12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Sem interesse de zoológicos, animais vivem em centro de triagem em RO

Rejeitada por zoológicos, onça parda está no centro há oito meses.
Pelo menos 30 animais aguardam para serem adotados, em Porto Velho.

Com aproximadamente 10 meses de idade, a onça parda Dodge, encontrada em julho do ano passado por um sitiante em São Miguel do Guaporé (RO), a 540 quilômetros de Porto Velho, continua no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Porto Velho, onde aguarda o interesse de zoológicos do país. Assim como Dodge, aproximadamente 30 animais, entre diversas espécies de macacos e aves, também aguardam para serem tranferidos a instituições competentes credenciadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

Dodge está com cerca de nove meses (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Dodge está com cerca de nove meses (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Arara faz parte dos animais aptos para serem doados a zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Arara faz parte dos animais aptos para serem doados a zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Após chegar ao centro de triagem,  a onça parda passou por um processo de enriquecimento ambiental para que começasse a desenvolver os seus instintos. Aos seis meses Dodge foi desmamado e passou a se alimentar exclusivamente de carne, sendo considerado apto para ser doado para instituições autorizadas.

A equipe do Cetas chegou a entrar em contato com zoológicos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, entre outros, mas não houve interesse. De acordo com o veterinário Gilson Rios, possivelmente por já possuírem um animal da mesma espécie.

O Cetas também abriga um tucano e outras 13 aves, entre papagaios e uma arara. “Muitos chegam aqui machucados. Nós fazemos o tratamento, recuperamos e reabilitamos para que ele possa ser solto na natureza”, diz Rios. O veterinário salienta que parte dos animais que chegam ao centro de triagem não pode ser devolvida a natureza devido ao contato com seres humanos, que faz com que acabem perdendo o instinto, podendo não se readaptarem ao seu habitat.

Papagaio e outras espécies de aves fazem parte da lista de animais aptos para doação à zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Papagaio e outras espécies de aves fazem parte da lista de animais aptos para doação à zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Sem interesse de zoológicos, os animais continuam no local até que o Ibama determine um destino para eles. No caso de Dodge, Gilson explica que a estrutura em que ele vive não é a ideal, mas foi projetada para suportar animais de grande porte. “O ideal seria um espaço maior, onde ele pudesse conviver com outros animais”, explica Rios.

Entre os 13 macacos aptos para doação para zoológicos estão sete da espécie prego, três barrigudos, dois macacos da noite e um macaco-aranha. Alguns já estão no local há pelo menos três anos e devem permanecer até que o Ibama encontre um lar para serem destinados.

O Cetas foi construído pela concessionária Santo Antônio Energia e deverá ser entregue ao Ibama. Ainda não há data definida para essa transferência. Por enquanto, o Centro de Triagens é mantido pela concessionária.

Diversas espécies de macacos aguardam o interesse de zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Diversas espécies de macacos aguardam o interesse de zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Fonte: Globo Natureza


16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Fêmeas de besouro são atraídas por feromônios sexuais e cheiro de cadáver

Ciclo de vida dos besouros é tão previsível que costuma ser usado por cientistas forenses para estimar há quanto tempo uma pessoa está morta

Cadáveres em avançado estado de decomposição são o local ideal para os besouros da espécie Dermestes maculatus se reproduzirem e botarem seus ovos. Ali, suas larvas encontram os nutrientes necessários para se desenvolverem. Agora, uma nova pesquisa publicada na revista Frontiers in Zoology mostrou que nem os feromônios sexuais liberados pelos machos nem o cheiro dos cadáveres são suficientes para atrair as fêmeas até o local. Elas só são atraídas quando os dois odores estão presentes em conjunto, mostrando como a evolução da espécie aumentou as chances de sua reprodução ter sucesso.

Os cientistas da Universidade de Ulm, na Alemanha, pesquisaram quais odores eram capazes de atrair as fêmeas virgens e jovens, com duas a três semanas de vida, do besouro. Eles testaram diversos aromas: o cheiro de cadáver de porco coletado em diferentes estágios de decomposição, feromônios masculinos extraídos da glândula do inseto, feromônios sintéticos e um solvente.

As fêmeas ignoraram totalmente tanto os feromônios artificiais quanto o solvente. Na verdade, elas não foram atraídas por quase nenhum dos odores, a não ser pelo do cadáver nos últimos estágios de decomposição, desde que reforçado pelos feromônios masculinos. “Embora o cheiro do cadáver não seja capaz de atrair as fêmeas, ele é o suficiente para atrair os machos jovens”, explica Christian von Hoermann, coordenador do estudo.

Segundo o pesquisador, a liberação de feromônios por parte dos machos assinala que o cadáver é um ambiente apropriado para alimentação, acasalamento e depósito de ovos. A seleção natural teria feito com que as fêmeas só respondessem aos chamados dos machos se o odor do cadáver estivesse presente – e vice-versa – para otimizar as chances de sobrevivência de seus filhos.

Ciclo - A decomposição de cadáveres costuma ser um prato atrativo para muitas espécies de insetos, que desenvolveram preferência por diferentes estágios do processo. As primeiras a chegar ao corpo costumam ser as moscas, cujas larvas se alimentam dos tecidos ainda úmidos. Depois, vêm os besouros das famílias Histeridae e Staphylinidae, que se alimentam dessas larvas. Os besouros Dermestes maculatus chegam no estágio seguinte e passam a se alimentar dos restos de pele e ligamentos.

No entanto, eles só começarão a se reproduzir quando a decomposição estiver mais avançada e o cadáver reduzido a ossos, cabelos e pele seca. A partir desse momento, só restarão as larvas do besouro. O ciclo de vida e a sequência de chegada desses animais é tão previsível que costuma ser usado por cientistas forenses para estimar há quanto tempo uma pessoa está morta.

besouro

O besouro Dermestes maculatus costuma se reproduzir e botar seus ovos em cadáveres em decomposição (Divulgação)

Fonte: Veja Ciência


5 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Clima mais quente já afeta tamanho de plantas na Austrália, diz estudo

Mudança de temperatura no país reduziu largura de folha em 2 mm.
Segundo cientistas, vegetais se adaptam à nova realidade do planeta.

A mudança climática já afeta espécies de plantas da Austrália, alterando o tamanho das folhas.

É o que aponta uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Adelaide, na Austrália, divulgada na noite desta terça-feira (3) no site da Sociedade Real Britânica pela publicação “Biology Letters”.

Segundo o estudo, foram analisadas exemplares da planta popularmente conhecida como vassoura-do-campo, subespécie angustissima (Dodonaea viscosa subsp. Angustissima). Foram feitas comparações com amostras recolhidas entre 1880 até o presente momento, encontradas nas montanhas Flinders, no Sul da Austrália.

A análise revelou uma diminuição de 2 milímetros na largura da folha (em um total avaliado que variava de 1 a 9 milímetros) ao longo de 127 anos. Entre 1950 e 2005, houve um aumento de 1,2ºC nas temperatuas máximas no Sul da Austrália, mas pouca alteração na precipitação na região da montanha.

Em comunicado divulgado pela universidade, o principal autor do estudo, Greg Guerin, disse que a mudança climática é frequentemente discutida em termos de impactos no futuro, porém, segundo ele, “mudanças de temperatura nas últimas décadas já têm efeitos ecológicos significativos”.

Ainda de acordo com o Guerin, as alterações do clima estão impulsionando mudanças adaptativas nas espécies de plantas, assim como ocorreu com a subespécie de vassoura-do-campo. “Demonstra processo adaptativo em relação ao clima”, complementa o professor.

 

Fonte: Globo Natureza


4 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Mordida eficiente ajuda a explicar por que ratos e camundongos se espalharam pelo planeta

Formato do crânio e distribuição de músculos na mandíbula confere às duas espécies mais habilidade que outras especializadas apenas em roer ou em mastigar

Entre roídas e mastigadas, camundongos e ratos possuem o melhor desempenho entre os roedores. São melhores que os esquilos, considerados especialistas em roer e que os porquinhos da índia, bons de mastigação. Isso ajudaria a explicar por que ratos e camundongos são uma das pestes mais comuns do mundo. A pesquisa feita na Universidade de Liverpool, na Inglaterra, foi publicada no periódico PLoS ONE.

Os ratos conseguem tanto roer quanto mastigar com eficiência. Outras espécies de roedores se especializaram em uma coisa ou outra. O esquilo, por exemplo, é especialista em roer, enquanto que o porquinho da índia se especializou em mastigar.

Para comparar os diferentes tipos de mordidas entre os roedores, os pesquisadores criaram uma simulação no computador. Nela, foi possível analisar como o formato do crânio e o arranjo dos músculos tem papel fundamental para o sucesso da mordida de ratos e camundongos.

Os pesquisadores descobriram que os músculos na cabeça do rato aumentam a eficiência da mordida, permitindo roer e mastigar com mais sucesso que espécies especializadas em um dos dois métodos. “Esperávamos que os ratos criados no computador fossem mais versáteis, mas menos efetivos que o esquilo e o porquinho da índia”, disse Philip Cox, coautor do estudo. “Não se espera que um nadador triatleta derrote, por exemplo, um nadador especialista em 1.500 metros.”

O estudo mostrou, no entanto, que a forma como os músculos dos ratos se adaptaram através do tempo aumentou a habilidade de mastigar. “Isso ajuda a explicar por que ratos e camundongos conseguiram se adaptar tão bem, com hábitos alimentares versáteis que os permitem comer eficientemente uma vasta gama de materiais”, disse Cox.

O estudo também envolveu pesquisadores das universidades de Hull e Bristol, ambas no Reino Unido, Universidade de Shinshu, Japão, e colaboradores do Museu Nacional de História Natural, em Paris.

Saiba mais

EVOLUÇÃO DOS ROEDORES
Há 56 milhões de anos, os roedores têm adaptado o crânio e os músculos da mandíbula em uma corrida evolucionária. O grupo de roedores que inclui o esquilo, chamado ciuromorfos, se especializou em adaptações relacionadas à atividade de roer. Outro grupo, chamado histricomorfos, que inclui o porquinho da índia, escolheu a mastigação. Os miomorfos, que incluem os ratos e camundongos, se adaptaram às duas atividades: roer e mastigar.

Ter a melhor mordida garantiu aos ratos e camundongos a adaptação necessária para se tornarem uma das pestes mais comuns do mundo

Ter a melhor mordida garantiu aos ratos e camundongos a adaptação necessária para se tornarem uma das pestes mais comuns do mundo (iStockphoto/ThinkStock)

Fonte: Veja Ciência


12 de março de 2012 | nenhum comentário »

Corais podem se adaptar a mudanças climáticas, diz estudo

Aquecimento no sudeste asiático em 1998 teria aclimatizado espécies.
Em 2010, durante elevação de temperatura, elas teriam resistido melhor.

A primeira imagem mostra uma inesperada sobrevivência de corais de crescimento rápido na Malásia, durante o aquecimento das águas verificado em 2010. Já a segunda imagem retrata efeitos devastadores do aumento de temperatura nos corais da Indonésia. (Foto: Divulgação / UNSW)

Primeira imagem mostra a sobrevivência de corais na Malásia, durante aquecimento de 2010. Já a segunda retrata efeitos do aumento de temperatura na Indonésia. (Foto: Divulgação / UNSW)

Espécies de corais do sudeste asiático podem ter se adaptado a um aquecimento das águas ocorrido em 1998, segundo pesquisa publicada na sexta-feira (9) no jornal científico “PLoS One”. Elas teriam resistido melhor a uma nova elevação de temperatura verificada em 2010, afirmam os pesquisadores.

“Isto é polêmico porque muitos cientistas acreditam que os corais exauriram suas capacidades de adaptação ao estresse térmico”, afirmou James Guest, pesquisador da Universidade Tecnológica de Nanyang, na Cingapura, em material de divulgação.

Na pesquisa, cientistas analisaram três pontos de corais, sendo um na Indonésia, um na Malásia e outro em Cingapura.

Na Indonésia, o aumento da temperatura do oceano em 2010 teria provocado a morte de 90% das colônias de coral de crescimento rápido. Isto é considerado uma consequência normal do aquecimento no desenvolvimento dos corais e tem levado cientistas a prever que as espécies de crescimento lento terão mais sucesso no futuro.

Mas em Cingapura e na Malásia o aquecimento teve um efeito contrário: corais de crescimento rápido se mantiveram saudáveis e pigmentados. Com base nisto, os pesquisadores avaliaram o histórico térmico destes dois locais e verificaram que eles tiveram uma elevação de temperatura anterior, em 1998. O mesmo não teria ocorrido na Indonésia.

“As populações de coral que calcificaram durante o último grande aquecimento, em 1998, se adaptaram ou se aclimatizaram ao estresse climático”, disse Guest.

No entanto, a descoberta não significa que as ameaças do aquecimento global para os corais diminuíram, alerta o pesquisador. Segundo ele, deve haver um limite para a adaptação térmica. Além disso, uma elevação de temperatura poderia impactar a saúde reprodutiva e o crescimento dos corais.

 

Fonte: Globo Natureza


14 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Peixes da Antártida estão ameaçados por mudança climática, diz estudo

Grupo ‘notothenioids’ desenvolveu proteínas para não congelar em águas frias.
Ele pode ser devastado por não se adaptar a um oceano mais quente.

Uma linhagem de peixes da Antártida, que desenvolveu um tipo especial de proteína para não congelar nas águas geladas, está ameaçada pelo aquecimento do mar, segundo um estudo da Universidade Yale, nos Estados Unidos, publicado nesta segunda-feira (13) pela “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

“Um aumento de 2ºC na temperatura da água deve ter um impacto devastador nessa linhagem de peixe da Antártida, que está tão bem adaptada a temperaturas negativas”, afirmou Thomas Near, professor de ecologia e biologia evolucionária em Yale e co-autor do estudo, em material de divulgação. O Oceano Antártico tem verificado um dos mais rápidos aquecimentos da Terra, devido às mudanças climáticas.

Os pesquisadores analisaram a história da evolução da linhagem “notothenioids”, que se diversificou em mais de cem espécies de peixe. Ela teria sobrevivido a um resfriamento das águas, há dezenas de milhares de anos, que provocou a extinção em massa de espécies adaptadas a um oceano mais quente.

O desenvolvimento de glicoproteínas anticongelantes levou os notothenioids a se adaptarem em condições polares (Foto: Divulgação / Universidade Yale)

O desenvolvimento de glicoproteínas anticongelantes levou os "notothenioids" a se adaptarem em condições polares (Foto: Divulgação / Universidade Yale)

A chave da adaptação dos “notothenioids” teria sido o desenvolvimento de glicoproteínas anti-congelantes, de 22 a 42 milhões de anos atrás. A mesma característica que ajudou os peixes a sobreviverem em um ambiente mais frio os torna sucetíveis a um mundo mais quente, diz Near.

Segundo a pesquisa, a propagação desses animais pelo oceano Antártico ocorreu cerca de 10 milhões de anos depois do surgimento da proteína. Eles teriam se espalhado para diversos habitats e se diversificado, originando espécies diferentes. Isso indicaria que outros fatores, além da proteína, influenciaram no sucesso da sobrevivência da espécie nas águas geladas.

 

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


16 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Para sobreviver em metrópoles, pássaro precisa de cérebro grande

Pesquisadores acreditam que crescimento da urbanização no mundo possa resultar no declínio das espécies com cérebro menor

Um pássaro que desejar viver em uma cidade grande precisará de um cérebro grande para sobreviver, reportaram pesquisadores suecos em novo estudo.

O tamanho do cérebro já esteve vinculado à capacidade de animais de várias espécies desenvolverem novos comportamentos e se adaptarem a ambientes em constantes mudanças. Portanto, nesse novo estudo, os pesquisadores catalogaram o tamanho do cérebro e a massa corpórea de 82 espécies – geralmente passarinhos que vivem em poleiros – e as categorizaram por seu êxito, ou a falta dele, em viver em 12 cidades da Europa.

Eles descobriram que as espécies que tinham cérebros maiores em relação ao seu tamanho corporal – corvos e tentilhões, por exemplo – tinham maior probabilidade de viver bem nessas cidades.

O estudo foi publicado na internet no fim de abril, na “Biology Letters”.

Somente algumas espécies são capazes de sobreviver em cidades, e os autores ainda especulam que o crescimento da urbanização no mundo todo possa resultar em um declínio de longo prazo das espécies com cérebro menor.

Os pombos são exceção. Eles têm cérebros pequenos, diz o autor líder, Alexei A. Maklakov, professor-assistente de biologia da evolução na Universidade de Uppsala. No entanto, o ambiente urbano fornece a eles uma aproximação de seu habitat natural, fazendo com que precisem de pouca energia intelectual para se adaptar.

São inúmeros arranha-céus que lembram as montanhas sobre as quais eles se aninham na natureza, argumenta Maklakov. “Eles não precisam inventar maneiras de encontrar comida. Aquela que nós jogamos está de bom tamanho para eles”.

Fonte: Portal iG






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12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Sem interesse de zoológicos, animais vivem em centro de triagem em RO

Rejeitada por zoológicos, onça parda está no centro há oito meses.
Pelo menos 30 animais aguardam para serem adotados, em Porto Velho.

Com aproximadamente 10 meses de idade, a onça parda Dodge, encontrada em julho do ano passado por um sitiante em São Miguel do Guaporé (RO), a 540 quilômetros de Porto Velho, continua no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Porto Velho, onde aguarda o interesse de zoológicos do país. Assim como Dodge, aproximadamente 30 animais, entre diversas espécies de macacos e aves, também aguardam para serem tranferidos a instituições competentes credenciadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

Dodge está com cerca de nove meses (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Dodge está com cerca de nove meses (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Arara faz parte dos animais aptos para serem doados a zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Arara faz parte dos animais aptos para serem doados a zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Após chegar ao centro de triagem,  a onça parda passou por um processo de enriquecimento ambiental para que começasse a desenvolver os seus instintos. Aos seis meses Dodge foi desmamado e passou a se alimentar exclusivamente de carne, sendo considerado apto para ser doado para instituições autorizadas.

A equipe do Cetas chegou a entrar em contato com zoológicos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, entre outros, mas não houve interesse. De acordo com o veterinário Gilson Rios, possivelmente por já possuírem um animal da mesma espécie.

O Cetas também abriga um tucano e outras 13 aves, entre papagaios e uma arara. “Muitos chegam aqui machucados. Nós fazemos o tratamento, recuperamos e reabilitamos para que ele possa ser solto na natureza”, diz Rios. O veterinário salienta que parte dos animais que chegam ao centro de triagem não pode ser devolvida a natureza devido ao contato com seres humanos, que faz com que acabem perdendo o instinto, podendo não se readaptarem ao seu habitat.

Papagaio e outras espécies de aves fazem parte da lista de animais aptos para doação à zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Papagaio e outras espécies de aves fazem parte da lista de animais aptos para doação à zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Sem interesse de zoológicos, os animais continuam no local até que o Ibama determine um destino para eles. No caso de Dodge, Gilson explica que a estrutura em que ele vive não é a ideal, mas foi projetada para suportar animais de grande porte. “O ideal seria um espaço maior, onde ele pudesse conviver com outros animais”, explica Rios.

Entre os 13 macacos aptos para doação para zoológicos estão sete da espécie prego, três barrigudos, dois macacos da noite e um macaco-aranha. Alguns já estão no local há pelo menos três anos e devem permanecer até que o Ibama encontre um lar para serem destinados.

O Cetas foi construído pela concessionária Santo Antônio Energia e deverá ser entregue ao Ibama. Ainda não há data definida para essa transferência. Por enquanto, o Centro de Triagens é mantido pela concessionária.

Diversas espécies de macacos aguardam o interesse de zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Diversas espécies de macacos aguardam o interesse de zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Fonte: Globo Natureza


16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Fêmeas de besouro são atraídas por feromônios sexuais e cheiro de cadáver

Ciclo de vida dos besouros é tão previsível que costuma ser usado por cientistas forenses para estimar há quanto tempo uma pessoa está morta

Cadáveres em avançado estado de decomposição são o local ideal para os besouros da espécie Dermestes maculatus se reproduzirem e botarem seus ovos. Ali, suas larvas encontram os nutrientes necessários para se desenvolverem. Agora, uma nova pesquisa publicada na revista Frontiers in Zoology mostrou que nem os feromônios sexuais liberados pelos machos nem o cheiro dos cadáveres são suficientes para atrair as fêmeas até o local. Elas só são atraídas quando os dois odores estão presentes em conjunto, mostrando como a evolução da espécie aumentou as chances de sua reprodução ter sucesso.

Os cientistas da Universidade de Ulm, na Alemanha, pesquisaram quais odores eram capazes de atrair as fêmeas virgens e jovens, com duas a três semanas de vida, do besouro. Eles testaram diversos aromas: o cheiro de cadáver de porco coletado em diferentes estágios de decomposição, feromônios masculinos extraídos da glândula do inseto, feromônios sintéticos e um solvente.

As fêmeas ignoraram totalmente tanto os feromônios artificiais quanto o solvente. Na verdade, elas não foram atraídas por quase nenhum dos odores, a não ser pelo do cadáver nos últimos estágios de decomposição, desde que reforçado pelos feromônios masculinos. “Embora o cheiro do cadáver não seja capaz de atrair as fêmeas, ele é o suficiente para atrair os machos jovens”, explica Christian von Hoermann, coordenador do estudo.

Segundo o pesquisador, a liberação de feromônios por parte dos machos assinala que o cadáver é um ambiente apropriado para alimentação, acasalamento e depósito de ovos. A seleção natural teria feito com que as fêmeas só respondessem aos chamados dos machos se o odor do cadáver estivesse presente – e vice-versa – para otimizar as chances de sobrevivência de seus filhos.

Ciclo - A decomposição de cadáveres costuma ser um prato atrativo para muitas espécies de insetos, que desenvolveram preferência por diferentes estágios do processo. As primeiras a chegar ao corpo costumam ser as moscas, cujas larvas se alimentam dos tecidos ainda úmidos. Depois, vêm os besouros das famílias Histeridae e Staphylinidae, que se alimentam dessas larvas. Os besouros Dermestes maculatus chegam no estágio seguinte e passam a se alimentar dos restos de pele e ligamentos.

No entanto, eles só começarão a se reproduzir quando a decomposição estiver mais avançada e o cadáver reduzido a ossos, cabelos e pele seca. A partir desse momento, só restarão as larvas do besouro. O ciclo de vida e a sequência de chegada desses animais é tão previsível que costuma ser usado por cientistas forenses para estimar há quanto tempo uma pessoa está morta.

besouro

O besouro Dermestes maculatus costuma se reproduzir e botar seus ovos em cadáveres em decomposição (Divulgação)

Fonte: Veja Ciência


5 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Clima mais quente já afeta tamanho de plantas na Austrália, diz estudo

Mudança de temperatura no país reduziu largura de folha em 2 mm.
Segundo cientistas, vegetais se adaptam à nova realidade do planeta.

A mudança climática já afeta espécies de plantas da Austrália, alterando o tamanho das folhas.

É o que aponta uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Adelaide, na Austrália, divulgada na noite desta terça-feira (3) no site da Sociedade Real Britânica pela publicação “Biology Letters”.

Segundo o estudo, foram analisadas exemplares da planta popularmente conhecida como vassoura-do-campo, subespécie angustissima (Dodonaea viscosa subsp. Angustissima). Foram feitas comparações com amostras recolhidas entre 1880 até o presente momento, encontradas nas montanhas Flinders, no Sul da Austrália.

A análise revelou uma diminuição de 2 milímetros na largura da folha (em um total avaliado que variava de 1 a 9 milímetros) ao longo de 127 anos. Entre 1950 e 2005, houve um aumento de 1,2ºC nas temperatuas máximas no Sul da Austrália, mas pouca alteração na precipitação na região da montanha.

Em comunicado divulgado pela universidade, o principal autor do estudo, Greg Guerin, disse que a mudança climática é frequentemente discutida em termos de impactos no futuro, porém, segundo ele, “mudanças de temperatura nas últimas décadas já têm efeitos ecológicos significativos”.

Ainda de acordo com o Guerin, as alterações do clima estão impulsionando mudanças adaptativas nas espécies de plantas, assim como ocorreu com a subespécie de vassoura-do-campo. “Demonstra processo adaptativo em relação ao clima”, complementa o professor.

 

Fonte: Globo Natureza


4 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Mordida eficiente ajuda a explicar por que ratos e camundongos se espalharam pelo planeta

Formato do crânio e distribuição de músculos na mandíbula confere às duas espécies mais habilidade que outras especializadas apenas em roer ou em mastigar

Entre roídas e mastigadas, camundongos e ratos possuem o melhor desempenho entre os roedores. São melhores que os esquilos, considerados especialistas em roer e que os porquinhos da índia, bons de mastigação. Isso ajudaria a explicar por que ratos e camundongos são uma das pestes mais comuns do mundo. A pesquisa feita na Universidade de Liverpool, na Inglaterra, foi publicada no periódico PLoS ONE.

Os ratos conseguem tanto roer quanto mastigar com eficiência. Outras espécies de roedores se especializaram em uma coisa ou outra. O esquilo, por exemplo, é especialista em roer, enquanto que o porquinho da índia se especializou em mastigar.

Para comparar os diferentes tipos de mordidas entre os roedores, os pesquisadores criaram uma simulação no computador. Nela, foi possível analisar como o formato do crânio e o arranjo dos músculos tem papel fundamental para o sucesso da mordida de ratos e camundongos.

Os pesquisadores descobriram que os músculos na cabeça do rato aumentam a eficiência da mordida, permitindo roer e mastigar com mais sucesso que espécies especializadas em um dos dois métodos. “Esperávamos que os ratos criados no computador fossem mais versáteis, mas menos efetivos que o esquilo e o porquinho da índia”, disse Philip Cox, coautor do estudo. “Não se espera que um nadador triatleta derrote, por exemplo, um nadador especialista em 1.500 metros.”

O estudo mostrou, no entanto, que a forma como os músculos dos ratos se adaptaram através do tempo aumentou a habilidade de mastigar. “Isso ajuda a explicar por que ratos e camundongos conseguiram se adaptar tão bem, com hábitos alimentares versáteis que os permitem comer eficientemente uma vasta gama de materiais”, disse Cox.

O estudo também envolveu pesquisadores das universidades de Hull e Bristol, ambas no Reino Unido, Universidade de Shinshu, Japão, e colaboradores do Museu Nacional de História Natural, em Paris.

Saiba mais

EVOLUÇÃO DOS ROEDORES
Há 56 milhões de anos, os roedores têm adaptado o crânio e os músculos da mandíbula em uma corrida evolucionária. O grupo de roedores que inclui o esquilo, chamado ciuromorfos, se especializou em adaptações relacionadas à atividade de roer. Outro grupo, chamado histricomorfos, que inclui o porquinho da índia, escolheu a mastigação. Os miomorfos, que incluem os ratos e camundongos, se adaptaram às duas atividades: roer e mastigar.

Ter a melhor mordida garantiu aos ratos e camundongos a adaptação necessária para se tornarem uma das pestes mais comuns do mundo

Ter a melhor mordida garantiu aos ratos e camundongos a adaptação necessária para se tornarem uma das pestes mais comuns do mundo (iStockphoto/ThinkStock)

Fonte: Veja Ciência


12 de março de 2012 | nenhum comentário »

Corais podem se adaptar a mudanças climáticas, diz estudo

Aquecimento no sudeste asiático em 1998 teria aclimatizado espécies.
Em 2010, durante elevação de temperatura, elas teriam resistido melhor.

A primeira imagem mostra uma inesperada sobrevivência de corais de crescimento rápido na Malásia, durante o aquecimento das águas verificado em 2010. Já a segunda imagem retrata efeitos devastadores do aumento de temperatura nos corais da Indonésia. (Foto: Divulgação / UNSW)

Primeira imagem mostra a sobrevivência de corais na Malásia, durante aquecimento de 2010. Já a segunda retrata efeitos do aumento de temperatura na Indonésia. (Foto: Divulgação / UNSW)

Espécies de corais do sudeste asiático podem ter se adaptado a um aquecimento das águas ocorrido em 1998, segundo pesquisa publicada na sexta-feira (9) no jornal científico “PLoS One”. Elas teriam resistido melhor a uma nova elevação de temperatura verificada em 2010, afirmam os pesquisadores.

“Isto é polêmico porque muitos cientistas acreditam que os corais exauriram suas capacidades de adaptação ao estresse térmico”, afirmou James Guest, pesquisador da Universidade Tecnológica de Nanyang, na Cingapura, em material de divulgação.

Na pesquisa, cientistas analisaram três pontos de corais, sendo um na Indonésia, um na Malásia e outro em Cingapura.

Na Indonésia, o aumento da temperatura do oceano em 2010 teria provocado a morte de 90% das colônias de coral de crescimento rápido. Isto é considerado uma consequência normal do aquecimento no desenvolvimento dos corais e tem levado cientistas a prever que as espécies de crescimento lento terão mais sucesso no futuro.

Mas em Cingapura e na Malásia o aquecimento teve um efeito contrário: corais de crescimento rápido se mantiveram saudáveis e pigmentados. Com base nisto, os pesquisadores avaliaram o histórico térmico destes dois locais e verificaram que eles tiveram uma elevação de temperatura anterior, em 1998. O mesmo não teria ocorrido na Indonésia.

“As populações de coral que calcificaram durante o último grande aquecimento, em 1998, se adaptaram ou se aclimatizaram ao estresse climático”, disse Guest.

No entanto, a descoberta não significa que as ameaças do aquecimento global para os corais diminuíram, alerta o pesquisador. Segundo ele, deve haver um limite para a adaptação térmica. Além disso, uma elevação de temperatura poderia impactar a saúde reprodutiva e o crescimento dos corais.

 

Fonte: Globo Natureza


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Peixes da Antártida estão ameaçados por mudança climática, diz estudo

Grupo ‘notothenioids’ desenvolveu proteínas para não congelar em águas frias.
Ele pode ser devastado por não se adaptar a um oceano mais quente.

Uma linhagem de peixes da Antártida, que desenvolveu um tipo especial de proteína para não congelar nas águas geladas, está ameaçada pelo aquecimento do mar, segundo um estudo da Universidade Yale, nos Estados Unidos, publicado nesta segunda-feira (13) pela “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

“Um aumento de 2ºC na temperatura da água deve ter um impacto devastador nessa linhagem de peixe da Antártida, que está tão bem adaptada a temperaturas negativas”, afirmou Thomas Near, professor de ecologia e biologia evolucionária em Yale e co-autor do estudo, em material de divulgação. O Oceano Antártico tem verificado um dos mais rápidos aquecimentos da Terra, devido às mudanças climáticas.

Os pesquisadores analisaram a história da evolução da linhagem “notothenioids”, que se diversificou em mais de cem espécies de peixe. Ela teria sobrevivido a um resfriamento das águas, há dezenas de milhares de anos, que provocou a extinção em massa de espécies adaptadas a um oceano mais quente.

O desenvolvimento de glicoproteínas anticongelantes levou os notothenioids a se adaptarem em condições polares (Foto: Divulgação / Universidade Yale)

O desenvolvimento de glicoproteínas anticongelantes levou os "notothenioids" a se adaptarem em condições polares (Foto: Divulgação / Universidade Yale)

A chave da adaptação dos “notothenioids” teria sido o desenvolvimento de glicoproteínas anti-congelantes, de 22 a 42 milhões de anos atrás. A mesma característica que ajudou os peixes a sobreviverem em um ambiente mais frio os torna sucetíveis a um mundo mais quente, diz Near.

Segundo a pesquisa, a propagação desses animais pelo oceano Antártico ocorreu cerca de 10 milhões de anos depois do surgimento da proteína. Eles teriam se espalhado para diversos habitats e se diversificado, originando espécies diferentes. Isso indicaria que outros fatores, além da proteína, influenciaram no sucesso da sobrevivência da espécie nas águas geladas.

 

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


16 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Para sobreviver em metrópoles, pássaro precisa de cérebro grande

Pesquisadores acreditam que crescimento da urbanização no mundo possa resultar no declínio das espécies com cérebro menor

Um pássaro que desejar viver em uma cidade grande precisará de um cérebro grande para sobreviver, reportaram pesquisadores suecos em novo estudo.

O tamanho do cérebro já esteve vinculado à capacidade de animais de várias espécies desenvolverem novos comportamentos e se adaptarem a ambientes em constantes mudanças. Portanto, nesse novo estudo, os pesquisadores catalogaram o tamanho do cérebro e a massa corpórea de 82 espécies – geralmente passarinhos que vivem em poleiros – e as categorizaram por seu êxito, ou a falta dele, em viver em 12 cidades da Europa.

Eles descobriram que as espécies que tinham cérebros maiores em relação ao seu tamanho corporal – corvos e tentilhões, por exemplo – tinham maior probabilidade de viver bem nessas cidades.

O estudo foi publicado na internet no fim de abril, na “Biology Letters”.

Somente algumas espécies são capazes de sobreviver em cidades, e os autores ainda especulam que o crescimento da urbanização no mundo todo possa resultar em um declínio de longo prazo das espécies com cérebro menor.

Os pombos são exceção. Eles têm cérebros pequenos, diz o autor líder, Alexei A. Maklakov, professor-assistente de biologia da evolução na Universidade de Uppsala. No entanto, o ambiente urbano fornece a eles uma aproximação de seu habitat natural, fazendo com que precisem de pouca energia intelectual para se adaptar.

São inúmeros arranha-céus que lembram as montanhas sobre as quais eles se aninham na natureza, argumenta Maklakov. “Eles não precisam inventar maneiras de encontrar comida. Aquela que nós jogamos está de bom tamanho para eles”.

Fonte: Portal iG