20 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Plantas e animais podem perder metade de suas zonas climáticas

Um estudo publicado no domingo (12) no periódico “Nature Climate Change” prevê que cerca de 55% das espécies vegetais e 35% das espécies animais do planeta terão sua faixa climática adequada reduzida pela metade até 2080 se medidas para a diminuição de emissões de gases-estufa não forem tomadas.

As previsões indicam que, se mantido o ritmo atual de emissões, poderá haver um aumento de 4º C na temperatura do planeta até o fim do século.

Os pesquisadores da Universidade britânica East Anglia estudaram o impacto de tal aumento de temperatura nas “zonas climáticas” de 48.786 espécies. Cada zona climática permite o desenvolvimento de determinados tipos de espécies de animais e plantas, incluindo o seu processo de adaptação às condições biológicas e climáticas, como as de precipitação de chuvas e de temperatura.

O maior risco será para as plantas, os anfíbios e os répteis, já que o ritmo de sua capacidade de adaptação é mais lento que a mudança climática, enfatizaram os pesquisadores.

Segundo Rachel Warren, uma das autoras do trabalho, as estimativas da pesquisa podem ser até piores, já que somente levam em conta o impacto do aumento de temperatura, não considerando os eventos extremos provocados pela mudança no clima, como ciclones e inundações.

“As populações de animais em particular poderiam desaparecer em maior proporção do que estimamos devido à diminuição das plantas disponíveis para a alimentação” , explica Warren.

Segundo o estudo, o impacto previsto sobre as zonas climáticas das espécies poderia ser reduzido de maneira significativa se rápidas medidas para reduzir as emissões de gases-estufa forem tomadas.

As perdas podem ser reduzidas em 60% se o crescimento das emissões for interrompido em 2016 ou em 40%, se interrompido em 2030.

 

Fonte: Folha.com


7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Declínio em população de coalas preocupa Austrália

Atropelamentos e ataques ameaçam animais, que recebem tratamento em hospitais.

As populações de coalas de certas regiões da Austrália estão enfrentando um forte declínio em seus números.

Muitos dos animais vivem na natureza, mas perto de regiões já bastante urbanizadas, e acabam sendo atropelados por automóveis em estradas locais ou atacados por cães.

O pequeno Joey, de cinco meses de idade, foi abandonado em um parque local, mas após ter sido encontrado se tornou um dos 250 coalas que estão recebendo tratamento no Hospital Currumbim para a Vida Selvagem.

Segundo funcionários do hospital, houve um aumento de 40% desde o ano passado no número de animais que dão entrada no hospital for ferimentos ou doenças.

Desde maio deste ano, 36 coalas já morreram na região de Nova Gales do Sul, no sul da Austrália.

O governo australiano está procurando mapear a população de coalas do país, mas especialistas afirmam ser preciso realocar espécies para regiões onde elas enfrentam menos ameaças.

Declínio em população de coalas preocupa Austrália (Foto: BBC)

Declínio em população de coalas preocupa Austrália (Foto: BBC)

Fonte: BBC


11 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Pesca excessiva ameaça 30% das populações de peixes, afirma ONU

FAO aponta riscos social e econômico do desaparecimento de espécies.
Conservação da biodiversidade marinha foi debatida na Rio+20, em junho.

Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) informou que a comunidade internacional tem que fazer mais para garantir a pesca sustentável no mundo e alertou que quase 30% das populações de peixes correm risco de desaparecer devido à pesca excessiva.

No documento, divulgado nesta segunda-feira (9), a entidade afirma que muitas das populações marinhas, mesmo aquelas já monitoradas pela FAO, continuam sofrendo uma grande pressão. “A superexploração não afeta somente de forma negativa o meio ambiente, mas também reduz a produção pesqueira, com efeitos negativos sociais e econômicos”.

Segundo a agência da ONU, para aumentar a contribuição da pesca marinha à segurança alimentar, às economias e ao bem-estar das comunidades costeiras, é necessário aplicar planos eficazes para reestabelecer as populações de peixes afetados pela sobrepesca.

De acordo com estatísticas apresentadas pelo órgão, cerca de 57% dos peixes estão totalmente explorados (ou seja, o limite sustentável já está próximo de ser atingido) e apenas 13% não estão totalmente explorados. “É necessário fortalecer a governança e ordenar de forma eficaz a pesca”, disse.

Dados da FAO de 2012 mostram que o setor pesqueiro produziu a cifra recorde de 128 milhões de toneladas de pescado para consumo humano – uma média de 18,4 kg por pessoa – proporcionando 15% da ingestão de proteína animal a mais de 4,3 milhões de pessoas. Além disso, o setor emprega atualmente 55 milhões de pessoas.

O relatório da ONU sustenta que o fomento à pesca e à piscicultura sustentáveis pode incentivar a administração de ecossistemas em larga escala e defende mecanismos como a adoção de um sistema de pesca e aquicultura mais justos e responsáveis.

Proteção dos oceanos foi tema da Rio+20
A proteção à biodiversidade marinha foi um dos principais temas debatidos pelos 188 países reunidos durante a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada no Rio de Janeiro entre os dias 13 e 22 de junho.

Um dos resultados definidos no documento “O futuro que queremos”, fruto das negociações diplomáticas, é a adoção de um novo instrumento internacional sob a Convenção da ONU sobre os Direitos do Mar (Unclos), para uso sustentável da biodiversidade e conservação em alto mar.

O documento prevê ainda, entre outras medidas, a criação de um fórum político de alto nível para o desenvolvimento sustentável dentro da ONU, além de reafirmar um dos Princípios do Rio, criado em 1992, sobre as “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”. Este princípio significa que os países ricos devem investir mais no desenvolvimento sustentável por terem degradado mais o meio ambiente durante séculos.

Outra medida aprovada é o fortalecimento do Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (Pnuma) e o estabelecimento da erradicação da pobreza como o maior desafio global do planeta. Para isso, o documento recomenda que “o Sistema da ONU, em cooperação com doadores relevantes e organizações internacionais”, facilite a transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento.

Esse sistema atuaria para facilitar o encontro entre países interessados e potenciais parceiros, ceder ferramentas para a aplicação de políticas de desenvolvimento sustentável, fornecer bons exemplos de políticas nessas áreas e informar sobre metodologias para avaliar essas políticas.

Pescadores trabalham na Indonésia nesta segunda-feira (9). Segundo relatório da FAO, pesca excessiva já afeta 30% das populações de peixes no mundo. (Foto: Sonny Tumbelaka/AFP)

Pescadores da Indonésia coletam exemplares de atum nesta segunda-feira (9). Segundo relatório da FAO, pesca excessiva já afeta 30% das populações de peixes no mundo. (Foto: Sonny Tumbelaka/AFP)

Fonte: Globo Natureza


20 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Ursos polares surgiram há 600 mil anos, afirma estudo

Espécie é pelo menos quatro vezes antiga do que outras pesquisas diziam.
Adaptação do animal às mudanças globais pode ser difícil, dizem autores.

Um estudo publicado nesta quinta-feira (19) mostrou que os ursos polares existem há cerca de 600 mil anos, pelo menos quatro vezes mais do que os estudos anteriores estimavam. O resultado publicado pela revista “Science” não é apenas uma mera curiosidade, e pode ter implicações sobre o futuro da espécie.

A descoberta de que o urso polar é mais antigo do que se imaginava significa também que sua evolução foi mais lenta. Coincidência ou não, há 600 mil anos a Terra registrou temperaturas extraordinariamente baixas.

A equipe liderada por Frank Hailer, do Instituto Senckenberg de Pesquisas Naturais, em Frankfurt, na Alemanha, aponta uma possível relação entre a queda de temperatura e a evolução dos ancestrais dos ursos, que levou ao surgimento dos ursos polares.

Os autores acreditam que o processo de adaptação ao frio tenha sido lento, e temem pelo futuro dos animais. Os ursos polares já sobreviveram a outros aquecimentos globais, mas não tão rápidos quanto o atual – que é acelerado pela ação do homem. A falta de tempo de adaptação às mudanças climáticas pode significar uma séria ameaça à espécie, no raciocínio dos autores.

O atual estudo chegou a dados mais precisos porque usou uma metodologia diferente. Apesquisa que estimou a idade dos ursos em cerca de 150 mil anos analisou o DNA mitocondrial, que traça apenas a origem materna dos animais. Agora, o cálculo foi refeito com informações do DNA do núcleo da célula, mais detalhadas, e o novo resultado foi obtido.

Urso polar no norte do Canadá (Foto: Hansruedi Weyrich/Science/AAAS)

Urso polar no norte do Canadá (Foto: Hansruedi Weyrich/Science/AAAS)

Fonte: Globo Natureza


20 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Amazônia Andina está ameaçada por obras de 150 hidrelétricas, diz estudo

Construções afetariam biodiversidade, fluidez das águas e de sedimentos.
Usinas devem ser erguidas em cinco países, entre eles o Brasil.

A construção de barragens na região da Amazônia Andina poderá provocar danos ambientais nas cabeceiras dos rios, ameaçando a biodivesidade de bacias hidrográficas que ligam os Andes à Amazônia, afirma estudo publicado nesta semana na revista “PLoS One”.

De acordo com a publicação, elaborada por organizações ambientais, além de pesquisadores do Centro para Leis Internacionais de Meio Ambiente e da Universidade da Carolina do Norte, dos Estados Unidos, nas seis bacias hidrográficas que abrangem Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador e Peru está prevista a construção de 150 usinas hidrelétricas.

Mais da metade delas vai gerar mais de 100 MW e cerca de 40% dos projetos já estão em estágio avançado de construção. Em um ranking elaborado pelos pesquisadores, metade dos empreendimentos são considerados de alto impacto ambiental.

A pesquisa afirma ainda que 60% das 150 barragens provocariam uma grande ruptura na conectividade dos rios amazônicos, ameaçando a várzea da região.

Rompimento ecológico
De acordo com Matt Finer, do Centro para Leis Internacionais de Meio Ambiente, os resultados são preocupantes já que existe uma “ligação fundamental entre a Cordilheira dos Andes e a planície Amazônica”.

Para ele, parece não existir planejamento estratégico sobre possíveis consequências do rompimento de uma conexão ecológica que existe há milhares de anos”.

A região dos Andes fornece a grande maioria dos sedimentos, nutrientes e matéria orgânica para a várzea amazônica, que, segundo a pesquisa, é um dos ecossistemas mais produtivos do planeta. Muitas espécies de peixes dessa bacia hidrográfica viajam longas distâncias para locais próximos à cordilheira onde desovam e se reproduzem.

Os autores afirmaram no estudo que mais de 80% dos empreendimentos contribuíram para a redução da cobertura vegetal devido à construção de estradas, linhas de transmissão ou mesmo por áreas inundadas.

Caminho das águas mostra a nascente mais alta e distante do Rio Amazonas (Foto: rede globo)

Nascente do Rio Amazonas na Cordilheira dos Andes. Construção de hidrelétricas em cinco países pode afetar conectividades dos rios e ameaçar biodiversidade local. (Foto: Rede Globo)

Fonte: Globo Natureza


24 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Mais de 12% de espécies de área do Pacífico estão ameaçadas, diz IUCN

Pesca predatória, destruição de habitat e El Niño seriam principais causas.
Fauna e flora estudadas estão no Golfo da Califórnia, Panamá e Costa Rica.

Mais de 12% das espécies marinhas, animais ou vegetais, da região tropical leste do Oceano Pacífico estão ameaçadas de extinção devido à pesca predatória, à destruição de seu habitat e ao impacto do El Niño, segundo um estudo da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

A investigação científica, primeira do tipo conduzido pela IUCN no Golfo da Califórnia, na costa do Panamá e da Costa Rica, além das cinco ilhas e arquipélagos, engloba toda a fauna e flora da região — peixes, mamíferos marinhos, tartarugas-marinhas, aves marinhas, corais, manguezais e algas. As zonas de maior risco são a entrada do Golfo da Califórnia a as costas do Panamá e da Costa Rica.

“Identificar espécies ameaçadas e as causas desta ameaça pode ajudar a definir as prioridades de conservação marinha na região”, afirmou Beth Polidoro, autora principal do estudo, enquanto Scott Henderson, coautor, acredita que “salvar espécies ameaçadas é a coisa mais importante que podemos fazer para proteger a saúde do oceano, necessária para o bem-estar de milhões de pessoas”.

Zona de proteção
A IUCN considera, ao final do relatório, que a criação de uma zona protegida em torno do atol de Clipperton — lponto localizado a mais de 2.500 km da costa dos EUA — deverá ser uma prioridade, assim como uma legislação para limitar a destruição de manguezais ao longo da costa do Panamá e da Costa Rica.

Nos últimos anos, pelo menos 20 espécies marinhas desapareceram no mundo, além de outros 133 grupos locais de espécies marinhas.

Dessa forma desapareceram espécies de peixes das Ilhas Galápagos durante a passagem do El Niño entre 1982 e 1983. Outrora abundante nas águas do sul da Califórnia e do Golfo da Califórnia, o peixe Totoaba e o bagre-gigante são considerados “criticamente ameaçados” devido à pesca predatória.

 

Fonte: Da France Presse


16 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Biólogos ‘caçam’ iguanas para proteger rara borboleta nos EUA

Invasão de lagartos ameaça população de insetos em arquipélago.
Répteis comem folhas com ovos da Borboleta-azul-de-Miami.

Biólogos trabalham em uma área de proteção ldos Estados Unidos para preservar exemplares da borboleta-azul-de-Miami (colocada na lista de proteção pelo governo devido à ameaça de extinção) e tentar reduzir a população de iguanas no arquipélago de Florida Keys.

O invasor da América Central pode estar prejudicando a reprodução das borboletas, já que se alimenta de folhas de uma árvore específica, utilizada pelos insetos para depósito dos ovos.

Exemplares não confirmados dessas borboletas têm sido vistos desde julho de 2010 na baía Honda, porém, a cada dia que passa a chance delas existirem na região tem diminuído.

Tanto que o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA colocou a espécie em uma lista de proteção junto com outras três borboletas. A listagem de emergência continua até abril, mas as autoridades podem fazer com que ela seja permanente.

Os grandes lagartos vegetarianos, descendentes de animais libertados por proprietários devido ao crescimento deles, desenvolveram um gosto por uma planta específica, utilizada pelas borboletas para desova. Os biólogos tentam agora capturá-los e levá-los para outras áreas.

iguana (Foto: Lynne Sladky/AP Photo)

Iguana é captura e medida por biólogos. Lagarto invasor tem prejudicado população de borboletas (Foto: Lynne Sladky/AP Photo)

Borboleta (Foto: Paula Cannon/AP Photo)

Exemplares de borboleta-azul-de-Miami (Foto: Paula Cannon/AP Photo)

Fonte: Globo Natureza


3 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Metade da bacia do Pantanal está sob risco ambiental, avalia estudo

Foram avaliadas áreas no Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina.
Degradação de nascentes e barragens são apontadas como ameaças.

Metade da bacia do rio Paraguai, que abriga o Pantanal, está sob alto ou médio risco ambiental, mostra estudo divulgado nesta quinta-feira (02). Realizado ao longo de três anos pelo WWF, The Nature Conservancy e Centro de Pesquisas do Pantanal, ele coloca hidrelétricas e atividades humanas entre as maiores ameaças.

Planaltos e chapadões que circundam o Pantanal, onde nascem os principais rios da bacia, seriam as áreas que enfrentam os maiores riscos. A pesquisa avaliou regiões no Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina e tem como objetivo subsidiar os governos dos quatro países no desenvolvimento de uma agenda de adaptação do Pantanal às alterações do clima.

“A bacia do rio Paraguai apresenta alto risco ecológico potencial, requerendo ações urgentes e prioritárias de proteção das cabeceiras”, afirma o estudo.

As barragens e hidrelétricas, apontadas como fatores de risco, devem aumentar no Pantanal nos próximos anos. De acordo com o relatório, existem 115 barramentos previstos para a década, 75% de pequenas centrais hidrelétricas, o que deve elevar os riscos ambientais.

“Barramentos ameaçam a duração e a intensidade dos ciclos de cheias e vazantes, colocando em cheque a vida, economias e populações que dependem do equilíbrio ecológico do Pantanal”, considerou Albano Araújo, coordenador da Estratégia de Água Doce do Programa de Conservação da Mata Atlântica e das Savanas Centrais da The Nature Conservancy.

Entre as atividades humanas, as maiores ameaças seriam a pecuária e a agricultura. Desmatamento, hidrovias, rodovias e mineração também são apontados no estudo como fatores de risco.

Cabeceiras, nas bordas do Pantanal, enfrentam os maiores riscos, segundo pesquisa (Foto: Divulgação / WWF)

Cabeceiras, nas bordas do Pantanal, enfrentam os maiores riscos, segundo pesquisa (Foto: Divulgação / WWF)

Preservação
A pesquisa avalia que seriam necessárias novas medidas de preservação do Pantanal. Uma delas seria a criação de novas unidades de proteção, principalmente em áreas de cabeceiras. Atualmente, existem 170 áreas protegidas na bacia do rio Paraguai, mas elas não estão distribuídas de forma adequada, critica o estudo.

Outra medida seria a implantação de medidas de conservação em terras privadas, por exemplo, melhores práticas de manejo de água e solo em atividades agropecuárias. No caso das hidrelétricas, uma possível solução, de acordo com a pesquisa, seria a implementação de esquemas de operação que mantenham os ciclos de cheias e vazantes de modo semelhante ao natural.

O Pantanal é a maior planície inundável do planeta. Seus ciclos anuais de cheias e secas são fundamentais para a vida de milhares de espécies, além de terem importantes impactos econômicos, como a fertilização natural dos campos.

 

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


28 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Plantações de palmeiras na Indonésia ameaçam orangotangos

Habitat natural dos animais está sendo destruído para dar lugar a cultivo das árvores.

A bebê orangotango de 8 meses Elaine é uma entre tantos animais que estão sendo ameaçados pelo avanço do cultivo de palmeiras em áreas que outrora abrigavam florestas naIndonésia.

Muitos dos orangotangos continuam vivendo em regiões em que há um grande número de plantações de palmeiras, usadas para extração de óleo de dendê, mas estão sujeitos a diversos atos de violência. Click e veja o vídeo: http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&r=1&p=/portuguese/meta/dps/2011/12/emp/111227_orangotangos_indonesia_bg.emp.xml

Ambientalistas contam que muitos animais sofrem espancamentos e são mortos por funcionários de empresas locais de plantações de palmeiras.

Um trabalhador rural disse à BBC que colegas seus são pagos para afugentar os animais da região em que o cultivo se dá, já que as companhias consideram os orangotangos uma ameaça às suas plantações.

Orangotanto Elaine (Foto: Reprodução/BBC)

A filhote fêmea de orangotanto batizada de Elaine é uma entre tantos animais ameaçados pelo avanço do cultivo de palmeiras na Indonésia (Foto: Reprodução/BBC)

Fonte: BBC Brasil

 


28 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Consumo de carne de peixe invasor no Caribe causaria envenenamento

Descoberta de biotoxina em peixe-leão ameaça planos de conter espécie.
Pescado invadiu águas caribenhas e ameaça biodiversidade local.

Ambientalistas presentes em Saint Martin, ilha localizada no Caribe, alertam os moradores para que não consumam a carne do peixe-leão (Pterois volitans), espécie considerada invasora, devido ao risco de contaminação por uma toxina natural.

O fato põe em xeque os esforços do pequeno território para conter a propagação do predador, nativo dos oceanos Índico e Pacífico, que colonizou grandes áreas da região após escapar de um tanque da Flórida, nos Estados Unidos, em 1992.

Seguindo o exemplo de outras ilhas caribenhas, Saint Martin (ou St. Maarten) tinha a esperança de promover o uso deste peixe na culinária, servindo pratos com o pescado frito, empanado ou grelhado, o que retardaria sua propagação.

O peixe-leão foi encontrado no território holandês da ilha em julho do ano passado e se multiplicou desde então. A espécie invasora devora peixes nativos e crustáceos, colocando em risco a biodiversidade marinha do local. Os pesquisadores observaram apenas um peixe-leão comendo até 20 outros peixes em menos de 30 minutos. Para a União Mundial de Conservação, o peixe-leão vermelho é uma das piores espécies invasoras do mundo

Insegurança alimentar
Segundo Tadzio Bervoets, chefe da Fundação St. Maarten para natureza, nos exemplares de peixe-leão capturados foram encontrados biotoxinas que levam ao envenenamento por ciguatera (intoxicação alimentar causada pelo consumo de peixes). É uma ameaça que tem sido crescente.

Pessoas que comeram peixe contaminado podem sentir dor abdominal, náuseas, vômitos, diarréia, formigamento e dormência. A maioria dos pacientes se recupera em poucos dias, mas há casos raros de paralisia e até morte. “Isso significa que não podemos promover com segurança o consumo deste peixe”, disse Bervoets.

A Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) ainda não tem um um relatório oficial sobre as doenças associadas ao consumo de filés de peixe-leão. “Mas em áreas endêmicas de ciguatera, as toxinas foram detectados em níveis superiores ao recomendado pela FDA”, disse o porta-voz do departamento Douglas Karas. Os cientistas ainda pesquisam o que mantém peixe-leão fora de seu ambiente nativo.

Foto de arquivo mostra um peixe-leão a cerca de 40 metros de profundidade, a 88 quilômetros da costa da Carolina do Norte, EUA.  (Foto: Doug Kesling /NOAA Undersea Research Center via AP - julho de 2006)

Foto de arquivo mostra um peixe-leão a cerca de 40 metros de profundidade, a 88 quilômetros da costa da Carolina do Norte, EUA. (Foto: Doug Kesling /NOAA Undersea Research Center via AP - julho de 2006)

Fonte: Globo Natureza, com informações Associated Press.


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20 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Plantas e animais podem perder metade de suas zonas climáticas

Um estudo publicado no domingo (12) no periódico “Nature Climate Change” prevê que cerca de 55% das espécies vegetais e 35% das espécies animais do planeta terão sua faixa climática adequada reduzida pela metade até 2080 se medidas para a diminuição de emissões de gases-estufa não forem tomadas.

As previsões indicam que, se mantido o ritmo atual de emissões, poderá haver um aumento de 4º C na temperatura do planeta até o fim do século.

Os pesquisadores da Universidade britânica East Anglia estudaram o impacto de tal aumento de temperatura nas “zonas climáticas” de 48.786 espécies. Cada zona climática permite o desenvolvimento de determinados tipos de espécies de animais e plantas, incluindo o seu processo de adaptação às condições biológicas e climáticas, como as de precipitação de chuvas e de temperatura.

O maior risco será para as plantas, os anfíbios e os répteis, já que o ritmo de sua capacidade de adaptação é mais lento que a mudança climática, enfatizaram os pesquisadores.

Segundo Rachel Warren, uma das autoras do trabalho, as estimativas da pesquisa podem ser até piores, já que somente levam em conta o impacto do aumento de temperatura, não considerando os eventos extremos provocados pela mudança no clima, como ciclones e inundações.

“As populações de animais em particular poderiam desaparecer em maior proporção do que estimamos devido à diminuição das plantas disponíveis para a alimentação” , explica Warren.

Segundo o estudo, o impacto previsto sobre as zonas climáticas das espécies poderia ser reduzido de maneira significativa se rápidas medidas para reduzir as emissões de gases-estufa forem tomadas.

As perdas podem ser reduzidas em 60% se o crescimento das emissões for interrompido em 2016 ou em 40%, se interrompido em 2030.

 

Fonte: Folha.com


7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Declínio em população de coalas preocupa Austrália

Atropelamentos e ataques ameaçam animais, que recebem tratamento em hospitais.

As populações de coalas de certas regiões da Austrália estão enfrentando um forte declínio em seus números.

Muitos dos animais vivem na natureza, mas perto de regiões já bastante urbanizadas, e acabam sendo atropelados por automóveis em estradas locais ou atacados por cães.

O pequeno Joey, de cinco meses de idade, foi abandonado em um parque local, mas após ter sido encontrado se tornou um dos 250 coalas que estão recebendo tratamento no Hospital Currumbim para a Vida Selvagem.

Segundo funcionários do hospital, houve um aumento de 40% desde o ano passado no número de animais que dão entrada no hospital for ferimentos ou doenças.

Desde maio deste ano, 36 coalas já morreram na região de Nova Gales do Sul, no sul da Austrália.

O governo australiano está procurando mapear a população de coalas do país, mas especialistas afirmam ser preciso realocar espécies para regiões onde elas enfrentam menos ameaças.

Declínio em população de coalas preocupa Austrália (Foto: BBC)

Declínio em população de coalas preocupa Austrália (Foto: BBC)

Fonte: BBC


11 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Pesca excessiva ameaça 30% das populações de peixes, afirma ONU

FAO aponta riscos social e econômico do desaparecimento de espécies.
Conservação da biodiversidade marinha foi debatida na Rio+20, em junho.

Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) informou que a comunidade internacional tem que fazer mais para garantir a pesca sustentável no mundo e alertou que quase 30% das populações de peixes correm risco de desaparecer devido à pesca excessiva.

No documento, divulgado nesta segunda-feira (9), a entidade afirma que muitas das populações marinhas, mesmo aquelas já monitoradas pela FAO, continuam sofrendo uma grande pressão. “A superexploração não afeta somente de forma negativa o meio ambiente, mas também reduz a produção pesqueira, com efeitos negativos sociais e econômicos”.

Segundo a agência da ONU, para aumentar a contribuição da pesca marinha à segurança alimentar, às economias e ao bem-estar das comunidades costeiras, é necessário aplicar planos eficazes para reestabelecer as populações de peixes afetados pela sobrepesca.

De acordo com estatísticas apresentadas pelo órgão, cerca de 57% dos peixes estão totalmente explorados (ou seja, o limite sustentável já está próximo de ser atingido) e apenas 13% não estão totalmente explorados. “É necessário fortalecer a governança e ordenar de forma eficaz a pesca”, disse.

Dados da FAO de 2012 mostram que o setor pesqueiro produziu a cifra recorde de 128 milhões de toneladas de pescado para consumo humano – uma média de 18,4 kg por pessoa – proporcionando 15% da ingestão de proteína animal a mais de 4,3 milhões de pessoas. Além disso, o setor emprega atualmente 55 milhões de pessoas.

O relatório da ONU sustenta que o fomento à pesca e à piscicultura sustentáveis pode incentivar a administração de ecossistemas em larga escala e defende mecanismos como a adoção de um sistema de pesca e aquicultura mais justos e responsáveis.

Proteção dos oceanos foi tema da Rio+20
A proteção à biodiversidade marinha foi um dos principais temas debatidos pelos 188 países reunidos durante a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada no Rio de Janeiro entre os dias 13 e 22 de junho.

Um dos resultados definidos no documento “O futuro que queremos”, fruto das negociações diplomáticas, é a adoção de um novo instrumento internacional sob a Convenção da ONU sobre os Direitos do Mar (Unclos), para uso sustentável da biodiversidade e conservação em alto mar.

O documento prevê ainda, entre outras medidas, a criação de um fórum político de alto nível para o desenvolvimento sustentável dentro da ONU, além de reafirmar um dos Princípios do Rio, criado em 1992, sobre as “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”. Este princípio significa que os países ricos devem investir mais no desenvolvimento sustentável por terem degradado mais o meio ambiente durante séculos.

Outra medida aprovada é o fortalecimento do Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (Pnuma) e o estabelecimento da erradicação da pobreza como o maior desafio global do planeta. Para isso, o documento recomenda que “o Sistema da ONU, em cooperação com doadores relevantes e organizações internacionais”, facilite a transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento.

Esse sistema atuaria para facilitar o encontro entre países interessados e potenciais parceiros, ceder ferramentas para a aplicação de políticas de desenvolvimento sustentável, fornecer bons exemplos de políticas nessas áreas e informar sobre metodologias para avaliar essas políticas.

Pescadores trabalham na Indonésia nesta segunda-feira (9). Segundo relatório da FAO, pesca excessiva já afeta 30% das populações de peixes no mundo. (Foto: Sonny Tumbelaka/AFP)

Pescadores da Indonésia coletam exemplares de atum nesta segunda-feira (9). Segundo relatório da FAO, pesca excessiva já afeta 30% das populações de peixes no mundo. (Foto: Sonny Tumbelaka/AFP)

Fonte: Globo Natureza


20 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Ursos polares surgiram há 600 mil anos, afirma estudo

Espécie é pelo menos quatro vezes antiga do que outras pesquisas diziam.
Adaptação do animal às mudanças globais pode ser difícil, dizem autores.

Um estudo publicado nesta quinta-feira (19) mostrou que os ursos polares existem há cerca de 600 mil anos, pelo menos quatro vezes mais do que os estudos anteriores estimavam. O resultado publicado pela revista “Science” não é apenas uma mera curiosidade, e pode ter implicações sobre o futuro da espécie.

A descoberta de que o urso polar é mais antigo do que se imaginava significa também que sua evolução foi mais lenta. Coincidência ou não, há 600 mil anos a Terra registrou temperaturas extraordinariamente baixas.

A equipe liderada por Frank Hailer, do Instituto Senckenberg de Pesquisas Naturais, em Frankfurt, na Alemanha, aponta uma possível relação entre a queda de temperatura e a evolução dos ancestrais dos ursos, que levou ao surgimento dos ursos polares.

Os autores acreditam que o processo de adaptação ao frio tenha sido lento, e temem pelo futuro dos animais. Os ursos polares já sobreviveram a outros aquecimentos globais, mas não tão rápidos quanto o atual – que é acelerado pela ação do homem. A falta de tempo de adaptação às mudanças climáticas pode significar uma séria ameaça à espécie, no raciocínio dos autores.

O atual estudo chegou a dados mais precisos porque usou uma metodologia diferente. Apesquisa que estimou a idade dos ursos em cerca de 150 mil anos analisou o DNA mitocondrial, que traça apenas a origem materna dos animais. Agora, o cálculo foi refeito com informações do DNA do núcleo da célula, mais detalhadas, e o novo resultado foi obtido.

Urso polar no norte do Canadá (Foto: Hansruedi Weyrich/Science/AAAS)

Urso polar no norte do Canadá (Foto: Hansruedi Weyrich/Science/AAAS)

Fonte: Globo Natureza


20 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Amazônia Andina está ameaçada por obras de 150 hidrelétricas, diz estudo

Construções afetariam biodiversidade, fluidez das águas e de sedimentos.
Usinas devem ser erguidas em cinco países, entre eles o Brasil.

A construção de barragens na região da Amazônia Andina poderá provocar danos ambientais nas cabeceiras dos rios, ameaçando a biodivesidade de bacias hidrográficas que ligam os Andes à Amazônia, afirma estudo publicado nesta semana na revista “PLoS One”.

De acordo com a publicação, elaborada por organizações ambientais, além de pesquisadores do Centro para Leis Internacionais de Meio Ambiente e da Universidade da Carolina do Norte, dos Estados Unidos, nas seis bacias hidrográficas que abrangem Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador e Peru está prevista a construção de 150 usinas hidrelétricas.

Mais da metade delas vai gerar mais de 100 MW e cerca de 40% dos projetos já estão em estágio avançado de construção. Em um ranking elaborado pelos pesquisadores, metade dos empreendimentos são considerados de alto impacto ambiental.

A pesquisa afirma ainda que 60% das 150 barragens provocariam uma grande ruptura na conectividade dos rios amazônicos, ameaçando a várzea da região.

Rompimento ecológico
De acordo com Matt Finer, do Centro para Leis Internacionais de Meio Ambiente, os resultados são preocupantes já que existe uma “ligação fundamental entre a Cordilheira dos Andes e a planície Amazônica”.

Para ele, parece não existir planejamento estratégico sobre possíveis consequências do rompimento de uma conexão ecológica que existe há milhares de anos”.

A região dos Andes fornece a grande maioria dos sedimentos, nutrientes e matéria orgânica para a várzea amazônica, que, segundo a pesquisa, é um dos ecossistemas mais produtivos do planeta. Muitas espécies de peixes dessa bacia hidrográfica viajam longas distâncias para locais próximos à cordilheira onde desovam e se reproduzem.

Os autores afirmaram no estudo que mais de 80% dos empreendimentos contribuíram para a redução da cobertura vegetal devido à construção de estradas, linhas de transmissão ou mesmo por áreas inundadas.

Caminho das águas mostra a nascente mais alta e distante do Rio Amazonas (Foto: rede globo)

Nascente do Rio Amazonas na Cordilheira dos Andes. Construção de hidrelétricas em cinco países pode afetar conectividades dos rios e ameaçar biodiversidade local. (Foto: Rede Globo)

Fonte: Globo Natureza


24 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Mais de 12% de espécies de área do Pacífico estão ameaçadas, diz IUCN

Pesca predatória, destruição de habitat e El Niño seriam principais causas.
Fauna e flora estudadas estão no Golfo da Califórnia, Panamá e Costa Rica.

Mais de 12% das espécies marinhas, animais ou vegetais, da região tropical leste do Oceano Pacífico estão ameaçadas de extinção devido à pesca predatória, à destruição de seu habitat e ao impacto do El Niño, segundo um estudo da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

A investigação científica, primeira do tipo conduzido pela IUCN no Golfo da Califórnia, na costa do Panamá e da Costa Rica, além das cinco ilhas e arquipélagos, engloba toda a fauna e flora da região — peixes, mamíferos marinhos, tartarugas-marinhas, aves marinhas, corais, manguezais e algas. As zonas de maior risco são a entrada do Golfo da Califórnia a as costas do Panamá e da Costa Rica.

“Identificar espécies ameaçadas e as causas desta ameaça pode ajudar a definir as prioridades de conservação marinha na região”, afirmou Beth Polidoro, autora principal do estudo, enquanto Scott Henderson, coautor, acredita que “salvar espécies ameaçadas é a coisa mais importante que podemos fazer para proteger a saúde do oceano, necessária para o bem-estar de milhões de pessoas”.

Zona de proteção
A IUCN considera, ao final do relatório, que a criação de uma zona protegida em torno do atol de Clipperton — lponto localizado a mais de 2.500 km da costa dos EUA — deverá ser uma prioridade, assim como uma legislação para limitar a destruição de manguezais ao longo da costa do Panamá e da Costa Rica.

Nos últimos anos, pelo menos 20 espécies marinhas desapareceram no mundo, além de outros 133 grupos locais de espécies marinhas.

Dessa forma desapareceram espécies de peixes das Ilhas Galápagos durante a passagem do El Niño entre 1982 e 1983. Outrora abundante nas águas do sul da Califórnia e do Golfo da Califórnia, o peixe Totoaba e o bagre-gigante são considerados “criticamente ameaçados” devido à pesca predatória.

 

Fonte: Da France Presse


16 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Biólogos ‘caçam’ iguanas para proteger rara borboleta nos EUA

Invasão de lagartos ameaça população de insetos em arquipélago.
Répteis comem folhas com ovos da Borboleta-azul-de-Miami.

Biólogos trabalham em uma área de proteção ldos Estados Unidos para preservar exemplares da borboleta-azul-de-Miami (colocada na lista de proteção pelo governo devido à ameaça de extinção) e tentar reduzir a população de iguanas no arquipélago de Florida Keys.

O invasor da América Central pode estar prejudicando a reprodução das borboletas, já que se alimenta de folhas de uma árvore específica, utilizada pelos insetos para depósito dos ovos.

Exemplares não confirmados dessas borboletas têm sido vistos desde julho de 2010 na baía Honda, porém, a cada dia que passa a chance delas existirem na região tem diminuído.

Tanto que o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA colocou a espécie em uma lista de proteção junto com outras três borboletas. A listagem de emergência continua até abril, mas as autoridades podem fazer com que ela seja permanente.

Os grandes lagartos vegetarianos, descendentes de animais libertados por proprietários devido ao crescimento deles, desenvolveram um gosto por uma planta específica, utilizada pelas borboletas para desova. Os biólogos tentam agora capturá-los e levá-los para outras áreas.

iguana (Foto: Lynne Sladky/AP Photo)

Iguana é captura e medida por biólogos. Lagarto invasor tem prejudicado população de borboletas (Foto: Lynne Sladky/AP Photo)

Borboleta (Foto: Paula Cannon/AP Photo)

Exemplares de borboleta-azul-de-Miami (Foto: Paula Cannon/AP Photo)

Fonte: Globo Natureza


3 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Metade da bacia do Pantanal está sob risco ambiental, avalia estudo

Foram avaliadas áreas no Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina.
Degradação de nascentes e barragens são apontadas como ameaças.

Metade da bacia do rio Paraguai, que abriga o Pantanal, está sob alto ou médio risco ambiental, mostra estudo divulgado nesta quinta-feira (02). Realizado ao longo de três anos pelo WWF, The Nature Conservancy e Centro de Pesquisas do Pantanal, ele coloca hidrelétricas e atividades humanas entre as maiores ameaças.

Planaltos e chapadões que circundam o Pantanal, onde nascem os principais rios da bacia, seriam as áreas que enfrentam os maiores riscos. A pesquisa avaliou regiões no Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina e tem como objetivo subsidiar os governos dos quatro países no desenvolvimento de uma agenda de adaptação do Pantanal às alterações do clima.

“A bacia do rio Paraguai apresenta alto risco ecológico potencial, requerendo ações urgentes e prioritárias de proteção das cabeceiras”, afirma o estudo.

As barragens e hidrelétricas, apontadas como fatores de risco, devem aumentar no Pantanal nos próximos anos. De acordo com o relatório, existem 115 barramentos previstos para a década, 75% de pequenas centrais hidrelétricas, o que deve elevar os riscos ambientais.

“Barramentos ameaçam a duração e a intensidade dos ciclos de cheias e vazantes, colocando em cheque a vida, economias e populações que dependem do equilíbrio ecológico do Pantanal”, considerou Albano Araújo, coordenador da Estratégia de Água Doce do Programa de Conservação da Mata Atlântica e das Savanas Centrais da The Nature Conservancy.

Entre as atividades humanas, as maiores ameaças seriam a pecuária e a agricultura. Desmatamento, hidrovias, rodovias e mineração também são apontados no estudo como fatores de risco.

Cabeceiras, nas bordas do Pantanal, enfrentam os maiores riscos, segundo pesquisa (Foto: Divulgação / WWF)

Cabeceiras, nas bordas do Pantanal, enfrentam os maiores riscos, segundo pesquisa (Foto: Divulgação / WWF)

Preservação
A pesquisa avalia que seriam necessárias novas medidas de preservação do Pantanal. Uma delas seria a criação de novas unidades de proteção, principalmente em áreas de cabeceiras. Atualmente, existem 170 áreas protegidas na bacia do rio Paraguai, mas elas não estão distribuídas de forma adequada, critica o estudo.

Outra medida seria a implantação de medidas de conservação em terras privadas, por exemplo, melhores práticas de manejo de água e solo em atividades agropecuárias. No caso das hidrelétricas, uma possível solução, de acordo com a pesquisa, seria a implementação de esquemas de operação que mantenham os ciclos de cheias e vazantes de modo semelhante ao natural.

O Pantanal é a maior planície inundável do planeta. Seus ciclos anuais de cheias e secas são fundamentais para a vida de milhares de espécies, além de terem importantes impactos econômicos, como a fertilização natural dos campos.

 

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


28 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Plantações de palmeiras na Indonésia ameaçam orangotangos

Habitat natural dos animais está sendo destruído para dar lugar a cultivo das árvores.

A bebê orangotango de 8 meses Elaine é uma entre tantos animais que estão sendo ameaçados pelo avanço do cultivo de palmeiras em áreas que outrora abrigavam florestas naIndonésia.

Muitos dos orangotangos continuam vivendo em regiões em que há um grande número de plantações de palmeiras, usadas para extração de óleo de dendê, mas estão sujeitos a diversos atos de violência. Click e veja o vídeo: http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&r=1&p=/portuguese/meta/dps/2011/12/emp/111227_orangotangos_indonesia_bg.emp.xml

Ambientalistas contam que muitos animais sofrem espancamentos e são mortos por funcionários de empresas locais de plantações de palmeiras.

Um trabalhador rural disse à BBC que colegas seus são pagos para afugentar os animais da região em que o cultivo se dá, já que as companhias consideram os orangotangos uma ameaça às suas plantações.

Orangotanto Elaine (Foto: Reprodução/BBC)

A filhote fêmea de orangotanto batizada de Elaine é uma entre tantos animais ameaçados pelo avanço do cultivo de palmeiras na Indonésia (Foto: Reprodução/BBC)

Fonte: BBC Brasil

 


28 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Consumo de carne de peixe invasor no Caribe causaria envenenamento

Descoberta de biotoxina em peixe-leão ameaça planos de conter espécie.
Pescado invadiu águas caribenhas e ameaça biodiversidade local.

Ambientalistas presentes em Saint Martin, ilha localizada no Caribe, alertam os moradores para que não consumam a carne do peixe-leão (Pterois volitans), espécie considerada invasora, devido ao risco de contaminação por uma toxina natural.

O fato põe em xeque os esforços do pequeno território para conter a propagação do predador, nativo dos oceanos Índico e Pacífico, que colonizou grandes áreas da região após escapar de um tanque da Flórida, nos Estados Unidos, em 1992.

Seguindo o exemplo de outras ilhas caribenhas, Saint Martin (ou St. Maarten) tinha a esperança de promover o uso deste peixe na culinária, servindo pratos com o pescado frito, empanado ou grelhado, o que retardaria sua propagação.

O peixe-leão foi encontrado no território holandês da ilha em julho do ano passado e se multiplicou desde então. A espécie invasora devora peixes nativos e crustáceos, colocando em risco a biodiversidade marinha do local. Os pesquisadores observaram apenas um peixe-leão comendo até 20 outros peixes em menos de 30 minutos. Para a União Mundial de Conservação, o peixe-leão vermelho é uma das piores espécies invasoras do mundo

Insegurança alimentar
Segundo Tadzio Bervoets, chefe da Fundação St. Maarten para natureza, nos exemplares de peixe-leão capturados foram encontrados biotoxinas que levam ao envenenamento por ciguatera (intoxicação alimentar causada pelo consumo de peixes). É uma ameaça que tem sido crescente.

Pessoas que comeram peixe contaminado podem sentir dor abdominal, náuseas, vômitos, diarréia, formigamento e dormência. A maioria dos pacientes se recupera em poucos dias, mas há casos raros de paralisia e até morte. “Isso significa que não podemos promover com segurança o consumo deste peixe”, disse Bervoets.

A Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) ainda não tem um um relatório oficial sobre as doenças associadas ao consumo de filés de peixe-leão. “Mas em áreas endêmicas de ciguatera, as toxinas foram detectados em níveis superiores ao recomendado pela FDA”, disse o porta-voz do departamento Douglas Karas. Os cientistas ainda pesquisam o que mantém peixe-leão fora de seu ambiente nativo.

Foto de arquivo mostra um peixe-leão a cerca de 40 metros de profundidade, a 88 quilômetros da costa da Carolina do Norte, EUA.  (Foto: Doug Kesling /NOAA Undersea Research Center via AP - julho de 2006)

Foto de arquivo mostra um peixe-leão a cerca de 40 metros de profundidade, a 88 quilômetros da costa da Carolina do Norte, EUA. (Foto: Doug Kesling /NOAA Undersea Research Center via AP - julho de 2006)

Fonte: Globo Natureza, com informações Associated Press.


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