6 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Publicação sobre Pagamento de Serviços Ambientais já está disponível para o público

A Mata Atlântica é a ecorregião com mais experiências de Pagamentos de Serviços Ambientais (PSA) no País. Para tratar deste assunto e apresentar ao público como esse mecanismo é implementado na região mais povoada do país, foi lançado recentemente o livro “Pagamento por Serviços Ambientais na Mata Atlântica: lições aprendidas e desafios”. Conforme o levantamento apontado no estudo, atualmente, 78 iniciativas de PSA estão sendo executadas em áreas de Mata Atlântica. Para participar, os produtores rurais recebem dinheiro pela proteção e restauração de ecossistemas naturais em áreas estratégicas para a produção de água, para captura de carbono ou para proteção da biodiversidade.

Os interessados em receber a publicação, deverão enviar uma solicitação com justificativa para o endereço cid@mma.gov.br O Pacto pela Restauração da Mata Atlântica também disponibiliza o conteúdo da obra em PDF. Abaixo segue o link do arquivo, que pode ser compartilhado com outras pessoas e profissionais da área.

psa-na-mata-atlantica_licoes-aprendidas-e-desafios

Fonte: Pacto pela Restauração da Mata Atlântica


31 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Pacto pela Restauração da Mata Atlântica e seus (bons) resultados

Carta-resposta da secretaria-executiva do Pacto
30 de Maio de 2011

O movimento Pacto pela Restauração da Mata Atlântica vem a público lamentar a publicação do artigo “Salve o Planeta e fique também milionário,” de autoria do sr. Germano Woehl, publicado no dia 19 de maio de 2011 no site ((o))eco, que trata de forma não recomendável os projetos de restauração florestal na Mata Atlântica.

Por isso, se faz necessária a apresentação e divulgação de alguns esclarecimentos.

O Pacto pela Restauração da Mata Atlântica conta, atualmente, com 184 membros que participam do que é o maior movimento do Brasil para restauração florestal de áreas degradadas com espécies nativas. Reunir organizações e profissionais em torno de um mesmo propósito é algo desafiador e o Pacto vem conquistando resultados cada vez mais sólidos.

O movimento já contribuiu e continuará contribuindo para aperfeiçoar as atuais e criar novas técnicas de campo e mecanismos de financiamento para as atividades de restauração.

O Pacto atua entre as esferas pública e privada, articulando o diálogo entre governo, empresas e proprietários de terra para impulsionar resultados em restauração e conservação da biodiversidade. O Pacto não é uma empresa, não tem fins lucrativos e não visa beneficiar nenhum ator específico. Quem se beneficia de seu sucesso é a biodiversidade, o clima e toda a sociedade brasileira.

Apoiamos a primeira edição da Iniciativa BNDES Mata Atlântica que está investindo mais de R$ 70 milhões de reais na restauração de mais de quatro mil hectares de restauração – não apenas R$ 2,5 milhões. Esses recursos viabilizarão a restauração de áreas que vão propiciar qualidade de vida, água em quantidade e qualidade, além de equilíbrio climático para milhares de pessoas em zonas rurais e urbanas.

O Pacto reforça a importância das estratégias e políticas de conservação e muitos dos seus membros atuam também nessa área. Os signatários entendem que a restauração do bioma Mata Atlântica é a melhor solução para proporcionar segurança ambiental e qualidade de vida para as populações, gerando também trabalho e renda em atividades de restauração.

Como informado no site do movimento, o Pacto vem cadastrando as iniciativas de todos os membros. Nos primeiros dois anos, o movimento cadastrou mais de 90 iniciativas no site, somando mais de 40 mil hectares em processo de restauração florestal. As áreas se encontram em diferentes estágios de restauração, variando entre inicial e médio, principalmente.

No intuito de contribuir para a estruturação da cadeia produtiva da restauração, o Pacto publicou em 2009 (com versões atualizadas em 2010 e 2011) dois documentos referenciais que são distribuídos gratuitamente para todos os membros e demais interessados, por exemplo: pesquisadores, empresas, universidades e ONGs que atuam em restauração.

Além disso, em fevereiro de 2011, o Pacto reuniu, em Campinas-SP, mais de 60 instituições de todo o Brasil, entre universidades, governos, empresas e ONGs, para a construção de um Protocolo de Monitoramento de Projetos de Restauração, que já foi aprovado e será oferecido, sem custo, para todos os membros e a toda a sociedade brasileira.

Trata-se de um conjunto de indicadores ecológicos, sociais, econômicos e de gestão para os projetos de restauração na Mata Atlântica. Este importante instrumento possibilitará a padronização do processo de monitoramento dos plantios executados por seus membros, permitindo a comparação de desempenhos com a utilização de diferentes técnicas e métodos de restauração e a melhoria da eficiência dos projetos. O Pacto é um movimento agregador, transparente em suas atuações e os interessados podem se informar através do nosso site e das publicações acima mencionadas.

A Secretaria Executiva atua em conjunto com diversos profissionais extremamente capacitados na execução e gestão de todas as iniciativas do Pacto, e todos estão sempre à disposição para atender aos interessados em conhecer mais sobre o movimento e sobre restauração.

O Pacto agradece a oportunidade de esclarecer as estratégias do movimento. A contribuição de cada membro é fundamental para manter o caráter aberto, participativo, produtivo e transparente.

Neste espírito, o Pacto convida todas as organizações que atuam na Mata Atlântica a contribuir para o alcance da meta de viabilizar a restauração de 15 milhões de hectares até 2050 e transformar a Mata Atlântica em um lugar seguro e saudável para mais de 120 milhões de brasileiros.

Fonte: Secretaria-Executiva do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica


27 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Ritmo do desmatamento da Mata Atlântica cai 55%

Inpe e SOS Mata Atlântica apresentaram novo atlas do bioma.
Foram destruídos 311 km² de floresta entre 2008 e 2010; MG lidera.

O Brasil perdeu 31.195 hectares (311,95 km²) de Mata Atlântica entre 2008 e 2010, mas houve redução de 55% no ritmo de desmatamento desse bioma, informaram nesta quinta-feira (26) a organização SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ao apresentarem um novo atlas feito a partir de imagens de satélite.

A área desmatada equivale a 194 vezes o Parque Ibirapuera, em São Paulo. A redução de 55% ocorreu em relação ao período entre 2005 e 2008, coberto pela análise anterior, numa comparação anualizada.

“Comemoramos, mas temos que fazer um alerta porque identificamos perdas de florestas principalmente nas matas secas de Minas Gerais e da Bahia. Os dois municípios que perderam mais área estão nessas matas secas”, diz Márcia Hirota, uma das coordenadoras do Atlas da Mata Atlântica.

Essa paisagem natural brasileira é uma das mais ricas em biodiversidade, e até 60% de suas espécies de plantas são endêmicas, ou seja, só existem ali. Ao mesmo tempo, se estende pela porção mais populosa do país. Na área que originalmente ocupava, atualmente vivem cerca de 112 milhões de pessoas.

Com os dados atualizados, sabe-se que restam 7,9% da cobertura original da Mata Atlântica no Brasil, considerando áreas acima de 100 hectares (1 milhão de metros quadrados). Levando em conta os pequenos fragmentos de mata, com no mínimo 3 hectares (30 mil metros quadrados), restam 11,62%. “Está bem abaixo do que deveríamos ter”, avalia Marcia.

Minas lidera desmatamento
Minas Gerais é o estado que mais destruiu o bioma nesse período: foram 12.467 hectares (124 km²) de desflorestamento. A Bahia vem logo em seguida, com 7.725 hectares (77 km²). Nove dos dez municípios com mais desflorestamento estão nesses dois estados.

Na composição do atlas, foram avaliados 16 dos 17 estados que detêm pedaços de Mata Atlântica. Apenas o Piauí ficou de fora, porque os critérios sobre a formação dessa vegetação no estado estão indefinidos.

Código Florestal
A SOS Mata Atlântica atribui a queda do ritmo de destruição em parte à criação da Lei da Mata Atlântica, em 2006, que definiu a extensão e o uso da vegetação do bioma. É por isso, segundo a organização, que a aprovação do novo Código Florestal na Câmara gera preocupação, já que, em alguns pontos, o texto flexibiliza o uso da terra.

O problema do Brasil não é a lei. É a falta de capacidade de aplicar a lei”, avalia Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da ONG. “O que aconteceu com a Mata Atlântica não precisa acontecer com a Amazônia, com o Cerrado. Tivemos um modelo errado de ocupação. [O Código Florestal] é uma volta ao passado. A anistia [a quem desmatou antes de 2008] não vai melhorar nossa performance. É uma ‘deseconomia’”, avalia.

Mapa mostra em verde as áreas remanescentes de Mata Atlântica e em vermelho os pontos de desmatamento no período de 2008 a 2010. (Foto: Divulgação)

Mapa mostra em verde as áreas remanescentes de Mata Atlântica e em vermelho os pontos de desmatamento no período de 2008 a 2010. (Foto: Divulgação)

 

Fonte:Globo Natureza, em São Paulo, Dennis Barbosa.


26 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Governo e sociedade se reúnem na Semana da Mata Atlântica

Um dia após a votação do Código Florestal, representantes de instituições governamentais e da sociedade civil se reuniram nesta quarta-feira (25), em Curitiba (PR), para debater sobre iniciativas de conservação e recuperação de uma das áreas mais devastadas do País: a Mata Atlântica.

A ecorregião se destaca por ser uma das zonas com maior biodiversidade do mundo, mas é também o segundo ecossistema mais ameaçado do planeta (possui apenas 8% de sua cobertura vegetal original), perdendo apenas para as quase extintas florestas da Ilha de Madagascar, na África.

Durante a Semana da Mata Atlântica, os participantes vão discutir políticas públicas e intervenções emergenciais para a proteção da região, além das adequações necessárias em projetos em função das alterações no Código Florestal.

Presente ao evento, o diretor do Departamento de Florestas do MMA, João de Deus Medeiros, disse que a crise de ocupação estabelecida de maneira não estratégica e não sustentável na Mata Atlântica deve ser revertida a partir de agora, e que o texto substitutivo do Código aprovado pela Câmara dos Deputados pode propiciar novos desmates em áreas que, necessariamente, devem ser protegidas.

“No texto aprovado ontem foi estabelecida, por exemplo, a emenda 164, que suprimiu, dentre outros pontos, a proteção dos manguezais. Dela consta ainda um parágrafo que prevê que zonas de ocorrência de algumas espécies de peixes não podem ser áreas protegidas, o que pode provocar uma devastação muito grande por conta de uma exploração econômica predatória. A perspectiva para a região da Mata Atlântica é preocupante”, avaliou o diretor.

Medeiros explica que esta emenda pode ainda descaracterizar o conceito de área de preservação permanente (APPs) no ambiente rural. “Toda atividade agrossilvopastoril, por exemplo, já possibilitaria automaticamente a retirada de vegetação. Não seria o caso de se regularizar situações já consolidadas, mas de se permitir novos desmatamentos em APPs. Se a redação for mantida como está, o próprio poder público só poderá fazer a proteção de uma área de utilidade pública com a aprovação de uma lei específica”, afirmou.

Ele ressaltou a importância de se reforçar a proposta de associação de APPs e reserva legal em pequenas propriedades rurais (entre 20 e 400 hectares), e que tal iniciativa pode ser uma contribuição eficiente para a recuperação da Mata Atlântica.

O diretor lembrou também que o Brasil tem a maior extensão de florestas tropicais do planeta e que a biodiversidade da Mata Atlântica é avaliada como um patrimônio mundial. Citou ainda a importância dos planos municipais de recuperação dos recursos da Mata Atlântica e do manejo florestal sustentável.

“O desafio de preservação é imenso. A Lei da Mata Atlântica não impossibilita o uso dos recursos naturais da região, e a exploração econômica da mesma é possível, desde que não seja realizada nos poucos remanescentes que ainda existem. Mais que nunca, é hora de ações inovadoras na região, como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), a gestão eficiente de unidades de conservação e e levantamentos e pesquisas de espécies existentes e das ameaçadas. O que aconteceu ontem no Congresso foi uma demonstração muito clara de que muitos políticos ainda não compreendem a relevância da proteção ambiental para o real desenvolvimento do País”, avaliou.

Preservação dos recursos naturais – A diretora de Conservação da Biodiversidade do MMA, Daniela Oliveira, destacou a relevância da conservação dos recursos naturais. Para se ter uma ideia, disse, ter mata ciliar nas beiras de rios é importante para se evitar enchentes, deslizamentos e assoreamentos. “Manter as encostas é necessário para que os morros não desabem sobre populações ocasionando perdas de vidas humanas. A conservação da biodiversidade está relacionada à manutenção da vida de cada um. Precisamos mostrar a todos que esta questão é de todos e de cada cidadão”, ressaltou. De acordo com o IBGE, cerca de 120 milhões de brasileiros vivem na região da Mata Atlântica.

O presidente do Conselho Nacional de Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, Cleiton Lino, defendeu que o Brasil deve ser uma referência mundial na Rio+20, e que é hora do “País dar exemplos”. Para ele, as alterações feitas no Código Florestal podem resultar no descumprimento de compromissos estabelecidos pelo Brasil nas convenções da Diversidade Biológica (CDB) e do Clima.

“Nas metas definidas na última convenção da CDB para 2020, o Brasil foi uma liderança e assumiu que iria recuperar grandes áreas dos ecossistemas terrestres e marinhos. Espero que possamos honrar estes compromissos e não passar um atestado de incoerência”, afirmou.

Já o coordenador da Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA), Renato Cunha, lembrou que a presidenta Dilma não pretende apoiar algumas questões consideradas delicadas nas negociações do Código, como a anistia aos desmatadores e a isenção de APPs e reserva legal em pequenas propriedades.

“Se o Brasil realmente aprovar o Código da maneira que está, será um retrocesso muito grande e uma incoerência, tendo em vista os acordos internacionais já firmados e o fato do País sediar uma conferência como a Rio+20?, disse Cunha.

Fonte: Carine Corrêa/ MMA


10 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Norte de MG pode virar deserto dentro de 20 anos

Um terço do território de Minas Gerais pode virar “deserto” em 20 anos. A conclusão é de um estudo encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente ao governo mineiro e concluído em março.

O desmatamento, a monocultura e a pecuária intensiva, somados a condições climáticas adversas, empobreceram o solo de 142 municípios do Estado.

Se nada for feito para reverter o processo, de acordo com o estudo, essas terras não terão mais uso econômico ou social, o que vai afetar 20% da população mineira.

Isso obrigaria 2,2 milhões de pessoas a deixar a região norte do Estado e os vales do Mucuri e do Jequitinhonha.
“A terra perde os nutrientes e fica estéril, não serve para a agricultura nem consegue sustentar a vegetação nativa”, afirma Rubio de Andrade, presidente do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas, responsável pelo estudo. A região engloba cerrado, caatinga e mata atlântica.

Segundo o governo do Estado, é preciso investir R$ 1,3 bilhão nas próximas décadas para frear o processo, que já causa danos no semiárido mineiro. Lá estão 88 das 142 cidades consideradas suscetíveis à desertificação.

Vladia Oliveira, professora do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará, disse que áreas desertificadas são diferentes de desertos naturais porque passam por um acentuado declínio de biodiversidade até se tornarem estéreis.

“Já os desertos são ecossistemas com sustentabilidade, ainda que com baixa diversidade. Eles estão vivos.”

PROGRAMA NACIONAL

O estudo foi encomendado para o Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação, que terá R$ 6 milhões neste ano para combater a desertificação no país.

Andrade diz que, para reduzir o fenômeno, é preciso aumentar as reservas naturais de vegetação e recuperar os recursos hídricos.

O agricultor Geraldo Moreno, 50, dono de três hectares em Espinosa (700 km de BH), já sente as mudanças em sua pequena lavoura de feijão.

“Se der para [alimentar] a família dá para comemorar”, diz ele, que sustenta mulher e quatro filhos com a terra.
“Aqui não chove quase nada e não tenho dinheiro para adubar a terra. O que salva são as cabras, mas estão magras”, diz o mineiro, que recebe verba do Bolsa Família para complementar a renda.

O governo pretende reduzir o espaço destinado ao gado nas áreas de caatinga e restringir atividades prejudiciais ao meio ambiente, como a extração de carvão.

“A população tem de se conscientizar de que, se essas ações não forem tomadas, nada mais poderá ser produzido”, diz Andrade.

Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: Raphael Veleda, de Belo Horizonte.


3 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Fundo de conversão da dívida brasileira para proteção ambiental

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, abriu, nesta segunda-feira (2), em Brasília, a primeira reunião do Comitê da Conta para a Conservação de Florestas Tropicais (TFCA, sigla em inglês). O comitê vai definir os critérios e analisar os projetos que serão beneficiados com o fundo de cerca de US$ 20 milhões oriundos da conversão de dívida brasileira com o governo dos Estados Unidos em proteção ambiental para a Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.

Para a ministra, o TFCA pode ajudar a aprimorar a gestão de recursos naturais com a participação da ciência. Treinamentos para aumentar as capacidades científicas, técnicas e gerenciais de pessoas e organizações envolvidos com a conservação da biodiversidade é uma das linhas de financiamento da conta.

A ministra defendeu projetos para melhorar a qualidade de vida de quem vive na floresta e promover o uso sustentável. “É preciso de novos projetos que agreguem essas famílias”, disse. De acordo com a ministra, a população que vive na floresta precisa de políticas de acesso mais rápido ao crédito, acesso a energias, por exemplo, para melhorar a qualidade de vida.

O comitê é composto por nove assentos, cabendo três ao Governo Brasileiro, cinco a ONGs brasileiras e um para a Agência Norte Americana de Desenvolvimento Internacional. A próxima reunião acontecerá em junho.

Recursos oferecidos por meio do TFCA vêm dando apoio a iniciativas como conservação de áreas protegidas, manejo de recursos naturais e apoio ao desenvolvimento de atividades sustentáveis de subsistência para comunidades silvestres no mundo.

Para atingir o objetivo do TFCA no Brasil, que é de conservar, preservar e recuperar florestas na Mata Atlântica, na Caatinga e no Cerrado, o comitê deverá aprovar projetos inovadores, que tenham o foco na conservação da floresta, resultados de grande escala e que possam ser alavancados para outros lugares. “Esses instrumentos são essenciais para a política brasileira de conservação da biodiversidade”, finalizou a ministra.

Fonte: Carlos Américo/MMA


12 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Metade das espécies brasileiras ameaçadas está protegida em unidades de conservação

Metade das 627 espécies brasileiras ameaçadas de extinção vive em unidades de conservação federais, onde estão mais protegidas do risco de desaparecer da natureza. É o que mostra levantamento divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Intitulado Atlas da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção em Unidades de Conservação Federais, o levantamento detalha quais são e onde estão as 314 espécies encontradas em unidades de conservação (UCs) de todo o país, inclusive no bioma marinho. Entre os animais ameaçados encontrados nas áreas de conservação, estão o peixe-boi-da-amazônia, a onça-pintada, o mico-leão-dourado e a arara-azul-de-lear, símbolos da fauna brasileira ameaçada.

Apesar da proteção de espécies emblemáticas, ainda não se sabe se a outra metade da lista de animais ameaçados está em territórios protegidos. A maioria dos animais com risco de extinção registrados nas UCs são aves e mamíferos, mais fáceis de identificar, segundo o coordenador geral de espécies ameaçadas do ICMBio, Ugo Vercillo. “Peixes e invertebrados são mais difíceis de serem encontrados e identificados”.

A meta brasileira, assumida diante da Convenção da Organização das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, é garantir que 100% dos animais ameaçados tenham exemplares em territórios protegidos. “O primeiro passo para conservar é saber onde elas estão, procurar cada espécie”, avalia Vercillo.

O bioma com maior número de registros de animais ameaçados encontrados em UCs é a Mata Atlântica, onde parques nacionais, estações ecológicas e outras unidades abrigam 168 espécies ameaçadas de extinção. Na Caatinga, das 43 espécies ameaçadas de extinção no bioma, 41 estão em unidades de conservação.

O presidente do ICMBio, Rômullo Melo, disse que o levantamento pode orientar a gestão das unidades espalhadas pelo país e ajudar a identificar lacunas de preservação. “O atlas fez o cruzamento para saber que unidades de conservação protegem que espécies ameaçadas. Vai ser um instrumento importante para orientar a definição de áreas prioritárias para ampliação e criação de novas unidades de conservação”.

O ICMBio lançou nesta segunda-feira (11) uma revista eletrônica para divulgação de informações científicas sobre espécies brasileiras, inclusive as ameaçadas de extinção. A meta é avaliar 10 mil espécies nos próximos cinco anos. O instituto também colocou no ar sua nova página na internet, com serviços e informações sobre as 310 unidades de conservação federais do país. O endereço eletrônico do ICMBio é o http://www.icmbio.gov.br/.

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Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil


10 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Ação apreende 2 toneladas de carvão em área de proteção ambiental no Rio

Operação realizada na tarde desta terça-feira (8) por fiscais da Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro apreendeu mais de 2 toneladas de carvão vegetal irregular e destruiu 7 fornos em uma área de Mata Atlântica em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Durante a ação, que teve apoio da Polícia Florestal, os agentes ambientais apreenderam 6 motosserras, um balão de 30 metros de altura e interditaram o galpão em que o produto estava armazenado, localizado em uma região que deveria ter a natureza protegida por lei.

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Dois homens foram detidos na operação e levados a 60ª delegacia de polícia em Duque de Caxias, onde responderão por crime ambiental. A pena pode chegar a até 8 anos de prisão e os infratores terão de reflorestar a área que destruíram, segundo a secretaria.

De acordo com José Maurício Padrone, coordenador do departamento que combate crimes ambientais na secretaria, são necessários 120 quilos de madeira para produzir um saco de carvão. O volume é equivalente a duas árvores de médio porte no bioma.

Fonte: Globo Natureza


8 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Mata Atlântica tem 80% de sua área em terras privadas, mostra estudo

Levantamento revela que pelo menos 17 milhões de hectares do bioma estão sem proteção

Mais ameaçado dos biomas brasileiros, 80% dos remanescentes da Mata Atlântica estão concentrados nas mãos de proprietários privados, o que torna o bioma mais suscetível a desmatamentos – principalmente se for adiante a proposta de alteração do Código Florestal, que tramita no Congresso Nacional.

 

Há no País pelo menos 17 milhões de hectares que descumprem as premissas do atual Código Florestal e podem ser recuperados. São áreas de preservação permanente (APPs), como margens de rios e topos de morros e de reserva legal nas propriedades agrícolas. Caso seja reduzida a área destinada à proteção permanente, como prevê a proposta do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), o País não cumprirá os compromissos internacionais firmados em outubro na Convenção de Biodiversidade da ONU, realizada em Nagoya, no Japão.

É o que mostra o estudo Convenção sobre Biodiversidade Biológica – Metas 2010 Mata Atlântica, elaborado pela ONG WWF-Brasil e o Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e apresentado ontem, em São Paulo.

 

“O principal desafio hoje para a recuperação da Mata Atlântica é reverter a proposta de mudança no Código Florestal. Se isso ocorrer, como querem entidades ligadas ao agronegócio, não cumpriremos a meta firmada em Nagoya de proteger 17% do bioma até 2020″, afirma Cláudio Maretti, superintendente de conservação do WWF-Brasil.

 

Ele explica que na situação atual o País já não cumpriria o acordo, pois o bioma está restrito a 7,9% da cobertura original, num total de 102 mil km². Quando o Brasil foi descoberto, em 1500, a Mata Atlântica cobria nada menos que 1,3 milhão de km², em toda a sua extensão. O bioma é importante também por abrigar 65% das espécies ameaçadas de extinção no Brasil – muitas são endêmicas, ou seja, só existem no bioma.

 

Para o WWF-Brasil, uma das maneiras de aumentar a proteção do bioma é estimular a criação de unidades de conservação em áreas privadas. Hoje existem 627 reservas privadas (RPPNs) de Mata Atlântica em todo o País, que protegem 0,1% do bioma. Parques nacionais e estaduais somam apenas 2,3% da área protegida da Mata Atlântica.

 

“Os proprietários privados são fundamentais para se resguardar o que resta da floresta. Mas praticamente não existe política pública para incentivar a criação de reservas particulares”, diz Luciana Simões, coordenadora do Programa Mata Atlântica do WWF-Brasil. Ela também defende o uso de ferramentas econômicas para estimular a preservação, como o pagamento a agricultores que preservarem seus remanescentes de floresta.

 

Só em São Paulo, existem73 mil hectares de remanescentes de Mata Atlântica que podem ser transformados em áreas de proteção. Segundo Clayton Ferreira Lino, presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, há no Estado áreas ainda intocadas do bioma.

 

É o caso da mata que abriga as nascentes do Rio Paranapanema, na região de Capão Bonito, no sudeste do Estado. “É uma área bastante preservada, que abriga nascentes e espécies ameaçadas de extinção, como o cachorro-vinagre. Também há um casal de onças-pintadas vivendo lá”, diz.

 

Lino explica que a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica é hoje a maior dentre todas as 564 Reservas da Biosfera reconhecidas pela Unesco em 109 países. “A Mata Atlântica está entre as 35 áreas prioritárias do mundo.”

 

Outro levantamento divulgado nesta semana, pela ONG Conservação Internacional, apontou a Mata Atlântica como o quinto mais ameaçado do mundo, atrás apenas de florestas localizadas na Nova Zelândia, Indonésia, Malásia e Filipinas.

(Andrea Vialli)

(O Estado de SP, 5/2)


7 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Estudo indica dez florestas mais ameaçadas do mundo

Mata Atlântica está na lista, feita pela ONG Conservação Internacional.
Nações Unidas lançam 2011 como o ‘Ano Internacional das Florestas’.

A organização não governamental (ONG) Conservação Internacional (CI) lançou nesta quarta-feira (2) uma pesquisa que lista as dez florestas mais ameaçadas em todo o mundo. A divulgação do estudo ocorre na mesma data em que a Organização das Nações Unidas (ONU) promove oficialmente 2011 como o “Ano Internacional das Florestas”.

Todas as florestas consideradas como as mais ameaçadas pela CI já perderam 90% ou mais de sua cobertura vegetal e cada uma abriga pelo menos 1.500 espécies que só existem em nível local. De acordo com a ONG, as áreas têm espécies que estão sob o risco de extinção.

O bioma brasileiro da Mata Atlântica aparece como a quinta vegetação mais ameaçada do mundo, das quais restam apenas 8% da cobertura original, segundo a ONG. Já a floresta com maior risco de extinção fica na Indo-Birmânia, na Ásia, e já teve 95% de sua vegetação original destruída.

A lista da CI segue com a segunda vegetação mais ameaçada, que está em florestas tropicais da Nova Zelândia, também com 5% de cobertura original, seguida da floresta de sunda, na Indonésia, Malásia e Brunei (7% de cobertura original), a de Filipinas (7%), a Mata Atlântica no Brasil (8%), as montanhas das regiões central e sul da China (8%) e florestas da Califórnia, nos EUA (10%).

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De acordo com a ONG, a oitava floresta mais ameaçada do mundo fica na costa oriental da África e tem 10% da vegetação original, seguida de florestas em Madagascar e em ilhas do Oceano Índico, ainda na África (10% de cobertura original) e das florestas de Afromontane, no mesmo continente, com 11% da vegetação original.

As ONU escolheu 2011 como o “Ano Internacional das Florestas” para chamar a atenção sobre a necessidade de preservação desses locais pelo mundo. De acordo com o órgão, as florestas cobrem 30% da área do Planeta, mas abrigam 80% da biodiversidade mundial.

Fonte: Globo Natureza


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Publicação sobre Pagamento de Serviços Ambientais já está disponível para o público

A Mata Atlântica é a ecorregião com mais experiências de Pagamentos de Serviços Ambientais (PSA) no País. Para tratar deste assunto e apresentar ao público como esse mecanismo é implementado na região mais povoada do país, foi lançado recentemente o livro “Pagamento por Serviços Ambientais na Mata Atlântica: lições aprendidas e desafios”. Conforme o levantamento apontado no estudo, atualmente, 78 iniciativas de PSA estão sendo executadas em áreas de Mata Atlântica. Para participar, os produtores rurais recebem dinheiro pela proteção e restauração de ecossistemas naturais em áreas estratégicas para a produção de água, para captura de carbono ou para proteção da biodiversidade.

Os interessados em receber a publicação, deverão enviar uma solicitação com justificativa para o endereço cid@mma.gov.br O Pacto pela Restauração da Mata Atlântica também disponibiliza o conteúdo da obra em PDF. Abaixo segue o link do arquivo, que pode ser compartilhado com outras pessoas e profissionais da área.

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Fonte: Pacto pela Restauração da Mata Atlântica


31 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Pacto pela Restauração da Mata Atlântica e seus (bons) resultados

Carta-resposta da secretaria-executiva do Pacto
30 de Maio de 2011

O movimento Pacto pela Restauração da Mata Atlântica vem a público lamentar a publicação do artigo “Salve o Planeta e fique também milionário,” de autoria do sr. Germano Woehl, publicado no dia 19 de maio de 2011 no site ((o))eco, que trata de forma não recomendável os projetos de restauração florestal na Mata Atlântica.

Por isso, se faz necessária a apresentação e divulgação de alguns esclarecimentos.

O Pacto pela Restauração da Mata Atlântica conta, atualmente, com 184 membros que participam do que é o maior movimento do Brasil para restauração florestal de áreas degradadas com espécies nativas. Reunir organizações e profissionais em torno de um mesmo propósito é algo desafiador e o Pacto vem conquistando resultados cada vez mais sólidos.

O movimento já contribuiu e continuará contribuindo para aperfeiçoar as atuais e criar novas técnicas de campo e mecanismos de financiamento para as atividades de restauração.

O Pacto atua entre as esferas pública e privada, articulando o diálogo entre governo, empresas e proprietários de terra para impulsionar resultados em restauração e conservação da biodiversidade. O Pacto não é uma empresa, não tem fins lucrativos e não visa beneficiar nenhum ator específico. Quem se beneficia de seu sucesso é a biodiversidade, o clima e toda a sociedade brasileira.

Apoiamos a primeira edição da Iniciativa BNDES Mata Atlântica que está investindo mais de R$ 70 milhões de reais na restauração de mais de quatro mil hectares de restauração – não apenas R$ 2,5 milhões. Esses recursos viabilizarão a restauração de áreas que vão propiciar qualidade de vida, água em quantidade e qualidade, além de equilíbrio climático para milhares de pessoas em zonas rurais e urbanas.

O Pacto reforça a importância das estratégias e políticas de conservação e muitos dos seus membros atuam também nessa área. Os signatários entendem que a restauração do bioma Mata Atlântica é a melhor solução para proporcionar segurança ambiental e qualidade de vida para as populações, gerando também trabalho e renda em atividades de restauração.

Como informado no site do movimento, o Pacto vem cadastrando as iniciativas de todos os membros. Nos primeiros dois anos, o movimento cadastrou mais de 90 iniciativas no site, somando mais de 40 mil hectares em processo de restauração florestal. As áreas se encontram em diferentes estágios de restauração, variando entre inicial e médio, principalmente.

No intuito de contribuir para a estruturação da cadeia produtiva da restauração, o Pacto publicou em 2009 (com versões atualizadas em 2010 e 2011) dois documentos referenciais que são distribuídos gratuitamente para todos os membros e demais interessados, por exemplo: pesquisadores, empresas, universidades e ONGs que atuam em restauração.

Além disso, em fevereiro de 2011, o Pacto reuniu, em Campinas-SP, mais de 60 instituições de todo o Brasil, entre universidades, governos, empresas e ONGs, para a construção de um Protocolo de Monitoramento de Projetos de Restauração, que já foi aprovado e será oferecido, sem custo, para todos os membros e a toda a sociedade brasileira.

Trata-se de um conjunto de indicadores ecológicos, sociais, econômicos e de gestão para os projetos de restauração na Mata Atlântica. Este importante instrumento possibilitará a padronização do processo de monitoramento dos plantios executados por seus membros, permitindo a comparação de desempenhos com a utilização de diferentes técnicas e métodos de restauração e a melhoria da eficiência dos projetos. O Pacto é um movimento agregador, transparente em suas atuações e os interessados podem se informar através do nosso site e das publicações acima mencionadas.

A Secretaria Executiva atua em conjunto com diversos profissionais extremamente capacitados na execução e gestão de todas as iniciativas do Pacto, e todos estão sempre à disposição para atender aos interessados em conhecer mais sobre o movimento e sobre restauração.

O Pacto agradece a oportunidade de esclarecer as estratégias do movimento. A contribuição de cada membro é fundamental para manter o caráter aberto, participativo, produtivo e transparente.

Neste espírito, o Pacto convida todas as organizações que atuam na Mata Atlântica a contribuir para o alcance da meta de viabilizar a restauração de 15 milhões de hectares até 2050 e transformar a Mata Atlântica em um lugar seguro e saudável para mais de 120 milhões de brasileiros.

Fonte: Secretaria-Executiva do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica


27 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Ritmo do desmatamento da Mata Atlântica cai 55%

Inpe e SOS Mata Atlântica apresentaram novo atlas do bioma.
Foram destruídos 311 km² de floresta entre 2008 e 2010; MG lidera.

O Brasil perdeu 31.195 hectares (311,95 km²) de Mata Atlântica entre 2008 e 2010, mas houve redução de 55% no ritmo de desmatamento desse bioma, informaram nesta quinta-feira (26) a organização SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ao apresentarem um novo atlas feito a partir de imagens de satélite.

A área desmatada equivale a 194 vezes o Parque Ibirapuera, em São Paulo. A redução de 55% ocorreu em relação ao período entre 2005 e 2008, coberto pela análise anterior, numa comparação anualizada.

“Comemoramos, mas temos que fazer um alerta porque identificamos perdas de florestas principalmente nas matas secas de Minas Gerais e da Bahia. Os dois municípios que perderam mais área estão nessas matas secas”, diz Márcia Hirota, uma das coordenadoras do Atlas da Mata Atlântica.

Essa paisagem natural brasileira é uma das mais ricas em biodiversidade, e até 60% de suas espécies de plantas são endêmicas, ou seja, só existem ali. Ao mesmo tempo, se estende pela porção mais populosa do país. Na área que originalmente ocupava, atualmente vivem cerca de 112 milhões de pessoas.

Com os dados atualizados, sabe-se que restam 7,9% da cobertura original da Mata Atlântica no Brasil, considerando áreas acima de 100 hectares (1 milhão de metros quadrados). Levando em conta os pequenos fragmentos de mata, com no mínimo 3 hectares (30 mil metros quadrados), restam 11,62%. “Está bem abaixo do que deveríamos ter”, avalia Marcia.

Minas lidera desmatamento
Minas Gerais é o estado que mais destruiu o bioma nesse período: foram 12.467 hectares (124 km²) de desflorestamento. A Bahia vem logo em seguida, com 7.725 hectares (77 km²). Nove dos dez municípios com mais desflorestamento estão nesses dois estados.

Na composição do atlas, foram avaliados 16 dos 17 estados que detêm pedaços de Mata Atlântica. Apenas o Piauí ficou de fora, porque os critérios sobre a formação dessa vegetação no estado estão indefinidos.

Código Florestal
A SOS Mata Atlântica atribui a queda do ritmo de destruição em parte à criação da Lei da Mata Atlântica, em 2006, que definiu a extensão e o uso da vegetação do bioma. É por isso, segundo a organização, que a aprovação do novo Código Florestal na Câmara gera preocupação, já que, em alguns pontos, o texto flexibiliza o uso da terra.

O problema do Brasil não é a lei. É a falta de capacidade de aplicar a lei”, avalia Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da ONG. “O que aconteceu com a Mata Atlântica não precisa acontecer com a Amazônia, com o Cerrado. Tivemos um modelo errado de ocupação. [O Código Florestal] é uma volta ao passado. A anistia [a quem desmatou antes de 2008] não vai melhorar nossa performance. É uma ‘deseconomia’”, avalia.

Mapa mostra em verde as áreas remanescentes de Mata Atlântica e em vermelho os pontos de desmatamento no período de 2008 a 2010. (Foto: Divulgação)

Mapa mostra em verde as áreas remanescentes de Mata Atlântica e em vermelho os pontos de desmatamento no período de 2008 a 2010. (Foto: Divulgação)

 

Fonte:Globo Natureza, em São Paulo, Dennis Barbosa.


26 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Governo e sociedade se reúnem na Semana da Mata Atlântica

Um dia após a votação do Código Florestal, representantes de instituições governamentais e da sociedade civil se reuniram nesta quarta-feira (25), em Curitiba (PR), para debater sobre iniciativas de conservação e recuperação de uma das áreas mais devastadas do País: a Mata Atlântica.

A ecorregião se destaca por ser uma das zonas com maior biodiversidade do mundo, mas é também o segundo ecossistema mais ameaçado do planeta (possui apenas 8% de sua cobertura vegetal original), perdendo apenas para as quase extintas florestas da Ilha de Madagascar, na África.

Durante a Semana da Mata Atlântica, os participantes vão discutir políticas públicas e intervenções emergenciais para a proteção da região, além das adequações necessárias em projetos em função das alterações no Código Florestal.

Presente ao evento, o diretor do Departamento de Florestas do MMA, João de Deus Medeiros, disse que a crise de ocupação estabelecida de maneira não estratégica e não sustentável na Mata Atlântica deve ser revertida a partir de agora, e que o texto substitutivo do Código aprovado pela Câmara dos Deputados pode propiciar novos desmates em áreas que, necessariamente, devem ser protegidas.

“No texto aprovado ontem foi estabelecida, por exemplo, a emenda 164, que suprimiu, dentre outros pontos, a proteção dos manguezais. Dela consta ainda um parágrafo que prevê que zonas de ocorrência de algumas espécies de peixes não podem ser áreas protegidas, o que pode provocar uma devastação muito grande por conta de uma exploração econômica predatória. A perspectiva para a região da Mata Atlântica é preocupante”, avaliou o diretor.

Medeiros explica que esta emenda pode ainda descaracterizar o conceito de área de preservação permanente (APPs) no ambiente rural. “Toda atividade agrossilvopastoril, por exemplo, já possibilitaria automaticamente a retirada de vegetação. Não seria o caso de se regularizar situações já consolidadas, mas de se permitir novos desmatamentos em APPs. Se a redação for mantida como está, o próprio poder público só poderá fazer a proteção de uma área de utilidade pública com a aprovação de uma lei específica”, afirmou.

Ele ressaltou a importância de se reforçar a proposta de associação de APPs e reserva legal em pequenas propriedades rurais (entre 20 e 400 hectares), e que tal iniciativa pode ser uma contribuição eficiente para a recuperação da Mata Atlântica.

O diretor lembrou também que o Brasil tem a maior extensão de florestas tropicais do planeta e que a biodiversidade da Mata Atlântica é avaliada como um patrimônio mundial. Citou ainda a importância dos planos municipais de recuperação dos recursos da Mata Atlântica e do manejo florestal sustentável.

“O desafio de preservação é imenso. A Lei da Mata Atlântica não impossibilita o uso dos recursos naturais da região, e a exploração econômica da mesma é possível, desde que não seja realizada nos poucos remanescentes que ainda existem. Mais que nunca, é hora de ações inovadoras na região, como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), a gestão eficiente de unidades de conservação e e levantamentos e pesquisas de espécies existentes e das ameaçadas. O que aconteceu ontem no Congresso foi uma demonstração muito clara de que muitos políticos ainda não compreendem a relevância da proteção ambiental para o real desenvolvimento do País”, avaliou.

Preservação dos recursos naturais – A diretora de Conservação da Biodiversidade do MMA, Daniela Oliveira, destacou a relevância da conservação dos recursos naturais. Para se ter uma ideia, disse, ter mata ciliar nas beiras de rios é importante para se evitar enchentes, deslizamentos e assoreamentos. “Manter as encostas é necessário para que os morros não desabem sobre populações ocasionando perdas de vidas humanas. A conservação da biodiversidade está relacionada à manutenção da vida de cada um. Precisamos mostrar a todos que esta questão é de todos e de cada cidadão”, ressaltou. De acordo com o IBGE, cerca de 120 milhões de brasileiros vivem na região da Mata Atlântica.

O presidente do Conselho Nacional de Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, Cleiton Lino, defendeu que o Brasil deve ser uma referência mundial na Rio+20, e que é hora do “País dar exemplos”. Para ele, as alterações feitas no Código Florestal podem resultar no descumprimento de compromissos estabelecidos pelo Brasil nas convenções da Diversidade Biológica (CDB) e do Clima.

“Nas metas definidas na última convenção da CDB para 2020, o Brasil foi uma liderança e assumiu que iria recuperar grandes áreas dos ecossistemas terrestres e marinhos. Espero que possamos honrar estes compromissos e não passar um atestado de incoerência”, afirmou.

Já o coordenador da Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA), Renato Cunha, lembrou que a presidenta Dilma não pretende apoiar algumas questões consideradas delicadas nas negociações do Código, como a anistia aos desmatadores e a isenção de APPs e reserva legal em pequenas propriedades.

“Se o Brasil realmente aprovar o Código da maneira que está, será um retrocesso muito grande e uma incoerência, tendo em vista os acordos internacionais já firmados e o fato do País sediar uma conferência como a Rio+20?, disse Cunha.

Fonte: Carine Corrêa/ MMA


10 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Norte de MG pode virar deserto dentro de 20 anos

Um terço do território de Minas Gerais pode virar “deserto” em 20 anos. A conclusão é de um estudo encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente ao governo mineiro e concluído em março.

O desmatamento, a monocultura e a pecuária intensiva, somados a condições climáticas adversas, empobreceram o solo de 142 municípios do Estado.

Se nada for feito para reverter o processo, de acordo com o estudo, essas terras não terão mais uso econômico ou social, o que vai afetar 20% da população mineira.

Isso obrigaria 2,2 milhões de pessoas a deixar a região norte do Estado e os vales do Mucuri e do Jequitinhonha.
“A terra perde os nutrientes e fica estéril, não serve para a agricultura nem consegue sustentar a vegetação nativa”, afirma Rubio de Andrade, presidente do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas, responsável pelo estudo. A região engloba cerrado, caatinga e mata atlântica.

Segundo o governo do Estado, é preciso investir R$ 1,3 bilhão nas próximas décadas para frear o processo, que já causa danos no semiárido mineiro. Lá estão 88 das 142 cidades consideradas suscetíveis à desertificação.

Vladia Oliveira, professora do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará, disse que áreas desertificadas são diferentes de desertos naturais porque passam por um acentuado declínio de biodiversidade até se tornarem estéreis.

“Já os desertos são ecossistemas com sustentabilidade, ainda que com baixa diversidade. Eles estão vivos.”

PROGRAMA NACIONAL

O estudo foi encomendado para o Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação, que terá R$ 6 milhões neste ano para combater a desertificação no país.

Andrade diz que, para reduzir o fenômeno, é preciso aumentar as reservas naturais de vegetação e recuperar os recursos hídricos.

O agricultor Geraldo Moreno, 50, dono de três hectares em Espinosa (700 km de BH), já sente as mudanças em sua pequena lavoura de feijão.

“Se der para [alimentar] a família dá para comemorar”, diz ele, que sustenta mulher e quatro filhos com a terra.
“Aqui não chove quase nada e não tenho dinheiro para adubar a terra. O que salva são as cabras, mas estão magras”, diz o mineiro, que recebe verba do Bolsa Família para complementar a renda.

O governo pretende reduzir o espaço destinado ao gado nas áreas de caatinga e restringir atividades prejudiciais ao meio ambiente, como a extração de carvão.

“A população tem de se conscientizar de que, se essas ações não forem tomadas, nada mais poderá ser produzido”, diz Andrade.

Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: Raphael Veleda, de Belo Horizonte.


3 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Fundo de conversão da dívida brasileira para proteção ambiental

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, abriu, nesta segunda-feira (2), em Brasília, a primeira reunião do Comitê da Conta para a Conservação de Florestas Tropicais (TFCA, sigla em inglês). O comitê vai definir os critérios e analisar os projetos que serão beneficiados com o fundo de cerca de US$ 20 milhões oriundos da conversão de dívida brasileira com o governo dos Estados Unidos em proteção ambiental para a Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.

Para a ministra, o TFCA pode ajudar a aprimorar a gestão de recursos naturais com a participação da ciência. Treinamentos para aumentar as capacidades científicas, técnicas e gerenciais de pessoas e organizações envolvidos com a conservação da biodiversidade é uma das linhas de financiamento da conta.

A ministra defendeu projetos para melhorar a qualidade de vida de quem vive na floresta e promover o uso sustentável. “É preciso de novos projetos que agreguem essas famílias”, disse. De acordo com a ministra, a população que vive na floresta precisa de políticas de acesso mais rápido ao crédito, acesso a energias, por exemplo, para melhorar a qualidade de vida.

O comitê é composto por nove assentos, cabendo três ao Governo Brasileiro, cinco a ONGs brasileiras e um para a Agência Norte Americana de Desenvolvimento Internacional. A próxima reunião acontecerá em junho.

Recursos oferecidos por meio do TFCA vêm dando apoio a iniciativas como conservação de áreas protegidas, manejo de recursos naturais e apoio ao desenvolvimento de atividades sustentáveis de subsistência para comunidades silvestres no mundo.

Para atingir o objetivo do TFCA no Brasil, que é de conservar, preservar e recuperar florestas na Mata Atlântica, na Caatinga e no Cerrado, o comitê deverá aprovar projetos inovadores, que tenham o foco na conservação da floresta, resultados de grande escala e que possam ser alavancados para outros lugares. “Esses instrumentos são essenciais para a política brasileira de conservação da biodiversidade”, finalizou a ministra.

Fonte: Carlos Américo/MMA


12 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Metade das espécies brasileiras ameaçadas está protegida em unidades de conservação

Metade das 627 espécies brasileiras ameaçadas de extinção vive em unidades de conservação federais, onde estão mais protegidas do risco de desaparecer da natureza. É o que mostra levantamento divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Intitulado Atlas da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção em Unidades de Conservação Federais, o levantamento detalha quais são e onde estão as 314 espécies encontradas em unidades de conservação (UCs) de todo o país, inclusive no bioma marinho. Entre os animais ameaçados encontrados nas áreas de conservação, estão o peixe-boi-da-amazônia, a onça-pintada, o mico-leão-dourado e a arara-azul-de-lear, símbolos da fauna brasileira ameaçada.

Apesar da proteção de espécies emblemáticas, ainda não se sabe se a outra metade da lista de animais ameaçados está em territórios protegidos. A maioria dos animais com risco de extinção registrados nas UCs são aves e mamíferos, mais fáceis de identificar, segundo o coordenador geral de espécies ameaçadas do ICMBio, Ugo Vercillo. “Peixes e invertebrados são mais difíceis de serem encontrados e identificados”.

A meta brasileira, assumida diante da Convenção da Organização das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, é garantir que 100% dos animais ameaçados tenham exemplares em territórios protegidos. “O primeiro passo para conservar é saber onde elas estão, procurar cada espécie”, avalia Vercillo.

O bioma com maior número de registros de animais ameaçados encontrados em UCs é a Mata Atlântica, onde parques nacionais, estações ecológicas e outras unidades abrigam 168 espécies ameaçadas de extinção. Na Caatinga, das 43 espécies ameaçadas de extinção no bioma, 41 estão em unidades de conservação.

O presidente do ICMBio, Rômullo Melo, disse que o levantamento pode orientar a gestão das unidades espalhadas pelo país e ajudar a identificar lacunas de preservação. “O atlas fez o cruzamento para saber que unidades de conservação protegem que espécies ameaçadas. Vai ser um instrumento importante para orientar a definição de áreas prioritárias para ampliação e criação de novas unidades de conservação”.

O ICMBio lançou nesta segunda-feira (11) uma revista eletrônica para divulgação de informações científicas sobre espécies brasileiras, inclusive as ameaçadas de extinção. A meta é avaliar 10 mil espécies nos próximos cinco anos. O instituto também colocou no ar sua nova página na internet, com serviços e informações sobre as 310 unidades de conservação federais do país. O endereço eletrônico do ICMBio é o http://www.icmbio.gov.br/.

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Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil


10 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Ação apreende 2 toneladas de carvão em área de proteção ambiental no Rio

Operação realizada na tarde desta terça-feira (8) por fiscais da Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro apreendeu mais de 2 toneladas de carvão vegetal irregular e destruiu 7 fornos em uma área de Mata Atlântica em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Durante a ação, que teve apoio da Polícia Florestal, os agentes ambientais apreenderam 6 motosserras, um balão de 30 metros de altura e interditaram o galpão em que o produto estava armazenado, localizado em uma região que deveria ter a natureza protegida por lei.

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Dois homens foram detidos na operação e levados a 60ª delegacia de polícia em Duque de Caxias, onde responderão por crime ambiental. A pena pode chegar a até 8 anos de prisão e os infratores terão de reflorestar a área que destruíram, segundo a secretaria.

De acordo com José Maurício Padrone, coordenador do departamento que combate crimes ambientais na secretaria, são necessários 120 quilos de madeira para produzir um saco de carvão. O volume é equivalente a duas árvores de médio porte no bioma.

Fonte: Globo Natureza


8 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Mata Atlântica tem 80% de sua área em terras privadas, mostra estudo

Levantamento revela que pelo menos 17 milhões de hectares do bioma estão sem proteção

Mais ameaçado dos biomas brasileiros, 80% dos remanescentes da Mata Atlântica estão concentrados nas mãos de proprietários privados, o que torna o bioma mais suscetível a desmatamentos – principalmente se for adiante a proposta de alteração do Código Florestal, que tramita no Congresso Nacional.

 

Há no País pelo menos 17 milhões de hectares que descumprem as premissas do atual Código Florestal e podem ser recuperados. São áreas de preservação permanente (APPs), como margens de rios e topos de morros e de reserva legal nas propriedades agrícolas. Caso seja reduzida a área destinada à proteção permanente, como prevê a proposta do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), o País não cumprirá os compromissos internacionais firmados em outubro na Convenção de Biodiversidade da ONU, realizada em Nagoya, no Japão.

É o que mostra o estudo Convenção sobre Biodiversidade Biológica – Metas 2010 Mata Atlântica, elaborado pela ONG WWF-Brasil e o Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e apresentado ontem, em São Paulo.

 

“O principal desafio hoje para a recuperação da Mata Atlântica é reverter a proposta de mudança no Código Florestal. Se isso ocorrer, como querem entidades ligadas ao agronegócio, não cumpriremos a meta firmada em Nagoya de proteger 17% do bioma até 2020″, afirma Cláudio Maretti, superintendente de conservação do WWF-Brasil.

 

Ele explica que na situação atual o País já não cumpriria o acordo, pois o bioma está restrito a 7,9% da cobertura original, num total de 102 mil km². Quando o Brasil foi descoberto, em 1500, a Mata Atlântica cobria nada menos que 1,3 milhão de km², em toda a sua extensão. O bioma é importante também por abrigar 65% das espécies ameaçadas de extinção no Brasil – muitas são endêmicas, ou seja, só existem no bioma.

 

Para o WWF-Brasil, uma das maneiras de aumentar a proteção do bioma é estimular a criação de unidades de conservação em áreas privadas. Hoje existem 627 reservas privadas (RPPNs) de Mata Atlântica em todo o País, que protegem 0,1% do bioma. Parques nacionais e estaduais somam apenas 2,3% da área protegida da Mata Atlântica.

 

“Os proprietários privados são fundamentais para se resguardar o que resta da floresta. Mas praticamente não existe política pública para incentivar a criação de reservas particulares”, diz Luciana Simões, coordenadora do Programa Mata Atlântica do WWF-Brasil. Ela também defende o uso de ferramentas econômicas para estimular a preservação, como o pagamento a agricultores que preservarem seus remanescentes de floresta.

 

Só em São Paulo, existem73 mil hectares de remanescentes de Mata Atlântica que podem ser transformados em áreas de proteção. Segundo Clayton Ferreira Lino, presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, há no Estado áreas ainda intocadas do bioma.

 

É o caso da mata que abriga as nascentes do Rio Paranapanema, na região de Capão Bonito, no sudeste do Estado. “É uma área bastante preservada, que abriga nascentes e espécies ameaçadas de extinção, como o cachorro-vinagre. Também há um casal de onças-pintadas vivendo lá”, diz.

 

Lino explica que a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica é hoje a maior dentre todas as 564 Reservas da Biosfera reconhecidas pela Unesco em 109 países. “A Mata Atlântica está entre as 35 áreas prioritárias do mundo.”

 

Outro levantamento divulgado nesta semana, pela ONG Conservação Internacional, apontou a Mata Atlântica como o quinto mais ameaçado do mundo, atrás apenas de florestas localizadas na Nova Zelândia, Indonésia, Malásia e Filipinas.

(Andrea Vialli)

(O Estado de SP, 5/2)


7 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Estudo indica dez florestas mais ameaçadas do mundo

Mata Atlântica está na lista, feita pela ONG Conservação Internacional.
Nações Unidas lançam 2011 como o ‘Ano Internacional das Florestas’.

A organização não governamental (ONG) Conservação Internacional (CI) lançou nesta quarta-feira (2) uma pesquisa que lista as dez florestas mais ameaçadas em todo o mundo. A divulgação do estudo ocorre na mesma data em que a Organização das Nações Unidas (ONU) promove oficialmente 2011 como o “Ano Internacional das Florestas”.

Todas as florestas consideradas como as mais ameaçadas pela CI já perderam 90% ou mais de sua cobertura vegetal e cada uma abriga pelo menos 1.500 espécies que só existem em nível local. De acordo com a ONG, as áreas têm espécies que estão sob o risco de extinção.

O bioma brasileiro da Mata Atlântica aparece como a quinta vegetação mais ameaçada do mundo, das quais restam apenas 8% da cobertura original, segundo a ONG. Já a floresta com maior risco de extinção fica na Indo-Birmânia, na Ásia, e já teve 95% de sua vegetação original destruída.

A lista da CI segue com a segunda vegetação mais ameaçada, que está em florestas tropicais da Nova Zelândia, também com 5% de cobertura original, seguida da floresta de sunda, na Indonésia, Malásia e Brunei (7% de cobertura original), a de Filipinas (7%), a Mata Atlântica no Brasil (8%), as montanhas das regiões central e sul da China (8%) e florestas da Califórnia, nos EUA (10%).

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De acordo com a ONG, a oitava floresta mais ameaçada do mundo fica na costa oriental da África e tem 10% da vegetação original, seguida de florestas em Madagascar e em ilhas do Oceano Índico, ainda na África (10% de cobertura original) e das florestas de Afromontane, no mesmo continente, com 11% da vegetação original.

As ONU escolheu 2011 como o “Ano Internacional das Florestas” para chamar a atenção sobre a necessidade de preservação desses locais pelo mundo. De acordo com o órgão, as florestas cobrem 30% da área do Planeta, mas abrigam 80% da biodiversidade mundial.

Fonte: Globo Natureza


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