26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Pássaro tem penugem que imita lagarta venenosa para se proteger

Estudo observou filhote de ave amazônica chorona-cinza, que vive no Peru.
Ao ficar parecido com lagarta venenosa, filhote se protege dos predadores.

  Imagem de cima mostra filhote da ave chorona-cinza (Laniocera hypopyrra); imagem de baixo mostra uma lagarta venenosa da área (do gênero Megalopyge ou Podalia sp), que tem padrão parecido com a plumagem da ave (Foto: Santiago David Rivera/Wendy Valencia/Divulgação)

Imagem de cima mostra filhote da ave chorona-cinza (Laniocera hypopyrra); imagem de baixo mostra uma lagarta venenosa encontrada na mesma região (do gênero Megalopyge ou Podalia sp), que tem padrão parecido com a plumagem da ave (Foto: Santiago David Rivera/Wendy Valencia/Divulgação)

Um pássaro amazônico que vive no sudeste do Peru desenvolveu uma curiosa estratégia de defesa contra os predadores. Quando filhote, a chorona-cinza (Laniocera hypopyrra) tem uma penugem que lembra os pelos de uma lagarta venenosa que vive na região.

A descoberta do mimetismo foi feita por pesquisadores que participavam de um estudo ecológico sobre aves em 2012 na região. Eles notaram que o padrão das penugens da espécie eram muito peculiares: com fiapos longos de cor laranja vibrante e pontas brancas.

Os cientistas observaram que os filhotes moviam suas cabeças  vagarosamente de um lado para o outro, movimento parecido com o de algumas lagartas. Em seguida, constataram a presença de uma lagarta, do gênero Megalopyge ou Podalia sp, com os mesmos padrões de cores da penugem do passarinho.

A hipótese defendida pelos pesquisadores é que se trata de uma estratégia de mimetismo batesiano, em que o animal desenvolve características que o fazem parecer com uma outra espécie mais perigosa, afastando os predadores.

O resultado da pesquisa foi publicado na edição de janeiro da revista científica “The American Naturalist”.

Fonte: Globo Natureza


9 de setembro de 2013 | nenhum comentário »

Dia do Médico Veterinário

 

 

 

 

Parabéns! Da equipe do IPEVS para todos os Médicos Veterinários!

Fonte: Ascom IPEVS


3 de setembro de 2013 | nenhum comentário »

Dia do Biólogo

 

210618_410422895683813_1538458045_o

 

PARABÉNS! Da Equipe do IPEVS para todos os Biólogos!

 

 


29 de agosto de 2013 | nenhum comentário »

Pesquisadores descobrem nova espécie de carnívoro que é “mistura de gato com urso de pelúcia”

O olinguito, da família do guaxinim, vive nas florestas do Equador e da Colômbia e é a primeira espécie de carnívoro descoberta no Ocidente nos últimos 35 anos

Olinguito: pesando cerca de um quilo, o mamífero carnívoro é o primeiro mamífero descoberto no ocidente nós últimos 35 anos

Olinguito: pesando cerca de um quilo, o mamífero carnívoro é o primeiro mamífero descoberto no ocidente nos últimos 35 anos (Mark Gurney)

Pesquisadores do Museu Nacional de História Natural Smithsonian, nos Estados Unidos, finalmente desfizeram um mal-entendido que durou mais de um século: um animal já observado na natureza, em museus e até em zoológicos havia recebido a identificação errada por todos esses anos. Ao corrigir o erro, os cientistas encontraram o olinguito, primeiro carnívoro descoberto no ocidente nos últimos 35 anos.

O olinguito, que recebeu o nome científico deBassaricyon neblina, é o último membro identificado da família dos Procionídeos, à qual pertencem o guaxinim, o quati, o jupará e os olingos. Pesando cerca de um quilo, o olinguito tem olhos grandes e pelo marrom-alaranjado, que o fazem parecer “um cruzamento entre um gato doméstico e um urso de pelúcia”. Na natureza, ele vive nas florestas nebulosas da Colômbia e do Equador (de onde vem o termo “neblina” de seu nome científico).

“A descoberta do olinguito nos mostra que o mundo ainda não foi completamente explorado, e seus segredos mais básicos ainda não foram revelados”, afirma Kristofer Helgen, curador de animais do museu e principal autor do estudo. “Se novos carnívoros ainda podem ser encontrados, que outras surpresas nos esperam? Tantas espécies ainda não são conhecidas pela ciência. Documentá-las é o primeiro passo em direção a um entendimento de toda a riqueza e diversidade da vida na Terra”, diz o pesquisador. O estudo que descreve o olinguito foi publicado nesta quinta-feira, no periódico ZooKeys.

Longo caminho – A descoberta foi o resultado do trabalho de uma década. O objetivo inicial da pesquisa era estudar as diversas espécies de olingos, carnívoros do gênero Bassaricyon.Mas uma análise de mais de 95% dos exemplares desses animais presentes em museus, aliada a testes genéticos e dados históricos, revelou a existência do olinguito, que não havia sido descrito até então.

A primeira pista veio dos dentes e do crânio do animal, que são menores e apresentam formato diferente do olingos. Os animais da nova espécie também são menores e têm pelagem mais longa e densa. Porém, como as informações das quais os cientistas dispunham vinham de observações e exemplares capturados no início do século XX, era preciso descobrir se o olinguito ainda existia na natureza.

Para isso, os pesquisadores se uniram a Roland Kays, diretor do Laboratório de Biodiversidade e Observações da Terra do Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte, que ajudou a organizar uma expedição de campo. “Os dados dos exemplares antigos nos deram uma ideia do que procurar, mas ainda parecia um tiro no estudo”, conta Kays.

Habitat natural – Em uma expedição de três semanas, os pesquisadores encontraram os olinguitos e documentaram tudo o que puderam sobre o animal e seu habitat. Eles descobriram, por exemplo, que o olinguito é mais ativo durante a noite, se alimenta principalmente de frutas, raramente desce das árvores e tem um filhote de cada vez.

Os pesquisadores estimam que 42% de seu habitat já tenha sido transformado em áreas agrícolas ou urbanas. “As florestas nebulosas dos Andes são um mundo à parte. repletas de espécies que não são encontradas em outros lugares, muitas das quais podem estar ameaçadas. Nós esperamos que o olinguito possa ser um ‘embaixador’ para as florestas do Equador e da Colômbia”, afirma Helgen.

Fonte: Veja Ciência


29 de agosto de 2013 | nenhum comentário »

Brasil deve atingir meta de redução do desmatamento antes de 2020, diz secretário

O Brasil deve atingir antes do fim do prazo a meta de reduzir em 84% o desmatamento, principal fonte das emissões de gases de efeito estufa no país, disse na quarta-feira (28) o secretário nacional de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, Carlos Klink. Sem informar ano exato, ele disse que o país chegará antes de 2020 a um patamar inferior a 4 mil quilômetros desmatados por ano, compromisso estabelecido na Conferência do Clima de Copenhague, em 2009.

“No ano passado, já chegamos a 4,5 mil quilômetros quadrados de desmatamento. Temos que atingir 4 mil e manter, que é muito importante. Mas nossa meta continua sendo a de nos reportarmos às Nações Unidas em 2020?, declarou Klink, que participou da abertura do 7º Fórum Latino-Americano de Carbono.

De acordo com Klink, a queda do desmatamento corresponde a 60% da redução de emissões brasileiras, que precisam cair entre 36% e 39% até 2020. Para o secretário, o impacto também será global. “Como um estudo que saiu da Rio+20 aponta, vai haver um déficit de emissões em 2020, e nós vamos cobrir metade desse déficit com a nossa redução. O Brasil está dando uma contribuição global e quer ser reconhecido e valorizado por isso”.

Apesar disso, Klink reconhece que em alguns setores vêm ocorrendo aumento de emissões, que já eram previstas. “Alguns setores cresceram suas emissões, mas isso não se compara às emissões reduzidas no desmatamento. Isso não significa que não tenhamos que prestar atenção nisso. A agricultura e energia, principalmente, são os que dão uma subidinha. Por isso, temos planos setoriais específicos para indústria, energia e principalmente agricultura”.

Em um ano em que as usinas termelétricas foram a solução para as condições climáticas desfavoráveis às hidrelétricas e em que usinas a carvão entraram com peso nos leilões de geração de eletricidade para os próximos anos, o secretário não nega que essas são preocupações e diz que é preciso debater a questão da energia com a sociedade. “Pelo lado das emissões, é claro que isso é uma preocupação, mas, se a intenção é manter uma matriz energética diversificada, é um debate que o país tem que fazer. Por um lado, não estamos permitindo a construção de hidrelétricas, e temos que oferecer energia”.

Com redução do desmatamento concentrada principalmente na Amazônia, a secretaria trabalha agora para lançar o monitoramento sistemático do desmatamento no Cerrado. “Estamos financiando com o Fundo da Amazônia outros países da América Latina para que façam o monitoramento com tecnologia nossa. Estamos monitorando o Cerrado, e lá o desmatamento também caiu, mas estamos mais atrasados. A Caatinga também tem preocupado, mas caminha para a redução”, disse, acrescentando que o uso da vegetação como lenha e empreendimentos empresariais são a principal ameaça ao último bioma.

Fonte: Agência Brasil


29 de agosto de 2013 | nenhum comentário »

Vírus é provável causador de mortandade de golfinhos nos EUA

Morbillivírus cetáceo é similar ao que causa o sarampo humano.
Centenas de animais morreram na costa leste do país.

O morbillivírus cetáceo, um vírus similar ao do sarampo humano, é a causa provável da morte de centenas de golfinhos nariz-de-garrafa na costa leste dos Estados Unidos desde julho.

Este vírus afeta os pulmões e o cérebro, causando pneumonia e comportamento errático, e geralmente é letal, afirmaram os especialistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). “Muitos golfinhos apresentavam lesões na pele, na boca, nas articulações e nos pulmões”, afirmou a NOAA em um comunicado.

“A causa preliminar é atribuída ao morbillivirus cetáceo, com base em diagnósticos e discussões de especialistas na doença”, acrescentou. Outras mortandades em massa vinculadas ao morbillivirus afetaram os golfinhos no nordeste dos Estados Unidos em 1987-1989 e no Golfo do México em 1992 e 1994.

Um total de 488 golfinhos nariz-de-garrafa morreram ao longo do ano na costa leste, de Nova York à Carolina do Norte.

Funcionária do Aquário de Virgínia, nos EUA, faz necrópsia em golfinho morto na terça (6) (Foto: The Virginian-Pilot,L/Todd Spencer/AP)

Funcionária do Aquário de Virgínia, nos EUA, faz necrópsia em golfinho morto (Foto: The Virginian-Pilot,L/Todd Spencer/AP)

Visão de cima de golfinho morto antes da necrópsia (Foto: The Virginian-Pilot/L. Todd Spencer/AP)

Golfinho passa por necrópsia (Foto: The Virginian-Pilot/L. Todd Spencer/AP)

Fonte: Globo Natureza


29 de agosto de 2013 | nenhum comentário »

IPEVS resgata Ratão-do-banhado dentro de projeto assistencial em Cornélio Procópio

Rato Selvagem é capturado dentro de projeto assistencial em Cornélio Procópio

Ratão do Banhado resgate realizado pelo IPEVS. Imagem: Câmera Repórter

Na terça-feira (27), o Responsável Técnico do IPEVS (Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Meio Ambiente) biólogo e médico veterinário Rafael Haddad, deslocou até o Projeto Assistencial Espaço Jovem, localizado na Rua Pará em Cornélio Procópio, para fazer o resgate de um animal silvestre que apareceu na entidade.


 Rafael Haddad ressaltou que é mais uma situação de animais silvestres adentrando na zona urbana, devido à perda do seu habitat natural.

O ratão do banhado, assim como é conhecido, não era comum em nossa região, porém a população cresceu e por não encontrar mais espaço na natureza, acabou se deslocando para áreas urbanas.

Esse animal silvestre é muito parecido com a capivara, porém apresenta uma cauda comprida, dentes alaranjados e membros traseiros como nadadeiras; se alimentam de plantas aquáticas, gostam de lagos e pântanos.

O animal encontrado é jovem, macho, pesando aproximadamente quatro quilos e estava muito agressivo durante a captura; se fosse um animal adulto seria muito difícil para contê-lo.

O biólogo ressaltou que a população não deve tentar capturar nenhum animal silvestre e sim acionar rapidamente a equipe do Corpo de Bombeiros ou a equipe do IAP ou a equipe do IPEVS para realizar o resgate do animal.

O ratão do banhado será encaminhado para uma região distante da cidade, onde há um rio em que o animal possa se locomover tranquilamente.

Rato Selvagem é capturado dentro de projeto assistencial em Cornélio Procópio

Após o resgate o Ratão do banhado (Myocastor coypus) será encaminhado para soltura. Imagem: Câmera Repórter.

O médico veterinário do IPEVS Rafael Haddad em entrevista sobre o resgate ao jornalista Paulo Ribeiro. Imagem: IPEVS

Fonte: Câmera Repórter e Ascom IPEVS


23 de maio de 2013 | nenhum comentário »

ONU marca Dia Internacional da Biodiversidade com alerta sobre água

O tema do Dia Internacional da Biodiversidade foi escolhido para marcar o Ano Internacional de Cooperação da Água, comemorado durante todo 2013. Imagem:agenda21comperj

A ONU (Organização das Nações Unidas) comemorou o Dia Internacional da Biodiversidade nesta quarta-feira (22) lançando um alerta sobre a situação da demanda futura pela água.

Em mensagem, Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, lembrou do tema deste ano, “Água e Biodiversidade”, ao dizer que apesar da abundância do recurso, o planeta conta apenas com uma pequena quantidade de água fresca. O tema do Dia Internacional da Biodiversidade foi escolhido para marcar o Ano Internacional de Cooperação da Água, comemorado durante todo 2013.

Em várias partes do mundo, a demanda por água ultrapassa o fornecimento, e a qualidade do recurso ainda é um problema em muitos países. Ban lembrou que a biodiversidade e o ecossistema são fundamentais no alcance de uma visão de um mundo com água para todos.

Ele citou, ainda, o papel das florestas que ajudam a regular a erosão do solo e proteger a qualidade e o fornecimento de água.

Plano para 2020 – Para promover mais proteção, a Convenção sobre Diversidade Biológica emitiu um plano estratégico que vai até 2020 sobre o tema.

O Secretário-Geral lembrou os compromissos firmados durante a Rio+20, no Rio de Janeiro, sobre a necessidade de se manter a quantidade e a qualidade da água em programas de governo.

Ele pediu aos países que ainda não ratificaram o Protocolo de Nagoia de acesso a recursos genéticos que o façam.

 

(Fonte: UOL)


23 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Guarda de animais silvestres

O Conselho Nacional de Meio Ambiente aprovou, nesta quarta-feira (22), resolução que regula a guarda provisória de espécies da fauna silvestre por pessoas físicas em todo o País, quando não houver outra solução possível. A prioridade de guarda continua a cargo dos Centros de Triagem de Animais Silvestres, os Cetas, autorizados pelo Ibama e responsáveis pela recuperação e reintrodução desse animais na natureza.

A medida regulamenta uma lei de 1998, que prevê que os órgãos ambientais podem encaminhar animais apreendidos, resgatados ou recebidos espontaneamente para serem cuidados por pessoas cadastradas. Os cuidadores precisam demonstrar que apresentam condições para abrigar as espécies até que o órgão ambiental encontre uma destinação adequada. A reintrodução ao habitat é uma prioridade prevista em lei.

Em último caso, quando não houver condições de transporte ou abrigamento em instalações adequadas ou mesmo guardador cadastrado, a guarda pode ser dada provisoriamente à pessoa encontrada em posse do animal. Porém, ela continuará tendo que responder judicialmente pela posse ilegal do animal. As leis ambientais brasileiras consideram crime retirar animais silvestres de seus habitats sem a prévia autorização dos órgãos ambientais competentes.

Nem todas as espécies são passíveis de criação em cativeiro para fins comerciais ou para serem criados como mascotes. O Ibama terá 90 dias para publicar a chamada “lista pet”, relacionando as espécies abrangidas pela resolução Conama. A medida aprovada deverá trazer segurança jurídica tanto para a guarda e depósito quanto para a fiscalização após a apreensão dos animais. Criar animais silvestres como domésticos, principalmente aves e pequenos primatas, é costume em pequenas comunidades interioranas. Isso acaba inviabilizando sua reintrodução à natureza.

(Fonte: MMA)


23 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Um ano após aprovação, Código Florestal teima em não sair do papel

Lenta implementação do Cadastro Ambiental Rural é criticada por ambientalistas e representantes do poder público em seminário na Câmara dos Deputados

 

Um ano após sua aprovação, o novo Código Florestal brasileiro ainda precisa sair do papel no que diz respeito à criação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e à implementação do Programa de Regularização Ambiental (PRA), dois dos pilares do marco legal aprovado após a intensa batalha política travada dentro do governo e no Congresso Nacional. Essa constatação foi feita hoje (21) por ambientalistas, parlamentares e representantes do Executivo e do Judiciário durante um seminário realizado em Brasília pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados em parceria com a Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas.

 

Aprovado em maio do ano passado, o novo Código Florestal só começou a valer de verdade em outubro, quando entraram em vigor as alterações aprovadas pela Medida Provisória 571, mais tarde convertida na Lei 12.727, de 2012. Desde então, a implementação prática de iniciativas como o CAR, cadastramento necessário para que o proprietário rural tenha acesso ao PRA, não estaria, segundo os críticos, fluindo a contento. Isso motivou um grupo de ONGs e entidades representativas dos movimentos sociais a anunciar durante o seminário a criação do Observatório do Código Florestal, colegiado que tem o objetivo de monitorar o avanço das diversas medidas propostas pela nova lei.

 

Participam do Observatório do Código Florestal o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), o Instituto Socioambiental (ISA), a Fundação SOS Mata Atlântica, o WWF Brasil e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), entre outras organizações. Os integrantes do Observatório anunciaram que pretendem criar indicadores que permitam “a análise da implementação do novo Código Florestal e que contribuam para a transparência do processo”.

 

Durante o seminário, o ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), reclamou do atraso na regulamentação do CAR, que depende do governo federal, e disse que a falta de implementação do cadastramento é “o principal entrave à real implementação” do novo Código Florestal. “O CAR é o mecanismo mais importante na proteção do próprio produtor rural, uma vez que dá início a uma série de providências que asseguram ao produtor o tempo necessário para recompor seu passivo ambiental. É urgente a implementação do CAR para afastar a situação de insegurança jurídica dos proprietários, que permanece igual à verificada antes da aprovação do novo código florestal”, disse.

 

Já o coordenador do ISA, Raul do Valle, ressaltou a responsabilidade dos governos estaduais pela demora na viabilização das novas medidas estipuladas no Código Florestal e disse acreditar que está havendo “desleixo por parte de alguns estados na tarefa de cadastrar cerca de cinco milhões de produtores rurais no PRA”.

 

Implementação gradual

 

Em resposta às críticas, o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), Volney Zanardi Jr., afirmou que o novo Código Florestal “instituiu um novo paradigma de gestão com desafios compartilhados entre os entes federativos” e explicou que o SiCAR (Sistema do CAR) está sendo gradualmente implementado: “Cabe ao Ibama a disponibilização de imagens de satélite neste sistema. Para esta atividade, também conhecida como georeferenciamento, estão sendo investidos cerca de R$ 30 milhões”, diss

 

Zanardi disse que o Ibama já fez acordos de cooperação técnica de uso do sistema com 24 estados, faltando apenas Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso, cujos acordos devem ser assinados nos próximos dias: “Uma das dificuldades encontradas na implementação da CAR é a diversidade de procedimentos adotados de forma específica por cada um dos estados”, reconheceu.

 

De acordo com o coordenador da Frente Ambientalista na Câmara, Sarney Filho (PV-MA), que propôs a realização do seminário, “o CAR é a única medida de grande importância que resultou do novo Código Florestal”. O deputado disse que as falhas do poder público precisam ser corrigidas: “Até agora, só tenho ouvido queixas, principalmente dos proprietários e produtores, de que eles não têm nenhum tipo de auxílio, nem dos Estados, nem da União”, disse.

 

Também participaram do seminário sobre o Código Florestal representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), além de secretários do Meio Ambiente de diversos estados.

 

(Rede Brasil Atual, com Agência Câmara)


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26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Pássaro tem penugem que imita lagarta venenosa para se proteger

Estudo observou filhote de ave amazônica chorona-cinza, que vive no Peru.
Ao ficar parecido com lagarta venenosa, filhote se protege dos predadores.

  Imagem de cima mostra filhote da ave chorona-cinza (Laniocera hypopyrra); imagem de baixo mostra uma lagarta venenosa da área (do gênero Megalopyge ou Podalia sp), que tem padrão parecido com a plumagem da ave (Foto: Santiago David Rivera/Wendy Valencia/Divulgação)

Imagem de cima mostra filhote da ave chorona-cinza (Laniocera hypopyrra); imagem de baixo mostra uma lagarta venenosa encontrada na mesma região (do gênero Megalopyge ou Podalia sp), que tem padrão parecido com a plumagem da ave (Foto: Santiago David Rivera/Wendy Valencia/Divulgação)

Um pássaro amazônico que vive no sudeste do Peru desenvolveu uma curiosa estratégia de defesa contra os predadores. Quando filhote, a chorona-cinza (Laniocera hypopyrra) tem uma penugem que lembra os pelos de uma lagarta venenosa que vive na região.

A descoberta do mimetismo foi feita por pesquisadores que participavam de um estudo ecológico sobre aves em 2012 na região. Eles notaram que o padrão das penugens da espécie eram muito peculiares: com fiapos longos de cor laranja vibrante e pontas brancas.

Os cientistas observaram que os filhotes moviam suas cabeças  vagarosamente de um lado para o outro, movimento parecido com o de algumas lagartas. Em seguida, constataram a presença de uma lagarta, do gênero Megalopyge ou Podalia sp, com os mesmos padrões de cores da penugem do passarinho.

A hipótese defendida pelos pesquisadores é que se trata de uma estratégia de mimetismo batesiano, em que o animal desenvolve características que o fazem parecer com uma outra espécie mais perigosa, afastando os predadores.

O resultado da pesquisa foi publicado na edição de janeiro da revista científica “The American Naturalist”.

Fonte: Globo Natureza


9 de setembro de 2013 | nenhum comentário »

Dia do Médico Veterinário

 

 

 

 

Parabéns! Da equipe do IPEVS para todos os Médicos Veterinários!

Fonte: Ascom IPEVS


3 de setembro de 2013 | nenhum comentário »

Dia do Biólogo

 

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PARABÉNS! Da Equipe do IPEVS para todos os Biólogos!

 

 


29 de agosto de 2013 | nenhum comentário »

Pesquisadores descobrem nova espécie de carnívoro que é “mistura de gato com urso de pelúcia”

O olinguito, da família do guaxinim, vive nas florestas do Equador e da Colômbia e é a primeira espécie de carnívoro descoberta no Ocidente nos últimos 35 anos

Olinguito: pesando cerca de um quilo, o mamífero carnívoro é o primeiro mamífero descoberto no ocidente nós últimos 35 anos

Olinguito: pesando cerca de um quilo, o mamífero carnívoro é o primeiro mamífero descoberto no ocidente nos últimos 35 anos (Mark Gurney)

Pesquisadores do Museu Nacional de História Natural Smithsonian, nos Estados Unidos, finalmente desfizeram um mal-entendido que durou mais de um século: um animal já observado na natureza, em museus e até em zoológicos havia recebido a identificação errada por todos esses anos. Ao corrigir o erro, os cientistas encontraram o olinguito, primeiro carnívoro descoberto no ocidente nos últimos 35 anos.

O olinguito, que recebeu o nome científico deBassaricyon neblina, é o último membro identificado da família dos Procionídeos, à qual pertencem o guaxinim, o quati, o jupará e os olingos. Pesando cerca de um quilo, o olinguito tem olhos grandes e pelo marrom-alaranjado, que o fazem parecer “um cruzamento entre um gato doméstico e um urso de pelúcia”. Na natureza, ele vive nas florestas nebulosas da Colômbia e do Equador (de onde vem o termo “neblina” de seu nome científico).

“A descoberta do olinguito nos mostra que o mundo ainda não foi completamente explorado, e seus segredos mais básicos ainda não foram revelados”, afirma Kristofer Helgen, curador de animais do museu e principal autor do estudo. “Se novos carnívoros ainda podem ser encontrados, que outras surpresas nos esperam? Tantas espécies ainda não são conhecidas pela ciência. Documentá-las é o primeiro passo em direção a um entendimento de toda a riqueza e diversidade da vida na Terra”, diz o pesquisador. O estudo que descreve o olinguito foi publicado nesta quinta-feira, no periódico ZooKeys.

Longo caminho – A descoberta foi o resultado do trabalho de uma década. O objetivo inicial da pesquisa era estudar as diversas espécies de olingos, carnívoros do gênero Bassaricyon.Mas uma análise de mais de 95% dos exemplares desses animais presentes em museus, aliada a testes genéticos e dados históricos, revelou a existência do olinguito, que não havia sido descrito até então.

A primeira pista veio dos dentes e do crânio do animal, que são menores e apresentam formato diferente do olingos. Os animais da nova espécie também são menores e têm pelagem mais longa e densa. Porém, como as informações das quais os cientistas dispunham vinham de observações e exemplares capturados no início do século XX, era preciso descobrir se o olinguito ainda existia na natureza.

Para isso, os pesquisadores se uniram a Roland Kays, diretor do Laboratório de Biodiversidade e Observações da Terra do Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte, que ajudou a organizar uma expedição de campo. “Os dados dos exemplares antigos nos deram uma ideia do que procurar, mas ainda parecia um tiro no estudo”, conta Kays.

Habitat natural – Em uma expedição de três semanas, os pesquisadores encontraram os olinguitos e documentaram tudo o que puderam sobre o animal e seu habitat. Eles descobriram, por exemplo, que o olinguito é mais ativo durante a noite, se alimenta principalmente de frutas, raramente desce das árvores e tem um filhote de cada vez.

Os pesquisadores estimam que 42% de seu habitat já tenha sido transformado em áreas agrícolas ou urbanas. “As florestas nebulosas dos Andes são um mundo à parte. repletas de espécies que não são encontradas em outros lugares, muitas das quais podem estar ameaçadas. Nós esperamos que o olinguito possa ser um ‘embaixador’ para as florestas do Equador e da Colômbia”, afirma Helgen.

Fonte: Veja Ciência


29 de agosto de 2013 | nenhum comentário »

Brasil deve atingir meta de redução do desmatamento antes de 2020, diz secretário

O Brasil deve atingir antes do fim do prazo a meta de reduzir em 84% o desmatamento, principal fonte das emissões de gases de efeito estufa no país, disse na quarta-feira (28) o secretário nacional de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, Carlos Klink. Sem informar ano exato, ele disse que o país chegará antes de 2020 a um patamar inferior a 4 mil quilômetros desmatados por ano, compromisso estabelecido na Conferência do Clima de Copenhague, em 2009.

“No ano passado, já chegamos a 4,5 mil quilômetros quadrados de desmatamento. Temos que atingir 4 mil e manter, que é muito importante. Mas nossa meta continua sendo a de nos reportarmos às Nações Unidas em 2020?, declarou Klink, que participou da abertura do 7º Fórum Latino-Americano de Carbono.

De acordo com Klink, a queda do desmatamento corresponde a 60% da redução de emissões brasileiras, que precisam cair entre 36% e 39% até 2020. Para o secretário, o impacto também será global. “Como um estudo que saiu da Rio+20 aponta, vai haver um déficit de emissões em 2020, e nós vamos cobrir metade desse déficit com a nossa redução. O Brasil está dando uma contribuição global e quer ser reconhecido e valorizado por isso”.

Apesar disso, Klink reconhece que em alguns setores vêm ocorrendo aumento de emissões, que já eram previstas. “Alguns setores cresceram suas emissões, mas isso não se compara às emissões reduzidas no desmatamento. Isso não significa que não tenhamos que prestar atenção nisso. A agricultura e energia, principalmente, são os que dão uma subidinha. Por isso, temos planos setoriais específicos para indústria, energia e principalmente agricultura”.

Em um ano em que as usinas termelétricas foram a solução para as condições climáticas desfavoráveis às hidrelétricas e em que usinas a carvão entraram com peso nos leilões de geração de eletricidade para os próximos anos, o secretário não nega que essas são preocupações e diz que é preciso debater a questão da energia com a sociedade. “Pelo lado das emissões, é claro que isso é uma preocupação, mas, se a intenção é manter uma matriz energética diversificada, é um debate que o país tem que fazer. Por um lado, não estamos permitindo a construção de hidrelétricas, e temos que oferecer energia”.

Com redução do desmatamento concentrada principalmente na Amazônia, a secretaria trabalha agora para lançar o monitoramento sistemático do desmatamento no Cerrado. “Estamos financiando com o Fundo da Amazônia outros países da América Latina para que façam o monitoramento com tecnologia nossa. Estamos monitorando o Cerrado, e lá o desmatamento também caiu, mas estamos mais atrasados. A Caatinga também tem preocupado, mas caminha para a redução”, disse, acrescentando que o uso da vegetação como lenha e empreendimentos empresariais são a principal ameaça ao último bioma.

Fonte: Agência Brasil


29 de agosto de 2013 | nenhum comentário »

Vírus é provável causador de mortandade de golfinhos nos EUA

Morbillivírus cetáceo é similar ao que causa o sarampo humano.
Centenas de animais morreram na costa leste do país.

O morbillivírus cetáceo, um vírus similar ao do sarampo humano, é a causa provável da morte de centenas de golfinhos nariz-de-garrafa na costa leste dos Estados Unidos desde julho.

Este vírus afeta os pulmões e o cérebro, causando pneumonia e comportamento errático, e geralmente é letal, afirmaram os especialistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). “Muitos golfinhos apresentavam lesões na pele, na boca, nas articulações e nos pulmões”, afirmou a NOAA em um comunicado.

“A causa preliminar é atribuída ao morbillivirus cetáceo, com base em diagnósticos e discussões de especialistas na doença”, acrescentou. Outras mortandades em massa vinculadas ao morbillivirus afetaram os golfinhos no nordeste dos Estados Unidos em 1987-1989 e no Golfo do México em 1992 e 1994.

Um total de 488 golfinhos nariz-de-garrafa morreram ao longo do ano na costa leste, de Nova York à Carolina do Norte.

Funcionária do Aquário de Virgínia, nos EUA, faz necrópsia em golfinho morto na terça (6) (Foto: The Virginian-Pilot,L/Todd Spencer/AP)

Funcionária do Aquário de Virgínia, nos EUA, faz necrópsia em golfinho morto (Foto: The Virginian-Pilot,L/Todd Spencer/AP)

Visão de cima de golfinho morto antes da necrópsia (Foto: The Virginian-Pilot/L. Todd Spencer/AP)

Golfinho passa por necrópsia (Foto: The Virginian-Pilot/L. Todd Spencer/AP)

Fonte: Globo Natureza


29 de agosto de 2013 | nenhum comentário »

IPEVS resgata Ratão-do-banhado dentro de projeto assistencial em Cornélio Procópio

Rato Selvagem é capturado dentro de projeto assistencial em Cornélio Procópio

Ratão do Banhado resgate realizado pelo IPEVS. Imagem: Câmera Repórter

Na terça-feira (27), o Responsável Técnico do IPEVS (Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Meio Ambiente) biólogo e médico veterinário Rafael Haddad, deslocou até o Projeto Assistencial Espaço Jovem, localizado na Rua Pará em Cornélio Procópio, para fazer o resgate de um animal silvestre que apareceu na entidade.


 Rafael Haddad ressaltou que é mais uma situação de animais silvestres adentrando na zona urbana, devido à perda do seu habitat natural.

O ratão do banhado, assim como é conhecido, não era comum em nossa região, porém a população cresceu e por não encontrar mais espaço na natureza, acabou se deslocando para áreas urbanas.

Esse animal silvestre é muito parecido com a capivara, porém apresenta uma cauda comprida, dentes alaranjados e membros traseiros como nadadeiras; se alimentam de plantas aquáticas, gostam de lagos e pântanos.

O animal encontrado é jovem, macho, pesando aproximadamente quatro quilos e estava muito agressivo durante a captura; se fosse um animal adulto seria muito difícil para contê-lo.

O biólogo ressaltou que a população não deve tentar capturar nenhum animal silvestre e sim acionar rapidamente a equipe do Corpo de Bombeiros ou a equipe do IAP ou a equipe do IPEVS para realizar o resgate do animal.

O ratão do banhado será encaminhado para uma região distante da cidade, onde há um rio em que o animal possa se locomover tranquilamente.

Rato Selvagem é capturado dentro de projeto assistencial em Cornélio Procópio

Após o resgate o Ratão do banhado (Myocastor coypus) será encaminhado para soltura. Imagem: Câmera Repórter.

O médico veterinário do IPEVS Rafael Haddad em entrevista sobre o resgate ao jornalista Paulo Ribeiro. Imagem: IPEVS

Fonte: Câmera Repórter e Ascom IPEVS


23 de maio de 2013 | nenhum comentário »

ONU marca Dia Internacional da Biodiversidade com alerta sobre água

O tema do Dia Internacional da Biodiversidade foi escolhido para marcar o Ano Internacional de Cooperação da Água, comemorado durante todo 2013. Imagem:agenda21comperj

A ONU (Organização das Nações Unidas) comemorou o Dia Internacional da Biodiversidade nesta quarta-feira (22) lançando um alerta sobre a situação da demanda futura pela água.

Em mensagem, Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, lembrou do tema deste ano, “Água e Biodiversidade”, ao dizer que apesar da abundância do recurso, o planeta conta apenas com uma pequena quantidade de água fresca. O tema do Dia Internacional da Biodiversidade foi escolhido para marcar o Ano Internacional de Cooperação da Água, comemorado durante todo 2013.

Em várias partes do mundo, a demanda por água ultrapassa o fornecimento, e a qualidade do recurso ainda é um problema em muitos países. Ban lembrou que a biodiversidade e o ecossistema são fundamentais no alcance de uma visão de um mundo com água para todos.

Ele citou, ainda, o papel das florestas que ajudam a regular a erosão do solo e proteger a qualidade e o fornecimento de água.

Plano para 2020 – Para promover mais proteção, a Convenção sobre Diversidade Biológica emitiu um plano estratégico que vai até 2020 sobre o tema.

O Secretário-Geral lembrou os compromissos firmados durante a Rio+20, no Rio de Janeiro, sobre a necessidade de se manter a quantidade e a qualidade da água em programas de governo.

Ele pediu aos países que ainda não ratificaram o Protocolo de Nagoia de acesso a recursos genéticos que o façam.

 

(Fonte: UOL)


23 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Guarda de animais silvestres

O Conselho Nacional de Meio Ambiente aprovou, nesta quarta-feira (22), resolução que regula a guarda provisória de espécies da fauna silvestre por pessoas físicas em todo o País, quando não houver outra solução possível. A prioridade de guarda continua a cargo dos Centros de Triagem de Animais Silvestres, os Cetas, autorizados pelo Ibama e responsáveis pela recuperação e reintrodução desse animais na natureza.

A medida regulamenta uma lei de 1998, que prevê que os órgãos ambientais podem encaminhar animais apreendidos, resgatados ou recebidos espontaneamente para serem cuidados por pessoas cadastradas. Os cuidadores precisam demonstrar que apresentam condições para abrigar as espécies até que o órgão ambiental encontre uma destinação adequada. A reintrodução ao habitat é uma prioridade prevista em lei.

Em último caso, quando não houver condições de transporte ou abrigamento em instalações adequadas ou mesmo guardador cadastrado, a guarda pode ser dada provisoriamente à pessoa encontrada em posse do animal. Porém, ela continuará tendo que responder judicialmente pela posse ilegal do animal. As leis ambientais brasileiras consideram crime retirar animais silvestres de seus habitats sem a prévia autorização dos órgãos ambientais competentes.

Nem todas as espécies são passíveis de criação em cativeiro para fins comerciais ou para serem criados como mascotes. O Ibama terá 90 dias para publicar a chamada “lista pet”, relacionando as espécies abrangidas pela resolução Conama. A medida aprovada deverá trazer segurança jurídica tanto para a guarda e depósito quanto para a fiscalização após a apreensão dos animais. Criar animais silvestres como domésticos, principalmente aves e pequenos primatas, é costume em pequenas comunidades interioranas. Isso acaba inviabilizando sua reintrodução à natureza.

(Fonte: MMA)


23 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Um ano após aprovação, Código Florestal teima em não sair do papel

Lenta implementação do Cadastro Ambiental Rural é criticada por ambientalistas e representantes do poder público em seminário na Câmara dos Deputados

 

Um ano após sua aprovação, o novo Código Florestal brasileiro ainda precisa sair do papel no que diz respeito à criação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e à implementação do Programa de Regularização Ambiental (PRA), dois dos pilares do marco legal aprovado após a intensa batalha política travada dentro do governo e no Congresso Nacional. Essa constatação foi feita hoje (21) por ambientalistas, parlamentares e representantes do Executivo e do Judiciário durante um seminário realizado em Brasília pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados em parceria com a Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas.

 

Aprovado em maio do ano passado, o novo Código Florestal só começou a valer de verdade em outubro, quando entraram em vigor as alterações aprovadas pela Medida Provisória 571, mais tarde convertida na Lei 12.727, de 2012. Desde então, a implementação prática de iniciativas como o CAR, cadastramento necessário para que o proprietário rural tenha acesso ao PRA, não estaria, segundo os críticos, fluindo a contento. Isso motivou um grupo de ONGs e entidades representativas dos movimentos sociais a anunciar durante o seminário a criação do Observatório do Código Florestal, colegiado que tem o objetivo de monitorar o avanço das diversas medidas propostas pela nova lei.

 

Participam do Observatório do Código Florestal o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), o Instituto Socioambiental (ISA), a Fundação SOS Mata Atlântica, o WWF Brasil e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), entre outras organizações. Os integrantes do Observatório anunciaram que pretendem criar indicadores que permitam “a análise da implementação do novo Código Florestal e que contribuam para a transparência do processo”.

 

Durante o seminário, o ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), reclamou do atraso na regulamentação do CAR, que depende do governo federal, e disse que a falta de implementação do cadastramento é “o principal entrave à real implementação” do novo Código Florestal. “O CAR é o mecanismo mais importante na proteção do próprio produtor rural, uma vez que dá início a uma série de providências que asseguram ao produtor o tempo necessário para recompor seu passivo ambiental. É urgente a implementação do CAR para afastar a situação de insegurança jurídica dos proprietários, que permanece igual à verificada antes da aprovação do novo código florestal”, disse.

 

Já o coordenador do ISA, Raul do Valle, ressaltou a responsabilidade dos governos estaduais pela demora na viabilização das novas medidas estipuladas no Código Florestal e disse acreditar que está havendo “desleixo por parte de alguns estados na tarefa de cadastrar cerca de cinco milhões de produtores rurais no PRA”.

 

Implementação gradual

 

Em resposta às críticas, o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), Volney Zanardi Jr., afirmou que o novo Código Florestal “instituiu um novo paradigma de gestão com desafios compartilhados entre os entes federativos” e explicou que o SiCAR (Sistema do CAR) está sendo gradualmente implementado: “Cabe ao Ibama a disponibilização de imagens de satélite neste sistema. Para esta atividade, também conhecida como georeferenciamento, estão sendo investidos cerca de R$ 30 milhões”, diss

 

Zanardi disse que o Ibama já fez acordos de cooperação técnica de uso do sistema com 24 estados, faltando apenas Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso, cujos acordos devem ser assinados nos próximos dias: “Uma das dificuldades encontradas na implementação da CAR é a diversidade de procedimentos adotados de forma específica por cada um dos estados”, reconheceu.

 

De acordo com o coordenador da Frente Ambientalista na Câmara, Sarney Filho (PV-MA), que propôs a realização do seminário, “o CAR é a única medida de grande importância que resultou do novo Código Florestal”. O deputado disse que as falhas do poder público precisam ser corrigidas: “Até agora, só tenho ouvido queixas, principalmente dos proprietários e produtores, de que eles não têm nenhum tipo de auxílio, nem dos Estados, nem da União”, disse.

 

Também participaram do seminário sobre o Código Florestal representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), além de secretários do Meio Ambiente de diversos estados.

 

(Rede Brasil Atual, com Agência Câmara)


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