Comércio ilegal de marfim precisa ser reprimido, afirma CITES

Órgão internacional de proteção a espécies ameaçadas afirma que elefantes e rinocerontes correm risco de extinção

O Comitê Permanente do Convenção Internacional para a Proteção de Espécies Ameaçadas (CITES) iniciou nesta segunda-feira uma semana de reuniões na qual espera conscientizar os países a adotarem medidas para frear o aumento do comércio ilegal de presas de elefante e chifres de rinoceronte.

Atualmente, o Vietnã é o maior destinatário de chifres de rinoceronte, graças às propriedades atribuídas para o tratamento de câncer, enquanto o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) criticou o governo vietnamita por fazer “pouco caso para contornar este problema, apesar das denúncias que muitos consumidores de chifres são funcionários públicos”.

Além disso, a ONG assinalou que estão preocupados quanto ao comércio ilegal de chifres de rinoceronte na Tailândia, assim como as que apontam que na China se está criando este animal unicamente para a comercialização e, por sua vez, citou um documento aprovado pela entidade oficial da medicina tradicional chinesa, que indica que suas supostas propriedades contra o câncer não foram comprovadas.

O comitê da CITES debaterá igualmente um relatório sobre a caça ilegal de elefantes e o comércio ilícito de marfim, e que aponta a China e a Tailândia como os maiores países consumidores de marfim em seu estado bruto.

Rinoceronte jovem convive com elefante na Àfrica do Sul: ambas espécies estão ameaçadas pelo comércio ilegal de marfim. Foto: Getty Images

Fonte: EFE

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