8 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS participa de Reunião do CSA – Conselho de Sanidade Agropecuária de Cornélio Procópio.

O CSA trabalha tanto com sanidade animal, quanto vegetal, procurando manter na agropecuária um sistema de produção que respeite o meio ambiente e que gere um produto melhor para o consumidor, fortalecendo o setor agropecuário no município de Cornélio Procópio. O Conselho trabalha com Comissões de Sanidade Animal, Sanidade Vegetal, Meio Ambiente e Saúde e Políticas Públicas, sendo cada uma destas comissões formada por membros que representam suas instituições colaborando com os planejamentos de ações de cada área.

A bióloga do IPEVS Renata Alfredo participou da reunião do Conselho na última terça-feira (06/11/2012) representando o IPEVS que é membro do CSA – Comissão Meio Ambiente. Como objetivo da reunião, a formulação do projeto de trabalho de cada grupo.

Estiveram presentes também o presidente do IPEVS e Delegado Regional do Conselho de Medicina Veterinário Rafael Haddad, membro da Comissão Sanidade Animal e representantes das seguintes instituições: IAP, ARPA, UTFPR, CREA, Vigilância Sanitária, SEED, Sociedade Rural, Emater, ADICOOP e ADAPAR. E os membros da diretoria do CSA de Cornélio Cristiano Leite Ribeiro, Yassuo Curiaki, Sergio Hamada, Noel e João Resende Neto.

Membros da Comissão Sanidade Animal do CSA - Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

 

Membros da Comissão Meio Ambiente e Saúde do CSA. Foto: IPEVS

A reunião promoveu avanços importantes em cada uma das Comissões e gerou propostas que serão implantadas a curto e médio prazo como forma de controlar os problemas diagnosticados pelas equipes.

Fonte: Ascom IPEVS


22 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Evento sobre Agropecuária Sustentável em Cornélio Procópio – PR


5 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Plano brasileiro para cortar emissão de gás-estufa está parado

O Brasil ainda não gastou nenhum centavo de um plano de R$ 2 bilhões lançado em junho de 2010 para incentivar a redução de emissões de CO2 na agricultura.

Batizado de ABC (Agricultura de Baixo Carbono), o programa do Ministério da Agricultura é considerado uma das maiores inovações da política brasileira de mudanças climáticas.

Ele visa a recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e expandir o plantio direto (que não revolve o solo) dos atuais 25 milhões para 33 milhões de hectares, entre outras atividades. Há ainda uma linha de crédito para florestas comerciais de pinus e eucalipto.

Isso permitiria ao setor agropecuário – um dos que mais aumentaram suas emissões nos últimos 15 anos – expandir a produção e a produtividade, poupando a emissão de 156 milhões de toneladas de CO2 até 2020.

O corte de emissões na agricultura é peça-chave para o Brasil cumprir a meta de reduzir em 36,8% a 38,9% suas emissões em 2020 em relação ao que seria emitido se nada fosse feito.

Dinheiro parado – O ABC tem os juros mais baratos do crédito agrícola brasileiro: 5,5% ao ano, com prazo de pagamento de 12 anos. O dinheiro está disponível desde setembro do ano passado no BNDES e no Banco do Brasil, mas até agora não foi utilizado.

“Não saiu dinheiro algum. Não conheço nenhum agricultor que tenha tomado o recurso”, desabafou Derli Dossa, assessor do Ministério da Agricultura e coordenador do programa, durante uma reunião do Fundo Clima (Fundo Brasileiro sobre Mudança do Clima), há duas semanas, em Brasília.

O BNDES, por meio da assessoria de imprensa, confirmou à Folha que não houve “nenhuma operação” com a verba do ABC – ou seja, os R$ 1 bilhão estão parados.

Segundo o BNDES, os recursos são repassados aos bancos que operam o crédito rural à medida em que são solicitados. Até agora não houve nenhum pedido.

O Banco do Brasil, principal financiador da agricultura e responsável pela liberação de mais R$ 1 bilhão, disse que “ainda está recebendo propostas” e só terá um balanço em dois meses.

Segundo Dossa, uma provável causa do desinteresse dos agricultores é o desconhecimento das linhas de crédito. “Ainda não houve muita divulgação”, afirmou.

Falta divulgação – O ministério atribui a falta de divulgação ao período eleitoral, quando o governo é proibido por lei de contratar campanhas publicitárias.

Para o ministério, outro entrave seriam as regras excessivamente rígidas dos bancos para liberar o dinheiro, e o fato de o BB ter condicionado o financiamento à liberação prévia de 50% da parcela do BNDES.

O secretário nacional de Mudança Climática, Eduardo Assad, mentor do ABC, reconhece o problema. “Precisamos superar essa burocracia”, disse.

Fonte: Claudio Angelo/ Folha.com


24 de março de 2011 | nenhum comentário »

Javalis trazem prejuízos para produtores de Ibiá, em MG

A reprodução desordenada de javalis preocupa os agricultores de Ibiá, na Região do Alto Paranaíba, em Minas Gerais. O animal, que têm hábitos noturnos, destrói lavouras e deixa prejuízos para os produtores.

Em algumas fazendas do município, espigas de milho são derrubadas pelos animais e vários clarões são vistos nas plantações. Em vários pontos das fazendas, podem-se ver pegadas de grupos de javalis.

O pecuarista Wander Silva disse que os animais apareceram na região há cerca de três anos. “Ano passado eles destruíram muito da minha fazenda. Este ano, 15% da produção. Isso porque eu coloquei gente para vigiar”, falou.

De acordo com o agricultor, Cláudio Marques Júnior, os danos nas propriedades são incalculáveis. “A única atitude seria liberar uma caça controlada do animal”, disse.

De acordo com a Polícia do Meio Ambiente, a caça de javalis é proibida e considerada crime ambiental. Segundo o cabo Cláudio Fontana, as pessoas que se sentirem prejudicadas pelo animal devem procurar a polícia. “Nós vamos fazer um relato e passar para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para que eles venham tomar providências”, disse.

A pena para quem é flagrado caçando javali pode chegar a um ano de prisão, além do pagamento de multa, segundo o Ibama.

Fonte: G1

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15 de outubro de 2010 | nenhum comentário »

Simpósio sobre recuperação de áreas degradadas discute biomas brasileiros

A 8ª edição do Simpósio Nacional sobre Recuperação de Áreas Degradadas acontecerá de 30 de outubro a 2 de novembro na cidade de Guarapari (ES)

Especialistas brasileiros discutirão, em conferencias e mesas redondas,  os princípios, técnicas, perspectivas e desafios da reabilitação e restauração de biomas brasileiros, sua biodiversidade, riqueza, serviços que  prestam  e valores em risco.

 

Temas como recuperação de voçorocas, nascentes e ambientes fluviais estarão na pauta, além da apresentação de aproximadamente 170 trabalhos técnico-científicos na forma oral e em pôsters sobre recuperação de áreas degradadas pela mineração, agropecuária, estradas, barragens e outras grandes obras.

 

Inscrições e outras informações no site: www.sobrade.com.br

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5 de abril de 2009 | nenhum comentário »

Contrato inédito protege floresta

Para cumprir a exigência da reserva legal, produtor rural de Pinhão assina o primeiro contrato de servidão florestal do país

Marcos Thamm na lavoura de milho da sua fazenda: espera por solução para cumprir o que a lei determina começou em 2001

Marcos Thamm na lavoura de milho da sua fazenda: espera por solução para cumprir o que a lei determina começou em 2001

Pinhão – O Paraná é o primeiro estado do país a ter firmado um contrato de Servidão Florestal entre um agricultor e uma organização não-governamental. Em Pinhão, na Região Centro-Sul, o produtor rural Marcos Thamm, cooperado da Cooperativa Agrária Agroindustrial, comprou o uso de 16 hectares da propriedade da The Nature Conservancy (TNC), em General Carneiro (PR). Com esse mecanismo, Thamm cumpre a exigência de manter 20% de reserva legal referente a uma área de 80 hectares.

Claudio Klemz, assistente de Conservação da TNC, explica que a fazenda tem 350 hectares, mas parte da área ainda está em processo de regularização da posse. Sobram 190 hectares com situação definida e que precisam da reserva legal. Além do contrato já firmado, está em andamento nos órgãos ambientais a formação da reserva legal referente aos outros 110 hectares.

Natural de Rolândia, o agricultor tem a fazenda em Pinhão há aproximadamente 25 anos. Lá ele cultiva soja, milho, trigo, cevada e aveia. Segundo Thamm, a propriedade já não tinha áreas expressivas de floresta quando foi comprada. E desde que se começou a falar em reserva legal, ele afirma que estava preocupado em cumprir a legislação, mas não encontrava uma forma de fazer isso sem reduzir a produtividade nas suas terras.

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Lei

O Código Florestal prevê que todo proprietário rural tem de fazer a reserva legal. No bioma Mata Atlântica, o porcentual é de 20%. Há três maneiras de cumprir o que a lei exige: mantendo a área na propriedade; comprando uma área e fazendo a compensação de reserva legal; ou adquirindo o direito de uso de uma área de outra pessoa.

Foi com base nessa terceira possibilidade que a TNC desenvolveu a ideia da servidão florestal, com a ajuda do advogado Paulo Roberto Pereira de Souza, de Maringá, doutor em Direito Ambiental. Ele conta que foi contratado pela organização não-governamental em 2000 e em 2001 conseguiu, com a colaboração de outros profissionais, incluir um artigo no Código Florestal que tornou viável o uso desse mecanismo.

Na prática

Fernando Veiga, coordenador de Serviços Ambientais do Programa de Conservação Floresta Atlântica da TNC, lembra que para colocar o projeto em prática a ONG comprou a propriedade de 497 hectares em General Carneiro, praticamente toda coberta de floresta, e fez uma parceria com a Cooperativa Agrária Agroindustrial, que tem 320 cooperados.

O papel da TNC é o do agricultor que tem excedente de reserva legal. Ela pode comercializar 311 hectares porque o restante deve ser mantido para cumprir a sua obrigação de ter a área de preservação permanente e a reserva legal. Assim, os produtores que participam da cooperativa e que não têm os 20% de área com floresta podem comprar o direito de uso de parte da propriedade da TNC. A ONG fez um mapeamento no Paraná, em 200 mil hectares, e identificou 70 mil hectares de excedente disponível.

A possibilidade de ter a reserva legal fora da propriedade era a solução que o produtor rural Marcos Thamm aguardava. Solução que não veio rapidamente, já que ele estava esperando desde 2001, quando a TNC e a Agrária começaram a discutir o assunto. “Se eu destinasse 70 hectares da minha propriedade para a reserva legal, deixaria de produzir 3.500 sacas de soja ou 10 a 12 mil sacas de milho. O custo dessa perda seria até seis vezes maior do que o valor investido no processo de servidão florestal”, explica. Além disso, Thamm lembra que é muito difícil encontrar uma área de floresta exatamente do tamanho que ele precisa e ainda cuidar da floresta.

Floresta em pé

Essas dificuldades enfrentadas pelo produtor rural de Pinhão são as mesmas apontadas pela TNC para quem opta por fazer a reserva legal na propriedade ou comprar um pedaço de terra com floresta. Sem contar que leva muitos anos para que as árvores se desenvolvam e que haja biodiversidade na área. Para Fernando Veiga, é importante criar valor para a floresta em pé. Ela não pode ter só valor simbólico, mas econômico também. Então, quem tem mais de 20% pode ceder área para outro agricultor e com isso receber uma compensação financeira pela preservação. Os valores devem ser acertados entre os proprietários rurais envolvidos no contrato, que pode ser temporário ou permanente.

A TNC e a Cooperativa Agrária Agroindustrial estabeleceram que os contratos que serão fechados serão permanentes. Mas os agricultores envolvidos também podem estabelecer um período e depois fazer uma renegociação. Este negócio fica atrelado à matrícula das propriedades. Portanto, caso elas sejam negociadas, o compromisso da servidão florestal continuará valendo. Além do contrato já assinado com Marcos Thamm, estão em andamento as negociações com mais dois produtores, conta Cláudio Klemz.

Entenda

O mecanismo de servidão florestal permite a compensação da reserva legal fora da propriedade, mas desde que sejam respeitadas algumas regras.

- A área em que será feita a compensação deve estar no mesmo bioma e na mesma bacia hidrográfica.

- No Paraná, existe uma lei de 2004 que exige, ainda, que a compensação seja feita no mesmo agrupamento de municípios. São 20 agrupamentos. Isso faz com que seja mantido um mínimo de floresta nativa em todas as regiões do estado.

Bioma

Veja qual é o porcentual de reserva legal, conforme os biomas:

- Mata Atlântica – 20%

- Cerrado – 20%

- Cerrado que é zona de transição para a Amazônia – 35%

- Amazônia – 80%

Fonte: TNC/Gazeta do Povo






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IPEVS participa de Reunião do CSA – Conselho de Sanidade Agropecuária de Cornélio Procópio.

O CSA trabalha tanto com sanidade animal, quanto vegetal, procurando manter na agropecuária um sistema de produção que respeite o meio ambiente e que gere um produto melhor para o consumidor, fortalecendo o setor agropecuário no município de Cornélio Procópio. O Conselho trabalha com Comissões de Sanidade Animal, Sanidade Vegetal, Meio Ambiente e Saúde e Políticas Públicas, sendo cada uma destas comissões formada por membros que representam suas instituições colaborando com os planejamentos de ações de cada área.

A bióloga do IPEVS Renata Alfredo participou da reunião do Conselho na última terça-feira (06/11/2012) representando o IPEVS que é membro do CSA – Comissão Meio Ambiente. Como objetivo da reunião, a formulação do projeto de trabalho de cada grupo.

Estiveram presentes também o presidente do IPEVS e Delegado Regional do Conselho de Medicina Veterinário Rafael Haddad, membro da Comissão Sanidade Animal e representantes das seguintes instituições: IAP, ARPA, UTFPR, CREA, Vigilância Sanitária, SEED, Sociedade Rural, Emater, ADICOOP e ADAPAR. E os membros da diretoria do CSA de Cornélio Cristiano Leite Ribeiro, Yassuo Curiaki, Sergio Hamada, Noel e João Resende Neto.

Membros da Comissão Sanidade Animal do CSA - Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

 

Membros da Comissão Meio Ambiente e Saúde do CSA. Foto: IPEVS

A reunião promoveu avanços importantes em cada uma das Comissões e gerou propostas que serão implantadas a curto e médio prazo como forma de controlar os problemas diagnosticados pelas equipes.

Fonte: Ascom IPEVS


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Evento sobre Agropecuária Sustentável em Cornélio Procópio – PR


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Plano brasileiro para cortar emissão de gás-estufa está parado

O Brasil ainda não gastou nenhum centavo de um plano de R$ 2 bilhões lançado em junho de 2010 para incentivar a redução de emissões de CO2 na agricultura.

Batizado de ABC (Agricultura de Baixo Carbono), o programa do Ministério da Agricultura é considerado uma das maiores inovações da política brasileira de mudanças climáticas.

Ele visa a recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e expandir o plantio direto (que não revolve o solo) dos atuais 25 milhões para 33 milhões de hectares, entre outras atividades. Há ainda uma linha de crédito para florestas comerciais de pinus e eucalipto.

Isso permitiria ao setor agropecuário – um dos que mais aumentaram suas emissões nos últimos 15 anos – expandir a produção e a produtividade, poupando a emissão de 156 milhões de toneladas de CO2 até 2020.

O corte de emissões na agricultura é peça-chave para o Brasil cumprir a meta de reduzir em 36,8% a 38,9% suas emissões em 2020 em relação ao que seria emitido se nada fosse feito.

Dinheiro parado – O ABC tem os juros mais baratos do crédito agrícola brasileiro: 5,5% ao ano, com prazo de pagamento de 12 anos. O dinheiro está disponível desde setembro do ano passado no BNDES e no Banco do Brasil, mas até agora não foi utilizado.

“Não saiu dinheiro algum. Não conheço nenhum agricultor que tenha tomado o recurso”, desabafou Derli Dossa, assessor do Ministério da Agricultura e coordenador do programa, durante uma reunião do Fundo Clima (Fundo Brasileiro sobre Mudança do Clima), há duas semanas, em Brasília.

O BNDES, por meio da assessoria de imprensa, confirmou à Folha que não houve “nenhuma operação” com a verba do ABC – ou seja, os R$ 1 bilhão estão parados.

Segundo o BNDES, os recursos são repassados aos bancos que operam o crédito rural à medida em que são solicitados. Até agora não houve nenhum pedido.

O Banco do Brasil, principal financiador da agricultura e responsável pela liberação de mais R$ 1 bilhão, disse que “ainda está recebendo propostas” e só terá um balanço em dois meses.

Segundo Dossa, uma provável causa do desinteresse dos agricultores é o desconhecimento das linhas de crédito. “Ainda não houve muita divulgação”, afirmou.

Falta divulgação – O ministério atribui a falta de divulgação ao período eleitoral, quando o governo é proibido por lei de contratar campanhas publicitárias.

Para o ministério, outro entrave seriam as regras excessivamente rígidas dos bancos para liberar o dinheiro, e o fato de o BB ter condicionado o financiamento à liberação prévia de 50% da parcela do BNDES.

O secretário nacional de Mudança Climática, Eduardo Assad, mentor do ABC, reconhece o problema. “Precisamos superar essa burocracia”, disse.

Fonte: Claudio Angelo/ Folha.com


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Javalis trazem prejuízos para produtores de Ibiá, em MG

A reprodução desordenada de javalis preocupa os agricultores de Ibiá, na Região do Alto Paranaíba, em Minas Gerais. O animal, que têm hábitos noturnos, destrói lavouras e deixa prejuízos para os produtores.

Em algumas fazendas do município, espigas de milho são derrubadas pelos animais e vários clarões são vistos nas plantações. Em vários pontos das fazendas, podem-se ver pegadas de grupos de javalis.

O pecuarista Wander Silva disse que os animais apareceram na região há cerca de três anos. “Ano passado eles destruíram muito da minha fazenda. Este ano, 15% da produção. Isso porque eu coloquei gente para vigiar”, falou.

De acordo com o agricultor, Cláudio Marques Júnior, os danos nas propriedades são incalculáveis. “A única atitude seria liberar uma caça controlada do animal”, disse.

De acordo com a Polícia do Meio Ambiente, a caça de javalis é proibida e considerada crime ambiental. Segundo o cabo Cláudio Fontana, as pessoas que se sentirem prejudicadas pelo animal devem procurar a polícia. “Nós vamos fazer um relato e passar para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para que eles venham tomar providências”, disse.

A pena para quem é flagrado caçando javali pode chegar a um ano de prisão, além do pagamento de multa, segundo o Ibama.

Fonte: G1

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15 de outubro de 2010 | nenhum comentário »

Simpósio sobre recuperação de áreas degradadas discute biomas brasileiros

A 8ª edição do Simpósio Nacional sobre Recuperação de Áreas Degradadas acontecerá de 30 de outubro a 2 de novembro na cidade de Guarapari (ES)

Especialistas brasileiros discutirão, em conferencias e mesas redondas,  os princípios, técnicas, perspectivas e desafios da reabilitação e restauração de biomas brasileiros, sua biodiversidade, riqueza, serviços que  prestam  e valores em risco.

 

Temas como recuperação de voçorocas, nascentes e ambientes fluviais estarão na pauta, além da apresentação de aproximadamente 170 trabalhos técnico-científicos na forma oral e em pôsters sobre recuperação de áreas degradadas pela mineração, agropecuária, estradas, barragens e outras grandes obras.

 

Inscrições e outras informações no site: www.sobrade.com.br

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5 de abril de 2009 | nenhum comentário »

Contrato inédito protege floresta

Para cumprir a exigência da reserva legal, produtor rural de Pinhão assina o primeiro contrato de servidão florestal do país

Marcos Thamm na lavoura de milho da sua fazenda: espera por solução para cumprir o que a lei determina começou em 2001

Marcos Thamm na lavoura de milho da sua fazenda: espera por solução para cumprir o que a lei determina começou em 2001

Pinhão – O Paraná é o primeiro estado do país a ter firmado um contrato de Servidão Florestal entre um agricultor e uma organização não-governamental. Em Pinhão, na Região Centro-Sul, o produtor rural Marcos Thamm, cooperado da Cooperativa Agrária Agroindustrial, comprou o uso de 16 hectares da propriedade da The Nature Conservancy (TNC), em General Carneiro (PR). Com esse mecanismo, Thamm cumpre a exigência de manter 20% de reserva legal referente a uma área de 80 hectares.

Claudio Klemz, assistente de Conservação da TNC, explica que a fazenda tem 350 hectares, mas parte da área ainda está em processo de regularização da posse. Sobram 190 hectares com situação definida e que precisam da reserva legal. Além do contrato já firmado, está em andamento nos órgãos ambientais a formação da reserva legal referente aos outros 110 hectares.

Natural de Rolândia, o agricultor tem a fazenda em Pinhão há aproximadamente 25 anos. Lá ele cultiva soja, milho, trigo, cevada e aveia. Segundo Thamm, a propriedade já não tinha áreas expressivas de floresta quando foi comprada. E desde que se começou a falar em reserva legal, ele afirma que estava preocupado em cumprir a legislação, mas não encontrava uma forma de fazer isso sem reduzir a produtividade nas suas terras.

skyline buy

Lei

O Código Florestal prevê que todo proprietário rural tem de fazer a reserva legal. No bioma Mata Atlântica, o porcentual é de 20%. Há três maneiras de cumprir o que a lei exige: mantendo a área na propriedade; comprando uma área e fazendo a compensação de reserva legal; ou adquirindo o direito de uso de uma área de outra pessoa.

Foi com base nessa terceira possibilidade que a TNC desenvolveu a ideia da servidão florestal, com a ajuda do advogado Paulo Roberto Pereira de Souza, de Maringá, doutor em Direito Ambiental. Ele conta que foi contratado pela organização não-governamental em 2000 e em 2001 conseguiu, com a colaboração de outros profissionais, incluir um artigo no Código Florestal que tornou viável o uso desse mecanismo.

Na prática

Fernando Veiga, coordenador de Serviços Ambientais do Programa de Conservação Floresta Atlântica da TNC, lembra que para colocar o projeto em prática a ONG comprou a propriedade de 497 hectares em General Carneiro, praticamente toda coberta de floresta, e fez uma parceria com a Cooperativa Agrária Agroindustrial, que tem 320 cooperados.

O papel da TNC é o do agricultor que tem excedente de reserva legal. Ela pode comercializar 311 hectares porque o restante deve ser mantido para cumprir a sua obrigação de ter a área de preservação permanente e a reserva legal. Assim, os produtores que participam da cooperativa e que não têm os 20% de área com floresta podem comprar o direito de uso de parte da propriedade da TNC. A ONG fez um mapeamento no Paraná, em 200 mil hectares, e identificou 70 mil hectares de excedente disponível.

A possibilidade de ter a reserva legal fora da propriedade era a solução que o produtor rural Marcos Thamm aguardava. Solução que não veio rapidamente, já que ele estava esperando desde 2001, quando a TNC e a Agrária começaram a discutir o assunto. “Se eu destinasse 70 hectares da minha propriedade para a reserva legal, deixaria de produzir 3.500 sacas de soja ou 10 a 12 mil sacas de milho. O custo dessa perda seria até seis vezes maior do que o valor investido no processo de servidão florestal”, explica. Além disso, Thamm lembra que é muito difícil encontrar uma área de floresta exatamente do tamanho que ele precisa e ainda cuidar da floresta.

Floresta em pé

Essas dificuldades enfrentadas pelo produtor rural de Pinhão são as mesmas apontadas pela TNC para quem opta por fazer a reserva legal na propriedade ou comprar um pedaço de terra com floresta. Sem contar que leva muitos anos para que as árvores se desenvolvam e que haja biodiversidade na área. Para Fernando Veiga, é importante criar valor para a floresta em pé. Ela não pode ter só valor simbólico, mas econômico também. Então, quem tem mais de 20% pode ceder área para outro agricultor e com isso receber uma compensação financeira pela preservação. Os valores devem ser acertados entre os proprietários rurais envolvidos no contrato, que pode ser temporário ou permanente.

A TNC e a Cooperativa Agrária Agroindustrial estabeleceram que os contratos que serão fechados serão permanentes. Mas os agricultores envolvidos também podem estabelecer um período e depois fazer uma renegociação. Este negócio fica atrelado à matrícula das propriedades. Portanto, caso elas sejam negociadas, o compromisso da servidão florestal continuará valendo. Além do contrato já assinado com Marcos Thamm, estão em andamento as negociações com mais dois produtores, conta Cláudio Klemz.

Entenda

O mecanismo de servidão florestal permite a compensação da reserva legal fora da propriedade, mas desde que sejam respeitadas algumas regras.

- A área em que será feita a compensação deve estar no mesmo bioma e na mesma bacia hidrográfica.

- No Paraná, existe uma lei de 2004 que exige, ainda, que a compensação seja feita no mesmo agrupamento de municípios. São 20 agrupamentos. Isso faz com que seja mantido um mínimo de floresta nativa em todas as regiões do estado.

Bioma

Veja qual é o porcentual de reserva legal, conforme os biomas:

- Mata Atlântica – 20%

- Cerrado – 20%

- Cerrado que é zona de transição para a Amazônia – 35%

- Amazônia – 80%

Fonte: TNC/Gazeta do Povo