20 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Brasil ignora cientistas em debates importantes, diz presidente da SBPC

Após reduzir em 22% os recursos federais para a ciência no país, o governo brasileiro tem sido criticado pelo “tiro no pé”. Mesmo com o Brasil tendo atingido a 13ª posição na produção científica mundial, o governo erra ao ignorar o que a ciência nacional tem a dizer em debates públicos sobre temas de grande importância, como o novo Código Florestal ou a Rio+20, afirma a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e biomédica Helena Nader.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Helena afirmou que o Brasil precisa ter mais pesquisa e desenvolvimento nas empresas. “As empresas multinacionais quase não fazem ciência, diferentemente do que acontece na Índia e na China”, diz. Questionada sobre a justificativa dada pelas empresas como a falta de mão de obra para fazer pesquisas no Brasil, a biomédica contesta: “Nós não existíamos como ciência pesada há 20 anos! (…) E não adianta dizer que os cientistas das universidades são voltados à ciência básica e não à ciência aplicada porque essa polarização é fictícia. As duas formas de pesquisa se completam”. Segundo ela, os cientistas não são ouvidos pelo governo porque ainda não têm uma “bancada de cientistas” no Congresso, como têm os ruralistas. “Nós temos uma proposta para o Código Florestal, assim como temos um material que levaremos para discussão na Rio+20. Deveríamos ser mais ouvidos”, afirma.

Fonte: Portal Terra


31 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Código Florestal na Câmara teve emoção acima da razão, diz ministro

Luiz Sérgio diz que projeto, aprovado na Câmara, debateu ‘pouco conteúdo’.
Ministro participou de encontro com a bancada do PT no Senado.

O ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, disse nesta segunda-feira (30), após participar de reunião entre a bancada do PT no Senado e a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que a votação do Código Florestal na Câmara foi uma disputa que teve o “calor emocional acima da razão”. “A articulação política sempre vai ser a expressão do que estamos vivendo. E o momento [do Código Florestal na Câmara] foi de uma disputa que teve um calor emocional acima da razão”, respondeu o ministro ao ser questionado sobre queixas em torno da negociação do governo com a base aliada na Câmara.

“Foi um debate em que se debateu pouco conteúdo e, infelizmente, ficou em cima de questões emocionais”, completou Luiz Sérgio ao deixar o encontro com os parlamentares.

No Senado, a bancada do PT convidou a ministra do Meio Ambiente para discutir os principais pontos do Código Florestal, aprovado na Câmara na semana passada. Segundo o senador Jorge Viana (AC), a ministra disse que existem 11 pontos problemáticos no projeto, mas que, dependendo de negociação, poderiam ser reduzidos a cinco.

Ainda segundo Viana, Dilma reconheceu, durante encontro com a bancada na semana passada, que o governo “atrasado” na negociação do Código Florestal na Câmara e que quer recuperar o tempo no Senado.

O novo Código Florestal foi aprovado na madrugada de quarta-feira (25) na Câmara com alguns pontos polêmicos, que causaram divergências entre deputados governistas, da base de sustentação do governo e da oposição. O principal ponto de discórdia foi uma emenda (164) que divide entre União e estados a responsabilidade de criar regras sobre a produção agrícola em áreas de preservação permanente (APPs) já ocupadas.

“É um consenso que a emenda 164 é o maior problema do texto do Código Florestal”, disse Viana.
O projeto, que agora será analisado no Senado, poderá voltar à Câmara se houver alteração no texto. Caso contrário, o Código vai à sanção da presidente, que tem a prerrogativa de vetar o texto parcial ou integralmente.

Para garantir a vitória do governo na aprovação do Código do Senado, a presidente decidiu entrar diretamente nas negociações, antes a cargo do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, segundo informações da assessoria de imprensa da Presidência da República. Dilma vai se reunir semanalmente com senadores de diferentes partidos para tratar da proposta que altera a legislação ambiental.

Nesta quarta-feira, a presidente receberá a bancada do PMDB.

Fonte:Robson Bonin, G1, em Brasília.






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20 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Brasil ignora cientistas em debates importantes, diz presidente da SBPC

Após reduzir em 22% os recursos federais para a ciência no país, o governo brasileiro tem sido criticado pelo “tiro no pé”. Mesmo com o Brasil tendo atingido a 13ª posição na produção científica mundial, o governo erra ao ignorar o que a ciência nacional tem a dizer em debates públicos sobre temas de grande importância, como o novo Código Florestal ou a Rio+20, afirma a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e biomédica Helena Nader.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Helena afirmou que o Brasil precisa ter mais pesquisa e desenvolvimento nas empresas. “As empresas multinacionais quase não fazem ciência, diferentemente do que acontece na Índia e na China”, diz. Questionada sobre a justificativa dada pelas empresas como a falta de mão de obra para fazer pesquisas no Brasil, a biomédica contesta: “Nós não existíamos como ciência pesada há 20 anos! (…) E não adianta dizer que os cientistas das universidades são voltados à ciência básica e não à ciência aplicada porque essa polarização é fictícia. As duas formas de pesquisa se completam”. Segundo ela, os cientistas não são ouvidos pelo governo porque ainda não têm uma “bancada de cientistas” no Congresso, como têm os ruralistas. “Nós temos uma proposta para o Código Florestal, assim como temos um material que levaremos para discussão na Rio+20. Deveríamos ser mais ouvidos”, afirma.

Fonte: Portal Terra


31 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Código Florestal na Câmara teve emoção acima da razão, diz ministro

Luiz Sérgio diz que projeto, aprovado na Câmara, debateu ‘pouco conteúdo’.
Ministro participou de encontro com a bancada do PT no Senado.

O ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, disse nesta segunda-feira (30), após participar de reunião entre a bancada do PT no Senado e a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que a votação do Código Florestal na Câmara foi uma disputa que teve o “calor emocional acima da razão”. “A articulação política sempre vai ser a expressão do que estamos vivendo. E o momento [do Código Florestal na Câmara] foi de uma disputa que teve um calor emocional acima da razão”, respondeu o ministro ao ser questionado sobre queixas em torno da negociação do governo com a base aliada na Câmara.

“Foi um debate em que se debateu pouco conteúdo e, infelizmente, ficou em cima de questões emocionais”, completou Luiz Sérgio ao deixar o encontro com os parlamentares.

No Senado, a bancada do PT convidou a ministra do Meio Ambiente para discutir os principais pontos do Código Florestal, aprovado na Câmara na semana passada. Segundo o senador Jorge Viana (AC), a ministra disse que existem 11 pontos problemáticos no projeto, mas que, dependendo de negociação, poderiam ser reduzidos a cinco.

Ainda segundo Viana, Dilma reconheceu, durante encontro com a bancada na semana passada, que o governo “atrasado” na negociação do Código Florestal na Câmara e que quer recuperar o tempo no Senado.

O novo Código Florestal foi aprovado na madrugada de quarta-feira (25) na Câmara com alguns pontos polêmicos, que causaram divergências entre deputados governistas, da base de sustentação do governo e da oposição. O principal ponto de discórdia foi uma emenda (164) que divide entre União e estados a responsabilidade de criar regras sobre a produção agrícola em áreas de preservação permanente (APPs) já ocupadas.

“É um consenso que a emenda 164 é o maior problema do texto do Código Florestal”, disse Viana.
O projeto, que agora será analisado no Senado, poderá voltar à Câmara se houver alteração no texto. Caso contrário, o Código vai à sanção da presidente, que tem a prerrogativa de vetar o texto parcial ou integralmente.

Para garantir a vitória do governo na aprovação do Código do Senado, a presidente decidiu entrar diretamente nas negociações, antes a cargo do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, segundo informações da assessoria de imprensa da Presidência da República. Dilma vai se reunir semanalmente com senadores de diferentes partidos para tratar da proposta que altera a legislação ambiental.

Nesta quarta-feira, a presidente receberá a bancada do PMDB.

Fonte:Robson Bonin, G1, em Brasília.