27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Abate ilegal de elefantes é prioridade em convenção da ONU

A regulamentação efetiva do comércio de plantas e animais silvestres está no centro das discussões de representantes de 175 países, reunidos em Genebra até hoje (sexta-feira).

Eles formam o comitê da Convenção sobre o Tratado Internacional das Espécies Selvagens Ameaçadas da Fauna e Flora, Cites. O abate ilegal de elefantes e o comércio do marfim são debatidos com alta prioridade no encontro.
O grupo avalia várias recomendações, como a implementação urgente do Plano de Ação Africano para proteger elefantes; maior controle dos mercados domésticos de marfim e melhor colaboração entre países da África e da Ásia no combate ao contrabando.

Segundo o presidente do comitê da Cites, Øysten Størkersen, os “níveis de caça e contrabando ilegal de elefantes e rinocerontes são os piores em uma década.” Nos primeiros seis meses deste ano, mais de 280 rinocerontes foram mortos, só na África do Sul.
O comitê da Cites analisa ainda o aumento da demanda por chifres de rinoceronte; os progressos para reduzir a exploração de tartarugas e sapos do Madagáscar e o uso de cobras da Ásia na indústria de couro.

Iniciativas para proteger tigres e comércio ilegal de grandes símios, como gorilas e orangotangos, também estão na pauta. A Cites é responsável por regular o comércio internacional de 35 mil espécies selvagens de plantas e animais.

 

Fonte: UOL

 


26 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Biodiversidade cai em metade das florestas tropicais, aponta estudo

Análise publicada na revista ‘Nature’ avaliou 60 reservas em 20 a 30 anos.
Perturbação do habitat, caça e exploração são maiores fatores para declínio.

Metade das áreas protegidas de florestas tropicais do mundo está sofrendo um declínio na biodiversidade, segundo uma análise feita em 60 reservas e publicada na edição desta semana da revista “Nature”.

Para avaliar como esses locais estão funcionando, o pesquisador William Laurance e outros autores estudaram um grande conjunto de dados sobre as mudanças ocorridas ao longo dos últimos 20 a 30 anos.

A avaliação revela uma grande variação no estado dessas reservas, e 50% vivenciam perdas substanciais na variedade de animais e plantas. Perturbação do habitat natural, caça e exploração das florestas são os maiores fatores para esse declínio.

As reservas tropicais representam um último refúgio para espécies ameaçadas e processos naturais dos ecossistemas, em uma época que cresce a preocupação quanto ao impacto do homem sobre o crescimento da biodiversidade.

O estudo indica que, muitas vezes, áreas protegidas estão ecologicamente ligadas aos habitats ao redor, razão pela qual o destino delas é determinado por mudanças ambientais internas e externas.

Portanto, os pesquisadores afirmam que os esforços para manter a biodiversidade não devem se limitar a reduzir os problemas dentro das reservas, mas promover mudanças também fora dessas áreas.

Biodiversidade (Foto: Christian Ziegler/ZieglerPhotos.com/Nature)

Reservas são o último refúgio de espécies ameaçadas (Foto: Christian Ziegler/ZieglerPhotos.com/Nature)

Fonte: Globo Natureza


14 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Para cientistas, preservar espécies é responsabilidade humana

Especialistas dizem que é preciso agir para evitar futuro ‘incerto’.
ONU chamou atual década de ‘década da biodiversidade’.

A biodiversidade é a bola da vez nos debates sobre o desenvolvimento sustentável. O conceito define a variedade entre os seres vivos de todo o planeta. Defender a biodiversidade significa, portanto, evitar a extinção de espécies de todos os tipos, sejam plantas ou animais, aquáticos ou terrestres.

Em abril de 2012, foi aprovada a criação de um grupo de estudos direcionado para o tema dentro das Nações Unidas, nos moldes do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês).

Para a ONU, o período entre 2011 e 2020 é a “década da biodiversidade”. Em 2010, durante uma conferência em Nagoia, no Japão, foram traçadas 20 metas de biodiversidade, que precisam ser atingidas até 2020. Elas ficaram conhecidas como as “metas de Aichi”, nome da província japonesa onde fica a cidade.

Entre os objetivos estratégicos principais, os signatários do acordo se comprometeram a fazer com que a população absorva os valores da biodiversidade e tomem medidas para preservá-la.

A grande questão para os cientistas reunidos no Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, realizado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), é como alcançar a sociedade e mostrar a importância da preservação das espécies.

“O que eu espero firmemente é que as pessoas acordem antes que aconteça algo realmente ruim para acordá-las”, afirmou Thomas Lovejoy, presidente do Painel de Avaliação Técnica e Científica do Fundo Global para o Meio Ambiente.

“Estamos numa época em que a humanidade começa a ser a maior força de mudança do planeta”, explicou Lidia Brito diretora da Divisão de Implementação de Políticas da Organização Educacional, Científica e Cultural das Nações Unidas (Unesco, na sigla em inglês).

“Significa que a responsabilidade da humanidade, individual e coletiva, de tomar conta desse sistema terrestre, que é o nosso planeta, ela aumenta muito”, completou.

A cientista moçambicana afirmou que o ser humano precisa agir com responsabilidade e reconhecer que os recursos do planeta são finitos. Essa atitude evitaria problemas mais graves, ainda difíceis de prever.

“Se nós queremos manter as civilizações humanas como as conhecemos, como parte do sistema terrestre, então nós temos que ter atenção às fronteiras planetárias, porque elas podem iniciar um processo de mudança que é incerto”, argumentou.

Ela disse ainda que, apesar do caráter de incerteza, os sinais das mudanças já são suficientemente claros. “As comunidades de pescadores já estão sentindo. Eles já têm menos peixe, o peixe já está menor. Já não é distante”, exemplificou.

Biodiversidade e economia
No Brasil, cientistas mostram que a preservação da biodiversidade pode render, inclusive, melhoras diretas na economia.

Felipe Amorim, pesquisador da Universidade de Campinas (Unicamp), apresentou no Fórum as vantagens da manutenção das abelhas em áreas usadas para o plantio – os insetos espalham o pólen e proporcionam o nascimento de novas plantas. Ele mencionou uma pesquisa recente feita em Minas Gerais, que mostrou que as lavouras de café próximas à mata nativa têm um rendimento até 14% superior.

Ana Paula Prestes, diretora de áreas protegidas do Ministério do Meio Ambiente, apontou outro potencial uso econômico da preservação das espécies. “Na parte marinha, a gente tem milhões de espécies que ainda não foram conhecidas nem estudadas, mas que a gente sabe do potencial para fármacos, para cosméticos e para outras coisas”, disse.

“Não vou dizer que é um senso comum, mas tem vários grupos que enxergam em áreas protegidas um empecilho econômico, um empecilho para o crescimento, e não é, pelo contrário”, defendeu, mencionando outros possíveis ganhos, como o turismo.

Vista da Grande Barreira de Corais, com sua variedade de cores e espécies, já está disponível no site do projeto. (Foto: Divulgação / The Catlin Seaview Survey)

Grande Barreira de Corais, na Austrália. Local abriga grande biodiversidade e pode sofrer com a alteração da temperatura dos oceanos (Foto: Divulgação / The Catlin Seaview Survey)

Fonte: Globo Natureza


10 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Redução da biodiversidade causa impactos tão graves quanto a poluição e as mudanças climáticas

No topo da lista de problemas ambientais mais urgentes, constam questões como as mudanças climáticas, o buraco na camada de ozônio e a poluição ambiental, devido aos efeitos que esses fenômenos podem causar no planeta. A perda da biodiversidade é, em geral, deixada em segundo plano, vista mais como um reflexo das agressões do que como uma causa de mais problemas. A pesquisa “A global synthesis reveals biodiversity loss as a major driver of ecosystem change” divulgada dia 2 de maio na revista científica Nature, contudo, alerta que, na natureza, diversidade significa quantidade e qualidade. De acordo com o grupo de várias universidades dos Estados Unidos envolvidas na análise, a diminuição da variedade de espécies animais e vegetais é tão nociva à produtividade dos ecossistemas quanto a poluição e as alterações no clima.

Para mensurar os efeitos da redução da biodiversidade no ambiente, os pesquisadores analisaram dados de 192 estudos anteriores sobre todas as regiões do mundo, incluindo oceanos e ecossistemas de água doce. O resultado da análise mostra que, em áreas onde ocorre a perda de 21% a 40% da variedade de espécies — seja por desmatamento, caça ou pesca predatórias, por exemplo — há redução na produtividade semelhante à sentida por causa das mudanças climáticas ou pela poluição ambiental. E diminuições mais altas, entre 41% e 60%, são tão nocivas quanto a acidificação ou a elevação intensa na produção de dióxido de carbono (CO2).

O pesquisador norte-americano Bruce Hungate, da Universidade do Norte do Arizona, explica que, além de um efeito direto, relacionado à perda de espécies, a queda da biodiversidade gera um enfraquecimento de todo o ecossistema. “Extinções definitivas. É triste perder definitivamente a diversidade biológica. Nosso novo trabalho mostra que esses efeitos são tão grandes quanto outras formas de mudança global”, conta o cientista. “Quando o ambiente perde a metade das espécies vegetais em uma área, o crescimento da planta é afetado como se ela tivesse sido banhada em chuva ácida”, alerta.

A gama de dados analisados permitiu aos pesquisadores constatarem que nenhuma região está a salvo. “Pode até haver ecossistemas que são mais ou menos sensíveis, mas em todos onde há dados disponíveis existe um padrão geral de que a perda de espécies tem impactos grandes”, explica Hungate. “Encontramos efeitos bastante consistentes de perda de diversidade em água doce, terrestres e dos ecossistemas marinhos no conjunto de estudos que avaliamos. Em média, há perdas de aproximadamente 13% na produtividade com uma redução de 50% da diversidade. Muitos de nós ficamos surpresos com a força dos efeitos em relação às outras alterações ambientais que avaliamos”, afirma David Hooper, pesquisador da Universidade de Washington Ocidental e líder do estudo divulgado na “Nature”.

Embora os pesquisadores já soubessem que a perda de diversidade reduz a produtividade dos ecossistemas, esse foi o primeiro grande estudo a mensurar esse prejuízo. “Nós já sabíamos há muito tempo que a biodiversidade afeta a produtividade e a sustentabilidade dos ecossistemas”, explica Bradley Cardinale, especialista da Universidade de Michigan. “Já sabíamos que a perda de diversidade pode comprometer os bens e serviços que os ecossistemas prestam, como alimentos, água potável e um clima estável. Mas não sabíamos como a perda de diversidade é importante comparada aos outros problemas ambientais que enfrentamos. Bem, agora sabemos que está entre os cinco maiores problemas ambientais globais.”

Vista normalmente como uma consequência de outros problemas ambientais, a queda da variedade de espécies, segundo os pesquisadores, passa a ter um papel de protagonista do processo. “Onde eu moro, perto do Puget Sound, no estado de Washington (Estados Unidos), temos aproximadamente 25 espécies ameaçadas de extinção, desde flores pequenas ao rei salmão e a baleias orca”, relata David Hooper. “Embora algumas dessas espécies possam desaparecer para sempre com apenas um sussurro, outras são muito importantes, economicamente e culturalmente. Sua extinção representaria uma grande perda de renda para pessoas que dependem, por exemplo, da pesca e do turismo”, completa.

O líder do estudo afirma ainda que os efeitos da redução da diversidade ameaçam direta a humanidade. “Se pensarmos sobre a biodiversidade de forma mais ampla, a perda de componentes da paisagem-chave pode botar em risco as pessoas”, opina. “Por exemplo, perda de matas ciliares pode pôr em perigo vidas humanas, por meio da perda de controle de inundações, e a sustentabilidade social, afetando a proteção de fontes de água fresca”, enumera Hooper.

A visão mais ampla, de que as questões ambientais têm impactos tanto no ambiente quanto diretamente no desenvolvimento social, como descrevem os pesquisadores, será o tema principal da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que ocorre entre 13 e 22 de junho no Rio de Janeiro. Apesar de avanços recentes, biodiversidade ainda é um dos temas mais problemáticos, que devem despertar maior debate durante o evento. “Temos que nos dar conta de que estamos observando uma perda da biodiversidade sem precedentes nos últimos 65 milhões de anos. Claramente estamos entrando na sexta extinção em massa (do planeta)”, disse à agência de notícias France-Presse Bob Watson, ex-chefe do painel climático da ONU e principal assessor do ministério britânico de Meio Ambiente.

Em ecologia, produtividade refere-se à taxa de geração de biomassa em um ecossistema. É geralmente expressa em unidades de massa por unidade de superfície de tempo, por exemplo: gramas por metro quadrado por dia. Quanto mais biomassa, maior a capacidade do bioma em se manter e prover serviços ecológicos, como fornecer água e alimento.

Fonte: Mater Natura


18 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Infrações contra a flora em MT motivam R$ 696 milhões em multas

As infrações cometidas contra a flora mato-grossense no ano de 2011 geraram uma cifra milionária em multas emitidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama). Ao todo, foram lavradas autuações que superaram meio milhão de reais (R$ 696.802.758,80). Na lista das agressões praticadas aos diferentes tipos de vegetação estão os desmatamentos ilegais, queimadas e também o transporte ilegal de madeira, segundo o órgão. O número faz parte de um balanço apresentado pela superintendência do Ibama no estado.

“Em Mato Grosso o que mais motiva as multas é a infração cometida contra a flora”, citou Eduardo Engelmann, chefe do setor de fiscalização. Ao todo, foram 1.359 autos de infração lavrados pelo órgão ambiental na unidade federada, conforme apontou o balanço. O exercício de atividades ilegais, como o desmatamento, provocou o embargo de 59.927,752 hectares em Mato Grosso.

Além de multas e embargos, as operações realizadas pelo Instituto Brasileiro na repressão aos crimes e infrações ambientais acarretaram ainda na apreensão de madeira, veículos e equipamentos utilizados para a prática. No estado, o volume total de madeira em tora apreendida somou 26.619 metros cúbicos, enquanto a de serrada alcançou 6.855 metros cúbicos.

Segundo o órgão, 20 tratores que auxiliavam no processo de derrubada das matas foram apreendidos, ao lado de 31 caminhões e outras 42 motosserras. Os dados são referentes ao período compreendido entre 1º de janeiro a 20 de dezembro de 2011.

Conforme Engelmann, uma característica marcou as ocorrências de desmate . “Acaba sendo mais comum onde a pessoa faz a extração das árvores em pontos onde não tem nenhuma autorização. É uma área particular de outra pessoa, ou uma área pública de estado”, frisou.

Embora o Ibama mantenha as ações de combate ao desmatamento, os números do Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal – PRODES – revelaram uma alta nos casos desta natureza entre os anos de 2010 e 2011. A área atingida avançou de 871 quilômetros quadrados para 1.126 quilômetros quadrados, deixando a unidade federada na segunda posição, atrás apenas do Pará, que desmatou 2.870 quilômetros quadrados.

Em toda Amazônia, foram 6.238 quilômetros quadrados, um recuo de 11% frente a 2010, que registrou 7 mil quilômetros quadrados. Para o chefe do setor de fiscalização do Ibama em Mato Grosso, apenas as multas não sanam o problema do desmatamento no estado. Elas são a última instância utilizada para repreender infratores.

“Quando se aplica uma multa, significa que o fato aconteceu. O melhor caminho é você monitorar, detectar a tempo o problema. Para que se tenha esse controle do desmatamento irregular é necessário ter monitoramento frequente, como o Deter”, frisou Eduardo.

Agronegócio – Engelmann diz não ser possível atribuir todas as ocorrências de desmates em função da atividade agropecuária. “Existem produtores rurais que são conscientes e existem aqueles que ignoraram. A posição do próprio setor é reprovar esse tipo de comportamento que se coloca como isolado, de um outro, enquanto a maioria respeita [a legislação]“, pontuou.

Gargalo – Para o coordenador do departamento de GeoTecnologia do Instituto Centro de Vida (ICV), Ricardo Mendonça, só será possível combater o desmatamento se haver, pelos órgãos públicos, maior responsabilização dos autores. Ele fala em reduzir, pela lei, as brechas existentes.

“Na esfera administrativa ainda existe um espaço muito grande para os recursos e nunca é resolvida a situação. A responsabilização pelos danos ambientais continua sendo o maior gargalo”, citou o representante.

Fonte: Leandro J. Nascimento/ G1


18 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Incêndio destrói área de mata preservada na USP em Ribeirão Preto

Fogo consumiu banco genético usado por pesquisadores da universidade.
Também houve perda de animais que não conseguiram escapar.

Um incêndio destruiu um banco genético usado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, na tarde desta terça-feira (16). Segundo levantamento dos pesquisadores, cerca de 40 hectares da mata preservada há 23 anos foram consumidos pelas chamas.

Segundo a bióloga Ana Carla Aquino, a perda foi irreparável, já que o material era considerado uma “biblioteca biológica”. “Tínhamos amostras da flora de 400 fragmentos da bacia dos rios Pardo e Mogi. As pesquisas serviam como uma forma de recuperar a biodiversidade de outros locais que porventura perdessem as espécies de planta”, afirmou.

Ainda segundo a especialista, houve também uma perda considerável da fauna local. “Os animais que conseguem voar se salvaram. Porém, o problema são aqueles que não conseguem se livrar do fogo. Como, por exemplo, roedores, rastejantes, filhotes de aves e ouriços”, lamentou.

A tarefa de fazer uma reposição será árdua na universidade. “Os bichos não tem mais onde se alimentar e local para se esconder. O trabalho botânico e a fauna terão que vir gradativamente”, disse a pesquisadora.

Destruição
O incêndio começou por volta das 14h10 de terça e foi controlado apenas às 18h20. Segundo o Corpo de Bombeiros, o combate contou com a ajuda da guarda universitária, um caminhão-pipa de uma empresa privada, carros do Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp), além do helicóptero Águia da Polícia Militar.

Uma área de preservação permanente e propriedade rurais vizinhas foram atingidas pelas chamas. Apesar do risco de fogo em depósitos de materiais radioativos do Hospital das Clínicas, a área não foi atingida.

De acordo com a guarda universitária, esse foi o maior incêndio registrado na história da USP.

Fonte: Do G1, SP


15 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Planta envia sinais acústicos a morcegos

As flores atraem abelhas e pássaros com suas cores e perfumes. Um estudo recente relata que uma planta encontrada na floresta tropical cubana usa o som para atrair morcegos que se alimentam de néctar.

Marcgravia evenia tem folhas em forma de prato, que enviam ecos facilmente identificáveis pelos morcegos por ecolocalização.

“As folhas delas têm um tipo especial de eco”, afirma o principal autor do estudo, Ralph Simon, biólogo da Universidade de Ulm, na Alemanha. “Ele é muito alto e tem um sinal constante e ângulos diferentes”, afirma Simon e seus colegas treinaram morcegos de laboratório a procurar por um alimentador. Em seguida, eles o colocaram em lugares diferentes – preso a folhas em forma de prato, a folhas normas ou em outros locais.

Quando o alimentador foi preso à folha em forma de prato, os morcegos levaram metade do tempo para encontrá-lo. Esse desempenho foi positivo tanto para os morcegos quanto para as plantas.

“Para as plantas, esse fenômeno aumenta o êxito da polinização”, afirma Simon. “Para os morcegos ele é vantajoso porque faz com que encontrem as flores mais rápido – eles precisam realizar diversas visitas às flores todas as noites”. O estudo aparece na edição atual da revista Science e é um dos primeiros a focar a desenvolvimento de ecos acústicos nas plantas.

Segundo Simon, centenas de espécies de plantas da zona neotropical dependem de cerca de 40 espécies de morcegos que se alimentam de néctar para a polinização. Ele e seus colegas esperam encontrar outras espécies de plantas capazes de enviar sinais acústicos para os morcegos que as polinizam.

Fonte: Portal iG


8 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Planta carnívora é flagrada comendo pássaro na Grã-Bretanha

Segundo proprietário de viveiro, fenômeno é raríssimo e só teria sido registrado antes na Alemanha.

Uma planta carnívora foi flagrada comendo um pássaro em um viveiro em Somerset, no sudoeste da Inglaterra. Nigel Hewitt-Cooper, responsável pelo viveiro, estava inspecionando o jardim tropical quando descobriu que uma de suas plantas carnívoras havia aprisionado um pássaro.

Acredita-se que esta seja segunda vez que se registrou uma planta carnívora comendo um pássaro em qualquer parte do mundo. A outra ocasião em que tal fenômeno teria sido registrado foi na Alemanha há alguns anos, contou Hewitt-Cooper.

“Eu tenho um amigo que estudou essas plantas a fundo e ele nunca encontrou evidências de nenhum deles ter capturado as aves”, disse.

“As maiores frequentemente pegam sapos, lagartos e camundongos e as maiores de todas já foram vistas com ratos dentro delas, mas encontrar um pássaro dentro de uma delas é bastante incomum”, afirmou.

A planta carnívora do viveiro de Somerset é natural do Sudeste Asiático. Ela atrai insetos e os aprisiona por meio de uma poça de líquido que usa, em seguida, para digerir suas presas.

Cooper-Hewitt disse acreditar que a ave tenha sido atraída por insetos presos pela planta. “Ela deve ter se inclinado para puxar um inseto que estava flutuando dentro do líquido da plant, escorregou e não conseguiu mais sair.”

Fonte: Da BBC


27 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Ritmo do desmatamento da Mata Atlântica cai 55%

Inpe e SOS Mata Atlântica apresentaram novo atlas do bioma.
Foram destruídos 311 km² de floresta entre 2008 e 2010; MG lidera.

O Brasil perdeu 31.195 hectares (311,95 km²) de Mata Atlântica entre 2008 e 2010, mas houve redução de 55% no ritmo de desmatamento desse bioma, informaram nesta quinta-feira (26) a organização SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ao apresentarem um novo atlas feito a partir de imagens de satélite.

A área desmatada equivale a 194 vezes o Parque Ibirapuera, em São Paulo. A redução de 55% ocorreu em relação ao período entre 2005 e 2008, coberto pela análise anterior, numa comparação anualizada.

“Comemoramos, mas temos que fazer um alerta porque identificamos perdas de florestas principalmente nas matas secas de Minas Gerais e da Bahia. Os dois municípios que perderam mais área estão nessas matas secas”, diz Márcia Hirota, uma das coordenadoras do Atlas da Mata Atlântica.

Essa paisagem natural brasileira é uma das mais ricas em biodiversidade, e até 60% de suas espécies de plantas são endêmicas, ou seja, só existem ali. Ao mesmo tempo, se estende pela porção mais populosa do país. Na área que originalmente ocupava, atualmente vivem cerca de 112 milhões de pessoas.

Com os dados atualizados, sabe-se que restam 7,9% da cobertura original da Mata Atlântica no Brasil, considerando áreas acima de 100 hectares (1 milhão de metros quadrados). Levando em conta os pequenos fragmentos de mata, com no mínimo 3 hectares (30 mil metros quadrados), restam 11,62%. “Está bem abaixo do que deveríamos ter”, avalia Marcia.

Minas lidera desmatamento
Minas Gerais é o estado que mais destruiu o bioma nesse período: foram 12.467 hectares (124 km²) de desflorestamento. A Bahia vem logo em seguida, com 7.725 hectares (77 km²). Nove dos dez municípios com mais desflorestamento estão nesses dois estados.

Na composição do atlas, foram avaliados 16 dos 17 estados que detêm pedaços de Mata Atlântica. Apenas o Piauí ficou de fora, porque os critérios sobre a formação dessa vegetação no estado estão indefinidos.

Código Florestal
A SOS Mata Atlântica atribui a queda do ritmo de destruição em parte à criação da Lei da Mata Atlântica, em 2006, que definiu a extensão e o uso da vegetação do bioma. É por isso, segundo a organização, que a aprovação do novo Código Florestal na Câmara gera preocupação, já que, em alguns pontos, o texto flexibiliza o uso da terra.

O problema do Brasil não é a lei. É a falta de capacidade de aplicar a lei”, avalia Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da ONG. “O que aconteceu com a Mata Atlântica não precisa acontecer com a Amazônia, com o Cerrado. Tivemos um modelo errado de ocupação. [O Código Florestal] é uma volta ao passado. A anistia [a quem desmatou antes de 2008] não vai melhorar nossa performance. É uma ‘deseconomia’”, avalia.

Mapa mostra em verde as áreas remanescentes de Mata Atlântica e em vermelho os pontos de desmatamento no período de 2008 a 2010. (Foto: Divulgação)

Mapa mostra em verde as áreas remanescentes de Mata Atlântica e em vermelho os pontos de desmatamento no período de 2008 a 2010. (Foto: Divulgação)

 

Fonte:Globo Natureza, em São Paulo, Dennis Barbosa.


18 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Mais de 1/4 das espécies nativas da Europa está ameaçada

Mais de um quarto do total de espécies nativas do continente europeu está ameaçado de extinção, segundo um aleta emitido recentemente pela EU (União Europeia).

O grupo inclui mamíferos, anfíbios, répteis, pássaros, borboletas e plantas.

A crise é principalmente provocada por perda de habitat, poluição, introdução de espécies de fora que ameaçam as nativas, mudança climática e pesca ilegal.

O problema também refletirá na população humana, como decorrência da devastação econômica e social, alerta o comissário de Ambiente da UE, Janez Potocnik.

As soluções apresentadas pela EU para o problema, entretanto, carecem de verbas, criticam organizações ambientalistas.

Entre as propostas da EU, estão a redução da perda de animais até 2020, que seria feita a partir de planos de gerenciamento em todas as florestas, de forma que pelo menos 15% dos ecossistemas destruídos possam se recuperar.

Segundo Ana Nieto, da organização IUCN (sigla de União Internacional para a Conservação da Natureza), a perda da biodiversidade é maior na Europa do que em outras partes do mundo porque o nível de desenvolvimento residencial e industrial é maior.

Com uma média aproximada de 70 pessoas por quilômetro quadrado, a Europa é o continente com maior densidade populacional, ficando atrás apenas da Ásia.

Fonte: DA ASSOCIATED PRESS


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27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Abate ilegal de elefantes é prioridade em convenção da ONU

A regulamentação efetiva do comércio de plantas e animais silvestres está no centro das discussões de representantes de 175 países, reunidos em Genebra até hoje (sexta-feira).

Eles formam o comitê da Convenção sobre o Tratado Internacional das Espécies Selvagens Ameaçadas da Fauna e Flora, Cites. O abate ilegal de elefantes e o comércio do marfim são debatidos com alta prioridade no encontro.
O grupo avalia várias recomendações, como a implementação urgente do Plano de Ação Africano para proteger elefantes; maior controle dos mercados domésticos de marfim e melhor colaboração entre países da África e da Ásia no combate ao contrabando.

Segundo o presidente do comitê da Cites, Øysten Størkersen, os “níveis de caça e contrabando ilegal de elefantes e rinocerontes são os piores em uma década.” Nos primeiros seis meses deste ano, mais de 280 rinocerontes foram mortos, só na África do Sul.
O comitê da Cites analisa ainda o aumento da demanda por chifres de rinoceronte; os progressos para reduzir a exploração de tartarugas e sapos do Madagáscar e o uso de cobras da Ásia na indústria de couro.

Iniciativas para proteger tigres e comércio ilegal de grandes símios, como gorilas e orangotangos, também estão na pauta. A Cites é responsável por regular o comércio internacional de 35 mil espécies selvagens de plantas e animais.

 

Fonte: UOL

 


26 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Biodiversidade cai em metade das florestas tropicais, aponta estudo

Análise publicada na revista ‘Nature’ avaliou 60 reservas em 20 a 30 anos.
Perturbação do habitat, caça e exploração são maiores fatores para declínio.

Metade das áreas protegidas de florestas tropicais do mundo está sofrendo um declínio na biodiversidade, segundo uma análise feita em 60 reservas e publicada na edição desta semana da revista “Nature”.

Para avaliar como esses locais estão funcionando, o pesquisador William Laurance e outros autores estudaram um grande conjunto de dados sobre as mudanças ocorridas ao longo dos últimos 20 a 30 anos.

A avaliação revela uma grande variação no estado dessas reservas, e 50% vivenciam perdas substanciais na variedade de animais e plantas. Perturbação do habitat natural, caça e exploração das florestas são os maiores fatores para esse declínio.

As reservas tropicais representam um último refúgio para espécies ameaçadas e processos naturais dos ecossistemas, em uma época que cresce a preocupação quanto ao impacto do homem sobre o crescimento da biodiversidade.

O estudo indica que, muitas vezes, áreas protegidas estão ecologicamente ligadas aos habitats ao redor, razão pela qual o destino delas é determinado por mudanças ambientais internas e externas.

Portanto, os pesquisadores afirmam que os esforços para manter a biodiversidade não devem se limitar a reduzir os problemas dentro das reservas, mas promover mudanças também fora dessas áreas.

Biodiversidade (Foto: Christian Ziegler/ZieglerPhotos.com/Nature)

Reservas são o último refúgio de espécies ameaçadas (Foto: Christian Ziegler/ZieglerPhotos.com/Nature)

Fonte: Globo Natureza


14 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Para cientistas, preservar espécies é responsabilidade humana

Especialistas dizem que é preciso agir para evitar futuro ‘incerto’.
ONU chamou atual década de ‘década da biodiversidade’.

A biodiversidade é a bola da vez nos debates sobre o desenvolvimento sustentável. O conceito define a variedade entre os seres vivos de todo o planeta. Defender a biodiversidade significa, portanto, evitar a extinção de espécies de todos os tipos, sejam plantas ou animais, aquáticos ou terrestres.

Em abril de 2012, foi aprovada a criação de um grupo de estudos direcionado para o tema dentro das Nações Unidas, nos moldes do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês).

Para a ONU, o período entre 2011 e 2020 é a “década da biodiversidade”. Em 2010, durante uma conferência em Nagoia, no Japão, foram traçadas 20 metas de biodiversidade, que precisam ser atingidas até 2020. Elas ficaram conhecidas como as “metas de Aichi”, nome da província japonesa onde fica a cidade.

Entre os objetivos estratégicos principais, os signatários do acordo se comprometeram a fazer com que a população absorva os valores da biodiversidade e tomem medidas para preservá-la.

A grande questão para os cientistas reunidos no Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, realizado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), é como alcançar a sociedade e mostrar a importância da preservação das espécies.

“O que eu espero firmemente é que as pessoas acordem antes que aconteça algo realmente ruim para acordá-las”, afirmou Thomas Lovejoy, presidente do Painel de Avaliação Técnica e Científica do Fundo Global para o Meio Ambiente.

“Estamos numa época em que a humanidade começa a ser a maior força de mudança do planeta”, explicou Lidia Brito diretora da Divisão de Implementação de Políticas da Organização Educacional, Científica e Cultural das Nações Unidas (Unesco, na sigla em inglês).

“Significa que a responsabilidade da humanidade, individual e coletiva, de tomar conta desse sistema terrestre, que é o nosso planeta, ela aumenta muito”, completou.

A cientista moçambicana afirmou que o ser humano precisa agir com responsabilidade e reconhecer que os recursos do planeta são finitos. Essa atitude evitaria problemas mais graves, ainda difíceis de prever.

“Se nós queremos manter as civilizações humanas como as conhecemos, como parte do sistema terrestre, então nós temos que ter atenção às fronteiras planetárias, porque elas podem iniciar um processo de mudança que é incerto”, argumentou.

Ela disse ainda que, apesar do caráter de incerteza, os sinais das mudanças já são suficientemente claros. “As comunidades de pescadores já estão sentindo. Eles já têm menos peixe, o peixe já está menor. Já não é distante”, exemplificou.

Biodiversidade e economia
No Brasil, cientistas mostram que a preservação da biodiversidade pode render, inclusive, melhoras diretas na economia.

Felipe Amorim, pesquisador da Universidade de Campinas (Unicamp), apresentou no Fórum as vantagens da manutenção das abelhas em áreas usadas para o plantio – os insetos espalham o pólen e proporcionam o nascimento de novas plantas. Ele mencionou uma pesquisa recente feita em Minas Gerais, que mostrou que as lavouras de café próximas à mata nativa têm um rendimento até 14% superior.

Ana Paula Prestes, diretora de áreas protegidas do Ministério do Meio Ambiente, apontou outro potencial uso econômico da preservação das espécies. “Na parte marinha, a gente tem milhões de espécies que ainda não foram conhecidas nem estudadas, mas que a gente sabe do potencial para fármacos, para cosméticos e para outras coisas”, disse.

“Não vou dizer que é um senso comum, mas tem vários grupos que enxergam em áreas protegidas um empecilho econômico, um empecilho para o crescimento, e não é, pelo contrário”, defendeu, mencionando outros possíveis ganhos, como o turismo.

Vista da Grande Barreira de Corais, com sua variedade de cores e espécies, já está disponível no site do projeto. (Foto: Divulgação / The Catlin Seaview Survey)

Grande Barreira de Corais, na Austrália. Local abriga grande biodiversidade e pode sofrer com a alteração da temperatura dos oceanos (Foto: Divulgação / The Catlin Seaview Survey)

Fonte: Globo Natureza


10 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Redução da biodiversidade causa impactos tão graves quanto a poluição e as mudanças climáticas

No topo da lista de problemas ambientais mais urgentes, constam questões como as mudanças climáticas, o buraco na camada de ozônio e a poluição ambiental, devido aos efeitos que esses fenômenos podem causar no planeta. A perda da biodiversidade é, em geral, deixada em segundo plano, vista mais como um reflexo das agressões do que como uma causa de mais problemas. A pesquisa “A global synthesis reveals biodiversity loss as a major driver of ecosystem change” divulgada dia 2 de maio na revista científica Nature, contudo, alerta que, na natureza, diversidade significa quantidade e qualidade. De acordo com o grupo de várias universidades dos Estados Unidos envolvidas na análise, a diminuição da variedade de espécies animais e vegetais é tão nociva à produtividade dos ecossistemas quanto a poluição e as alterações no clima.

Para mensurar os efeitos da redução da biodiversidade no ambiente, os pesquisadores analisaram dados de 192 estudos anteriores sobre todas as regiões do mundo, incluindo oceanos e ecossistemas de água doce. O resultado da análise mostra que, em áreas onde ocorre a perda de 21% a 40% da variedade de espécies — seja por desmatamento, caça ou pesca predatórias, por exemplo — há redução na produtividade semelhante à sentida por causa das mudanças climáticas ou pela poluição ambiental. E diminuições mais altas, entre 41% e 60%, são tão nocivas quanto a acidificação ou a elevação intensa na produção de dióxido de carbono (CO2).

O pesquisador norte-americano Bruce Hungate, da Universidade do Norte do Arizona, explica que, além de um efeito direto, relacionado à perda de espécies, a queda da biodiversidade gera um enfraquecimento de todo o ecossistema. “Extinções definitivas. É triste perder definitivamente a diversidade biológica. Nosso novo trabalho mostra que esses efeitos são tão grandes quanto outras formas de mudança global”, conta o cientista. “Quando o ambiente perde a metade das espécies vegetais em uma área, o crescimento da planta é afetado como se ela tivesse sido banhada em chuva ácida”, alerta.

A gama de dados analisados permitiu aos pesquisadores constatarem que nenhuma região está a salvo. “Pode até haver ecossistemas que são mais ou menos sensíveis, mas em todos onde há dados disponíveis existe um padrão geral de que a perda de espécies tem impactos grandes”, explica Hungate. “Encontramos efeitos bastante consistentes de perda de diversidade em água doce, terrestres e dos ecossistemas marinhos no conjunto de estudos que avaliamos. Em média, há perdas de aproximadamente 13% na produtividade com uma redução de 50% da diversidade. Muitos de nós ficamos surpresos com a força dos efeitos em relação às outras alterações ambientais que avaliamos”, afirma David Hooper, pesquisador da Universidade de Washington Ocidental e líder do estudo divulgado na “Nature”.

Embora os pesquisadores já soubessem que a perda de diversidade reduz a produtividade dos ecossistemas, esse foi o primeiro grande estudo a mensurar esse prejuízo. “Nós já sabíamos há muito tempo que a biodiversidade afeta a produtividade e a sustentabilidade dos ecossistemas”, explica Bradley Cardinale, especialista da Universidade de Michigan. “Já sabíamos que a perda de diversidade pode comprometer os bens e serviços que os ecossistemas prestam, como alimentos, água potável e um clima estável. Mas não sabíamos como a perda de diversidade é importante comparada aos outros problemas ambientais que enfrentamos. Bem, agora sabemos que está entre os cinco maiores problemas ambientais globais.”

Vista normalmente como uma consequência de outros problemas ambientais, a queda da variedade de espécies, segundo os pesquisadores, passa a ter um papel de protagonista do processo. “Onde eu moro, perto do Puget Sound, no estado de Washington (Estados Unidos), temos aproximadamente 25 espécies ameaçadas de extinção, desde flores pequenas ao rei salmão e a baleias orca”, relata David Hooper. “Embora algumas dessas espécies possam desaparecer para sempre com apenas um sussurro, outras são muito importantes, economicamente e culturalmente. Sua extinção representaria uma grande perda de renda para pessoas que dependem, por exemplo, da pesca e do turismo”, completa.

O líder do estudo afirma ainda que os efeitos da redução da diversidade ameaçam direta a humanidade. “Se pensarmos sobre a biodiversidade de forma mais ampla, a perda de componentes da paisagem-chave pode botar em risco as pessoas”, opina. “Por exemplo, perda de matas ciliares pode pôr em perigo vidas humanas, por meio da perda de controle de inundações, e a sustentabilidade social, afetando a proteção de fontes de água fresca”, enumera Hooper.

A visão mais ampla, de que as questões ambientais têm impactos tanto no ambiente quanto diretamente no desenvolvimento social, como descrevem os pesquisadores, será o tema principal da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que ocorre entre 13 e 22 de junho no Rio de Janeiro. Apesar de avanços recentes, biodiversidade ainda é um dos temas mais problemáticos, que devem despertar maior debate durante o evento. “Temos que nos dar conta de que estamos observando uma perda da biodiversidade sem precedentes nos últimos 65 milhões de anos. Claramente estamos entrando na sexta extinção em massa (do planeta)”, disse à agência de notícias France-Presse Bob Watson, ex-chefe do painel climático da ONU e principal assessor do ministério britânico de Meio Ambiente.

Em ecologia, produtividade refere-se à taxa de geração de biomassa em um ecossistema. É geralmente expressa em unidades de massa por unidade de superfície de tempo, por exemplo: gramas por metro quadrado por dia. Quanto mais biomassa, maior a capacidade do bioma em se manter e prover serviços ecológicos, como fornecer água e alimento.

Fonte: Mater Natura


18 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Infrações contra a flora em MT motivam R$ 696 milhões em multas

As infrações cometidas contra a flora mato-grossense no ano de 2011 geraram uma cifra milionária em multas emitidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama). Ao todo, foram lavradas autuações que superaram meio milhão de reais (R$ 696.802.758,80). Na lista das agressões praticadas aos diferentes tipos de vegetação estão os desmatamentos ilegais, queimadas e também o transporte ilegal de madeira, segundo o órgão. O número faz parte de um balanço apresentado pela superintendência do Ibama no estado.

“Em Mato Grosso o que mais motiva as multas é a infração cometida contra a flora”, citou Eduardo Engelmann, chefe do setor de fiscalização. Ao todo, foram 1.359 autos de infração lavrados pelo órgão ambiental na unidade federada, conforme apontou o balanço. O exercício de atividades ilegais, como o desmatamento, provocou o embargo de 59.927,752 hectares em Mato Grosso.

Além de multas e embargos, as operações realizadas pelo Instituto Brasileiro na repressão aos crimes e infrações ambientais acarretaram ainda na apreensão de madeira, veículos e equipamentos utilizados para a prática. No estado, o volume total de madeira em tora apreendida somou 26.619 metros cúbicos, enquanto a de serrada alcançou 6.855 metros cúbicos.

Segundo o órgão, 20 tratores que auxiliavam no processo de derrubada das matas foram apreendidos, ao lado de 31 caminhões e outras 42 motosserras. Os dados são referentes ao período compreendido entre 1º de janeiro a 20 de dezembro de 2011.

Conforme Engelmann, uma característica marcou as ocorrências de desmate . “Acaba sendo mais comum onde a pessoa faz a extração das árvores em pontos onde não tem nenhuma autorização. É uma área particular de outra pessoa, ou uma área pública de estado”, frisou.

Embora o Ibama mantenha as ações de combate ao desmatamento, os números do Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal – PRODES – revelaram uma alta nos casos desta natureza entre os anos de 2010 e 2011. A área atingida avançou de 871 quilômetros quadrados para 1.126 quilômetros quadrados, deixando a unidade federada na segunda posição, atrás apenas do Pará, que desmatou 2.870 quilômetros quadrados.

Em toda Amazônia, foram 6.238 quilômetros quadrados, um recuo de 11% frente a 2010, que registrou 7 mil quilômetros quadrados. Para o chefe do setor de fiscalização do Ibama em Mato Grosso, apenas as multas não sanam o problema do desmatamento no estado. Elas são a última instância utilizada para repreender infratores.

“Quando se aplica uma multa, significa que o fato aconteceu. O melhor caminho é você monitorar, detectar a tempo o problema. Para que se tenha esse controle do desmatamento irregular é necessário ter monitoramento frequente, como o Deter”, frisou Eduardo.

Agronegócio – Engelmann diz não ser possível atribuir todas as ocorrências de desmates em função da atividade agropecuária. “Existem produtores rurais que são conscientes e existem aqueles que ignoraram. A posição do próprio setor é reprovar esse tipo de comportamento que se coloca como isolado, de um outro, enquanto a maioria respeita [a legislação]“, pontuou.

Gargalo – Para o coordenador do departamento de GeoTecnologia do Instituto Centro de Vida (ICV), Ricardo Mendonça, só será possível combater o desmatamento se haver, pelos órgãos públicos, maior responsabilização dos autores. Ele fala em reduzir, pela lei, as brechas existentes.

“Na esfera administrativa ainda existe um espaço muito grande para os recursos e nunca é resolvida a situação. A responsabilização pelos danos ambientais continua sendo o maior gargalo”, citou o representante.

Fonte: Leandro J. Nascimento/ G1


18 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Incêndio destrói área de mata preservada na USP em Ribeirão Preto

Fogo consumiu banco genético usado por pesquisadores da universidade.
Também houve perda de animais que não conseguiram escapar.

Um incêndio destruiu um banco genético usado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, na tarde desta terça-feira (16). Segundo levantamento dos pesquisadores, cerca de 40 hectares da mata preservada há 23 anos foram consumidos pelas chamas.

Segundo a bióloga Ana Carla Aquino, a perda foi irreparável, já que o material era considerado uma “biblioteca biológica”. “Tínhamos amostras da flora de 400 fragmentos da bacia dos rios Pardo e Mogi. As pesquisas serviam como uma forma de recuperar a biodiversidade de outros locais que porventura perdessem as espécies de planta”, afirmou.

Ainda segundo a especialista, houve também uma perda considerável da fauna local. “Os animais que conseguem voar se salvaram. Porém, o problema são aqueles que não conseguem se livrar do fogo. Como, por exemplo, roedores, rastejantes, filhotes de aves e ouriços”, lamentou.

A tarefa de fazer uma reposição será árdua na universidade. “Os bichos não tem mais onde se alimentar e local para se esconder. O trabalho botânico e a fauna terão que vir gradativamente”, disse a pesquisadora.

Destruição
O incêndio começou por volta das 14h10 de terça e foi controlado apenas às 18h20. Segundo o Corpo de Bombeiros, o combate contou com a ajuda da guarda universitária, um caminhão-pipa de uma empresa privada, carros do Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp), além do helicóptero Águia da Polícia Militar.

Uma área de preservação permanente e propriedade rurais vizinhas foram atingidas pelas chamas. Apesar do risco de fogo em depósitos de materiais radioativos do Hospital das Clínicas, a área não foi atingida.

De acordo com a guarda universitária, esse foi o maior incêndio registrado na história da USP.

Fonte: Do G1, SP


15 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Planta envia sinais acústicos a morcegos

As flores atraem abelhas e pássaros com suas cores e perfumes. Um estudo recente relata que uma planta encontrada na floresta tropical cubana usa o som para atrair morcegos que se alimentam de néctar.

Marcgravia evenia tem folhas em forma de prato, que enviam ecos facilmente identificáveis pelos morcegos por ecolocalização.

“As folhas delas têm um tipo especial de eco”, afirma o principal autor do estudo, Ralph Simon, biólogo da Universidade de Ulm, na Alemanha. “Ele é muito alto e tem um sinal constante e ângulos diferentes”, afirma Simon e seus colegas treinaram morcegos de laboratório a procurar por um alimentador. Em seguida, eles o colocaram em lugares diferentes – preso a folhas em forma de prato, a folhas normas ou em outros locais.

Quando o alimentador foi preso à folha em forma de prato, os morcegos levaram metade do tempo para encontrá-lo. Esse desempenho foi positivo tanto para os morcegos quanto para as plantas.

“Para as plantas, esse fenômeno aumenta o êxito da polinização”, afirma Simon. “Para os morcegos ele é vantajoso porque faz com que encontrem as flores mais rápido – eles precisam realizar diversas visitas às flores todas as noites”. O estudo aparece na edição atual da revista Science e é um dos primeiros a focar a desenvolvimento de ecos acústicos nas plantas.

Segundo Simon, centenas de espécies de plantas da zona neotropical dependem de cerca de 40 espécies de morcegos que se alimentam de néctar para a polinização. Ele e seus colegas esperam encontrar outras espécies de plantas capazes de enviar sinais acústicos para os morcegos que as polinizam.

Fonte: Portal iG


8 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Planta carnívora é flagrada comendo pássaro na Grã-Bretanha

Segundo proprietário de viveiro, fenômeno é raríssimo e só teria sido registrado antes na Alemanha.

Uma planta carnívora foi flagrada comendo um pássaro em um viveiro em Somerset, no sudoeste da Inglaterra. Nigel Hewitt-Cooper, responsável pelo viveiro, estava inspecionando o jardim tropical quando descobriu que uma de suas plantas carnívoras havia aprisionado um pássaro.

Acredita-se que esta seja segunda vez que se registrou uma planta carnívora comendo um pássaro em qualquer parte do mundo. A outra ocasião em que tal fenômeno teria sido registrado foi na Alemanha há alguns anos, contou Hewitt-Cooper.

“Eu tenho um amigo que estudou essas plantas a fundo e ele nunca encontrou evidências de nenhum deles ter capturado as aves”, disse.

“As maiores frequentemente pegam sapos, lagartos e camundongos e as maiores de todas já foram vistas com ratos dentro delas, mas encontrar um pássaro dentro de uma delas é bastante incomum”, afirmou.

A planta carnívora do viveiro de Somerset é natural do Sudeste Asiático. Ela atrai insetos e os aprisiona por meio de uma poça de líquido que usa, em seguida, para digerir suas presas.

Cooper-Hewitt disse acreditar que a ave tenha sido atraída por insetos presos pela planta. “Ela deve ter se inclinado para puxar um inseto que estava flutuando dentro do líquido da plant, escorregou e não conseguiu mais sair.”

Fonte: Da BBC


27 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Ritmo do desmatamento da Mata Atlântica cai 55%

Inpe e SOS Mata Atlântica apresentaram novo atlas do bioma.
Foram destruídos 311 km² de floresta entre 2008 e 2010; MG lidera.

O Brasil perdeu 31.195 hectares (311,95 km²) de Mata Atlântica entre 2008 e 2010, mas houve redução de 55% no ritmo de desmatamento desse bioma, informaram nesta quinta-feira (26) a organização SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ao apresentarem um novo atlas feito a partir de imagens de satélite.

A área desmatada equivale a 194 vezes o Parque Ibirapuera, em São Paulo. A redução de 55% ocorreu em relação ao período entre 2005 e 2008, coberto pela análise anterior, numa comparação anualizada.

“Comemoramos, mas temos que fazer um alerta porque identificamos perdas de florestas principalmente nas matas secas de Minas Gerais e da Bahia. Os dois municípios que perderam mais área estão nessas matas secas”, diz Márcia Hirota, uma das coordenadoras do Atlas da Mata Atlântica.

Essa paisagem natural brasileira é uma das mais ricas em biodiversidade, e até 60% de suas espécies de plantas são endêmicas, ou seja, só existem ali. Ao mesmo tempo, se estende pela porção mais populosa do país. Na área que originalmente ocupava, atualmente vivem cerca de 112 milhões de pessoas.

Com os dados atualizados, sabe-se que restam 7,9% da cobertura original da Mata Atlântica no Brasil, considerando áreas acima de 100 hectares (1 milhão de metros quadrados). Levando em conta os pequenos fragmentos de mata, com no mínimo 3 hectares (30 mil metros quadrados), restam 11,62%. “Está bem abaixo do que deveríamos ter”, avalia Marcia.

Minas lidera desmatamento
Minas Gerais é o estado que mais destruiu o bioma nesse período: foram 12.467 hectares (124 km²) de desflorestamento. A Bahia vem logo em seguida, com 7.725 hectares (77 km²). Nove dos dez municípios com mais desflorestamento estão nesses dois estados.

Na composição do atlas, foram avaliados 16 dos 17 estados que detêm pedaços de Mata Atlântica. Apenas o Piauí ficou de fora, porque os critérios sobre a formação dessa vegetação no estado estão indefinidos.

Código Florestal
A SOS Mata Atlântica atribui a queda do ritmo de destruição em parte à criação da Lei da Mata Atlântica, em 2006, que definiu a extensão e o uso da vegetação do bioma. É por isso, segundo a organização, que a aprovação do novo Código Florestal na Câmara gera preocupação, já que, em alguns pontos, o texto flexibiliza o uso da terra.

O problema do Brasil não é a lei. É a falta de capacidade de aplicar a lei”, avalia Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da ONG. “O que aconteceu com a Mata Atlântica não precisa acontecer com a Amazônia, com o Cerrado. Tivemos um modelo errado de ocupação. [O Código Florestal] é uma volta ao passado. A anistia [a quem desmatou antes de 2008] não vai melhorar nossa performance. É uma ‘deseconomia’”, avalia.

Mapa mostra em verde as áreas remanescentes de Mata Atlântica e em vermelho os pontos de desmatamento no período de 2008 a 2010. (Foto: Divulgação)

Mapa mostra em verde as áreas remanescentes de Mata Atlântica e em vermelho os pontos de desmatamento no período de 2008 a 2010. (Foto: Divulgação)

 

Fonte:Globo Natureza, em São Paulo, Dennis Barbosa.


18 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Mais de 1/4 das espécies nativas da Europa está ameaçada

Mais de um quarto do total de espécies nativas do continente europeu está ameaçado de extinção, segundo um aleta emitido recentemente pela EU (União Europeia).

O grupo inclui mamíferos, anfíbios, répteis, pássaros, borboletas e plantas.

A crise é principalmente provocada por perda de habitat, poluição, introdução de espécies de fora que ameaçam as nativas, mudança climática e pesca ilegal.

O problema também refletirá na população humana, como decorrência da devastação econômica e social, alerta o comissário de Ambiente da UE, Janez Potocnik.

As soluções apresentadas pela EU para o problema, entretanto, carecem de verbas, criticam organizações ambientalistas.

Entre as propostas da EU, estão a redução da perda de animais até 2020, que seria feita a partir de planos de gerenciamento em todas as florestas, de forma que pelo menos 15% dos ecossistemas destruídos possam se recuperar.

Segundo Ana Nieto, da organização IUCN (sigla de União Internacional para a Conservação da Natureza), a perda da biodiversidade é maior na Europa do que em outras partes do mundo porque o nível de desenvolvimento residencial e industrial é maior.

Com uma média aproximada de 70 pessoas por quilômetro quadrado, a Europa é o continente com maior densidade populacional, ficando atrás apenas da Ásia.

Fonte: DA ASSOCIATED PRESS


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