16 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas descobrem espécie de peixe em que macho ‘pesca’ fêmea

Ornamento parecido com uma formiga é usado para atrair a parceira.
Fenômeno foi registrado em espécie de peixe tropical.

Peixes da espécie 'Corynopoma riisei' (Foto: Current Biology/Reprodução)

Peixes da espécie 'Corynopoma riisei' (Foto: Current Biology/Reprodução)

A técnica de usar um alimento como isca para atrair o peixe não é exclusiva dos pescadores humanos. Pesquisadores suecos descobriram uma espécie de peixe em que o macho usa uma isca como ornamento para atrair a fêmea para perto de si.

Corynopoma riisei é um peixe tropical, parente da piranha, que vive na água doce perto do Caribe, em países como Venezuela e Trinidad e Tobago. Dependendo da região em que ele vive, a alimentação muda um pouco, mas é sempre baseada em insetos – de larvas de moscas a besouros.

A equipe de Niclas Kolm, da Universidade de Uppsala, descobriu que os machos dessa espécie usam um ornamento parecido com uma formiga para atrair as fêmeas. Nos locais em que as formigas são mais apreciadas como um alimento, a técnica é mais usada e funciona melhor.

“É um exemplo natural de uma isca projetada para maximizar a chance de pegar um peixe”, afirmou Kolm. “Nesse caso, não se trata de qualquer peixe, no entanto. É um peixe do sexo oposto que a isca é feita para pegar”, explicou.

Para os pesquisadores, o estudo mostra ainda um bom exemplo de como os animais conseguem formas avançadas de comunicação entre si. Esse processo, segundo os autores, leva os animais a se diferenciarem, o que pode causar a separação suficiente para a criação de novas espécies.

 

Fonte: Globo Natureza


22 de março de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisa dá pistas sobre como ancestrais do homem se tornaram bípedes

Experimento com chimpanzés mostra que competição por alimentos pode ter forçado antepassados do homem a andar sobre duas pernas

Cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e da Universidade de Kyoto, no Japão, estudaram o comportamento de chimpanzés e a forma como eles competem entre si por recursos alimentares, a fim de entender por que os ancestrais do homem se tornaram bípedes. A pesquisa foi publicada no periódico Current Biology.

Os resultados sugerem que esses ancestrais passaram a se locomover sobre duas pernas, em vez de quatro, em situações e localidades em que eles precisavam monopolizar as fontes de alimentação, geralmente porque elas não se encontravam em abundância em seu habitat, e eles não podiam prever quando as teriam novamente. Ficar em pé sobre duas pernas permitia aos indivíduos carregar mais alimentos de cada vez, já que suas mãos ficavam livres.

Os antropólogos concluíram que os ancestrais mais antigos do homem podem ter vivido em constante mudança de condições ambientais, em que determinadas fontes de alimentos não eram sempre fáceis de encontrar. Se a competição por comida era forte, o costume de andar sobre duas pernas pode ter levado a mudanças anatômicas ao longo do tempo, já que indivíduos bípedes tinham mais vantagem sobre os outros quadrúpedes.

Para chegar a esses resultados, os cientistas fizeram uma série de experimentos em laboratórios ao ar livre, monitorando o comportamento de chimpanzés e determinando quando e por que eles recorriam ao andar bípede. Eles observaram que os animais tendiam a andar sobre duas pernas quando deparados com alimentos escassos, já que era possível carregar mais deles de uma só vez. Se a comida era abundante, eles agiam na maior parte das vezes como quadrúpedes.

Faltas de evidências fósseis deixam os pesquisadores em dúvida sobre quando exatamente os ancestrais humanos se tornaram bípedes. Acredita-se, porém, que isso aconteceu por conta de mudanças climáticas ocorridas em algum período da história, que reduziram as áreas de floresta e forçaram os animais a se movimentar por longas distâncias em terrenos abertos.

Chimpanzé anda sobre duas pernas durante experimento: vantagem em tempos de comida escassa

Chimpanzé anda sobre duas pernas durante experimento: vantagem em tempos de comida escassa (Universidade de Cambridge)

Fonte: Veja Ciência


10 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Oito orcas são avistadas no litoral de Santa Catarina

Pelo menos oito orcas foram avistadas no litoral de Santa Catarina nesta semana entre o litoral de Bombinhas, Norte de Florianópolis e a Ilha do Arvoredo. Os animais, conhecidos popularmente no cinema como “baleias-assassinas”, são na verdade da família dos golfinhos e surpreenderam os mergulhadores ao aparecer em uma região de águas quentes.

A tripulação da operadora Patadacobra, de Bombinhas, voltava de um mergulho na Ilha de Arvoredo quando avistou sete orcas próximo à praia. A fotógrafa e estudante de Biologia Vanuza Borges conseguiu registrar os animais que, ela imagina, sejam uma família. “Pelo tamanho da barbatana dorsal de uma delas, imaginamos que seja macho. Outros eram filhotes, o que nos pareceu ser uma família.”

Próximo a Ponta das Canas, no Norte da Ilha de Santa Catarina, mergulhadores de outra operadora, a Acquanauta, avistaram um outro exemplar de orca. Ela emergiu próximo ao barco e deixou a tripulação surpresa. O instrutor de mergulho Cristiano Santos disse que foi tão rápido que não deu para registrá-la em foto.

“Eu nunca tinha visto uma na minha vida. Ela é linda. Estava a 800 metros da orla da praia. Desligamos o barco, mas ela se assustou e fugiu.”

O instrutor imagina que a temperatura da água do mar, mais gelada que o normal, tenha atraído as orcas. Segundo ele, há pontos do litoral que já a 6 metros de profundidade a temperatura chega a 15ºC. Com águas de superfície em torno de 25ºC e 26ºC, o litoral catarinense costuma receber mais comumente as baleias franca. Mesmo assim, a ocorrência de orcas não é rara, garante a diretora do Projeto Baleia Franca Karina Groch.

“Elas são mais comuns na região Sudeste onde aparecem com frequência em busca de alimentos. Provavelmente não encontraram lá e vieram para cá.”

Em 2010, um grupo de pescadores que navegava entre as praias dos Ingleses e Santinho flagrou um grupo de cinco orcas.

Cuidados – A aproximação das embarcações deve respeitar uma Portaria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que determina as principais regras e cuidados:

- Para se aproximar, o motor da embarcação tem que ser desligado ou mantido em neutro a, pelo menos, 100 metros de distância.

- A embarcação nunca deve se colocar entre uma mãe e seu filhote.

- A aproximação tem que ser lateral, ou seja, não se pode cortar o caminho de um animal.

- Se o animal se afastar, não se pode persegui-lo.

- Para se afastar após uma aproximação, a embarcação só pode religar ou reengrenar o motor se os animais estiverem claramente visíveis, e a pelo menos 50 metros de distância.

Fonte: Diário Catarinense


16 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Leões de zoo em Londres ganham antecipadamente presentes de Natal

Caixas com carne dentro foram entregues a família de felinos nesta quinta.
O espécime macho de leão-asiático quase ‘devorou’ o embrulho.

Os leões-asiáticos (Panthera leo persica) do zoológico de Londres, no Reino Unido, receberam uma surpresa de Natal nesta quinta-feira (15). Caixas de presente foram colocadas na ala dos felinos, onde estão os leões Lucifer, a fêmea Abi e seus filhotes, Heidi e Indi.

Grandes pedaços de carne estavam dentro da caixa, o que não impediu os mamíferos selvagens de “despedaçarem” os embrulhos para conseguir chegar ao presente.

Apesar de levar a Ásia no nome, a espécie é encontrada predominantemente em diversos países da África. Entretanto, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), estes animais são considerados ameaçados de extinção.

leões na Inglaterra (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

A fêmea de leão-asiático Abi e os filhotes Heidi e Indi observam pacotes de presentes, com carne dentro, colocados em ala do zoológico de Londres, no Reino Unido. (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

Os filhotes tiveram um pouco de medo de se aproximar dos embrulhos. (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

Os filhotes tiveram um pouco de medo de se aproximar dos embrulhos. (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

Mas em compensação, o pai deles, o macho Lucifer, praticamente devorou a caixa de presente em busca da carne. (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

Mas em compensação, o pai deles, o macho Lucifer, praticamente devorou a caixa de presente em busca da carne. (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


29 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Pode faltar alimento para abastecer população mundial até 2050, diz ONU

Degradação do solo e de recursos hídricos ameaçam agricultura no planeta.
Relatório afirma que produção de alimentos tem que crescer rapidamente.

A rápida expansão populacional, a mudança climática e a degradação dos recursos hídricos e fundiários devem tornar o mundo mais vulnerável à insegurança alimentar, com o risco de não ser possível alimentar toda a população até 2050, disse a FAO (agência daONU para alimentação e agricultura) nesta segunda-feira (28).

Nas próximas quatro décadas a população mundial deve saltar de 7 para 9 bilhões de pessoas, e para alimentá-las seria preciso uma produção adicional de 1 bilhão de toneladas de cereais e 200 milhões de toneladas de carne por ano.

A introdução da agricultura intensiva nas últimas décadas ajudou a alimentar milhões de famintos, mas muitas vezes levou à degradação da terra e dos produtos hídricos, segundo a FAO.

“Esses sistemas em risco podem simplesmente não ser capazes de contribuir conforme o esperado para atender às demandas humanas até 2050″, disse o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf. “As consequências em termos de fome e pobreza são inaceitáveis. Ações paliativas precisam ser tomadas agora.”

Degradação do solo
Segundo o relatório, intitulado “Estado dos Recursos Hídricos e Fundiários do Mundo para a Alimentação e a Agricultura”, um quarto das terras aráveis do mundo está altamente degradada, 8% está moderadamente degradada, 36% ligeiramente degradada ou estável e apenas 10% apresentou alguma melhora.

A escassez de água também vem se agravando, devido a problemas de salinização e poluição dos lençóis freáticos e de degradação de rios, lagos e outros ecossistemas hídricos. O uso da terra para fins industriais e urbanos também agrava o problema alimentar mundial.

De acordo com a FAO, cerca de 1 bilhão de pessoas estão atualmente desnutridas, sendo 578 milhões na Ásia e 239 milhões na África Subsaariana. Nos países em desenvolvimento, mesmo que a produção agrícola dobre até 2050, 5% da população continuaria desnutrida (370 milhões de pessoas).

Para que a fome e a insegurança alimentar recuem, a produção de alimentos precisaria crescer num nível superior ao da população. Isso, acrescenta o relatório, teria de ocorrer principalmente nas áreas já utilizadas para a agricultura, com um uso mais intensivo e sustentável da terra e da água.

Seca no Rio Negro, em 2010, um dos principais afluentes do Rio Amazonas (Foto: Euzivaldo Queiroz/A Crítica/Reuters)

Seca no Rio Negro, em 2010, um dos principais afluentes do Rio Amazonas (Foto: Euzivaldo Queiroz/A Crítica/Reuters)

Fonte: Reuters


4 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas desvendam como morcego-vampiro sabe onde morder

Molécula especial indica localização de veias da vítima.
Variação em seres humanos ajuda a sentir gosto de pimenta.

Os vampiros dos filmes sabem que o pescoço é o melhor lugar para morder para conseguir o sangue de uma donzela indefesa. Mas como os seus parentes do mundo real, os morcegos-vampiros, fazem essa avaliação era um mistério para os cientistas. Agora, pesquisadores americanos descobriram que uma molécula especial encontrada nos nervos desses animais os ajuda a detectar o melhor lugar para morder suas presas.

Segundo o grupo da Universidade da Califórnia em São Francisco, a molécula se chama TRPV1 e é capaz de detectar variações mínimas de temperatura, como um minidetector infravermelho. Com isso, os animais sabem exatamente onde morder para acertar uma veia e liberar o sangue.

Uma variação da mesma molécula também é encontrada nos seres humanos: ela ajuda, por exemplo, a detectar o sabor de uma pimenta ou a identificar uma superfície que pode render uma queimadura.A descoberta foi publicada na revista especializada Nature nesta quarta-feira (3).

Morcego-vampiro estudado pelos pesquisadores  (Foto: Pascual Soriano )

Morcego-vampiro estudado pelos pesquisadores (Foto: Pascual Soriano )

Fonte: do G1, em São Paulo






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16 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas descobrem espécie de peixe em que macho ‘pesca’ fêmea

Ornamento parecido com uma formiga é usado para atrair a parceira.
Fenômeno foi registrado em espécie de peixe tropical.

Peixes da espécie 'Corynopoma riisei' (Foto: Current Biology/Reprodução)

Peixes da espécie 'Corynopoma riisei' (Foto: Current Biology/Reprodução)

A técnica de usar um alimento como isca para atrair o peixe não é exclusiva dos pescadores humanos. Pesquisadores suecos descobriram uma espécie de peixe em que o macho usa uma isca como ornamento para atrair a fêmea para perto de si.

Corynopoma riisei é um peixe tropical, parente da piranha, que vive na água doce perto do Caribe, em países como Venezuela e Trinidad e Tobago. Dependendo da região em que ele vive, a alimentação muda um pouco, mas é sempre baseada em insetos – de larvas de moscas a besouros.

A equipe de Niclas Kolm, da Universidade de Uppsala, descobriu que os machos dessa espécie usam um ornamento parecido com uma formiga para atrair as fêmeas. Nos locais em que as formigas são mais apreciadas como um alimento, a técnica é mais usada e funciona melhor.

“É um exemplo natural de uma isca projetada para maximizar a chance de pegar um peixe”, afirmou Kolm. “Nesse caso, não se trata de qualquer peixe, no entanto. É um peixe do sexo oposto que a isca é feita para pegar”, explicou.

Para os pesquisadores, o estudo mostra ainda um bom exemplo de como os animais conseguem formas avançadas de comunicação entre si. Esse processo, segundo os autores, leva os animais a se diferenciarem, o que pode causar a separação suficiente para a criação de novas espécies.

 

Fonte: Globo Natureza


22 de março de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisa dá pistas sobre como ancestrais do homem se tornaram bípedes

Experimento com chimpanzés mostra que competição por alimentos pode ter forçado antepassados do homem a andar sobre duas pernas

Cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e da Universidade de Kyoto, no Japão, estudaram o comportamento de chimpanzés e a forma como eles competem entre si por recursos alimentares, a fim de entender por que os ancestrais do homem se tornaram bípedes. A pesquisa foi publicada no periódico Current Biology.

Os resultados sugerem que esses ancestrais passaram a se locomover sobre duas pernas, em vez de quatro, em situações e localidades em que eles precisavam monopolizar as fontes de alimentação, geralmente porque elas não se encontravam em abundância em seu habitat, e eles não podiam prever quando as teriam novamente. Ficar em pé sobre duas pernas permitia aos indivíduos carregar mais alimentos de cada vez, já que suas mãos ficavam livres.

Os antropólogos concluíram que os ancestrais mais antigos do homem podem ter vivido em constante mudança de condições ambientais, em que determinadas fontes de alimentos não eram sempre fáceis de encontrar. Se a competição por comida era forte, o costume de andar sobre duas pernas pode ter levado a mudanças anatômicas ao longo do tempo, já que indivíduos bípedes tinham mais vantagem sobre os outros quadrúpedes.

Para chegar a esses resultados, os cientistas fizeram uma série de experimentos em laboratórios ao ar livre, monitorando o comportamento de chimpanzés e determinando quando e por que eles recorriam ao andar bípede. Eles observaram que os animais tendiam a andar sobre duas pernas quando deparados com alimentos escassos, já que era possível carregar mais deles de uma só vez. Se a comida era abundante, eles agiam na maior parte das vezes como quadrúpedes.

Faltas de evidências fósseis deixam os pesquisadores em dúvida sobre quando exatamente os ancestrais humanos se tornaram bípedes. Acredita-se, porém, que isso aconteceu por conta de mudanças climáticas ocorridas em algum período da história, que reduziram as áreas de floresta e forçaram os animais a se movimentar por longas distâncias em terrenos abertos.

Chimpanzé anda sobre duas pernas durante experimento: vantagem em tempos de comida escassa

Chimpanzé anda sobre duas pernas durante experimento: vantagem em tempos de comida escassa (Universidade de Cambridge)

Fonte: Veja Ciência


10 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Oito orcas são avistadas no litoral de Santa Catarina

Pelo menos oito orcas foram avistadas no litoral de Santa Catarina nesta semana entre o litoral de Bombinhas, Norte de Florianópolis e a Ilha do Arvoredo. Os animais, conhecidos popularmente no cinema como “baleias-assassinas”, são na verdade da família dos golfinhos e surpreenderam os mergulhadores ao aparecer em uma região de águas quentes.

A tripulação da operadora Patadacobra, de Bombinhas, voltava de um mergulho na Ilha de Arvoredo quando avistou sete orcas próximo à praia. A fotógrafa e estudante de Biologia Vanuza Borges conseguiu registrar os animais que, ela imagina, sejam uma família. “Pelo tamanho da barbatana dorsal de uma delas, imaginamos que seja macho. Outros eram filhotes, o que nos pareceu ser uma família.”

Próximo a Ponta das Canas, no Norte da Ilha de Santa Catarina, mergulhadores de outra operadora, a Acquanauta, avistaram um outro exemplar de orca. Ela emergiu próximo ao barco e deixou a tripulação surpresa. O instrutor de mergulho Cristiano Santos disse que foi tão rápido que não deu para registrá-la em foto.

“Eu nunca tinha visto uma na minha vida. Ela é linda. Estava a 800 metros da orla da praia. Desligamos o barco, mas ela se assustou e fugiu.”

O instrutor imagina que a temperatura da água do mar, mais gelada que o normal, tenha atraído as orcas. Segundo ele, há pontos do litoral que já a 6 metros de profundidade a temperatura chega a 15ºC. Com águas de superfície em torno de 25ºC e 26ºC, o litoral catarinense costuma receber mais comumente as baleias franca. Mesmo assim, a ocorrência de orcas não é rara, garante a diretora do Projeto Baleia Franca Karina Groch.

“Elas são mais comuns na região Sudeste onde aparecem com frequência em busca de alimentos. Provavelmente não encontraram lá e vieram para cá.”

Em 2010, um grupo de pescadores que navegava entre as praias dos Ingleses e Santinho flagrou um grupo de cinco orcas.

Cuidados – A aproximação das embarcações deve respeitar uma Portaria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que determina as principais regras e cuidados:

- Para se aproximar, o motor da embarcação tem que ser desligado ou mantido em neutro a, pelo menos, 100 metros de distância.

- A embarcação nunca deve se colocar entre uma mãe e seu filhote.

- A aproximação tem que ser lateral, ou seja, não se pode cortar o caminho de um animal.

- Se o animal se afastar, não se pode persegui-lo.

- Para se afastar após uma aproximação, a embarcação só pode religar ou reengrenar o motor se os animais estiverem claramente visíveis, e a pelo menos 50 metros de distância.

Fonte: Diário Catarinense


16 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Leões de zoo em Londres ganham antecipadamente presentes de Natal

Caixas com carne dentro foram entregues a família de felinos nesta quinta.
O espécime macho de leão-asiático quase ‘devorou’ o embrulho.

Os leões-asiáticos (Panthera leo persica) do zoológico de Londres, no Reino Unido, receberam uma surpresa de Natal nesta quinta-feira (15). Caixas de presente foram colocadas na ala dos felinos, onde estão os leões Lucifer, a fêmea Abi e seus filhotes, Heidi e Indi.

Grandes pedaços de carne estavam dentro da caixa, o que não impediu os mamíferos selvagens de “despedaçarem” os embrulhos para conseguir chegar ao presente.

Apesar de levar a Ásia no nome, a espécie é encontrada predominantemente em diversos países da África. Entretanto, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), estes animais são considerados ameaçados de extinção.

leões na Inglaterra (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

A fêmea de leão-asiático Abi e os filhotes Heidi e Indi observam pacotes de presentes, com carne dentro, colocados em ala do zoológico de Londres, no Reino Unido. (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

Os filhotes tiveram um pouco de medo de se aproximar dos embrulhos. (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

Os filhotes tiveram um pouco de medo de se aproximar dos embrulhos. (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

Mas em compensação, o pai deles, o macho Lucifer, praticamente devorou a caixa de presente em busca da carne. (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

Mas em compensação, o pai deles, o macho Lucifer, praticamente devorou a caixa de presente em busca da carne. (Foto: Kirsty Wigglesworth/AP)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


29 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Pode faltar alimento para abastecer população mundial até 2050, diz ONU

Degradação do solo e de recursos hídricos ameaçam agricultura no planeta.
Relatório afirma que produção de alimentos tem que crescer rapidamente.

A rápida expansão populacional, a mudança climática e a degradação dos recursos hídricos e fundiários devem tornar o mundo mais vulnerável à insegurança alimentar, com o risco de não ser possível alimentar toda a população até 2050, disse a FAO (agência daONU para alimentação e agricultura) nesta segunda-feira (28).

Nas próximas quatro décadas a população mundial deve saltar de 7 para 9 bilhões de pessoas, e para alimentá-las seria preciso uma produção adicional de 1 bilhão de toneladas de cereais e 200 milhões de toneladas de carne por ano.

A introdução da agricultura intensiva nas últimas décadas ajudou a alimentar milhões de famintos, mas muitas vezes levou à degradação da terra e dos produtos hídricos, segundo a FAO.

“Esses sistemas em risco podem simplesmente não ser capazes de contribuir conforme o esperado para atender às demandas humanas até 2050″, disse o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf. “As consequências em termos de fome e pobreza são inaceitáveis. Ações paliativas precisam ser tomadas agora.”

Degradação do solo
Segundo o relatório, intitulado “Estado dos Recursos Hídricos e Fundiários do Mundo para a Alimentação e a Agricultura”, um quarto das terras aráveis do mundo está altamente degradada, 8% está moderadamente degradada, 36% ligeiramente degradada ou estável e apenas 10% apresentou alguma melhora.

A escassez de água também vem se agravando, devido a problemas de salinização e poluição dos lençóis freáticos e de degradação de rios, lagos e outros ecossistemas hídricos. O uso da terra para fins industriais e urbanos também agrava o problema alimentar mundial.

De acordo com a FAO, cerca de 1 bilhão de pessoas estão atualmente desnutridas, sendo 578 milhões na Ásia e 239 milhões na África Subsaariana. Nos países em desenvolvimento, mesmo que a produção agrícola dobre até 2050, 5% da população continuaria desnutrida (370 milhões de pessoas).

Para que a fome e a insegurança alimentar recuem, a produção de alimentos precisaria crescer num nível superior ao da população. Isso, acrescenta o relatório, teria de ocorrer principalmente nas áreas já utilizadas para a agricultura, com um uso mais intensivo e sustentável da terra e da água.

Seca no Rio Negro, em 2010, um dos principais afluentes do Rio Amazonas (Foto: Euzivaldo Queiroz/A Crítica/Reuters)

Seca no Rio Negro, em 2010, um dos principais afluentes do Rio Amazonas (Foto: Euzivaldo Queiroz/A Crítica/Reuters)

Fonte: Reuters


4 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas desvendam como morcego-vampiro sabe onde morder

Molécula especial indica localização de veias da vítima.
Variação em seres humanos ajuda a sentir gosto de pimenta.

Os vampiros dos filmes sabem que o pescoço é o melhor lugar para morder para conseguir o sangue de uma donzela indefesa. Mas como os seus parentes do mundo real, os morcegos-vampiros, fazem essa avaliação era um mistério para os cientistas. Agora, pesquisadores americanos descobriram que uma molécula especial encontrada nos nervos desses animais os ajuda a detectar o melhor lugar para morder suas presas.

Segundo o grupo da Universidade da Califórnia em São Francisco, a molécula se chama TRPV1 e é capaz de detectar variações mínimas de temperatura, como um minidetector infravermelho. Com isso, os animais sabem exatamente onde morder para acertar uma veia e liberar o sangue.

Uma variação da mesma molécula também é encontrada nos seres humanos: ela ajuda, por exemplo, a detectar o sabor de uma pimenta ou a identificar uma superfície que pode render uma queimadura.A descoberta foi publicada na revista especializada Nature nesta quarta-feira (3).

Morcego-vampiro estudado pelos pesquisadores  (Foto: Pascual Soriano )

Morcego-vampiro estudado pelos pesquisadores (Foto: Pascual Soriano )

Fonte: do G1, em São Paulo