Animais resgatados pelo IPEVS

Gambá (Didelphis Albiventris)

O gambá de orelha branca, Didelphis Albiventris, é um mamífero marsupial de coloração grisalha, porte médio e apresenta hábitos crepusculares e noturnos.  O habitat natural do gambá é a floresta, porém se adaptou a região urbana devido a disponibilidade de restos de alimentos, insetos e abrigos.

De hábito solitário com exceção da época reprodutivo que ocorre pelo menos uma vez por ano. A gestação varia de 12 a 14 dias e o número de filhotes gerados, de 4 a 14. Após aproximadamente 60 dias os filhotes iniciam o desmame, que se completa entre 70 a 100 dias.

A espécie não se encontra em risco de extinção.

A equipe do IPEVS realiza resgates frequentes desta espécie na cidade de Cornélio Procópio, a equipe é acionada por morados que encontram os animais nas residências. Em alguns casos os animais sofrem atropelamento e necessitam de cuidados até que possam voltar ao seu habitat.

No segundo semestre de 2012 o IPEVS atendeu vários pedidos de resgate, muitos destes eram filhotes, que permaneceram sob os cuidados da equipe até que fosse possível realizar a soltura.

Resgate realizado pela equipe do IPEVS em residência da Vila América de Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

Soltura do gambá de orelha branca capturado em residência de Cornélio, o resgate teve a colaboração do estagiário do IPEVS Eduardo Alves. Foto: IPEVS

Filhote de gambá de orelha branca resgatado em residência de Cornélio Procópio, mesmo com todos os cuidados da equipe do IPEVS o animal infelizmente veio a óbito. Foto: IPEVS

Resgate realizado pelo Corpo de Bombeiros, animais encaminhados para o IPEVS, gambá de orelha branca mãe e 9 filhotes. Foto: IPEVS

Constatado o óbito da mãe, os 9 filhotes de gambá ficaram sobre os cuidados das colaboradoras do IPEVS, Mayara Almeida, Bióloga e Renata Garcia estudante de Medicina Veterinária. Foto: IPEVS

Dos nove filhotes, 3 não resistiram e o restante ficou sobre os cuidados do IPEVS.  A soltura foi realizada em uma reserva da região meses após o resgate. Período necessário para reabilitação destes animais.

Recebimento de 2 gambás de orelha branca jovens. Foto: IPEVS

Após exames, os jovens gambás foram encaminhados para soltura. Foto: IPEVS

Resgate de filhotes de gambá de orelha branca, recolhidos pelo IPEVS devido ao óbito da mãe provavelmente atropelada. Foto: IPEVS

 

Tamanduá Mirim (Tamandua tetradactyla)

O tamanduá mirim também conhecido como tamanduá de colete devido a duas listras pretas que lembram um colete. O restante do corpo possui coloração amarelada. Esta espécie ocorre em todos os biomas do Brasil. Com atividade predominantemente noturna.  A alimentação do tamanduá de colete é constituída geralmente de cupins e formigas e utilizam as garras para romper os cupinzeiros e com a língua captura os insetos.

O fogo, os atropelamentos rodoviários e a caça são fatores que podem reduzir a população desta espécie.

Em setembro de 2012 o IPEVS se deslocou até o município de Sertaneja após receber a ligação da polícia militar para realizar o resgate de um tamanduá mirim que se encontrava em uma residência da cidade.  A equipe do IPEVS esteve no local e capturou o animal o qual permaneceu em observação por alguns dias, depois de constatado que o animal estava em perfeitas condições foi encaminhado para soltura.

No mês de outubro de 2012 o Corpo de Bombeiros de Cornélio realizou o resgate de outro tamanduá mirim e acionou a equipe do IPEVS para avaliação do animal. Verificado pelo médico veterinário do IPEVS, Rafael Haddad, que o tamanduá estava saudável sua soltura foi realizada.

Ambos foram encaminhados para reservas em nossa região.

Resgate tamanduá de colete na cidade de Sertaneja-PR. Foto: IPEVS

Resgate realizado pelo Corpo de Bombeiros que acionou a equipe do IPEVS para avaliar o estado do tamanduá de colete. Foto: IPEVS

Rafael Haddad médico veterinário do IPEVS, realizou a soltura do tamanduá. Foto: IPEVS

 

Urubu de cabeça-preta (Coragyps atratus)

No final do mês de outubro de 2012 o IPEVS resgatou em uma residência de Cornélio Procópio um urubu de cabeça-preta. O animal não estava ferido e após exames clínicos foi translocado para uma área de campo aberto

O urubu de cabeça-preta (Coragyps atratus) é uma espécie encontrada desde a região central dos Estados Unidos até praticamente toda a América do Sul. É uma das aves mais comuns em qualquer região do Brasil, exceto em extensas áreas florestadas. Facilmente visto onde há cidades, fazendas e áreas abertas.

Alimentam-se de carcaças de animais mortos e outros materiais orgânicos em decomposição, bem como de animais vivos impedidos de fugir, como filhotes de aves.

O urubu desempenha importante papel como saneador do ambiente.

Urubu de cabeça-preta, resgate realizado pelo IPEVS na cidade de Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

Após exames clínicos o urubu foi translocado para uma área de campo aberto. Foto: IPEVS

 

Fonte: Ascom IPEVS

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