29 de agosto de 2013 | nenhum comentário »

Vírus é provável causador de mortandade de golfinhos nos EUA

Morbillivírus cetáceo é similar ao que causa o sarampo humano.
Centenas de animais morreram na costa leste do país.

O morbillivírus cetáceo, um vírus similar ao do sarampo humano, é a causa provável da morte de centenas de golfinhos nariz-de-garrafa na costa leste dos Estados Unidos desde julho.

Este vírus afeta os pulmões e o cérebro, causando pneumonia e comportamento errático, e geralmente é letal, afirmaram os especialistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). “Muitos golfinhos apresentavam lesões na pele, na boca, nas articulações e nos pulmões”, afirmou a NOAA em um comunicado.

“A causa preliminar é atribuída ao morbillivirus cetáceo, com base em diagnósticos e discussões de especialistas na doença”, acrescentou. Outras mortandades em massa vinculadas ao morbillivirus afetaram os golfinhos no nordeste dos Estados Unidos em 1987-1989 e no Golfo do México em 1992 e 1994.

Um total de 488 golfinhos nariz-de-garrafa morreram ao longo do ano na costa leste, de Nova York à Carolina do Norte.

Funcionária do Aquário de Virgínia, nos EUA, faz necrópsia em golfinho morto na terça (6) (Foto: The Virginian-Pilot,L/Todd Spencer/AP)

Funcionária do Aquário de Virgínia, nos EUA, faz necrópsia em golfinho morto (Foto: The Virginian-Pilot,L/Todd Spencer/AP)

Visão de cima de golfinho morto antes da necrópsia (Foto: The Virginian-Pilot/L. Todd Spencer/AP)

Golfinho passa por necrópsia (Foto: The Virginian-Pilot/L. Todd Spencer/AP)

Fonte: Globo Natureza


17 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas usam imagens 3D para avaliar habitat de morsas no Ártico

Sistema de câmeras foi instalado em barco durante expedição.
Blocos de gelo precisam ter tamanho correto para servir de habitat.

Cientistas da Universidade de Delaware, nos Estados Unidos, desenvolveram um sistema de câmeras para mapear a superfície congelada do Oceano Ártico, em um esforço para avaliar o tamanho do habitat natural das morsas na região.

As imagens foram capturadas durante uma expedição de dois meses, iniciada em outubro. Elas foram feitas pelo pesquisador Scott Sorensen, que viajou em um navio de pesquisa alemão, o Polarstern. Foram instaladas três câmeras na embarcação para fazer os vídeos, que agora estão sendo reconstruídos em 3D para medir a topografia dos blocos de gelo no oceano, de acordo com o site da universidade.

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (14). Imagens do gelo são difíceis de serem reconstruídas em três dimensões, porque são brancas e não possuem textura visual. Fotos de satélite poderiam ser úteis mas dão uma resolução de três metros por pixel, o que é ruim, na avaliação do pesquisador.

Já o sistema instalado pela universidade oferece uma precisão de 10 a 20 centímetros e permite uma melhor reconstrução da superfície de gelo, segundo o professor Chandra Kambhamettu, um dos idealizadores da pesquisa.

“O sistema utilizado no navio de expedição foi uma boa forma de obter imagens em 3D”, disse o docente, que leciona na Universidade de Delaware.

Para os pesquisadores, o trabalho pode criar uma base de dados para calcular o tamanho do habitat das morsas e dar outras informações que poderão no futuro ser usadas por cientistas e engenheiros.

Blocos de gelo
Sorensen explica que os blocos de gelo precisam ter uma medida equilibrada para que sirvam como habitat para as morsas. Se forem muito grandes, há risco de aparecerem predadores, como os ursos polares. Se forem pequenos, não aguentam o peso dos animais.

“Sem uma medida certa sobre os blocos de gelo e a espessura do gelo do mar, entre outras coisas, não podemos chamar uma certa região de habitat”, disse o cientista. As morsas usam estes blocos no oceano para se reproduzir, para descansar e até com propósitos migratórios, afirma o estudo.

Morsa descansa com filhote sobre bloco de gelo (Foto: Divulgação/University of Alaska Anchorage)

Morsa descansa com filhote sobre bloco de gelo (Foto: Divulgação/University of Alaska Anchorage)

Fonte: Globo Natureza


17 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

Fêmea de espécie de peixe é atraída por parceiros bissexuais

Cientistas acreditam que machos não-dominantes adotam comportamento homossexual para atrair parceiras.

Cientistas alemães descobriram que, em uma espécie de peixe tropical, as fêmeas são atraídas por machos bissexuais.

As fêmeas da espécie Poecilia mexicana, encontrada da Guatemala ao México, são conhecidas por preferir acasalar com machos que elas já viram interagir sexualmente com outros machos.

O estudo foi publicado na revista científica “Biology Letters”.

Na pesquisa, os cientistas, liderados por David Bierbach, da Universidade de Frankfurt, na Alemanha, descreveram o comportamento homossexual no reino animal como um “enigma”.

“O comportamento homossexual masculino pode ser percebido em muitos bichos no reino animal, mas representa uma charada darwiniana, uma vez que a homossexualidade reduziria o desempenho reprodutivo masculino”, escreveu Bierbach.

Relação entre dois machos da espécie 'Poecilia mexicana' (Foto: David Bierbach/via BBC)

Relação entre dois machos da espécie 'Poecilia mexicana' (Foto: David Bierbach/via BBC)

No entanto, chama atenção que muitos animais com comportamento homossexual também mantêm relações heterossexuais, incluindo pinguins e chimpanzés pigmeus — também conhecidos como bonobos.

Biólogos sugerem que tal tendência possa gerar benefícios genéticos, apesar do aparente prejuízo reprodutivo.

Os peixes dominantes da espécie Poecilia mexicana, por exemplo, “beliscam” as áreas próximas às aberturas genitais de possíveis parceiras para indicar sua vontade de acasalar.

Cientistas sugerem que tal comportamento ajuda a demonstrar a qualidade dos machos, já que o número de “mordidinhas” seria diretamente proporcional à saúde e à virilidade.

No entanto, machos não-dominantes da mesma espécie são conhecidos por “beliscar” tanto fêmeas quanto outros machos.

Estudos sobre a Poecilia mexicana demonstraram que os peixes podem discernir os sexos baseados em feromônios e pistas visuais, descartando quaisquer teorias de que a abordagem se dá por desconhecimento.

Testes
A pesquisa foi feita em laboratório e testou o grau de “atração” que o peixe tinha por cada um de seus pares.

O resultado foi surpreendente. Nadando lado à lado, as fêmeas se sentiram mais atraídas por machos mais coloridos. Porém, também demonstraram interesse em machos que elas observaram “beliscando” tanto outras fêmeas quanto outros machos.

“Ficamos muito surpresos ao descobrir que as interações homossexuais tinham a mesma influência na preferência das fêmeas que as heterossexuais”, explicou Bierbach.

“De qualquer forma, percebemos que a atividade sexual é uma característica usada pelas fêmeas para avaliar a qualidade dos machos”, afirmou.

Os cientistas acreditam que o comportamento homossexual pode ser um recurso usado por machos menos imponentes e menos atrativos para “ganhar a atenção” das fêmeas.

“Alguns machos podem se tornar mais atrativos em relação às fêmeas por meio de interações homossexuais, que, em contrapartida, aumentam a chance, para esses mesmos machos, de obter uma relação heterossexual”, explicou Biebarch à BBC.

Grupo de peixes da espécie 'Poecilia mexicana' (Foto: David Bierbach/via BBC)

Grupo de peixes da espécie 'Poecilia mexicana' (Foto: David Bierbach/via BBC)

Fonte: Globo Natureza


9 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Corais enviam ‘aviso químico’ para peixes devorarem algas tóxicas

Coral da espécie ‘Acropora nasuta’ libera substância química na água.
Ao devorar alga, peixe torna-se mais tóxico, o que ajuda a evitar predador.

Cientistas descobriram que uma espécie de coral envia “avisos químicos” para peixes para que eles devorem algas tóxicas, que causam danos a barreiras de corais e podem ameaçar a espécie. A pesquisa, realizada pelo Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, foi publicada no site da revista “Science” nesta quinta-feira (8).

O crescimento excessivo de certos tipos de algas é um problema para os corais e ocorre devido a várias situações, como a diminuição da população de peixes no mar e as mudanças climáticas, afirmam os cientistas.

Liberando substâncias químicas na água, os corais da espécie Acropora nasuta ”recrutam” peixes de duas espécies (Gobiodon histrio e Paragobiodon enchinocephalus) que estejam próximos para que eles devorem as algas. Isso reduz danos que poderiam ocorrer às barreiras de corais, segundo a pesquisa.

A liberação da substância ocorre quando as algas entram em contato com os corais, aponta o estudo. A “contrapartida” é que os peixes tornam-se mais tóxicos, o que os ajuda a evitar ataques de predadores.

A relação é considerada mutualística e parecida com a que existe entre formigas e árvores acácias, afirmam os pesquisadores.

Peixe da espécie 'Gobiodon histro' se aproxima de alga tóxica em região de corais (Foto: Divulgação/Danielle Dixson/'Science')

Peixe da espécie 'Gobiodon histrio' se aproxima de alga tóxica em região de corais (Foto: Divulgação/Danielle Dixson/'Science')

Fonte: Globo Natureza


9 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Pele de mandíbula de jacaré é mais sensível que tato humano, diz estudo

Parte do corpo de jacarés e crocodilos estaria interligada a rede de nervos.
Sensibilidade a vibrações ajudam répteis a atacar presa rapidamente.

A pele encontrada em mandíbulas de jacarés e crocodilos pode ser mais sensível que a ponta dos dedos de seres humanos, sugere um estudo realizado pela Universidade Vanderbilt, dos Estados Unidos, publicado nesta quinta-feira (8) no periódico científico “The Journal of Experimental Biology”.

De acordo com a pesquisa, essa sensibilidade permite aos animais administrar sua mordida, podendo utilizar sua boca para carregar filhotes — contribuindo também com a eclosão de ovos– ou para agarrar uma presa em uma fração de segundo.

A investigação feita pelos cientistas norte-americanos Ken Catania e Duncan Leitch analisou saliências presentes na pele de jacarés e crocodilos, principalmente na parte existente na mandíbula.

Com a ajuda de imagens microscópicas, os pesquisadores identificaram que essas estruturas fazem parte de uma avançada rede de nervos, que possibilitam aos répteis sentir de forma rápida e eficaz vibrações e pressões.

Aquele fio de cabelo
Para obter os resultados, foram feitos testes com jacarés-americanos e crocodilos-do-Nilo em um aquário. Nos testes, foram jogados vários objetos e comidas, com o intuito de descrever a movimentação dos bichos. No entanto, o momento mais surpreendente foi quando um fio de cabelo foi atirado ao aquário.

A queda do fio de cabelo na água, e sua consequente vibração, fez os animais se movimentarem em busca do que havia causado a ondulação da água. Isto comprova que a pele desses répteis é mais sensível que a ponta dos dedos de seres humanos — uma das partes do corpo humano mais sensíveis ao toque.

Os pesquisadores descobriram ainda que crocodilos e jacarés podem abocanhar suas presas em um tempo de reação de 50 milésimos de segundo, graças à ativação de sua pele sensível. Os estudiosos ainda vão analisar mais detalhes para conseguir descobrir as regiões cerebrais responsáveis por estimular os nervos faciais.

Segundo cientistas, hipersensibilidade de mandíbula de jacarés e crocodilos fazem com que ataque a predadores seja rápido (Foto: Divulgação/Duncan Leitch)

Segundo cientistas, hipersensibilidade de mandíbula de jacarés e crocodilos fazem com que ataque a predadores seja rápido (Foto: Divulgação/Duncan Leitch)

Fonte: Globo Natureza


7 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Moçambique cria maior reserva ambiental marinha da África

Área de proteção nos arredores de conjunto de ilhas tem 10,4 mil km².
Arquipélago abriga várias espécies de tartarugas e corais.

O governo de Moçambique anunciou a criação da maior reserva ambiental da vida marinha da África, com 10,4 mil km² de áreas protegidas nos arredores de um conjunto de dez ilhas no litoral do país, conhecido como Arquipélago das Primeiras e Segundas. A informação foi divulgada nesta terça-feira (6) pela organização ambiental WWF.

O conjunto de ilhas é pouco habitado, mas é rico em vida marinha e tem águas frias, com grande quantidade de nutrientes, segundo a organização, que afirma atuar há oito anos no arquipélago com conservação de vida marinha.

As ilhas abrigam várias espécies de tartarugas, como a Chelonia mydas, a Eretmochelys imbricata e a Caretta caretta. Além disso, foram identificados mais de 30 mil ninhos de pássaros importantes da fauna local, segundo a WWF. Grupos de baleias são vistos frequentemente nos arredores do arquipélago, ainda de acordo com a organização.

“É um passo importante no esforço para alcançar a conservação dos animais e o manejo sustentável dos recursos marinhos e costeiros de Moçambique”, disse o diretor da organização em Moçambique, Florêncio Marerua, em entrevista ao site da WWF.

Tartaruga da espécie 'Eretmochelys imbricata', similar às encontradas no Arquipélago das Primeiras e Segundas (Foto: Divulgação/Smithsonian National Museum of Natural History)

Tartaruga da espécie 'Eretmochelys imbricata', similar às encontradas no arquipélago de Moçambique que abriga a nova reserva ambiental marinha (Foto: Divulgação/Smithsonian National Museum of Natural History)

Filhote de tartaruga XYZ, espécie encontrada no Arquipélago das Primeiras e Segundas (Foto: Divulgação/Universidade de Michigan)

Filhote de tartaruga 'Chelonya Midas', similar à espécie encontrada no arquipélago moçambicano das Primeiras e Segundas (Foto: Divulgação/Universidade de Michigan)

Fonte: Globo Natureza


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Habitat quente faz animais aquáticos terem tamanho menor, diz estudo

Cientistas compararam 169 animais de espécies diferentes para pesquisa.
Estudo diz que redução ocorre porque há menos oxigênio no mar que no ar.

Temperaturas mais altas fazem com que animais aquáticos cresçam até um tamanho menor do que o normal quando atingem a fase adulta, segundo estudo conjunto das universidades de Londres e de Liverpool, no Reino Unido, divulgado nesta segunda-feira (5).

Os cientistas compararam o tamanho de 169 animais terrestres, marinhos e de água doce de várias espécies na fase adulta, submetidos a temperaturas diferentes. Os seres aquáticos “encolheram” numa proporção dez vezes maior do que os terrestres de tamanho similar em ambientes muito aquecidos, aponta um dos autores da pesquisa, o cientista Andrew Hirst, da Universidade de Londres. O efeito ocorre principalmente em animais com tamanho próximo ao de insetos e pequenos peixes.

“Enquanto animais aquáticos têm seu tamanho reduzido em 5% para cada grau Celsius de aquecimento, espécies de mesmo tamanho que vivem na terra encolhem, em média, 0,5%”, disse Hirst no estudo. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira (5) no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences” (“PNAS”, na sigla em inglês).

O estudo afirma que a causa mais provável para essa diferença de tamanho entre espécies submetidas a habitats quentes ocorre porque na água a disponibilidade de oxigênio é bem menor do que na atmosfera.

Segundo os cientistas, quando a temperatura sobe no ambiente, a necessidade de oxigênio pelos organismos cresce – e é muito mais difícil para animais aquáticos obtê-lo do que para terrestres, diz a pesquisa.

O crustáceo 'Calanus propinquus', um dos pesquisados pela equipe do cientista Andrew Hirst (Foto: Divulgação/Alfred Wegener Institute for Polar and Marine Research)

O crustáceo 'Calanus propinquus', um dos animais pesquisados pela equipe do cientista Andrew Hirst, da Universidade de Londres (Foto: Divulgação/Alfred Wegener Institute for Polar and Marine Research)

Fonte: Globo Natureza


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas têm acesso pela primeira vez a corpo de espécie rara de baleia

Baleia bicuda-de-bahamonde foi descrita inicialmente a partir de ossos.
Corpos de mãe e filhote foram encontrados em praia da Nova Zelândia.

baleia rara; Nova Zelândia (Foto: Governo da Nova Zelândia)

Um dos exemplares de baleia-bicuda-de-bahamonde encontrados na Nova Zelândia (Foto: Governo da Nova Zelândia)

Dois corpos de uma espécie de baleia praticamente desconhecida dos cientistas foram encontrados pela primeira vez na Nova Zelândia e analisados por pesquisadores da Universidade de Auckland.

O encalhe de mãe e filhote em uma praia do país deixou de ser apenas um acidente ambiental para se tornar uma oportunidade de coletar mais informações sobre a baleia-bicuda-de-bahamonde (Mesoplodon traversii), anteriormente conhecida apenas com a ajuda de ossadas.

Segundo relatório que será publicado nesta terça-feira (6) na revista científica “Current Biology”, é a primeira vez que especialistas descrevem completamente a espécie.

Além disso, segundo os cientistas, é a primeira vez que surgem evidências de que esta baleia não está extinta completamente da natureza e um lembrete de como o ambiente marinho é pouco conhecido. As duas baleias foram descobertas em dezembro de 2010, em Opape Beach.

A baleia-bicuda-de-bahamonde havia sido descrita anteriormente com a ajuda de três crânios coletados na Nova Zelândia e Chile. Pesquisadores da Universidade de Auckland coletaram amostras de DNA, além de partes do tecido corporal dos corpos encontrados, que serão guardados junto a outras amostras de baleias raras.

 

 

 

 

Fonte: Globo Natureza


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cérebro de tubarões processa estímulos visuais de forma similar ao humano

Pesquisa sugere o uso de sinalizações visuais para prevenir ataques

Nos últimos dez meses, cinco mortes ocorreram na Austrália por ataques de tubarões brancos, que costumam aparecer em áreas bastante próximas da costa do país. Os resultados de uma pesquisa desenvolvida pela Universidade da Austrália Ocidental sugerem uma nova abordagem para proteger os banhistas. O estudo de Kara Yopak, da escola de Biologia Animal da universidade, descobriu que o cérebro dos tubarões tem certas semelhanças com os de humano e que a visão é de grande importância, indicando que uma simples sinalização pode ajudar a afugentar o animal.

“Nos grandes tubarões brancos, a área do cérebro que recebe sinais visuais é bastante grande, o que sugere que a visão nesses animais tem muita importância”, disse Kara ao site da universidade. “A descoberta poderia direcionar o esforço dos pesquisadores no desenvolvimento de técnicas especificamente direcionadas aos olhos dos tubarões.”

Muitos dos meios repelentes utilizados atualmente são ondas eletromagnéticas que se dirigem a sensores que existem no focinho do tubarão. É uma técnica eficaz, mas que não funciona em todas as situações. De acordo com Kara, a nova técnica para repelir os tubarões poderia ser tão simples quanto colocar determinadas marcas visuais nas pranchas de surfe ou na roupa dos surfistas. “Um tubarão pode reconhecer a marca de uma serpente-marinha venenosa e ir embora. E nós podemos usar essa informação para elaborar uma reação”, afirma.

O artigo figura numa edição especial (chamada de O Sistema Nervoso em Peixes cartilaginosos) do periódico científico Brain, Behavior and Evolution. Outros artigos apontam mais semelhanças entre o cérebro humano e o de tubarões. “Um trabalho mostra que o cerebelo, que apareceu pela primeira vez nos tubarões, é um importante avanço evolutivo que pavimentou o caminho de funções neurais mais avançadas nos vertebrados, inclusive em humanos”, explica.

Até pouco tempo atrás, acreditava-se os peixes cartilaginosos, como os tubarões, tinham cérebros consideravelmente simples. “Esta coleção de artigos mostrou que estes peixes possuem uma bateria de sistemas sensoriais extremamente desenvolvidos, cérebros relativamente grandes e complexas características neuromorfológicas”, escreve a pesquisadora.

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões é eficaz, mas não funciona em todas as situações

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões são eficazes, mas não funciona em todas as situações (Mustafa Ozer/AFP)

Fonte: Veja Ciência


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Mais de 40 novas espécies de peixes são encontradas no Rio Madeira

A descoberta foi feita durante trabalho de monitoramento.
Rio Madeira tem quase mil espécies, algumas ainda desconhecidas.

Uma pesquisa feito na Bacia do Rio Madeira, em Porto Velho, encontrou peixes que não passam dos 30 centímetros de comprimento e que possuem estruturas ósseas, morfologia dentária, padrão de cores, olhos e número de escamas nunca antes descritos pela ciência. As 40 novas espécies ainda serão catalogadas e reconhecidas científicamente.

Seja em dois metros de profundidade, seja em 60 metros, o Rio Madeira não para de surpreender. A maior parte dos novos animais encontrados são de pequeno porte, que dificilmente atingem mais de 15 centímetros e são encontrados em profundidades de dois a 60 metros.

Arraia encontrada no Rio Madeira. Nome cientifico Potamotrygon motoro, com tamanho de 60 cm. Possui um ferrão na calda (Foto: Bruno Barros/Unir/Divulgação)

Arraia encontrada no Rio Madeira. Nome cientifico Potamotrygon motoro, com tamanho de 60 cm (Foto: Bruno Barros/Unir/Divulgação)

Peixe raro encontrado somente em lençóis freáticos. A espécie não tem olhos (Foto: Unir/Divulgação)

Peixe raro encontrado somente em lençóis freáticos. A espécie não tem olhos (Foto: Unir/Divulgação)

Entre as novas espécies encontradas, o maior animal registrado mede 30 centímetros e recebeu o nome de Ageneiosus spn. Vittatus, tem a cabeça alongada e com um filamento que se parece com uma antena, é da cor branca com listras marrons. Como ainda estão sendo estudadas, não se sabe muito sobre os hábitos e comportamentos destas novas espécies.

“Descobrir exemplares novos também pode ser um indicativo de que determinada espécie está se extinguindo antes que possamos conhecê-la e isso pode ser um reflexo da interferência humana no ecossistema”, reflete o biólogo e coordenador do inventário taxonômico da pesquisa, João Alves de Lima Filho.

Uma das novas espécies encontradas. Nome cientifico Ageneiosus sp n vittatus (Foto: Bruno Barros/Unir/Divulgação)

Uma das novas espécies encontradas. Nome cientifico Ageneiosus sp n vittatus (Foto: Bruno Barros/Unir/Divulgação)

A pesquisa
Foram monitorados 1,7 mil quilômetros do Rio Madeira, entre os estados de Rondônia, Mato Grosso e Amazonas. Foram catalogadas 907 espécies, o que garante ao Rio Madeira o primeiro lugar como o rio mais em diversidade de peixes do mundo.

Uma coleção de ictiofauna [estudo dos peixes] está sendo montada por biólogos e pesquisadores da Universidade Federal de Rondônia (Unir) a partir do resultado do monitoramento, que foi desenvolvido durante quatro anos para conhecer as consequências da construção da Usina Hidrelétrica Santo Antônio. Os estudos fazem parte das condicionantes impostas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos  Naturais Renováveis (Ibama) para a liberação da Licença de Operação à concessionária Santo Antônio Energia.

Esta já é a coleção que possui o segundo maior banco de registros genéticos do Brasil, com 16 mil amostras e também o terceiro maior em número de espécies.

Loricarideo em reprodução, com os ovos no  ventre. Uma das espécies que fazem parte da coleção de ictiofauna da Unir (Foto: Diogo Hungria/Unir/Divulgação)

Loricarideo em reprodução, com os ovos no ventre. Uma das espécies que fazem parte da coleção de ictiofauna da Unir (Foto: Diogo Hungria/Unir/Divulgação)

Segundo o biólogo coordenador da coleção, João Alves, todas os indivíduos que não foram identificados estão em processo de estudo.

O estudo é feito manualmente, a medição e análise das caracteríscas e do ambiente. Além disso, é feita a aferição do código genético dos animais encontrados.

“No final, para divulgação da nova espécie e suas especificidades é redigido um artigo científico que é publicado para que a comunidade científica tome conhecimento da descoberta”, conta João Alves.

Espécie rara na Bacia Amazônica, encontrada apenas em regiões profundas do rio. Nome cientifico Planiloricaria cryptodon com tamanho aproximado de 25.3 cm (Foto: Unir/Divulgação)

Espécie rara na Bacia Amazônica, encontrada apenas em regiões profundas do rio. Nome cientifico Planiloricaria cryptodon com tamanho aproximado de 25.3 cm (Foto: Unir/Divulgação)

Em novembro, a Unir espera que pelo menos uma das novas espécies seja reconhecida. “Um dos nossos pesquisadores está finalizando o artigo sobre um dos novos animais descobertos. Essa seria uma nova espécie de lambari”, antecipa João.

O estudo para a publicação de um artigo como este demora em média um ano e meio. “O primeiro passo é descrever essas espécies, e posteriormente iniciar os estudos de sua biologia e ecologia”, conta João Alves.

Monitoramento e captura?
Os pesquisadores vão à campo no Rio Madeira e seus afluentes com uma metodologia padronizada de captura dos animais.

Captura dos animais para estudo e monitoramento da ictiofauna na Bacia do Madeira. Aplicação da metodologia de rede de cerco.  (Foto: Maria Fonseca/Unir/Divulgação)

Captura dos animais para estudo e monitoramento da ictiofauna na Bacia do Madeira. Aplicação da metodologia de rede de cerco. (Foto: Maria Fonseca/Unir/Divulgação)

Todo os espécies coletados em campo passam por um processo de análise e armazenamento específico para que possa fazer parte da coleção de estudos e para poder durar até 150 anos em bom estado de conservação.

Fonte: Globo Natureza


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29 de agosto de 2013 | nenhum comentário »

Vírus é provável causador de mortandade de golfinhos nos EUA

Morbillivírus cetáceo é similar ao que causa o sarampo humano.
Centenas de animais morreram na costa leste do país.

O morbillivírus cetáceo, um vírus similar ao do sarampo humano, é a causa provável da morte de centenas de golfinhos nariz-de-garrafa na costa leste dos Estados Unidos desde julho.

Este vírus afeta os pulmões e o cérebro, causando pneumonia e comportamento errático, e geralmente é letal, afirmaram os especialistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). “Muitos golfinhos apresentavam lesões na pele, na boca, nas articulações e nos pulmões”, afirmou a NOAA em um comunicado.

“A causa preliminar é atribuída ao morbillivirus cetáceo, com base em diagnósticos e discussões de especialistas na doença”, acrescentou. Outras mortandades em massa vinculadas ao morbillivirus afetaram os golfinhos no nordeste dos Estados Unidos em 1987-1989 e no Golfo do México em 1992 e 1994.

Um total de 488 golfinhos nariz-de-garrafa morreram ao longo do ano na costa leste, de Nova York à Carolina do Norte.

Funcionária do Aquário de Virgínia, nos EUA, faz necrópsia em golfinho morto na terça (6) (Foto: The Virginian-Pilot,L/Todd Spencer/AP)

Funcionária do Aquário de Virgínia, nos EUA, faz necrópsia em golfinho morto (Foto: The Virginian-Pilot,L/Todd Spencer/AP)

Visão de cima de golfinho morto antes da necrópsia (Foto: The Virginian-Pilot/L. Todd Spencer/AP)

Golfinho passa por necrópsia (Foto: The Virginian-Pilot/L. Todd Spencer/AP)

Fonte: Globo Natureza


17 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas usam imagens 3D para avaliar habitat de morsas no Ártico

Sistema de câmeras foi instalado em barco durante expedição.
Blocos de gelo precisam ter tamanho correto para servir de habitat.

Cientistas da Universidade de Delaware, nos Estados Unidos, desenvolveram um sistema de câmeras para mapear a superfície congelada do Oceano Ártico, em um esforço para avaliar o tamanho do habitat natural das morsas na região.

As imagens foram capturadas durante uma expedição de dois meses, iniciada em outubro. Elas foram feitas pelo pesquisador Scott Sorensen, que viajou em um navio de pesquisa alemão, o Polarstern. Foram instaladas três câmeras na embarcação para fazer os vídeos, que agora estão sendo reconstruídos em 3D para medir a topografia dos blocos de gelo no oceano, de acordo com o site da universidade.

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (14). Imagens do gelo são difíceis de serem reconstruídas em três dimensões, porque são brancas e não possuem textura visual. Fotos de satélite poderiam ser úteis mas dão uma resolução de três metros por pixel, o que é ruim, na avaliação do pesquisador.

Já o sistema instalado pela universidade oferece uma precisão de 10 a 20 centímetros e permite uma melhor reconstrução da superfície de gelo, segundo o professor Chandra Kambhamettu, um dos idealizadores da pesquisa.

“O sistema utilizado no navio de expedição foi uma boa forma de obter imagens em 3D”, disse o docente, que leciona na Universidade de Delaware.

Para os pesquisadores, o trabalho pode criar uma base de dados para calcular o tamanho do habitat das morsas e dar outras informações que poderão no futuro ser usadas por cientistas e engenheiros.

Blocos de gelo
Sorensen explica que os blocos de gelo precisam ter uma medida equilibrada para que sirvam como habitat para as morsas. Se forem muito grandes, há risco de aparecerem predadores, como os ursos polares. Se forem pequenos, não aguentam o peso dos animais.

“Sem uma medida certa sobre os blocos de gelo e a espessura do gelo do mar, entre outras coisas, não podemos chamar uma certa região de habitat”, disse o cientista. As morsas usam estes blocos no oceano para se reproduzir, para descansar e até com propósitos migratórios, afirma o estudo.

Morsa descansa com filhote sobre bloco de gelo (Foto: Divulgação/University of Alaska Anchorage)

Morsa descansa com filhote sobre bloco de gelo (Foto: Divulgação/University of Alaska Anchorage)

Fonte: Globo Natureza


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Fêmea de espécie de peixe é atraída por parceiros bissexuais

Cientistas acreditam que machos não-dominantes adotam comportamento homossexual para atrair parceiras.

Cientistas alemães descobriram que, em uma espécie de peixe tropical, as fêmeas são atraídas por machos bissexuais.

As fêmeas da espécie Poecilia mexicana, encontrada da Guatemala ao México, são conhecidas por preferir acasalar com machos que elas já viram interagir sexualmente com outros machos.

O estudo foi publicado na revista científica “Biology Letters”.

Na pesquisa, os cientistas, liderados por David Bierbach, da Universidade de Frankfurt, na Alemanha, descreveram o comportamento homossexual no reino animal como um “enigma”.

“O comportamento homossexual masculino pode ser percebido em muitos bichos no reino animal, mas representa uma charada darwiniana, uma vez que a homossexualidade reduziria o desempenho reprodutivo masculino”, escreveu Bierbach.

Relação entre dois machos da espécie 'Poecilia mexicana' (Foto: David Bierbach/via BBC)

Relação entre dois machos da espécie 'Poecilia mexicana' (Foto: David Bierbach/via BBC)

No entanto, chama atenção que muitos animais com comportamento homossexual também mantêm relações heterossexuais, incluindo pinguins e chimpanzés pigmeus — também conhecidos como bonobos.

Biólogos sugerem que tal tendência possa gerar benefícios genéticos, apesar do aparente prejuízo reprodutivo.

Os peixes dominantes da espécie Poecilia mexicana, por exemplo, “beliscam” as áreas próximas às aberturas genitais de possíveis parceiras para indicar sua vontade de acasalar.

Cientistas sugerem que tal comportamento ajuda a demonstrar a qualidade dos machos, já que o número de “mordidinhas” seria diretamente proporcional à saúde e à virilidade.

No entanto, machos não-dominantes da mesma espécie são conhecidos por “beliscar” tanto fêmeas quanto outros machos.

Estudos sobre a Poecilia mexicana demonstraram que os peixes podem discernir os sexos baseados em feromônios e pistas visuais, descartando quaisquer teorias de que a abordagem se dá por desconhecimento.

Testes
A pesquisa foi feita em laboratório e testou o grau de “atração” que o peixe tinha por cada um de seus pares.

O resultado foi surpreendente. Nadando lado à lado, as fêmeas se sentiram mais atraídas por machos mais coloridos. Porém, também demonstraram interesse em machos que elas observaram “beliscando” tanto outras fêmeas quanto outros machos.

“Ficamos muito surpresos ao descobrir que as interações homossexuais tinham a mesma influência na preferência das fêmeas que as heterossexuais”, explicou Bierbach.

“De qualquer forma, percebemos que a atividade sexual é uma característica usada pelas fêmeas para avaliar a qualidade dos machos”, afirmou.

Os cientistas acreditam que o comportamento homossexual pode ser um recurso usado por machos menos imponentes e menos atrativos para “ganhar a atenção” das fêmeas.

“Alguns machos podem se tornar mais atrativos em relação às fêmeas por meio de interações homossexuais, que, em contrapartida, aumentam a chance, para esses mesmos machos, de obter uma relação heterossexual”, explicou Biebarch à BBC.

Grupo de peixes da espécie 'Poecilia mexicana' (Foto: David Bierbach/via BBC)

Grupo de peixes da espécie 'Poecilia mexicana' (Foto: David Bierbach/via BBC)

Fonte: Globo Natureza


9 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Corais enviam ‘aviso químico’ para peixes devorarem algas tóxicas

Coral da espécie ‘Acropora nasuta’ libera substância química na água.
Ao devorar alga, peixe torna-se mais tóxico, o que ajuda a evitar predador.

Cientistas descobriram que uma espécie de coral envia “avisos químicos” para peixes para que eles devorem algas tóxicas, que causam danos a barreiras de corais e podem ameaçar a espécie. A pesquisa, realizada pelo Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, foi publicada no site da revista “Science” nesta quinta-feira (8).

O crescimento excessivo de certos tipos de algas é um problema para os corais e ocorre devido a várias situações, como a diminuição da população de peixes no mar e as mudanças climáticas, afirmam os cientistas.

Liberando substâncias químicas na água, os corais da espécie Acropora nasuta ”recrutam” peixes de duas espécies (Gobiodon histrio e Paragobiodon enchinocephalus) que estejam próximos para que eles devorem as algas. Isso reduz danos que poderiam ocorrer às barreiras de corais, segundo a pesquisa.

A liberação da substância ocorre quando as algas entram em contato com os corais, aponta o estudo. A “contrapartida” é que os peixes tornam-se mais tóxicos, o que os ajuda a evitar ataques de predadores.

A relação é considerada mutualística e parecida com a que existe entre formigas e árvores acácias, afirmam os pesquisadores.

Peixe da espécie 'Gobiodon histro' se aproxima de alga tóxica em região de corais (Foto: Divulgação/Danielle Dixson/'Science')

Peixe da espécie 'Gobiodon histrio' se aproxima de alga tóxica em região de corais (Foto: Divulgação/Danielle Dixson/'Science')

Fonte: Globo Natureza


9 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Pele de mandíbula de jacaré é mais sensível que tato humano, diz estudo

Parte do corpo de jacarés e crocodilos estaria interligada a rede de nervos.
Sensibilidade a vibrações ajudam répteis a atacar presa rapidamente.

A pele encontrada em mandíbulas de jacarés e crocodilos pode ser mais sensível que a ponta dos dedos de seres humanos, sugere um estudo realizado pela Universidade Vanderbilt, dos Estados Unidos, publicado nesta quinta-feira (8) no periódico científico “The Journal of Experimental Biology”.

De acordo com a pesquisa, essa sensibilidade permite aos animais administrar sua mordida, podendo utilizar sua boca para carregar filhotes — contribuindo também com a eclosão de ovos– ou para agarrar uma presa em uma fração de segundo.

A investigação feita pelos cientistas norte-americanos Ken Catania e Duncan Leitch analisou saliências presentes na pele de jacarés e crocodilos, principalmente na parte existente na mandíbula.

Com a ajuda de imagens microscópicas, os pesquisadores identificaram que essas estruturas fazem parte de uma avançada rede de nervos, que possibilitam aos répteis sentir de forma rápida e eficaz vibrações e pressões.

Aquele fio de cabelo
Para obter os resultados, foram feitos testes com jacarés-americanos e crocodilos-do-Nilo em um aquário. Nos testes, foram jogados vários objetos e comidas, com o intuito de descrever a movimentação dos bichos. No entanto, o momento mais surpreendente foi quando um fio de cabelo foi atirado ao aquário.

A queda do fio de cabelo na água, e sua consequente vibração, fez os animais se movimentarem em busca do que havia causado a ondulação da água. Isto comprova que a pele desses répteis é mais sensível que a ponta dos dedos de seres humanos — uma das partes do corpo humano mais sensíveis ao toque.

Os pesquisadores descobriram ainda que crocodilos e jacarés podem abocanhar suas presas em um tempo de reação de 50 milésimos de segundo, graças à ativação de sua pele sensível. Os estudiosos ainda vão analisar mais detalhes para conseguir descobrir as regiões cerebrais responsáveis por estimular os nervos faciais.

Segundo cientistas, hipersensibilidade de mandíbula de jacarés e crocodilos fazem com que ataque a predadores seja rápido (Foto: Divulgação/Duncan Leitch)

Segundo cientistas, hipersensibilidade de mandíbula de jacarés e crocodilos fazem com que ataque a predadores seja rápido (Foto: Divulgação/Duncan Leitch)

Fonte: Globo Natureza


7 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Moçambique cria maior reserva ambiental marinha da África

Área de proteção nos arredores de conjunto de ilhas tem 10,4 mil km².
Arquipélago abriga várias espécies de tartarugas e corais.

O governo de Moçambique anunciou a criação da maior reserva ambiental da vida marinha da África, com 10,4 mil km² de áreas protegidas nos arredores de um conjunto de dez ilhas no litoral do país, conhecido como Arquipélago das Primeiras e Segundas. A informação foi divulgada nesta terça-feira (6) pela organização ambiental WWF.

O conjunto de ilhas é pouco habitado, mas é rico em vida marinha e tem águas frias, com grande quantidade de nutrientes, segundo a organização, que afirma atuar há oito anos no arquipélago com conservação de vida marinha.

As ilhas abrigam várias espécies de tartarugas, como a Chelonia mydas, a Eretmochelys imbricata e a Caretta caretta. Além disso, foram identificados mais de 30 mil ninhos de pássaros importantes da fauna local, segundo a WWF. Grupos de baleias são vistos frequentemente nos arredores do arquipélago, ainda de acordo com a organização.

“É um passo importante no esforço para alcançar a conservação dos animais e o manejo sustentável dos recursos marinhos e costeiros de Moçambique”, disse o diretor da organização em Moçambique, Florêncio Marerua, em entrevista ao site da WWF.

Tartaruga da espécie 'Eretmochelys imbricata', similar às encontradas no Arquipélago das Primeiras e Segundas (Foto: Divulgação/Smithsonian National Museum of Natural History)

Tartaruga da espécie 'Eretmochelys imbricata', similar às encontradas no arquipélago de Moçambique que abriga a nova reserva ambiental marinha (Foto: Divulgação/Smithsonian National Museum of Natural History)

Filhote de tartaruga XYZ, espécie encontrada no Arquipélago das Primeiras e Segundas (Foto: Divulgação/Universidade de Michigan)

Filhote de tartaruga 'Chelonya Midas', similar à espécie encontrada no arquipélago moçambicano das Primeiras e Segundas (Foto: Divulgação/Universidade de Michigan)

Fonte: Globo Natureza


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Habitat quente faz animais aquáticos terem tamanho menor, diz estudo

Cientistas compararam 169 animais de espécies diferentes para pesquisa.
Estudo diz que redução ocorre porque há menos oxigênio no mar que no ar.

Temperaturas mais altas fazem com que animais aquáticos cresçam até um tamanho menor do que o normal quando atingem a fase adulta, segundo estudo conjunto das universidades de Londres e de Liverpool, no Reino Unido, divulgado nesta segunda-feira (5).

Os cientistas compararam o tamanho de 169 animais terrestres, marinhos e de água doce de várias espécies na fase adulta, submetidos a temperaturas diferentes. Os seres aquáticos “encolheram” numa proporção dez vezes maior do que os terrestres de tamanho similar em ambientes muito aquecidos, aponta um dos autores da pesquisa, o cientista Andrew Hirst, da Universidade de Londres. O efeito ocorre principalmente em animais com tamanho próximo ao de insetos e pequenos peixes.

“Enquanto animais aquáticos têm seu tamanho reduzido em 5% para cada grau Celsius de aquecimento, espécies de mesmo tamanho que vivem na terra encolhem, em média, 0,5%”, disse Hirst no estudo. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira (5) no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences” (“PNAS”, na sigla em inglês).

O estudo afirma que a causa mais provável para essa diferença de tamanho entre espécies submetidas a habitats quentes ocorre porque na água a disponibilidade de oxigênio é bem menor do que na atmosfera.

Segundo os cientistas, quando a temperatura sobe no ambiente, a necessidade de oxigênio pelos organismos cresce – e é muito mais difícil para animais aquáticos obtê-lo do que para terrestres, diz a pesquisa.

O crustáceo 'Calanus propinquus', um dos pesquisados pela equipe do cientista Andrew Hirst (Foto: Divulgação/Alfred Wegener Institute for Polar and Marine Research)

O crustáceo 'Calanus propinquus', um dos animais pesquisados pela equipe do cientista Andrew Hirst, da Universidade de Londres (Foto: Divulgação/Alfred Wegener Institute for Polar and Marine Research)

Fonte: Globo Natureza


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas têm acesso pela primeira vez a corpo de espécie rara de baleia

Baleia bicuda-de-bahamonde foi descrita inicialmente a partir de ossos.
Corpos de mãe e filhote foram encontrados em praia da Nova Zelândia.

baleia rara; Nova Zelândia (Foto: Governo da Nova Zelândia)

Um dos exemplares de baleia-bicuda-de-bahamonde encontrados na Nova Zelândia (Foto: Governo da Nova Zelândia)

Dois corpos de uma espécie de baleia praticamente desconhecida dos cientistas foram encontrados pela primeira vez na Nova Zelândia e analisados por pesquisadores da Universidade de Auckland.

O encalhe de mãe e filhote em uma praia do país deixou de ser apenas um acidente ambiental para se tornar uma oportunidade de coletar mais informações sobre a baleia-bicuda-de-bahamonde (Mesoplodon traversii), anteriormente conhecida apenas com a ajuda de ossadas.

Segundo relatório que será publicado nesta terça-feira (6) na revista científica “Current Biology”, é a primeira vez que especialistas descrevem completamente a espécie.

Além disso, segundo os cientistas, é a primeira vez que surgem evidências de que esta baleia não está extinta completamente da natureza e um lembrete de como o ambiente marinho é pouco conhecido. As duas baleias foram descobertas em dezembro de 2010, em Opape Beach.

A baleia-bicuda-de-bahamonde havia sido descrita anteriormente com a ajuda de três crânios coletados na Nova Zelândia e Chile. Pesquisadores da Universidade de Auckland coletaram amostras de DNA, além de partes do tecido corporal dos corpos encontrados, que serão guardados junto a outras amostras de baleias raras.

 

 

 

 

Fonte: Globo Natureza


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cérebro de tubarões processa estímulos visuais de forma similar ao humano

Pesquisa sugere o uso de sinalizações visuais para prevenir ataques

Nos últimos dez meses, cinco mortes ocorreram na Austrália por ataques de tubarões brancos, que costumam aparecer em áreas bastante próximas da costa do país. Os resultados de uma pesquisa desenvolvida pela Universidade da Austrália Ocidental sugerem uma nova abordagem para proteger os banhistas. O estudo de Kara Yopak, da escola de Biologia Animal da universidade, descobriu que o cérebro dos tubarões tem certas semelhanças com os de humano e que a visão é de grande importância, indicando que uma simples sinalização pode ajudar a afugentar o animal.

“Nos grandes tubarões brancos, a área do cérebro que recebe sinais visuais é bastante grande, o que sugere que a visão nesses animais tem muita importância”, disse Kara ao site da universidade. “A descoberta poderia direcionar o esforço dos pesquisadores no desenvolvimento de técnicas especificamente direcionadas aos olhos dos tubarões.”

Muitos dos meios repelentes utilizados atualmente são ondas eletromagnéticas que se dirigem a sensores que existem no focinho do tubarão. É uma técnica eficaz, mas que não funciona em todas as situações. De acordo com Kara, a nova técnica para repelir os tubarões poderia ser tão simples quanto colocar determinadas marcas visuais nas pranchas de surfe ou na roupa dos surfistas. “Um tubarão pode reconhecer a marca de uma serpente-marinha venenosa e ir embora. E nós podemos usar essa informação para elaborar uma reação”, afirma.

O artigo figura numa edição especial (chamada de O Sistema Nervoso em Peixes cartilaginosos) do periódico científico Brain, Behavior and Evolution. Outros artigos apontam mais semelhanças entre o cérebro humano e o de tubarões. “Um trabalho mostra que o cerebelo, que apareceu pela primeira vez nos tubarões, é um importante avanço evolutivo que pavimentou o caminho de funções neurais mais avançadas nos vertebrados, inclusive em humanos”, explica.

Até pouco tempo atrás, acreditava-se os peixes cartilaginosos, como os tubarões, tinham cérebros consideravelmente simples. “Esta coleção de artigos mostrou que estes peixes possuem uma bateria de sistemas sensoriais extremamente desenvolvidos, cérebros relativamente grandes e complexas características neuromorfológicas”, escreve a pesquisadora.

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões é eficaz, mas não funciona em todas as situações

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões são eficazes, mas não funciona em todas as situações (Mustafa Ozer/AFP)

Fonte: Veja Ciência


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Mais de 40 novas espécies de peixes são encontradas no Rio Madeira

A descoberta foi feita durante trabalho de monitoramento.
Rio Madeira tem quase mil espécies, algumas ainda desconhecidas.

Uma pesquisa feito na Bacia do Rio Madeira, em Porto Velho, encontrou peixes que não passam dos 30 centímetros de comprimento e que possuem estruturas ósseas, morfologia dentária, padrão de cores, olhos e número de escamas nunca antes descritos pela ciência. As 40 novas espécies ainda serão catalogadas e reconhecidas científicamente.

Seja em dois metros de profundidade, seja em 60 metros, o Rio Madeira não para de surpreender. A maior parte dos novos animais encontrados são de pequeno porte, que dificilmente atingem mais de 15 centímetros e são encontrados em profundidades de dois a 60 metros.

Arraia encontrada no Rio Madeira. Nome cientifico Potamotrygon motoro, com tamanho de 60 cm. Possui um ferrão na calda (Foto: Bruno Barros/Unir/Divulgação)

Arraia encontrada no Rio Madeira. Nome cientifico Potamotrygon motoro, com tamanho de 60 cm (Foto: Bruno Barros/Unir/Divulgação)

Peixe raro encontrado somente em lençóis freáticos. A espécie não tem olhos (Foto: Unir/Divulgação)

Peixe raro encontrado somente em lençóis freáticos. A espécie não tem olhos (Foto: Unir/Divulgação)

Entre as novas espécies encontradas, o maior animal registrado mede 30 centímetros e recebeu o nome de Ageneiosus spn. Vittatus, tem a cabeça alongada e com um filamento que se parece com uma antena, é da cor branca com listras marrons. Como ainda estão sendo estudadas, não se sabe muito sobre os hábitos e comportamentos destas novas espécies.

“Descobrir exemplares novos também pode ser um indicativo de que determinada espécie está se extinguindo antes que possamos conhecê-la e isso pode ser um reflexo da interferência humana no ecossistema”, reflete o biólogo e coordenador do inventário taxonômico da pesquisa, João Alves de Lima Filho.

Uma das novas espécies encontradas. Nome cientifico Ageneiosus sp n vittatus (Foto: Bruno Barros/Unir/Divulgação)

Uma das novas espécies encontradas. Nome cientifico Ageneiosus sp n vittatus (Foto: Bruno Barros/Unir/Divulgação)

A pesquisa
Foram monitorados 1,7 mil quilômetros do Rio Madeira, entre os estados de Rondônia, Mato Grosso e Amazonas. Foram catalogadas 907 espécies, o que garante ao Rio Madeira o primeiro lugar como o rio mais em diversidade de peixes do mundo.

Uma coleção de ictiofauna [estudo dos peixes] está sendo montada por biólogos e pesquisadores da Universidade Federal de Rondônia (Unir) a partir do resultado do monitoramento, que foi desenvolvido durante quatro anos para conhecer as consequências da construção da Usina Hidrelétrica Santo Antônio. Os estudos fazem parte das condicionantes impostas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos  Naturais Renováveis (Ibama) para a liberação da Licença de Operação à concessionária Santo Antônio Energia.

Esta já é a coleção que possui o segundo maior banco de registros genéticos do Brasil, com 16 mil amostras e também o terceiro maior em número de espécies.

Loricarideo em reprodução, com os ovos no  ventre. Uma das espécies que fazem parte da coleção de ictiofauna da Unir (Foto: Diogo Hungria/Unir/Divulgação)

Loricarideo em reprodução, com os ovos no ventre. Uma das espécies que fazem parte da coleção de ictiofauna da Unir (Foto: Diogo Hungria/Unir/Divulgação)

Segundo o biólogo coordenador da coleção, João Alves, todas os indivíduos que não foram identificados estão em processo de estudo.

O estudo é feito manualmente, a medição e análise das caracteríscas e do ambiente. Além disso, é feita a aferição do código genético dos animais encontrados.

“No final, para divulgação da nova espécie e suas especificidades é redigido um artigo científico que é publicado para que a comunidade científica tome conhecimento da descoberta”, conta João Alves.

Espécie rara na Bacia Amazônica, encontrada apenas em regiões profundas do rio. Nome cientifico Planiloricaria cryptodon com tamanho aproximado de 25.3 cm (Foto: Unir/Divulgação)

Espécie rara na Bacia Amazônica, encontrada apenas em regiões profundas do rio. Nome cientifico Planiloricaria cryptodon com tamanho aproximado de 25.3 cm (Foto: Unir/Divulgação)

Em novembro, a Unir espera que pelo menos uma das novas espécies seja reconhecida. “Um dos nossos pesquisadores está finalizando o artigo sobre um dos novos animais descobertos. Essa seria uma nova espécie de lambari”, antecipa João.

O estudo para a publicação de um artigo como este demora em média um ano e meio. “O primeiro passo é descrever essas espécies, e posteriormente iniciar os estudos de sua biologia e ecologia”, conta João Alves.

Monitoramento e captura?
Os pesquisadores vão à campo no Rio Madeira e seus afluentes com uma metodologia padronizada de captura dos animais.

Captura dos animais para estudo e monitoramento da ictiofauna na Bacia do Madeira. Aplicação da metodologia de rede de cerco.  (Foto: Maria Fonseca/Unir/Divulgação)

Captura dos animais para estudo e monitoramento da ictiofauna na Bacia do Madeira. Aplicação da metodologia de rede de cerco. (Foto: Maria Fonseca/Unir/Divulgação)

Todo os espécies coletados em campo passam por um processo de análise e armazenamento específico para que possa fazer parte da coleção de estudos e para poder durar até 150 anos em bom estado de conservação.

Fonte: Globo Natureza


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