Dieta de orangotangos pode servir de referência para humanos, diz estudo

Como nós, macacos retêm gordura quando se alimentam em excesso.
Cientista usa animais como argumento contra dietas ricas em proteínas.

Orangotango da Indonésia ATENÇÃO: A FOTO SÓ É CEDIDA PRA UMA PAUTA ESPECÍFICA, NÃO REUTILIZE (Foto: Erin Vogel)

Orangotango da Indonésia (Foto: Erin Vogel)

A reação dos orangotangos da ilha de Bornéu, na Indonésia, à escassez de alimentos pode dar à nós, humanos, dicas sobre obesidade e desordens alimentares. A afirmação é de um estudo publicado na edição da última terça (13) da revista “Biology Letters”.

Esses macacos de grande porte estão entre os parentes mais próximos que temos na natureza, ao lado dos chimpanzés e dos gorilas. Segundo a pesquisadora Erin Vogel, da Universidade Rutgers, em Nova Jersey, nos EUA, essa é a única espécie na natureza que, como a nossa, armazena gordura quando se alimenta em excesso.

A alimentação deles se baseia em frutas – uma dieta pobre em proteínas. No entanto, é suficiente para garantir a quantidade de que eles precisam, inclusive durante longos períodos sem ingerir esse grupo alimentar.

Vogel destaca que o animal só consegue armazenar gordura nos períodos em que ingere grande quantidade de proteínas. Ela acredita que esse fato deveria ser levado em conta por médicos que acreditam que este tipo de dieta seja eficiente para a perda de peso.

“Acho que estudar a dieta de alguns dos nossos parentes mais próximos ainda vivos, os macacos de grande porte, pode nos ajudar a resolver questões sobre nossas próprias dietas modernas”, afirma a cientista.

 

Fonte: Do G1, São Paulo

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