25 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas fazem lista de ’10 mais’ de espécies descobertas em 2011

Relação chama a atenção para a biodiversidade do planeta.
Aranha azul representa o Brasil na lista.

Uma equipe internacional de botânicos divulgou nesta quarta-feira (23) uma lista de “10 mais” com espécies descobertas em todo o mundo durante o ano de 2011. Elas foram escolhidas entre mais de 200 espécies.

A relação, escolhida por especialistas do Instituto Internacional da Exploração de Espécies, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, traz seres que chamam a atenção porque são diferentes do que estamos acostumados a ver.

A lista é publicada há cinco anos, sempre em 23 de maio, aniversário de nascimento de Lineu, pai da classificação de espécies moderna. O objetivo da iniciativa é destacar a importância da biodiversidade das espécies do planeta.

Macaco-espirrador (Foto: Thomas Geissmann / Fauna & Flora International)

Macaco-espirrador (Foto: Thomas Geissmann / Fauna & Flora International)

Macaco-espirrador
O macaco-espirrador (Rhinopithecus strykeri) recebeu esse nome porque espirra quando chove. Ele foi identificado nas montanhas de Myanmar, e foi o primeiro animal da família do macaco-de-nariz-empinado a ser registrado como nativo do país, que fica no Sudeste Asiático. Os cientistas acreditam que a espécie já corra sério risco de extinção.

Água-viva-de-bonaire
Essa espécie de água-viva foi descoberta em Bonaire, uma ilha holandesa no Caribe. Esse animal venenoso lembra uma pipa, com seus tentáculos coloridos. O nome científico Tamoya ohboya foi selecionado em um projeto de ciências e é uma brincadeira com a expressão “oh boy!”, que é uma interjeição de espanto em inglês – essa seria a reação de uma pessoa que fosse ferroada pela água-viva.

Verme-do-diabo
Com cerca de meio milímetro de comprimento, esses nematódeos foram descobertos em minas de ouro na África do Sul, a 1,3 km de profundidade. Nenhuma outra espécie multicelular já tinha sido descoberta em tanta profundidade. Capaz de suportar a alta pressão e a alta temperatura desse “inferno”, o Halicephalobus mephistofoi apelidado de verme-do-diabo.

Orquídea-noturna
Essa espécie rara de plantas foi descoberta na Papua-Nova Guiné, na Oceania. A flor da Bulbophyllum nocturnum se abre por volta de 22h e se fecha cedo pela manhã. Das mais de 25 mil espécies de orquídeas catalogadas, essa é a única que floresce durante a noite.

Vespa parasita
A vespa Kollasmosoma sentum ataca formigas com uma velocidade impressionante. Ela fica à espreita, voando próxima ao chão, e em um vigésimo de segundo, ela deposita seus ovos dentro do corpo da vítima. A formiga então servirá de comida para as larvas da vespa que vão se desenvolver. A espécie foi descoberta na Espanha.

Cogumelo bob esponja

O nome científico desse cogumelo descoberto na ilha de Bornéu, na Malásia, é Spongiforma squarepantsii (o nome de Bob Esponja Calça Quadrada em inglês é “SpongeBob SquarePants”). Apesar de não ter nenhum parentesco com as esponjas, esse fungo se parece com esses animais, e acabou homenageado com o nome do desenho animado.

Papoula-do-outono-nepalesa
A altitude pode explicar por que a Meconopsis autumnalis passou batida pela ciência durante tanto tempo. Seu habitat fica a entre 3,3 mil e 4,2 mil metros de altura em relação ao nível do mar. Sujeita a um clima único na altitude do Himalaia e sob efeito das monções – ventos e chuvas típicos do subcontinente indiano –, essa planta floresce no outono, e não na primavera.

Embuá-gigante
Esse milípede – parente dos insetos que tem vários pares de patas – é o maior já encontrado na natureza, com 16 centímetros. Tem o tamanho de uma salsicha, e seu nome científico Crurifarcimen vagans significa “salsicha com patas ambulante” em latim. O embuá-gigante foi descoberto nas montanhas da Tanzânia, no leste da África, lugar com rica diversidade de espécies.

Cacto-ambulante
Essa espécie extinta encontrada na China viveu há 520 milhões de anos. Em seis centímetros de comprimento, esse animal lembra um verme, mas, ao mesmo tempo, apresenta dez pares de patas articuladas. Para os cientistas que o descobriram, aDiania cactiformis seria um primeiro elo perdido conhecido entre os vermes e os artrópodes.

Tarântula-de-sazima
Essa aranha azul colocou o Brasil pela primeira vez na lista de “10 mais”. Descrita por pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, essa espécie vive em uma “ilha ecológica” e só é encontrada no alto da Chapada Diamantina, na Bahia. Seu nomePterinopelma sazimai é uma homenagem ao cientista Ivan Sazima, que coletou indivíduos dessa aranha nas décadas 1970 e 1980 – o registro da nova espécie só é aceito quando ela é descrita em uma revista científica, por isso ela entrou na lista de 2011.

Água-viva-de-bonaire (Foto: Ned DeLoach)

Água-viva-de-bonaire (Foto: Ned DeLoach)

Verme-do-diabo (Foto: G. Borgonie, Ghent University)

Verme-do-diabo (Foto: G. Borgonie, Ghent University)

 

Orquídea-noturna (Foto: Andre Schuiteman)

Orquídea-noturna (Foto: Andre Schuiteman)

Vespa parasita (Foto: C. van Achterberg)

Vespa parasita (Foto: C. van Achterberg)

À esquerda, o Bob Esponja do desenho animado; à direita, o fungo que ganhou seu nome (Foto: Divulgação)

À esquerda, o Bob Esponja do desenho animado; à direita, o fungo que ganhou seu nome (Foto: Divulgação)

Papoula-do-outono-nepalesa (Foto: Paul Egan)

Papoula-do-outono-nepalesa (Foto: Paul Egan)

Embuá-gigante (Foto: G. Brovad)

Embuá-gigante (Foto: G. Brovad)

Fóssil da Diana cactiformis (Foto: AFP)

Cacto-ambulante (Foto: AFP)

tarântula-de-Sazima (Foto: Caroline Fukushima/Rogerio Bertani/Instituto Butantan)

Tarântula-de-sazima (Foto: Caroline Fukushima/Rogerio Bertani/Instituto Butantan)

Fonte: Globo Natureza


22 de junho de 2011 | nenhum comentário »

IPEVS ministra palestra no CICLOVET UEL 2011

Participantes atentos durante explanações

Participantes atentos durante explanações

Entre os dias 08/06 e 12/06/2011 aconteceu a XXVIII Semana Acadêmica e VI Mostra Acadêmica de Trabalhos Científico – CICLOVET 2011 – do curso de Medicina Veterinária da UEL.

Realizado pela equipe do VET Jr. UEL, o evento contou com a participação de renomados palestrantes de todo o Brasil e obteve uma enorme adesão por parte de alunos e profissionais da região.

O evento foi dividido em módulos: Animais de Companhia, Grandes Animais e Animais de Produção, Animais Silvestres e Medicina Veterinária Complementar, e permitiu a integração teoria/prática, através de módulos práticos iniciados na sexta-feira no período da tarde.

O IPEVS se fez presente em mais este evento, através do seu presidente, o Médico Veterinário e Biólogo, Rafael Haddad, que ministrou a palestra teórico/prática Manejo e Medicina de Répteis no dia 10/06 no período da tarde. A palestra contou com a presença de diversos acadêmicos e com a participação da Bióloga Lívea S. de Almeida, Diretora Administrativa do IPEVS, do M.V Igor de Andrade, da UEL e do Médico Veterinário, Msc. Carlos Roberto Abrahão, Analista Ambiental do RAN – ICMBio – Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios.

Participantes, palestrante e colaboradores

Participantes, palestrante e colaboradores

Durante a prática, os participantes puderam aprender técnicas de captura, contenção, marcação individual, sexagem e coleta de amostras biológicas. Após o evento, vários participantes procuraram o IPEVS para realização de estágio voluntário no período das férias.

Fonte: Assessoria de Comunicação do IPEVS

Carlos R. Abrahão coletando sangue de uma Cascavel
Carlos R. Abrahão coletando sangue de uma Cascavel
 
 
 

 


8 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Preservação florestal torna-se tema central da ONU em 2011

O planeta deve registrar ainda em 2011 a marca de 7 bilhões de habitantes. À medida que a população se expande – e exige cada vez mais recursos naturais e espaço no globo –, a cobertura florestal se extingue. Atualmente, as florestas ocupam apenas 31% das áreas de terra do planeta.

É também em 2011 que as Nações Unidas decidiram promover o Ano Internacional das Florestas. Na quarta-feira (02), uma sessão em Nova York marca o início das atividades para “promover a consciência e fortalecer uma gestão, conservação e desenvolvimento sustentável”, diz o órgão. O desafio, no entanto, é transformar essa aspiração em soluções práticas e estimular o envolvimento dos cidadãos que vivem nas cidades.

Na prática – As Nações Unidas estimam que 1,6 bilhão de pessoas dependam das florestas para sobreviver e que, no mundo todo, as matas sejam a casa de 300 milhões de indivíduos. Esse ambiente é o habitat de 80% da biodiversidade existente no planeta.

Apesar dos argumentos convincentes lançados pela ONU para estimular a preservação, o desmatamento ainda é um inimigo presente na busca pelo desenvolvimento sustentável. Um estudo da organização Conservação Internacional (CI) divulgado nesta quarta-feira, identificou as dez florestas mais ameaçadas do mundo – o Brasil aparece na lista com os apenas 8% que restaram da Mata Atlântica.

“As florestas não podem ser vistas apenas como um grupo de árvores, mas como fornecedores de benefícios vitais. Elas são importante fator econômico no desenvolvimento de diversas cidades, fornecendo madeira, alimento, abrigo e recreação, e possuem um potencial ainda maior que precisa ser percebido em termos de provisão de água, prevenção de erosão e remoção de carbono”, argumenta Olivier Langrand, da CI.

A derrubada da floresta também agrava os efeitos das mudanças climáticas, e é responsável por até 20% das emissões mundiais de gases do efeito estufa.

A maior reserva de floresta tropical do mundo está em solo brasileiro – o bioma Amazônia ocupa 49% do território nacional. O ritmo de destruição acelerado parece ter se acalmado entre agosto de 2009 e julho de 2010, quando os satélites que vigiam a floresta detectaram uma diminuição de 13,6% do desmatamento em relação ao período anterior.

Na fila de projetos do Congresso Nacional, no entanto, o polêmico plano que altera o Código Florestal vai na contramão do Ano Internacional das Florestas.

Entre as mudanças mais controversas estão a redução de 30 metros para 15 metros das áreas de preservação permanente nas margens de rios, a isenção de reserva legal para a agricultura familiar e o perdão para quem nunca obedeceu a legislação vigente. Ou seja, quem desmatou de forma criminosa não precisará pagar por isso.

Depois de 2011 – Diante do cenário global ambiental pouco animador, a campanha internacional encabeçada pela ONU quer evidenciar também as desvantagens para a humanidade trazidas pela diminuição da área verde.

As Nações Unidas lembram que o desaparecimento das florestas coloca em xeque o abastecimento sustentável de água, o fornecimento de plantas medicinais à indústria da saúde – equivalente a 108 bilhões de dólares por ano–, o risco do aumento da propagação de doenças como malária. E, o que é mais ameaçador, a sobrevivência dos próprios seres humanos. (Fonte: Folha.com)

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17 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

ONU declara 2011 como o Ano Internacional das Florestas

As Nações Unidas declararam 2011 como o Ano Internacional de Florestas e o Ministério do Meio Ambiente prepara uma programação de eventos para aumentar a conscientização sobre a importância das florestas para as pessoas, com destaque para a conservação, o manejo e o desenvolvimento sustentável. “Florestas para as pessoas” é o tema do Ano, que será lançado no dia 24 de janeiro, em Nova Iorque (EUA), durante a 9ª Sessão do Fórum das Nações Unidas para Florestas (UNFF, sigla em inglês).

A logotipo preparada pela ONU mostra o papel fundamental das pessoas na conservação e exploração sustentável das florestas, que garantem moradia para pessoas, hábitat para a diversidade biológica e estabilidade para o clima mundial, além de serem fonte de alimentos, medicamentos e água potável.

Em todo o mundo, as florestas cobrem 31% da área terrestre, servem de casa para 300 milhões de pessoas e garantem a sobrevivência de 1,6 bilhão de pessoas. O Brasil, segundo país com a maior extensão florestal do planeta, atrás apenas da Rússia, tem 516 milhões de hectares de florestas naturais e plantadas, o que equivale a 60,7% do território nacional, de acordo com dados do Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

Dentre as funções prioritárias definidas pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a maior parte das florestas brasileiras – 190.119.140 de hectares – ainda tem uso prioritário desconhecido ou indefinido, seguido pelos 128.244.660 hectares das reservas extrativistas, reservas de desenvolvimento sustentável – unidades de conservação de uso sustentável – e terras indígenas, consideradas função prioritária de serviço social, por incluir populações indígenas e comunidades tradicionais entre as beneficiárias do uso da floresta.

O restante da área de florestas está dividida entre os seguintes usos: 85.148.800 de hectares para proteção do solo e recursos hídricos (estimativa de 10% da área total do país em áreas de preservação permanente); 49.991.010 de hectares para conservação da biodiversidade em unidades de conservação federais e estaduais, em sua maioria de proteção integral; 32.284.110 de hectares para a produção madeireira e não madeireira em florestas nacionais, estaduais e florestas plantadas; e 30.798.320 de hectares de áreas de proteção ambiental, outra categoria de unidades de conservação de uso sustentável que permitem usos múltiplos, como áreas urbanas.

As florestas brasileiras também garantem 615.947 empregos formais, segundo dados de 2009 do Ministério do Trabalho e Emprego. A maioria dos trabalhadores – 172.740 – está na indústria moveleira, seguidos pela produção de celulose e papel (163.182), desdobramento de madeira (83.114), produção florestal em florestas plantadas (62.877), atividades de apoio à produção florestal (44.419), produção de estruturas e artefatos de madeira (43.742) e produção florestal em florestas nativas (6.382).

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Fonte: Ana Flora Caminha/ MMA


12 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Prazo para Plano de Controle de Poluição Veicular vence em 2011

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) vai fazer um levantamento para verificar se os 27 estados e os municípios com frotas superiores a três milhões de veículos já elaboraram seus Planos de Controle de Poluição Veicular (PCPVs). O prazo final vai até junho, mas o Departamento de Qualidade do Ar do MMA alerta para a impossibilidade de novo adiamento pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). A elaboração do plano é obrigatória, mesmo que a unidade da federação opte por não adotar programas de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso.

A elaboração do PCPV requer que o estado faça antes um inventário de suas emissões veiculares. De acordo com a norma, o plano precisa ser elaborado, aprovado e publicado dentro do prazo, que já sofreu adiamento de seis meses com a aprovação da Resolução 426, em 2010. A preocupação da área técnica do MMA é de que as unidades da federação não fiquem em desacordo com a Resolução Conama 418, de novembro de 2009. Os estados que descumprirem a determinação estarão sujeitos a ser acionados na Justiça. A data limite é 30 de junho de 2011.

A implantação de programas de inspeção se torna obrigatória nos casos em que forem previstas pelo PCPV. Estados e municípios é que definem a necessidade ou não do controle de emissões de poluentes por suas frotas. Rudolf Noronha, gerente de Qualidade do Ar do ministério, alerta para a necessidade do cumprimento dos prazos estabelecidos pelo Conama. “No ano passado, o adiamento foi conseguido após intensas rodadas de negociação. O MMA está convencido de que os estados irão cumprir os novos prazos estabelecidos.”

O inventário de emissões é que vai orientar para a necessidade, ou não, de um programa de controle geral, ou até por frotas específicas, como veículos pesados, por exemplo. O objetivo final é a melhoria da qualidade do ar pelo controle de emissões relativas a fontes móveis, como carros, caminhões e motocicletas, que tem apresentado expressivo crescimento nos últimos anos. As unidades da federação têm autonomia para definir que “frota alvo” pretendem incluir no programa e de que maneira ele será operacionalizado.

Para o usuário de veículos, que terá de submeter seu carro à fiscalização e licenciamento de poluentes, a orientação é acompanhar a implantação dos programas em seus estados. Por enquanto, a poluição só é controlada na etapa de licenciamento pelo estado do Rio de Janeiro e pelo município de São Paulo. A data limite para que os demais estados que optarem pelo sistema tenham suas estruturas de controle das emissões montadas e funcionando expira em 25 de abril de 2012. Até lá o MMA irá acompanhar a publicação dos PCPVs e orientar estados e municípios na sua elaboração.

Fonte: MMA

‘love and other drugs’ film

7 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Inpa recebe primeiro peixe-boi resgatado em 2011

E a história se repete. Um peixe-boi foi encontrado nadando sozinho à margem do rio. E a mãe? Alguém viu? Ninguém sabe responder. Primeiro dia útil do ano, mais um filhote condenado a crescer fora de seu ambiente natural sem os cuidados da mãe.

O relato do catraieiro Elias Gomes Lima que encontrou o animal foi comovente. Muito emocionado, ele disse nunca ter visto um peixe-boi na vida, por isso talvez ele labutava em seu lugar. O trabalhador de 25 anos, junto com seus companheiros de serviço, limpavam os braços do rio cheios de plantas aquáticas, fenômeno na Amazônia conhecido como “Tapagem”, quando avistaram o filhote.

Esse fenômeno existe em regiões onde a população da espécie está reduzida. O peixe-boi tem um papel importante para o equilíbrio do ecossistema, como é um animal herbívoro, alimenta-se de plantas aquáticas, portanto, evita que as plantas se acumulem no rio, permitindo a passagem de canoas.

Em 2010, 13 filhotes foram resgatados pela Associação Amigos do Peixe-boi – Ampa, que atua em convênio com o Laboratório de Mamíferos Aquáticos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – LMA/Inpa e é patrocinada pela Petrobras. Foram 13 animais que perderam temporariamente sua função no ecossistema, pois são candidatos a retornar à natureza, por meio do Programa de Reintrodução de Peixes-bois da Amazônia Criados em Cativeiro, realizado pela Ampa e Inpa.

“O nosso objetivo não é colecionar exemplares da espécie. Nós recomendamos que quando um filhote de peixe-boi for avistado sozinho; que a pessoa possa observar por alguns minutos se a mãe está por perto. Se ele de fato estiver sozinho, aí sim, entrar em contato com os órgãos ligados ao meio ambiente para fazer o mais rápido possível o resgate. Caso contrário, orientamos que devolva o animal imediatamente para a natureza para que ele possa exercer sua função no ecossistema”, ressalta o diretor da Ampa, Jone César Silva.

A filhote fêmea, encontrada na segunda-feira (3), no interior do Estado do Amazonas, na comunidade do Cacau-Pirêra, vinculado ao município de Iranduba (distante 25 quilômetros de Manaus) e encaminhada ao Inpa pela Patrulha Ambiental recebe os primeiros cuidados dos Amigos do Peixe-boi. Já se alimentou e está em período de quarentena para se adaptar ao cativeiro.

Fonte: Inpa


31 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Cientistas voltam as atenções para a atividade solar em 2011

O próximo ano será marcante para o clima no espaço, pois o Sol despertará de uma fase de baixa atividade, dando início a um anunciado período de turbulência.

Muitas pessoas podem se surpreender ao saber que o Sol, ao invés de queimar com uma consistência ininterrupta, oscila em momentos de calmaria e agitação.

Mas após dois séculos de observação das manchas solares –marcas escuras, relativamente frias na superfície do sol, vinculadas com poderosas forças magnéticas– revelaram que a nossa estrela obedece a ciclos de comportamento de cerca de 11 anos. 

O último começou em 1996 e, por motivos que ainda permanecem obscuros, levou mais tempo que o previsto para terminar.

Agora, no entanto, há cada vez mais indícios de que o Sol está deixando o seu torpor e intensificando sua atividade enquanto avança para aquilo que os cientistas convencionaram chamar de “Solar Max” ou clímax cíclico, afirmam especialistas.

“A última previsão indica meados de 2013 como a fase pico do ciclo solar”, antecipou Joe Kunches, do Centro de Previsões do Clima Espacial da Nasa. “[Mas há um período prolongado de alta atividade], mais como uma estação, com duração de cerca de dois anos e meio” para cada fase do pico, alertou.

Em seu período mais intenso, o Sol pode lançar ondas de radiação eletromagnética e matéria carregada conhecida como ejeções de massas coronais (CMEs).

Esta onda de choque pode levar alguns dias para alcançar a Terra. Quando chega ao nosso planeta, condensa seu campo protetor magnético, liberando energia visível em altas latitudes na forma de auroras boreal e austral –as famosas luzes do Norte e do Sul.

Mas as CMEs não são apenas belos eventos. Elas podem desencadear descargas estáticas e tempestades geomagnéticas capazes de romper ou até mesmo causar pane na infraestrutura eletrônica da qual depende nossa sociedade urbanizada e obsecada por se manter conectada.

Menos temidos, porém igualmente problemáticos, são as erupções de prótons supercarregados que alcançam a Terra em questão de minutos.

Na linha de frente estão os satélites de telecomunicações em órbita geoestacionária, a uma altitude de 36.000 km, e os satélites do Sistema de Posicionamento Global (GPS), dos quais dependem os aviões e os navios modernos para navegação e que orbitam a 20 mil quilômetros.

Em janeiro de 1994, descargas de eletricidade estática provocaram uma pane de cinco meses no satélite de telecomunicações canadense Anik-E2, uma falha que custou US$ 50 milhões.

Em abril de 2010, a Intelsat perdeu o Galaxy 15, usado no serviço de comunicações na América do Norte, depois que o link com o controle de solo foi cortado, aparentemente devido à atividade solar.

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“Estas são falhas totais nas quais todos nós pensamos”, disse Philippe Calvel, engenheiro da empresa francesa Thales. “Ambas foram causadas por CMEs”, emendou.

Em 2005, raios-X de uma tempestade solar cortaram a comunicação entre o satélite e o solo e os sinais de GPS por cerca de dez minutos.

Para dar conta da fúria solar, projetistas de satélites escolhem componentes robustos, testados e experimentados, bem como proteção para o equipamento, mesmo que isto o deixe mais pesado e volumoso, e portanto mais caro de se lançar, disse Thierry Duhamel, da fabricante de satélites Astrium.

Outra precaução é a redundância, isto é, ter sistemas de backup para casos de mau funcionamento.

Na Terra, linhas de transmissão, conexões de dados e até mesmo oleodutos e gasodutos são potencialmente vulneráveis.

Um alerta remoto de risco remonta a 1859, quando a maior CME já observada ocasionou auroras avermelhadas, roxas e verdes mesmo em latitudes tropicais. A então recém-desenvolvida tecnologia do telégrafo enlouqueceu. Correntes induzidas geomagneticamente nos cabos deram choques em operações de telégrafos chegaram a incendiar os telegramas.

Em 1989, um fenômeno bem mais sutil cortou a energia do gerador da canadense Hydro Quebec, provocando um blecaute de nove horas que afetou seis milhões de pessoas.

“Há muito o que desconhecemos sobre o Sol. Mesmo no suposto declínio ou fase de calmaria, podemos ter campos magnéticos que são muito concentrados e energizados por um tempo, e podemos ter atividade eruptiva atípica. Para resumir, temos uma estrela variável”, concluiu Kunches.

(France Presse)

(Folha Online, 29/12)






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25 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas fazem lista de ’10 mais’ de espécies descobertas em 2011

Relação chama a atenção para a biodiversidade do planeta.
Aranha azul representa o Brasil na lista.

Uma equipe internacional de botânicos divulgou nesta quarta-feira (23) uma lista de “10 mais” com espécies descobertas em todo o mundo durante o ano de 2011. Elas foram escolhidas entre mais de 200 espécies.

A relação, escolhida por especialistas do Instituto Internacional da Exploração de Espécies, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, traz seres que chamam a atenção porque são diferentes do que estamos acostumados a ver.

A lista é publicada há cinco anos, sempre em 23 de maio, aniversário de nascimento de Lineu, pai da classificação de espécies moderna. O objetivo da iniciativa é destacar a importância da biodiversidade das espécies do planeta.

Macaco-espirrador (Foto: Thomas Geissmann / Fauna & Flora International)

Macaco-espirrador (Foto: Thomas Geissmann / Fauna & Flora International)

Macaco-espirrador
O macaco-espirrador (Rhinopithecus strykeri) recebeu esse nome porque espirra quando chove. Ele foi identificado nas montanhas de Myanmar, e foi o primeiro animal da família do macaco-de-nariz-empinado a ser registrado como nativo do país, que fica no Sudeste Asiático. Os cientistas acreditam que a espécie já corra sério risco de extinção.

Água-viva-de-bonaire
Essa espécie de água-viva foi descoberta em Bonaire, uma ilha holandesa no Caribe. Esse animal venenoso lembra uma pipa, com seus tentáculos coloridos. O nome científico Tamoya ohboya foi selecionado em um projeto de ciências e é uma brincadeira com a expressão “oh boy!”, que é uma interjeição de espanto em inglês – essa seria a reação de uma pessoa que fosse ferroada pela água-viva.

Verme-do-diabo
Com cerca de meio milímetro de comprimento, esses nematódeos foram descobertos em minas de ouro na África do Sul, a 1,3 km de profundidade. Nenhuma outra espécie multicelular já tinha sido descoberta em tanta profundidade. Capaz de suportar a alta pressão e a alta temperatura desse “inferno”, o Halicephalobus mephistofoi apelidado de verme-do-diabo.

Orquídea-noturna
Essa espécie rara de plantas foi descoberta na Papua-Nova Guiné, na Oceania. A flor da Bulbophyllum nocturnum se abre por volta de 22h e se fecha cedo pela manhã. Das mais de 25 mil espécies de orquídeas catalogadas, essa é a única que floresce durante a noite.

Vespa parasita
A vespa Kollasmosoma sentum ataca formigas com uma velocidade impressionante. Ela fica à espreita, voando próxima ao chão, e em um vigésimo de segundo, ela deposita seus ovos dentro do corpo da vítima. A formiga então servirá de comida para as larvas da vespa que vão se desenvolver. A espécie foi descoberta na Espanha.

Cogumelo bob esponja

O nome científico desse cogumelo descoberto na ilha de Bornéu, na Malásia, é Spongiforma squarepantsii (o nome de Bob Esponja Calça Quadrada em inglês é “SpongeBob SquarePants”). Apesar de não ter nenhum parentesco com as esponjas, esse fungo se parece com esses animais, e acabou homenageado com o nome do desenho animado.

Papoula-do-outono-nepalesa
A altitude pode explicar por que a Meconopsis autumnalis passou batida pela ciência durante tanto tempo. Seu habitat fica a entre 3,3 mil e 4,2 mil metros de altura em relação ao nível do mar. Sujeita a um clima único na altitude do Himalaia e sob efeito das monções – ventos e chuvas típicos do subcontinente indiano –, essa planta floresce no outono, e não na primavera.

Embuá-gigante
Esse milípede – parente dos insetos que tem vários pares de patas – é o maior já encontrado na natureza, com 16 centímetros. Tem o tamanho de uma salsicha, e seu nome científico Crurifarcimen vagans significa “salsicha com patas ambulante” em latim. O embuá-gigante foi descoberto nas montanhas da Tanzânia, no leste da África, lugar com rica diversidade de espécies.

Cacto-ambulante
Essa espécie extinta encontrada na China viveu há 520 milhões de anos. Em seis centímetros de comprimento, esse animal lembra um verme, mas, ao mesmo tempo, apresenta dez pares de patas articuladas. Para os cientistas que o descobriram, aDiania cactiformis seria um primeiro elo perdido conhecido entre os vermes e os artrópodes.

Tarântula-de-sazima
Essa aranha azul colocou o Brasil pela primeira vez na lista de “10 mais”. Descrita por pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, essa espécie vive em uma “ilha ecológica” e só é encontrada no alto da Chapada Diamantina, na Bahia. Seu nomePterinopelma sazimai é uma homenagem ao cientista Ivan Sazima, que coletou indivíduos dessa aranha nas décadas 1970 e 1980 – o registro da nova espécie só é aceito quando ela é descrita em uma revista científica, por isso ela entrou na lista de 2011.

Água-viva-de-bonaire (Foto: Ned DeLoach)

Água-viva-de-bonaire (Foto: Ned DeLoach)

Verme-do-diabo (Foto: G. Borgonie, Ghent University)

Verme-do-diabo (Foto: G. Borgonie, Ghent University)

 

Orquídea-noturna (Foto: Andre Schuiteman)

Orquídea-noturna (Foto: Andre Schuiteman)

Vespa parasita (Foto: C. van Achterberg)

Vespa parasita (Foto: C. van Achterberg)

À esquerda, o Bob Esponja do desenho animado; à direita, o fungo que ganhou seu nome (Foto: Divulgação)

À esquerda, o Bob Esponja do desenho animado; à direita, o fungo que ganhou seu nome (Foto: Divulgação)

Papoula-do-outono-nepalesa (Foto: Paul Egan)

Papoula-do-outono-nepalesa (Foto: Paul Egan)

Embuá-gigante (Foto: G. Brovad)

Embuá-gigante (Foto: G. Brovad)

Fóssil da Diana cactiformis (Foto: AFP)

Cacto-ambulante (Foto: AFP)

tarântula-de-Sazima (Foto: Caroline Fukushima/Rogerio Bertani/Instituto Butantan)

Tarântula-de-sazima (Foto: Caroline Fukushima/Rogerio Bertani/Instituto Butantan)

Fonte: Globo Natureza


22 de junho de 2011 | nenhum comentário »

IPEVS ministra palestra no CICLOVET UEL 2011

Participantes atentos durante explanações

Participantes atentos durante explanações

Entre os dias 08/06 e 12/06/2011 aconteceu a XXVIII Semana Acadêmica e VI Mostra Acadêmica de Trabalhos Científico – CICLOVET 2011 – do curso de Medicina Veterinária da UEL.

Realizado pela equipe do VET Jr. UEL, o evento contou com a participação de renomados palestrantes de todo o Brasil e obteve uma enorme adesão por parte de alunos e profissionais da região.

O evento foi dividido em módulos: Animais de Companhia, Grandes Animais e Animais de Produção, Animais Silvestres e Medicina Veterinária Complementar, e permitiu a integração teoria/prática, através de módulos práticos iniciados na sexta-feira no período da tarde.

O IPEVS se fez presente em mais este evento, através do seu presidente, o Médico Veterinário e Biólogo, Rafael Haddad, que ministrou a palestra teórico/prática Manejo e Medicina de Répteis no dia 10/06 no período da tarde. A palestra contou com a presença de diversos acadêmicos e com a participação da Bióloga Lívea S. de Almeida, Diretora Administrativa do IPEVS, do M.V Igor de Andrade, da UEL e do Médico Veterinário, Msc. Carlos Roberto Abrahão, Analista Ambiental do RAN – ICMBio – Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios.

Participantes, palestrante e colaboradores

Participantes, palestrante e colaboradores

Durante a prática, os participantes puderam aprender técnicas de captura, contenção, marcação individual, sexagem e coleta de amostras biológicas. Após o evento, vários participantes procuraram o IPEVS para realização de estágio voluntário no período das férias.

Fonte: Assessoria de Comunicação do IPEVS

Carlos R. Abrahão coletando sangue de uma Cascavel
Carlos R. Abrahão coletando sangue de uma Cascavel
 
 
 

 


8 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Preservação florestal torna-se tema central da ONU em 2011

O planeta deve registrar ainda em 2011 a marca de 7 bilhões de habitantes. À medida que a população se expande – e exige cada vez mais recursos naturais e espaço no globo –, a cobertura florestal se extingue. Atualmente, as florestas ocupam apenas 31% das áreas de terra do planeta.

É também em 2011 que as Nações Unidas decidiram promover o Ano Internacional das Florestas. Na quarta-feira (02), uma sessão em Nova York marca o início das atividades para “promover a consciência e fortalecer uma gestão, conservação e desenvolvimento sustentável”, diz o órgão. O desafio, no entanto, é transformar essa aspiração em soluções práticas e estimular o envolvimento dos cidadãos que vivem nas cidades.

Na prática – As Nações Unidas estimam que 1,6 bilhão de pessoas dependam das florestas para sobreviver e que, no mundo todo, as matas sejam a casa de 300 milhões de indivíduos. Esse ambiente é o habitat de 80% da biodiversidade existente no planeta.

Apesar dos argumentos convincentes lançados pela ONU para estimular a preservação, o desmatamento ainda é um inimigo presente na busca pelo desenvolvimento sustentável. Um estudo da organização Conservação Internacional (CI) divulgado nesta quarta-feira, identificou as dez florestas mais ameaçadas do mundo – o Brasil aparece na lista com os apenas 8% que restaram da Mata Atlântica.

“As florestas não podem ser vistas apenas como um grupo de árvores, mas como fornecedores de benefícios vitais. Elas são importante fator econômico no desenvolvimento de diversas cidades, fornecendo madeira, alimento, abrigo e recreação, e possuem um potencial ainda maior que precisa ser percebido em termos de provisão de água, prevenção de erosão e remoção de carbono”, argumenta Olivier Langrand, da CI.

A derrubada da floresta também agrava os efeitos das mudanças climáticas, e é responsável por até 20% das emissões mundiais de gases do efeito estufa.

A maior reserva de floresta tropical do mundo está em solo brasileiro – o bioma Amazônia ocupa 49% do território nacional. O ritmo de destruição acelerado parece ter se acalmado entre agosto de 2009 e julho de 2010, quando os satélites que vigiam a floresta detectaram uma diminuição de 13,6% do desmatamento em relação ao período anterior.

Na fila de projetos do Congresso Nacional, no entanto, o polêmico plano que altera o Código Florestal vai na contramão do Ano Internacional das Florestas.

Entre as mudanças mais controversas estão a redução de 30 metros para 15 metros das áreas de preservação permanente nas margens de rios, a isenção de reserva legal para a agricultura familiar e o perdão para quem nunca obedeceu a legislação vigente. Ou seja, quem desmatou de forma criminosa não precisará pagar por isso.

Depois de 2011 – Diante do cenário global ambiental pouco animador, a campanha internacional encabeçada pela ONU quer evidenciar também as desvantagens para a humanidade trazidas pela diminuição da área verde.

As Nações Unidas lembram que o desaparecimento das florestas coloca em xeque o abastecimento sustentável de água, o fornecimento de plantas medicinais à indústria da saúde – equivalente a 108 bilhões de dólares por ano–, o risco do aumento da propagação de doenças como malária. E, o que é mais ameaçador, a sobrevivência dos próprios seres humanos. (Fonte: Folha.com)

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17 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

ONU declara 2011 como o Ano Internacional das Florestas

As Nações Unidas declararam 2011 como o Ano Internacional de Florestas e o Ministério do Meio Ambiente prepara uma programação de eventos para aumentar a conscientização sobre a importância das florestas para as pessoas, com destaque para a conservação, o manejo e o desenvolvimento sustentável. “Florestas para as pessoas” é o tema do Ano, que será lançado no dia 24 de janeiro, em Nova Iorque (EUA), durante a 9ª Sessão do Fórum das Nações Unidas para Florestas (UNFF, sigla em inglês).

A logotipo preparada pela ONU mostra o papel fundamental das pessoas na conservação e exploração sustentável das florestas, que garantem moradia para pessoas, hábitat para a diversidade biológica e estabilidade para o clima mundial, além de serem fonte de alimentos, medicamentos e água potável.

Em todo o mundo, as florestas cobrem 31% da área terrestre, servem de casa para 300 milhões de pessoas e garantem a sobrevivência de 1,6 bilhão de pessoas. O Brasil, segundo país com a maior extensão florestal do planeta, atrás apenas da Rússia, tem 516 milhões de hectares de florestas naturais e plantadas, o que equivale a 60,7% do território nacional, de acordo com dados do Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

Dentre as funções prioritárias definidas pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a maior parte das florestas brasileiras – 190.119.140 de hectares – ainda tem uso prioritário desconhecido ou indefinido, seguido pelos 128.244.660 hectares das reservas extrativistas, reservas de desenvolvimento sustentável – unidades de conservação de uso sustentável – e terras indígenas, consideradas função prioritária de serviço social, por incluir populações indígenas e comunidades tradicionais entre as beneficiárias do uso da floresta.

O restante da área de florestas está dividida entre os seguintes usos: 85.148.800 de hectares para proteção do solo e recursos hídricos (estimativa de 10% da área total do país em áreas de preservação permanente); 49.991.010 de hectares para conservação da biodiversidade em unidades de conservação federais e estaduais, em sua maioria de proteção integral; 32.284.110 de hectares para a produção madeireira e não madeireira em florestas nacionais, estaduais e florestas plantadas; e 30.798.320 de hectares de áreas de proteção ambiental, outra categoria de unidades de conservação de uso sustentável que permitem usos múltiplos, como áreas urbanas.

As florestas brasileiras também garantem 615.947 empregos formais, segundo dados de 2009 do Ministério do Trabalho e Emprego. A maioria dos trabalhadores – 172.740 – está na indústria moveleira, seguidos pela produção de celulose e papel (163.182), desdobramento de madeira (83.114), produção florestal em florestas plantadas (62.877), atividades de apoio à produção florestal (44.419), produção de estruturas e artefatos de madeira (43.742) e produção florestal em florestas nativas (6.382).

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Fonte: Ana Flora Caminha/ MMA


12 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Prazo para Plano de Controle de Poluição Veicular vence em 2011

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) vai fazer um levantamento para verificar se os 27 estados e os municípios com frotas superiores a três milhões de veículos já elaboraram seus Planos de Controle de Poluição Veicular (PCPVs). O prazo final vai até junho, mas o Departamento de Qualidade do Ar do MMA alerta para a impossibilidade de novo adiamento pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). A elaboração do plano é obrigatória, mesmo que a unidade da federação opte por não adotar programas de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso.

A elaboração do PCPV requer que o estado faça antes um inventário de suas emissões veiculares. De acordo com a norma, o plano precisa ser elaborado, aprovado e publicado dentro do prazo, que já sofreu adiamento de seis meses com a aprovação da Resolução 426, em 2010. A preocupação da área técnica do MMA é de que as unidades da federação não fiquem em desacordo com a Resolução Conama 418, de novembro de 2009. Os estados que descumprirem a determinação estarão sujeitos a ser acionados na Justiça. A data limite é 30 de junho de 2011.

A implantação de programas de inspeção se torna obrigatória nos casos em que forem previstas pelo PCPV. Estados e municípios é que definem a necessidade ou não do controle de emissões de poluentes por suas frotas. Rudolf Noronha, gerente de Qualidade do Ar do ministério, alerta para a necessidade do cumprimento dos prazos estabelecidos pelo Conama. “No ano passado, o adiamento foi conseguido após intensas rodadas de negociação. O MMA está convencido de que os estados irão cumprir os novos prazos estabelecidos.”

O inventário de emissões é que vai orientar para a necessidade, ou não, de um programa de controle geral, ou até por frotas específicas, como veículos pesados, por exemplo. O objetivo final é a melhoria da qualidade do ar pelo controle de emissões relativas a fontes móveis, como carros, caminhões e motocicletas, que tem apresentado expressivo crescimento nos últimos anos. As unidades da federação têm autonomia para definir que “frota alvo” pretendem incluir no programa e de que maneira ele será operacionalizado.

Para o usuário de veículos, que terá de submeter seu carro à fiscalização e licenciamento de poluentes, a orientação é acompanhar a implantação dos programas em seus estados. Por enquanto, a poluição só é controlada na etapa de licenciamento pelo estado do Rio de Janeiro e pelo município de São Paulo. A data limite para que os demais estados que optarem pelo sistema tenham suas estruturas de controle das emissões montadas e funcionando expira em 25 de abril de 2012. Até lá o MMA irá acompanhar a publicação dos PCPVs e orientar estados e municípios na sua elaboração.

Fonte: MMA

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7 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Inpa recebe primeiro peixe-boi resgatado em 2011

E a história se repete. Um peixe-boi foi encontrado nadando sozinho à margem do rio. E a mãe? Alguém viu? Ninguém sabe responder. Primeiro dia útil do ano, mais um filhote condenado a crescer fora de seu ambiente natural sem os cuidados da mãe.

O relato do catraieiro Elias Gomes Lima que encontrou o animal foi comovente. Muito emocionado, ele disse nunca ter visto um peixe-boi na vida, por isso talvez ele labutava em seu lugar. O trabalhador de 25 anos, junto com seus companheiros de serviço, limpavam os braços do rio cheios de plantas aquáticas, fenômeno na Amazônia conhecido como “Tapagem”, quando avistaram o filhote.

Esse fenômeno existe em regiões onde a população da espécie está reduzida. O peixe-boi tem um papel importante para o equilíbrio do ecossistema, como é um animal herbívoro, alimenta-se de plantas aquáticas, portanto, evita que as plantas se acumulem no rio, permitindo a passagem de canoas.

Em 2010, 13 filhotes foram resgatados pela Associação Amigos do Peixe-boi – Ampa, que atua em convênio com o Laboratório de Mamíferos Aquáticos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – LMA/Inpa e é patrocinada pela Petrobras. Foram 13 animais que perderam temporariamente sua função no ecossistema, pois são candidatos a retornar à natureza, por meio do Programa de Reintrodução de Peixes-bois da Amazônia Criados em Cativeiro, realizado pela Ampa e Inpa.

“O nosso objetivo não é colecionar exemplares da espécie. Nós recomendamos que quando um filhote de peixe-boi for avistado sozinho; que a pessoa possa observar por alguns minutos se a mãe está por perto. Se ele de fato estiver sozinho, aí sim, entrar em contato com os órgãos ligados ao meio ambiente para fazer o mais rápido possível o resgate. Caso contrário, orientamos que devolva o animal imediatamente para a natureza para que ele possa exercer sua função no ecossistema”, ressalta o diretor da Ampa, Jone César Silva.

A filhote fêmea, encontrada na segunda-feira (3), no interior do Estado do Amazonas, na comunidade do Cacau-Pirêra, vinculado ao município de Iranduba (distante 25 quilômetros de Manaus) e encaminhada ao Inpa pela Patrulha Ambiental recebe os primeiros cuidados dos Amigos do Peixe-boi. Já se alimentou e está em período de quarentena para se adaptar ao cativeiro.

Fonte: Inpa


31 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Cientistas voltam as atenções para a atividade solar em 2011

O próximo ano será marcante para o clima no espaço, pois o Sol despertará de uma fase de baixa atividade, dando início a um anunciado período de turbulência.

Muitas pessoas podem se surpreender ao saber que o Sol, ao invés de queimar com uma consistência ininterrupta, oscila em momentos de calmaria e agitação.

Mas após dois séculos de observação das manchas solares –marcas escuras, relativamente frias na superfície do sol, vinculadas com poderosas forças magnéticas– revelaram que a nossa estrela obedece a ciclos de comportamento de cerca de 11 anos. 

O último começou em 1996 e, por motivos que ainda permanecem obscuros, levou mais tempo que o previsto para terminar.

Agora, no entanto, há cada vez mais indícios de que o Sol está deixando o seu torpor e intensificando sua atividade enquanto avança para aquilo que os cientistas convencionaram chamar de “Solar Max” ou clímax cíclico, afirmam especialistas.

“A última previsão indica meados de 2013 como a fase pico do ciclo solar”, antecipou Joe Kunches, do Centro de Previsões do Clima Espacial da Nasa. “[Mas há um período prolongado de alta atividade], mais como uma estação, com duração de cerca de dois anos e meio” para cada fase do pico, alertou.

Em seu período mais intenso, o Sol pode lançar ondas de radiação eletromagnética e matéria carregada conhecida como ejeções de massas coronais (CMEs).

Esta onda de choque pode levar alguns dias para alcançar a Terra. Quando chega ao nosso planeta, condensa seu campo protetor magnético, liberando energia visível em altas latitudes na forma de auroras boreal e austral –as famosas luzes do Norte e do Sul.

Mas as CMEs não são apenas belos eventos. Elas podem desencadear descargas estáticas e tempestades geomagnéticas capazes de romper ou até mesmo causar pane na infraestrutura eletrônica da qual depende nossa sociedade urbanizada e obsecada por se manter conectada.

Menos temidos, porém igualmente problemáticos, são as erupções de prótons supercarregados que alcançam a Terra em questão de minutos.

Na linha de frente estão os satélites de telecomunicações em órbita geoestacionária, a uma altitude de 36.000 km, e os satélites do Sistema de Posicionamento Global (GPS), dos quais dependem os aviões e os navios modernos para navegação e que orbitam a 20 mil quilômetros.

Em janeiro de 1994, descargas de eletricidade estática provocaram uma pane de cinco meses no satélite de telecomunicações canadense Anik-E2, uma falha que custou US$ 50 milhões.

Em abril de 2010, a Intelsat perdeu o Galaxy 15, usado no serviço de comunicações na América do Norte, depois que o link com o controle de solo foi cortado, aparentemente devido à atividade solar.

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“Estas são falhas totais nas quais todos nós pensamos”, disse Philippe Calvel, engenheiro da empresa francesa Thales. “Ambas foram causadas por CMEs”, emendou.

Em 2005, raios-X de uma tempestade solar cortaram a comunicação entre o satélite e o solo e os sinais de GPS por cerca de dez minutos.

Para dar conta da fúria solar, projetistas de satélites escolhem componentes robustos, testados e experimentados, bem como proteção para o equipamento, mesmo que isto o deixe mais pesado e volumoso, e portanto mais caro de se lançar, disse Thierry Duhamel, da fabricante de satélites Astrium.

Outra precaução é a redundância, isto é, ter sistemas de backup para casos de mau funcionamento.

Na Terra, linhas de transmissão, conexões de dados e até mesmo oleodutos e gasodutos são potencialmente vulneráveis.

Um alerta remoto de risco remonta a 1859, quando a maior CME já observada ocasionou auroras avermelhadas, roxas e verdes mesmo em latitudes tropicais. A então recém-desenvolvida tecnologia do telégrafo enlouqueceu. Correntes induzidas geomagneticamente nos cabos deram choques em operações de telégrafos chegaram a incendiar os telegramas.

Em 1989, um fenômeno bem mais sutil cortou a energia do gerador da canadense Hydro Quebec, provocando um blecaute de nove horas que afetou seis milhões de pessoas.

“Há muito o que desconhecemos sobre o Sol. Mesmo no suposto declínio ou fase de calmaria, podemos ter campos magnéticos que são muito concentrados e energizados por um tempo, e podemos ter atividade eruptiva atípica. Para resumir, temos uma estrela variável”, concluiu Kunches.

(France Presse)

(Folha Online, 29/12)