26 de março de 2012 | nenhum comentário »

Vazamentos pequenos têm grandes consequências, diz oceanógrafa

Para a oceanógrafa Sylvia Earle é preciso pensar no custo real dos vazamentos de petróleo, como os que ocorreram da bacia de Campos, no litoral fluminense. “Eu fico alarmada com o que está acontecendo, certamente não era do interesse da Chevron que ocorresse o vazamento. Mesmo com todas as preocupações, vemos que é preciso fazer ainda melhor do que isto que está aí”, disse a pesquisadora no Fórum Mundial de Sustentabilidade, em Manaus.

A ex-cientista chefe da Agência Americana para Oceanos e Atmosfera (Noaa, na sigla em inglês) afirmou que mesmo um vazamento pequeno tem impacto para as espécies marinhas. “Ninguém pode entrevistar as criaturas marinhas para saber o que realmente acontece. Os peixes não podem falar que não estão de acordo com aquilo e então isso parece que não importa para as pessoas”, disse.

Outro problema dos vazamentos é a liberação de gases causadores do efeito estufa. “Quando o petróleo chega à superfície do mar, o acidente então se transforma em um vazamento de petróleo pelo céu. Embora ninguém pense nisso quando os acidentes acontecem, é exatamente isto que ocorre”, disse.

Para Sylvia, o risco mais claro em explorar o petróleo é o fato continuar o foco dos investimentos nos combustíveis fósseis mesmo tendo que superar os altos custos e as dificuldades de operar no pré-sal . “Existe um custo real para a natureza e para as pessoas que não está incluído nesta conta. Atualmente, estamos num período de transição e precisamos considerar não lançar no ar mais carbono e metano”, disse.

A oceanógrafa de 77 anos, chamada pelo jornal americano de “The deepness”, por causa do profundo conhecimento adquirido em mais de 60 expedições pelo mundo, tem o antagonismo de quem faz afirmações duras com a voz doce, conseguindo assim, inspirar as pessoas. Durante sua palestra em Manaus, ela falou ao público que viver nestes últimos anos era o que havia de mais fantástico, pois, “este é o momento para fazer o que achamos que deve ser feito. Temos o conhecimento. Parece que nunca tivemos antes esta oportunidade de moldar um futuro melhor”, disse.

Durante entrevista para jornalistas, ela perguntou se poderia ser um pouco dramática e disse: “Apenas 1% do oceano tem alguma forma de proteção formal. O que você pensaria se o mesmo acontecesse com o seu coração azul do planeta? O que você pensaria se apenas 1% do seu coração fosse protegido. Quanto você acha que seria necessário proteger do seu coração para poder sobreviver?”.

Fonte: Maria Fernanda Ziegler/ Portal iG


17 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Nova Zelândia tenta resgatar navio cargueiro que vaza óleo

Embarcação de bandeira liberiana está encalhada há nove dias.
Empresa de salvamento espera poder bombear combustível que resta.

Equipes de emergência se apressavam nesta sexta-feira (14) para retomar o bombeamento do petróleo do navio cargueiro danificado que quase se rompeu em dois próximo à costa da Nova Zelândia, enquanto empresas envolvidas começaram a avaliar os custos do pior desastre ambiental em décadas no país.

O navio Rena, de bandeira liberiana, está encalhado há nove dias em um recife, a 22 quilômetros de Tauranga, na costa leste da Ilha Norte da Nova Zelândia, vazando cerca de 300 toneladas de óleo pesado tóxico e perdendo alguns de suas centenas de contêineres, que caíram no mar.

Autoridades disseram que o navio de 236 metros de comprimento estava em uma posição precária, e equipes de salvamento estavam se preparando para abrir buracos na popa para chegar aos tanques que armazenam mais de mil toneladas de combustível.

“O que está mantendo o navio estável no momento é o fato de que ele está deitado sobre o recife, e também algumas estruturas internas, as escadas internas, os dutos e estruturas semelhantes dentro do navio”, disse o porta-voz da Marinha neozelandesa, Andrew Berry, durante reunião com os moradores locais.

As equipes estão trabalhando para instalar equipamentos e plataformas na parte superior da popa do navio de 47.230 toneladas, que está inclinado em até 25 graus, por isso há uma superfície nivelada para trabalharem.

“Ainda existe um pouco de esperança… talvez eles consigam começar a bombear o petróleo amanhã, mas não podemos determinar o tempo que levará para as coisas; esse navio é muito, muito perigoso”, disse Matthew Watson da empresa de salvamento Svitzer.

Segundo ele, os vazamentos de petróleo do navio diminuíram e havia “um nível razoável de confiança” de que os tanques na popa estavam intactos e que assim permaneceriam.

O petróleo chegou à costa, muito frequentada por surfistas e pescadores, afetando um trecho de 60 quilômetros ao longo do litoral do país.

As condições climáticas e do mar estavam favoráveis, mas a expectativa é que os ventos se intensifiquem e possam obrigar a saída das equipes que estão trabalhando no navio, que já perdeu 88 de seus 1.380 contêineres.

Estima-se que mil  trabalhadores, incluindo soldados, especialistas em fauna selvagem e moradores, estavam nas praias retirando petróleo que vazou do navio.

Contêiner do navio Rena chega a praia próxima de Tauranga. (Foto: AFP)

Contêiner do navio Rena chega a praia próxima de Tauranga. (Foto: AFP)

Fonte: Da Reuters


11 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Dez toneladas de petróleo já vazaram de navio encalhado na Nova Zelândia

Cargueiro colidiu com recife no último dia 5 e óleo ameaça costa do país.
Praia turística foi afetada por vazamento.

Autoridades da Nova Zelândia montaram uma operação para controlar o vazamento de petróleo do cargueiro Rena, que colidiu com um recife no último dia 5, e ameaça a costa do país.

Ao menos 10 toneladas de óleo já vazaram e navios foram enviados para auxiliar a operação, que tem sido prejudicada pelas más condições meteorológicas.

Imagem feita nesta segunda-feira (10) mostra a mancha que sai do navio se espalhando pelo oceano.

Parte do óleo já alcançou a baía de Plenty, região muito conhecida por atrair turistas ao longo do ano. O cargueiro Rena, de bandeira liberiana, transportava 1.700 toneladas de petróleo pesado e quatro contêineres de uma substância tóxica de ferro-silício.

Imagem aérea feita nesta segunda-feira (10) mostra vazamento de petróleo do cargueiro Rena, que colidiu com um recife marinho na Nova Zelândia (Foto: AFP)

Imagem aérea feita nesta segunda-feira (10) mostra vazamento de petróleo do cargueiro Rena, que colidiu com um recife marinho na Nova Zelândia (Foto: AFP)

Manchas de óleio em praia neozeolandesa. Autoridades do país afirmam que já houve vazamento de 10 toneladas de petróleo do cargueiro de bandeira liberiana (Foto: AFP)

Manchas de óleo em praia neozeolandesa. Autoridades do país afirmam que já houve vazamento de 10 toneladas de petróleo do cargueiro de bandeira liberiana (Foto: AFP)

Fonte: Do Globo Natureza, São Paulo


10 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Nova Zelândia teme vazamento de óleo após encalhe de navio petroleiro

Embarcação com toneladas de petróleo colidiu com recife na última quarta.
Já existem pequenos vazamentos que atingiram animais da costa do país.

O vazamento de petróleo causado pelo encalhe de um cargueiro de bandeira liberiana na quarta-feira (5) ameaça causar um desastre ecológico no litoral norte da Nova Zelândia, advertiram grupos ambientalistas nesta sexta-feira (7).

As autoridades têm problemas para limpar a mancha de óleo de cinco quilômetros de extensão, que já causou a morte de vários animais selvagens, e temem que possa se estender no recife Austrolabo, de grande importância ecológica.

Segundo o jornal neozeolandês “NZ Herald”, quatro pinguins e outros animais foram encontrados sujos de óleo em praias próximas ao local do encalhe. O cargueiro Rena transportava 1.700 toneladas de petróleo pesado e quatro contêineres de uma substância tóxica de ferro-silício quando bateu no recife, a cerca de 12 quilômetros do litoral.

Várias embarcações e equipes estão na área para recolher o óleo e tentar evitar que a mancha aumente de forma significativa, enquanto se espera a chegada de especialistas da Holanda para dar sequência à tarefa de extrair o petróleo pesado. A tripulação do navio, 23 filipinos, permanece a bordo desde a colisão do navio com o recife.

Imagem feita no dia 5 de outubro mostra o navio Rena, da Libéria, encalhado em um recife na costa da Nova Zelândia. (Foto: Reuters)

Imagem feita no dia 5 de outubro mostra o navio Rena, da Libéria, encalhado em um recife na costa da Nova Zelândia (Foto: Reuters)

Fonte: Globo Natureza, com informações da EFE e do NH Herald


12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Refinaria argentina tem vazamento de 175 mil litros de petróleo no Peru

Pluspetrol explora gás e petróleo na América Latina e é a maior do Peru.
Empresa diz que vazamento decorreu de vandalismo; limpeza levará 1 mês.

Funcionários da empresa argentina Pluspetrol trabalham na limpeza do equivalente a cerca de 1,1 mil barris de petróleo na região amazônica de Loreto, no Peru. As imagens da véspera foram divulgadas nesta quinta (11). (Foto: Antonio Escalante/Reuters)

Funcionários da empresa argentina Pluspetrol trabalham na limpeza do equivalente a cerca de 1,1 mil barris de petróleo, equivalentes a 174.790 litros, na região amazônica de Loreto, no Peru. As imagens da véspera foram divulgadas nesta quinta (11). (Foto: Antonio Escalante/Reuters)

Um comunicado da Pluspetrol à imprensa afirmou que o vazamento foi causado por um duto de óleo que vazou após um ato de vandalismo. (Foto: Antonio Escalante/Reuters)

Um comunicado da Pluspetrol à imprensa afirmou que o vazamento foi causado por um duto de óleo que vazou após um ato de vandalismo. (Foto: Antonio Escalante/Reuters)

Estima-se que o processo de limpeza do óleo vazado demore cerca de um mês. (Foto: Antonio Escalante/Reuters)

Estima-se que o processo de limpeza do óleo vazado demore cerca de um mês. (Foto: Antonio Escalante/Reuters)

Fonte: Do G1 com Reuters


7 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Novaenergia transformará plástico em óleo

Se tudo der certo, o lixo plástico, que leva dezenas de anos para se decompor quando jogado em aterros, está perto de ter um fim, ou melhor, um recomeço.

A Wastech, empresa baiana especializada em tratamento de resíduos, está criando uma nova companhia, chamada Novaenergia, que atuará na transformação de lixo plástico em petróleo. A RJCP Equity, empresa de investimento em capital de risco, será sócia minoritária no projeto.

 

A Novaenergia está em fase de captação de recursos e pretende ter a primeira unidade funcionando até o fim de 2012. O investimento inicial será de R$ 25 milhões a R$ 30 milhões. No total, o plano da companhia é ter 20 fábricas no país no prazo de cinco anos, o que exigirá investimento total de R$ 540 milhões. Desse montante, R$ 54 milhões serão na forma de capital, R$ 105 milhões em dívida (incluindo linhas de Finame do BNDES e crédito do fornecedor) e R$ 381 milhões em geração de caixa.

 

Ao fim dos cinco anos, a previsão é de que as 20 unidades tenham uma capacidade anual de produção 224 mil m3 de petróleo leve (com mais de 44 graus API), equivalente a 1,4 milhão de barris. O petróleo produzido será refinado e vendido em forma de nafta, óleo combustível e diesel.

 

A primeira fábrica ficará em Salvador e será capaz de processar 450 toneladas de lixo por dia, o que equivale a um sexto do total de resíduos gerados hoje diariamente na cidade. Desse montante de lixo, a empresa vai usar somente 36 toneladas de plástico considerados difíceis de reciclar, como sacolas e filmes. Materiais como PET, PVC e sucata metálica serão vendidos e o lixo orgânico aterrado.

 

Para cada 36 toneladas diárias de lixo plástico que entrarem de um lado da máquina, sairão 30 mil litros de óleo leve do outro. A tecnologia de transformação de plástico em petróleo foi desenvolvida por uma empresa americana chamada Agilyx, que já faz o processo comercialmente há um ano. Recentemente, a empresa dos EUA recebeu aporte de US$ 22 milhões do fundo Kleiner Perkins Caufield & Byers, que investiu em empresas como Amazon e Google; da Waste Management, uma das maiores empresas americanas de tratamento de resíduos; e também da divisão de capital de risco da petroleira francesa Total.

 

De acordo com Luciano Coimbra, presidente e controlador da Wastech e da Novaenergia, os projetos ambientais, via de regra, dão retorno financeiro muito baixo. “Não é o nosso caso. O projeto tem alto impacto ambiental e terá altíssima rentabilidade.” A Wastech, que trabalha há 27 anos com tratamento de resíduos industriais perigosos, começou há cerca de quatro anos a desenvolver o projeto da Novaenergia. Depois de pesquisar diversas tecnologias, Coimbra conheceu a Agilyx, com quem firmou, no início de 2010, um contrato de exclusividade para exploração da tecnologia no Brasil.

 

Engenheiro químico, Coimbra diz que o processo de transformação do plástico em petróleo é algo que está nos livros, mas que para tornar isso comercial é preciso saber alguns macetes. Em vez de pagar royalties sobre a produção, a Novaenergia vai remunerar a companhia americana a cada fábrica construída.

 

Coimbra diz que já tem acordo com a concessionária responsável pelo aterro de Salvador. Nesse tipo de modelo, previsto para cidades grandes, a concessionária poderá ser sócia da fábrica de transformação de plástico em petróleo – com intervalo de 30% a 70% do capital – e terá que investir no projeto. Para a prefeitura, será destinado de 2% a 3% do óleo produzido.

 

Outra possibilidade, pensada para cidades médias, é atuar também como concessionária e processar todos os resíduos. Um terceiro modelo estaria ligado ao plástico recolhido pelas fabricantes de produtos industrializados que precisarem montar estruturas de logística reversa, conforme previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Fonte: Valor Econômico


3 de junho de 2011 | nenhum comentário »

O que comemorar na Semana do Meio Ambiente?

Artigo do professor Heitor Scalambrini Costa, enviado pelo autor ao JCEmail.

No dia 5 de junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, A criação desta data foi estabelecida pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1972 marcando a abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano.

 

O meio ambiente e a ecologia passaram a ser uma preocupação em todo o mundo, em meados do século 20. Porém, foi ainda no séc. 19 que um biólogo alemão, Ernst Haeckel (1834-1919), criou formalmente a disciplina que estuda a relação dos seres vivos com o meio ambiente, ao propor, em 1866, o nome ecologia para esse ramo da biologia. Haeckel foi um naturalista que ajudou a popularizar o trabalho de Charles Darwin.

 

Este ano a Semana do Meio Ambiente está inserida no contexto global do Ano Internacional das Florestas, declarado pela Organização das Nações Unidas, e a nível nacional em sintonia com a Campanha da Fraternidade realizada anualmente pela Igreja Católica Apostólica Romana.

 

O tema da Campanha da Fraternidade de 2011 é “Fraternidade e a Vida no Planeta” e está voltada para o meio ambiente. A Igreja propõe como objetivo geral: contribuir para a conscientização das comunidades sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participar dos debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta.

 

Nesta data estabelecida pela ONU, em comemoração ao primeiro grande encontro internacional dedicado à temática ambiental, Gaia não tem muito o que festejar.

 

No caso do Brasil há uma forte contradição do governo entre o que se prega nos debates internacionais e o que se pratica no dia-a-dia. Somos conhecidos mundialmente até pouco tempo, devido ao setor energético ter praticamente metade do seu atendimento por fontes renováveis de energia, possuindo um eficaz sistema de gestão integrada das usinas hidrelétricas e uso de biomassa. Após a desastrosa privatização desse setor, com seu desmantelamento, os planejadores atuais identificam agora a necessidade de instalação de mega-hidroelétricas na região Amazônica, a instalação de usinas nucleares e de termoelétricas a combustíveis fósseis para atender a demanda futura de energia elétrica em nosso país. Assim caminhamos na contra mão das ações que estão em desenvolvimento em outros países que tem privilegiado as fontes renováveis de energia em suas matrizes energéticas.

 

Em Pernambuco o momento vivido deve ser analisado criticamente, pois seu atual crescimento econômico obedece a uma mentalidade que tem base na visão do século passado do “crescimento a qualquer custo”, ignorando a dimensão sócio-ambiental. Pois então vejamos as ações propostas e em execução, e respondamos a pergunta “O que comemorar na Semana do Meio Ambiente?”.

 

Barragem de Morojozinho – Esta barragem a ser construída em Nazaré da Mata (50 km de Recife), prevê o corte de 6,24 ha de Mata Atlântica, no riacho Morojozinho, no Engenho Morojó. Lembrando que em Pernambuco a Mata Atlântica ocupa menos de 2,5% da cobertura original.

 

Implantação e pavimentação do contorno rodoviário do Cabo de Santo Agostinho

A chamada “Via Expressa” prevê a ligação viária entre a BR-101 e o distrito de Nossa Senhora do Ó. O principal impacto ambiental é representado pela supressão de vegetação de Mata Atlântica. Dos 11,8 hectares a serem suprimidos, 2,6 ha estão localizados nas margens de riachos, em Áreas de Preservação Permanente (APP).

 

Usina Termoelétrica Suape II – A construção da usina termelétrica Suape II, no Complexo Industrial e Portuário de Suape, localizado entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, há 40 km ao sul de Recife. A potência instalada será de 380 MW, e consumirá óleo combustível, uma sujeira só para o meio ambiente. O projeto pertence a um grupo formado pela Petrobras e a Nova Cibe Energia (Grupo Bertin), cujo início de operação comercial está prevista para janeiro de 2012. Estima-se a emissão anual de pelo menos 2 milhões de toneladas de CO², (considerando que para cada tonelada equivalente de petróleo-tep se produz 3,34 toneladas de CO², e que 1 m³ de óleo combustível é igual 0,946 tep).

Previsão de outra Termoelétrica em Suape III – Anunciada em julho de 2010 na reunião do Conselho Estadual de Políticas Industriais, Comerciais e de Serviços (Condic). Esta nova térmica a ser instalada também no Complexo Industrial e Portuário de Suape, consumindo óleo combustível, terá um potencia instalada de 1.450 MW. Estima-se preliminarmente que a emissão anual será de 8 milhões de toneladas de CO² .

 

Ampliação do Complexo Industrial e Portuário de Suape – Recentemente foi autorizado pela Assembléia Legislativa o desmatamento para a ampliação do Complexo Industrial e Portuário de Suape de 691 hectares (tamanho aproximado de 700 campos de futebol) de mata nativa, sendo 508 de mangue, 166 de restinga e 17 de Mata Atlântica. Inicialmente previsto o desmatamento de 1.076,49 hectares de vegetação nativa, mas foi reduzido devido a pressão de organizações da sociedade civil pelo absurdo proposto.

Governo estadual disputa instalação de usina nuclear – Anunciado que o Estado vai entrar na disputa para receber uma das duas centrais nucleares que o governo federal planeja instalar no Nordeste. É sabido que no artigo 216 a Constituição Estadual, proíbe a instalação de usinas nucleares enquanto não se esgotar toda a capacidade de produzir energia elétrica de outras fontes. Logo, terá que mudada a Constituição Estadual para instalar esta usina em Pernambuco.

 

Construção de Pequena Central Hidroelétrica (PCH) – Desmatamento de vegetação nativa autorizado pela Assembléia Legislativa de 7,4 hectares visando o alagamento de uma área para a formação do reservatório da PCH de 6,5 MW denominada Pedra Furada, localizada nos municípios de Ribeirão e Joaquim Nabuco, na Mata Sul, distante a 87 km do Recife.

 

Termope (Termoelétrica de Pernambuco) – Foi iniciada a construção a partir de 2001, como parte do Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT) do Governo Federal. Entrou em operação em 2004, e esta localizada no Complexo Industrial e Portuário de Suape com potência instalada de 532 MW, e a plena carga consome 2 milhões de m³ de gás natural. Emissões anuais de CO² são estimadas em 1,8 milhões de toneladas (considerando que para cada tonelada equivalente de petróleo se produz 2,12 toneladas de CO², onde .1 m³ de gás é igual a 0,968 tep). O terreno ocupado possibilita a duplicação da usina podendo atingir a potência de 1.064 MW.

 

A construção de um estádio e da cidade da copa, para a Copa do Mundo de 2014

resultará no desmatamento de uma área considerável do fragmento da Mata Atlântica de São Lourenço da Mata, situada a 20 km de Recife. O projeto da Cidade da Copa prevê uma área de 239 hectares para construção de todos os equipamentos (previstos prédios residenciais e um hospital). O estádio ocupará cerca de 40 ha desse total.

 

A implantação do Estaleiro Construcap S.A. – Para a instalação desta planta naval, que irá ocupar 40 ha, a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) concedeu a licença de instalação autorizando a supressão de 28 ha de mangue (berçário natural de centenas de espécie) na ilha de Tatuoca. Sendo que as atividades típicas desse tipo de empreendimento poluem em todas suas formas, e a mão de obra necessária não é na sua grande maioria, oriunda da comunidade, e seu entorno, com vêm falando os interessados e o governador.

 

Heitor Scalambrini Costa é professor Associado da Universidade Federal de Pernambuco.

Fonte: Jornal da Ciência.


31 de março de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas espanhóis produzem petróleo a partir de alga

Uma grande quantidade de tubos de oito metros de altura, perto de Alicante, no leste da Espanha, macera o que pode ser o combustível do amanhã: biopetróleo produzido com as microalgas que se alimentam do anídrido carbônico lançado por uma fábrica vizinha.

Cerca de 400 tubos de cor verde escura nos quais crescem milhões de microalgas estão localizados em uma planície dessa região do leste da Espanha, perto de um cemitério, que expele CO2, um gás que é capturado e levado por meio de tubulações até a pequena fábrica de biopetróleo.

Pesquisadores franceses e espanhóis da pequena empresa Bio Fuel Systems (BFS) desenvolvem há cinco anos este projeto, ainda experimental.

Em um momento em que os industriais buscam soluções criativas como alternativas para o petróleo, a ideia é reproduzir e acelerar um processo que durou milhões de anos e permitiu a produção de petróleo fóssil.

“Tentamos simular as condições que havia há milhões de anos, quando o fitoplâncton transformou-se em petróleo. Dessa forma, obtivemos um petróleo equivalente ao petróleo atual”, explica o engenheiro Eloy Chapuli.

As microalgas, procedentes de uma dezena de cepas mantidas em segredo, foram recolhidas do mar Mediterrâneo e do Oceano Atlântico.

Nos tubos, reproduzem-se em grande velocidade, desdobrando-se diariamente por fotossíntese e graças ao CO2 emitido pelo cemitério.

Todos os dias, uma parte desse líquido muito concentrado é extraída e filtrada, permitindo a obtenção de uma biomassa que produzirá petróleo. A água restante volta a ser introduzida nos tubos.

Para seus inventores, a outra grande vantagem desse sistema é que ajuda a acabar com a contaminação: absorve CO2 que, de outra forma acabaria na atmosfera.

“É um petróleo ecológico”, assegura o presidente e fundador da BFS, o engenheiro francês Bernard Stroïazzo-Mougin, que trabalhou em campos petrolíferos no Oriente Médio antes de se instalar na Espanha.

A fábrica de Alicante ainda tem mais de laboratório do que de fábrica. “Ainda precisaremos de cinco a 10 anos mais para passar a uma produção industrial”, assegura Stroïazzo-Mougin, que espera poder desenvolver no curto prazo um primeiro projeto em grande escala no sul da Espanha e outro na ilha portuguesa de Madeira.

“Uma unidade de cerca de 50 km por 50 km, o que não é algo muito grande nas zonas desérticas do sul da Espanha, poderia produzir em torno de 1,25 milhões de barris diários”, ou seja, quase tanto como as exportações cotidianas de petróleo iraquiano, afirma o engenheiro.

A BFS, uma empresa de capital privado, busca agora negociar com “vários países para que patrocinem a instalação de campos petrolíferos artificiais”, explica seu presidente.

A empresa assegura que poderá vender seus barris a um preço competitivo, apoiando-se na venda de produtos derivados, como ácidos graxos do tipo Omega 3 obtidos a partir da biomassa.

Outros projetos semelhantes estão sendo estudados em outras regiões do mundo.

Na Alemanha, o grupo estatal sueco de energia Vattenfall lançou em 2010 um projeto de absorção por meio de algas do dióxido de carbono emitido pelas centrais que funcionam com carvão.

O gigante americano do petróleo ExxonMobil previu um investimento de até 600 milhões de dólares em pesquisas destinadas a produzir petróleo a partir de algas.

Os industriais, particularmente no âmbito aeronáutico, estão interessados nessas pesquisas, nas quais esperam encontrar soluções para substituir o petróleo clássico, cada vez mais escasso e cujos preços são variáveis.

Fonte: Portal iG

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30 de março de 2011 | nenhum comentário »

Ingredientes de produtos ‘verdes’ vêm de petróleo, diz estudo

Um estudo divulgado no 241º encontro da Sociedade Americana de Química mostra que alguns ingredientes de produtos considerados verdes podem ter origem em petróleo ao invés de ser obtido a partir de plantas.

A equipe responsável pela pesquisa, liderada pela especialista Cara Bondi, analisou mais de 10 produtos de limpeza de louças e roupas, além de líquidos de higiene pessoal.

Para saber se os produtos analisados eram feitos com base em plantas ou em materiais sintéticos com origem no petróleo, os cientistas usaram uma técnica de datação com carbono-14.

Os resultados mostraram que alguns produtos taxados como verdes no mercado norte-americano – feitos com mais de 50% do carbono derivado de fontes naturais – apresentaram, na verdade, somente 28% de carbono com origem em plantas.

Cara Bondi ainda afirma que em um dos casos, um produto que era vendido como “livre de petróleo” continha 31% de carbono gerado a partir desta fonte esgotável.

Segundo a especialista, o uso de carbono obtido a partir de petróleo – uma fonte não renovável – em produtos precisa ser moderado.

Fonte: G1

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26 de março de 2012 | nenhum comentário »

Vazamentos pequenos têm grandes consequências, diz oceanógrafa

Para a oceanógrafa Sylvia Earle é preciso pensar no custo real dos vazamentos de petróleo, como os que ocorreram da bacia de Campos, no litoral fluminense. “Eu fico alarmada com o que está acontecendo, certamente não era do interesse da Chevron que ocorresse o vazamento. Mesmo com todas as preocupações, vemos que é preciso fazer ainda melhor do que isto que está aí”, disse a pesquisadora no Fórum Mundial de Sustentabilidade, em Manaus.

A ex-cientista chefe da Agência Americana para Oceanos e Atmosfera (Noaa, na sigla em inglês) afirmou que mesmo um vazamento pequeno tem impacto para as espécies marinhas. “Ninguém pode entrevistar as criaturas marinhas para saber o que realmente acontece. Os peixes não podem falar que não estão de acordo com aquilo e então isso parece que não importa para as pessoas”, disse.

Outro problema dos vazamentos é a liberação de gases causadores do efeito estufa. “Quando o petróleo chega à superfície do mar, o acidente então se transforma em um vazamento de petróleo pelo céu. Embora ninguém pense nisso quando os acidentes acontecem, é exatamente isto que ocorre”, disse.

Para Sylvia, o risco mais claro em explorar o petróleo é o fato continuar o foco dos investimentos nos combustíveis fósseis mesmo tendo que superar os altos custos e as dificuldades de operar no pré-sal . “Existe um custo real para a natureza e para as pessoas que não está incluído nesta conta. Atualmente, estamos num período de transição e precisamos considerar não lançar no ar mais carbono e metano”, disse.

A oceanógrafa de 77 anos, chamada pelo jornal americano de “The deepness”, por causa do profundo conhecimento adquirido em mais de 60 expedições pelo mundo, tem o antagonismo de quem faz afirmações duras com a voz doce, conseguindo assim, inspirar as pessoas. Durante sua palestra em Manaus, ela falou ao público que viver nestes últimos anos era o que havia de mais fantástico, pois, “este é o momento para fazer o que achamos que deve ser feito. Temos o conhecimento. Parece que nunca tivemos antes esta oportunidade de moldar um futuro melhor”, disse.

Durante entrevista para jornalistas, ela perguntou se poderia ser um pouco dramática e disse: “Apenas 1% do oceano tem alguma forma de proteção formal. O que você pensaria se o mesmo acontecesse com o seu coração azul do planeta? O que você pensaria se apenas 1% do seu coração fosse protegido. Quanto você acha que seria necessário proteger do seu coração para poder sobreviver?”.

Fonte: Maria Fernanda Ziegler/ Portal iG


17 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Nova Zelândia tenta resgatar navio cargueiro que vaza óleo

Embarcação de bandeira liberiana está encalhada há nove dias.
Empresa de salvamento espera poder bombear combustível que resta.

Equipes de emergência se apressavam nesta sexta-feira (14) para retomar o bombeamento do petróleo do navio cargueiro danificado que quase se rompeu em dois próximo à costa da Nova Zelândia, enquanto empresas envolvidas começaram a avaliar os custos do pior desastre ambiental em décadas no país.

O navio Rena, de bandeira liberiana, está encalhado há nove dias em um recife, a 22 quilômetros de Tauranga, na costa leste da Ilha Norte da Nova Zelândia, vazando cerca de 300 toneladas de óleo pesado tóxico e perdendo alguns de suas centenas de contêineres, que caíram no mar.

Autoridades disseram que o navio de 236 metros de comprimento estava em uma posição precária, e equipes de salvamento estavam se preparando para abrir buracos na popa para chegar aos tanques que armazenam mais de mil toneladas de combustível.

“O que está mantendo o navio estável no momento é o fato de que ele está deitado sobre o recife, e também algumas estruturas internas, as escadas internas, os dutos e estruturas semelhantes dentro do navio”, disse o porta-voz da Marinha neozelandesa, Andrew Berry, durante reunião com os moradores locais.

As equipes estão trabalhando para instalar equipamentos e plataformas na parte superior da popa do navio de 47.230 toneladas, que está inclinado em até 25 graus, por isso há uma superfície nivelada para trabalharem.

“Ainda existe um pouco de esperança… talvez eles consigam começar a bombear o petróleo amanhã, mas não podemos determinar o tempo que levará para as coisas; esse navio é muito, muito perigoso”, disse Matthew Watson da empresa de salvamento Svitzer.

Segundo ele, os vazamentos de petróleo do navio diminuíram e havia “um nível razoável de confiança” de que os tanques na popa estavam intactos e que assim permaneceriam.

O petróleo chegou à costa, muito frequentada por surfistas e pescadores, afetando um trecho de 60 quilômetros ao longo do litoral do país.

As condições climáticas e do mar estavam favoráveis, mas a expectativa é que os ventos se intensifiquem e possam obrigar a saída das equipes que estão trabalhando no navio, que já perdeu 88 de seus 1.380 contêineres.

Estima-se que mil  trabalhadores, incluindo soldados, especialistas em fauna selvagem e moradores, estavam nas praias retirando petróleo que vazou do navio.

Contêiner do navio Rena chega a praia próxima de Tauranga. (Foto: AFP)

Contêiner do navio Rena chega a praia próxima de Tauranga. (Foto: AFP)

Fonte: Da Reuters


11 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Dez toneladas de petróleo já vazaram de navio encalhado na Nova Zelândia

Cargueiro colidiu com recife no último dia 5 e óleo ameaça costa do país.
Praia turística foi afetada por vazamento.

Autoridades da Nova Zelândia montaram uma operação para controlar o vazamento de petróleo do cargueiro Rena, que colidiu com um recife no último dia 5, e ameaça a costa do país.

Ao menos 10 toneladas de óleo já vazaram e navios foram enviados para auxiliar a operação, que tem sido prejudicada pelas más condições meteorológicas.

Imagem feita nesta segunda-feira (10) mostra a mancha que sai do navio se espalhando pelo oceano.

Parte do óleo já alcançou a baía de Plenty, região muito conhecida por atrair turistas ao longo do ano. O cargueiro Rena, de bandeira liberiana, transportava 1.700 toneladas de petróleo pesado e quatro contêineres de uma substância tóxica de ferro-silício.

Imagem aérea feita nesta segunda-feira (10) mostra vazamento de petróleo do cargueiro Rena, que colidiu com um recife marinho na Nova Zelândia (Foto: AFP)

Imagem aérea feita nesta segunda-feira (10) mostra vazamento de petróleo do cargueiro Rena, que colidiu com um recife marinho na Nova Zelândia (Foto: AFP)

Manchas de óleio em praia neozeolandesa. Autoridades do país afirmam que já houve vazamento de 10 toneladas de petróleo do cargueiro de bandeira liberiana (Foto: AFP)

Manchas de óleo em praia neozeolandesa. Autoridades do país afirmam que já houve vazamento de 10 toneladas de petróleo do cargueiro de bandeira liberiana (Foto: AFP)

Fonte: Do Globo Natureza, São Paulo


10 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Nova Zelândia teme vazamento de óleo após encalhe de navio petroleiro

Embarcação com toneladas de petróleo colidiu com recife na última quarta.
Já existem pequenos vazamentos que atingiram animais da costa do país.

O vazamento de petróleo causado pelo encalhe de um cargueiro de bandeira liberiana na quarta-feira (5) ameaça causar um desastre ecológico no litoral norte da Nova Zelândia, advertiram grupos ambientalistas nesta sexta-feira (7).

As autoridades têm problemas para limpar a mancha de óleo de cinco quilômetros de extensão, que já causou a morte de vários animais selvagens, e temem que possa se estender no recife Austrolabo, de grande importância ecológica.

Segundo o jornal neozeolandês “NZ Herald”, quatro pinguins e outros animais foram encontrados sujos de óleo em praias próximas ao local do encalhe. O cargueiro Rena transportava 1.700 toneladas de petróleo pesado e quatro contêineres de uma substância tóxica de ferro-silício quando bateu no recife, a cerca de 12 quilômetros do litoral.

Várias embarcações e equipes estão na área para recolher o óleo e tentar evitar que a mancha aumente de forma significativa, enquanto se espera a chegada de especialistas da Holanda para dar sequência à tarefa de extrair o petróleo pesado. A tripulação do navio, 23 filipinos, permanece a bordo desde a colisão do navio com o recife.

Imagem feita no dia 5 de outubro mostra o navio Rena, da Libéria, encalhado em um recife na costa da Nova Zelândia. (Foto: Reuters)

Imagem feita no dia 5 de outubro mostra o navio Rena, da Libéria, encalhado em um recife na costa da Nova Zelândia (Foto: Reuters)

Fonte: Globo Natureza, com informações da EFE e do NH Herald


12 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Refinaria argentina tem vazamento de 175 mil litros de petróleo no Peru

Pluspetrol explora gás e petróleo na América Latina e é a maior do Peru.
Empresa diz que vazamento decorreu de vandalismo; limpeza levará 1 mês.

Funcionários da empresa argentina Pluspetrol trabalham na limpeza do equivalente a cerca de 1,1 mil barris de petróleo na região amazônica de Loreto, no Peru. As imagens da véspera foram divulgadas nesta quinta (11). (Foto: Antonio Escalante/Reuters)

Funcionários da empresa argentina Pluspetrol trabalham na limpeza do equivalente a cerca de 1,1 mil barris de petróleo, equivalentes a 174.790 litros, na região amazônica de Loreto, no Peru. As imagens da véspera foram divulgadas nesta quinta (11). (Foto: Antonio Escalante/Reuters)

Um comunicado da Pluspetrol à imprensa afirmou que o vazamento foi causado por um duto de óleo que vazou após um ato de vandalismo. (Foto: Antonio Escalante/Reuters)

Um comunicado da Pluspetrol à imprensa afirmou que o vazamento foi causado por um duto de óleo que vazou após um ato de vandalismo. (Foto: Antonio Escalante/Reuters)

Estima-se que o processo de limpeza do óleo vazado demore cerca de um mês. (Foto: Antonio Escalante/Reuters)

Estima-se que o processo de limpeza do óleo vazado demore cerca de um mês. (Foto: Antonio Escalante/Reuters)

Fonte: Do G1 com Reuters


7 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Novaenergia transformará plástico em óleo

Se tudo der certo, o lixo plástico, que leva dezenas de anos para se decompor quando jogado em aterros, está perto de ter um fim, ou melhor, um recomeço.

A Wastech, empresa baiana especializada em tratamento de resíduos, está criando uma nova companhia, chamada Novaenergia, que atuará na transformação de lixo plástico em petróleo. A RJCP Equity, empresa de investimento em capital de risco, será sócia minoritária no projeto.

 

A Novaenergia está em fase de captação de recursos e pretende ter a primeira unidade funcionando até o fim de 2012. O investimento inicial será de R$ 25 milhões a R$ 30 milhões. No total, o plano da companhia é ter 20 fábricas no país no prazo de cinco anos, o que exigirá investimento total de R$ 540 milhões. Desse montante, R$ 54 milhões serão na forma de capital, R$ 105 milhões em dívida (incluindo linhas de Finame do BNDES e crédito do fornecedor) e R$ 381 milhões em geração de caixa.

 

Ao fim dos cinco anos, a previsão é de que as 20 unidades tenham uma capacidade anual de produção 224 mil m3 de petróleo leve (com mais de 44 graus API), equivalente a 1,4 milhão de barris. O petróleo produzido será refinado e vendido em forma de nafta, óleo combustível e diesel.

 

A primeira fábrica ficará em Salvador e será capaz de processar 450 toneladas de lixo por dia, o que equivale a um sexto do total de resíduos gerados hoje diariamente na cidade. Desse montante de lixo, a empresa vai usar somente 36 toneladas de plástico considerados difíceis de reciclar, como sacolas e filmes. Materiais como PET, PVC e sucata metálica serão vendidos e o lixo orgânico aterrado.

 

Para cada 36 toneladas diárias de lixo plástico que entrarem de um lado da máquina, sairão 30 mil litros de óleo leve do outro. A tecnologia de transformação de plástico em petróleo foi desenvolvida por uma empresa americana chamada Agilyx, que já faz o processo comercialmente há um ano. Recentemente, a empresa dos EUA recebeu aporte de US$ 22 milhões do fundo Kleiner Perkins Caufield & Byers, que investiu em empresas como Amazon e Google; da Waste Management, uma das maiores empresas americanas de tratamento de resíduos; e também da divisão de capital de risco da petroleira francesa Total.

 

De acordo com Luciano Coimbra, presidente e controlador da Wastech e da Novaenergia, os projetos ambientais, via de regra, dão retorno financeiro muito baixo. “Não é o nosso caso. O projeto tem alto impacto ambiental e terá altíssima rentabilidade.” A Wastech, que trabalha há 27 anos com tratamento de resíduos industriais perigosos, começou há cerca de quatro anos a desenvolver o projeto da Novaenergia. Depois de pesquisar diversas tecnologias, Coimbra conheceu a Agilyx, com quem firmou, no início de 2010, um contrato de exclusividade para exploração da tecnologia no Brasil.

 

Engenheiro químico, Coimbra diz que o processo de transformação do plástico em petróleo é algo que está nos livros, mas que para tornar isso comercial é preciso saber alguns macetes. Em vez de pagar royalties sobre a produção, a Novaenergia vai remunerar a companhia americana a cada fábrica construída.

 

Coimbra diz que já tem acordo com a concessionária responsável pelo aterro de Salvador. Nesse tipo de modelo, previsto para cidades grandes, a concessionária poderá ser sócia da fábrica de transformação de plástico em petróleo – com intervalo de 30% a 70% do capital – e terá que investir no projeto. Para a prefeitura, será destinado de 2% a 3% do óleo produzido.

 

Outra possibilidade, pensada para cidades médias, é atuar também como concessionária e processar todos os resíduos. Um terceiro modelo estaria ligado ao plástico recolhido pelas fabricantes de produtos industrializados que precisarem montar estruturas de logística reversa, conforme previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Fonte: Valor Econômico


3 de junho de 2011 | nenhum comentário »

O que comemorar na Semana do Meio Ambiente?

Artigo do professor Heitor Scalambrini Costa, enviado pelo autor ao JCEmail.

No dia 5 de junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, A criação desta data foi estabelecida pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1972 marcando a abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano.

 

O meio ambiente e a ecologia passaram a ser uma preocupação em todo o mundo, em meados do século 20. Porém, foi ainda no séc. 19 que um biólogo alemão, Ernst Haeckel (1834-1919), criou formalmente a disciplina que estuda a relação dos seres vivos com o meio ambiente, ao propor, em 1866, o nome ecologia para esse ramo da biologia. Haeckel foi um naturalista que ajudou a popularizar o trabalho de Charles Darwin.

 

Este ano a Semana do Meio Ambiente está inserida no contexto global do Ano Internacional das Florestas, declarado pela Organização das Nações Unidas, e a nível nacional em sintonia com a Campanha da Fraternidade realizada anualmente pela Igreja Católica Apostólica Romana.

 

O tema da Campanha da Fraternidade de 2011 é “Fraternidade e a Vida no Planeta” e está voltada para o meio ambiente. A Igreja propõe como objetivo geral: contribuir para a conscientização das comunidades sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participar dos debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta.

 

Nesta data estabelecida pela ONU, em comemoração ao primeiro grande encontro internacional dedicado à temática ambiental, Gaia não tem muito o que festejar.

 

No caso do Brasil há uma forte contradição do governo entre o que se prega nos debates internacionais e o que se pratica no dia-a-dia. Somos conhecidos mundialmente até pouco tempo, devido ao setor energético ter praticamente metade do seu atendimento por fontes renováveis de energia, possuindo um eficaz sistema de gestão integrada das usinas hidrelétricas e uso de biomassa. Após a desastrosa privatização desse setor, com seu desmantelamento, os planejadores atuais identificam agora a necessidade de instalação de mega-hidroelétricas na região Amazônica, a instalação de usinas nucleares e de termoelétricas a combustíveis fósseis para atender a demanda futura de energia elétrica em nosso país. Assim caminhamos na contra mão das ações que estão em desenvolvimento em outros países que tem privilegiado as fontes renováveis de energia em suas matrizes energéticas.

 

Em Pernambuco o momento vivido deve ser analisado criticamente, pois seu atual crescimento econômico obedece a uma mentalidade que tem base na visão do século passado do “crescimento a qualquer custo”, ignorando a dimensão sócio-ambiental. Pois então vejamos as ações propostas e em execução, e respondamos a pergunta “O que comemorar na Semana do Meio Ambiente?”.

 

Barragem de Morojozinho – Esta barragem a ser construída em Nazaré da Mata (50 km de Recife), prevê o corte de 6,24 ha de Mata Atlântica, no riacho Morojozinho, no Engenho Morojó. Lembrando que em Pernambuco a Mata Atlântica ocupa menos de 2,5% da cobertura original.

 

Implantação e pavimentação do contorno rodoviário do Cabo de Santo Agostinho

A chamada “Via Expressa” prevê a ligação viária entre a BR-101 e o distrito de Nossa Senhora do Ó. O principal impacto ambiental é representado pela supressão de vegetação de Mata Atlântica. Dos 11,8 hectares a serem suprimidos, 2,6 ha estão localizados nas margens de riachos, em Áreas de Preservação Permanente (APP).

 

Usina Termoelétrica Suape II – A construção da usina termelétrica Suape II, no Complexo Industrial e Portuário de Suape, localizado entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, há 40 km ao sul de Recife. A potência instalada será de 380 MW, e consumirá óleo combustível, uma sujeira só para o meio ambiente. O projeto pertence a um grupo formado pela Petrobras e a Nova Cibe Energia (Grupo Bertin), cujo início de operação comercial está prevista para janeiro de 2012. Estima-se a emissão anual de pelo menos 2 milhões de toneladas de CO², (considerando que para cada tonelada equivalente de petróleo-tep se produz 3,34 toneladas de CO², e que 1 m³ de óleo combustível é igual 0,946 tep).

Previsão de outra Termoelétrica em Suape III – Anunciada em julho de 2010 na reunião do Conselho Estadual de Políticas Industriais, Comerciais e de Serviços (Condic). Esta nova térmica a ser instalada também no Complexo Industrial e Portuário de Suape, consumindo óleo combustível, terá um potencia instalada de 1.450 MW. Estima-se preliminarmente que a emissão anual será de 8 milhões de toneladas de CO² .

 

Ampliação do Complexo Industrial e Portuário de Suape – Recentemente foi autorizado pela Assembléia Legislativa o desmatamento para a ampliação do Complexo Industrial e Portuário de Suape de 691 hectares (tamanho aproximado de 700 campos de futebol) de mata nativa, sendo 508 de mangue, 166 de restinga e 17 de Mata Atlântica. Inicialmente previsto o desmatamento de 1.076,49 hectares de vegetação nativa, mas foi reduzido devido a pressão de organizações da sociedade civil pelo absurdo proposto.

Governo estadual disputa instalação de usina nuclear – Anunciado que o Estado vai entrar na disputa para receber uma das duas centrais nucleares que o governo federal planeja instalar no Nordeste. É sabido que no artigo 216 a Constituição Estadual, proíbe a instalação de usinas nucleares enquanto não se esgotar toda a capacidade de produzir energia elétrica de outras fontes. Logo, terá que mudada a Constituição Estadual para instalar esta usina em Pernambuco.

 

Construção de Pequena Central Hidroelétrica (PCH) – Desmatamento de vegetação nativa autorizado pela Assembléia Legislativa de 7,4 hectares visando o alagamento de uma área para a formação do reservatório da PCH de 6,5 MW denominada Pedra Furada, localizada nos municípios de Ribeirão e Joaquim Nabuco, na Mata Sul, distante a 87 km do Recife.

 

Termope (Termoelétrica de Pernambuco) – Foi iniciada a construção a partir de 2001, como parte do Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT) do Governo Federal. Entrou em operação em 2004, e esta localizada no Complexo Industrial e Portuário de Suape com potência instalada de 532 MW, e a plena carga consome 2 milhões de m³ de gás natural. Emissões anuais de CO² são estimadas em 1,8 milhões de toneladas (considerando que para cada tonelada equivalente de petróleo se produz 2,12 toneladas de CO², onde .1 m³ de gás é igual a 0,968 tep). O terreno ocupado possibilita a duplicação da usina podendo atingir a potência de 1.064 MW.

 

A construção de um estádio e da cidade da copa, para a Copa do Mundo de 2014

resultará no desmatamento de uma área considerável do fragmento da Mata Atlântica de São Lourenço da Mata, situada a 20 km de Recife. O projeto da Cidade da Copa prevê uma área de 239 hectares para construção de todos os equipamentos (previstos prédios residenciais e um hospital). O estádio ocupará cerca de 40 ha desse total.

 

A implantação do Estaleiro Construcap S.A. – Para a instalação desta planta naval, que irá ocupar 40 ha, a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) concedeu a licença de instalação autorizando a supressão de 28 ha de mangue (berçário natural de centenas de espécie) na ilha de Tatuoca. Sendo que as atividades típicas desse tipo de empreendimento poluem em todas suas formas, e a mão de obra necessária não é na sua grande maioria, oriunda da comunidade, e seu entorno, com vêm falando os interessados e o governador.

 

Heitor Scalambrini Costa é professor Associado da Universidade Federal de Pernambuco.

Fonte: Jornal da Ciência.


31 de março de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas espanhóis produzem petróleo a partir de alga

Uma grande quantidade de tubos de oito metros de altura, perto de Alicante, no leste da Espanha, macera o que pode ser o combustível do amanhã: biopetróleo produzido com as microalgas que se alimentam do anídrido carbônico lançado por uma fábrica vizinha.

Cerca de 400 tubos de cor verde escura nos quais crescem milhões de microalgas estão localizados em uma planície dessa região do leste da Espanha, perto de um cemitério, que expele CO2, um gás que é capturado e levado por meio de tubulações até a pequena fábrica de biopetróleo.

Pesquisadores franceses e espanhóis da pequena empresa Bio Fuel Systems (BFS) desenvolvem há cinco anos este projeto, ainda experimental.

Em um momento em que os industriais buscam soluções criativas como alternativas para o petróleo, a ideia é reproduzir e acelerar um processo que durou milhões de anos e permitiu a produção de petróleo fóssil.

“Tentamos simular as condições que havia há milhões de anos, quando o fitoplâncton transformou-se em petróleo. Dessa forma, obtivemos um petróleo equivalente ao petróleo atual”, explica o engenheiro Eloy Chapuli.

As microalgas, procedentes de uma dezena de cepas mantidas em segredo, foram recolhidas do mar Mediterrâneo e do Oceano Atlântico.

Nos tubos, reproduzem-se em grande velocidade, desdobrando-se diariamente por fotossíntese e graças ao CO2 emitido pelo cemitério.

Todos os dias, uma parte desse líquido muito concentrado é extraída e filtrada, permitindo a obtenção de uma biomassa que produzirá petróleo. A água restante volta a ser introduzida nos tubos.

Para seus inventores, a outra grande vantagem desse sistema é que ajuda a acabar com a contaminação: absorve CO2 que, de outra forma acabaria na atmosfera.

“É um petróleo ecológico”, assegura o presidente e fundador da BFS, o engenheiro francês Bernard Stroïazzo-Mougin, que trabalhou em campos petrolíferos no Oriente Médio antes de se instalar na Espanha.

A fábrica de Alicante ainda tem mais de laboratório do que de fábrica. “Ainda precisaremos de cinco a 10 anos mais para passar a uma produção industrial”, assegura Stroïazzo-Mougin, que espera poder desenvolver no curto prazo um primeiro projeto em grande escala no sul da Espanha e outro na ilha portuguesa de Madeira.

“Uma unidade de cerca de 50 km por 50 km, o que não é algo muito grande nas zonas desérticas do sul da Espanha, poderia produzir em torno de 1,25 milhões de barris diários”, ou seja, quase tanto como as exportações cotidianas de petróleo iraquiano, afirma o engenheiro.

A BFS, uma empresa de capital privado, busca agora negociar com “vários países para que patrocinem a instalação de campos petrolíferos artificiais”, explica seu presidente.

A empresa assegura que poderá vender seus barris a um preço competitivo, apoiando-se na venda de produtos derivados, como ácidos graxos do tipo Omega 3 obtidos a partir da biomassa.

Outros projetos semelhantes estão sendo estudados em outras regiões do mundo.

Na Alemanha, o grupo estatal sueco de energia Vattenfall lançou em 2010 um projeto de absorção por meio de algas do dióxido de carbono emitido pelas centrais que funcionam com carvão.

O gigante americano do petróleo ExxonMobil previu um investimento de até 600 milhões de dólares em pesquisas destinadas a produzir petróleo a partir de algas.

Os industriais, particularmente no âmbito aeronáutico, estão interessados nessas pesquisas, nas quais esperam encontrar soluções para substituir o petróleo clássico, cada vez mais escasso e cujos preços são variáveis.

Fonte: Portal iG

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30 de março de 2011 | nenhum comentário »

Ingredientes de produtos ‘verdes’ vêm de petróleo, diz estudo

Um estudo divulgado no 241º encontro da Sociedade Americana de Química mostra que alguns ingredientes de produtos considerados verdes podem ter origem em petróleo ao invés de ser obtido a partir de plantas.

A equipe responsável pela pesquisa, liderada pela especialista Cara Bondi, analisou mais de 10 produtos de limpeza de louças e roupas, além de líquidos de higiene pessoal.

Para saber se os produtos analisados eram feitos com base em plantas ou em materiais sintéticos com origem no petróleo, os cientistas usaram uma técnica de datação com carbono-14.

Os resultados mostraram que alguns produtos taxados como verdes no mercado norte-americano – feitos com mais de 50% do carbono derivado de fontes naturais – apresentaram, na verdade, somente 28% de carbono com origem em plantas.

Cara Bondi ainda afirma que em um dos casos, um produto que era vendido como “livre de petróleo” continha 31% de carbono gerado a partir desta fonte esgotável.

Segundo a especialista, o uso de carbono obtido a partir de petróleo – uma fonte não renovável – em produtos precisa ser moderado.

Fonte: G1

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