécies.

“Existe muita preocupação com os predadores, como tubarões e os vários tipos de bacalhau, até porque eles realmente estão em risco. Mas acontece que a base da cadeia alimentar, formada pelas pequenas espécies, pode ser ainda mais vulnerável. Isso é algo que não esperávamos encontrar”, afirmou Malin Pinsky, co-autor da pesquisa.

Segundo o estudo “Unexpected patterns of fisheries collapse in the world’s oceans” (algo como Padrões inesperados de colapso de pesca nos oceanos), publicado no dia 2 de maio no periódico Proceedings of theNational Academy of Sciences (PNAS), já era de conhecimento público que as grandes espécies são sensíveis à pesca industrial. O que surpreende é que na realidade essa atividade está afetando de maneira ainda mais feroz as pequenas espécies, que eram consideradas mais resistentes.

Os cientistas acreditam que a diferença entre a vulnerabilidade das espécies terrestres e oceânicas se deve ao modo como o homem influencia os mares. Enquanto em terra a perda de habitat é o grande problema e afeta principalmente animais maiores que precisam de territórios extensos, nos oceanos o que causa o desaparecimento das espécies é, sobretudo, a pesca descontrolada, que não faz distinção entre o tamanho dos peixes.

Assim, afirma o estudo, enquanto as grandes espécies possuem alguma segurança nas leis, mesmo que limitadas, pequenos peixes estão sumindo sem que se perceba.

“Apenas com o nosso trabalho que pudemos ter noção de que se somarmos todos os colapsos, que eram tidos como fenômenos isolados, o número de desaparecimentos de peixes como as sardinhas em determinadas regiões é muito mais frequente do que se pensava. Portanto, a pesca predatória é na realidade ainda pior para o ecossistema”, explicou Pisnky.

As pequenas espécies são vitais para os oceanos e quando elas sofrem quedas na população isso acaba afetando mamíferos, pássaros e outros peixes que dependem delas como alimento.

“Existe um número relativamente baixo de espécies nesse nível da cadeia alimentar. Se uma delas entra em colapso, pode resultar em um grande impacto em todo o ecossistema”, afirmou Pinsky.

As pequenas espécies costumam ter naturalmente uma vida curta e se reproduzir rapidamente, assim, muitas vezes depois de um colapso, elas conseguem se recuperar em cinco ou dez anos. A preocupação é que sem o controle sobre a pesca, elas não têm oportunidade para se recobrar e podem sumir completamente.

“As conclusões deste trabalho devem servir de alerta sobre o risco de continuarmos com o atual modelo de pesca. É preciso desenvolver melhores práticas e criar leis que também protejam os cardumes de pequenas espécies”, concluiu Simon Jennings, pesquisador chefe do Centro para Meio Ambiente, Pesca e Aquicultura do Reino Unido.

Fonte: Mater Natura.


21 de março de 2011 | nenhum comentário »

Peixes e material de pesca são apreendidos em MS

Agentes da Polícia Militar Ambiental de Corumbá (MS) e de Campo Grande apreenderam 60 quilos de peixes, três barcos, dois motores e equipamentos de pesca em uma fiscalização realizada no Rio Paraguai, na região de Ladário (MS), neste sábado (19).

Doze pescadores foram autuados e vão responder por crime ambiental, segundo explicou ao G1 o major Cesar Freitas, da Polícia Militar. No total, foram aplicadas multas no valor de R$ 4,3 mil.

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Fonte: G1


2 de março de 2011 | nenhum comentário »

Com o fim da piracema, pesca é liberada nos rios do Paraná

A partir desta terça-feira (1º), a pesca está novamente liberada nos rios do Paraná. Depois de quatro meses de piracema, período de reprodução dos peixes, os pescadores podem voltar ao trabalho.

Segundo a Polícia Ambiental, só na região Norte do estado, durante o período de proibição da pesca, 27 pessoas foram multadas por desrespeitar a lei nos rios Paraná e Ivaí. Com eles, foram apreendidos 247 kg de peixe, redes, tarrafas, e 2.300 metros de fios para pesca. Um homem foi preso em flagrante.

Fonte: G1

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28 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

12 embarcações usadas para pesca clandestina são apreendidas pela PF

Cerca de 250 metros de redes de pesca e 12 embarcações utilizados para pesca clandestina foram apreendidos pela operação da Polícia Federal de Foz do Iguaçu (PR) em parceria com o Instituto Chico Mendes, ICMBio. O material foi encontrado próximo do Rio Iguaçu, na fronteira com a Argentina.

A operação iniciou-se no sábado (19) e foi concluída nesta sexta-feira (25). Foi destruído durante o período um acampamento de “palmiteiros”, no interior do Parque Nacional do Iguaçu, na fronteira com a Argentina. Todo o material foi encaminhado para o posto da ICMBio em Capanema, no Oeste do estado.

Esta foi a quarta operação que combate os crimes ambientais pela Polícia Federal e ICMBio em 2011.

Fonte: Gazeta do Povo/PR

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2 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Análise de água onde morreram peixes no MS sai em uma semana

Deve sair em uma semana o resultado da análise feita na água e nos peixes encontrados mortos em rios do Pantanal de Mato Grosso do Sul. O desastre ambiental impressionou até mesmo os moradores mais antigos da região.

O cenário de uma das áreas mais bonitas do Pantanal sul-mato-grossense foi transformado pelo que parece ter sido um desastre ambiental.

Às margens do Rio Negro, a grande quantidade de peixes mortos impressiona. Em 42 anos de Pantanal, seu Antônio Dias não se conforma. “Dá dó de ver os bichos mortos e não ter como aproveitar”, comentou o peão.

Os peixes começaram a aparecer mortos há três dias. Uma das explicações para a mortandade seria a decoada, um fenômeno que ocorre quase todos os anos na planície pantaneira. A decomposição da vegetação submersa elimina o oxigênio da água. Mas desta vez, os pantaneiros estranharam também o tamanho das espécies que morreram.

De acordo com os fazendeiros da região, quando acontece a decoada são os pequenos peixes que morrem, como a piranha e o lambari. Desta vez foram as grandes espécies do Rio Negro que morreram como o pintado, dourado e pacu.

Técnicos da Polícia Militar Ambiental e do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul foram enviados para a região. Eles vão coletar amostras dos peixes e da água para investigar a possível presença de substâncias químicas que possam ter provocado o desastre ecológico.

“Dá aquela dó, aquela dor no coração a gente ver e não poder fazer nada”, disse Mayara Gracine, trabalhadora rural.

O pior é que a mortandade aconteceu justamente na época da piracema, o período de reprodução dos peixes. (Fonte: Globo Natureza)

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29 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Cotas de pesca do atum vermelho para 2011 desagradam tanto ONGs como indústria

29/11/2010

A Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT) decidiu neste sábado reduzir em 4% as cotas de pesca desta espécie para 2011, limitando-as a 12.900 toneladas, o que não satisfaz os grupos ambientalistas nem os industriais.

Enquanto as ONGs queriam reduzir à metade as cotas permitidas para a pesca de uma espécie que consideram em perigo de extinção, os pescadores defendiam a manutenção da cota em seu nível atual –13,5 mil toneladas.

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Durante dez dias, os 48 países-membros da ICCAT mantiveram negociações em Paris para resolver a questão.

A redução de 600 toneladas nas cotas de pesca para o ano que vem também será mantida em 2012, pois até lá não haverá uma nova reunião da comissão para revisar as cotas.

Enquanto isso, a comissão deverá avaliar o impacto que as medidas adotadas neste sábado terá para os pescadores.

RESULTADO

A França será a principal prejudicada pelo acordo, por causa das sanções impostas ao país por ter superado a cota a que tinha direito em 2007 e, portanto, poderá pescar apenas 1,4 mil toneladas no ano que vem.

Segundo fontes da reunião, Paris tentou se livrar dessa sanção comprometendo-se a cumpri-la em seis anos, mas a oposição da Noruega acabou com as esperanças francesas.

Já a Espanha terá que reduzir em 4% sua cota, que ficará em torno de 2.400 toneladas.

Além do corte nas cotas, a ICCAT determinou um aumento dos controles da pesca para lutar contra a atividade irregular, uma medida impulsionada pelo Japão, principal importador do atum vermelho, com o qual faz o sushi.

Desta forma, a pesca de atum vermelho passará a contar com uma forte vigilância nos mares, como afirmam os industriais do setor, que aceitam essas medidas para evitar as fraudes.

CRÍTICAS

Com o corte estipulado neste sábado, eles consideram que a espécie “não estará em perigo” porque “as medidas de controle estão funcionando”, segundo o diretor-geral adjunto do grupo Balfegó, Juan Serrano.

Para ele, assim como para outros pescadores, o corte de 4% não era necessário e não fornece nada suplementar à manutenção da espécie.

Serrano lamentou, no entanto, que países como os Estados Unidos se neguem a aumentar suas medidas de controle.

Ele destacou que, em águas americanas é frequente a prática de pesca esportiva, atividade que não respeita os protocolos de maturidade dos peixes e que poderá continuar sendo praticada sem o controle necessário.

Apesar da oposição ao corte, os industriais consideraram que ele não prejudicou de forma substancial de sua atividade, sobretudo depois que a União Europeia renunciou ao projeto de sua comissária de Pesca, Maria Damanaki, de reduzir a cota em 50%.

ECOLOGISTAS

Já os ecologistas criticaram duramente as cotas estabelecidas pela ICCAT.

“Nem a União Europeia nem a ICCAT assumiram sua responsabilidade para salvar o atum vermelho”, destacou o porta-voz da ONG Pew, Rémi Parmentier, quem não escondeu sua “profunda decepção” com o acordo.

Para o ecologista, a França liderou “o motim” contra a proposta inicial da comissária Damanaki e recebeu o apoio da Espanha e da Itália, países que ele considerou os “responsáveis por este fracasso”.

Na mesma linha se manifestou María José Cornax, da Oceana, para quem o acordo “não protege o atum vermelho e fomenta a pesca ilegal, por isso que também não beneficia ao setor”.

(Fonte: Folha Online)


11 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Paraná veta pesca em rios para proteger piracema

O IAP (Instituto Ambiental do Paraná) proibiu nesta terça-feira (9) a pesca nos principais rios do Estado com o objetivo de garantir a reprodução natural das espécies, período conhecido como piracema.

A norma deverá ser obedecida até o dia 28 de fevereiro do ano que vem. A pesca não poderá ser feita de forma subaquática, com ou sem embarcações.

A portaria número 220 do IAP, que disciplina a proibição, abrange rios que sejam afluentes diretos do reservatório da hidrelétrica de Itaipu, além dos rios Tibagi e seus afluentes, Arroio Guaçu, Piquiri, Ivaí, Ocoí, São Francisco Falso, São Francisco Verdadeiro, rio das Cinzas e rio Laranjinha e no entorno de unidades de conservação.

Pela norma, a pesca também está proibida “a menos de 500 metros de desembocaduras de rios e lagoas e até 1,5 mil metros a montante [acima] e a jusante [abaixo] das barragens de reservatórios de usinas hidrelétricas, cachoeiras e corredeiras”.

Quem desrespeitar a norma e for flagrado pela fiscalização corre risco de multa.

A determinação permite pesca apenas em rios que não são citados pela portaria 220 e nos reservatórios artificiais, lagos de pesque-pague e centros de aquicultura, todos estar com a documentação em dia com IAP, Ibama e Ministério da Agricultura.

Os interessados em realizar campeonatos e gincanas de pesca em águas estaduais no período da piracema dependerão de autorização do Ibama.

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Fonte: Dimitri do Valle/ Folha.com


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3 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Com período de Piracema, pesca está proibida nos rios do Paraná

Piracema começou na terça-feira (1º) e segue até 28 de fevereiro de 2012.
Quem desrespeitar determinação está sujeito a multa.

Piracema começa dia 1º de novembro em Mato Grosso. (Foto: Assessoria/Secom-MT)

Piracema começou dia 1º de novembro (Foto: Assessoria/Secom-MT)

Até o dia 28 de fevereiro de 2012 estão proibidas as pescas amadora e profissional na Bacia do Rio Paraná, por causa da Piracema, que é a fase em que os peixes nadam em direção à nascente para desovar. O período é determinado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura e entrou em vigor na terça-feira (1º).

Este mesmo período é valido para a Bacia do Sudeste que também agrega rios paranaenses. A tabela com o período de Piracema em todos os estados no pais pode ser verificada no site do Ministério da Pesca e Aquicultura.

Quem for flagrado desrespeitando a legislação pode ser multado em, no mínimo, R$ 700 mais R$ 20 por quilo de peixe pescado. Além disso, os materiais de pesca podem ser apreendidos pelos fiscais.

O governo estadual informou que a fiscalização será realizada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e pela Polícia Ambiental nos rios Tibagi, Pirapó, das Cinzas, Laranjinha, Arroio Guaçu, Piquiri, Ivaí, Ocoí, São Francisco Falso, São Francisco Verdadeiro, Chopim, São Bento, que são os principais do estado. A fiscalização também é válida para os afluentes.

A pesca desembarcada, aquela que é praticada no barranco dos rios, está permitida, desde que os critérios estabelecidos pela legislação ambiental sejam respeitados. O mesmo vale para a pesca em reservatório. Também estão liberados campeonatos e gincanas, desde que os peixes capturados sejam devolvidos à natureza.

Documentação
Tanto para a pesca amadora quanto para a profissional, embarcada ou desembarcada, é necessária a posse da documentação emitida pelo Ministério da Pesca. Para a emissão do documento é preciso responder algumas perguntas e se cadastrar no site do ministério. O documento é emitido na hora.

Fonte: G1, PR


20 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Comércio excessivo de atum-rabilho pode diminuir população da espécie

Quantidade vendida no mercado em 2010 foi 140% superior à permitida.
Entre 1998 a 2010, comércio da espécie movimentou US$ 13 bi no mundo.

Levantamento realizado pela organização ambiental Pew Environment Group, dosEstados Unidos, aponta que a comercialização do atum-rabilho (Thunnus thynnus) em 2010 foi 140% superior à cota permitida pela Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT na sigla em inglês), fato que pode ser uma ameaça à preservação da espécie.

De acordo com a análise, em 2010 o mercado poderia comercializar apenas 13.525 toneladas deste peixe, muito utilizado na Europa e na Ásia (principalmente na produção de sushi), mas foram vendidas 32.564 toneladas. Estes índices não levam em consideração os exemplares capturados e ofertados pelo mercado negro.

Entre 1998 e 2010, foram comercializadas 490 mil toneladas de atum-rabilho (negociações estimadas em US$ 13,5 bilhões). Entretanto, no período a cota permitida era de 98 mil toneladas.

Para a organização ambiental, se os limites de comercialização do atum-rabilho, também conhecido como atum-de-barbatana-azul-do-Atlântico, não forem respeitados, a chance de aumentar a população da espécie até 2022 cai em 24%, segundo uma avaliação feita por cientistas a pedido da ICCAT.

Chefs de sushi tentam erguer um enorme atum-rabilho antes de cortá-lo em pedaços no centro de Seul, na Coreia do Sul. Com 350 kg e 2,7 metros de comprimento, este foi o maior atum-rabilho já pescado no país, e seu preço é avaliado em cerca de US$ 23 mil. (Foto: Lee Jin-man/AP)

Exemplar de atum-rabilho capturado na Coreia do Sul. Espécie pode ser uma das primeiras a desaparecer devido à sobrepesca (Foto: Lee Jin-man/AP)

Risco de desaparecer
Este peixe corre risco de extinção de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN da sigla em inglês). O atum-rabilho chega a ter quatro metros de comprimento e pesar 250 quilos. Devido à ocorrência de sobrepesca (retirada acima do que é permitido por órgãos ambientais) em algumas regiões, a espécie pode ser uma das primeiras a desaparecer.

O estudo da Pew Environment Group aponta que se os países membros da comissão internacional não desenvolverem um sistema de documentação eletrônica para controlar a venda da espécie, o combate à pesca ilegal ficará mais difícil. Além disso, a ONG cobra medidas punitivas para práticas ilegais.

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


14 de junho de 2011 | nenhum comentário »

PMA distribui cartilhas e régua para pescadores em Campo Grande

Campanha aproveita movimento decorrente do feriado municipal.
Régua deve ser usada para medir pescado e não infringir legislação.

Manual contém informações sobre legislação (Foto: Tawany Marry)

Manual contém informações sobre legislação (Foto: Tawany Marry)

A Polícia Militar Ambiental (PMA) distribuiu o “Manual do Pescador” e o “Manual Régua de Peixes” para motoristas que estavam aproveitando o feriado de Santo Antônio para ir pescar em algum dos rios que corta Mato Grosso do Sul. A barreira educativa foi feita neste sábado (11) na região do Indubrasil, na BR-262 e na MS-080, em Campo Grande.

Nos manuais entregues consta toda a orientação sobre legislação de pesca vigente no estado assim como uma régua para fazer a medição do pescado. O objetivo é conscientizar os turistas que não conhecem a legislação de pesca e também os pecadores do Estado que ainda não sabem da mudança na lei, que entrou em no dia 21 de fevereiro.

De acordo com o comandante da PMA, o coronel Carlos Matoso, a legislação do estado é uma das mais restritivas do País. “A orientação é primordial para o trabalho de fiscalização. Se cada um fizer a sua parte, vamos conseguir preservar as espécies”, disse Matoso.

Até o fim do ano, a PMA quer entregar a cartilha para 100 mil turistas em todo o Mato Grosso do Sul. “Muitos pescadores de fora do Estado tem dúvida sobre a legislação, por isso criamos essa cartilha”, explicou o comandante.

O eletricista José de Araújo, 55 anos, morador em Campo Grande, recebeu a cartilha. Acompanhado de dois amigos, ele estava a caminho de Dois Irmãos do Buriti, distante 113 quilômetros de Campo Grande, onde iria pescar em um barranco no Rio Aquidauana.

José é pescador amador e recebeu a cartilha (Foto: Tawany Marry)

José é pescador amador e recebeu a cartilha (Foto: Tawany Marry)

José pratica o hobby apenas por diversão e disse que sempre anda com a cartilha para não esquecer as medidas. “Se ninguém respeitar daqui a pouco não tem mais peixes para nós pescarmos”, disse o amador.

Por estar com varinha simples ir pescar em uma região de barranco, José não precisou apresentar a carteirinha de pesca. Conforme Matoso, caso a pessoa esteja com algum petrechou ou embarcado é necessário a apresentação da carteirinha.

Além dos pescadores, os proprietários de casas de iscas também receberam o manual. Segundo Matoso, os donos dos locais estão sendo conscientizados a não venderem iscas vivas capturadas na natureza menores que o mínimo permitido.

Comércio
Em cada estabelecimento serão deixados 200 folhetos, que deverão ser repassados para os clientes. A gerente de uma casa de iscas vivas, Flávia Moreira, 23 anos, aprovou a iniciativa dos policiais. “Eu acho muito importante essa distribuição, pois muitos clientes chegam na loja e já pedem o manual”.

Flávia comercializa sete espécies de iscas vivas em seu estabelecimento, todas elas criadas em cativeiros. Neste caso, segundo Matoso, não há restrições quando ao tamanho. “As iscas são importantes, pois servem de alimentos para os peixes; por isso elas não devem ser capturadas antes de se reproduzirem”, disse o coronel.

O período de pesca em Mato Grosso do Sul está liberado até novembro, quando começa a Piracema. Mesmo foram da época proibida para pesca há punição para a pessoa cometendo crime ambiental, com pena de 1 a 3 anos de prisão. No caso de estar com exemplares fora da medida permitida, o pescador paga uma multa de R$ 700 e mais R$ 20 por quilo de pescado.

Fonte: Do G1, MS


8 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Pesca ameaça pequenos peixes mais do que se pensava

As leis de proteção para os ecossistemas marinhos seguem, em geral, a mesma lógica das válidas para o ambiente terrestre, acreditando que os grandes predadores são os seres mais vulneráveis. Agora, um novo estudo pode desmentir essa noção ao demonstrar que pequenas espécies estão desaparecendo mais rapidamente.

Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, analisaram mais de 200 relatórios científicos de centros pesqueiros de todo o planeta e descobriram que pequenos peixes, como sardinhas e anchovas, sofreram nos últimos 60 anos o dobro de casos de colapsos em seus cardumes do que as grandes espécies.

“Existe muita preocupação com os predadores, como tubarões e os vários tipos de bacalhau, até porque eles realmente estão em risco. Mas acontece que a base da cadeia alimentar, formada pelas pequenas espécies, pode ser ainda mais vulnerável. Isso é algo que não esperávamos encontrar”, afirmou Malin Pinsky, co-autor da pesquisa.

Segundo o estudo “Unexpected patterns of fisheries collapse in the world’s oceans” (algo como Padrões inesperados de colapso de pesca nos oceanos), publicado no dia 2 de maio no periódico Proceedings of theNational Academy of Sciences (PNAS), já era de conhecimento público que as grandes espécies são sensíveis à pesca industrial. O que surpreende é que na realidade essa atividade está afetando de maneira ainda mais feroz as pequenas espécies, que eram consideradas mais resistentes.

Os cientistas acreditam que a diferença entre a vulnerabilidade das espécies terrestres e oceânicas se deve ao modo como o homem influencia os mares. Enquanto em terra a perda de habitat é o grande problema e afeta principalmente animais maiores que precisam de territórios extensos, nos oceanos o que causa o desaparecimento das espécies é, sobretudo, a pesca descontrolada, que não faz distinção entre o tamanho dos peixes.

Assim, afirma o estudo, enquanto as grandes espécies possuem alguma segurança nas leis, mesmo que limitadas, pequenos peixes estão sumindo sem que se perceba.

“Apenas com o nosso trabalho que pudemos ter noção de que se somarmos todos os colapsos, que eram tidos como fenômenos isolados, o número de desaparecimentos de peixes como as sardinhas em determinadas regiões é muito mais frequente do que se pensava. Portanto, a pesca predatória é na realidade ainda pior para o ecossistema”, explicou Pisnky.

As pequenas espécies são vitais para os oceanos e quando elas sofrem quedas na população isso acaba afetando mamíferos, pássaros e outros peixes que dependem delas como alimento.

“Existe um número relativamente baixo de espécies nesse nível da cadeia alimentar. Se uma delas entra em colapso, pode resultar em um grande impacto em todo o ecossistema”, afirmou Pinsky.

As pequenas espécies costumam ter naturalmente uma vida curta e se reproduzir rapidamente, assim, muitas vezes depois de um colapso, elas conseguem se recuperar em cinco ou dez anos. A preocupação é que sem o controle sobre a pesca, elas não têm oportunidade para se recobrar e podem sumir completamente.

“As conclusões deste trabalho devem servir de alerta sobre o risco de continuarmos com o atual modelo de pesca. É preciso desenvolver melhores práticas e criar leis que também protejam os cardumes de pequenas espécies”, concluiu Simon Jennings, pesquisador chefe do Centro para Meio Ambiente, Pesca e Aquicultura do Reino Unido.

Fonte: Mater Natura.


21 de março de 2011 | nenhum comentário »

Peixes e material de pesca são apreendidos em MS

Agentes da Polícia Militar Ambiental de Corumbá (MS) e de Campo Grande apreenderam 60 quilos de peixes, três barcos, dois motores e equipamentos de pesca em uma fiscalização realizada no Rio Paraguai, na região de Ladário (MS), neste sábado (19).

Doze pescadores foram autuados e vão responder por crime ambiental, segundo explicou ao G1 o major Cesar Freitas, da Polícia Militar. No total, foram aplicadas multas no valor de R$ 4,3 mil.

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Fonte: G1


2 de março de 2011 | nenhum comentário »

Com o fim da piracema, pesca é liberada nos rios do Paraná

A partir desta terça-feira (1º), a pesca está novamente liberada nos rios do Paraná. Depois de quatro meses de piracema, período de reprodução dos peixes, os pescadores podem voltar ao trabalho.

Segundo a Polícia Ambiental, só na região Norte do estado, durante o período de proibição da pesca, 27 pessoas foram multadas por desrespeitar a lei nos rios Paraná e Ivaí. Com eles, foram apreendidos 247 kg de peixe, redes, tarrafas, e 2.300 metros de fios para pesca. Um homem foi preso em flagrante.

Fonte: G1

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28 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

12 embarcações usadas para pesca clandestina são apreendidas pela PF

Cerca de 250 metros de redes de pesca e 12 embarcações utilizados para pesca clandestina foram apreendidos pela operação da Polícia Federal de Foz do Iguaçu (PR) em parceria com o Instituto Chico Mendes, ICMBio. O material foi encontrado próximo do Rio Iguaçu, na fronteira com a Argentina.

A operação iniciou-se no sábado (19) e foi concluída nesta sexta-feira (25). Foi destruído durante o período um acampamento de “palmiteiros”, no interior do Parque Nacional do Iguaçu, na fronteira com a Argentina. Todo o material foi encaminhado para o posto da ICMBio em Capanema, no Oeste do estado.

Esta foi a quarta operação que combate os crimes ambientais pela Polícia Federal e ICMBio em 2011.

Fonte: Gazeta do Povo/PR

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2 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Análise de água onde morreram peixes no MS sai em uma semana

Deve sair em uma semana o resultado da análise feita na água e nos peixes encontrados mortos em rios do Pantanal de Mato Grosso do Sul. O desastre ambiental impressionou até mesmo os moradores mais antigos da região.

O cenário de uma das áreas mais bonitas do Pantanal sul-mato-grossense foi transformado pelo que parece ter sido um desastre ambiental.

Às margens do Rio Negro, a grande quantidade de peixes mortos impressiona. Em 42 anos de Pantanal, seu Antônio Dias não se conforma. “Dá dó de ver os bichos mortos e não ter como aproveitar”, comentou o peão.

Os peixes começaram a aparecer mortos há três dias. Uma das explicações para a mortandade seria a decoada, um fenômeno que ocorre quase todos os anos na planície pantaneira. A decomposição da vegetação submersa elimina o oxigênio da água. Mas desta vez, os pantaneiros estranharam também o tamanho das espécies que morreram.

De acordo com os fazendeiros da região, quando acontece a decoada são os pequenos peixes que morrem, como a piranha e o lambari. Desta vez foram as grandes espécies do Rio Negro que morreram como o pintado, dourado e pacu.

Técnicos da Polícia Militar Ambiental e do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul foram enviados para a região. Eles vão coletar amostras dos peixes e da água para investigar a possível presença de substâncias químicas que possam ter provocado o desastre ecológico.

“Dá aquela dó, aquela dor no coração a gente ver e não poder fazer nada”, disse Mayara Gracine, trabalhadora rural.

O pior é que a mortandade aconteceu justamente na época da piracema, o período de reprodução dos peixes. (Fonte: Globo Natureza)

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29 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Cotas de pesca do atum vermelho para 2011 desagradam tanto ONGs como indústria

29/11/2010

A Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT) decidiu neste sábado reduzir em 4% as cotas de pesca desta espécie para 2011, limitando-as a 12.900 toneladas, o que não satisfaz os grupos ambientalistas nem os industriais.

Enquanto as ONGs queriam reduzir à metade as cotas permitidas para a pesca de uma espécie que consideram em perigo de extinção, os pescadores defendiam a manutenção da cota em seu nível atual –13,5 mil toneladas.

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Durante dez dias, os 48 países-membros da ICCAT mantiveram negociações em Paris para resolver a questão.

A redução de 600 toneladas nas cotas de pesca para o ano que vem também será mantida em 2012, pois até lá não haverá uma nova reunião da comissão para revisar as cotas.

Enquanto isso, a comissão deverá avaliar o impacto que as medidas adotadas neste sábado terá para os pescadores.

RESULTADO

A França será a principal prejudicada pelo acordo, por causa das sanções impostas ao país por ter superado a cota a que tinha direito em 2007 e, portanto, poderá pescar apenas 1,4 mil toneladas no ano que vem.

Segundo fontes da reunião, Paris tentou se livrar dessa sanção comprometendo-se a cumpri-la em seis anos, mas a oposição da Noruega acabou com as esperanças francesas.

Já a Espanha terá que reduzir em 4% sua cota, que ficará em torno de 2.400 toneladas.

Além do corte nas cotas, a ICCAT determinou um aumento dos controles da pesca para lutar contra a atividade irregular, uma medida impulsionada pelo Japão, principal importador do atum vermelho, com o qual faz o sushi.

Desta forma, a pesca de atum vermelho passará a contar com uma forte vigilância nos mares, como afirmam os industriais do setor, que aceitam essas medidas para evitar as fraudes.

CRÍTICAS

Com o corte estipulado neste sábado, eles consideram que a espécie “não estará em perigo” porque “as medidas de controle estão funcionando”, segundo o diretor-geral adjunto do grupo Balfegó, Juan Serrano.

Para ele, assim como para outros pescadores, o corte de 4% não era necessário e não fornece nada suplementar à manutenção da espécie.

Serrano lamentou, no entanto, que países como os Estados Unidos se neguem a aumentar suas medidas de controle.

Ele destacou que, em águas americanas é frequente a prática de pesca esportiva, atividade que não respeita os protocolos de maturidade dos peixes e que poderá continuar sendo praticada sem o controle necessário.

Apesar da oposição ao corte, os industriais consideraram que ele não prejudicou de forma substancial de sua atividade, sobretudo depois que a União Europeia renunciou ao projeto de sua comissária de Pesca, Maria Damanaki, de reduzir a cota em 50%.

ECOLOGISTAS

Já os ecologistas criticaram duramente as cotas estabelecidas pela ICCAT.

“Nem a União Europeia nem a ICCAT assumiram sua responsabilidade para salvar o atum vermelho”, destacou o porta-voz da ONG Pew, Rémi Parmentier, quem não escondeu sua “profunda decepção” com o acordo.

Para o ecologista, a França liderou “o motim” contra a proposta inicial da comissária Damanaki e recebeu o apoio da Espanha e da Itália, países que ele considerou os “responsáveis por este fracasso”.

Na mesma linha se manifestou María José Cornax, da Oceana, para quem o acordo “não protege o atum vermelho e fomenta a pesca ilegal, por isso que também não beneficia ao setor”.

(Fonte: Folha Online)


11 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Paraná veta pesca em rios para proteger piracema

O IAP (Instituto Ambiental do Paraná) proibiu nesta terça-feira (9) a pesca nos principais rios do Estado com o objetivo de garantir a reprodução natural das espécies, período conhecido como piracema.

A norma deverá ser obedecida até o dia 28 de fevereiro do ano que vem. A pesca não poderá ser feita de forma subaquática, com ou sem embarcações.

A portaria número 220 do IAP, que disciplina a proibição, abrange rios que sejam afluentes diretos do reservatório da hidrelétrica de Itaipu, além dos rios Tibagi e seus afluentes, Arroio Guaçu, Piquiri, Ivaí, Ocoí, São Francisco Falso, São Francisco Verdadeiro, rio das Cinzas e rio Laranjinha e no entorno de unidades de conservação.

Pela norma, a pesca também está proibida “a menos de 500 metros de desembocaduras de rios e lagoas e até 1,5 mil metros a montante [acima] e a jusante [abaixo] das barragens de reservatórios de usinas hidrelétricas, cachoeiras e corredeiras”.

Quem desrespeitar a norma e for flagrado pela fiscalização corre risco de multa.

A determinação permite pesca apenas em rios que não são citados pela portaria 220 e nos reservatórios artificiais, lagos de pesque-pague e centros de aquicultura, todos estar com a documentação em dia com IAP, Ibama e Ministério da Agricultura.

Os interessados em realizar campeonatos e gincanas de pesca em águas estaduais no período da piracema dependerão de autorização do Ibama.

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Fonte: Dimitri do Valle/ Folha.com


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