12 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Cinco peixes-boi serão devolvidos à natureza em Maraã, no Amazonas

Eles ficaram presos em redes de pesca ou foram apreendidos por fiscais.
No interior do estado, ainda são comuns os registros de caça do peixe-boi.

Animal será devolvido à natureza (Foto: Carolina Oliveira/Instituto Mamirauá)

Animais serão devolvido à natureza em Marãa (Foto: Carolina Oliveira/Instituto Mamirauá)

No dia 11 de agosto, cinco peixes-boi amazônicos serão devolvidos à natureza na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, na região do município de Maraã, noroeste do Amazonas. Os animais passaram por processo de readaptação à vida silvestre no Centro de Reabilitação de Peixes-Boi Amazônicos de Base Comunitária. Outros dois animais ainda permanecerão sob os cuidados do Centro.

Os peixes-boi chegaram ao Centro de Reabilitação com apenas alguns dias de vida. Dentre os que serão soltos, o mais velho tem quatro anos e o mais novo, dois. Dos cinco peixes-boi que serão soltos, três ficaram presos acidentalmente em redes de pesca e foram entregues à equipe do Centro de Reabilitação pelos próprios pescadores; os outros dois foram apreendidos por agentes ambientais e entregues aos cuidados do Centro.

Segundo Miriam Marmontel, coordenadora do Grupo de Pesquisas em Mamíferos Aquáticos Amazônicos, peixes-boi criados em cativeiro deixam de aprender informações necessárias à vida selvagem. Por isso, os peixes-boi liberados serão monitorados em vida livre, por meio de sinais de rádio emitidos por um aparelho que será adaptado às caudas dos animais.

“Temos que acompanhá-los após a soltura para saber se o nosso trabalho de reabilitação foi bem sucedido. Esses animais certamente são mais vulneráveis à caça do que os que nasceram e foram criados pela mãe, na natureza, pois ela repassa ao filhote informações como rotas de migração, lugares onde se alimentar e como fugir de um pescador. Existe um risco, mas esses animais terão que enfrentá-lo”, disse a pesquisadora.

Ameaça à espécie
No interior do estado, ainda são comuns os registros de caça de subsistência do peixe-boi. As fêmeas adultas, maiores que os machos, são o principal alvo dos caçadores. Sem os cuidados maternos, os filhotes de peixe-boi dificilmente sobrevivem na natureza.

Um dos fatores de ameaça aos filhotes órfãos de peixes-boi são as redes de pesca. Ao ficar preso a uma rede, o filhote pode morrer afogado – como são mamíferos, os peixes-boi precisam vir à superfície para respirar, em intervalos de aproximadamente dois minutos.

Cuidados especiais
De acordo com Miriam Marmontel, o peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis) requer atenção especial da comunidade científica, o que se explica pelo histórico de exploração da espécie. Há registros de caça comercial de peixe-boi desde o século XVII. O auge da procura comercial da espécie ocorreu entre o século XIX e meados do XX, período em que milhares de animais foram mortos por causa da utilização de seu couro para a fabricação de correias e de sua banha para iluminação pública.

Hoje a espécie é considerada vulnerável à extinção. Mais de 100 peixes-boi amazônicos são mantidos em cativeiro, em centros de reabilitação nas regiões metropolitanas de Manaus eBelém, na Reserva Amanã.

O trabalho nos centros de reabilitação de peixe-boi amazônico pode evitar o que já aconteceu a outras espécies de mamíferos aquáticos. Em 2007, o baiji (Lipotes vexillifer), golfinho que habitava o rio Yang-tsé, na China, foi declarado extinto. Devido à caça predatória, em 1768 a vaca marinha (Hydrodamalis gigas) foi declarada extinta, 27 anos após ter sido descoberta.

 

Erê foi o primeiro peixe-boi nascido em cativeiro no Inpa, no AM (Foto: Divulgação/Inpa)

Caça de subsistência ameaça espécie no interior do Amazonas (Foto: Divulgação/Inpa)

Fonte: Globo Natureza


5 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Mercúrio: Liberação no Amazonas preocupa cientistas

A resolução de nº 011/2012 – da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS) do Governo do Estado do Amazonas que libera o uso do mercúrio na separação do ouro na região – abriu uma onda de preocupação na comunidade científica diante dos impactos negativos do produto no meio ambiente, nos rios, em peixes e em seres humanos.

A normativa foi publicada em 15 de junho pelo governo do Amazonas, via Conselho Estadual de Meio Ambiente, em plena realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, sob a alegação da ausência de outras tecnologias economicamente viáveis para substituir o mercúrio na separação do metal precioso e do impacto socioeconômico dessa atividade na região.

 

Reconhecendo os riscos do uso do mercúrio, o governo do Amazonas estabelece regras rígidas na Resolução em uma tentativa de suavizar as consequências. Cientistas, porém, consideram as regras insuficientes para eliminar os danos do produto tanto na natureza e na fauna aquática, quanto na saúde dos trabalhadores e da população em geral.

 

Considerando surpreendente a liberação do mercúrio na Amazônia, a pesquisadora Neuma Solange de Resende, do Programa de Engenharia da Química da Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que esperava medidas para eliminar o uso do produto, a fim de atender às recomendações mundiais, e reduzir a ilegalidade na extração do ouro. Na Bacia do Rio Tapajós, por exemplo, estudos revelam que 99% dos garimpeiros trabalham sem as licenças ambientais e de mineração exigidas por lei.

 

“A liberação do mercúrio no Brasil é espantosa”, destaca a pesquisadora, uma das representantes do País na reunião bianual sobre mercúrio como poluidor mundial, evento que no ano passado foi realizado em Halifax, no Canadá.

 

Neuma alerta que a Amazônia já é uma região “absurdamente castigada” pelo mercúrio, exatamente por concentrar a maior parte da atividade mineradora do País. “Em algumas comunidades, próximas a garimpos, onde os níveis de poluição ambiental são assustadores, é enorme o número de pessoas contaminadas, sem tratamento adequado”, alerta pesquisadora.

 

Conforme entende Neuma, um dos graves problemas do mercúrio é o poder de contaminação no ambiente. Nos rios, os peixes são contaminados e ao consumi-los, o homem pode ser mortalmente intoxicado. “Se ocorre uma contaminação por mercúrio aí [em São Paulo] em algum momento sentirei o efeito aqui [no Rio de Janeiro]. Por ser volátil à temperatura ambiente, o produto se desloca por todas as redes que se possa imaginar: por correntes marítimas, fluviais, aéreas e terrestres. Por isso tratamos o mercúrio como um poluidor global”, exemplifica a pesquisadora da Coppe.

 

Outro lado - Embora reconheça o teor polêmico da questão, o secretário do Estado de Mineração do Amazonas, Daniel Nava, disse que o uso de mercúrio nos garimpos é a única alternativa viável no momento. “Ainda não temos uma tecnologia que venha substituir o mercúrio nessa atividade”, respondeu ele ao Jornal da Ciência.

 

Consultado, o vice-presidente da Cooperativa dos Garimpeiros do Rio Madeira, em Porto Velho (RO), Ariosmar Weis, disse desconhecer outras tecnologias disponíveis no mercado utilizadas na separação do ouro, além do mercúrio e do equipamento cadinho, que é liberado pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

 

Segundo Weis, o recipiente cadinho é a tecnologia “que temos” hoje no mercado. “É uma tecnologia moderna e não poluente”, disse. O dirigente da cooperativa aguardava a publicação da Resolução nº 011/2012, que libera o uso do mercúrio na separação do ouro em garimpos no Amazonas, para “dar continuidade aos trabalhos” nos garimpos.

 

Rigor da Resolução - Nava afirmou, entretanto, que a Resolução 011/2012 é rigorosa e exige cuidados das cooperativas nos garimpos. A norma estabelece, por exemplo, que os garimpeiros retenham todo o mercúrio utilizado no procedimento de separação do ouro e que usem os chamados cadinhos, recipientes resistentes à alta temperatura utilizados no processo de amalgamação (que mantém o ouro líquido e o mercúrio é evaporado ao ambiente), exigidos desde 2005 na atividade mineradora. As indicações são de que os cadinhos seguram a emissão do mercúrio e reduzem seu impacto no meio ambiente.

 

Ao explicar o funcionamento desses equipamentos, a pesquisadora da Coppe disse que além do cadinho, há uma retorta que permite a recuperação do mercúrio gasoso resultado do aquecimento da amalgama no processo de separação do metal precioso. Nesse caso, ela explica que a amalgama de mercúrio e ouro é aquecida o que faz com que esses sejam separados no cadinho – recoberto por uma retorta. No aquecimento do cadinho, o mercúrio evapora e fica o ouro no recipiente. Dessa forma, o mercúrio gasoso é recuperado através da retorta que o canaliza para um recipiente onde ele condensa novamente.

 

A pesquisadora da Coppe destaca, porém, que tal procedimento é insuficiente para minimizar o impacto da emissão do mercúrio no meio ambiente e na contaminação dos rios. “Falta informação e conscientização dos garimpeiros no uso de equipamentos adequados”, disse Neuma, referindo-se ao uso de tecnologias mais limpas do que o mercúrio na separação de metais preciosos.

 

Substituição do mercúrio - A Resolução 011/2012 exige também, segundo o secretário do Estado de Mineração do Amazonas, a substituição progressiva do mercúrio na separação do ouro. Nesse caso, Nava acrescenta que o governo estuda parcerias com a Secretaria do Estado de Mineração, com o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e outros órgãos para buscar alternativas que substituam tanto o mercúrio, na separação do ouro, como outros produtos nocivos à saúde do trabalhador.

 

A intenção, segundo Nava, é começar os trabalhos de pesquisa pelo Rio Madeira, o qual será inserido no Programa Nacional de Qualidade de Água pela primeira vez. Conforme lembra Nava, a atividade de garimpos no Amazonas, particularmente no Rio Madeira, remonta há 50 anos, mais ou menos. Até agora, porém, não há um levantamento histórico sobre a questão da exploração dessa atividade nesse rio. “Queremos recuperar um pouco a história da produção do ouro e da qualidade de água”, afirma Nava, sem destacar os investimentos em pesquisa.

 

“Nossa expectativa é de que os primeiros resultados dos investimentos da pesquisa sejam apresentados no fim de 2013 e que sejam inseridos em alguns capítulos do Plano Estadual de Recursos Hídricos, a ser enviado à Assembleia Legislativa no primeiro trimestre de 2014″, informou. O objetivo é “salvaguardar” todos os cuidados previstos na Resolução 011/2012 para que sejam utilizados em qualquer tipo de licenciamento no estado do Amazonas futuramente.

 

Nava destaca a representatividade socioeconômica do ouro na região, principalmente quando as águas do Rio Madeira estão mais baixas, período em que quase quatro mil famílias com pequenas balsas são atraídas pelo extrativismo do ouro.

 

Produção de mercúrio - Conforme a pesquisadora da Coppe, o garimpo é o principal consumidor de mercúrio do mundo, responsável por 30% de todo mercúrio usado nas diferentes aplicações industriais. “Estima-se que sejam despejadas 1,4 mil toneladas anuais de mercúrio no planeta”, acrescenta o brasileiro Marcello M. Veiga, professor da University of British Columbia, do Norman B. Keevil Institute of Mining Engineering, situado em Vancouver, no Canadá.

 

A quantidade de mercúrio utilizada no processo de amalgamação é proporcionalmente maior do que a quantidade de ouro extraído. Para cada tonelada de ouro, segundo Neuma, são utilizadas aproximadamente três toneladas de mercúrio, quantidade que se soma ao volume jorrado naturalmente no planeta Terra por fontes naturais, como vulcões.

 

Produção de ouro - Estima-se que no Brasil a mineração artesanal e em pequena escala produz cerca de seis toneladas de ouro por ano, gerando 200 mil empregos. Enquanto no mundo, em mais de 70 países, a mineração em pequena escala e os garimpos artesanais empregam 15 milhões de pessoas, responsáveis por cerca de 350 toneladas de ouro por ano.

 

“Como o mercúrio é bem mais barato não há preocupação na recuperação do produto. E não há como o ser humano se proteger do mercúrio”, lamenta a pesquisadora.

 

Panorama mundial - Além do Brasil, o uso do mercúrio em garimpos é proibido também na Indonésia e Guiana Francesa (França). Os demais países não possuem uma legislação específica. Existem, porém, legislação nos Estados Unidos e Europa, onde há uma pressão forte para cortar o fornecimento do mercúrio, proibir tanto a comercialização quanto a fabricação. Mesmo assim, a Holanda é o maior fabricante de mercúrio mundo.

 

Fonte: Viviane Monteiro – Jornal da Ciência


16 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Filhote de lontra é resgatado em rodovia no Amazonas

Filhote de lontra foi resgatado na tarde deste sábado (14). (Foto: Divulgação/Batalhão Ambiental)

Filhote de lontra foi resgatado na tarde deste sábado (14). (Foto: Divulgação/Batalhão Ambiental)

 

O Batalhão de Polícia Ambiental do Amazonas (PMAM) resgatou, no fim da manhã deste sábado (14), um filho de lontra no sítio Cristal, no km 5 do ramal Água Branca 1, situado no km 32 da rodovia AM 010, estrada que liga Manaus ao município de Itacoatiara, situado a 176 Km da capital.

Segundo o soldado do Batalhão Ambiental, Osiney Marques, “a mãe do animal foi encontrava morta, por causa desconhecida. A família do sítio encontrou o filhote e acionou a equipe do batalhão”.

De acordo com informações do cabo do Batalhão Ambiental, Amós Soares Teixeira, o resgate ocorreu por meio da ligação de morador da área, que encontrou o animal nas proximidades do sítio. Ainda segundo o cabo, o animal estava sem ferimentos e não apresenta sinais de maus tratos.

“Geralmente, as pessoas acham o animal separado da mãe e ligam para o nosso batalhão. Na maioria dos casos, vemos que o animal não tem acesso às pessoas. Não é um animal domesticado e, após o resgate, fazemos o encaminhamento para que ele possa ser cuidado e, depois, achar o próprio bando”, disse o cabo Amós.

O filhote de lontra foi encaminhado à Reserva Ecológica Sauim Castanheira, localizada da BR 319, km 1, Distrito Industrial, Zona Sul de Manaus.

Fonte: G1


14 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Batalhão Ambiental apreende caminhão com madeira no AM

O Batalhão de Policiamento Ambiental apreendeu dez metros cúbicos de madeira na madrugada desta sexta-feira (13) em Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus). A madeira era transportada em um caminhão.

Os policiais interceptaram a carga no bairro Terra Preta durante uma fiscalização de rotina. Segundo o Batalhão, o motorista do caminhão não informou para onde levaria o material.

O motorista será encaminhado ao Batalhão Ambiental em Manaus para prestar esclarecimentos. De acordo com o Artigo 46 da Lei de Crimes Ambientais, é proibido receber ou adquirir, para fins comerciais ou industriais, madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem exigir a exibição de licença do vendedor, autorizada, e sem munir-se da via que deverá acompanhar o produto até final beneficiamento. A legislação prevê pena de detenção, de seis meses a um ano, e multa.

O mesmo artigo também enquadra quem vende, expõe à venda, tem em depósito, transporta ou guarda madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem licença válida para todo o tempo da viagem ou do armazenamento, autorizada.

De acordo com o cabo Waldisney Lima da Silvam, Manacapuru está entre os municípios do Amazonas com altos índices de crimes ambientais.

Fonte: Portal Amazônia


7 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Cerca de 92% dos lixões no Amazonas são a céu aberto

Municípios têm que apresentar projeto de aterro sanitário até agosto de 2012.
Medida é uma exigência de lei que institui política nacional de resíduos sólidos.

Catadores de lixo temem fim dos lixões  (Foto: Alexandre Durão/G1)

Lei obriga cidades a apresentar Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (Foto: Alexandre Durão/G1)

Dados da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS) apontam que cerca de 92% dos lixões dos 62 municípios do Amazonas são a céu aberto. A informação é do secretário executivo adjunto de compensações ambientais da SDS, Adailton Alves. Segundo ele, o órgão realiza há três anos um levantamento para diagnosticar a situação de resíduos sólidos em todo o estado. O resultado parcial desse estudo será divulgado no III Fórum Permanente das Secretarias Municipais de Meio Ambiente do Estado do Amazonas (III Fopes-AM).

Para reverter este cenário, o governo está desenvolvendo estudos para cumprir a Lei Federal 12.305 que obriga as cidades brasileiras a apresentar o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) até agosto de 2012 e construir aterros sanitários até agosto de 2014, visando o mundial de futebol.

A medida faz parte do Programa de Apoio a Elaboração dos Planos Municipais de Saneamento e de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos dos Municípios do Estado do Amazonas 9 Plansan), que contempla também, a criação específica do Plano de Saneamento Básico.

O secretário destacou que a importância do Plano de Saneamento Básico está na sua formação que envolve quatro itens: abastecimento de água, tratamento de águas fluviais, além de tratamento de esgoto e saneamento básico. “Cada prefeitura terá seu próprio programa de saneamento” observou.

As ações do governo do Amazonas para atender às medias, segundo Alves, que visam a Copa de 2014 iniciaram com a realização de um seminário na Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), em março deste ano. Uma das demandas do evento foi a assinatura de um convênio entra a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) e a Associação Amazonense de Municípios (AAM).

Com a parceria, as prefeituras do interior vão receber o aporte de R$ 1 milhão para custear a execução dos PMGIRS até agosto de 2012.

Fonte: Alan Chaves, G1, AM

 


22 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Vítima de caça, filhote de peixe-boi é resgatado de cativeiro no Amazonas

Um filhote de peixe-boi, com aproximadamente um mês de vida, foi resgatado por policiais após ser encontrado mantido em cativeiro na cidade de Manacapuru, no interior do Amazonas.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), sediado em Manaus, o animal foi encontrado nesta quarta-feira (20) e foi vítima de caça ilegal. O peixe-boi é uma fêmea e estava na comunidade São Sebastião, um bairro da zona rural de Manacapuru, a 68 km de distância da capital amazonense. Segundo o iInpa, é o 10º filhote resgatado desde janeiro no estado e apresentava sinais de maus-tratos. A pesca do peixe-boi é ilegal e está sujeita à prisão.

O filhote foi encaminhado ao laboratório de mamíferos aquáticos do instituto, onde recebeu alimentação de técnicos e passará por tratamento médico.

Filhote de peixe-boi resgatada por policiais de cativeiro clandestino no interior do Amazonas (Foto: Fernanda Farias/Inpa)

Filhote de peixe-boi fêmea resgatado por policiais de cativeiro clandestino no interior do Amazonas (Foto: Fernanda Farias/Inpa)

Resgate
No último dia 15, um outro filhote foi encontrado na mesma região por policiais e agentes da Associação Amigos do peixe-boi (Ampa).

Segundo a organização ambiental que trabalha contra a caça ilegal da espécie, o período considerado crítico para estes mamíferos está próximo de começar, devido à seca nos rios do Amazonas. Entre agosto e dezembro, a redução do nível da água expõe o peixe-boi, facilitando a pesca. Os trabalhos de prevenção contra este crime ambiental serão reforçados na região.

Ameaçado de extinção, a carne do animal é utilizada para a culinária local. O prato Mixira, palavra na língua indígena para mistura, pode ser encontrado de maneira clandestina em mercados populares da capital e das cidades do interior.

Fonte: Globo Natureza


7 de agosto de 2009 | nenhum comentário »

Com doação de empresário, onça apreendida no AM vai ganhar lar

A onça-parda Shiva, que foi notícia neste portal porque desde pequena vive de forma provisória no centro de triagem animais silvestres do Ibama em Manaus vai finalmente ganhar um lugar definitivo para viver.

Shiva, um macho de dois anos e meio, não pode ser devolvido à natureza porque foi encontrado sem a mãe ainda filhote e nunca aprendeu a caçar. Ao mesmo tempo, como por lei só pode viver em criadouros autorizados, até agora o órgão ambiental não havia conseguido dar uma destinação ao animal, pois seu transporte e manutenção são muito caros. Por isso, há mais de dois anos está num recinto de alvenaria em Manaus, à espera de acomodação.

Após ler a reportagem do Globo Amazônia, um empresário de São Paulo decidiu financiar a construção de um recinto de cem metros quadrados para Shiva no criadouro conservacionista Nex,  ONG que cuida de outros dez felinos selvagens em Corumbá de Goiás (GO), a cerca de 80 km de Brasília.

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“Atualmente abrigamos dez onças – seis pintadas e quatro suçuaranas – duas jaguatiricas e um gato-maracajá. Gostaríamos de receber todos os felinos, mas priorizamos aqueles que estejam há mais tempo submetidos a situações extremas, que mal têm espaço para se movimentar, que estejam passando privações alimentares e outras barbaridades das quais somos testemunhas”, explica a presidente do Nex, Cristina Gianni. “Assim também é o caso do Shiva, a onça que iremos receber em pouco tempo”.

“Tive um contato pessoal com Shiva em janeiro. Nunca vou esquecer que ele colocou a pata para fora das grades, no meu ombro, como se dissesse: ‘me leva, me tira daqui!’ Ele é manso, dócil, extremamente humanizado e completamente indefeso”, relata Cristina. “Na época, não tínhamos um recinto pronto para recebê-lo e isso me deixou triste, conservando sempre a lembrança daquele apelo. Mas qual sonho verdadeiro não se realiza?”, questiona a criadora de onças.

Segundo a presidente do Nex, a construção do espaço para receber a onça-parda deve demorar mais 50 dias. O custo ficará entre R$ 15 mil e R$ 17 mil.

O empresário paulista não quer ser identificado, mas, por intermédio de Cristina, enviou uma mensagem explicando porque resolveu fazer a doação: “Ajudar um animal como uma onça que vive nessas condições – sem ver a luz do sol ou pisar na terra – é ajudar um símbolo de nossa natureza que não fez nada de errado para viver assim. É ajudar alguém que nem voz tem para pedir ajuda. É ter a certeza de que crianças a verão mais feliz na sede do Nex.”

O Ibama de Manaus informa que agora está empenhado em encontrar uma forma de viabilizar o transporte aéreo da onça do Amazonas a Brasília. Além do gasto inicial para o recinto, Shiva vai necessitar de pelos menos o equivalente a R$ 450 por mês em carne. Cristina Gianni explica que o Nex consegue o alimento dos animais que cria por meio de doações intermediadas pelo Ministério Público, com quem tem parceria. (Fonte: Dennis Barbosa/ Globo Amazônia)






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12 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Cinco peixes-boi serão devolvidos à natureza em Maraã, no Amazonas

Eles ficaram presos em redes de pesca ou foram apreendidos por fiscais.
No interior do estado, ainda são comuns os registros de caça do peixe-boi.

Animal será devolvido à natureza (Foto: Carolina Oliveira/Instituto Mamirauá)

Animais serão devolvido à natureza em Marãa (Foto: Carolina Oliveira/Instituto Mamirauá)

No dia 11 de agosto, cinco peixes-boi amazônicos serão devolvidos à natureza na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, na região do município de Maraã, noroeste do Amazonas. Os animais passaram por processo de readaptação à vida silvestre no Centro de Reabilitação de Peixes-Boi Amazônicos de Base Comunitária. Outros dois animais ainda permanecerão sob os cuidados do Centro.

Os peixes-boi chegaram ao Centro de Reabilitação com apenas alguns dias de vida. Dentre os que serão soltos, o mais velho tem quatro anos e o mais novo, dois. Dos cinco peixes-boi que serão soltos, três ficaram presos acidentalmente em redes de pesca e foram entregues à equipe do Centro de Reabilitação pelos próprios pescadores; os outros dois foram apreendidos por agentes ambientais e entregues aos cuidados do Centro.

Segundo Miriam Marmontel, coordenadora do Grupo de Pesquisas em Mamíferos Aquáticos Amazônicos, peixes-boi criados em cativeiro deixam de aprender informações necessárias à vida selvagem. Por isso, os peixes-boi liberados serão monitorados em vida livre, por meio de sinais de rádio emitidos por um aparelho que será adaptado às caudas dos animais.

“Temos que acompanhá-los após a soltura para saber se o nosso trabalho de reabilitação foi bem sucedido. Esses animais certamente são mais vulneráveis à caça do que os que nasceram e foram criados pela mãe, na natureza, pois ela repassa ao filhote informações como rotas de migração, lugares onde se alimentar e como fugir de um pescador. Existe um risco, mas esses animais terão que enfrentá-lo”, disse a pesquisadora.

Ameaça à espécie
No interior do estado, ainda são comuns os registros de caça de subsistência do peixe-boi. As fêmeas adultas, maiores que os machos, são o principal alvo dos caçadores. Sem os cuidados maternos, os filhotes de peixe-boi dificilmente sobrevivem na natureza.

Um dos fatores de ameaça aos filhotes órfãos de peixes-boi são as redes de pesca. Ao ficar preso a uma rede, o filhote pode morrer afogado – como são mamíferos, os peixes-boi precisam vir à superfície para respirar, em intervalos de aproximadamente dois minutos.

Cuidados especiais
De acordo com Miriam Marmontel, o peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis) requer atenção especial da comunidade científica, o que se explica pelo histórico de exploração da espécie. Há registros de caça comercial de peixe-boi desde o século XVII. O auge da procura comercial da espécie ocorreu entre o século XIX e meados do XX, período em que milhares de animais foram mortos por causa da utilização de seu couro para a fabricação de correias e de sua banha para iluminação pública.

Hoje a espécie é considerada vulnerável à extinção. Mais de 100 peixes-boi amazônicos são mantidos em cativeiro, em centros de reabilitação nas regiões metropolitanas de Manaus eBelém, na Reserva Amanã.

O trabalho nos centros de reabilitação de peixe-boi amazônico pode evitar o que já aconteceu a outras espécies de mamíferos aquáticos. Em 2007, o baiji (Lipotes vexillifer), golfinho que habitava o rio Yang-tsé, na China, foi declarado extinto. Devido à caça predatória, em 1768 a vaca marinha (Hydrodamalis gigas) foi declarada extinta, 27 anos após ter sido descoberta.

 

Erê foi o primeiro peixe-boi nascido em cativeiro no Inpa, no AM (Foto: Divulgação/Inpa)

Caça de subsistência ameaça espécie no interior do Amazonas (Foto: Divulgação/Inpa)

Fonte: Globo Natureza


5 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Mercúrio: Liberação no Amazonas preocupa cientistas

A resolução de nº 011/2012 – da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS) do Governo do Estado do Amazonas que libera o uso do mercúrio na separação do ouro na região – abriu uma onda de preocupação na comunidade científica diante dos impactos negativos do produto no meio ambiente, nos rios, em peixes e em seres humanos.

A normativa foi publicada em 15 de junho pelo governo do Amazonas, via Conselho Estadual de Meio Ambiente, em plena realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, sob a alegação da ausência de outras tecnologias economicamente viáveis para substituir o mercúrio na separação do metal precioso e do impacto socioeconômico dessa atividade na região.

 

Reconhecendo os riscos do uso do mercúrio, o governo do Amazonas estabelece regras rígidas na Resolução em uma tentativa de suavizar as consequências. Cientistas, porém, consideram as regras insuficientes para eliminar os danos do produto tanto na natureza e na fauna aquática, quanto na saúde dos trabalhadores e da população em geral.

 

Considerando surpreendente a liberação do mercúrio na Amazônia, a pesquisadora Neuma Solange de Resende, do Programa de Engenharia da Química da Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que esperava medidas para eliminar o uso do produto, a fim de atender às recomendações mundiais, e reduzir a ilegalidade na extração do ouro. Na Bacia do Rio Tapajós, por exemplo, estudos revelam que 99% dos garimpeiros trabalham sem as licenças ambientais e de mineração exigidas por lei.

 

“A liberação do mercúrio no Brasil é espantosa”, destaca a pesquisadora, uma das representantes do País na reunião bianual sobre mercúrio como poluidor mundial, evento que no ano passado foi realizado em Halifax, no Canadá.

 

Neuma alerta que a Amazônia já é uma região “absurdamente castigada” pelo mercúrio, exatamente por concentrar a maior parte da atividade mineradora do País. “Em algumas comunidades, próximas a garimpos, onde os níveis de poluição ambiental são assustadores, é enorme o número de pessoas contaminadas, sem tratamento adequado”, alerta pesquisadora.

 

Conforme entende Neuma, um dos graves problemas do mercúrio é o poder de contaminação no ambiente. Nos rios, os peixes são contaminados e ao consumi-los, o homem pode ser mortalmente intoxicado. “Se ocorre uma contaminação por mercúrio aí [em São Paulo] em algum momento sentirei o efeito aqui [no Rio de Janeiro]. Por ser volátil à temperatura ambiente, o produto se desloca por todas as redes que se possa imaginar: por correntes marítimas, fluviais, aéreas e terrestres. Por isso tratamos o mercúrio como um poluidor global”, exemplifica a pesquisadora da Coppe.

 

Outro lado - Embora reconheça o teor polêmico da questão, o secretário do Estado de Mineração do Amazonas, Daniel Nava, disse que o uso de mercúrio nos garimpos é a única alternativa viável no momento. “Ainda não temos uma tecnologia que venha substituir o mercúrio nessa atividade”, respondeu ele ao Jornal da Ciência.

 

Consultado, o vice-presidente da Cooperativa dos Garimpeiros do Rio Madeira, em Porto Velho (RO), Ariosmar Weis, disse desconhecer outras tecnologias disponíveis no mercado utilizadas na separação do ouro, além do mercúrio e do equipamento cadinho, que é liberado pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

 

Segundo Weis, o recipiente cadinho é a tecnologia “que temos” hoje no mercado. “É uma tecnologia moderna e não poluente”, disse. O dirigente da cooperativa aguardava a publicação da Resolução nº 011/2012, que libera o uso do mercúrio na separação do ouro em garimpos no Amazonas, para “dar continuidade aos trabalhos” nos garimpos.

 

Rigor da Resolução - Nava afirmou, entretanto, que a Resolução 011/2012 é rigorosa e exige cuidados das cooperativas nos garimpos. A norma estabelece, por exemplo, que os garimpeiros retenham todo o mercúrio utilizado no procedimento de separação do ouro e que usem os chamados cadinhos, recipientes resistentes à alta temperatura utilizados no processo de amalgamação (que mantém o ouro líquido e o mercúrio é evaporado ao ambiente), exigidos desde 2005 na atividade mineradora. As indicações são de que os cadinhos seguram a emissão do mercúrio e reduzem seu impacto no meio ambiente.

 

Ao explicar o funcionamento desses equipamentos, a pesquisadora da Coppe disse que além do cadinho, há uma retorta que permite a recuperação do mercúrio gasoso resultado do aquecimento da amalgama no processo de separação do metal precioso. Nesse caso, ela explica que a amalgama de mercúrio e ouro é aquecida o que faz com que esses sejam separados no cadinho – recoberto por uma retorta. No aquecimento do cadinho, o mercúrio evapora e fica o ouro no recipiente. Dessa forma, o mercúrio gasoso é recuperado através da retorta que o canaliza para um recipiente onde ele condensa novamente.

 

A pesquisadora da Coppe destaca, porém, que tal procedimento é insuficiente para minimizar o impacto da emissão do mercúrio no meio ambiente e na contaminação dos rios. “Falta informação e conscientização dos garimpeiros no uso de equipamentos adequados”, disse Neuma, referindo-se ao uso de tecnologias mais limpas do que o mercúrio na separação de metais preciosos.

 

Substituição do mercúrio - A Resolução 011/2012 exige também, segundo o secretário do Estado de Mineração do Amazonas, a substituição progressiva do mercúrio na separação do ouro. Nesse caso, Nava acrescenta que o governo estuda parcerias com a Secretaria do Estado de Mineração, com o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e outros órgãos para buscar alternativas que substituam tanto o mercúrio, na separação do ouro, como outros produtos nocivos à saúde do trabalhador.

 

A intenção, segundo Nava, é começar os trabalhos de pesquisa pelo Rio Madeira, o qual será inserido no Programa Nacional de Qualidade de Água pela primeira vez. Conforme lembra Nava, a atividade de garimpos no Amazonas, particularmente no Rio Madeira, remonta há 50 anos, mais ou menos. Até agora, porém, não há um levantamento histórico sobre a questão da exploração dessa atividade nesse rio. “Queremos recuperar um pouco a história da produção do ouro e da qualidade de água”, afirma Nava, sem destacar os investimentos em pesquisa.

 

“Nossa expectativa é de que os primeiros resultados dos investimentos da pesquisa sejam apresentados no fim de 2013 e que sejam inseridos em alguns capítulos do Plano Estadual de Recursos Hídricos, a ser enviado à Assembleia Legislativa no primeiro trimestre de 2014″, informou. O objetivo é “salvaguardar” todos os cuidados previstos na Resolução 011/2012 para que sejam utilizados em qualquer tipo de licenciamento no estado do Amazonas futuramente.

 

Nava destaca a representatividade socioeconômica do ouro na região, principalmente quando as águas do Rio Madeira estão mais baixas, período em que quase quatro mil famílias com pequenas balsas são atraídas pelo extrativismo do ouro.

 

Produção de mercúrio - Conforme a pesquisadora da Coppe, o garimpo é o principal consumidor de mercúrio do mundo, responsável por 30% de todo mercúrio usado nas diferentes aplicações industriais. “Estima-se que sejam despejadas 1,4 mil toneladas anuais de mercúrio no planeta”, acrescenta o brasileiro Marcello M. Veiga, professor da University of British Columbia, do Norman B. Keevil Institute of Mining Engineering, situado em Vancouver, no Canadá.

 

A quantidade de mercúrio utilizada no processo de amalgamação é proporcionalmente maior do que a quantidade de ouro extraído. Para cada tonelada de ouro, segundo Neuma, são utilizadas aproximadamente três toneladas de mercúrio, quantidade que se soma ao volume jorrado naturalmente no planeta Terra por fontes naturais, como vulcões.

 

Produção de ouro - Estima-se que no Brasil a mineração artesanal e em pequena escala produz cerca de seis toneladas de ouro por ano, gerando 200 mil empregos. Enquanto no mundo, em mais de 70 países, a mineração em pequena escala e os garimpos artesanais empregam 15 milhões de pessoas, responsáveis por cerca de 350 toneladas de ouro por ano.

 

“Como o mercúrio é bem mais barato não há preocupação na recuperação do produto. E não há como o ser humano se proteger do mercúrio”, lamenta a pesquisadora.

 

Panorama mundial - Além do Brasil, o uso do mercúrio em garimpos é proibido também na Indonésia e Guiana Francesa (França). Os demais países não possuem uma legislação específica. Existem, porém, legislação nos Estados Unidos e Europa, onde há uma pressão forte para cortar o fornecimento do mercúrio, proibir tanto a comercialização quanto a fabricação. Mesmo assim, a Holanda é o maior fabricante de mercúrio mundo.

 

Fonte: Viviane Monteiro – Jornal da Ciência


16 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Filhote de lontra é resgatado em rodovia no Amazonas

Filhote de lontra foi resgatado na tarde deste sábado (14). (Foto: Divulgação/Batalhão Ambiental)

Filhote de lontra foi resgatado na tarde deste sábado (14). (Foto: Divulgação/Batalhão Ambiental)

 

O Batalhão de Polícia Ambiental do Amazonas (PMAM) resgatou, no fim da manhã deste sábado (14), um filho de lontra no sítio Cristal, no km 5 do ramal Água Branca 1, situado no km 32 da rodovia AM 010, estrada que liga Manaus ao município de Itacoatiara, situado a 176 Km da capital.

Segundo o soldado do Batalhão Ambiental, Osiney Marques, “a mãe do animal foi encontrava morta, por causa desconhecida. A família do sítio encontrou o filhote e acionou a equipe do batalhão”.

De acordo com informações do cabo do Batalhão Ambiental, Amós Soares Teixeira, o resgate ocorreu por meio da ligação de morador da área, que encontrou o animal nas proximidades do sítio. Ainda segundo o cabo, o animal estava sem ferimentos e não apresenta sinais de maus tratos.

“Geralmente, as pessoas acham o animal separado da mãe e ligam para o nosso batalhão. Na maioria dos casos, vemos que o animal não tem acesso às pessoas. Não é um animal domesticado e, após o resgate, fazemos o encaminhamento para que ele possa ser cuidado e, depois, achar o próprio bando”, disse o cabo Amós.

O filhote de lontra foi encaminhado à Reserva Ecológica Sauim Castanheira, localizada da BR 319, km 1, Distrito Industrial, Zona Sul de Manaus.

Fonte: G1


14 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Batalhão Ambiental apreende caminhão com madeira no AM

O Batalhão de Policiamento Ambiental apreendeu dez metros cúbicos de madeira na madrugada desta sexta-feira (13) em Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus). A madeira era transportada em um caminhão.

Os policiais interceptaram a carga no bairro Terra Preta durante uma fiscalização de rotina. Segundo o Batalhão, o motorista do caminhão não informou para onde levaria o material.

O motorista será encaminhado ao Batalhão Ambiental em Manaus para prestar esclarecimentos. De acordo com o Artigo 46 da Lei de Crimes Ambientais, é proibido receber ou adquirir, para fins comerciais ou industriais, madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem exigir a exibição de licença do vendedor, autorizada, e sem munir-se da via que deverá acompanhar o produto até final beneficiamento. A legislação prevê pena de detenção, de seis meses a um ano, e multa.

O mesmo artigo também enquadra quem vende, expõe à venda, tem em depósito, transporta ou guarda madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem licença válida para todo o tempo da viagem ou do armazenamento, autorizada.

De acordo com o cabo Waldisney Lima da Silvam, Manacapuru está entre os municípios do Amazonas com altos índices de crimes ambientais.

Fonte: Portal Amazônia


7 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Cerca de 92% dos lixões no Amazonas são a céu aberto

Municípios têm que apresentar projeto de aterro sanitário até agosto de 2012.
Medida é uma exigência de lei que institui política nacional de resíduos sólidos.

Catadores de lixo temem fim dos lixões  (Foto: Alexandre Durão/G1)

Lei obriga cidades a apresentar Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (Foto: Alexandre Durão/G1)

Dados da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS) apontam que cerca de 92% dos lixões dos 62 municípios do Amazonas são a céu aberto. A informação é do secretário executivo adjunto de compensações ambientais da SDS, Adailton Alves. Segundo ele, o órgão realiza há três anos um levantamento para diagnosticar a situação de resíduos sólidos em todo o estado. O resultado parcial desse estudo será divulgado no III Fórum Permanente das Secretarias Municipais de Meio Ambiente do Estado do Amazonas (III Fopes-AM).

Para reverter este cenário, o governo está desenvolvendo estudos para cumprir a Lei Federal 12.305 que obriga as cidades brasileiras a apresentar o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) até agosto de 2012 e construir aterros sanitários até agosto de 2014, visando o mundial de futebol.

A medida faz parte do Programa de Apoio a Elaboração dos Planos Municipais de Saneamento e de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos dos Municípios do Estado do Amazonas 9 Plansan), que contempla também, a criação específica do Plano de Saneamento Básico.

O secretário destacou que a importância do Plano de Saneamento Básico está na sua formação que envolve quatro itens: abastecimento de água, tratamento de águas fluviais, além de tratamento de esgoto e saneamento básico. “Cada prefeitura terá seu próprio programa de saneamento” observou.

As ações do governo do Amazonas para atender às medias, segundo Alves, que visam a Copa de 2014 iniciaram com a realização de um seminário na Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), em março deste ano. Uma das demandas do evento foi a assinatura de um convênio entra a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) e a Associação Amazonense de Municípios (AAM).

Com a parceria, as prefeituras do interior vão receber o aporte de R$ 1 milhão para custear a execução dos PMGIRS até agosto de 2012.

Fonte: Alan Chaves, G1, AM

 


22 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Vítima de caça, filhote de peixe-boi é resgatado de cativeiro no Amazonas

Um filhote de peixe-boi, com aproximadamente um mês de vida, foi resgatado por policiais após ser encontrado mantido em cativeiro na cidade de Manacapuru, no interior do Amazonas.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), sediado em Manaus, o animal foi encontrado nesta quarta-feira (20) e foi vítima de caça ilegal. O peixe-boi é uma fêmea e estava na comunidade São Sebastião, um bairro da zona rural de Manacapuru, a 68 km de distância da capital amazonense. Segundo o iInpa, é o 10º filhote resgatado desde janeiro no estado e apresentava sinais de maus-tratos. A pesca do peixe-boi é ilegal e está sujeita à prisão.

O filhote foi encaminhado ao laboratório de mamíferos aquáticos do instituto, onde recebeu alimentação de técnicos e passará por tratamento médico.

Filhote de peixe-boi resgatada por policiais de cativeiro clandestino no interior do Amazonas (Foto: Fernanda Farias/Inpa)

Filhote de peixe-boi fêmea resgatado por policiais de cativeiro clandestino no interior do Amazonas (Foto: Fernanda Farias/Inpa)

Resgate
No último dia 15, um outro filhote foi encontrado na mesma região por policiais e agentes da Associação Amigos do peixe-boi (Ampa).

Segundo a organização ambiental que trabalha contra a caça ilegal da espécie, o período considerado crítico para estes mamíferos está próximo de começar, devido à seca nos rios do Amazonas. Entre agosto e dezembro, a redução do nível da água expõe o peixe-boi, facilitando a pesca. Os trabalhos de prevenção contra este crime ambiental serão reforçados na região.

Ameaçado de extinção, a carne do animal é utilizada para a culinária local. O prato Mixira, palavra na língua indígena para mistura, pode ser encontrado de maneira clandestina em mercados populares da capital e das cidades do interior.

Fonte: Globo Natureza


7 de agosto de 2009 | nenhum comentário »

Com doação de empresário, onça apreendida no AM vai ganhar lar

A onça-parda Shiva, que foi notícia neste portal porque desde pequena vive de forma provisória no centro de triagem animais silvestres do Ibama em Manaus vai finalmente ganhar um lugar definitivo para viver.

Shiva, um macho de dois anos e meio, não pode ser devolvido à natureza porque foi encontrado sem a mãe ainda filhote e nunca aprendeu a caçar. Ao mesmo tempo, como por lei só pode viver em criadouros autorizados, até agora o órgão ambiental não havia conseguido dar uma destinação ao animal, pois seu transporte e manutenção são muito caros. Por isso, há mais de dois anos está num recinto de alvenaria em Manaus, à espera de acomodação.

Após ler a reportagem do Globo Amazônia, um empresário de São Paulo decidiu financiar a construção de um recinto de cem metros quadrados para Shiva no criadouro conservacionista Nex,  ONG que cuida de outros dez felinos selvagens em Corumbá de Goiás (GO), a cerca de 80 km de Brasília.

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“Atualmente abrigamos dez onças – seis pintadas e quatro suçuaranas – duas jaguatiricas e um gato-maracajá. Gostaríamos de receber todos os felinos, mas priorizamos aqueles que estejam há mais tempo submetidos a situações extremas, que mal têm espaço para se movimentar, que estejam passando privações alimentares e outras barbaridades das quais somos testemunhas”, explica a presidente do Nex, Cristina Gianni. “Assim também é o caso do Shiva, a onça que iremos receber em pouco tempo”.

“Tive um contato pessoal com Shiva em janeiro. Nunca vou esquecer que ele colocou a pata para fora das grades, no meu ombro, como se dissesse: ‘me leva, me tira daqui!’ Ele é manso, dócil, extremamente humanizado e completamente indefeso”, relata Cristina. “Na época, não tínhamos um recinto pronto para recebê-lo e isso me deixou triste, conservando sempre a lembrança daquele apelo. Mas qual sonho verdadeiro não se realiza?”, questiona a criadora de onças.

Segundo a presidente do Nex, a construção do espaço para receber a onça-parda deve demorar mais 50 dias. O custo ficará entre R$ 15 mil e R$ 17 mil.

O empresário paulista não quer ser identificado, mas, por intermédio de Cristina, enviou uma mensagem explicando porque resolveu fazer a doação: “Ajudar um animal como uma onça que vive nessas condições – sem ver a luz do sol ou pisar na terra – é ajudar um símbolo de nossa natureza que não fez nada de errado para viver assim. É ajudar alguém que nem voz tem para pedir ajuda. É ter a certeza de que crianças a verão mais feliz na sede do Nex.”

O Ibama de Manaus informa que agora está empenhado em encontrar uma forma de viabilizar o transporte aéreo da onça do Amazonas a Brasília. Além do gasto inicial para o recinto, Shiva vai necessitar de pelos menos o equivalente a R$ 450 por mês em carne. Cristina Gianni explica que o Nex consegue o alimento dos animais que cria por meio de doações intermediadas pelo Ministério Público, com quem tem parceria. (Fonte: Dennis Barbosa/ Globo Amazônia)