22 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Pesquisa alerta para poluição do mar

As aves migratórias sofrem cada vez mais com os níveis de óleo nas águas e com a poluição que aumenta em seus pontos de abrigo.

Há dois meses, ao norte do Rio Grande do Sul, dezenas de maçaricos-de-papo-vermelho foram encontrados mortos nas praias do litoral. Segundo observam os pesquisadores, já se constata uma redução de quase 60% nas populações dessa ave migratória, que todos os anos foge das baixas temperaturas do Ártico, voando até a Patagônia argentina e passando por toda a costa brasileira, onde faz paradas para descansar e alimentar-se. É um animal que, a ritmo acelerado, está caminhando para a extinção.

As tartarugas marinhas parecem não ter melhor sorte. A cada ano, sobe o número de quelônios que aparecem mortos ou em péssimas condições de saúde na costa fluminense. Nelas, os biólogos geralmente constatam a presença de plástico no estômago e um grande número de bactérias patogênicas. “Ambos os casos são emblemáticos da alteração drástica e da rápida redução dos ambientes que essas espécies habitam, resultado das mudanças promovidas pelo homem.” Para o biólogo Salvatore Siciliano, da Fundação Oswaldo Cruz, e pesquisador visitante da Faperj, “parece que retrocedemos 40 anos”. “As políticas de desenvolvimento a qualquer custo, a exemplo do modelo chinês, têm significado inestimáveis prejuízos ambientais.”

Ao dar continuidade ao projeto, Salvatore e equipe também tem trabalhado em conjunto com Reinaldo Calixto de Campos, professor do Departamento de Química da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio) e Cientista do Nosso Estado, da Faperj, no projeto “Suporte Analítico a Estudos Ambientais, de Saúde e Tecnológicos”. “Eles vêm me encaminhando amostras desses animais coletados para análise no laboratório. Os resultados têm mostrado a presença de contaminantes acima dos níveis naturais esperados, em grande parte das amostras”, fala o professor Reinaldo.

Integrante da equipe de Salvatore na Fiocruz, o doutorando Jailson Fulgencio de Moura – que contou com apoio de bolsa de mestrado da Faperj -, é um dos pesquisadores que vêm recolhendo amostras de boto-cinza no litoral fluminense, entre Saquarema, na região dos Lagos, e São Francisco do Itabapoana, no norte fluminense. “Na comparação com exemplares recolhidos no Amapá, nossa expectativa era de que a bacia Amazônica e do Orinoco pudessem estar distribuindo níveis expressivos de mercúrio por aquela área. Mas os resultados mostraram exatamente o contrário: as amostras do Amapá apresentavam níveis bem mais baixos para mercúrio e condições bem melhores do que as fluminenses.”

Segundo Jailson, os níveis bem maiores de metais pesados nos botos recolhidos no Rio de Janeiro podem resultar da atividade de antigos garimpos ao longo do rio Paraíba do Sul, de resíduos de agrotóxicos usados no cultivo de cana, ou mesmo do aporte de efluentes de atividade industrial na baía de Guanabara. “Pelo que pudemos constatar, a grande maioria dos 20 botos coletados, mortos em consequência de captura acidental em rede de pesca, mostrava deformidades ósseas. Só a continuidade dos estudos nos dirá se essas deformidades teriam sido provocadas por contaminantes industriais”, calcula Jailson.

Se para a fauna marinha os prejuízos da atividade humana são visíveis, eles também são perceptíveis para o homem. Um número crescente de casos recentes de lobomicose, no Acre, apontam para o ressurgimento de uma doença que se acreditava quase extinta no país. “Descrita na década de 1930 nos índios da etnia kaiabi, da região central do Xingu, e considerada rara, a lobomicose acomete humanos e também golfinhos. É um tipo de micose severa, que causa verrugas na pele que precisam ser retiradas cirurgicamente. Foram observados doentes no norte do Rio Grande do Sul, no Paraná e no Acre, onde houve dezenas de casos.”

Provocada por fungos saprofíticos, presentes tanto no solo quanto na água, a doença, da mesma forma do que nos humanos, também causa anomalias sobre a pele lisa dos golfinhos. “Não se sabe exatamente o que está levando a essa incidência elevada de casos. Uma das hipóteses é que a contaminação de rios e cursos d’água vem progressivamente criando oportunidades para a reermergência de patógenos. E como a globalização do mundo moderno também significa globalização de patógenos, a água de lastro levada pelos navios dissemina espécies invasoras de um lado a outro do planeta, generalizando a contaminação.”

Um levantamento bacteriológico em tartarugas e aves marinhas encontradas encalhadas ou arribadas na costa fluminense mostra quase sempre um quadro bastante sério de condições de saúde. “Como são espécies que vivem em águas costeiras – em geral, as que mais recebem todo o tipo de contaminação, seja despejo de esgotos, seja óleo resultante das atividades portuárias -, esses animais sofrem com a drástica transformação dos ambientes em que vivem ou onde se alimentam”, explica o pesquisador.

Detalhando o quadro, ele fala que, no caso das tartarugas, muitas vezes elas apresentam obstrução intestinal, provocado pela ingestão de plástico. “Em geral estão com menos de metade de seu peso normal, o que lhes causa grande debilidade, a ponto de haver afundamento do plastrão (casco). Tudo isso cria condições para a proliferação de agentes patogênicos e todo o tipo de infecção. Com isso, o animal para de se alimentar, enfraquece ainda mais e termina morrendo”, diz.

Essa combinação de causas vale também para aves migratórias e baleias, por exemplo. “Os maçaricos usam as áreas de manguezal para se alimentar, mas essas regiões estão desaparecendo com a ocupação humana. Com a redução das áreas de alimentação e o aumento da presença de óleo nas áreas de suas rotas migratórias, essas aves sofrem vários tipos de agressão ambiental. Nos últimos dias, em pleno inverno, grupos da espécie foram avistados em praias do Rio Grande do Sul, o que significa que não estão conseguindo comida suficiente para seguir em frente e enfrentar as condições adversas da migração.” O resultado, aponta Salvatore, é a repetição de casos como o da mortandade recente de grupos dessas aves nas proximidades de Tramandaí, no litoral norte do Rio Grande do Sul.

Fonte: Agência Faperj


9 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Aves maltratadas na infância se tornam adultos violentos

Filhotes de aves que sofrem violência de pássaros maiores têm maior tendência a serem violentos quando crescerem, afirma um estudo realizado pela universidade Wake Forest nos Estados Unidos. A partir do estudo de uma colônia de atobás, uma ave que vive na costa do Pacífico, cientistas descobriram que, como os humanos, eles alimentavam um “ciclo de violência”. As informações são da BBC.

Os atobás vivem em grandes colônias e a densidade populacional faz com que eles precisem brigar por espaço com frequência. A pesquisa mostrou que as aves mal tratadas na infância se tornam os mais violentas na vida adulta. É a primeira vez que se observou esse comportamento em animais selvagens. Três gerações de aves foram observadas ao longo do estudo, mostrando que a personalidade dos pássaros depende mais do ambiente do que da genética.

Fonte: Portal Terra


9 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Usinas eólicas são destaque do leilão de energia para 2014

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) habilitou 321 projetos para participar dos próximos leilões de energia marcados para os dias 17 e 18 deste mês. O destaque ficou para a quantidade de projetos de implantação de usinas eólicas (que usam a força dos ventos para produzir eletricidade). Dos 14 mil megawatts (MW) de potência instalada habilitados, 6 mil MW podem ser ofertados pelas 240 usinas eólicas cujos projetos foram apresentados para participar dos leilões. Os leilões de energia visam à contratação de fornecimento a partir de 2014.

Além das usinas movidas por aerogeradores (eólicas), também foram habilitados dez projetos para produção de energia por usinas térmicas a gás natural, que somam 4.388 MW de potência instalada. As 43 plantas térmicas à biomassa (principalmente bagaço de cana-de-açúcar) habilitadas, a maioria em São Paulo, ofertarão mais 2,7 mil MW.

No dia 17, o leilão será aberto a todas as fontes de energia. Já o leilão do dia 18 é exclusivo para contratação de energia reserva e é limitado aos projetos de usinas eólicas e de biomassa. A maioria dos projetos habilitados pela EPE vão disputar os dois leilões. A maioria dos projetos eólicos será implantada nos estados do Nordeste, enquanto as termelétricas à gás predominam nos estados do Rio e Maranhão.

Apenas um empreendedor se habilitou para participar do leilão do dia 17 com oferta de energia hidrelétrica. É o projeto de ampliação da Usina Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, que vai agregar à planta mais 450 MW. Já as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) vão participar do leilão com 27 projetos que somam 443 MW de potência instalada. Os editais dos dois leilões estão disponíveis na página da Agência Nacional de Energia Elétrica na internet.

Fonte: Agência Brasil


22 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Noruega e Alemanha doam US$ 93 milhões para o Fundo do Clima

Noruega e Alemanha anunciaram nesta terça-feira (21) ajuda de US$ 93 milhões ao Banco Mundial destinado a programas de redução do desmatamento em florestas tropicais, um dos responsáveis pela aceleração das mudanças climáticas.

A Noruega, principal doadora para proteção das florestas foi responsável pela doação de US$ 50 milhões ao Fundo de Carbono do Banco Mundial, como parte do mecanismo imposto pela Organização das Nações Unidas.

Já a Alemanha informou que os US$ 43 milhões são referentes a doações passadas. A quantia cedida pelas duas nações europeias eleva o total do Fundo de Carbono para US$ 200 milhões, que já conta com dinheiro da Grã-Bretanha, Austrália e Estados Unidos.

Segundo Erik Solheim, ministro do Meio Ambiente da Noruega, o dinheiro vai ajudar nos projetos bilaterais, o que inclui US$ 1 bilhão para o Brasil e Indonésia. O desmatamento responde por cerca de 20% das emissões de gases na atmosfera. As árvores nativas funcionam como capturadoras de dióxido de carbono durante o crescimento.

Preocupação – Apesar da novidade, o representante do Banco Mundial, Andrew Steer, afirmou que o dinheiro para Fundo do Clima, criado pela ONU durante a conferência de Copenhague de 2009 e oficializado em Cancún no ano passado, tem aparecido muito lentamente. “Estamos muito preocupados com o gap que já está aparecendo”, afirmou Steer.

O gap citado é o intervalo entre os acordos obrigatórios pra redução das emissões. Atualmente em vigência está o Protocolo de Kyoto, que atinge 40 países desenvolvidos, exceto os Estados Unidos, obrigando à diminuição das emissões entre 2008 e 2012.

Entretanto, um novo tratado que incluiria as novas potências emergentes e os principais emissores mundiais, entre eles a China, ainda está em discussão e não tem data para ser definido.

Fonte: Globo Natureza


4 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Coleções dispersas

As coleções biológicas existentes nas universidades, em geral, não estão incluídas no orçamento permanente das instituições.

Por isso, as limitações de recursos financeiros ameaçam esses acervos de importância capital para o avanço do conhecimento sobre a biodiversidade.

 

Essa preocupação foi levantada por um grupo de pesquisadores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, em carta publicada na edição de 21 de abril da revista Nature.

 

Na carta, Flávio Bockmann, do Departamento de Biologia da FFCLRP, e colegas anunciam que estão reunindo suas coleções dispersas em diversos laboratórios para formar um Museu da Biodiversidade. A iniciativa teve apoio da Fapesp a partir de um projeto selecionado na Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa – Centros Depositários de Informações, Documentos e/ou Coleções Biológicas .

 

Segundo os autores do texto, as universidades com coleções científicas bem estruturadas fornecem um ambiente muito rico para o treinamento de biólogos que, posteriormente, serão os responsáveis por lidar com as questões mais prementes relacionadas à conservação da biodiversidade.

 

Bockmann conta que o imenso volume de material biológico armazenado em diversas outras universidades nacionais está aumentando exponencialmente à medida que avança a expansão da educação superior no País. “É fundamental que outras universidades tomem iniciativas semelhantes, consolidando suas coleções e coordenando esforços na pesquisa sobre a biodiversidade para contribuir com as políticas de conservação e gestão”, disse à Agência Fapesp.

 

Bockmann destaca que geralmente os grandes museus têm origem em coleções científicas que, no início, são acumuladas por pesquisadores nas universidades. Mas, para que se transformem em museu, é preciso que haja investimento que possibilite a sua institucionalização. Caso contrário, o material permanece disperso e muitas vezes só não se perde por esforço dos próprios pesquisadores. “Hoje, acumulamos um volume muito grande de material científico em coleções que estão em diferentes graus de conservação e manutenção. O problema é que a responsabilidade por esses acervos não está definida nos regimentos das universidades”, explicou.

 

O problema das coleções biológicas, segundo Bockmann, tem escala mundial. Isso motivou o grupo de pesquisadores a divulgar a iniciativa do Museu de Biodiversidade na Nature. No Brasil, o problema se acentua ainda mais, já que o País detém a maior biodiversidade do mundo.

 

“Temos grandes coleções espalhadas por universidades de todo o País, muitas vezes sem os devidos cuidados. Além disso, hoje qualquer estudo de avaliação ambiental no País exige que todo o material coletado seja tombado em coleções científicas. No nosso caso, recebemos material biológico continuamente e a tendência é que o acervo cresça exponencialmente”, afirmou.

 

Segundo Bockmann, o apoio financeiro da Fapesp permitiu que a FFCLRP desse início ao processo de institucionalização e organização de suas coleções. “A iniciativa da Fapesp de lançar uma chamada especificamente voltada para a gestão de coleções biológicas é exemplar. Nossa expectativa é que o projeto do museu crie um efeito multiplicador, incentivando outras iniciativas semelhantes”, disse.

 

A manutenção das coleções, segundo ele, exige investimentos de caráter organizacional – incluindo a compra de servidores e a implantação de softwares gestores dos acervos -, além de recursos para a estrutura física. “Estamos utilizando os recursos, por exemplo, para montar a infraestrutura de armazenamento, incluindo estantes compactadoras modulares e para adquirir um equipamento de raio X digital, muito utilizado na área de vertebrados. Trata-se de uma verba relativamente modesta em relação aos enormes resultados que poderá trazer”, afirmou.

 

De acordo com o pesquisador, a previsão é que sejam investidos R$ 20 milhões para que a primeira parte do museu seja completada e se torne plenamente operacional. O orçamento total está estimado em R$ 70 milhões.

 

As coleções da FFCLRP, segundo Bockmann, incluem, por exemplo, um vasto herbário e um importante acervo de peixes, répteis, crustáceos, de paleontologia e de entomologia, além da maior coleção do mundo de abelhas neotropicais sem ferrão. “São mais de 10 coleções. Nossa estimativa é que o acervo tenha, no momento, mais de 600 mil exemplares. Mas esse número cresce continuamente”, disse.

 

Essas coleções, segundo ele, formarão a base para o acervo expositivo do museu. “Essa é uma parte importante do projeto, porque não queremos que o museu seja apenas um pretexto para guardar as coleções para pesquisa. Queremos consolidar um ambiente de pesquisa de alto padrão sobre a biodiversidade e fazer uma exposição pública de nível internacional sobre o tema. O objetivo é ambicioso: queremos um museu que seja um polo de atração em âmbito nacional e não apenas regional”, afirmou.

Mais informações: www.nature.com.

Fábio de Castro da Agência Fapesp


8 de março de 2011 | nenhum comentário »

Ministério do Meio Ambiente apresenta relatório sobre tragédia no Rio

Para ministra, violação de Código Florestal agravou a situação

O descumprimento do atual Código Florestal está diretamente ligado a grande parte das mais de 900 mortes na região serrana do Rio no começo deste ano. A conclusão é de um estudo Ministério do Meio Ambiente, apresentado pela ministra Izabella Teixeira anteontem na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

 

Cruzando imagens de satélite com dados de uma vistoria no local feita logo após a tragédia, técnicos do ministério concluíram que várias das casas destruídas estavam em áreas de preservação permanente (APPs). É o caso, por exemplo, do bairro de Campo Grande, em Teresópolis. Cerca de 70% das casas do bairro foram destruídas. Muitas delas estavam exatamente dentro da faixa de 30 metros de distância da margem do rio que, segundo o Código Florestal, deveriam ser mantidas com vegetação nativa.

 

Área Consolidada – O objetivo do ministério com o estudo é forçar o debate no Congresso contra a flexibilização excessiva da lei.
A área ambiental do governo é contra a aprovação do relatório do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), que a bancada ruralista quer votar ainda neste mês.

Izabella Teixeira tenta uma alternativa de mudança no código, que atenda às reivindicações dos agricultores sem abrir mão de manter as áreas protegidas.
O Código Florestal tem relação direta com as áreas de risco por regular a ocupação em zonas rurais -onde houve mortes no desastre do Rio e de SC, em 2008.

Depois, fixa os parâmetros mínimos de conservação de zonas frágeis em área urbana. Os planos diretores municipais não podem ser menos rígidos que a lei federal. “Mas nunca se vê isso. O tensionamento é sempre no sentido oposto”, disse à Folha João de Deus Medeiros, diretor de Florestas do Ministério do Meio Ambiente e coautor do relatório.

 

Embora não cite o texto de Rebelo, o documento lhe faz duas críticas veladas.

Uma diz respeito à proposta do deputado comunista de reduzir para 15 m as APPs em margens de rios de menos de 5 m de largura .

 

Mais grave, na visão do Meio Ambiente, é a adoção do conceito de “área rural consolidada”, onde ocupações anteriores a julho de 2008 ficam garantidas.

Já o deputado diz que seu texto oferece mais proteção às áreas frágeis, e que trabalha na Câmara por um novo relatório mais consensual.

 

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“Estou disposto a acolher entendimentos entre o Ministério do Meio Ambiente e o das Cidades”, disse. Para ele, o poder público já tem hoje o dever de remover populações de zonas de risco.

(Folha de São Paulo)


7 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Fêmea em zoo alemão é primeiro tigre a receber prótese de quadril

Uma tigresa de oito anos de idade foi o primeiro animal da espécie a ser operado para receber um quadril artificial. A cirurgia ocorreu em Leipzig, no leste da Alemanha.

Durante três horas, a tigresa-malaia chamada Girl, residente do zoológico de Halle, ficou na mesa de operação. A cirurgia foi realizada no último dia 27 por cinco veterinários da Universidade de Leipzig.

O felino recebeu a prótese por sofrer de uma artrite na anca direita desde a última primavera do hemisfério norte. Durante a cirurgia, o coração de Girl quase parou, mas a tigresa foi salva por uma intervenção da anestesista.

A prótese recebida por Girl foi projetada originalmente para cães. A tigresa, que voltou para o zoológico logo depois da operação, agora se recupera em uma jaula separada em Halle, longe dos visitantes.

Ela ficará em observação por seis semanas, período em que existe maior risco de deslocamento da prótese.

“Não conheço outro caso no mundo no qual um tigre teve implantada uma prótese de quadril”, afirmou o veterinário Peter Böttcher, responsável pela cirurgia.

Os custos da cirurgia foram bancados pela Universidade de Leipzig, devido à raridade do caso de Girl.

O tigre-malaio é uma das espécies mais ameaçadas pela extinção no mundo. Atualmente, apenas cerca de 500 destes felinos vivem em seu habitat natural, que são áreas no centro e no sul da Península da Malásia, no sul da Ásia.

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Fonte: Folha.com


22 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Educação ambiental distante da produção científica

Estudo indica que professores do ensino básico que trabalham com educação ambiental estão distantes da produção acadêmica na área

As principais fontes de informação para professores do ensino básico que trabalham com educação ambiental são revistas e livros didáticos e o conhecimento produzido nas universidades não atinge diretamente esses profissionais. A constatação é de uma pesquisa feita na Universidade Estadual Paulista (Unesp).

O estudo avaliou as fontes de informação sobre educação ambiental dos professores de educação básica em 14 municípios de São Paulo que pertencem à bacia hidrográfica do médio Tietê, tendo como polo regional a cidade de Bauru.

De acordo com Marília Freitas de Campos Tozoni Reis, professora do Instituto de Biociências de Botucatu e docente credenciada na Pós-Graduação da Faculdade de Ciências da Unesp de Bauru, o estudo procurou entender por que o conhecimento produzido nas universidades nessa área não atinge diretamente os profissionais na educação básica.

“Nossa hipótese era que não conhecemos o formato das publicações e o material que esses professores utilizam para a formação contínua. Na universidade publicamos em revistas especializadas, mas há uma limitação por não se atingir diretamente os docentes do ensino básico”, disse à Agência Fapesp.

Marília coordenou a pesquisa “Fontes de informação dos professores da educação básica: subsídios para a divulgação dos conhecimentos acadêmicos e científicos sobre educação ambiental”, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, desenvolvida no Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental (GPEA), que atua junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência da Unesp-Bauru.

Em 2008, o estudo mapeou escolas e professores em 13 municípios, excluindo Bauru. No ano seguinte, os pesquisadores fizeram a coleta de dados por observações e entrevistas naquele município. No total, foram identificados 277 professores que trabalham com educação ambiental.

A pesquisa apontou que a maioria dos professores busca informações em revistas (23%) e livros didáticos (16%), seguidos da internet (14%) e jornais (10%). Aparecem em menor número materiais paradidáticos (6%), cursos, palestras e panfletos (4%), apostilas (4%), vídeos, filmes e músicas (4%), programas de televisão (3%), material acadêmico (3%) e projetos e práticas educativas (2%), entre outros.

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Entre as revistas mais citadas, a Nova Escola aparece no topo das indicações, seguida de Veja, Superinteressante e Época. A Nova Escola oferece descontos para professores e muitos recebem a publicação gratuitamente em suas escolas. “O que nos chamou a atenção é que são revistas de grande circulação nacional, nas quais muitas matérias simplificam as questões teóricas e pedagógicas”, afirmou Marília.

“Com relação ao resultado para a internet, o que nos preocupa é que os professores não mencionaram nenhum procedimento de busca mais sistematizado. É invariavelmente algo muito genérico e sem critério de seleção”, disse.

Segundo Marília, outro ponto a se ressaltar é a dificuldade dos professores em separar o material usado com os seus alunos em aula com o que eles próprios usam para se informar.

Os pesquisadores do GPEA pretendem elaborar uma cartilha de educação ambiental para professores das séries iniciais do ensino fundamental para ser distribuída em todo o Estado de São Paulo.

“Nosso objetivo é orientar o professor para a inserção da educação ambiental de 1ª a 5ª série. Mas não queremos fazer apenas uma distribuição da cartilha pelo correio. A ideia é que os membros do grupo realizem minicursos com os professores em cada escola visitada”, disse.

Fonte: Alex Sander Alcântara – Agência Fapesp, 19/11


14 de outubro de 2010 | nenhum comentário »

Água será o problema mais sério da próxima década, diz conselheiro britânico

A falta de água pode se tornar o problema mais sério da próxima década, atrelada ao crescimento mundial da população, alertou o principal conselheiro científico do governo britânico, John Beddington.

As mudanças climáticas vão levar a mais secas e inundações, o que acarretaria problemas com o suplemento de água fresca. “Crescimento populacional, aumento da riqueza e da urbanização, e mudanças climáticas, tudo representa grandes problemas para a humanidade”, disse Beddington durante encontro global sobre clima e energias alternativas. “Mas a disponibilidade de água fresca será o primeiro problema a ser solucionado”, completou.

A população mundial de aproximadamente 6,6 bilhões de pessoas deve aumentar 2,5 bilhões até 2050. Segundo um estudo das Nações Unidas, em regiões da África, um contingente formado por 90 milhões a 220 milhões de pessoas enfrentarão problemas de suprimento de água já em 2020.

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Segundo o conselheiro, cada país deveria focar em seus recursos naturais e de produção, além de tecnologias com baixas emissões de carbono, que, no caso do Reino Unido, envolvem a energia eólica e a nuclear. “Está bem claro que essas tecnologias serão importantes”, disse.

Sobre o recente anúncio do governo de cortar o orçamento para pesquisas científicas – o protesto público mais recente reuniu cerca de 2.000 pessoas no último domingo -, Beddington disse que preferiria ver um corte zero a qualquer mudança.

Fonte: Folha.com


8 de junho de 2010 | nenhum comentário »

ONGs lançam site contra mudanças no Código Florestal

Organizações não governamentais (ONGs) ambientalistas aproveitam o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado neste domingo (5), para lançar uma nova campanha contra mudanças no Código Florestal. O relator da subcomissão criada na Câmara para avaliar as propostas de alteração da lei, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), deve apresentar o relatório nos próximos dias, o que tem preocupado os ambientalistas.

Entre as mudanças sugeridas por Rebelo, estão a possibilidade de soma da reserva legal com as  áreas de Preservação Permanente (APP) e a consolidação de lavouras em encostas e topos de morros desmatados ilegalmente.

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O grupo, que inclui organizações como o WWF, Greenpeace, Instituto Socioambiental (ISA) e o Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), lançou um site com informações sobre o histórico do Código Florestal e a defesa da manutenção da lei para a preservação de florestas, dos recursos hídricos e do clima. O endereço é o www.sosflorestas.com.br .

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No site, as ONGs listam as consequências que as possíveis mudanças na legislação ambiental podem trazer. O internauta é convidado a assinar uma petição online contra as alterações no Código Florestal, que será enviada aos deputados que analisam os projetos na Câmara.

(Fonte: Agência Brasil)

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22 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Pesquisa alerta para poluição do mar

As aves migratórias sofrem cada vez mais com os níveis de óleo nas águas e com a poluição que aumenta em seus pontos de abrigo.

Há dois meses, ao norte do Rio Grande do Sul, dezenas de maçaricos-de-papo-vermelho foram encontrados mortos nas praias do litoral. Segundo observam os pesquisadores, já se constata uma redução de quase 60% nas populações dessa ave migratória, que todos os anos foge das baixas temperaturas do Ártico, voando até a Patagônia argentina e passando por toda a costa brasileira, onde faz paradas para descansar e alimentar-se. É um animal que, a ritmo acelerado, está caminhando para a extinção.

As tartarugas marinhas parecem não ter melhor sorte. A cada ano, sobe o número de quelônios que aparecem mortos ou em péssimas condições de saúde na costa fluminense. Nelas, os biólogos geralmente constatam a presença de plástico no estômago e um grande número de bactérias patogênicas. “Ambos os casos são emblemáticos da alteração drástica e da rápida redução dos ambientes que essas espécies habitam, resultado das mudanças promovidas pelo homem.” Para o biólogo Salvatore Siciliano, da Fundação Oswaldo Cruz, e pesquisador visitante da Faperj, “parece que retrocedemos 40 anos”. “As políticas de desenvolvimento a qualquer custo, a exemplo do modelo chinês, têm significado inestimáveis prejuízos ambientais.”

Ao dar continuidade ao projeto, Salvatore e equipe também tem trabalhado em conjunto com Reinaldo Calixto de Campos, professor do Departamento de Química da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio) e Cientista do Nosso Estado, da Faperj, no projeto “Suporte Analítico a Estudos Ambientais, de Saúde e Tecnológicos”. “Eles vêm me encaminhando amostras desses animais coletados para análise no laboratório. Os resultados têm mostrado a presença de contaminantes acima dos níveis naturais esperados, em grande parte das amostras”, fala o professor Reinaldo.

Integrante da equipe de Salvatore na Fiocruz, o doutorando Jailson Fulgencio de Moura – que contou com apoio de bolsa de mestrado da Faperj -, é um dos pesquisadores que vêm recolhendo amostras de boto-cinza no litoral fluminense, entre Saquarema, na região dos Lagos, e São Francisco do Itabapoana, no norte fluminense. “Na comparação com exemplares recolhidos no Amapá, nossa expectativa era de que a bacia Amazônica e do Orinoco pudessem estar distribuindo níveis expressivos de mercúrio por aquela área. Mas os resultados mostraram exatamente o contrário: as amostras do Amapá apresentavam níveis bem mais baixos para mercúrio e condições bem melhores do que as fluminenses.”

Segundo Jailson, os níveis bem maiores de metais pesados nos botos recolhidos no Rio de Janeiro podem resultar da atividade de antigos garimpos ao longo do rio Paraíba do Sul, de resíduos de agrotóxicos usados no cultivo de cana, ou mesmo do aporte de efluentes de atividade industrial na baía de Guanabara. “Pelo que pudemos constatar, a grande maioria dos 20 botos coletados, mortos em consequência de captura acidental em rede de pesca, mostrava deformidades ósseas. Só a continuidade dos estudos nos dirá se essas deformidades teriam sido provocadas por contaminantes industriais”, calcula Jailson.

Se para a fauna marinha os prejuízos da atividade humana são visíveis, eles também são perceptíveis para o homem. Um número crescente de casos recentes de lobomicose, no Acre, apontam para o ressurgimento de uma doença que se acreditava quase extinta no país. “Descrita na década de 1930 nos índios da etnia kaiabi, da região central do Xingu, e considerada rara, a lobomicose acomete humanos e também golfinhos. É um tipo de micose severa, que causa verrugas na pele que precisam ser retiradas cirurgicamente. Foram observados doentes no norte do Rio Grande do Sul, no Paraná e no Acre, onde houve dezenas de casos.”

Provocada por fungos saprofíticos, presentes tanto no solo quanto na água, a doença, da mesma forma do que nos humanos, também causa anomalias sobre a pele lisa dos golfinhos. “Não se sabe exatamente o que está levando a essa incidência elevada de casos. Uma das hipóteses é que a contaminação de rios e cursos d’água vem progressivamente criando oportunidades para a reermergência de patógenos. E como a globalização do mundo moderno também significa globalização de patógenos, a água de lastro levada pelos navios dissemina espécies invasoras de um lado a outro do planeta, generalizando a contaminação.”

Um levantamento bacteriológico em tartarugas e aves marinhas encontradas encalhadas ou arribadas na costa fluminense mostra quase sempre um quadro bastante sério de condições de saúde. “Como são espécies que vivem em águas costeiras – em geral, as que mais recebem todo o tipo de contaminação, seja despejo de esgotos, seja óleo resultante das atividades portuárias -, esses animais sofrem com a drástica transformação dos ambientes em que vivem ou onde se alimentam”, explica o pesquisador.

Detalhando o quadro, ele fala que, no caso das tartarugas, muitas vezes elas apresentam obstrução intestinal, provocado pela ingestão de plástico. “Em geral estão com menos de metade de seu peso normal, o que lhes causa grande debilidade, a ponto de haver afundamento do plastrão (casco). Tudo isso cria condições para a proliferação de agentes patogênicos e todo o tipo de infecção. Com isso, o animal para de se alimentar, enfraquece ainda mais e termina morrendo”, diz.

Essa combinação de causas vale também para aves migratórias e baleias, por exemplo. “Os maçaricos usam as áreas de manguezal para se alimentar, mas essas regiões estão desaparecendo com a ocupação humana. Com a redução das áreas de alimentação e o aumento da presença de óleo nas áreas de suas rotas migratórias, essas aves sofrem vários tipos de agressão ambiental. Nos últimos dias, em pleno inverno, grupos da espécie foram avistados em praias do Rio Grande do Sul, o que significa que não estão conseguindo comida suficiente para seguir em frente e enfrentar as condições adversas da migração.” O resultado, aponta Salvatore, é a repetição de casos como o da mortandade recente de grupos dessas aves nas proximidades de Tramandaí, no litoral norte do Rio Grande do Sul.

Fonte: Agência Faperj


9 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Aves maltratadas na infância se tornam adultos violentos

Filhotes de aves que sofrem violência de pássaros maiores têm maior tendência a serem violentos quando crescerem, afirma um estudo realizado pela universidade Wake Forest nos Estados Unidos. A partir do estudo de uma colônia de atobás, uma ave que vive na costa do Pacífico, cientistas descobriram que, como os humanos, eles alimentavam um “ciclo de violência”. As informações são da BBC.

Os atobás vivem em grandes colônias e a densidade populacional faz com que eles precisem brigar por espaço com frequência. A pesquisa mostrou que as aves mal tratadas na infância se tornam os mais violentas na vida adulta. É a primeira vez que se observou esse comportamento em animais selvagens. Três gerações de aves foram observadas ao longo do estudo, mostrando que a personalidade dos pássaros depende mais do ambiente do que da genética.

Fonte: Portal Terra


9 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Usinas eólicas são destaque do leilão de energia para 2014

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) habilitou 321 projetos para participar dos próximos leilões de energia marcados para os dias 17 e 18 deste mês. O destaque ficou para a quantidade de projetos de implantação de usinas eólicas (que usam a força dos ventos para produzir eletricidade). Dos 14 mil megawatts (MW) de potência instalada habilitados, 6 mil MW podem ser ofertados pelas 240 usinas eólicas cujos projetos foram apresentados para participar dos leilões. Os leilões de energia visam à contratação de fornecimento a partir de 2014.

Além das usinas movidas por aerogeradores (eólicas), também foram habilitados dez projetos para produção de energia por usinas térmicas a gás natural, que somam 4.388 MW de potência instalada. As 43 plantas térmicas à biomassa (principalmente bagaço de cana-de-açúcar) habilitadas, a maioria em São Paulo, ofertarão mais 2,7 mil MW.

No dia 17, o leilão será aberto a todas as fontes de energia. Já o leilão do dia 18 é exclusivo para contratação de energia reserva e é limitado aos projetos de usinas eólicas e de biomassa. A maioria dos projetos habilitados pela EPE vão disputar os dois leilões. A maioria dos projetos eólicos será implantada nos estados do Nordeste, enquanto as termelétricas à gás predominam nos estados do Rio e Maranhão.

Apenas um empreendedor se habilitou para participar do leilão do dia 17 com oferta de energia hidrelétrica. É o projeto de ampliação da Usina Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, que vai agregar à planta mais 450 MW. Já as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) vão participar do leilão com 27 projetos que somam 443 MW de potência instalada. Os editais dos dois leilões estão disponíveis na página da Agência Nacional de Energia Elétrica na internet.

Fonte: Agência Brasil


22 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Noruega e Alemanha doam US$ 93 milhões para o Fundo do Clima

Noruega e Alemanha anunciaram nesta terça-feira (21) ajuda de US$ 93 milhões ao Banco Mundial destinado a programas de redução do desmatamento em florestas tropicais, um dos responsáveis pela aceleração das mudanças climáticas.

A Noruega, principal doadora para proteção das florestas foi responsável pela doação de US$ 50 milhões ao Fundo de Carbono do Banco Mundial, como parte do mecanismo imposto pela Organização das Nações Unidas.

Já a Alemanha informou que os US$ 43 milhões são referentes a doações passadas. A quantia cedida pelas duas nações europeias eleva o total do Fundo de Carbono para US$ 200 milhões, que já conta com dinheiro da Grã-Bretanha, Austrália e Estados Unidos.

Segundo Erik Solheim, ministro do Meio Ambiente da Noruega, o dinheiro vai ajudar nos projetos bilaterais, o que inclui US$ 1 bilhão para o Brasil e Indonésia. O desmatamento responde por cerca de 20% das emissões de gases na atmosfera. As árvores nativas funcionam como capturadoras de dióxido de carbono durante o crescimento.

Preocupação – Apesar da novidade, o representante do Banco Mundial, Andrew Steer, afirmou que o dinheiro para Fundo do Clima, criado pela ONU durante a conferência de Copenhague de 2009 e oficializado em Cancún no ano passado, tem aparecido muito lentamente. “Estamos muito preocupados com o gap que já está aparecendo”, afirmou Steer.

O gap citado é o intervalo entre os acordos obrigatórios pra redução das emissões. Atualmente em vigência está o Protocolo de Kyoto, que atinge 40 países desenvolvidos, exceto os Estados Unidos, obrigando à diminuição das emissões entre 2008 e 2012.

Entretanto, um novo tratado que incluiria as novas potências emergentes e os principais emissores mundiais, entre eles a China, ainda está em discussão e não tem data para ser definido.

Fonte: Globo Natureza


4 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Coleções dispersas

As coleções biológicas existentes nas universidades, em geral, não estão incluídas no orçamento permanente das instituições.

Por isso, as limitações de recursos financeiros ameaçam esses acervos de importância capital para o avanço do conhecimento sobre a biodiversidade.

 

Essa preocupação foi levantada por um grupo de pesquisadores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, em carta publicada na edição de 21 de abril da revista Nature.

 

Na carta, Flávio Bockmann, do Departamento de Biologia da FFCLRP, e colegas anunciam que estão reunindo suas coleções dispersas em diversos laboratórios para formar um Museu da Biodiversidade. A iniciativa teve apoio da Fapesp a partir de um projeto selecionado na Chamada de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa – Centros Depositários de Informações, Documentos e/ou Coleções Biológicas .

 

Segundo os autores do texto, as universidades com coleções científicas bem estruturadas fornecem um ambiente muito rico para o treinamento de biólogos que, posteriormente, serão os responsáveis por lidar com as questões mais prementes relacionadas à conservação da biodiversidade.

 

Bockmann conta que o imenso volume de material biológico armazenado em diversas outras universidades nacionais está aumentando exponencialmente à medida que avança a expansão da educação superior no País. “É fundamental que outras universidades tomem iniciativas semelhantes, consolidando suas coleções e coordenando esforços na pesquisa sobre a biodiversidade para contribuir com as políticas de conservação e gestão”, disse à Agência Fapesp.

 

Bockmann destaca que geralmente os grandes museus têm origem em coleções científicas que, no início, são acumuladas por pesquisadores nas universidades. Mas, para que se transformem em museu, é preciso que haja investimento que possibilite a sua institucionalização. Caso contrário, o material permanece disperso e muitas vezes só não se perde por esforço dos próprios pesquisadores. “Hoje, acumulamos um volume muito grande de material científico em coleções que estão em diferentes graus de conservação e manutenção. O problema é que a responsabilidade por esses acervos não está definida nos regimentos das universidades”, explicou.

 

O problema das coleções biológicas, segundo Bockmann, tem escala mundial. Isso motivou o grupo de pesquisadores a divulgar a iniciativa do Museu de Biodiversidade na Nature. No Brasil, o problema se acentua ainda mais, já que o País detém a maior biodiversidade do mundo.

 

“Temos grandes coleções espalhadas por universidades de todo o País, muitas vezes sem os devidos cuidados. Além disso, hoje qualquer estudo de avaliação ambiental no País exige que todo o material coletado seja tombado em coleções científicas. No nosso caso, recebemos material biológico continuamente e a tendência é que o acervo cresça exponencialmente”, afirmou.

 

Segundo Bockmann, o apoio financeiro da Fapesp permitiu que a FFCLRP desse início ao processo de institucionalização e organização de suas coleções. “A iniciativa da Fapesp de lançar uma chamada especificamente voltada para a gestão de coleções biológicas é exemplar. Nossa expectativa é que o projeto do museu crie um efeito multiplicador, incentivando outras iniciativas semelhantes”, disse.

 

A manutenção das coleções, segundo ele, exige investimentos de caráter organizacional – incluindo a compra de servidores e a implantação de softwares gestores dos acervos -, além de recursos para a estrutura física. “Estamos utilizando os recursos, por exemplo, para montar a infraestrutura de armazenamento, incluindo estantes compactadoras modulares e para adquirir um equipamento de raio X digital, muito utilizado na área de vertebrados. Trata-se de uma verba relativamente modesta em relação aos enormes resultados que poderá trazer”, afirmou.

 

De acordo com o pesquisador, a previsão é que sejam investidos R$ 20 milhões para que a primeira parte do museu seja completada e se torne plenamente operacional. O orçamento total está estimado em R$ 70 milhões.

 

As coleções da FFCLRP, segundo Bockmann, incluem, por exemplo, um vasto herbário e um importante acervo de peixes, répteis, crustáceos, de paleontologia e de entomologia, além da maior coleção do mundo de abelhas neotropicais sem ferrão. “São mais de 10 coleções. Nossa estimativa é que o acervo tenha, no momento, mais de 600 mil exemplares. Mas esse número cresce continuamente”, disse.

 

Essas coleções, segundo ele, formarão a base para o acervo expositivo do museu. “Essa é uma parte importante do projeto, porque não queremos que o museu seja apenas um pretexto para guardar as coleções para pesquisa. Queremos consolidar um ambiente de pesquisa de alto padrão sobre a biodiversidade e fazer uma exposição pública de nível internacional sobre o tema. O objetivo é ambicioso: queremos um museu que seja um polo de atração em âmbito nacional e não apenas regional”, afirmou.

Mais informações: www.nature.com.

Fábio de Castro da Agência Fapesp


8 de março de 2011 | nenhum comentário »

Ministério do Meio Ambiente apresenta relatório sobre tragédia no Rio

Para ministra, violação de Código Florestal agravou a situação

O descumprimento do atual Código Florestal está diretamente ligado a grande parte das mais de 900 mortes na região serrana do Rio no começo deste ano. A conclusão é de um estudo Ministério do Meio Ambiente, apresentado pela ministra Izabella Teixeira anteontem na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

 

Cruzando imagens de satélite com dados de uma vistoria no local feita logo após a tragédia, técnicos do ministério concluíram que várias das casas destruídas estavam em áreas de preservação permanente (APPs). É o caso, por exemplo, do bairro de Campo Grande, em Teresópolis. Cerca de 70% das casas do bairro foram destruídas. Muitas delas estavam exatamente dentro da faixa de 30 metros de distância da margem do rio que, segundo o Código Florestal, deveriam ser mantidas com vegetação nativa.

 

Área Consolidada – O objetivo do ministério com o estudo é forçar o debate no Congresso contra a flexibilização excessiva da lei.
A área ambiental do governo é contra a aprovação do relatório do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), que a bancada ruralista quer votar ainda neste mês.

Izabella Teixeira tenta uma alternativa de mudança no código, que atenda às reivindicações dos agricultores sem abrir mão de manter as áreas protegidas.
O Código Florestal tem relação direta com as áreas de risco por regular a ocupação em zonas rurais -onde houve mortes no desastre do Rio e de SC, em 2008.

Depois, fixa os parâmetros mínimos de conservação de zonas frágeis em área urbana. Os planos diretores municipais não podem ser menos rígidos que a lei federal. “Mas nunca se vê isso. O tensionamento é sempre no sentido oposto”, disse à Folha João de Deus Medeiros, diretor de Florestas do Ministério do Meio Ambiente e coautor do relatório.

 

Embora não cite o texto de Rebelo, o documento lhe faz duas críticas veladas.

Uma diz respeito à proposta do deputado comunista de reduzir para 15 m as APPs em margens de rios de menos de 5 m de largura .

 

Mais grave, na visão do Meio Ambiente, é a adoção do conceito de “área rural consolidada”, onde ocupações anteriores a julho de 2008 ficam garantidas.

Já o deputado diz que seu texto oferece mais proteção às áreas frágeis, e que trabalha na Câmara por um novo relatório mais consensual.

 

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“Estou disposto a acolher entendimentos entre o Ministério do Meio Ambiente e o das Cidades”, disse. Para ele, o poder público já tem hoje o dever de remover populações de zonas de risco.

(Folha de São Paulo)


7 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Fêmea em zoo alemão é primeiro tigre a receber prótese de quadril

Uma tigresa de oito anos de idade foi o primeiro animal da espécie a ser operado para receber um quadril artificial. A cirurgia ocorreu em Leipzig, no leste da Alemanha.

Durante três horas, a tigresa-malaia chamada Girl, residente do zoológico de Halle, ficou na mesa de operação. A cirurgia foi realizada no último dia 27 por cinco veterinários da Universidade de Leipzig.

O felino recebeu a prótese por sofrer de uma artrite na anca direita desde a última primavera do hemisfério norte. Durante a cirurgia, o coração de Girl quase parou, mas a tigresa foi salva por uma intervenção da anestesista.

A prótese recebida por Girl foi projetada originalmente para cães. A tigresa, que voltou para o zoológico logo depois da operação, agora se recupera em uma jaula separada em Halle, longe dos visitantes.

Ela ficará em observação por seis semanas, período em que existe maior risco de deslocamento da prótese.

“Não conheço outro caso no mundo no qual um tigre teve implantada uma prótese de quadril”, afirmou o veterinário Peter Böttcher, responsável pela cirurgia.

Os custos da cirurgia foram bancados pela Universidade de Leipzig, devido à raridade do caso de Girl.

O tigre-malaio é uma das espécies mais ameaçadas pela extinção no mundo. Atualmente, apenas cerca de 500 destes felinos vivem em seu habitat natural, que são áreas no centro e no sul da Península da Malásia, no sul da Ásia.

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Fonte: Folha.com


22 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Educação ambiental distante da produção científica

Estudo indica que professores do ensino básico que trabalham com educação ambiental estão distantes da produção acadêmica na área

As principais fontes de informação para professores do ensino básico que trabalham com educação ambiental são revistas e livros didáticos e o conhecimento produzido nas universidades não atinge diretamente esses profissionais. A constatação é de uma pesquisa feita na Universidade Estadual Paulista (Unesp).

O estudo avaliou as fontes de informação sobre educação ambiental dos professores de educação básica em 14 municípios de São Paulo que pertencem à bacia hidrográfica do médio Tietê, tendo como polo regional a cidade de Bauru.

De acordo com Marília Freitas de Campos Tozoni Reis, professora do Instituto de Biociências de Botucatu e docente credenciada na Pós-Graduação da Faculdade de Ciências da Unesp de Bauru, o estudo procurou entender por que o conhecimento produzido nas universidades nessa área não atinge diretamente os profissionais na educação básica.

“Nossa hipótese era que não conhecemos o formato das publicações e o material que esses professores utilizam para a formação contínua. Na universidade publicamos em revistas especializadas, mas há uma limitação por não se atingir diretamente os docentes do ensino básico”, disse à Agência Fapesp.

Marília coordenou a pesquisa “Fontes de informação dos professores da educação básica: subsídios para a divulgação dos conhecimentos acadêmicos e científicos sobre educação ambiental”, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, desenvolvida no Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental (GPEA), que atua junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência da Unesp-Bauru.

Em 2008, o estudo mapeou escolas e professores em 13 municípios, excluindo Bauru. No ano seguinte, os pesquisadores fizeram a coleta de dados por observações e entrevistas naquele município. No total, foram identificados 277 professores que trabalham com educação ambiental.

A pesquisa apontou que a maioria dos professores busca informações em revistas (23%) e livros didáticos (16%), seguidos da internet (14%) e jornais (10%). Aparecem em menor número materiais paradidáticos (6%), cursos, palestras e panfletos (4%), apostilas (4%), vídeos, filmes e músicas (4%), programas de televisão (3%), material acadêmico (3%) e projetos e práticas educativas (2%), entre outros.

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Entre as revistas mais citadas, a Nova Escola aparece no topo das indicações, seguida de Veja, Superinteressante e Época. A Nova Escola oferece descontos para professores e muitos recebem a publicação gratuitamente em suas escolas. “O que nos chamou a atenção é que são revistas de grande circulação nacional, nas quais muitas matérias simplificam as questões teóricas e pedagógicas”, afirmou Marília.

“Com relação ao resultado para a internet, o que nos preocupa é que os professores não mencionaram nenhum procedimento de busca mais sistematizado. É invariavelmente algo muito genérico e sem critério de seleção”, disse.

Segundo Marília, outro ponto a se ressaltar é a dificuldade dos professores em separar o material usado com os seus alunos em aula com o que eles próprios usam para se informar.

Os pesquisadores do GPEA pretendem elaborar uma cartilha de educação ambiental para professores das séries iniciais do ensino fundamental para ser distribuída em todo o Estado de São Paulo.

“Nosso objetivo é orientar o professor para a inserção da educação ambiental de 1ª a 5ª série. Mas não queremos fazer apenas uma distribuição da cartilha pelo correio. A ideia é que os membros do grupo realizem minicursos com os professores em cada escola visitada”, disse.

Fonte: Alex Sander Alcântara – Agência Fapesp, 19/11


14 de outubro de 2010 | nenhum comentário »

Água será o problema mais sério da próxima década, diz conselheiro britânico

A falta de água pode se tornar o problema mais sério da próxima década, atrelada ao crescimento mundial da população, alertou o principal conselheiro científico do governo britânico, John Beddington.

As mudanças climáticas vão levar a mais secas e inundações, o que acarretaria problemas com o suplemento de água fresca. “Crescimento populacional, aumento da riqueza e da urbanização, e mudanças climáticas, tudo representa grandes problemas para a humanidade”, disse Beddington durante encontro global sobre clima e energias alternativas. “Mas a disponibilidade de água fresca será o primeiro problema a ser solucionado”, completou.

A população mundial de aproximadamente 6,6 bilhões de pessoas deve aumentar 2,5 bilhões até 2050. Segundo um estudo das Nações Unidas, em regiões da África, um contingente formado por 90 milhões a 220 milhões de pessoas enfrentarão problemas de suprimento de água já em 2020.

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Segundo o conselheiro, cada país deveria focar em seus recursos naturais e de produção, além de tecnologias com baixas emissões de carbono, que, no caso do Reino Unido, envolvem a energia eólica e a nuclear. “Está bem claro que essas tecnologias serão importantes”, disse.

Sobre o recente anúncio do governo de cortar o orçamento para pesquisas científicas – o protesto público mais recente reuniu cerca de 2.000 pessoas no último domingo -, Beddington disse que preferiria ver um corte zero a qualquer mudança.

Fonte: Folha.com


8 de junho de 2010 | nenhum comentário »

ONGs lançam site contra mudanças no Código Florestal

Organizações não governamentais (ONGs) ambientalistas aproveitam o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado neste domingo (5), para lançar uma nova campanha contra mudanças no Código Florestal. O relator da subcomissão criada na Câmara para avaliar as propostas de alteração da lei, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), deve apresentar o relatório nos próximos dias, o que tem preocupado os ambientalistas.

Entre as mudanças sugeridas por Rebelo, estão a possibilidade de soma da reserva legal com as  áreas de Preservação Permanente (APP) e a consolidação de lavouras em encostas e topos de morros desmatados ilegalmente.

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O grupo, que inclui organizações como o WWF, Greenpeace, Instituto Socioambiental (ISA) e o Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), lançou um site com informações sobre o histórico do Código Florestal e a defesa da manutenção da lei para a preservação de florestas, dos recursos hídricos e do clima. O endereço é o www.sosflorestas.com.br .

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No site, as ONGs listam as consequências que as possíveis mudanças na legislação ambiental podem trazer. O internauta é convidado a assinar uma petição online contra as alterações no Código Florestal, que será enviada aos deputados que analisam os projetos na Câmara.

(Fonte: Agência Brasil)

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