23 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Zoológico australiano apresenta filhote de rinoceronte-branco

Animal é macho, está bem de saúde e ainda não tem nome.
Na natureza, rinoceronte está ameaçado pela caça ilegal.

Um rinoceronte-branco, espécie ameaçada de extinção devido ao tráfico ilegal de seu chifre, nasceu na semana última no zoológico de Taronga Western Plains, na Austrália, informou nesta terça-feira (21) o centro.

O animal macho, que ainda não tem nome, se encontra em bom estado de saúde e sob os cuidados de sua principiante mãe, Mopani, no zoológico da cidade de Dubbo, situada a cerca de 400 quilômetros de Sydney.

“Parece que a primeira chuva em Dubbo após muitos meses contribuiu para o nascimento deste rinoceronte”, afirmou um dos responsáveis pelo zoológico, Pascale Benoit, citado em comunicado de imprensa.

Benoit destacou que durante sua gravidez, Mopani contraiu a mesma doença desconhecida que no último ano matou outros quatro rinocerontes-brancos no zoológico. No entanto, mesmo com a confirmação da doença, o filhote nasceu saudável.

A população de rinoceronte-branco está ameaçada, entre outros motivos, caça ilegal por causa da grande procura pelos seus chifres, sobretudo na China, onde são apreciados dentro da medicina tradicional.

A Fundação Internacional Rinocerontes indicou que, desde 2006, 2 mil animais da espécie morreram na África pelas mãos dos caçadores, enquanto o crescimento de sua população chegou os níveis mais baixos em várias décadas.

Segundo os analistas, a caça ilegal superará a taxa de natalidade dentro de pouco tempo se manter esse ritmo atual, com 300 animais mortos a cada ano.

O rinoceronte-branco foi catalogado como espécie “quase ameaçada” pela União Internacional para a Conservação da Natureza, embora a subespécie do norte possivelmente poderia ter sida extinta em estado selvagem, já que o último animal foi visto em 2006.

Filhote de rinoceronte branco, com apenas um dia de idade (Foto: Leonie Saville/Taronga Western Plains Zoo)

Filhote de rinoceronte branco, com apenas um dia de idade (Foto: Leonie Saville/Taronga Western Plains Zoo)

Fonte: Globo Natureza


1 de abril de 2013 | nenhum comentário »

Biólogos identificam duas novas espécies de lêmures

Animais endêmicos de Madagascar estão entre os menores primatas do mundo e os mais ameaçados de extinção

lêmur

O Microcebus marohita foi colocado na lista de espécies ameaçadas de extinção antes mesmo de ser formalmente descrito pelos pesquisadores (Bellarmin Ramahefasoa)

Biólogos alemães identificaram nas florestas de Madagascar duas novas espécies de lêmures do gênero Microcebus, que reúne as menores espécies de primatas do mundo —  e também as mais ameaçadas de extinção. Os animais foram descritos, após análises genéticas e morfológicas, em uma pesquisa publicada nesta terça-feira na revista International Journal of Primatology.

Os lêmures foram descobertos durante visitas de campo realizadas por pesquisadores do Centro de Primatas da Alemanha à ilha de Madagascar entre 2003 e 2007. Segundo os biólogos, os animais são minúsculos, pesando menos de cem gramas. A espécieMicrocebus tanosi tem a cabeça vermelha e pelos marrons e negros pelo corpo. Na barriga, seus pelos são castanhos e cinzas. Já o Microcebus marohita possui uma cauda longa e espessa e grandes patas traseiras.

Ameaça - Por causa do isolamento geográfico de Madagascar, todos os seus primatas, 90% de suas plantas e 80% de seus anfíbios e répteis são espécies endêmicas – ou seja, só são encontradas na ilha. Os lêmures, por exemplo, não existem fora dali. Na última década, com as pesquisas realizadas na região,  o número de espécies identificadas de lêmures mais que triplicou.

A floresta onde as duas novas espécies foram encontradas sofreu grande degradação na última década, fazendo com que a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) colocasse uma das novas espécies na lista das ameaçadas de extinção antes mesmo que ela tivesse sido formalmente descrita pelos pesquisadores. A situação de degradação na ilha é tão devastadora que um relatório publicado no ano passado pela entidade destacou que o lêmure mais raro do mundo, o lêmure-esportivo-do-norte (Lepilemur septentrionalis), não contava com mais de dezenove espécimes vivos.

Fonte: Veja Ciência


6 de março de 2013 | nenhum comentário »

Ararinhas em risco de extinção são trazidas da Alemanha para o Brasil

Ideia é promover a reprodução e reintroduzir espécie no habitat natural.
Apenas 79 ararinhas-azuis existem no mundo, todas em cativeiro.

Duas ararinhas-azuis de uma espécie criticamente ameaçada de extinção estão sendo trazidas de avião da Alemanha para o Brasil , informa o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente.

O objetivo de trazer as aves é fazer com que elas se reproduzam e, com isso, promover o aumento na sua população em cativeiro no Brasil, afirma Camile Lugarini, coordenadora do Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação da Ararinha-Azul.

“Nossa ideia é ter indivíduos suficientes em cativeiro para efetuar a reintrodução em seu habitat natural daqui a alguns anos”, avalia Camile. O animal, que é nativo do Brasil, não é encontrado na natureza desde 2000 e atualmente só existe em cativeiro.

Há apenas 79 ararinhas-azuis no no mundo, a maioria delas mantidas em criadouros fora do país, diz o ICMBio. “Somente quatro ararinhas compõem atualmente a população reprodutiva no Brasil”, explica uma nota da instituição.

Fêmeas
As ararinhas-azuis que estão sendo trazidas ao Brasil são fêmeas e estavam sob cuidados da organização alemã ACTP (sigla em inglês para Associação para a Conservação das Araras Ameaçadas). Elas vão chegar de avião, acondicionadas em caixotes especiais e com todas as precauções necessárias, afirma o ICMBio.

As aves serão levadas a um local de quarentena regulamentado pelo Ministério da Agricultura. “Durante a quarentena, as ararinhas permanecerão em observação por um período que pode variar entre duas a seis semanas, dependendo do seu comportamento”, diz Camile.

Durante a quarentena, as aves serão submetidas a exames para avaliar suas condições de saúde. “A viagem é estressante, então pode baixar a imunidade [das ararinhas]“, ressalta a coordenadora do Plano de Ação Nacional, que é analista do ICMBio. A quarentena é um procedimento padrão nestes casos, diz ela.

Após este período, as ararinhas vão ser enviadas a um criadouro no estado de São Paulo, credenciado pelo governo brasileiro. A ideia é que ali seja feita a reprodução com machos de outras linhagens.

Intenção dos pesquisadores é reproduzir ave em cativeiro (Foto: Divulgação/Al Wabra Wildlife Preservation)

Intenção dos pesquisadores é reproduzir ave em cativeiro; em imagem de arquivo, ararinhas-azuis mantidas em criadouro no Qatar (Foto: Divulgação/Al Wabra Wildlife Preservation)

“Temos quatro indivíduos dessa espécie no Brasil que estavam em um zoológico e há quase um ano estão em um criadouro. Há mais um animal em outro criadouro, que é ararinha a mais velha que se tem notícia, com mais de 30 anos”, relata Camile.

Das ararinhas em idade de reprodução no Brasil, duas são machos e duas são fêmeas. A quinta tem 34 anos, aproximadamente, e não está em condições de reprodução, afirma Camile.

Primeira experiência
A primeira experiência de reintrodução das ararinhas na natureza, desde que haja condições (com o aumento da população em cativeiro), está prevista para ocorrer até 2017, segundo o ICMBio. A espécie é natural de uma área de caatinga no sertão da Bahia, mas não é vista na região desde 2000.

Caso os esforços de reprodução sejam bem-sucedidos, as ararinhas devem ser reintroduzidas em seu habitat. O projeto é uma parceria entre o governo brasileiro, ONGs e organizações privadas. As instituições vêm trabalhando para preparar o habitat, situado no norte da Bahia, com projetos de recuperação ambiental e educação para as comunidades do entorno.

A história de uma ararinha-azul domesticada, encontrada nos EUA em 2002, inspirou o cineasta brasileiro Carlos Saldanha a fazer o filme “Rio”, grande sucesso de bilheteria nos cinemas.

Além das duas ararinhas que estão sendo trazidas ao Brasil, outras cinco aves desta espécie — quatro que estão na Espanha e um macho que está na Alemanha — devem ser trazidas ao Brasil nos próximos meses, informa a analista do ICMBio.

Há apenas 79 ararinhas-azuis hoje no mundo (Foto: Divulgação/Al Wabra Wildlife Preservation)

Há apenas 79 ararinhas-azuis hoje no mundo, todas em cativeiro. Em imagem de arquivo, aves desta espécie são mantidas em criadouro no Qatar (Foto: Divulgação/Al Wabra Wildlife Preservation)

Fonte: Globo Natureza


14 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

População de gorila africano cresceu em dois anos, aponta censo

Entre 2010 e 2012, houve aumento de 94 gorilas-da-montanha.
Apesar de aumento, espécie continua ameaçada de extinção.

Censo divulgado nesta terça-feira (12) pelo governo de Uganda afirma que a população mundial de gorilas-da-montanha (Gorilla beringei beringei) cresceu em quase cem indivíduos entre 2010 e 2012.

Há dois anos, a população global desta espécie de primata, considerada ameaçada de extinção, era de 786. Agora, de acordo com levantamento feito em duas localidades, aponta que existem na natureza 880 gorilas.

O levantamento, que contou com a ajuda da organização não governamental WWF, foi realizado nas áreas de Bwindi e Virunga Massif, que abrangem a República Democrática do Congo, Uganda e Ruanda. Espécimes deste primata só vivem nesta região.

Segundo David Greer, gerente do WWF, os gorilas-da-montanha experimentam um crescimento na quantidade de exemplares que não ocorre com nenhum outro primata.

As maiores ameaças a esta espécie são armadilhas de caça implantadas no interior das florestas, doenças transmitidas por seres humanos e a perda de habitat, consequência do desmatamento.

No Parque Nacional de Virunga, por exemplo, ao menos sete gorilas foram capturados por armadilhas em 2012 e dois exemplares morreram. A exploração de petróleo em parques nacionais do Congo também é motivo de preocupação, dizem ambientalistas.

Os gorilas-da-montanha vivem em grupos sociais. O censo aponta que 400 exemplares estão na região impenetrável de Bwindi, distribuídos em 36 grupos sociais distintos, com 16 machos solitários. Dez desses grupos estariam habituados à presença de humanos.

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Fonte: Globo Natureza


8 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas dos EUA tentam salvar população de ave ameaçada

Restam cerca de 100 mil exemplares de tordo-de-Bicknell no mundo.
Ação tentará recuperar população na República Dominicana.

Cientistas dos Estados Unidos e da República Dominicana uniram forças para proteger a população de tordos-de-Bicknell (Catharus bicknelli), espécie considerada vulnerável na natureza e que vive na América do Norte e Central.

Com uma população estimada em 100 mil aves, pesquisadores documentaram um declínio anual entre 7% e 19% em algumas regiões ao longo dos últimos 20 anos. A ave, que é encontrada principalmente no Caribe, tem sido afetada pela expansão da produção de carvão vegetal, agricultura de subsistência, extração de madeira e abertura de campos para pecuária.

Agora, uma iniciativa de organizações não governamentais e centros de pesquisa vai desenvolver planos de conservação em conjunto com comunidades locais para que moradores utilizem áreas de forma sustentável.

Esta ave tem um sistema de acasalamento incomum. Enquanto a maioria dos pássaros são monogâmicos e territoriais, as fêmea de Tordo-de-Bicknell se relacionam com vários machos, com filhotes que podem ser alimentados por até quatro espécimes diferentes de machos.

tordo (Foto: Mary Esch/AP)

Foto de 2006 mostra exemplar de tordo-de-Bicknell (Foto: Mary Esch/AP)

Fonte: Globo Natureza


7 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Intervenção humana ameaça biodiversidade em Madagascar

Cerca de 85% das espécies que vivem na quarta maior ilha do mundo existem apenas lá. Mas as mudanças climáticas e a atividade humana ameaçam esse ambiente singular.

Madagascar fica localizada a leste do continente africano, no Oceano Índico. Lá, flora e fauna desenvolveram-se em completo isolamento, porque ao longo da formação do planeta a ilha se desprendeu do continente africano. O resultado é uma riqueza biológica muito especial.

De acordo com a organização ambientalista WWF, 85% das espécies existentes na ilha são endêmicas, isto é, existem apenas lá. Entre elas estão os lêmures – das cerca de 100 espécies diferentes existentes na ilha, cerca de 30 estão na lista de espécies amea­çadas. Seu significado religioso para a população nativa é expressivo. Grande parte da população acredita que as pessoas se tornam lêmures depois da morte. Não é por acaso que eles são também chamados de “espírito da floresta”.

Além disso, quase todas as espécies de cobras, sapos, camaleões e lagartixas são consideradas endêmicas. O tesouro biológico abriga cerca de 250 espécies de pássaros e 3 mil de borboletas. A variedade da flora também é única: 80% das 12 mil espécies conhecidas de plantas com flores existem apenas em Madagascar, assim como cinco das seis espécies de baobá, também conhecido como árvore pão-de-macaco. Cientistas suspeitam que nas poucas áreas com floresta virgem que ainda existem, haja muitas espécies animais e vegetais que ainda nem foram catalogados.

Mais pessoas – menos floresta

Cerca de 20 milhões de pessoas vivem em Madagascar, e o número de habitantes aumenta em cerca de meio milhão por ano. Como a população vive principalmente da agricultura, mais e mais terras são preparadas para o cultivo e a pecuária, na maioria dos casos por meio da queimada de florestas. Além disso, muitas árvores são cortadas para a produção de lenha e combustível.

Isso tem efeitos dramáticos sobre a paisagem. A floresta, que já chegou a cobrir 90% da superfície de Madagascar, hoje ocupa apenas 10% do território, segundo dados da WWF. E a cada ano são derrubados 120 mil hectares de árvores. Se continuar nesse ritmo, em 40 anos Madagascar não terá mais árvores, projeta a organização ambientalista.

Biodiversidade ameaçada

Com a perda das florestas, perde-se cada vez mais o habitat de plantas e animais. “Se elas [as florestas] não forem salvas, perderemos inúmeras espécies que sequer conhecemos“, diz a especialista em Madagascar da WWF, Dorothea August. A espécie de lêmure mirza, descoberta recentemente, é um exemplo dos segredos que as florestas de Madagascar ainda abrigam.

“Se a destruição não for impedida, os dias de muitas espécies de animais e plantas estarão contados“, diz August. O crescente desflorestamento em Madagascar leva a uma gigantesca erosão. As consequências são deslizamento de terras, inundações, por um lado, e escassez de água devido ao ressecamento do solo. Essas transformações são favorecidas pelas mudanças climáticas globais.

Apesar de tudo, algumas espécies de plantas podem se adaptar. O baobá, por exemplo, pode armazenar até 500 litros de água em seu tronco e com isso sobreviver aos períodos de seca, que são cada vez mais frequentes.

Proteção ambiental apenas em nível local

O governo de Madagascar reconhece o princípio da conservação da natureza. E por isso trabalha, por exemplo, com a WWF em um projeto para o manejo sustentável da água. Até o momento, cerca de 35 mil pessoas de 13 municípios do Platô Mahafaly já se beneficiaram com o projeto. Mas em outros processos a situação está estagnada. “O país passa de crise política em crise política, não há confiabilidade”, diz Daniela Freyer, bióloga da organização Pro Wildlife.

O sistema de fiscalização estaria totalmente desmantelado, o que, junto com a corrupção, permite o avanço na extinção de espécies de animais e plantas. “A exportação de madeira protegida para a Alemanha e para a China é aprovada pelas autoridades”, diz Freyer. Isso acontece muitas vezes pela concessão de “isenções”. Para completar, há ainda o comércio ilegal – e também legal – de animais de Madagascar, como as lagartixas e sapos.

Dorothea August, do WWF, critica também a falta de ação política e a impunidade. A instabilidade política no país “não ajuda na implementação de projetos ambientais”, reclama a especialista do WWF.

Para Daniela Freyer, é importante que organizações ambientalistas locais estejam engajadas, para substituir a caótica estrutura organizacional e de controle do país. “Para assim garantir um mínimo de proteção.”

Lêmures são o "espírito da floresta"

Baobá consegue acumular até 500 litros de água e, com isso, sobrevive melhor ao clima árido

 Fonte:  DW / Autor: Po Keung Cheung (ff)
Revisão: Roselaine Wandscheer

26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Em lista de animais mais ameaçados de extinção, cinco são brasileiros

Pela primeira vez, uma rede de 8000 pesquisadores ligados à União Internacional de Conservação da Natureza, compilou uma lista das 100 espécies de animais, plantas e fungos mais ameaçados de extinção no mundo.

Nesta lista constam cinco espécies de animais brasileiros:

O soldadinho-do-Araripe, ave cuja população é estimada em 779 espécimes. É encontrado apenas numa área de 28 km2, na Chapada do Araripe, no Ceará.

A Preá Cavia intermedia, considerada a espécie de mamífero mais rara do mundo, com uma população de cerca de 60 espécimes. Só existe nas Ilhas Moleques do Sul, arquipélago próximo a Florianópolis, em Santa Catarina.

O Muriqui-do-Norte, o maior primata das Américas, só existe na Mata Atlântica. Estima-se que existem menos de 1000 deles.

A borboleta Actinote zikani, espécie que habita áreas próximas à serra do mar, na Mata Atlântica.

A borboleta Parides burchellanus, espécie encontrada no Cerrado. População estimada de menos de 100.

Soldadinho-do-Araripe, espécie de ave ameaçada de extinção, só encontrada no Ceará

Soldadinho-do-Araripe, espécie de ave ameaçada de extinção, só encontrada no Ceará. Ciro Albano/France Presse

O muriqui-do-norte, o maior primata das Américas, que vive na copa das altas árvores da mata atlântica.

O muriqui-do-norte, o maior primata das Américas, que vive na copa das altas árvores da mata atlântica. Luciano Candisani

Fonte: Folha.com


26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

População de macacos ameaçados de extinção cresce cinco vezes em reserva

Aumento da população de muriquis-do-norte, o maior primata do Brasil, é resultado de 30 anos de trabalho em reserva de Caratinga, em Minas Gerais

Após 30 anos de trabalho na Reserva do Patrimônio Natural Feliciano Miguel Abdala, em Caratinga, Minas Gerais, os números apresentados pela antropóloga Karen Strier, da Universidade de Wisconsin-Madison, mostram uma história bem-sucedida de preservação. No período, a população de macacos muriquis-do-norte que habita a reserva localizada no município mineiro de Caratinga aumentou cinco vezes, de 60 para 300 indivíduos. Os resultados foram divulgados na edição desta semana do periódico científico PLOS ONE.

Como se trata de uma espécie “criticamente em perigo de extinção, cuja população conhecida não passa de 1.000 animais espalhados por uma dúzia de diferentes fragmentos da Mata Atlântica em Minas Gerais e no Espírito Santo, o salto populacional é, numa primeira leitura, animador. “Para um macaco ameaçado de extinção, é muito positivo”, avalia o professor de zoologia da Universidade Federal do Espírito Santo Sérgio Lucena, que há 10 anos acompanha as pesquisas de Karen em Caratinga.

Estudo detalhado — O professor explica, no entanto, que a importância do estudo publicado pela antropóloga em parceria com o ecologista e matemático Anthony Ives naPLOS ONE vai além da surpreendente recuperação de muriquis-do-norte na reserva. O texto de Karen sintetiza três décadas de acompanhamento demográfico dessa espécie em Caratinga, um nível de detalhamento que só existe em outras seis reservas de primatas no mundo. Isso significa, afirma o professor da Federal do Espírito Santo, que a reserva pode se tornar um modelo de estudo sobre o comportamento demográfico de primatas que correm risco de desaparecer. “Esse trabalho apresentou alguns resultados que fogem dos padrões teóricos esperados. Saber se espécies ameaçadas de extinção podem se comportar de forma inesperada é muito importante”, afirma.

Entre as tendências demográficas consideradas fora do padrão, uma das mais interessantes foi o crescimento simultâneo das taxas de fertilidade (a quantidade de filhotes que cada fêmea gera) e mortalidade. Afinal, um maior número de macacos disputando os mesmos recursos em área limitada – a reserva Feliciano Miguel Abdala conta com pouco mais de 900 hectares – tenderia a conter a fertilidade. Aconteceu exatamente o contrário. Por quê?

Uma das teorias levantadas pela antropóloga para justificar o fenômeno é que foi observada, nas últimas décadas, uma mudança de habitat. Não havendo alimentos para o novo contingente populacional no topo das árvores, os macacos passaram a buscar comida também no solo. Isso aumentou a fecundidade das fêmeas, mas teria sido incapaz de conter o aumento da mortalidade porque, no chão, os muriquis são alvos mais fáceis para jaguatiricas e onças pardas, além de estarem sujeitos a mais doenças pela ingestão de frutos podres. A pesquisa calcula que, caso a fertilidade tivesse seguido a “teoria” e retraído, o grupo desses macacos seria hoje de 200 indivíduos em Caratinga.

Onde estão as fêmeas? — Outro comportamento imprevisto constatado foi uma súbita inversão na proporção entre machos e fêmeas. Nos primeiros anos, um terço dos nascimentos era de macacos machos. Hoje, essa razão é de dois terços. “Nos primeiros dez anos, nasceram mais fêmeas do que machos. Isso fez com que a fertilidade global do grupo aumentasse muito”, diz Lucena. Ele afirma que, como se trata de um número reduzido de macacos, essa inversão pode ter ocorrido por acaso, sem qualquer interferência externa.

Com esses dois fatores, a tendência é que a população de muriquis-do-norte agora pare de crescer, podendo até declinar. “Uma população pequena, num desses declínios, pode não conseguir se reestabelecer”, afirma Lucena. Falando ao site da universidade de Winsconsin, Karen sugeriu uma solução. “Sabemos exatamente o que precisa ser feito apara aliviar isso: expandir a área da reserva.”

Saiba mais

MURIQUI-DO-NORTE
O muriqui-do-norte, o maior primata do Brasil, tem como habitat áreas de Mata Atlântica. Ameaçado de extinção, os cerca de mil remanescentes da espécie se concentram nos estados do Espírito Santos e de Minas Gerais. Eles têm hábitos diurnos e se alimentam de folhas, frutos, flores e outras partes vegetais.

Muriqui-do-norte

Muriqui-do-norte: maior primata do Brasil, tem como habitat áreas de Mata Atlântica (Reprodução)

Fonte: Veja Ciência


16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Em risco de extinção, iguanas azuis são vistas nas Ilhas Cayman

Região é a única do mundo onde animais vivem em estado selvagem.
Cerca de 700 animais vivem em áreas de proteção ambiental na ilha.

Uma iguana azul aparece trocando de pele em um jardim botânico das Ilhas Cayman, nas Antilhas. O animal recebeu o apelido de 'mordedor' ('biter', na tradução do inglês) (Foto: David McFadden/AP)

Uma iguana azul aparece trocando de pele em um parque botânico das Ilhas Cayman, nas Antilhas. O animal recebeu o apelido de 'mordedor' ('biter', na tradução do inglês) (Foto: David McFadden/AP)

Cerca de 700 iguanas azuis andam livres pelo jardim Rainha Elizabeth 2ª, nas Ilhas Cayman. A área, considerada de proteção ambiental, é o único lugar do mundo onde os animais podem ser encontrados em estado selvagem. A espécie corre risco de extinção (Foto: David McFadden/Will Burrard-Lucas/AP)

Cerca de 700 iguanas azuis andam livres pelo parque botânico Rainha Elizabeth 2ª, nas Ilhas Cayman. A área leste da ilha, considerada de proteção ambiental, é o único lugar do mundo onde os animais podem ser encontrados em estado selvagem. A espécie corre risco de extinção (Foto: David McFadden/Will Burrard-Lucas/AP)

Fonte: Globo Natureza


10 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Rinocerontes raros são avistados em parque nacional na Indonésia

Rinoceronte-de-Sumatra foi fotografado em parque na província de Aceh.
Animal não era avistado na região havia 26 anos.

A Leuser International Foundation divlgou nesta quinta-feira (9) uma imagem de um raro rinoceronte-de-Sumatra (Dicerorhinus sumatrensis) flagrado no parque nacional Gunung Leuser, na província de Aceh.

Um especialista afirmou que foi a primeira vez que rinocerontes da espécie foram avistados no local em 26 anos. Temia-se que não houvesse mais exemplares da espécie no local, no norte da ilha de Sumatra.

Os rinocerontes, seis fêmeas e um macho, foram filmados por 28 câmeras infravermelhas instaladas entre junho de 2011 e abril deste ano.

O número de rinocerontes de Sumatra diminuiu 50% nos últimos 20 anos, e calcula-se que só restem uns 200 em todo o mundo.

Rinoceronte-de-Sumatra em foto não datada no parque indonésio de Gunung Leuser (Foto: Leuser International Foundation/AP)

Rinoceronte-de-Sumatra em foto não datada no parque indonésio de Gunung Leuser (Foto: Leuser International Foundation/AP)

Fonte: Globo Natureza


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23 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Zoológico australiano apresenta filhote de rinoceronte-branco

Animal é macho, está bem de saúde e ainda não tem nome.
Na natureza, rinoceronte está ameaçado pela caça ilegal.

Um rinoceronte-branco, espécie ameaçada de extinção devido ao tráfico ilegal de seu chifre, nasceu na semana última no zoológico de Taronga Western Plains, na Austrália, informou nesta terça-feira (21) o centro.

O animal macho, que ainda não tem nome, se encontra em bom estado de saúde e sob os cuidados de sua principiante mãe, Mopani, no zoológico da cidade de Dubbo, situada a cerca de 400 quilômetros de Sydney.

“Parece que a primeira chuva em Dubbo após muitos meses contribuiu para o nascimento deste rinoceronte”, afirmou um dos responsáveis pelo zoológico, Pascale Benoit, citado em comunicado de imprensa.

Benoit destacou que durante sua gravidez, Mopani contraiu a mesma doença desconhecida que no último ano matou outros quatro rinocerontes-brancos no zoológico. No entanto, mesmo com a confirmação da doença, o filhote nasceu saudável.

A população de rinoceronte-branco está ameaçada, entre outros motivos, caça ilegal por causa da grande procura pelos seus chifres, sobretudo na China, onde são apreciados dentro da medicina tradicional.

A Fundação Internacional Rinocerontes indicou que, desde 2006, 2 mil animais da espécie morreram na África pelas mãos dos caçadores, enquanto o crescimento de sua população chegou os níveis mais baixos em várias décadas.

Segundo os analistas, a caça ilegal superará a taxa de natalidade dentro de pouco tempo se manter esse ritmo atual, com 300 animais mortos a cada ano.

O rinoceronte-branco foi catalogado como espécie “quase ameaçada” pela União Internacional para a Conservação da Natureza, embora a subespécie do norte possivelmente poderia ter sida extinta em estado selvagem, já que o último animal foi visto em 2006.

Filhote de rinoceronte branco, com apenas um dia de idade (Foto: Leonie Saville/Taronga Western Plains Zoo)

Filhote de rinoceronte branco, com apenas um dia de idade (Foto: Leonie Saville/Taronga Western Plains Zoo)

Fonte: Globo Natureza


1 de abril de 2013 | nenhum comentário »

Biólogos identificam duas novas espécies de lêmures

Animais endêmicos de Madagascar estão entre os menores primatas do mundo e os mais ameaçados de extinção

lêmur

O Microcebus marohita foi colocado na lista de espécies ameaçadas de extinção antes mesmo de ser formalmente descrito pelos pesquisadores (Bellarmin Ramahefasoa)

Biólogos alemães identificaram nas florestas de Madagascar duas novas espécies de lêmures do gênero Microcebus, que reúne as menores espécies de primatas do mundo —  e também as mais ameaçadas de extinção. Os animais foram descritos, após análises genéticas e morfológicas, em uma pesquisa publicada nesta terça-feira na revista International Journal of Primatology.

Os lêmures foram descobertos durante visitas de campo realizadas por pesquisadores do Centro de Primatas da Alemanha à ilha de Madagascar entre 2003 e 2007. Segundo os biólogos, os animais são minúsculos, pesando menos de cem gramas. A espécieMicrocebus tanosi tem a cabeça vermelha e pelos marrons e negros pelo corpo. Na barriga, seus pelos são castanhos e cinzas. Já o Microcebus marohita possui uma cauda longa e espessa e grandes patas traseiras.

Ameaça - Por causa do isolamento geográfico de Madagascar, todos os seus primatas, 90% de suas plantas e 80% de seus anfíbios e répteis são espécies endêmicas – ou seja, só são encontradas na ilha. Os lêmures, por exemplo, não existem fora dali. Na última década, com as pesquisas realizadas na região,  o número de espécies identificadas de lêmures mais que triplicou.

A floresta onde as duas novas espécies foram encontradas sofreu grande degradação na última década, fazendo com que a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) colocasse uma das novas espécies na lista das ameaçadas de extinção antes mesmo que ela tivesse sido formalmente descrita pelos pesquisadores. A situação de degradação na ilha é tão devastadora que um relatório publicado no ano passado pela entidade destacou que o lêmure mais raro do mundo, o lêmure-esportivo-do-norte (Lepilemur septentrionalis), não contava com mais de dezenove espécimes vivos.

Fonte: Veja Ciência


6 de março de 2013 | nenhum comentário »

Ararinhas em risco de extinção são trazidas da Alemanha para o Brasil

Ideia é promover a reprodução e reintroduzir espécie no habitat natural.
Apenas 79 ararinhas-azuis existem no mundo, todas em cativeiro.

Duas ararinhas-azuis de uma espécie criticamente ameaçada de extinção estão sendo trazidas de avião da Alemanha para o Brasil , informa o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente.

O objetivo de trazer as aves é fazer com que elas se reproduzam e, com isso, promover o aumento na sua população em cativeiro no Brasil, afirma Camile Lugarini, coordenadora do Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação da Ararinha-Azul.

“Nossa ideia é ter indivíduos suficientes em cativeiro para efetuar a reintrodução em seu habitat natural daqui a alguns anos”, avalia Camile. O animal, que é nativo do Brasil, não é encontrado na natureza desde 2000 e atualmente só existe em cativeiro.

Há apenas 79 ararinhas-azuis no no mundo, a maioria delas mantidas em criadouros fora do país, diz o ICMBio. “Somente quatro ararinhas compõem atualmente a população reprodutiva no Brasil”, explica uma nota da instituição.

Fêmeas
As ararinhas-azuis que estão sendo trazidas ao Brasil são fêmeas e estavam sob cuidados da organização alemã ACTP (sigla em inglês para Associação para a Conservação das Araras Ameaçadas). Elas vão chegar de avião, acondicionadas em caixotes especiais e com todas as precauções necessárias, afirma o ICMBio.

As aves serão levadas a um local de quarentena regulamentado pelo Ministério da Agricultura. “Durante a quarentena, as ararinhas permanecerão em observação por um período que pode variar entre duas a seis semanas, dependendo do seu comportamento”, diz Camile.

Durante a quarentena, as aves serão submetidas a exames para avaliar suas condições de saúde. “A viagem é estressante, então pode baixar a imunidade [das ararinhas]“, ressalta a coordenadora do Plano de Ação Nacional, que é analista do ICMBio. A quarentena é um procedimento padrão nestes casos, diz ela.

Após este período, as ararinhas vão ser enviadas a um criadouro no estado de São Paulo, credenciado pelo governo brasileiro. A ideia é que ali seja feita a reprodução com machos de outras linhagens.

Intenção dos pesquisadores é reproduzir ave em cativeiro (Foto: Divulgação/Al Wabra Wildlife Preservation)

Intenção dos pesquisadores é reproduzir ave em cativeiro; em imagem de arquivo, ararinhas-azuis mantidas em criadouro no Qatar (Foto: Divulgação/Al Wabra Wildlife Preservation)

“Temos quatro indivíduos dessa espécie no Brasil que estavam em um zoológico e há quase um ano estão em um criadouro. Há mais um animal em outro criadouro, que é ararinha a mais velha que se tem notícia, com mais de 30 anos”, relata Camile.

Das ararinhas em idade de reprodução no Brasil, duas são machos e duas são fêmeas. A quinta tem 34 anos, aproximadamente, e não está em condições de reprodução, afirma Camile.

Primeira experiência
A primeira experiência de reintrodução das ararinhas na natureza, desde que haja condições (com o aumento da população em cativeiro), está prevista para ocorrer até 2017, segundo o ICMBio. A espécie é natural de uma área de caatinga no sertão da Bahia, mas não é vista na região desde 2000.

Caso os esforços de reprodução sejam bem-sucedidos, as ararinhas devem ser reintroduzidas em seu habitat. O projeto é uma parceria entre o governo brasileiro, ONGs e organizações privadas. As instituições vêm trabalhando para preparar o habitat, situado no norte da Bahia, com projetos de recuperação ambiental e educação para as comunidades do entorno.

A história de uma ararinha-azul domesticada, encontrada nos EUA em 2002, inspirou o cineasta brasileiro Carlos Saldanha a fazer o filme “Rio”, grande sucesso de bilheteria nos cinemas.

Além das duas ararinhas que estão sendo trazidas ao Brasil, outras cinco aves desta espécie — quatro que estão na Espanha e um macho que está na Alemanha — devem ser trazidas ao Brasil nos próximos meses, informa a analista do ICMBio.

Há apenas 79 ararinhas-azuis hoje no mundo (Foto: Divulgação/Al Wabra Wildlife Preservation)

Há apenas 79 ararinhas-azuis hoje no mundo, todas em cativeiro. Em imagem de arquivo, aves desta espécie são mantidas em criadouro no Qatar (Foto: Divulgação/Al Wabra Wildlife Preservation)

Fonte: Globo Natureza


14 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

População de gorila africano cresceu em dois anos, aponta censo

Entre 2010 e 2012, houve aumento de 94 gorilas-da-montanha.
Apesar de aumento, espécie continua ameaçada de extinção.

Censo divulgado nesta terça-feira (12) pelo governo de Uganda afirma que a população mundial de gorilas-da-montanha (Gorilla beringei beringei) cresceu em quase cem indivíduos entre 2010 e 2012.

Há dois anos, a população global desta espécie de primata, considerada ameaçada de extinção, era de 786. Agora, de acordo com levantamento feito em duas localidades, aponta que existem na natureza 880 gorilas.

O levantamento, que contou com a ajuda da organização não governamental WWF, foi realizado nas áreas de Bwindi e Virunga Massif, que abrangem a República Democrática do Congo, Uganda e Ruanda. Espécimes deste primata só vivem nesta região.

Segundo David Greer, gerente do WWF, os gorilas-da-montanha experimentam um crescimento na quantidade de exemplares que não ocorre com nenhum outro primata.

As maiores ameaças a esta espécie são armadilhas de caça implantadas no interior das florestas, doenças transmitidas por seres humanos e a perda de habitat, consequência do desmatamento.

No Parque Nacional de Virunga, por exemplo, ao menos sete gorilas foram capturados por armadilhas em 2012 e dois exemplares morreram. A exploração de petróleo em parques nacionais do Congo também é motivo de preocupação, dizem ambientalistas.

Os gorilas-da-montanha vivem em grupos sociais. O censo aponta que 400 exemplares estão na região impenetrável de Bwindi, distribuídos em 36 grupos sociais distintos, com 16 machos solitários. Dez desses grupos estariam habituados à presença de humanos.

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Uma fêmea de gorila-da-montanha com seu filhote. População de primatas desta espécie aumentou, aponta censo (Foto: Divulgação/Martin Harvey/WWF)

Fonte: Globo Natureza


8 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas dos EUA tentam salvar população de ave ameaçada

Restam cerca de 100 mil exemplares de tordo-de-Bicknell no mundo.
Ação tentará recuperar população na República Dominicana.

Cientistas dos Estados Unidos e da República Dominicana uniram forças para proteger a população de tordos-de-Bicknell (Catharus bicknelli), espécie considerada vulnerável na natureza e que vive na América do Norte e Central.

Com uma população estimada em 100 mil aves, pesquisadores documentaram um declínio anual entre 7% e 19% em algumas regiões ao longo dos últimos 20 anos. A ave, que é encontrada principalmente no Caribe, tem sido afetada pela expansão da produção de carvão vegetal, agricultura de subsistência, extração de madeira e abertura de campos para pecuária.

Agora, uma iniciativa de organizações não governamentais e centros de pesquisa vai desenvolver planos de conservação em conjunto com comunidades locais para que moradores utilizem áreas de forma sustentável.

Esta ave tem um sistema de acasalamento incomum. Enquanto a maioria dos pássaros são monogâmicos e territoriais, as fêmea de Tordo-de-Bicknell se relacionam com vários machos, com filhotes que podem ser alimentados por até quatro espécimes diferentes de machos.

tordo (Foto: Mary Esch/AP)

Foto de 2006 mostra exemplar de tordo-de-Bicknell (Foto: Mary Esch/AP)

Fonte: Globo Natureza


7 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Intervenção humana ameaça biodiversidade em Madagascar

Cerca de 85% das espécies que vivem na quarta maior ilha do mundo existem apenas lá. Mas as mudanças climáticas e a atividade humana ameaçam esse ambiente singular.

Madagascar fica localizada a leste do continente africano, no Oceano Índico. Lá, flora e fauna desenvolveram-se em completo isolamento, porque ao longo da formação do planeta a ilha se desprendeu do continente africano. O resultado é uma riqueza biológica muito especial.

De acordo com a organização ambientalista WWF, 85% das espécies existentes na ilha são endêmicas, isto é, existem apenas lá. Entre elas estão os lêmures – das cerca de 100 espécies diferentes existentes na ilha, cerca de 30 estão na lista de espécies amea­çadas. Seu significado religioso para a população nativa é expressivo. Grande parte da população acredita que as pessoas se tornam lêmures depois da morte. Não é por acaso que eles são também chamados de “espírito da floresta”.

Além disso, quase todas as espécies de cobras, sapos, camaleões e lagartixas são consideradas endêmicas. O tesouro biológico abriga cerca de 250 espécies de pássaros e 3 mil de borboletas. A variedade da flora também é única: 80% das 12 mil espécies conhecidas de plantas com flores existem apenas em Madagascar, assim como cinco das seis espécies de baobá, também conhecido como árvore pão-de-macaco. Cientistas suspeitam que nas poucas áreas com floresta virgem que ainda existem, haja muitas espécies animais e vegetais que ainda nem foram catalogados.

Mais pessoas – menos floresta

Cerca de 20 milhões de pessoas vivem em Madagascar, e o número de habitantes aumenta em cerca de meio milhão por ano. Como a população vive principalmente da agricultura, mais e mais terras são preparadas para o cultivo e a pecuária, na maioria dos casos por meio da queimada de florestas. Além disso, muitas árvores são cortadas para a produção de lenha e combustível.

Isso tem efeitos dramáticos sobre a paisagem. A floresta, que já chegou a cobrir 90% da superfície de Madagascar, hoje ocupa apenas 10% do território, segundo dados da WWF. E a cada ano são derrubados 120 mil hectares de árvores. Se continuar nesse ritmo, em 40 anos Madagascar não terá mais árvores, projeta a organização ambientalista.

Biodiversidade ameaçada

Com a perda das florestas, perde-se cada vez mais o habitat de plantas e animais. “Se elas [as florestas] não forem salvas, perderemos inúmeras espécies que sequer conhecemos“, diz a especialista em Madagascar da WWF, Dorothea August. A espécie de lêmure mirza, descoberta recentemente, é um exemplo dos segredos que as florestas de Madagascar ainda abrigam.

“Se a destruição não for impedida, os dias de muitas espécies de animais e plantas estarão contados“, diz August. O crescente desflorestamento em Madagascar leva a uma gigantesca erosão. As consequências são deslizamento de terras, inundações, por um lado, e escassez de água devido ao ressecamento do solo. Essas transformações são favorecidas pelas mudanças climáticas globais.

Apesar de tudo, algumas espécies de plantas podem se adaptar. O baobá, por exemplo, pode armazenar até 500 litros de água em seu tronco e com isso sobreviver aos períodos de seca, que são cada vez mais frequentes.

Proteção ambiental apenas em nível local

O governo de Madagascar reconhece o princípio da conservação da natureza. E por isso trabalha, por exemplo, com a WWF em um projeto para o manejo sustentável da água. Até o momento, cerca de 35 mil pessoas de 13 municípios do Platô Mahafaly já se beneficiaram com o projeto. Mas em outros processos a situação está estagnada. “O país passa de crise política em crise política, não há confiabilidade”, diz Daniela Freyer, bióloga da organização Pro Wildlife.

O sistema de fiscalização estaria totalmente desmantelado, o que, junto com a corrupção, permite o avanço na extinção de espécies de animais e plantas. “A exportação de madeira protegida para a Alemanha e para a China é aprovada pelas autoridades”, diz Freyer. Isso acontece muitas vezes pela concessão de “isenções”. Para completar, há ainda o comércio ilegal – e também legal – de animais de Madagascar, como as lagartixas e sapos.

Dorothea August, do WWF, critica também a falta de ação política e a impunidade. A instabilidade política no país “não ajuda na implementação de projetos ambientais”, reclama a especialista do WWF.

Para Daniela Freyer, é importante que organizações ambientalistas locais estejam engajadas, para substituir a caótica estrutura organizacional e de controle do país. “Para assim garantir um mínimo de proteção.”

Lêmures são o "espírito da floresta"

Baobá consegue acumular até 500 litros de água e, com isso, sobrevive melhor ao clima árido

 Fonte:  DW / Autor: Po Keung Cheung (ff)
Revisão: Roselaine Wandscheer

26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Em lista de animais mais ameaçados de extinção, cinco são brasileiros

Pela primeira vez, uma rede de 8000 pesquisadores ligados à União Internacional de Conservação da Natureza, compilou uma lista das 100 espécies de animais, plantas e fungos mais ameaçados de extinção no mundo.

Nesta lista constam cinco espécies de animais brasileiros:

O soldadinho-do-Araripe, ave cuja população é estimada em 779 espécimes. É encontrado apenas numa área de 28 km2, na Chapada do Araripe, no Ceará.

A Preá Cavia intermedia, considerada a espécie de mamífero mais rara do mundo, com uma população de cerca de 60 espécimes. Só existe nas Ilhas Moleques do Sul, arquipélago próximo a Florianópolis, em Santa Catarina.

O Muriqui-do-Norte, o maior primata das Américas, só existe na Mata Atlântica. Estima-se que existem menos de 1000 deles.

A borboleta Actinote zikani, espécie que habita áreas próximas à serra do mar, na Mata Atlântica.

A borboleta Parides burchellanus, espécie encontrada no Cerrado. População estimada de menos de 100.

Soldadinho-do-Araripe, espécie de ave ameaçada de extinção, só encontrada no Ceará

Soldadinho-do-Araripe, espécie de ave ameaçada de extinção, só encontrada no Ceará. Ciro Albano/France Presse

O muriqui-do-norte, o maior primata das Américas, que vive na copa das altas árvores da mata atlântica.

O muriqui-do-norte, o maior primata das Américas, que vive na copa das altas árvores da mata atlântica. Luciano Candisani

Fonte: Folha.com


26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

População de macacos ameaçados de extinção cresce cinco vezes em reserva

Aumento da população de muriquis-do-norte, o maior primata do Brasil, é resultado de 30 anos de trabalho em reserva de Caratinga, em Minas Gerais

Após 30 anos de trabalho na Reserva do Patrimônio Natural Feliciano Miguel Abdala, em Caratinga, Minas Gerais, os números apresentados pela antropóloga Karen Strier, da Universidade de Wisconsin-Madison, mostram uma história bem-sucedida de preservação. No período, a população de macacos muriquis-do-norte que habita a reserva localizada no município mineiro de Caratinga aumentou cinco vezes, de 60 para 300 indivíduos. Os resultados foram divulgados na edição desta semana do periódico científico PLOS ONE.

Como se trata de uma espécie “criticamente em perigo de extinção, cuja população conhecida não passa de 1.000 animais espalhados por uma dúzia de diferentes fragmentos da Mata Atlântica em Minas Gerais e no Espírito Santo, o salto populacional é, numa primeira leitura, animador. “Para um macaco ameaçado de extinção, é muito positivo”, avalia o professor de zoologia da Universidade Federal do Espírito Santo Sérgio Lucena, que há 10 anos acompanha as pesquisas de Karen em Caratinga.

Estudo detalhado — O professor explica, no entanto, que a importância do estudo publicado pela antropóloga em parceria com o ecologista e matemático Anthony Ives naPLOS ONE vai além da surpreendente recuperação de muriquis-do-norte na reserva. O texto de Karen sintetiza três décadas de acompanhamento demográfico dessa espécie em Caratinga, um nível de detalhamento que só existe em outras seis reservas de primatas no mundo. Isso significa, afirma o professor da Federal do Espírito Santo, que a reserva pode se tornar um modelo de estudo sobre o comportamento demográfico de primatas que correm risco de desaparecer. “Esse trabalho apresentou alguns resultados que fogem dos padrões teóricos esperados. Saber se espécies ameaçadas de extinção podem se comportar de forma inesperada é muito importante”, afirma.

Entre as tendências demográficas consideradas fora do padrão, uma das mais interessantes foi o crescimento simultâneo das taxas de fertilidade (a quantidade de filhotes que cada fêmea gera) e mortalidade. Afinal, um maior número de macacos disputando os mesmos recursos em área limitada – a reserva Feliciano Miguel Abdala conta com pouco mais de 900 hectares – tenderia a conter a fertilidade. Aconteceu exatamente o contrário. Por quê?

Uma das teorias levantadas pela antropóloga para justificar o fenômeno é que foi observada, nas últimas décadas, uma mudança de habitat. Não havendo alimentos para o novo contingente populacional no topo das árvores, os macacos passaram a buscar comida também no solo. Isso aumentou a fecundidade das fêmeas, mas teria sido incapaz de conter o aumento da mortalidade porque, no chão, os muriquis são alvos mais fáceis para jaguatiricas e onças pardas, além de estarem sujeitos a mais doenças pela ingestão de frutos podres. A pesquisa calcula que, caso a fertilidade tivesse seguido a “teoria” e retraído, o grupo desses macacos seria hoje de 200 indivíduos em Caratinga.

Onde estão as fêmeas? — Outro comportamento imprevisto constatado foi uma súbita inversão na proporção entre machos e fêmeas. Nos primeiros anos, um terço dos nascimentos era de macacos machos. Hoje, essa razão é de dois terços. “Nos primeiros dez anos, nasceram mais fêmeas do que machos. Isso fez com que a fertilidade global do grupo aumentasse muito”, diz Lucena. Ele afirma que, como se trata de um número reduzido de macacos, essa inversão pode ter ocorrido por acaso, sem qualquer interferência externa.

Com esses dois fatores, a tendência é que a população de muriquis-do-norte agora pare de crescer, podendo até declinar. “Uma população pequena, num desses declínios, pode não conseguir se reestabelecer”, afirma Lucena. Falando ao site da universidade de Winsconsin, Karen sugeriu uma solução. “Sabemos exatamente o que precisa ser feito apara aliviar isso: expandir a área da reserva.”

Saiba mais

MURIQUI-DO-NORTE
O muriqui-do-norte, o maior primata do Brasil, tem como habitat áreas de Mata Atlântica. Ameaçado de extinção, os cerca de mil remanescentes da espécie se concentram nos estados do Espírito Santos e de Minas Gerais. Eles têm hábitos diurnos e se alimentam de folhas, frutos, flores e outras partes vegetais.

Muriqui-do-norte

Muriqui-do-norte: maior primata do Brasil, tem como habitat áreas de Mata Atlântica (Reprodução)

Fonte: Veja Ciência


16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Em risco de extinção, iguanas azuis são vistas nas Ilhas Cayman

Região é a única do mundo onde animais vivem em estado selvagem.
Cerca de 700 animais vivem em áreas de proteção ambiental na ilha.

Uma iguana azul aparece trocando de pele em um jardim botânico das Ilhas Cayman, nas Antilhas. O animal recebeu o apelido de 'mordedor' ('biter', na tradução do inglês) (Foto: David McFadden/AP)

Uma iguana azul aparece trocando de pele em um parque botânico das Ilhas Cayman, nas Antilhas. O animal recebeu o apelido de 'mordedor' ('biter', na tradução do inglês) (Foto: David McFadden/AP)

Cerca de 700 iguanas azuis andam livres pelo jardim Rainha Elizabeth 2ª, nas Ilhas Cayman. A área, considerada de proteção ambiental, é o único lugar do mundo onde os animais podem ser encontrados em estado selvagem. A espécie corre risco de extinção (Foto: David McFadden/Will Burrard-Lucas/AP)

Cerca de 700 iguanas azuis andam livres pelo parque botânico Rainha Elizabeth 2ª, nas Ilhas Cayman. A área leste da ilha, considerada de proteção ambiental, é o único lugar do mundo onde os animais podem ser encontrados em estado selvagem. A espécie corre risco de extinção (Foto: David McFadden/Will Burrard-Lucas/AP)

Fonte: Globo Natureza


10 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Rinocerontes raros são avistados em parque nacional na Indonésia

Rinoceronte-de-Sumatra foi fotografado em parque na província de Aceh.
Animal não era avistado na região havia 26 anos.

A Leuser International Foundation divlgou nesta quinta-feira (9) uma imagem de um raro rinoceronte-de-Sumatra (Dicerorhinus sumatrensis) flagrado no parque nacional Gunung Leuser, na província de Aceh.

Um especialista afirmou que foi a primeira vez que rinocerontes da espécie foram avistados no local em 26 anos. Temia-se que não houvesse mais exemplares da espécie no local, no norte da ilha de Sumatra.

Os rinocerontes, seis fêmeas e um macho, foram filmados por 28 câmeras infravermelhas instaladas entre junho de 2011 e abril deste ano.

O número de rinocerontes de Sumatra diminuiu 50% nos últimos 20 anos, e calcula-se que só restem uns 200 em todo o mundo.

Rinoceronte-de-Sumatra em foto não datada no parque indonésio de Gunung Leuser (Foto: Leuser International Foundation/AP)

Rinoceronte-de-Sumatra em foto não datada no parque indonésio de Gunung Leuser (Foto: Leuser International Foundation/AP)

Fonte: Globo Natureza


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