20 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Aparição de água-viva rara no litoral norte de SP preocupa ambientalistas

Espécie é considerada invasora, já que vive no Oceano Pacífico ocidental.
Segundo especialista, último aparecimento na costa brasileira foi em 2006.

A presença de uma espécie exótica de água-viva em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, preocupa pesquisadores da cidade. A medusa, nativa do Oceano Pacífico, tem sido encontrada em diversos lugares do mundo e pode causar problemas no ecossistema da região, já que é considerada invasora na costa brasileira.

A aparição da espécie Phyllorhiza punctata, conhecida como água-viva australiana manchada, foi constatada no início do mês na praia do Itaguá. “Pescadores e pessoas nos acionaram falando do aumento de águas-vivas. No local, constatamos e identificamos essa espécie. Posteriormente também confirmamos com outros pesquisadores”, disse o oceanógrafo Hugo Gallo.

O pesquisador afirmou que a espécie possivelmente tenha aparecido no litoral norte de São Paulo trazida pela água de lastro dos navios, que é a água captada para garantir a segurança operacional e estabilidade da embarcação durante as operações portuárias. “É importante abrirmos uma discussão nesse sentido com os órgãos ambientais, visto que o porto de São Sebastião pode passar por ampliação e o movimento desses navios deve aumentar consideravelmente”.

Ainda de acordo com o oceanógrafo, a aparição da medusa no litoral norte preocupa os ambientalistas. “Toda espécie exótica causa preocupação. A introdução da espécie inspira cuidados e pode causar problemas ao ecossistema. Ela se alimenta de zooplâncton, ovos e larvas de espécies de peixes nativos, e é considerada invasiva na costa brasileira. O problema é a proliferação massiva”.

Além dos problemas ambientais, as águas-vivas podem causar queimaduras em banhistas. Nesses casos, é importante que o banhista não esfregue o local para não espalhar o veneno na pele, enxague com água salgada ou soro fisiológico e procure rapidamente o atendimento médico.

O pesquisador disse ainda que o último registro da espécie na costa brasileira aconteceu em 2006. Em 2000, a ocorrência desta água-viva causou problemas no ecossistema do Golfo do México. Três espécies foram levadas ao Aquário de Ubatuba e estão em exposição ao público. “O objetivo é a gente acompanhar a espécie e analisar também o desenvolvimento em cativeiro”.

Água-viva australiana manchada foi encontrado na praia do Itaguá, em Ubatuba. Último aparecimento na costa brasileira ocorreu há 7 anos, segundo especialista. (Foto: Aline Nogimo/Aquário de Ubatuba)

Água-viva australiana manchada foi encontrado na praia do Itaguá, em Ubatuba. Último aparecimento na costa brasileira ocorreu há 7 anos, segundo especialista. (Foto: Aline Nogimo/Aquário de Ubatuba)

Fonte: Globo Natureza


25 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas fazem lista de ’10 mais’ de espécies descobertas em 2011

Relação chama a atenção para a biodiversidade do planeta.
Aranha azul representa o Brasil na lista.

Uma equipe internacional de botânicos divulgou nesta quarta-feira (23) uma lista de “10 mais” com espécies descobertas em todo o mundo durante o ano de 2011. Elas foram escolhidas entre mais de 200 espécies.

A relação, escolhida por especialistas do Instituto Internacional da Exploração de Espécies, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, traz seres que chamam a atenção porque são diferentes do que estamos acostumados a ver.

A lista é publicada há cinco anos, sempre em 23 de maio, aniversário de nascimento de Lineu, pai da classificação de espécies moderna. O objetivo da iniciativa é destacar a importância da biodiversidade das espécies do planeta.

Macaco-espirrador (Foto: Thomas Geissmann / Fauna & Flora International)

Macaco-espirrador (Foto: Thomas Geissmann / Fauna & Flora International)

Macaco-espirrador
O macaco-espirrador (Rhinopithecus strykeri) recebeu esse nome porque espirra quando chove. Ele foi identificado nas montanhas de Myanmar, e foi o primeiro animal da família do macaco-de-nariz-empinado a ser registrado como nativo do país, que fica no Sudeste Asiático. Os cientistas acreditam que a espécie já corra sério risco de extinção.

Água-viva-de-bonaire
Essa espécie de água-viva foi descoberta em Bonaire, uma ilha holandesa no Caribe. Esse animal venenoso lembra uma pipa, com seus tentáculos coloridos. O nome científico Tamoya ohboya foi selecionado em um projeto de ciências e é uma brincadeira com a expressão “oh boy!”, que é uma interjeição de espanto em inglês – essa seria a reação de uma pessoa que fosse ferroada pela água-viva.

Verme-do-diabo
Com cerca de meio milímetro de comprimento, esses nematódeos foram descobertos em minas de ouro na África do Sul, a 1,3 km de profundidade. Nenhuma outra espécie multicelular já tinha sido descoberta em tanta profundidade. Capaz de suportar a alta pressão e a alta temperatura desse “inferno”, o Halicephalobus mephistofoi apelidado de verme-do-diabo.

Orquídea-noturna
Essa espécie rara de plantas foi descoberta na Papua-Nova Guiné, na Oceania. A flor da Bulbophyllum nocturnum se abre por volta de 22h e se fecha cedo pela manhã. Das mais de 25 mil espécies de orquídeas catalogadas, essa é a única que floresce durante a noite.

Vespa parasita
A vespa Kollasmosoma sentum ataca formigas com uma velocidade impressionante. Ela fica à espreita, voando próxima ao chão, e em um vigésimo de segundo, ela deposita seus ovos dentro do corpo da vítima. A formiga então servirá de comida para as larvas da vespa que vão se desenvolver. A espécie foi descoberta na Espanha.

Cogumelo bob esponja

O nome científico desse cogumelo descoberto na ilha de Bornéu, na Malásia, é Spongiforma squarepantsii (o nome de Bob Esponja Calça Quadrada em inglês é “SpongeBob SquarePants”). Apesar de não ter nenhum parentesco com as esponjas, esse fungo se parece com esses animais, e acabou homenageado com o nome do desenho animado.

Papoula-do-outono-nepalesa
A altitude pode explicar por que a Meconopsis autumnalis passou batida pela ciência durante tanto tempo. Seu habitat fica a entre 3,3 mil e 4,2 mil metros de altura em relação ao nível do mar. Sujeita a um clima único na altitude do Himalaia e sob efeito das monções – ventos e chuvas típicos do subcontinente indiano –, essa planta floresce no outono, e não na primavera.

Embuá-gigante
Esse milípede – parente dos insetos que tem vários pares de patas – é o maior já encontrado na natureza, com 16 centímetros. Tem o tamanho de uma salsicha, e seu nome científico Crurifarcimen vagans significa “salsicha com patas ambulante” em latim. O embuá-gigante foi descoberto nas montanhas da Tanzânia, no leste da África, lugar com rica diversidade de espécies.

Cacto-ambulante
Essa espécie extinta encontrada na China viveu há 520 milhões de anos. Em seis centímetros de comprimento, esse animal lembra um verme, mas, ao mesmo tempo, apresenta dez pares de patas articuladas. Para os cientistas que o descobriram, aDiania cactiformis seria um primeiro elo perdido conhecido entre os vermes e os artrópodes.

Tarântula-de-sazima
Essa aranha azul colocou o Brasil pela primeira vez na lista de “10 mais”. Descrita por pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, essa espécie vive em uma “ilha ecológica” e só é encontrada no alto da Chapada Diamantina, na Bahia. Seu nomePterinopelma sazimai é uma homenagem ao cientista Ivan Sazima, que coletou indivíduos dessa aranha nas décadas 1970 e 1980 – o registro da nova espécie só é aceito quando ela é descrita em uma revista científica, por isso ela entrou na lista de 2011.

Água-viva-de-bonaire (Foto: Ned DeLoach)

Água-viva-de-bonaire (Foto: Ned DeLoach)

Verme-do-diabo (Foto: G. Borgonie, Ghent University)

Verme-do-diabo (Foto: G. Borgonie, Ghent University)

 

Orquídea-noturna (Foto: Andre Schuiteman)

Orquídea-noturna (Foto: Andre Schuiteman)

Vespa parasita (Foto: C. van Achterberg)

Vespa parasita (Foto: C. van Achterberg)

À esquerda, o Bob Esponja do desenho animado; à direita, o fungo que ganhou seu nome (Foto: Divulgação)

À esquerda, o Bob Esponja do desenho animado; à direita, o fungo que ganhou seu nome (Foto: Divulgação)

Papoula-do-outono-nepalesa (Foto: Paul Egan)

Papoula-do-outono-nepalesa (Foto: Paul Egan)

Embuá-gigante (Foto: G. Brovad)

Embuá-gigante (Foto: G. Brovad)

Fóssil da Diana cactiformis (Foto: AFP)

Cacto-ambulante (Foto: AFP)

tarântula-de-Sazima (Foto: Caroline Fukushima/Rogerio Bertani/Instituto Butantan)

Tarântula-de-sazima (Foto: Caroline Fukushima/Rogerio Bertani/Instituto Butantan)

Fonte: Globo Natureza


20 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Águas-vivas estão substituindo peixes no mar, diz estudo

Elas são lerdas, gelatinosas, desengonçadas e usam um sistema de caça considerado primitivo. Ainda assim, as águas-vivas estão conseguindo substituir sardinhas, anchovas e outros peixes no domínio dos mares.

A mudança acontece principalmente nas regiões onde a pesca predatória dizimou as espécies dominantes.

Muitos cientistas apostavam que a supremacia desses gigantes gelatinosos seria apenas temporária.

Afinal, criaturas lentas, normalmente cegas e com uma estratégia de caça que exige contato direto com a presa não conseguiriam competir com peixes rápidos e de boa visão, certo?

Um grupo de pesquisadores acaba de mostrar que não é bem assim. Surpreendentemente, os invertebrados são excelentes predadores.

Em uma compilação de vários trabalhos, os cientistas -liderados por José Luiz Acuña, da Universidade de Oviedo, na Espanha- compararam dados como velocidade, padrão de deslocamento e potencial de caça das águas-vivas e de certos peixes comedores de plâncton (organismos minúsculos, como algas e larvas de animais, que boiam no mar).

Eles perceberam que, descontando as diferenças da composição química entre os bichos, águas-vivas e peixes como sardinhas têm taxas de crescimento e reprodução que são muito semelhantes.

“A habilidade competitiva de um predador depende não apenas da captura de presas e das taxas de ingestão mas também de quão eficiente a energia obtida se traduz no crescimento do corpo e aumento da população”, diz o estudo publicado na revista especializada “Science”.

Embora o corpão da água-viva desfavoreça seu deslocamento, ele aumenta as chances de contato com as presas, garantindo mais comida.

A estratégia de flutuar, em vez de perseguir vigorosamente a caça, também não é má ideia. Desse jeito, elas economizam muita energia. E vão, lentamente, transformando os oceanos.

Editora arte/folhapress

 

Fonte: Giuliana Miranda, São Paulo, Folha.com






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Aparição de água-viva rara no litoral norte de SP preocupa ambientalistas

Espécie é considerada invasora, já que vive no Oceano Pacífico ocidental.
Segundo especialista, último aparecimento na costa brasileira foi em 2006.

A presença de uma espécie exótica de água-viva em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, preocupa pesquisadores da cidade. A medusa, nativa do Oceano Pacífico, tem sido encontrada em diversos lugares do mundo e pode causar problemas no ecossistema da região, já que é considerada invasora na costa brasileira.

A aparição da espécie Phyllorhiza punctata, conhecida como água-viva australiana manchada, foi constatada no início do mês na praia do Itaguá. “Pescadores e pessoas nos acionaram falando do aumento de águas-vivas. No local, constatamos e identificamos essa espécie. Posteriormente também confirmamos com outros pesquisadores”, disse o oceanógrafo Hugo Gallo.

O pesquisador afirmou que a espécie possivelmente tenha aparecido no litoral norte de São Paulo trazida pela água de lastro dos navios, que é a água captada para garantir a segurança operacional e estabilidade da embarcação durante as operações portuárias. “É importante abrirmos uma discussão nesse sentido com os órgãos ambientais, visto que o porto de São Sebastião pode passar por ampliação e o movimento desses navios deve aumentar consideravelmente”.

Ainda de acordo com o oceanógrafo, a aparição da medusa no litoral norte preocupa os ambientalistas. “Toda espécie exótica causa preocupação. A introdução da espécie inspira cuidados e pode causar problemas ao ecossistema. Ela se alimenta de zooplâncton, ovos e larvas de espécies de peixes nativos, e é considerada invasiva na costa brasileira. O problema é a proliferação massiva”.

Além dos problemas ambientais, as águas-vivas podem causar queimaduras em banhistas. Nesses casos, é importante que o banhista não esfregue o local para não espalhar o veneno na pele, enxague com água salgada ou soro fisiológico e procure rapidamente o atendimento médico.

O pesquisador disse ainda que o último registro da espécie na costa brasileira aconteceu em 2006. Em 2000, a ocorrência desta água-viva causou problemas no ecossistema do Golfo do México. Três espécies foram levadas ao Aquário de Ubatuba e estão em exposição ao público. “O objetivo é a gente acompanhar a espécie e analisar também o desenvolvimento em cativeiro”.

Água-viva australiana manchada foi encontrado na praia do Itaguá, em Ubatuba. Último aparecimento na costa brasileira ocorreu há 7 anos, segundo especialista. (Foto: Aline Nogimo/Aquário de Ubatuba)

Água-viva australiana manchada foi encontrado na praia do Itaguá, em Ubatuba. Último aparecimento na costa brasileira ocorreu há 7 anos, segundo especialista. (Foto: Aline Nogimo/Aquário de Ubatuba)

Fonte: Globo Natureza


25 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas fazem lista de ’10 mais’ de espécies descobertas em 2011

Relação chama a atenção para a biodiversidade do planeta.
Aranha azul representa o Brasil na lista.

Uma equipe internacional de botânicos divulgou nesta quarta-feira (23) uma lista de “10 mais” com espécies descobertas em todo o mundo durante o ano de 2011. Elas foram escolhidas entre mais de 200 espécies.

A relação, escolhida por especialistas do Instituto Internacional da Exploração de Espécies, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, traz seres que chamam a atenção porque são diferentes do que estamos acostumados a ver.

A lista é publicada há cinco anos, sempre em 23 de maio, aniversário de nascimento de Lineu, pai da classificação de espécies moderna. O objetivo da iniciativa é destacar a importância da biodiversidade das espécies do planeta.

Macaco-espirrador (Foto: Thomas Geissmann / Fauna & Flora International)

Macaco-espirrador (Foto: Thomas Geissmann / Fauna & Flora International)

Macaco-espirrador
O macaco-espirrador (Rhinopithecus strykeri) recebeu esse nome porque espirra quando chove. Ele foi identificado nas montanhas de Myanmar, e foi o primeiro animal da família do macaco-de-nariz-empinado a ser registrado como nativo do país, que fica no Sudeste Asiático. Os cientistas acreditam que a espécie já corra sério risco de extinção.

Água-viva-de-bonaire
Essa espécie de água-viva foi descoberta em Bonaire, uma ilha holandesa no Caribe. Esse animal venenoso lembra uma pipa, com seus tentáculos coloridos. O nome científico Tamoya ohboya foi selecionado em um projeto de ciências e é uma brincadeira com a expressão “oh boy!”, que é uma interjeição de espanto em inglês – essa seria a reação de uma pessoa que fosse ferroada pela água-viva.

Verme-do-diabo
Com cerca de meio milímetro de comprimento, esses nematódeos foram descobertos em minas de ouro na África do Sul, a 1,3 km de profundidade. Nenhuma outra espécie multicelular já tinha sido descoberta em tanta profundidade. Capaz de suportar a alta pressão e a alta temperatura desse “inferno”, o Halicephalobus mephistofoi apelidado de verme-do-diabo.

Orquídea-noturna
Essa espécie rara de plantas foi descoberta na Papua-Nova Guiné, na Oceania. A flor da Bulbophyllum nocturnum se abre por volta de 22h e se fecha cedo pela manhã. Das mais de 25 mil espécies de orquídeas catalogadas, essa é a única que floresce durante a noite.

Vespa parasita
A vespa Kollasmosoma sentum ataca formigas com uma velocidade impressionante. Ela fica à espreita, voando próxima ao chão, e em um vigésimo de segundo, ela deposita seus ovos dentro do corpo da vítima. A formiga então servirá de comida para as larvas da vespa que vão se desenvolver. A espécie foi descoberta na Espanha.

Cogumelo bob esponja

O nome científico desse cogumelo descoberto na ilha de Bornéu, na Malásia, é Spongiforma squarepantsii (o nome de Bob Esponja Calça Quadrada em inglês é “SpongeBob SquarePants”). Apesar de não ter nenhum parentesco com as esponjas, esse fungo se parece com esses animais, e acabou homenageado com o nome do desenho animado.

Papoula-do-outono-nepalesa
A altitude pode explicar por que a Meconopsis autumnalis passou batida pela ciência durante tanto tempo. Seu habitat fica a entre 3,3 mil e 4,2 mil metros de altura em relação ao nível do mar. Sujeita a um clima único na altitude do Himalaia e sob efeito das monções – ventos e chuvas típicos do subcontinente indiano –, essa planta floresce no outono, e não na primavera.

Embuá-gigante
Esse milípede – parente dos insetos que tem vários pares de patas – é o maior já encontrado na natureza, com 16 centímetros. Tem o tamanho de uma salsicha, e seu nome científico Crurifarcimen vagans significa “salsicha com patas ambulante” em latim. O embuá-gigante foi descoberto nas montanhas da Tanzânia, no leste da África, lugar com rica diversidade de espécies.

Cacto-ambulante
Essa espécie extinta encontrada na China viveu há 520 milhões de anos. Em seis centímetros de comprimento, esse animal lembra um verme, mas, ao mesmo tempo, apresenta dez pares de patas articuladas. Para os cientistas que o descobriram, aDiania cactiformis seria um primeiro elo perdido conhecido entre os vermes e os artrópodes.

Tarântula-de-sazima
Essa aranha azul colocou o Brasil pela primeira vez na lista de “10 mais”. Descrita por pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, essa espécie vive em uma “ilha ecológica” e só é encontrada no alto da Chapada Diamantina, na Bahia. Seu nomePterinopelma sazimai é uma homenagem ao cientista Ivan Sazima, que coletou indivíduos dessa aranha nas décadas 1970 e 1980 – o registro da nova espécie só é aceito quando ela é descrita em uma revista científica, por isso ela entrou na lista de 2011.

Água-viva-de-bonaire (Foto: Ned DeLoach)

Água-viva-de-bonaire (Foto: Ned DeLoach)

Verme-do-diabo (Foto: G. Borgonie, Ghent University)

Verme-do-diabo (Foto: G. Borgonie, Ghent University)

 

Orquídea-noturna (Foto: Andre Schuiteman)

Orquídea-noturna (Foto: Andre Schuiteman)

Vespa parasita (Foto: C. van Achterberg)

Vespa parasita (Foto: C. van Achterberg)

À esquerda, o Bob Esponja do desenho animado; à direita, o fungo que ganhou seu nome (Foto: Divulgação)

À esquerda, o Bob Esponja do desenho animado; à direita, o fungo que ganhou seu nome (Foto: Divulgação)

Papoula-do-outono-nepalesa (Foto: Paul Egan)

Papoula-do-outono-nepalesa (Foto: Paul Egan)

Embuá-gigante (Foto: G. Brovad)

Embuá-gigante (Foto: G. Brovad)

Fóssil da Diana cactiformis (Foto: AFP)

Cacto-ambulante (Foto: AFP)

tarântula-de-Sazima (Foto: Caroline Fukushima/Rogerio Bertani/Instituto Butantan)

Tarântula-de-sazima (Foto: Caroline Fukushima/Rogerio Bertani/Instituto Butantan)

Fonte: Globo Natureza


20 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Águas-vivas estão substituindo peixes no mar, diz estudo

Elas são lerdas, gelatinosas, desengonçadas e usam um sistema de caça considerado primitivo. Ainda assim, as águas-vivas estão conseguindo substituir sardinhas, anchovas e outros peixes no domínio dos mares.

A mudança acontece principalmente nas regiões onde a pesca predatória dizimou as espécies dominantes.

Muitos cientistas apostavam que a supremacia desses gigantes gelatinosos seria apenas temporária.

Afinal, criaturas lentas, normalmente cegas e com uma estratégia de caça que exige contato direto com a presa não conseguiriam competir com peixes rápidos e de boa visão, certo?

Um grupo de pesquisadores acaba de mostrar que não é bem assim. Surpreendentemente, os invertebrados são excelentes predadores.

Em uma compilação de vários trabalhos, os cientistas -liderados por José Luiz Acuña, da Universidade de Oviedo, na Espanha- compararam dados como velocidade, padrão de deslocamento e potencial de caça das águas-vivas e de certos peixes comedores de plâncton (organismos minúsculos, como algas e larvas de animais, que boiam no mar).

Eles perceberam que, descontando as diferenças da composição química entre os bichos, águas-vivas e peixes como sardinhas têm taxas de crescimento e reprodução que são muito semelhantes.

“A habilidade competitiva de um predador depende não apenas da captura de presas e das taxas de ingestão mas também de quão eficiente a energia obtida se traduz no crescimento do corpo e aumento da população”, diz o estudo publicado na revista especializada “Science”.

Embora o corpão da água-viva desfavoreça seu deslocamento, ele aumenta as chances de contato com as presas, garantindo mais comida.

A estratégia de flutuar, em vez de perseguir vigorosamente a caça, também não é má ideia. Desse jeito, elas economizam muita energia. E vão, lentamente, transformando os oceanos.

Editora arte/folhapress

 

Fonte: Giuliana Miranda, São Paulo, Folha.com