23 de março de 2015 | nenhum comentário »

Dar migalhas de pão a patos pode prejudicar ecossistemas, dizem especialistas

Prática não só prejudica saúde do animal como coloca em risco habitat natural das aves; ambientalistas dão dicas sobre como evitar danos.

 

Jogar migalhas de pão prejudica a saúde do animal e interfere no ecossistema dos rios (Foto: ThinkStock/ BBC)

Jogar migalhas de pão prejudica a saúde do animal e interfere no ecossistema dos rios (Foto: ThinkStock/ BBC)

A prática pode parecer inofensiva, mas alimentar patos com migalhas de pão não só prejudica a saúde do animal, como também pode colocar em risco todo o ecossistema onde eles vivem, segundo estudiosos.

Atirar migalhas de pão em uma lagoa ou em um rio é um ritual tão antigo que remonta ao século 19.

Porém, de acordo com pesquisadores, uma dieta rica em pão ? especialmente se este for feito de farinha branca (como o pão francês) ? pode deixar as aves doentes e, em alguns casos, deformá-las.

Agora, ambientalistas estão alertando sobre os perigos da prática. Segundo eles, o alimento pode estimular a proliferação de bactérias e algas nos rios – que por sua vez, podem envenenar outras espécies e também atrair animais invasores.

O pão facilita a formação das chamadas algas de superfície. Esses organismos produzem nitratos e fosfatos, liberando toxinas que prejudicam os peixes e exalam mau cheiro. As algas também impedem que a luz do sol chegue a plantas subaquáticas.

Além disso, o pão comido pelas aves faz com que elas produzam mais fezes, potencializando esses mesmos efeitos.

Cuidados
Os nutrientes do pão também estimulam a proliferação de outro tipo de alga, a alga filamentosa, que cresce de baixo para cima em correntes ou fios, desacelerando o curso dos rios e prejudicando ainda mais o meio ambiente.

“É claro que o pão não é a única coisa que causa problema”, diz Richard Bennett, diretor de meio ambiente da entidade de proteção britânica Canal and River Trust. “Isso não seria um problema se alguém alimentasse os patos em um córrego, mas as pessoas costumam recorrer à prática em vilarejos e cidades”.

O pão em decomposição produz bactérias e atrai animais invasores, como ratos, cuja urina transmite leptospirose, doença que pode ser fatal em humanos. Molhada, a massa do pão também pode se tornar um ambiente propício para a proliferação do fungo aspergillus, que invade o pulmão dos patos, causando sua morte.

Mas ninguém parece estar propenso a desistir de uma prática tão popular, especialmente entre as crianças.

Para impedir o acúmulo de pão em uma determinada área ou trecho de água, Bennett recomenda que as pessoas joguem o alimento em um determinado local e depois caminhem 50 metros para atirá-lo novamente.

Segundo ele, a ação possibilita que mais de uma família de patos seja alimentada e reduz concentrações desnecessárias de algas, bactérias e fezes.

“Alimentar os pássaros é algo que as pessoas têm feito por gerações e definitivamente não queremos desencorajá-las”, diz Bennett. “Mas temos de refletir sobre como fazemos isso.”

Fonte: Globo Natureza

 


26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Entre os lêmures, cheiro da mãe pode indicar qual é o sexo do feto

Pesquisa descobriu que as lêmures à espera de machos exalam cheiro mais suave do que aquelas prenhas de fêmeas

Enquanto os humanos são reféns da ultrassonografia para saber o sexo do bebê ainda no útero, as lêmures prenhas possuem um método mais simples. Cientistas da Universidade Duke, nos Estados Unidos, descobriram que lêmures à espera de um macho têm um odor diferente das que estão prenhas de uma fêmea. A descoberta foi publicada na terça-feira no periódicoBiology Letter.

Esta é a primeira evidência, entre todas as espécies, de que as fêmeas exalam um cheiro diferente dependendo do sexo da prole. Para o estudo, os cientistas coletaram secreções genitais de doze lêmures prenhas antes da gestação e durante ela. Os animais eram da espécie ringtailed, que produz um odor específico para transmitir informações sobre gênero e fertilidade, por exemplo.

Ao analisarem as substâncias responsáveis pelos odores das secreções recolhidas, os estudiosos descobriram que centenas de ingredientes fazem o cheiro da fêmea mudar quando está prenha. O número de componentes do odor diminuiu quando as fêmeas estavam prenhas, e a redução foi mais pronunciada naquelas que esperavam machos, de forma que o cheiro se tornava mais suave.

“Os níveis hormonais mudam dramaticamente durante a gestação. Filhotes machos e fêmeas afetam os hormônios das lêmures de formas diferentes”, diz Christine Drea, professora na Universidade Duke.

lêmure

Esta é a primeira evidência, entre todas as espécies, de que fêmeas exalam um cheiro diferente dependendo do sexo da prole (Bellarmin Ramahefasoa/VEJA).

Fonte: Veja Ciência


20 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Manchas de pele de cobra inspiram cientistas na criação de materiais

Estudo desvendou estruturas por trás da camuflagem da víbora-do-gabão.
Tom ‘ultra-preto’ pode ser usado na absorção de luz do sol.

Víbora do Gabão se camufla muito bem no solo (Foto: Guido Westhoff/Divulgação)

Víbora-do-gabão se camufla muito bem no solo (Foto: Guido Westhoff/Divulgação)

Cientistas identificaram nanoestruturas nas manchas ultra-pretas da pele de uma cobra africana, as quais poderiam inspirar a criação de um material avançado capaz de absorver a luz, anunciaram nesta quinta-feira (16).

A víbora-do-gabão, uma das maiores da África e mestre da camuflagem, tem manchas negras de padrão geométrico na pele que são profundas, de um preto aveludado que reflete muito pouca luz.

Entrelaçadas a outras manchas muito reflexivas nas cores branca e marrom, o padrão cria um alto contraste que torna difícil identificar a cobra rastejando no solo multicolorido da floresta tropical.

Uma equipe de cientistas alemãs se lançou a desvendar o segredo por trás da escuridão profunda das manchas negras e descobriu que a escala da superfície era feita de microestruturas folhosas e apinhadas, recobertas com sulcos nanométricos — um nanômetro equivale a um bilionésimo de metro.

Em artigo publicado na revista “Scientific Reports”, do grupo “Nature”, a equipe especulou que as micro e nanoestruturas, que se projetam em ângulos sutilmente diferentes, dissipam e prendem a luz que entra.

“A estrutura com o efeito de um negro aveludado também poderia, potencialmente, ser transferida para outros materiais”, escreveram os cientistas.

A busca por um material artificial de alta absorção e baixa reflexão é cobiçada pela ciência por seu uso potencial em sistemas ópticos especializados ou captura do calor solar, por exemplo.

Algumas superfícies ultra-negras já são mais escuras do que as manchas da cobra, disse à AFP a co-autora Marlene Spinner, do Instituto de Zoologia da Universidade de Bonn.

Mas ao introduzir a nanotecnologia encontrada na pele da cobra poderia potencialmente aumentar ainda mais sua absorção da luz.

“A micro-ornamentação das escalas de preto aveludado da cobra é um exemplo mais avançado de que a mesma lei física se aplica à natureza e à tecnologia e conduz consequentemente a construções similares”, escreveu a equipe.

 

Fonte: Globo Natureza


20 de março de 2013 | nenhum comentário »

Filhote de condor é cuidado por ‘boneco’ para ser solto na natureza

Fantoche trata o animal para que não haja interferência direta de humanos.
Wesa tem só 2 semanas e uma fome voraz: come até 15 roedores por dia.

Um filhote de condor com apenas duas semanas de vida foi o primeiro do ano a nascer no Zoológico e Safári de San Diego, no estado americano da Califórnia. Chamado de Wesa, o animal veio ao mundo no dia 24 de fevereiro.

Na foto acima, o pequeno condor aparece ao lado de um fantoche que imita um espécime adulto. O boneco em forma de luva serve como preparação para o filhote ser liberado ao ambiente selvagem no futuro.

Dessa maneira, o animalzinho não recebe interferência direta dos funcionários do zoológico, já que é a “falsa mãe” que cuida dele. E, uma vez na floresta, essa ave de rapina não vai depender dos humanos para se alimentar. Wesa tem boa saúde e um apetite voraz: chega a comer até 15 roedores por dia.

Segundo o cuidador Ron Webb, o zoológico inaugurou seu programa para recuperação de condores em 1980, quando havia apenas 22 bichos da espécie restantes no mundo. Desde então, o parque já chocou 173 ovos e soltou 80 animais na natureza.

Atualmente, existem mais de 400 condores no planeta, metade dos quais voa livre em estados como Baixa Califórnia, no México, Califórnia e Arizona, nos EUA.

Filhote de condor Wesa é o 1º do ano a nascer em zoológico de San Diego (Foto: San Diego Zoo/Ken Bohn/AFP)

Filhote de condor Wesa é o 1º do ano a nascer em zoo de San Diego (Foto: San Diego Zoo/Ken Bohn/AFP)

Fonte: Globo Natureza


20 de março de 2013 | nenhum comentário »

Pesquisadores esperam ‘reviver’ rã extinta há 30 anos com clonagem

Animal engolia ovos e incubava filhotes no estômago, diz estudo.
Cientistas conseguiram reativar núcleo de células ‘mortas’ de rã extinta.

Cientistas do Projeto Lazarus estão trabalhando para “reviver” uma espécie de rã australiana, extinta há cerca de 30 anos, utilizando técnicas de clonagem. Eles conseguiram implantar de forma bem-sucedida núcleos retirados de células “mortas” do animal, que estavam congeladas há anos, em células de um anfíbio de outra espécie aparentada.

A rã extinta, da espécie Rheobatrachus silus, era conhecida por sua forma bizarra de cuidar dos filhotes: ela engolia os ovos, incubava os filhotes no estômago e depois “dava a luz” a eles pela boca, segundo os cientistas.

O animal foi considerado extinto em 1983. Os pesquisadores preservaram exemplares da rã congelados e conseguiram, com repetidos experimentos, transferir núcleos de células somáticas (já especializadas em algum tecido, como a pele) para células embrionárias de outra espécie de anfíbio: a Mixophyes fasciolatus, uma “parente distante”, segundo os cientistas.

Divisão celular
Ao substituir o núcleo ativo das células da Mixophyes fasciolatus pelo núcleo “morto” da rã extinta, os cientistas conseguiram que ocorresse espontaneamente a divisão celular e que novas células surgissem. Os embriões, no entanto, morreram após alguns dias.

Apesar disso, testes genéticos confirmaram que as novas células obtidas continham material genético da rã extinta. “Nós estamos observando um ‘ressuscitar dos mortos’, passo a passo”, disse o professor Mike Archer, da Universidade de New South Wales, em Sydney, na Austrália.

“Nós reativamos células mortas usando células vivas e ‘revivemos’ o genoma da rã extinta no processo. Agora nós temos células preservadas criogenicamente do animal extinto, para usar em futuros experimentos de clonagem”, disse Archer.

“Estamos confiantes que os obstáculos agora são tecnológicos e não biológicos, e que vamos ser bem-sucedidos”, analisou o pesquisador no estudo.

Rã da espécie XYZ, que ficou congelada por 40 anos (Foto: Divulgação/Bob Beale/Projeto Lazarus)

'Rheobatrachus silus', rã que ficou congelada por 40 anos (Foto: Divulgação/Bob Beale/Projeto Lazarus)

Imagem de arquivo mostra a rã 'dando a luz' a filhote pela boca (Foto: Divulgação/Universidade de Adelaide)

Imagem de arquivo mostra a rã 'dando a luz' a filhote pela boca (Foto: Divulgação/Universidade de Adelaide)

Fonte: Globo Natureza


12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Sem interesse de zoológicos, animais vivem em centro de triagem em RO

Rejeitada por zoológicos, onça parda está no centro há oito meses.
Pelo menos 30 animais aguardam para serem adotados, em Porto Velho.

Com aproximadamente 10 meses de idade, a onça parda Dodge, encontrada em julho do ano passado por um sitiante em São Miguel do Guaporé (RO), a 540 quilômetros de Porto Velho, continua no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Porto Velho, onde aguarda o interesse de zoológicos do país. Assim como Dodge, aproximadamente 30 animais, entre diversas espécies de macacos e aves, também aguardam para serem tranferidos a instituições competentes credenciadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

Dodge está com cerca de nove meses (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Dodge está com cerca de nove meses (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Arara faz parte dos animais aptos para serem doados a zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Arara faz parte dos animais aptos para serem doados a zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Após chegar ao centro de triagem,  a onça parda passou por um processo de enriquecimento ambiental para que começasse a desenvolver os seus instintos. Aos seis meses Dodge foi desmamado e passou a se alimentar exclusivamente de carne, sendo considerado apto para ser doado para instituições autorizadas.

A equipe do Cetas chegou a entrar em contato com zoológicos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, entre outros, mas não houve interesse. De acordo com o veterinário Gilson Rios, possivelmente por já possuírem um animal da mesma espécie.

O Cetas também abriga um tucano e outras 13 aves, entre papagaios e uma arara. “Muitos chegam aqui machucados. Nós fazemos o tratamento, recuperamos e reabilitamos para que ele possa ser solto na natureza”, diz Rios. O veterinário salienta que parte dos animais que chegam ao centro de triagem não pode ser devolvida a natureza devido ao contato com seres humanos, que faz com que acabem perdendo o instinto, podendo não se readaptarem ao seu habitat.

Papagaio e outras espécies de aves fazem parte da lista de animais aptos para doação à zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Papagaio e outras espécies de aves fazem parte da lista de animais aptos para doação à zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Sem interesse de zoológicos, os animais continuam no local até que o Ibama determine um destino para eles. No caso de Dodge, Gilson explica que a estrutura em que ele vive não é a ideal, mas foi projetada para suportar animais de grande porte. “O ideal seria um espaço maior, onde ele pudesse conviver com outros animais”, explica Rios.

Entre os 13 macacos aptos para doação para zoológicos estão sete da espécie prego, três barrigudos, dois macacos da noite e um macaco-aranha. Alguns já estão no local há pelo menos três anos e devem permanecer até que o Ibama encontre um lar para serem destinados.

O Cetas foi construído pela concessionária Santo Antônio Energia e deverá ser entregue ao Ibama. Ainda não há data definida para essa transferência. Por enquanto, o Centro de Triagens é mantido pela concessionária.

Diversas espécies de macacos aguardam o interesse de zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Diversas espécies de macacos aguardam o interesse de zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Fonte: Globo Natureza


12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Câmeras filmam desenvolvimento e reprodução de papagaio ameaçado

Papagaio-de-cara-roxa é observado por biólogos do projeto de conservação da espécie

Papagaio-de-cara-roxa é observado por biólogos do projeto de conservação da espécie. Foto: Divulgação

Conservacionistas instalaram câmeras em ninho de espécie ameaçada de papagaio para promover e investigar de perto a reprodução e o desenvolvimento dos indivíduos em ambiente natural.

O papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) é uma espécie da mata atlântica com 7.000 indivíduos e ameaçada de extinção que só ocorre no litoral sul de São Paulo, litoral do Paraná e litoral norte de Santa Catarina, principalmente em ilhas.

Devido à degradação ambiental, restaram na região poucas árvores velhas o suficiente para ter ocos naturais que possam hospedar uma ninhada do papagaio.

Após monitorar ninhos naturais desde 1998, a equipe do Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa, financiado pela ONG curitibana SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental) instala ninhos artificiais feitos de madeira ou PVC para facilitar o monitoramento e a reprodução da espécie e suprir a falta de ocos. Hoje já são 100 ninhos artificiais e cerca de 83 estão ocupados. “O ninho é um fator determinante para a espécie se manter”, disse Elenise Sipiski, coordenadora do projeto.

Sipiski diz que eles dificilmente são saqueados por traficantes de animais silvestres, já que ficam em locais de difícil acesso e têm apoio local.

FILMAGENS

Por meio de pequenas câmeras, similares às de segurança que ficam em portarias de prédios, a equipe filma o interior e exterior de um dos ninhos 24 horas por dia no período reprodutivo do papagaio-de-cara-roxa.

Os vídeos são gravados direto em um HD de computador em um laboratório improvisado abaixo do ninho na floresta da Ilha Rasa, litoral do Paraná.

Em setembro, macho e fêmea fazem a corte; de outubro a dezembro são postos de 2 a 3 ovos que levam 30 dias para eclodir. Da postura até o primeiro voo são 3 meses.

Os vídeos já puderam constatar que, após a postura, os adultos se revezam no cuidado da prole e na obtenção de alimento. “No começo um dos pais fica no ninho direto e o outro traz alimento. Depois ambos revezam.”

Análises genéticas da população bem como identificação laboratorial de macho e fêmea estão sendo feitas conduzidas.

A equipe emprega alguns moradores locais e também realiza atividades de educação ambiental no Município de Guaraqueçaba (PR).

Click e veja o vídeo: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1230252-cameras-filmam-desenvolvimento-e-reproducao-de-papagaio-ameacado.shtml

 

Fonte: Folha.com


12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Pesquisadores criam banco de dados sobre corujas do mundo todo

David Johnson, diretor do Projeto Global das Corujas, está trabalhando com pesquisadores de 65 países para compilar um vasto banco de dados sobre as corujas. O banco contém informações sobre as descrições, a história natural, a genética, as vocalizações, as estimativas populacionais, os mitos e as lendas desses animais.

Os ocidentais adoram as corujas, segundo Johnson, numa tradição que remonta pelo menos à Grécia antiga e à associação das corujas com a deusa da sabedoria, Atenas. Em alguns países, porém, as corujas são vistas como aves de mau agouro, um prenúncio da morte –talvez, propôs Johnson, por causa do hábito de fazer ninhos em cemitérios, onde as árvores crescem desimpedidas, com cavidades confortavelmente grandes.

Jovem coruja-das-torres alimenta irmãos famintos; cientistas estão tentando decifrar os chamados, garganteios e pios da coruja-das-torres

Jovem coruja-das-torres alimenta irmãos famintos; cientistas estão tentando decifrar os chamados, garganteios e pios da coruja-das-torres. Imagem: Amir Ezer

No imaginário ocidental, a coruja, capaz de girar sua cabeça em 270°, certamente compete com o pinguim pelo título de ave preferida. “Todo mundo adora as corujas”, disse o paleobiólogo David Bohaska, do Museu Natural de Ciências Naturais do Smithsonian, em Washington.

Mas, a despeito da aparente familiaridade, só recentemente os cientistas começaram a compreender detalhes dessas aves.

Descobriram, por exemplo, que corujas-das-torres jovens podem ser generosas, doando regularmente porções da sua comida para irmãos menores e mais famintos –uma demonstração de altruísmo que se supõe rara entre animais.

Os cientistas também descobriram que as corujas-das-torres expressam necessidades e desejos por meio de sons complexos e regrados –garganteios, gritos e pios–, numa língua que os pesquisadores agora buscam decifrar.

“Elas conversam a noite toda e fazem um barulhão”, disse Alexandre Roulin, da Universidade de Lausanne, na Suíça, que recentemente descreveu o altruísmo da coruja-das-torres na revista “Animal Behaviour”, com sua colega Charlene Ruppli e com Arnaud da Silva, da Universidade de Borgonha, na França.

Outros pesquisadores estão monitorando as vidas de corujas mais raras e de proporções mais descomunais, como o ameaçado bufo-de-Blakiston (Bubo blakistoni), da Eurásia. Com quase um metro de altura, até cinco quilos e dois metros de envergadura, essa é a maior coruja do mundo, segundo Jonathan Slaght, do programa para a Rússia da ONG Wildlife Conservation Society. Ela poderia facilmente passar por um urso ou uma árvore. Esse poderoso predador é capaz de puxar de um rio um salmão adulto com duas ou três vezes o seu próprio peso.

A ferocidade é essencial para uma ave que está presente até no Círculo Ártico e que é capaz de procriar e se alimentar no auge do inverno. Sergei Surmach, colega de Slaght, gravou em vídeo uma fêmea sentada sobre seu ninho durante uma nevasca. “Ao final, só dava para ver a cauda dela para fora do ninho”, disse Slaght.

Engenheiros estudam corujas para aperfeiçoar modelos de asas de aviões. Muitas espécies de corujas são conhecidas por voarem silenciosamente, sem o ruflar das asas que poderia alertar a presa sobre a sua aproximação.

A maior parte da asa das corujas é ampla e curva, com uma plumagem aveludada que ajuda a absorver o som. Além do mais, as penas na borda da asa são serrilhadas, o que interrompe e atenua a turbulência do ar.

Numa reunião da Sociedade Americana de Física, em 2012, pesquisadores da Universidade de Cambridge propuseram que perfurações bem posicionadas nas asas de um avião poderiam ter um efeito semelhante para aplacar turbulências, levando a voos mais silenciosos e com menos gasto de combustível.

As corujas datam de 60 milhões de anos atrás, ou mais, e são encontradas em praticamente todo tipo de habitat. Há 229 espécies conhecidas, e a lista não para de crescer: em meados do ano passado, duas novas espécies de coruja-gavião foram descobertas nas Filipinas, e, em fevereiro, pesquisadores descreveram uma nova espécie na ilha de Lombok, na Indonésia.

Algumas espécies de corujas possuem alguns dos melhores sistemas auditivos conhecidos. Tim Birkhead, professor da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, observa que a cóclea da coruja é “enorme” e densamente equipada com cílios sensoriais.

Há a “cara amassada” das corujas, também chamada de disco facial –que pode ter a forma de torta em algumas espécies ou de uma máscara de coração no caso da coruja-das-torres. O disco facial funciona como uma espécie de antena parabólica, que capta ondas sonoras e as direciona, graças a penas especiais.

As aves são as donas da noite e caçam incansavelmente.

Estima-se que um bando com dez famílias de corujas vivendo em um celeiro da Flórida elimine cerca de 25 mil roedores por ano dos canaviais adjacentes.

Jonathan Slaght, da ONG ambiental WCS, com um bufo-de-Blakiston, a maior coruja do mundo

Jonathan Slaght, da ONG ambiental WCS, com um bufo-de-Blakiston, a maior coruja do mundo. Imagem: S. Avdeyuk/Amur-Ussuri Centre for Avian Biodiversity

Fonte: Folha.com


17 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

Porco-espinho pode inspirar nova geração de agulhas

Segundo engenheiro americano, farpas microscópicas presentes nos espinhos de alguns animais tornam a penetração na pele muito mais fácil

“A evolução é a melhor solucionadora de problemas que existe.” O lema de Jeffrey Karp, engenheiro biomédico da Escola de Medicina de Harvard e do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, é a própria definição de seu trabalho. Um exemplo disso é seu mais novo estudo, que acaba de ser publicado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Com o objetivo de desenvolver dispositivos médicos mais eficientes, como agulhas, ele e sua equipe passaram a estudar as propriedades do porco-espinho americano (Erethizon dorsatum).

Tal roedor é protegido por cerca de 30.000 espinhos. Diferentemente das espécies de porco-espinho de outras regiões do globo, como na África, os animais encontrados nos Estados Unidos têm seus espinhos revestidos por farpas microscópicas. Esse pequeno detalhe é um pesadelo para quem esbarra com os animais. Essas farpas, espécie de lâminas com o gume apontado no sentido oposto ao da agulha, tornam a penetração do espinho mais fácil e sua remoção, mais difícil.

Em testes em peles de porco, os pesquisadores descobriram que os espinhos revestidos com as farpas precisavam de apenas metade da força para penetrar no tecido — a comparação foi realizada com espinhos do mesmo animal, só que com as farpas retiradas. Na hora de remover os espinhos, por outro lado, foi preciso quatro vezes mais força, porque as farpas se enganchavam no tecido.

“Este é o único sistema com essa dupla funcionalidade, no qual um único elemento — as farpas — reduz ao mesmo tempo a força de penetração e aumenta a força necessária de remoção”, disse Jeffrey Karp à revista Nature.

Em entrevista ao site de VEJA, Karp explica uma das possíveis aplicações que o experimento pode trazer no futuro. “Quando se aplica uma injeção, é preciso colocar pressão na agulha para que ela penetre no tecido. Se a pressão necessária para esse processo é reduzida, também se reduz o risco de danos causados pelo excesso de força”, diz. “É uma oportunidade interessante para tentarmos criar uma alternativa sintética.”

porco-espinho pesquisa farpas

Os espinhos do Erethizon dorsatum são muito mais fáceis de penetrar nos tecidos e exigem mais força para serem removidos (JEFFREY KARP, HARVARD MEDICAL SCHOOL)

JEFFREY KARP, HARVARD MEDICAL SCHOOL

Visão microscópica dos espinhos revela em detalhes as pequenas farpas

Fonte: Veja Ciência


17 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

Mata tropical tem 18 mil espécies de artrópodes por hectare

Um esforço sem precedentes, reunindo mais de uma centena de cientistas, esquadrinhou uma floresta tropical do Panamá de alto a baixo na tentativa de responder uma pergunta aparentemente simples: quantas espécies de artrópodes (o grupo dos insetos e aranhas, entre outros bichos) existem ali?

O resultado -nada menos que 18 mil tipos de artrópodes em apenas meio hectare de mata- é a estimativa mais precisa já obtida a respeito da diversidade desses seres, que correspondem a mais de 80% dos animais da Terra.

“Até onde sabemos, conseguimos amostrar todos os habitats, do solo da floresta ao alto das árvores, e todos os principais grupos de artrópodes”, diz o brasileiro Sérvio Pontes Ribeiro, da Universidade Federal de Ouro Preto, coautor do estudo na edição de hoje da revista “Science”.

Ribeiro é especialista na diversidade de bichos no chamado dossel superior, a área mais alta da floresta.

Paradoxalmente, diz ele, o ambiente nessa região lembra o do cerrado: muita luz solar, pouca umidade e nutrientes mais escassos.

As condições especiais favoreceram a evolução de insetos que põem seus ovos dentro das folhas e formam uma espécie de tumor vegetal nelas -um abrigo mais úmido e nutritivo para elas.

Mapeando esse e outros ambientes com vários tipos de armadilhas e redes, os cientistas estimam que, em toda a floresta de San Lorenzo, com seus 6.000 hectares, há cerca de 25 mil espécies.

Curiosamente, um único hectare é suficiente para abrigar dois terços desse total.

“Essa é a grande mudança trazida pelo nosso estudo”, afirma Ribeiro.

“Achava-se que a maioria das espécies de artrópodes existia em espaços muito pequenos. O que nós estamos vendo é que elas ocorrem em áreas amplas e provavelmente precisam de territórios grandes.”

A equipe está replicando a metodologia em outros lugares, como a Austrália e Vanuatu, na Polinésia.

Com mais dados, a expectativa é que seja possível ter uma ideia mais clara sobre outro número misterioso: quantas espécies, no total, existem na Terra toda.

Cientistas em guindaste recolhem amostras de insetos no alto das arvores em floresta do Panama

Cientistas em guindaste recolhem amostras de insetos no alto das arvores em floresta do Panama. Foto:Divulgação

Fonte: Folha.com


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23 de março de 2015 | nenhum comentário »

Dar migalhas de pão a patos pode prejudicar ecossistemas, dizem especialistas

Prática não só prejudica saúde do animal como coloca em risco habitat natural das aves; ambientalistas dão dicas sobre como evitar danos.

 

Jogar migalhas de pão prejudica a saúde do animal e interfere no ecossistema dos rios (Foto: ThinkStock/ BBC)

Jogar migalhas de pão prejudica a saúde do animal e interfere no ecossistema dos rios (Foto: ThinkStock/ BBC)

A prática pode parecer inofensiva, mas alimentar patos com migalhas de pão não só prejudica a saúde do animal, como também pode colocar em risco todo o ecossistema onde eles vivem, segundo estudiosos.

Atirar migalhas de pão em uma lagoa ou em um rio é um ritual tão antigo que remonta ao século 19.

Porém, de acordo com pesquisadores, uma dieta rica em pão ? especialmente se este for feito de farinha branca (como o pão francês) ? pode deixar as aves doentes e, em alguns casos, deformá-las.

Agora, ambientalistas estão alertando sobre os perigos da prática. Segundo eles, o alimento pode estimular a proliferação de bactérias e algas nos rios – que por sua vez, podem envenenar outras espécies e também atrair animais invasores.

O pão facilita a formação das chamadas algas de superfície. Esses organismos produzem nitratos e fosfatos, liberando toxinas que prejudicam os peixes e exalam mau cheiro. As algas também impedem que a luz do sol chegue a plantas subaquáticas.

Além disso, o pão comido pelas aves faz com que elas produzam mais fezes, potencializando esses mesmos efeitos.

Cuidados
Os nutrientes do pão também estimulam a proliferação de outro tipo de alga, a alga filamentosa, que cresce de baixo para cima em correntes ou fios, desacelerando o curso dos rios e prejudicando ainda mais o meio ambiente.

“É claro que o pão não é a única coisa que causa problema”, diz Richard Bennett, diretor de meio ambiente da entidade de proteção britânica Canal and River Trust. “Isso não seria um problema se alguém alimentasse os patos em um córrego, mas as pessoas costumam recorrer à prática em vilarejos e cidades”.

O pão em decomposição produz bactérias e atrai animais invasores, como ratos, cuja urina transmite leptospirose, doença que pode ser fatal em humanos. Molhada, a massa do pão também pode se tornar um ambiente propício para a proliferação do fungo aspergillus, que invade o pulmão dos patos, causando sua morte.

Mas ninguém parece estar propenso a desistir de uma prática tão popular, especialmente entre as crianças.

Para impedir o acúmulo de pão em uma determinada área ou trecho de água, Bennett recomenda que as pessoas joguem o alimento em um determinado local e depois caminhem 50 metros para atirá-lo novamente.

Segundo ele, a ação possibilita que mais de uma família de patos seja alimentada e reduz concentrações desnecessárias de algas, bactérias e fezes.

“Alimentar os pássaros é algo que as pessoas têm feito por gerações e definitivamente não queremos desencorajá-las”, diz Bennett. “Mas temos de refletir sobre como fazemos isso.”

Fonte: Globo Natureza

 


26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Entre os lêmures, cheiro da mãe pode indicar qual é o sexo do feto

Pesquisa descobriu que as lêmures à espera de machos exalam cheiro mais suave do que aquelas prenhas de fêmeas

Enquanto os humanos são reféns da ultrassonografia para saber o sexo do bebê ainda no útero, as lêmures prenhas possuem um método mais simples. Cientistas da Universidade Duke, nos Estados Unidos, descobriram que lêmures à espera de um macho têm um odor diferente das que estão prenhas de uma fêmea. A descoberta foi publicada na terça-feira no periódicoBiology Letter.

Esta é a primeira evidência, entre todas as espécies, de que as fêmeas exalam um cheiro diferente dependendo do sexo da prole. Para o estudo, os cientistas coletaram secreções genitais de doze lêmures prenhas antes da gestação e durante ela. Os animais eram da espécie ringtailed, que produz um odor específico para transmitir informações sobre gênero e fertilidade, por exemplo.

Ao analisarem as substâncias responsáveis pelos odores das secreções recolhidas, os estudiosos descobriram que centenas de ingredientes fazem o cheiro da fêmea mudar quando está prenha. O número de componentes do odor diminuiu quando as fêmeas estavam prenhas, e a redução foi mais pronunciada naquelas que esperavam machos, de forma que o cheiro se tornava mais suave.

“Os níveis hormonais mudam dramaticamente durante a gestação. Filhotes machos e fêmeas afetam os hormônios das lêmures de formas diferentes”, diz Christine Drea, professora na Universidade Duke.

lêmure

Esta é a primeira evidência, entre todas as espécies, de que fêmeas exalam um cheiro diferente dependendo do sexo da prole (Bellarmin Ramahefasoa/VEJA).

Fonte: Veja Ciência


20 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Manchas de pele de cobra inspiram cientistas na criação de materiais

Estudo desvendou estruturas por trás da camuflagem da víbora-do-gabão.
Tom ‘ultra-preto’ pode ser usado na absorção de luz do sol.

Víbora do Gabão se camufla muito bem no solo (Foto: Guido Westhoff/Divulgação)

Víbora-do-gabão se camufla muito bem no solo (Foto: Guido Westhoff/Divulgação)

Cientistas identificaram nanoestruturas nas manchas ultra-pretas da pele de uma cobra africana, as quais poderiam inspirar a criação de um material avançado capaz de absorver a luz, anunciaram nesta quinta-feira (16).

A víbora-do-gabão, uma das maiores da África e mestre da camuflagem, tem manchas negras de padrão geométrico na pele que são profundas, de um preto aveludado que reflete muito pouca luz.

Entrelaçadas a outras manchas muito reflexivas nas cores branca e marrom, o padrão cria um alto contraste que torna difícil identificar a cobra rastejando no solo multicolorido da floresta tropical.

Uma equipe de cientistas alemãs se lançou a desvendar o segredo por trás da escuridão profunda das manchas negras e descobriu que a escala da superfície era feita de microestruturas folhosas e apinhadas, recobertas com sulcos nanométricos — um nanômetro equivale a um bilionésimo de metro.

Em artigo publicado na revista “Scientific Reports”, do grupo “Nature”, a equipe especulou que as micro e nanoestruturas, que se projetam em ângulos sutilmente diferentes, dissipam e prendem a luz que entra.

“A estrutura com o efeito de um negro aveludado também poderia, potencialmente, ser transferida para outros materiais”, escreveram os cientistas.

A busca por um material artificial de alta absorção e baixa reflexão é cobiçada pela ciência por seu uso potencial em sistemas ópticos especializados ou captura do calor solar, por exemplo.

Algumas superfícies ultra-negras já são mais escuras do que as manchas da cobra, disse à AFP a co-autora Marlene Spinner, do Instituto de Zoologia da Universidade de Bonn.

Mas ao introduzir a nanotecnologia encontrada na pele da cobra poderia potencialmente aumentar ainda mais sua absorção da luz.

“A micro-ornamentação das escalas de preto aveludado da cobra é um exemplo mais avançado de que a mesma lei física se aplica à natureza e à tecnologia e conduz consequentemente a construções similares”, escreveu a equipe.

 

Fonte: Globo Natureza


20 de março de 2013 | nenhum comentário »

Filhote de condor é cuidado por ‘boneco’ para ser solto na natureza

Fantoche trata o animal para que não haja interferência direta de humanos.
Wesa tem só 2 semanas e uma fome voraz: come até 15 roedores por dia.

Um filhote de condor com apenas duas semanas de vida foi o primeiro do ano a nascer no Zoológico e Safári de San Diego, no estado americano da Califórnia. Chamado de Wesa, o animal veio ao mundo no dia 24 de fevereiro.

Na foto acima, o pequeno condor aparece ao lado de um fantoche que imita um espécime adulto. O boneco em forma de luva serve como preparação para o filhote ser liberado ao ambiente selvagem no futuro.

Dessa maneira, o animalzinho não recebe interferência direta dos funcionários do zoológico, já que é a “falsa mãe” que cuida dele. E, uma vez na floresta, essa ave de rapina não vai depender dos humanos para se alimentar. Wesa tem boa saúde e um apetite voraz: chega a comer até 15 roedores por dia.

Segundo o cuidador Ron Webb, o zoológico inaugurou seu programa para recuperação de condores em 1980, quando havia apenas 22 bichos da espécie restantes no mundo. Desde então, o parque já chocou 173 ovos e soltou 80 animais na natureza.

Atualmente, existem mais de 400 condores no planeta, metade dos quais voa livre em estados como Baixa Califórnia, no México, Califórnia e Arizona, nos EUA.

Filhote de condor Wesa é o 1º do ano a nascer em zoológico de San Diego (Foto: San Diego Zoo/Ken Bohn/AFP)

Filhote de condor Wesa é o 1º do ano a nascer em zoo de San Diego (Foto: San Diego Zoo/Ken Bohn/AFP)

Fonte: Globo Natureza


20 de março de 2013 | nenhum comentário »

Pesquisadores esperam ‘reviver’ rã extinta há 30 anos com clonagem

Animal engolia ovos e incubava filhotes no estômago, diz estudo.
Cientistas conseguiram reativar núcleo de células ‘mortas’ de rã extinta.

Cientistas do Projeto Lazarus estão trabalhando para “reviver” uma espécie de rã australiana, extinta há cerca de 30 anos, utilizando técnicas de clonagem. Eles conseguiram implantar de forma bem-sucedida núcleos retirados de células “mortas” do animal, que estavam congeladas há anos, em células de um anfíbio de outra espécie aparentada.

A rã extinta, da espécie Rheobatrachus silus, era conhecida por sua forma bizarra de cuidar dos filhotes: ela engolia os ovos, incubava os filhotes no estômago e depois “dava a luz” a eles pela boca, segundo os cientistas.

O animal foi considerado extinto em 1983. Os pesquisadores preservaram exemplares da rã congelados e conseguiram, com repetidos experimentos, transferir núcleos de células somáticas (já especializadas em algum tecido, como a pele) para células embrionárias de outra espécie de anfíbio: a Mixophyes fasciolatus, uma “parente distante”, segundo os cientistas.

Divisão celular
Ao substituir o núcleo ativo das células da Mixophyes fasciolatus pelo núcleo “morto” da rã extinta, os cientistas conseguiram que ocorresse espontaneamente a divisão celular e que novas células surgissem. Os embriões, no entanto, morreram após alguns dias.

Apesar disso, testes genéticos confirmaram que as novas células obtidas continham material genético da rã extinta. “Nós estamos observando um ‘ressuscitar dos mortos’, passo a passo”, disse o professor Mike Archer, da Universidade de New South Wales, em Sydney, na Austrália.

“Nós reativamos células mortas usando células vivas e ‘revivemos’ o genoma da rã extinta no processo. Agora nós temos células preservadas criogenicamente do animal extinto, para usar em futuros experimentos de clonagem”, disse Archer.

“Estamos confiantes que os obstáculos agora são tecnológicos e não biológicos, e que vamos ser bem-sucedidos”, analisou o pesquisador no estudo.

Rã da espécie XYZ, que ficou congelada por 40 anos (Foto: Divulgação/Bob Beale/Projeto Lazarus)

'Rheobatrachus silus', rã que ficou congelada por 40 anos (Foto: Divulgação/Bob Beale/Projeto Lazarus)

Imagem de arquivo mostra a rã 'dando a luz' a filhote pela boca (Foto: Divulgação/Universidade de Adelaide)

Imagem de arquivo mostra a rã 'dando a luz' a filhote pela boca (Foto: Divulgação/Universidade de Adelaide)

Fonte: Globo Natureza


12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Sem interesse de zoológicos, animais vivem em centro de triagem em RO

Rejeitada por zoológicos, onça parda está no centro há oito meses.
Pelo menos 30 animais aguardam para serem adotados, em Porto Velho.

Com aproximadamente 10 meses de idade, a onça parda Dodge, encontrada em julho do ano passado por um sitiante em São Miguel do Guaporé (RO), a 540 quilômetros de Porto Velho, continua no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Porto Velho, onde aguarda o interesse de zoológicos do país. Assim como Dodge, aproximadamente 30 animais, entre diversas espécies de macacos e aves, também aguardam para serem tranferidos a instituições competentes credenciadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

Dodge está com cerca de nove meses (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Dodge está com cerca de nove meses (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Arara faz parte dos animais aptos para serem doados a zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Arara faz parte dos animais aptos para serem doados a zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Após chegar ao centro de triagem,  a onça parda passou por um processo de enriquecimento ambiental para que começasse a desenvolver os seus instintos. Aos seis meses Dodge foi desmamado e passou a se alimentar exclusivamente de carne, sendo considerado apto para ser doado para instituições autorizadas.

A equipe do Cetas chegou a entrar em contato com zoológicos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, entre outros, mas não houve interesse. De acordo com o veterinário Gilson Rios, possivelmente por já possuírem um animal da mesma espécie.

O Cetas também abriga um tucano e outras 13 aves, entre papagaios e uma arara. “Muitos chegam aqui machucados. Nós fazemos o tratamento, recuperamos e reabilitamos para que ele possa ser solto na natureza”, diz Rios. O veterinário salienta que parte dos animais que chegam ao centro de triagem não pode ser devolvida a natureza devido ao contato com seres humanos, que faz com que acabem perdendo o instinto, podendo não se readaptarem ao seu habitat.

Papagaio e outras espécies de aves fazem parte da lista de animais aptos para doação à zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Papagaio e outras espécies de aves fazem parte da lista de animais aptos para doação à zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Sem interesse de zoológicos, os animais continuam no local até que o Ibama determine um destino para eles. No caso de Dodge, Gilson explica que a estrutura em que ele vive não é a ideal, mas foi projetada para suportar animais de grande porte. “O ideal seria um espaço maior, onde ele pudesse conviver com outros animais”, explica Rios.

Entre os 13 macacos aptos para doação para zoológicos estão sete da espécie prego, três barrigudos, dois macacos da noite e um macaco-aranha. Alguns já estão no local há pelo menos três anos e devem permanecer até que o Ibama encontre um lar para serem destinados.

O Cetas foi construído pela concessionária Santo Antônio Energia e deverá ser entregue ao Ibama. Ainda não há data definida para essa transferência. Por enquanto, o Centro de Triagens é mantido pela concessionária.

Diversas espécies de macacos aguardam o interesse de zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Diversas espécies de macacos aguardam o interesse de zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Fonte: Globo Natureza


12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Câmeras filmam desenvolvimento e reprodução de papagaio ameaçado

Papagaio-de-cara-roxa é observado por biólogos do projeto de conservação da espécie

Papagaio-de-cara-roxa é observado por biólogos do projeto de conservação da espécie. Foto: Divulgação

Conservacionistas instalaram câmeras em ninho de espécie ameaçada de papagaio para promover e investigar de perto a reprodução e o desenvolvimento dos indivíduos em ambiente natural.

O papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) é uma espécie da mata atlântica com 7.000 indivíduos e ameaçada de extinção que só ocorre no litoral sul de São Paulo, litoral do Paraná e litoral norte de Santa Catarina, principalmente em ilhas.

Devido à degradação ambiental, restaram na região poucas árvores velhas o suficiente para ter ocos naturais que possam hospedar uma ninhada do papagaio.

Após monitorar ninhos naturais desde 1998, a equipe do Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa, financiado pela ONG curitibana SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental) instala ninhos artificiais feitos de madeira ou PVC para facilitar o monitoramento e a reprodução da espécie e suprir a falta de ocos. Hoje já são 100 ninhos artificiais e cerca de 83 estão ocupados. “O ninho é um fator determinante para a espécie se manter”, disse Elenise Sipiski, coordenadora do projeto.

Sipiski diz que eles dificilmente são saqueados por traficantes de animais silvestres, já que ficam em locais de difícil acesso e têm apoio local.

FILMAGENS

Por meio de pequenas câmeras, similares às de segurança que ficam em portarias de prédios, a equipe filma o interior e exterior de um dos ninhos 24 horas por dia no período reprodutivo do papagaio-de-cara-roxa.

Os vídeos são gravados direto em um HD de computador em um laboratório improvisado abaixo do ninho na floresta da Ilha Rasa, litoral do Paraná.

Em setembro, macho e fêmea fazem a corte; de outubro a dezembro são postos de 2 a 3 ovos que levam 30 dias para eclodir. Da postura até o primeiro voo são 3 meses.

Os vídeos já puderam constatar que, após a postura, os adultos se revezam no cuidado da prole e na obtenção de alimento. “No começo um dos pais fica no ninho direto e o outro traz alimento. Depois ambos revezam.”

Análises genéticas da população bem como identificação laboratorial de macho e fêmea estão sendo feitas conduzidas.

A equipe emprega alguns moradores locais e também realiza atividades de educação ambiental no Município de Guaraqueçaba (PR).

Click e veja o vídeo: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1230252-cameras-filmam-desenvolvimento-e-reproducao-de-papagaio-ameacado.shtml

 

Fonte: Folha.com


12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Pesquisadores criam banco de dados sobre corujas do mundo todo

David Johnson, diretor do Projeto Global das Corujas, está trabalhando com pesquisadores de 65 países para compilar um vasto banco de dados sobre as corujas. O banco contém informações sobre as descrições, a história natural, a genética, as vocalizações, as estimativas populacionais, os mitos e as lendas desses animais.

Os ocidentais adoram as corujas, segundo Johnson, numa tradição que remonta pelo menos à Grécia antiga e à associação das corujas com a deusa da sabedoria, Atenas. Em alguns países, porém, as corujas são vistas como aves de mau agouro, um prenúncio da morte –talvez, propôs Johnson, por causa do hábito de fazer ninhos em cemitérios, onde as árvores crescem desimpedidas, com cavidades confortavelmente grandes.

Jovem coruja-das-torres alimenta irmãos famintos; cientistas estão tentando decifrar os chamados, garganteios e pios da coruja-das-torres

Jovem coruja-das-torres alimenta irmãos famintos; cientistas estão tentando decifrar os chamados, garganteios e pios da coruja-das-torres. Imagem: Amir Ezer

No imaginário ocidental, a coruja, capaz de girar sua cabeça em 270°, certamente compete com o pinguim pelo título de ave preferida. “Todo mundo adora as corujas”, disse o paleobiólogo David Bohaska, do Museu Natural de Ciências Naturais do Smithsonian, em Washington.

Mas, a despeito da aparente familiaridade, só recentemente os cientistas começaram a compreender detalhes dessas aves.

Descobriram, por exemplo, que corujas-das-torres jovens podem ser generosas, doando regularmente porções da sua comida para irmãos menores e mais famintos –uma demonstração de altruísmo que se supõe rara entre animais.

Os cientistas também descobriram que as corujas-das-torres expressam necessidades e desejos por meio de sons complexos e regrados –garganteios, gritos e pios–, numa língua que os pesquisadores agora buscam decifrar.

“Elas conversam a noite toda e fazem um barulhão”, disse Alexandre Roulin, da Universidade de Lausanne, na Suíça, que recentemente descreveu o altruísmo da coruja-das-torres na revista “Animal Behaviour”, com sua colega Charlene Ruppli e com Arnaud da Silva, da Universidade de Borgonha, na França.

Outros pesquisadores estão monitorando as vidas de corujas mais raras e de proporções mais descomunais, como o ameaçado bufo-de-Blakiston (Bubo blakistoni), da Eurásia. Com quase um metro de altura, até cinco quilos e dois metros de envergadura, essa é a maior coruja do mundo, segundo Jonathan Slaght, do programa para a Rússia da ONG Wildlife Conservation Society. Ela poderia facilmente passar por um urso ou uma árvore. Esse poderoso predador é capaz de puxar de um rio um salmão adulto com duas ou três vezes o seu próprio peso.

A ferocidade é essencial para uma ave que está presente até no Círculo Ártico e que é capaz de procriar e se alimentar no auge do inverno. Sergei Surmach, colega de Slaght, gravou em vídeo uma fêmea sentada sobre seu ninho durante uma nevasca. “Ao final, só dava para ver a cauda dela para fora do ninho”, disse Slaght.

Engenheiros estudam corujas para aperfeiçoar modelos de asas de aviões. Muitas espécies de corujas são conhecidas por voarem silenciosamente, sem o ruflar das asas que poderia alertar a presa sobre a sua aproximação.

A maior parte da asa das corujas é ampla e curva, com uma plumagem aveludada que ajuda a absorver o som. Além do mais, as penas na borda da asa são serrilhadas, o que interrompe e atenua a turbulência do ar.

Numa reunião da Sociedade Americana de Física, em 2012, pesquisadores da Universidade de Cambridge propuseram que perfurações bem posicionadas nas asas de um avião poderiam ter um efeito semelhante para aplacar turbulências, levando a voos mais silenciosos e com menos gasto de combustível.

As corujas datam de 60 milhões de anos atrás, ou mais, e são encontradas em praticamente todo tipo de habitat. Há 229 espécies conhecidas, e a lista não para de crescer: em meados do ano passado, duas novas espécies de coruja-gavião foram descobertas nas Filipinas, e, em fevereiro, pesquisadores descreveram uma nova espécie na ilha de Lombok, na Indonésia.

Algumas espécies de corujas possuem alguns dos melhores sistemas auditivos conhecidos. Tim Birkhead, professor da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, observa que a cóclea da coruja é “enorme” e densamente equipada com cílios sensoriais.

Há a “cara amassada” das corujas, também chamada de disco facial –que pode ter a forma de torta em algumas espécies ou de uma máscara de coração no caso da coruja-das-torres. O disco facial funciona como uma espécie de antena parabólica, que capta ondas sonoras e as direciona, graças a penas especiais.

As aves são as donas da noite e caçam incansavelmente.

Estima-se que um bando com dez famílias de corujas vivendo em um celeiro da Flórida elimine cerca de 25 mil roedores por ano dos canaviais adjacentes.

Jonathan Slaght, da ONG ambiental WCS, com um bufo-de-Blakiston, a maior coruja do mundo

Jonathan Slaght, da ONG ambiental WCS, com um bufo-de-Blakiston, a maior coruja do mundo. Imagem: S. Avdeyuk/Amur-Ussuri Centre for Avian Biodiversity

Fonte: Folha.com


17 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

Porco-espinho pode inspirar nova geração de agulhas

Segundo engenheiro americano, farpas microscópicas presentes nos espinhos de alguns animais tornam a penetração na pele muito mais fácil

“A evolução é a melhor solucionadora de problemas que existe.” O lema de Jeffrey Karp, engenheiro biomédico da Escola de Medicina de Harvard e do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, é a própria definição de seu trabalho. Um exemplo disso é seu mais novo estudo, que acaba de ser publicado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Com o objetivo de desenvolver dispositivos médicos mais eficientes, como agulhas, ele e sua equipe passaram a estudar as propriedades do porco-espinho americano (Erethizon dorsatum).

Tal roedor é protegido por cerca de 30.000 espinhos. Diferentemente das espécies de porco-espinho de outras regiões do globo, como na África, os animais encontrados nos Estados Unidos têm seus espinhos revestidos por farpas microscópicas. Esse pequeno detalhe é um pesadelo para quem esbarra com os animais. Essas farpas, espécie de lâminas com o gume apontado no sentido oposto ao da agulha, tornam a penetração do espinho mais fácil e sua remoção, mais difícil.

Em testes em peles de porco, os pesquisadores descobriram que os espinhos revestidos com as farpas precisavam de apenas metade da força para penetrar no tecido — a comparação foi realizada com espinhos do mesmo animal, só que com as farpas retiradas. Na hora de remover os espinhos, por outro lado, foi preciso quatro vezes mais força, porque as farpas se enganchavam no tecido.

“Este é o único sistema com essa dupla funcionalidade, no qual um único elemento — as farpas — reduz ao mesmo tempo a força de penetração e aumenta a força necessária de remoção”, disse Jeffrey Karp à revista Nature.

Em entrevista ao site de VEJA, Karp explica uma das possíveis aplicações que o experimento pode trazer no futuro. “Quando se aplica uma injeção, é preciso colocar pressão na agulha para que ela penetre no tecido. Se a pressão necessária para esse processo é reduzida, também se reduz o risco de danos causados pelo excesso de força”, diz. “É uma oportunidade interessante para tentarmos criar uma alternativa sintética.”

porco-espinho pesquisa farpas

Os espinhos do Erethizon dorsatum são muito mais fáceis de penetrar nos tecidos e exigem mais força para serem removidos (JEFFREY KARP, HARVARD MEDICAL SCHOOL)

JEFFREY KARP, HARVARD MEDICAL SCHOOL

Visão microscópica dos espinhos revela em detalhes as pequenas farpas

Fonte: Veja Ciência


17 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

Mata tropical tem 18 mil espécies de artrópodes por hectare

Um esforço sem precedentes, reunindo mais de uma centena de cientistas, esquadrinhou uma floresta tropical do Panamá de alto a baixo na tentativa de responder uma pergunta aparentemente simples: quantas espécies de artrópodes (o grupo dos insetos e aranhas, entre outros bichos) existem ali?

O resultado -nada menos que 18 mil tipos de artrópodes em apenas meio hectare de mata- é a estimativa mais precisa já obtida a respeito da diversidade desses seres, que correspondem a mais de 80% dos animais da Terra.

“Até onde sabemos, conseguimos amostrar todos os habitats, do solo da floresta ao alto das árvores, e todos os principais grupos de artrópodes”, diz o brasileiro Sérvio Pontes Ribeiro, da Universidade Federal de Ouro Preto, coautor do estudo na edição de hoje da revista “Science”.

Ribeiro é especialista na diversidade de bichos no chamado dossel superior, a área mais alta da floresta.

Paradoxalmente, diz ele, o ambiente nessa região lembra o do cerrado: muita luz solar, pouca umidade e nutrientes mais escassos.

As condições especiais favoreceram a evolução de insetos que põem seus ovos dentro das folhas e formam uma espécie de tumor vegetal nelas -um abrigo mais úmido e nutritivo para elas.

Mapeando esse e outros ambientes com vários tipos de armadilhas e redes, os cientistas estimam que, em toda a floresta de San Lorenzo, com seus 6.000 hectares, há cerca de 25 mil espécies.

Curiosamente, um único hectare é suficiente para abrigar dois terços desse total.

“Essa é a grande mudança trazida pelo nosso estudo”, afirma Ribeiro.

“Achava-se que a maioria das espécies de artrópodes existia em espaços muito pequenos. O que nós estamos vendo é que elas ocorrem em áreas amplas e provavelmente precisam de territórios grandes.”

A equipe está replicando a metodologia em outros lugares, como a Austrália e Vanuatu, na Polinésia.

Com mais dados, a expectativa é que seja possível ter uma ideia mais clara sobre outro número misterioso: quantas espécies, no total, existem na Terra toda.

Cientistas em guindaste recolhem amostras de insetos no alto das arvores em floresta do Panama

Cientistas em guindaste recolhem amostras de insetos no alto das arvores em floresta do Panama. Foto:Divulgação

Fonte: Folha.com


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