Brasil e Uruguai abrigam embriões de réptil mais antigos já vistos

Os embriões de réptil mais antigos já vistos, com 280 milhões de anos e pertencentes ao grupo dos mesossauros, foram descobertos na América do Sul, especificamente em Brasil e Uruguai, por uma equipe internacional de paleontólogos, anunciou nesta terça-feira o CNRS, centro nacional de pesquisa científica francês.

Os fósseis indicam que os mesossauros, répteis aquáticos, eram vivíparos, ou seja, pariam crias bem desenvolvidas.

Um “espécime em gestação”, descoberto no Brasil, revela que os mesossauros que povoavam esse território “retinham os embriões no útero durante a maior parte de seu desenvolvimento”, destacou o CNRS em um comunicado.

No Uruguai, Michel Laurin, do CNRS, e seus colegas escavaram 26 espécimes de mesossauros adultos, todos associados a embriões ou a exemplares muito jovens, da mesma época do fóssil brasileiro.

“Estes espécimes, mais ou menos desarticulados, são difíceis de interpretar, mas provavelmente se trata, na maioria, de embriões no útero”, acrescentou o comunicado.

No mesmo local foi encontrado um “ovo isolado de mesossauro”, o que traz uma incógnita, uma vez que os seres vivíparos, a princípio, não se reproduzem em ovos.

Segundo os paleontólogos, que publicaram sua descoberta na revista britânica Historical Biology, os mesossauros do Uruguai punham ovos em um estágio avançado de desenvolvimento do feto e estes ovos deviam eclodir entre vários minutos e vários dias mais tarde.

Em qualquer caso, estes fósseis de embriões são os exemplares mais antigos conhecidos até agora e antecipam “em 60 milhões de anos o aparecimento deste modo de reprodução” vivípara, segundo o CNRS.

 

Fonte: Veja Ciência

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