20 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Proposta de plantio de cana na Amazônia é aprovada em comissão do Senado

O Senado aprovou nesta terça-feira projeto que autoriza o plantio de cana-de-açúcar na Amazônia Legal, em áreas desmatadas. O objetivo da proposta, atacada por ambientalistas, é ampliar a produção de biocombustíveis no país –especialmente o etanol.

Além das terras desmatadas, o projeto também autoriza o plantio da cana nos biomas cerrado e campos gerais da Amazônia. Como foi aprovado em caráter terminativo pela Comissão de Meio Ambiente do Senado, segue para votação na Câmara se não houver recurso para ser votado em plenário.

Autor do projeto, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) defende o plantio na Amazônia para estimular a produção de biocombustíveis. Ele diz que decreto editado em 2009 pelo governo federal aprovou o zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar no país, mas excluiu a Amazônia –área que, segundo ele, tem o potencial para o plantio por ter terras desmatadas e biomas de cerrado e campos gerais.

“A conseqüência para essas regiões foi imediata: o produtor não pode receber crédito rural para o plantio da cana-de-açúcar, não se pode implantar usinas de produção de açúcar e etanol nessas regiões e, tão maléfico quanto essa vedação, as mencionadas regiões ficarão alijadas da possibilidade de exportar etanol”, afirmou o senador.

O projeto determina que o plantio deve observar critérios como a proteção ao meio ambiente, a conservação da biodiversidade e uso de tecnologia apropriada. O texto também fixa como regra a utilização dos recursos naturais e a ocupação prioritária de áreas degradadas ou de pastagens —mas não fixa regras para fiscalização ou punições a quem desrespeitar o projeto.
A proposta também determina que o plantio considere as normas do Código Florestal, aprovado no ano passado pelo Congresso.

A única regulamentação mencionada no projeto é para a concessão de crédito rural e agroindustrial para o cultivo da cana, o que deve ser feito após a sua aprovação.

DIVISÃO

Relator do projeto na comissão, o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) defendeu a sua aprovação por considerar que a expansão do cultivo da cana em bases “sustentáveis” vai permitir o aumento da produção de etanol. “É um importante biocombustível da matriz energética nacional e menos poluente que os combustíveis fósseis”, afirmou.

Contrário à aprovação do projeto, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) disse que a autorização do plantio da cana deveria ser mantida, já que a área foi excluída do zoneamento ecológico feito pela Embrapa.

 

Fonte: Folha.com


24 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas estudam prós e contras de invasão global de minhocas

Variedades europeias e asiáticas podem proteger solos na Amazônia, mas estão dizimando espécies nativas.

Em um estudo recente, cientistas alertam para uma “invasão global de minhocas” e dizem que espécies “alienígenas” já conquistaram quase todos os continentes.

Segundo a pesquisa, publicada pela revista “Soil Biology & Biochemistry”, espécies invasoras estão vencendo a competição com animais locais e se adaptando mais rapidamente a terrenos desmatados e cultivados, mudando a estrutura dos solos.

Os cientistas tentam entender como as minhocas estão fazendo isso e, mais importante, o impacto que têm sobre os solos e a sobrevivência de outras espécies.

“A invasão de minhocas não-nativas é um fenômeno verdadeiramente global, no qual espécies invasoras estão chegando a todos os continentes, com exceção da Antártica”, disse à BBC Bruce Snyder, da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos.

A maior parte das florestas da América do Norte, por exemplo, foi um dia desprovida de minhocas. Quando os europeus colonizaram a região, introduziram inadvertidamente espécies europeias que vinham nos navios e na terra usada para transportar plantas.

Essas novas espécies continuam “ganhando terreno” e, segundo Snyder, “estão invadindo também florestas no norte de Wisconsin, em Minnesota, Nova York e partes do Canadá”.

No ano passado, uma pesquisa publicada na revista “Human Ecology” afirmou que as minhocas invasoras podem alterar os ciclos de carbono e nitrogênio nos bosques, assim como minar espécies de plantas nativas.

Mas outro estudo, também publicado em 2011, descobriu que minhocas “alienígenas” podem ter um impacto positivo em seus novos ambientes. O levantamento analisou o papel dos animais no ciclo de carbono das florestas tropicais e concluiu que essas criaturas ajudam a manter o carbono no solo.

Competição
Além das minhocas europeias, as asiáticas estão chegando às florestas dos Estados Unidos e Canadá.

Um estudo recente diz que a espécie asiática Amynthas hilgendorfi, que está invadindo as florestas do estado do Michigan, cresce mais rapidamente no novo ambiente e aumenta a concentração de formas minerais de nitrogênio e fósforo no solo.

No entanto, isso faz com que detritos na floresta se decomponham mais lentamente.

Outras observações feitas pela equipe sugerem que a A. hilgendorfi pode deslocar as espécies nativas e se tornar a única presente, uma hipótese confirmada pelo pesquisador Bruce Snyder e seus colegas.

Snyder descobriu que as espécies invasoras e nativas competem pelo mesmo tipo de material em decomposição.

No entanto, a nativa, que fica mais restrita à superfície do solo, acaba morrendo quase três meses mais cedo que o normal, por conta da maior competição por recursos.

As invasoras, por outro lado, cavam regiões mais profundas do solo em busca de alimento.

“Esse estudo, combinado com outros, sugere que a invasão de minhocas pode mudar direta ou indiretamente a forma como o carbono é armazenado nos solos, além de danificar plantas nativas e a biodiversidade animal, e causar problemas de erosão”, explicou o pesquisador.

Adaptação
Na floresta amazônica, no entanto, a invasão da espécie Pontoscolex corethrurus está modificando o comportamento do solo em regiões desmatadas e protegendo da erosão áreas expostas.

Essa espécie pode se reproduzir rapidamente, com cada adulto produzindo cerca de 80 casulos (ou ovos) por ano, em comparação com um número bem inferior gerado pela maioria das minhocas.

De acordo com o professor Patrick Lavelle, das academias Francesa e Europeia de Ciências, “esse verme é adaptado às novas condições criadas pelo desmatamento e pelo cultivo, o que não era o caso das espécies nativas”.

Lavelle acaba de publicar um estudo sobre o impacto dessa minhoca nos solos desmatados da Amazônia.

Os pesquisadores descobriram que esses animais podem aumentar os níveis de minerais no solo e estimular o crescimento de plantas, mas há um preço a pagar.

“O problema é que as espécies nativas provavelmente não voltarão. E é sempre ruim perder espécies”, disse Lavelle à BBC.

A perda de espécies é especialmente negativa porque as minhocas “invasoras” podem estar dizimando espécies que os cientistas ainda não conseguiram identificar.

Minhocas  (Foto: BBC)

Espécies invasoras podem estar dizimando minhocas ainda nem identificadas pelos cientistas (Foto: BBC)

Fonte: Globo Natureza


3 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Desmatamento na Amazônia cai 17% entre 2011 e 2012, segundo Inpe

Devastação da floresta foi de 1.232,75 km² de janeiro a agosto deste ano.
Mato Grosso, Pará e Rondônia continuam liderando desmatamento.

O desmatamento registrado na Amazônia Legal caiu 17% entre 1º de janeiro e 15 de agosto de 2012, na comparação com o mesmo período de 2011, apontam dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

As informações foram obtidas pelo sistema de detecção do desmatamento em tempo real, o Deter, que usa imagens de satélite para visualizar a perda de vegetação na região. Comparando os dados no intervalo de tempo avaliado, a devastação passou de 1.485,66 km² de floresta no ano passado para 1.232,75 km² neste ano, recuo de 252,91 km².

Na comparação entre os três últimos meses deste ano (de 15 de maio a 15 de agosto de 2012) com o mesmo período de 2011, o recuo no desmate foi maior, de 27,8%. A devastação passou de 773,85 km², no intervalo registrado em 2011, para 558,21 km² neste ano.

Em agosto, o Inpe anunciou que publicaria informações do Deter a cada 15 dias. Os dados são considerados um levantamento rápido e não têm o nível de detalhe da pesquisa oficial prevista para o final do ano pela instituição, o Prodes (Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal).

Estados
O estado campeão no ranking da devastação continua sendo o Mato Grosso (694,69 km² de área destruída), seguido do Pará (321,58 km²) e de Rondônia (121,68 km²), segundo os dados do Deter de janeiro a agosto de 2012. No ano passado, estes mesmos estados lideraram o desmate da Amazônia Legal – o Mato Grosso perdeu 744,68 km² de floresta, o Pará perdeu 365,92 km² e Rondônia teve 230,36 km² de desmatamento.

Para o professor de política ambiental e mudança climática da Unesp (Universidade Estadual Paulista), David Montenegro Lapola, apesar de parciais, os números mostram continuação na tendência de queda no desmatamento da Amazônia, “algo que ocorre desde 2004″.

Ele aponta dois fatores para o recuo na destruição: a maior presença do poder público na Amazônia, principalmente na forma de fiscalização, e o desaquecimento da economia global, que pode ter levado a uma demanda menor por produtos da fronteira agrícola na região, que há anos têm se expandido rumo à floresta.

Para o professor, a criação de áreas de proteção ambiental e a presença maior de agentes da Polícia Federal e do Ibama na região nos últimos anos contribuíram para a diminuição do desmatamento. “Mas não podemos ignorar a questão do desaquecimento econômico internacional”, ressalta.

O pesquisador aponta que a queda na destruição da Amazônia contribui também para a redução nas emissões de gases-estufa que causam mudanças climáticas pelo planeta. Aproximadamente 75% das emissões de gases-estufa no Brasil vêm de queimadas e devastação de florestas e outros biomas, incluindo a Amazônia, afirma Lapola.

“Acho que ainda há mais o que fazer com relação à fiscalização. Se a gente pode reduzir em 80% [o desmatamento], por que não podemos reduzir em 100%?”, diz o professor, fazendo referência à meta definida por lei no Brasil pela Política Nacional de Mudanças Climáticas. Pela legislação, o país tem como meta reduzir a destruição da Amazônia em 80% até 2020.

Menor índice histórico
Em junho, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou que a Amazônia Legal teve o menor índice de desmatamento dos últimos 23 anos. Segundo Inpe, a região teve 6.418 km² de floresta desmatada entre agosto de 2010 e julho de 2011 — o equivalente a quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

Foi a menor taxa desde que o instituto começou a fazer a medição, em 1988, e houve uma redução de 8% em relação ao mesmo período em 2009 e 2010. No entanto, em dezembro do ano passado, o Inpe havia divulgado uma expectativa de desmate de 6.238 km² — alta de 3%. O número foi obtido a partir dos dados consolidados do sistema Prodes.

Vista aérea da floresta Amazônia na região dos arredores do rio Guaporé (Foto: André Edouard/Arquivo/AFP)

Vista aérea da floresta amazônica na região dos arredores do rio Guaporé (Foto: André Edouard/Arquivo/AFP)

Fonte: Globo Natureza


1 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Anfíbio com formato de cobra é descoberto no Rio Madeira, em RO

Animal raro foi encontrado por biológos em canteiro de obras de usina.
Exemplares estão no Museu Emilio Goeldi, no Pará.

Anfíbio é chamado de cobra mole (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Anfíbio é chamado de cobra mole (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

O trabalho de um grupo de biólogos no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, resultou na descoberta de um anfíbio de formato parecido com uma cobra. Atretochoana eiselti é o nome científico do animal raro descoberto emRondônia. Até então, só havia registro do anfíbio no Museu de História Natural de Viena e na Universidade de Brasília. Nenhum deles têm a descrição exata de localidade, apenas ‘América do Sul’. A descoberta ocorreu em dezembro do ano passado, mas apenas agora foi divulgada.

O biólogo Juliano Tupan, analista socioambiental da Santo Antônio Energia, concessionária da usina hidrelétrica, conta que foram encontrados seis exemplares do anfíbio, que ficou conhecido como cobra mole, durante o processo de secagem de um trecho do leito do rio. Os animais estavam no fundo do Rio Madeira entre pedras que compunham as corredeiras de Santo Antonio, no leito original do rio.

“A Amazônia é uma caixa de surpresa em se tratando de anfíbios e répteis. Ainda há muita coisa para ser descoberta”, afirma o biólogo.

Segundo Tupan, o ponto mais importante dessa descoberta é que agora se tem a noção de onde a Atretochoana eiselti pode ser encontrada. “Provavelmente em todo o Rio Madeira até a região da Bolívia”, diz.

Os primeiros exemplares do anfíbio foram encontrados pela equipe de Juliano Tupan em dezembro do ano passado. Em janeiro passado ele encontrou mais dois exemplares, mas morreram.

Juliano explica que a divulgação da descoberta foi feita somente agora porque estava em processo de validação e catalogação científica.

“Resgatar um animal tão raro como este foi uma sensação fora do comum. Procurei referências bibliográficas, entrei em contato com outros pesquisadores e vimos que se tratava de Atretochoana eiselti”, lembra Juliano Tupan.

Parente de sapos e pererecas

O formato cilíndrico do corpo do anfíbio faz logo pensar que se trata de uma cobra meio esquisita. Mas Juliano explica que a Atretochoana eiselti não tem parentesco algum com répteis. “Esse anfíbio é parente próximo de salamandras, rãs, pererecas e sapos. Apenas se parece com uma serpente, mas não é”, afirma o biólogo.

Dois exemplares da Atretochoana eiselti descobertos no Rio Madeira estão no Museu Emilio Goeldi, em Belém, PA.

Juliano conta que cerca de dois meses após a descoberta no Rio Madeira um grupo de pescadores do Pará encontrou um exemplar na foz do Rio Amazonas, na região de Belém, PA.

Atretochoana eiselti foi descoberta no Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Atretochoana eiselti foi descoberta no Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Anfíbio estav ano fundo do Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Anfíbio estava no fundo do Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Fonte: Globo Natureza


26 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Desmatamento reduz em junho, mas MT ainda lidera degradação florestal

De acordo com Imazon, estado concentra 80% da degradação florestal.
Em 11 meses foram 1.587 km2 no estado frente aos 1.974 km2 da região.

Área desmatada possuia árvores em extinção (Foto: Divulgação)

Desmatamento em junho somou 2 km2 no estado (Foto: Divulgação)

Mato Grosso perdeu dois quilômetros quadrados de Floresta Amazônica em junho e tornou-se o menor do ano, apontou o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia. O resultado verificado no mês passado superou o desempenho de janeiro, quando foram quatro quilômetros quadrados e à época era o mais baixo. Altas e baixas marcam os níveis de desmates no semestre no estado, revelou o Imazon.

Enquanto em janeiro a floresta perdeu 4 km2, em fevereiro as ocorrências tornaram-se maiores e atingiram uma área de 70 km2, fazendo a unidade federada liderar o ranking dos maiores desmatadores da Amazônia Legal. Em março, o desmatamento atingiu 32 km2, indo a outros 50 km2 em abril e 11 km2 em maio.

Apesar de comemorar reduções, Mato Grosso ainda é campeão no quesito degradação florestal. Como explica João Andrade, coordenador do Programa Governança Florestal do Instituto Centro de Vida (ICV), a degradação corresponde ao chamado pré-desmatamento e mostra que a destruição da floresta ainda continua.

“É um indicador futuro, pois é o primeiro sinal do desmatamento. Os dados se contrapõem e mostram que a ilegalidade continua”, disse ao G1 o representante. Ao avaliar a degradação florestal acumulada entre agosto de 2011 a junho de 2012 (o chamado ano do desmatamento), o Imazon constatou que na Amazônia Legal chegou a 1.974 km2. Somente em Mato Grosso foram 1.587 km2 ou pouco mais de 80% do volume total.

Mesmo com uma redução na ordem de 58% na degradação florestal, quando comparado aos 3.779 km2 registrados entre agosto de 2010 a junho de 2011, a unidade matogrossense continua liderando o ranking dos estados que mais degradaram a floresta nestes meses avaliados. O Pará, com 239 km2 degradados, apareceu na segunda posição, seguida por Rondônia com 101 km2.

Para João Andrade, do ICV, a degradação fomenta também o comércio ilegal de madeira e mantém vivos os crimes contra a floresta. No entender do representante do Instituto Centro de Vida, dois fatores estão influenciando diretamente a continuidade das ações ilegais.

“Um é a fiscalização e a outra é a responsabilização. Muitas vezes uma pessoa é autuada, mas não necessariamente paga a multa, pois pode prescrever. Ou também porque houve problemas na hora da fiscalização e acham-se brechas [jurídicas]. Se há a maior responsabilização vai se pensar duas vezes [antes de agir]“, afirma o coordenador do Programa Governança Florestal.

Desmatamento acumulado
Ao avaliar o acumulado dos chamados dez meses do calendário de desmatamento, ou seja, de agosto de 2011 a junho de 2012 o Imazon aponta o Pará (34%) como líder, seguido por Mato Grosso (32%), Rondônia (18%) e Amazonas (9%). Juntos, os quatro estados foram responsáveis por 93% do desmatamento ocorrido na Amazônia Legal nesse período.

Segundo o Imazon, houve recuo de 41% nos desmates quando comparado com o período anterior (agosto de 2010 a junho de 2011). Queda em termos relativos no Acre (-64%), Amazonas (-54%), Mato Grosso (-50%), Rondônia (48%) e Pará (20%). Contudo, avanço de 194% em Roraima e 61% no Tocantins.

Já em termos absolutos quem lidera o ranking do desmatamento no acumulado é o estado do Pará, com 309 km2, seguido por Mato Grosso (293 km2), Rondônia (167 km2), Amazonas (81 km2), Roraima (23 km2), Acre (20 km2) e Tocantins (14 km2).

 

Fonte: G1


20 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Estudo do Inpa revela causas da morte de árvores na Amazônia

Pesquisa durou um ano e analisou causas das mortes de 67 árvores.
Fatores biológicos, estresse e tempestade são os principais fatores.

Tempestade, fatores biológicos e estresse. Esses foram os principais fatores da morte de árvores durante um estudo de mestrado realizado no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) pela estudante Clarissa Gouveia pelo período de um ano.

Orientado pelo pesquisador do órgão, Niro Higuchi, o estudo foi feito em dois espaços com uma área de 20 x 2500 m cada, totalizando 5.808 árvores, sendo catalogadas 67 mortes.
Segundo o estudo, período chuvoso é o nível de mortalidade das árvores costuma ficar maior, principalmente, devido à quantidade de tempestades e raios típicos da época. “Na região atingida pelo raio, geralmente encontra-se mais de um individuo morto, representados por mais de uma espécie, além de provocar a morte parcial ou total da regeneração natural do lugar”, esclarece a mestranda.

A maioria das árvores na Floresta Amazônica possuem copas assimétricas e as tempestades são capazes de aumentar o peso da copa, provocando a queda das árvores para o seu lado mais pesado. Existem, ainda, registros de tempestades de vento que podem matar milhares de árvores em apenas poucos dias, são os chamados downburst ou roça de ventos.

Já as mortes classificadas como fatores biológicos e de estresses são relacionadas a competição e supressão entre espécies, déficit hídrico, alagamentos, e ataques patógenos. “No momento que a árvore morre, ela continua a influenciar os organismos ao seu redor, auxiliando no equilíbrio e desenvolvimento de outros organismos. E, também, cooperando na mudança de biomassa, no fornecimento de luz, nutrientes e na umidade da floresta”, explica Clarissa.

A mortalidade arbórea é um processo natural no ecossistema florestal, pois influencia na estrutura, dinâmica, estoque de carbono e reciclagem de nutrientes. Mas, quando a mortalidade é maior que a capacidade de resistência da floresta, as consequências em longo prazo podem ser preocupantes. “São observadas mudanças nas taxas de evapotranspiração, temperatura, umidade e na estrutura das espécies”, ressalta Fontes.

O pioneirismo da pesquisa foi uma contribuição essencial para a comunidade científica, auxiliando na criação de novas perspectivas. “O desejo é que o estudo seja conduzido por mais tempo e em novas áreas para que possamos verificar um possível padrão de comportamento”, almeja Fontes, ressaltando a concepção de um banco de dados maior para a determinação mais exata das variações no clima e a sua relação com a mortalidade arbórea durante determinado período.

Além das mudanças do tempo, pode-se destacar como influenciadores da mortalidade das árvores as infestações das mesmas por lianas, insetos e fungos. Durante o período da pesquisa, uma espécie foi morta pela hemi-epífita estranguladora Apuí e três outras por fungos patogênicos: duas por Ganoderma sp e uma por Auricularia delicata Fries.

“Esse tipo de estudo pode melhorar o entendimento das vulnerabilidades de nossas árvores diante de eventos catastróficos que vem ocorrendo na Amazônia, principalmente aquelas relacionadas com secas e tempestades”, concluiu a estudante.

Bacia amazônica, área de atuação do projeto (Foto: Divulgação/UEA)

Estudo do Inpa analisou morte de árvores da Floresta Amazônia (Foto: Divulgação/UEA)

Árvore na área de preservação da Ufam Manaus (Foto: Adneison Severiano G1/AM)

Árvores morrem mais na Amazônia durante o período de chuvas na região (Foto: Adneison Severiano G1/AM)

Amazônia rio com plantas (Foto: Ana Castro - produtora de reportagem (TV Globo))

Tempestades com raios e fortes ventos são um dos principais fatores para a morte de árvores na Amazônia (Foto: Ana Castro - produtora de reportagem (TV Globo))

Ministério do Meio Ambiente vai reforçar fiscalização na área de fronteira agrícola entre os estados do Amazonas e Rondônia (Foto: Divulgação/Ibama)

Infestação de insetos e fungos são outras causas de morte das árvores na Amazônia (Foto: Divulgação/Ibama)

Amazônia (Foto: Ana Castro - produtora de reportagem (TV Globo))

Mortalidade arbórea é um processo natural do ecossistema da Floresta (Foto: Ana Castro - produtora de reportagem (TV Globo))

Fonte: Globo Natureza


18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Na Amazônia, câmeras na floresta ‘flagram’ 95 animais de 16 espécies

Armadilhas fotográficas captaram movimentação durante 25 dias.
Objetivo de projeto realizado no Amazonas é monitorar onças-pintadas.

Animais de diversas espécies foram “flagrados” com a ajuda de armadilhas fotográficas dentro da reserva ambiental Amanã, uma imensa área protegida no interior da Amazônia, localizada a 650 km de Manaus e que abrange três municípios do Amazonas.

Onças-pintadas, incluindo um filhote, antas, aves, tatus e até um veado pouco estudado foram registrados por 16 câmeras que pertencem ao projeto “Iauaretê”, que significa onça-pintada em um dos dialetos indígenas falados na Amazônia.

Ao todo foram 95 registros de 16 diferentes espécies feitos em apenas 25 dias (entre março e abril deste ano). Segundo Daniel Rocha, biólogo do Instituto Mamirauá e um dos responsáveis pelos equipamentos instalados ao redor do Lago Amanã, foi uma surpresa detectar uma grande biodiversidade naquela região.

“Talvez o fato da área ser protegida confirme uma elevada riqueza de espécies, mesmo aquelas consideradas ameaçadas de extinção”, disse Rocha ao Globo Natureza.
Segundo ele, dos 14 tipos diferentes de mamíferos que apareceram no monitoramento, cinco estão sob algum grau de ameaça e um deles é tão raro, que os cientistas não têm dados suficientes para explicar seu modo de vida, caso do veado-capoeira.

Os outros animais ameaçados ou vulneráveis na natureza captados pelas câmeras do projeto foram o tatu-canastra (Priodontes maximus), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), anta (Tapirus terrestres), a queixada (Tayassu pecari ) e a onça-pintada (Panthera onca).

Objetivo é monitorar onças-pintadas na Amazônia
De acordo com Rocha, o principal objetivo do projeto “Iauaretê” é entender a dinâmica populacional das onças-pintadas na Amazônia, em áreas de terra firme. Segundo ele, ainda existem poucas informações sobre o modo de vida dessa espécie em terras amazônicas.

Porém, ameaças à sua população já são conhecidas. “Algumas delas são a redução do habitat [por desmatamento], a caça predatória, seja por retaliação à morte de gado, por medo de ataque a ribeirinhos ou para alimentação. Há ainda uma pressão sobre as espécies que fazem parte da alimentação da onça como o veado e os porcos do mato”, explica o biólogo.

O pesquisador afirma ainda que monitorar a população vai ajudar a traçar estratégias que contribuirão para reduzir pressões. A previsão é que o monitoramento das onças inicie ainda no segundo semestre.

Filhote de onça-pintada percebe a câmera no meio da floresta e coloca a pata na lente do equipamento. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Filhote de onça-pintada percebe a câmera no meio da floresta e coloca a pata na lente do equipamento. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Veado-capoeira, espécie ainda pouco pesquisada e que vive na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Veado-capoeira, espécie ainda pouco pesquisada e que vive na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Exemplar de jaguatirica passeia no meio da reserva Amanã, área protegida na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Exemplar de jaguatirica passeia no meio da reserva Amanã, área protegida na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Espécime de tamanduá-bandeira captada por câmera fotográfica implantada na floresta. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Espécime de tamanduá-bandeira captada por câmera fotográfica implantada na floresta. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Fonte: Globo Natureza


18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

MP quer impedir governo de reduzir áreas de preservação na Amazônia

Ministério Público tenta conter na Justiça redução de parques nacionais.
Governo federal alterou tamanho de 8 unidades de conservação no bioma.

O Ministério Público Federal tenta conter na Justiça o encolhimento de unidades de conservação (UCs) na Amazônia, processo que deve se acelerar com os estudos para cortar até a terça parte da área da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará.

O governo Dilma Rousseff já cortou neste ano o equivalente ao tamanho da cidade de São Paulo em oito áreas de proteção na Amazônia, criadas para barrar o avanço das motosserras na floresta e também para beneficiar a construção de usinas hidrelétricas

Em 26 de junho, o “Diário Oficial da União” publicou decreto alterando o tamanho dos Parques Nacionais da Amazônia (PA e AM), dos Campos Amazônicos (AM, RO e MT) e Mapinguari (RO), as Florestas Nacionais de Itaituba I (PA), Itaituba II (PA), do Crepori (PA) e do Tapajós (PA) e a Área de Proteção Ambiental do Tapajós (PA).

Com a redefinição dos limites, áreas que antes eram protegidas por lei poderão ser alagadas pelas represas. Em contrapartida, as unidades de preservação serão ampliadas em outros pontos.

“Vemos com preocupação o que representa um incentivo à grilagem de terras públicas e ao desmatamento”, afirma o procurador da República no Pará, Marcel Mesquita. “O mais preocupante é ver que o governo, ao não conseguir administrar os limites as unidades de conservação, opta por tirar um pedaço delas.”

Hidrelétricas ganham força na Amazônia
A redução de 1,6 mil km² de UCs por meio de medida provisória editada pela presidente Dilma Rousseff em janeiro é objeto de contestação no Supremo Tribunal Federal (STF). O autor da ação é o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. A medida provisória já virou lei. O STF ainda não se manifestou sobre o pedido de liminar de Gurgel para suspender o efeito da mudança nos limites de áreas de proteção.

Parte importante do corte do tamanho de UCs imposto pela MP teve por objetivo abrir espaço para reservatórios das futuras hidrelétricas São Luiz do Tapajós e Jatobá, além de regularizar o alagamento de áreas pelas usinas do Rio Madeira, em Rondônia. Outra parte foi destinada à regularização da posse de terra no interior das áreas de proteção, criadas sem a retirada dos ocupantes nem o pagamento de indenizações.

No Congresso, o governo apoiou a retirada de 178 km² da Flona Tapajós, para acomodar a regularização de núcleos urbanos na floresta, que só admitiria a manutenção de comunidades tradicionais.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) contabiliza um saldo positivo de 210 km² das mudanças feitas nos territórios das unidades, depois do corte de 1,6 mil km². Não houve compensação para a redução das áreas da Flona Tapajós nem das quatro unidades que sofrerão alagamento na construção das hidrelétricas do Tapajós.

Parque Nacional Campos Amazônicos (Foto: Prevfogo AM / Divulgação)

Parque Nacional Campos Amazônicos. Na imagem, parte da vegetação foi atingida por queimada ocorrida em 2011. (Foto: Prevfogo AM / Divulgação)

Fonte: Globo Natureza


16 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Amazônia deve sofrer grande extinção de espécies até 2050

Pesquisa avalia o impacto local promovido pela perda de vegetação em 30 anos e aponta que ainda há tempo para agir.

As piores consequências do desmatamento sofrido pela Amazônia ao longo de 30 anos ainda estão por vir. Até 2050, podem ocorrer de 80% a 90% das extinções de espécies de mamíferos, aves e anfíbios esperadas nos locais onde já foi perdida a vegetação. A boa notícia é que temos tempo para agir e evitar que elas de fato desapareçam. Essa é a conclusão de uma pesquisa publicada na edição desta semana da revista Science.

 

Um trio de pesquisadores da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos considerou as taxas de desmate na região de 1978 a 2008 e levou em conta a relação entre espécies e área – se o hábitat diminui, é de se esperar que o total de espécies que ali vivem diminua, ao menos localmente.

 

Acontece que os animais têm mobilidade, podem migrar para locais vizinhos ao degradado. Lá vão tentar sobreviver, competindo por recursos com animais que já estavam no local, de modo que o desaparecimento não é imediato, podendo levar décadas para se concretizar.

 

É essa diferença, que os pesquisadores chamam de “débito de extinção”, que foi calculada no trabalho. Grosso modo, é uma dívida que teria de ser “paga” – em espécies animais – pelo desmatamento do passado. A ideia por trás do termo é tanto mostrar o que poderia acontecer se simplesmente o processo de extinção seguisse o seu rumo, quanto estimar qual pode ser o destino dessas espécies que dependem da floresta, considerando outros cenários de ações.

 

Mas em vez de calcular para toda a Amazônia – o que seria problemático, porque há uma diferença de riqueza de biodiversidade no bioma -, os autores mapearam os nove Estados em quadros de 50 quilômetros quadrados, a fim de estimar os impactos locais. Uma espécie pode deixar de ocorrer em uma dada área, mas isso não significa que ela desapareceu por completo.

 

Tanto que a literatura ainda não aponta a extinção de nenhuma espécie na Amazônia, explica o ecólogo Robert Ewers, do Imperial College, de Londres, que liderou o estudo. “Uma razão para isso é que o desmatamento se concentrou no sul e no leste na Amazônia, enquanto a mais alta diversidade de espécies se encontra no oeste da região. Mas não há dúvida de que muitas estão localmente extintas onde o desmatamento foi mais pesado.”

 

Na pior hipótese, a do “business as usual”, considera-se a continuidade do modelo da expansão da agricultura; na melhor, que o desmatamento zere até 2020. Os pesquisadores propõem, no entanto, que o cenário mais realista é o que considera a permanência da governança, ou seja, das ações governamentais que levaram à queda do desmatamento nos últimos anos.

 

Mas mesmo nessa situação é de se esperar que espécies sumam. Em 2050, os pesquisadores estimam que localmente (nos quadros de 50 km² podem desaparecer de 6 a 12 espécies de mamíferos, aves e anfíbios em média; enquanto de 12 a 19 podem entrar na conta do que pode ser extinto nos anos seguintes.

 

Eles reforçam que isso ainda não aconteceu e ações que aumentem as unidades de conservação e promovam a restauração de áreas degradadas têm potencial de evitar o danos. Os mapas mostram em quais áreas esse esforço poderia promover mais benefícios.

 

Em outro artigo na Science que comenta o trabalho, Thiago Rangel, da Universidade Federal de Goiás, pondera que a conjuntura atual é incerta. “O governo vai investir pesado em infraestrutura, estão previstas 22 hidrelétricas de grande porte, estão sendo reduzidas as unidades de conservação e o Código Florestal vai ficar mais frouxo. A trajetória dos dez anos que passaram dava uma sinalização otimista, mas são os próximos dez anos que vão dizer o que vai acontecer.”

Fonte: O Estado de São Paulo


4 de junho de 2012 | nenhum comentário »

‘Carta da Amazônia é concreta e muda modelo da ONU’, diz ministra

Ministras articulam audiência com Dilma Rousseff antes da Rio+20.
Para Ideli Salvatti, debate é bom por tratar de desenvolvimento sustentável.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, estão em Manaus nesta sexta-feira (1º). As representantes do governo federal participam do encerramento do “Encontro de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia para a Rio+20″. Representantes ministeriais encaminharão pleitos dos governadores à presidente Dilma Rousseff.

Antes do pronunciamento no evento, as titulares se reuniram com as autoridades dos nove estados da Amazônia Brasileira para tratar sobre a “Carta da Amazônia”, que integrará as discussões na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontece de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro.

Para a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, um evento desta magnitude, que reúne todos estados da Amazônia Legal, é muito importante na preparação para Conferência das Nações Unidas que o Brasil será sede.

A representante enfatizou a disposição dos governadores em criar um Conselho do Desenvolvimento Sustentável com participação dos governos federal e estaduais, sociedade civil e municípios para que o desenvolvimento com sustentabilidade possa acontecer na Amazônia.

“A Amazônia tem um grande apelo mundial e por este motivo ela tem uma relevância neste evento. Por isso, o que os governadores fizeram preparando a carta, colocando as necessidades, os avanços e os pleitos são de fundamental importância nesse momento. Realço que na carta uma das principais deliberações é no sentido de avançar naquilo que será debatido na Rio+20, que é a governança para o desenvolvimento sustentável”, disse Ideli Salvatti.

Desmatamento
A ministra assegurou que o documento formulado pelas autoridades da Amazônia Legal será encaminhado a presidenta Dilma Rousseff. Além disso, as titulares irão articular uma audiência entre os governadores e a presidenta. “A ideia é que esse encontro ocorra antes da Rio+20 para que todos esses pleitos, análises e a parceira entre os governadores da Amazônia e a presidenta possa se consolidar”, concluiu Ideli Salvatti.

Já a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, ressaltou que a região Amazônica irá se apresentar ao mundo depois de 20 anos com a menor taxa de desmatamento da história. “Houve avanços nas políticas de desenvolvimento regional e com uma convergência de políticas importantes em relação ao mundo sustentável. O próprio sentido da erradicação da pobreza, da economia verde e inclusiva que aposta nos melhores caminhos em termos de sustentabilidade, que traga crescimento econômico e social”, declarou Izabella Texeira.

Na análise da titular, dois pontos importantes integram as prioridades da ‘Carta da Amazônia’: o foco nas questões urbanas e os aspectos das inovações científicas e tecnológicas. “A proposta dos governadores é uma proposta muito concreta com um comitê que vai avaliar, reunir as prioridades e as questões de buscar os meios para implementação, não vai ser uma governança separada e sim única, mudando o modelo atual das Nações Unidas”, explicou a ministra do Meio Ambiente.

Código Florestal
Com a aprovação do Código Florestal com 12 vetos e 32 alterações, havia suspeita de uma suposta manobra política por parte do Governo Federal para atrair uma maior participação de presidentes e representantes de nações na Rio+20. Em relação ao assunto, a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, enfatiza que a solução encontrada foi “muito bem construída, que é social e ambiental, sendo a intenção solucionar os problemas do Brasil”.

Fonte: G1


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20 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Proposta de plantio de cana na Amazônia é aprovada em comissão do Senado

O Senado aprovou nesta terça-feira projeto que autoriza o plantio de cana-de-açúcar na Amazônia Legal, em áreas desmatadas. O objetivo da proposta, atacada por ambientalistas, é ampliar a produção de biocombustíveis no país –especialmente o etanol.

Além das terras desmatadas, o projeto também autoriza o plantio da cana nos biomas cerrado e campos gerais da Amazônia. Como foi aprovado em caráter terminativo pela Comissão de Meio Ambiente do Senado, segue para votação na Câmara se não houver recurso para ser votado em plenário.

Autor do projeto, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) defende o plantio na Amazônia para estimular a produção de biocombustíveis. Ele diz que decreto editado em 2009 pelo governo federal aprovou o zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar no país, mas excluiu a Amazônia –área que, segundo ele, tem o potencial para o plantio por ter terras desmatadas e biomas de cerrado e campos gerais.

“A conseqüência para essas regiões foi imediata: o produtor não pode receber crédito rural para o plantio da cana-de-açúcar, não se pode implantar usinas de produção de açúcar e etanol nessas regiões e, tão maléfico quanto essa vedação, as mencionadas regiões ficarão alijadas da possibilidade de exportar etanol”, afirmou o senador.

O projeto determina que o plantio deve observar critérios como a proteção ao meio ambiente, a conservação da biodiversidade e uso de tecnologia apropriada. O texto também fixa como regra a utilização dos recursos naturais e a ocupação prioritária de áreas degradadas ou de pastagens —mas não fixa regras para fiscalização ou punições a quem desrespeitar o projeto.
A proposta também determina que o plantio considere as normas do Código Florestal, aprovado no ano passado pelo Congresso.

A única regulamentação mencionada no projeto é para a concessão de crédito rural e agroindustrial para o cultivo da cana, o que deve ser feito após a sua aprovação.

DIVISÃO

Relator do projeto na comissão, o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) defendeu a sua aprovação por considerar que a expansão do cultivo da cana em bases “sustentáveis” vai permitir o aumento da produção de etanol. “É um importante biocombustível da matriz energética nacional e menos poluente que os combustíveis fósseis”, afirmou.

Contrário à aprovação do projeto, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) disse que a autorização do plantio da cana deveria ser mantida, já que a área foi excluída do zoneamento ecológico feito pela Embrapa.

 

Fonte: Folha.com


24 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas estudam prós e contras de invasão global de minhocas

Variedades europeias e asiáticas podem proteger solos na Amazônia, mas estão dizimando espécies nativas.

Em um estudo recente, cientistas alertam para uma “invasão global de minhocas” e dizem que espécies “alienígenas” já conquistaram quase todos os continentes.

Segundo a pesquisa, publicada pela revista “Soil Biology & Biochemistry”, espécies invasoras estão vencendo a competição com animais locais e se adaptando mais rapidamente a terrenos desmatados e cultivados, mudando a estrutura dos solos.

Os cientistas tentam entender como as minhocas estão fazendo isso e, mais importante, o impacto que têm sobre os solos e a sobrevivência de outras espécies.

“A invasão de minhocas não-nativas é um fenômeno verdadeiramente global, no qual espécies invasoras estão chegando a todos os continentes, com exceção da Antártica”, disse à BBC Bruce Snyder, da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos.

A maior parte das florestas da América do Norte, por exemplo, foi um dia desprovida de minhocas. Quando os europeus colonizaram a região, introduziram inadvertidamente espécies europeias que vinham nos navios e na terra usada para transportar plantas.

Essas novas espécies continuam “ganhando terreno” e, segundo Snyder, “estão invadindo também florestas no norte de Wisconsin, em Minnesota, Nova York e partes do Canadá”.

No ano passado, uma pesquisa publicada na revista “Human Ecology” afirmou que as minhocas invasoras podem alterar os ciclos de carbono e nitrogênio nos bosques, assim como minar espécies de plantas nativas.

Mas outro estudo, também publicado em 2011, descobriu que minhocas “alienígenas” podem ter um impacto positivo em seus novos ambientes. O levantamento analisou o papel dos animais no ciclo de carbono das florestas tropicais e concluiu que essas criaturas ajudam a manter o carbono no solo.

Competição
Além das minhocas europeias, as asiáticas estão chegando às florestas dos Estados Unidos e Canadá.

Um estudo recente diz que a espécie asiática Amynthas hilgendorfi, que está invadindo as florestas do estado do Michigan, cresce mais rapidamente no novo ambiente e aumenta a concentração de formas minerais de nitrogênio e fósforo no solo.

No entanto, isso faz com que detritos na floresta se decomponham mais lentamente.

Outras observações feitas pela equipe sugerem que a A. hilgendorfi pode deslocar as espécies nativas e se tornar a única presente, uma hipótese confirmada pelo pesquisador Bruce Snyder e seus colegas.

Snyder descobriu que as espécies invasoras e nativas competem pelo mesmo tipo de material em decomposição.

No entanto, a nativa, que fica mais restrita à superfície do solo, acaba morrendo quase três meses mais cedo que o normal, por conta da maior competição por recursos.

As invasoras, por outro lado, cavam regiões mais profundas do solo em busca de alimento.

“Esse estudo, combinado com outros, sugere que a invasão de minhocas pode mudar direta ou indiretamente a forma como o carbono é armazenado nos solos, além de danificar plantas nativas e a biodiversidade animal, e causar problemas de erosão”, explicou o pesquisador.

Adaptação
Na floresta amazônica, no entanto, a invasão da espécie Pontoscolex corethrurus está modificando o comportamento do solo em regiões desmatadas e protegendo da erosão áreas expostas.

Essa espécie pode se reproduzir rapidamente, com cada adulto produzindo cerca de 80 casulos (ou ovos) por ano, em comparação com um número bem inferior gerado pela maioria das minhocas.

De acordo com o professor Patrick Lavelle, das academias Francesa e Europeia de Ciências, “esse verme é adaptado às novas condições criadas pelo desmatamento e pelo cultivo, o que não era o caso das espécies nativas”.

Lavelle acaba de publicar um estudo sobre o impacto dessa minhoca nos solos desmatados da Amazônia.

Os pesquisadores descobriram que esses animais podem aumentar os níveis de minerais no solo e estimular o crescimento de plantas, mas há um preço a pagar.

“O problema é que as espécies nativas provavelmente não voltarão. E é sempre ruim perder espécies”, disse Lavelle à BBC.

A perda de espécies é especialmente negativa porque as minhocas “invasoras” podem estar dizimando espécies que os cientistas ainda não conseguiram identificar.

Minhocas  (Foto: BBC)

Espécies invasoras podem estar dizimando minhocas ainda nem identificadas pelos cientistas (Foto: BBC)

Fonte: Globo Natureza


3 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Desmatamento na Amazônia cai 17% entre 2011 e 2012, segundo Inpe

Devastação da floresta foi de 1.232,75 km² de janeiro a agosto deste ano.
Mato Grosso, Pará e Rondônia continuam liderando desmatamento.

O desmatamento registrado na Amazônia Legal caiu 17% entre 1º de janeiro e 15 de agosto de 2012, na comparação com o mesmo período de 2011, apontam dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

As informações foram obtidas pelo sistema de detecção do desmatamento em tempo real, o Deter, que usa imagens de satélite para visualizar a perda de vegetação na região. Comparando os dados no intervalo de tempo avaliado, a devastação passou de 1.485,66 km² de floresta no ano passado para 1.232,75 km² neste ano, recuo de 252,91 km².

Na comparação entre os três últimos meses deste ano (de 15 de maio a 15 de agosto de 2012) com o mesmo período de 2011, o recuo no desmate foi maior, de 27,8%. A devastação passou de 773,85 km², no intervalo registrado em 2011, para 558,21 km² neste ano.

Em agosto, o Inpe anunciou que publicaria informações do Deter a cada 15 dias. Os dados são considerados um levantamento rápido e não têm o nível de detalhe da pesquisa oficial prevista para o final do ano pela instituição, o Prodes (Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal).

Estados
O estado campeão no ranking da devastação continua sendo o Mato Grosso (694,69 km² de área destruída), seguido do Pará (321,58 km²) e de Rondônia (121,68 km²), segundo os dados do Deter de janeiro a agosto de 2012. No ano passado, estes mesmos estados lideraram o desmate da Amazônia Legal – o Mato Grosso perdeu 744,68 km² de floresta, o Pará perdeu 365,92 km² e Rondônia teve 230,36 km² de desmatamento.

Para o professor de política ambiental e mudança climática da Unesp (Universidade Estadual Paulista), David Montenegro Lapola, apesar de parciais, os números mostram continuação na tendência de queda no desmatamento da Amazônia, “algo que ocorre desde 2004″.

Ele aponta dois fatores para o recuo na destruição: a maior presença do poder público na Amazônia, principalmente na forma de fiscalização, e o desaquecimento da economia global, que pode ter levado a uma demanda menor por produtos da fronteira agrícola na região, que há anos têm se expandido rumo à floresta.

Para o professor, a criação de áreas de proteção ambiental e a presença maior de agentes da Polícia Federal e do Ibama na região nos últimos anos contribuíram para a diminuição do desmatamento. “Mas não podemos ignorar a questão do desaquecimento econômico internacional”, ressalta.

O pesquisador aponta que a queda na destruição da Amazônia contribui também para a redução nas emissões de gases-estufa que causam mudanças climáticas pelo planeta. Aproximadamente 75% das emissões de gases-estufa no Brasil vêm de queimadas e devastação de florestas e outros biomas, incluindo a Amazônia, afirma Lapola.

“Acho que ainda há mais o que fazer com relação à fiscalização. Se a gente pode reduzir em 80% [o desmatamento], por que não podemos reduzir em 100%?”, diz o professor, fazendo referência à meta definida por lei no Brasil pela Política Nacional de Mudanças Climáticas. Pela legislação, o país tem como meta reduzir a destruição da Amazônia em 80% até 2020.

Menor índice histórico
Em junho, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou que a Amazônia Legal teve o menor índice de desmatamento dos últimos 23 anos. Segundo Inpe, a região teve 6.418 km² de floresta desmatada entre agosto de 2010 e julho de 2011 — o equivalente a quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

Foi a menor taxa desde que o instituto começou a fazer a medição, em 1988, e houve uma redução de 8% em relação ao mesmo período em 2009 e 2010. No entanto, em dezembro do ano passado, o Inpe havia divulgado uma expectativa de desmate de 6.238 km² — alta de 3%. O número foi obtido a partir dos dados consolidados do sistema Prodes.

Vista aérea da floresta Amazônia na região dos arredores do rio Guaporé (Foto: André Edouard/Arquivo/AFP)

Vista aérea da floresta amazônica na região dos arredores do rio Guaporé (Foto: André Edouard/Arquivo/AFP)

Fonte: Globo Natureza


1 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Anfíbio com formato de cobra é descoberto no Rio Madeira, em RO

Animal raro foi encontrado por biológos em canteiro de obras de usina.
Exemplares estão no Museu Emilio Goeldi, no Pará.

Anfíbio é chamado de cobra mole (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Anfíbio é chamado de cobra mole (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

O trabalho de um grupo de biólogos no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, resultou na descoberta de um anfíbio de formato parecido com uma cobra. Atretochoana eiselti é o nome científico do animal raro descoberto emRondônia. Até então, só havia registro do anfíbio no Museu de História Natural de Viena e na Universidade de Brasília. Nenhum deles têm a descrição exata de localidade, apenas ‘América do Sul’. A descoberta ocorreu em dezembro do ano passado, mas apenas agora foi divulgada.

O biólogo Juliano Tupan, analista socioambiental da Santo Antônio Energia, concessionária da usina hidrelétrica, conta que foram encontrados seis exemplares do anfíbio, que ficou conhecido como cobra mole, durante o processo de secagem de um trecho do leito do rio. Os animais estavam no fundo do Rio Madeira entre pedras que compunham as corredeiras de Santo Antonio, no leito original do rio.

“A Amazônia é uma caixa de surpresa em se tratando de anfíbios e répteis. Ainda há muita coisa para ser descoberta”, afirma o biólogo.

Segundo Tupan, o ponto mais importante dessa descoberta é que agora se tem a noção de onde a Atretochoana eiselti pode ser encontrada. “Provavelmente em todo o Rio Madeira até a região da Bolívia”, diz.

Os primeiros exemplares do anfíbio foram encontrados pela equipe de Juliano Tupan em dezembro do ano passado. Em janeiro passado ele encontrou mais dois exemplares, mas morreram.

Juliano explica que a divulgação da descoberta foi feita somente agora porque estava em processo de validação e catalogação científica.

“Resgatar um animal tão raro como este foi uma sensação fora do comum. Procurei referências bibliográficas, entrei em contato com outros pesquisadores e vimos que se tratava de Atretochoana eiselti”, lembra Juliano Tupan.

Parente de sapos e pererecas

O formato cilíndrico do corpo do anfíbio faz logo pensar que se trata de uma cobra meio esquisita. Mas Juliano explica que a Atretochoana eiselti não tem parentesco algum com répteis. “Esse anfíbio é parente próximo de salamandras, rãs, pererecas e sapos. Apenas se parece com uma serpente, mas não é”, afirma o biólogo.

Dois exemplares da Atretochoana eiselti descobertos no Rio Madeira estão no Museu Emilio Goeldi, em Belém, PA.

Juliano conta que cerca de dois meses após a descoberta no Rio Madeira um grupo de pescadores do Pará encontrou um exemplar na foz do Rio Amazonas, na região de Belém, PA.

Atretochoana eiselti foi descoberta no Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Atretochoana eiselti foi descoberta no Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Anfíbio estav ano fundo do Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Anfíbio estava no fundo do Rio Madeira (Foto: Juliano Tupan/Divulgação)

Fonte: Globo Natureza


26 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Desmatamento reduz em junho, mas MT ainda lidera degradação florestal

De acordo com Imazon, estado concentra 80% da degradação florestal.
Em 11 meses foram 1.587 km2 no estado frente aos 1.974 km2 da região.

Área desmatada possuia árvores em extinção (Foto: Divulgação)

Desmatamento em junho somou 2 km2 no estado (Foto: Divulgação)

Mato Grosso perdeu dois quilômetros quadrados de Floresta Amazônica em junho e tornou-se o menor do ano, apontou o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia. O resultado verificado no mês passado superou o desempenho de janeiro, quando foram quatro quilômetros quadrados e à época era o mais baixo. Altas e baixas marcam os níveis de desmates no semestre no estado, revelou o Imazon.

Enquanto em janeiro a floresta perdeu 4 km2, em fevereiro as ocorrências tornaram-se maiores e atingiram uma área de 70 km2, fazendo a unidade federada liderar o ranking dos maiores desmatadores da Amazônia Legal. Em março, o desmatamento atingiu 32 km2, indo a outros 50 km2 em abril e 11 km2 em maio.

Apesar de comemorar reduções, Mato Grosso ainda é campeão no quesito degradação florestal. Como explica João Andrade, coordenador do Programa Governança Florestal do Instituto Centro de Vida (ICV), a degradação corresponde ao chamado pré-desmatamento e mostra que a destruição da floresta ainda continua.

“É um indicador futuro, pois é o primeiro sinal do desmatamento. Os dados se contrapõem e mostram que a ilegalidade continua”, disse ao G1 o representante. Ao avaliar a degradação florestal acumulada entre agosto de 2011 a junho de 2012 (o chamado ano do desmatamento), o Imazon constatou que na Amazônia Legal chegou a 1.974 km2. Somente em Mato Grosso foram 1.587 km2 ou pouco mais de 80% do volume total.

Mesmo com uma redução na ordem de 58% na degradação florestal, quando comparado aos 3.779 km2 registrados entre agosto de 2010 a junho de 2011, a unidade matogrossense continua liderando o ranking dos estados que mais degradaram a floresta nestes meses avaliados. O Pará, com 239 km2 degradados, apareceu na segunda posição, seguida por Rondônia com 101 km2.

Para João Andrade, do ICV, a degradação fomenta também o comércio ilegal de madeira e mantém vivos os crimes contra a floresta. No entender do representante do Instituto Centro de Vida, dois fatores estão influenciando diretamente a continuidade das ações ilegais.

“Um é a fiscalização e a outra é a responsabilização. Muitas vezes uma pessoa é autuada, mas não necessariamente paga a multa, pois pode prescrever. Ou também porque houve problemas na hora da fiscalização e acham-se brechas [jurídicas]. Se há a maior responsabilização vai se pensar duas vezes [antes de agir]“, afirma o coordenador do Programa Governança Florestal.

Desmatamento acumulado
Ao avaliar o acumulado dos chamados dez meses do calendário de desmatamento, ou seja, de agosto de 2011 a junho de 2012 o Imazon aponta o Pará (34%) como líder, seguido por Mato Grosso (32%), Rondônia (18%) e Amazonas (9%). Juntos, os quatro estados foram responsáveis por 93% do desmatamento ocorrido na Amazônia Legal nesse período.

Segundo o Imazon, houve recuo de 41% nos desmates quando comparado com o período anterior (agosto de 2010 a junho de 2011). Queda em termos relativos no Acre (-64%), Amazonas (-54%), Mato Grosso (-50%), Rondônia (48%) e Pará (20%). Contudo, avanço de 194% em Roraima e 61% no Tocantins.

Já em termos absolutos quem lidera o ranking do desmatamento no acumulado é o estado do Pará, com 309 km2, seguido por Mato Grosso (293 km2), Rondônia (167 km2), Amazonas (81 km2), Roraima (23 km2), Acre (20 km2) e Tocantins (14 km2).

 

Fonte: G1


20 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Estudo do Inpa revela causas da morte de árvores na Amazônia

Pesquisa durou um ano e analisou causas das mortes de 67 árvores.
Fatores biológicos, estresse e tempestade são os principais fatores.

Tempestade, fatores biológicos e estresse. Esses foram os principais fatores da morte de árvores durante um estudo de mestrado realizado no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) pela estudante Clarissa Gouveia pelo período de um ano.

Orientado pelo pesquisador do órgão, Niro Higuchi, o estudo foi feito em dois espaços com uma área de 20 x 2500 m cada, totalizando 5.808 árvores, sendo catalogadas 67 mortes.
Segundo o estudo, período chuvoso é o nível de mortalidade das árvores costuma ficar maior, principalmente, devido à quantidade de tempestades e raios típicos da época. “Na região atingida pelo raio, geralmente encontra-se mais de um individuo morto, representados por mais de uma espécie, além de provocar a morte parcial ou total da regeneração natural do lugar”, esclarece a mestranda.

A maioria das árvores na Floresta Amazônica possuem copas assimétricas e as tempestades são capazes de aumentar o peso da copa, provocando a queda das árvores para o seu lado mais pesado. Existem, ainda, registros de tempestades de vento que podem matar milhares de árvores em apenas poucos dias, são os chamados downburst ou roça de ventos.

Já as mortes classificadas como fatores biológicos e de estresses são relacionadas a competição e supressão entre espécies, déficit hídrico, alagamentos, e ataques patógenos. “No momento que a árvore morre, ela continua a influenciar os organismos ao seu redor, auxiliando no equilíbrio e desenvolvimento de outros organismos. E, também, cooperando na mudança de biomassa, no fornecimento de luz, nutrientes e na umidade da floresta”, explica Clarissa.

A mortalidade arbórea é um processo natural no ecossistema florestal, pois influencia na estrutura, dinâmica, estoque de carbono e reciclagem de nutrientes. Mas, quando a mortalidade é maior que a capacidade de resistência da floresta, as consequências em longo prazo podem ser preocupantes. “São observadas mudanças nas taxas de evapotranspiração, temperatura, umidade e na estrutura das espécies”, ressalta Fontes.

O pioneirismo da pesquisa foi uma contribuição essencial para a comunidade científica, auxiliando na criação de novas perspectivas. “O desejo é que o estudo seja conduzido por mais tempo e em novas áreas para que possamos verificar um possível padrão de comportamento”, almeja Fontes, ressaltando a concepção de um banco de dados maior para a determinação mais exata das variações no clima e a sua relação com a mortalidade arbórea durante determinado período.

Além das mudanças do tempo, pode-se destacar como influenciadores da mortalidade das árvores as infestações das mesmas por lianas, insetos e fungos. Durante o período da pesquisa, uma espécie foi morta pela hemi-epífita estranguladora Apuí e três outras por fungos patogênicos: duas por Ganoderma sp e uma por Auricularia delicata Fries.

“Esse tipo de estudo pode melhorar o entendimento das vulnerabilidades de nossas árvores diante de eventos catastróficos que vem ocorrendo na Amazônia, principalmente aquelas relacionadas com secas e tempestades”, concluiu a estudante.

Bacia amazônica, área de atuação do projeto (Foto: Divulgação/UEA)

Estudo do Inpa analisou morte de árvores da Floresta Amazônia (Foto: Divulgação/UEA)

Árvore na área de preservação da Ufam Manaus (Foto: Adneison Severiano G1/AM)

Árvores morrem mais na Amazônia durante o período de chuvas na região (Foto: Adneison Severiano G1/AM)

Amazônia rio com plantas (Foto: Ana Castro - produtora de reportagem (TV Globo))

Tempestades com raios e fortes ventos são um dos principais fatores para a morte de árvores na Amazônia (Foto: Ana Castro - produtora de reportagem (TV Globo))

Ministério do Meio Ambiente vai reforçar fiscalização na área de fronteira agrícola entre os estados do Amazonas e Rondônia (Foto: Divulgação/Ibama)

Infestação de insetos e fungos são outras causas de morte das árvores na Amazônia (Foto: Divulgação/Ibama)

Amazônia (Foto: Ana Castro - produtora de reportagem (TV Globo))

Mortalidade arbórea é um processo natural do ecossistema da Floresta (Foto: Ana Castro - produtora de reportagem (TV Globo))

Fonte: Globo Natureza


18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Na Amazônia, câmeras na floresta ‘flagram’ 95 animais de 16 espécies

Armadilhas fotográficas captaram movimentação durante 25 dias.
Objetivo de projeto realizado no Amazonas é monitorar onças-pintadas.

Animais de diversas espécies foram “flagrados” com a ajuda de armadilhas fotográficas dentro da reserva ambiental Amanã, uma imensa área protegida no interior da Amazônia, localizada a 650 km de Manaus e que abrange três municípios do Amazonas.

Onças-pintadas, incluindo um filhote, antas, aves, tatus e até um veado pouco estudado foram registrados por 16 câmeras que pertencem ao projeto “Iauaretê”, que significa onça-pintada em um dos dialetos indígenas falados na Amazônia.

Ao todo foram 95 registros de 16 diferentes espécies feitos em apenas 25 dias (entre março e abril deste ano). Segundo Daniel Rocha, biólogo do Instituto Mamirauá e um dos responsáveis pelos equipamentos instalados ao redor do Lago Amanã, foi uma surpresa detectar uma grande biodiversidade naquela região.

“Talvez o fato da área ser protegida confirme uma elevada riqueza de espécies, mesmo aquelas consideradas ameaçadas de extinção”, disse Rocha ao Globo Natureza.
Segundo ele, dos 14 tipos diferentes de mamíferos que apareceram no monitoramento, cinco estão sob algum grau de ameaça e um deles é tão raro, que os cientistas não têm dados suficientes para explicar seu modo de vida, caso do veado-capoeira.

Os outros animais ameaçados ou vulneráveis na natureza captados pelas câmeras do projeto foram o tatu-canastra (Priodontes maximus), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), anta (Tapirus terrestres), a queixada (Tayassu pecari ) e a onça-pintada (Panthera onca).

Objetivo é monitorar onças-pintadas na Amazônia
De acordo com Rocha, o principal objetivo do projeto “Iauaretê” é entender a dinâmica populacional das onças-pintadas na Amazônia, em áreas de terra firme. Segundo ele, ainda existem poucas informações sobre o modo de vida dessa espécie em terras amazônicas.

Porém, ameaças à sua população já são conhecidas. “Algumas delas são a redução do habitat [por desmatamento], a caça predatória, seja por retaliação à morte de gado, por medo de ataque a ribeirinhos ou para alimentação. Há ainda uma pressão sobre as espécies que fazem parte da alimentação da onça como o veado e os porcos do mato”, explica o biólogo.

O pesquisador afirma ainda que monitorar a população vai ajudar a traçar estratégias que contribuirão para reduzir pressões. A previsão é que o monitoramento das onças inicie ainda no segundo semestre.

Filhote de onça-pintada percebe a câmera no meio da floresta e coloca a pata na lente do equipamento. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Filhote de onça-pintada percebe a câmera no meio da floresta e coloca a pata na lente do equipamento. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Veado-capoeira, espécie ainda pouco pesquisada e que vive na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Veado-capoeira, espécie ainda pouco pesquisada e que vive na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Exemplar de jaguatirica passeia no meio da reserva Amanã, área protegida na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Exemplar de jaguatirica passeia no meio da reserva Amanã, área protegida na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Espécime de tamanduá-bandeira captada por câmera fotográfica implantada na floresta. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Espécime de tamanduá-bandeira captada por câmera fotográfica implantada na floresta. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Fonte: Globo Natureza


18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

MP quer impedir governo de reduzir áreas de preservação na Amazônia

Ministério Público tenta conter na Justiça redução de parques nacionais.
Governo federal alterou tamanho de 8 unidades de conservação no bioma.

O Ministério Público Federal tenta conter na Justiça o encolhimento de unidades de conservação (UCs) na Amazônia, processo que deve se acelerar com os estudos para cortar até a terça parte da área da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará.

O governo Dilma Rousseff já cortou neste ano o equivalente ao tamanho da cidade de São Paulo em oito áreas de proteção na Amazônia, criadas para barrar o avanço das motosserras na floresta e também para beneficiar a construção de usinas hidrelétricas

Em 26 de junho, o “Diário Oficial da União” publicou decreto alterando o tamanho dos Parques Nacionais da Amazônia (PA e AM), dos Campos Amazônicos (AM, RO e MT) e Mapinguari (RO), as Florestas Nacionais de Itaituba I (PA), Itaituba II (PA), do Crepori (PA) e do Tapajós (PA) e a Área de Proteção Ambiental do Tapajós (PA).

Com a redefinição dos limites, áreas que antes eram protegidas por lei poderão ser alagadas pelas represas. Em contrapartida, as unidades de preservação serão ampliadas em outros pontos.

“Vemos com preocupação o que representa um incentivo à grilagem de terras públicas e ao desmatamento”, afirma o procurador da República no Pará, Marcel Mesquita. “O mais preocupante é ver que o governo, ao não conseguir administrar os limites as unidades de conservação, opta por tirar um pedaço delas.”

Hidrelétricas ganham força na Amazônia
A redução de 1,6 mil km² de UCs por meio de medida provisória editada pela presidente Dilma Rousseff em janeiro é objeto de contestação no Supremo Tribunal Federal (STF). O autor da ação é o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. A medida provisória já virou lei. O STF ainda não se manifestou sobre o pedido de liminar de Gurgel para suspender o efeito da mudança nos limites de áreas de proteção.

Parte importante do corte do tamanho de UCs imposto pela MP teve por objetivo abrir espaço para reservatórios das futuras hidrelétricas São Luiz do Tapajós e Jatobá, além de regularizar o alagamento de áreas pelas usinas do Rio Madeira, em Rondônia. Outra parte foi destinada à regularização da posse de terra no interior das áreas de proteção, criadas sem a retirada dos ocupantes nem o pagamento de indenizações.

No Congresso, o governo apoiou a retirada de 178 km² da Flona Tapajós, para acomodar a regularização de núcleos urbanos na floresta, que só admitiria a manutenção de comunidades tradicionais.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) contabiliza um saldo positivo de 210 km² das mudanças feitas nos territórios das unidades, depois do corte de 1,6 mil km². Não houve compensação para a redução das áreas da Flona Tapajós nem das quatro unidades que sofrerão alagamento na construção das hidrelétricas do Tapajós.

Parque Nacional Campos Amazônicos (Foto: Prevfogo AM / Divulgação)

Parque Nacional Campos Amazônicos. Na imagem, parte da vegetação foi atingida por queimada ocorrida em 2011. (Foto: Prevfogo AM / Divulgação)

Fonte: Globo Natureza


16 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Amazônia deve sofrer grande extinção de espécies até 2050

Pesquisa avalia o impacto local promovido pela perda de vegetação em 30 anos e aponta que ainda há tempo para agir.

As piores consequências do desmatamento sofrido pela Amazônia ao longo de 30 anos ainda estão por vir. Até 2050, podem ocorrer de 80% a 90% das extinções de espécies de mamíferos, aves e anfíbios esperadas nos locais onde já foi perdida a vegetação. A boa notícia é que temos tempo para agir e evitar que elas de fato desapareçam. Essa é a conclusão de uma pesquisa publicada na edição desta semana da revista Science.

 

Um trio de pesquisadores da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos considerou as taxas de desmate na região de 1978 a 2008 e levou em conta a relação entre espécies e área – se o hábitat diminui, é de se esperar que o total de espécies que ali vivem diminua, ao menos localmente.

 

Acontece que os animais têm mobilidade, podem migrar para locais vizinhos ao degradado. Lá vão tentar sobreviver, competindo por recursos com animais que já estavam no local, de modo que o desaparecimento não é imediato, podendo levar décadas para se concretizar.

 

É essa diferença, que os pesquisadores chamam de “débito de extinção”, que foi calculada no trabalho. Grosso modo, é uma dívida que teria de ser “paga” – em espécies animais – pelo desmatamento do passado. A ideia por trás do termo é tanto mostrar o que poderia acontecer se simplesmente o processo de extinção seguisse o seu rumo, quanto estimar qual pode ser o destino dessas espécies que dependem da floresta, considerando outros cenários de ações.

 

Mas em vez de calcular para toda a Amazônia – o que seria problemático, porque há uma diferença de riqueza de biodiversidade no bioma -, os autores mapearam os nove Estados em quadros de 50 quilômetros quadrados, a fim de estimar os impactos locais. Uma espécie pode deixar de ocorrer em uma dada área, mas isso não significa que ela desapareceu por completo.

 

Tanto que a literatura ainda não aponta a extinção de nenhuma espécie na Amazônia, explica o ecólogo Robert Ewers, do Imperial College, de Londres, que liderou o estudo. “Uma razão para isso é que o desmatamento se concentrou no sul e no leste na Amazônia, enquanto a mais alta diversidade de espécies se encontra no oeste da região. Mas não há dúvida de que muitas estão localmente extintas onde o desmatamento foi mais pesado.”

 

Na pior hipótese, a do “business as usual”, considera-se a continuidade do modelo da expansão da agricultura; na melhor, que o desmatamento zere até 2020. Os pesquisadores propõem, no entanto, que o cenário mais realista é o que considera a permanência da governança, ou seja, das ações governamentais que levaram à queda do desmatamento nos últimos anos.

 

Mas mesmo nessa situação é de se esperar que espécies sumam. Em 2050, os pesquisadores estimam que localmente (nos quadros de 50 km² podem desaparecer de 6 a 12 espécies de mamíferos, aves e anfíbios em média; enquanto de 12 a 19 podem entrar na conta do que pode ser extinto nos anos seguintes.

 

Eles reforçam que isso ainda não aconteceu e ações que aumentem as unidades de conservação e promovam a restauração de áreas degradadas têm potencial de evitar o danos. Os mapas mostram em quais áreas esse esforço poderia promover mais benefícios.

 

Em outro artigo na Science que comenta o trabalho, Thiago Rangel, da Universidade Federal de Goiás, pondera que a conjuntura atual é incerta. “O governo vai investir pesado em infraestrutura, estão previstas 22 hidrelétricas de grande porte, estão sendo reduzidas as unidades de conservação e o Código Florestal vai ficar mais frouxo. A trajetória dos dez anos que passaram dava uma sinalização otimista, mas são os próximos dez anos que vão dizer o que vai acontecer.”

Fonte: O Estado de São Paulo


4 de junho de 2012 | nenhum comentário »

‘Carta da Amazônia é concreta e muda modelo da ONU’, diz ministra

Ministras articulam audiência com Dilma Rousseff antes da Rio+20.
Para Ideli Salvatti, debate é bom por tratar de desenvolvimento sustentável.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, estão em Manaus nesta sexta-feira (1º). As representantes do governo federal participam do encerramento do “Encontro de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia para a Rio+20″. Representantes ministeriais encaminharão pleitos dos governadores à presidente Dilma Rousseff.

Antes do pronunciamento no evento, as titulares se reuniram com as autoridades dos nove estados da Amazônia Brasileira para tratar sobre a “Carta da Amazônia”, que integrará as discussões na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontece de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro.

Para a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, um evento desta magnitude, que reúne todos estados da Amazônia Legal, é muito importante na preparação para Conferência das Nações Unidas que o Brasil será sede.

A representante enfatizou a disposição dos governadores em criar um Conselho do Desenvolvimento Sustentável com participação dos governos federal e estaduais, sociedade civil e municípios para que o desenvolvimento com sustentabilidade possa acontecer na Amazônia.

“A Amazônia tem um grande apelo mundial e por este motivo ela tem uma relevância neste evento. Por isso, o que os governadores fizeram preparando a carta, colocando as necessidades, os avanços e os pleitos são de fundamental importância nesse momento. Realço que na carta uma das principais deliberações é no sentido de avançar naquilo que será debatido na Rio+20, que é a governança para o desenvolvimento sustentável”, disse Ideli Salvatti.

Desmatamento
A ministra assegurou que o documento formulado pelas autoridades da Amazônia Legal será encaminhado a presidenta Dilma Rousseff. Além disso, as titulares irão articular uma audiência entre os governadores e a presidenta. “A ideia é que esse encontro ocorra antes da Rio+20 para que todos esses pleitos, análises e a parceira entre os governadores da Amazônia e a presidenta possa se consolidar”, concluiu Ideli Salvatti.

Já a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, ressaltou que a região Amazônica irá se apresentar ao mundo depois de 20 anos com a menor taxa de desmatamento da história. “Houve avanços nas políticas de desenvolvimento regional e com uma convergência de políticas importantes em relação ao mundo sustentável. O próprio sentido da erradicação da pobreza, da economia verde e inclusiva que aposta nos melhores caminhos em termos de sustentabilidade, que traga crescimento econômico e social”, declarou Izabella Texeira.

Na análise da titular, dois pontos importantes integram as prioridades da ‘Carta da Amazônia’: o foco nas questões urbanas e os aspectos das inovações científicas e tecnológicas. “A proposta dos governadores é uma proposta muito concreta com um comitê que vai avaliar, reunir as prioridades e as questões de buscar os meios para implementação, não vai ser uma governança separada e sim única, mudando o modelo atual das Nações Unidas”, explicou a ministra do Meio Ambiente.

Código Florestal
Com a aprovação do Código Florestal com 12 vetos e 32 alterações, havia suspeita de uma suposta manobra política por parte do Governo Federal para atrair uma maior participação de presidentes e representantes de nações na Rio+20. Em relação ao assunto, a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, enfatiza que a solução encontrada foi “muito bem construída, que é social e ambiental, sendo a intenção solucionar os problemas do Brasil”.

Fonte: G1


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