6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Habitat quente faz animais aquáticos terem tamanho menor, diz estudo

Cientistas compararam 169 animais de espécies diferentes para pesquisa.
Estudo diz que redução ocorre porque há menos oxigênio no mar que no ar.

Temperaturas mais altas fazem com que animais aquáticos cresçam até um tamanho menor do que o normal quando atingem a fase adulta, segundo estudo conjunto das universidades de Londres e de Liverpool, no Reino Unido, divulgado nesta segunda-feira (5).

Os cientistas compararam o tamanho de 169 animais terrestres, marinhos e de água doce de várias espécies na fase adulta, submetidos a temperaturas diferentes. Os seres aquáticos “encolheram” numa proporção dez vezes maior do que os terrestres de tamanho similar em ambientes muito aquecidos, aponta um dos autores da pesquisa, o cientista Andrew Hirst, da Universidade de Londres. O efeito ocorre principalmente em animais com tamanho próximo ao de insetos e pequenos peixes.

“Enquanto animais aquáticos têm seu tamanho reduzido em 5% para cada grau Celsius de aquecimento, espécies de mesmo tamanho que vivem na terra encolhem, em média, 0,5%”, disse Hirst no estudo. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira (5) no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences” (“PNAS”, na sigla em inglês).

O estudo afirma que a causa mais provável para essa diferença de tamanho entre espécies submetidas a habitats quentes ocorre porque na água a disponibilidade de oxigênio é bem menor do que na atmosfera.

Segundo os cientistas, quando a temperatura sobe no ambiente, a necessidade de oxigênio pelos organismos cresce – e é muito mais difícil para animais aquáticos obtê-lo do que para terrestres, diz a pesquisa.

O crustáceo 'Calanus propinquus', um dos pesquisados pela equipe do cientista Andrew Hirst (Foto: Divulgação/Alfred Wegener Institute for Polar and Marine Research)

O crustáceo 'Calanus propinquus', um dos animais pesquisados pela equipe do cientista Andrew Hirst, da Universidade de Londres (Foto: Divulgação/Alfred Wegener Institute for Polar and Marine Research)

Fonte: Globo Natureza


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas têm acesso pela primeira vez a corpo de espécie rara de baleia

Baleia bicuda-de-bahamonde foi descrita inicialmente a partir de ossos.
Corpos de mãe e filhote foram encontrados em praia da Nova Zelândia.

baleia rara; Nova Zelândia (Foto: Governo da Nova Zelândia)

Um dos exemplares de baleia-bicuda-de-bahamonde encontrados na Nova Zelândia (Foto: Governo da Nova Zelândia)

Dois corpos de uma espécie de baleia praticamente desconhecida dos cientistas foram encontrados pela primeira vez na Nova Zelândia e analisados por pesquisadores da Universidade de Auckland.

O encalhe de mãe e filhote em uma praia do país deixou de ser apenas um acidente ambiental para se tornar uma oportunidade de coletar mais informações sobre a baleia-bicuda-de-bahamonde (Mesoplodon traversii), anteriormente conhecida apenas com a ajuda de ossadas.

Segundo relatório que será publicado nesta terça-feira (6) na revista científica “Current Biology”, é a primeira vez que especialistas descrevem completamente a espécie.

Além disso, segundo os cientistas, é a primeira vez que surgem evidências de que esta baleia não está extinta completamente da natureza e um lembrete de como o ambiente marinho é pouco conhecido. As duas baleias foram descobertas em dezembro de 2010, em Opape Beach.

A baleia-bicuda-de-bahamonde havia sido descrita anteriormente com a ajuda de três crânios coletados na Nova Zelândia e Chile. Pesquisadores da Universidade de Auckland coletaram amostras de DNA, além de partes do tecido corporal dos corpos encontrados, que serão guardados junto a outras amostras de baleias raras.

 

 

 

 

Fonte: Globo Natureza


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cérebro de tubarões processa estímulos visuais de forma similar ao humano

Pesquisa sugere o uso de sinalizações visuais para prevenir ataques

Nos últimos dez meses, cinco mortes ocorreram na Austrália por ataques de tubarões brancos, que costumam aparecer em áreas bastante próximas da costa do país. Os resultados de uma pesquisa desenvolvida pela Universidade da Austrália Ocidental sugerem uma nova abordagem para proteger os banhistas. O estudo de Kara Yopak, da escola de Biologia Animal da universidade, descobriu que o cérebro dos tubarões tem certas semelhanças com os de humano e que a visão é de grande importância, indicando que uma simples sinalização pode ajudar a afugentar o animal.

“Nos grandes tubarões brancos, a área do cérebro que recebe sinais visuais é bastante grande, o que sugere que a visão nesses animais tem muita importância”, disse Kara ao site da universidade. “A descoberta poderia direcionar o esforço dos pesquisadores no desenvolvimento de técnicas especificamente direcionadas aos olhos dos tubarões.”

Muitos dos meios repelentes utilizados atualmente são ondas eletromagnéticas que se dirigem a sensores que existem no focinho do tubarão. É uma técnica eficaz, mas que não funciona em todas as situações. De acordo com Kara, a nova técnica para repelir os tubarões poderia ser tão simples quanto colocar determinadas marcas visuais nas pranchas de surfe ou na roupa dos surfistas. “Um tubarão pode reconhecer a marca de uma serpente-marinha venenosa e ir embora. E nós podemos usar essa informação para elaborar uma reação”, afirma.

O artigo figura numa edição especial (chamada de O Sistema Nervoso em Peixes cartilaginosos) do periódico científico Brain, Behavior and Evolution. Outros artigos apontam mais semelhanças entre o cérebro humano e o de tubarões. “Um trabalho mostra que o cerebelo, que apareceu pela primeira vez nos tubarões, é um importante avanço evolutivo que pavimentou o caminho de funções neurais mais avançadas nos vertebrados, inclusive em humanos”, explica.

Até pouco tempo atrás, acreditava-se os peixes cartilaginosos, como os tubarões, tinham cérebros consideravelmente simples. “Esta coleção de artigos mostrou que estes peixes possuem uma bateria de sistemas sensoriais extremamente desenvolvidos, cérebros relativamente grandes e complexas características neuromorfológicas”, escreve a pesquisadora.

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões é eficaz, mas não funciona em todas as situações

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões são eficazes, mas não funciona em todas as situações (Mustafa Ozer/AFP)

Fonte: Veja Ciência


7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Após ataques, França vai caçar tubarões na ilha Reunião

Após série de incidentes, moradores pediram ajuda às autoridades para caçar peixes, que teriam se multiplicado nos últimos anos

A França vai contratar pescadores profissionais para matar nesta semana cerca de 20 tubarões na costa da ilha Reunião, território francês no oceano Índico, na esperança de entender uma série de ataques nesse paraíso dos surfistas.

Dois deles foram atacados por tubarões em menos de uma semana. Um deles, mordido no domingo, sobreviveu por pouco, mas perdeu uma mão e um pé. O outro morreu na segunda-feira (30) da semana passada.

Autoridades municipais de Saint-Leu, perto do local do ataque de domingo, pediram a governos de nível superior que abatessem as populações de tubarões-tigres e tubarões-cabeça-chata, que teriam se multiplicado no último ano.

Cerca de 300 moradores e surfistas fizeram um protesto em frente à principal delegacia de polícia da ilha, pedindo o abate dos tubarões.

O governo francês, porém, descartou um abate generalizado, dizendo que é preciso realizar estudos científicos sobre uma toxina que existe na carne dos tubarões, e que desestimula sua pesca.

O tubarão-cabeça-chata é uma das espécies que mais ataca humanos. Brian J. Skerry / National Geographic Image Sales

Fonte: Portal iG


7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Tartaruga gigante de Trinidad e Tobago é achada em praia francesa

Réptil de 320 kg e 2 metros estava com o casco levemente ferido.
Animal pode ter sido capturado por barco e já foi devolvido ao mar.

Uma tartaruga gigante de 320 kg e 2 metros de comprimento, procedente das ilhas de Trinidad e Tobago, no Caribe, foi encontrada na França, nesta segunda-feira (6), por veranistas em uma praia do Mar Mediterrâneo, informaram bombeiros da cidade de Arles, no sudeste do país.

Tartaruga gigante (Foto: Jerome Roux/AFP)

Tartaruga gigante originária do Caribe apareceu em praia da França nesta segunda (Foto: Jerome Roux/AFP)

A tartaruga, que estava levemente ferida no casco, foi achada na praia de Salin de Giraud, povoado da região protegida de Camargue, no delta do rio Ródano.

Tartaruga gigante 2 (Foto: Jerome Roux/AFP)

Animal estava ferido no casco e pode ter sido capturado por uma rede de pesca (Foto: Jerome Roux/AFP)

“Aparentemente, um barco de pesca a capturou com sua rede e a trouxe até a praia, onde veranistas a mantiveram viva cavando um grande buraco, protegido com um toldo”, explicou um dos bombeiros que estiveram no local.

Tartaruga gigante 3 (Foto: Jerome Roux/AFP)

Especialistas de um aquário foram até Arles para devolver o réptil ao mar (Foto: Jerome Roux/AFP)

Especialistas do aquário gigante Seaquarium, na comuna vizinha de Grau du Roi, foram até a praia e decidiram devolver o réptil ao mar.

Fonte: AFP


27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Estudo mostra que tubarões têm pasta de dente ‘embutida’ na boca

Cientistas alemães dizem que arcadas dentárias dos animais contém alto índice de flúor, o que os torna provavelmente livres de cáries

Uma análise detalhada dos dentes dos tubarões mostrou que o “terror dos mares” tem um componente químico nos dentes indispensável para deixá-los fortes e garantir boas dentadas, Pesquisadores da Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha, analisaram profundamente a composição química dos dentes dos tubarões descobriram que esse componente é o flúor, o famoso ingrediente de várias pastas de dente.

O estudo mostrou que enquanto a superfície dentes dos tubarões contém alto índice de fluoreto, mineral presente nas pastas de dente, os humanos e outros mamíferos apresentam uma composição diferente, com hidroxiapatita, uma substância também encontrada nos ossos.

O fluoreto deixa os dentes dos tubarões das espécies Isurus oxyrinchus e Galeocerdo cuvier mais resistentes aos ácidos. Mathias Eppe, co-autor do estudo, disse ao site Discovery News que a superfície dos dentes dos tubarões é composta por 100% de fluoreto. “Portanto, eles não devem ter cáries. Como vivem na água e trocam sua arcada dentária com regularidade, dor de dente é um problema que eles não têm.” No entanto, no quesito resistência, os dentes humanos não deixaram nada a dever aos dos peixes: ambos são igualmente duros.

Além da força da mandíbula, o dente dos tubarões apresenta composição química que garante eficiência nas dentadas. Na imagem, cena do filme Tubarão. Imagem: Divulgação

Fonte: Portal iG


20 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Estudo diz que lula precisa de descanso após sexo duradouro

Molusco do sul da Austrália perde capacidade de nado após cópula.
Fadiga muscular deixa lulas suscetíveis a ataques de predadores.

Cientistas analisaram o comportamento sexual das lulas e comprovaram que a espécie marinha precisa descansar seus músculos por, no mínimo, 30 minutos após uma relação sexual duradoura — de ao menos três horas.

Segundo pesquisa feita por biólogos da Universidade de Melbourne, na Austrália, e divulgada na última edição da revista “Biology Letters” (publicada na última quarta-feira, 18), a fadiga que atinge o molusco pode ser prejudicial e ainda expor espécimes a predadores — que levam vantagem na hora da caçada.

Os cientistas analisaram exemplares de lula da espécie Euprymna tasmanica, que vivem na costa sul Austrália e em partes da Tanzânia. Esses animais chegam a atingir até sete centímetros de comprimento.

Essa espécie consegue se acasalar por até três horas seguidas, após um ritual em que o macho agarra a fêmea e a prende para a cópula. Durante a relação, ambos os espécimes mudam de cor e podem até produzir uma nuvem de tinta escura, que ajuda o casal a fugir de predadores.

Mas e o cansaço?
Um casal de lulas australianas foi capturado pelos biólogos e colocado em um tanque, onde a fêmea e o macho foram obrigados a nadar contra a corrente, com a finalidade de testar sua resistência. Isto foi feito após uma relação sexual entre os exemplares.

Os pesquisadores comprovaram que após o acasalamento, tanto a lula macho, quanto a lula fêmea, precisaram de 30 minutos para recuperar sua capacidade de natação anterior. De acordo com o estudo, isto sugere que a lula sofre de fadiga muscular temporária.

De acordo com a pesquisa, este momento de fadiga pode prejudicar a espécie no momento de fugir de predadores, por exemplo, obrigando-a se esconder na areia para evitar ataques.

Imagem mostra cópula de lulas. Segundo cientistas, espécie tem cansaço muscular após relacionamento sexual duradouro. (Foto: Divulgação/Mark Norman/Universidade de Melbourne)

Imagem mostra cópula de lulas. Segundo cientistas, espécie tem cansaço muscular após relacionamento sexual duradouro. (Foto: Divulgação/Mark Norman/Universidade de Melbourne)

Fonte: Globo Natureza


18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Golfinho é visto carregando o corpo de filhote em ‘ritual de luto’ na China

Cena foi presenciada por turistas na região autônoma de Guangxi Zhuang.
Baleias, elefantes, chimpanzés e gorilas têm comportamento semelhante.

Um golfinho foi fotografado carregando o corpo de seu filhote no mar em uma espécie de “ritual de luto”. A cena foi presenciada por turistas em uma região autônoma da China chamada Guangxi Zhuang, famosa por concentrar esses animais.

O mamífero adulto levantou o filhote morto várias vezes até a superfície, como se estivesse tentando ajudá-lo a respirar. Depois, empurrou o bebê da costa em direção a águas mais profundas.

Um corte profundo foi observado na barriga do filhote, o que pode ter sido feito pela hélice de um barco. Muitas embarcações frequentam o local para levar turistas.

Anteriormente, pesquisadores já observaram golfinhos carregando ou empurrando filhotes que nasceram mortos ou morreram ainda jovens. Os animais demonstram angústia e ficam até vários dias com o corpo do bebê por perto.

“Rituais de luto” no reino animal já foram vistos entre baleias, elefantes, chimpanzés e gorilas. Embora os especialistas relutem em atribuir emoções humanas aos bichos, esse comportamento dos golfinhos parece mostrar que eles têm, pelo menos, consciência sobre sua mortalidade e podem até “contemplar” uma eventual morte. Outros indivíduos parecem incapazes de aceitar o fato.

 

Golfinho (Foto: Daily Mail/Reprodução)

Golfinho adulto traz filhote morto até a superfície do mar para ajudá-lo a respirar (Foto: Daily Mail/Reprodução)

Fonte: Globo Natureza


5 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Projeto de santuário para baleias no Atlântico Sul é rejeitado em reunião

Proposta apoiada pelo Brasil precisava de 75% dos votos, mas teve 65%.
Intenção era criar área livre de exploração entre a América do Sul e África.

Baleia jubarte nada próximo ao litoral (Foto: Divulgação/ IBJ)

Baleia jubarte nada próximo ao litoral brasileiro. Intenção de santuário é proteger mamíferos aquáticos que vivem entre a América do Sul e a África (Foto: Divulgação/ IBJ)

A proposta de se criar um santuário para baleias no Atlântico Sul, entre a América do Sul e a África, foi rejeitada durante votação realizada nesta segunda-feira (2) pela Comissão Baleeira Internacional (CBI), em reunião anual realizada no Panamá, de acordo com a agência de notícias France Presse.

Segundo Milko Schvartzman, responsável pela América Latina na área de oceanos na organização ambiental Greenpeace, a proposta de criação do santuário “havia acabado de ser votada e não foi aprovada”. Na plenária, 38 países se pronunciaram a favor e 21 governos foram contrários. O apoio favorável foi de 65%, mas a porcentagem necessária para criar a área de proteção era de 75%.

O assunto era um dos principais temas em debate no encontro, que termina nesta semana. O projeto de criar um santuário de proteção às baleias no Atlântico Sul é liderado pelo Brasil e pela Argentina desde 2000.

Além de assumir uma postura conservacionista – após ter permitido a caça em suas águas até 1985 -, o governo brasileiro percebeu que o turismo de observação é um negócio muito mais rentável e gerador de emprego do que a morte do animal.

Contribuição científica
De acordo com Vanessa Tossenberger, da organização ambiental Sociedade para a Conservação das Baleias e Golfinhos (WDCS, na sigla em inglês), os santuários “ajudam a desenvolver pesquisas científicas e a apoiar manejos sustentáveis, evitando danos à população marinha”.

Há mais de uma década existem impasses entre países que apoiam a exploração de baleias e governos conservacionistas. Conforme votação realizada nesta segunda, os conservacionistas até tiveram a maioria, mas não têm conseguido superar a barreira criada por Japão, Noruega, Islândia e Rússia, acusados, inclusive, de comprar votos de países neutros.

Na reunião do ano passado, o Japão liderou o bloco de nações que se recusaram a submeter o projeto à votação. Os delegados japoneses, seguidos pelos islandeses e por vários países africanos e caribenhos, abandonaram a sala de negociação quando o presidente propôs a votação da iniciativa.

 

Fonte: Globo Natureza com informações da France Presse


25 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas descobrem órgão que pode explicar alimentação de baleias

Órgão sensorial no queixo pode ser usado para detectar presas, diz estudo.
Animais enchem a boca de água e selecionam pequenos animais.

Um órgão sensorial situado no queixo pode explicar como as baleias se alimentam e por que elas são tão grandes. A afirmação é de um estudo publicado nesta quarta-feira (23) pela revista científica “Nature”.

Os rorquais – família que engloba vários tipos de baleia, entre eles a baleia-azul – se alimentam com um processo peculiar. Essas baleias movimentam a água, de forma que colocam um grande volume na boca de uma vez, e nessa água selecionam suas presas, que são pequenos peixes e crustáceos.

Os cientistas já conheciam alguns dos mecanismos que facilitam esse processo, como a existência de pregas na garganta que ajudam a suportar o grande volume de água, mas não sabem a fundo como esse tipo de alimentação funciona. A existência de um órgão sensorial pode ser a peça que faltava nesse quebra-cabeça.

Os autores acreditam que o órgão possa ser o responsável por identificar a presença das presas na água, permitindo às baleias abrir a boca no momento certo. Isso é essencial para a boa alimentação das baleias, que, por sua vez, é importante para que elas possam ter o grande porte que têm.

“Em termos de evolução, a inovação desse órgãos sensoriais tem um papel fundamental em um dos métodos mais extremos de alimentação de criaturas aquáticas”, afirmou Bob Shadwick, um dos autores, em material divulgado pela Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, onde ele trabalha.

Ilustração mostra onde fica o órgão recém-descoberto das baleias (Foto: Carl Buell/Nicholas D. Pyenson/Smithsonian Institution)

Ilustração mostra onde fica o órgão recém-descoberto das baleias (Foto: Carl Buell/Nicholas D. Pyenson/Smithsonian Institution)

Fonte: Globo Natureza


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6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Habitat quente faz animais aquáticos terem tamanho menor, diz estudo

Cientistas compararam 169 animais de espécies diferentes para pesquisa.
Estudo diz que redução ocorre porque há menos oxigênio no mar que no ar.

Temperaturas mais altas fazem com que animais aquáticos cresçam até um tamanho menor do que o normal quando atingem a fase adulta, segundo estudo conjunto das universidades de Londres e de Liverpool, no Reino Unido, divulgado nesta segunda-feira (5).

Os cientistas compararam o tamanho de 169 animais terrestres, marinhos e de água doce de várias espécies na fase adulta, submetidos a temperaturas diferentes. Os seres aquáticos “encolheram” numa proporção dez vezes maior do que os terrestres de tamanho similar em ambientes muito aquecidos, aponta um dos autores da pesquisa, o cientista Andrew Hirst, da Universidade de Londres. O efeito ocorre principalmente em animais com tamanho próximo ao de insetos e pequenos peixes.

“Enquanto animais aquáticos têm seu tamanho reduzido em 5% para cada grau Celsius de aquecimento, espécies de mesmo tamanho que vivem na terra encolhem, em média, 0,5%”, disse Hirst no estudo. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira (5) no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences” (“PNAS”, na sigla em inglês).

O estudo afirma que a causa mais provável para essa diferença de tamanho entre espécies submetidas a habitats quentes ocorre porque na água a disponibilidade de oxigênio é bem menor do que na atmosfera.

Segundo os cientistas, quando a temperatura sobe no ambiente, a necessidade de oxigênio pelos organismos cresce – e é muito mais difícil para animais aquáticos obtê-lo do que para terrestres, diz a pesquisa.

O crustáceo 'Calanus propinquus', um dos pesquisados pela equipe do cientista Andrew Hirst (Foto: Divulgação/Alfred Wegener Institute for Polar and Marine Research)

O crustáceo 'Calanus propinquus', um dos animais pesquisados pela equipe do cientista Andrew Hirst, da Universidade de Londres (Foto: Divulgação/Alfred Wegener Institute for Polar and Marine Research)

Fonte: Globo Natureza


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas têm acesso pela primeira vez a corpo de espécie rara de baleia

Baleia bicuda-de-bahamonde foi descrita inicialmente a partir de ossos.
Corpos de mãe e filhote foram encontrados em praia da Nova Zelândia.

baleia rara; Nova Zelândia (Foto: Governo da Nova Zelândia)

Um dos exemplares de baleia-bicuda-de-bahamonde encontrados na Nova Zelândia (Foto: Governo da Nova Zelândia)

Dois corpos de uma espécie de baleia praticamente desconhecida dos cientistas foram encontrados pela primeira vez na Nova Zelândia e analisados por pesquisadores da Universidade de Auckland.

O encalhe de mãe e filhote em uma praia do país deixou de ser apenas um acidente ambiental para se tornar uma oportunidade de coletar mais informações sobre a baleia-bicuda-de-bahamonde (Mesoplodon traversii), anteriormente conhecida apenas com a ajuda de ossadas.

Segundo relatório que será publicado nesta terça-feira (6) na revista científica “Current Biology”, é a primeira vez que especialistas descrevem completamente a espécie.

Além disso, segundo os cientistas, é a primeira vez que surgem evidências de que esta baleia não está extinta completamente da natureza e um lembrete de como o ambiente marinho é pouco conhecido. As duas baleias foram descobertas em dezembro de 2010, em Opape Beach.

A baleia-bicuda-de-bahamonde havia sido descrita anteriormente com a ajuda de três crânios coletados na Nova Zelândia e Chile. Pesquisadores da Universidade de Auckland coletaram amostras de DNA, além de partes do tecido corporal dos corpos encontrados, que serão guardados junto a outras amostras de baleias raras.

 

 

 

 

Fonte: Globo Natureza


6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cérebro de tubarões processa estímulos visuais de forma similar ao humano

Pesquisa sugere o uso de sinalizações visuais para prevenir ataques

Nos últimos dez meses, cinco mortes ocorreram na Austrália por ataques de tubarões brancos, que costumam aparecer em áreas bastante próximas da costa do país. Os resultados de uma pesquisa desenvolvida pela Universidade da Austrália Ocidental sugerem uma nova abordagem para proteger os banhistas. O estudo de Kara Yopak, da escola de Biologia Animal da universidade, descobriu que o cérebro dos tubarões tem certas semelhanças com os de humano e que a visão é de grande importância, indicando que uma simples sinalização pode ajudar a afugentar o animal.

“Nos grandes tubarões brancos, a área do cérebro que recebe sinais visuais é bastante grande, o que sugere que a visão nesses animais tem muita importância”, disse Kara ao site da universidade. “A descoberta poderia direcionar o esforço dos pesquisadores no desenvolvimento de técnicas especificamente direcionadas aos olhos dos tubarões.”

Muitos dos meios repelentes utilizados atualmente são ondas eletromagnéticas que se dirigem a sensores que existem no focinho do tubarão. É uma técnica eficaz, mas que não funciona em todas as situações. De acordo com Kara, a nova técnica para repelir os tubarões poderia ser tão simples quanto colocar determinadas marcas visuais nas pranchas de surfe ou na roupa dos surfistas. “Um tubarão pode reconhecer a marca de uma serpente-marinha venenosa e ir embora. E nós podemos usar essa informação para elaborar uma reação”, afirma.

O artigo figura numa edição especial (chamada de O Sistema Nervoso em Peixes cartilaginosos) do periódico científico Brain, Behavior and Evolution. Outros artigos apontam mais semelhanças entre o cérebro humano e o de tubarões. “Um trabalho mostra que o cerebelo, que apareceu pela primeira vez nos tubarões, é um importante avanço evolutivo que pavimentou o caminho de funções neurais mais avançadas nos vertebrados, inclusive em humanos”, explica.

Até pouco tempo atrás, acreditava-se os peixes cartilaginosos, como os tubarões, tinham cérebros consideravelmente simples. “Esta coleção de artigos mostrou que estes peixes possuem uma bateria de sistemas sensoriais extremamente desenvolvidos, cérebros relativamente grandes e complexas características neuromorfológicas”, escreve a pesquisadora.

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões é eficaz, mas não funciona em todas as situações

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões são eficazes, mas não funciona em todas as situações (Mustafa Ozer/AFP)

Fonte: Veja Ciência


7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Após ataques, França vai caçar tubarões na ilha Reunião

Após série de incidentes, moradores pediram ajuda às autoridades para caçar peixes, que teriam se multiplicado nos últimos anos

A França vai contratar pescadores profissionais para matar nesta semana cerca de 20 tubarões na costa da ilha Reunião, território francês no oceano Índico, na esperança de entender uma série de ataques nesse paraíso dos surfistas.

Dois deles foram atacados por tubarões em menos de uma semana. Um deles, mordido no domingo, sobreviveu por pouco, mas perdeu uma mão e um pé. O outro morreu na segunda-feira (30) da semana passada.

Autoridades municipais de Saint-Leu, perto do local do ataque de domingo, pediram a governos de nível superior que abatessem as populações de tubarões-tigres e tubarões-cabeça-chata, que teriam se multiplicado no último ano.

Cerca de 300 moradores e surfistas fizeram um protesto em frente à principal delegacia de polícia da ilha, pedindo o abate dos tubarões.

O governo francês, porém, descartou um abate generalizado, dizendo que é preciso realizar estudos científicos sobre uma toxina que existe na carne dos tubarões, e que desestimula sua pesca.

O tubarão-cabeça-chata é uma das espécies que mais ataca humanos. Brian J. Skerry / National Geographic Image Sales

Fonte: Portal iG


7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Tartaruga gigante de Trinidad e Tobago é achada em praia francesa

Réptil de 320 kg e 2 metros estava com o casco levemente ferido.
Animal pode ter sido capturado por barco e já foi devolvido ao mar.

Uma tartaruga gigante de 320 kg e 2 metros de comprimento, procedente das ilhas de Trinidad e Tobago, no Caribe, foi encontrada na França, nesta segunda-feira (6), por veranistas em uma praia do Mar Mediterrâneo, informaram bombeiros da cidade de Arles, no sudeste do país.

Tartaruga gigante (Foto: Jerome Roux/AFP)

Tartaruga gigante originária do Caribe apareceu em praia da França nesta segunda (Foto: Jerome Roux/AFP)

A tartaruga, que estava levemente ferida no casco, foi achada na praia de Salin de Giraud, povoado da região protegida de Camargue, no delta do rio Ródano.

Tartaruga gigante 2 (Foto: Jerome Roux/AFP)

Animal estava ferido no casco e pode ter sido capturado por uma rede de pesca (Foto: Jerome Roux/AFP)

“Aparentemente, um barco de pesca a capturou com sua rede e a trouxe até a praia, onde veranistas a mantiveram viva cavando um grande buraco, protegido com um toldo”, explicou um dos bombeiros que estiveram no local.

Tartaruga gigante 3 (Foto: Jerome Roux/AFP)

Especialistas de um aquário foram até Arles para devolver o réptil ao mar (Foto: Jerome Roux/AFP)

Especialistas do aquário gigante Seaquarium, na comuna vizinha de Grau du Roi, foram até a praia e decidiram devolver o réptil ao mar.

Fonte: AFP


27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Estudo mostra que tubarões têm pasta de dente ‘embutida’ na boca

Cientistas alemães dizem que arcadas dentárias dos animais contém alto índice de flúor, o que os torna provavelmente livres de cáries

Uma análise detalhada dos dentes dos tubarões mostrou que o “terror dos mares” tem um componente químico nos dentes indispensável para deixá-los fortes e garantir boas dentadas, Pesquisadores da Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha, analisaram profundamente a composição química dos dentes dos tubarões descobriram que esse componente é o flúor, o famoso ingrediente de várias pastas de dente.

O estudo mostrou que enquanto a superfície dentes dos tubarões contém alto índice de fluoreto, mineral presente nas pastas de dente, os humanos e outros mamíferos apresentam uma composição diferente, com hidroxiapatita, uma substância também encontrada nos ossos.

O fluoreto deixa os dentes dos tubarões das espécies Isurus oxyrinchus e Galeocerdo cuvier mais resistentes aos ácidos. Mathias Eppe, co-autor do estudo, disse ao site Discovery News que a superfície dos dentes dos tubarões é composta por 100% de fluoreto. “Portanto, eles não devem ter cáries. Como vivem na água e trocam sua arcada dentária com regularidade, dor de dente é um problema que eles não têm.” No entanto, no quesito resistência, os dentes humanos não deixaram nada a dever aos dos peixes: ambos são igualmente duros.

Além da força da mandíbula, o dente dos tubarões apresenta composição química que garante eficiência nas dentadas. Na imagem, cena do filme Tubarão. Imagem: Divulgação

Fonte: Portal iG


20 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Estudo diz que lula precisa de descanso após sexo duradouro

Molusco do sul da Austrália perde capacidade de nado após cópula.
Fadiga muscular deixa lulas suscetíveis a ataques de predadores.

Cientistas analisaram o comportamento sexual das lulas e comprovaram que a espécie marinha precisa descansar seus músculos por, no mínimo, 30 minutos após uma relação sexual duradoura — de ao menos três horas.

Segundo pesquisa feita por biólogos da Universidade de Melbourne, na Austrália, e divulgada na última edição da revista “Biology Letters” (publicada na última quarta-feira, 18), a fadiga que atinge o molusco pode ser prejudicial e ainda expor espécimes a predadores — que levam vantagem na hora da caçada.

Os cientistas analisaram exemplares de lula da espécie Euprymna tasmanica, que vivem na costa sul Austrália e em partes da Tanzânia. Esses animais chegam a atingir até sete centímetros de comprimento.

Essa espécie consegue se acasalar por até três horas seguidas, após um ritual em que o macho agarra a fêmea e a prende para a cópula. Durante a relação, ambos os espécimes mudam de cor e podem até produzir uma nuvem de tinta escura, que ajuda o casal a fugir de predadores.

Mas e o cansaço?
Um casal de lulas australianas foi capturado pelos biólogos e colocado em um tanque, onde a fêmea e o macho foram obrigados a nadar contra a corrente, com a finalidade de testar sua resistência. Isto foi feito após uma relação sexual entre os exemplares.

Os pesquisadores comprovaram que após o acasalamento, tanto a lula macho, quanto a lula fêmea, precisaram de 30 minutos para recuperar sua capacidade de natação anterior. De acordo com o estudo, isto sugere que a lula sofre de fadiga muscular temporária.

De acordo com a pesquisa, este momento de fadiga pode prejudicar a espécie no momento de fugir de predadores, por exemplo, obrigando-a se esconder na areia para evitar ataques.

Imagem mostra cópula de lulas. Segundo cientistas, espécie tem cansaço muscular após relacionamento sexual duradouro. (Foto: Divulgação/Mark Norman/Universidade de Melbourne)

Imagem mostra cópula de lulas. Segundo cientistas, espécie tem cansaço muscular após relacionamento sexual duradouro. (Foto: Divulgação/Mark Norman/Universidade de Melbourne)

Fonte: Globo Natureza


18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Golfinho é visto carregando o corpo de filhote em ‘ritual de luto’ na China

Cena foi presenciada por turistas na região autônoma de Guangxi Zhuang.
Baleias, elefantes, chimpanzés e gorilas têm comportamento semelhante.

Um golfinho foi fotografado carregando o corpo de seu filhote no mar em uma espécie de “ritual de luto”. A cena foi presenciada por turistas em uma região autônoma da China chamada Guangxi Zhuang, famosa por concentrar esses animais.

O mamífero adulto levantou o filhote morto várias vezes até a superfície, como se estivesse tentando ajudá-lo a respirar. Depois, empurrou o bebê da costa em direção a águas mais profundas.

Um corte profundo foi observado na barriga do filhote, o que pode ter sido feito pela hélice de um barco. Muitas embarcações frequentam o local para levar turistas.

Anteriormente, pesquisadores já observaram golfinhos carregando ou empurrando filhotes que nasceram mortos ou morreram ainda jovens. Os animais demonstram angústia e ficam até vários dias com o corpo do bebê por perto.

“Rituais de luto” no reino animal já foram vistos entre baleias, elefantes, chimpanzés e gorilas. Embora os especialistas relutem em atribuir emoções humanas aos bichos, esse comportamento dos golfinhos parece mostrar que eles têm, pelo menos, consciência sobre sua mortalidade e podem até “contemplar” uma eventual morte. Outros indivíduos parecem incapazes de aceitar o fato.

 

Golfinho (Foto: Daily Mail/Reprodução)

Golfinho adulto traz filhote morto até a superfície do mar para ajudá-lo a respirar (Foto: Daily Mail/Reprodução)

Fonte: Globo Natureza


5 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Projeto de santuário para baleias no Atlântico Sul é rejeitado em reunião

Proposta apoiada pelo Brasil precisava de 75% dos votos, mas teve 65%.
Intenção era criar área livre de exploração entre a América do Sul e África.

Baleia jubarte nada próximo ao litoral (Foto: Divulgação/ IBJ)

Baleia jubarte nada próximo ao litoral brasileiro. Intenção de santuário é proteger mamíferos aquáticos que vivem entre a América do Sul e a África (Foto: Divulgação/ IBJ)

A proposta de se criar um santuário para baleias no Atlântico Sul, entre a América do Sul e a África, foi rejeitada durante votação realizada nesta segunda-feira (2) pela Comissão Baleeira Internacional (CBI), em reunião anual realizada no Panamá, de acordo com a agência de notícias France Presse.

Segundo Milko Schvartzman, responsável pela América Latina na área de oceanos na organização ambiental Greenpeace, a proposta de criação do santuário “havia acabado de ser votada e não foi aprovada”. Na plenária, 38 países se pronunciaram a favor e 21 governos foram contrários. O apoio favorável foi de 65%, mas a porcentagem necessária para criar a área de proteção era de 75%.

O assunto era um dos principais temas em debate no encontro, que termina nesta semana. O projeto de criar um santuário de proteção às baleias no Atlântico Sul é liderado pelo Brasil e pela Argentina desde 2000.

Além de assumir uma postura conservacionista – após ter permitido a caça em suas águas até 1985 -, o governo brasileiro percebeu que o turismo de observação é um negócio muito mais rentável e gerador de emprego do que a morte do animal.

Contribuição científica
De acordo com Vanessa Tossenberger, da organização ambiental Sociedade para a Conservação das Baleias e Golfinhos (WDCS, na sigla em inglês), os santuários “ajudam a desenvolver pesquisas científicas e a apoiar manejos sustentáveis, evitando danos à população marinha”.

Há mais de uma década existem impasses entre países que apoiam a exploração de baleias e governos conservacionistas. Conforme votação realizada nesta segunda, os conservacionistas até tiveram a maioria, mas não têm conseguido superar a barreira criada por Japão, Noruega, Islândia e Rússia, acusados, inclusive, de comprar votos de países neutros.

Na reunião do ano passado, o Japão liderou o bloco de nações que se recusaram a submeter o projeto à votação. Os delegados japoneses, seguidos pelos islandeses e por vários países africanos e caribenhos, abandonaram a sala de negociação quando o presidente propôs a votação da iniciativa.

 

Fonte: Globo Natureza com informações da France Presse


25 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas descobrem órgão que pode explicar alimentação de baleias

Órgão sensorial no queixo pode ser usado para detectar presas, diz estudo.
Animais enchem a boca de água e selecionam pequenos animais.

Um órgão sensorial situado no queixo pode explicar como as baleias se alimentam e por que elas são tão grandes. A afirmação é de um estudo publicado nesta quarta-feira (23) pela revista científica “Nature”.

Os rorquais – família que engloba vários tipos de baleia, entre eles a baleia-azul – se alimentam com um processo peculiar. Essas baleias movimentam a água, de forma que colocam um grande volume na boca de uma vez, e nessa água selecionam suas presas, que são pequenos peixes e crustáceos.

Os cientistas já conheciam alguns dos mecanismos que facilitam esse processo, como a existência de pregas na garganta que ajudam a suportar o grande volume de água, mas não sabem a fundo como esse tipo de alimentação funciona. A existência de um órgão sensorial pode ser a peça que faltava nesse quebra-cabeça.

Os autores acreditam que o órgão possa ser o responsável por identificar a presença das presas na água, permitindo às baleias abrir a boca no momento certo. Isso é essencial para a boa alimentação das baleias, que, por sua vez, é importante para que elas possam ter o grande porte que têm.

“Em termos de evolução, a inovação desse órgãos sensoriais tem um papel fundamental em um dos métodos mais extremos de alimentação de criaturas aquáticas”, afirmou Bob Shadwick, um dos autores, em material divulgado pela Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, onde ele trabalha.

Ilustração mostra onde fica o órgão recém-descoberto das baleias (Foto: Carl Buell/Nicholas D. Pyenson/Smithsonian Institution)

Ilustração mostra onde fica o órgão recém-descoberto das baleias (Foto: Carl Buell/Nicholas D. Pyenson/Smithsonian Institution)

Fonte: Globo Natureza


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