26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Tráfico de animais silvestres moveu R$ 7 bilhões no Brasil em 10 anos

Quadrilhas desafiam autoridades e alimentam lucrativo mercado criminoso.
Centenas de animais, muitos em risco de extinção, são capturados.

As quadrilhas desafiam as autoridades e alimentam um mercado lucrativo e criminoso.

Centenas de animais, muitos em risco de extinção, são capturados diariamente, e muitos acabam morrendo antes de chegar ao destino final.

Em dez anos, quase seis milhões de pássaros foram comercializados ilegalmente no país, um mercado que movimentou R$ 7 bilhões na última década.

A reportagem é de Carlos de Lannoy, Mahomed Saigg, Junior Alves e Felipe Wainer.

Uma pequena armadilha, uma simples arapuca. “Como esses animais são territoriais, os machos vai atrair o outro. Se ele pousar aqui, desarma a armadilha”, afirma.

O Ibama diz que o tráfico de aves começa com caçadores que capturam e escondem as aves em depósitos improvisados no meio da mata.

Agente: Tem arma em casa?
Homem: Arma? Não.

O fiscal encontra três armas – todas carregadas – e dezenas de curiós, canários, coleiros, trinca-ferros e dois periquitos. As gaiolas estão sujas, os animais, amontoados, falta comida: sinais de maus-tratos.

Deraldo Gomes dos Santos diz que mora no local e nega envolvimento com o tráfico.

Repórter: Passarinho que canta não vale muito dinheiro?
Homem: Um curió custa mais de R$ 2 mil, não é isso. Eu não vendo passarinho, eu tenho passarinho para me divertir dentro de casa. Abre a porta, só o que eu tenho é uma televisão, uma geladeira e pronto, e os passarinhos cantando.

Os fiscais identificam cada uma das aves. É um trabalho minucioso que só termina no início da noite. As gaiolas viram uma imensa fogueira.

Preso em flagrante, Deraldo foi levado para Santanópolis, a 160 quilômetros de Salvador, mas os agentes encontram a delegacia fechada e recebem a informação de que a cidade está sem delegado. “O que acontece é que é que a gente saindo do município não existe garantia que uma delegacia de outro município vá receber. Então ele vai ser liberado e a gente vai encaminhar a denúncia para o Ministério Público”, explica o agente federal do Ibama Roberto Cabral Borges.

A impunidade é a regra. Comerciantes ganham dinheiro oferecendo animais livremente em feiras do interior.

Produtor: Posso dar uma olhadinha?
Vendedor: Pode.
Produtor: Está quanto ele?
Vendedor: R$ 50.

Em um mercado de Feira de Santana, na Bahia, homens, mulheres e até menores vendem passarinhos…

Produtor: Canário está quanto?
Vendedor: R$ 40.

… macacos…

Produtor: Tem quantos aqui?
Vendedora: Três. É porque é pequenininho, é próprio para criar mesmo.

… e papagaios por encomenda.

Produtor: Papagaio eu consigo aqui?
Vendedor: Consegue.
Produtor: Quanto é?
Vendedor: Mas é mais difícil de achar.
Produtor: Mas, quanto o papagaio?
Vendedor: R$ 400, depende do papagaio.

Milhões de aves são capturadas todos os anos no Brasil. A maioria, segundo o Ibama, cai na mão de traficantes que alimentam um mercado estimado em cerca de R$ 7 bilhões. Ver um periquito rei voltar para a natureza é um privilégio. Chega a ser emocionante.

Um estudo do Ibama apontou que a exploração das aves que tem o dom de cantar é uma das principais causas de perda da biodiversidade no país, e os pesquisadores chegaram a uma surpreendente constatação: a criação legalizada vem contribuindo com o tráfico de animais silvestres.

“Fiscalização do Ibama, a gente veio olhar o plantel dele de passarinho. Abre a casa por favor”, afirma um agente.

As irregularidades atingem parte dos 400 mil criadores autorizados no país. Segundo o Ibama, cada um possui em média 20 pássaros, o que dá um total de aproximadamente 8 milhões de aves em cativeiro.

A inspeção em um criadouro de Feira de Santana dá a dimensão do problema: eles checam notas fiscais, medem o tamanho e conferem os números das anilhas de cada passarinho.

O problema é que o Ibama autoriza apenas uma anilha por animal. Para aumentar a quantidade de animais, os criadores falsificam anilhas com a mesma numeração e, para não levantar suspeitas, trocam esses animais entre si. Ou seja, a mesma numeração pode estar espalhada em mais de um criadouro, com diferentes passarinhos, dando uma aparência de legalidade a um animal capturado de maneira criminosa.

“Esses trinca-ferros aqui, você tem as anilhas todas falsificadas. Nenhuma dessas anilhas daqui são anilhas do Ibama. Isso significa que todos esses animais aqui foram capturados na natureza e inserida a anilha neles para acobertar”, explica um agente do Ibama.

Um proprietário tem uma estante carregada de troféus. São títulos conquistados em torneios de canto de pássaros, atividade muito comum no Brasil. Ele admite que participa do comércio de aves entre criadores, o que é ilegal.

Inspetor do Ibama: Esses pássaros você comprou aonde?
Proprietário dos pássaros: A gente vai comprando na mão de criador. Um vai passando para o outro, vai passando para o outro.

O criador de Feira de Santana disse que trouxe aves de Belo Horizonte e Recife.

O Ibama diz que aves muito valorizadas no Brasil acabam sendo vendidas para os Estados Unidos e a Europa. A principal rota de entrada é Portugal. Aranhas, insetos e répteis são enviados até pelos Correios.

A jiboia princesa diamante, uma espécie rara de pele branca e olhos negros avaliada em US$ 1 milhão, foi levada para os Estados Unidos em 2011. O americano que comprou a jiboia informou que ela morreu no cativeiro.

“Ele já foi processado nos Estados Unidos, e atualmente as negociações estão para repatriamento dos filhotes desse animal. Ele informou que o animal morreu. Nós temos dúvidas em reação a isso, porque temos alguns vídeos que tratam esse animal como se ele ainda estivesse vivo”, afirma um agente do Ibama.

No Brasil, as aves apreendidas pelo Ibama, que não têm condições de se readaptar à natureza, são levadas para centros de triagem de animais silvestres. As demais são libertadas e fazem o trabalho de fiscalização valer a pena.

“Cada passarinho que a gente resgata, cada animal que a gente resgata, ver o animal voltando a voar, ver a alegria do animal de recuperar a liberdade. Isso vale a pena”, comemora o agente do Ibama.

Acesse e veja o vídeo: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2015/01/trafico-de-animais-silvestres-moveu-r-7-bilhoes-no-brasil-em-10-anos.html

 

Fonte: Bom dia Brasil


14 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Ibama apreende 362 tartarugas que seriam vendidas em Manaus

Fiscais localizaram ‘currais’ de quelônios, em Roraima.
Operação de fiscalização ocorre na região do Baixo Rio Branco.

Tartarugas apreendidas durante a ação. (Foto: Diego Bueno/Ibama)

Tartarugas apreendidas durante a ação (Foto: Diego Bueno/Ibama)

Uma operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com apoio da Policia Federal, apreendeu 362 tartarugas da Amazônia que seriam vendidas em Manaus. Quatro “tartarugueiros” foram presos. Segundo o órgão, a fiscalização é realizada na região do Baixo Rio Branco, em Roraima, desde o mês de outubro.

Foram resgatados até o momento um total de 378 quelônios, dos quais 362 foram devolvidos à natureza. Desses, 115 chegavam a pesar mais de 50 kg, alguns com idade estimada em mais de 100 anos.

Até o momento foram descobertos três “currais” de quelônios, que são estruturas de madeira construídas pelos caçadores próximos das margens, feitos com finalidade depositar as tartarugas recém capturadas.

A operação, iniciada no dia 29 de outubro, no município de Caracaraí, deverá se estender até o final de dezembro. O início da fiscalização coincide com o momento que as tartarugas estão “assoalhando”, escolhendo os melhores bancos de areia, também conhecidos como tabuleiros, para desovar.

O caçador de quelônios está sujeito a ser autuado administrativamente pelo Ibama e ser preso em flagrante por crime contra a fauna e formação de quadrilha. As penas somadas chegam a 6 anos de reclusão. A multa é de R$ 5 mil por animal apreendido, com agravante caso o flagrante se dê dentro de uma Unidade de Conservação.

 

 

Fonte: Globo Natureza


1 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Indonésia liberta 85 pangolins que seriam contrabandeados

Controladores de pragas, animais são encontrados na Ásia e África.
Entre os exemplares resgatados havia filhotes.

Ambientalistas da Indonésia devolveram à natureza nesta terça-feira (31) 85 exemplares de pangolins que foram resgatados de contrabandistas no último dia 28 na cidade de Medan. Eles foram libertados em uma floresta no distrito de Karo.

De acordo com o governo local, espécimes adultos e filhotes estavam amontoados em 14 sacos dentro de um ônibus. Havia animais mortos entre eles. Pouco estudada e considerada uma espécie ícone, os pangolins são encontrados na Ásia e África. Eles são controladores naturais de pragas, engolindo formigas e cupins.

Entretanto, autoridades da Indonésia tentam combater o tráfico que está intenso para países como China e Vietnã, que utilizam esses animais como alimentos e medicamentos.

Os chineses acreditam que o animal pode curar uma série de doenças e aumentar a potência sexual. Por conta disto, a população da espécie reduziu drasticamente e hoje são encontradas apenas em poucas regiões da Indonésia, Filipinas, além de partes da Malásia e Índia.

O comércio desta espécie foi proibido em 2002, por meio da Convenção Internacional sobre espécies ameaçadas. Apesar da legislação, o crime continua sendo cometido por caçadores rurais, incluindo os trabalhadores nas plantações da Indonésia.

Além da China, Vietnã e Coreia do Sul também figuram na lista das encomendas ilegais.
Se comparados aos lucros obtidos pela venda dos animais, as penas para o tráfico são baixas. Um pangolim inteiro poderia ser comprado na Indonésia por US$ 275. Já as escamas eram arrematadas por até US$ 750 o quilo na China

De acordo com o governo da Indonésia, as penas para crimes ambientais deverão ser endurecidas. Embora as apreensões e prisões de pequenos contrabandistas tenham aumentado substancialmente, quase nenhum dos principais compradores foram colocados atrás das grades.

Filhote de pangolim resgatado de traficantes na última semana foi libertado em área de floresta na província de Sumatra, na Indonésia. (Foto: AFP)

Filhote de pangolim resgatado de traficantes na última semana foi libertado em área de floresta na província de Sumatra, na Indonésia. (Foto: AFP)

No total, foram encontrados 85 exemplares vivos dentro de um ônibus. Esses animais são contrabandeados para países como China e Vietnã. (Foto: AFP)

No total, foram encontrados 85 exemplares vivos dentro de um ônibus. Esses animais são contrabandeados para países como China e Vietnã. (Foto: AFP)

Fonte: Globo Natureza


18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

RECANTO TALIESIN – Projeto de educação ambiental e preservação de fauna.

O Recanto Taliesin, abrigo para animais silvestres portadores de necessidades especiais,  irá lançar  em agosto o livro O Sabiá “Chama”, com objetivo de colaborar com a educação ambiental faunística.

Sinópise: 

O primeiro livro da Série Recanto Taliesin, O Sabiá “Chama”,  conta a história de um sabiá colocado na gaiola por um caçador negociante para atrair outros pássaros da mesma espécie.    Ao ouvir o seu canto,   outros sabiás se aproximam para defender seu território e acabam sendo aprisionados também.  Ao ser realizada uma apreensão policial por denúncia, inicia-se o desenrolar dessa história.  Ela mostra  a vida em liberdade e a vida em cativeiro dessas avezinhas, como também  as consequências para aqueles  que quebram a harmonia do meio ambiente.  Certamente, a emoção  tocará a consciência daqueles que o lerem.

 

 

Projeto de educação ambiental e preservação de fauna -  SÉRIE RECANTO TALIESIN

1-Edição de livros infanto-juvenil trazendo a história de animais abrigados no Recanto Taliesin onde eles mesmos contam sua trajetória pós-retirada da vida livre por meio de caça ou outros.

São eles, estes animais, os autores. Constando no exemplar seu registro emitido pelo órgão que o encaminhou ao Mantenedouro de fauna do Recanto Taliesin, foto e biografia.

A narrativa é construída de maneira a colocar o leitor na situação vivida pelo personagem. Trazendo informações sobre meio ambiente, vida natural, vida livre, aspectos gerais de como vivem as diversas espécies em seu habitat natural e quando necessário em sistema de abrigo permanente ao se tornar inapto à vida livre.

A biodiversidade é nosso foco principal usando a temática preservação de espécies ou ainda fauna silvestre brasileira.

 

2-Com o primeiro livro da Série, O Sabiá Chama em mãos, a ser lançado na Bienal em agosto pela editora Escortecci – estamos com a data de nosso evento reservada para o sábado, dia 11/08 onde contamos com a presença de pessoas ligadas ao meio ambiente, imprensa e o patrocinador a ser conquistado – nosso grupo trabalhará a distribuição gratuita de exemplares nas escolas locais iniciaremos um trabalho de palestras a respeito do assunto abordado no primeiro livro. As escolas municipais, rurais e menos privilegiadas terão prioridade.

 

3-Durante a palestra, estaremos anunciando o segundo livro da Série e convidando as escolas a elaborarem um trabalho de educação ambiental entre seus alunos. Esse trabalho consiste na criação de um desenho que esboce o tema a ser tratado no próximo livro. (contamos hoje com três histórias prontas e revisadas)

 

4-Realizaremos então junto à Promotoria do Meio ambiente, Policia Ambiental e o patrocinador um concurso do melhor desenho apresentado pelas escolas. Esse desenho será então a próxima capa do novo livro e o Ilustrador Mirim terá sua foto e biografia no exemplar.

 

Buscamos assim incentivar não somente a criatividade, mas também a conscientização. Pretendemos com o evento do concurso, utilizando a semana do meio ambiente de 2012, dar amplitude ao projeto e garantir sua continuidade.

 

A obra O Sabiá “Canta” pode ser comprada através do site:  www.asabeca.com.br


8 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Iguana encontrada nos Correios será encaminhado a instituto em Cornélio Procópio

Filhote estava sem nenhum alimento, preso em uma meia, dentro de um recipiente plástico furado em um pacote dos Correios

O filhote de iguana encontrado em uma embalagem dos Correios, no final da tarde de ontem, já tem um novo lar, onde vai receber todos os cuidados necessários. O animal será encaminhado pela Polícia Ambiental ao Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Meio Ambiente (Ipevs), em Cornélio Procópio, região Norte do Paraná.

O pequeno iguana foi identificado por funcionários da Central de Distribuição dos Correios de Londrina. Eles suspeitaram do conteúdo do pacote ao passá-lo pelo scanner. Quando abriram a caixa, encontraram o filhote, de aproximadamente 20 centímetros.

“Era uma encomenda vinda de São Paulo, capital, destinada a uma cidade do Norte do Paraná. Não estamos divulgando o município por causa das investigações”, informa o capitão Ricardo Eguedis, comandante da 2ª Companhia da Polícia Ambiental, acionada pelos funcionários que encontraram o iguana.

O animal estava sem nenhum alimento, preso em uma meia, dentro de um recipiente plástico furado. Havia também um jornal úmido, para manter a umidade relativa do ar e evitar uma desidratação extrema. “É uma técnica que os criminosos usam, para ele não se mexer. Mesmo com o papel molhado, ele corria risco de morte”, acrescenta Eguedis.

“O que ocorre é que esses animais são comprados pela internet ou nas redes sociais. Mas eles crescem e podem chegar a 1,80 metro, mudam de cor e as pessoas não sabem o que fazer depois, acabam abandonando. O que pedimos é que a população não compre esses animais de maneira errada”, complementa o comandante.

De acordo com o biólogo e veterinário do Ipevs, Rafael Haddad, o iguana encontrado é natural das regiões norte e Nordeste do Brasil, onde também é conhecido como calango. “Aparentemente ele está bem, o peso está normal e não vimos nenhuma escoriação. Agora será reidratado, alimentado e vai receber luz solar, que é fundamental para o crescimento”, afirma. “É um animal silvestre, que precisa de umidade. Como ele não é da nossa região, a gente não pode soltar na natureza. Ele ficará em cativeiro, recebendo todos os cuidados.”

Utensílios utilizados para transportar ilegalmente o Iguana. Foto: Lívea S. Almeida

Investigações

Segundo o capitão Eguedis, o transporte ilegal do iguana configura tráfico de animais silvestres e pode render de multa a prisão aos infratores, seja para quem compra, seja para quem vende. “Ainda não podemos afirmar, pois as investigações é que nos dirão, mas geralmente essa prática está associada à comercialização”, completa.

Fonte: Flávio Augusto – Jornal de Londrina  http://www.jornaldelondrina.com.br/cidades/conteudo.phtml?id=1200485


3 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Cobras e lagartos são achados em caixa, no Sul de Minas Gerais

Animais foram encontrados perto de uma escola em Pouso Alegre.
Polícia disse que répteis são exóticos e procurados para tráfico de animais.

oradores de um bairro de Pouso Alegre, na Região Sul de Minas Gerais encontraram uma caixa cheia de cobras e lagartos, que estava perto de uma escola, nesta quarta-feira (2). Os animais foram encontrados em frente ao muro, dentro de uma caixa de papelão. Vinte e duas cobras e quatro lagartos estavam em potes de plástico com furos.

De acordo com a Polícia Militar de Meio Ambiente, os répteis são exóticos e muito procurados para o tráfico de animais.

Na semana passada, duas cobras foram encontradas dentro de uma caixa dos Correios, em Varginha, também no Sul do estado. Elas seriam enviadas para Santa Catarina, e o endereço do remetente era de Pouso Alegre. De acordo com os bombeiros, os dois casos podem estar relacionados.

Os animais encontrados nesta quarta-feira foram levados pela Policia Militar de Meio Ambiente e devem ser encaminhados para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Click e veja o vídeo: http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2011/11/cobras-e-lagartos-sao-achados-em-caixa-no-sul-de-minas-gerais.html

 

Fonte: G1, MT Com informações da EPTV

 

 


27 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Correios de MG encontram cobras em encomenda enviada para SC

Segundo Correios, caixa seguia de Pouso Alegre (MG) para Caçador (SC).
Ao passar encomenda no raio x, gerente de agência encontrou os animais.

Cobras foram encontradas em encomenda (Foto: Reprodução/TV Globo)

Cobras devem ser encaminhadas para Fundação Ezequiel Dias, em BH (Foto: Reprodução/EPTV)

Duas cobras foram encontradas dentro de uma caixa em uma agência dos Correios de Varginha, na Região Sul de Minas Gerais, nesta terça-feira (25). Segundo informações da assessoria dos Correios, a encomenda seguia de Pouso Alegre para a cidade de Caçador, no estado de Santa Catarina.

Ainda de acordo com os Correios, ao passar a caixa pelo equipamento de raio x, o gerente da agência desconfiou do conteúdo e acionou a Policia Militar do Meio Ambiente. A polícia vai  investigar o caso.

De acordo com a polícia, as cobras,  devem ser encaminhadas para a Fundação Ezequial Dias, em Belo Horizonte. Os Correios informaram que não transportam animais vivos, exceto os admitidos em convenção internacional ratificada pelo Brasil.

 

 

Correios acionaram a Polícia Militar do Meio Ambiente para abrir a encomenda (Foto: Reprodução/TV Globo)

Correios acionaram a Polícia Militar do Meio Ambiente para abrir a encomenda (Foto: Reprodução/EPTV)

Fonte: Do G1 Minas Gerais, com informações da EPTV


5 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Filhotes de pássaros atraem mais de cem voluntários ao Ibama no Recife

Uma apreensão de 517 filhotes de papagaios, papagaios-galegos e maritacas que ocorreu na última semana em Pernambuco tem movimentado a sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), de Recife.

A pouca quantidade de funcionários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) para cuidar dos espécimes, que recebem alimentação pelo menos três vezes ao dia e precisam ser observados constantemente, chamou a atenção de mais de uma centena de voluntários, que passaram a frequentar diariamente o local.

Os filhotes, encontrados na caçamba de um caminhão na região de Juazeiro, seriam comercializados ilegalmente em Petrolina e em Recife. Eles estavam em gaiolas, em más condições, e precisavam ser socorridos com urgência para que não morressem.

 

Com apenas três funcionários, o Cetas teve que pedir ajuda. Segundo Edson Lima, analista ambiental do Ibama, tudo começou com uma mensagem via e-mail para um grupo de cinco pessoas. “A mensagem foi colocada em sites de relacionamento e houve uma ‘explosão’ de voluntários nos procurando para alimentar esses animais”, disse Lima.

Filhote de papagaio recebe alimento especial dado por voluntária em centro de triagem do Ibama, em Recife (PE) (Foto: Reprodução/TV Globo)Filhote de papagaio recebe alimento especial dado por voluntária em centro de triagem do Ibama, em Recife (PE) (Foto: Reprodução/TV Globo)

Outros cinco especialistas foram contratados temporariamente para dar conta. “Além deles, já contamos 133 voluntários e continuamos recebendo ligações de diversas pessoas. Tivemos que criar um esquema de grupos de dez pessoas por turno para alimentar os animais. Não estamos recusando ninguém, mas a preferência é para aqueles envolvidos com a biologia ou medicina veterinária”, disse Lima.

Necessidade
Como a base do Cetas em Recife é pequena, os papagaios e maritacas foram colocados em caixotes em uma sala improvisada. Por dia, são consumidos seis quilos de ração especial, ao custo de R$ 200.

“Além do alimento, precisávamos de seringas, luvas e óculos especiais para quem fosse cuidar dos bichos. Estamos tendo ajuda de duas organizações ambientais, uma brasileira e uma norte-americana, que estão nos doando os materiais”, disse Edson Lima.

Os filhotes de papagaio e maritacas foram colocados em caixotes em uma sala improvisada do Cetas. O tratamento especial deve demorar dois anos, até que as aves possam ser reincorporadas à natureza (Foto: Reprodução/TV Globo)Os filhotes de papagaio e maritacas foram colocados em caixotes em uma sala improvisada do Cetas. O tratamento especial deve demorar dois anos, até que as aves possam ser reincorporadas à natureza (Foto: Reprodução/TV Globo)

Por pelo menos dois anos esses animais receberão tratamento especial, até conseguirem sobreviver sozinhos na natureza. Entretanto, devido à falta de espaço no Centro de Triagem e à possibilidade de novas apreensões ainda este ano, as aves serão distribuídas para o Centro de Manejo de Fauna da Caatinga da Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Petrolina, e para um viveiro de uma igreja em Vitória de Santo Antão.

Crime ambiental
O comércio de aves, como os papagaios e a maritaca, é controlado pelo Ibama. Entretanto, Lima afirma que o tráfico de animais continua constante em Pernambuco, apesar do reforço na fiscalização feito por agentes do instituto e pela Polícia Ambiental.

Segundo o Cetas, em todo ano de 2010, 5.843 animais foram apreendidos, sendo que mais de 5 mil eram aves. De janeiro até 19 de setembro de 2011, 5.072 animais foram levados ao centro para cuidados, sendo 4.478 aves. “Até o fim do ano, este número pode aumentar, pois o crime continua acontecendo”, disse o analista ambiental.

Fonte: Eduardo Carvalho/ Globo Natureza


14 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Indonésia tenta conter comércio ilegal de pangolins e sua extinção

Carne e escamas da espécie são contrabandeadas para a China.
Ambientalistas dizem que leis do país são fracas para crimes ambientais.

Autoridades da Indonésia tentam combater a ocorrência de tráfico de animais cada vez mais intensa entre Jacarta, a capital do país, para cidades da China. Uma das principais vítimas deste crime é o pangolim, cuja carne e escamas que tem sido contrabandeada para os chineses, que aplicam tais produtos na culinária e na fabricação de medicamentos artesanais.

Pouco estudado e considerada uma espécie ícone, os pangolins são encontrados na Ásia e África. Eles são controladores naturais de pragas, engolindo formigas e cupins.

Os chineses acreditam que o animal pode curar uma série de doenças e aumentar a potência sexual. Por conta disto, a população da espécie reduziu drasticamente e hoje são encontradas apenas em poucas regiões da Indonésia, Filipinas, além de partes da Malásia e Índia.

“Estamos assistindo uma espécie desaparecer”, afirma o ambientalista Chris Shepard, que monitora o tráfico de animais selvagens na Ásia há duas décadas. Ele diz que é necessário aumentar em cem vezes os esforços para salvar o pangolim.

Imagem de outubro de 2010 mostra a apreensão de pangolins em uma casa na Tailândia (Foto: AP)

Imagem de outubro de 2010 mostra a apreensão de pangolins em uma casa na Tailândia (Foto: AP)

Dificuldades
Em julho, oito toneladas de carne e escamas, estimados em US$ 269 mil, foram encontrados em 20 caixas de papelão no aeroporto de Jacarta, prontos para o envio à China. Quatro pessoas foram presas. “Estamos tentando ganhar a guerra”, afirmou Raffles Brotestes Panjaitan, oficial da polícia ambiental do país.

Entretanto, ele lista uma série de desafios contra esta prática: pobreza, corrupção, além de uma força policial inadequada aliada à cooperação internacional fraca.

O comércio desta espécie foi proibido em 2002, por meio da Convenção Internacional sobre espécies ameaçadas. Apesar da legislação, o crime continua sendo cometido por caçadores rurais, incluindo os trabalhadores nas plantações da Indonésia.

Filhote da espécie recebe alimento em zoológico de Bangcoc, na Tailândia (Foto: AP)

Filhote da espécie recebe alimento em zoológico de Bangcoc, na Tailândia (Foto: AP)

Penas leves
“Tudo está contra eles, que não têm dentes e sua única defesa é se enrolar como uma bola, usando suas escamas como proteção”, disse Shepherd. Sob estresse, esses animais podem desenvolver úlceras, que os levam à morte.

Além da China, Vietnã e Coreia do Sul também figuram na lista das encomendas ilegais.
Se comparados aos lucros obtidos pela venda dos animais, as penas para o tráfico são baixas. Um pangolim inteiro poderia ser comprado na Indonésia por US$. Entretanto, dependendo do tamanho do animal, o preço poderia subir para US$ 275. Já as escamas eram arrematadas por até US$ 750 o quilo na China

De acordo com o governo da Indonésia, as penas para crimes ambientais deverão ser endurecidas. Embora as apreensões e prisões de pequenos contrabandistas tenham aumentado substancialmente, quase nenhum dos principais compradores foram colocados atrás das grades.

Nesta foto de dezembro de 2009, oficiais do governo da Indonésia incineram mais de 700 kg de carne de Pangolim confiscados em uma cidade do país (Foto: AP)

Nesta foto de dezembro de 2009, oficiais do governo da Indonésia incineram mais de 700 kg de carne de Pangolim confiscados em uma cidade do país (Foto: AP)

Fonte: Do Globo Natureza, com agências internacionais


12 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Suspeito de tráfico de animais é preso com 141 filhotes de papagaio em MS

Aves, sem penas ainda, estavam em caixas no porta-malas de um veículo.
Suspeito foi multado em R$ 70,5 mil e autuado pelo crime ambiental.

Suspeito de tráfico de animais é preso com 141 filhotes de papagaio em MS (Foto: Divulgação/PM)

Filhotes de papagaio ainda não têm nem penas (Foto: Divulgação/PM)

 

A Polícia Militar do distrito de Casa Verde, município de Nova Andradina, região leste de Mato Grosso do Sul, prendeu na manhã deste sábado (10), em uma estrada vicinal, um homem de 24 anos que transportava ilegalmente 141 filhotes de papagaio. As aves, sem penas ainda, estavam em caixas no porta-malas de um veículo. Um filhote foi encontrado morto.

Segundo a PM, o suspeito de tráfico de animais disse que comprou as aves por R$ 30 cada uma e que pretendia vendê-las em São Paulo. Após o flagrante, o homem foi autuado pela Polícia Militar Ambiental (PMA), que aplicou a multa de R$ 500 por animal, totalizando R$ 70,5 mil, pelo crime ambiental.

Os animais foram recolhidos e transferidos para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), de Campo Grande. O suspeito foi preso e encaminhado a Delegacia de Polícia Civil da cidade, onde foi autuado. Segundo a polícia, ele já foi preso outras vezes pelo mesmo crime ambiental.

Suspeito de tráfico de animais é preso com 141 filhotes de papagaio em MS (Foto: Marcos Donzeli/Nova Notícias)

Filhotes estavam sendo em caixas no porta-malas de um carro (Foto: Marcos Donzeli/Nova Notícias)

 

Apreensões
De acordo com a PMA, os últimos quatro meses do ano representam um período crítico para o combate ao tráfico de filhotes de papagaio, já que a reprodução das aves ocorre justamente entre setembro e dezembro. Neste período, a unidade revela que reforça o trabalho preventivo nas propriedades rurais.

Suspeito de tráfico de animais é preso com 141 filhotes de papagaio em MS (Foto: Divulgação/PM)

Suspeito de tráfico de animais é preso com 141 filhotes de papagaio em MS (Foto: Divulgação/PM)

Fonte: Globo Natureza/ G1


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26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Tráfico de animais silvestres moveu R$ 7 bilhões no Brasil em 10 anos

Quadrilhas desafiam autoridades e alimentam lucrativo mercado criminoso.
Centenas de animais, muitos em risco de extinção, são capturados.

As quadrilhas desafiam as autoridades e alimentam um mercado lucrativo e criminoso.

Centenas de animais, muitos em risco de extinção, são capturados diariamente, e muitos acabam morrendo antes de chegar ao destino final.

Em dez anos, quase seis milhões de pássaros foram comercializados ilegalmente no país, um mercado que movimentou R$ 7 bilhões na última década.

A reportagem é de Carlos de Lannoy, Mahomed Saigg, Junior Alves e Felipe Wainer.

Uma pequena armadilha, uma simples arapuca. “Como esses animais são territoriais, os machos vai atrair o outro. Se ele pousar aqui, desarma a armadilha”, afirma.

O Ibama diz que o tráfico de aves começa com caçadores que capturam e escondem as aves em depósitos improvisados no meio da mata.

Agente: Tem arma em casa?
Homem: Arma? Não.

O fiscal encontra três armas – todas carregadas – e dezenas de curiós, canários, coleiros, trinca-ferros e dois periquitos. As gaiolas estão sujas, os animais, amontoados, falta comida: sinais de maus-tratos.

Deraldo Gomes dos Santos diz que mora no local e nega envolvimento com o tráfico.

Repórter: Passarinho que canta não vale muito dinheiro?
Homem: Um curió custa mais de R$ 2 mil, não é isso. Eu não vendo passarinho, eu tenho passarinho para me divertir dentro de casa. Abre a porta, só o que eu tenho é uma televisão, uma geladeira e pronto, e os passarinhos cantando.

Os fiscais identificam cada uma das aves. É um trabalho minucioso que só termina no início da noite. As gaiolas viram uma imensa fogueira.

Preso em flagrante, Deraldo foi levado para Santanópolis, a 160 quilômetros de Salvador, mas os agentes encontram a delegacia fechada e recebem a informação de que a cidade está sem delegado. “O que acontece é que é que a gente saindo do município não existe garantia que uma delegacia de outro município vá receber. Então ele vai ser liberado e a gente vai encaminhar a denúncia para o Ministério Público”, explica o agente federal do Ibama Roberto Cabral Borges.

A impunidade é a regra. Comerciantes ganham dinheiro oferecendo animais livremente em feiras do interior.

Produtor: Posso dar uma olhadinha?
Vendedor: Pode.
Produtor: Está quanto ele?
Vendedor: R$ 50.

Em um mercado de Feira de Santana, na Bahia, homens, mulheres e até menores vendem passarinhos…

Produtor: Canário está quanto?
Vendedor: R$ 40.

… macacos…

Produtor: Tem quantos aqui?
Vendedora: Três. É porque é pequenininho, é próprio para criar mesmo.

… e papagaios por encomenda.

Produtor: Papagaio eu consigo aqui?
Vendedor: Consegue.
Produtor: Quanto é?
Vendedor: Mas é mais difícil de achar.
Produtor: Mas, quanto o papagaio?
Vendedor: R$ 400, depende do papagaio.

Milhões de aves são capturadas todos os anos no Brasil. A maioria, segundo o Ibama, cai na mão de traficantes que alimentam um mercado estimado em cerca de R$ 7 bilhões. Ver um periquito rei voltar para a natureza é um privilégio. Chega a ser emocionante.

Um estudo do Ibama apontou que a exploração das aves que tem o dom de cantar é uma das principais causas de perda da biodiversidade no país, e os pesquisadores chegaram a uma surpreendente constatação: a criação legalizada vem contribuindo com o tráfico de animais silvestres.

“Fiscalização do Ibama, a gente veio olhar o plantel dele de passarinho. Abre a casa por favor”, afirma um agente.

As irregularidades atingem parte dos 400 mil criadores autorizados no país. Segundo o Ibama, cada um possui em média 20 pássaros, o que dá um total de aproximadamente 8 milhões de aves em cativeiro.

A inspeção em um criadouro de Feira de Santana dá a dimensão do problema: eles checam notas fiscais, medem o tamanho e conferem os números das anilhas de cada passarinho.

O problema é que o Ibama autoriza apenas uma anilha por animal. Para aumentar a quantidade de animais, os criadores falsificam anilhas com a mesma numeração e, para não levantar suspeitas, trocam esses animais entre si. Ou seja, a mesma numeração pode estar espalhada em mais de um criadouro, com diferentes passarinhos, dando uma aparência de legalidade a um animal capturado de maneira criminosa.

“Esses trinca-ferros aqui, você tem as anilhas todas falsificadas. Nenhuma dessas anilhas daqui são anilhas do Ibama. Isso significa que todos esses animais aqui foram capturados na natureza e inserida a anilha neles para acobertar”, explica um agente do Ibama.

Um proprietário tem uma estante carregada de troféus. São títulos conquistados em torneios de canto de pássaros, atividade muito comum no Brasil. Ele admite que participa do comércio de aves entre criadores, o que é ilegal.

Inspetor do Ibama: Esses pássaros você comprou aonde?
Proprietário dos pássaros: A gente vai comprando na mão de criador. Um vai passando para o outro, vai passando para o outro.

O criador de Feira de Santana disse que trouxe aves de Belo Horizonte e Recife.

O Ibama diz que aves muito valorizadas no Brasil acabam sendo vendidas para os Estados Unidos e a Europa. A principal rota de entrada é Portugal. Aranhas, insetos e répteis são enviados até pelos Correios.

A jiboia princesa diamante, uma espécie rara de pele branca e olhos negros avaliada em US$ 1 milhão, foi levada para os Estados Unidos em 2011. O americano que comprou a jiboia informou que ela morreu no cativeiro.

“Ele já foi processado nos Estados Unidos, e atualmente as negociações estão para repatriamento dos filhotes desse animal. Ele informou que o animal morreu. Nós temos dúvidas em reação a isso, porque temos alguns vídeos que tratam esse animal como se ele ainda estivesse vivo”, afirma um agente do Ibama.

No Brasil, as aves apreendidas pelo Ibama, que não têm condições de se readaptar à natureza, são levadas para centros de triagem de animais silvestres. As demais são libertadas e fazem o trabalho de fiscalização valer a pena.

“Cada passarinho que a gente resgata, cada animal que a gente resgata, ver o animal voltando a voar, ver a alegria do animal de recuperar a liberdade. Isso vale a pena”, comemora o agente do Ibama.

Acesse e veja o vídeo: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2015/01/trafico-de-animais-silvestres-moveu-r-7-bilhoes-no-brasil-em-10-anos.html

 

Fonte: Bom dia Brasil


14 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Ibama apreende 362 tartarugas que seriam vendidas em Manaus

Fiscais localizaram ‘currais’ de quelônios, em Roraima.
Operação de fiscalização ocorre na região do Baixo Rio Branco.

Tartarugas apreendidas durante a ação. (Foto: Diego Bueno/Ibama)

Tartarugas apreendidas durante a ação (Foto: Diego Bueno/Ibama)

Uma operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com apoio da Policia Federal, apreendeu 362 tartarugas da Amazônia que seriam vendidas em Manaus. Quatro “tartarugueiros” foram presos. Segundo o órgão, a fiscalização é realizada na região do Baixo Rio Branco, em Roraima, desde o mês de outubro.

Foram resgatados até o momento um total de 378 quelônios, dos quais 362 foram devolvidos à natureza. Desses, 115 chegavam a pesar mais de 50 kg, alguns com idade estimada em mais de 100 anos.

Até o momento foram descobertos três “currais” de quelônios, que são estruturas de madeira construídas pelos caçadores próximos das margens, feitos com finalidade depositar as tartarugas recém capturadas.

A operação, iniciada no dia 29 de outubro, no município de Caracaraí, deverá se estender até o final de dezembro. O início da fiscalização coincide com o momento que as tartarugas estão “assoalhando”, escolhendo os melhores bancos de areia, também conhecidos como tabuleiros, para desovar.

O caçador de quelônios está sujeito a ser autuado administrativamente pelo Ibama e ser preso em flagrante por crime contra a fauna e formação de quadrilha. As penas somadas chegam a 6 anos de reclusão. A multa é de R$ 5 mil por animal apreendido, com agravante caso o flagrante se dê dentro de uma Unidade de Conservação.

 

 

Fonte: Globo Natureza


1 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Indonésia liberta 85 pangolins que seriam contrabandeados

Controladores de pragas, animais são encontrados na Ásia e África.
Entre os exemplares resgatados havia filhotes.

Ambientalistas da Indonésia devolveram à natureza nesta terça-feira (31) 85 exemplares de pangolins que foram resgatados de contrabandistas no último dia 28 na cidade de Medan. Eles foram libertados em uma floresta no distrito de Karo.

De acordo com o governo local, espécimes adultos e filhotes estavam amontoados em 14 sacos dentro de um ônibus. Havia animais mortos entre eles. Pouco estudada e considerada uma espécie ícone, os pangolins são encontrados na Ásia e África. Eles são controladores naturais de pragas, engolindo formigas e cupins.

Entretanto, autoridades da Indonésia tentam combater o tráfico que está intenso para países como China e Vietnã, que utilizam esses animais como alimentos e medicamentos.

Os chineses acreditam que o animal pode curar uma série de doenças e aumentar a potência sexual. Por conta disto, a população da espécie reduziu drasticamente e hoje são encontradas apenas em poucas regiões da Indonésia, Filipinas, além de partes da Malásia e Índia.

O comércio desta espécie foi proibido em 2002, por meio da Convenção Internacional sobre espécies ameaçadas. Apesar da legislação, o crime continua sendo cometido por caçadores rurais, incluindo os trabalhadores nas plantações da Indonésia.

Além da China, Vietnã e Coreia do Sul também figuram na lista das encomendas ilegais.
Se comparados aos lucros obtidos pela venda dos animais, as penas para o tráfico são baixas. Um pangolim inteiro poderia ser comprado na Indonésia por US$ 275. Já as escamas eram arrematadas por até US$ 750 o quilo na China

De acordo com o governo da Indonésia, as penas para crimes ambientais deverão ser endurecidas. Embora as apreensões e prisões de pequenos contrabandistas tenham aumentado substancialmente, quase nenhum dos principais compradores foram colocados atrás das grades.

Filhote de pangolim resgatado de traficantes na última semana foi libertado em área de floresta na província de Sumatra, na Indonésia. (Foto: AFP)

Filhote de pangolim resgatado de traficantes na última semana foi libertado em área de floresta na província de Sumatra, na Indonésia. (Foto: AFP)

No total, foram encontrados 85 exemplares vivos dentro de um ônibus. Esses animais são contrabandeados para países como China e Vietnã. (Foto: AFP)

No total, foram encontrados 85 exemplares vivos dentro de um ônibus. Esses animais são contrabandeados para países como China e Vietnã. (Foto: AFP)

Fonte: Globo Natureza


18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

RECANTO TALIESIN – Projeto de educação ambiental e preservação de fauna.

O Recanto Taliesin, abrigo para animais silvestres portadores de necessidades especiais,  irá lançar  em agosto o livro O Sabiá “Chama”, com objetivo de colaborar com a educação ambiental faunística.

Sinópise: 

O primeiro livro da Série Recanto Taliesin, O Sabiá “Chama”,  conta a história de um sabiá colocado na gaiola por um caçador negociante para atrair outros pássaros da mesma espécie.    Ao ouvir o seu canto,   outros sabiás se aproximam para defender seu território e acabam sendo aprisionados também.  Ao ser realizada uma apreensão policial por denúncia, inicia-se o desenrolar dessa história.  Ela mostra  a vida em liberdade e a vida em cativeiro dessas avezinhas, como também  as consequências para aqueles  que quebram a harmonia do meio ambiente.  Certamente, a emoção  tocará a consciência daqueles que o lerem.

 

 

Projeto de educação ambiental e preservação de fauna -  SÉRIE RECANTO TALIESIN

1-Edição de livros infanto-juvenil trazendo a história de animais abrigados no Recanto Taliesin onde eles mesmos contam sua trajetória pós-retirada da vida livre por meio de caça ou outros.

São eles, estes animais, os autores. Constando no exemplar seu registro emitido pelo órgão que o encaminhou ao Mantenedouro de fauna do Recanto Taliesin, foto e biografia.

A narrativa é construída de maneira a colocar o leitor na situação vivida pelo personagem. Trazendo informações sobre meio ambiente, vida natural, vida livre, aspectos gerais de como vivem as diversas espécies em seu habitat natural e quando necessário em sistema de abrigo permanente ao se tornar inapto à vida livre.

A biodiversidade é nosso foco principal usando a temática preservação de espécies ou ainda fauna silvestre brasileira.

 

2-Com o primeiro livro da Série, O Sabiá Chama em mãos, a ser lançado na Bienal em agosto pela editora Escortecci – estamos com a data de nosso evento reservada para o sábado, dia 11/08 onde contamos com a presença de pessoas ligadas ao meio ambiente, imprensa e o patrocinador a ser conquistado – nosso grupo trabalhará a distribuição gratuita de exemplares nas escolas locais iniciaremos um trabalho de palestras a respeito do assunto abordado no primeiro livro. As escolas municipais, rurais e menos privilegiadas terão prioridade.

 

3-Durante a palestra, estaremos anunciando o segundo livro da Série e convidando as escolas a elaborarem um trabalho de educação ambiental entre seus alunos. Esse trabalho consiste na criação de um desenho que esboce o tema a ser tratado no próximo livro. (contamos hoje com três histórias prontas e revisadas)

 

4-Realizaremos então junto à Promotoria do Meio ambiente, Policia Ambiental e o patrocinador um concurso do melhor desenho apresentado pelas escolas. Esse desenho será então a próxima capa do novo livro e o Ilustrador Mirim terá sua foto e biografia no exemplar.

 

Buscamos assim incentivar não somente a criatividade, mas também a conscientização. Pretendemos com o evento do concurso, utilizando a semana do meio ambiente de 2012, dar amplitude ao projeto e garantir sua continuidade.

 

A obra O Sabiá “Canta” pode ser comprada através do site:  www.asabeca.com.br


8 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Iguana encontrada nos Correios será encaminhado a instituto em Cornélio Procópio

Filhote estava sem nenhum alimento, preso em uma meia, dentro de um recipiente plástico furado em um pacote dos Correios

O filhote de iguana encontrado em uma embalagem dos Correios, no final da tarde de ontem, já tem um novo lar, onde vai receber todos os cuidados necessários. O animal será encaminhado pela Polícia Ambiental ao Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Meio Ambiente (Ipevs), em Cornélio Procópio, região Norte do Paraná.

O pequeno iguana foi identificado por funcionários da Central de Distribuição dos Correios de Londrina. Eles suspeitaram do conteúdo do pacote ao passá-lo pelo scanner. Quando abriram a caixa, encontraram o filhote, de aproximadamente 20 centímetros.

“Era uma encomenda vinda de São Paulo, capital, destinada a uma cidade do Norte do Paraná. Não estamos divulgando o município por causa das investigações”, informa o capitão Ricardo Eguedis, comandante da 2ª Companhia da Polícia Ambiental, acionada pelos funcionários que encontraram o iguana.

O animal estava sem nenhum alimento, preso em uma meia, dentro de um recipiente plástico furado. Havia também um jornal úmido, para manter a umidade relativa do ar e evitar uma desidratação extrema. “É uma técnica que os criminosos usam, para ele não se mexer. Mesmo com o papel molhado, ele corria risco de morte”, acrescenta Eguedis.

“O que ocorre é que esses animais são comprados pela internet ou nas redes sociais. Mas eles crescem e podem chegar a 1,80 metro, mudam de cor e as pessoas não sabem o que fazer depois, acabam abandonando. O que pedimos é que a população não compre esses animais de maneira errada”, complementa o comandante.

De acordo com o biólogo e veterinário do Ipevs, Rafael Haddad, o iguana encontrado é natural das regiões norte e Nordeste do Brasil, onde também é conhecido como calango. “Aparentemente ele está bem, o peso está normal e não vimos nenhuma escoriação. Agora será reidratado, alimentado e vai receber luz solar, que é fundamental para o crescimento”, afirma. “É um animal silvestre, que precisa de umidade. Como ele não é da nossa região, a gente não pode soltar na natureza. Ele ficará em cativeiro, recebendo todos os cuidados.”

Utensílios utilizados para transportar ilegalmente o Iguana. Foto: Lívea S. Almeida

Investigações

Segundo o capitão Eguedis, o transporte ilegal do iguana configura tráfico de animais silvestres e pode render de multa a prisão aos infratores, seja para quem compra, seja para quem vende. “Ainda não podemos afirmar, pois as investigações é que nos dirão, mas geralmente essa prática está associada à comercialização”, completa.

Fonte: Flávio Augusto – Jornal de Londrina  http://www.jornaldelondrina.com.br/cidades/conteudo.phtml?id=1200485


3 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Cobras e lagartos são achados em caixa, no Sul de Minas Gerais

Animais foram encontrados perto de uma escola em Pouso Alegre.
Polícia disse que répteis são exóticos e procurados para tráfico de animais.

oradores de um bairro de Pouso Alegre, na Região Sul de Minas Gerais encontraram uma caixa cheia de cobras e lagartos, que estava perto de uma escola, nesta quarta-feira (2). Os animais foram encontrados em frente ao muro, dentro de uma caixa de papelão. Vinte e duas cobras e quatro lagartos estavam em potes de plástico com furos.

De acordo com a Polícia Militar de Meio Ambiente, os répteis são exóticos e muito procurados para o tráfico de animais.

Na semana passada, duas cobras foram encontradas dentro de uma caixa dos Correios, em Varginha, também no Sul do estado. Elas seriam enviadas para Santa Catarina, e o endereço do remetente era de Pouso Alegre. De acordo com os bombeiros, os dois casos podem estar relacionados.

Os animais encontrados nesta quarta-feira foram levados pela Policia Militar de Meio Ambiente e devem ser encaminhados para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Click e veja o vídeo: http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2011/11/cobras-e-lagartos-sao-achados-em-caixa-no-sul-de-minas-gerais.html

 

Fonte: G1, MT Com informações da EPTV

 

 


27 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Correios de MG encontram cobras em encomenda enviada para SC

Segundo Correios, caixa seguia de Pouso Alegre (MG) para Caçador (SC).
Ao passar encomenda no raio x, gerente de agência encontrou os animais.

Cobras foram encontradas em encomenda (Foto: Reprodução/TV Globo)

Cobras devem ser encaminhadas para Fundação Ezequiel Dias, em BH (Foto: Reprodução/EPTV)

Duas cobras foram encontradas dentro de uma caixa em uma agência dos Correios de Varginha, na Região Sul de Minas Gerais, nesta terça-feira (25). Segundo informações da assessoria dos Correios, a encomenda seguia de Pouso Alegre para a cidade de Caçador, no estado de Santa Catarina.

Ainda de acordo com os Correios, ao passar a caixa pelo equipamento de raio x, o gerente da agência desconfiou do conteúdo e acionou a Policia Militar do Meio Ambiente. A polícia vai  investigar o caso.

De acordo com a polícia, as cobras,  devem ser encaminhadas para a Fundação Ezequial Dias, em Belo Horizonte. Os Correios informaram que não transportam animais vivos, exceto os admitidos em convenção internacional ratificada pelo Brasil.

 

 

Correios acionaram a Polícia Militar do Meio Ambiente para abrir a encomenda (Foto: Reprodução/TV Globo)

Correios acionaram a Polícia Militar do Meio Ambiente para abrir a encomenda (Foto: Reprodução/EPTV)

Fonte: Do G1 Minas Gerais, com informações da EPTV


5 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Filhotes de pássaros atraem mais de cem voluntários ao Ibama no Recife

Uma apreensão de 517 filhotes de papagaios, papagaios-galegos e maritacas que ocorreu na última semana em Pernambuco tem movimentado a sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), de Recife.

A pouca quantidade de funcionários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) para cuidar dos espécimes, que recebem alimentação pelo menos três vezes ao dia e precisam ser observados constantemente, chamou a atenção de mais de uma centena de voluntários, que passaram a frequentar diariamente o local.

Os filhotes, encontrados na caçamba de um caminhão na região de Juazeiro, seriam comercializados ilegalmente em Petrolina e em Recife. Eles estavam em gaiolas, em más condições, e precisavam ser socorridos com urgência para que não morressem.

 

Com apenas três funcionários, o Cetas teve que pedir ajuda. Segundo Edson Lima, analista ambiental do Ibama, tudo começou com uma mensagem via e-mail para um grupo de cinco pessoas. “A mensagem foi colocada em sites de relacionamento e houve uma ‘explosão’ de voluntários nos procurando para alimentar esses animais”, disse Lima.

Filhote de papagaio recebe alimento especial dado por voluntária em centro de triagem do Ibama, em Recife (PE) (Foto: Reprodução/TV Globo)Filhote de papagaio recebe alimento especial dado por voluntária em centro de triagem do Ibama, em Recife (PE) (Foto: Reprodução/TV Globo)

Outros cinco especialistas foram contratados temporariamente para dar conta. “Além deles, já contamos 133 voluntários e continuamos recebendo ligações de diversas pessoas. Tivemos que criar um esquema de grupos de dez pessoas por turno para alimentar os animais. Não estamos recusando ninguém, mas a preferência é para aqueles envolvidos com a biologia ou medicina veterinária”, disse Lima.

Necessidade
Como a base do Cetas em Recife é pequena, os papagaios e maritacas foram colocados em caixotes em uma sala improvisada. Por dia, são consumidos seis quilos de ração especial, ao custo de R$ 200.

“Além do alimento, precisávamos de seringas, luvas e óculos especiais para quem fosse cuidar dos bichos. Estamos tendo ajuda de duas organizações ambientais, uma brasileira e uma norte-americana, que estão nos doando os materiais”, disse Edson Lima.

Os filhotes de papagaio e maritacas foram colocados em caixotes em uma sala improvisada do Cetas. O tratamento especial deve demorar dois anos, até que as aves possam ser reincorporadas à natureza (Foto: Reprodução/TV Globo)Os filhotes de papagaio e maritacas foram colocados em caixotes em uma sala improvisada do Cetas. O tratamento especial deve demorar dois anos, até que as aves possam ser reincorporadas à natureza (Foto: Reprodução/TV Globo)

Por pelo menos dois anos esses animais receberão tratamento especial, até conseguirem sobreviver sozinhos na natureza. Entretanto, devido à falta de espaço no Centro de Triagem e à possibilidade de novas apreensões ainda este ano, as aves serão distribuídas para o Centro de Manejo de Fauna da Caatinga da Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Petrolina, e para um viveiro de uma igreja em Vitória de Santo Antão.

Crime ambiental
O comércio de aves, como os papagaios e a maritaca, é controlado pelo Ibama. Entretanto, Lima afirma que o tráfico de animais continua constante em Pernambuco, apesar do reforço na fiscalização feito por agentes do instituto e pela Polícia Ambiental.

Segundo o Cetas, em todo ano de 2010, 5.843 animais foram apreendidos, sendo que mais de 5 mil eram aves. De janeiro até 19 de setembro de 2011, 5.072 animais foram levados ao centro para cuidados, sendo 4.478 aves. “Até o fim do ano, este número pode aumentar, pois o crime continua acontecendo”, disse o analista ambiental.

Fonte: Eduardo Carvalho/ Globo Natureza


14 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Indonésia tenta conter comércio ilegal de pangolins e sua extinção

Carne e escamas da espécie são contrabandeadas para a China.
Ambientalistas dizem que leis do país são fracas para crimes ambientais.

Autoridades da Indonésia tentam combater a ocorrência de tráfico de animais cada vez mais intensa entre Jacarta, a capital do país, para cidades da China. Uma das principais vítimas deste crime é o pangolim, cuja carne e escamas que tem sido contrabandeada para os chineses, que aplicam tais produtos na culinária e na fabricação de medicamentos artesanais.

Pouco estudado e considerada uma espécie ícone, os pangolins são encontrados na Ásia e África. Eles são controladores naturais de pragas, engolindo formigas e cupins.

Os chineses acreditam que o animal pode curar uma série de doenças e aumentar a potência sexual. Por conta disto, a população da espécie reduziu drasticamente e hoje são encontradas apenas em poucas regiões da Indonésia, Filipinas, além de partes da Malásia e Índia.

“Estamos assistindo uma espécie desaparecer”, afirma o ambientalista Chris Shepard, que monitora o tráfico de animais selvagens na Ásia há duas décadas. Ele diz que é necessário aumentar em cem vezes os esforços para salvar o pangolim.

Imagem de outubro de 2010 mostra a apreensão de pangolins em uma casa na Tailândia (Foto: AP)

Imagem de outubro de 2010 mostra a apreensão de pangolins em uma casa na Tailândia (Foto: AP)

Dificuldades
Em julho, oito toneladas de carne e escamas, estimados em US$ 269 mil, foram encontrados em 20 caixas de papelão no aeroporto de Jacarta, prontos para o envio à China. Quatro pessoas foram presas. “Estamos tentando ganhar a guerra”, afirmou Raffles Brotestes Panjaitan, oficial da polícia ambiental do país.

Entretanto, ele lista uma série de desafios contra esta prática: pobreza, corrupção, além de uma força policial inadequada aliada à cooperação internacional fraca.

O comércio desta espécie foi proibido em 2002, por meio da Convenção Internacional sobre espécies ameaçadas. Apesar da legislação, o crime continua sendo cometido por caçadores rurais, incluindo os trabalhadores nas plantações da Indonésia.

Filhote da espécie recebe alimento em zoológico de Bangcoc, na Tailândia (Foto: AP)

Filhote da espécie recebe alimento em zoológico de Bangcoc, na Tailândia (Foto: AP)

Penas leves
“Tudo está contra eles, que não têm dentes e sua única defesa é se enrolar como uma bola, usando suas escamas como proteção”, disse Shepherd. Sob estresse, esses animais podem desenvolver úlceras, que os levam à morte.

Além da China, Vietnã e Coreia do Sul também figuram na lista das encomendas ilegais.
Se comparados aos lucros obtidos pela venda dos animais, as penas para o tráfico são baixas. Um pangolim inteiro poderia ser comprado na Indonésia por US$. Entretanto, dependendo do tamanho do animal, o preço poderia subir para US$ 275. Já as escamas eram arrematadas por até US$ 750 o quilo na China

De acordo com o governo da Indonésia, as penas para crimes ambientais deverão ser endurecidas. Embora as apreensões e prisões de pequenos contrabandistas tenham aumentado substancialmente, quase nenhum dos principais compradores foram colocados atrás das grades.

Nesta foto de dezembro de 2009, oficiais do governo da Indonésia incineram mais de 700 kg de carne de Pangolim confiscados em uma cidade do país (Foto: AP)

Nesta foto de dezembro de 2009, oficiais do governo da Indonésia incineram mais de 700 kg de carne de Pangolim confiscados em uma cidade do país (Foto: AP)

Fonte: Do Globo Natureza, com agências internacionais


12 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Suspeito de tráfico de animais é preso com 141 filhotes de papagaio em MS

Aves, sem penas ainda, estavam em caixas no porta-malas de um veículo.
Suspeito foi multado em R$ 70,5 mil e autuado pelo crime ambiental.

Suspeito de tráfico de animais é preso com 141 filhotes de papagaio em MS (Foto: Divulgação/PM)

Filhotes de papagaio ainda não têm nem penas (Foto: Divulgação/PM)

 

A Polícia Militar do distrito de Casa Verde, município de Nova Andradina, região leste de Mato Grosso do Sul, prendeu na manhã deste sábado (10), em uma estrada vicinal, um homem de 24 anos que transportava ilegalmente 141 filhotes de papagaio. As aves, sem penas ainda, estavam em caixas no porta-malas de um veículo. Um filhote foi encontrado morto.

Segundo a PM, o suspeito de tráfico de animais disse que comprou as aves por R$ 30 cada uma e que pretendia vendê-las em São Paulo. Após o flagrante, o homem foi autuado pela Polícia Militar Ambiental (PMA), que aplicou a multa de R$ 500 por animal, totalizando R$ 70,5 mil, pelo crime ambiental.

Os animais foram recolhidos e transferidos para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), de Campo Grande. O suspeito foi preso e encaminhado a Delegacia de Polícia Civil da cidade, onde foi autuado. Segundo a polícia, ele já foi preso outras vezes pelo mesmo crime ambiental.

Suspeito de tráfico de animais é preso com 141 filhotes de papagaio em MS (Foto: Marcos Donzeli/Nova Notícias)

Filhotes estavam sendo em caixas no porta-malas de um carro (Foto: Marcos Donzeli/Nova Notícias)

 

Apreensões
De acordo com a PMA, os últimos quatro meses do ano representam um período crítico para o combate ao tráfico de filhotes de papagaio, já que a reprodução das aves ocorre justamente entre setembro e dezembro. Neste período, a unidade revela que reforça o trabalho preventivo nas propriedades rurais.

Suspeito de tráfico de animais é preso com 141 filhotes de papagaio em MS (Foto: Divulgação/PM)

Suspeito de tráfico de animais é preso com 141 filhotes de papagaio em MS (Foto: Divulgação/PM)

Fonte: Globo Natureza/ G1


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