16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Fêmeas de besouro são atraídas por feromônios sexuais e cheiro de cadáver

Ciclo de vida dos besouros é tão previsível que costuma ser usado por cientistas forenses para estimar há quanto tempo uma pessoa está morta

Cadáveres em avançado estado de decomposição são o local ideal para os besouros da espécie Dermestes maculatus se reproduzirem e botarem seus ovos. Ali, suas larvas encontram os nutrientes necessários para se desenvolverem. Agora, uma nova pesquisa publicada na revista Frontiers in Zoology mostrou que nem os feromônios sexuais liberados pelos machos nem o cheiro dos cadáveres são suficientes para atrair as fêmeas até o local. Elas só são atraídas quando os dois odores estão presentes em conjunto, mostrando como a evolução da espécie aumentou as chances de sua reprodução ter sucesso.

Os cientistas da Universidade de Ulm, na Alemanha, pesquisaram quais odores eram capazes de atrair as fêmeas virgens e jovens, com duas a três semanas de vida, do besouro. Eles testaram diversos aromas: o cheiro de cadáver de porco coletado em diferentes estágios de decomposição, feromônios masculinos extraídos da glândula do inseto, feromônios sintéticos e um solvente.

As fêmeas ignoraram totalmente tanto os feromônios artificiais quanto o solvente. Na verdade, elas não foram atraídas por quase nenhum dos odores, a não ser pelo do cadáver nos últimos estágios de decomposição, desde que reforçado pelos feromônios masculinos. “Embora o cheiro do cadáver não seja capaz de atrair as fêmeas, ele é o suficiente para atrair os machos jovens”, explica Christian von Hoermann, coordenador do estudo.

Segundo o pesquisador, a liberação de feromônios por parte dos machos assinala que o cadáver é um ambiente apropriado para alimentação, acasalamento e depósito de ovos. A seleção natural teria feito com que as fêmeas só respondessem aos chamados dos machos se o odor do cadáver estivesse presente – e vice-versa – para otimizar as chances de sobrevivência de seus filhos.

Ciclo - A decomposição de cadáveres costuma ser um prato atrativo para muitas espécies de insetos, que desenvolveram preferência por diferentes estágios do processo. As primeiras a chegar ao corpo costumam ser as moscas, cujas larvas se alimentam dos tecidos ainda úmidos. Depois, vêm os besouros das famílias Histeridae e Staphylinidae, que se alimentam dessas larvas. Os besouros Dermestes maculatus chegam no estágio seguinte e passam a se alimentar dos restos de pele e ligamentos.

No entanto, eles só começarão a se reproduzir quando a decomposição estiver mais avançada e o cadáver reduzido a ossos, cabelos e pele seca. A partir desse momento, só restarão as larvas do besouro. O ciclo de vida e a sequência de chegada desses animais é tão previsível que costuma ser usado por cientistas forenses para estimar há quanto tempo uma pessoa está morta.

besouro

O besouro Dermestes maculatus costuma se reproduzir e botar seus ovos em cadáveres em decomposição (Divulgação)

Fonte: Veja Ciência


20 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Estudo diz que lula precisa de descanso após sexo duradouro

Molusco do sul da Austrália perde capacidade de nado após cópula.
Fadiga muscular deixa lulas suscetíveis a ataques de predadores.

Cientistas analisaram o comportamento sexual das lulas e comprovaram que a espécie marinha precisa descansar seus músculos por, no mínimo, 30 minutos após uma relação sexual duradoura — de ao menos três horas.

Segundo pesquisa feita por biólogos da Universidade de Melbourne, na Austrália, e divulgada na última edição da revista “Biology Letters” (publicada na última quarta-feira, 18), a fadiga que atinge o molusco pode ser prejudicial e ainda expor espécimes a predadores — que levam vantagem na hora da caçada.

Os cientistas analisaram exemplares de lula da espécie Euprymna tasmanica, que vivem na costa sul Austrália e em partes da Tanzânia. Esses animais chegam a atingir até sete centímetros de comprimento.

Essa espécie consegue se acasalar por até três horas seguidas, após um ritual em que o macho agarra a fêmea e a prende para a cópula. Durante a relação, ambos os espécimes mudam de cor e podem até produzir uma nuvem de tinta escura, que ajuda o casal a fugir de predadores.

Mas e o cansaço?
Um casal de lulas australianas foi capturado pelos biólogos e colocado em um tanque, onde a fêmea e o macho foram obrigados a nadar contra a corrente, com a finalidade de testar sua resistência. Isto foi feito após uma relação sexual entre os exemplares.

Os pesquisadores comprovaram que após o acasalamento, tanto a lula macho, quanto a lula fêmea, precisaram de 30 minutos para recuperar sua capacidade de natação anterior. De acordo com o estudo, isto sugere que a lula sofre de fadiga muscular temporária.

De acordo com a pesquisa, este momento de fadiga pode prejudicar a espécie no momento de fugir de predadores, por exemplo, obrigando-a se esconder na areia para evitar ataques.

Imagem mostra cópula de lulas. Segundo cientistas, espécie tem cansaço muscular após relacionamento sexual duradouro. (Foto: Divulgação/Mark Norman/Universidade de Melbourne)

Imagem mostra cópula de lulas. Segundo cientistas, espécie tem cansaço muscular após relacionamento sexual duradouro. (Foto: Divulgação/Mark Norman/Universidade de Melbourne)

Fonte: Globo Natureza


13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Borboletas preferem machos com asas mais vistosas

Pesquisadores de Yale estudaram o processo de evolução das asas da espécie ‘Bicyclus anynana’

Uma pergunta sempre intrigou os biólogos que estudam a seleção sexual (quando se trata não da disputa pela sobrevivência e sim pela chance de se reproduzir): se as borboletas fêmeas identificam os machos de sua espécie pelo padrão das manchas em suas asas, como novos padrões de asas se desenvolvem nos machos?

Para buscar a resposta, pesquisadores da Universidade de Yale fizeram um estudo com borboletas da espécie Bicyclus anynana e concluíram que as fêmeas são predispostas a gostar de um modelo específico, mas que ao longo da vida elas podem adquirir novas preferências, geralmente por machos com cores mais vistosas. O trabalho foi publicado nesta segunda-feira na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

As borboletas Bicyclus anynananaturalmente têm duas manchas em suas asas. Para descobrir como as fêmeas podem gostar de outros padrões de cores, os pesquisadores colocaram um grupo de fêmeas em contato com borboletas com quatro manchas. A partir de então, essas não deram mais preferência aos machos com duas manchas.

Em contrapartida, as fêmeas inicialmente expostas a machos com uma ou nenhuma mancha, com tons de cinza e marrom, não mudaram suas preferências originais.

“O que nos surpreendeu foi que as fêmeas adquiriam essa preferência depois de pouco tempo em contato com machos”, disse Erica L. Westerman, do Departamento de Biologia e Ecologia Evolucionista de Yale e principal autora do estudo.

“Existe um modelo de aprendizado, e elas aprenderam que ornamentação extra é melhor”, disse a escocesa Antónia Monteiro, pesquisadora de Yale e uma das autoras do estudo.

As descobertas de que o ambiente social pode mudar a preferência de borboletas fêmeas ajuda a explicar como novos modelos de asas evoluem, dizem os pesquisadores. Agora Westerman e sua equipe querem agora descobrir como as fêmeas aprendem a fazer as suas escolhas.

“Nós estamos agora investigando o que impede as fêmeas de se acasalarem com machos de outras espécies durante o período de aprendizagem,” diz Westerman.

borboleta

As borboletas Bicyclus anynana usam padrão de asa para identificar machos da mesma espécie (Cortesia - Universidade de Yale)

Fonte: Veja Ciência


23 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas identificam comportamento promíscuo e bissexual em lulas

Cientistas americanos que observaram a vida sexual de uma espécie de lula que vive nas profundezas afirmam que os animais mantêm sexo tanto com machos como fêmeas e possuem hábitos sexuais promíscuos.

As conclusões dos especialistas foram feitas estudarem imagens submarinas das lulas de águas profundas, conhecidas como Octopoteuthis deletron, colhidas ao longo de 20 anos.

Entre as explicações encontradas para o fenômeno estão a de que os acasalamentos nas águas profundas são raros e realizados em um ambiente pouco favorável e a de que as lulas não seriam capazes de distinguir o sexo de seus pares na escuridão das águas profundas.

A pesquisa, publicada na revista especializada Biology Letters, foi possibilitada graças às imagens registradas por submarinos operados remotamente no cânion de Monterey, na região costeira da Califórnia, a profundidades que variam entre 400 e 800 metros.

Até recentemente, pouco se sabia sobre a vida sexual da espécie, exceto pelo fato de que os machos usam um órgão comprido, semelhante a um pênis, para depositar na fêmea espermatóforos, uma cápsula contendo milhões espermatozoides, absorvidos pela fêmea em seu tecido.

O pesquisador que comandou o estudo, Hendrik Hoving, do Instituto Aquático da Baía de Monterey, explicou que sua equipe não chegou a obter imagens dos animais se acasalando, mas encontrou traços de cápsulas de espermatozoide tanto em fêmeas como em machos.

Cientistas identificam comportamento promíscuo e bissexual em lulas

Cientistas identificam comportamento promíscuo e bissexual em lulas(Foto: MBARI/France Presse )

ACASALAMENTO BISSEXUAL

”Como a localização das cápsulas de espermatozoide são similares em ambos os sexos, nós concluímos que os machos acasalam tanto com machos como fêmeas”, afirmou Hoving.

Os pesquisadores descobriram o mesmo número de espermatóforos depositados em machos e fêmeas, o que indicaria que o acasalamento entre pares do mesmo sexo seria tão frequente quanto o realizado entre pares do sexo oposto.

E o número de cápsulas de espermatozoide depositadas também sugere que os animais seriam promíscuos, segundo os pesquisadores.

O comportamento incomum, afirmam eles, pode ser explicado pelo fato de que a lula está tentando ampliar as suas chances de passar adiante os seus gentes em meio ao ambiente desfavorável em que vive.

Na pesquisa, os especialistas afirmam que ”no habitat profundo e escuro onde o Octopoteuthis deletron vive, os machos são poucos e estão espalhados”.

”Nós sugerimos que o acasalamento bissexual do O. deletron faz parte de uma estratégia de reprodução que maximiza o sucesso ao induzir os machos a inseminar indiscriminadamente cada lula que encontram”.

 

Fonte: BBC Brasil


25 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Macaco se lava com urina para atrair fêmea, diz pesquisa

Estudo realizado nos EUA mostra que prática dos capuchinos de esfregar urina na pele é tática para atrair parceiras.

Um estudo recém-divulgado afirma que o hábito de macacos capuchinos de esfregar urina na pele é uma tática para atrair a fêmea da espécie. A pequisa divulgada na publicação especializada “American Journal of Primatology” mostrou que os cérebros de fêmeas dos capuchinos ficam mais ativos quando elas sentem o cheiro de urina de machos maduros sexualmente.

A conclusão dos autores do estudo é que os macacos passam a urina para atrair as fêmeas e mostrar que estão disponíveis.

”Como as fêmeas capuchinas quando estão férteis solicitam mais ativamente os machos, concluímos que o banho de urina por parte dos machos fornece a informação química que as fêmeas precisam a respeito de seu status sexual ou social”, disse à BBC a primatologista Kimberley Philips, da Trinity University, na cidade de San Antonio, nos Estados Unidos.

Vários símios, entre eles o bugios, macacos-esquilo e algumas espécies de macacos-prego, utilizam a prática de urinar na palma da mão e em seguida esfregam a urina nos pés e no traseiro.

Até então, cientistas especulavam sobre os possíveis motivos do ”banho de urina” a que os macacos se submetiam. Entre as hipóteses levantadas estava a de manter a temperatura do corpo ou permitir que cada um se identificasse a partir do cheiro.

Cérebro

blood out film divx

A pesquisa, afirma a primatologista, mostrou que ”quando solicitados pela fêmea, os adultos do sexo masculino aumentam o uso de ‘banhos de urina”’.

A pesquisa realizada por Kimberley Philips e outros pesquisadores se valeu de scanners de ressonância magnética que acompanhavam a reação do cérebro das fêmeas e as modificações que eles sofriam após elas farejarem a urnina dos machos adultos e mais jovens.

Como os machos adultos são sexualmente maduros, eles expelem uma maior concentração de hormônio masculino testosterona em sua urina. A concentração de testosterona também está ligada ao status social do animal. Machos com status mais elevado em comparação com os demais tendem a produzir mais testosterona.

”O cérebro da fêmea capuchina tende a reagir de maneira diferente em relação à urina dos adultos machos e à dos machos mais novos”, afirmou Kimberley Philips. ”Nós acreditamos que isso é usado como uma forma de comunicação para passar status social ou sexual.”

A pesquisadora disse ser surpreendente que os macacos capuchinos utilizam tais procedimentos, uma vez que a espécie não é conhecida por se comunicar através do olfato.

Fonte: BBC


7 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Borboletas fêmeas ‘frias’ cortejam os machos

Certas fêmeas de borboletas se mostram sexualmente agressivas em relação aos machos quando são expostas a temperaturas frias no estágio de larva, um exemplo incomum de troca de papéis sexuais, revela uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (7).

Já quando as lagartas dessas borboletas se desenvolvem durante a estação quente e úmida, são os machos que assumem a iniciativa de sedução.

“O comportamento sexual dessas borboletas é modificado pelas temperaturas durante seu desenvolvimento”, explica Kathleen Prudic, do departamento de ecologia e biologia da Universidade Yale (Connecticut, nordeste), coautora do estudo publicado na revista Science do dia 7 de janeiro.

Os cientistas constataram o fenômeno ao observar nas asas de certas borboletas fêmeas da espécie Bicyclus anynana – borboletas africanas muito utilizadas em pesquisas – lindos ornamentos de forma ocular, similares aos dos machos.

Na maioria das espécies, apenas os machos exibem tais adornos tão coloridos para atrair a atenção das fêmeas que escolhem seus parceiros.

Os atores deste estudo teorizaram que os comportamentos sexuais destas borboletas podem ser modificados em função das condições nas quais suas larvas se desenvolvem.

Testaram, então, o comportamento destes insetos cujas lagartas se desenvolveram em temperaturas quentes de 27°C ou frias de 17°C.

E como eles pensavam, as fêmeas de larvas que evoluíram nas temperaturas mais frias eram aquelas que apresentavam os ornamentos parecidos com os dos machos e se mostravam mais agressivas sexualmente.

Essas fêmeas do frio que cortejam ativamente os machos vivem mais tempo que aquelas de desenvolvimento larval de temperaturas quentes e de papel sexual passivo, indicou ainda o estudo.

Fonte: Yahoo!

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16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Fêmeas de besouro são atraídas por feromônios sexuais e cheiro de cadáver

Ciclo de vida dos besouros é tão previsível que costuma ser usado por cientistas forenses para estimar há quanto tempo uma pessoa está morta

Cadáveres em avançado estado de decomposição são o local ideal para os besouros da espécie Dermestes maculatus se reproduzirem e botarem seus ovos. Ali, suas larvas encontram os nutrientes necessários para se desenvolverem. Agora, uma nova pesquisa publicada na revista Frontiers in Zoology mostrou que nem os feromônios sexuais liberados pelos machos nem o cheiro dos cadáveres são suficientes para atrair as fêmeas até o local. Elas só são atraídas quando os dois odores estão presentes em conjunto, mostrando como a evolução da espécie aumentou as chances de sua reprodução ter sucesso.

Os cientistas da Universidade de Ulm, na Alemanha, pesquisaram quais odores eram capazes de atrair as fêmeas virgens e jovens, com duas a três semanas de vida, do besouro. Eles testaram diversos aromas: o cheiro de cadáver de porco coletado em diferentes estágios de decomposição, feromônios masculinos extraídos da glândula do inseto, feromônios sintéticos e um solvente.

As fêmeas ignoraram totalmente tanto os feromônios artificiais quanto o solvente. Na verdade, elas não foram atraídas por quase nenhum dos odores, a não ser pelo do cadáver nos últimos estágios de decomposição, desde que reforçado pelos feromônios masculinos. “Embora o cheiro do cadáver não seja capaz de atrair as fêmeas, ele é o suficiente para atrair os machos jovens”, explica Christian von Hoermann, coordenador do estudo.

Segundo o pesquisador, a liberação de feromônios por parte dos machos assinala que o cadáver é um ambiente apropriado para alimentação, acasalamento e depósito de ovos. A seleção natural teria feito com que as fêmeas só respondessem aos chamados dos machos se o odor do cadáver estivesse presente – e vice-versa – para otimizar as chances de sobrevivência de seus filhos.

Ciclo - A decomposição de cadáveres costuma ser um prato atrativo para muitas espécies de insetos, que desenvolveram preferência por diferentes estágios do processo. As primeiras a chegar ao corpo costumam ser as moscas, cujas larvas se alimentam dos tecidos ainda úmidos. Depois, vêm os besouros das famílias Histeridae e Staphylinidae, que se alimentam dessas larvas. Os besouros Dermestes maculatus chegam no estágio seguinte e passam a se alimentar dos restos de pele e ligamentos.

No entanto, eles só começarão a se reproduzir quando a decomposição estiver mais avançada e o cadáver reduzido a ossos, cabelos e pele seca. A partir desse momento, só restarão as larvas do besouro. O ciclo de vida e a sequência de chegada desses animais é tão previsível que costuma ser usado por cientistas forenses para estimar há quanto tempo uma pessoa está morta.

besouro

O besouro Dermestes maculatus costuma se reproduzir e botar seus ovos em cadáveres em decomposição (Divulgação)

Fonte: Veja Ciência


20 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Estudo diz que lula precisa de descanso após sexo duradouro

Molusco do sul da Austrália perde capacidade de nado após cópula.
Fadiga muscular deixa lulas suscetíveis a ataques de predadores.

Cientistas analisaram o comportamento sexual das lulas e comprovaram que a espécie marinha precisa descansar seus músculos por, no mínimo, 30 minutos após uma relação sexual duradoura — de ao menos três horas.

Segundo pesquisa feita por biólogos da Universidade de Melbourne, na Austrália, e divulgada na última edição da revista “Biology Letters” (publicada na última quarta-feira, 18), a fadiga que atinge o molusco pode ser prejudicial e ainda expor espécimes a predadores — que levam vantagem na hora da caçada.

Os cientistas analisaram exemplares de lula da espécie Euprymna tasmanica, que vivem na costa sul Austrália e em partes da Tanzânia. Esses animais chegam a atingir até sete centímetros de comprimento.

Essa espécie consegue se acasalar por até três horas seguidas, após um ritual em que o macho agarra a fêmea e a prende para a cópula. Durante a relação, ambos os espécimes mudam de cor e podem até produzir uma nuvem de tinta escura, que ajuda o casal a fugir de predadores.

Mas e o cansaço?
Um casal de lulas australianas foi capturado pelos biólogos e colocado em um tanque, onde a fêmea e o macho foram obrigados a nadar contra a corrente, com a finalidade de testar sua resistência. Isto foi feito após uma relação sexual entre os exemplares.

Os pesquisadores comprovaram que após o acasalamento, tanto a lula macho, quanto a lula fêmea, precisaram de 30 minutos para recuperar sua capacidade de natação anterior. De acordo com o estudo, isto sugere que a lula sofre de fadiga muscular temporária.

De acordo com a pesquisa, este momento de fadiga pode prejudicar a espécie no momento de fugir de predadores, por exemplo, obrigando-a se esconder na areia para evitar ataques.

Imagem mostra cópula de lulas. Segundo cientistas, espécie tem cansaço muscular após relacionamento sexual duradouro. (Foto: Divulgação/Mark Norman/Universidade de Melbourne)

Imagem mostra cópula de lulas. Segundo cientistas, espécie tem cansaço muscular após relacionamento sexual duradouro. (Foto: Divulgação/Mark Norman/Universidade de Melbourne)

Fonte: Globo Natureza


13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Borboletas preferem machos com asas mais vistosas

Pesquisadores de Yale estudaram o processo de evolução das asas da espécie ‘Bicyclus anynana’

Uma pergunta sempre intrigou os biólogos que estudam a seleção sexual (quando se trata não da disputa pela sobrevivência e sim pela chance de se reproduzir): se as borboletas fêmeas identificam os machos de sua espécie pelo padrão das manchas em suas asas, como novos padrões de asas se desenvolvem nos machos?

Para buscar a resposta, pesquisadores da Universidade de Yale fizeram um estudo com borboletas da espécie Bicyclus anynana e concluíram que as fêmeas são predispostas a gostar de um modelo específico, mas que ao longo da vida elas podem adquirir novas preferências, geralmente por machos com cores mais vistosas. O trabalho foi publicado nesta segunda-feira na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

As borboletas Bicyclus anynananaturalmente têm duas manchas em suas asas. Para descobrir como as fêmeas podem gostar de outros padrões de cores, os pesquisadores colocaram um grupo de fêmeas em contato com borboletas com quatro manchas. A partir de então, essas não deram mais preferência aos machos com duas manchas.

Em contrapartida, as fêmeas inicialmente expostas a machos com uma ou nenhuma mancha, com tons de cinza e marrom, não mudaram suas preferências originais.

“O que nos surpreendeu foi que as fêmeas adquiriam essa preferência depois de pouco tempo em contato com machos”, disse Erica L. Westerman, do Departamento de Biologia e Ecologia Evolucionista de Yale e principal autora do estudo.

“Existe um modelo de aprendizado, e elas aprenderam que ornamentação extra é melhor”, disse a escocesa Antónia Monteiro, pesquisadora de Yale e uma das autoras do estudo.

As descobertas de que o ambiente social pode mudar a preferência de borboletas fêmeas ajuda a explicar como novos modelos de asas evoluem, dizem os pesquisadores. Agora Westerman e sua equipe querem agora descobrir como as fêmeas aprendem a fazer as suas escolhas.

“Nós estamos agora investigando o que impede as fêmeas de se acasalarem com machos de outras espécies durante o período de aprendizagem,” diz Westerman.

borboleta

As borboletas Bicyclus anynana usam padrão de asa para identificar machos da mesma espécie (Cortesia - Universidade de Yale)

Fonte: Veja Ciência


23 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas identificam comportamento promíscuo e bissexual em lulas

Cientistas americanos que observaram a vida sexual de uma espécie de lula que vive nas profundezas afirmam que os animais mantêm sexo tanto com machos como fêmeas e possuem hábitos sexuais promíscuos.

As conclusões dos especialistas foram feitas estudarem imagens submarinas das lulas de águas profundas, conhecidas como Octopoteuthis deletron, colhidas ao longo de 20 anos.

Entre as explicações encontradas para o fenômeno estão a de que os acasalamentos nas águas profundas são raros e realizados em um ambiente pouco favorável e a de que as lulas não seriam capazes de distinguir o sexo de seus pares na escuridão das águas profundas.

A pesquisa, publicada na revista especializada Biology Letters, foi possibilitada graças às imagens registradas por submarinos operados remotamente no cânion de Monterey, na região costeira da Califórnia, a profundidades que variam entre 400 e 800 metros.

Até recentemente, pouco se sabia sobre a vida sexual da espécie, exceto pelo fato de que os machos usam um órgão comprido, semelhante a um pênis, para depositar na fêmea espermatóforos, uma cápsula contendo milhões espermatozoides, absorvidos pela fêmea em seu tecido.

O pesquisador que comandou o estudo, Hendrik Hoving, do Instituto Aquático da Baía de Monterey, explicou que sua equipe não chegou a obter imagens dos animais se acasalando, mas encontrou traços de cápsulas de espermatozoide tanto em fêmeas como em machos.

Cientistas identificam comportamento promíscuo e bissexual em lulas

Cientistas identificam comportamento promíscuo e bissexual em lulas(Foto: MBARI/France Presse )

ACASALAMENTO BISSEXUAL

”Como a localização das cápsulas de espermatozoide são similares em ambos os sexos, nós concluímos que os machos acasalam tanto com machos como fêmeas”, afirmou Hoving.

Os pesquisadores descobriram o mesmo número de espermatóforos depositados em machos e fêmeas, o que indicaria que o acasalamento entre pares do mesmo sexo seria tão frequente quanto o realizado entre pares do sexo oposto.

E o número de cápsulas de espermatozoide depositadas também sugere que os animais seriam promíscuos, segundo os pesquisadores.

O comportamento incomum, afirmam eles, pode ser explicado pelo fato de que a lula está tentando ampliar as suas chances de passar adiante os seus gentes em meio ao ambiente desfavorável em que vive.

Na pesquisa, os especialistas afirmam que ”no habitat profundo e escuro onde o Octopoteuthis deletron vive, os machos são poucos e estão espalhados”.

”Nós sugerimos que o acasalamento bissexual do O. deletron faz parte de uma estratégia de reprodução que maximiza o sucesso ao induzir os machos a inseminar indiscriminadamente cada lula que encontram”.

 

Fonte: BBC Brasil


25 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Macaco se lava com urina para atrair fêmea, diz pesquisa

Estudo realizado nos EUA mostra que prática dos capuchinos de esfregar urina na pele é tática para atrair parceiras.

Um estudo recém-divulgado afirma que o hábito de macacos capuchinos de esfregar urina na pele é uma tática para atrair a fêmea da espécie. A pequisa divulgada na publicação especializada “American Journal of Primatology” mostrou que os cérebros de fêmeas dos capuchinos ficam mais ativos quando elas sentem o cheiro de urina de machos maduros sexualmente.

A conclusão dos autores do estudo é que os macacos passam a urina para atrair as fêmeas e mostrar que estão disponíveis.

”Como as fêmeas capuchinas quando estão férteis solicitam mais ativamente os machos, concluímos que o banho de urina por parte dos machos fornece a informação química que as fêmeas precisam a respeito de seu status sexual ou social”, disse à BBC a primatologista Kimberley Philips, da Trinity University, na cidade de San Antonio, nos Estados Unidos.

Vários símios, entre eles o bugios, macacos-esquilo e algumas espécies de macacos-prego, utilizam a prática de urinar na palma da mão e em seguida esfregam a urina nos pés e no traseiro.

Até então, cientistas especulavam sobre os possíveis motivos do ”banho de urina” a que os macacos se submetiam. Entre as hipóteses levantadas estava a de manter a temperatura do corpo ou permitir que cada um se identificasse a partir do cheiro.

Cérebro

blood out film divx

A pesquisa, afirma a primatologista, mostrou que ”quando solicitados pela fêmea, os adultos do sexo masculino aumentam o uso de ‘banhos de urina”’.

A pesquisa realizada por Kimberley Philips e outros pesquisadores se valeu de scanners de ressonância magnética que acompanhavam a reação do cérebro das fêmeas e as modificações que eles sofriam após elas farejarem a urnina dos machos adultos e mais jovens.

Como os machos adultos são sexualmente maduros, eles expelem uma maior concentração de hormônio masculino testosterona em sua urina. A concentração de testosterona também está ligada ao status social do animal. Machos com status mais elevado em comparação com os demais tendem a produzir mais testosterona.

”O cérebro da fêmea capuchina tende a reagir de maneira diferente em relação à urina dos adultos machos e à dos machos mais novos”, afirmou Kimberley Philips. ”Nós acreditamos que isso é usado como uma forma de comunicação para passar status social ou sexual.”

A pesquisadora disse ser surpreendente que os macacos capuchinos utilizam tais procedimentos, uma vez que a espécie não é conhecida por se comunicar através do olfato.

Fonte: BBC


7 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Borboletas fêmeas ‘frias’ cortejam os machos

Certas fêmeas de borboletas se mostram sexualmente agressivas em relação aos machos quando são expostas a temperaturas frias no estágio de larva, um exemplo incomum de troca de papéis sexuais, revela uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (7).

Já quando as lagartas dessas borboletas se desenvolvem durante a estação quente e úmida, são os machos que assumem a iniciativa de sedução.

“O comportamento sexual dessas borboletas é modificado pelas temperaturas durante seu desenvolvimento”, explica Kathleen Prudic, do departamento de ecologia e biologia da Universidade Yale (Connecticut, nordeste), coautora do estudo publicado na revista Science do dia 7 de janeiro.

Os cientistas constataram o fenômeno ao observar nas asas de certas borboletas fêmeas da espécie Bicyclus anynana – borboletas africanas muito utilizadas em pesquisas – lindos ornamentos de forma ocular, similares aos dos machos.

Na maioria das espécies, apenas os machos exibem tais adornos tão coloridos para atrair a atenção das fêmeas que escolhem seus parceiros.

Os atores deste estudo teorizaram que os comportamentos sexuais destas borboletas podem ser modificados em função das condições nas quais suas larvas se desenvolvem.

Testaram, então, o comportamento destes insetos cujas lagartas se desenvolveram em temperaturas quentes de 27°C ou frias de 17°C.

E como eles pensavam, as fêmeas de larvas que evoluíram nas temperaturas mais frias eram aquelas que apresentavam os ornamentos parecidos com os dos machos e se mostravam mais agressivas sexualmente.

Essas fêmeas do frio que cortejam ativamente os machos vivem mais tempo que aquelas de desenvolvimento larval de temperaturas quentes e de papel sexual passivo, indicou ainda o estudo.

Fonte: Yahoo!

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