FHC espera ‘ponto de equilíbrio’ na aprovação do novo Código Florestal

Ex-presidente disse nesta sexta-feira ‘esperar bom senso’ sobre assunto.
Ele participa do Fórum Mundial de Sustentabilidade, em Manaus.

Ex-presidente da República participa de evento ambiental em Manaus (Foto: Carlos Eduardo Matos/G1)

Ex-presidente da República participa de evento em Manaus (Foto: Carlos Eduardo Matos/G1)

O ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), disse nesta sexta-feira (23) em Manaus (AM) que torce para que o Código Florestal seja logo aprovado pelo Congresso Nacional. Ele espera um “ponto de equilíbrio” com a bancada ruralista.

“Eu espero bom senso. A agricultura precisa se desenvolver, afinal, o país está crescendo. Mas é importante manter um crescimento sustentável. Não há mais como pensar em crescimento sem pensar em meio ambiente, essa discussão já é superada”, disse.

As declarações do ex-presidente foram feitas durante visita à capital do Amazonas, onde participa da 3ª edição do Fórum Mundial de Sustentabilidade. O encontro teve início nesta quinta-feira (22).

Durante esta manhã ele visitou o Parque Ecológico do Mindu, onde conheceu algumas espécies de árvores amazônicas acompanhado do ex-senador e diplomata Arthur Neto — pré-candidato à prefeitura de Manaus pelo PSDB. O ex-presidente evitou falar de eleições municipais. “Se o Arthur for candidato, eu o apoiarei”, disse.

Críticas
Sobre o Código Florestal, Fernando Henrique Cardoso considerou a pauta como urgente e disse que divergências entre governo federal e a bancada ruralista do Congresso têm que ser resolvidas.

“O Brasil já tinha políticas eficientes para a questão ambiental. Aumentamos as áreas de preservação na Amazônia e reduzimos de 20 mil km²  para 6 mil km² a devastação. Ainda é muito e isso precisa ser trabalhado”, afirmou.

Para ele, a polêmica envolvendo a aprovação da lei ambiental é resultado da ausência de uma “agenda política” da presidente Dilma Rousseff, problema, segundo FHC, herdado pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

“Acho que o Congresso funciona melhor quando o país tem uma agenda e quando a coloca no Congresso, quando o presidente está chefiando, falando com a nação e com o congresso. Acho que a presidente Dilma tem espaço para definir uma agenda e discutir temas e não discutir quem vai assumir isso, vai assumir aquilo. Isso é cansativo e destrói a verdadeira política no Brasil”, analisou.

 

Fonte: G1

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