15 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Lobo-guará é encontrado em área residencial no Distrito Federal

Uma das patas traseiras do animal está machucada, segundo bombeiros.
Coronel diz que animal pode ter saído da mata para sobreviver a queimadas.

O Corpo de Bombeiros apreendeu uma fêmea de lobo-guará no Residencial Oeste, em São Sebastião, cidade a 26 quilômetros de Brasília, na madrugada desta sexta-feira (15). De acordo com o tenente-coronel Cláudio Ribas de Sousa, do Batalhão Ambiental, o animal tem uma das patas traseiras machucadas.

Ribas informou que os militares receberam uma ligação por volta de 4h avisando sobre a fêmea de lobo-guará. Ele explicou que nesta época do ano ocorre o perído de acasalamento do animal, e que as fêmeas, geralmente, saem em busca de alimento. As queimadas, comum nestes meses no DF, é outro fator que pode afugentar o bicho da mata na tentativa de sobrevivência.

Lobo-guará é encontrado em área residencial no Distrito Federal (Foto: Reprodução/TV Globo)

Lobo-guará é encontrado em área residencial no Distrito Federal (Foto: Reprodução/TV Globo)

A fêmea de lobo-guará será encaminhada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Taguatinga, sob responsabilidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e depois deverá ser devolvida ao seu ambiente natural.

Fonte: Do G1, DF.


15 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Contaminação do ar por fuligem e ozônio deve ser combatida, diz ONU

Ar mais limpo beneficia saúde e desacelera aquecimento global.
Estudo foi divulgado nesta 3ª feira em Bonn, na Alemanha.

Conter o aquecimento global abaixo dos 2°C requer reduzir as emissões de CO2 e ao mesmo tempo aumentar medidas contra a contaminação do ar por ozônio e fuligem, de acordo com um estudo internacional apresentado nesta terça-feira (14).

O relatório foi apresentado em Bonn, na Alemanha, onde se realiza até sexta-feira (17) a conferência das Nações Unidas em preparação para a COP-17, que vai acontecer no final do ano em Durban (África do Sul).

Uma ação rápida contra essa contaminação, além de ser benéfica para a saúde, contribui para limitar em curto prazo o aumento das temperaturas, destaca a pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e da Organização Meteorológica Mundial.

O carbono negro (partículas presentes na fuligem e emitidas pelos veículos), os incêndios florestais e certas instalações industriais, assim como o ozônio da troposfera (principal componente da poluição urbana) contribuem para o aquecimento global. De todos os gases, o ozônio troposférico ou de baixa altitude, que se forma a partir de outros gases como o metano, é a terceira maior causa do efeito estufa, perdendo apenas para o dióxido de carbono (CO2) e o metano.

Recomendações
O estudo salienta medidas como a recuperação do metano nos sistemas de carbono, gás e petróleo, empregando sistemas de combustão menos prejudiciais à atmosfera e a proibição da queima de produtos agrícolas a céu aberto.

No caso do metano, há recomendações para uma melhor ventilação das minas de carvão, reaproveitamento de gás associado à produção de petróleo e gás, redução de vazamentos de oleodutos, melhor reciclagem de resíduos e reformas para a agricultura, além de uma melhor gestão dos campos de arroz.

Para limitar o carbono negro, o estudo apela para que normas obriguem a adoção de filtros de partículas da queima de diesel, além da proibição da incineração em campo aberto de resíduos agrícolas (lixo).

Os cientistas chegaram à conclusão de que a combinação de medidas contra o carbono negro, o metano e o CO2 aumenta as possibilidades de manter o aquecimento global abaixo dos 2°C, objetivo fixado pela comunidade internacional.

Fonte: Do Globo Natureza, com agências internacionais.


15 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Brasil vai sofrer ‘explosão’ de focos de queimada em 2011, diz governo

Alta no desmatamento fomenta queimadas em áreas já devastadas.
Mato Grosso deverá ser uma das regiões mais afetadas por incêndios.

Com a proximidade do período de estiagem no Brasil, que inicia em junho e segue até setembro, o governo federal prevê uma ‘explosão’ de queimadas em 2011, principalmente em Mato Grosso, estado responsável pelo maior índice de desmatamento neste ano.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pela gestão do Prevfogo, sistema nacional de prevenção aos incêndios florestais, áreas de mata nativa que foram derrubadas podem ser atingidas por incêndios clandestinos, no intuito de limpar terrenos para dar espaço à agricultura.

“A região Centro-Oeste é a que mais poderá sofrer com isso. O fogo é a forma de manejo mais utilizada para limpeza de terrenos antes da implantação de pastagem. O Mato Grosso poderá registrar mais ocorrências porque até agora é o estado que mais desmatou”, afirmou José Carlos Mendes de Morais, coordenador do Prevfogo.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), dos 593,0 km² de desmatamento detectados entre março e abril na região da Amazônia legal, 480,3 km² ficam em Mato Grosso. Uma das regiões mais afetadas foi a fronteira entre o Cerrado e a Amazônia.

“Essas áreas estão embargadas e nada poderá ser feito porque houve o desmatamento ilegal. Nós aumentamos nossa fiscalização no Mato Grosso, onde há vários casos de fragilidade, e ainda analisamos ocorrências graves em Rondônia, Tocantins e Pará, estados que no ano passado registraram grandes quantidades de queimadas”, disse Morais.

O Prevfogo conta com 2.500 funcionários entre analistas, brigadistas e técnicos. “É um apoio do governo federal às esferas estadual e municipal no combate às queimadas”, complementou o coordenador do sistema de prevenção aos incêndios.

Área da floresta Amazônica atingida por queimada neste ano em Mato Grosso (Foto: Divulgação/Ibama)

Área da floresta Amazônica atingida por queimada neste ano em Mato Grosso (Foto: Divulgação/Ibama)

Dados
Levantamento feito pelo Ibama no estado de Rondônia já aponta um crescimento de 10% nos casos de queimada entre janeiro e junho deste ano. De 1º de janeiro a 13 de junho de 2010, foram registrados 306 focos de calor no estado.

No mesmo período de 2011 já são 338, principalmente nas margens de rodovias federais, o que dificulta o combate.

No Brasil, foram registrados no ano passado 133.149 focos de incêndio detectados por satélites, a maioria concentrada no Mato Grosso (35 mil), Tocantins (18 mil) e Pará (17 mil).

“Isso acontece quando há pouca chuva. Não foi recorde histórico, mas acredito que este ano o número será bem maior em virtude do alto desmatamento”, afirmou o coordenador do Prevfogo.

Segundo Philip Fearnside, pesquisador de ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), áreas do estado do Amazonas também serão atingidas pelas queimadas, mas a partir de agosto.

“É a forma encontrada pelos agricultores para adicionar mais pH ao solo para a agropecuária. Sabemos que o avanço do desmatamento vai causar também o avanço nas queimadas, isto é fato”, disse o especialista.

O especialista afirma que grande parte dos animais e árvores não sobrevive aos incêndios ou simplesmente desaparece das áreas devido às poucas chances de regeneração. “Ainda estamos longe do pico dos incêndios e acredito que eles só vão aumentar ano após ano devido ao avanço na devastação das florestas”, disse Fearnside.

Fonte: Eduardo Carvalho, Do Globo Natureza, em São Paulo


18 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Estado e capital devem apresentar plano de combate às queimadas

Ação foi proposta pelo Ministério Público Estadual em setembro de 2010.
Objetivo é evitar possíveis danos ambientais na estiagem deste ano.

O Estado de Mato Grosso e o município de Cuiabá têm 30 dias para apresentar um plano de combate às queimadas urbanas que contemple ações eficientes de prevenção, fiscalização e repressão, com estruturação física e pessoal do Corpo de Bombeiros e do município. A determinação consta em sentença judicial proferida em julgamento de mérito de ação civil pública proposta em setembro do ano passado pelo Ministério Público Estadual, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente da Capital.

“Se não realizadas a contratação de maquinário, treinamento de pessoal e divulgação de campanhas, os danos ambientais poderão ser, mais uma vez, irreversíveis na estiagem de 2011”, destacou o juiz José Zuquim Nogueira, em um trecho da sentença. Caso o plano de combate às queimadas não seja apresentado dentro do prazo estabelecido na sentença, o município de Cuiabá terá que arcar com pagamento de multa e responsabilização dos gestores.

De acordo com a promotora de Justiça Ana Luíza Ávila Peterlini Souza, quando a ação foi proposta foi concedida liminar ao Ministério Público determinando a contratação imediata de cinco caminhões-pipa e brigadistas para o combate aos focos de incêndio da Capital. A liminar garantiu ainda o treinamento dos brigadistas e a apresentação de calendário com a designação de palestras e atividades de educação ambiental nas escolas, centros comunitários e entidades religiosas de Cuiabá.

Além disso, foi determinado que, tanto o Estado quanto o Município destinem recursos públicos suficientes, na lei orçamentária anual de 2011, para a realização de um plano de prevenção e combate às queimadas. A ação do MPE fundamentou-se na precariedade do funcionamento do Projeto Quadrante, criado pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá para combater as queimadas urbanas.

No dia 04 deste mês, durante audiência pública promovida pelo Ministério Público e Poder Judiciário, o prefeito de Cuiabá, Francisco Bello Galindo Filho, assinou um pacto pela redução das queimadas. Realização de campanhas educativas, implantação do Comitê Municipal de Gestão do Fogo e priorização das ações de fiscalização de terrenos baldios foram alguns dos compromissos estabelecidos no referido documento.

De acordo com o pacto, a meta estabelecida para 2011 é a redução de 65% dos níveis de queimadas do ano de 2010, quando foram registrados na capital 1628 focos de calor.

Fonte: G1, MT


30 de março de 2011 | nenhum comentário »

Inventário vai indicar fontes de emissões por poluentes orgânicos persistentes

A queima de lixo ou de pneus a céu aberto causa mais do que a poluição do ar. Esses tipos de combustão geram dioxinas e furanos – substâncias que provocam doenças como o câncer nas pessoas e também afetam a vida silvestre. A preocupação é internacional e está explícita na Convenção de Estocolmo, que trata dos Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs) e já foi ratificada pelo Brasil. Uma das tarefas derivadas do acordo é o inventário sobre emissões, que será apresentado pelo MMA nos dias 5 e 6 de maio.

“O inventário vai abordar cada uma das categorias de fontes de geração das dioxinas e furanos”, explica Ana Paula Leal, gerente de Segurança Química, da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, do MMA. Além da queima de pneus e lixo, esses poluentes provêm de vários meios, como, por exemplo, da produção de cimento e de papel. Persistentes, são capazes de entrar na cadeia alimentar sem se degradar. Isso significa que podem passar de uma planta para o animal que a come.

Uma pesquisa realizada em dez cidades do País, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 2001, constatou níveis acima da média aceitável de dioxinas e furanos no leite de mães em Cubatão, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Índices próximos à média foram encontrados em Caapora (PB), Belém (PA), São Paulo (SP) e Fortaleza. Níveis mais baixos ficaram em Brasília (DF) e Recife (PE).

Dioxinas e furanos são produzidos de modo involuntário, com a combinação de carbono, oxigênio, hidrogênio, cloro, em temperaturas abaixo de 800°C (para se ter uma ideia, um forno doméstico chega a 300°C). Produzem-se inclusive em processos de aquecimento e resfriamento. As substâncias viajam pelo planeta, por meio e correntes de ar, rios ou oceanos. Já foram encontradas em animais que vivem em ambientes teoricamente livres de poluição, como ursos no Ártico e pinguins do Polo Sul.

Ana Paula Leal explica ainda que no Plano de Implementação da Convenção de Estocolmo no Brasil um dos objetivos é a adoção de medidas referentes à emissão desses POPs não intencionais. O inventário será fundamental para decidir sobre as ações a serem executadas. O documento vai incluir, por exemplo, o número de incineradores industriais, tecnologias utilizadas (o que influencia nas emissões), além de estudo sobre as legislações existentes no País, no que se refere ao assunto.

Como o tema abrange outras áreas além da ambiental, foi criado um grupo interinstitucional que vai avaliar o texto do inventário a ser apresentado pelo MMA em maio. Representantes de áreas como saúde, indústria, comércio, ciência, trabalho e agricultura vão se encontrar na sede do próprio ministério. Eles terão a companhia de Heidelore Fiedler, especialista que faz parte do secretariado da Convenção de Estocolmo.

Mas, os poluentes orgânicos persistentes não se restringem apenas a dioxinas e furanos. São 21 os POPs de que tratam a Convenção de Estocolmo. O acordo internacional foi assinado em 2001 por 92 países e pela Comunidade Europeia. No Brasil, foi ratificado em 2004. Uma de suas reuniões internacionais (COP 5) será realizada entre 25 e 29 de abril, em Genebra, onde serão discutidas substâncias contidas em agrotóxicos, a serem banidas.

Fonte: Cristina Ávila/MMA


1 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Acordo sobre florestas em conferência de Cancún beneficiaria Brasil

A criação de instrumentos para promover a redução de emissões por desmatamento e degradação (conhecidos pela sigla REDD) em países em desenvolvimento tem boas chances de ser um dos resultados práticos da conferência das Nações Unidas sobre mudança climática em Cancún, no México. Um acordo na área pode significar o aporte de bilhões dólares ao Brasil, com suas vastas reservas florestais.

Se aprovados, instrumentos de REDD+ (o sinal acrescenta a remuneração de atividades que levem a conservação de florestas, manejo sustentável e reforço de estoques de carbono de florestas em países em desenvolvimento) poderiam canalizar este dinheiro de um fundo específico financiado por governos, bem como da iniciativa privada ou mercados de carbono e verbas para mitigação (redução de emissões).

O Brasil tem grande interesse em uma implementação relativamente rápida de REDD, tanto que deve assumir a liderança, ao lado da França, do grupo internacional Parceria REDD – criado neste ano com quase 70 países para viabilizar mecanismos REDD no mundo.

Uma vez aprovada uma estrutura internacional de REDD, o país pode sair na frente por ter mais de 20 projetos pioneiros já em prática.

Talvez o mais conhecido e bem-sucedido seja o projeto Juma, da Fundação Amazonas Sustentável, que já possibilita o sustento de 338 famílias na Reserva de Juma, no Amazonas.

Moeda de troca – Desde a conferência de Copenhague, em 2009, negociadores admitem que as discussões estão em uma fase adiantada, faltando pouco mais que definições de forma no texto.

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No entanto, por fazer parte das complexas negociações por um acordo mais abrangente, o tema pode acabar sendo usado como moeda de troca entre os negociadores.

‘Os países utilizarão a REDD como peça no jogo de xadrez que gire em volta das outras negociações, principalmente o financiamento e as metas de redução de emissões. De fato um acordo sobre REDD não trará benefícios para o planeta sem um compromisso firme para reduzir as emissões globais’, afirmou à BBC Brasil Raja Jarrah, especialista em REDD da organização não-governamental Care International.

‘Podem sim fechar um acordo específico sobre REDD em Cancún, mas seria parcial e deixaria muito a desejar.’

Sem um mecanismo internacional que norteie as iniciativas florestais, tanto o financiamento quanto a própria estrutura dos projetos ficam indefinidas.

Apesar da grande expectativa por um acordo parcial de REDD, há também quem seja contra o mecanismo. Muitos ativistas temem que projetos REDD acabem levando à expulsão de comunidades indígenas ou nativas de florestas.

Riscos – A ONG Friends of the Earth International considera o mecanismo ‘perigoso’ já que poderia incentivar o agronegócio e o setor madeireiro.

‘O estímulo à plantações de árvores é baseado nas falsas promessas de criação de empregos, desenvolvimento sustentável, mitigação de mudanças climáticas e proteção da biodiversidade. Mas testemunhos e estudos de caso (reunidos pela ONG) mostram que plantações têm impactos muito severos sobre a população e a natureza locais’, afirmou um dos coordenadores do grupo, Sebastian Valdomir.

Mesmo a Care, que apoia iniciativas REDD em tese, alerta para o risco de uma versão ‘aguada’ do mecanismo.

Os ativistas dizem que no esforço por acomodar interesses distintos durante o encontro de Cancún, corre-se o risco de ‘nivelar tudo por baixo’.

‘Tecnicamente seria relativamente fácil encontrar uma forma de palavras que agrade a todos’, afirmou Raja Jarrah, acrescentando que elementos importantes poderiam ser deixados de lado, como a obrigação de monitorar salvaguardas sociais e ambientais.

‘Aí teríamos um mecanismo que facilita o fluxo de finanças e o negócio de carbono, mas que deixa as populações que dependem da floresta expostos a exploração.’

A 16ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas começou na segunda-feira, 29 de novembro, e vai até o dia 10 de dezembro.

Poucos esperam que um acordo abrangente saia do encontro no México. A expectativa é de que representantes de mais de 190 países pavimentem um possível acordo para o encontro de 2011, na África do Sul.

(Fonte: G1)


10 de agosto de 2010 | nenhum comentário »

Governo do Acre decreta estado de emergência para combater queimadas

O governo do Acre decretou, nesta segunda-feira (9), estado de emergência para combater as queimadas.

Segundo o governo do estado, neste ano, houve um aumento de quase 600% no número de focos de incêndio em relação ao ano passado. O tempo seco e o vento forte agravam o problema.

O fogo começa nas áreas de pasto e se espalha para as regiões de floresta e para as cidades.

Fonte: G1

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24 de junho de 2009 | nenhum comentário »

São Paulo proíbe queimadas em canaviais – multa passa de R$100 mil

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

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Até o final de novembro as queimadas nos canaviais estão proibidas em todo o Estado de São Paulo das 6h às 20h. A resolução da Secretaria do Ambiente foi determinada no último dia 17 e prevê a proibição também no período da noite quando a umidade do ar estiver abaixo de 20%.

Em alguns municípios a proibição é aplicada durante as 24 horas do dia. A fuligem da palha da cana pode agravar problemas respiratórios, causando danos à saúde.

Até 2017 a colheita deverá ser feita mecanicamente em toda a produção. As fiscalizações já começaram pela Polícia Ambiental e a multa para quem descumprir a resolução pode chegar a R$ 158 mil.


11 de maio de 2009 | nenhum comentário »

Dobra número de focos de queimadas no Pantanal

Área do bioma em MS tem 107 pontos de incêndio na 1ª semana de maio; foram 46 no mesmo mês de 2008

João Naves de Oliveira escreve para “O Estado de SP”:

Imensas manchas negras formadas pelas queimadas estão mesclando a vegetação do Pantanal de Mato Grosso do Sul. Segundo Márcio Yule, coordenador do Prevfogo do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), este mês foram constatados 107 focos contra apenas 46 do mesmo mês do ano passado. Desde janeiro último ocorreram 681 queimadas na região.

Ele explica que a estiagem, prevista a partir de julho, começou em março, quando choveu 40% abaixo da média histórica. Abril acabou sendo o mais seco dos últimos 30 anos em toda a região pantaneira do Estado. A situação está exigindo a antecipação da proibição das queimadas controladas e autorizadas pelo órgão, porque está se tornando insustentável.

Em Corumbá, a “capital do Pantanal”, a fumaça ofusca o brilho do sol e chega a prejudicar o tráfego aéreo no município, impedindo pouso e decolagem no Aeroporto Internacional. Na área rural do município os fazendeiros reclamam das grandes fogueiras que estão destruindo o verde, ninhos de aves e filhotes de animais nativos, além de ameaçar o rebanho bovino.

Quarta-feira pela manhã, o presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Manoel Martins, fez um voo de pouco mais de uma hora sobre a zona rural do Pantanal e contou, do alto, 30 incêndios de grandes proporções, atingindo principalmente as laterais de cordilheiras de mato, beira de baías, vazantes e lagoas. “O cenário é realmente desolador, triste demais.”

O sindicato e o Ministério Público Estadual enviaram ofício ao Ibama, solicitando providência para amenizar o problema. No documento, é destacado que os focos de fogo são provocados por raios secos, ocorrência comum no Pantanal, mas a maioria ocorre pela ação humana.

“Estamos dispostos a colaborar com as autoridades na identificação desses incendiários. Não são os pecuaristas que colocam fogo no Pantanal”, afirmou Martins.

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Efeito prolongado

Além da destruição da vegetação nativa e da fauna, as queimadas colaboram para a ocorrência da chamada “dequada”: depois das queimadas chega o período das chuvas, formando enxurradas que levam as cinzas até os rios pantaneiros. Depositadas sob as águas, reduzem o oxigênio e a consequência é a mortandade de peixes em grandes quantidades nos rios mais piscosos da região.

Na área urbana, a situação não é diferente em todos os municípios da bacia hidrográfica do Alto Paraguai. O mato dos terrenos baldios está queimado.
(O Estado de SP, 9/5)


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15 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Lobo-guará é encontrado em área residencial no Distrito Federal

Uma das patas traseiras do animal está machucada, segundo bombeiros.
Coronel diz que animal pode ter saído da mata para sobreviver a queimadas.

O Corpo de Bombeiros apreendeu uma fêmea de lobo-guará no Residencial Oeste, em São Sebastião, cidade a 26 quilômetros de Brasília, na madrugada desta sexta-feira (15). De acordo com o tenente-coronel Cláudio Ribas de Sousa, do Batalhão Ambiental, o animal tem uma das patas traseiras machucadas.

Ribas informou que os militares receberam uma ligação por volta de 4h avisando sobre a fêmea de lobo-guará. Ele explicou que nesta época do ano ocorre o perído de acasalamento do animal, e que as fêmeas, geralmente, saem em busca de alimento. As queimadas, comum nestes meses no DF, é outro fator que pode afugentar o bicho da mata na tentativa de sobrevivência.

Lobo-guará é encontrado em área residencial no Distrito Federal (Foto: Reprodução/TV Globo)

Lobo-guará é encontrado em área residencial no Distrito Federal (Foto: Reprodução/TV Globo)

A fêmea de lobo-guará será encaminhada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Taguatinga, sob responsabilidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e depois deverá ser devolvida ao seu ambiente natural.

Fonte: Do G1, DF.


15 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Contaminação do ar por fuligem e ozônio deve ser combatida, diz ONU

Ar mais limpo beneficia saúde e desacelera aquecimento global.
Estudo foi divulgado nesta 3ª feira em Bonn, na Alemanha.

Conter o aquecimento global abaixo dos 2°C requer reduzir as emissões de CO2 e ao mesmo tempo aumentar medidas contra a contaminação do ar por ozônio e fuligem, de acordo com um estudo internacional apresentado nesta terça-feira (14).

O relatório foi apresentado em Bonn, na Alemanha, onde se realiza até sexta-feira (17) a conferência das Nações Unidas em preparação para a COP-17, que vai acontecer no final do ano em Durban (África do Sul).

Uma ação rápida contra essa contaminação, além de ser benéfica para a saúde, contribui para limitar em curto prazo o aumento das temperaturas, destaca a pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e da Organização Meteorológica Mundial.

O carbono negro (partículas presentes na fuligem e emitidas pelos veículos), os incêndios florestais e certas instalações industriais, assim como o ozônio da troposfera (principal componente da poluição urbana) contribuem para o aquecimento global. De todos os gases, o ozônio troposférico ou de baixa altitude, que se forma a partir de outros gases como o metano, é a terceira maior causa do efeito estufa, perdendo apenas para o dióxido de carbono (CO2) e o metano.

Recomendações
O estudo salienta medidas como a recuperação do metano nos sistemas de carbono, gás e petróleo, empregando sistemas de combustão menos prejudiciais à atmosfera e a proibição da queima de produtos agrícolas a céu aberto.

No caso do metano, há recomendações para uma melhor ventilação das minas de carvão, reaproveitamento de gás associado à produção de petróleo e gás, redução de vazamentos de oleodutos, melhor reciclagem de resíduos e reformas para a agricultura, além de uma melhor gestão dos campos de arroz.

Para limitar o carbono negro, o estudo apela para que normas obriguem a adoção de filtros de partículas da queima de diesel, além da proibição da incineração em campo aberto de resíduos agrícolas (lixo).

Os cientistas chegaram à conclusão de que a combinação de medidas contra o carbono negro, o metano e o CO2 aumenta as possibilidades de manter o aquecimento global abaixo dos 2°C, objetivo fixado pela comunidade internacional.

Fonte: Do Globo Natureza, com agências internacionais.


15 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Brasil vai sofrer ‘explosão’ de focos de queimada em 2011, diz governo

Alta no desmatamento fomenta queimadas em áreas já devastadas.
Mato Grosso deverá ser uma das regiões mais afetadas por incêndios.

Com a proximidade do período de estiagem no Brasil, que inicia em junho e segue até setembro, o governo federal prevê uma ‘explosão’ de queimadas em 2011, principalmente em Mato Grosso, estado responsável pelo maior índice de desmatamento neste ano.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pela gestão do Prevfogo, sistema nacional de prevenção aos incêndios florestais, áreas de mata nativa que foram derrubadas podem ser atingidas por incêndios clandestinos, no intuito de limpar terrenos para dar espaço à agricultura.

“A região Centro-Oeste é a que mais poderá sofrer com isso. O fogo é a forma de manejo mais utilizada para limpeza de terrenos antes da implantação de pastagem. O Mato Grosso poderá registrar mais ocorrências porque até agora é o estado que mais desmatou”, afirmou José Carlos Mendes de Morais, coordenador do Prevfogo.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), dos 593,0 km² de desmatamento detectados entre março e abril na região da Amazônia legal, 480,3 km² ficam em Mato Grosso. Uma das regiões mais afetadas foi a fronteira entre o Cerrado e a Amazônia.

“Essas áreas estão embargadas e nada poderá ser feito porque houve o desmatamento ilegal. Nós aumentamos nossa fiscalização no Mato Grosso, onde há vários casos de fragilidade, e ainda analisamos ocorrências graves em Rondônia, Tocantins e Pará, estados que no ano passado registraram grandes quantidades de queimadas”, disse Morais.

O Prevfogo conta com 2.500 funcionários entre analistas, brigadistas e técnicos. “É um apoio do governo federal às esferas estadual e municipal no combate às queimadas”, complementou o coordenador do sistema de prevenção aos incêndios.

Área da floresta Amazônica atingida por queimada neste ano em Mato Grosso (Foto: Divulgação/Ibama)

Área da floresta Amazônica atingida por queimada neste ano em Mato Grosso (Foto: Divulgação/Ibama)

Dados
Levantamento feito pelo Ibama no estado de Rondônia já aponta um crescimento de 10% nos casos de queimada entre janeiro e junho deste ano. De 1º de janeiro a 13 de junho de 2010, foram registrados 306 focos de calor no estado.

No mesmo período de 2011 já são 338, principalmente nas margens de rodovias federais, o que dificulta o combate.

No Brasil, foram registrados no ano passado 133.149 focos de incêndio detectados por satélites, a maioria concentrada no Mato Grosso (35 mil), Tocantins (18 mil) e Pará (17 mil).

“Isso acontece quando há pouca chuva. Não foi recorde histórico, mas acredito que este ano o número será bem maior em virtude do alto desmatamento”, afirmou o coordenador do Prevfogo.

Segundo Philip Fearnside, pesquisador de ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), áreas do estado do Amazonas também serão atingidas pelas queimadas, mas a partir de agosto.

“É a forma encontrada pelos agricultores para adicionar mais pH ao solo para a agropecuária. Sabemos que o avanço do desmatamento vai causar também o avanço nas queimadas, isto é fato”, disse o especialista.

O especialista afirma que grande parte dos animais e árvores não sobrevive aos incêndios ou simplesmente desaparece das áreas devido às poucas chances de regeneração. “Ainda estamos longe do pico dos incêndios e acredito que eles só vão aumentar ano após ano devido ao avanço na devastação das florestas”, disse Fearnside.

Fonte: Eduardo Carvalho, Do Globo Natureza, em São Paulo


18 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Estado e capital devem apresentar plano de combate às queimadas

Ação foi proposta pelo Ministério Público Estadual em setembro de 2010.
Objetivo é evitar possíveis danos ambientais na estiagem deste ano.

O Estado de Mato Grosso e o município de Cuiabá têm 30 dias para apresentar um plano de combate às queimadas urbanas que contemple ações eficientes de prevenção, fiscalização e repressão, com estruturação física e pessoal do Corpo de Bombeiros e do município. A determinação consta em sentença judicial proferida em julgamento de mérito de ação civil pública proposta em setembro do ano passado pelo Ministério Público Estadual, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente da Capital.

“Se não realizadas a contratação de maquinário, treinamento de pessoal e divulgação de campanhas, os danos ambientais poderão ser, mais uma vez, irreversíveis na estiagem de 2011”, destacou o juiz José Zuquim Nogueira, em um trecho da sentença. Caso o plano de combate às queimadas não seja apresentado dentro do prazo estabelecido na sentença, o município de Cuiabá terá que arcar com pagamento de multa e responsabilização dos gestores.

De acordo com a promotora de Justiça Ana Luíza Ávila Peterlini Souza, quando a ação foi proposta foi concedida liminar ao Ministério Público determinando a contratação imediata de cinco caminhões-pipa e brigadistas para o combate aos focos de incêndio da Capital. A liminar garantiu ainda o treinamento dos brigadistas e a apresentação de calendário com a designação de palestras e atividades de educação ambiental nas escolas, centros comunitários e entidades religiosas de Cuiabá.

Além disso, foi determinado que, tanto o Estado quanto o Município destinem recursos públicos suficientes, na lei orçamentária anual de 2011, para a realização de um plano de prevenção e combate às queimadas. A ação do MPE fundamentou-se na precariedade do funcionamento do Projeto Quadrante, criado pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá para combater as queimadas urbanas.

No dia 04 deste mês, durante audiência pública promovida pelo Ministério Público e Poder Judiciário, o prefeito de Cuiabá, Francisco Bello Galindo Filho, assinou um pacto pela redução das queimadas. Realização de campanhas educativas, implantação do Comitê Municipal de Gestão do Fogo e priorização das ações de fiscalização de terrenos baldios foram alguns dos compromissos estabelecidos no referido documento.

De acordo com o pacto, a meta estabelecida para 2011 é a redução de 65% dos níveis de queimadas do ano de 2010, quando foram registrados na capital 1628 focos de calor.

Fonte: G1, MT


30 de março de 2011 | nenhum comentário »

Inventário vai indicar fontes de emissões por poluentes orgânicos persistentes

A queima de lixo ou de pneus a céu aberto causa mais do que a poluição do ar. Esses tipos de combustão geram dioxinas e furanos – substâncias que provocam doenças como o câncer nas pessoas e também afetam a vida silvestre. A preocupação é internacional e está explícita na Convenção de Estocolmo, que trata dos Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs) e já foi ratificada pelo Brasil. Uma das tarefas derivadas do acordo é o inventário sobre emissões, que será apresentado pelo MMA nos dias 5 e 6 de maio.

“O inventário vai abordar cada uma das categorias de fontes de geração das dioxinas e furanos”, explica Ana Paula Leal, gerente de Segurança Química, da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, do MMA. Além da queima de pneus e lixo, esses poluentes provêm de vários meios, como, por exemplo, da produção de cimento e de papel. Persistentes, são capazes de entrar na cadeia alimentar sem se degradar. Isso significa que podem passar de uma planta para o animal que a come.

Uma pesquisa realizada em dez cidades do País, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 2001, constatou níveis acima da média aceitável de dioxinas e furanos no leite de mães em Cubatão, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Índices próximos à média foram encontrados em Caapora (PB), Belém (PA), São Paulo (SP) e Fortaleza. Níveis mais baixos ficaram em Brasília (DF) e Recife (PE).

Dioxinas e furanos são produzidos de modo involuntário, com a combinação de carbono, oxigênio, hidrogênio, cloro, em temperaturas abaixo de 800°C (para se ter uma ideia, um forno doméstico chega a 300°C). Produzem-se inclusive em processos de aquecimento e resfriamento. As substâncias viajam pelo planeta, por meio e correntes de ar, rios ou oceanos. Já foram encontradas em animais que vivem em ambientes teoricamente livres de poluição, como ursos no Ártico e pinguins do Polo Sul.

Ana Paula Leal explica ainda que no Plano de Implementação da Convenção de Estocolmo no Brasil um dos objetivos é a adoção de medidas referentes à emissão desses POPs não intencionais. O inventário será fundamental para decidir sobre as ações a serem executadas. O documento vai incluir, por exemplo, o número de incineradores industriais, tecnologias utilizadas (o que influencia nas emissões), além de estudo sobre as legislações existentes no País, no que se refere ao assunto.

Como o tema abrange outras áreas além da ambiental, foi criado um grupo interinstitucional que vai avaliar o texto do inventário a ser apresentado pelo MMA em maio. Representantes de áreas como saúde, indústria, comércio, ciência, trabalho e agricultura vão se encontrar na sede do próprio ministério. Eles terão a companhia de Heidelore Fiedler, especialista que faz parte do secretariado da Convenção de Estocolmo.

Mas, os poluentes orgânicos persistentes não se restringem apenas a dioxinas e furanos. São 21 os POPs de que tratam a Convenção de Estocolmo. O acordo internacional foi assinado em 2001 por 92 países e pela Comunidade Europeia. No Brasil, foi ratificado em 2004. Uma de suas reuniões internacionais (COP 5) será realizada entre 25 e 29 de abril, em Genebra, onde serão discutidas substâncias contidas em agrotóxicos, a serem banidas.

Fonte: Cristina Ávila/MMA


1 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Acordo sobre florestas em conferência de Cancún beneficiaria Brasil

A criação de instrumentos para promover a redução de emissões por desmatamento e degradação (conhecidos pela sigla REDD) em países em desenvolvimento tem boas chances de ser um dos resultados práticos da conferência das Nações Unidas sobre mudança climática em Cancún, no México. Um acordo na área pode significar o aporte de bilhões dólares ao Brasil, com suas vastas reservas florestais.

Se aprovados, instrumentos de REDD+ (o sinal acrescenta a remuneração de atividades que levem a conservação de florestas, manejo sustentável e reforço de estoques de carbono de florestas em países em desenvolvimento) poderiam canalizar este dinheiro de um fundo específico financiado por governos, bem como da iniciativa privada ou mercados de carbono e verbas para mitigação (redução de emissões).

O Brasil tem grande interesse em uma implementação relativamente rápida de REDD, tanto que deve assumir a liderança, ao lado da França, do grupo internacional Parceria REDD – criado neste ano com quase 70 países para viabilizar mecanismos REDD no mundo.

Uma vez aprovada uma estrutura internacional de REDD, o país pode sair na frente por ter mais de 20 projetos pioneiros já em prática.

Talvez o mais conhecido e bem-sucedido seja o projeto Juma, da Fundação Amazonas Sustentável, que já possibilita o sustento de 338 famílias na Reserva de Juma, no Amazonas.

Moeda de troca – Desde a conferência de Copenhague, em 2009, negociadores admitem que as discussões estão em uma fase adiantada, faltando pouco mais que definições de forma no texto.

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No entanto, por fazer parte das complexas negociações por um acordo mais abrangente, o tema pode acabar sendo usado como moeda de troca entre os negociadores.

‘Os países utilizarão a REDD como peça no jogo de xadrez que gire em volta das outras negociações, principalmente o financiamento e as metas de redução de emissões. De fato um acordo sobre REDD não trará benefícios para o planeta sem um compromisso firme para reduzir as emissões globais’, afirmou à BBC Brasil Raja Jarrah, especialista em REDD da organização não-governamental Care International.

‘Podem sim fechar um acordo específico sobre REDD em Cancún, mas seria parcial e deixaria muito a desejar.’

Sem um mecanismo internacional que norteie as iniciativas florestais, tanto o financiamento quanto a própria estrutura dos projetos ficam indefinidas.

Apesar da grande expectativa por um acordo parcial de REDD, há também quem seja contra o mecanismo. Muitos ativistas temem que projetos REDD acabem levando à expulsão de comunidades indígenas ou nativas de florestas.

Riscos – A ONG Friends of the Earth International considera o mecanismo ‘perigoso’ já que poderia incentivar o agronegócio e o setor madeireiro.

‘O estímulo à plantações de árvores é baseado nas falsas promessas de criação de empregos, desenvolvimento sustentável, mitigação de mudanças climáticas e proteção da biodiversidade. Mas testemunhos e estudos de caso (reunidos pela ONG) mostram que plantações têm impactos muito severos sobre a população e a natureza locais’, afirmou um dos coordenadores do grupo, Sebastian Valdomir.

Mesmo a Care, que apoia iniciativas REDD em tese, alerta para o risco de uma versão ‘aguada’ do mecanismo.

Os ativistas dizem que no esforço por acomodar interesses distintos durante o encontro de Cancún, corre-se o risco de ‘nivelar tudo por baixo’.

‘Tecnicamente seria relativamente fácil encontrar uma forma de palavras que agrade a todos’, afirmou Raja Jarrah, acrescentando que elementos importantes poderiam ser deixados de lado, como a obrigação de monitorar salvaguardas sociais e ambientais.

‘Aí teríamos um mecanismo que facilita o fluxo de finanças e o negócio de carbono, mas que deixa as populações que dependem da floresta expostos a exploração.’

A 16ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas começou na segunda-feira, 29 de novembro, e vai até o dia 10 de dezembro.

Poucos esperam que um acordo abrangente saia do encontro no México. A expectativa é de que representantes de mais de 190 países pavimentem um possível acordo para o encontro de 2011, na África do Sul.

(Fonte: G1)


10 de agosto de 2010 | nenhum comentário »

Governo do Acre decreta estado de emergência para combater queimadas

O governo do Acre decretou, nesta segunda-feira (9), estado de emergência para combater as queimadas.

Segundo o governo do estado, neste ano, houve um aumento de quase 600% no número de focos de incêndio em relação ao ano passado. O tempo seco e o vento forte agravam o problema.

O fogo começa nas áreas de pasto e se espalha para as regiões de floresta e para as cidades.

Fonte: G1

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24 de junho de 2009 | nenhum comentário »

São Paulo proíbe queimadas em canaviais – multa passa de R$100 mil

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

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Até o final de novembro as queimadas nos canaviais estão proibidas em todo o Estado de São Paulo das 6h às 20h. A resolução da Secretaria do Ambiente foi determinada no último dia 17 e prevê a proibição também no período da noite quando a umidade do ar estiver abaixo de 20%.

Em alguns municípios a proibição é aplicada durante as 24 horas do dia. A fuligem da palha da cana pode agravar problemas respiratórios, causando danos à saúde.

Até 2017 a colheita deverá ser feita mecanicamente em toda a produção. As fiscalizações já começaram pela Polícia Ambiental e a multa para quem descumprir a resolução pode chegar a R$ 158 mil.


11 de maio de 2009 | nenhum comentário »

Dobra número de focos de queimadas no Pantanal

Área do bioma em MS tem 107 pontos de incêndio na 1ª semana de maio; foram 46 no mesmo mês de 2008

João Naves de Oliveira escreve para “O Estado de SP”:

Imensas manchas negras formadas pelas queimadas estão mesclando a vegetação do Pantanal de Mato Grosso do Sul. Segundo Márcio Yule, coordenador do Prevfogo do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), este mês foram constatados 107 focos contra apenas 46 do mesmo mês do ano passado. Desde janeiro último ocorreram 681 queimadas na região.

Ele explica que a estiagem, prevista a partir de julho, começou em março, quando choveu 40% abaixo da média histórica. Abril acabou sendo o mais seco dos últimos 30 anos em toda a região pantaneira do Estado. A situação está exigindo a antecipação da proibição das queimadas controladas e autorizadas pelo órgão, porque está se tornando insustentável.

Em Corumbá, a “capital do Pantanal”, a fumaça ofusca o brilho do sol e chega a prejudicar o tráfego aéreo no município, impedindo pouso e decolagem no Aeroporto Internacional. Na área rural do município os fazendeiros reclamam das grandes fogueiras que estão destruindo o verde, ninhos de aves e filhotes de animais nativos, além de ameaçar o rebanho bovino.

Quarta-feira pela manhã, o presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Manoel Martins, fez um voo de pouco mais de uma hora sobre a zona rural do Pantanal e contou, do alto, 30 incêndios de grandes proporções, atingindo principalmente as laterais de cordilheiras de mato, beira de baías, vazantes e lagoas. “O cenário é realmente desolador, triste demais.”

O sindicato e o Ministério Público Estadual enviaram ofício ao Ibama, solicitando providência para amenizar o problema. No documento, é destacado que os focos de fogo são provocados por raios secos, ocorrência comum no Pantanal, mas a maioria ocorre pela ação humana.

“Estamos dispostos a colaborar com as autoridades na identificação desses incendiários. Não são os pecuaristas que colocam fogo no Pantanal”, afirmou Martins.

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Efeito prolongado

Além da destruição da vegetação nativa e da fauna, as queimadas colaboram para a ocorrência da chamada “dequada”: depois das queimadas chega o período das chuvas, formando enxurradas que levam as cinzas até os rios pantaneiros. Depositadas sob as águas, reduzem o oxigênio e a consequência é a mortandade de peixes em grandes quantidades nos rios mais piscosos da região.

Na área urbana, a situação não é diferente em todos os municípios da bacia hidrográfica do Alto Paraguai. O mato dos terrenos baldios está queimado.
(O Estado de SP, 9/5)


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